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STARTUPS, INOVAÇÃO E NEGÓCIOS

#11/2019 MAIO/JUNHO

TECNOLOGIA

EMPREENDEDORES USAM REALIDADE VIRTUAL PARA TREINAR PITCHES ERRAR FAZ PARTE

A PIVOTADA DO PARANAENSE QUE TRANSFORMOU SUA LOJINHA EM UMA GIGANTE COM MAIS DE 180 MIL PRODUTOS CAPA

GOVERNANDO NO CAOS

O PODER DAS STARTUPS PARA ACABAR COM PROBLEMAS NA GESTÃO PÚBLICA


W ELC O M E

MOSTRA A SUA CARA! E bora arregaçar as mangas para construir o país que a gente deseja viver e empreender. O futuro chegou bem acompanhado com oportunidades de protagonizarmos uma transformação digital. Munidos de ideias e movidos pela tecnologia podemos melhorar o mundo. Não é um salvador da pátria que irá organizar o caos. Também não vai mudar nada discutir quem e o que deixou tudo assim. Não negligencie seu futuro e muito menos delegue para terceiros. Nós somos o poder público e está na hora de fazer acontecer. Você está no comando! Avante, com a gente, Brasil! somosrulez.com.br

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EXPEDIENTE

DESTAQUES

ÍNDICE

JORNALISTA RESPONSÁVEL Ana Karla Martins MTB 05038 ana@somosrulez.com.br

INOVATIVA

ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO Aitana Zucco aitana@somosrulez.com.br

ERRAR FAZ PARTE

PRODUÇÃO E REVISÃO Lucas Eduardo Martins lucas@somosrulez.com.br PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Hearted Design & Estratégia contato@hearted.com.br

05

As escolhidas pelo maior programa gratuito de aceleração do Brasil.

Tiago Dalvi e uma das pivotadas mais instigantes que se teve notícias Brasil.

PRODUTTIVO

12

Paranaenses conquistam dono do iFood e recebem aporte de R$ 1 milhão.

DIREÇÃO DE ARTE Guilherme Mazzo guilherme@hearted.com.br ILUSTRAÇÃO CAPA Thunder Rockets hello@thunderrockets.com

BRAINSHARING O potencial da inovação aberta com Rafael Tortato.

08

Bruna Pereira e o conceito de Smart Building.

18

VOCAÇÃO

09

Ação conecta setores para fortalecer ecossistema de inovação.

TIRAGEM 3.000 exemplares

REALIDADE VIRTUAL

ANÚNCIOS E PARCERIAS comercial@somosrulez.com.br somosrulez.com.br/midiakit

11

Tecnologia ajuda startups a treinarem pitches.

DISTRIBUIÇÃO Via Correios para assinantes, parceiros, anunciantes e apoiadores. Escolha o seu pack e receba o melhor conteúdo para empreendedores: assine.somosrulez.com.br SUGESTÕES DE PAUTA revista@somosrulez.com.br

06

SHARKS

CAPA

20

Startups GovTech: o ganha-ganha da parceria entre startups e governos.

15

Empreendedores ficam cara a cara com investidores.

LISTA DE DESEJOS

26

Produtos inusitados e inteligentes para donos exigentes.

REVISTA RULEZ – Startups, inovação e negócios Rua Castro Alves, 2255, Centro Cascavel - PR | CEP 85.810-100 [45] 3039-4203 [45] 9 9147-9137 contato@somosrulez.com.br

MVP

somosrulez.com.br

Embarque na jornada dos startupeiros pelos eventos mais legais.

E /somosrulez

Universidades vão viabilizar protótipos de startups.

GIRO

Q @somosrulez

A Revista Rulez é uma publicação bimestral da Rulez e não se responsabiliza pelas ideias e conceitos expressos nos artigos assinados, que trazem somente o pensamento dos autores e não representam necessariamente a opinião da revista. É proibida a reprodução total ou parcial de suas publicações, para qualquer finalidade, sem prévia autorização.

28

30

AGROTECHS

CONECTA DAY

31

Como foi o esquenta de um dos eventos mais queridinhos dos empreendedores.

32

Eixo do agronegócio começa a se formar na região Noroeste.

GOLDEN CIRCLE

34

Conheça a ferramenta que ajuda a desenvolver negócios com propósito.

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MATÉRIA

AS ESCOLHIDAS

DO INOVATIVA

BRASIL DAS 14 PARANAENSES SELECIONADAS PARA UM DOS PROGRAMAS MAIS COBIÇADOS POR EMPREENDEDORES, TRÊS SÃO DE PATO BRANCO E FRANCISCO BELTRÃO

▸ E foi dada a largada para mais um ciclo de aceleração do InovAtiva Brasil

(inovativabrasil.com.br). Realizado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o maior programa gratuito de aceleração do país recebeu mais de 700 projetos. Das 105 aprovadas, 14 startups são do Paraná e três foram fundadas em um dos ecossistemas mais maduros do estado, que abrange Pato Branco e Francisco Beltrão. Apoiados pelo Sebrae/PR, os projetos selecionados são: LeadFinder e Proagro Fácil, de Pato Branco, e EdukaMaker, de Francisco Beltrão. As startups participarão de uma série de conteúdos e atividades exclusivas e terão a oportunidade de validar a proposta de valor, fazer a modelagem financeira e obter informações sobre acesso ao mercado e à capital, propriedade intelectual, entre outras. O programa terá ainda mentorias individuais, coletivas e especializadas, treinamento de pitch com o Sebrae Nacional e Demoday ao final do ciclo de aceleração, com a apresentação das startups a uma banca de investidores. Elizandro Ferreira, gestor do Projeto Startup do Sebrae/PR - Regional Sul, destaca que o resultado reforça como a região tem vocação para o desenvolvimento de negócios inovadores. “Contar com startups do Sudoeste do Paraná ratifica o nível de maturidade do ecossistema de inovação da nossa região. É um número significativo se levarmos em consideração o volume de selecionadas no estado.” ▪

Crédito: Luísa Bonin

LEADFINDER

PROAGRO FÁCIL

EDUKAMAKER

SETOR: Marketing e Mídia

SETOR: Setor Financeiro

SETOR: Educação

Plataforma que conecta empresas aos seus prospects, atuando na dificuldade que as organizações têm em prospectar clientes para seus negócios. Facilita a geração e a gestão de leads integrando à plataforma funcionalidades próprias para equipe de pré-vendas e vendas como telefonia Voip, automação de envio de emails, Big Data de dados de empresas, APIs de Integração entre os canais de captura de leads por Inbound + Outbound Marketing. E, se a empresa não possui equipe de prospecção, a startup possui uma rede compartilhada de potenciais leads à disposição.

Solução de ponta a ponta que facilita a observância das normas e regras do Bacen para a operacionalização do seguro rural Proagro pelas instituições financeiras que operam no agronegócio e têm grandes dificuldades para seguir as normativas, garantir o atendimento dos prazos legais e realizar o julgamento de forma clara e justa. Solução em nuvem totalmente plug-and-play, que opera independentemente da ferramenta ou sistema já utilizado pelo banco e, por consequência, garante retorno mais rápido ao beneficiário.

Empresa de empoderamento tecnológico que oferece soluções educacionais como cursos e kits que aproximam os alunos das novas tecnologias, criam pontes, transformam a aprendizagem em algo rico e significativo, a um custo baixo e com teor multidisciplinar. Empresas também podem usar as soluções para formação em chão-de-fábrica, capacitando operadores ou mesmo enriquecendo a base de conhecimento de seus funcionários, além de incentivar a criação e o desenvolvimento de makerspaces e fablabs.

“Como somos um negócio digital, buscamos apoio para conseguir investimentos e escalar. O InovAtiva Brasil é uma forma de acelerar esse crescimento.”

“Graças ao programa de pré-aceleração do Sebrae/PR recebemos uma série de informações e mentorias que deixaram nosso projeto mais consistente.”

“A seleção no InovAtiva é motivo de alegria e de superação. Esperamos aprender com as mentorias, fazer contato com investidores e avançar cada vez mais.”

Fernando Osmarini / Diretor de negócios

Alessandro Graczyk Moraes / Diretor

Henrique Alves Camargo / Cofundador

leadfinder.com.br

proagrofacil.com.br

edukamaker.com.br

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ERRAR FAZ PARTE

TIA G O D A LVI

Atualmente, Tiago lidera mais de uma centena de pessoas em seu time em Curitiba. Na jornada de uma das startups mais promissoras dessa nova geração, Tiago, que também é empreendedor Endeavor, não perde a chance de compartilhar seus aprendizados e jogar a real, por onde passa. Separamos os highlights dessa história inspiradora pra quem quer entender porque errar faz parte.

01_ Tiago Dalvi nasceu em Londrina e escolheu Curitiba para estudar e empreender.

A GRANDE VIRADA FUNDADOR DA MAIOR LOJA DE DEPARTAMENTOS DOS MARKETPLACES FALA SOBRE AS RALADAS E A PIVOTADA QUE TRANSFORMOU SUA LOJINHA EM UMA GIGANTE COM MAIS DE 180 MIL PRODUTOS ▸ Esse não é o release do emblemático filme de John Wells, mas a

história é digna de Hollywood. Tiago Dalvi é fundador e CEO do Olist (olist.com), uma plataforma que conecta empreendedores a grandes varejistas online. Pode ter certeza que muita gente que ouviu falar dele acredita que vem aí um case de sucesso da noite pro dia, mas sua história de overnight success já dura mais de 12 anos, com tropeços, raladas, conquistas e a certeza que tem muito chão pela frente. Antes de fundar o Olist, em 2007 ele teve uma loja de shopping de produtos artesanais chamada Solidarium, que acabou se tornando uma espécie de laboratório para a entrada no mundo online e até certo tempo foi um dos mais bem sucedidos marketplaces de produtos artesanais do país, com 1 milhão de visitantes únicos por mês. Mas foi preciso pivotar e, em 2015, a Solidarium se transformou em Olist. Essa foi uma das viradas mais instigantes que se teve notícias no país. Nesse intervalo de tempo a startup venceu prêmios como o Proxxima Startup, Exame PME, Prêmio Ecommerce Brasil entre outros. 6 / somosrulez.com.br

APRENDENDO NA PRÁTICA Exposto ao empreendedorismo ainda muito jovem, aos 6 anos Tiago acompanhou de perto as decisões e frustrações de seus pais, que investiram todas as economias da venda da casa própria e deixaram de lado o escritório de engenharia e arquitetura pra tocar uma loja de shopping que vendia aeromodelos de brinquedos importados, um negócio que ruiu do dia pra noite. Pode-se dizer que viver essas dificuldades com os pais, apesar da pouca idade, definiu sua escolha pela faculdade. Tiago cursou Administração na Universidade Federal de Curitiba e sempre valorizou muito o aprendizado prático, por isso ingressou na Empresa Júnior como consultor, diretor de marketing e presidente. Sem dúvida alguma o principal ativo que construiu nessa fase foram o conhecimento e os contatos, porque financeiramente não tinha salário. Dali recebeu um convite para atuar em uma organização chamada Aliança Empreendedora, que basicamente viabilizava acessos a empreendedores localizados em comunidades de baixa renda. Desde sempre ideias atreladas a boas causas fascinaram Tiago, que após seis meses de trabalho conseguiu fechar seu primeiro projeto com a ABN AMRO e, enfim, recebeu seu primeiro salário. Mais uma lição aprendida: dar valor ao dinheiro. E foi convivendo com essas dificuldades e nessa troca com empreendedores e artesãos, que produziam ótimos produtos, tinham preços competitivos, mas não sabiam vender, que Tiago enxergou uma oportunidade. SENTINDO AS DORES Por acreditar em seu talento para área comercial começou a conectar artesãos a pequenas lojas. Encontrou varejistas interessados e percebeu que não havia ninguém fazendo essa ponte. E foi neste momento que Tiago teve a ideia de abrir seu primeiro negócio (e que considerava totalmente inovador e disruptivo): uma loja no shopping. Nada muito diferente do que os pais haviam feito há 20 anos, mas muito importante para ele sentir as dores dos varejistas brasileiros. A loja durou um ano. Claramente não deu certo, não foi um sucesso, mas foi super importante para o aprendizado. Antes de partir pra outra, Tiago apostou na venda por catálogo, representante comercial, feirinha, feirona, entre outras tentativas sem foco, que dificultaram ainda mais a busca por escala. Mais um canal ainda reverberava na cabeça dele: os grandes varejistas. TROPEÇANDO COM UM GIGANTE E com a ideia fixa, Tiago mirou no Walmart. Em seis meses não conseguiu passar sequer da secretária. Como construir um acordo comercial com um dos maiores varejistas do mundo? Foi em um evento que conheceu um dos diretores do Instituto Walmart, que se apaixonou pela ideia de aliar o Core Business da empresa com o impacto social da Solidarium. Saiu de lá com uma reunião agendada em Porto Alegre. Tiago encheu duas malas de produtos, colocou sobre a mesa e saiu desse encontro com 32 produtos aprovados para o Walmart. Mas ele esperou pelo primeiro pedido por uma semana, 15 dias, 30 dias e nada. Foi então que Tiago decidiu


ir até a loja checar o que estava ocorrendo. Ao se apresentar, encontrou um comprador em frenesi, louco atrás do Tiago da Solidarium, que não tinha se integrado ao ERP do Walmart. Ele, que tinha até aprendido sobre isso na faculdade, não possuía um software de gestão e mal sabia porque era importante. Naquela ocasião imprimiu o pedido e quase caiu pra trás: 1.600 itens. Mais do que já havia recebido em toda a história. Tiago também fazia toda correria, de ponta a ponta. Pegava o carro da então namorada, buscava os produtos nas cooperativas e associações, carregava no porta-mala, ia a loja emitir a nota fiscal. Na loja aguardava ser chamado nas docas, fazia a entrega, retornava pra colocar o produto na gôndola e ainda tentava vender para consumidor final. Essa correria parecia estar valendo a pena. Expandiram para três lojas do Walmart em três meses, depois para 56 lojas em seis meses e chegaram até quase 500 lojas incluindo Lojas Renner, Tok&Stok e vários grandes varejistas. Mas por mais que o negócio tivesse tomado uma proporção interessante, estava muito longe daquele sonho de transformar a realidade daquele público, especialmente dos artesãos do Brasil. ESCALA PRA QUE TE QUERO Tiago sentiu que precisava evoluir para obter escala, afinal já havia se passado quatro anos. Foi então que ele conheceu um programa chamado Unreasonable Institute, nos Estados Unidos, em que 25 empreendedores moravam na mesma casa com 50 mentores e 30 investidores. Como único brasileiro na seleção, Tiago conseguiu uma vaga e sem dúvida foi o início de sua grande transformação. Durante o programa ele entendeu a importância da tecnologia como alavanca de um negócio e teve a oportunidade de conversar com fundadores do eBay e da Etsy, grandes marketplaces mundiais. O momento de clareza veio durante uma pescaria com um dos mentores. Tiago apresentou dois caminhos: abrir uma fábrica de calçados ou um marketplace online. Logicamente, o empreendedor optou pela segunda ideia e, em quatro meses surgiu a solidarium.com, uma plataforma onde qualquer artesão do Brasil poderia criar sua loja virtual e vender seus produtos. Em seu primeiro dia de funcionamento recebeu uma demanda 20 vezes maior do que tinha até então. Nos primeiros anos o negócio aparentava ir de vento em popa, chegou a ter 380 mil produtos, 15 mil lojas e 1 milhão de visitantes únicos por mês. Como métrica de vaidade, estava ótimo, mas a conta ainda não fechava.

dólares. A empresa, que saiu do Brasil praticamente quebrada, estava prestes a se reerguer. Mas o momento no Brasil não era propício e Tiago já não acreditava mais no seu modelo de negócio. Restavam duas opções: competir com os varejistas ou integrar sua rede de fornecedores aos marketplaces que estavam nascendo. Tudo fazia muito sentido, mas como convencer as pessoas que acabaram de investir na sua empresa que ela não era mais um negócio viável, mas que existia um novo negócio com mais potencial? A transparência nessa condução garantiu a manutenção do aporte pelos investidores. Quatro meses depois dessa reviravolta, o site do Olist estava no ar. A ideia era ser uma loja de departamentos formada por pequenas lojas em grandes marketplaces. Com um único cadastro, os lojistas poderiam colocar seus produtos dentro de vários varejistas como Americanas, Submarino, Walmart, Extra, Ponto Frio, Mercado Livre, sem burocracia e com reputação pré-construída. O primeiro mês de Olist ultrapassou o melhor mês da Solidarium em faturamento. Os 32 produtos vendidos para o Walmart, hoje são mais de 180 mil e 5 mil lojas online criadas por lojistas, distribuidores e pequenos empreendedores, que recebem mais de 1 milhão de clientes. O time de 15 pessoas conta hoje com mais de 180 integrantes. O Olist se transformou na principal ferramenta para ajudar lojistas, importadores, distribuidores e marcas a venderem mais no Brasil. Se você digitar no Google "comprar mangueira", "comprar panela", "comprar controle remoto" e tantos outras centenas de milhares de produtos, os primeiros resultados são do Olist. "Hoje, olhando para o passado, tenho algumas certezas: tudo muda e tudo precisa mudar mesmo. As pessoas possuem seus ciclos, que são diferentes da empresa. Os processos quebram e os fluxos vão mudar totalmente. Flexibilidade, resiliência, ownership e tantas outras características são fundamentais pra te manter no mesmo trilho do negócio." ▪

“Sem investimento pesado o negócio não ia pra frente. Eu voltava para casa, não conseguia pensar em outra coisa, não conseguia evoluir. Comecei a questionar o modelo de negócio. Colocava minha cabeça no travesseiro e começava a chorar. Todo aquele sonho construído há muitos anos parecia que ia acabar.” No início de 2014, sem salário há três meses e a uma semana do dinheiro acabar, Tiago recebeu uma ligação que ia mudar toda história. Era Bedy Yang, sócia da 500 Startups, uma das principais aceleradoras do Vale do Silício. Nada mais nada menos que um convite pra Solidarium ser acelerada. Sem saber se ria ou chorava, Tiago avisou Bedy que se não caísse dinheiro na conta em uma semana, a empresa quebraria. Dito e feito, Tiago, o designer e um programador embarcaram para uma temporada em solo gringo. Ao final do programa de aceleração, ele fez o pitch da Solidarium para investidores e conseguiu captar 1 milhão de

02_ Time do Olist que atua na sede em Curitiba.

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BRAIN SH A RIN G

R A FA EL T O R TAT O

A INOVAÇÃO ABERTA COMO OPORTUNIDADE PARA AS STARTUPS RAFAEL TORTATO Economista, professor e consultor de empresas, especialista em Administração e Mestre em organizações e desenvolvimento. Atualmente é o coordenador Estadual do Programa Startup do Sebrae Paraná.

C /rafaeltortato k rtortato@pr.sebrae.com.br

ESCREVA PRA GENTE! Quer compartilhar suas ideias? Acesse somosrulez.com.br/seja-rulez

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▸ O desafio da inovação é a palavra de ordem

do momento, seja para os novos empreendedores, seja para grandes empresas já consolidadas mundialmente. A mudança constante da sociedade demanda novos produtos, novos serviços e, por consequência, novos desafios para o mundo dos negócios. A disponibilidade, mobilidade de conhecimento e o capital humano muitas vezes podem apresentar ideias para a resolução de problemas ou para a criação de produtos inovadores em áreas específicas das organizações. Para isso, muitas delas recorrem ao processo de inovação aberta para buscar novos caminhos para a proposta de valor da empresa, melhoria de seus serviços e um novo posicionamento frente aos clientes e ao mercado. Mas para que este processo produza bons resultados é necessário que a empresa se prepare para se relacionar com as startups que, em grande parte, são empresas recém-criadas, com um modelo de negócio inovador e uma estrutura enxuta em seus diversos recursos. Empresas que buscam a inovação podem encontrar, no processo de inovação aberta e na relação com as startups, um caminho para driblar a cultura organizacional que, geralmente, é um importante obstáculo, além dos custos e do grande tempo para o desenvolvimento interno. A relação entre startups e empresas é uma via de mão dupla. Grandes organizações, que possuem uma estrutura de compliance e regras legais de funcionamento, precisam encontrar formas e espaços para se relacionar com startups e consumir inovação. Essa interação pode se dar de diversas formas, desde um processo de desenvolvimento de fornecedor, em parcerias, processos de aquisição, mentoria ou investimento. Por outro lado, as startups também precisam se preparar para se relacionar nesse contexto que exige compromisso e responsabilidade com entregas e algumas formalidades. Considerando que uma startup apresenta uma es-

A relação entre startups e empresas consolidadas precisa ser uma via de mão dupla para trazer resultados. trutura mais flexível e ágil, requer preparação e compreensão, pois essa relação demandará organização, comprometimento e resiliência. Normalmente o tempo para a tomada de decisões é diferente, mas compreender e se adaptar, na medida do possível e desde que não comprometa a operação do negócio, pode significar a mudança de patamar que ambas estão buscando para se consolidar e crescer. Dessa forma, o processo de inovação aberta adotado por importantes empresas do mercado pode representar uma grande oportunidade para as startups que criam soluções inovadoras e disruptivas num ambiente cada vez mais competitivo e saturado de produtos e serviços obsoletos. As startups que estão trabalhando para se viabilizar e crescer nesse mercado competitivo podem pesquisar editais apoiados por grandes empresas, programas de aceleração das indústrias de diversos segmentos, além de aceleradoras que recebem recursos para investimento em soluções de mercados específicos. ▪


MATÉRIA

01_ Cerca de 40 empresas devem ser selecionadas para participar do projeto na região dos Campos Gerais

QUAL É A VOCAÇÃO DA SUA REGIÃO? MAIS DE 150 EMPREENDEDORES PARTICIPARAM DE AÇÃO PARA CONECTAR SETORES POTENCIAIS DO ECOSSISTEMA DE INOVAÇÃO EM PONTA GROSSA ▸ Saber quais são os pontos fortes de um município pode alavancar

negócios e acelerar resultados de empreendedores. Pensando nisso, empresários dos setores de mecatrônica e metalmecânica, químico e materiais e da cadeia do agronegócio tiveram a oportunidade de se conectar e trocar informações no Innovation Day Campos Gerais, evento realizado pelo Sebrae/PR em Ponta Grossa. Mais de 150 empreendedores participaram da programação que contou com profissionais renomados no mercado nacional e internacional. O evento foi a primeira ação do projeto de Potencialização do Sebrae/PR na região. Os setores a serem trabalhados foram apontados no mapeamento do ecossistema de inovação, realizado pela Fundação Certi, em 2017, Prefeitura de Ponta Grossa e Sebrae/PR. O foco da iniciativa são empresas inovadoras, startups e negócios com potencial de crescimento. Segundo Thaíse do Amaral, gestora do Projeto Startup do Sebrae/PR - Regional Centro, serão selecionadas 40 empresas para participar do projeto que envolve oficinas, consultorias, plano de ações e diagnósticos, sempre gerando a interação com o ecossistema de inovação da região. "Através do mapeamento, vamos investir em ações de inovação, cultura da inovação interna, auxílio no desenvolvimento de novos produtos e serviços, tudo focado para tornar o dia a dia da empresa mais ágil e auxiliar na tomada de decisões. Assim os setores se tornam mais competitivos e o ambiente propício para a criação de novas soluções e melhorias das soluções já existentes."

Crédito: Divulgação

02_ Thaíse do Amaral, Joel Franzim Junior e Júlio César Agostini no Innovation Day.

Elaborado pelos pesquisadores da Fundação Certi, a partir da análise da vocação e potencial do município e do levantamento de oportunidades e tendências de mercado, o documento traz um plano de ação de médio e longo prazos para fomentar o desenvolvimento local a partir da inovação em áreas prioritárias. "É importante definir estratégias e ações para potencializar essas empresas, pois através dos produtos, serviços e tecnologias geradas será possível ter uma economia mais forte e competitiva”. JOEL FRANZIM JUNIOR Gerente regional do Sebrae/PR - Ponta Grossa Esse plano será uma grande ferramenta para atrair novas empresas, aproveitar melhor o que já está sendo feito e transformar a localidade em uma região desejada. "O levantamento apontou quem são as grandes cadeias de valor associadas aos setores capazes de alavancar a economia dos Campos Gerais dentro da perspectiva da inovação e tecnologia." JÚLIO CÉSAR AGOSTINI Diretor de Operações do Sebrae/PR

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MATÉRIA

TECNOLOGIA PARA UM PITCH ARREBATADOR STARTUPS QUE PARTICIPAM DE PROJETO DO SEBRAE/PR PODEM UTILIZAR REALIDADE VIRTUAL PARA TREINAR APRESENTAÇÕES ▸ O tempo de apresentação é curto. A oportunidade única. Perder essa

chance certamente está fora de cogitação para qualquer empreendedor preocupado em emplacar sua ideia. A hora do pitch é o momento decisivo e mais temido para - sem dúvida - boa parte das startups. Por isso o preparo é tão importante e significa muito, mas muito, treinamento. Pensando nisso, o Sebrae/PR fechou uma parceria estratégica com uma startup para startups. A paranaense Panic Lobster (paniclobster.com) desenvolveu um software para óculos de realidade virtual que simula o ambiente destinado a uma apresentação para investidores. Segundo Vinícius Galindo Mello, gestor do Projeto Startup do Sebrae/ PR - Regional Leste, entre os processos de aperfeiçoamento de startups está a etapa da apresentação para investidores. O objetivo é colocar a prova o foco e a concentração do empreendedor. “Enxergamos a tecnologia como um diferencial, por isso em breve pretendemos aplicar essa solução em outras ações para formação de empreendedores. O mais incrível é que estamos utilizando uma ferramenta criada por uma startup que se desenvolveu dentro dos nossos programas e agora beneficia outras startups." Na prática, as startups que participam do Projeto Startup PR vão poder utilizar a realidade virtual para o treinamento de pitch. A novidade vai beneficiar empreendedores que iniciaram em abril a fase Operação 2019, destinado a startups que já lançaram produtos, mas desejam profissionalizar a gestão, marketing, finanças e incrementar receitas. Para quem não sabe: pitch é uma apresentação rápida (rápida mesmo, dura normalmente 2 a 3 minutos) da ideia de negócio, portanto deve trazer informações que sejam capazes de chamar a atenção do investidor ou potencial cliente.

Crédito fotos: Assessoria

01_ Parceria lançada em Curitiba deve atender startups em todo Paraná. A ferramenta simula com realismo um palco ou auditório com público e reações naturais, como movimentação física, comentários e ruídos, por exemplo, o movimento de uma cadeira ou um simples espirro. Situações que não são raras e podem comprometer uma apresentação. Assim o empreendedor vai poder treinar pitches e receber feedbacks antes de ficar cara a cara com quem pode investir ou comprar sua ideia. De acordo com o sócio da Panic Lobster, Thiago Gavassi, a solução busca evitar que empresas com potencial sejam prejudicadas por conta de problemas nas apresentações a investidores e também como ferramentas de vendas. Para ele, sem uma boa apresentação, as startups perdem oportunidades. Gavassi afirma que a empresa realizou testes com empreendedores no Vale do Silício antes da apresentação dos pitches e que muitos tiveram uma boa curva de aprendizado. “Percebemos que muitas startups tinham boas ideias, estavam bem estruturadas, mas não conseguiam entregar o esperado por falta de prática ou medo de falar em público, especialmente quando ele é altamente qualificado, o que aumenta a pressão sobre os empreendedores.". ▪

02_ Visão que a pessoa tem ao utilizar o óculos de realidade virtual.

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M A PA STA R T U P

PR O D UTTIVO

01_ Anderson Andreatta e Victor Serta, os fundadores do Produttivo.

STARTUP PARANAENSE CONQUISTA DONO DO IFOOD APORTE DE R$ 1 MILHÃO DEVE AJUDAR A QUINTUPLICAR A BASE DE CLIENTES EM DOIS ANOS

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▸ Com pouco mais de três anos de vida, duas pivotadas e cases como

Siemens, Nextel, Burger King e Algar Telecom, a startup curitibana Produttivo desponta no cenário após o aporte milionário da Smart Money Ventures, fundo de Fábio Póvoa, um dos criadores do Grupo Movile (dono do iFood, PlayKids e Sympla), e Cesar Bertini, fundador da MC1 Technologies e precursor em provedores da internet no Brasil. Victor Serta (CEO) e Anderson Andreatta (Chief Revenue Officer) fundaram o Produttivo em 2016. A ideia surgiu de um problema vivido pelos empreendedores em um negócio anterior, a Agivis, uma consultoria de software e desenvolvimento de aplicações web para pequenas e médias empresas. Eles perceberam a necessidade de melhoria da gestão e do controle dos serviços em campo em um setor tradicional, com grandes chances de monetização. “Cada empresa precisava desenvolver uma solução própria, um investimento financeiramente inviável”, relembra Victor, destacando que grande parte das empresas ainda possui todos os processos de manutenção e inspeção no papel ou em planilhas Excel. A partir daí, eles investiram todos seus esforços (e grana) no desenvolvimento de uma solução para gestão de serviço de campo que tornasse esse atendimento mais ágil, padronizado, barato e confiável. ANTES Antes do Produttivo (e ainda hoje), em muitas empresas, os colaboradores que realizam esse trabalho fazem tudo no papel. Desde o relatório técnico Crédito foto: Assessoria


até o faturamento. São processos morosos, burocráticos, que demandam grande número de informações, fotos e anotações. Ao chegar na empresa, esse mesmo funcionário precisa passar todos esses dados para uma planilha no computador, baixar as fotos da câmera e enviar as anotações para o gestor por email. Só então o cliente fica sabendo do resultado da atividade do técnico em campo.

PRODUTTIVO EM NÚMEROS

DEPOIS Com o Produttivo, o funcionário realiza o processo, mas transmite tudo em tempo real. E o próprio aplicativo ajuda esse colaborador a se lembrar do que e como fazer. Resultado: aumento da produtividade das operações externas, melhoria dos processos e redução do tempo e dinheiro gastos pelas empresas com relatórios. Foram precisos ajustes ao longo desses três anos até a solução como ela está hoje, mas nada que uma startup não tenha vivenciado ao longo da sua jornada. Atualmente o Produttivo possui cerca de 250 clientes ativos e, com o aporte de R$ 1 milhão, a meta é atingir 1.000 clientes até 2020. O público-alvo do Produttivo é formado por empresas de pequeno e médio portes que prestam serviço de campo, como manutenções preventivas e corretivas, inspeções e auditorias. Por ser flexível e personalizável, a ferramenta também se aplica a grandes companhias e diferentes mercados, como telecomunicações, refrigeração e climatização, inspeção de incêndio e exaustão, energia eólica e geradores, entre outros. Um dos grandes objetivos do Produttivo é auxiliar o mercado de serviços e não apenas vender um produto. Isso porque 95% dos clientes atendidos nunca haviam experimentado uma tecnologia para melhorar a gestão dos processos em campo. Esse é mais um dos números que revelam o potencial desse segmento. No Brasil, o mercado de soluções para inspeção e manutenção movimenta R$ 900 milhões. Globalmente, a consultoria MarketsandMarkets estima um mercado de US$ 2,56 bilhões. Segundo os fundadores, além de quintuplicar o número de clientes atendidos nos próximos dois anos, o investimento será aplicado no desenvolvimento de novas funcionalidades para o app, envolvendo IoT (Internet das Coisas) e IA (Inteligência Artificial), e na estruturação de novas estratégias de marketing para captação e retenção de clientes. ▪

250

cliente ativos

R$1 milhão

de aporte financeiro

1 milhão

de serviços já realizados

FICHA TÉCNICA NOME: Produttivo LOCAL DE ORIGEM: Curitiba - PR DATA DE FUNDAÇÃO: 14/03/2016 FUNDADORES: Anderson Andreatta e Victor Serta

PITCH: Misto de aplicativo móvel e plataforma web, o Produttivo concentra todas as ferramentas necessárias para automatizar os serviços em campo. Ele permite que o técnico realize os serviços de uma forma mais rápida e padronizada, eliminando a necessidade de carregar maços de papel, câmera fotográfica e notebook durante as atividades. Para o gestor, as vantagens estão na geração de relatórios automáticos, acompanhamento e visão de indicadores dos serviços, para que consiga ter mais tempo para estratégias e gaste menos com operacional e revisão. QUE PROBLEMA RESOLVE: O uso da tecnologia para realizar manutenções preventivas, corretivas ou inspeções permite que a empresa reduza o tempo e o dinheiro gastos com relatórios. A solução permite que este colaborador tenha uma noção exata das atividades que são esperadas dele, diminuindo a incidência de falhas, esquecimentos e, consequentemente, de eventuais atritos junto aos gestores. QUAL É O DIFERENCIAL: Versatilidade e facilidade de uso, uma vez que a solução permite que clientes, independente do segmento, criem processos, formulários e relatórios de acordo com a sua realidade. A usabilidade do aplicativo, no mobile e desktop, também se destaca por ser intuitivo e simples. O app funciona offline e coleta evidências fotográficas, assinaturas digitais e localização GPS. MODELO DE NEGÓCIO: SaaS, com uma assinatura que varia conforme o número de usuários e planos que o cliente contratar. ESTÁGIO ATUAL: Tração INVESTIMENTO & FATURAMENTO: R$ 1 milhão investidos desde a fundação, há 3 anos e faturamento de R$ 1 milhão nos últimos 12 meses. MERCADO & CONCORRENTES: R$ 900 milhões no mercado nacional e U$ 2,56 bilhões estimados globalmente e existem outras startups atuando nesse mercado, mas ainda não há uma dominante e o posicionamento das empresas é diferente. MAIORES DESAFIOS & VISÃO DE FUTURO: Mudar o mindset e trabalhar também para a educação do mercado é o maior desafio, uma vez que 95% das empresas prestadoras de serviços atendidas pelo Produttivo nunca tinham experimentado uma tecnologia para melhorar a gestão dos processos em campo. Após otimizar os processos básicos das empresas, substituindo o papel pelo celular e trazendo indicadores, a visão de futuro do Produttivo contempla a automatização do trabalho dos prestadores de serviço com a incorporação de funcionalidades de Inteligência Artificial e IoT (Internet das Coisas). ONDE ENCONTRAR: www.produttivo.com.br / App Store / Play Store O QUE VEM PELA FRENTE? Consolidar o Produttivo como o principal player brasileiro em automação de equipes de campo e alcançar a marca de 1.000 clientes até 2020.

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MATÉRIA

Um dos investidores envolvidos no programa, Clovis Meurer, sócio da CRP Companhia de Participações, de Porto Alegre, elogiou o potencial das empresas participantes. “Conhecemos um grupo de empresários muito preparados, que já têm negócios rodando e estão em busca de investimentos. E eles podem aproveitar nossos feedbacks para aprimorar ainda mais os seus negócios.”

01_ Empreendedores de todo Paraná durante workshop com investidores de São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.

O coordenador de Acesso a Serviços Financeiros e Capitalização do Sebrae/PR, Flávio Locatelli Junior, conta que os workshops e mentorias capacitam empreendedores para entender a lógica e os processos do mercado de investimentos de risco.

▸ Estar em contato com investidores nacionais

“As empresas têm a oportunidade de fazer networking e conhecer a realidade de startups que já receberam aportes."

"Além das conexões valiosas, os empreendedores podem entender quais são as condições, variáveis e fatores que fazem os investidores investirem em uma ou outra startup, e receber um feedback realista sobre serviços, produtos e modelos de negócios."

PRÓXIMA FASE As empresas apresentaram seus projetos para investidores de Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte. Agora, dez empresas serão escolhidas para a próxima etapa, que incluirá mentorias comportamentais individuais e trabalhos de melhoria de mindset. Após esse trabalho, o Paraná selecionará até quatro empresas que participarão de um circuito nacional com aproximadamente 50 investidores, em outubro. A análise e escolha das empresas, segundo Flávio, vai levar em consideração critérios como potencial de mercado, clareza no modelo de negócio, relevância da ideia (inovação), equipe e preparo. Entre as startups participantes, três empresas de Cascavel marcaram presença e compartilharam a experiência. Saiba mais sobre elas:

OLOCATÁRIO olocatario.com

NETWORD AGRO networdagro.com.br

CLOUD CRM cloudcrm.tech

Para inibir os traumas de uma locação mal sucedida, oLocatário aposta na credibilidade e confiança dos sistemas em nuvem para formalizar contratos e toda interação entre proprietário e inquilino durante o período de locação. Em cada interação existe uma pontuação, criando um score.

Proporciona a automação do Manejo Integrado de solos, pragas, doenças e ervas daninhas, para utilização em agricultura de precisão. Acessível aos agricultores através de um ambiente web/ mobile com elementos de IoT e IA, reduzindo o impacto ambiental e melhorando a rentabilidade dos agricultores.

"Pude trocar experiências, amadurecer o projeto e, principalmente, me preparar para falar com os tubarões."

"Todas as validações e conquistas junto ao Sebrae têm sido de suma importância para nossa evolução no mercado e conquista de novos clientes."

Rosemeire Silva - Gestora

Marcos Ferronato - CEO

A startup cadastra, georeferencia, prospecta e analisa offline os clientes e a região de atuação através de mapas dinâmicos inteligentes, relatórios em tempo real, dashboards de performance com metas definidas hierarquicamente e muito mais. Sistema 100% customizável, com possibilidade de sub-contas para projetos de assistentes técnicos, desenvolvimento de produtos, canais de distribuição, entre outros. Toda a administração de dados e personalização de necessidades são realizados pelo administrador designado pelo cliente, que terá o total controle da sua conta.

CARA A CARA COM SHARKS STARTUPS DE CASCAVEL AVANÇAM PARA MAIS UMA FASE DO PROGRAMA CAPITAL EMPREENDEDOR

Crédito foto: Divulgação

e aprender sobre as dinâmicas de negociações, aspectos técnicos como cálculo de valor da empresa, questões jurídicas, apresentação de pitches e critérios de avaliação de investidores-anjo e fundos que realizam aportes em startups. Todo esse trabalho prático foi desenvolvido com 30 empresas do Paraná em um workshop de três dias do Programa Capital Empreendedor, promovido pelo Sebrae/PR. Para Osvaldo Brotto, gestor do Projeto Startup do Sebrae/PR - Regional Oeste, um dos maiores desafios dos empreendedores é ter acesso a investimentos e para isso é preciso estar bem preparado para ficar cara a cara com os tubarões.

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acreditar em vocĂŞ e na sua ideia ĂŠ a melhor forma de fazer o futuro que todos queremos.


O Conecta é um evento para pessoas. Não para pessoas comuns, mas pessoas que acreditam no poder de uma ideia e em como ela pode mudar o futuro de todos nós. Venha participar de um evento único, com palestrantes exclusivos e muito conteúdo diferenciado. Aqui, você vai compartilhar ideias e, juntos, nós vamos construir o nosso futuro.

Seja o futuro: faça parte deste movimento. Garanta Sua VaGa startup.sebraepr.com.br/conecta/


BRAIN SH A RIN G

B R U N A P ER EIR A

SMART BUILDINGS: TENDÊNCIA TECNOLÓGICA QUE VEIO PARA FICAR BRUNA PEREIRA Apaixonada por preservação do meio ambiente, se tornou Engenheira Civil e Mestre em Ciências Ambientais. Atua em projetos de engenharia e consultoria, com foco em hidráulica, especialmente prevenção contra incêndio e instalações hidrossanitárias.

Q @engbrunapereiras L (45) 9 9109-0336

▸ É estimado que, em média, passamos 80% de nossas

vidas dentro de edificações, para muitas finalidades: trabalho, estudo e moradia. De maneira geral, cada vez mais buscamos aumentar a eficiência das construções, bem como sua sustentabilidade, segurança e conforto. E quem está por dentro da revolução tecnológica que vem acontecendo nos últimos anos certamente já ouviu falar sobre Smart Buildings. Jaxon Lang, vice-presidente da CommScope, afirma que tendências muito abordadas em 2018, como a Internet das Coisas (do inglês, IoT), Inteligência Artifical (IA), conectividade wireless, Mobile Edge Computing (MEC) e definições de novos padrões são apontados como os principais impulsionadores de mudança no mercado de prédios inteligentes em 2019. MAS EXATAMENTE NO QUE CONSISTE UM SMART BUILDING?

ESCREVA PRA GENTE! Quer compartilhar suas ideias? Acesse somosrulez.com.br/seja-rulez

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De acordo com a Gemalto - líder mundial em segurança digital - um prédio inteligente coleta dados através de sensores, dos sistemas da edificação (desde energia, condicionamento de ar até segurança) e realiza o monitoramento constante dos mesmos, garantindo melhor desempenho dos edifícios, com o objetivo de reduzir os custos em longo prazo, trazendo benefícios tanto aos ocupantes quanto ao meio ambiente. Parece até algo muito distante falando desse jeito e, justamente por isso, alguns mitos acabaram se formando sobre o tema. O primeiro deles seria a respeito de custo. É claro que um investidor sempre avalia a viabilidade de uma ferramenta e estudos apontam que as tecnologias que envolvem a transformação de uma edificação em um Smart Building tem um payback de até 2 anos, sendo que alguns sistemas geram retorno positivo sobre o investimento em poucos meses. Estima-se que em edifícios novos, projetados para receber essas tecnologias, o percentual de custo em relação ao custo total da obra não chega a 10%. Inclusive, se comparado a um prédio que carece de sistemas automatizados, ele é bastante simples de operar e manter. Além disso, as soluções inteligentes não são uma exclusividade de edifícios novos, podendo ser adaptados em prédios existentes. Um exemplo é o Empire State Building, que superou a economia de energia prevista depois de implantar um processo de retrofit.

Internet das Coisas e IA são aliadas na transformação de edificações comerciais. Smart Buildings também podem ser utilizados como estratégia de marketing, tornando o edifício mais atraente, tanto para usuários, bem como para investidores. Afinal, quem não gostaria de usufruir de uma edificação que apresenta eficiência energética, reduz o custo de ocupação e otimiza a produtividade? Ah! É importante não confundir edifícios inteligentes com edifícios verdes: não são a mesma coisa. O princípio de um edifício verde pode envolver eficiência energética pela utilização de tecnologias sustentáveis, mas não necessariamente envolvem a automação dos edifícios. Porém, nada impede que soluções verdes e inteligentes trabalhem juntas. Hoje em dia, alguns selos ambientais para edifícios já preveem o uso de automação como uma forma de pontuação para obtenção da certificação. Dá para dizer que muito mais que uma tendência, essa tecnologia é uma inovação necessária. Prédios cada vez mais independentes e sustentáveis, por meio de soluções que geram economia, reaproveitamento e captação inteligente de recursos naturais têm atraído cada vez mais proprietários de prédios do setor público e privado de todo mundo. ▪


CAPA

STARTUP GOVTECH O PODER DA TECNOLOGIA PARA ACABAR COM O CAOS NO PODER PÚBLICO 20 / somosrulez.com.br


Q

uantas vezes você ouviu falar em startups GovTech? Elas são as queridinhas da vez? Essa relação comercial que começa a ganhar força no Brasil ainda tem muito desafios para vencer, mas com certeza é um mercado incrivelmente interessante, tanto para empreendedores, como para governos. E é sobre os mitos, verdades e polêmicas desse fenômeno que dedicamos essa edição da Rulez. As startups GovTech, em sua essência, são definidas como tecnologias que atuam em prol do setor público, por isso devem atuar junto aos governos para resolver problemas que afetam diretamente a relação entre poder público e cidadãos. Uma solução GovTech não precisa ser criada pelo poder público, pelo contrário, a tendência é cada vez mais ideias serem apresentadas pelo setor privado. Há pouco mais de uma década juntar governo e startup em uma mesma ideia de negócio não passava de uma possibilidade absurda e contraditória. Mais recentemente as startups GovTech têm transformado governos em sinônimo de proatividade e eficiência, atraindo investimentos e olhares invejáveis de investidores e até mesmo de outros países. Para garantir mais transparência às ações do governo, responder com mais rapidez aos pedidos da população e trabalhar com orçamentos limitados, prefeituras, governos estaduais e federais, além de outros órgãos públicos, encontraram nas startups um parceiro comercial essencial para acabar de vez com problemas intrínsecos da gestão pública e conquistar crescimento de forma ágil e escalável. Em tese esse cenário parece representar um campo próspero, de lucro fácil para as startups. Mas na prática ainda está minado por muita burocracia, no que diz respeito à contratação dessas startups, e preconceito por parte de muitos empreendedores, que por desconhecimento (ou medo mesmo) acreditam que não existe interesse político, demanda efetiva ou corrupção que permita startups desempenharem seu maior objetivo: resolver problemas do povo. Uma coisa é certa. Tomar partido de qualquer um desses posicionamentos sem compreender melhor esse cenário é limitar e boicotar um nicho rico em oportunidades. Ainda mais no momento atual, com os governos de todo o mundo reavaliando suas estratégias de tecnologia e dando ênfase mais forte à transformação digital, é cada vez mais comum startups nascerem para apoiar diferentes áreas de negócios do governo.

A modernização técnica tornou-se a principal prioridade dos CIOs federais pelo mundo afora. Veja o que vem acontecendo nos Estados Unidos desde 2017, quando a Modernizing Government Technology Act se tornou lei. Além de ser um mercado visado, o governo também desempenha o papel de investidor, alimentando startups em programas de aceleração. Mas estamos falando de um caso a parte. O maior desafio para as startups GovTech ainda é encontrar modelos de negócios sustentáveis em longo prazo. Um relatório recente da Fundação Knight e da Fundação Rita Allen descobriu que há poucas startups em estágio inicial desenvolvendo projetos para atender governos que estabeleceram modelos de negócios sustentáveis. O relatório observa que poucas empresas foram significativamente dimensionadas e, como resultado, não conseguem ampliar seu alcance e impacto. Jon Sotsky, diretor da Knight Foundation para aprendizagem e avaliação, disse:

"Apesar do crescente interesse, atividade e financiamento para organizações que fortalecem a democracia e o engajamento cívico, poucas startups conseguiram modelos de negócios sustentáveis e escaláveis para seu trabalho. Identificar pontos brilhantes e abordagens para superar barreiras generalizadas comuns é essencial para fomentar startups de tecnologia mais sustentáveis."

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Entraves do crescimento Hoje o Brasil ocupa o 125º lugar no ranking do Banco Mundial que avalia a facilidade de se fazer negócios. O tempo médio para abertura de uma empresa, seja de qual natureza for, é de cerca de 80 dias, enquanto na Estônia, por exemplo, é possível abrir em 15 minutos. Letícia Piccolotto, especialista em Gestão Pública pela Harvard Kennedy School e fundadora do BrazilLAB (brazillab.org.br) - única plataforma brasileira que conecta startups ao poder público, acredita que no momento esse mercado está ganhando impulso no país. Ela destaca uma forte demanda na área de saúde, com espaço conquistado junto a hospitais e seguradoras. Mas segurança, burocracia e transparência também são áreas deficientes e, portanto, com grandes oportunidades para empreendedores. Um dos motivos é a Lei da Inovação, regulamentada no ano passado, e que simplificou a relação entre startups e governos. Mas, para ela, ainda existem duas grandes barreiras à inovação no poder público. 1 - LEGAL: acaba bloqueando novas práticas e abordagens na solução de desafios enfrentados por gestores públicos - e que também se apresenta no excesso de regulamentação sobre certas atividades e setores, gerando uma sobreposição de normas jurídicas. 2 - CULTURAL: ainda existe pouco estímulo para agir de forma diferente no setor público, em função da complexidade das tarefas desenvolvidas ou porque elas já são desenvolvidas há anos da mesma forma. A mudança constante de lideranças e o risco de responsabilização pessoal agravam esse quadro. A fundadora do BrazilLAB reforça que o setor público brasileiro ainda sofre muito com o excesso de burocracia, a pouca flexibilidade e os processos demorados para a maioria dos serviços. Por outro lado, de acordo com ela, existe o desconhecimento dos procedimentos corretos entre empreendedores sobre como entrar no setor público. Outra barreira também é a falta de investimentos, uma vez que fundos tradicionais costumam não investir em empresas que atuam junto aos governos. Por isso, ela dá a dica, para atuar nesse segmento, o empreendedor deve primeiro consolidar seu trabalho junto à iniciativa privada. Letícia frisa que uma boa estratégia digital pode trazer 5,7% de aumento do PIB anual, economizar até 97% dos custos de atendimento e serviços públicos e inserir na economia digital 63,3 milhões de brasileiros que atualmente não acessam a internet, segundo dados do Pnad/IBGE 2016.

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"Esse precisa ser o mote: governos que representem e sirvam à sociedade de maneira legítima e eficaz, sem esquecer dos termos econômicos." LETÍCIA PICOLOTTO Fundadora do BrazilLAB

Mudança de cultura já Renato Mendes é sócio da Organica (organica.digital), professor de Marketing Digital do Insper e mentor Scale Up da Endeavor Brasil, destaca que os governos têm muito a aprender com startups quando o assunto é gestão. Para ele, se governantes se inspirassem em empreendedores certamente o Brasil teria mais casos de agilidade, eficiência e transparência na relação com os contribuintes. Por isso ele acredita que os governos podem se beneficiar com o jeito startup de fazer as coisas. Entenda por que: GOVERNOS MAIS ACESSÍVEIS: o primeiro passo de uma startup para identificar e solucionar problemas é escutar os clientes. Pense agora se políticos ao invés de se esconderem por trás de assessorias de imprensa e sites oficiais, junto com seus times, fossem mais abertos ao diálogo com cidadãos, online e offline? GOVERNOS MAIS ECONÔMICOS: usando a lógica de MVPs (Produto Mínimo Viável) e cultura de testes é possível descartar o que não deu certo e focar em implementar as sugestões aprovadas por clientes. Em vez de gastar milhões dos contribuintes com projetos que muitas vezes ninguém sabe se irão realmente funcionar, os governos poderiam fazer pequenos investimentos em MVPs para validar projetos. GOVERNOS MAIS EFICIENTES: startups testam as possibilidades com o clássico conceito dos chamados teste A/B que servem para mostrar como a gestão por dados costuma se sobrepor aos “achismos” em um ambiente de eficiência. Imagine se o Governo Federal coletasse e analisasse todas as informações de um paciente relacionadas a exames, cirurgias, consultas e uso de remédios e pudessem ser acessadas em um único local, o médico seria muito mais eficiente na hora de dar seu diagnóstico.


GOVERNOS MAIS COLABORATIVOS: startups sabem alavancar o uso da rede colaborativa melhor que ninguém. Na prática, imagine o que acontece em uma cidade como São Paulo após uma tempestade. Não seria mais interessante criar um aplicativo em que pudesse mapear todos os problemas indicados pelos moradores, ajudando a prefeitura a identificá-los e resolvê-los? GOVERNOS MAIS TRANSPARENTES: startups normalmente operam com capital de terceiros. Isso exige mais transparência e critério com aplicação e resultados, como por exemplo o que foi gasto, como, quando, o que foi cumprido. Já governantes são mestres na arte de prometer e não cumprir, ou simplesmente bloqueiam o acesso a dados financeiros.

Mostra sua cara! Dá pra dizer que iniciamos esse processo de transição e algumas iniciativas bacanas estão surgindo. Uma delas é o Pitch Gov (pitchgov.com.br), um programa aberto para gestores públicos em busca de inovação e com vontade de fazer a diferença, mas também para empreendedores que querem ganhar escala e causar impacto positivo. Funciona assim: o governo apresenta desafios em áreas temáticas, as startups são selecionadas para apresentar seu pitch a uma banca de especialistas e as melhores soluções realizam testes com o governo. O programa é uma parceria entre ABStartups (abstartups.com.br) e Governo do Estado de São Paulo.

"O que as pessoas não entenderam é que se o governo fosse uma startup, os cidadãos não seriam os consumidores, e sim, os investidores. São eles que pagam a conta e devem cobrar por resultados." "Juntar governo e startups sempre foi um grande desafio, mas agora outros estados e municípios RENATO MENDES podem replicar o modelo do programa, por isso Sócio da Organica esse pode ser um caminho das pedras para startups mostrarem sua cara (e ideias) para o governo e facilitarem esse processo." AMURE PINHO Presidente da ABStartups

No Paraná, a Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná) não possui contratos com startups, mas lançou um programa chamado Paraná Startup Match, iniciativa que pretende reduzir os gargalos das startups e criar uma plataforma de inovação aberta que contenha todos os ativos de inovação e tecnologia do estado, para se conectarem. A Fundação Araucária é a grande parceira nesse projeto. O projeto está aberto para cadastro das demandas das startups. Basta acessar o site celepar.pr.gov.br para encontrar o formulário de cadastro do programa. Entre inúmeras startups que estão ajudando a governar o caos no mundo, separamos alguns exemplos pra te inspirar: ▹

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CUCO HEALTH - cucohealth.com Aplicativo gratuito de engajamento de pacientes em tratamentos médicos. Uma espécie de cuidador digital que leva conteúdo para educar as pessoas sobre a condição crônica e alertas para lembrar dos compromissos de saúde, como medicamentos e medições. Startup acelerada pelo BrazilLAB. OPENGOV - opengov.com Startup que transforma dados complexos e escondidos em gráficos fáceis de ler e serem encontrados, permitindo que cidadãos encontrem gastos do seu governo, analisem em uma perspectiva histórica ou divididos por secretarias ou ministérios, em poucos cliques. Hoje, atende mais de 275 governos de 37 estados norte-americanos. APOLITICAL - apolitical.co Plataforma internacional de conhecimento para servidores públicos, permitindo que descubram e compartilhem soluções inovadoras para problemas públicos recorrentes. É uma das 10 startups destacadas no relatório The European 150 - The startups driving Europe’s GovTech revolution, como as 150 startups europeias que estão alavancando a revolução GovTech na Europa. COLAB - www.colab.re Já pensou em participar das decisões da sua cidade? Com o Colab, você pode ajudar a identificar situações do seu dia-a-dia que necessitam de soluções. Essa é a proposta do aplicativo social para compartilhar problemas das cidades e conectar governos e cidadãos. Em 2018 foi selecionado pelo Departamento de Estado Americano como uma das 16 melhores empresas do mundo para implementar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU.

9 características que startups e governos precisam ter 1. FOCO NO CIDADÃO A transformação digital de um governo só será efetiva se partir da premissa de que a plataforma tecnológica deve servir, em primeiro lugar, ao cidadão. O cidadão deve ser considerado como um cliente do governo, então os gestores precisam compreender as suas necessidades de forma profunda e empática. O governo brasileiro tem trazido, para o campo digital, o mesmo problema de burocracia que observamos no âmbito físico: centenas e centenas de sites e aplicativos, com muitos processos, etapas, e repetições. Isso é nada mais do que digitalizar a burocracia, enquanto o que precisamos é mudar totalmente a lógica dos processos. 2. EQUIDADE A universalização de serviços digitais passa por uma questão fundamental: não basta construir serviços digitais em torno do cidadão caso ele não tenha acesso à internet. Em suma, se o governo vai atender a sociedade de forma digital, 100% da população deve ter acesso à internet, caso contrário corre-se o risco de aumentar a desigualdade. O governo deve investir para disponibilizar à sociedade preços menores e velocidades maiores, ampliando o alcance de sua política digital para públicos estratégicos como crianças, idosos, residentes rurais e pessoas de renda baixa. 3. DADOS ESTRUTURADOS Na era digital, dados são considerados “o novo petróleo”, e representam a base de uma política digital. Quando bem utilizados, permitem que o governo obtenha uma compreensão mais clara da realidade e promova melhorias com maior agilidade e responsividade. No Brasil já existem muitas fontes diferentes de dados, que frequentemente não conversam entre si, são repetidos

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e até conflitantes. Como exemplo, na área da saúde, apenas 38% dos médicos usam rotineiramente ferramentas eletrônicas de administração e 27% acessam dados clínicos de outros sistemas de saúde (Accenture 2015). 4. ECOSSISTEMA FAVORÁVEL O governo não conseguirá se tornar digital atuando sozinho. Todas as partes interessadas precisam participar da identificação dos problemas e também de suas soluções. O ecossistema de inovação e tecnologia deve ser compreendido por quatro setores: privado, público, academia e terceiro setor. O setor público deve ser responsável pelo capital, financiamento e visão do que se almeja construir e pelas leis. O setor privado envolve investidores, empreendedores e startups. As universidades são responsáveis pela formação de novos talentos e pela produção e difusão de conhecimento e tendências. O terceiro setor é propositor e vigilante de políticas públicas. 5. LIDERANÇA E GOVERNANÇA A liderança tem um papel fundamental em pautar a visão em longo prazo e ditar o ritmo da mudança que se pretende, enquanto que a governança é o que determinará a capacidade dos governos de concretizar a visão, com bom planejamento, execução e avaliação. 6. COMBATE À BUROCRACIA A digitalização de serviços do governo não pode ser a simples transferência de processos burocráticos presenciais ou físicos para sua versão online. Tecnologias ajudam a agilizar procedimentos e eliminar processos. Segundo o relatório Doing Business 2018, o tempo perdido com burocracia custa mais ao Brasil do que impostos. Em média, abrir uma empresa no Brasil leva 80 dias. Devido à complexidade tributária, o processo de pagar impostos é o mais demorado do mundo, consumindo 2.038 horas por empresa por ano.

Habilidades como criatividade, resolução de problemas, pensamento crítico, raciocínio lógico e linguagens de programação devem entrar no modelo de ensino proposto por governos. Isso implica uma profunda transformação de instituições de ensino, com ensino baseado em projetos e não mais em aulas expositivas, entre outras iniciativas. O Brasil ainda carece de mão de obra especializada na área de tecnologia. Até 2019, teremos uma demanda não atendida por 161 mil profissionais da área de Tecnologia da Informação (Cisco, Networking Skills in Latin America, 2016). 8. REGULAÇÃO É fundamental que o ambiente regulatório ofereça a segurança jurídica para o desenvolvimento contínuo do ecossistema. Toda lei ou instrumento administrativo que dificulta a inovação deve ser revisado. As regras do jogo devem permitir que os agentes de transformação possam pilotar, pivotar e contratar inovação. O melhor caminho é criar condições para regulamentar e proteger gestores que inovam, sem jamais perder de vista a responsabilização pelo mau uso de recursos. Os órgãos de controle também não podem ser entraves, mas garantir segurança jurídica, transparência e responsabilidade. 9. MENTES INOVADORAS É importante preparar os governantes, legisladores e juízes para atuarem nesse cenário complexo e de incertezas. A tecnologia evolui em velocidade exponencial, o que significa que nosso contexto está mudando sempre e cada vez mais rápido. Promover uma cultura organizacional de empreendedorismo, tolerância ao risco, segurança para testar, colaboração, transparência, velocidade, cabeça de dono, protagonismo, abertura ao novo, e assim por diante, é essencial para a transformação digital do Brasil. Fonte: GovTech Brazil (govtechbrasil.org.br)

7. EDUCAÇÃO Para inovar e ser um país digital, a educação precisa proporcionar às crianças e jovens os conhecimentos e habilidades necessárias para aproveitarem as oportunidades do mundo contemporâneo.

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LISTA D E D ESEJ OS

QUE TAL UM GADGET ANIMAL!

O Brasil já é o segundo maior mercado pet do mundo! O setor faturou R$ 20 bilhões em 2018. Os brasileiros nunca tiveram tantos animais como hoje. E dê olho nesse crescimento, empresas estão desenvolvendo soluções cada vez mais inusitadas, curiosas e inteligentes especialmente para animais de estimação. Então se você é apaixonado por animais e tecnologia, por um ou outro, não deixe de conferir essa lista de gadgets exclusiva para pets.

OSSO HIGH TECH O Wickedbone é um dispositivo de jogo interativo em forma de osso que funciona como um companheiro verdadeiramente inteligente, divertido e empolgante para seu cão. Através do smartphone, o dono pode criar configurações para o osso tecnológico de acordo com as preferências do pet, como por exemplo incentivando o cão a correr atrás do osso ou deixando que o osso responda aos estímulos do próprio animal. Pode ser carregado com cabo Micro USB, e aguenta ligado até 4 horas. Onde encontrar amazon.com Valor US$ 170 (sem frete e taxas)

BIG BROTHER DOG Veja, converse e lance petiscos para o seu cão mesmo quando não estiver em casa através de seu smartphone ou tablet. Isso mesmo, a Furbo Dog é uma câmera interativa de cães que permite que o dono interaja (por voz) e recompense por bom comportamento (o dispositivo comporta até 100 petiscos), mesmo à distância. O gadget envia alertas de latido em tempo real para o dono verificar o que está acontecendo. Assista tudo em alta definição (1080 pixels Full HD), zoom 4x, grande angular de 160° e visão noturna. Onde compro? shopus.furbo.com Quanto custa? R$ 1.700

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GPS PET Acompanhe todos os passos de seu pet pelo celular, esteja ele em casa, no parque ou em fuga. O Whistle GPS Tracker é colocado no pescoço do cachorro ou gato e, através de um rastreador, envia dados em tempo real. Combina tecnologia de celular e GPS para oferecer o rastreamento mais rápido e preciso a até 3.000 milhas de distância. Também manda alertas por email, no app ou SMS quando o pet deixar a “zona de segurança”. A versão paga permite controlar a qualidade de sono do pet, peso e desempenho de atividades ao longo do dia. Para comprar whistle.com Valor US$ 79

LOUCOS POR BOLAS Tem um dog super ativo em casa? Então esse é o gadget perfeito para você! O iFETCH Too é um atirador automático de bolinhas para cães de médio a grande portes. Acionado pelo próprio animal, possui quatro configurações de distância, pode ser utilizado em ambientes fechados ou abertos e tem bateria recarregável embutida que dura até 300 lançamentos. A marca também oferece uma versão do brinquedo para cães de raças menores. Onde encontro? goifetch.com Quanto custa? US$ 199

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MATÉRIA

▸ Dez startups de Londrina e região que estão em fase

de Operação através do Programa Startup do Sebrae/ PR e precisam desenvolver o MVP ou Produto Mínimo Viável (em inglês Minimum Viable Product) vão contar com o apoio de instituições de ensino superior para a viabilização desses protótipos. O edital do Programa de Inovação Aberta formaliza a parceria com cinco instituições de ensino superior, o Centro Universitário Filadélfia (UniFil), Faculdade Positivo Londrina, Faculdade Cesumar de Londrina (UniCesumar), Instituto Senai de Tecnologia da Informação e Comunicação e Instituto Federal do Paraná (IFPR) Campus Londrina. Segundo Lucas Ferreira, gestor do Projeto Startup do Sebrae/PR - Regional Norte, a proposta surgiu devido às dificuldades enfrentadas por muitas startups para encontrar profissionais capazes de auxiliá-las na finalização de protótipos.

UNIVERSIDADES VÃO DESENVOLVER MVPS PARA STARTUPS PARCERIA VAI VIABILIZAR DESENVOLVIMENTO DE PROTÓTIPOS PARA ACELERAR LANÇAMENTO DE PRODUTOS EM LONDRINA 28 / somosrulez.com.br

“A proposta é juntar alunos com vontade de empreender e que ainda não tiveram uma ideia de modelo de negócio inovador, mas que possuem a experiência e o conhecimento nas áreas de tecnologia e desenvolvimento, com as startups, que encontram um abismo na hora de transformar a solução que idealizaram em um primeiro protótipo que possa ser testado e colocado no mercado." LUCAS FERREIRA Gestor do Projeto Startup do Sebrae/PR - Regional Norte

Em tempo: MVP consiste em lançar um novo produto ou serviço com o menor investimento possível para testar o negócio no mercado antes de aportar grandes investimentos. De acordo com Lucas, as startups com ideias de negócios validadas vão inscrever os seus projetos no edital e estabelecer um porcentual de sociedade para oferecer como contrapartida à equipe de desenvolvimento. Será uma oportunidade para que os alunos se tornem sócios dos negócios. Cada universidade vai selecionar um número determinado de projetos e o desenvolvimento dos protótipos ocorrerá durante todo o segundo semestre deste ano. Esses protótipos podem ser aplicativos, softwares, plataformas de e-commerces. Selecionados os projetos, o trabalho das startups em parceria com os alunos será supervisionado por professores das respectivas instituições de ensino. Além disso, os modelos de negócios receberão mentorias do Sebrae/PR. ▪


GIRO STARTUP

A JORNADA DOS HERÓIS

O EMPREENDEDORES E STARTUPEIROS PARANAENSES ESTÃO COM TUDO! DESCUBRA POR ONDE ANDAM ESSES CURIOSOS E SEDENTOS POR CONHECIMENTO. ELES REGISTRARAM ESSA JORNADA EM EVENTOS SUPER LEGAIS, BORA LÁ CONFERIR?!

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01_ Summit Latam Ambassador Women Techmakers em

Buenos Aires com aproximadamente 30 mulheres na sede do Google. O Paraná contou com 2 representantes: Mayara Schatz (Cascavel) e Stephane Takemiya (Londrina).

02_ Galera do Circuito ON que participou do hackathon para desenvolver novos produtos e serviços para o Sebrae e formas de atender melhor o cliente.

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03_ Flagra dos três times que ganharam o Hackathon Smart Street, em Pato Branco.

04_ Casa cheia no Link SRI, um encontro de inovação promovido pelo Sistema Regional de Inovação, da região Oeste do Paraná.

05_ O Projeto Mulheraço, idealizado por Adriana Pontin, recebeu cerca de 300 mulheres na Expo Londrina 2019 no maior evento de mulheres no agronegócio e tecnologia do Paraná.


EXPECTATIVA Como foi o Conecta Day

DIA 18 DE MAIO ROLOU SPOILER DO CONECTA PR SIMULTANEAMENTE NAS REGIONAIS DO SEBRAE DE TODO PARANÁ. CONFIRA OS MELHORES MOMENTOS DESSE PRÉ-EVENTO QUE CONTOU COM PALESTRAS, PITCHES E MUITO NETWORKING. CASCAVEL

CURITIBA PATO BRANCO

REALIDADE Como será o Conecta PR 2019

▸ Nos dias 26 e 27 de julho, a sede do Sebrae/PR, em Curitiba, será o ponto de

encontro do empreendedorismo nacional com o Conecta 2019. Serão cinco espaços simultâneos com palestras, painéis e workshops, abordando temas como gestão, marketing e capital inovador. O objetivo é reunir empresas líderes de mercado e compartilhar com empreendedores as principais tendências no mundo da inovação. Entre os nomes confirmados, estão: Daniel Mangabeira, da Uber; Maria Teresa Formea, da BCredi; Thais de Paulo Aquino, da Startse; e Yugo Nomura, da Cosan. “Mais que um evento, o Conecta é um movimento que integra o ecossistema de inovação do Paraná. Teremos palestrantes que representam as diversas transformações que têm ocorrido dentro de organizações multinacionais, empresas que estão mudando nossa forma de consumo e de se fazer negócios, como o caso da Uber e da Bcredi. É uma chance única de networking e de acumular bagagem, conhecimento”, afirma o coordenador do Projeto Startup do Sebrae/PR, Rafael Tortato.

PONTA GROSSA Uma das novidades para a edição 2019 do Conecta é a realização do primeiro SDG Tech Awards no Brasil. O prêmio é uma iniciativa da organização dinamarquesa Sustainary, para reconhecer projetos acadêmicos, startups e ações empresariais que estejam alinhadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU. ▪

INSCREVA-SE JÁ! LEIA O QR CODE OU ACESSE PELO LINK! http://startup.sebraepr.com.br/conecta

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MATÉRIA

01_ Oito eventos envolvendo tecnologia e agronegócio foram promovidos em Maringá e região, o Hackathon Agro Tech em Umuarama foi um deles.

A VEZ DAS AGROTECHS SEBRAE/PR ESTIMA CERCA DE 20 STARTUPS EM DESENVOLVIMENTO NA REGIÃO DE MARINGÁ E SÓ EM 2019 EVENTOS AGRO JÁ ORIGINARAM MAIS DE 50 PROJETOS ▸ Estudo da Fundação Certi (Centros de Referência em Tecnologias

Inovadoras), realizado em 2016, evidenciou o agronegócio como setor estratégico para o desenvolvimento de Maringá, no Noroeste do Paraná. De olho na vocação da região, empreendedores estão apostando na criação de startups e negócios digitais para gerar soluções no agronegócio, tornando o setor ainda mais produtivo e inovador. O Sebrae/PR estima que existem cerca de 20 agrotechs em desenvolvimento na região de Maringá. Segundo Nickolas Kretzmann, gestor do Projeto Startup do Sebrae/ PR - Regional Noroeste, ações regionais têm fortalecido o segmento. “O número é extremamente representativo se levarmos em conta que até o ano passado havia menos de 10 projetos e que a perspectiva é de crescimento. Só com os eventos no primeiro semestre de 2019, na região de Maringá, surgiram 51 projetos e ideias de negócios, que agora têm um longo trabalho de validação pela frente.” Desde 2018, o Sebrae/PR junto com sua rede de parceiros e entidades ligadas ao setor do agronegócio, já apoiou e realizou diretamente oito eventos de incentivo ao surgimento de agrotechs na cidade de Maringá e região. Um exemplo é Hackathon Inova Agro, durante a Expoingá 2019, com 32 equipes participantes. O time vencedor criou um aplicativo para locação de propriedades rurais, apelidado de “Airbnb do pasto”. São ‘locomotivas’ desse movimento, junto ao Sebrae/PR, as sociedades rurais de Maringá, Paranavaí e Umuarama, Sicredi, Cocamar, ABAM, Iapar, Tecpar e outros. Para 2020, Nickolas adianta que haverá uma linha de atuação específica para agrotechs com propósito de potencializar ainda mais parceiros e ações de transformação. Ele revela também estar no radar a criação de uma aceleradora de agtechs e um fundo de investimento de capital de risco para o setor, em Maringá. 32 / somosrulez.com.br

02_ Cem pessoas se inscreveram no Startup Weekend Maringá focado em soluções para o agronegócio.

CASES LOCAIS Cliente do Sebrae/PR, a maringaense Farmer’s (farmersconsultoria.wixsite.com), dos engenheiros agrônomos Leonardo Kami, José Eduardo Ferrari e Carlos Eduardo Herling Ulloffo, saiu do papel em 2015. As atividades de consultoria foram implementadas e hoje a empresa realiza levantamento de dados de colheita, solo e desenvolvimento de culturas, gerando informações para um melhor diagnóstico e, consequentemente, planejamento e gestão mais assertivos no campo. Atuando no Norte e Noroeste do Paraná, sul do Mato Grosso do Sul e em uma área do Paraguai, a Farmer’s está com mais de 50 clientes em 2019. “A meta é continuar crescendo, para isso estamos investindo e buscando parcerias nacionais e internacionais.” LEONARDO ATSUSHI KAMI Engenheiro agrônomo e sócio da Farmer's De Campo Mourão, a Pro Solus (prosolus.com.br) fabrica, desde 2003, equipamentos para agricultura de precisão. A empresa faz negócios no Brasil, Paraguai e Argentina, com mais de 450 pontos de venda. A expectativa é entrar pela quinta vez no ranking da pesquisa Pequenas e Médias Empresas que Mais Crescem, realizada pela consultoria Deloitte em parceria com a Exame. “Em vez de soluções ultrassofisticadas, distantes de muitos agricultores, passamos a oferecer um produto simplificado.” FERNANDO YUKIO MIZOTE Engenheiro de automação e sócio-diretor da Pro Solus Crédito: Divulgação


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DANIELLE VIEIRA

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DANIELLE VIEIRA Especialista em Marketing, com experiência de nove anos atuando no ecossistema de inovação e startups, coordenando projetos pioneiros na América Latina voltados para o Corporate Venture, junto à ABStartups. Fundadora do Startup Sorocaba, sócia da 4 Legacy Ventures, da Be Exponential e Growth Marketing na startup bxblue. Professora convidada em cursos de graduação e MBA e facilitadora de programas nacionais e internacionais.

k danielle@startupsorocaba.com C /daniellevieiramkt

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or que será que algumas pessoas e organizações são mais inovadoras, mais influentes e até mais rentáveis que outras? Por que muitas delas conseguem maior fidelidade tanto dos clientes quanto de colaboradores? Começar com esses e outros porquês vale tanto para pequenos como para grandes negócios, para ideias ou startups, tanto para o universo de entidades sem fins lucrativos como na política. Quem começa pelo porquê das coisas jamais manipula, pelo contrário: inspira. E as pessoas seguem pessoas assim porque querem, não porque precisam. Eis a diferença! Simon Sinek em seu livro Start With Why (título traduzido no Brasil como Por Quê?: Como grandes líderes inspiram à ação”) e em seu TED sobre o tema disponível no YouTube fala sobre esse modelo de liderança que faz com que pessoas e empresas exerçam sua posição de destaque. Ele percebeu que todos os líderes inspiradores e organizações do mundo pensam, agem e se comunicam da mesma forma e, a partir dessa conclusão, desenvolveu o que chama de Círculo Dourado (do inglês Golden Circle). Líderes e empresas mais inspiradores partem do centro para fora do Golden Circle e não o inverso. Primeiro reforçam o que acreditam, ou seja, o que os faz agir e dessa forma conseguem se comunicar claramente, motivando as pessoas ao seu redor. Da mesma forma que você tem propósitos, ao criar uma empresa ela também deve ter uma “razão de existir” (ah, e aqui vale a ressalva de que ganhar dinheiro é apenas uma consequência). Analisemos o exemplo da Apple. Se ela fosse como todas as outras empresas provavelmente sua principal mensagem de marketing seria algo parecido com: “Nós fazemos os melhores computadores. Eles têm um design único, desempenho excelente, são simples e fáceis de usar. Quer comprar um?”. Na mensagem podemos identificar apenas o WHAT e como diz Sinek: “É assim que a maioria de nós se comunica, é assim que o marketing é feito, é assim que as vendas são feitas”. Mas se a maioria das empresas se comunica assim, o que há de errado nisso? Dizer que a sua empresa é a melhor do mundo não é capaz de levar um consumidor à ação. Quando as empresas se comunicam começando pelo porquê, aquilo que fazem não funciona mais

como razão da compra ou escolha e passam a servir como forma de tangibilizar a causa. O mais importante não é o QUE, mas sim o PORQUÊ. Agora veja a diferença nesse posicionamento da Apple: “Tudo o que fazemos, nós fazemos pensando em desafiar o status quo. Nós acreditamos que pensar diferente faz toda diferença (WHY). A maneira que encontramos para fazer isso foi criando nossos produtos com design único, simples e fáceis de usar (HOW). É somente dessa forma que surgem os melhores computadores do mundo (WHAT). Quer comprar um?” Aposto que antes mesmo de terminar de ler você já estava com o cartão de crédito nas mãos. Sabe por que? Porque as pessoas não compram o que você faz, mas porquê você faz! Comece fazendo esse exercício: descubra o seu porquê, o que sustenta o que a sua empresa oferece ao mercado e oriente a maneira como eles serão oferecidos. Com base no propósito de marca, sua empresa se comunicará de maneira mais eficiente com o mercado. O objetivo não é fazer negócios com todo mundo que precisa do que você tem, mas com pessoas que acreditam no que você acredita. ▪

MANUAL DE INSTRUÇÕES WHY: explica o PORQUÊ você faz o que faz, qual é o significado de tudo isso, ou seja, seu(s) verdadeiro(s) propósito(s). Qual é sua causa? Porque a sua empresa existe? Porque você levanta e sai da cama todos os dias? Qual é a sua motivação? HOW: diz respeito a COMO você faz, que também pode ser entendido como os objetivos, ou seja, as ações práticas e concretas que farão você alcançar seu(s) propósito(s). Inclui os valores e as crenças que você tem. Esse também será o seu diferencial, aquilo que irá fazer você ou o seu negócio se destacarem na multidão. WHAT: é o QUE você efetivamente faz ou vende. 100% das pessoas e das organizações sabem o que fazem, portanto, essa pergunta acaba sendo uma das mais fáceis de ser respondida.


Construa a ferramenta em formato de frase, começando obrigatoriamente pelo Porquê e usando elementos de ligação adequados, como por exemplo através de, por meio de, oferecendo, entre outras. Preste muita atenção em cada palavra utilizada, elas são importantes, e cuidado com para não ser amplo ou genérico demais e cair no lugar comum. E lembre-se: aquilo que você entrega é uma prova da autenticidade do seu propósito.

Tem a ver com propósito e legado, então explique o PORQUÊ você faz o que faz, qual é o significado de tudo isso, ou seja, seu(s) verdadeiro(s) propósito(s). Qual é sua causa? Porque a sua empresa existe? Porque você levanta e sai da cama todos os dias? Qual é a sua motivação?

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Golden Circle

#3 - O que

#2 - Como

Tem a ver com produtos e serviços, então explique o QUE você efetivamente faz ou vende. Isso quer dizer, o resultado de seu projeto, o seu produto final, o serviço que você presta, que é a parte mais concreta do seu empreendimento.

Tem a ver com métodos e processos, então explique COMO você faz, ou seja, as ações práticas e concretas que farão você alcançar seu(s) propósito(s). Inclua seus valores e crenças, pois também compõem seu diferencial, isso quer dizer, aquilo que fará você ou o seu negócio se destacar na multidão.

Golden Circle é uma metodologia criada por Simon Sinek. A Rulez reuniu os princípios desse conceito e transformou nesse modelo visual para facilitar a utilização. É só recortar, colar no board do escritório ou compartilhar com o time.


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Rulez #11 / 2019  

Empreendedores usam realidade virtual para treinar pitches / A pivotada da paranaense que transformou sua lojinha em uma gigante com mais de...

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