Page 1

www.zenfamily.org

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DEZEMBRO 2016 * Número 12 * Mensal

Viagens Nacionais e Internacionais * Retiros * Eventos * Entrevistas * Artigos Desenvolvimento Pessoal

As Receitas da Dani

Sempre a Fluir

Especial Natal Consciente e Natural

Quantas vezes já aconteceu magia na tua vida?

Zen Numerologia

Zen Indigo

Preparado para 2017?

7 passos na direção do Perdão

Zen Shiatsu

O poder do toque

Cuide-se Bem

O Amor que nos faz bem

Coaching Com Alma Balanços

Entrevista a Luís Martins Simões

“Sonhos!!! Eu não sonho. Pois, aqui vem outra coisa anticonformista. Eu não sonho, eu crio. Há muita gente que sonha. Que sonha com isto, com aquilo e com aqueloutro. Uma das coisas que eu digo nos meus cursos é que sonhar não interessa muito. As pessoas não percebem que muitos sonhos criam angústia e expectativas.“


www.zenfamily.org Nº 12| Dezembro 2016 | Revista Mensal On-Line GRATUITA

EDITORIAL E assim cumprimos a nossa promessa, doze números editados mensalmente da revista que nasceu de um sonho. Mês a mês fomos consolidando a nossa presença e hoje, ao fim de doze meses, contamos com mais de 50.000 leitores. Muitas foram as partilhas, muitos os colaboradores, espalhados um pouco por todo o mundo, assim como os nossos leitores.

Estar activo em tranquilidade e tranquilo em actividade Esta a máxima da Zen Family! Director Geral: Luis Baião contacto@zenfamily.org Direcção Editorial: Sónia Ribeiro apromotoradefelicidade@zenfamily.org

Passado este compromisso vamos ter mudanças, a vida é feita delas mesmo, em breve desvendaremos as novidades. Até lá deixamos mais um número recheado de boas partilhas, de reflexões ricas, de encontros felizes, de momentos inesqueciveis.

Arte e Imagem: Zen Family Imagem Capa: José Guerra (Pigmenta) Alimentação e Saúde: Chef Daniela Ricardo Chefe de Redacção: Sónia Ribeiro Redacção: Daniela Ricardo e Luis Baião

Gostamos de vos ter desse lado.

Colaboradores: Equipa e Leitores Zen Family Produtora: A Promotora de Felicidade e Zen Family

Somos todos um!

Sugestões de leitores e Feddback: apromotoradefelicidade@zenfamily.org

Sónia Ribeiro

Distribuição: Todos aqueles que querem partilhar e dar a conhecer a magia! Tiragem: Ilimitada

2


ÍNDICE 56 Dica Básica Fufu Guru 57 Zen Numerologia 60 A Deliciosa Arte de Ser 63 Só uma Dica! 64 Zen Consciência e Sustentabilidade 66 Vamos Tomar um Chá 70 Coaching Com Alma 72 Feliz Vida Nova 74 Zen Feng Shui 78 Entrevista 84 Biodanza 88 Inteligência Emocional 90 Em busca do invisível 92 Cuide-se bem 94 O desenvolvimento Pessoal e Eu 96 Comunicação Mais Eficaz 98 Mudar, Amar e Confiar 102 Alma Zen 103 Gratidão 106 Agenda Zen

7 Partilhas de um viajante! 8 Viagens da Comida Saudável 10 Menina dos Olhos da Alma 12 Banhos de Optimismo 13 A Promotora de Felicidade 14 Histórias, Mitos e Contos 17 Zen Testemunhos 18 Casa dos Sonhos 19 Contributo dos Viajantes 21 Pense Mais 22 Óleos Essenciais 24 As Dicas do Furu Guru 26 As receitas da Dani 38 Zen Shiatsu 41 Sempre a Fluir 42 Mentes Inspiradoras 46 Meu Intervalo 48 Zen Indigo 53 Partilhas de uma mãe Zen 54 Alqimia

3


Perto de mim gosto de ter pessoas e coisas que me enchem a alma. Tudo começa na forma como acarinhamos e valorizamos o que está à nossa volta. Valoriza as pessoas que te mimam! Valoriza as coisas que te alimentam! Valoriza os momentos que te preenchem! Valoriza o teu ser e partilha abundância que existe em ti! Simplesmente, aprende a valorizar tudo o que tem de ser valorizado. O resto são devaneios do Ego. Luis Baião


Recordando...India Sul


Partilhas de um viajante!

Aquela fase da vida em que: - não queres continuar a viver sem seres tu próprio - não queres mais alimentar discussões - não queres estar dependente da aprovação dos outros - não queres ninguém que não te trate bem - não queres alimentar o que não te faz bem - não queres mais dizer que a tua infelicidade é culpa dos outros - não queres nada que enxovalhe o teu lindo ser - não queres dar energia ao que não te preenche - não queres perder mais tempo precioso da tua vida Aquela fase da vida em que apenas sendo és. E tu, o que não queres nesta fase da tua vida? Sempre a fluir! Luis Baião Progenitor Zen Family Viajante e Explorador da Vida contacto@zenfamily.org luisbaiaozenfamily

7


Viagens da Comida Saudável Mais um mês de consolidação e partilha do livro,

“Viagens da Comida Saudável”

Altura também para começar os preparativos para o novo livro de Daniela Ricardo. O novo livro terá vários convidados e as sessões fotográficas com alguns deles já começam a realizar-se. Pelo olhar do fotógrafo amigo José Guerra da Pigmenta, aparecem os primeiros cliques que rechearão o novo livro a editar em 2017. Para além do novo livro muito em breve haverão mais novidades.

Aproxima-se o Natal e nada melhor do que oferecer aos seus entes queridos um presente diferente que motive à alteração alimentar, e que encha a alma com partilhas intensas, conscientes e reveladoras. Sugestão de Presente de Natal by Daniela Ricardo: “Este Natal surpreenda aqueles que ama oferecendo presentes que os façam felizes, que os transformem, que torne as suas vidas mais sãs e vibrantes. Este Natal oferece aqueles que ama um presente que seja uma mais valia para as suas vidas. Um presente que traga valor acrescentado. O livro “Viagens da Comida Saudável”, no meu entender, é um livro assim. É um livro com valor acrescentado, além de receitas super saborosas com sabores do mundo, perfeitamente adaptadas ao nosso país, é um livro de histórias e um livro de consciência alimentar, que explica e desmistifica muitos mitos presentes na nossa sociedade. Escrever este livro foi algo que me deu muito prazer pois assenta nos princípios pelos quais rejo a minha vida. Princípios que tornam a vida mais rica, mais consciente, mais orgânica, mais natural, mais sustentável tanto para nós como para o nosso planeta. Este Natal ofereça um presente diferente! Ofereça um presente consciente! Beijinhos”

abiofamily.pt 8


Aos olhos dos viajantes...Marrocos

Quando o cheiro a limonete me fez andar centenas de quilómetros em segundos... Obrigada Zé @pigmenta_fotografia por captares em foto os cheiros, as emoções, os sabores, os sons, etc.

Silvia Costa Viajante Zen Family Deserto dos Sonhos, Marrocos Outubro 2016


Menina dos Olhos da Alma O RENASCER Só é possível renascer quando decidimos acender o interruptor da fonte ininterrupta de felicidade que existe em cada um de nós... Ela está lá, no interior do nosso “Ser”, na nossa alma, pronta o tempo todo e a espera do nosso comando para ser intensificada, em luz transformada, a banhar toda a nossa vida com o clarão da nossa própria existência, que banha a nossa essência, com a profunda força que sempre nos acompanhou e acompanhará-nos no caminhar da nossa alma, no espaço sideral rumo a eternidade.

de aprendizado, por ela passa seres em estágios de consciência mais elevados, que nos banham com suas águas de amor e de respeito, outros menos, outros na linha mediana. Nela acontece momentos que são felizes e marcados pela lembrança contagiante de cada segundo vivido, que em memória de amor é transformado, trazendo vontade de repetição. Outros momentos menos bons, que só de lembrar traz um aperto no peito, e assim, neste ritmo que ela tem, sincronizado nos bons acontecimentos ou nos menos bons,

Somos a fonte da vida, somos fonte do verdadeiro amor, e quando assim pensamos, passamos a nos alimentar com toda a força interna que carregamos, deixando de esperar que o externo seja o nosso alimento. Sim, não é possível ser feliz quando a nossa espera está mais fundamentada no externo do que em tudo o que em nós carregamos. A vida é marcada por vários momentos diferentes, num intenso processo

vamos moldando a nossa alma com os aprendizados que ela precisa obter neste caminhar que congratulou o nosso “Ser” com a vida que a abriga. E é por isso, pela diversidade do movimento da vida e de tudo o que está no externo, que nem sempre está em ritmo e em movimento com o que gostaríamos e queríamos, que temos que aprender a manter a nossa atenção voltada ao 10


nosso interno, sendo assim, não vamos entrar em sofrimento quando um momento menos bom, com força de decepção ou não realização acontece. O foco no interno, em querermos manter a chama da felicidade o tempo todo acesa, capacita-nos para abstrairmos-nos da dor, e quando por ventura ela é inevitável e chega, capacita-nos a não fazer dela sofrimento, fazendo com que seja um movimento transitório, não permanente, e transformando-a em aprendizado e com o aprendizado a força que vem, para nos preparar para outro momento de mesma dimensão ou de dimensão semelhante. Alimentados pela nossa fonte interna, dia após dia conseguimos o equilíbrio, que fortifica-nos, fazendo-nos enxergar a beleza da vida nas pequenas coisas a nossa volta, no que temos, não no que gostaríamos de ter e que não pode em realidade se transformar... E a pergunta que pode estar agora no ar é: _ Mas como vamos manter este interruptor da fonte da felicidade ligado, para em luz feliz se transformar? O primeiro passo é acreditar que é possível, o é acreditar primeiro em si próprio do que em qualquer energia externa a você, lembre-se, quando você acredita em você, em seu poder de decisão, na força que emana de suas mãos, no seu poder de transformação, todo o Universo trabalha a seu favor para que tudo seja solidificado em realização. É como se o Universo ouvisse o seu sopro de luta, e pela lei da méritocracia passa a trabalhar em conjunto, para que você reafirme a força que carrega, mostrando que todos os seus esforços tiveram uma razão de ser, transformando-os em algum tipo de realização. O Universo sabe reconhecer o que fomos capazes de aprender e quando isso a Ele mostramos, acaba por nos tirar provas semelhantes do caminho, sim, se já mostramos que aprendemos, saltamos para o teste seguinte, e quando mais rápido somos no aprendizado, menos provas teremos, e mais capacidade de tocarmos neste interruptor da fonte feliz ganhamos. A vida é energia, e este movimento é como magia, quanto mais fazemos, quanto mais amor doamos, mais recebemos, mesmo que a intenção não seja esta.

Não há uma fórmula sagrada que nos faça de repente diminuir as provas do caminho, as provas só diminuem quando o guerreiro mostra que já lapidou as arestas que a sua alma tinha que lapidar, para fazer com que o seu “Ser” comece a manifestar melhores comportamentos. Quando não queremos olhar para as nossas emoções que precisam ser melhoradas, transformadas, para que possamos gerar melhores ações, quando optamos por nos transformar em míopes da vida e de nós mesmos, a vida continua a bater, como se nos quisesse obrigar a olhar com mais atenção para a emoção que estamos com dificuldade de trabalhar... Sugiro que preste atenção nos movimentos da sua vida, que sinta-a, que faça um retrospectiva, e pergunto-lhe: Quantas vezes a vida lhe trouxe uma dor que foi reflexo de algum comportamento que ainda precisava trabalhar? E se não conseguiu logo a transformação necessária, quantas vezes a vida lhe trouxe momentos semelhantes para que tivesse uma nova chance de retificá-los e melhorá-los? E quando entendemos este significado, saímos da posição de vítima, e assumimos o nosso verdadeiro papel, de seres responsáveis, que possuem uma alma que aqui está para aprimoramento e evolução, não apenas responsabilizando o outro pelos nossos sofrimentos, nem a vida, nem as circunstâncias, nem o meio, e sim assumindo o nosso papel, de seres com total domínio sobre o nosso interruptor da fonte da felicidade, e sobre a energia de vitória que está inserido em nós desde os primórdios da criação de nossa alma. A vida renasce a cada dia, em cada passo que damos... Sugiro que em cada passo que der, reflita sobre o seu verdadeiro papel, acreditando que quando transformar o seu mundo, estará transformando o mundo inteiro, porque somos nós pequenas partes do mundo em que habitamos...

Reliane de Carvalho Colaboradora Brasileira Escritora

relianedecarvalho@hotmail.com

menina.dos.olhos.da.alma 11


Banhos de Optimismo

DEZEMBRO Dezembro, é para muitos um mês especial. Pode ser sinónimo de férias, compras, festas e reencontro com a família. Este é também um mês de comemorações, comemora-se o Natal bem como o terminar de um ano e o começo de outro. É tempo de ajudar, é tempo de paz, é tempo de reflexão. No entanto, ao longo dos anos o significado desta época foi-se perdendo. Se, no passado Natal significava o nascimento de Jesus, data em que os três reis magos vieram do oriente, conduzidos por uma estrela linda, trazendo presentes (mirra, ouro e incenso) para o local onde nasceu o menino, hoje na maioria dos casos toda esta simbologia foi esquecida. Nós, os homens substituímos o verdadeiro significado religioso da data por uma espécie de alavanca financeira. Atualmente, Natal é sinónimo de troca de presentes, criamos este hábito, que se traduz na verdade em gastos, que se traduzem em dinheiro. Quase todos gostamos de oferecer algo às pessoas de quem mais gostamos, no entanto este hábito enraizou-se de tal forma que existem muitas famílias com menos possibilidades que chegam a passar dificuldades em Janeiro, porque gastaram mais do que o seu orçamento lhe permitia em Dezembro. O natal é hoje para muitos a festa do consumismo. Este ano já no mês de novembro, lembro-me de passear por algumas cidades portuguesas e em quase todas ouvir músicas de natal, as lojas com um mês de antecedência já estavam decoradas com efeitos alusivos á respe12

tiva época. Bolas, pinheiros, iluminação tudo pronto para atrair os mais consumistas. Voltando atrás e á simbologia dos presentes dos reis magos, este consumo excessivo significará apenas ouro? Onde fica então o significado da mirra e incenso? Será que não representa nada para os não espiritualizados?! Este é também o tempo e a altura em que as famílias se reúnem, mas muitas são as vezes em que durante o ano fazem de tudo para se afastar. Naquela noite todos parecem amigos, no dia seguinte e até ao ano seguinte pouco fazem para estar juntos e celebrar os laços que os unem. As festas de solidariedade multiplicam-se nesta época, ajudam-se os mais carenciados, os doentes, as crianças e as instituições. Pergunto-me: E, o resto do ano será que não precisam de ajuda?! Será que é isto o espirito de Natal?! Será esta a melhor forma de homenagear Jesus e a sua história? Creio que não. Tenho a certeza que esta data existe para renovarmos votos de amor, fé e fraternidade. Existe para que olhemos o outro com o olhar da alma. Sugiro, por isso que este natal ofereçamos tal como os reis magos o melhor de nós de forma incondicional. Vamos oferecer o nosso tempo a quem mais gostamos, vamos oferecer abraços, vamos oferecer sorrisos, vamos oferecer esperança, vamos oferecer paz. Desafio-vos ainda a faze-lo todos os dias, porque como diz o provérbio: “O Natal é quando nós quisermos”.

Nídia Massano Repórter/Locutora nidiapress@outlook.pt


A Promotora de Felicidade

Felicidade é... Um coração e alma tranquilos por uma vida vivida em plena Gratidão Uma mão sempre estendida e pronta para dar e receber incondicionalmente Uma palavra para confortar mas também para ser assertiva sempre que necessário Prontidão para trabalhar, lutar pelos nossos sonhos, planear, realizar e celebrar cada passo mesmo que nem sempre seja o expectável Um punhado para dar sempre que assim o sinta Semear, semear, semear, deixar brotar para então colher

Ao deserto voltei um ano depois e a emoção foi avassaladora, um pouco de mim pertence ali, um pouco da minha essência estará para sempre naquele pedaço de Natureza onde o silêncio e a imensidão impera, onde os sentidos ficam mais apurados, onde apenas estamos de alma despida, nós e o Sahara. Voltarei certamente, mesmo que só em visualização, mesmo que só pela alma, até lá fica a saudade, as memórias sempre vivas e presentes, impregnadas já no meu DNA.

Um dia dizia uma amiga sobre Angola: “Quem vem, quer voltar. Quem vai e não volta, algures, um dia, vai sentir um vazio e a saudade vai bater à porta” esta frase fez-me lembrar de imediato Marrocos pois a sensação é exactamente a mesma : quem vai quer voltar, quem vai e não volta, algures um dia, vai sentir um vazio e a saudade vai bater à porta.

Sónia Ribeiro A Promotora de Felicidade apromotoradefelicidade@zenfamily.org apromotoradefelicidade

13


Histórias, Mitos e Contos O NASCIMENTO DA LUZ O Mito dos reis Azevinho e Carvalho O mito do Rei Carvalho e do Rei Azevinho é um mito da tradição Celta alusivo á época do Yule, que veio mais tarde a inspirar a Quadra Natalícia. E assim começa…. Em face à temível escuridão do Inverno, a Deusa voltou seus olhos para a Terra. Avistando a calma, inerte e peculiar beleza que repousava nas árvores sem folhas, na neve que cobria o solo e em Suas criaturas, agora reunidas em suas cavernas e casas para fugir do frio, resolveu descer ao Mundo para dar fim ao implacável período mortal que se estendia sobre todas as formas viventes. Embora soubesse que o florescer e frutificar da Terra, bem como a gestação da nova Criança, haviam lhe deixado cansada e que o tempo de escuridão fosse, então, mais do que necessário, a Senhora sabia que, acima de tudo, os Ciclos da Vida eram tão belos e poderosos quanto os Ciclos da Morte, e começavam a agitar-se nas profundezas do solo, lutando contra o inverno gelado para renascer. Ela sabia que era momento de retirar, finalmente, Seu manto branco que se estendia pelas florestas e vales, abrindo espaço para que estes pudessem tornar-se novamente verdes, pulsantes com energia vivente.

eram firmes, seus lábios cerrados pareciam esboçar um sorriso incompreensível, resistente, único. A Portadora da Vida sabia que seria difícil convencê-Lo a retirar-se. No entanto, ao sentir a Criança da Vida mover-se em Seu ventre, ela tinha certeza: era chegado o momento. Após uma breve saudação carregada de poder, a Deusa voltou seus olhos para o Oeste, mostrando ao Deus Azevinho a direção que Ele deveria tomar. Não se podia ver nada além de um caminho tortuoso que terminava em escuridão. “Por que eu deveria ir?”, perguntou Ele. “Os tempos devem mudar”, respondeu a Deusa, “e aqueles que um dia governaram devem ceder lugar à nova vida, para que o equilíbrio no mundo seja restabelecido. Você sabe disso tão bem quanto eu.” O Deus contemplou a calma da floresta, num gesto que pareceu durar tanto quanto a nota de uma harpa ecoando em uma sala vazia. “Eu não posso ir”, disse Ele, “não agora. Você, Senhora, que vê além da tristeza, sabe que este é também um belo tempo. Repare no suave amor com que o gelo beija a Terra, e na esperança de Minhas verdes folhas, que mostram Minha soberania, exercida com direito e propriedade”. A Deusa sorriu. Seus lábios pareciam compreender o Rei do Gelo, mas demonstravam uma sabedoria ainda maior do que a dele. Ela disse: “Belas são as Suas palavras, meu filho e amigo. No entanto, não se esqueça: a Terra deixa-se beijar, mas pode envolvê-Lo no mais mortal e eterno dos abraços. E o que será de suas verdes folhas quando a escuridão eterna roubar delas o brilho que as sustenta? Sem a ajuda da Criança que se prepara para tomar o Seu lugar, você não terá mais coroa, nem trono.”

A noite era a mais longa e mais escura que já havia se visto. Movimentando-se com dificuldade devido aos avançados estágios de sua gravidez, a Mãe de todas as coisas adentrou a floresta agora negra, buscando aquele que comandava esta época do ano. Calmo, silencioso e taciturno, o Rei Azevinho esperava-A em meio às arvores nuas. Sua coroa de viçosas folhas verdes e os rubros frutos que a cobriam pareciam um tesouro em meio aos galhos secos espalhados por toda a parte, como se uma estranha magia os tivesse conferido o poder de “Criança! Minha Amada, Minha Mãe, Minha Sesobreviver a estes difíceis tempos. Seus olhos nhora! Olhe para mim; veja a sabedoria do 14


“Eu não o vejo crescer”, disse o Rei do Inverno, estendendo Suas mãos para recolher alguns flocos de neve que caíam dos céus. “Vejo apenas neve, gelo e frio. Vejo o Inverno.”

tempo estampada em Minha Face, em Meus olhos, em Minha barba! Por que Eu, que sou o Senhor do Conhecimento, devo ser substituído por uma Criança?” – disse o Rei azevinho, gargalhando. “Que poder pode tão pequena e inocente criatura ter, que seja maior do que o Meu?” Ela quase deixou levar-se pelas palavras do Senhor da Morte, mas sabia: Ele podia ser ousado o bastante para manipular palavras e tentar convencer a Ela, que O havia gerado; mas não havia palavras que pudessem convencer a Senhora de Todos os Ciclos a agir contra sua própria natureza. Ela respondeu-Lhe da maneira mais coerente, e, portanto, mais verdadeira: “O Filho que espero pode ser agora pequeno, mas tem tanto poder quanto Você próprio, uma vez que ambos foram gerados em Meu condescendente ventre, e conhecem igualmente Meus Mistérios. Nós sabemos: Ele crescerá. Ele o faz até mesmo enquanto dialogamos, e torna-se cada vez mais próxima a hora de Seu nascimento. E à medida em que crescer, terá cada vez maior poder para degelar esta neve sob nossos pés. E então, eu vestirei meu manto de beleza para saudá -lo, para amá-Lo, de modo a restituir a vida e abundância a todas as Minhas Criaturas.”

“Você mesmo disse que vejo além da tristeza. Pois bem, é verdade. Meus olhos veem além da neve, e meus ouvidos escutam as árvores sussurrarem enquanto seus galhos se tocam. Preste atenção, Filho, repare no som dos carvalhos brotando sob a neve, tão lentamente, tão suavemente!” A Deusa apontou para baixo, e de Suas mãos pareceram surgir pequenas fagulhas, que desceram até o solo, abrindo espaço na neve e mostrando ao Deus os pequenos brotos quase invisíveis que cresciam sob o gelo. “Tudo vai, e tudo vem. Tudo morre, tudo renasce. Enquanto você reina, a vida lentamente caminha em sua direção, clamando por espaço. Até mesmo eu, que sou a Senhora de Todas as Coisas, deixo a vida preencher-Me!” E colocando as mãos em Seu ventre pleno, a Deusa convenceu, enfim, o Rei do Inverno de que Morte e Vida pareciam ser opostas, mas eram irmãs, filhas Dela mesma, Senhora daquilo que é, foi e ainda será. “Receba comigo a Criança da Promessa, e recolha-se, Sábio Azevinho, pois chegará também o Seu momento de retornar.” A Deusa deu alguns passos em direção ao Leste, e assim permaneceu por alguns instantes, de modo que o Rei Azevinho via apenas Suas costas. Subitamente, um clarão surgiu em frente à Deusa, que cantava. A Luz era tão forte que Ele teve que cerrar os olhos. A Senhora então voltou-se para Ele. Nos braços da Grande Mãe, havia um pequeno bebê, de onde vinha o brilho e a luz da Vida. Ele era tão belo, que fez o Rei Azevinho sorrir. “A Criança da Promessa retornou”, disse a Mãe dos Deuses. “Vamos saudá-la, pois agora temos a certeza de que a vida se derramará novamente sobre a Terra. O Rei Carvalho deve agora governar. E você, Rei Azevinho, deve ir agora. Nós o agradecemos por ter protegido o mundo durante este período de

15


Histórias, Mitos e Contos A Tradição da Árvore de Natal tem origem nas celebrações do Yule, nas quais as famílias traziam uma árvore verde para dentro de casa para que os espíritos da Natureza tivessem um lugar confortável para permanecer durante o Inverno frio. Sinos eram colocados nos galhos da árvore. Os espíritos da Natureza eram presenteados e as pessoas pediam aos elementais que as mantivessem tão vivas e fortes durante o Inverno como a árvore que recebia lindos enfeites.

escuridão, e desejamos harmonia em sua jornada rumo às terras além do Oeste. Nós cuidaremos de Seu Reino, e aguardaremos também o Seu retorno, quando for o momento do Rei Carvalho despedir-se para que a vida continue, assim como Você agora o faz. Tudo o que vai deve um dia retornar. Lembremo-nos sempre desta máxima sagrada.” Com as palavras e as bênçãos da Senhora, o Rei Azevinho entregou sua coroa à floresta e partiu em direção aos caminhos do Oeste, de onde, como proferiu a Deusa, Ele um dia retornará. Mas isso é parte de outra história… por enquanto, saudemos o Rei Carvalho e abracemos, com vontade, a nova vida. O Yule, pela tradição celta. é uma época de grande escuridão e este é o menor dia do ano, marcando na natureza a chegada do inverno. Yule é o momento no qual o Rei do Azevinho (Senhor das Sombras) é vencido pelo Rei do Carvalho (o Rei do Sol, a Criança da Promessa) que chega. Muitos dos costumes do Yule foram absorvidos pela Igreja Cristã e inspiram as celebrações do Natal. Yule é o festival da Luz, que comemora a Deusa como Mãe que dá nascimento ao Deus Sol, a Criança da Promessa. A Deusa dá à luz Criança do Sol e as esperanças renascem, e Ele trará calor e fertilidade à Terra.

16

No Yule a casa era decorada com azevinho, representando a metade escura do ano, para celebrar o fim da escuridão da Terra. Celebrar o Solstício de Inverno é o mesmo que reafirmar a continuação da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessaremos até a chegada da Primavera. É o momento de contar histórias, cantar e dançar com a família, celebrando a vida e a união. A Luz torna-se um elemento mágico capaz de ajudar o Sol a retornar para a Terra, para nossa vida, corações e mentes O Yule é um tempo de esperança, um tempo de celebração pelo nascimento da Luz, é um tempo de bênçãos e de partilha com familiares e amigos a alegria e o carinho com que a Deusa generosamente nos convida para a vida. Feliz Yule & Feliz Natal Bem Hajam

Susana Nereu Peregrina no Planeta Terra Coach e Empresária susana.nereu@gmail.com


Zen Testemunhos

Desde que conheci esta família, as oportunidades de poder crescer a todos os níveis foram aparecendo ou saltando tipo pipocas, fui-me permitindo a estar e ser genuína comigo mesma e fazer ou melhor seguir o meu coração! Quando conheci o José Soutelinho em Penela, logo reservei a minha ida à Casa dos Sonhos para este retiro... ainda nem datas concretas havia, eu ainda não conhecia o espaço, e estava com uma vontade enorme de conhecer e viver o local! Desde junho até ao retiro a minha vida mudou radicalmente, e acabo por ir à Casa dos Sonhos de uma forma ainda mais verdadeira e Feliz!!! O retiro foi Simplesmente Fenomenal, fomos um grupo unido pelo amor e partilha, fantásticos! Criaram-se laços para todo o sempre entre todos, o tempo passou a correr, fizemos imensas actividades FOMOS AUTÊNTICOS E GENUÍNOS - SOMOS FELIZES Paula Miranda Viajante Zen Family Casa dos Sonhos, Outubro 2016 17


Casa dos Sonhos Primeiro dia de Novembro foi dia de reencontro na Casa dos Sonhos. Os viajantes das três últimas idas ao Deserto dos Sonhos, permitiram-se rumar à aldeia Casas da Ribeira para abraços, partllhas e muitos sorrisos. A propósito do reencontro diz Luis Baião: “Uma simples virgula pode mudar uma frase. Simples atitudes de gratidão mudam vidas. Uau! Uau! Uau! A Casa dos Sonhos, fez esta terça feira (1 de Novembro) uma celebração à vida de estrondoso sucesso. Estamos gratos por tanto carinho com a Zen family e a aBiofamily. Estamos gratos a todas as pessoas nos ajudaram a realizar esta festa bela. Juntos somos muito melhores. Houve partilhas, sorrisos, uma leve viagem sonora através do Hang Pan e muito mais. Somos tão breves nesta vida que devemos ser capazes de viver bem e intensamente cada momento. Não percas a tua oportunidade. Espalha paz. Espalha amor. Acredita no teu potencial. Não prejudiques ninguém, trata o outro como gostarias de ser tratado. Vive a vida com intensidade, na autenticidade da tua verdadeira essência!” casadossonhosdemacao


Contributo dos Viajantes Este texto é uma partilha. Partilhas, para se tornarem doadoras de asas, precisam brotar da verdade que nos habita, assim mergulho em mim mesma, me pego pelos cabelos, que são fortes e rebeldes, e me trago assim, embalada em humor, entrega e verdade, para todos vocês. Nasci no Brasil, com o Google aprendi que estava a 8191 Kms de Lisboa. Minha vida seguia lisa, sem solavancos, um “mar de cruzeiro”, como se diz aqui no Brasil. Tudo de certa forma equilibrado e belo, embora eu andasse sentindo falta de mais cor, de tempero, de sentir a vida abrindo seu caminho através de mim, de dentro para fora. Soube dessa viagem para Marrocos de uma forma muito querida e especial. Um grupo de portugueses iria explorar o país, saindo de Lisboa, tudo feito de carro, aliás, carrinha.

(Aprendi também, com meus novos amigos, que uma turma é uma “malta” , mas só depois de passar algumas horas achando que Malta era o sobrenome de alguém que estava sempre presente). Enfim, ao ver o programa, algo em mim se agitou e me movi nessa direção. Tudo foi se encaixando e em pouquíssimo tempo me vi em plena Lisboa conhecendo a “malta”, que era incrivelmente gira. Aliás essa é a palavra que os portugueses mais usam. Tudo é gira. Aprendi a amar essa palavrinha, que aqui no Brasil é usada para descrever algo que se movimenta em círculos. Um belo símbolo, uma espiral viva criadora de beleza! Recordo-me com carinho dos primeiros momentos de encontro com aquelas pessoas que habitavam o outro lado do Oceano, da gentileza com que fui recebida, eu que vinha de longe, trazida por um vento que atravessou o Atlântico em busca de vida. Vim em busca de vida. Não sabia que encontraria o amor. Aprendi então que vida e amor estão indiscutivelmente interligados. Encontrei amor em cada uma dessas pessoas que, de desconhecidos, se tornaram uma família amada por mim. Encontrei amor na beleza com que fui tocada por cada fragmento de história de vida que ouvi, por cada paisagem, cada música, cada olhar. Ouçam. Os olhos das pessoas são oferendas, quando nos permitimos mirá-los, quando nos permitimos ser levados para dentro deles. Os olhos são um caminho que leva diretamente ao coração. Que olhos lindos encontrei naquela malta! Nos dez dias que passamos juntos vi muita magia acontecer. Corações foram se abrindo. As pessoas foram se revelando e era claro e cristalino o desejo real, em cada um de nós, de simplesmente amarmos uns aos outros. Tão simples. Brincamos como crianças. Abraçamos-nos. Cantamos. Rimos. Dançamos na 19


Contributo dos Viajantes

rua. Compartilhamos as oferendas dos sentidos... Belas paisagens, músicas, alimentos, abraços, aromas. Desvestimo-nos das armaduras que tantas vezes usamos na interação com o mundo. Fomos tornando-nos, dia após dia, cada vez mais leves e autênticos, apenas a beleza que somos. Nossa luz. Por melhor que eu fosse capaz de escrever, não haveria como expressar em palavras a magia desses dias. Recebemos, sim, ajudas preciosas: Um “pó de pir-lim -pim-pim”, como chamamos no Brasil, aquele pozinho que a fada Sininho jogava sobre Peter Pan para que voasse. Aprendemos a vibrar bons pensamentos. Fomos cuidados por um líder forte e justo, que conhecia bem o terreno em que nos aventurávamos, fomos inspirados por uma sacerdotisa alquímica que transformava chumbo em ouro e em magníficos temperos, fomos elevados por uma linda fada de olhos cor de amêndoa que nos fez mergulhar nesse lago mágico e nadar nas águas curativas de nosso próprio coração, fomos impulsionados em direção à vida por um homem sábio que não tem medo de compartilhar sua presença e amor, fomos conduzidos com carinho por cada etapa de nossa viagem. Soubemos, como crianças, receber, absorver e transformar tudo isso em um lindo jardim. Cocriamos cada momento dessa linda viagem, cada um de nós ofertando as cores próprias de que eramos feitos. Alguns ofereceram sua alegria, outros, o carinho, outros, pequenas delicadezas que poderiam facilmente passar despercebidas. Uns ofereceram sua força. Outros sua vulnerabilidade. Uns ofertaram as palavras, o riso. Outros, o silêncio doador de paz. Tudo estava certo. Tudo foi exatamente como era para Ser. Volto tão carregada de beleza que preciso crescer por dentro para dar conta de carregar tantos presentes. Volto com irmãs e irmãos de alma. Volto com tantas cores que sinto-me um arco iris. Sou gratidão. E aqui, agora, a 8191 Kms de distância, sinto agora essa malta amada em meu peito, fecho os olhos e nos vejo todos abraçados, unidos através dos tempos, fecho os olhos e sinto a todos, agora mesmo, nesse abraço de puro e verdadeiro amor! Minha gratidão a cada um de vocês. Patricia Gebrim Colaboradora Brasileira e viajante Zen Family


Pense Mais Os encantos dos meus meninos...

Nunca quis ter filhos. Nunca sonhei em ser mãe. Sempre imaginei-me independente e livre pelo mundo. Criança para mim era sinônimo de trabalho. Muito trabalho. Mas a vida me surpreendeu e na falta de um, vieram dois. É bem verdade que criança demanda muito tempo, atenção e as nossas noites de sono desaparecem como num toque de mágica. Algumas atividades passam a ser impraticáveis e a gente nem questiona, tamanho o cansaço que nos abate. Mas o que eu não sabia (e que a vida anda me surpreendendo) é que crianças crescem. E à medida que ficam mais velhas viram nossos companheiros, pois acabam se tornando uma versão melhorada da gente. Eles herdam nossos genes, cabelos, corpo, história e principalmente o nosso jeito. Desenhar ao lado de um filho, explicar sobre política, filosofia e religião são experiências únicas. É tão intenso olhar para a cria e se reconhecer ali que não sei se encontro palavras para explicar a sensação. Não se trata de uma cópia ou de um sobrinho, é outra coisa. Um filho é muito mais que abnegação. Quando falamos sobre maternidade, não estamos falando sobre crianças, mas sobre a nossa criança. E o nosso filho é algo único, explosivo e fenomenal. Ser mãe é um teste de identidade, pois nada pode ser mais acusador que o comportamento de um filho. Eles dizem tudo sobre nós. E no mais, só posso dizer que estou cada dia mais apaixonada. É simplesmente impossível resistir aos encantos dos meus meninos.

Carla Fontana Colaboradora Brasileira Advogada e Fundadora Revista Pense Mais caca.fontana@revistapensemais.com.br revistapensemais 21


Óleos Essenciais INSPIRE… e EXPIRE… com ÓLEOS ESSENCIAIS BREATHE IN… and BREATHE OUT… Reforçado com os poderosos benefícios respiratórios do Cardamomo, Breathe é uma sinergia notável de óleos essenciais CPTG (com Certificado de Pureza e Grau Terapêutico) que combinam para ajudá-lo a respirar mais facilmente. Suporta a função respiratória saudável quando as ameaças sazonais são elevadas e pode ser usado com segurança por todos os membros da família para acalmar as vias aéreas e promover uma respiração suave.

O Breathe pode ser aplicado topicamente no peito, costas ou planta dos pés, bem como ser difundido durante a noite para promover um sono calmo e reparador. É constituído pelos óleos essenciais CPTG das folhas de louro, hortelã-pimenta, eucalipto, melaleuca, limão e sementes de cardamomo. E por nos encontramos numa época de risco para disfunções respiratórias decidimos partilhar com vocês os benefícios desta fantástica sinergia de óleos essenciais, bem como de cada um dos seus constituintes: BREATHE Primariamente é utilizado como anti-viral, ansiedade, asma, bronquites, congestão nasal, tosse, enfisema, Influenza, pólipo nasal, pneumonia, sinusite, tuberculose e para o sistema respiratório em geral.

22


Constituintes: Hortelã-pimenta (Peppermint) Com propriedades anti-sépticas, anti-espasmódicas e anti-inflamatórias torna-se calmante, refrescante e dilata o sistema respiratório. Eucalipto (Eucalyptus radiata) Pode ter um profundo efeito anti-viral no sistema respiratório e também ajudar a reduzir a inflamação da mucosa nasal. Melaleuca (Melaleuca alternifolia) Como anti-bacteriano, anti-fúngico, anti-viral e com propriedades expectorantes. Pode também ajudar nas bronquites, tosses e inflamação.

Limão (Lemon) Promove a saúde, a energia física e a purificação. A sua fragrância é revigorante, eleva e aquece. Tem propriedades anti-sépticas e é óptimo para o sistema respiratório. Cardamomo (Cardamom) Tem propriedades anti-sépticas e anti-inflamatórias. Também ajuda na congestão nasal e outras disfunções respiratórias.

Contamos contigo na próxima edição para mais partilhas sobre estes fantásticos Óleos Essenciais. Caso tenhas dúvidas podes sempre remeter as questões para o email. Bem-Hajas!

João Sales & Aricia Silva Projecto DoTERRA despertarsentidos.com@gmail.com 23


As dicas do Fufu Guru

Oração da Tarde Querido ser que me escutas! Agradeço por me ajudares a viver e acordar em mais um dia de vida. Cada acordar confesso que nada sei, mas em cada agora agradeço e vivo o melhor de mim. Entrego a minha vida, os meus planos, os meus sonhos e descanso no fluxo do que tiver de vir. Sei que a vida escuta o que é melhor para o meu ser crescer. Ela sabe que não fico à espera sem nada fazer. Como se diz aqui na terra, coloco-me a jeito fazendo o meu papel. Só assim posso ser brindado com toda abundância que eu e todos merecemos. Vamos colocar-nos a jeito para sermos brindados com a vida? Ou vais continuar a queixar que a culpa é do vizinho.

Luis Baião - in Inspiração contacto@zenfamily.org luisbaiaozenfamily 24


Recordando...ButĂŁo


As receitas da Dani - Especial Natal ESPECIAL NATAL CONSCIENTE E NATURAL - UMA CEIA DE NATAL Como o Natal está a chegar, decidi começar por oferecer alternativas a todos vocês. Assim, neste número da revista Zen Family temos um artigo Especial Natal Consciente e Natural – “Uma ceia de Natal” da aBiofamily, pela minha mão. O Natal é a época do ano em se cometem mais excessos alimentares. Imagine que passa as mesmas horas à mesa com os seus familiares e amigos, mas deleitar-se com um menu festivo e doces tradicionais, numa versão mais saudável. Mas como fazer um menu festivo sem recorrer aos exageros tradicionais e que nos adoçam a boca e a alma? Parece difícil? Mas, não o é, de verdade. É possível juntar o saudável ao agradável e desfrutar de todos os sabores que temos memorizados desde há muito tempo, sem os quais o Natal não seria o mesmo Para tal, é necessário fazer “ajustes” / “adaptações” às receitas das nossas avós, de forma a torná-las mais salutares, mas sempre mantendo aquele sabor que nos satisfaz. E isso é bastante mais simples do que à partida parece. O meu natal é geralmente passado em casa de familiares e as refeições nestes dias são sempre as mais típicas. Eu gosto de variar e como me alimento de forma diferente, normalmente cozinho eu. Sei que para muitas pessoas esta é a altura mais complicada, pois parece não ser fácil adaptar os pratos típicos e tradicionais para uma versão mais leve, mais vegetal, mais orgânica. Aqui fica a minha sugestão para um Natal diferente. Um natal 100% vegetal, 100% biológico e 100% festivo, mas com muito sabor e com os doces tradicionais como as rabanadas, o pudim, a aletria e muita criatividade. Experimentem. São receitas muito variadas, cheias de sabor e que tenho a certeza todos vão aprovar. Atrevam-se a ser diferentes! Alimentem-se de uma forma consciente e natural!

Daniela Ricardo Chef Cozinha Natural Autora do livro “Viagens da Comida Saudável” contacto@zenfamily.org biofamily.pt

26


Embrulhos de Couve Ingredientes: • 8 folhas de couve coração ou lombarda grandes • 200g de Tofu fumado • 1 cenoura ralada • 1/2 pimento verde cortado em cubinhos pequenos • salsa picada q.b. • Orégão q.b. • Sal e pimenta q.b Molho: • 1 cebola média picada • 1 dente de alho • 1 ramo de manjericão • salsa q.b. , picada finamente • sal e pimenta q.b Preparação: Escalde as folhas de couve, numa panela com um pouco de água, para que amoleçam a ponto de enrolar. Desfaça o tofu com um garfo ou com as mãos e acrescente os restantes ingredientes. Divida a massa em oito porções. Recheie as couves e enrole. Entretanto numa panela, refogue a cebola e o alho até dourarem. Acrescente um pouco de água. Deixe ferver para tomar gosto. Acerte o sal. Coloque os embrulhos a cozinhar neste molho durante 15 minutos. Pouco antes de desligar o fogo, junte a salsa picada.

27


As receitas da Dani - Especial Natal Pesto aBiofamily Ingredientes: • • • • •

1 chávena de chá de azeite ¾ de chávena de chá de nozes ou amêndoas 1 pitada de sal marinho 1 molho de coentros e salsa (se tiver mangericão substitua pelos coentros) 1 colher de chá de oregãos

Preparação: Coloque tudo num copo alto e triture com a ajuda de uma varinha mágica. Está pronto a servir. Fica excelente para barrar o pão, tostas, temperar uma salada ou que mais lhes aprouver!


Bôla de Grão com Cogumelos Ingredientes: • 300g de massa folhada bio Polenta (para fazer um dia antes) • 2 chávenas de farinha de grão de bico • 3 chávenas de água • sementes de cominhos q.b. • coentros em pó q.b. • sal marinho integral q.b. • 2 dentes de alho • 1/4 de cebola • 1/3 de pimento vermelho Recheio (para fazer um dia antes) • 100 g de cogumelo shitake • 50g de cogumelo paris • 50g de shimeji • 1 cenoura pequena • 1 talo de aipo • 1 cebola • 2 dentes de alho • sal marinho integral q.b. • azeite Preparação: Comece por fazer a polenta. Coloque todos os ingredientes no liquidificador e triture até obter uma mistura homogénea. Coloque numa panela e leve ao lume até que engrosse e fique firme. Envolva a polenta em papel de alumínio e molde uma bola, meio achatada. Leve ao frigorífico até ao dia seguinte. Dica: faça pequenos furos no alumínio para não agregar água. Se mesmo assim acontecer, é só eliminá-la. A massa não fica comprometida. Numa panela, refogue em azeite a cebola e os alhos picados. Junte a cebola e o aipo ralados ou picados na 123. Triture os cogumelos e acrescente na panela. Refogue tudo até que esteja macio. Tempere com sal e deixe a mistura secar um pouco. Guarde no frigorífico até à hora de montar a bôla. No dia seguinte coloque a bola de grão num piréx, sem o papel alumínio. Com cuidado, abra uma tampa no topo com uma colher. Ainda com a colher, através do buraco que fez, retire o recheio da bola. Encha com o recheio de cogumelos e coloque a tampa. Estenda a massa folhada e embrulhe a bola fixando as pontas unidas na base da bola. Pincele com um fio de azeite e leve ao forno a dourar. Sirva decorado com aromáticas, como alecrim por exemplo e um raminho de azevinho só para enfeitar. 29


As receitas da Dani - Especial Natal Abóbora Recheada Ingredientes: • • • • • • • •

4 abóboras pequenas 2 chávenas de cogumelos variados 1 chávena de creme de aveia para cozinha 1/2 Chávena de cebola 1/2 Chávena de alho-francês Salsa e Coentros q.b. Sal marinho q.b. Maionese vegetal

Preparação: Corte a parte de cima das abóboras, formando uma tampa. Retire as sementes. Coloque-as a cozinhar no forno, durante 20 minutos. Enquanto isso, refogue a cebola e o alho-francês em azeite. Acrescente os cogumelos, refogue por cinco. Tempere com sal e deixe reduzir por mais 5 minutos. Acrescente a salsa e os coentros picados, o creme de aveia para cozinha. Desligue e reserve. Recheie as abóboras com este preparado. Tape com uma camada de maionese vegetal e volte a colocar no forno durante 15 minutos ou até gratinar. Sirva quente.


Seitan assado no Forno com Castanhas Ingredientes: • 1 Pedaço de Seitan • Shoyu q.b. • 1 Colher de ervas aromáticas (ex. tomilho, orégãos, alecrim, ou mistura de ervas) • Azeite • 1 Cebola grande • 4 batatas-doces • Castanhas descascadas Preparação: Comece por cortar o seitan em fatias grossas e temperar com o shoyu, as ervas aromáticas e o azeite (pode também acrescentar umas gotas de sumo de limão). Deixe marinar durante 30 minutos. Entretanto descasque a cebola e corte-a primeiro em quartos e depois esses quartos ao meio. Lave e corte a batatas-doces em pedaços de tamanho aproximado aos da cebola. Coloque o seitan num tabuleiro de ir ao forno, disponha os legumes á sua volta, juntamente com as castanhas. Regue com um pouco de azeite, acrescente um pouco de água (aproximadamente 100ml) e leve ao forno a 180º C durante 45 minutos ou até os legumes ficarem macios. Durante a cozedura deve regar o seitan com o molho do assado, para evitar que este fique seco.

31


As receitas da Dani - Especial Natal Salada Natalícia com Vegetais Escaldados Ingredientes: • • • • • • •

1 Couve lombarda cortada em tiras finas 2 Folhas de couve portuguesa cortada em tiras finas Brócolos cortados em floretes 1 Couve-flor pequena cortada em floretes 1 Romã Amêndoas tostadas q.b. Nozes q.b.

Preparação: Numa panela coloque água a ferver. Assim que estiver a borbulhar comece a escaldar os seus vegetais. Comece pela couve-flor colocando-a na água. Assim que voltar a ferver aguarde 2 minutos e retire a couve-flor, com o auxílio de uma escumadeira. Repita a operação para os brócolos e as couves. Coloque todos os vegetais numa saladeira envolva bem. Salpique com romã e frutos secos. Sirva com um molho vinagreta ou outro a seu gosto.

32


Mousse voluptuosa de chocolate negro Ingredientes: • 1 chávena de abacate maduro (amasse e compacte um pouco na altura de medir) • 8 tâmaras grandes • Sumo de 1 laranja grande • 1 e ½ Colher de chá de raspas de laranja • 3 colheres de sopa de cacau em pó cru • 1 colher de café de extrato natural de baunilha • 1 colher de sopa de tahin • Uma pitada de sal • ½ chávena de leite de amêndoas (ou água ou suco de laranja)

Preparação: Triture todos os ingredientes no liquidificador até ficar cremoso e homogéneo. Vai precisar parar o motor algumas vezes e mexer com uma colher para facilitar o trabalho. Triture muito bem. Se sentir que o creme está muito espesso, junte mais um pouco de líquido (leite de amêndoas, suco de laranja ou água). Prove e adicione mais tâmaras se achar necessário. Nesta altura ainda sente um gostinho de abacate, mas depois de uma noite no frigorífico desaparece completamente. Divida em pequenas porções e cubra-as com película aderente. Retire do frigorífico na hora de servir decore com romã e raspa de laranja.

33


As receitas da Dani - Especial Natal Rabanadas no Forno Ingredientes: • • • • • •

1 Cacete de rabanadas ou fatias de pão de forma 1 Litro de leite de aveia Geleia de milho q.b. 2 Paus de canela Casca de limão, Óleo para fritar

Polme: • Farinha de espelta ou de trigo • Água com gás • Sal marinho • Canela em pó • 1 pitada de curcuma Molho: • Geleia de arroz ou de milho • Água • Canela em pó • Raspa de limão • 1 Colher de vinho do Porto (opcional) Preparação: Comece por ferver o leite de aveia com os paus de canela, a geleia de milho e a casca de limão. Depois corte o pão em fatias e demolhe-as no leite para que fiquem bem embebidas, mas não se desfaçam. Passe as fatias pelo polme (que deve ser fino) e em seguida coloque-as no tabuleiro do forno forrado com papel vegetal e untado com um pouco de óleo de grainha de uva. Leve as fatias ao forno a 200ºC até ficarem douradinhas. Polvilhe com canela e na hora de servir regue com o molho. Para o molho, deve ferver a geleia de arroz com um pouco de água, canela em pó, raspa de limão e um pouco de vinho do porto se for do seu agrado. Verta em cima das rabanadas e estão prontas a comer.

34


Pudim Ingredientes: • 1 Litro de leite de Aveia • 1 Colher de sopa de alga “Agar-agar”, • 4 Colheres de sopa de amido de milho, • 2 Colheres de sopa de Araruta, • 1 Pitada de sal marinho, • 1 Colher de café de açafrão (opcional), • 1 Chávena de chá de geleia de arroz , • Malte de cevada (q.b.) • Raspa de uma laranja Preparação: Comece por ferver o malte de cevada (quantidade que achar ser suficiente para untar a forma do pudim) durante alguns minutos e untar a forma do pudim com ele. À parte, numa panela leve ao lume o leite com a agar-agar, o sal, o açafrão, e a geleia de arroz. Deixe cozinhar cerca de 10 minutos. À parte dissolva o amido de milho e a araruta num pouco de leite de aveia ou de água fria, e acrescente ao preparado anterior, mexendo sempre até engrossar um pouco. Adicione a raspa de laranja e deixe cozinhar um pouco até a mistura estar homogénea. Verta o pudim numa forma já untada com o malte de cevada e deixe arrefecer. Coloque no frigorífico durante cerca de 2 horas e desenforme. Adicione as bolachas já trituradas, deixe cozinhar um pouco até a mistura estar homogénea. Se necessário, pode usar a varinha mágica. Verta o pudim numa forma já untada com o malte de cevada e deixe arrefecer. Coloque no frigorífico durante cerca de 2 horas e desenforme.

35


As receitas da Dani - Especial Natal Aletria Ingredientes: • • • • • • • • •

1 Litro de leite de aveia, 250 g de massa aletria 1 Chávena de chá de geleia de arroz, Casca de limão, 2 Paus de canela, 1 Pitada de sal marinho, 1 Colher de café de açafrão, 1 Pitada de baunilha, Canela em pó.

Preparação: Ferva o leite com a casca de limão, os paus de canela, o sal, o açafrão, a baunilha e a geleia de arroz durante cerca de 5 minutos. De seguida, acrescente a aletria e deixe cozinhar mais 5 minutos. Sirva numa travessa ou em taças individuais e decore com canela em pó. Feliz Natal…Consciente e Natural! Beijinhos

Daniela Ricardo Chef Cozinha Natural Autora do livro “Viagens da Comida Saudável”

36


Recordando...GerĂŞs


Zen Shiatsu

O PODER DO TOQUE Para viver necessitamos de ar, água, alimento, descanso, mas será que também necessitamos do toque ou contacto físico empático para a nossa sobrevivência? Na natureza tanto animais como plantas respondem positivamente ao toque. As plantas crescem melhor quando são acariciadas. Repteis, pássaros, peixes e mamíferos procuram e respondem ao contacto físico. O toque é uma forma universal de comunicação e muitas espécies têm uma parte do corpo dedicada a explorar e comunicar através do toque. Por exemplo na abelha é a língua, no elefante a tromba, nas plantas as raízes e nos seres humanos as mãos e a pele. Está bem documentado como a falta do contacto físico causa deficiências de crescimento nos mamíferos – existem proteínas essenciais para o desenvolvimento cuja produção é estimulada pelo contacto físico! Bebés prematuros que recebem caricias durante uma semana têm um aumento de peso de 46%. Nestes bebés o contacto físico carinhoso reduz ainda a presença das hormonas de stress e tem um efeito positivo no desenvolvimento cerebral. 1 No ser humano o toque e contacto afetivo é essencial para a sobrevivência. De 1800 a 1920, nos Estados Unidos estava muito difundida a teoria pediátrica de que as crianças não deviam ser acarinhadas, pegadas ao colo ou consoladas quando choravam, apenas alimentadas a horas certas. Neste período o índice de morte de crianças com idade inferior a um ano chegava a quase 100% em muitos orfanatos e hospitais, devido a uma doença chamada marasmo ou atrofia infantil, que se sabe agora ser causada pela falta de contacto físico e carinho. 2 ___________________________________________________________ https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2865952/ ; http://www.nytimes. com/1988/02/02/science/the-experience-of-touch-research-points-to-a-critical-role.html?pagewanted=all 2 Walker, M & Walker, J (2003) Healing Massage. A simple approach. Thomson Delmar Learning. Canada 1

___________________________________________________________

38


Vários estudos em animais e humanos evidenciam que o toque intencional que transmite afeto reduz os efeitos do stress e fortalece o sistema imunitário3. Isto deve-se ao facto de que o toque afetivo induzir a produção de oxitocina, que por sua vez ativa o mecanismo de relaxamento do sistema nervoso (o sistema de calma e conexão), o qual reduz a presença das hormonas de stress, tendo um efeito positivo no sistema imunitário . Considerando que cerca de 90% das doenças que nos afetam estão ligadas ao stress, podemos concluir que o toque é essencial na prevenção e cura4. Nos dias de hoje em que vivemos em pequenos núcleos familiares, mais isolados dos vizinhos e da comunidade e num constante frenesim de atividade, facilmente vivemos com “deficiência de contacto físico” sem disso nos darmos conta. Para além de contribuir para a nossa sobrevivência, desenvolvimento e saúde, o toque dá qualidade à nossa vida. Quais os sinais físicos e emocionais da necessidade de toque e conexão empática? Os bebés choram quando necessitam de carinho ou conforto. Como adultos expressamos esta necessidade de várias maneiras: manifestando irritação, frustração, depressão, comportamentos manipulativos, tensão corporal, stress, solidão, comportamentos excessivos como comer, trabalhar, exercitar, etc. Os benefícios do toque, contacto e conexão com o outro, podem ser obtidos de muitos modos: cuidando de animais de estimação ou plantas, recebendo ou dando massagem, partilhando sentimentos com um amigo, abraçando, acariciando ou dando a mão, participando em danças de salão ou desportos de equipa, entre outros. As possibilidades são múltiplas e variadas, estão ao nosso alcance e muitas não custam nada! ___________________________________________________________ Este mecanismo está explicado no artigo publicado na Revista Zen Family de Outubro 2016, A cura através do corpo: o factor oxitocina. 4 De acordo com com o American Institute of Health estima-se que 75 a 90% das visitas ao medico se devem a problemas ligados ao stress, desde dores de cabeça, dores de costas, problemas cardíacos, ulceras, etc.(https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/ PMC3341916/ ) 3

____________________________________________________________

Cristina Gondar Terapeuta Zen Shiatsu circulodoser@gmail.com circulodoser 39


Recordando...Marrocos


Sempre a Fluir

Quantas vezes já aconteceu magia na tua vida? Pensa em todas as vezes que tu acreditaste que estavas num buraco sem saída, e de repente uma porta abre-se. Isso é um milagre, uma passagem entre o divino e o humano. Nunca deixes de acreditar para alquimizares o impossível no possível. Se parares um pouco para pensar e conseguires ver a tua vida com gratidão vais sentir que os milagres já aconteceram algumas vezes. Podes estar a sofrer hoje com a relação que tens, mas lembra-te no passado tinhas outra e também sofreste quando ela terminou. Deste a volta e hoje sofres com esta. No futuro será outra. No dia em que aceitares que as coisas começam e acabam deixas de ter tanto sofrimento e não perdes tanto tempo nele. Verdadeiramente queres viver a vida e ultrapassar rápido o que não te faz feliz? Acaba lá com o costume de discutir e sofrer por tudo e por nada. Acaba com o costume de te desgastares sem necessidade. Só assim podes começar a direccionar a tua preocupação para o que realmente importa e viver a vida na sua beleza. Bom dia pessoas LINDAS Sempre a fluir! Luis Baião - in Inspiração contacto@zenfamily.org luisbaiaozenfamily

41


Mentes Inspiradoras DIFERENTES

como inadequado, em outro pode ser o ideal a ser alcançado. Logo cedo ouvimos em casa o que é ser bom, o que é ser admirado e recebemos isso como verdade. Olhamos para o que somos e percebemos que estamos distantes desse modelo, mas que um dia chegaremos lá, ou sabemos que nunca chegaremos. O tempo passa e as cobranças internas aparecem: Nessa altura da vida eu já devia ser assim e não sou, eu deveria ser mais isso e menos aquilo e não sou. Meu irmão mais novo já está bem, meu colega de classe já tem sucesso profissional, minha amiga já está em um relacionamento...

Tenho encontrado pelo mundo pessoas incríveis! De uma originalidade e beleza únicas mas que muitas vezes apresentam uma profunda angústia e baixa estima, mal que afeta principalmente essa geração. O sentimento de inferioridade ou inadequação, que gera tanto sofrimento nas pessoas, vem sempre de uma comparação que nosso cérebro é induzido a fazer: ou me comparo com alguém, que acredito que seja ou tenha algo que desejo, ou, o que é mais comum, me comparo com modelos e padrões que crio de um eu ideal. Esse sentimento vem da valorização que damos, ou vemos os outros darem, para pessoas que são vistas como modelo de sucesso em determinada área. A escolha do que é modelo varia muito em cada sociedade e em determinada época. O que num momento pode ser visto

Essas comparações geram sofrimentos terríveis que nos fazem mergulhar de cabeça no ciclo da auto sabotagem, causando medo de perder aquilo que nunca tivemos: as nossas idealizações. 42


guém! Nem mesmo os gêmeos o são. E para aumentar ainda mais as diferenças, sofremos inúmeras modificações genéticas ao longo da vida, fruto de nossas experiências.

Outras vezes, fazemos tudo para nos enquadrar naqueles modelos desejados e quando chegamos lá nos vemos profundamente infelizes porque estamos contra nossa natureza, num personagem criado.

Ser diferente não é defeito, é luxo! A natureza se esforça incrivelmente para promover a diversificação dos seres e tudo que nós querendo é ser iguais. Pare de sofrer. Abrace sua diferença e viva a maravilha de ser você!

Você já parou para pensar o quanto o nosso cérebro fantasia? E isso é maravilhoso porque a fantasia é a base para muitas coisas incríveis! Imagine como seria o mundo sem livros, cinema, música, dança, brincadeiras, sexo e sonhos? Porém, essa capacidade inata cerebral é igualmente terrível porque cria a fantasia de como devemos ser a cada momento como profissionais, parceiros afetivos, adultos, homem, mulher, pais, filhos, pessoas bem-sucedidas... e fazemos o mesmo para todas as coisas e pessoas ao nosso redor, projetando como tudo e todos deveriam ser.

Daniela Gargiulo Colaboradora Brasileira Neurocoaching, Palestrante Post Doc Biologia Celular dlgargiulo@hotmail.com

A natureza desenhou cada um para ser um exemplar exclusivo e trabalhou muito nisso durante milhares de anos através da evolução. Você nasceu para ser único! Tem o seu jeito de ser, o seu corpo, o seu tempo, a sua beleza, as suas habilidades e as suas condições. Hoje, somos mais de sete bilhões de pessoas sobre a Terra e ninguém é geneticamente igual a nin-

43


É preciso uma vontade imensa para deixar para traz o que já foi o nosso mundo. É preciso uma coragem gigante para libertar os medos, os anseios, as inseguranças, as perdas e seguir em frente! As vivências dos que nos são próximos, como é o caso de familiares e amigos, são por vezes chamadas de atenção para nós próprios. São uma forma de ver o Mundo através de outros óculos, que não são os nossos, mas que também contam uma história, contam emoções, contam medos, contam sonhos... contam muitas...muitas coisas... possamos nós vê-las, senti-las, percebê-las...  São uma forma de ver o mundo e que nos ajuda a perceber o que gostamos, o que não gostamos, o que queremos e não queremos para nós e para o mundo em que habitamos. Através dessa percepção existem coisas que temos de deixar para traz... que nos escapam por que têm de ir... para que o nosso caminho continue e alcancemos o que somos e vivamos em harmonia com a nossa natureza. Daniela Ricardo Chef Cozinha Natural Autora do livro “Viagens da Comida Saudável”


Meu Intervalo LEVE-SE AO SEU LIDER Quem são seus líderes? A quem você segue? Quais são seus mentores? Para quem você dá ouvidos sobre o que fazer da sua vida? Para seres exigentes que somos - ou passamos a ser com o fenômeno da acessibilidade a tudo imediatamente -, apenas o contemporâneo, inovador, peculiar, deslumbrante, excêntrico e extraordinário nos toca, quiçá o simples, mas desde que “singular” e revestido de uma originalidade ímpar que nos faça perceber o raro.

É incrível notar isso, mas a verdade é que estamos em tempos em que ouvimos e seguimos apenas a quem nos impressiona e não nos damos conta de que às vezes o que essas pessoas notáveis tem de extravagante é tão-somente o dom da comunicação, são bem articuladas e sabem como brincar com as palavras e nos deslumbrar. E sem nos apercebermos vamos nos tornando cada vez mais exigentes e ansiosos por maior qualificação, falas mais eruditas, explicações mais surpreendentes, mais profundidade e novos sentidos, algo que nos toque cada vez mais fundo, porque o raso, o simples, o ordinário, já não nos cabem mais. E nos enchemos de condições. E pouca coisa ainda consegue nos impressionar... O ponto é que quanto mais condições para sermos felizes criamos, mais obstáculos engendramos para nós mesmos. Uma verdadeira armadilha. Desse jeito, além de nos distanciarmos do que é frugal e do amor incondicional, acabamos ainda nos esquecendo de algo muito mais simples: o que os outros dizem, fazem, lideram, maravilham, surpreendem e deslumbram.. é para eles mesmos! 46


Compartilhar aprendizado é muito importante, mas desde que não te cause angústia, não te diminua e não te distancie da tua essência. Por isso procura o que desperta exatamente o contrário, ou seja, o que te ajude a te conduzir para o centro de ti mesmo e acione a tua própria luz. Não há necessidade de copiar a história de ninguém. Já nascemos com nosso próprio mentor espiritual e líder embutido em nosso ser. A pessoa mais extraordinária, inovadora, peculiar, deslumbrante e singular está mais perto do que imaginas. E ela está lá onde não você não quer entrar. No seu vazio, no seu silêncio. Lá está seu Eu de verdade, aquele que mal conheces quer dar todas as respostas que precisas, mas como tua mente não para de tagarelar e de procurar isso em outras pessoas, não notas. Somente quando, e se, aquietares tua mente é que será possível te ouvir e afinal saber o que fazer da tua própria vida. Assim que acomodar o teu mental, empurrar a enxurrada de pensamentos para o ladinho e dar espaço ao vazio e ao nada é que o TUDO se manifestará. E isso se dará por meio da INTUIÇÃO, em um processo muito simples, sem que percebas, em um momento qualquer e inusitado. E como fazer para se conectar a isso? Particularmente sou fã da MEDITAÇÃO. Além de ser uma alternativa gratuita (“free download” rs rs..) é o atalho mais curto e genuíno. Com a experiência da meditação é possível que tenhas uma percepção sobre ti que nunca foi possível alcançar por outros meios. É o que vem de dentro, e não de fora, o que vai te apontar a saída. Mas para isso é preciso silenciar. E se isso te levar ao vazio, o que vai acontecer de fato, não tenhas medo. Esse silêncio não é indicativo de isolamento ou solidão, apenas de solitude, algo sadio e necessário. Lembra que estamos todos conectados. No teu silêncio estarás comigo, com teu próximo, com Deus (o Universo ou Ser Maior em que acreditas), porque todos somos um só. A intuição é o canal mais direto com o Criador, a matriz de todas as respostas. Quer líder e mentor mais sábio do que esse? Márcia Nyland Colaboradora Brasileira Colunista nas páginas “Fãs da Psicanálise” e “O Segredo” nyland@trt4.jus.br Meu Intervalo http://m.me/nyland.marcia 47


Zen Indigo 7 Passos na Direção do Perdão Neste mês em que nos aproximamos da época Natalícia, creio que é oportuno abordar o tema do Perdão. Mais do que prendas, o Natal que celebra o nascimento de Jesus, vem-nos relembrar a mensagem que este Avatar trouxe ao mundo: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.”

próxima, como pai, mãe, filho, marido, esposa, parceiro, empregado, chefe... São sempre relações que não podemos facilmente evitar. A razão porque isto acontece é sempre para que possamos chegar ao ponto do Perdão e Amor Incondicional, onde ambas as almas estão finalmente em paz uma com a outra, se aceitam, conseguem finalmete ver a Luz de cada uma e se perdoam, em Amor e entendimento.

Será que perdoamos mesmo? Mas o que é o Perdão afinal? E como se processa? Como se chega “lá”? Como se chega ao ponto, onde alcançamos aquela paz e leveza insdescritiveis no coração, em que Tudo Está Bem? Pois bem, há um Caminho a percorrer, um entendimento a ser feito e práticas a seguir. E é disso mesmo que este artigo trata, de te ajudar a compreender como se percorre o Caminho para o Perdão. Para situações conflituosas ou pessoas que têm relações difíceis, para libertar, precisamos passar pelo processo do perdão.

Passos para o perdão

O processo do perdão vai libertar-te das pedras pesadas que tu guardas no teu coração. É um processo verdadeiramente libertador que vai fazer com que tu te sintas mais leve e livre de emoções negativas que te acorrentam à pessoa em causa.

Passo 1: Conhece a infância da outra pessoa Tenta conhecer a infância dessa pessoa. Recebeu amor dos pais? Teve abuso psicológico, físico e / ou sexual? Teve privação de amor, comida, bens, cuidado e conforto? Como foi o relacionamnto entre os pais desta pessoa? Toda esta informação vai ajudar-te a chegar a um ponto de sentires compaixão por essa pessoa. Imagina essa pessoa com apenas cinco anos vivendo em qualquer que tenha sido a realidade que ele / ela viveu.

É muito fácil apontar o dedo para as falhas dos outros, mas podemos elevar-nos ao nível de verdadeiramente Perdoar? Creio que uma das coisas mais importantes no momento da morte é não sentir qualquer tipo de ódio, ressentimento ou dor de certas relações difíceis. Se morrermos, levando conosco sérios problemas não resolvidos com alguém, essa alma, eventualmente, voltará de uma forma kármica (novamente sob forma de um relacionamento difícil numa das próximas vidas). Na maioria das vezes, a relação kármica sempre aparece sob a forma de uma relação muito

O que sentes? Compaixão? Compreensão? Compaixão é o ponto de partida para entender porque é que essa pessoa te incomoda tanto e tem certos padrões de comportamento negativos. 48


A compaixão leva à compreensão, e a compreensão é um passo intermédio para chegar facilmente ao Perdão e Libertar essa pessoa para o Espírito Santo. Em resumo, conhecer a infância conduz à Compaixão, que leva ao Entendimento, que conduz ao Perdão e consequentemente à Libertação.

Tudo o que vimos aqui aprender, e tudo o que realmente importa é Amor Incondicional e Perdão. Na tua vida presente, receberás o teu Dharmaou Karma de outras vidas. Idealmente, devemos curar nesta vida, todos os nossos relacionamentos difíceis com membros da nossa família e/ou outras pessoas.

Em qualquer fase em que te predispões a fazer um verdadeiro trabalho de Perdão, chama os teus guias espirituais para te inspirarem com sabedoria nas tuas escolhas, decisões, pensamentos, palavras e ações.

Passo 2: Eleva-te ao Nível da Alma Eleva-te ao nível da alma e imagina que antes de nascermos, enquanto ainda almas, fazemos compromissos com outras almas sobre as lições que precisamos de aprender na próxima vida. Quando nascemos, escolhemos nossos pais por uma razão, porque precisamos aprender certas e determinadas lições para a nossa própria evolução da alma. Estas lições podem ser tomadas de uma forma fácil e fluida, ou de uma forma dura, o que é mais frequente acontecer.

A origem da maioria das questões na vida de cada pessoa vem da infância. Devido às relações com os membros da nossa família e compreensão da infância de cada membro da família, tu deves compreender a realidade de cada indivíduo e a origem dos seus padrões negativos. O que é que eles estão a passar para ti? Os primeiros anos da nossa vida são a base de padrões formados durante a infância, que podem ser questões mais tarde na vida adulta.

Eventualmente, se tu tens um relacionamento altamente kármico e difícil com o teu pai ou mãe, ou com qualquer outra pessoa, pode ser eventualmente porque numa vida anterior de alguma forma, lhe fizeste muito mal e essa pessoa carrega raivas e ressentimentos em relação a ti, a um nível inconsciente (transportados na memória da alma).

Deves praticara libertação dos problemas e perdoar para que o processo de desenvolvimento pessoal se desbloqueie e flua na tua vida. Se não perdoares estás a criar blocos de energia nos teus próprios chakras, começando pelo do coração, Anahata Chakra, e dai, estendendo-se aos chakras superiores , o da garganta e afectando consequentemente todos os outros. Como terapeuta e mestre de reiki, posso claramente afirmar com base na minha experiência, que estando os chakras desalinhados, afecta directamente o corpo fisico, mental, emocional e energético, assim como as diferentes áreas da vida que cada chakra dirige. É portanto, de vital importância sairmos do nosso ego e predispormo-nos a fazer um trabalho honesto de perdão e libertação. Guia-te para visualizares as suas infâncias em felicidade, deixa-os nesse espaço e liberta-os. Eles não têm a orientação, acesso a ferramentas ou a consciência, tu tens. Entende, não é culpa deles.

Poderia também ser a razão para o teu crescimento pessoal e da alma, que terá de atravessar determinadas experiências e dificuldades ao longo da vida, principalmente na primeira fase da vida, nomeadamente para pessoas que na Numerologia nascem com 7 ou números Mestres, este é um facto que tenho vindo a constactar ao largo da minha experiência de Astrologia e Numerologia e da análise de casos reais. De qualquer forma, o importante é não focares a tua atenção no ego ferido, mas sim, elevareste ao nível do coração e do espírito, e questionar honestamente o porquê de estares a viver uma determinada situação difícil. Frequentemente, só entendemos a razão algum tempo depois (um a dois anos, pelo menos). 49


Zen Indigo

Passo 3: Pergunta a ti mesmo numa situação difícil “O que é que eu tenho de aprender com isto?”

Agora estás mais feliz do que antes? Essa pessoa difícil desafiou-te na vida? Agora, não importa mais, estás num lugar melhor na vida. Qual foi o grande salto que fizeste na tua vida depois desta lição de vida com essa pessoa difícil? Medita sobre isso, e verás que tudo acontece por uma razão mais elevada.

“Qual é o resultado positivo que posso tirar desta situação?” Acredita em mim, a resposta vem sempre. Só serás livre quando perdoares os teus inimigos ou pessoas que te magoaram. E só poderás ser livre quando te perdoares por magoar outras pessoas. Repete esta afirmação todas as manhãs: Eu quero libertar o passado. Eu estou disposta/o a perdoar todos os que me prejudicaram, e eu perdoo-me a mim mesma/o por ter feito mal aos outros. “ Remove as pedras do teu coração. Aconselho a leitura dos livros “Você Pode Curar a Sua Vida” e “O Poder Esta Dentro De Si”, de Louise Hay, “Conversas com Deus, Vol. III” de Neale Donald Walsh, bem como o livro de Emmanuel. Passo 4: Lições de Vida e Alma Guia-te novamente ao nível de alma. Compreende que a tua lição de vida foi escolhida antes de chegares a este Planeta. Deves lembrar-te da tua lição e que os teus “ irmãos / irmãs” entram na tua vida para te ensinar certas e determinadas lições, durante a tua vida Deves reconhecer e analisar quais são os relacionamentos difíceis que tiveste na tua vida. Tira algum tempo para olhar para trás nessa situação. O que aprendeste lá? Qual foi a grande lição? Depois da grande lição, criaste uma grande mudança de vida?

50

Passo 5: Relacionamentos Kármicos e Dhármicos Compreensão em nível de alma em relações Kármicas Como entender nossos relacionamentos próximos? - pais, irmã / irmão, chefe, namorado, namorada, esposa, marido ... - Normalmente é um relacionamento que não é fácil de evitar e onde há um forte vínculo emocional entre si. As almas na vida passada teremos feito algo a eles ou fizeram a nós, e nós não os perdoámos ou eles não nos perdoaram, ou simplesmente eles vêm agora até nós para ensinar uma lição de Vida específica.


Aqui, novamente, devemos usar as afirmações “Oponomono”. Devemos perdoar. Nós não sabemos o que aconteceu na nossa vida passada e só sabemos que nossa alma é eterna. A falta de perdão transforma-se em escuridão e veneno no corpo e nunca é bom mante-lo. Ele só vai trazer doenças para o corpo físico. Compreensão em nível de alma em relações Dharmicas: As Relações Dhármicas são irmãos ou irmãs da alma. É uma pessoa na tua vida que sempre te faz bem. Tu encontras essa pessoa a vida após a vida e é sempre um relacionamento bom, harmonioso. Quando tu conheces essa pessoa, tens a sensação de estar em “casa”, que sabes o chão que pisas, como se já conhecesses essa pessoa. Brian Weiss é um bom autor para entender vidas passadas. Recomendo a leitura do livro “Only Love is Real”. Passo 6: Como as nossas emoções afetam a nossa saúde Queres ser saudável? Se sim, então é melhor perdoar. Todas as emoções e padrões mentais ficaram armazenados nas células do nosso corpo. Se é raiva ou tristeza ou vingança, estamos a manter essas pedras dentro de nós mesmos. Estamos a atrair essas vibrações e será trazido de volta à nossa vida novamente. Essa emoção negativa permanece num órgão especifico no corpo. De acordo com a medicina chinesa: A emoção do Pulmão é a tristeza; A emoção do Coração é felicidade; A emoção do Rim é o medo; A emoção do Fígado é a raiva; Todas as emoções permanecem em nossos órgãos, glândulas e chakras. Eventualmente, numa última fase, as pes-

soas irão sofrer de cancro ou algum tipo de doença grave para passar o teste de aprender a libertar e perdoar, abrir-se ao mundo espiritual e alternativo ou, simplesmente, morrer, porque chegou a sua hora, e essa foi a escolha da sua alma. Quais são os teus padrões mentais e emocionais que podem trazem a doença? Encontra uma forma de libertar essa energia negativa . Anota as tuas emoções ou o que sentes sobre um assunto específico que te incomoda. Mudar hábitos de alimentação e estilo de vida para diminuir os padrões negativos / emoções é ser extremamente útil. Tabaco, drogas, álcool, açúcares, alguns remédios farmacêuticos e outros vícios, todos eles alteram o nosso estado emocional. Estes vícios nunca nos ajudam a curar, mas apenas para esquecer a dor ... e só durante um curto espaço de tempo. Após esse tempo, tudo regressa, e mais agravado. É um ciclo vicioso, e a dor acaba sempre por voltar. A doença pode tambem vir de vidas passadas, e neste sentido, a Regressão, pode eventualmente ajudar e surtit os seus efeitos. Passo 7: Coisas que tu podes fazer: A) Terapia de Regressão pode ajudar-te tremendamente a entender os teus blocos atuais, e curá-los. Autor sobre o assunto: Brian Weiss Nós armazenamos memórias, experiências passadas. Não curar e libertar traumas infantis pode fazer com que voltem depois dos teus 60 ou 70 anos, se não houve perdão completo e emoção libertada. E aqui, a Terapia de Regressão funciona muito bem, assim como o Reiki em combinacao com o Aconselhamento. Não é um processo fácil, é preciso trabalhar para reconhecer os nossos padrões, como ciúmes, rejeição, ou outros. Deves encarar 51


Zen Indigo o padrão e aprender a libertar com Amor e Perdão. Se não o consegues fazer sozinho procurar ajuda profissional é uma alternativa. Um bom, honesto e experiente terapeuta, pode ajudar-te a fazer milagres na tua vida. B) Afirmações muito eficazes para repetir todas as manhãs: Oponomono: “(Nome) Por favor, perdoa-me, eu amo-te, Obrigado.” (Para curar relacionamentos Karmicos provenientes de vidas passadas). “(Nome) Eu perdoo-te e liberto-te ao Espírito Santo.” Repete cada um 3 vezes. A primeira ajudar-te-á a curar nesta vida os relacionamentos kármicos da vidas passadas que podem ser a origem do teu relacionamento conflituoso. Pode levar meses para libertar essa pessoa e realmente perdoar, mas se continuares a dizer estas afirmações, os milagres vão definitivamente acontecer mesmo em frente dos teus olhos. Sê grato pelo facto dos teus pais te terem dado vida, porque só isso já é razão suficiente para ser mais fácil perdoar todas as coisas que eles podem ter feito e que te magoaram.

independente do livre arbítrio dessa pessoa. Qualquer escolha que ele/a possa fazer é da sua responsabilidade.

C) Deves libertar com palavras ou Ações Podes escrever uma carta com tudo o que sentes sobre eles e o que eles fizeram. No final da carta, podes escrever que os amas e perdoá-los. Podes enviar para eles, ou podes queimar a carta durante a Lua Cheia, ou Lua Negra, num ritual sagrado, libertando tudo a Deus. Recomendamos a leitura de “A Return to Love” de Marianne Williamson. A partir deste livro podes encontrar outras afirmações valiosas para repetir todas as manhãs, bem como ensinamentos preciosos. Depois deste processo de perdão, faz parte da escolha do outro querer libertar-se da sua raiva ou padrão negativo, ou não, porque tu já fizeste a tua parte ao partilhar conhecimento e perdoar, ou pedir perdão. Tu és

52

D) Receber sessões privadas como reiki, coaching de vida, psicoterapia, regressão, aqua-floating, e outros tipos de cura e atividades alternativas que te trazem prazer e bem-estar, bem como uma mudança de dieta e estilo de vida, pode ajudar-te tremendamente na tua própria cura. Tu decides. Estás pronto para a Mudança? Para o “breakthrough”? A transcenderes-te? Sim? Então faz um favor a ti mesmo e ao mundo e começa o PROCESSO DE PERDÃO e liberta-te de uma vez por todas. Vive em Paz. Os vossos testemunhos são bem vindos, eu irei apreciar tremendamente ler as vossas histórias de milagres a acontecerem na vossa vida através do perdão! Com Amor e em partilha, Sónia Indigo Mestre, Medicine Woman, Astrologa, Coach. contact@soniaindigo.com www.soniaindigo.com SoniaIndigoAcademy

Texto original em versão Inglesa por Sonia Indigo. Traduzido por Sara Ferreira. Imagens por Eva Ruiz (evaruizinlandoflotus.com)


Partilhas de uma mãe Zen

O SENTIDO DA VIDA As mentalidades abertas, caracterizam as pessoas em suas personalidades e desenvolvimentos racionais, levando-as a comportamentos positivos, de amor e dedicação a causas, em benefício da humanidade. Todos nós temos esse poder dentro de nós que podemos adicionar. Basta reverter os casos negativos para positivos e tentar aplicar estas dicas que seguem! Esta lista de mudança, foi retirada do livro: DESPERTE O GIGANTE INTERIOR de Anthony Robbins OS DEZ SINAIS DE ACÇÃO

AS DEZ EMOÇÕES DE PODER

1 Desconforto 2 Medo 3 Mágoa 4 Raiva 5 Frustração 6 Desapontamento 7 Culpa 8 Inadequação 9 Sobrecarga - Sufoco 10 Solidão

1 Amor e ternura 2 Apreço e gratidão 3 Curiosidade 4 Excitamento e paixão 5 Determinação 6 Flexibilidade 7 Confiança 8 Alegria 9 Vitalidade 10 Contribuição

Sem mais. Bejinho para todos. Sejam sempre felizes

Vitália Baião Guardiã da Casa dos Sonhos familiabaiao@gmail.com

53


Evento Despertar de consciências Alqimia ABRIR Abrir mete medo e tudo o que nos abre aterroriza-nos tanto quanto o que nos fecha. Num temos medo de nos perdermos e noutro de nos sufocarmos. A primeira vez que me aproximei da pedra “Cabeça da Tartaruga” senti-

A reacção típica é recuar. O medo instalase e o pavor apodera-se. Todos os alarmes em nós disparam confundidos com algo que os avassala, que sabem por certo que algo desconhecido os atravessa e que identificam como “perigo”. E face ao perigo vem o medo, o encolher e fechar portas. Existe no entanto,

me assoberbado pela imensidão da floresta, do céu e um horizonte de montanhas sem fim, conciliado com uma altura abismal para a floresta lá em baixo. Automaticamente senti-me invadido por algo que me ultrapassava e perante a possibilidade de perigo tive a possibilidade de encolher-me petrificado face a algo que me avassalava. Existe um fascínio aliado a um terror. E acredito que são parte da mesma substância. O coração abre-se por completo perante o abismo e a imensidão, quando guiado por um tremendo acto de confiança.

outro caminho. E para minha alegria foi este que escolhi naquele e noutros momentos que aqui regresso. O coração abre-se por completo num tremendo acto de confiança. Alguns chamam-lhe coragem ou imprudência e dependendo da perspectiva torna-se verdadeiro. A palavra coragem deriva de coração e da forma confiante como age face a uma força avassaladora. Esta força que estarrece cria efeitos diferentes de acordo com a acção. E este ora encolhe e fecha, provocando paralisia e fuga. Ora expande, confia e abre,

54


provocando o avançar, o permanecer confiante e um afluxo que atravessa o espírito renovando-o. Não acredito que uma reacção seja melhor que outra, constato apenas algo que observo. Acredito que haverá sempre espaço para ambas. O medo é prudente, cauteloso, receoso e controlador. O amor é imprudente, corajoso, confiante e tolo. Cabe-nos a nós em cada momento conciliar, a bondade e o senso. Se é certo que um comportamento nos coloca mais vulneráveis e por vezes seja insensato, é certo também que viver continuamente no medo… não é viver. Por vezes temos de ir mais além, quebrar barreiras, partir a loiça, esticar a corda. Viver requer um tremendo e contínuo acto de coragem. Sobreviver requer cautela e providências q.b. sem grandes demoras e procrastinações. Inspirando antes de avançar, sobrevivemos. Expirando e avançando, vivemos. Existem alguns perigos, amarguras, dúvidas, dificuldades e trambolhões… pessoalmente, acredito que vale a pena. Garantir o conforto apenas suficiente que não impeça de sentir-me bem vivo. Assegurar a protecção necessária sem abdicar de um tremendo sentido de liberdade. Ser bem-sucedido apenas se não implicar abdicar, de continuar a ser feliz. Há muitos caminhos, muitas formas. Partilho alguns guias que me orientam nas encruzilhadas, para quem aprouver.

  Vasco Daniel Projecto AlQimia email@alQimia.org

macrobiotices 55


Dica Básica Fufu Guru Quem te quiser tem de te tratar no mínimo com respeito / carinho. Alguém que não se dedica um pouco ao teu lindo ser e apesar disso ainda faz exigências, é hora de dizeres adeus. Seja nas relações amorosas, amizades, profissionais ou em qualquer outro tipo de relação. O respeito / carinho não fala a mesma língua do que o egoísmo e a indiferença. O respeito / carinho é sincero, meigo, compreensivo e amoroso. Logo não podes admitir o contrário na tua vida. Liberta-te... permite-te... solta-te... Esquece os teus medos e faz-te à vida com dignidade por ti. Tu mereces, começa por seres tu a mostrá-lo tomando medidas. 1º Passo - Começa por te amar. 2º Passo - Só admites quem te trata com respeito / carinho 3º Passo - Ama os outros também com respeito / carinho se o fazem contigo. Se executares estes 3 passos básicos nas relações da tua vida tudo funciona. O resto são cantigas para iludires o teu ser. Boa noite pessoas LINDAS Sempre a fluir!

Luis Baião Fufu Guru contacto@zenfamily.org luisbaiaozenfamily


Recordando...Marrocos


Zen Numerologia PREPARADO PARA 2017? SABE O QUE ELE LHE RESERVA?

Ao longo destes meses tenho-vos vindo a falar da influência que os números exercem na nossa vida e da importância em os saber descodificar e compreender. Agora que nos aproximamos do final de mais um ano, é habitual determo-nos a analisar a energia que o regeu e o impacto que teve em nós. Como Ano Universal, 2016 veio com a energia 9, pedindo-nos balanços, triagens, tomadas de decisão e términos. Direccionou-nos para análise da nossa vida, a todos os níveis, por forma a determinar o que já não vibrava connosco e já não nos servia, a fim de podermos proceder às mudanças necessárias. Foi um período para dar resposta a situações pendentes, concluir e eliminar tudo o que acarretava perda de tempo e de energia, mas também para aperfeiçoar ou melhorar tudo o que obteve êxito. É pois natural que algumas relações desgastadas e causadoras de sofrimento, tanto a nível afectivo (amizades, familiares, amorosas) como profissional, possam ter atingido o seu limite e terminado. Quem sofria com a adicção a algum vício (tabaco, drogas, comportamento nefasto, …), teve neste ano um período mais favorável à sua erradicação. A energia 9 está associada ao amor incondicional, pelo que este ano levou-nos também a ser mais tolerantes e praticar o bem, apostando eventualmente no voluntariado ou dando continuidade a algo nesta área que já se vinha desenvolvendo, contribuindo para um mundo melhor. Obviamente, todos os anos são bons para ajudar os outros, mas este em particular foi-o ainda mais. Foi um ano para perdoar e libertar-nos de ressentimentos, amarguras, raiva, ódio, que pudessem estar a espartilhar e condicionar o nosso quotidiano, dando lugar ao amor e à compreensão. 58


Estas foram pois, as tendências gerais que caracterizaram o ano 9 e que nos influenciaram a todos apenas em termos globais. Porém, cada um em particular, esteve sob a influência mais directa do seu ANO PESSOAL e esse calcula-se em função da data de nascimento de cada pessoa, não coincidindo na maior parte dos casos com o ano civil. Portanto, todos estamos sempre simultaneamente sob influência do ANO UNIVERSAL e do ANO PESSOAL. Já na recta final do ano civil, importa então rever tudo o que realizou e preparar-se para a entrada de um novo ano. Conhecer a energia que irá reger os meses e semanas do seu ano de 2017, é fundamental para poder compreender o seu potencial e assim adequar a sua postura, no sentido de a optimizar. Identificar e perceber a energia predominante em cada momento da sua vida, constitui uma informação fulcral para a tomada das decisões certas no sentido de aproveitar a direcção que lhe é apontada, colhendo os resultados inerentes. Estar na posse dessas informações, permitir-lhe-á trilhar o seu caminho (pessoal e profissional) de uma forma mais ajustada e harmoniosa, fluindo com a vida.

carreira, o melhor momento para abrir um novo negócio, … . Já viu a vantagem que é poder estar na posse de tais informações? Assim como na agricultura, o período no qual se decide semear ou plantar é um dos factores determinantes do seu sucesso ou fracasso, também a nível pessoal e profissional, a escolha dos períodos certos para o que se pretende efectuar será decisivo. Deste modo, compreender as vibrações vigentes em cada momento, através da Numerologia, ajuda-o a compreender o ritmo da vida e a sintonizar-se com ele, trilhando o caminho do sucesso e da realização pessoal e profissional, fazendo com que a vida flua de forma harmoniosa e natural. E agora pergunto-lhe, está a preparar-se para 2017? Sabe que energia vai reger o seu Ano Pessoal e de que forma a deve integrar na sua vida, potenciando-a a seu favor?

Anabela Subtil Projecto Our Numbers ourxnumbers@gmail.com Our-Numbers-

Um Estudo Numerológico de Previsões possibilita-lhe o acesso a toda essa fantástica informação. A título exemplificativo, a nível profissional, poderá saber qual a melhor altura para ir a entrevistas, quando existe a possibilidade de surgir um emprego mais adequado, quando é mais viável proceder a mudanças na sua

57


A Deliciosa Arte de Ser Como é que o Yoga me pode ajudar a superar a ansiedade e depressão?

Quando procurei o Yoga (aos 17 anos de idade) foi precisamente porque me tinham re-comendado uma actividade que ajudasse a controlar a respiração e, consequentemente a ansiedade que vivia naquele tempo em particular. Tinha acabado de entrar para a Uni-versidade de Direito, e nada daquilo era o que eu esperava. Esse choque abriu em mim uma enorme necessidade de procura de Paz e de Sentido. Foi assim que entrei na minha primeira aula de Yoga, num estúdio escondido em Car-naxide. Durante as aulas parecia que não fazíamos nada de especial: atenção à respiração, exercícios de alongamento, relaxamentos… mas no final… Ah, no final parecia que eu tinha sido espremida, esticada e torcida na máquina de lavar em alta centrifugação e que toda a ansiedade se tinha ido embora. Sentia-me leve, de cabeça fresca e pronta… Pron-ta para come60

çar a ficar ansiosa outra vez. Mas o pormenor da técnica, da acção e do re-sultado da quietude e paz de espírito que aqueles exercícios produziam em mim escapa-vam-me. O que eu queria era mesmo mais, fazer mais, sentir mais paz e, acima de tudo, prolongar ao máximo aquela sensação de bem-estar na minha vida. Foi sempre uma prática feita em semi-segredo. Ainda não era moda. Era uma palavra es-tranha que começava com “Y” e não se faziam grandes seminários sobre o assunto, não que eu soubesse, pelo menos. Foi com o passar dos anos que fui assumindo que aquela prática tinha que fazer parte da minha vida. Vieram outros estúdios, vieram outros professores e outras técnicas, tem-pos de paragem, tempos de recomeço. Veio a Vida, em suma.


Só mais tarde, comecei a ler sobre a técnica, querendo entender porque é que sempre que fazia uma aula me sentia sempre tão bem, e tão melhor. Assim começou uma jornada que não tem parado e que me tem levado ao encontro de várias pessoas e Mestres, ao encontro de várias abordagens e teorias. O Hatha-Yoga, talvez o estilo mais conhecido e popularizado no mundo Ocidental (e do qual derivam muitas das outras modalidades que conhecemos) combina três elementos essenciais: “asana” - posturas físicas de desafio de equilíbrio, resistência ou flexibilidade; “pranayama” - controlo da respiração e na energia vital no nosso corpo em conjunto ou separadamente das posturas físicas, e um período de relaxamento ou meditação. Parece super simples, não é verdade. Pois, de facto é e não é. É na combinação perfeita destes três elementos que reside a chave da transformação. Por outro lado, através das torções da coluna (principal canal de energético do corpo “sushuma”), do esforço físico exigido durante as posturas, e da respiração, a oxigenação do nosso cérebro aumenta exponencialmente. E quanto maior é o nível de oxigénio re-cebido pelo cérebro, maior será a sua capacidade de desenvolver aliviar tensão e ansie-dade.

Por outro lado, a prática de yoga aumenta no nosso cérebro os níveis e GABA - ácido gama -aminobutírico, ácido este que desaparece do nosso cérebro em situações de stress ou de ansiedade, aumentar os níveis de circulação deste ácido no nosso corpo aumenta o estado de tranquilidade e de bem-estar. A ligação directa entre a melhoria da ansiedade e da depressão foi feito, pela primeira vez, por um estudo da Universidade de Boston. O estudo comparava dois grupos - um que praticava yoga de forma regular semanalmente, e outro grupo que caminhava duran-te uma hora três vezes por semana, o Estudo foi conduzido por 12 semanas. Durante as 12 semanas, foram feitas, a cada participante do estudo, ressonâncias mag -néticas do cérebro antes e depois de cada actividade efectuada. Concluiu-se que os praticantes de Yoga demonstravam níveis de GABA mais elevados no cérebro do que os outros participantes. Contudo, em casos de depressão clinicamente diagnosticada, por si só, o Yoga pode não ser a única resposta para resolução do caso. Uma alimentação correcta, padrões de vida e de sono regulares e estáveis, rodear-se de um ambiente saudável e com pensamentos positivos faz toda a diferença. E mesmo assim, é sempre bom alertar que existem casos em que a medicação deve e tem de ser feita de acordo com as indicações médicas. Não podemos excluir a medicina alopática nos casos em que ela funciona em conjunto com práticas mais alternativas de implementar regras de bem-estar na nossa vida. Seja qual for o seu caso, esteja certo de que se rodeia de profissionais competentes e com quem sinta empatia para poder comunicar os seus sintomas, evoluções e retroces-sos com confiança e sem medo de ser rotulado. Só assim o sucesso poderá estar garantido.

61


A Deliciosa Arte de Ser

Apesar de se “ir falando” sobre o assunto, os números crescem e são assustadores. Esta semana, um estudo feito em Portugal determinou que em 2008, menos de 20% da popu-lação tinha problemas de saúde mental. Agora são mais de 30%. Há mais jovens afecta-dos. E mais homens a consumir antidepressivos e ansiolíticos. (in jornal Público, 25 de Novembro de 2016). Não espere, portanto, que a sua situação se agrave. Mesmo que todos à sua volta pare-çam estar “bem”. Comece a sua jornada de auto-descoberta e bem-estar já hoje! E acredite, o Yoga pode ajudar, e ajuda, SIM!

Maria Clara Marques Prof. de Yoga, Life Coach, Terapeuta Holistica www.mariaclaramarques.org mariaclara.yoga@gmail.com 62


Só Uma Dica Nunca deixes de ser tu mesma por ninguém! Não importa quantas pessoas entrem e saiam da tua vida. Não importa com quantas pessoas te cruzas na tua vida e com quantas delas caminhas. Importa sim é que sejas sempre autêntica e que nada nem ninguém te faça perder alegria de Apenas Ser. Que sejas sempre tu, seja qual a forma de relação que tenhas. O dia em que deixares de ter essa vontade em função de alguém ou alguém deixar de ser ela por ti, já não podes estar com esse alguém. Nada nem ninguém deve tirar a nossa essência. Para mim alguém que diz: olha decidi acabar esta relação porque preciso de liberdade. Sou logo o primeiro a dizer: então força, vai à tua vida que eu vou à minha. Jamais podemos querer alguém que esteja connosco sem ter essa vontade. Acredita na vida porque ela sabe sempre o que faz. Quando assim vivemos aproveitamos cada dia na magia. Vive sempre um amor que: Dê respostas e não problemas! Segurança e não medo! Vivências belas e não dramas! Se isto não existe nas tuas relações, seja qual o tipo de relação que tenhas, então desculpa dizerte mas vives na ilusão de ti mesma. Mais tarde ou mais cedo vais perceber isso. Sempre a fluir! Luis Baião - in Inspiração contacto@zenfamily.org luisbaiaozenfamily


Zen Consciência e Sustentabilidade Brincar sem ter que Comprar! O diálogo a seguir, foi extraído do livro 5 da Coleção Consciente de Educação Financeira, de minha autoria e publicado pela Editora CAB. A história nos fala sobre como brincar sem ter que comprar. *** Júlia e Lucas adoravam as tardes de sábado. Sabem por quê? Era o momento de diversão com seus pais. Naquela tarde, Júlia sugeriu ir ao shopping assistir ao filme que tinha acabado de entrar em cartaz. Já Lucas queria ir ao parque de jogos eletrônicos: lá as horas passavam tão rápido que ele nem percebia. - Após o cinema – disse Júlia, - comeremos um delicioso hambúrguer e tomaremos um sorvete na casquinha. O pai ficou assustado com a variedade de coisas sugeridas por Júlia, e lembrou: - Há alguns meses, combinamos de juntar dinheiro para a nossa viagem nas férias. Lembram disso: Júlia suspirou e disse: - É verdade! Não podemos gastar muito dinheiro. Mas o que fazer, então? – Perguntou desapontada. A mãe interrompeu: - Está uma linda tarde. Que tal fazermos um passeio no parque? Júlia gostou da ideia, mas resolveu dar outra sugestão: - Só com uma condição: na volta, assistiremos a um filme na TV acompanhado daquela pipoca que você sabe fazer. Certo, mamãe? Lucas acrescentou, entusiasmado. - E brigadeiro também!... A mãe concordou e ficou contente com a programação daquela tarde, que terminaria com todos reunidos na sala da TV, saboreando as guloseimas. *** Celular novo, último jogo lançado, roupa de marca, mochila de personagem, tênis de grife, a lista de desejos das crianças e dos adolescentes tem crescido muito nas últimas décadas.

64


Por isso, o consumismo já é considerado por muitos especialistas o mal do século. E cada vez mais a discussão sobre este assunto tornase relevante. Uma boa estratégia está em ouvir as crianças e adolescentes, oferecer a eles ambientes e materiais para se divertir sem ter que comprar o meio de diversão. Outro fator determinante e que fará toda a diferença, é a participação dos pais durantes tais brincadeiras. No passado era, de fato, muito mais simples. Normalmente as crianças faziam o seu próprio brinquedo. Além disso, havia mais tempo para brincar e menos tecnologia para distrair. O resultado de todo este consumismo muitas vezes desenfreado, tem levado a sociedade a graves problemas de ordem social e econômica também. Afinal, custa muito caro adquirir cada novidade que surge. Sem falar na poluição junto ao Meio Ambiente. Brinquedos confeccionados com materiais que levam séculos para serem absorvidos na natureza são descartados sem nenhum critério. Na história contada por Júlia e sua família, alternativas foram encontradas para fazer daquela tarde um momento de muita diversão sem ter que comprar. Percebemos que a família tem um papel muito importante nessas escolhas e que o importante mesmo é que todos se divirtam juntos.

Josi Gomes Barros Colaboradora Brasileira Economista e Escritora josi@cabconsultores.com.br 65


Vamos tomar um Chá! Rituais do Chá e simbologias associadas Hoje proponho-vos que tomemos um Matcha. O matcha ou o “chá sagrado” é produzido com as folhas mais novas e tenras do chá verde. A preparação do matcha começa algumas semanas antes da colheita, quando as plantas de chá são cobertas para evitar a luz solar directa. Este procedimento desacelera o crescimento, estimula um aumento nos níveis de clorofila, deixa as folhas com uma cor verde mais escura e causa a produção de aminoácidos. Apenas os melhores rebentos de chá são colhidos manualmente. Se as folhas são enroladas antes de secarem, o resultado será o chá gyokuro. Se as folhas são deixadas esticadas para secar, passam a ser conhecidas como tencha. O tencha é moido na pedra e dá origem ao pó conhecido como matcha. O seu sabor é intensamente orgânico, sendo que o matcha de maior qualidade tem uma doçura mais intensa e um sabor mais profundo que os chás normais colhidos mais tarde, no ano. Uma característica nutricional importante é que o matcha tem 70 vezes mais antioxidantes que o sumo de laranja e nove vezes mais betacaroteno que o espinafre. Este é o chá usado na cerimónia japonesa do chá, conhecida como o CHA-NO-YU.

arte de viver, trata-se de um culto fundado na admiração do Belo por entre as vulgaridades da vida quotidiana. Esta filosofia traduz-se na forma de uma cerimónia extremamente codificada, que se desenrola em local específico e durante a qual cada gesto deve ser cuidadosamente observado. Desenvolvida nos finais do século XV por influência do Budismo Zen, esta cerimónia convida o Ser Humano a purificar-se, unindose à Natureza. A etiqueta minuciosa observada na cerimónia do chá influenciou amplamente o modo de vida japonês. O interesse por esta arte secular, destinada a dar graças à natureza, e os seus modos e gestos delicados, é uma das chaves de acesso à compreensão da sociedade japonesa.

Preparando a cerimónia Chaji é uma cerimónia do chá acompanhada por uma refeição. O anfitrião pode levar dias na preparação, para certificar-se que a sua cerimónia será perfeita. Através do chá, o importante é que todo o encontro humano se torne numa ocasião singular e irrepetível. A cerimónia decorre numa divisão concebida especificamente para o chá, chashitsu. Habitualmente, esta divisão encontra-se afastada da casa, num jardim. Os convidados (quatro é o número preferencial) são introduzidos numa sala de espera, machiai. O assistente do anfitrião, hanto, oferece-lhes sayu, a água quente que será utilizada na preparação do chá.

CHA-NO-YU Cha-no-yu significa literalmente “chá e água quente” e refere-se à cerimónia japonesa do chá, podendo também utilizar-se os termos chadō ou sadō. O chá assume no Japão uma dimensão cultural muito forte. Mais do que uma 66


Os convidados escolhem entre si aquele que desempenhará o papel de convidado principal, sendo depois conduzidos a um jardim com uma fonte de água desprovido de flores, a que se dá o nome de roji. Aqui, os convidados libertamse da poeira do mundo e aguardam a chegada do anfitrião, oficialmente chamado teishu.

chão também para aquecimento do ambiente). Todos se sentam de acordo com as suas respectivas posições na cerimónia. Trocam-se saudações, primeiro entre o anfitrião e o convidado principal; depois entre o anfitrião e os restantes convidados.

Antes de receber os convidados, o anfitrião enche uma bacia de pedra, tsukubai, com água fresca e com ela purifica as mãos e a boca. Atravessa então a porta, chumon, para receber os seus convidados. Nenhuma palavra é pronunciada. Conduz o seu assistente, o convidado principal e os restantes (por esta ordem) através da mesma porta, que simboliza a passagem do mundo material para o mundo espiritual do chá. Os convidados e o assistente purificam-se na mesma bacia de pedra e entram na casa de chá. A porta deslizante é baixa, e todos têm de baixar a cabeça para poder entrar. Significa que todos são iguais perante o chá, independentemente das suas posições sociais. A última pessoa a entrar faz correr a porta.

A Refeição A cada convidado é servida uma refeição, chamada chakaiseki, num tabuleiro com pauzinhos. A refeição é composta por três séries de pratos. Em cada tabuleiro encontram-se já uma taça de cerâmica com arroz branco, uma taça de laca com sopa miso, e um prato de cerâmica com peixe cru ou pickles de vegetais. É servido sake. A primeira série de pratos, hashiari, é composta por caldos ricos servidos em pratos de laca e alimentos grelhados apresentados individualmente em pratos de cerâmica. Segue-se o kosuimono, um caldo simples e leve que prepara o palato para o que se segue. A segunda série de pratos deve o seu nome, hassun, ao nome do tabuleiro de madeira simples em que os alimentos são servidos: uminomono e yamanomono (“comida da água” e “comida da montanha”, respectivamente), celebrando a abundância do mar e da terra. Por fim, a série konomono (coisas fragrantes) serve-se em pequenas taças de cerâmica, incluindo o doce, omogashi, que conclui a refeição. Cada convidado limpa os utensílios que utilizou com um papel macio trazido pelo próprio. O anfitrião convida-os então a retirarem-se para o jardim enquanto prepara o chá. Nessa altura, a pintura da parede é substituída por flores e dispôem-se os utensílios para

No interior O interior é desprovido de qualquer decoração, à excepção de uma alcova chamada tokonoma. A impressão geral deverá ser a de uma “pobreza requintada”, sendo para os japoneses o despojamento a expressão da verdadeira Beleza. Desenrolada na parede da alcova está uma pintura, kakemono, cuidadosamente escolhida pelo anfitrião, e que revela o tema da cerimónia. Os convidados examinam a chaleira, kama, e o lume (furo se for do tipo portátil e ro se for feito no 67


Vamos tomar um Chá!

o chá. Estes são geralmente muito dispendiosos e considerados verdadeiros objectos de arte. O Mundo Espiritual do Chá Na Cerimónia do Chá, a água representa o yin e o fogo o yang. A água é mantida num jarro de pedra chamado mizusashi, que simboliza a pureza e é apenas tocado pelo anfitrião. O matcha (chá verde em pó) é mantido num pequeno recipiente de cerâmica, chaire, coberto por um lenço de seda, shifuku. Preparando a partida O lume é então reacendido para o chá leve do final da cerimónia, usa cha. Este chá destina-se a limpar o palato e a preparar os convidados para deixarem o mundo espiritual do chá e reentrarem no mundo físico. São oferecidas almofadas, zabuton, e abafos para as mãos, teaburi, em convite ao relaxamento. Para acompanhar o usa cha, são oferecidos pequenos doces, higashi. Este chá é preparado de forma semelhante ao anterior, à excepção de que é utilizada uma menor quantidade de chá, de menor qualidade, e é servida uma taça individual a cada convidado.

Se o chá for servido durante o dia, faz-se soar um gongo. Se for à noite, o som do gongo é substituído por um sino. Após cinco batidas ou badaladas, os convidados estão de volta à casa de chá. É hora de voltar a purificar mãos e boca. As flores são admiradas e novamente todos se sentam. O anfitrião entra com a taça do chá, chawan, o batedor de bambú, chasen, o pano de linho utilizado para secar a taça, chakin, e a colher de bambú destinada a tirar o chá do recipiente, chasaku, e faz repousar estes utensílios junto do jarro de pedra.

No final, os convidados manifestam o seu agrado e a sua admiração pela arte do anfitrião. Chegada a hora da partida, o olhar do anfitrião acompanha-os desde a porta da casa de chá até perdê-los de vista. O regresso ao mundo físico está consumado. Bons momentos com Matcha!

Erguendo a colher e o recipiente do chá, o anfitrião deposita na taça três colheres de chá por convidado. A água quente vertida para dentro da taça é a suficiente para criar uma fina pasta com o batedor. Logo de seguida, é adicionada mais água a essa pasta para que depois de batida se apresente como um líquido consistente. O anfitrião oferece então a taça ao convidado principal, que se curva, aceitando-a. A taça é erguida e rodada entre mãos para que possa ser admirada. O convidado principal bebe um pouco de chá da taça, passando-a depois ao convidado seguinte que repete os mesmos gestos. Quando todos os convidados tiverem já saboreado o chá, a taça é devolvida ao anfitrião para que este a limpe, juntamente com o batedor, a colher e o recipiente do matcha. No final, decorre uma discussão sobre os objectos apresentados e outros temas apropriados.

Manuela Paiva Espaço R/C Oriente mpaiva54@hotmail.com rcoriente 68


Recordando...Caminho Santiago Pela Costa A vida é atitude! Nem tudo depende do tempo, ás vezes as coisas dependem só de uma atitude.

Luis Baião Lider viagens e eventos Zen Family


Coaching Com Alma BALANÇOS

Há um ano atrás escrevia no meu blog: “Tempo de Balanço Balanço de um ano fantástico com muita aprendizagem, crescimento, conquistas, pedras no caminho, bênçãos, desafios, felicidade, alguns momentos menos positivos, ganhos e perdas, novas pessoas, velhos reencontros, desencontros alguns mas sobretudo muita Gratidão.

70

Tempo de Aprender Aprender uma nova história, um novo capitulo, uma nova vida em comunhão com o Universo, com o global, com a espiritualidade, com os companheiros de sempre e os novos que se juntaram num ano pleno de realizações e transformações.


Tempo de Relembrar e Aceitar Relembrar e Aceitar o percurso, as desilusões, as vitórias, os passos atrás, a viagem de sonho, as horas de estudo, os bloqueios ultrapassados, quem te apoiou e quem te virou costas, quem te sorriu e quem te desdenhou, quem te abraçou e quem te afastou. Tempo de Agradecer Gratidão pela vida, pelos amigos, pela família, pelo lar, pelas novas oportunidades, pela aprendizagem, pela coragem de desafiar velhos medos, pela certeza do caminho certo, pelos sonhos realizados, pelas perdas e derrotas sofridas e aceites, celebradas até! Por tudo o que foi vivido e por tudo o que virá que será fantástico! Gratidão Bom Ano a todos!” Um ano passado reforço tudo o então escrito, reforço a confiança, a superação, a crença. Valeu tudo a pena, as conquistas, os desafios, as desilusões, as surpresas, as lágrimas e os sorrisos. Tudo faz parte de mim, tudo faz parte do caminho que traço a cada segundo, a cada AGORA. Um novo ano se aproxima, um ano importantissímo, de novos caminhos, de novas aprendizagens, de novas vivências, de mais sonhos realizados e que sonhos. A vida é isto, uma montanha russa de emoções: alegria, tristeza, medo, euforia, raiva, tranquilidade... quem comanda a máquina somos nós, embora às vezes nos esqueçamos disso. Deixo para vosso balanço algumas questões de reflexão:

O que vos marcou? O que fariam diferente? O que ficou por fazer? O que ficou por dizer? O que conquistaram? Que medos ultrapassaram? Estas e outras questões são importantes, não só para serem um fio condutor para o ano que se aproxima, mas também para não esquecer que por muito que haja por fazer, é importante não esquecer o que já foi feito e valorizá-lo. Todos temos o que celebrar com certeza, num ano que trouxe certamente desafios, em mais um ano em que tivemos oportunidade de fazer por nós, por quem nos rodeia, pelo Universo que partilhamos. Termos a consciência da nossa importância neste espaço que partilhamos, termos a humildade de ouvir a nossa Intuição, são caminhos que nos levam de volta à nossa Essência que, por vezes fica perdida quando nem nós sabemos o lugar onde estamos, sempre que nos deixamos levar pelos comportamentos e atitudes de máquinas em piloto automático. Vale a pena reflectir nisto.

Sónia Ribeiro EneaCoach www.soniaribeiro.eu coach@soniaribeiro.eu sonia.mm.ribeiro

71


Feliz Vida Nova

Essa noite, como de costume, minha filha veio dormir comigo... Vieram juntos o sorriso por qualquer coisa, a conversa fiada que nutre o vínculo, o papo cabeça no meio do nada, uma voltinha de carro no meio da Vida... A espera pelo banho, o silêncio que revela o amor, uma filosofia chamada Gratidão...

dos para sempre quando ousamos abrir nossas portas para viver um amor que tem sede. Tudo é tão rico! Tão cheio de sentido e valor. No simples descansa o profundo. No simples se revela a grandeza. No simples repousam os olhos do para sempre... Ah, se ela soubesse!!! Ninguém jamais dará a ela um copo d’água com tanto rio e mar. Um simples copo d’água e já valeu a pena o mergulho nessa Vida. Mas, espero, profundamente, que nossa sede não termine aqui... que nossa boca seca se sacie somente em Fontes Infinitas que jorram Felicidade Verdadeira. Fontes de Água Viva; Fontes que não secam jamais. Deus. Encontros.

De vez em quando tem cara ruim também. Mas, cosquinha na Alma desmancha qualquer carranca. Estamos aqui. Ganhei penteado para dormir e convite rotineiro: “pai, vamos beber água”? Sim, tem certos momentos da vida que nada satisfaz mais que um copo d’água... Nada. Tem certos momentos da vida que nada nos marca mais que um copo com água fresca. Nada vale mais que isso. Estamos marca72


Afinal, para que serve a sede? Para um piscar de olhos ou um juntar de mãos, para um caminhar constante ou uma pausa necessária, para um convite despretensioso ou um descanso merecido, um brinde à Grande Vida. Serve para seguir adiante... Seguir até a Fonte. Alcançar sonhos. Depois, deitei ao seu lado por um instante. Clara, chega pra lá, pra eu caber pra cá. Nessas horas, nosso mundo é um só, mas poucos se dão conta. O Encontro é um Grande Milagre. Com tantos lugares no mundo, com tantas pessoas no mundo, estamos aqui, eu e ela. Acasos coincidentes ou providências Sagradas? Eu prefiro o Sagrado que se revela em cada Encontro, o Sagrado que comunga olhos, sorrisos, lágrimas, sedes, copos d’água. No Encontro nos transformamos; no Encontro nossas mudanças acontecem; nossas curas florescem; ninguém muda sozinho; ninguém se transforma sozinho. Não há cura sem o outro. Impossível. Nossa sede humana é a sede do Encontro! Sede de Deus. Muitas vezes através de pessoas... Então, vamos beber Água? Vamos até à Fonte? Sim, vamos. Mãos dadas. Depois, um penteado novo para dormir, um sorriso a dois num canto espremido do mundo, um silêncio saciado que atravessa madrugadas de sonhos à espera de um novo amanhecer... Um amanhecer com sede, eu espero. Sede de Vida. Aceita?

Colaborador Brasileiro

73


Zen Feng Shui Como decorar a casa no Natal com o Feng Shui e atrair boas energias O Natal é a festa mais importante do ano, em que se comemora a solidariedade, a paz, os valores familiares e a esperança. Estamos a aproximar do Natal, é tempo de muita correria, stress, filas em todo lado. Mas nada como saber planear as actividades que antecedem o Natal. Sendo o Feng Shui uma ferramenta fabulosa na criação de espaços harmoniosos, deixo-lhe alguns conselhos: Decore a casa equilibrando o yin e yang e com a ajuda dos cinco elementos – água, árvore, fogo, terra e metal. 1- Coloque a árvore de Árvore de Natal num local favorável É sempre bom entender como é que os elementos Feng Shui interagem e como decorar a sua casa em harmonia. A árvore pertence ao elemento Árvore ou Madeira no Feng Shui e deve ser colocada numa zona da sua casa, na sala, de preferência e com lugar de destaque. Com uma bússola podemos verificar onde fica situada a nossa sala. Nas salas viradas a Norte, Este, Sudeste e Sul, aconselhamos as árvores de Natal cor verde, que corresponde ao elemento Árvore/Madeira. Nas salas viradas a Sudoeste, Oeste e Noroeste, aconselhamos as árvores de Natal cor branca que corresponde ao elemento Metal. Tente decorar a sua árvore de Natal com os seus filhos, eles adoram o Natal. É essencial que todos participarem. A decoração com as bolas encarnadas, douradas, azuis, brancas e prateadas são aconselhadas. As bolas douradas e prateadas devem estar em maior número, para atrair paz e prosperidade. O amarelo, ou elemento Terra, também pode ser representado pelas luzes.

74


2- Coloque centros de mesa e velas

A mesa de Natal deve ser cuidadosamente preparada. Use toalhas alegres e evite arranjos altos e garrafas de refrigerantes no centro da mesa. Deve usar e abusar das cores tradicionais verde e encarnada, porque representam os elementos da Prosperidade e Sucesso no Feng Shui. Com criatividade podemos fazer bonitos centros de mesa. Decore a sua mesa com as cores de cada elemento do Feng Shui: verde (madeira), encarnada (fogo), amarelo (terra), branca ou prateado (representa o elemento metal) e azul-escuro (água), assim o equilíbrio é maior. Use a criatividade: as cores podem estar na própria decoração, na toalha de mesa, arranjo de flores, talheres, pratos e velas. Para dar conforto e calor ao seu ambiente adicionamos energia do elemento Fogo. É aqui que entram as velas, a lareira, as luzes de Natal e o encarnado das decorações da sua árvore de Natal. Aconselho também o uso de velas. As velas são uma óptima forma de criar um ambiente acolhedor e de melhorar a energia de um espaço. As velas são muito boas para usar no seu quarto, entrada, sala de jantar e sala de estar. Pode aumentar os benefícios usando candelabros e porta velas decorativos com as cores aconselhadas para cada zona específica da sua casa. As flores naturais também devem fazer parte da decoração, principalmente aquelas que têm cor branca e encarnada. 75


Zen Feng Shui 3 - Use óleos perfumados e plantas nas várias zonas da sua casa O uso de óleos perfumados e incenso na sua casa é sempre aconselhado mas com todas as visitas que vai receber em sua casa na época do Natal, o seu uso é ainda mais recomendado. Para esta época de festas, aconselhamos o uso de óleos de tangerina, limão e canela. Use plantas purificadoras como os lírios da paz, dracaenas ou flores naturais, de cores brancas, amarelas e encarnadas. 4 – Espírito de Natal É importante que esteja alinhado com as suas crenças. O presépio também é importante e tem lugar de destaque, se assim o entender. Procure preencher com luzes e plantas os cantos mais escuros da sala. Preencha os espaços, sem excesso, para a energia fluir. Se acha que tem a casa a precisar de uma boa arrumação, então chegou a altura de fazer uma boa limpeza até ao Natal, para receber a família e amigos que vão passar pela sua casa. Casa limpa com a energia “chi” a fluir harmoniosamente é fundamental. Outro conselho que aprendemos com o Feng Shui é desfazermos daquilo que já não usamos, ou seja, destralhar. Poderá doar a instituições de caridade, roupa, livros, brinquedos e objectos que não usa. Se tem jeito para trabalhos manuais, faça os presentes e ofereça aos seus familiares e amigos. Também poderá reciclar objectos e pequenos móveis. O mais importante nesta época de grande consumismo é jamais esquecer a espiritualidade do momento, e sentir-se grato por ter saúde, ter fé e a companhia dos seus familiares e amigos. E pense na seguinte maneira, não encare esta época como uma canseira e opte por uma atitude de “intenção”… Em cada ritual que fizer, em cada presente que escolher, em cada comida que preparar, em cada vela ou arranjo floral que arranjar, coloque carinho e amor. Só podemos sentir o amor em sua plenitude se estivermos “centrados” e em equilíbrio.

Paula Margarido

Arquitecta e Consultora de Feng Shui www.alinktobalance.com

76


Entrevista Muitas coisas no nosso planeta funcionam bem, mas muitas outras não funcionam de todo. As que funcionam bem são invariavelmente o resultado de um paradigma inovador e criador, pois quando alimentamos a repetição, os problemas acontecem. Desde 1987 que viaja pelo mundo fazendo formação e coaching em liderança, comunicação, motivação e inteligência emocional para empresas multinacionais assim como para empresas locais. É largamente reconhecido como um especialista em inteligência intrapessoal e em inteligência interpessoal. Em 1994, alguns acontecimentos na sua vida pessoal levaram-no a focar no seu próprio desenvolvimento pessoal. Começou então a trabalhar com o intangível e o não-concreto. Interessou-se pela energia subtil, pela espiritualidade e pela ligação entre a consciência humana e o corpo físico. Muito rapidamente, começou a ajudar pessoas que o procuravam em busca de sentido de direcção para as suas vidas, acompanhando-as numa caminhada em direcção à sua consciência interior. E assim, desde 1996, tem ajudado muitas pessoas no seu desenvolvimento espiritual e na criação de uma nova vida onde a repetição deixa de existir e onde a autoestima é a palavra-chave. Conheçam uma pessoa dinâmica e entusiasta com um olhar não conformista sobre a vida e a sociedade. Para ele, a evolução da humanidade depende da capacidade das pessoas descobrirem o seu poder criador em vez de serem meras repetidoras. Convidamos os leitores a ler a segunda parte da entrevista a Luis Martins Simões.

Trabalha com o “intangível e o não concreto”, como é que surgiu essa vontade? Essa vontade surgiu de uma formação, a tal primeira formação que eu fiz em 1994. E depois fui fazendo muitas outras e eu próprio fui fazendo experiências. Basicamente prende-se com a ideia de focarmos a nossa atenção onde não estão objectos.

Tem a ver com Meditação? A partir do processo da energia subtil (o intangível e o não concreto, segundo Luís Martins Simões) chegamos à Meditação. Não é a Meditação que nos leva à energia Subtil. Com efeito, se eu meditar como uma técnica, não vou conseguir aperceber-me da ligação com a energia subtil. Mas se eu tiver noção do que é energia subtil, chegarei mais facilmente e melhor à meditação. 78


Agora é verdade que quando se fala de Poder Pessoal, as pessoas estão sempre à espera de ter mais poder na sociedade. Mas mais poder pessoal constrói-se na nossa ligação à Individualidade e, portanto, ao que é não concreto, ao que é subtil, ao que é não tangível. Toda a gente tem Poder Pessoal. O que uma pessoa pode fazer todas podem fazer. Oiça-se os debates, oiça-se as pessoas que trabalham em todo o tipo de coisas. Estão sempre a falar da Personalidade. Eu quero cá saber da Personalidade, o que me interessa é a Individualidade! A Personalidade é resultado da Individualidade e, portanto, a Individualidade é que é a causa, a Personalidade não é causa nenhuma, é efeito!

Aquela ideia de que a Meditação tem de ser com a pessoa sentada em lótus ou em seiza e que tem de respirar por aqui, respirar por ali, tapar isto, tapar aquilo, que faz parte de muitas práticas, para mim, isso não é meditação. Meditar quer dizer estar todo no momento em tudo o que eu estou a fazer agora. Pode ser a ler um livro, pode ser a conversar como agora estamos a conversar, pode ser a conduzir, pode ser a fazer uma quantidade de coisas. Mais importante do que a meditação é estar atento à energia subtil. É e ela depois que nos leva à meditação.

Hoje pensa-se muito no “Ter coisas, Ser coisas e Fazer coisas no futuro” e muitas vezes fica-se pelo pensar, não se passa à acção. As pessoas procuram-no nesse sentido, de não conseguirem mudar, chegar onde querem? Ora bem, aí, lá está o meu anticonformismo. Para criar uma mudança há uma parte de acção, mas não é normalmente a parte da acção que as pessoas entendem. Para criar uma mudança, primeiro tem de haver uma tomada de consciência daquilo que não funciona. As pessoas vêm à minha procura para perceber qual é a tomada de consciência do que não funciona e sobretudo a causa do que não funciona. Se elas descobrirem a causa e não os efeitos, elas conseguem resolver a vida com mais fluidez e mais contentamento. Agora, se eu não descubro a causa, posso andar a fazer acções só no efeito e essas não servem de nada. Portanto, as pessoas procuram-me, não sabem do que vêm à procura e querem mudar alguma coisa. E aquilo que eu descubro nas consultas é a causa do não funcionamento na vida da pessoa, e essa causa é que me interessa. E então depois, incito a praticar uma acção a partir dessa causa. Agora, agir só porque é precisa uma acção, normalmente é sobre os efeitos e, portanto, as pessoas, neste caso, apenas adiam a sua vida e não a resolvem.

Fala-se muito em Poder Pessoal, no entanto há muitas pessoas que não sabem o que isso é, o que nos tem a dizer sobre esse tema? Há uma diferença muito grande entre Personalidade e Individualidade. A Sociedade dá muita força à Personalidade. A personalidade é a maneira como eu apareço na Sociedade, é o meu comportamento, é a minha maneira de lidar com os outros. Tem muito a ver com o meu EGO e, portanto, com todos os meus mecanismos de defesa. A Individualidade tem muito mais a ver com a ligação que eu tenho ao meio ambiente, aos outros, a todo o ambiente que eu tenho à minha volta, portanto a tudo o que me envolve. A individualidade é que nos dá o nosso Poder Pessoal. A Personalidade não nos dá poder pessoal, dá-nos a ilusão de poder pessoal. As pessoas andam à procura do Poder Pessoal na Personalidade e no desenvolver da Personalidade. A Personalidade não interessa, o que interessa é a Individualidade. São coisas distintas. 63 79


Entrevista ca chata. É uma coisa que não tem história nenhuma, é simplicíssima e não tem problema nenhum. É muito simples mesmo por as pessoas a caminhar sobre brasas. Entretanto apercebi-me de que as pessoas vinham para sentir aquela adrenalina de fora para dentro: “Põe-nos a caminhar sobre brasas!”, diziamnos. “Porque se eu caminhar sobre brasas, o Mundo está aos meus pés e eu posso fazer o que eu quiser na minha vida”. É uma tomada de consciência interessante, mas há tanta coisa para além do caminhar sobre brasas, e mais interessante, que eu deixei de o fazer. No ano passado, curiosamente, em 2015, estive a rever a minha vida. Faço isso muitas vezes. Estive a rever os meus cursos e as coisas que fazem sentido. Foi um ano de investimento. Investi dinheiro a descobrir melhor o meu caminho para empresas, para particulares. Custa dinheiro, mas é bom, porque a pessoa ao menos sabe para onde é que não quer ir. Estive a experimentar uma quantidade de coisas e uma das coisas que fiz foi reatar com as brasas. E assim, 15 anos depois, voltei a fazer um seminário sobre andar sobre brasas. Fiz um seminário e não faço mais! Aquilo não é para mim hoje em dia. Passou a ser um fait divers que não me interessa. Há coisas muito mais intensas a nível espiritual e a nível de ligação comigo próprio. Muitas pessoas que eu conheço que trabalham com desenvolvimento pessoal, trabalham com a adrenalina. Passar sobre as brasas faz-se com adrenalina na maioria dos casos que conheço. Os “cursos” que existem para se passar sobre brasas, aqui, em Londres, em Nova Iorque, em todo o lado, são através da adrenalina, ou seja, estimulando as supra-renais. E isso não estimula a individualidade, mas sim a ligação à personalidade e portanto esse processo não me interessa, não faz grande sentido. Faz sentido de vez em quando estimular as supra-renais, como uma brincadeira, uma pessoa vai e atira-se de uma ponte com um elástico, tudo bem, mas esse é um processo de fora para dentro. A adrenalina estimula o sistema simpático, estimula o mecanismo de defesa, não estimula o mecanismo de nutrição, ou seja, de alimento espiritual.

Em relação à Formação “Criar Outra Vida”, em que é que ela consiste? É um seminário altamente vivencial, em que a pessoa olha para si, olha para o que na sua vida funciona e para o que não funciona. Aprende a lidar com energia subtil e aprende a alterar a sua vida na matéria (carro, casa, relacionamentos, viagens e outras coisas que têm a ver com a matéria) a partir da espiritualidade, a partir da energia subtil. Esse é o processo do COV (Criar Outra Vida). É intenso, passa por exercícios sozinho, passa por exercícios dois a dois, passa por exercícios em grupo. Não é uma chamada dinâmica de grupo. O foco é mesmo o de descobrir como se trabalha a matéria a partir da Espiritualidade, a partir da sua causa, que é a Individualidade, que é essa ligação ao todo, que é essa ligação ao ambiente, a ligação aos outros. E é sempre subtil, não concreta. Tem noção de quantos “Criar outra vida (COV)” já fez, quantas pessoas já envolveu neste processo? Não sei, perto de 2000 pessoas, já devo ter feito uns 40 ou mais, uma pessoa perde a conta. Em alguns “Criar Outra Vida” colocava as pessoas a caminhar sobre as brasas. O que é que isso pode significar em processos de mudança? Essa pergunta é gira! Eu era conhecido, ou melhor, o meu irmão e eu, fazíamos os cursos que na altura se chamavam “Pensar e Intuir”. O caminhar sobre as brasas era uma logísti80


Como é que interpreta quem não consegue fazer essas acções como caminhar sobre brasas ou saltar de uma ponte com um elástico, ou outra acção semelhante? Eu dou-lhe um aplauso, porque as outras pessoas (as que conseguem atirar-se) acham que são melhores e mais fantásticas. E a nível da Personalidade até se calhar o são. E a nível do Ego também o são. Uma vez fiz uma palestra sobre os Medos, sobre os medos físicos e os medos menos físicos. Uma pessoa que tem medo não se torna menor pessoa por causa desse medo. Se eu tenho medo, não me atiro de bungy jump. Para quê fazê-lo? Isso é mais uma vez medir a sua evolução através da personalidade, do Ego e através do estupor da adrenalina. Chega a ser perigoso, o vício na adrenalina. Leva ao desinteresse pelo que não tem adrenalina. As pessoas que estiveram durante muito tempo expostas a grandes descargas de adrenalina, quando deixam de praticar essas actividades, ficam amorfas e apáticas. Essas pessoas precisam de descobrir a espiritualidade. Não o fazendo vão continuar desmotivadas, amorfas. Ou em busca de outras fontes de adrenalina.

terem participado num COV. Vinham pedir-me consultas a seguir e voltavam a repetir o COV. Isso mantém-se mas, entretanto, em conversa com os meus colegas, apercebemo-nos de que se “esticássemos” um “Criar Outra Vida (COV)” em 5 fins-de-semana, que são hoje em dia os primeiros 5 fins-de-semana da “Escola da Espiritualidade na Matéria”, poderíamos ir mais fundo, embora não de um modo tão vivencial como no COV. Depois desses 5 fins-de-semana em que se trata a espiritualidade na matéria pura, mas mais por etapas, temos outros 4 para lidar com a matéria. Estes já não têm a ver só com a espiritualidade na matéria. Prende-se com o gerir da matéria. E depois temos o 10º fim-de-semana que é um COV como culminar dos outros nove fds. E depois existe um segundo nível da Escola da Espiritualidade na Matéria que também inclui 10 fins-de-semana num ano.

Para além do COV, tem mais recentemente a “Escola da Espiritualidade na Matéria”. Qual é a diferença? Tudo é Espiritualidade na Matéria, tudo aquilo que eu faço é Espiritualidade na matéria. Tudo consiste em partir da fonte, que é a ligação à energia subtil, a ligação ao espirito, para depois transformar a matéria. Para mim, a Espiritualidade pela Espiritualidade não faz sentido. A Espiritualidade tem de ser vivida na matéria. Nós decidimos aterrar neste planeta. Neste planeta em que se vive na matéria. Aliás, vive-se num estado de matéria muito avançado. Nós viemos para lidar com a matéria. Não viemos para estarmos suspensos e viver uma espécie de um suicídio (que é o desligarmo-nos da matéria). Nós precisamos de ligar à matéria. Comecei por fazer o COV (Criar Outra Vida), que é um seminário de um fim-de-semana, e depois comecei a perceber que, sendo altamente vivencial, as pessoas precisavam de mais e mais informação após

Já trabalhou pelo Mundo fora, fale-nos um pouco sobre isso Eu fiz Formação, Coaching, Consultoria, sempre no âmbito da liderança, da comunicação, da motivação, das vendas, da negociação e também do Equilíbrio Pessoal e do Desenvolvimento Pessoal para empresas desde o extremo oriente, Singapura, Hong Kong, Malásia, passando pelo Egipto, por Israel, por toda a Europa, chegando também à Suécia e à Dinamarca. 81


Entrevista Esta área de estudo e desenvolvimento pessoal causa “dependência”, depois de entrarmos nela não queremos sair? Sim, embora existam pessoas que querem sair. Eu digo muitas vezes no COV que as pessoas acabam de “meter o pé” num modo de vivenciar a vida diferente e que é mais difícil viver assim porque é viver com mais consciência. Há pessoas que saem, mas sair não é muito fácil porque elas não se apercebem que começam a dar com a cabeça na esquina outra vez. E culpam o exterior em vez de se aperceberem de que são elas próprias a causa do que lhes acontece. As pessoas deixam-se influenciar por coisas na vida delas que acabam por falar mais alto, como o olhar dos outros, o olhar da família, a maneira de estar da sociedade. E assim, mesmo saídas de um COV, voltam à vibração anterior. Basicamente, o que nós trabalhamos quando trabalhamos com a espiritualidade é o alterar da vibração das pessoas. Se eu entro num curso a vibrar a 5.32 e saio a vibrar a 7.34 no final do COV ou da Escola da Espiritualidade na Matéria, é verdade que ao voltar à minha vida de todos os dias me posso deixar influenciar por todas as pessoas que já vibravam a 5.32. E então é possível que volte a essa vibração 5.32. Para alguns, é mais importante o conforto de ter o olhar dos outros e das pessoas que amam à sua volta, em vez de mudarem de vibração. Há duas maneiras de mudar : de fora para dentro e de dentro para fora. Se uma pessoa num curso mudar de fora para dentro, ou seja “Porque o Luís diz ou porque o Luís manda fazer” (que não é o que eu faço mas é o que alguns acham), essa pessoa viverá a Repetição do Luís. E isso não vai funcionar. não funciona. No processo de mudar e viver de dentro para fora, deixa de haver dependência do Luís ou de outras pessoas quaisquer. Sou EU que decido de dentro para fora, essa decisão. Neste caso, é menos provável depois regredir e voltar à vibração 5.32… Mas há muita gente que quer mudar de fora para dentro. Estão à espera que o mundo mude para que elas mudem. Há muitas técnicas e muitos truques que são vendidos de fora para dentro e as pessoas vão lá na ânsia de repetir e tornar aquilo numa receita. Não funciona. Cria dependência.

Nunca fui à África do Sul, África Negra, fui ao Brasil, ao México e a várias partes dos Estados Unidos. Andei por aí durante bastante tempo. Formação a empresas, sempre ao alto nível. E porquê a alto nível? Porque se for a baixo nível não interessa. Os de baixo nível não conseguem mudar a realidade da empresa e, portanto, já que se trabalha para empresas, só me interessa trabalhar a alto nível, pois são eles que tomam consciência e são eles que podem decidir mudar as coisas. A baixo nível, as pessoas ficam contentes, mas depois dizem “So what?” e “E Agora, vais falar com os meus chefes?” …. É engraçado dizer que se é português, nos Estados Unidos. A primeira pergunta que fazem é: “O que é que este tipo vem cá fazer?” As coisas acabam por correr sempre bem pois eu estimulo maneiras de fazer formação, consultoria em empresas que são diferentes dos outros. E procuro sempre a anti conformidade. E costumo conseguir coisas diferentes.

www.luismartinssimoes.com 82


Gosta de Viajar? Existe alguma viagem que ainda não tenha feito que gostava de fazer? Gosto, eu viajei muito até hoje. Há muitas viagens que eu gostaria de fazer: Patagónia, círculo Ártico no Alasca, Fiordes da Noruega, Nova Zelândia. Eu sou mais atraído por coisas com alguma conotação natural ou cultural do que pela praia. Durante anos fui para a Tailândia e outros locais e não é isso que me atrai hoje em dia. No Brasil também já estive. Não é a minha praia. Estes destinos que citei são alguns. Há coisas que gostaria de conhecer na Europa. Nunca fui a Viena de Áustria. Gostava de lá ir. Eu vou à procura das pessoas e dos sítios, com alguma cultura. Para fazer praia, faço-a cá e adoro a praia cá. Só fui uma vez às Caraíbas e não vou mais, está visto, não quero saber. Eu gosto de coisas mais culturais e coisas que mexam comigo.

se manifeste num determinado tempo, estamos a manipular tudo o que existe à nossa volta. Portanto eu não sei quando é que vou ao Alasca. E isso não é nenhum problema. Quando precisa de Paz, o que procura? Se for no Verão, vou para o Mar e para o Sol, sempre. Acontece-me muitas vezes por ano, estar sozinho com o mar e com o sol e com um papel e uma caneta porque quando estou no Mar e ao Sol tenho intuições e escrevo-as e, portanto, estou num processo criador, embora ainda não organizado. Quando é no Inverno, uma das coisas de que eu gosto é de Luz. Mesmo no Inverno, quando consigo encontrar Luz, seja ela de uma lareira, seja ela de um candeeiro tranquilo onde eu possa estar tranquilo, é aí que encontro paz. Quando preciso de Paz, é esse o processo, é esse o processo e portanto, o recolhimento. Por exemplo uma das coisas que eu faço é, de repente, pegar em mim, pegar no meu carro e ir para um hotel onde eu possa estar tranquilo e fico lá. Vou passear sozinho, esteja chuva ou esteja sol e fico lá e aquilo dá-me gozo. Quando não chove e está bom tempo, então não preciso de ir para tão longe, fico aqui ao lado de Lisboa e vou para a minha praia, para o meu Sol e adoro. Aliás estou a construir uma casa agora muito perto da praia para poder prolongar ainda mais esse processo.

Um Sonho que tenha por realizar que possa partilhar? Sonhos!!! Eu não sonho (não sonha? – pergunto eu). Pois, aqui vem outra coisa anticonformista. Eu não sonho, eu crio. Há muita gente que sonha. Que sonha com isto, com aquilo e com aqueloutro. Uma das coisas que eu digo nos meus cursos é que sonhar não interessa muito. As pessoas não percebem que muitos sonhos criam angústia e expectativas. Há duas maneiras de sonhar, mais uma vez, de fora para dentro e de dentro para fora: “Ai eu adorava que aquilo acontecesse”. Quando digo isto, estou a criar uma expectativa sobre o futuro. Esse sonho não interessa. Interessa-me trazer aquele sonho para a minha criação agora. O sonho para mim não é sonho, é criar hoje uma realidade que é possível eu criar hoje relativamente ao que me apetece fazer. Já é! Eu sei que há uma forte possibilidade de ir à Nova Zelândia, à Noruega, à Patagónia, ao Alasca. Está criado! Não sei é quando, mas já está criado. E isso não me preocupa nem me cria angústia. Se por acaso não tiver de ir é porque não tenho de ir, mas está criado e as coisas manifestam-se. Agora não vou ter angústia. É subtil, é altamente subtil. Eu trabalho por criação. O problema é que nós lidamos com criação relativamente ao tempo, e ao querermos que ela

E assim, desde 1996, Luís Martins Simões tem ajudado muitas pessoas no seu desenvolvimento espiritual e na criação de uma nova vida onde a repetição deixa de existir e onde a auto estima é a palavra-chave. Agradecer a oportunidade de entrevistar uma pessoa tão inspiradora e tão rica em sabedoria. Se já era fã do seu trabalho e seguidora, fiquei ainda mais. Gratidão. Entrevista e texto de: Sónia Ribeiro Directora Editorial Revista Zen Family 83


Biodanza TECENDO A HISTÓRIA DA BIODANZA

Foto: Nuno Pinto com António Sarpe e Rolando Toro, durante a vinda deste último a Portugal, em 2009

A Biodanza é um método vivencial, cujo objetivo é promover os potenciais saudáveis, a partir de encontros em grupo, mediados pela música e pela dança.

levando à sua auto-destruição e crise nas relações afetivas, Rolando Toro demonstrou a necessidade de “criar uma poética das relações humanas, outro modo de perceção da vida”. Sua crença na possibilidade de um paraíso compartilhado o levou a procurar a fonte do “amor original”, do amor ao próximo.

Tendo já explicitado o que se entende por Biodanza, de uma forma geral, nos dois últimos artigos, está na hora de saber um pouco mais sobre a história do movimento, a começar pelas motivações do seu criador, o psicólogo chileno, Rolando Toro (1924 – 2010).

Nas suas experiências com músicas e danças desde 1964 em hospitais psiquiátricos, Rolando observou que a música era capaz de exercer influência no psiquismo. Foi a partir daí que ele começou a estruturar o seu trabalho –a que inicialmente intitulou de Psicodança-. Então ele criou danças e exercícios a partir de gestos naturais do ser humano, com finalidades

Constatando que a psicoterapia de uma maneira geral fracassou na sua missão, pelo menos no que respeita ao comportamento global, e que o mundo sofre de diversas patologias, 84


precisas, afim de de, a criatividade, o ção afetiva entre as to de pertença ao

estimular a vitalidaerotismo, a comunicapessoas e o sentimenuniverso, à totalidade.

e uma terceira a emergir (no Algarve), e no aumento de grupos regulares que a praticam (abarcam cerca de 7.500 praticantes no nosso país). Mas o movimento está difundido por todo o mundo, incluindo países da América Latina, Europa (desde 1984, pela filha de Rolando, Verónica Toro e seu marido Raúl Terren), Canadá, Japão e África do Sul, tuteladas (modelo de franquia) pela Fundação (IBF- Internacional Biocentric Foudation) criada por Rolando.

A partir dos anos 70, e à medida que novas conceções científicas sobre a vida íam aparecendo, Toro chegou à conclusão de que a essência do desenvolvimento humano não está nos aspetos psicológicos, e sim nos biológicos. Em 1976 incorporou ao modelo teórico as linhas de vivência e os primeiros conceitos da teoria da vivência e protovivências. E o termo psicodança acabou por ser substituído por Biodanza em 1979, devido ao entendimento do seu criador de que a vida é o princípio de tudo o que existe. Nada menos do que uma mudança do paradigma antropocêntrico para o biocêntrico! Assim, “a base conceitual da Biodança provém de uma meditação sobre a vida, ou talvez do desespero do desejo de renascer de nossos gestos despedaçados, de nossa vazia e estéril estrutura de repressão (...). Mais que uma ciência é uma poética do encontro humano, uma nova sensibilidade frente à existência” (Toro, 2002).

No âmbito internacional há um grupo de investigadores vinculados à Internacional Biocentric Foundation através da rede BIONET (www.biodanza.org) e à Universidade de Leipzig (Alemanha). Há ainda, desde 2004, uma revista Pensamento Biocêntrico (Brasil), que divulga artigos científicos periódicamente sobre os aspetos teóricos e a experiência prática da Biodanza. É de salientar que a maior parte desses colaboradores são, senão facilitadores, pelo menos praticantes de Biodanza. De um modo geral, observa-se que as pesquisas sinalizam alguns aspectos pelos quais a Biodanza pode ser compreendida como uma metodologia propulsora da realização humana, entre os quais: a reeducação afetiva, o cuidado solidário, a promoção da saúde, o desenvolvimento da criatividade e o fortalecimento de uma identidade positiva.

Para o esforço de fortalecimento e difusão da Biodança contribuíram vários eventos no Brasil, para onde Toro foi residir a partir dos anos 70 (para difundir a Biodanza Rolando morou sucessivamente no Chile, na Argentina, no Brasil e em Itália), e a sistematização da Teoria da Biodanza (2 tomos editados em 1991 pela ALAB), e na publicação dos catálogos de músicas e exercícios, que levaram à unificação do programa de formação, comum agora a todas as Escolas de Biodanza através do mundo.

A Biodanza chegou a Portugal em 1998, e as primeiras aulas foram facilitadas pela então diretora da Escola de Biodanza de Madrid, Margarite Karger e seu marido Roberto Mirelman. Decorriam durante o final de semana, uma vez por mês, e desta primeira formação saíram 12 participantes, de entre os quais iniciaram grupos Manuela Robert (com crianças e escolas no concelho de Cascais entre 2001 e 2006), e Nuno Pinto (o único Facilitador a ter Grupos Regulares para adultos entre 2001 e 2008), tendo este último tornado-se a referência da Biodanza em Portugal.

Porque com efeito, o movimento começou a crescer cada vez mais, o que é atestado pela criação anual de novas escolas de formação de facilitadores por todo o mundo (principalmente no Brasil, onde a Biodanza chegou em 1976, com o maior número de escolas, seguido por Espanha e Itália. Em Portugal há 2 escolas em funcionamento (Porto e Lisboa) 85


Biodanza

uma mudança interior de respeito e profunda solidariedade humana, (...) em mostrar novos caminhos de exercitar amor e despertar a consciência iluminada”.

Em 2003 e, com vista a consolidar o seu grupo regular de integração (ou seja, participantes comprometidos semanalmente com a Biodanza), Nuno Pinto iniciou uma parceria com António Sarpe, da Escola do Rio de Janeiro, de quem colheu a sabedoria e experiência, e que originou “um casamento”, do qual resultou a construção e consolidação da Biodanza em Portugal, até aos dias de hoje.

A partir de 2008, e com o término da formação da Turma I, surgiram vários outros Facilitadores, que agora espalhados pelo país, começaram a promover a Biodanza em Portugal, através da abertura de Grupos Regulares e outros encontros pontuais (open-classes; encontros em Festivais; etc). Em 2011 já havia cerca de duas dezenas de facilitadores em ação. E “a cada término de formação de Escolas de Biodanza em Portugal há um aumento considerável de grupos regulares; cada vez mais, a Biodanza é menos incomum e mais acessível geograficamente ao cidadão português” (Neusa Tobias). (Para saber +: http://www.escolabiodanzasrt.com)

Em parceria fundaram as Escolas de Biodanza Sistema Rolando Toro (SRT) do Porto (em 2004, - e que tem hoje por Diretor Nuno Pinto, que entretanto também se tornou Didata em 2010) e de Lisboa (em 2008, - cujo Diretor é atualmente António Sarpe) que formam Facilitadores de Biodanza (ciclo de 3 anos). Como refere Rolando Toro relativamente aos Facilitadores “nossa tarefa não é simplesmente exercer uma profissão, senão realizar a missão de induzir 86


Também nas instituições de ação social e educacional, iniciada em 2001, a Biodanza tem vindo a ter uma expressão cada vez mais relevante (escolas secundárias, infantários, estabelecimentos prisionais, universidades sénior, hospitais e centros de saúde). E o V Congresso Europeu de Biodanza, organizado em Portugal, em 2014, veio dar ainda maior visibilidade ao movimento, ampliando o número de convites aos facilitadores titulados e/ou didatas de Portugal, sendo atualmente a sua participação frequente em maratonas de escola, workshops, apresentação de trabalhos, congressos, encontros e festivais, quer em Portugal como no estrangeiro. Conscientes da necessidade de desenvolver um movimento estruturado, orgânico e biocêntrico foi lançado em 2011 o Núcleo de Facilitadores, que acabou por ser substituída pela APFB – Associação Portuguesa de Facilitadores de Biodanza em 2015 (http://apfbiodanza.pt) e que tem a cargo, entre outras atividades, a Comemoração do Dia Mundial da Biodanza (19 de Abril) e do Festival Lusitano de Biodanza, e a divulgação dos contatos e atividades dos seus sócios. Como escreveu Rolando Toro “a comunidade de Biodanza continua a perseguir a mais nobre tarefa que a nossa existência pode abraçar: devolver ao mundo a sacralidade da vida”, por isso acredito que muito mais haverá para contar nos próximos anos, sobre o movimento em Portugal e no mundo. (Texto: Leonor Gandra) Aulas Regulares BIODANZA NUNO PINTO | às quintas, 20:00 | em Lisboa. As sessões de Biodança acontecem uma vez por semana, e duram duas horas.

Nuno Pinto Director Executivo Escola Biodanza SRT de Portugal

biodanzanunopinto@gmail.com www.biodanzanunopinto.pt

BiodanzaNunoPinto


Inteligência Emocional “OS DOIS LOBOS” – A PERSPETIVA CIENTÍFICA Existe um velho ditado índio Cherokee que é conhecido como “Os dois lobos”. Reza a história, que um velho índio Cherokee estava a ensinar o seu neto sobre a vida, e disse-lhe o seguinte: “Está a acontecer uma luta dentro de mim. É uma luta terrível entre dois lobos. Um lobo é mau. Ele é a raiva, a inveja, o arrependimento, a arrogância, o ressentimento, a inferioridade, a superioridade e o ego. O outro lobo é bom. Ele é a alegria, a paz, o amor, a esperança, a serenidade, a humildade, a gentileza, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé.” O neto ficou a pensar no que o avô disse por uns instantes e depois perguntou: “E qual dos lobos é que vence?” E o avô respondeu: “Aquele que alimentares mais.” presa mais pequena. Não havia espaço para alimentar muito o lobo bom, da alegria, da paz e do amor, pois isso significava não sobreviver.

Este velho ditado é um dos ditados mais poderosos e verdadeiros que existe. A antiga sabedoria índia com centenas de anos vai de encontro ao que a neurociência só descobriu muito recentemente. Realmente, o lobo que mais alimentarmos é o que se torna mais forte e o que ganha a luta. E esta luta é uma luta que acontece a todos os minutos e ao fim do dia várias batalhas são perdidas e vencidas, sem nos apercebermos.

A genética influencia qual dos lobos é que nasce mais forte, mas não determina qual deles irá continuar mais forte. Até há bem pouco tempo, pensava-se que o lobo que fosse maior é o que iria ganhar até ao resto da nossa vida. Que não conseguíamos mudar quem éramos, a nossa personalidade, a nossa forma de estar e de abordar a vida e que o nosso nível de felicidade mantinha-se sempre o mesmo. A ciência dizia que nascíamos já com o nosso destino emocional marcado para o resto da nossa vida.

Cada um de nós quando nasce traz consigo um dos lobos mais fortes do que o outro. E quase sempre o lobo mais forte é o lobo mau, porque é o que foi herdado biologicamente, desde do tempo dos nossos antepassados caçadores-recolectores, que vivam cercados de animais ferozes e que instintivamente tinham que atacar ou fugir. O seu lobo mais forte tinha que ser o lobo mau para permitir fugir caso aparecesse um predador maior, ou atacar caso aparecesse uma

Mas felizmente, nas últimas duas décadas vários estudos científicos já desacreditaram essa teoria. Agora está mais do que comprovado que podemos alimentar mais um lobo e torná-lo mais 88


forte do que o outro e mudar o destino destas lutas, mudar de vencedor. Mas estes estudos científicos apenas validam o que já era dito há centenas de anos em várias culturas, tal como vemos por este ditado índio. O Dr. Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin nos Estados Unidos da América, conseguiu medir a felicidade de uma pessoa a partir da observação da catividade elétrica em diferentes partes do cérebro de participantes. Os seus estudos demonstram que as pessoas que estão emocionalmente perturbadas, zangadas, ansiosas, ou deprimidas, têm maior atividade no córtex préfrontal direito enquanto as pessoas que demonstram mais felicidade, entusiasmo e energia, têm maior atividade no córtex pré-frontal esquerdo.

E como é que podemos fazer isso? Podemos começar a olhar para a nossa vida através de uma perspetiva mais positiva, gerir as nossas emoções, meditar, relaxar, fazer exercício físico, alimentar-nos corretamente, rodear-nos de pessoas positivas, sair com os nossos amigos, passar tempo com a família, ler artigos e livros que nos inspirem, entre outras atividades. Tudo isto contribuirá para aumentar a atividade no nosso córtex pré-frontal esquerdo, alimentando portanto o nosso lobo bom. E cada vez que fizermos isto, mais lutas ele conseguirá ganhar e quantas mais lutas ele ganhar, mais forte se torna. Criamos um efeito bola de neve positivo.

Podemos portanto assumir que o lobo mau encontra-se no córtex pré-frontal direito e que o lobo bom encontra-se no córtex pré-frontal esquerdo. Além desta grande descoberta, comprovou ainda que o nosso cérebro grava a nossa preferência de estados. Então se continuarmos a dar mais atividade ao lado esquerdo, vamo-nos sentir cada vez mais felizes e se dermos mais atividade ao lado direito, vamo-nos sentir cada vez mais infelizes. Tal como o provérbio índio demonstra, o lobo que mais alimentarmos é o que vai ganhar mais lutas. Temos portanto que viver o nosso dia-a-dia a tentar alimentar o lobo bom.

Enquanto estás a ler este artigo, estás a alimentar o teu lobo bom. Agora é só continuares!

Paulo Moreira Especialista em Inteligência Emocional geral@treinointeligenciaemocional.com www.treinointeligenciaemocional.com

treinointeligenciaemocional

89


Em busca do Invisível PARA ALÉM DAS SUAS VERDADES EXISTE UM LAGO DE PAZ ESPERANDO POR VOCÊ

Tela de Sónia Barreto Fico me perguntando por que temos tanta Falta-nos aprofundamento. Falta-nos sabedoria. necessidade de mostrar aos outros que “sabemos das coisas”. Talvez para defender essa Minha sugestão: Deveríamos largar a espada e parte de nós que chamamos de ego, a quem comprar um escafandro. Mergulhar com ele em damos muito mais poder do que deveríamos. nossas próprias profundezas, em busca de nossas Mergulhados em inconsciência, nos coloca- riquezas, nossos tesouros. Nos tornarmos explomos à frente do ego como fiéis batedores, radores de nós mesmos, em busca de verdades. com uma espada na mão, ou melhor, na boca. Não as verdades prontas que encontramos nos Uma língua afiada, decidida a atacar qual- livros ou nas opiniões das outras pessoas, não quer opinião que contrarie o que pregamos. as verdades que nos são impostas pelas instituições ou pela sociedade na qual vivemos, não as Como se essa atitude bélica já não bastasse, verdades de um ego que se acredita separado de ainda fazemos isso, muitas vezes, baseados em todas as outras pessoas; mas sim as verdades opiniões superficiais, ou generalizações grossei- da alma, que nos mostram que estamos todos ras, contribuindo sem perceber para essa Torre conectados uns aos outros, que cada um de nós de Babel que se instala nas relações humanas. é como um raio dourado de um mesmo sol que 90


aquece a todos nós e conecta nossos corações.

mais conectada à alma, que é capaz de atravessar essa correnteza de opiniões e unirse a outro coração, sem se importar tanto com quem esteja com a suposta razão.

A mente nada sabe sobre o Sol, sobre essa conexão entre corações, logo não pode ajudar quando a tarefa é criar harmonia e entendimento. A mente, agrilhoada ao ego, é como um soldado treinado para obedecer e lutar, sem jamais questionar as ordens dadas. Sua tarefa é simplesmente defender pontos de vista. Uma de suas mais equivocadas estratégias é a generalização. Quando generalizamos, cometemos um terrível erro de percepção. Deixamos de enxergar a maravilhosa diversidade da vida. Essa teia pulsante por onde flui toda e qualquer informação que possamos um dia desejar obter. A informação está viva e em constante transformação. No exato momento em que a separamos dessa teia, como quando prendemos uma borboleta a um quadro com um alfinete, a vida nela deixa de existir. Apenas em constante fluir com o rio da vida uma informação pode se manter verdadeira.

Os corações, menos científicos, mais filosóficos e poéticos, sabem que apenas juntos podemos tocar a verdade. E que não faremos isso a partir do que pensamos. Os corações sabem que ninguém contém a verdade final, essa luz branca, clara e vibrante que se manifesta em diferentes cores na medida em que se reflete através de cada um de nós. Cada um de nós é como uma nuance, uma tonalidade dessa luz que tudo abarca. Um raio. Os corações encantam-se ao observar as diferentes cores, sem compará-las ou qualificá-las. Sem julgamento ou competição. O coração inclui o que a mente exclui. O coração acolhe o que a mente rejeita. O coração ama o que a mente teme. Por isso, só poderá existir paz quando a mente se tornar uma serva dessa voz que brota no centro de nosso peito, quando ambos, mente e coração, passem a ajudar-se, criando conjuntamente um caminho onde o pensar e o sentir estejam à serviço da luz e do amor que somos. É nossa tarefa harmonizar essas duas instâncias dentro de cada um de nós.

Percebam e sintam o que vou agora lhes dizer: - Somos, cada um de nós, seres únicos e perfeitos em nossa singularidade. Absolutamente perfeitos, embora essa perfeição só possa ser apreciada quando nos percebemos como um todo indivisível. Esse todo que conta a história de todos nós. Esse todo que pulsa como um magnífico coração feito de pura luz, como uma estrela grávida de si mesma. - Reflita, se tudo muda o tempo todo.... Se cada um de nós vê apenas um aspecto da realidade... como podemos ter a pretensão de saber o que é verdadeiro? Mas é isso que fazemos. Na pressa de estarmos certos, na superficialidade de onde brotam nossas opiniões, criamos “verdades” e tentamos validá-las a qualquer custo. E tentamos impô-las a todos os outros, sem nos dar conta de que algo que seja absolutamente verdadeiro para nós pode não o ser para outro alguém. Assim surgem as normas, as leis, os “certos e errados” que aprisionam a todos nós. Vejo nessa postura uma imensa falta de humildade. É o coração, essa parte de nós que está

Patricia Gebrim Colaboradora Brasileira Psicóloga e Escritora patygebrim@gmail.com patriciagebrim2 91


Cuide-se Bem O amor que nos faz bem Atualmente não existe um modelo único de viver, vivemos a liberdade de inventar a si próprio com novas e melhores formas de se relacionar, famílias com filhos, famílias sem filhos, casais homoafetivos, casais heretoafetivos. Os modelos não precisam mais ser seguidos como cartilhas predeterminadas, assim neste novo patamar emocional seguimos anseios. Todos temos o anseio (e a necessidade) de amar e ser amados, de gozar de uma estabilidade afetiva, de nos sentirmos vinculados, de pertencer e, se possível, de dar a vida, de servi-la ou cuidá-la. Podemos viver e construir relacionamentos com a liberdade de ser como somos. Torna-se mais fácil percebemos que nos relacionamentos afetivos não existem bons e maus, culpados e inocentes, justos e pecadores, santos ou diabos. O que existem são relacionamentos bons e ruins, tratam-se de relações que nos enriquecem e outras que nos empobrecem. Assim passamos a olhar as relações sobre o prisma do amor que nos faz bem e o amor que não nos faz bem, os dois tem amor.

movimentamos e importamos, ora paz, ora desordem, para a qualidade das relações afetivas, não apenas com o parceiro (a) transferimos também para as relações de trabalho, com os filhos e outros familiares. E, logo sentimos que a vida cotidiana torna-se cada dia mais desestabilizada, cansativa e empobrecida. A qualidade afetiva que vivemos é estendida para todas as outras relações. “Fiz em mim uma faxina e encontrei o meu umbigo, o meu próprio inimigo, que adoece na rotina. Eu quero me curar de mim. Quero me curar de mim. Quero me curar de mim. Vim ao mundo num só corpo, nesse de 1,60m, devo a ele estar atenta, não posso mudar o outro. Para me encher do que importa, preciso me esvaziar, minhas feras encarar, se eu não tiver coragem para enfrentar os meus defeitos de que forma de que jeito eu vou curar de mim” (Flaira Ferro)

Pela consumação do amor cria-se, entre o casal, um vínculo real, um vínculo físico. Este, por seus efeitos, é ainda mais forte do que o vínculo real dos filhos com os pais. É absolutamente o mais forte dos vínculos, o vínculo despertado pela sexualidade traz o desejo e a paixão. Separar-se dos pais não traz tanta dor e culpa quanto tentar separar-se de um parceiro (a) a quem se estava ligado neste nível, isso se mostra pelos efeitos. “Muitas pessoas iniciam uma ligação como quem fica sócio de um clube, onde se pode entrar e sair à vontade. Mas isso não é assim. Quem entra, fica vinculado e não pode sair sem dor e sem culpa. Pelo tamanho da dor e pela culpa sentida percebese a força que o vínculo tinha ou ainda tem. ” (Joan Garriga)

Como diz na música “Me curar de mim mesma” da atriz brasileira Flaira Ferro é necessário fazer uma faxina em si mesmo e encontrar nossos defeitos e absorvê-los com amor e receptividade, é receber a si próprio com mais amor. Mais apropriados de si podemos seguir e melhorar a qualidade das nossas relações. Eu me namoraria? É bom se perguntar. No livro As cinco linguagens do Amor de Gary Chapman aprendemos as cinco formas de expressar e exigir amor que todos experimentamos nas relações afetivas. Chapman descobriu que todos independente de idiomas, gênero,

Nas cordas da música do amor, ora desafinada, ora afinada, por vezes tocando notas de desamor, do apego e da perda sem percebermos, 92


conhecer a si primeiro para depois conhecer o outro.

cor, sexualidade, nacionalidade, ou nível social temos a nossa própria linguagem e forma especial de se sentir amados.

O amor que nos faz bem é o anseio de todos. Com amor e alegria no coração a vida flui, tudo brota, tudo se expande. Amar é o sentimento mais elaborado, nobre e complexo do sistema emocional, o amar é ser melhor!

São elas: Palavras positivas, tempo de qualidade, receber presentes, atos de serviço e toque físico. As Palavras positivas, são para as pessoas que precisam ouvir que são bonitas e inteligentes para sentirem-se amadas. No tempo de qualidade, o amor é sentido fazendo atividades juntos, passeando ou assistindo TV, por exemplo. Na linguagem afetiva Receber presentes, receber um presente, é uma lembrança visual do ato de amor, não importa se for caro ou barato. No Ato de serviço, o amor é sentido quando alguma tarefa é realizada, ir ao tintureiro, consertar algo ou resolver algo. E, finalmente, no toque físico, o amor só é sentindo se houver abraço, beijo e carícias.

Fernanda Teixeira Colaboradora Brasileira Psicóloga fernanda@cuidesebem.com cuidesebem www.cuidesebem.com

Fontes: O amor que nos faz bem. Joan Garriga As cinco linguagens do Amor. Gary Chapmam

É importante que os casais se conheçam e busquem se conhecer, qual é a primeira linguagem de amor do seu parceiro(a)? Se quisermos comunicar o amor de forma efetiva precisamos 93


O Desenvolvimento Pessoal e Eu NATAL & PERDÃO E pronto, chegamos a Dezembro e com ele, o Natal! Quando pensamos em Natal e na sua celebração, pensamos automaticamente em amor, paz, alegria, generosidade, solidariedade, amizade e família. Hoje o meu desafio é levar-vos a pensar, não só nestes aspectos anteriormente mencionados, mas também no perdão. Sim, no perdão e na forma como o podemos colocar em acção neste natal. A quem é que tu ainda não perdoaste? Sabes o que ganhas quando perdoas? Sabes como perdoar?

A definição de perdão da Wikipedia é qualquer coisa como isto: “O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo.” Desprendermo-nos do ressentimento é tão importante como respirar! Asfixia-nos lentamente, aperta-nos o coração, a alma e o espirito, não nos deixa espaço para seguir em frente, para crescer. A falta do perdão pesa muito, deixa-nos curvados perante a vida, perante o futuro. Aqueles que não perdoam, são pessoas com um sabor amargo na boca, vitimas de si mesmo, fracas. Pior, não vivem em pleno e em paz, levando atrás aqueles que os (ainda) amam. Durante anos culpei a minha mãe por ter escolhido entrar em depressão e, por conseguinte, estar ausente da minha vida em alguns dos momentos mais importantes para mim, (casamento e nascimento dos meus filhos).

94


Culpei-a e não conseguia perdoar. Durou cerca de 20 anos. Era impossível dizer que gostava dela, de lhe fazer um carinho para além do beijinho no rosto, de a abraçar com vontade.

Literalmente, senti-me leve, tão leve como se me tivessem tirado uma mochila das costas com 50kg. Estava finalmente em paz, pronta para crescer e respirar.

Eu sei, é muito triste e quase cruel. Um dia ela teve que ser internada no hospital devido a um problema cardíaco. Fiquei assustada e pensei que poderia estar prestes a perdê-la.

Depois desse dia ela melhorou, regressou ao lar onde ficou por mais 3 meses até falecer. Durante esse tempo, não parei de lhe dizer que a amava, não parei de a beijar e de lhe dar os abraços mais apertados que conseguia. Soube bem!

Movida pela dor, decidi que tinha que abrir o coração e.. perdoar.

Aprendi a perdoar e a deixar a vida fluir, sem perda de tempo, sem hesitações, sem porquês.

No dia antes de a visitar, escrevi-lhe uma carta de amor e perdão. No processo acabei por perceber que, acima de tudo, tinha que me perdoar a mim mesma.

Esta minha partilha tem o único objectivo de vos ajudar a reflectir e quem sabe, “empurrar” para que consigam dar o 1º passo no caminho do perdão. Desejo-vos um Natal cheio de Paz & Perdão.

Li a carta junto à sua cabeceira, por entre lágrimas e soluços. Ela sorriu e disse: “está tudo bem Clarinha, não chores”. Grande lição esta.

Ana Clara Carvalho Life Coach accarvalho@live.com.pt lifeelovecoaching

Cheguei a casa, queimei a carta e devolvi-a à natureza.

95


Comunicação Mais Eficaz Depressão, o sinal de desconexão da alma “Portugueses tomam cada vez mais antidepressivos”, esta notícia já foi transmitida há mais de dois anos na SIC (ver em http:// sicnoticias.sapo.pt/pais/2014-02-21-Portugueses-tomam-cada-vez-mais-antidepressivos) mas garanto-lhe que continua atual. Esta notícia que não mostra uma situação nova, mas que de alguma forma se tem vindo a agravar é claramente preocupante. Na notícia referem o perigo da habituação e dependência de fármacos para resolver algo que consideram uma “epidemia”. Mas epidemia de quê? Ansiedade, preocupação, medo, tristeza… são todos sinais de uma crise de identidade e sentido. O ser humano está a chegar a uma fase de desconexão tão grande para com a sua verdadeira essência e poder pessoal, que só lhe resta recorrer às drogas ou suicídio, pois viver desta forma se tornou deveras insuportável. Mas do que estamos realmente a falar? É claramente uma identificação excessiva com as questões materiais e terrenas, e uma alienação da vertente espiritual e sagrada que existe em cada ser humano. Quando desconhecemos que somos mais que um corpo, que estamos na vida para fazer mais do que trabalhar, procriar, comer e divertir-nos, mais cedo ou mais tarde a vida como a conhecemos perde o sentido. Esta perda de sentido que leva ao vazio interno e muitas vezes ao desespero, tem sido potenciada nos últimos anos pela tão falada “crise económica”. A maioria das pessoas já não pode levar as vidas que levavam antes e, que muitas vezes utilizavam como pontos de fuga para não sentir esse vazio interno. Compras (consumo de vários bens materiais), noitadas, copos, viagens, sexo, etc serviam de distração para nos fazer acreditar que estávamos a viver uma boa vida.


Com a diminuição de ordenados e em muitos casos a perda de emprego todos, direta ou indiretamente, fomos obrigados a conter-nos mais e a virar-nos para dentro. Esta mudança de perceção, de fora para dentro, fez-nos ver o que dantes lutávamos para não ver. Os padrões de comportamento, emoções, e situações mal resolvidas que com tanto esforço tentámos esconder. Tudo está a vir ao de cima, para ser olhado, curado e transmutado.

sentimo-nos com mais poder para as encarar e resolver. Resgatamos a nossa Força Interior. Decidimos não entregar o nosso poder pessoal a um comprimido, afastando-nos assim da nossa responsabilidade para criar a vida que queremos. Decidimos que cada um de nós é quem tem o poder de mudar a sua vida para melhor. Muitas vezes precisaremos de ajuda externa, mas essa ajuda será para nos “empoderar” e não para nos tornar viciados e dependentes de algo ou alguém.

Quem não consegue perceber este processo, sente-se frequentemente sem recursos internos para lidar com uma situação que muitas vezes se apresenta avassaladora. É nesses casos que procuram ajuda de recursos externos: antidepressivos e ansiolíticos, na esperança cega de resolver todos os seus problemas, não percebendo que dessa forma irão camuflar, ocultar e esconder mais os sintomas, continuar a sentir-se sem rumo e gastar o resto do dinheiro que possa sobrar e que poderia ser utilizado para comprar um bom livro de autoajuda, assistir a um curso ou fazer terapia.

Portanto, retomar o controlo das nossas vidas está à distância de uma tomada de consciência que imediatamente nos leva a um momento de escolha. Quando tomamos a decisão, abre-se um novo caminho de possibilidades à nossa frente. Tenhamos nós a Força Interior para o percorrer.

Quando somos capazes de reconectar com essa parte divina e sábia que existe em cada um de nós, somos capazes de entender os processos que atravessamos e o que devemos aprender, curar, resolver e transmutar com eles. As coisas muitas vezes não se tornam mais fáceis, mas

Cristina Gonçalves e Ricardo Laranjeira Formadores -Terapeutas Coaches Autores do Livro “Viver Sem Ansiedade” geral@comunicacaomaiseficaz.com www.comunicacaomaiseficaz.com

comunicacaomaiseficaz


Mudar, Amar e Confiar Flui e Conecta-te a ti Próprio ESCOLHE HOJE a REFORMA INTERNA para 2017! Transforma o Ano de 2017 no Melhor Ano da tua Vida! Bem Vindos! Bem Vindos à Vida!

do, Tendo e Fazendo o que está alinhado com os teus Dons, Talentos, Potencialidades e Propósito!

Gerires a tua própria Vida parece Simples mas estatisticamente a maior parte da população, 78%, não sabe geri-la, administrá-la e não se sente FELIZ com ela. Pensam e dizem que desejam Mudar, mas quando chega o momento do compromisso... todo o tipo de desculpas também chega. E tu? Como ages?

Sabias que já És, o que procuras a maior parte das vezes nos outros? Sabes que possuis recursos infinitos dentro de um Mundo de infinitas possibilidades? Como geres os teus Recursos Internos e Externos?

E mais um Ano de Vida passou... Sem ser vivido! Sim, porque o verdadeiro Conhecimento vem da experiência prática da vida. E como vives o tempo que te está a ser oferecido?

Desde a infância, a Educação que nos foi passada foi baseada na competição. Adultos, maioritariamente repetimos o padrão. Quem é o melhor, quem consegue o melhor emprego, mais estável, o melhor carro, a melhor casa, todos os bens necessários para SER FELIZ.

Vamos lá praticar, comprando uma Agenda, a AGENDA para 2017!

Sem dúvida que tudo isto é necessário, mas

ÉS FELIZ? VIVES OU SOBREVIVES? neste momento,

Viver ou Sobreviver é uma Escolha, mas nem sempre essa Escolha, o Ser Humano tem Consciência que lhe pertence por direito. Tens essa Consciência?

Após leres esta mensagem, sei que a tua Vida não será a mesma porque o autoconhecimento te mostrará através da tua Reforma Interna quem És, o que te faz verdadeiramente Feliz e qual a direção Melhor para ti!

A Consciência é a diferença que faz a diferença na tua Vida! E para isso reconhecer o Ser Interior, Maravilhoso que habita dentro de ti, é a proposta seguinte para a Mudança proposta. Faz algo diferente a partir de hoje, todos os dias! Este é o grande compromisso contigo para possíveis mudanças se darem. Se na tua Vida acontece sempre a mesma coisa, tens de começar a fazer coisas diferentes.

Nada acontece por acaso e estás a ler estas linhas porque as atraíste e sentiste dentro do teu coração que chegou o momento. O momento de querer SER, TER e FAZER tudo aquilo a que tens direito! Aliás, no mínimo, MERECE-O!

Sente o teu verdadeiro valor, a beleza e a alegria que já te pertence, dentro! Consegues sentir-te? Ou não sentes nada?

A proposta deste mês é partilhar contigo o SER LIVRE, que É o QUE É! Como NeuroGestora e Psicoterapeuta proponho ajudar-te com modelos e formas práticas, princípios e ferramentas para utilizares na vida diária e começares já hoje a tua reforma para a tranquilidade e serenidade que tanto desejas.

Nunca ninguém nos falou que o Poder está Dentro de Nós e que Somos os Únicos Responsáveis por tudo o que acontece na nossa Vida. Hoje chegou o Dia! O Dia dos teus olhos começarem a Brilhar e conquistares o que Mereces, Sen-

Preparada(o)? Respira fundo e pratica com paciência, flexibilidade e compaixão todas as propostas que este mês de Dezembro te propõe, para que o Ano de 2017, seja o Melhor Ano já vivido na tua Vida!

O que fazes por ti?

98


A nossa educação sempre esteve voltada para os outros, para não desiludirmos ninguém e agirmos de acordo com o politicamente correto. A aceitação dos outros sempre foi muito importante para nós. E quem somos, o que nos faz brilhar os olhos foi sendo abandonado e não vivido. E como boas meninas e bons meninos fomos percebendo que mostrar os nossos sentimentos e a nossa verdade aos outros era um risco para pertencermos ao Grupo, porque podíamos ser rejeitados, criticados, desprezados e não contarmos mais com o apoio de quem mais amamos. Assim, aprendemos a submeter-nos à autoridade externa, aos outros, em troca de falta de liberdade e escondendo-nos dos outros e de nós próprios. Deixámos de parar para nos sentirmos e dar importância a quem somos. Sufocámos os nossos sonhos, as nossas motivações e dons que nos habitam destruindo o nosso senso de criatividade e as razões de

Estás disposto(a) a realizar a Reforma Interna, a Mudança de Pensamentos, Emoções, Atitudes e as Ações necessárias para a mesma se concretizar? Vale a pena começares, STEP BY STEP, cada um ao seu ritmo, mas sem desculpas de procrastinação e de preguiça, para SERES FELIZ, AGORA! Pára, senta-te, escuta-te e escreve...... O que sentes quando páras? Ansiedade, Entrega, Aceitação, Confiança...? E coragem? Ainda queres continuar a Arranjar desculpas para não te escutares? Agora escreve o que te impede de entrares dentro de ti, te conheceres e honrares neste Lindo Dia, o Único dia que existe, o Aqui e Agora! AGRADECE! Desde crianças fomos condicionados a não expressar o que sentimos, a não mostrarmos a ninguém o que sente a nossa alma principalmente com pessoas que agiam de forma que nos desagradava. 99


Mudar, Amar e Confiar existir no presente, que é uma dádiva.

Por isso a proposta para este mês é permitires-te conhecer melhor, Quem És!

É isto que faz sentido? É isto que vale a pena ser alimentado dentro e fora de ti? Será que vale a pena ser, fazer coisas para obter a aprovação dos outros e limitar toda a tua Vida?

Escuta-te a ti própria(o) na prática do teu dia a dia e confia nas informações que recebes sobre ti.

Construímos máscaras e Seres Humanos a acreditar em verdades que são mentira. É isto que queres continuar a Viver? O que desejas verdadeiramente?

E sê humilde, pede Ajuda! Pede Ajuda a um mentor, que te faça brilhar os olhos!

A AutoAjuda, o AutoConhecimento é um processo para a prática da Reforma Interna acontecer de verdade. Consiste na experiência e na observação daquilo que sentes no dia a dia para aprenderes a lidar com as coisas que se passam dentro de ti e não com os outros.

Tu podes TUDO! Agora dá a ti própria(o) a possibilidade de Seres o Gestor da tua própria Vida e serenamente oferece-te tempo para responderes às seguintes questões: 1) Quem Sou Eu? 2) Quais os meus dons, talentos, potencialidades, recursos internos e externos 3) Quais os sonhos que mereço concretizar Aqui e Agora nesta Vida? 4) O que devo mudar? Porquê?

Gerires a tua Vida é Escolheres AGORA conheceres-te e observares durante os próximos 90 dias a sequência de sensações que fluem em ti com esta Reforma que Escolheste fazer. A proposta é confiares

em ti, no processo

Ano de 2017 com esta Mudança será o Melhor Ano da tua Vida. de crescimento e perceberes que o

Para isso existem mudanças práticas que terão de ocorrer, senão nada muda! Estás disposta(o)? Muitas pessoas pensam que conhecer-se melhor é analisar-se racionalmente e intelectualizar tudo. A proposta é observares o que sentes, escreveres o que sentes enquanto a tua racionalidade trabalha através de ti sem ser controlada.

Sê o Gestor da tua Vida que já É, podes não estar a assumi-lo, mas basta dares a oportunidade a ti próprio.

Recorda que a vida é guiada por ti e não existe um destino pré destinado. Hoje fazes esse destino, que podes alterar, se assim o desejares e sentires certo.

Estás disposta(o) a conheceres-te Melhor? A MUDAR?

Recorda, Tu És o(a) Gestor(a) da tua Vida!

Basta ouvires, escutares o que vem de dentro de ti! O ponto de Mudança está no

AGORA!

100


NOVO COMEÇO para uma Vida POSITIVA, FELIZ recheada de Dádivas! Este é o momento para criares o

Observares-te é prestares atenção plena ao que sentes e ao fluxo contínuo das tuas sensações que ocorrem no Aqui e Agora. Só no agora as tuas observações podem ser realmente verdadeiras. O que sentes tem movimento permanente, nada é estático. Continua a olhar para ti e sente o que te torna mais Viva(o)! Para continuares esta Reforma FOCA,

e CONFIA.

FLUI

Desliga-te de tudo e liga-te a Ti própria(o)! Liga a ficha do teu AMOR PRÓPRIO! Reflete e escreve: O que tenho de Mudar? O que tenho de Fazer Diferente a partir de Hoje? O que necessito Alimentar? E o que Quero e Mereço Viver? O que me impede? Após a resposta a estas questões o planeamento como Gestor Sistémico da tua Vida já está consolidado. A reforma interna, já está a manifestar-se. Agora Tudo Começa e a NOVA VIDA já está em AÇÃO! O Melhor ANO DA TUA VIDA é AGORA! Bem Vindo 2017! Estamos prontos para te receber e VIVER! Se necessitares de Ajuda, Estou Aqui para ti! Eternamente grata, Ana Pedroso Embaixadora da Felicidade pelo Mundo anapedroso@live.com.pt www.annamikii.com.pt 101


Alma Zen

“Viver com Alma - Bonitos por dentro e bonitos por fora, todos o podemos ser” É crucial cuidar do exterior, bem como do teu interior, porque tudo é um. Somos físico e espírito. Mas grande parte esquece-se disso mesmo. Muitos andam preocupados sobre como cuidar do corpo e esquecem da alma, enquanto que outros andam preocupados com o equilíbrio psicológico/espiritual e negligenciam aspectos importantes, como a qualidade dos alimentos para o seu corpo, actividade física e estilo de vida. Na minha humilde visão, para encontrar um estado de bem-estar verdadeiro é imperativo que a mente e o corpo estejam equilibrados. Meus queridos acabem lá com essa treta de que o físico é o mais importante ou para os que dizem que é o espiritual é o mais importante. Tudo é importante. Nós somos um todo. Alimenta os dois com a mesma intensidade, sem excepção. Não saber cuidar do exterior e interior com o mesmo equilíbrio, com a mesma importância é desprezares a totalidade do teu belo ser. Bom dia pessoas LINDAS Sempre a fluir Luis Baião - in Inspiração contacto@zenfamily.org luisbaiaozenfamily 102


Gratidão DESAFIO SUPERADO É com imensa Gratidão que chegamos ao fim de doze edições mensais da nossa revista Zen Family, um desafio a que nos propusemos e assumimos durante todo o ano de 2016. Nem sempre foi fácil, pois os nossos compromissos e actividades são imensos e exigentes, conseguimos e estamos felizes. 2016 foi um ano de Concretização, de cocriação, de partilha, de entrega a um projecto que nos enche Alma e Coração, onde damos o nosso melhor em partilha e recebemos tanto através das partilhas e vivências de quem nos acompanha. Por nós passou quase um milhar de viajantes este ano, tivemos muitos reencontros e conhecemos novas pessoas, essa uma das Magias de estarmos neste projecto. O Novo ano que se aproxima trará muitas novidades, mais eventos e viagens, mais palestras e workshops, mais partilhas, mais pessoas. A nossa revista vai também sofrer alterações, vai mudar de imagem, de nome e de periodicidade. Para continuarmos a dar o nosso melhor em todas as vertentes, passaremos a ter edição trimestral. Conscientes e na certeza de continuarmos a levar até vós, as melhores partilhas, os melhores conteúdos, as melhores experiências, sempre com entrega incondicional e altruísta e sempre de forma GRATUITA. Obrigado a todos os colaboradores que enriquecem esta revista e obrigado aos mais de 50.000 leitores que nos acompanham um pouco por todo o Mundo. Estamos juntos e juntos somos mais ricos, mais fortes, mais autenticos. Gratidão Luis Baião e Sónia Ribeiro


Agenda Zen Family

DEZEMBRO 2016 • Encontro de Viajantes India Sul : 8 de Dezembro - EXCLUSIVO A VIAJANTES da viagem a realizar em Fevereiro de 2017 Luis Baião convida todos os viajantes inscritos na Mágica viagem à India Sul para se conhecerem e esclarecerem todas as dúvidas inerentes à viagem. • Jantar de Natal Zen Family / aBiofamily : 18 de DezembroESGOTADO

Luis Baião e Daniela Ricardo convidam os viajantes e participantes dos eventos Zen Family / aBiofamily a juntarem-se a nós num jantar de comemoração de um ano intenso e cheio de Magia. O local escolhido será o Restaurante Organi Chiado do nosso amigo João Sales. E assim termina um ano Fantástico. Gratidão a todos

106


MAIS À FRENTE Viagens Internacionais 2017: • India Sul - “Sol, Silêncio, Ser”

11 a 23 de Fevereiro de 2017 - ESGOTADA

• Nepal / Butão - “O Encontro da Essência” 1 a 14 de Março de 2017 - ESGOTADA

• Nepal - “A Tocar o Céu”

14 a 23 de Março de 2017 - INSCRIÇÕES ABERTAS

• Marrocos - “Deserto dos Sonhos”

21 a 30 de Abril de 2017 - PRÉ-INSCRIÇÕES ABERTAS 5 a 14 de Maio de 2017 - PRÉ-INSCRIÇÕES ABERTAS

• Perú - “Império dos Tesouros Escondidos” 8 a 21 de Novembro 2017 - PRÉ-INSCRIÇÕES ABERTAS

• Workshops, Palestras, Showcookings, Raids Fotográficos, Caminhadas... POR TODO O PAÍS DETALHES EM BREVE

..E muito muito mais, estejam sempre atentos ao nosso site e páginas do Facebook zenfamilyproject casadossonhosdemacao

Mais informações consultem o nosso site: WWW.ZENFAMILY.ORG Por email: apromotoradefelicidade@zenfamily.org 107


Viagens com alma

pre a Fluir... Sem e n f a m i l y. o rg w w w. z

12ª revista zen family dezembro 2016  

E assim cumprimos a nossa promessa, doze números editados mensalmente da revista que nasceu de um sonho. Mês a mês fomos consolidando a noss...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you