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WILLIAM CEREJA THEREZA COCHAR

9

o ano

PORTUGUÊS

LINGUAGENS

COMPONENTE CURRICULAR

LÍNGUA PORTUGUESA 9O ANO

MANUAL DO PROFESSOR

Capa-PL9-PNLD 2017-LP-Boneco.indd 1

30/03/15 14:18


WILLIAM ROBERTO CEREJA Professor graduado em Português e Linguística e licenciado em Português pela Universidade de São Paulo Mestre em Teoria Literária pela Universidade de São Paulo Doutor em Linguística Aplicada e Análise do Discurso na PUC-SP Professor da rede particular de ensino em São Paulo, capital

THEREZA COCHAR MAGALHÃES Professora graduada em Português e Francês e licenciada pela FFCL de Araraquara, SP Mestra em Estudos Literários pela Unesp de Araraquara, SP Professora da rede pública de ensino em Araraquara, SP

Autores também de:

Obras para o ensino fundamental: Português: linguagens (1º ao 5º ano) Gramática – Texto, reflexão e uso (6º ao 9º ano) Gramática reflexiva (6º ao 9º ano) Todos os textos (6º ao 9º ano)

PORTUGUÊS L I N G UAG E N S

9

MANUAL DO PROFESSOR

Obras para o ensino médio: Português: linguagens Literatura brasileira Literatura portuguesa Gramática reflexiva – Texto, semântica e interação Texto e interação Interpretação de textos

COMPONENTE CURRICULAR

LÍNGUA PORTUGUESA 9O ANO

9ª edição reformulada São Paulo, 2015

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Português: Linguagens – 9º ano (Ensino Fundamental) © William Roberto Cereja / Thereza Cochar Magalhães, 2015 Direitos desta edição: Saraiva S.A. – Livreiros Editores, São Paulo, 2015 Todos os direitos reservados

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Cereja, William Roberto Português linguagens, 9º ano / William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 9. ed. reform. – São Paulo : Saraiva, 2015. ISBN 978-85-02-63232-5 (Manual do Professor Digital)

Suplementado pelo manual do professor. Bibliografia. ISBN 978-85-02-62858-8 (aluno) ISBN 978-85-02-62859-5 (professor)

ISBN 978-85-02-63230-1 (PDF aluno)

1. Português (Ensino fundamental) I. Magalhães, Thereza Cochar. II. Título.

15-02576

CDD-372.6 Índices para catálogo sistemático: 1. Português : Ensino fundamental

Gerente editorial Editor responsável Editores Preparação de texto

372.6

M. Esther Nejm Noé G. Ribeiro Mônica Rodrigues de Lima, Paula Junqueira, Caroline Zanelli Martins, Fernanda Carvalho Célia Tavares

Propostas de textos e atividades

Norberto Lourenço Nogueira Júnior, Carolina Assis Dias Vianna

Coordenador de revisão Revisores

Camila Christi Gazzani Cesar G. Sacramento, Felipe Toledo, Luciana Azevedo, Maura Loria, Sueli Bossi Cristina Akisino Camila Losimfeldt, Rodrigo Souza, Ana Szcypula, Juliana Prado

Coordenador de iconografia Pesquisa iconográfica Gerente de artes Coordenador de artes Design Fotos de capa Diagramação Edição de arte Ilustrações Produtor gráfico

Ricardo Borges José Maria de Oliveira Homem de Melo & Troia Design Diomedia/Radius Images, meaofoto/Shutterstock, Fernando Gonsales, Ricardo Dantas Francisco Augusto da Costa Filho, Paola Nogueira, Felipe Frade Marcos Zolezi Alexandre Camanho, Avelino Guedes, Estúdio Brx, Jefferson Galdino, Natalia Forcat, Roberto Weigand Robson Cacau Alves

732.493.009.001   Impressão e acabamento O material de publicidade e propaganda reproduzido nesta obra está sendo utilizado apenas para fins didáticos, não representando qualquer tipo de recomendação de produtos ou empresas por parte do(s) autor(es) e da editora.

Rua Henrique Schaumann, 270 – Cerqueira César – São Paulo/SP – 05413-909

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5/12/15 4:18 PM


Apresentação Caro estudante: Este livro foi escrito para você. Para você que é curioso, gosta de aprender, de realizar coisas, de trocar ideias com a turma sobre os mais variados assuntos, que não se intimida ao dar uma opinião... porque tem opinião. Para você que gosta de trabalhar às vezes individualmente, às vezes em grupo; para você que leva a sério os estudos, mas gosta de se descontrair, porque, afinal, ninguém é de ferro. E também para você que, “plugado” no mundo, viaja pela palavra, lendo livros, jornais ou revistas; viaja pelo som, ouvindo música ou tocando um instrumento; viaja pela imagem, apreciando uma pintura, lendo quadrinhos, assistindo à tevê ou a um vídeo, ou navega pela Internet, procurando outros saberes e jovens de outras terras para conversar. Para você que às vezes é pura emoção, às vezes sentimental, às vezes bem-humorado, às vezes irrequieto, e muitas vezes tudo isso junto. E também para você que, dinâmico e criativo, não dispensa um trabalho diferente com a turma: visitar um museu, entrevistar uma pessoa interessante, encenar uma peça de teatro para outras classes, discutir um filme, montar um livro com poemas seus e de seus amigos, desenhar uma história em quadrinhos, tornar o mural da escola um espaço de divulgação de assuntos de interesse geral, participar de um seminário, de um debate público, etc., etc. Para você que transita livremente entre linguagens e que usa, como um dos seus donos, a língua portuguesa para emitir opiniões, para expressar dúvidas, desejos, emoções, ideias e para receber mensagens. Para você que gosta de ler, de criar, de falar, de rir, de criticar, de participar, de argumentar, de debater, de escrever. Enfim, este livro foi escrito para você que deseja aprimorar sua capacidade de interagir com as pessoas e com o mundo em que vive. Um abraço, Os Autores.

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Acesse aqui o Manual do Professor Multimídia

CAPÍTULO 1

unidade 1 Caia na rede! O registro de mim mesmo

Caco Galhardo

DIOMEDIA / Cultura RF / Henglein and Steets

Painel de imagens

Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A reportagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

12 13 13

Para escrever com expressividade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O discurso citado nos textos jornalísticos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A língua em foco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . As orações subordinadas substantivas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Classificação das orações substantivas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Orações substantivas reduzidas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . As orações substantivas na construção do texto . . . . . . . . . . . . . Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

17 17 18 18 20 22 23 24

..............................................

De olho na escrita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 Plural dos substantivos compostos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28

CAPÍTULO 2

Posto... Logo, existo!

Photos 12 - Cinema/Diomedia

Selfies, Marcelo Coelho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Leo Burnett

Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A linguagem do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A língua em foco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O pronome relativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Como analisar sintaticamente o pronome relativo . . . . . . . . . . O pronome relativo cujo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O pronome relativo onde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O pronome relativo na construção do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . Semântica e discurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

29 31 31 32 32 32 34 34 37 39 40 41 42

De olho na escrita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 Plural dos adjetivos compostos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44

Thinkstock/Getty Images/ Shutterstock/ WMO

CAPÍTULO 3

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Eu: entre o real e o ideal Perfis de redes sociais são retratos ideais de nós mesmos, Antônio Prata . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

45

Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A linguagem do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Leitura expressiva do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cruzando linguagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ler é reflexão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

46 46 47 47 48 49 49

6/1/15 6:40 PM


Fernando Gonsales

Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 O editorial. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 A língua em foco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 As orações subordinadas adjetivas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 Classificação das orações adjetivas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 Orações adjetivas reduzidas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 As orações adjetivas na construção do texto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61 Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62

Passando a limpo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63

INTERVALO

Projeto: Jovem: o que você quer?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66

unidade 2 Amor CAPÍTULO 1

O primeiro amor

Roberto Weigand

Felicidade clandestina, Clarice Lispector

. . . . . . . . . . . . . .

70

Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A linguagem do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

72 72 73 74

Fernando Gonsales

Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74 O conto (I) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74 Para escrever com expressividade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77 O discurso citado: o discurso indireto livre . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77 A língua em foco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . As orações subordinadas adverbiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Classificação das orações adverbiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Orações adverbiais reduzidas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . As orações adverbiais na construção do texto . . . . . . . . . . . . . . . . Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

79 79 81 83 86 87

Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89

Bridgeman Images/Keystone Brasil/ Southampton City Art Gallery, Hampshire, Inglaterra

CAPÍTULO 2

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Amar não tem idade Painel de imagens

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

90

Cruzando linguagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92 Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93 O conto (II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93 O tempo e o espaço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93 A língua em foco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 O período composto por coordenação: as orações coordenadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 Classificação das orações coordenadas sindéticas . . . . . . . . . . . 99

3/27/15 3:28 PM


N.E. Thing Enterprises

As orações coordenadas na construção do texto . . . . . . . . . . . . 101 Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102 De olho na escrita

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Adjetivos pátrios

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Adjetivos pátrios compostos

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

104 104 105

Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106

CAPÍTULO 3

O verdadeiro presente

Jefferson Galdino

A visita, Walcyr Carrasco

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

107

Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108 Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108 A linguagem do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109 Leitura expressiva do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110 Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110 Ler é diversão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110 Produção de texto

Alexandre Camanho

111 O conto (III) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111

A língua em foco

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

113 Figuras de sintaxe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113 As figuras de sintaxe na construção do texto . . . . . . . . . . . . . . . . 117 Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

De olho na escrita: tem ou têm? vem ou vêm?

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

119

Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121

Passando a limpo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122

INTERVALO

Projeto: Quem conta um conto aumenta um ponto

. . . . . . .

126

unidade 3 Ser jovem CAPÍTULO 1

O brilho do consumo A crueldade dos jovens, Walcyr Carrasco . . . . . . . . . . . . . . 130 Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

132

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

133

Compreensão e interpretação A linguagem do texto

Leitura expressiva do texto

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

133

Attílio

Cruzando linguagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133

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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

134

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

135

Trocando ideias Ler é reflexão

3/24/15 2:03 PM


Ingram/Other Images

Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 O debate regrado público . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 Para escrever com expressividade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142 O verso e seus recursos musicais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142 Verso e estrofe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143 Métrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143 Rima . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 144 Ritmo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 145 A língua em foco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147 Estrutura e formação de palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147

Lucas Lima

Estrutura das palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 148 Formação das palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 Estrutura e formação de palavras na construção do texto . . . 154 Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 155 Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157

CAPÍTULO 2

Ser jovem é…

Top Foto/Keystone Brasil

Painel de imagens

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

158

Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 160 O debate regrado público: o papel do moderador . . . . . . . . . . . . . . 160 A língua em foco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Concordância – A concordância nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Concordância nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A concordância na construção do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

165 165 167 170 172

De olho na escrita: c, ç ou ss?

173

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 176

Thinkstock/Getty Images

CAPÍTULO 3

De frente para a vida . . . . . .

177

Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A linguagem do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Leitura expressiva do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O artigo de opinião . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A língua em foco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

179 179 181 182 182 182 182 185

Para Maria da Graça, Paulo Mendes Campos

O. Soglow/ Intercontinental Press

A concordância verbal

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

185

Regra geral. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 185 Concordância do verbo com o sujeito simples. . . . . . . . . . . . . . . 186 Concordância do verbo com o sujeito composto . . . . . . . . . . . . 187 Concordância do verbo ser . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 189 Casos especiais de concordância . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 189 Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 192

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De olho na escrita: e ou i?, o ou u? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 194 Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 196 Passando a limpo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197

INTERVALO

Projeto: Jovem: cadê sua opinião? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200

unidade 4 Nosso tempo CAPÍTULO 1

“Mais louco é quem me diz...”

© Corbis/ Latinstock

Psicopata ao volante, Fernando Sabino . . . . . . . . . . . . . . . Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A linguagem do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Leitura expressiva do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cruzando linguagens. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O texto dissertativo-argumentativo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Fernando Gonsales

Para escrever com coerência e coesão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A articulação (I) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A língua em foco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sintaxe de regência – Regência verbal e nominal. . . . . . . . . . . . . . . . Regência verbal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Regência nominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A regência na construção do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

204 206 206 207 207 208 209 210 210

215 215 219 219 220 222 224 226

Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227

CAPÍTULO 2

O igual que é diferente

Joaquín Salvador Lavado (QUINO).

Cartum, Quino

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 230 A informatividade e a qualidade dos argumentos. . . . . . . . . . . . . . . 230 Para escrever com coerência e coesão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 236 A articulação (II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 236 A língua em foco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A regência – A crase. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Casos especiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Cláudio

228

238 238 239 241

De olho na escrita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 241 Emprego do pronome demonstrativo (I) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 241 Emprego dos pronomes demonstrativos em relação ao espaço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 242 Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 243

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Claudius

CAPÍTULO 3

Ciranda da indiferença No trânsito, a ciranda das crianças, Ignácio de Loyola Brandão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 244

Ziraldo

Didier Lévy e Catherine Meurisse

Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A linguagem do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ler é reflexão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

246 246 247 248 248

Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 249 O texto dissertativo-argumentativo: continuidade e progressão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 249 A língua em foco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Colocação – A colocação pronominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Colocação pronominal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A colocação pronominal na construção do texto . . . . . . . . . . . Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

255 255 256 260 261

De olho na escrita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 263 Emprego do pronome demonstrativo (II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 263 Emprego dos pronomes demonstrativos em relação a elementos do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 263 O pronome demonstrativo em relação ao tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 264 Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 265

Passando a limpo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 266

INTERVALO

Projeto: No nosso tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 270

BIBLIOGRAFIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 272 MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

273

6/1/15 7:37 PM


Pu b li sh ing /D

iom e

dia

Caia na rede! Pela Internet

Thinkstock/Getty Images

Ing ram

Criar meu web site Fazer minha homepage Com quantos gigabytes Se faz uma jangada Um barco que veleje [...] Laerte

(Gilberto Gil. Todas as letras. Organização de Carlos Rennó. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 368.)

(Laerte. Hugo para principiantes. São Paulo: Devir, 2005. p. 34.)

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1

Columbia Pictures/Album

LIVROS

FILMES

Cena do filme A rede social (2010).

MUSEUS

Liberdade virtual, de Sylvio Gonçalves (Saraiva); Só entre nós — Abelardo e Heloísa, de Júlio Emílio Braz e Janaina Vieira (Saraiva); A face oculta — Uma história de bullying e cyberbullying, de Maria Tereza Maldonado (Saraiva); Internet na escola, de Adail Sobral (Loyola); O senhor das moscas, de William Golding (Publifolha).

Os estagiários, de Shawn Levy; A rede social, de David Fincher; Hackers — Piratas de computador, de Iain Softley; Mens@gem para você, de Nora Ephron; a série Matrix, de Andy e Lana Wachovsky.

Leonardo da Vinci. Monalisa, c. 1503-1506. Museu do Louvre, Paris, França.

Editora Saraiva

UNIDADE

Conheça de perto mais de 1 000 obras de arte de 17 museus do mundo, acessando o Art Project em: http://www. google.com/culturalinstitute/ project/art-project.

Professor: Inclua em seu planejamento as atividades que envolvem a realização do projeto.

INTERVALO Projeto

Ouça a música “Pela Internet”, de Gilberto Gil.

MÚSICA

Jovem: o que você quer? Produção de um jornal e montagem de uma mostra sobre o jovem de diferentes épocas.

http://internetsegura.br/dicas-jovenscriancas/

SITE 11

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3/27/15 3:47 PM


A união do celular com a máquina fotográfica digital gerou o fenômeno dos selfies e das fotos descartáveis. Hoje tudo é fotografado: o primeiro passo de um bebê, um prato delicioso num restaurante , um beijo de namorados, um animal de estimação … Por que temos o desejo de registrar (e depois descartar) tudo o que vemos à nossa volta? Professor: Sugerimos desenvolver esta atividade oralmente.

1

2

3

4

5

Nani

© Jack Kurtz/ZUMA Press/Corbis/ Latinstock

DIOMEDIA / Cultura RF / Henglein and Steets

Observe o seguinte painel de imagens.

© Joe O’Brien/Corbis/ Latinstock

1

O registro de mim mesmo

© Ezra Acayan/NurPhoto/NurPhoto/ Corbis/Latinstock

CAPÍTULO

12 010-028-U1-Cap1-PL9-PNLD2017.indd 12

3/24/15 2:15 PM


1. O painel apresenta quatro fotografias e um cartum. O que há em comum entre todas as imagens?

2. Levante hipóteses sobre o local e a situação em que ocorre cada cena. Além de si mesma, o que a pessoa pretendeu registrar:

Nani

Todas elas mostram pessoas fazendo selfies, isto é, fotografando a si mesmas.

a) na foto 1? O beijo do casal. b) na foto 2? Um incêndio. c) na foto 3? O soldado vestido com uniforme de trabalho. d) na foto 4? Uma manifestação de protesto. e) no cartum? A explosão de uma bomba atômica.

3. Sobre os selfies, responda: Resposta pessoal. É provável que os alunos apontem a fotografia do homem no incêndio, pelo fato de que em uma situação de tragédia dificilmente alguém pensa em fazer um selfie. b) Qual é mais comum? Por quê? O selfie mais comum é o do casal, pois namorados costumam registrar momentos do relacionamento.

a) Qual causou maior estranhamento em você? Por quê?

4. A propósito da foto 3, levante hipóteses: a) Por que o rapaz está de uniforme? Ele é um soldado e está a trabalho. b) Por que ele está fazendo um selfie? Provavelmente para se registrar na condição de soldado ou no local em que estava.

5. A propósito da foto 4, levante hipóteses: a) O que significam as fitas pretas coladas sobre a boca das mulheres? Significam uma forma de protesto e sugerem que as mulheres não podem falar ou estão sofrendo censura.

b) Com que objetivo as mulheres se fotografaram nesse contexto?

Provavelmente para registrar a participação delas em uma manifestação política e divulgar a foto em redes sociais, o que também tem, pela repercussão, um significado político.

6. Observe novamente o cartum. a) O que a caveira representa?

Ela representa a morte ou o pós-morte.

b) Por que ela está fazendo um selfie?

Porque a explosão da bomba atômica é um acontecimento, e ela quer registrar esse momento.

c) Considerando que um cartum é uma espécie de anedota visual que geralmente ironiza e critica situações cotidianas, responda: O que o cartum de Nani critica ou ironiza? Critica e ironiza o modismo dos

selfies, mostrando que até a morte ou alguém em um estágio pós-morte quer fazer um selfie diante de um acontecimento nefasto como a explosão de uma bomba atômica.

7. Os selfies tornaram-se uma verdadeira mania entre pessoas de todas as idades. O que você acha dessa prática?

Resposta pessoal.

Produção de texto A REPORTAGEM Dos gêneros jornalísticos, você já conheceu a notícia oral e a impressa, a entrevista oral e a impressa, a carta de leitor, a carta-denúncia. Neste capítulo e no seguinte, você vai conhecer a reportagem. Leia a reportagem a seguir.

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Teclar demais no celular pode causar “WhatsAppinite” lação direta do uso no WhatsApp e do quadro que apare­ ceu logo em seguida. Foram seis horas diretas de uso do app, um fator que desencadeou a tendinite.” Apesar do problema, a paciente diagnosticada com “WhatsAppinite” não cumpriu a indicação médica e voltou a enviar mensagens pelo aplicativo na véspera de Ano Novo.

Folhapress

(Stephanie Silveira. Folha de S. Paulo, 7/4/2014.)

Thinkstock/Getty Images

Uma mulher de 34 anos recebeu o diagnóstico de ‘WhatsAppinite’, inflamação nos polegares e punhos pelo uso excessivo do smartphone e do aplicativo de mensagens de texto WhatsApp. O caso foi descrito na revista de medici­ na “The Lancet” por uma médica da Espanha. A paciente chegou ao hospital com fortes dores nas mãos e relatou que, na véspera de Natal, ficou trabalhan­ do, por isso no dia seguinte passou cerca de seis horas trocando mensagens de boas festas. O movimento contínuo e repetitivo com os polega­ res causou a ‘WhatsAppinite’. O tratamento prescrito foi abstinência total do telefone, além de anti­inflamatórios. A inflamação nos músculos da região da mão e antebraços pelo uso de dispositivos tecnológicos não é nova. Na década de 1990, médicos relataram a ‘Ninten­ dinite’, ou ‘Nintendo thumb’, diagnosticada em usuá­ rios constantes de videogames. Nos anos 2000, veio a ‘BlackBerry thumb’ e a ‘Tendinite de SMS’, que ocor­ riam nos donos dos primeiros celulares. Segundo o ortopedista Mateus Saito, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da USP, a ‘WhatsAppinite’ é mais comum do que se imagina e o número de pessoas atingidas cresce diariamente. “Muitos profissionais tentam transformar o smart­ phone num escritório portátil, mas esses aparelhos não estão adaptados a um uso tão constante e repetido.” Saito ressalta que uma das formas de evitar proble­ mas é utilizar smartphones e tablets para consumir infor­ mação e não para produzir textos longos. “A interface desses aparelhos ainda precisa melho­ rar. Não dá para substituir um computador quando se quer saúde para as mãos.” O fisioterapeuta Rodrigo Peres diz que, para usuá­ rios constantes de dispositivos móveis, é importante for­ talecer os músculos. “Exercícios localizados e fisioterapia ajudam a reduzir as dores.” Outras dicas são alternar as posições de uso e usar compressas geladas para amenizar o processo inflamatório. O reumatologista José Ribamar Moreno, especia­ lista em dor, recomenda que, caso seja necessário teclar por mais de 45 minutos, sejam feitos intervalos de 15 minutos. Segundo ele, há fatores que podem gerar mais risco de desenvolver tendinite. “Gravidez, obesidade, estresse, tabagismo e sedentarismo são fatores de risco. É importante não somar fa­ tores.” O médico ainda ressalta a importância do diagnóstico de “WhatsAppinite”, que ligou a dor ao uso de um dispositivo específico. “O interessante do diagnóstico é que a autora conseguiu fazer a re­

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1. Como a notícia, a reportagem também é um gênero jornalístico.

Enquanto a notícia relata um fato de forma mais ligeira e impessoal, a reportagem dá a conhecer um fato com maior profundidade, ampliando-o não só com dados estatísticos, fotografias, entrevistas, etc., mas também com a opinião do jornal ou do jornalista e de pessoas envolvidas com o assunto. b) Em que veículos aparecem as reportagens? Em jornais escritos e falados, em revistas e na Internet.

a) Em que a reportagem difere da notícia?

2. Como vimos anteriormente, entre os gêneros jornalísticos existem os que visam à informação e os que visam ao comentário. Tomando por base a reportagem em estudo, responda: A que visa o gênero reportagem? À informação e ao comentário.

3. A reportagem lida tem por assunto o uso do smartphone e do WhatsApp, um aplicativo de mensagens de texto. a) Segundo o texto, quais são as consequências do uso excessivo desses recursos tecnológicos? As consequências são problemas nas articulações, diagnosticadas como “WhatsAppinite”.

b) O que leva à doença?

Os movimentos contínuos e repetitivos, que produzem inflamação.

c) Qual é o tratamento recomendado? A abstinência total do smartphone e anti-inflamatórios.

Alamy/Glow Images

4. Para enriquecer a abordagem do assunto, a reportagem cita a opinião de especialistas que oferecem dicas sobre como evitar a doença. Que dicas dá: a) o ortopedista Mateus Saito?

Segundo ele, o usuário deve usar smartphones e tablets para consumir informação e não para produzir textos longos. b) o fisioterapeuta Rodrigo Peres? Segundo ele, o usuário precisa fortalecer os músculos, alternar as posições de uso e fazer compressas geladas para amenizar o processo inflamatório.

c) o reumatologista José Ribamar Moreno?

Segundo ele, quando a pessoa precisar teclar por mais de 45 minutos, deve fazer intervalos de 15 minutos.

5. Observe os infográficos que ilustram o texto principal da reportagem em estudo. Que papel eles têm? Eles têm o papel de retomar as dicas principais dadas no texto e ampliar o assunto com novos dados, novas dicas e orientações.

6. Os textos jornalísticos apresentam, de modo geral, uma linguagem impessoal. Entretanto, nas reportagens, os jornalistas às vezes deixam transparecer sua opinião sobre o assunto de que tratam. Isso ocorre na reportagem em estudo? Não.

7. Uma reportagem é constituída de vários textos, nos quais normalmente são apresentados fatos, opiniões, tabelas e mapas relacionados ao assunto principal. Entre as afirmações a seguir, indique aquela que corresponde ao modo como as informações chegam ao leitor na reportagem em estudo. a) De forma impessoal, com simplicidade e objetividade, porém com a exposição de opiniões pessoais. X

b) As opiniões dos entrevistados são citadas diretamente, porém subordinadas ao ponto de vista da equipe de reportagem, que busca imparcialidade. c) O texto, em seu todo, é constituído apenas do texto principal, de responsabilidade da equipe de reportagem, sem a utilização de outros tipos de texto.

8. Observe a linguagem empregada na reportagem em estudo. a) Indique, no caderno, o item em que ela é caracterizada de maneira apropriada: • Subjetiva e com o emprego de palavras de uso não corrente na língua. X • Clara, objetiva, direta, tendendo à impessoalidade e acessível à maioria dos leitores. • Coloquial e com o emprego de gírias. b) Que variedade linguística é utilizada? Uma variedade de acordo com a norma-padrão. c) Nas formas verbais, que tempo predomina? E que pessoa? O presente do indicativo e a 3ª pessoa do singular. O pretérito perfeito é empregado apenas no relato e na descrição do caso que motivou a reportagem.

Professor: Com as conclusões dos grupos, sugerimos montar coletivamente na lousa um quadro com as características básicas da reportagem.

9. Reúna-se com seus colegas de grupo e, juntos, concluam: Quais são as características de uma reportagem? Apresenta informações de modo mais aprofundado do que a notícia e também opiniões e pontos de vista sobre fatos e assuntos que interessam ao público do jornal ou da revista. Estabelece ligações entre o fato principal e fatos paralelos, por meio de citações, trechos de entrevistas, tabelas, mapas, boxes informativos, dados estatísticos, fotografias, etc. Busca a impessoalidade, mas pode conter, a respeito do assunto tratado, o ponto de vista do seu autor e de entrevistados. A linguagem tende à impessoalidade e segue a norma-padrão.

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AGORA É A sua

vez

Forme com colegas um grupo para produzir uma reportagem sobre o tema: Os jovens de hoje e a tecnologia. Vocês poderão desenvolver um ou alguns dos diferentes aspectos que envolvem o tema. Eis alguns deles: • Problemas de saúde decorrentes do uso exagerado da tecnologia, como dores lombares e tendinites resultantes da má postura diante do computador de mesa • Deficit de atenção por causa do alto número de horas usando o computador ou navegando na Internet • Problemas de socialização resultantes da preferência por contatos e relacionamentos virtuais • A baixa qualidade do que se vê na Internet e a falta de outras fontes de informação • A obrigação de estar nas redes sociais e ficar todo o tempo conectado Se quiserem, abordem outro aspecto relativo ao tema. A reportagem será incluída no jornal que o grupo deverá montar e expor no projeto Jovem: o que você quer?, do capítulo Intervalo.

• Delimitem o tema, escolhendo o(s) aspecto(s) que querem desenvolver. • Escolham o enfoque que darão ao tema: informativo, crítico ou apon• • • • • •

tando aspectos positivos e negativos, etc. Procurem informações em jornais, revistas, livros e na Internet. Reúnam textos que tratem do assunto e, se possível, façam entrevistas com adolescentes que gostam de tecnologia. Organizem o material obtido e escrevam a reportagem procurando transmitir junto com as informações o ponto de vista da equipe sobre o assunto, assim como o dos entrevistados. Procurem estabelecer conexões entre o assunto principal e assuntos paralelos, por meio de citações, reprodução de trechos de entrevistas, boxes informativos, estatísticas, fotografias, etc. Utilizem uma linguagem objetiva e direta e empreguem uma variedade linguística de acordo com a norma-padrão. Tenham em mente o leitor da reportagem — colegas, professores e funcionários da escola, familiares e amigos que serão convidados a visitar a mostra que a classe montará no capítulo Intervalo. Planejem o aspecto visual da reportagem, isto é, como será a distribuição dos textos, das fotos, etc. Lembrem-se de que as fotos devem ser acompanhadas de legendas e do crédito do fotógrafo. Deem à reportagem um título que atraia a atenção do leitor e, ao mesmo tempo, seja o anúncio do assunto. Se necessário, criem também um subtítulo. Montem a reportagem.

GraphicaArtis/Corbis/Latinstock

Planejamento do texto

Revisão e reescrita • • • •

Concluída a produção da reportagem, releiam-na, observando: se ela apresenta informações, opiniões e diferentes pontos de vista sobre o assunto; se há conexões entre o fato principal e fatos paralelos, estabelecidas por meio de citações, reprodução de trechos de entrevistas, boxes informativos, gráficos, infográficos, fotografias, etc. se a linguagem está de acordo com a norma-padrão e com o perfil do leitor a que se destina o jornal. se o título é atraente.

Após modificar o que for necessário, sugerimos digitar e diagramar o texto, preferencialmente em colunas, como costumam ser publicadas as reportagens. Se possível, peçam auxílio ao professor de Informática para resolver dúvidas quanto à diagramação e à inserção de imagens, boxes, etc.

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Para escrever com expressividade O DISCURSO CITADO NOS TEXTOS JORNALÍSTICOS Segundo o ortopedista Mateus Saito, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da USP, a ‘Whats­ Appinite’ é mais comum do que se imagina e o número de pessoas atingidas cresce diariamente. “Muitos profissionais tentam transformar o smartphone num es­ critório portátil, mas esses apare­ lhos não estão adaptados a um uso tão constante e repetido.” Saito ressalta que uma das formas de evitar problemas é uti­ lizar smartphones e tablets para consumir informação e não para produzir textos longos. “A interface desses aparelhos ainda precisa melhorar. Não dá para substituir um computador quan­

do se quer saúde para as mãos.” O fisioterapeuta Rodrigo Pe­ res diz que, para usuários cons­ tantes de dispositivos móveis, é importante fortalecer os músculos. “Exercícios localizados e fisio­ terapia ajudam a reduzir as dores.” Outras dicas são alternar as posições de uso e usar compressas geladas para amenizar o processo inflamatório. O reumatologista José Riba­ mar Moreno, especialista em dor, recomenda que, caso seja necessá­ rio teclar por mais de 45 minutos, sejam feitos intervalos de 15 mi­ nutos. Segundo ele, há fatores que podem gerar mais risco de desen­ volver tendinite.

Thinkstock/Getty Images

Releia o seguinte trecho da reportagem “Teclar demais no celular pode causar ‘WhatsAppinite’”.

“Gravidez, obesidade, estres­ se, tabagismo e sedentarismo são fatores de risco. É importante não somar fatores.”

1. Há, no trecho, outras vozes além da do jornalista que noticia o fato. De quem são essas outras vozes? Dos especialistas Mateus Saito, Rodrigo Peres e José Ribamar Moreno.

2. As vozes de outras pessoas podem ser reproduzidas de duas formas: pelo discurso direto e pelo discurso indireto. Observe os cinco primeiros parágrafos do trecho lido. a) Em qual(is) deles a fala do especialista Mateus Saito é reproduzida integralmente? b) Que sinal de pontuação foi utilizado para demarcar a fala do especialista? As aspas.

No 2º e no 4º parágrafos.

3. No 1º parágrafo do trecho, foi empregada uma palavra que reforça a ideia de que a informação é do especialista e não do jornalista. Qual é essa palavra? segundo

4. Que palavra, empregada no 3º parágrafo, é utilizada para acrescentar mais informações? ressalta 5. Os procedimentos utilizados para introduzir a fala do médico Mateus Saito também são utilizados para introduzir as falas do fisioterapeuta Rodrigo Peres e do reumatologista José Ribamar Moreno? Explique. Sim, o texto alterna o discurso indireto e o discurso direto para reproduzir as falas das outras duas pessoas entrevistadas.

6. Levante hipóteses: Por que a jornalista optou pelo procedimento de intercalar o discurso direto e o indireto para reproduzir a fala de pessoas entrevistadas?

A intercalação dos dois discursos confere maior veracidade ao discurso da jornalista, além de tornar o texto mais dinâmico.

7. Todo discurso é produzido numa situação específica e envolve aspectos como: quem está falando, com quem, com que finalidade, em que lugar, em que momento, etc. Os jornais geralmente assumem um compromisso com a verdade e, por isso, se propõem a relatar os fatos de modo imparcial, isto é, exatamente da forma como aconteceram, sem distorcê-los. a) No trecho da reportagem lido, predomina no discurso da jornalista a 1ª ou a 3ª pessoa? Justifique sua resposta. A 3ª pessoa, conforme demonstra o emprego de formas verbais como ressalta, diz, recomenda.

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b) Com base no que você observou ao responder às questões anteriores, conclua: Que meios a imprensa utiliza para citar de modo fiel o discurso das pessoas? Utiliza a 3ª pessoa; emprega aspas para indicar que a fala de alguém está sendo reproduzida fielmente; reforça a autoria do texto com expressões como segundo fulano, diz beltrano, recomenda sicrano.

Para dar a ideia de que estão comprometidos com a verdade, os jornais geralmente usam a linguagem de uma forma específica, procurando eliminar vestígios de interpretação ou opinião pessoal do jornalista ou do jornal. Entretanto, às vezes é possível notar na linguagem utilizada pelo jornal marcas indicativas de certa posição do autor — crítica, elogiosa, irônica, etc. — em relação ao fato noticiado ou ao discurso de outra pessoa.

EXERCÍCIO Os textos jornalísticos geralmente buscam a imparcialidade. Contudo, uma leitura mais atenta deles possibilita muitas vezes identificar uma posição implícita ou explícita do jornal sobre o fato noticiado. Troque ideias com os colegas e identifique nos títulos a seguir elementos que permitem notar a posição do jornal (crítica, elogiosa, irônica, etc.) em relação ao fato. a) Lana Del Rey soa falsa, mas funciona (Folha de S. Paulo, 27/6/2014.) A palavra falsa expressa uma clara opinião sobre as qualidades da cantora.

b) Diretor supera clichês ao falar de vidas comuns no Nordeste (Folha de S. Paulo, 27/6/2014.) A palavra supera contém um elogio ao diretor.

c) Argentina se aproxima de calote da dívida (Folha de S. Paulo, 27/6/2014.) A palavra calote mostra um posicionamento do jornal quanto à situação econômica da Argentina.

d) De folga, secretário da Bahia vai de carro oficial para jogo (Folha de S. Paulo, 26/6/2014.) O jornal destaca a expressão De folga e, assim, sugere ser um abuso um secretário usar carro oficial quando não está trabalhando.

e) Maduro chama ex-aliado de “tresloucado” após sofrer críticas (Folha de S. Paulo, 26/6/2014.) O jornal ironiza o emprego do termo tresloucado por Maduro em referência a seu adversário político.

f) Ator de Lost acerta em série de aventura para público nerd (Folha de S. Paulo, 26/6/2014.) O jornal restringe a abrangência da série quando qualifica o público como nerd.

g) Em Nova Jersey, praia de nudismo tem clima “família” (Folha de S. Paulo, 26/6/2014.) O jornal acha estranho haver clima de família em praia de nudismo.

h) Criação de vagas desacelera, no pior maio em 22 anos (Folha de S. Paulo, 25/6/2014.) A palavra pior sugere uma avaliação negativa do jornal sobre a economia brasileira.

A língua em foco Caco Galhardo

AS ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS CONSTRUINDO O CONCEITO Leia o cartum ao lado, de Caco Galhardo.

1. O cartum mostra uma cena cotidiana na vida do casal Júlio e Gina. Observe a notícia dada na TV e o comentário da mulher. a) Quem foi o homem de Neandertal? Uma

espécie de animal que, segundo a ciência, pode ter sido, na cadeia evolutiva, um ancestral do ser humano.

b) O que a mulher quer dizer com o comentário “Grande sugere que seu marido é um homem de Neandertal; logo, novidade!”? Ela há muito tempo ela sabe do acasalamento de humanos com homens de Neandertal.

c) Que elementos da cena mostrada no cartum dão apoio ao comentário que a mulher faz?

O aspecto do homem (peludo, quase sem roupa) e os modos dele (comendo de forma grosseira, deixando comida em todo lugar).

(Folha de S. Paulo, 10/5/2010.)

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2. Observe a estrutura do enunciado correspondente à notícia dada na televisão:

“Estudo revela que humanos acasalaram com neandertais...” a) Identifique os verbos desse período e responda: Quantas orações há nele? Há dois verbos: revelar e acasalar. Portanto, há duas orações.

b) Trata-se de um período simples ou de um período composto? Período composto.

3. Se substituirmos a segunda oração do enunciado pela palavra algo, Caco Galhardo

teremos: “Estudo revela algo”. a) Qual é, nesse enunciado, a predicação da forma verbal revela? verbo transitivo direto

b) Qual é, nesse enunciado, a função sintática do termo algo? objeto direto

c) Portanto, no período “Estudo revela que humanos acasalaram com neandertais”, qual é a função sintática da oração “que humanos acasalaram com neandertais”? objeto direto

CONCEITUANDO No cartum, o enunciado correspondente à notícia dada na televisão é um período composto por subordinação e formado por duas orações. Compare-o com um período simples equivalente:

VTD OD

Estudo revela algo.

VTD

OD

Estudo revela que humanos acasalaram com neandertais. or. principal

or. subord. substantiva objetiva direta

Nessa comparação, você deve ter notado que:

• nos dois períodos, a forma verbal revela é transitiva direta e, portanto, necessita de um complemento, isto é, de um objeto direto;

• no período simples, o objeto direto de revela é o termo algo; • no período composto, o objeto direto de revela é uma oração inteira – que os humanos acasalaram com neandertais –, que equivale a um substantivo e, por isso, é classificada como oração substantiva objetiva direta. Assim, concluímos:

Oração subordinada substantiva é aquela que tem valor de substantivo e exerce, em relação à oração principal, a função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal ou aposto.

Atenção As orações subordinadas substantivas são geralmente introduzidas pelas conjunções subordinativas integrantes que e se. Podem também, em alguns casos, ser introduzidas por um pronome indefinido, por um pronome ou advérbio interrogativo ou exclamativo. Veja ao lado.

Nem imagino

se quem por que como quando onde

comprou outro carro.

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Emprego das conjunções integrantes

Eu não vi o mar Não sei se o mar é bonito, Não sei se ele é bravo. O mar não me importa.

Quando o verbo da oração subordinada exprime certeza, emprega-se a conjunção integrante que; quando exprime possibilidade ou incerteza, emprega-se a conjunção integrante se. Veja, como exemplo, os versos ao lado, do poema “Lagoa”, de Carlos Drummond de Andrade.

Observação

Classificação das orações substantivas As orações subordinadas substantivas podem desempenhar no período as mesmas funções que os substantivos podem exercer nas orações: sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal e aposto. Assim, de acordo com sua função, recebem as seguintes denominações: subjetiva, objetiva direta, objetiva indireta, predicativa, completiva nominal e apositiva.

Há certos verbos (sempre na 3ª pessoa do singular) e certas expressões que quase sempre têm por sujeito uma oração subordinada substantiva: acontecer, constar, cumprir, ocorrer, parecer e outros; sabe-se, ficou provado, é bom, é claro, é certo, etc.

Subjetiva Exerce a função de sujeito da oração de que depende ou em que se insere. Observe um exemplo neste verso do poeta Mário Quintana: VL PS

É preciso

que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas

or. principal

or. subord. substantiva subjetiva

Objetiva direta Exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal. Veja um exemplo neste verso de Vinícius de Morais:

Atenção

VTD

Eu sei

que vou te amar

or. principal

or. subord. substantiva objetiva direta

Geralmente é introduzida pelas conjunções integrantes que ou se. Há, porém, situações em que se inicia por pronomes indefinidos ou advérbios, como na frase: “Alguém pode me dizer quem participará do campeonato do colégio?”.

Objetiva indireta Exerce a função de objeto indireto do verbo da oração principal:

Para reconhecer se uma oração é ou não substantiva, podemos utilizar um artifício que quase sempre dá certo. Quando a oração é realmente substantiva, é possível substituí-la por um substantivo ou por um pronome substantivo como isto, isso, aquilo. Veja:

É óbvio que eu estudei para o exame.

→ É óbvio isso. → Isso é óbvio.

VTI

Lembrei-me or. principal

de que hoje sairemos juntas. or. subord. substantiva objetiva indireta

sujeito

sujeito

Não sabia que você morava tão longe.

or. subord. substantiva subjetiva

or. subord. substantiva objetiva direta

Não sabia isso.

OD

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Predicativa Exerce a função de predicativo de um termo que é sujeito da oração principal:

sujeito

VL

O problema é

que eu não sei inglês.

or. principal

or. subord. substantiva predicativa

Completiva nominal Exerce a função de complemento nominal de um substantivo ou adjetivo da oração principal: suj. VTD

OD

Ele tem certeza or. principal

de que vai se sair bem na prova. or. subord. substantiva completiva nominal

Apositiva Exerce a função de aposto de um nome da oração principal: suj. VTD

OD

Ele disse a verdade:

or. principal

(que) não se interessava pelo cargo. or. subord. substantiva apositiva

Frequentemente é precedida por dois-pontos e, às vezes, pode vir entre vírgulas.

EXERCÍCIOS 1. Em seu caderno, complete os enunciados a seguir com orações subordinadas substantivas. Veja o exemplo:

O problema é . O problema é que hoje eu não almoço em casa. a) Nunca duvidei .

d) Tive a sensação .

b) É inútil .

e) Não se sabe ainda .

c) Percebi logo .

f) Ele sabe uma coisa: .

Respostas pessoais.

2. Leia estes versos, de Ferreira Gullar: — sei que dois e dois são quatro sei que a vida vale a pena mesmo que o pão seja caro e a liberdade, pequena. (“Dois e dois são quatro”. Melhores poemas de Ferreira Gullar. São Paulo: Global, 2004. p. 83.)

Observe os dois primeiros versos.

Jefferson Galdino

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a) Quantos períodos há neles? Um período composto em cada verso. b) Divida os períodos em orações.

sei / que dois e dois são quatro sei / que a vida vale a pena

c) Nos dois períodos aparece o verbo saber. Qual é a predicação desse verbo? transitivo direto d) Qual é a função sintática das orações “que dois e dois são quatro” e “que a vida vale a pena”? A função de objeto direto.

e) Portanto, qual é a classificação dessas orações? subordinadas substantivas objetivas diretas Leia, a seguir, a letra de uma canção de Vinícius de Morais e depois responda às questões de 3 a 5.

Vai, minha tristeza E diz a ela Que sem ela não pode ser Diz-lhe numa prece Que ela regresse Porque eu não posso mais sofrer Chega de saudade A realidade é que sem ela Não há paz, não há beleza É só tristeza e a melancolia Que não sai de mim, não sai de mim Não sai. [...]

Jefferson Galdino

Chega de saudade

(Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1974. p. 387.)

3. O eu lírico que se expressa nos versos acima sofre por amor. a) Quem é o seu interlocutor? A tristeza. b) Qual é a causa de seu sofrimento? A ausência da mulher amada.

4. Classifique sintaticamente estas orações do texto: a) “Que sem ela não pode ser” oração subordinada substantiva objetiva direta b) “que sem ela / não há paz” oração subordinada substantiva predicativa

5. Identifique no poema uma oração que, sintaticamente, tem a mesma função que a oração “Que sem ela não pode ser”. Que ela regresse

Joel Maia/ Abril Comunicações S/A

Orações substantivas reduzidas Leia estes versos da canção “Tarde em Itapuã”, de Vinícius de Morais e Toquinho:

É bom Passar uma tarde em Itapuã Ao sol que arde em Itapuã Ouvindo o mar de Itapuã Falar de amor em Itapuã

Vinícius de Morais e Toquinho.

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Compare estes enunciados: VL PS

VL PS

É bom   passar uma tarde em Itapuã / É bom   quando passamos uma tarde em Itapuã. or. principal

or. subord. substantiva subjetiva or. principal

or. subord. substantiva subjetiva

Observe que o segundo enunciado é equivalente ao primeiro, tanto sintática quanto semanticamente. A oração quando passamos uma tarde em Itapuã (do segundo enunciado) desempenha a função de sujeito da oração principal, da mesma forma que a oração passar uma tarde em Itapuã (do primeiro enunciado). A diferença entre elas é que a oração quando passamos uma tarde em Itapuã é introduzida pelo advérbio quando e apresenta verbo no modo indicativo, enquanto passar uma tarde em Itapuã tem verbo no infinitivo e se liga à outra oração sem advérbio nem conjunção. Por isso, a primeira oração é desenvolvida, e a segunda é reduzida.

Oração desenvolvida é aquela que apresenta o verbo no modo indicativo, subjuntivo ou imperativo e é introduzida por conectivo (palavra de ligação). Oração reduzida é aquela que apresenta o verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio) e não precisa de conectivo. Assim:

É bom   passar uma tarde em Itapuã  /  É bom   quando passamos uma tarde em Itapuã. or. principal

or. subord. substantiva subjetiva reduzida de infinitivo

or. principal

or. subord. substantiva subjetiva

AS ORAÇÕES SUBSTANTIVAS NA CONSTRUÇÃO DO TEXTO Leia este poema, de Elias José:

Tenho saudades de muitas coisas do meu tempo de menininha: sentar no colo do meu pai, ninar boneca sem receios, chorar de medo da morte da mãe, sonhar com festa e bolo de aniversário, cantar com os anjos na igreja, ouvir as mágicas histórias de vovó, brincar de pique, de corda e peteca, acreditar em cegonhas, fadas e bruxas e sobretudo no Papai Noel.

Jefferson Galdino

Saudades

Será que quando for velhinha, e já estiver caducando, vou viver tudo de novo? (Cantigas de adolescer. São Paulo: Atual, 1992. p. 9.)

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1. O poema apresenta duas partes e duas estrofes. Toda a 1ª estrofe é organizada em torno da oração constituída pelos dois primeiros versos. Nessa oração: a) Qual é o sujeito? eu (sujeito desinencial) b) Que função sintática desempenham os termos saudades e de muitas coisas do meu tempo de menininha? saudades: objeto direto de tenho; de muitas coisas do meu tempo de menininha: complemento nominal

2. Observe que as “coisas” mencionadas nos dois primeiros versos não são especificadas neles. a) Que outros versos especificam as “coisas” de que o eu lírico tem saudades? Os versos de 3 a 11. b) Divida em orações o trecho constituído por esses versos e classifique cada uma delas. Cada um dos versos de 3 a 9 e os versos 10 e 11, juntos, são orações subordinadas substantivas apositivas reduzidas de infinitivo.

3. Identifique as “coisas” de que o eu lírico tem saudades. a) Entre elas, há apenas “coisas” boas? Justifique sua resposta.

Não; há também momentos de choro, por causa do medo da morte da mãe.

b) Que palavra pode resumir tudo aquilo de que o eu lírico tem saudades? A palavra infância.

4. No final do poema, o eu lírico aproxima a velhice da infância. O que você acha: Quando enve­ lhecemos, nós nos tornamos crianças outra vez?

Resposta pessoal.

5. Entre as seguintes afirmações a propósito do poema, indique as que são verdadeiras. a) Ações como “sentar no colo do meu pai”, “ninar boneca sem receios”, etc. são o alvo das sau­da­des do eu lírico; por isso desempenham o papel de orações subordinadas substantivas completivas nominais. X

b) O aposto normalmente é considerado um termo acessório, secundário, na oração. No poema li­do, entretanto, as orações subordinadas substantivas apositivas são indispensáveis para a com­ preensão das “coisas” que compõem a infância.

X

c) As coisas de que é feita nossa infância são alegres e tristes; parecem pequenas, sem im­portância e, no entanto, delas sentimos saudades quando nos afastamos desse tempo.

SEMÂNTICA E DISCURSO Y & R Brasil

Leia este anúncio:

(Veja, 9/12/2013.)

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1. Os anúncios publicitários têm como finalidade promover um produto, um serviço ou uma ideia. O que esse anúncio promove? Promove um carro, ou seja, um produto.

2. Releia o enunciado principal do anúncio:

“Se você foi um bom aluno de história, sabe que os franceses levam a sério esse negócio de revolução.” Nesse enunciado, há uma oração subordinada substantiva que funciona como complemento de um verbo. a) Identifique a oração e o verbo do qual ela é complemento. b) Classifique a oração subordinada substantiva.

oração: que os franceses levam a sério esse negócio de revolução / verbo: saber (forma verbal sabe)

oração subordinada substantiva objetiva direta

3. No trecho “os franceses levam a sério esse negócio de revolução”, do enunciado principal do anúncio, há ambiguidade. Comente essa ambiguidade e o papel dela no anúncio.

Ao fazer referência aos franceses, o enunciado indica a nacionalidade da indústria que produz o carro e, ao evocar a Revolução Francesa, sugere que o carro, por ser francês, vai revolucionar o mercado em todos os sentidos: design, potência, conforto, etc.

4. Observe a linguagem não verbal do anúncio.

Imagens de carros de personagens das histórias em quadrinhos e de desenhos animados

a) Que imagens se veem dentro do túnel? movimentando-se em velocidade.

b) Levante hipóteses: Qual é o perfil do público que o anunciante pretende atingir? Provavelmente consumidores mais jovens ou consumidores que apreciam a velocidade.

c) Além de ser “revolucionário”, que outras qualidades essas imagens sugerem que o carro tem? As imagens sugerem que o carro corre muito, é potente e esportivo; enfim, é um carro dos sonhos, como os que são vistos nos quadrinhos e no cinema.

de OLHO na escrita

PLURAL DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS

Laerte

Leia esta tira, de Laerte:

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1. Observe o comportamento da personagem Suriá na tira. O que sua expressão facial e corporal, do 2º ao 6º quadrinho, demonstra? Na ordem: interesse, paciência, surpresa, desânimo, impaciência.

2. No 7º quadrinho, Suriá faz uma pergunta. Por que nos surpreendemos com a resposta que é dada a ela e a achamos engraçada? Porque quem responde à pergunta é um beija-flor; além disso, ele próprio justifica sua ausência no bebedouro.

3. Na tira, um mesmo substantivo composto foi empregado duas vezes, uma no singular e outra no plural. a) Qual é esse substantivo? beija-flor b) A que classe de palavras pertence cada um dos elementos que compõem esse substantivo? beija: verbo; flor: substantivo

c) Compare o plural desse substantivo com o de outros substantivos compostos semelhantes:

caça-níquel → caça-níqueis

quebra-mar → quebra-mares

Com base nessa comparação, deduza a regra de formação do plural dos substantivos compostos o substantivo composto é formado por verbo + substantivo, somente o segundo elemento formados por verbo + substantivo. Quando vai para o plural.

• Pluralizam-se as palavras variáveis (substantivos, adjetivos e numerais ordinais) e não se pluralizam as invariáveis (verbos e advérbios):

couves-flores subst. subst.

quintas-feiras num. ord. subst.

mal-humorados adv.

adj.

cartões-postais subst.

adj.

guarda-comidas verbo

subst.

Guardas-florestais e guarda-sóis Nos substantivos compostos com a palavra guarda: • os dois elementos se pluralizam se guarda for substantivo:

guardas-florestais

subst.

adj.

Thinkstock/Getty Images

Ao empregar os substantivos compostos no plural, há outras regras que você deve observar, além da que você deduziu. As principais são as seguintes:

• só o segundo elemento se pluraliza se guarda for verbo:

guarda-sóis

bota-fora

verbo adv.

verbo adj.

• Tradicionalmente se pluraliza só o primeiro elemento se o segundo substantivo especificar o primeiro:

mangas-rosa

pombos-correio

Contudo, alguns dicionários registram também o plural dos dois elementos: mangas-rosas e pombos-correios.

• Quando as palavras se ligam por de, do, sem, só se pluraliza a primeira:

pés-de-meia

águas-de-colônia

• Quando as palavras forem repetidas ou quan­do representarem onomatopeias, só se pluraliza a segunda:

tico-ticos

reco-recos

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EXERCÍCIOS Leia o poema a seguir, de Roseana Murray, e responda às questões de 1 a 3.

Almir Candido

Beija-flor Beija-flor pequenininho que beija a flor com carinho, me dá um pouco de amor, que hoje estou tão sozinho... Beija-flor pequenininho, é certo que não sou flor, mas eu quero um beijinho, que hoje estou tão sozinho... (Disponível em: http://www.roseanamurray.com/opiniao51.asp. Acesso em: 19/6/2014.)

1. No poema, há um eu lírico que fala em 1ª pessoa. a) A quem esse eu lírico se dirige? O eu lírico se dirige a um beija-flor. b) Que sentimento ele demonstra ter no apelo que faz? Ele demonstra ter um sentimento de solidão.

2. O tipo de verso empregado no poema é a redondilha maior, ou seja, o verso de sete sílabas. Esse tipo de verso é o mais popular e está presente nas cantigas de roda e na literatura de cordel. Deduza: Que efeito o uso desse tipo de verso produz no poema? O poema fica leve, simples e de fácil memorização.

3. A palavra que dá título ao poema é um substantivo composto. Qual é o plural desse substantivo? beija-flores

Caulos

Leia o cartum a seguir e responda às questões 4 e 5.

(Caulos. Só dói quando eu respiro. Porto Alegre: L&PM, 2001. p. 36.)

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4. O homem retratado no cartum é um trabalhador. Considere as linguagens verbal e não verbal do texto. a) Em que o homem pensa na quinta e na sexta-feira? Ele pensa na chegada do fim de semana, e só nisso. b) Como ele se sente no sábado? Ele se sente alegre porque chegou o fim de semana. c) Em vez de aproveitar o domingo, no que ele pensa nesse dia? Ele pensa na segunda-feira, que está se aproximando.

5. Identifique e depois escreva o plural dos substantivos compostos presentes no cartum. segunda-feira / segundas-feiras; quinta-feira / quintas-feiras; sexta-feira / sextas-feiras

Professor: Nesse trabalho, o cientista visual e artista óptico Nicholas Wade apresenta a sua versão da famosa ilusão de espiral de Fraser. Apesar de o desenho parecer uma espiral, trata-se, na verdade, de uma série de círculos concêntricos.

Nicholas Wade

O círculo abaixo está parado ou em movimento?

(J. S. Carneiro, org. Enigmas visuais. Rio de Janeiro: Frente, 2004. p. 57.)

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CAPÍTULO

2

Posto… Logo, existo! Um passeio gostoso pelo shopping e... um selfie em que estou comendo um bombom, na frente da loja de chocolates! Mais uma volta, peço um sorvete e... um selfie com o sorvete. Antes de sair, mais um selfie com uma amiga que encontrei. Pronto! Agora é só postar. Para quem? Para mim?

Muita gente se irrita, e tem razão, com o uso indiscriminado dos celulares. Fossem só para falar, já seria ruim. Mas servem também para tirar fotografias, e com isso somos invadidos no Facebook com imagens de gatos subindo na cortina, focinhos de cachorro farejando a câmera, pratos de torresmo, brownie e feijoada. Se depender do que vejo com meus filhos – dez e 12 anos –, o tempo dos “selfies” está de todo modo chegando ao fim. Eles já começam a achar ridícula a mania de tirar retratos de si mesmos em qualquer ocasião. Torna-se até um motivo de preconceito para com os colegas. “Fulaninha? Tira fotos na frente do espelho.” Hábito que pode ser compreensível, contudo. Imagino alguém dedicado a melhorar sua forma física, registrando seus progressos semanais. Ou apenas entregue, no início da adolescência, à descoberta de si mesmo. A bobeira se revela em outras situações: é o caso de quem tira um “selfie” tendo ao fundo a torre Eiffel, ou (pior) ao lado de, sei lá, Tony Ramos ou Cauã Reymond. Seria apenas o registro de algo importante que nos acontece — e tudo bem. O problema fica mais complicado se pensarmos no caso das fotos de comida. Em primeiro lugar, vejo em tudo isso uma espécie de degradação da experiência. Ou seja, é como se aquilo que vivemos de fato — uma estada em Paris, o jantar num restaurante — não pudesse ser vivido e sentido como aquilo que é.

Photos 12 - Cinema/Diomedia

Selfies

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narcisismo: amor pela própria imagem. self (do inglês): si mesmo.

Quem é Marcelo Coelho? Marcelo Coelho nasceu em São Paulo, SP, em 1959. Formou-se em Sociologia, é escritor e professor universitário e publica textos em jornais como colunista. Entre outros livros, é autor de Noturno, Jantando com Melvin, Gosto se discute e Trivial variado. Para o público infantil, escreveu A professora de desenho e outras histórias e Minhas férias.

Ricardo Nogueira/Folhapress

Marcelo Coelho (Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/162525-selfies.shtml. Acesso em: 15/7/2014.)

Thinkstock/Getty Images

Se me entrego a tirar fotos de mim mesmo na viagem, em vez de simplesmente viajar, posso estar fugindo das minhas próprias sensações. Desdobro o meu “self” (cabe bem a palavra) em duas entidades distintas: aquela pessoa que está em Paris, e aquela que tira a foto de quem está em Paris. Pode ser narcisismo, é claro. Mas o narcisismo não precisa viajar para lugar nenhum. A complicação não surge do sujeito, surge do objeto. O que me incomoda é a torre Eiffel; o que fazer com ela? O que fazer de minha relação com a torre Eiffel? Poderia unir-me à paisagem, sentir como respiro diante daquela triunfal elevação de ferro e nuvem, deixar que meu olhar atravesse o seu duro rendilhado que fosforesce ao sol, fazer-me diminuir entre as quatro vigas curvas daquela catedral sem clero e sem paredes. Perco tempo no centro imóvel desse mecanismo, que é como o ponteiro único de um relógio que tem seu mostrador na circunferência do horizonte. Grupos de turistas se fazem e desfazem, há ruídos e crianças. Pego, entretanto, o meu celular: tiro uma foto de mim mesmo na torre Eiffel. O mundo se fechou no visor do aparelho. Não por acaso eu brinco, fazendo uma careta idiota; dou de costas para o monumento, mas estou na verdade dando as costas para a vida. […] Talvez as coisas não sejam tão desesperadoras. Imagine-se que daqui a cem anos, depois de uma guerra atômica e de uma catástrofe climática que destruam o mundo civilizado, um pesquisador recupere os “selfies” e as fotos de batata frita. “Como as pessoas eram felizes naquela época!” A alternativa seria dizer: “Como eram tontas!”. Dependerá, por certo, dos humores do pesquisador.

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Estudo do texto COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO 1. No texto, o autor, Marcelo Coelho, aborda o uso do telefone celular.

Thinkstock/Getty Images

a) Ele vê esse uso de forma positiva ou negativa? Por quê?

De forma negativa, pois considera que o celular, quando usado de forma indiscriminada, tira a privacidade das pessoas.

b) Das múltiplas funções do celular, qual é a que mais o incomoda? É a função de máquina fotográfica.

c) O que ele pensa de fotos banais, como “gatos subindo na cortina, focinhos de cachorro farejando a câmera, pratos de torresmo, brownie e feijoada”?

Ele considera que fotos como essas dizem respeito à vida particular e mostram situações corriqueiras e desinteressantes.

2. De acordo com o texto, apesar do uso quase ilimitado do celular nos dias de hoje para tirar fotos, o selfie é uma unanimidade entre os adolescentes? Por quê?

Não, pois já há adolescentes que rejeitam o hábito de se autofotografar a todo instante e que até têm preconceito em relação a pessoas com esse hábito.

3. O autor se posiciona claramente sobre os selfies. a) Em que situação ele acha que haveria sentido alguém fotografar a si mesmo? Ele acha razoável quando alguém quer fazer um registro de si mesmo com finalidade prática, ao longo de um período, como, por exemplo, em um programa de exercícios físicos.

b) Em que tipo de situação ele rejeita os selfies?

Ele rejeita o selfie banal, como fotografar-se tendo ao fundo a Torre Eiffel, ou ao lado de Tony Ramos ou Cauã Reymond.

4. Segundo o autor, a onda dos selfies provocou uma “espécie de degradação da experiência”. Explique

o que ele quer dizer com isso. A experiência pessoal de cada um ao viver a vida — comendo determinadas comidas, sentindo o prazer de uma viagem, conhecendo pessoalmente um artista — banalizou-se, pois tudo é publicado para que outras pessoas vejam. A experiência concreta, em si, fica em segundo plano, pois o mais importante torna-se a divulgação das experiências.

5. Para ilustrar seu ponto de vista, o autor cita uma viagem a Paris.

a) Em tese, o que uma pessoa procura quando vai a Paris? Ela procura conhecimento e emoções novas. b) O que muda quando ela fotografa a si mesma em Paris?

O foco principal deixa de ser a cidade de Paris (o objeto) e passa a ser o indivíduo que fotografa (o sujeito).

c) Por que o autor vê narcisismo nesse tipo de atitude?

Ele considera uma atitude narcisista porque a própria pessoa quer ver-se a todo instante nos diferentes lugares por onde passa.

6. O autor explica: “Desdobro o meu ‘self’ (cabe bem a palavra) em duas entidades distintas: aquela

pessoa que está em Paris, e aquela que tira a foto de quem está em Paris”. Dos itens a seguir, qual indica um procedimento que não seria próprio de uma “pessoa que está em Paris”? Responda no caderno.

• • X • • •

“Poderia unir-me à paisagem” “Poderia [...] sentir como respiro diante daquela triunfal elevação de ferro e nuvem” “Não por acaso eu brinco, fazendo uma careta idiota” “Perco tempo no centro imóvel desse mecanismo” “Poderia [...] deixar que meu olhar atravesse o seu duro rendilhado que fosforesce ao sol”

7. Interprete: Em relação ao trecho “dou de costas para o monumento, mas estou na verdade dando as costas para a vida”, por que, para o autor, o selfie indiscriminado é uma forma de negação da vida?

Porque essa prática impede a pessoa de viver plenamente, de sentir o lugar e o momento em que está ou de interagir com outras pessoas. Assim, a pessoa dá as costas para a vida, para a realidade, limitando-se a olhar, depois, para a imagem da realidade.

8. No final do texto, supondo a destruição do mundo civilizado e a recuperação dos selfies e as fotos de batata frita, o autor imagina que o pesquisador vai dizer “Como as pessoas eram felizes naquela época!” ou “Como eram tontas!”. a) O que você acha que o pesquisador diria? Resposta pessoal. b) Se o jornalista Marcelo Coelho fosse o pesquisador, o que ele diria? Ele diria “Como eram tontas!”. c) E você, o que diria? Resposta pessoal.

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A LINGUAGEM DO TEXTO 1. Observe a palavra destacada nesta frase:

“Fulaninha? Tira fotos na frente do espelho.” a) Qual é o sentido da palavra fulaninha, no contexto? Refere-se a uma pessoa, especificamente? A palavra tem um sentido genérico e pode se referir a qualquer pessoa.

b) Que efeito, quanto ao sentido, o emprego do diminutivo, no caso dessa palavra, tem? Tem o efeito de criar um sentido pejorativo, preconceituoso.

2. Releia este trecho do texto: “A bobeira se revela em outras situações: é o caso de quem tira um ‘selfie’ tendo ao fundo a torre Eiffel, ou (pior) ao lado de, sei lá, Tony Ramos ou Cauã Reymond.”

a) Que palavra(s) ou expressão(ões) do texto mostra(m) que o autor está buscando empregar uma linguagem informal? A palavra bobeira e a expressão sei lá. b) Por que o autor empregou a palavra pior entre parênteses? Para isolar um comentário, dele próprio, a respeito do exemplo que deu.

3. Observe este trecho do texto: “Pego, entretanto, o meu celular: tiro uma foto de mim mesmo na torre Eiffel. O mundo se fechou no visor do aparelho. Não por acaso eu brinco, fazendo uma careta idiota; dou de costas para o monumento, mas estou na verdade dando as costas para a vida.”

Por que, nesse trecho e em outros do texto, o autor utiliza verbos e pronomes na 1ª pessoa do singular? A quem eles se referem? A 1ª pessoa, nesses trechos, assume uma função impessoal e generalizante, isto é, os verbos e pronomes se referem a

qualquer pessoa que aja da forma descrita.

Trocando ideias 1. Você tem o hábito de publicar nas redes sociais fatos do cotidiano, como gatos subindo em cortina, focinhos de cachorro, pratos de torresmo, feijoada, etc.? O que você pensa disso?

2. Você concorda com o ponto de vista do autor de que o uso indiscriminado de celular para registrar fatos cotidianos rouba a privacidade das pessoas? Por quê?

3. Você já fez um selfie? Você concorda que os selfies são “ridículos”? Na sua experiência, conforme você observa, eles são motivo de preconceito e discriminação entre adolescentes?

Produção de texto O projeto do capítulo Intervalo desta unidade consiste, entre outras atividades, na produção de um jornal com reportagens sobre a juventude da década de 1960, os caras-pintadas de 1992 e a juventude atual. Agora, neste capítulo, você irá produzir uma reportagem que posteriormente fará parte desse jornal. Para ter uma primeira ideia sobre a década de 1960, leia o texto a seguir.

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Os anos 60 e a juventude brasileira

Arquivo/Estadão Conteúdo/AE

marka/press/Alamy/Latinstock

No início da década de 60, a modernização do Brasil e o desenvolvimento das telecomunicações tinham causado o crescimento das cidades e desenvolvimento de uma cultura urbana, sintonizada com os acontecimentos políticos, sociais e culturais de outros países. O rock’n’roll e a música pop internacional conquistaram amplas parcelas da nossa juventude desde o final dos anos 50, influenciando posteriormente cantores e compositores da jovem guarda e do tropicalismo. Junto com a música dos Beatles e dos Rolling Stones chegavam ao País novos costumes e uma nova moda: cabelos compridos e calças justas para os homens, minissaias para as mulheres, o uso de drogas alucinógenas e o questionamento de valores tradicionais, como a virgindade e o caA banda Rolling Stones na samento. A segunda metade da década de 60 foi a época do lema “Paz e década de 1960. Amor”, bandeira do movimento hippie. Nos filmes do cinema novo e nas peças do Teatro de Arena e do Teatro Oficina, jovens artistas brasileiros procuravam uma nova estética que expressasse as transformações que o País vinha sofrendo, ao mesmo tempo que a televisão se tornava uma presença cada vez mais influente nos lares brasileiros. Foi também uma década de ativa participação política da juventude. Em 1967, o guerrilheiro Ernesto “Che” Guevara foi morto na Bolívia ao tenProtesto de estudantes em São Paulo, em 1961. tar implantar uma guerra de guerrilhas semelhante à que tinha sido vitoriosa em Cuba em 1959. Depois de morto, Guevara tornou-se um ídolo para os jovens brasileiros que lutavam contra o regime militar. Em 1968, os movimentos de protesto rea­lizados por jovens (principalmente estudantes) explodiram em todo o mun“Pra não dizer que não falei de flores” do. Nos Estados Unidos, protestava‑se Veja um trecho de uma música de protesto da décontra a guerra do Vietnã. Na França, os cada de 1960, do cantor e compo­sitor Geraldo Vandré. estudantes ocupavam as universidades e Os amores na mente tentavam aliar-se aos trabalhadores para as flores no chão derrubar o governo. No Brasil, passeatas a certeza na frente contestavam o poder dos militares. a História na mão Caminhando e cantando A década se encerrou, no Brasil e no e seguindo a canção mundo, com um sabor de derrota para a Aprendendo e ensinando juventude: as rebeliões foram sufocadas, uma nova lição a guerra do Vietnã continuou por mais Marc Riboud/Magnum/Magnum Photos/ Latinstock alguns anos, os governos conservadores ficaram mais fortes. Será que “o sonho acabou”, como declarou o ex-beatle John Lennon em 1970, depois da dissolução do conjunto? (José Geraldo Couto. Brasil — Anos 60. 3. ed. São Paulo: Ática, 1991. p. 24-5.)

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Reúna-se com seus colegas de grupo e escolham para tema da reportagem um destes assuntos:

• O movimento hippie e o Flower Power • A  s bandas dos Beatles, dos Rolling Stones e Bob Dylan • O festival de rock Woodstock • Movimentos musicais brasileiros: o grupo Opinião, a Bossa Nova, a Jovem Guarda e o Tropicalismo • O cinema novo, o Teatro de Arena e o Teatro Oficina • Nos Estados Unidos, protestos contra a Guer­ra do Vietnã; no Brasil, protestos contra o re­gi­me militar Professor: Oriente a esco­lha de assun­tos de modo que eles não se repi­tam. No caso de temas am­plos, como o dos • Os movimentos estudantis movi­ men­tos musi­cais bra­si­lei­ros, por exem­plo, suge­ri­mos que sejam deli­mi­ta­dos; nesse caso, um grupo faz uma repor­ta­gem sobre a Bossa Nova; outro, sobre a Jovem Guarda, e assim por dian­te. • Che Guevara Escolhido o assunto, sigam as instruções quanto ao planejamento do texto e à revisão e reescrita dadas no capítulo anterior, na página 16, adaptando-as para essa proposta.

A língua em foco O PRONOME RELATIVO CONSTRUINDO O CONCEITO Lukscolor

Leia o anúncio abaixo.

(Veja Luxo, junho 2014.)

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1. Observe esta frase do enunciado em destaque no anúncio:

“Você merece uma tinta que supera tudo.” a) Quantos verbos há na frase? Dois verbos. b) Logo, quantas orações há nela? Há duas orações. c) Delimite as orações. Você merece uma tinta / que supera tudo.

2. A palavra que estabelece conexão entre as duas orações e, ao mesmo tempo, substitui um termo empregado na 1ª oração. Qual é esse termo? uma tinta

3. Releia o enunciado em destaque no anúncio:

Você merece uma tinta que supera tudo. Inclusive as expectativas. a) Qual é o principal argumento utilizado pelo anunciante para convencer o público a consumir o produto anunciado? O argumento de que se trata de uma tinta “que supera tudo”, isto é, supera as outras tintas em qualidade, durabilidade, etc. b) Relacione a imagem principal do anúncio com o enunciado em destaque. Os dois elementos se complementam? Por quê? Sim, pois a figura constituída por duas cores da tinta é diferente da expectativa visual que normalmente corresponde a paredes pintadas.

CONCEITUANDO Há, na língua portuguesa, palavras que retomam ou substituem outras, garantindo a síntese e a coesão textual. A palavra que, entre muitos de seus empregos, também cumpre esse papel. Como você observou, na frase “Você merece uma tinta que supera tudo”, a palavra que substitui, na 2ª oração, um termo empregado na 1ª oração: o substantivo tinta. Veja:

1ª oração: Você merece uma tinta. 2ª oração: A tinta supera tudo. Unindo as duas orações, temos um período composto:

Você merece uma tinta que supera tudo.

1ª oração

2ª oração

A palavra que liga as duas orações e, além disso, substitui na 2ª oração um termo expresso na 1ª oração — uma tinta —, isto é, um termo antecedente. A palavra que é chamada de pronome relativo.

Pronome relativo é aquele que liga duas orações, substituindo na 2ª oração um termo an­te­ce­den­te, isto é, um termo já expresso na 1ª oração. Os pronomes relativos são que, quem, o qual (a qual, os quais, as quais), onde (equivalendo a em que), quanto (quanta, quantos, quantas) e cujo (cuja, cujos, cujas) e podem ser precedidos ou não de preposições. Veja:

O bairro onde moro é antigo. O garoto a quem entreguei os documentos é o motobói da empresa.

preposição

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Os pronomes relativos, excetuando-se cujo, cuja, cujos, cujas, podem ser facilmente substituídos pelo relativo o qual e suas variantes (a qual, os quais, as quais). Observe:

Você conhece a menina de quem lhe falei? Você conhece a menina da qual lhe falei?

Lembre-se Nos anos anteriores, você estudou cinco tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos e interrogativos. O pronome relativo completa o quadro dos seis tipos de pronome existentes na língua.

EXERCÍCIOS 1. Una as orações a seguir por meio do pronome relativo que, conforme o exemplo: Li os livros de contos. Os livros de contos estavam guardados. Li os livros de contos que estavam guardados.

a) O professor vai de mudança para outro país. Os alunos amam esse professor. O professor que os alunos amam vai de mudança para outro país.

b) Comprei um CD. O CD é ótimo. Comprei um CD que é ótimo. c) Vi umas fotos antigas. As fotos antigas foram batidas na minha infância. Vi umas fotos antigas que foram batidas na minha infância.

d) Esta é a calça nova? Você comprou uma calça nova? Esta é a calça nova que você comprou?

2. Una as orações empregando pronomes relativos que deem sentido coerente aos períodos: a) O problema a  tenho me referido é outro. que/o qual c) É ele  faz os melhores trabalhos. quem/que b) Eu emprestarei meus CDs a  eu confiar. quem

d) A escola  estudei continua bonita. onde/em que

Leia o poema a seguir, de Ulisses Tavares, e responda às questões 3 e 4.

O passarinho que a poluição que — o passarinho Espantou sou eu que voa que — eu Para seus braços. A água que a indústria sujou que — a água Sou eu que desemboca límpido que — eu Em sua barriga. O mato que a cidade cortou que — o mato Sou eu que cresce viçoso que — eu Em suas pernas. O bicho que a civilização matou que — o bicho Sou eu que corre célere que — eu Para o seu corpo. Nem tudo está perdido.

Jefferson Galdino

Natural retorno

(Diário de uma paixão.. São Paulo: Geração Editorial, 2003.)

3. Identifique no poema os pronomes relativos e os seus antecedentes.

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4. O poema estabelece uma relação entre as ações do ser humano e a natureza. a) De que tipo é essa relação? É uma relação de destruição, praticada por meio da poluição, da derrubada da mata, da extinção dos animais. b) De acordo com o ponto de vista expresso no poema, a natureza, apesar de sofrer com as ações hu­ma­nas, tende a morrer? Por quê? Justifique sua resposta por meio do título do poema. Resposta pessoal. Professor: Sugerimos abrir a discussão com a classe, já que o poema permite mais de uma leitura. Sugestão: Não, pois, embora destrua a natureza, o homem é parte dela e tudo se refletirá no modo como ele vive (o “natural retorno”); logo, “Nem tudo está perdido”.

5. O pronome relativo deve ser antecedido de preposição quando o verbo da 2ª oração a exige. Veja:

preposição

A permissão é necessária. Preciso da permissão.

preposição

A permissão de que preciso é necessária. 1ª oração

2ª oração

1ª oração

Una as orações a seguir por meio do pronome relativo que, quem, o qual, a qual ou onde, como no exemplo:

Os poemas de Pablo Neruda são lindos. Gosto de poemas de Pablo Neruda. Os poemas de Pablo Neruda de que gosto são lindos. a) Habito um bairro. O bairro é antigo. O bairro em que/onde habito é antigo. b) Quero sair com meus amigos. Gosto muito dos meus amigos. Quero sair com meus amigos, dos quais gosto muito. c) As regras são rígidas. As pessoas obedecem a essas regras. As regras a que as pessoas obedecem são rígidas. d) Assistimos à peça. A peça é maravilhosa. A peça a que assistimos é maravilhosa.

Leia este pensamento, de John Lennon:

Amo a liberdade, por isso, deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem, é porque as conquistei. Se não voltarem, é porque nunca as possuí.

Bettmann/Corbis/Latinstock

Como analisar sintaticamente o pronome relativo

(Que seja eterno enquanto dure. Seleção Legrand. Belo Horizonte: Soler, 2005. p. 24.)

Na frase “deixo as coisas que amo livres”, há duas orações: a 1ª liga-se à 2ª por meio do pronome relativo que, referente ao termo as coisas, expresso antes:

antecedente pron. relativo

deixo as coisas que amo livres

1ª oração

2ª oração

Para identificar a função sintática que o pronome relativo exerce na oração, nós o substituímos pelo antecedente e o classificamos. Veja:

OD

VTD

deixo as coisas as coisas amo.

1ª oração

2ª oração

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Assim, o pronome relativo tem, na 2ª ora­ção, a mesma função sintática que o termo an­tecedente (as coisas) teria nela, que é a de objeto direto:

deixo as coisas que amo livres

OD

Observe outros exemplos:

pron. relativo

sujeito

A morfossintaxe dos pronomes relativos

O livro que vai ser escolhido é este. o livro vai ser escolhido

pron. relativo

OI

Como os demais tipos de pronome, o pronome re­la­tivo exerce uma função sintática específica na oração de que faz parte. Assim, pode desempenhar as funções de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento no­minal, predicativo do sujeito, agente da passiva, ad­jun­to adverbial e adjunto adnominal. Observe:

O remédio de que preciso é descanso.

VTI

preciso do remédio VTI

OI

pron. relativo

Agora ele é o jogador que sempre foi.

PS

VL

sempre foi o jogador

VL

PS

pronome relativo

Viajarão apenas os alunos

que jogarão no sábado.

sujeito da sujeito da 1ª oração 2ª oração

EXERCÍCIOS

Gaturro, Nik © 2008 Nik / Dist. by Universal Uclick

Leia os quadrinhos a seguir e responda às questões 1 e 2.

(Nik. Gaturro. Cotia-SP: Vergara & Riba, 2008. v. 2, p. 47.)

1. Gaturro quer cantar e miar à meia-noite. Considerando que Gaturro vive tentando conquistar o amor da gata Ágata, responda: É importante para firmar sua identidade de gato. Além disso, ele quer impressionar Ágata, mostrando que é um gato livre, que faz o que quer. Não contava com a ira do dono, que jogou nele o telefone. O humor da tira está no fato de a manifestação dele poder ser impedida pelo dono e, portanto, ele não tem a liberdade que dizia ter.

a) Por que isso é importante para ele? b) Com que Gaturro não contava?

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a) Identifique o pronome relativo empregado na fala de Gaturro. que b) Qual é o antecedente desse pronome? gato c) Qual é a função sintática desse pronome? Sujeito.

Gaturro, Nik © 2008 Nik / Dist. by Universal Uclick

2. Releia o primeiro balão do 1º quadrinho.

3. Reconheça a função sintática dos pronomes relativos destacados nas frases a seguir. a) “A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.” (Vinícius de Morais) Todos os pronomes têm a função de sujeito.

b) O anel que tu me deste era vidro e se quebrou o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou (Canção popular.) Os dois pronomes têm a função de objeto direto.

c) Não era esta a independência que eu sonhava não era esta a república que eu sonhava não era este o socialismo que eu sonhava não era este o apocalipse que eu sonhava Todos os pronomes têm a função de objeto direto.

(José Paulo Paes)

O pronome relativo cujo O pronome relativo cujo é empregado em circunstâncias diferentes daquelas em que são empregados os demais pronomes relativos. Ele liga dois termos, estabelecendo entre eles uma relação de posse. Veja:

O professor, cuja casa foi assaltada, mora aqui perto. Desmembrando as orações, temos:

O professor mora aqui perto. A casa do professor foi assaltada. (do professor: posse) adjunto adnominal

Observe que, na frase “A casa do professor foi assaltada”, a expressão do professor, que o pronome cuja substitui, é adjunto adnominal. Como o pronome cuja sempre acompanha um nome, sua função geralmente é de adjunto adnominal. Lembre-se:

• O pronome relativo cujo é variável e concorda em gênero e número com o termo que o sucede. • Nunca há artigo após o pronome cujo. Veja:

Os pais cujos filhos ainda estão em aula devem aguardar do lado de fora da escola. Os pais cujas crianças ainda estão em aula devem aguardar do lado de fora da escola.

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O pronome relativo onde De acordo com a norma-padrão da língua, o pronome relativo onde é empregado somente para indicar um lugar concreto, nunca uma situação. Observe:

O clube

onde treino estará fechado no próximo domingo.

antecedente pronome relativo

Se o contexto fizer referência a uma situa­ção, e não a um lugar, recomenda-se empregar em que:

em que Parecia um debate onde ninguém sabia nada.

Como o relativo onde substitui um an­te­ce­dente que indica lugar, sua função sintática é sempre a de adjunto adverbial de lugar.

Existe o pronome relativo aonde? Sim, existe. Mas, de acordo com a norma-pa­drão, ele deve ser empregado apenas quando acompa­ nha verbos que indicam movimento, como ir, chegar, levar, etc. As­sim, são recomendadas as construções “O lugar on­de es­tou é agra­dável” e “O lugar aonde vou é agradá­vel”. Quan­do o ver­bo rege a prepo­sição de, podemos empregar donde ou de on­de: “O lugar donde/de onde você está vindo é agradável”.

Leia o anúncio ao lado e responda às questões 1 e 2.

1. Considerando a data da publicação do anúncio lido e também o fato de que o anunciante é um shopping, responda:

LP Comunicação/Shopping D

EXERCÍCIOS

a) Qual é a finalidade principal desse os leitores a comprar o presente do anúncio? Convencer Dia dos Namorados no shopping anunciado. b) Qual é o principal argumento utilizado pelo anunciante para persuadir os de que ali o consumiconsumidores? Odor,argumento além de encontrar o presente

para o(a) namorado(a), também poderá receber presentes do shopping.

2. Observe o emprego do pronome relativo que no enunciado principal do anúncio. a) Qual é o termo antecedente dele? presentes

b) Que função sintática o pronome relativo desempenha nesse enunciado? A função de objeto direto.

(Veja, 4/6/2014.)

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Fernando Gonsales

3. Leia a tira:

(Fernando Gonsales. Folha de S. Paulo, 13/3/2004.)

No 3º quadrinho da tira foi empregado o pronome relativo onde:

“Depois vira um casulo de onde sai uma linda borboleta” a) Qual é o antecedente desse pronome? um casulo b) Que função sintática o pronome exerce nesse contexto? adjunto adverbial c) Explique por que foi empregado o pronome onde com a preposição de. Porque o verbo sair rege a preposição de. d) Explique o humor da tira. A tira satiriza a interferência da publicidade em todos os setores da vida.

4. Em seu caderno, complete as frases com onde, aonde, donde/de onde ou em que, de acordo com o contexto: a) Eu gostaria de saber  vamos passear hoje. onde

d) Ela foi logo cedo  combinamos. aonde

b) Sempre me perguntam  vim. donde/de onde

e)  você pensa que vai? Aonde

c) Era uma família  todos eram calmos. em que

O PRONOME RELATIVO NA CONSTRUÇÃO DO TEXTO Caixa Econômica Federal

Leia o anúncio ao lado.

1. O anúncio é construído com base em paralelismos sintáticos, isto é, com base em estruturas sintáticas semelhantes. Observe esta estrutura sintática:

“Mãos que interpretam.” a) Qual é a classe gramatical da palavra que? Pronome relativo.

b) A que termo essa palavra se refere? mãos c) Que função sintática a palavra que desempenha nessa estrutura? A função de sujeito.

2. Observe o emprego da palavra que nas outras estruturas sintáticas. a) A classe gramatical da palavra que se modifica? Não, ela é sempre pronome relativo.

b) Qual é a função sintática da palavra que nessas outras estruturas sintáticas? A função de sujeito.

(Revista Serafina, dezembro 2013. Folha de S. Paulo.)

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3. Em “mãos que regem uma orquestra ou tocam um instrumento”, o anúncio faz uso de uma figura de linguagem. a) Qual é essa figura? A metonímia. b) A quem o anúncio se refere quando cita as mãos que regem uma orquestra, tocam um instrumento, talham a madeira, etc.? Refere-se a todos os artistas brasileiros. c) Que relação existe entre as diferentes ações realizadas pelas mãos e a função sintática desempenhada pelo pronome relativo que? O pronome relativo que refere-se a mãos e desempenha a função de sujeito, ou seja, são as mãos (dos artistas) que fazem a arte acontecer no país. As mãos (ou os artistas) são os sujeitos da história artística do país.

4. Compare estas frases do texto:

• “Mãos que regem uma orquestra” • “Mãos que merecem nosso apoio, mas que acima de tudo merecem nossos aplausos.” a) Na 1ª frase, a palavra mãos se refere a que agente, isto é, quem realiza a ação de reger uma orquestra? As mãos dos artistas.

Não, são as mãos dos patrocinadores (da

b) Na 2ª frase, as mãos que aplaudem são do mesmo agente? Explique. Caixa) e do povo brasileiro em geral. c) A quem se refere o pronome nossos do enunciado?

Refere-se ao povo brasileiro em geral, mas também ao banco, que incentiva financeiramente a arte no país.

d) A conjunção mas normalmente é adversativa e tem o sentido de oposição. Na 2ª frase, ela foi empregada com esse sentido? Não, ela tem o sentido de adição.

5. Todo anúncio tem a finalidade de promover um produto, uma marca ou uma ideia. Qual é a finalidade do anúncio em estudo?

Professor: Sugerimos abrir a discussão com a classe. O anúncio representa uma homenagem aos artistas brasileiros. Contudo, não se pode deixar de notar que, fazendo isso, ele acaba promovendo a própria instituição, que passa a ser conhecida como um banco que se preocupa com a arte brasileira.

6. Na parte de baixo do anúncio, lemos:

“Até o final de 2013 serão mais de R$ 60 milhões destinados às artes e aos artistas brasileiros. Onde tem cultura brasileira, tem as mãos da CAIXA.” Qual é o sentido da palavra mãos nesse contexto?

Tem o sentido de “ajuda financeira, apoio”.

SEMÂNTICA E DISCURSO

Leo Burnett

Leia o anúncio ao lado.

1. Em relação ao enunciado principal do anúncio: a) Identifique o pronome relativo e o seu antecedente. que – um prêmio b) Identifique a função sintática do pronome relativo. objeto direto

2. Um anúncio pode promover um produto, um serviço ou uma ideia. a) O que esse anúncio promove?

Uma ideia: a de que o reconhecimento do cliente é o que mais importa para uma empresa. Dirige-se a parceiros do grupo Fiat.

b) A quem ele se dirige?

c) Levante hipóteses: Se o anúncio visa atingir interlocutores específicos, por que, então, ele foi publicado num jornal?

(O Estado de S. Paulo, 15/6/2010.) Professor: Abra a discussão com a classe. Sugestão: Porque divulgar a premiação dos parceiros Fiat é uma forma de promover a marca, ou seja, é uma forma de mostrar ao cliente final que a marca estimula seus representantes a realizar um atendimento de qualidade.

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de OLHO na escrita

PLURAL DOS ADJETIVOS COMPOSTOS Leia este poema:

Nem em pé-d’água Em pé de atleta Em pé de cabra Em pé de boi ou de galinha Em pé-de-meia Ou de moleque Nem sequer em pé de pato Não não entra o sapatinho Vermelho-sangue Todo lindo De rubi Feito só pra os pezinhos Delicados de meu bem. Pés de moça tão dileta Digna do meu bem-querer. Breque! Ora escrevo diferente: Bem te quero Assim sem hífen Bemquerer assim pertinho Pra aquecer o amor da gente

Thinkstock/WMO

Bem-querer benquerendo

Bemquerer assim sem hífen pra que sempre ele esquente O meu coração pé-frio! (Felipe Stucchi de Souza, aluno do 3º ano do ensino médio) dileto: preferido na estima, na afeição; querido de modo especial; amado.

1. No poema há uma série de palavras em cuja composição entra a palavra pé. Observe-as e responda: a) Como essas palavras se classificam? Como substantivos compostos ou locuções substantivas. b) Como se faz o plural dessas palavras? Pluralizando-se o 1º elemento: pés-d’água, pés-de-meia, pés de atleta, etc.

2. Por que, de acordo com o eu lírico, o sapatinho não entra em nenhum dos “pés” citados? 3.

Porque o sapatinho foi feito especialmente para os pés delicados da moça que ele ama. A partir do verso “Breque!”, o eu lírico passa a escrever “diferente”; ele elimina o hífen do substantivo composto Justifique o título do poema. bem-querer para falar da proximidade que deseja ter com a amada.

4. Há no poema dois adjetivos compostos. a) Identifique-os. vermelho-sangue, pé-frio b) Como eles ficariam se o substantivo que eles acompanham estivesse no plural? vermelho-sangue, pés-frios

5. O poema tem um ritmo bem marcado. No último verso, entretanto, houve uma quebra no ritmo. Relacione essa quebra rítmica ao sentido do verso. O coração pé-frio do eu lírico desarmoniza o ritmo.

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Para empregar adequadamente os adjetivos compostos no plural, observe as regras seguintes.

• Nos adjetivos compostos, apenas o último elemento vai para o plural:

sapatinhos verde-escuros

acordos luso-brasileiros

Exceção:

•  azul-marinho, que é invariável: calças azul-marinho.

• Os adjetivos compostos que se referem a cores são invariáveis quando um dos elementos é um subs­tantivo: camisetas amarelo-canário

bolsas verde-água

subst.

subst.­

EXERCÍCIOS 1. Para deixar as frases seguintes de acordo com a norma-padrão, coloque no plural, quando possível, os adjetivos compostos destacados. a) O garotinho tem cabelos castanho-escuro e olhos verde-claro. castanho-escuros, verde-claros b) Você fica sério com essas roupas verde-oliva. verde-oliva c) Os alunos decidiram que usarão como uniforme calças azul-marinho e camisetas branco-gelo. azul-marinho, branco-gelo

d) Entrem, por favor. Vocês são sempre bem-vindo em minha casa. bem-vindos

2. Reescreva as frases a seguir, completando-as com os adjetivos compostos indicados, flexionados no plural. a) O inglês e o alemão são línguas . (anglo-germânico) anglo-germânicas b) Os políticos precisam buscar soluções para os problemas  do país. (econômic­o-financeiro) econômico-financeiros

c) Obras literárias e técnicas  são de fácil importação. (ibero-americano) ibero-americanas

Gaturro, Nik © 2008 Nik / Dist. by Universal Uclick

d) O hospital municipal atende à população com equipamentos  e instrumentos  de primeira. (médico-hospitalar, médico-cirúrgico) médico-hospitalares, médico-cirúrgicos

(Nik. Gaturro. Cotia-SP: Vergara & Riba, 2008. v. 1, p. 40.)

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CAPÍTULO

3

Eu: entre o real e o ideal Na página do Facebook daquela garota há um pouco de tudo: a imagem de uma flor, um poeminha maneiro, o trecho de uma canção, um pensamento filosófico e muitas, muuuuiiitas fotos! Mas, afinal, onde está a garota de verdade em meio a tantas coisas?

Desde as priscas eras do Orkut, em minhas perambulações pelas redes sociais, noto o fenômeno. Entro no perfil de uma moça e começo a olhar suas fotos: encontro-a ali ainda criança, vestida de odalisca, num Carnaval já amarelado do século 20; a vejo com seu cachorro, numa praia, recentemente; com uma turma na piscina de um sítio, no final da adolescência; numa 34 com o namorado, espremida na mesma cabine, talvez numa viagem à Europa. Então, sem que eu me dê conta, um retrato puxa meu olhar. Minha reação imediata, naquele interregno mental em que as pupilas já captaram a imagem, mas o cérebro ainda não teve tempo de processá-la, é de surpresa: como ela saiu bem nessa foto! Só um segundo depois percebo o engano: quem saiu bem não foi a garota do perfil, mas Penélope Cruz, Marilyn Monroe, Sarah Jessica Parker ou outra atriz famosa, cuja imagem foi contrabandeada para aquele álbum por conta de alguma semelhança com sua dona. Olho as outras fotos. Comparo. E da distância — às vezes menor, às vezes maior — entre a estrela de cinema e a mulher do Facebook, surgem sentimentos contraditórios. De início, topar com a destoante atriz me dava certa pena: afinal, por mais bonita que fosse a moça, nunca alcançava a musa. “Será que ela acredita mesmo ser parecida com a Sharon Stone?”, eu pensava, com uma pitada de vergonha alheia, como se estivesse diante de uma pessoa incapaz de lidar com a realidade, uma pessoa com delírios de grandeza, com delírios de beleza. Aos poucos, contudo, fui chegando à constatação óbvia de que todo perfil de rede social é um retrato ideal de nós mesmos. Se ponho um link para um filme do Woody Allen, se cito uma frase de Nietzsche; mesmo quando posto uma foto de um churrasco, não estou eu, também, editando-me? Tentando pegar esse aglomerado de defeitos, qualidades, ansiedades, desejos e frustrações e emoldurá-lo de modo a valorizar o quadro — engraçado, profundo, hedonista?

Thinkstock/Getty Images/Shutterstock/ WMO

Perfis de redes sociais são retratos ideais de nós mesmos

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Estúdio BRx

Pensando bem, nem precisamos ir até o exagero das redes sociais — essa versão caricaturada de nós mesmos. Toda vez que nos vestimos, que abrimos a boca para emitir uma opinião, toda vez que empurramos o mundo pra baixo e o corpo pra frente, dando um passo, de peito aberto, de ombros curvados, de nariz empinado ou de olhos pro chão, estamos travando esta negociação entre o real e o ideal. Estamos enviando aos outros e a nós mesmos a soma de nossos fardos e de nossas aspirações. Há pobres que se vestem de ricos e ricos que se vestem de pobres, magrelos que andam de braços arqueados, como se fossem musculosos, feiosos que entram num restaurante crentes que são o George Clooney e possíveis galãs e divas que, ignorantes ou culpados por suas belezas, caminham por aí mais parecidos com Tims Burtons e Zezés Macedos. No fim, acabamos sendo um meio-termo entre o ator e o roteiro que tentamos escrever. Hoje, portanto, admiro as moças que colocam fotos de belas atrizes entre as suas. Vejo ali um pouco de ousadia, um pouco de esperança, e, acima de tudo, algo oposto ao que eu via antes: não um delírio, a tentativa de fugir de si próprias, mas a capacidade de aceitarem-se na harmoniosa mistura entre o que são e o que gostariam de ser. hedonista: aquele que busca o prazer.

Antônio Prata (Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/1114664-perfis-de-redes-sociais-sao-retratos-ideais-de-nos-mesmos.shtml. Acesso em: 20/6/2014.)

interregno: intervalo entre dois momentos. prisca: antiga, velha, primeira.

Estudo do texto 1. O texto trata de um fenômeno que vem se difundindo bastante nos últimos tempos, em todas as faixas etárias. a) Qual é o fenômeno? Estar ligado às redes sociais. b) O narrador faz referência às “priscas eras do Orkut”. Qual é a avaliação apreciativa que se revela no emprego da palavra priscas para caracterizar o Orkut? A avaliação de que o Orkut está ultrapassado.

2. Ao navegar nas redes sociais, o narrador entra no perfil de uma moça. a) O que as fotos da moça retratam?

As fotos da moça a retratam em várias fases da vida: a infância, a adolescência e a fase adulta.

b) Que surpresa tem o narrador?

A surpresa de ver a foto de uma atriz famosa entre as fotos da moça.

c) O narrador diz ter tido um sentimento de “vergonha alheia”. Explique o sentido dessa expressão no contexto.

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Quem é Antônio Prata? Antônio Prata nas­ ceu em São Paulo, em 1977. Filho do escritor Mário Prata, vem se destacando no gênero crônica, como o pai. Estudou Filosofia, Cinema e Ciências So­ ciais, mas não chegou a concluir nenhum dos cursos. Descobriu sua verdadeira vocação na literatura e tem vários livros publicados, entre eles As pernas da tia Corália, Inferno atrás da pia, Adulterado e Meio intelectual, meio de esquerda. Atualmente vem se dedicando também ao romance e ao cinema. Foi cronista da revista Capricho, do jornal O Estado de S. Paulo e, atualmente, publica suas crônicas no jornal Folha de S. Paulo.

Paulo Iannone/Frame/Folhapress

COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO

O narrador se coloca no lugar da moça e sente vergonha por ela. Ou seja, ele via a postagem de fotos de atriz famosa como sinal de que a moça tinha problemas como “delírios de grandeza” ou “delírios de beleza”, mas fazia isso de forma inocente, sem ter um senso crítico, sem perceber o significado do seu gesto.

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3. Baseado nas observações que faz, o narrador chega a uma conclusão sobre os perfis apresentados nas redes sociais. a) Qual é a conclusão? Explique-a. Ele chega à conclusão de que “todo perfil de rede social é um retrato ideal de nós mesmos”. b) O que o narrador conclui quanto ao papel que têm as imagens, os pensamentos e os links de filmes? Ele conclui que tudo o que é postado tem a função de criar uma identidade que não é a real, mas sim a identidade que a pessoa gostaria de ter.

4. Durante o desenvolvimento do texto, o narrador expõe a mudança de suas reflexões acerca do assunto. a) De acordo com o 5º e o 6º parágrafo o confronto que ele vê entre o real e o ideal restringe-se às ele percebe que também fora das redes sociais nós procuramos redes sociais? Justifique sua resposta com exemplos. Não, passar uma imagem do que não somos (ou, pelo menos, não totalmente), seja pela postura física, seja pelas roupas escolhidas, seja pelo tipo de pessoa que pretendemos imitar.

b) Na afirmação “acabamos sendo um meio-termo entre o ator e o roteiro que tentamos escrever”, quem é o ator? O que é o roteiro? O ator é a pessoa real, e o roteiro é aquilo que a pessoa imagina ser ou gostaria de ser (o ideal).

5. No início do texto, o narrador achava que a moça que postava fotos de artistas no meio das suas queria “fugir de si mesma”. No último parágrafo, entretanto, ele revê sua posição e diz até admirá-la. a) Que argumento apresentado no texto justifica essa nova visão?

O argumento de que esse gesto tem algo de ousadia, já que as moças têm a capacidade de se aceitarem como a mistura entre o que são e o que gostariam de ser.

b) Do seu ponto de vista, a admiração do narrador é verdadeira ou irônica? Justifique sua resposta. Resposta pessoal. Professor: Sugerimos abrir a discussão com a classe, pois pode haver mais de uma interpretação para o ponto de vista expresso pelo narrador.

A LINGUAGEM DO TEXTO 1. O narrador vai, aos poucos, mudando seu ponto de vista sobre as pessoas que postam fotos de artistas entre as próprias fotos. Entre as seguintes expressões empregadas no texto, quais marcam essa mudança de visão?

X

• “Desde as priscas eras”

X

• “Aos poucos, contudo”

• “Pensando bem”

X

• “Hoje, portanto”

• “Então”

2. No 1º parágrafo, o narrador refere-se a uma foto de um “Carnaval já amarelado do século 20”. Qual é o sentido da palavra amarelado no contexto? Tem o sentido de “envelhecido, antigo”.

3. A palavra contrabandeada, empregada no trecho “ou outra atriz famosa, cuja imagem foi contrabandeada para aquele álbum”, pertence a uma área semântica relacionada à ilegalidade, ao proibido. O que justifica o emprego dessa palavra pelo narrador, no contexto? A foto da artista não pertencia à moça; logo, a moça estava fraudando a imagem dela própria e, com isso, enganando as pessoas que viam sua página; daí a ideia de ilegalidade.

4. Releia este trecho do texto:

“Tentando pegar esse aglomerado de defeitos, qualidades, ansiedades, desejos e frustrações e emoldurá-lo de modo a valorizar o quadro — engraçado, profundo, hedonista?” A que se referem os adjetivos engraçado, profundo, hedonista?

LEITURA EXPRESSIVA DO TEXTO

Os adjetivos referem-se às características do quadro que formamos de nós mesmos por meio de tudo o que postamos. Ou seja, o que postamos pode resultar em um quadro engraçado, ou em um quadro profundo (reflexivo), e assim por diante.

Junte-se a um colega e façam, um para o outro, a leitura expressiva do último parágrafo do texto. Ao ler, valorizem as pausas indicadas pelas vírgulas, deem ênfase à expressão acima de tudo e à palavra oposto, entre outras. Busquem uma entonação que seja um misto de admiração e espanto. Convide alguns alunos voluntários para fazer a leitura expressiQuando a leitura estiver boa, apresentem-na à classe. Professor: va. Valorize os aspectos positivos de cada leitura.

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Professor: A indicação de censura para o filme Ela é 14 anos. Considerando que alguns alunos da sala ainda não completaram essa idade, sugerimos que assista previamente ao filme, a fim de avaliar a adequação dele à realidade dos alunos. O filme tem 126 minutos. O ideal seria promover uma sessão de cinema na própria escola. Contudo,

Warner Bros

Cruzando linguagens

Assista ao filme Ela, de Spike Jonze. Depois, com a orientação do professor, caso isso não seja possível, peça aos alunos que vejam o filme em participe de uma discussão sobre o filme.casa. Você pode aproveitar o roteiro no todo ou em parte e propor um debate da classe em torno das questões.

1. No início do filme, Theodore, o protagonista, vive uma situação especial. a) O que tinha acabado de acontecer na vida dele? A separação, no casamento. b) Como ele se sentia? Ele se sentia triste, melancólico, solitário, deprimido. c) Como ele passava o tempo livre?

Ele ficava sozinho em casa e se divertia jogando videogame.

d) O que o levou a adquirir um sistema operacional especial?

Cartaz do filme Ela.

Provavelmente a solidão.

2. O filme é classificado na categoria drama, mas tem elementos de ficção científica. a) Em que tempo se passa a história? A história se passa em um tempo indeterminado, mas situado no futuro. b) Como é a cidade em que Theodore vive?

É uma cidade moderna, fria, impessoal, com muitos arranha-céus e uma multidão caminhando nas calçadas.

c) Que elementos da tecnologia mostrados no filme ainda não fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas? Entre outros, ditar cartas ao computador, dar diferentes comandos de voz ao computador ou a uma espécie de smartphone e, principalmente, a qualidade do videogame e a capacidade do sistema operacional Samantha mostrados no filme.

3. Ao se tornar usuário do sistema operacional Samantha, Theodore vê sua vida mudar. a) Paradoxalmente, como Samantha se posiciona em relação à vida humana? Ela admira a vida humana e se mostra otimista em relação a ela.

b) Que diferenças há entre a relação de Theodore com Samantha e a relação dele com Catherine, a ex-mulher? Samantha escuta Theodore, incentiva-o profissionalmente e ajuda-o a organizar a rotina; enfim, é uma companheira ideal. Catherine tinha sido uma boa companheira, porém, por ser real, gostaria que Theodore tivesse atitudes diferentes das que tinha, ou seja, ela tinha se tornado insatisfeita com ele.

4. O título original do filme, em inglês, é Her. A palavra her é, na língua inglesa, um pronome que não desempenha a função de sujeito. Levante hipóteses: Por que o diretor não deu ao filme o nome de She?

Resposta pessoal. Sugestão: A palavra her é usada como pronome possessivo (dela) e também com a função de objeto, o que é coerente com a condição de máquina de Samantha.

5. O filme promove profundas reflexões sobre o amor e sobre as relações humanas em geral.

a) O que as cartas que Theodore escrevia profissionalmente demonstram em relação aos sentimentos humanos naquele tipo de mundo? As pessoas estão empobrecidas emocionalmente e até mesmo as cartas de amor são virtuais, compradas, ideais, e não reais.

b) Os relacionamentos amorosos reais mostrados no filme são bem-sucedidos?

Não, com exceção do chefe de Theodore, que tem uma namorada, todos os outros relacionamentos são fracassados, inclusive o de Amy, amiga do protagonista.

c) Amy, amiga de Theodore, afirma em certo momento: “O amor é uma forma de insanidade socialmente aceitável”. Como você interpreta essa frase? No mundo em que as personagens do filme vivem, não há espaço para os sentimentos e a paixão. Tudo é controlado racionalmente e, por isso, o amor é considerado uma “forma de insanidade”, pois entra em conflito com a razão.

6. Tradicionalmente, as máquinas são retratadas, no cinema, em oposição ao ser humano.

Não; ao contrário disso, o filme mostra uma fusão entre o ser humano e a máquina que procura aprender cada

a) No filme Ela, isso acontece? vez mais com os humanos e chega quase a tornar-se um ser humano. b) Ela é perfeita: é amiga, compreensiva, divertida — enfim, reúne todas as qualidades que cada

b) Como Samantha é, se comparada aos humanos? ser humano gostaria que o(a) companheiro(a) tivesse.

Everett Collection/Keystone Brasil

c) Na comparação entre o mundo real e o virtual, qual mundo sobressai positivamente no filme? Dê exemplos de situações em que isso se evidencia. O mundo virtual sobressai, como é o caso das cartas que Theodore escreve, que são melhores do que as cartas que as pessoas saberiam escrever; ou a própria Samantha, que se mostra uma “namorada” melhor do que as namoradas reais.

7. Aos poucos, o sistema operacional usado por Theodore se populariza, se massifica, se globaliza.

a) A massificação do uso de Samantha entre as pessoas mostra que as relações humanas verdadei-

a) O que esse fato mostra sobre a qualidade das relações huestão fracassadas, pois são cheias de problemas. manas naquele contexto? ras Por isso, todos preferem viver no mundo idealizado. b) O retrato desse mundo impessoal, anônimo, globalizado, pode ser um alerta para o rumo que as relações humanas em nossa sociedade estão tomando? Por quê? Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que sim, pois há uma crítica a certos comportamentos humanos de hoje, que privilegiam o virtual, deixando o real em segundo plano.

Cena do filme Ela.

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Trocando ideias 1. Muitas pessoas ficam o tempo todo conectadas, deixando de viver a vida como ela é. Você acha que a vida na Internet é melhor do que a vida real?

2. Para você, a imagem que passamos de nós — nas redes sociais ou não — é o retrato do que de fato somos e do que gostaríamos de ser, como diz Antônio Prata?

3. Você participa de alguma rede social? O que você posta e por quê? O que você acha que não deve ser postado?

4. Você acha que um dia chegaremos, como no filme Ela, a viver em um mundo frio e impessoal, em que as máquinas sejam mais perfeitamente humanas do que os próprios seres humanos?

ler é reflexão Grudados no Facebook Aqueles que mais usam a plataforma são os que mais sentem prazer em ser avaliados pelos outros Eu resisti o quanto pude, mas acabei sucumbindo no ano passado, por necessidade profissional e também para “conhecer o inimigo”, já que meus filhos inevitavelmente usariam a plataforma. Logo em um dos primeiros posts, uma provocação aos jovens chamada “Você quer mesmo ser cientista?”, descobri o poder do Facebook: através de compartilhamentos, foram centenas de curtidas em um dia só — e eu me descobri grudada na tela, acompanhando as curtidas e os comentários que chegavam. Por que o Facebook tem o poder de transfixar o usuário em sua frente? Um grupo de neurocientistas alemães suspeitou que a resposta estivesse no retorno positivo que a plataforma oferece por meio das curtidas públicas aos posts dos usuários. As curtidas servem como uma indicação da reputação social do usuário, e ter boa reputação é algo valioso por aumentar a chance de ser alvo de boa vontade e cooperação dos outros. Mas nem sequer é preciso pensar a respeito para apreciar o valor da boa reputação: descobrir que gostam da gente ou receber outras formas de avaliação positiva são estímulos fortes para o estriado ventral, estrutura do sistema de recompensa do cérebro que nos premia com uma sensação de prazer quando algo positivo acontece. Mais tarde, a lembrança desse reforço positivo serve como motivação para repetir o que deu certo — e assim a causa da boa reputação se afirma. Os pesquisadores da Universidade Livre de Berlim examinaram a relação entre a intensidade de uso da plataforma e a sensibilidade do cérebro dos usuários a recompensas de dois tipos: monetárias e sociais. O resultado foi uma correlação clara entre a intensidade com que o estriado ventral de cada voluntário respondia a avaliações sociais positivas de boa reputação, na forma de adjetivos associados à sua pessoa, e a frequência de uso do Facebook por cada voluntário. A sensibilidade a retorno monetário não importa: aqueles que mais usam a plataforma são as pessoas que sentem mais prazer em ser avaliadas positivamente pelos outros. A descoberta explica por que o Facebook é um sistema tão poderoso quanto um videogame: justamente porque funciona como um videogame, onde você aperta alguns botões e descobre imediatamente, pelas opiniões dos outros, se o resultado foi positivo. Como esse é um videogame de adultos que se leva no bolso, é difícil resistir a “jogar” o tempo todo... SUZANA HERCULANO-HOUZEL é neurocientista, professora da UFRJ e apresentadora do programa Cerebrando (cerebrando.net). (Folha de S. Paulo, 15/10/2013.)

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Produção de texto O EDITORIAL Os bons jornais e revistas do país, quando noticiam os fatos, evitam misturar notícia com opi­nião. Assim, procuram veicular a notícia com certa neutralidade e, quando querem opinar sobre um fato re­ levante, expressam seu ponto de vista numa seção criada especificamente para esse fim: o editorial. Da mesma família de outros gêneros argumentativos, o editorial faz a defesa de um ponto de vista. Por isso tem uma finalidade persuasiva, isto é, procura convencer o leitor a partir de argumentos. Leia, a seguir, um editorial publicado em um grande jornal da cidade de Porto Alegre.

O legado das ruas

Luciana Whitaker/Pulsar Imagens

Um ano depois da eclosão dos protestos de rua que, a partir de junho do ano passado, mexeram com a vida do país em muitos aspectos, as mobilizações populares mudaram de perfil, enquanto os manifestantes lembram cada vez menos os do período inicial. E, apesar de algumas conquistas importantes registradas desde então, muitos pleitos continuam sem resposta. Por isso, é positivo que os porta-vozes das reivindicações – parte dos quais afastada das ruas pela discordância com a violência dos protestos – continuem aperfeiçoando sua pauta. Desde que de forma pacífica, os manifestantes precisam preservar suas bandeiras, na maioria dos casos em favor de um Brasil mais ético, mais justo e mais eficiente sob o ponto de vista dos cidadãos. Deflagrado majoritariamente por jovens usuá­rios das redes sociais inconformados com a má qualidade do transporte público, o movimento

Manifestação de jovens no Rio de Janeiro, em 2013.

ganhou logo adeptos em todas as faixas sociais e etárias. O resultado imediato foi maior transparência e até mesmo revisão nas tarifas. Ficaram faltando as mudanças na forma como as conces-

sionárias operam, mas a conquista inicial foi suficiente para ampliar a pauta. A vitória da Seleção Brasileira de Futebol na Copa das Confederações, realizada em meio aos protestos iniciais, não foi suficiente para livrar a Fifa e o próprio governo de se transformarem em alvo permanente de críticas. A partir daí, as reivindicações passaram a se concentrar em mais qualidade dos serviços públicos, particularmente os mais degradados. De junho do ano passado até o deste ano, os avanços mais visíveis são os relacionados a maior transparência e mais simplicidade em processos relacionados tanto ao setor público quanto ao privado. A sensação de insegurança se mantém, o debate sobre as ações necessárias para a educação continua e as providências na área de saúde pública limitam-se a ações de maior visibilidade e resultados ainda não devidamente comprovados, como o Mais Médicos. De 25 projetos surgidos como resposta ao clamor das ruas, apenas sete viraram leis. Um ano depois, a maior conquista dos manifestantes foi o seu próprio amadurecimento, com reflexos positivos sobre a agenda de mudanças para o país. Escanteada dos atos públicos pela violência dos black blocs, a classe média recolheu seus cartazes. Com isso, esvaziou as mobilizações, cedendo espaço a grupos organizados reduzidos, que hoje se valem mais do barulho e, em muitos casos, de métodos violentos, focados em causas menores e na inútil rejeição à Copa. Ainda assim, o balanço do perío­do é positivo. As autoridades passaram a ver os movimentos sociais com mais respeito, houve avanços éticos na política e os cidadãos descobriram o poder de usar organizadamente as novas ferramentas de comunicação, com ganhos evidentes para a cidadania. (Zero Hora, 5/6/2014.)

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1. O editorial lido manifesta o ponto de vista do jornal a respeito de um tema. a) Qual é esse tema? As manifestações que tomaram conta do país em junho de 2013. b) Qual é o ponto de vista do jornal a respeito do tema? O de que o saldo das manifestações foi positivo, pois houve conquistas importantes — embora muitas reivindicações tenham continuado sem respostas —, os manifestantes amadureceram e as autoridades passaram a ver os movimentos sociais com mais respeito.

2. O editorial geralmente apresenta três partes essenciais: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. Na introdução, é apresentado o assunto sobre o qual é feito o comentário e o posicionamento do jornal a respeito dele, isto é, a favor ou contra. Em relação ao editorial em estudo: a) Identifique a tese ou a ideia principal, isto é, a ideia desenvolvida no texto, e indique o parágrafo em que ela se encontra. Trata-se da ideia de que é positivo que os porta-vozes das reivindicações continuem aperfeiçoando sua pauta, uma vez que muitas delas permanecem sem resposta. Ela se encontra no 1º parágrafo do texto.

b) Que parágrafos constituem o desenvolvimento? O 2º e o 3º parágrafos, principalmente. c) Que parágrafo corresponde à conclusão? O último.

3. Os parágrafos do desenvolvimento desempenham o papel de fundamentar com argumentos a ideia principal do texto. a) Que ideia(s) o 2º parágrafo apresenta? b) E o 3º parágrafo?

A de que as reivindicações resultaram em maior transparência e mais simplicidade em processos relacionados tanto ao setor público quanto ao setor privado.

4. A conclusão dos editoriais geralmente aparece no último ou nos últimos parágrafos do texto. Os tipos mais comuns de conclusão são a síntese, que reforça a ideia principal por meio de um resumo do que foi exposto, e a proposta, na qual são feitas sugestões para a solução do problema enfocado. Na sua opinião, o editorial lido apresenta uma conclusão do tipo síntese ou do tipo proposta? Justifique sua resposta. Trata-se de uma conclusão do tipo sínte-

se. Nela é reforçada a ideia de que o saldo das manifestações de junho é positivo, pois elas resultaram em ganhos evidentes para a cidadania.

Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo/AE

A de que o saldo das reivindicações em relação ao transporte público foi positivo, pois elas resultaram em maior transparência e na revisão do preço das passagens, e a de que houve ampliação da pauta de reivindicações, que passou a se concentrar na exigência de mais qualidade nos serviços públicos.

Protesto contra os gastos na Copa de 2014, realizado em Fortaleza, Ceará, em 2013.

5. Observe a linguagem do texto.

a) Que variedade linguística é adotada no texto? Uma variedade de acordo com a norma-padrão. b) Que pessoa gramatical predomina no texto? A 3ª pessoa. c) Além da pessoa gramatical, expressões como “é positivo que os porta-vozes das reivindicações”, “a maior conquista dos manifestantes” e “o balanço do período é positivo” revelam um esforço do autor para tornar o texto pessoal ou impessoal? Justifique. Para tornar o texto impessoal. Professor: Lembre aos alunos que os editoriais, apesar de serem textos que expressam a opinião do veículo em que são publicados, utilizam uma linguagem impessoal (sem marcas que revelem a pessoa do locutor), com o fim de dar confiabilidade às ideias que expõem.

6. Troque ideias com seus colegas e, juntos, concluam: Quais são as características do editorial?

É um texto de natureza argumentativa, que expressa a opinião de um jornal ou de uma revista sobre um assunto da atualidade. Tem por finalidade convencer o leitor a respeito de um determinado ponto de vista. Apresenta normalmente três partes essenciais: introdução, desenvolvimento e conclusão. A tese ou ponto de vista que defende se fundamenta em comparações, exemplificações, depoimentos, pesquisas, dados estatísticos, etc. A linguagem é impessoal e segue a norma-padrão. Professor: Com as conclusões dos grupos, sugerimos montar coletivamente na lousa um quadro com as principais características do editorial.

AGORA É A sua

vez

A Editora Papirus convidou dois consagrados escritores da literatura brasileira, Ana Maria Machado e Moacyr Scliar, para “discorrer sobre alguns espaços e momentos de intersecção entre a literatura e o amor”. Leia a seguir um trecho desse diálogo.

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Solidariedade: gesto plural Ana Maria – [...] Eu estava aqui pensando um pouco na expressão da solidariedade, do amor fraternal... Eu gostaria muito de acreditar que as organizações do Terceiro Setor, as ONGs e similares são espaços contemporâneos para esse fim. Não gosto de generalizar, deve haver alguns casos em que isso seja verdade, sempre existiram na história da humanidade, mas penso que na maioria das vezes não é assim. Acho que há duas vertentes dignas de nota sobre o tema. Uma é o fato de que é considerado politicamente correto fazer parte dessas organizações e todo mundo quer sair bem na foto. Hoje em dia, quando alguém vai a uma entrevista de emprego ou solicita uma bolsa de estudos, sempre é perguntado se a pessoa trabalha como voluntária. Portanto, esse é um dado entendido como positivo no currículo. Essa talvez seja uma resposta cínica, mas acho que acontece sim, e muito. [...] Por outro lado, na segunda vertente, há uma realidade que me impressiona muito. Conto um pouco de minha experiência para exemplificar. Atualmente, há pouco convívio da família estendida, dos primos, entre outros familiares. No entanto, minha família é muito agarrada, muito grudada. [...]. Houve uma época, por exemplo, em que três deles – uma filha e dois sobrinhos – davam aula num curso pré-vestibular comunitário da Rocinha. Não sei detalhes sobre os horários dos outros, mas minha filha, todas as sextas-feiras à noite, durante dois anos, ia dar aula sem ganhar nada, ou melhor, sem remuneração. [...] Entre meus outros sobrinhos, há um que fez medicina e, quando se formou, disse que não poderia se considerar médico se não fizesse alguma coisa pelos outros, num lugar que precisasse muito de assistência. Não foi nada fácil viabilizar seu projeto, mas ele acabou indo como voluntário, pelo Exército, para a Amazônia. [...] [...] Então, acho que existem, sim, histórias muito bonitas de diferentes formas de solidariedade. Estou dando apenas alguns exemplos próximos, mas acho que, atualmente, isso, de alguma forma, substitui a militância partidária que caracterizou a geração anterior, dos pais deles. Todos os meus irmãos tiveram algum tipo de engajamento, participaram do movimento estudantil ou coisa parecida. Hoje, não é mais essa a via de atuação social, mas fomos criados desse modo e criamos nossos filhos assim. [...] No caso das novas gerações, os jovens estão trabalhando pelo outro, pela coletividade, enquanto seus pares estão na balada de sexta-feira à noite – enfim, é mais invisível. Acho que isso é uma expressão genuína de algo que podemos chamar de fraternidade. Moacyr – Você tocou num assunto tão importante quanto interessante, que é essa questão das novas formas de vida comunal. A convivência entre as pessoas mudou. Em geral, esses são jovens que não querem uma vida hipócrita, fingida; querem viver de uma maneira diferente, autêntica, altruísta. E existem muitas experiências sociais desse gênero. [...] [...] Na minha juventude frequentei um movimento juvenil que seguia muitos dos princípios da vida comunal. Por exemplo, todo o dinheiro que a gente ganhava ia para uma caixa comum, e depois aquilo era repartido fraternalmente. Quando acampávamos, todo mundo comia a mesma coisa, ninguém levava bala ou chocolate só para si. [...] (Ana Maria Machado e Moacyr Scliar. Amor em texto, amor em contexto — Um diálogo entre escritores. Campinas-SP: Papirus 7 Mares, 2009. p. 62-66.)

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Pelo diálogo mantido pelos escritores, pode-se perceber que eles não concordam com a ideia de que a juventude atual é alienada e despolitizada. E você, o que pensa a respeito desse assunto? O jovem atual está atento aos problemas de sua comunidade, de seu país? Escolha um dos temas sugeridos a seguir ou outro que queira. Converse com outras pessoas — jovens e adultos — sobre o tema escolhido. Você poderá também pesquisar o assunto em jornais e revistas da atualidade ou na Internet. Depois defina qual será a sua posição em relação ao tema. A seguir, anote no caderno os argumentos (a favor ou contra) e redija um editorial, que depois fará parte do jornal que, em grupo, você deverá montar e expor no projeto Jovem: o que você quer?, do capítulo Intervalo desta unidade. Temas sugeridos:

• O  olhar do jovem sobre o descuido público com a cidade e/ou com o cidadão • O jovem e o envolvimento com a atuação em benefício do outro • Ser jovem hoje: alienação ou engajamento? • O jovem e a política • O jovem de hoje e os desafios que ele vive • O trabalho “invisível” do voluntariado jovem

Planejamento do texto • Tenha em mente o público para quem vai escrever — colegas de sua classe e de outras, professores e funcionários da escola, familiares e amigos que serão convidados para visitar a mostra que a classe montará no capítulo Intervalo.

• Escolhido o tema, pense na estruturação do texto: qual vai ser a ideia principal, os argumentos e a conclusão.

• Apresente a ideia principal no 1º parágrafo, deixando claro seu ponto de vista sobre o tema. • Desenvolva os argumentos que vão ampliar a ideia principal. É aconselhável que haja correspondência entre o número de argumentos e o número de parágrafos do desenvolvimento. Assim, se escolher, por exemplo, três argumentos, desenvolva-os em três parágrafos.

• Defina de que tipo será a conclusão (se do tipo resumo, que retoma as ideias apresentadas anteriormente, ou do tipo proposta, que apresenta uma saída para o problema enfocado) e apresente-a no último parágrafo.

Revisão e reescrita Antes de finalizar seu editorial, releia-o, observando:

• se ele expressa com clareza sua opinião a respeito do tema abordado; • se é capaz de convencer o leitor por meio de bons argumentos; • se apresenta uma ideia principal e fundamenta-a com argumentos consistentes; • se a conclusão é coerente com a ideia principal e com o desenvolvimento; • se a linguagem é clara, com verbos e pronomes predominantemente em 3ª pessoa, e se está de acordo com a norma-padrão e adequada ao suporte e ao perfil do público.

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A língua em foco AS ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS CONSTRUINDO O CONCEITO Gallo WW

Leia este anúncio:

(Prazeres da Mesa, nº 22.)

1. Na parte superior do anúncio, lemos o enunciado:

“Já que não é certo beber durante as refeições, sirva pratos que já dão água na boca.” a) Que relação existe entre a imagem do anúncio e esse enunciado?

A imagem sugere que os alimentos preparados com esse azeite ficarão tão bons que darão água na boca.

b) Explique o duplo sentido da expressão água na boca.

No sentido denotativo, significa encher a boca de água; no sentido conotativo, significa sentir vontade de comer os pratos feitos com o azeite anunciado.

c) Qual é a finalidade principal do anúncio? Persuadir o leitor a comprar o azeite de oliva da marca anunciada.

2. Observe este trecho do enunciado:

sirva pratos

que já dão água na boca

oração principal

2ª oração

a) A oração “que já dão água na boca” modifica uma palavra da 1ª oração. Qual é essa palavra? A palavra pratos.

b) Que palavra poderia substituir a oração “que já dão água na boca”? Qual é a classe gramatical dessa palavra? Entre outras possibilidades, poderia ser: apetitosos, prazerosos, deliciosos. A classe gramatical da palavra é adjetivo. c) Logo, a oração “que já dão água na boca” desempenha o papel de um substantivo, de um adjetivo ou de um advérbio? Desempenha o papel de um adjetivo.

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CONCEITUANDO No enunciado principal do anúncio há um período composto por subordinação. Veja:

sirva pratos

que já dão água na boca

oração principal

oração subordinada

A informação presente na oração subordinada poderia ser expressa por meio do adjetivo apetitosos (ou outro de sentido equivalente). Assim, teríamos:

sirva pratos apetitosos A oração que já dão água na boca, por desempenhar o papel de um adjetivo, é chamada de oração subordinada adjetiva.

Oração subordinada adjetiva é aquela que tem valor de adjetivo, pois cumpre o papel de ca­racterizar um substantivo (nome ou pronome) antecedente.

Classificação das orações adjetivas Imagine que um fazendeiro criador de gado diga a outro fazendeiro:

Os bois de minha fazenda que contraíram a febre aftosa serão sa­crificados.

Atenção As orações subordinadas adje­tivas são in­ tro­duzidas pelos pro­no­mes re­la­ti­vos que, on­de, o qual (a qual, os quais, as quais), cujo (cuja, cujos, cujas).

Observe a estrutura sintática desta frase:

Os bois de minha fazenda que contraíram a febre aftosa serão sacrificados.

oração principal

Note que a oração principal da frase é “Os bois de minha fazenda serão sacrificados”. Nes­se caso, que bois serão sacrificados? Do mo­do como a frase está redigida, ela dá a entender que somente uma parte dos bois será sacrificada, ou seja, apenas aqueles que contraíram a febre aftosa. Observe, agora, a alteração de sentido que ocorre na frase quando a oração adjetiva é colocada entre vírgulas:

or. subordinada adjetiva

oração principal

Como saber se uma oração é ou não adjetiva Uma dica: procure trocar o pronome relativo que a introduz por o(a) qual, os(as) quais, junto ou não de preposição. O uso desse artifício só não é possível com o conec­ tivo cujo e suas variantes, que são sempre pronomes re­lativos. Veja como ficaria o enunciado principal do anúncio lido: “[…] sirva pratos os quais já dão água na boca”.

Os bois de minha fazenda, que contraíram a febre aftosa, serão sacrificados.

oração principal

or. subordinada adjetiva

oração principal

Nesse caso, a intenção do fazendeiro é outra. Ele só lembra ao interlocutor uma informação já conhecida, isto é, que todos os bois de sua fazenda contraíram a doença e, por isso, todos serão sa­crificados.

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No primeiro caso, a oração adjetiva res­trin­ge, particulariza o sentido da palavra bois (apenas alguns); por isso, é uma oração su­bordinada adjetiva restritiva. No segundo caso, a oração acrescenta à palavra bois uma informação que já é do conhecimento do in­ter­locutor; por isso, é uma oração subordinada adjetiva explicativa. A oração adjetiva explicativa generaliza, universaliza o sentido da palavra bois (todos). Concluímos, assim, que as orações subordinadas adjetivas classificam-se em restritivas e explicativas.

Restritivas São as que delimitam, restringem ou particularizam o sentido de um nome (substantivo ou pronome) antecedente. Na escrita, ligam-se ao antecedente diretamente, sem vírgulas.

Explicativas São as que acrescentam ao antecedente uma informação que já é de conhecimento do interlocutor; assim, generalizam ou universalizam o sentido do antecedente. Na escrita, aparecem entre vírgulas. Ministério da Saúde

Substantivas ou adjetivas? Algumas construções que envolvem orações subordinadas podem provocar dúvidas. Por exemplo, na frase “Então você já sabe o que fazer”, do anúncio ao lado, a oração é substantiva ou adjetiva? Uma análise pouco atenta pode levar à conclusão de que a oração que fazer desempenha o papel de objeto direto da for­ ma verbal sabe. Mas essa conclusão não é correta, pois o objeto da forma verbal é, na verdade, a palavra o (pronome demons­ trativo com o sentido de “aquilo”). Trata-se, portanto, de uma oração adjetiva, que caracteriza a palavra o, antecedente do pronome relativo que. Veja como ficaria a frase com a substituição de o por aquilo: Então você já sabe aquilo que vai fazer. (Nova Escola, nº 224.)

EXERCÍCIOS Fernando Gonsales

Leia a tira a seguir e responda às questões 1 e 2.

(Fernando Gonsales. Níquel Náusea — Cadê o ratinho do titio?. São Paulo: Devir, 2011. p. 33.)

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1. No primeiro balão do 2º quadradinho da tira, o pronome relativo que foi empregado duas vezes. a) Identifique o termo antecedente dele em cada situação. primeira situação: aquela; segunda situação: faturas mágicas b) Qual é a função sintática do pronome relativo que em cada oração subordinada que ele introduz?

2.

que o príncipe descobre faturas mágicas: adjunto adverbial / que foram emitidas em duplicata: sujeito Professor: Lembre aos alunos que, na primeira ocorrência, fica implícita a conjunção em: “em que o príncipe descobre faturas mágicas”. Qual é a estratégia utilizada pelo pai para fazer os filhos dormirem? Contar uma história desinteressante.

3. Leia este texto:

A poluição causa o efeito estufa Em primeiro lugar, efeito estufa, por si só, é uma coisa boa: sem ele, a Terra seria um picolé. O efeito funciona como cobertor de gases que retêm o calor da luz solar perto da superfície do planeta. Seu principal causador é o dióxido de carbono, o gás que emitimos quando soltamos o ar na respiração, e que não tem efeito tóxico nenhum sobre os seres vivos. Portanto, não dá para chamá-lo de poluente. (Revista Galileu, nº 172.)

Há, no texto, três orações subordinadas adjetivas. a) Identifique-as. que retêm o calor da luz solar perto da superfície do planeta / que emitimos / que não tem efeito tóxico nenhum sobre os seres vivos b) Classifique as orações e justifique sua resposta do ponto de vista semântico.

As duas primeiras orações são adjetivas restritivas; a primeira porque se refere a apenas alguns tipos de gases, os que retêm o calor da luz solar; a segunda porque se refere a um gás específico, o dióxido de carbono. A terceira é adjetiva explicativa, porque explicita uma característica própria do gás que emitimos. Professor: A última oração adjetiva também pode ser classificada como restritiva. Contudo, de acordo com o sentido global do texto, pensamos que a melhor opção seja classificá-la como explicativa.

Orações adjetivas reduzidas Leia esta anedota, de Ziraldo:

O louquinho estava parado com um cordão amarrado na ponta de uma vassoura, pescando, na maior concentração. Mas não tinha anzol no cordão. Mesmo assim, de vez em quando, o louco dava um puxão. — Tá fazendo o que aí, ô biruta? — perguntou al­guém que passava por ali. — Tô pescando, não está vendo? — Ah, é? Pescando sem anzol? — E daí? Aqui não tem peixe... (Anedotinhas do Bichinho da Maçã. São Paulo: Melhoramentos, 1988. p. 17-8.)

Observe que a seguinte frase do texto é formada por duas orações:

O louquinho estava parado com um cordão amarrado na ponta de uma vassoura.

oração principal

or. subordinada adjetiva restritiva reduzida

A 2ª oração poderia ser desenvolvida, isto é, ser apresentada de outra forma e, ainda assim, expressar a mesma ideia. Observe e compare:

O louquinho estava parado com um cordão que estava amarrado na ponta de uma vassoura.

oração principal

or. subord. adjetiva restritiva desenvolvida

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Concluímos, então, que as orações subordinadas adjetivas podem ser desenvolvidas ou reduzidas. Quando reduzidas, têm o verbo no infinitivo, no gerúndio ou no particípio. Veja estes exemplos:

O professor observou duas alunas a discutir, baixinho, sobre o conteúdo da prova. (reduzida de infinitivo) A menina, conversando demasiadamente, não ouvia a aula. (reduzida de gerúndio) Eu comprei uma nova moto lançada neste ano. (reduzida de particípio)

EXERCÍCIOS 1. Leia este poema, de Mário Quintana:

Se o poeta falar num gato

Alexandre Camanho

Se o poeta falar num gato, numa flor, Num vento que anda por descampados e desvios E nunca chegou à cidade... Se falar numa esquina mal e mal iluminada... Numa antiga sacada... num jogo de dominó... Se falar naqueles obedientes soldadinhos de chumbo [que morriam de verdade... Se falar na mão decepada no meio de uma escada de caracol... Se não falar em nada E disser simplesmente tralalá... Que importa? Todos os poemas são de amor! (Antologia poética.. Porto Alegre: Globo, 1972. p. 105.)

a) No poema, há duas orações adjetivas. Identifique-as. que anda por descampados e desvios / que morriam de verdade... b) Classifique-as. Ambas são orações subordinadas adjetivas restritivas. c) Explique o sentido do verso “Todos os poemas são de amor!”, segundo a concepção do eu lírico. Resposta pessoal. Talvez porque todos os poemas, independentemente do tema que abordam, são uma exposição dos sentimentos do poeta.

2. Transforme as orações adjetivas desenvolvidas em reduzidas. a) Se eu fechar os olhos tu estarás presente; se eu adormecer; serás o meu sonho; e serás, ao despertar, o sol que desponta.

despontando ou despontado ou a despontar (Dom Marcos Barbosa)

b) Amar os outros é a única salvação que conheço; conhecida ninguém estará perdido se der amor e, às vezes, receber amor em troca. (Clarice Lispector)

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Parmalat

3. Leia o anúncio:

(Folha Top of Mind, 29/10/2009.)

Releia esta frase do anúncio:

“Não somos nós que estamos dizendo, é você.” a) Qual é o antecedente do pronome relativo que? É o pronome nós. b) Que função sintática o pronome relativo desempenha, nesse contexto? A função sintática de sujeito. c) Por que a locução verbal estamos dizendo da oração adjetiva apresenta o verbo principal na 1ª pessoa do plural? Porque a concordância verbal, nesse caso, deve ser feita com o pronome nós (1ª pessoa do plural), por ser ele o antecedente do pronome relativo que.

AS ORAÇÕES ADJETIVAS NA CONSTRUÇÃO DO TEXTO Leia este poema, de Affonso Romano de Sant´Anna:

Poema acumulativo Este é o homem e esta é a casa — que o homem construiu.

Este é o trigo — que está na casa que o homem construiu.

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Este é o gato — que comeu o rato que roeu o trigo que está na casa que o homem construiu. Este é o cão — que mordeu o gato que comeu o rato que roeu o trigo que está na casa que o homem construiu.

Thinkstock/Getty Images

Este é o rato — que roeu o trigo que está na casa que o homem construiu.

(Traço de poeta. São Paulo: Global, 2006. p. 37.)

1. Considere a frase constituída pelos três primeiros versos do poema: “Este é o homem e esta é a casa — que o homem construiu.”

a) Na frase, qual é o antecedente do pronome relativo que? casa b) Qual é a função sintática do pronome relativo que? objeto direto c) Quem é o sujeito da ação de construir? o homem d) Como se classifica a oração que o homem construiu? oração subordinada adjetiva restritiva

2. O poema apresenta uma espécie de encadeamento sintático e semântico, de modo que uma oração adjetiva dá origem a uma nova subordinação, com oração adjetiva. Em relação às estrofes de 2 a 5: a) Identifique o antecedente do pronome relativo em cada estrofe.

2ª estrofe: trigo, casa; 3ª estrofe: rato, trigo, casa; 4ª estrofe: gato, rato, trigo, casa; 5ª estrofe: cão, gato, rato, trigo, casa

b) Identifique a função sintática de cada um dos pronomes relativos nessas estrofes. 2ª estrofe: sujeito, objeto direto; 3ª estrofe: sujeito, sujeito, objeto direto; 4ª estrofe: sujeito, sujeito, sujeito, objeto direto; 5ª estrofe: sujeito, sujeito, sujeito, sujeito, objeto direto

3. Considerando as funções de objeto direto e de sujeito desempenhadas pelo pronome relativo que, identifique, no caderno, as afirmações corretas a respeito do poema e de sua construção: X

a) O homem constrói a casa, que é representada pelo pronome relativo que, com a função de objeto direto; desse gesto, decorrem várias ações de outros agentes. b) O rato, o gato e o cão agem no poema em decorrência da ação humana inicial; por isso, o pronome relativo que, que os representa, desempenha sempre a função de objeto direto. c) A casa é o objeto construído pelo homem e sem ela não existiriam o trigo, o rato, o gato e o cão, que são objetos das ações humanas.

X

d) Apesar de o trigo, o rato, o gato e o cão serem sujeitos de ações, eles dependem da casa, construída pelo homem.

4. Justifique o título do poema. O poema dá a entender que uma ação leva a outra, mas tudo depende da ação humana de fazer ou de transformar.

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SEMÂNTICA E DISCURSO Revista Claudia/Editora Abril

Leia o anúncio ao lado e responda às questões 1 e 2.

1. No enunciado principal do anúncio, há uma oração subordinada. a) Identifique-a e classifique-a.

que meus filhos se tornarão / oração subordinada adjetiva restritiva

b) Qual é o antecedente do pronome relativo que? adulto

c) Qual é a função sintática do pronome relativo que? objeto direto

2. A propósito do anúncio, responda: a) Qual é o produto que ele promove? A revista Claudia.

b) Ao público feminino, pois a mulher está grávida, e, além disso, a revista é

b) Considerando-se a linguagem não verbal, a que público o produto se dirige, preferencialmente? voltada ao público feminino.

c) Que efeito de sentido resulta do fato de a palavra filhos estar grafada com letras grandes e em O efeito de dar destaque à maternidade e a preocupação com o futuro e negrito?a formação dos filhos, adultos de amanhã. Além disso, produz o efeito de chamar a atenção das mulheres que são mães.

d) Por que a imagem da mulher reforça o conteúdo da mensagem verbal? Porque a mulher está grávida e, simbolicamente, representa todas as mulheres que se preocupam com o futuro de seus filhos.

(Veja, 2/10/2013.)

Adão Iturrusgarai

Leia esta tira, de Adão Iturrusgarai:

3. No primeiro quadrinho, ao sugerir que Aline faça uma festa de aniversário, a mãe emprega uma oração adjetiva. a) Identifique e classifique essa oração. que você namorou: oração adjetiva restritiva b) A oração adjetiva acompanha um antecedente, um substantivo anteriormente expresso. Qual é o antecedente da oração que você namorou? rapazes c) Por que não consideramos o substantivo bairro como antecedente da oração adjetiva? Porque Aline não namorou o bairro, e sim os rapazes do bairro.

4. No segundo quadrinho, a mãe, surpresa, reclama do número de convidados. a) Analisando a fala da mãe de Aline no primeiro quadrinho, você diria que ela tem razão em reclamar? Justifique sua resposta. Sim, pois ela empregou uma oração adjetiva restritiva com a finalidade de restringir o número de rapazes convidados. b) A ênfase dada à palavra só, no segundo quadrinho, reforça o que ela pretendia dizer? Por quê? Sim, pois a palavra só também tem o sentido de restrição.

c) Caso a intenção dela fosse sugerir à filha que convidasse todos os rapazes do bairro, de que forma o texto do primeiro balão deveria ser escrito? Como essas alterações seriam marcadas na fala? A oração adjetiva deveria estar entre vírgulas, que na fala seriam marcadas com pausas.

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5. O humor da tira está na reação da mãe de Aline diante da quantidade de namorados da filha. a) Que avaliação ela fazia a respeito dos namoros de Aline? Ela achava que a filha havia tido poucos namorados. b) O que ela descobre nessa festa? Descobre que a filha já teve muitos namorados.

6. Considerando-se que a finalidade de uma tira é criar humor, qual é a importância das orações adjetivas na construção desse texto?

As orações adjetivas são responsáveis pela relação de generalização (o todo) e restrição (a parte), em torno da qual o humor da tira foi construído.

7. Você já aprendeu que podemos evitar repetições e explicar as ligações entre ideias por meio do emprego de pronomes e conjunções. Outro recurso para construir textos com coesão é fazer uso das orações adjetivas. Reescreva o texto seguinte, tornando-o claro, coeso e enxuto. Para isso elimine as repetições, empregando orações adjetivas, pronomes e outros elementos que achar adequados.

Estúdio BRx

Eu conheci um garoto e uma garota. Eles são irmãos. O garoto e a garota mudaram-se para nossa cidade recentemente. Eles estão na minha classe. No começo, ninguém deu muita atenção para o garoto e a garota. O garoto e a garota são tímidos, magrelos e meio desajeitados. Hoje, na aula de computação, o garoto e a garota deram um show. Eles são feras no teclado! A turma ficou boquiaberta e eu fiquei caído pela garota. Ai, meu Deus! Tomara que eu seja correspondido!

Gaturro, Nik © 2004 Nik / Dist. by Universal Uclick

Respostas pessoais. Sugestão: Conheci dois irmãos, um garoto e uma garota, tímidos, magrelos e meio desajeitados, que se mudaram recentemente para a nossa cidade e estão na minha classe. No começo, ninguém lhes deu muita atenção. Hoje, na aula de computação, eles (que entendem muito do assunto/que são feras) deram um show e deixaram a turma toda boquiaberta. E eu fiquei caído pela garota. Ai, meu Deus! Tomara que eu seja correspondido!

(Nik. Gaturro. Cotia, SP: Vergara & Riba, 2008. p. 82.)

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Passando a limpo ••• Leia o seguinte fragmento de uma crônica de Walcyr Carrasco e responda às questões de 1 a 3.

[...] Acho normal que meninas queiram imitar as mães. Já vi garotinhas se equilibrando em cima de sapatos de salto, com o rosto borrado de batom, após atacar o armário e a penteadeira maternos. Meninos também gostam de se vestir como os pais. Eu mesmo, quando criança, me senti orgulhosíssimo quando ganhei meu primeiro terninho com gravata. Um adulto! [...] Já soube de pais revoltados com escolas por terem adotado livros com um mínimo de ousadia. ONGs tratam de defender as crianças da exposição a temas violentos ou eróticos nos meios de comunicação. Mas não conheço nenhuma que critique a moda infantil. Mais que isso: os pais parecem gostar dela. E os valores do universo adulto se refletem no jeito de vestir dos filhos. [...] Assisto admirado à crescente “adultização” da moda infantil. E, em consequência, sua sensualização. [...] Podem me chamar de antiquado, mas o que há na cabeça das mães que vestem suas meninas assim? Em geral, quando se toca no tema, a resposta é genérica. — É culpa da moda! – disse uma amiga. Como se a moda fosse uma entidade à parte, à qual devêssemos obediência absoluta. Mas a moda somos nós. Ninguém produziria essas peças se não houvesse quem as comprasse. Ainda acredito que cada fase da vida deve ser vivida em seu esplendor. A infância é um momento de formação. De descoberta e construção de valores para a vida. Sei que os pais agem de maneira inocente. A não ser em casos muito raros, não há intenção malévola. Mas o que esperar dessas crianças que desde cedo são levadas a exercer sua sensualidade? E a que riscos estão expostas? Às vezes, acho que deveria haver uma escola para pais. (“Quanto exagero!”. Veja São Paulo, 20/4/2011. p. 174.)

1. O texto defende a seguinte ideia: X

a) crianças que se vestem como adultas tendem a se comportar como tais. b) meninos e meninas não se espelham nos valores dos pais. c) a moda existe porque existem consumidores. d) há temas que os meios de comunicação devem evitar.

Descritores: 4 – Inferir uma informação implícita em um texto. 7 – Identificar a tese de um texto.

2. O argumento que justifica a ideia de que os pais não deveriam vestir as crianças como pessoas adultas é: a) cada fase da vida deve ser vivida em seu esplendor. X

b) o comportamento adulto provoca a antecipação da sensualidade. c) os pais agem de maneira inocente. d) a ditadura da moda deve ser evitada.

Descritores: 4 – Inferir uma informação implícita em um texto. 8 – Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.

3. No trecho “[...] o que há na cabeça das mães que vestem suas meninas assim?”, o termo em destaque pode ser adequadamente substituído por: a) como crianças. b) em desacordo com a moda.

X

c) como pessoas adultas. d) respeitando sua fase infantil.

Descritor: 2 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.

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Fernando Gonsales

Leia a tira a seguir, de Fernando Gonsales, e responda às questões 4 e 5.

(Folha de S. Paulo, 4/7/2014.)

4. No 3º quadrinho, a mãe coloca o filho de castigo. Em relação aos valores da mãe, podemos dizer que ela: X a) põe a verdade sempre em primeiro lugar. c) é intransigente com o filho. b) desvaloriza a segurança de seus semelhantes.

d) prefere o heroísmo à verdade.

Descritores: 4 – Inferir uma informação implícita em um texto. 5 – Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.).

5. Leia o que se afirma sobre passagens do texto: I. Em para invadir a Terra, no 1º quadrinho, há a ideia de finalidade. II. A oração que você procura, no 2º quadrinho, delimita um planeta entre muitos outros. III. Na segunda fala da mãe, no 3º quadrinho, a forma verbal mentiu traz subentendida a ideia de condição. IV. Na fala inicial do 3º quadrinho, a mãe poderia ter dito, sem alterar o sentido: “A salvação do Descritores: 4 – Inferir uma informação implícita em um texto. 5 – Interpretar planeta (por você) não importa [...]”. Pode-se considerar correto o que se afirma em: a) I e II apenas.

X

b) todas.

c) I, II, III.

texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.). 19 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos.

d) III e IV apenas.

A seguir, há o início de uma crônica, de Marina Colasanti, e dois gráficos de uma pesquisa sobre tribos urbanas. Leia-os e responda às questões de 6 a 10.

Uma rosa azul estremece na nuca. Um dragão ondeia escamas sobre o peito. Um desenho tribal se fecha ao redor do bíceps. A pele jovem é um grande display. À flor da pele, com suas tatuagens, seus dizeres pintados, seus piercings, os adolescentes tentam nos dizer quem são. E nós, que os queremos tanto, nos debruçamos sobre essa linguagem cifrada, sobre seus gestos e seus silêncios, buscando entender. Nunca houve tantos adolescentes no mundo. Segundo o último relatório do Fundo das Populações das Nações Unidas, que fixa as fronteiras da adolescência entre dez e 19 anos, são 1,2 bilhão. Nunca foram tão pobres. Mais de um terço deles vive com menos de dois dólares por dia. Nunca foram tão semelhantes. E nunca se diferenciaram tanto. [...] Os jovens já não estão metidos no mesmo saco. A adolescência foi a sua revolução francesa. Deposto o poder adulto, podem exercer sua individualidade. E individualidade, agora, é também escolher a tribo de sua eleição. Que algumas tribos sejam idênticas, consumindo idênticos produtos e produzindo idêntica linguagem [...], não constitui problema, pelo contrário, acrescenta dimensão universal à independência. (“Uma idade à flor da pele”. Fragatas para terras distantes. Rio de Janeiro: Record, 2004. p. 79.)

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Sertanejo

WMO

Participantes de tribos urbanas WMO

Preferência por tribos urbanas Rockeiro Emo Funkeiro Nerd

Sim

Gótico

Não

Patricinha Hippie Metaleiro Otaku (mangá)

(Disponível em: http://tribolandia.wordpress.com/2013/08/30/pesquisa-sobre-tribos-urbanas/. Acesso em: 10/6/2014.)

6. A palavra display, do primeiro parágrafo da crônica, é de origem inglesa. No contexto em que aparece, significa: a) peça de tapeçaria caracterizada pelo acúmulo de desenhos. X

b) cartaz ou material publicitário que emite uma mensagem. c) disco que reúne músicas de vários ritmos. d) grafite que apresenta um conjunto caótico de imagens. Descritor: 3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.

7. A ideia principal da crônica é a de que, no mundo atual, a adolescência: a) constitui um grupo heterogêneo de indivíduos saído da infância à espera da maturidade. b) é uma fase da vida que se perde entre grupos ou tribos sem significação social. X

c) é caracterizada por individualidades que se distribuem em grupos ou tribos como forma de afirmação social. d) é constituída por um grupo uniforme de indivíduos que utilizam o corpo como forma de comunicação. Descritores: 4 – Inferir uma informação implícita em um texto. 7 – Identificar a tese de um texto.

8. O gráfico de barras, “Preferência por tribos urbanas”, é, em relação à crônica: a) antagônico.

c) oposto.

X d) complementar. b) similar. Descritores: 5 – Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.). 20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que eles foram produzidos e daquelas em que serão recebidos.

9. Releia o gráfico circular ou de setores, “Participantes de tribos urbanas”. Em relação à crônica, é incorreto dizer que: a) acrescenta dados numéricos. X

b) confirma a afirmação de que o adolescente, para exercer sua individualidade, adere a uma tribo. c) opõe-se, por meio de dados, ao que se afirma na crônica. d) mostra que grande parte dos jovens pesquisados não participa de tribos urbanas.

Descritores: 1 – Localizar informações explícitas em um texto. 5 – Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.). 21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.

10. Segundo a crônica, o adolescente tornou-se independente porque: a) passou a dizer quem é. X

b) o poder adulto foi deposto. c) escolheu dividir-se em tribos. d) já não está, como outros de sua idade, “metido no mesmo saco”. Descritor: 11 – Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.

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INTERVALO Participe, em grupo, da produção de um jornal em que serão publicadas as reportagens e os editoriais produzidos nesta unidade e outras matérias jornalísticas. E, depois, coletivamente, da montagem de uma mostra sobre o papel dos jovens nas últimas décadas. Deem à mostra o título Jovem: o que você quer?, ou outro, escolhido pela classe, e convidem para visitá-la colegas de outras classes, professores e funcionários da escola, familiares e amigos.

Projeto •• Jovem: o que você quer? Produzindo o jornal Aloisio Mauricio/Brazil Photo Press/Folhapress

• Primeiramente decidam como vão produzir o jornal: se com o auxílio de um programa de edição de textos e imagens, ou manualmente, de modo artesanal. Decidam também o formato do jornal: imitando papiro, em cartazes, em folhas de sulfite, em tamanho grande ou nanico, etc.

• Decidam se haverá algum outro tipo de material, além das reportagens e dos editoriais produzidos nesta unidade. Por exemplo, notícias, entrevistas, crônicas, críticas de livros e filmes, fotos, ilustrações, cartuns, quadrinhos, etc.

Manifestante diante da tropa de choque em ato contra a Copa do Mundo 2014.

• Com todo o material reunido, planejem a diagramação do jornal e, a seguir, façam sua montagem.

Estadão Conteúdo/AE

Reunindo material para a mostra • Reúnam material — textos e fotos — sobre os quatro momentos políticos mais marcantes da juventude brasileira nos últimos 50 anos: os anos 1960; o movimento das Diretas Já (1983-1984); 1992 quando surgiram os caras-pintadas; e as manifestações de junho de 2013.

Carlos Rodrigues/Estadão Conteúdo/AE

Distribuam os textos de forma a facilitar a leitura e procurando imitar os jornais de grande circulação. Montem a primeira página com o título do jornal e chamadas para os principais assuntos que serão tratados nas páginas internas. Coloquem os editoriais no início do jornal e enriqueçam as reportagens, principalmente, com fotos ou ilustrações.

Encontro de jovens em 1967.

Manifestação pelo impeachment do presidente Collor, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 1992.

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curtos sobre cada época e as reivindicações da juventude em cada momento.

• Reúnam também outros textos informativos sobre cada uma das épocas: as músicas mais ouvidas pela juventude, as roupas usadas, o tipo de cabelo, os filmes de mais sucesso, o modo como a juventude se divertia, etc.

• Vasculhem a discoteca de seus pais, tios e avós e gravem sucessos dessas épocas. Se houver um músico entre os integrantes do grupo, montem um pequeno show ao vivo com algumas das músicas de cada época. Sugestões: Anos 1960: “A banda”, de Chico Buarque de Holanda; “Tropicália”, de Caetano Veloso; “Domingo no parque”, de Gilberto Gil. 1992: “Sete desejos”, de Alceu Valença; “Passageiro”, com Capital Inicial; “O canto da cidade”, com Daniela Mercury.

Arquivo/Estadão Conteúdo/AE

Arquivo/Estadão Conteúdo/AE

Gilberto Gil (1968).

• Disponham o material em cartolinas, com títulos atraentes e textos informativos

Daniela Mercury (1991).

Montando a mostra • Preparem cartazes e convites para divulgar a mostra e utilizem também as redes sociais para convidar familiares.

• Exponham os jornais em mesas, de forma que eles possam ser manuseados e, naturalmente, lidos.

• Afixem, próximo ao local de exposição dos

• Montem e exponham painéis ou murais com cartazes sobre as diferentes gerações.

• Exponham também livros, jornais, discos,

Estúdio Brx

jornais, um cartaz com o título do evento, Jovem: o que você quer?,, ou outro que tenham escolhido.

roupas, sapatos, rádios, acessórios e outros objetos de cada uma das épocas retratadas.

• Se houver possibilidade, vistam-se com roupas dos anos 1960 e, em pequenos grupos, recebam os visitantes da mostra entregando a eles um pequeno poema ou a letra de uma canção de uma das épocas retratadas no evento.

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“Amor” — eu disse — e floriu uma rosa embalsamando a tarde melodiosa no canto mais oculto do jardim, mas seu perfume não chegou a mim. (Carlos Drummond de Andrade. Amar se aprende amando. 32. ed. Rio de Janeiro: Record, 2009. p. 25.)

Simone Becchetti/Corbis/Latinstock

O ser busca o outro ser, e ao conhecê-lo acha a razão de ser, já dividido. São dois em um: amor, sublime selo que à vida imprime cor, graça e sentido.

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Amostra - Portugues linguagens 9 ano