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Volume 1, Edição 01 Volume 1, Edição 01

Março de 2014 Editor: Sonia Maria Canha Danilau Março de 2014 Editor: Sonia Maria

de qualquer veículo automotor deve ter a consciência de que um leve toque no ciclista não vai apenas amassar a sua bicicleta. Pode matá-lo.

É responsabilidade do motorista evitar se chocar com o ciclista, e não o contrário. O Código de Trânsito Brasileiro é bem claro: o condutor do veículo maior é responsável pela segurança do menor (Capítulo 3, Artigo 29, XII, § 2º). Deve-se estar sempre atento à sinalização do ciclista e observar pequenos gestos, como um olhar sobre o pescoço ou alguma possível dificuldade na condução da bicicleta, como problemas com marchas ou freio.

Sim, é possível a convivência pacífica entre motoristas, ciclistas e pedestres nas estradas ou ruas de qualquer cidade. E nem é tão difícil assim. Basta uma boa dose de respeito e bom senso de todas as partes e seguir alguns conselhos básicos de segurança no trânsito.

Independente de o ciclista estar certo ou errado no modo como se desloca, o condutor

Motoristas costumam pensar que são os donos da rua mas, por lei, a bicicleta é um veículo e o ciclista tem exatamente o mesmo direito a utilizar as vias públicas. Normalmente, as bicicletas circulam nas bordas da via (à direita, principalmente), mas em trechos mais estreitos ou irregulares, com muitos obstáculos, os ciclistas podem se ver obrigados a ocupar toda a faixa. Neste caso, o motorista que vem atrás deve ser paciente – o que raramente acontece nesse tipo de situação – e esperar que o ciclista sinalize e ofereça a passagem quando se sentir seguro para isso.


De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, ao ultrapassar um ciclista, o motorista deve guardar uma distância de 1,5m da bicicleta. Pode haver algum obstáculo (algum buraco, ou bueiro) e o ciclista pode ter que se desviar e alterar seu curso – daí a importância de manter uma distância segura.

Além disso, a bicicleta não gasta combustível e não polui, o que contribui para o meio ambiente. Sem contar outros tantos benefícios indiretos, como a redução dos custos com a manutenção da malha viária ou até o fato de o ciclista, ao levar uma vida ativa, tem menor probabilidade de utilizar o sistema de saúde – poupando assim o dinheiro dos impostos do motorista.

Também é prudente evitar dirigir muito próximo ao ciclista pois, caso aconteça algum imprevisto, não haverá tempo para frear ou desviar.

Grande causa de acidentes são as conversões, tanto à direita quanto à esquerda, nas quais os motoristas ―fecham‖ os ciclistas, que querem seguir em frente. Também é bastante comum o motorista ultrapassar o ciclista e logo em seguida entrar na sua frente e reduzir a velocidade para estacionar o veículo.

Obrigados a transitar na borda das vias, os ciclistas são frequentemente surpreendidos pela abertura de portas dos carros estacionados, o que pode causar acidentes bastante graves, até fatais. Motoristas e passageiros devem ficar atentos e observar nos espelhos retrovisores se algum ciclista se aproxima antes de abrir a porta.

Um motivo a mais para respeitar o ciclista: uma bicicleta na rua provavelmente representa um carro a menos no trânsito, contribuindo para reduzir os engarrafamentos. Referências Bibliográficas:

Textos: http://netseg.com.br/not.php?id=6481

Imagens: https://www.google.com.br


Sonia jornal