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Quarta-feira, 29 de agosto de 2012 - 1ª Edição www.imprensasonu.wordpress.com

Informativo Jornalista e fotógrafo americanos desaparecidos na Síria O vencedor de dois prêmios Pulitzer, Mark Hassan, e o experiente fotógrafo Thomas Midler não entram em contato com editores da Associated Press ou com a família há três semanas.

A

agência de notícias norte-americana Associated Press (AP) informou que a última vez que editores do veículo de comunicação entraram em contato com Mark Hassan e Thomas Midler foi na manhã do dia 8 de agosto (horário de Nova York). No último contato, eles enviaram uma matéria e fotografias que denunciavam a contaminação de civis por radioatividade e afirmaram que esperavam uma resposta urgente do governo sírio. Ambos estavam na cidade de Haffa, que fica em uma região montanhosa no oeste da Síria. A AP informou ainda ter recebido informações de que membros de sua equipe de reportagem foram “levados por forças do governo sírio”, mas essas informações não foram confirmadas. “Estamos muito preocupados com a segurança e o bem-estar dos nossos correspondentes, e urgimos para que o governo sírio os encontre e garanta a segurança deles”, informou a editora-executiva da AP, Kathleen Carroll. “As famílias deles e seus colegas da AP estão ansiosos à procura de informações sobre a situação deles, e rezando para que estejam seguros”, completou. Como muitas organizações de notícias, a AP tem procedimentos para rastrear o paradeiro de seus jornalistas em zonas de guerra e áreas de conflito. John Da-

Mark Hassan (à esquerda) e Thomas Midler (à direita) foram enviados à Síria em março deste ano para cobrir o conflito no país.

niszewski, editor internacional da AP, disse que todas as noites os editores discutem os planos para o dia seguinte com os seus correspondentes, que devem entrar em contato regularmente. “Esperamos ouvir deles várias vezes ao dia - e assim o fazem seus colegas de campo, que muitas vezes são quem nos alertam sobre qualquer proble-

ma”, diz Daniszewski. De acordo com a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), dez jornalistas foram assassinados na Síria desde o início do conflito, dos quais cinco aconteceram apenas nas últimas duas semanas. A RSF elegeu o país como o mais perigoso para repórteres trabalharem.

Indícios de contaminação radioativa na Síria Treze cidadãos provenientes do distrito de Lahrbos, a noroeste do país, estão internados no hospital improvisado com sintomas de contaminação por materiais radioativos. Por Mark Hassan, em 08/08/2012

A

guerra civil que assola a Síria acaba de ganhar um elemento que causa ainda mais espanto. Não bastassem os constantes atentados, a população civil do distrito de Lahrbos, a noroeste do país, passou a apresentar sintomas de contaminação por radioatividade. Em um hospital que funciona num enclave rebelde e sem autorização do governo, treze pessoas apresentam lesões na pele que não cicatrizam (similares a queimaduras), náuseas seguidas de tonturas, com vômitos e diarreias. Todas as vítimas vieram

do pequeno distrito de Lahrbos, próximo à devastada cidade de Haffa. De acordo com os médicos, estes são indícios de contaminação por materiais radioativos. Uma vítima, que não quis se identificar, afirmou que “pouco depois do assustador ataque do governo à Haffa, vários insurgentes se refugiaram em Larhbos. E desde então eles [os insurgentes] têm ficado doentes”. Os pacientes estão isolados em uma estrutura que foi montada provisoriamente, mas o coordenador de emergências do

hospital afirma que eles não têm estrutura para tratar esses casos, se a suspeita for confirmada. Uma cirurgiã que solicitou que sua identidade fosse preservada levantou hipóteses: “Talvez sejam resquícios de aparelhos hospitalares que estejam contaminando o ambiente, talvez não. O fato é que algo precisa ser feito para controlar essa situação”. A produção desta reportagem entrou em contato com os observadores da ONU em Damasco, que afirmaram que iriam averiguar a situação em breve.


Informativo

Quarta-feira, 29 de agosto de 2012 - 1ª Edição

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Bactéria permite descontaminação de áreas radioativas Esperança de minimizar os efeitos de bombas e acidentes atômicos viria de uma forma de vida microscópica

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ecentes descobertas da biotecnologia podem contribuir para a descontaminação de áreas afetadas por desastres nucleares, segundo uma pesquisa desenvolvida na China, pelo cientista Yin Wang. Os estudos mostraram que a recém-catalogada bactéria E.Coli Uirix tem capacidade de absorver partículas radioativas de plutônio, um dos principais componentes de rejeitos nucleares. O microrganismo decompõe a substância química chamada fosfato de inositol - um químico barato que pode ser adicionado ao local que será submetido à limpeza - libertando as moléculas de fosfato. “Estas moléculas de fosfato se ligam ao plutônio, precipitando plutônio-fosfato sobre células das bactérias, que podem então ser removidas”, diz Wang. “O resultado da ação bacteriana é a redução gradativa de resíduos radioativos nocivos ao ambiente”, completa. O ambientalista Alexander Nikitin garante que “embora a descoberta pareça ser impossível para alguns cientistas, no futuro, os agentes da limpeza nuclear poderão receber ajuda de fontes surpreendentes.”

O cientista Yin Wang descobriu forma de recuperar ambientes contaminados pela radioatividade.

A porta-voz do governo chinês, Caren Lou Ping, informou por meio de nota à imprensa que os primeiros testes com a bactéria serão iniciados no Japão, assim que o processo de patente for finalizado. O conglomerado de empresas japonesas que contratou o serviço não quis divulgar a quantia paga para a obtenção da nova tecnologia.

Origem A Uirix foi encontrada na ilha de Arwad, localizada na porção do Mediterrâneo pertencente à Síria. O primeiro contato do pesquisador com a espécie ocorreu em 2010, em uma missão científica ao Oriente Médio. Desde então, o governo chinês tem liberado fundos para os estudos sobre dispersão de material atômico.

BASTIDORES DA DIPLOMACIA Jéssica Welma

é jornalista especializada em conflitos internacionais.

Wel(l)come SONU 2012

Há dias em que a gente acorda com a esperança reforçada de que o mundo pode ser melhor. Hoje é um dia desses, e acredito que esse reforço de fé na humanidade deve se repetir durante os próximos quatro dias. A Simulação da Organização das Nações Unidas 2012 começa com a missão de abordar diversos temas, mas deve ter como foco um único objetivo: ver as riquezas do mundo além dos próprios interesses.

Comitês & Expectativas Fato é que jornalista sempre quer mais espaço do que já tem. Eu queria mais, é claro. Por um motivo nobre: dar boas-vindas a cada um dos comitês. Que a AIEA não esqueça o passado para dirigir o presente. Que COP 11, que tão sabiamente traz na bagagem a discussão sobre o Protocolo de Nagoya, tenha em mente que a população deve ser sempre mais importante do que qualquer lucro financeiro. Comitês & Expectativas – Parte 2 Que a OCI consiga enxergar além do conflito de interesses árabes. Que o TEL mantenha a firmeza e coerência da Justiça. Que a UNCTAD zele pelo crescimento dos emergentes. Que a UNSC saiba agir diante dos conflitos internos e das consequências para tantos inocentes.

Secretária-Geral Zara Laís Radge Monteiro Secretários Acadêmicos Thais Leo Nogueira de Paula, Thales Veras Pereira de Matos Filho Secretários Administrativos Camila de Souza Aquino, Felipe

CII, meu caro Por fim, que CII não se acovarde diante da postura de grandes países e defenda, acima de tudo, os interesses da humanidade. Que possam perceber e revelar o que está na superfície e o que está oculto nas decisões das quais dependem milhares de seres humanos. Estou de olho em vocês! A todos, um tanto de postura De antemão, peço aos senhores participantes da SONU que prezem pela postura e pelo decoro das atitudes. Deixem as revistas de beleza, os cochilos e as paqueras para a hora do cofee break. Desce Sobe Governo do Ceará Cartazes de que quase recebeu divulgação da os representantes de SONU 2012 no outros países com Facebook. um “Wellcome”.

Daminelli de Medeiros, Jáder de Figueiredo Correia Neto Secretária de Finanças Sávia Erma Maia de Sousa Secretárias de Comunicação Elaine Quinderé Gomes, Isabel Rocha Filgueiras, Yohanna Lara Barros Pinheiro

Projeto Gráfico Yohanna Pinheiro Atendimento ao leitor imprensasonu@gmail.com www.sonu-ufc.blogspot.com

Informativo SONU  

Informativo da 8ª edição da Simulação da Organização das Nações Unidas

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