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• ravessla • o rIo Sonia Leal Freitas - E é por .1 qUll $8 .nd•••0 moço, qui istora d_s nio hé d. st bom d. du idt. Cai. nio cai. sa a gentl dé u"' uupeço. lé I dê de cara cum o bicho. E cumê QU' fica? Mult. g.ntl por Qua jura i' ter vi.o. , num se • ntura ma' n. tr...ssõt do 110. quando a lu••spi. d. b.lliton. ch'•. Espe,. pIO dia cl8,ja, • vai .m busca d. COIM d_ jeda. Eu digo de mim m.smo. P.lo sim. p.lo não. cuido de nio cheger pe'-s b.ires do rio nessas épocas d. b.,st,o. Não QUI .ja home de tamê o ignolado. 01S almes do ou 110 mundo. inté sei contê ClUSOS ""Ios. Todos eles garantido. Alguns pUI g.nte d. min'. famia mllmo. Mais deSSlsmonstro hOllOlOSO gosto de falar. não sin·lI. E so conto 'ato prus :str.n·os que vio s'imbora cum. sin'lI e num fice .palliando plU mode • g.nte Ir inté lê. ficé n. esplat. do bicho. assunltlndo a hora da a lua impratiar a cujub•. A chuva dololosa e tempoli oculltlva céu distan". lesplandecente p.ra • gum outro mundo onda • névoa nio desci•. Ali tudo estalla tomado pela ploximid.de d.s nuvens a dellamarem·se pesadas e vapoloms. Chovia muito. E lento. Chovi. como um pranto. Triste sobre a tristeza. Tão celr.d~ nho. Os pingos tão juntos. Que a égua desci. como um véu de espessa liQuefação. No ent.n· to. era um chover de tranQüilas trovoadas. Apenas de longe. roncava barulho enrouquecido daquela força bruta. Como um enúncio saudoso. A evocação de Que a natureza dorme às vezes. mas sonhando com e volta. Assim. o corisco se epagare e não alumiava céu por cima. Tudo ali estava vedado para a luz a sO o aquoso anoitecar resguardava a passagem liquida das horas. Tinha parado ali por acaso. Não fazia pouso de suas viagens por aquelas bandas. Hospedagem onde dormir não encontrara no lugarejo. Tinha necessidade de muito zelo com ele. não. Apenas um teto bam tapa.do de palha de carllaúba. Uma escora segura - lugar acolhedor onda desenrolar a rede que trazia consigo. Também a mala de couro. lá dentro. numa ordem irrepreens(vel. jaziam os seus

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nlll tOI d. I O. GI • nd.. Ico"er. , ",ra. 0111 1101 1101 fi' II0S III O ele e IIQui elo ela '0111 I •• _ I ' So oc '.tlll o .. oro. F eI• •,.. ral COII IIt I, 1110 d oQ • IIItIrelldo. 11Il1O no II ~. tal o alor QUI • d....I•. buscanelo O co 1010. Luao com lOUpa 1110 • re,n nho d. brim I ado. II omblt',.. I..lçando-lh. • raQuílitl dOI omblos III to ntllhos, .m confolm' dllllOS o c-o • II. tente m.gr.ze do COlpO e10ngldle btWQ. d.sc.ndo d. ponte d. cab.ça•• '$;Ilch.ndo QU'. dois metlos p.las planllS dos P's. S.U Oiogo d....10 I.z • ronde das v.n· d.s. I.vando .mOSlras d. bram.nte per. as moças c.sadol"s; ",ças d. . .ludo liras d. encontraI; cetim d. duas "ClI p.re .s lOU"'S d. cama; novelos d. II • ClII"'is d. liln cololidas; pap.ls da .IIlnat.s, coleh.tn a pressões de metal; rendes. bico d. antrama'o. 9'egas a zig-ug d. ponltl. Tudo isso a muito mais "pousando no mostruêrio lesguardado n. mala. pronto para 81pOl • vista do fll uls cheio de dengues no regataio do preço. Anos e anos refazendo aquelas visitas. llPrendilu a minar·lhes. IIsist'ncia sam dar a perceber. Quando assina um. encomeAda. deiu satitleito o comprador Que acredite tl-Io engana' do. Mes. em sillncio. jé calculou d. cabeça o qua genhalé por 1011. Naquele di. é Que houve um contra· IIlmpo_ A chuva pegada. melhol ell atllvessar o rio até Parnerama. Tinha negocios e conhe· cidos lê. Onde estava o passadOl? A canoa letir.da das égu.s, ainda podia v'·la fustigada pela chuve. Vazia. A vara compride amllllda num dos "ancos. era forçada pela fúria dos ventos_ Mas. o passador? Onde est.va o passador? Não tardava. a noite fechar-s8-i •. sobre todas as coisas. elemantos e humanidada. Onde estava o passador para levd·lo a Parna· rama? Foi por ai que alguém lhe indicou e casa do Fortunato Romão. Prato da cinqüenta

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anos bam vividos. Isto é. vivido~' sua maneira. Canoa de vara, leva e traz os passageiros que transitam entre a vila e o porto de Parna· rama. Tampo. e tempos cortando o rio. conhaceu gente de toda A parte e de todo o jeito. Andando de sol a sol já rompeu a passa· gem de muita invernada, vendo rUlrem os balseiros, o rio alargar·se e o caudal revolven· do as plantações ribeirinhas. Bom conhecedor das águas, pesca da anzol nas noites escurentas. Quando não hé lua, nem pirilampos. São "iratingas, fidalgos e mandubés. JIl teve !amllia. Melh'or dizendo, teve uma mulher, hé muitos anos. Primeiro filho, parto gorado.. lá se foi a pobrazinha com o filho que não nasceu. Homem ou mulher? Ninguém tirou de dentro pra ver. Foram enterrados os dois na terra esponjosa e escura do pé do serrado. O filho mais ocultado ainda. No esconderijo do útero assassino não se mostrou ao pai.. No lugar determi~ado, deixou cruz de madeira que ele mesmo fez e o tempo desfez no des: sarazoado de sua passagem fulminante. Vencido esse passado, foi ficando por ali meSmo. Sem mulher, sem o filho que ficou de vir. Abraçou a solidão. Conv(vio amigo com o tédio no espelho das águas sempre descendo. Às vezes, a corrente cantando modinhas brejeiras comandada pela viração do tempo seco. Às vezes disparando vigorosas sinfonias na torrente caudalosa dos grandes invernais. Fortunato Romão ali parou. No tempo, no espaço. Deixou que a vida fosse acontecendo no seu corpo. Modificando feições. Enfraquecendo a visita. Engrossando a palma das mãos. Apenas seus músculos conservam a rigidez. E do exerc(cio constante pelo corte da corrente. Tem consciência de não haver muito mais para acontecer em sua vida. Viu muitas coisas já. Já pelejou com muitas desavenças. Aprendeu a respeitar mistérios e a enfrentar pelejas. Medo mesmo, s6 tem da assombração da cujuba. Noite de chuva, não sai. Noite de lua, fecha os olhos, se por acaso olha para o remanso do rio. Ela pode estar lá. Sempre ouviu contar que busca as virgens donzelas. Mas, se encontra um preto velho como ele, também usa de assombração que a sua maldade é de correr na veia do sangue. Carrega consigo o corredor de boi, borduna maldita. A vida materna não poupada. Tudo anda com ele preso ne mesma corrente. Nossa Senhore do Desterro que o leve pre bem longe do rio na pessagem das malvadas horas. Por isso, não vai atravessar o caixeiro-viajante aquela noite. Ainda que não chovesse, pelos seus cálculos é lua cheia. Hora propicia ao malfadedo filho da Oesgraçe. Poda. sim, ir ficando em sua cesa. Armar 8 rede nas traves do telhado. Fica cofa, sim. Como n30 ficarial Vê-se bem o a.(guo aspaço de sue coberta. Mas é ume nol· te sO. Dia seguinte. o sol renascido, lê se irão os dois. Cingindo 8S dgues sem medo. leva muilo tempo, n30. Só se a correnteza engrossou com o aguacairo. lá palu cabeceiras, 's vauS, tam mult. dgu. asperando um am· purrlo da chuVl. Amanhl vai·se IIber se dascau. - Hé quanto tampo acontacau an. filO? - perguntou Oiogo da Mala. COJt8S daitadas no comprido da rada, as pernas do· brada nos joalhol, conquistando o CU/lO aplco anlra o fundo da lípóle • o chio. - E . . . COIIl li! tam dila. seo moçOI Onde ali chagou. Ouva faler no filho do "aldito qua mllOU a pobra mia com um cOllador da boi. E oar anec-. ,n.pulto no P"natbt. na;'. I .i"nhl anu. o Piaul a "a lo. p ndo p.na.

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Na travessia do rio