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WILLIAM CEREJA THEREZA COCHAR

7

o ano

PORTUGUÊS

LINGUAGENS

COMPONENTE CURRICULAR

LÍNGUA PORTUGUESA 7O ANO

MANUAL DO PROFESSOR

Capa-PL7-PNLD 2017-LP-Boneco.indd 1

30/03/15 14:11


WILLIAM ROBERTO CEREJA Professor graduado em Português e Linguística e licenciado em Português pela Universidade de São Paulo Mestre em Teoria Literária pela Universidade de São Paulo Doutor em Linguística Aplicada e Análise do Discurso na PUC-SP Professor da rede particular de ensino em São Paulo, capital

THEREZA COCHAR MAGALHÃES Professora graduada em Português e Francês e licenciada pela FFCL de Araraquara, SP Mestra em Estudos Literários pela Unesp de Araraquara, SP Professora da rede pública de ensino em Araraquara, SP

Autores também de:

Obras para o ensino fundamental: Português: linguagens (1º ao 5º ano) Gramática – Texto, reflexão e uso (6º ao 9º ano) Gramática reflexiva (6º ao 9º ano) Todos os textos (6º ao 9º ano)

PORTUGUÊS L I N G UAG E N S

7

MANUAL DO PROFESSOR

Obras para o ensino médio: Português: linguagens Literatura brasileira Literatura portuguesa Gramática reflexiva – Texto, semântica e interação Texto e interação Interpretação de textos

COMPONENTE CURRICULAR

LÍNGUA PORTUGUESA 7O ANO

9ª edição reformulada São Paulo, 2015

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Português: Linguagens – 7º ano (Ensino Fundamental) © William Roberto Cereja / Thereza Cochar Magalhães, 2015 Direitos desta edição: SARAIVA S.A. – Livreiros Editores, São Paulo, 2015 Todos os direitos reservados

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Cereja, William Roberto Português : linguagens, 7 / William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães – 9. ed. reform. – São Paulo : Saraiva, 2015. ISBN 978-85-02-63226-4 (Manual do Professor Digital)

Suplementado pelo manual do professor. Bibliografia. ISBN 978-85-02-62854-0 (aluno) ISBN 978-85-02-62855-7 (professor)

ISBN 978-85-02-63224-0 (PDF aluno)

1. Português (Ensino fundamental) I. Magalhães, Thereza Cochar. II. Título.

15-02566

CDD-372.6 Índices para catálogo sistemático : 1. Português : Ensino fundamental

Gerente editorial Editor responsável Editores Preparação de texto

372.6

M. Esther Nejm Noé G. Ribeiro Mônica Rodrigues de Lima, Paula Junqueira, Caroline Zanelli Martins, Fernanda Carvalho Célia Tavares

Propostas de textos e atividades

Norberto Lourenço Nogueira Júnior, Carolina Assis Dias Vianna

Coordenador de revisão

Camila Christi Gazzani Cesar G. Sacramento, Eduardo Sigrist, Felipe Toledo, Luciana Azevedo, Maura Loria Cristina Akisino Camila Losimfeldt, Rodrigo Souza, Ana Szcypula, Juliana Prado

Revisores Coordenador de iconografia Pesquisa iconográfica Gerente de artes Coordenador de artes Design Fotos de capa Diagramação Edição de arte Ilustrações

Produtor gráfico

Ricardo Borges José Maria de Oliveira Homem de Melo & Troia Design © Allana Wesley White/Corbis/Latinstock, Bridgeman Images/Keystone Brasil, Thinkstock/Getty Images Francisco Augusto da Costa Filho, Paola Nogueira Marcos Zolezi Avelino Guedes, Estúdio BRx, Filipe Rocha, Ivan Coutinho, Jótah, Lelis, Luis Fernando Rubio, Marcos Guilherme, Psonha, Rafael Herrera, Ricardo Dantas, Rico, Tânia Ricci Robson Cacau Alves

732.461.009.001   Impressão e acabamento O material de publicidade e propaganda reproduzido nesta obra está sendo utilizado apenas para fins didáticos, não representando qualquer tipo de recomendação de produtos ou empresas por parte do(s) autor(es) e da editora.

Rua Henrique Schaumann, 270 – Cerqueira César – São Paulo/SP – 05413-909

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Apresentação Caro estudante: Este livro foi escrito para você. Para você que é curioso, gosta de aprender, de realizar coisas, de trocar ideias com a turma sobre os mais variados assuntos, que não se intimida ao dar uma opinião... porque tem opinião. Para você que gosta de trabalhar às vezes individualmente, às vezes em grupo; para você que leva a sério os estudos, mas gosta de se descontrair, porque, afinal, ninguém é de ferro. E também para você que, “plugado” no mundo, viaja pela palavra, lendo livros, jornais ou revistas; viaja pelo som, ouvindo música ou tocando um instrumento; viaja pela imagem, apreciando uma pintura, lendo quadrinhos, assistindo à tevê ou a um vídeo, ou navega pela Internet, procurando outros saberes e jovens de outras terras para conversar. Para você que às vezes é pura emoção, às vezes sentimental, às vezes bem-humorado, às vezes irrequieto, e muitas vezes tudo isso junto. E também para você que, dinâmico e criativo, não dispensa um trabalho diferente com a turma: visitar um museu, entrevistar uma pessoa interessante, encenar uma peça de teatro para outras classes, discutir um filme, montar um livro com poemas seus e de seus amigos, desenhar uma história em quadrinhos, tornar o mural da escola um espaço de divulgação de assuntos de interesse geral, participar de um seminário, de um debate público, etc., etc. Para você que transita livremente entre linguagens e que usa, como um dos seus donos, a língua portuguesa para emitir opiniões, para expressar dúvidas, desejos, emoções, ideias e para receber mensagens. Para você que gosta de ler, de criar, de falar, de rir, de criticar, de participar, de argumentar, de debater, de escrever. Enfim, este livro foi escrito para você que deseja aprimorar sua capacidade de interagir com as pessoas e com o mundo em que vive. Um abraço, Os Autores.

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unidade 1 Heróis

Acesse aqui o Manual do Professor Multimídia

stone Brasil/ Bridgeman Images/Key Coleção particular

CAPÍTULO 1

A preservação da vida e o equilíbrio cósmico

M

arc

os

No

el

Asclépio, Heloisa Prieto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A linguagem do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Leitura expressiva do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cruzando linguagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ler é um prazer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O mito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

12 15 15 16 17 17 18 19 21 21

Para escrever com técnica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O narrador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A língua em foco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O verbo (I) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A estrutura do verbo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Verbos regulares e irregulares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Principais verbos irregulares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Formas nominais do verbo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Locuções verbais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

24 24 27 27 28 30 31 33 34 35

De olho na escrita: g ou j? (I)

36

.........................................

Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38

CAPÍTULO 2

Guardião da natureza Fotos, Hasibul Wahab

.........................................

Lelis

Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A língua em foco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O verbo (II) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tempos do subjuntivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O subjuntivo na construção do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Semântica e discurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

CAPÍTULO 3

39 41 42 42 44 48 49 50

É fácil ser super! Carta aberta ao Homem-Aranha, Lourenço Diaféria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

51

Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52 Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52

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ne Bras ction/Keysto Everett Colle

il

A linguagem do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 Leitura expressiva do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 A língua em foco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 O advérbio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 O advérbio na construção do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61 Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61 De olho na escrita: g ou j? (II)

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

63

Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64

Passando a limpo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65

INTERVALO

Projeto: Heróis de todos os tempos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70

unidade 2 Viagem pela palavra CAPÍTULO 1

 alavra: entre a ficção P e a realidade

Jefferson Galdino

Memórias de um aprendiz de escritor, Moacyr Scliar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74 Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A linguagem do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Leitura expressiva do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Ler é reflexão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

76 76 78 78 78 79

Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79 O poema. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79 A língua em foco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A morfossintaxe: seleção e combinação das palavras . . . . . . . . . . . Sujeito e predicado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O sujeito e o predicado na construção do texto . . . . . . . . . . . . . . Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

85 85 88 91 93

De olho na escrita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Acentuação dos ditongos e hiatos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Acentuação dos ditongos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Acentuação dos hiatos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

94 94 94 95

Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97

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CAPÍTULO 2

Palavra: abrir janelas O poeta, Sebastião da Gama . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Emergência, Mário Quintana

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

99

Maristela, Bartolomeu Campos de Queirós . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

99

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

99

Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A linguagem dos textos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cruzando linguagens. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

99 100 101 102

Estudo dos textos

Lelis

98

ens Pulsar Imag

Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102 O cordel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102

J. L. Bulcão/

A língua em foco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106 Tipos de sujeito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106 Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109 De olho na escrita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111 Acentuação: o acento diferencial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111 Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113

CAPÍTULO 3

A palavra e as portas

Jefferson Galdino

O espaço entre as palavras, Rob Gonsalves. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

114

Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116 O poema-imagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116 Para escrever com adequação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A concordância do verbo com o sujeito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Concordância do verbo com o sujeito simples . . . . . . . . . . . . . . . Concordância do verbo com o sujeito composto . . . . . . . . . . . .

118 118 119 120

A língua em foco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Verbo de ligação e predicativo do sujeito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O predicativo do sujeito na construção do texto . . . . . . . . . . . . Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

121 121 125 126

Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128

Passando a limpo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 129

INTERVALO

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Projeto: Viva a poesia viva!

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

134

3/24/15 11:38 AM


unidade 3 Eu e os outros CAPÍTULO 1

Revelação

Jefferson Galdino

Bruxas não existem, Moacyr Scliar

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

138

Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 139 Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 139 A linguagem do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140 Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141 Cruzando linguagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141 Ler é reflexão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143

ept tures/Sunsw Fox 2000 Pic erg udio Babelsb St / t en inm Enterta

Produção de texto

144 O texto de campanha comunitária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 144 Para escrever com coesão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 148 Os pronomes e a coesão textual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 148 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

A língua em foco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 A preposição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 Combinação e contração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151 Os valores semânticos das preposições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153 A preposição na construção do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 155 Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157 Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159

CAPÍTULO 2

A alegria do outro Foto, Gerald Waller

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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Estúdio BRx

Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 162 Argumentação oral: a discussão em grupo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 162 O que é uma discussão em grupo? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 162 A língua em foco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165 Transitividade verbal, objeto direto e objeto indireto . . . . . . . . . . 165 A transitividade verbal na construção do texto . . . . . . . . . . . . . 170 Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171 De olho na escrita: há ou a? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172 Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 174

tock Corbis/Latins

CAPÍTULO 3

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A covardia do cyberbullying ódio.com, Juliano Barreto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 175 Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 178 Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 178 A linguagem do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 179 Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 179 Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 179 O debate deliberativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 179

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A língua em foco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Funções dos pronomes pessoais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Variações dos pronomes oblíquos o e a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pronomes retos e pronomes oblíquos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

182 182 185 187 189 191 Passando a limpo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 192

INTERVALO

Projeto: Seja solidário, seja voluntário!

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unidade 4 Medo e aventura CAPÍTULO 1

Aventura no mar

Jefferson Galdino

Robinson Crusoé (fragmento), Daniel Defoe . . . . . . . . 200 Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 202 Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 202 A linguagem do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 203 Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 203 Cruzando linguagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 204 Ler é um prazer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205 Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 206 A notícia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 206 A língua em foco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 210 Tipos de predicado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 210 O predicado na construção do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 212 Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 214 Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 215

Jefferson Galdino

Ronald Grant/Mary Evans/Diomedia

CAPÍTULO 2

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O continente perdido Vinte mil léguas submarinas (fragmento), Júlio Verne . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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Estudo do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Compreensão e interpretação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A linguagem do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Leitura expressiva do texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Trocando ideias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221 A entrevista oral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221 Para escrever com adequação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Títulos e legendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Títulos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Legendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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A língua em foco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227 O adjunto adnominal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227 O adjunto adnominal na construção do texto . . . . . . . . . . . . . . . 229 Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 231 De olho na escrita: mal ou mau? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 233 Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 234

CAPÍTULO 3

A linha e o risco Fotos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 235

Laerte

Produção de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 237 A entrevista escrita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 237 A língua em foco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 241 O adjunto adverbial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 241 O adjunto adverbial na construção do texto . . . . . . . . . . . . . . . . 244 Semântica e discurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 245 De olho na escrita: mas ou mais? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 246 Divirta-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 248

Passando a limpo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 249

INTERVALO BIBLIOGRAFIA

Projeto: Aventura em cena

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MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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Herói ou heroína É gente feita de sonho, de utopia, de quase mentira, de poesia e ilusão. Mesmo que sejam mostrados em livro, peça, cinema ou em estudos de História, viram quase mitos ou santos, amados por todos nós.

Everett Collection/Keystone Brasil

Heróis

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Há quem ame mais os anti-heróis, as anti-heroínas, os secundários, os perdedores. Não sei bem a razão, mas me lembrei do Quixote, de Macunaíma e Joana D’Arc, com uma carga de ternura... (Elias José. Pequeno dicionário poético-humorístico ilustrado. São Paulo: Paulinas, 2006. p. 42.)

Cena do filme Robocop (2014), dirigido por José Padilha.

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1

UNIDADE

LIVROS Click! E lá está na televisão um repórter entrevistando um cidadão comum que salvou uma criança em uma enchente ou um atleta que numa jogada audaciosa conseguiu a vitória para seu time. Heróis? Sim, heróis. Pessoas que se distinguem por seu valor, bravura e ações corajosas. Nosso mundo está povoado deles. Alguns vieram de outros mundos, de outras civilizações, de outras culturas e chegaram (e ainda chegam) até nós por meio de livros, de histórias em quadrinhos e de filmes. Seus atos corajosos, sua luta contra o mal e a tenacidade com que perseguem seus ideais nos atraem como ímãs. Talvez porque, nesta nossa vida rotineira, sonhemos, quem sabe um dia, ser um deles.

Livro completo dos heróis, mitos e lendas, de Marcos Torrigo e outros (Madras); O guia dos curiosinhos — Super-heróis, de Marcelo Duarte (Panda Books); Sir Gauchelot, Sir Gauchelot e a espada do rei, Sir Gauchelot e o fantasma, de Martin Beardsley (Companhia das Letrinhas); Mitos, contos e lendas da América Latina e do Caribe, de vários autores (Melhoramentos); Mãe África — Mitos, lendas, fábulas e contos, de Celso Sisto (Paulus); Lendas e mitos dos índios brasileiros, de Walde-Mar de Andrade Silva (FTD); O último cavaleiro andante, de Will Eisner (Cia. das Letras); Dom Quixote, de Gustave Doré (Opera Graphica); Contos e lendas afro-brasileiros — A criação do mundo, de Reginaldo Prandi (Cia. das Letras); El Cid — O herói da Espanha e O último dos moicanos, da coleção Reencontro (Scipione); Os doze trabalhos de Hércules, de Monteiro Lobato (Brasiliense); Teseu, Perseu e outros mitos, de Menelaos Stephanides (Odysseus); Lendas do rei Artur, de Margareth Simpson (Cia. das Letras); Vito Grandam, de Ziraldo (Melhoramentos); Super-herói — Você ainda vai ser um, de Marcelo Duarte (Companhia das Letrinhas).

Everett Collection/Keystone Brasil

FILMES

Professor: É conveniente que já no início do bimestre você planeje e, se for o caso, distribua as atividades propostas no capítulo Intervalo.

INTERVALO Projeto

Batman — O cavaleiro das trevas ressurge, de Christopher Nolan; Homem de ferro, de Jon Fraveau; O espetacular Homem-Aranha, 1 e 2, de Marc Webb; Troia, de Wolfgang Peterson; Indiana Jones Cena do filme O espetacular e o reino da caveira de cristal, Homem-Aranha 2 (2014). de Steven Spielberg; Persépolis, de Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi; Quarteto fantástico e o surfista prateado, de Tim Story; Homem-Aranha 3, de Sam Raimi; Herói por acaso, de Gérard Jugnot; Música do coração, de Wes Craven; Labirinto — A magia do tempo, de Jim Henson.

Heróis de todos os tempos Montagem de um livro com histórias de heróis, de uma revista de histórias em quadrinhos e de uma mostra sobre heróis.

SITES

http://www.brazilcartoon.com/ www.paninicomics.com.br/ http://www.devir.com.br/ http://www.legiaodosherois.com.br/

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CAPÍTULO

1

A preservação da vida e o equilíbrio cósmico O ser humano sempre buscou respostas para os grandes mistérios da vida. Por que nascemos? Por que morremos? Qual é o sentido da vida? Na cultura grega antiga, cheia de deuses, semideuses e histórias heroicas, os mitos cumpriam o papel de explicar alguns desses mistérios.

O mito que você vai ler a seguir pertence à mitologia grega. O texto, de autoria da escritora brasileira Heloisa Prieto, é uma adaptação do mito original. No livro do qual o texto foi extraído, a autora faz uma homenagem a Cronos, o deus do tempo, atribuindo a ele o papel de narrador de várias histórias.

Apolo é um deus amado por todos: mortais, deuses, ninfas, animais, não há quem resista ao seu encanto e à sua luminosidade — com uma única exceção, como vocês bem sabem! Porém, eu, Cronos, deus do tempo e da sabedoria, nem sempre sou compreendido. Poucos conseguem perceber o encadeamento sutil dos destinos, a estranha melodia da vida que transforma a existência ao longo dos dias. Todo imortal sabe que cada acontecimento aos poucos ganhará um sentido, como se fosse compondo uma espécie de mosaico mágico. Mas quando se tem os dias contados pelo tempo cronológico da mortalidade, nem sempre se cultiva a paciência para observar os ensinamentos ocultos a cada desafio. Por isso, ao contrário de minha terrível fama, confesso não ser um deus implacável e sim amoroso, sujeito às minhas próprias leis. Como Apolo, fui vítima de um amor impossível. Casado com Reia, a deusa da fertilidade, apaixonei-me perdidamente por uma maravilhosa ninfa: Filira, filha do Oceano. Quem não se encantaria com a suavidade e a elegância dessas O templo de Flora (1800), de Robert Thornton. criaturas marinhas? Como Apolo, também tentei ignorar a proibição a esse amor e, para que Reia não percebesse nosso romance, transformei Filira numa linda égua e assumi a forma de um cavalo. Juntos, cavalgamos ao longo das praias e colunas, desfrutando da liberdade dos ventos e das emoções fortes. Logo depois tivemos um filho, Quíron. Ele nasceu centauro: metade homem, metade cavalo. Para protegêlo da ira de Reia, Filira escondeu-se numa gruta do monte Pélion, na Tessália.

Bridgeman Images/Keystone Brasil/Coleção particular

Asclépio

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Bridgeman Images/Keystone Brasil/Galleria dell’Accademia, Veneza, Itália

A natureza de Quíron era excepcionalmente generosa. Sábio desde a mais tenra idade, ele amava a ciência, a música, a filosofia e, principalmente, a medicina, utilizando-a para ajudar os seres humanos. Era ainda um mestre maravilhoso e tinha como principal discípulo Asclépio, que também viera ao mundo com o dom da cura. Filho de Apolo, Asclépio nascera da união secreta do deus com a jovem Coronis, filha do fundador da cidade de Pelégia. No templo de Apolo, assistida pela deusa Ártemis, a jovem deu à luz Asclépio, que logo foi levado à gruta mágica onde eram cultivadas ervas medicinais. O menino cresceu sob a proteção do pai e do sábio Quíron. Logo se tornou um hábil cirugião e um estudioso das artes médicas. Daí Asclépio ser considerado entre vocês, humanos, o grande protetor dos médicos. Atena, a deusa da sabedoria, encantou-se com o menino e também decidiu ajudá-lo. Quando Perseu decapitou Medusa, a destruidora, a deusa colheu o sangue das veias da górgona e ofereceu-o a Asclépio, explicando-lhe: — Querido afilhado, trouxe-lhe dois frascos contendo o sangue da Medusa. Um deles contém o sangue extraído da veia esquerda. Se der esse líquido a uma pessoa recém-falecida, você a trará de volta à vida. O outro frasco contém o sangue da veia direita. Se der esse sangue a alguém, você a matará instantaneamente, pois se trata de um líquido fatal. Tome muito cuidado ao utilizá-lo. Generoso, Asclépio jamais utilizou o líquido venenoso, ao passo que recorreu várias vezes ao sangue da veia esquerda da Medusa para salvar vidas. Mas isso nem sempre era necessário, porque bastava sua habilidade para curar os feridos. Foram tantos os doentes curados por Asclépio que ele logo se tornou profundamente amado pelos seres humanos. Essa nova devoção e, principalmente, o fato de que o Inferno já estava começando a ficar meio vazio, irritaram profundamente Hades, o senhor da morte. — Este jovem ousa confrontar-me — ele gritou certa noite, nas profundezas do Inferno. — Juro que ele terá que pagar por isso! Hades sabia ser impiedoso, e seu juramento, infelizmente, teve consequências terríveis. Enquanto o deus da morte se queixava da força de Asclépio a Zeus, deus do universo, em Creta um acidente acontecia. Glauco, filho de Minos e Pasifaé, brincava feliz quando avistou um camundongo. Fascinado pelo animal pequenino, começou a persegui-lo. O menino, distraído, não viu um grande reservatório de mel e acabou por cair nele, afogando-se. Minos procurou pelo filho durante longo tempo, sem conseguir encontrá-lo. Ninguém vira Glauco sair correndo atrás do camundongo. Preocupada, Pasifaé pediu a ajuda de Apolo, que tinha o dom da profecia. Assim que descobriu o menino afogado no mel, Apolo chamou seu filho Asclépio: — Venha, Asclépio, devolva a vida a esse pequenino. Asclépio não hesitou e logo começou a preparar o medicamento com o sangue da Medusa. Mal sabia ele que a alma do pequeno Glauco já fora levada ao mundo subterrâneo de Hades. Quando o menino bebeu o líquido e voltou à vida, o banquete realizado no Inferno em sua homenagem teve que ser interrompido, o que provocou ainda mais a ira do deus da morte. Este se dirigiu a Zeus, alegando: — Caro Zeus, Asclépio está desafiando a ordem cósmica. Glauco deveria morrer para que Vênus e Adônis (1750), de Jacopo Amigoni.

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seu pai, Minos, sofresse a perda do garoto e assim Apolo: deus do sol, da música, da poesia e da profecia; filho de Zeus e Leto. se compadecesse dos pais cujos filhos ele condena à Ártemis: deusa da lua, da caça, da castidade e dos animais morte no labirinto do Minotauro. selvagens; irmã gêmea de Apolo, também é conhecida como Diana. — Hades — disse Zeus —, Asclépio desconhece as Atena: deusa das artes e da sabedoria; filha de Zeus e Méleis da morte e talvez nem se importe com elas. Seu tis, também é conhecida como Minerva. desejo é apenas curar, resgatar a vida, não importa de górgona: nome que vem do grego gorgós, que significa “impetuoso, terrível, apavorante”, e denomina cada uma quem ou por quê. das três irmãs mitológicas: Medusa, Ésteno e Euríale, — Então é preciso que ele morra! — gritou Hamulheres que tinham serpentes nos cabelos e transformavam em pedra aqueles que as encaravam. des. — Só assim será capaz de entender a importância Hades: deus do mundo subterrâneo e senhor dos mortos; de minha função divina. Não há vida sem morte. O irmão de Zeus e Posseidon, também é conhecido como Plutão. mundo perde o sentido quando os homens desejam Inferno: designação das habitações subterrâneas de deteralcançar a imortalidade. Seres humanos são mortais, minados deuses e dos mortos; também se diz Infernos. nós, deuses, não. Quando os humanos tentam nos Medusa: a única mortal entre as três górgonas. imitar, o universo se desequilibra. Apenas eu, deus Minos: filho de Zeus e Europa e rei de Creta; anualmente, exigia do rei de Atenas o envio de sete moças e sete rapazes dos fins e das perdas, sou capaz de ensinar a humilpara serem lançados ao Labirinto e devorados pelo Minodade. Ninguém é mais justo do que eu! Ceifo a vida de tauro, monstro com corpo de humano e cabeça de touro. Pelégia: cidade que se localizava na Beócia, na região todos, ricos, pobres, doentes, saudáveis, tanto faz. E, central da Grécia; também chamada Flégia, foi funassim, instauro a igualdade entre as pessoas. dada por Flégias, pai de Coronis, juntamente com os mais belicosos gregos. Zeus não soube como responder a esses arPerseu: herói mítico, filho de Zeus e da mortal Dânae. gumentos. Na verdade, como testemunhara o reQuíron: centauro (metade homem, metade cavalo), filho de nascimento de Glauco do alto do Olimpo, também Cronos e da ninfa Filira; pertencente à geração divina dos olímpicos, era grande conhecedor da arte médica e sabia começava a se preocupar. Se Asclépio continuasse compreender muito bem seus pacientes, pois sofria, ele a curar e salvar tantas pessoas, o Inferno ficaria mesmo, a dor de um ferimento incurável. Zeus: pai dos deuses e dos homens, senhor dos raios e vazio e a Terra, superpovoada. Além disso, Asclétrovões; filho de Cronos e Reia, conhecido também como pio amava os seres humanos e ensinava-lhes todos Júpiter. os seus segredos. Logo, eles se tornariam imortais Procure no dicionário outras palavras que você desconheça. como os deuses, e isso não poderia acontecer. Aborrecido porque, na verdade, também admirava o talento de Asclépio, Zeus se viu obrigado a concordar com Hades e decretou a morte do Deus da medicina. Asclépio foi impiedosamente fulminado por um raio. Contudo, para que seus feitos jamais fossem esquecidos, Zeus o transformou numa maravilhosa constelação. Por isso, até hoje a bondade de Asclépio continua a iluminar as noites de sofrimento, oferecendo sua luminosidade celeste como promessa de cura e esperança. Para homenageá-lo, os seres humanos transformaram o caduceu, o bastão no qual Asclépio trazia sempre uma serpente enrolada, no grande símbolo da medicina.

Quem é Heloisa Prieto? A escritora Heloisa Prieto nasceu na cidade de São Paulo, em 1954. Formada em Letras, iniciou sua carreira de autora de obras infantis e juvenis estimulada pela experiência de, como professora, contar histórias para crianças. Além de fazer traduções e adaptações, Heloisa escreve histórias povoadas de seres fantásticos, criaturas da noite e jovens urbanos.

Priscila Nemeth

(Divinas desventuras − Outras histórias da mitologia grega. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2009. p. 27-9.)

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Estudo do texto

2. a) Asclépio recebeu da deusa Atena dois frascos com o sangue da Medusa: um deles contendo o sangue da veia direita, um veneno fatal capaz de matar instantaneamente, e o outro contendo o sangue da veia esquerda, um líquido capaz de trazer à vida pessoas recém-falecidas.

COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO

1. a) Asclépio era filho de um deus, Apolo, um imortal. Professor: Comente com os alunos que, na mitologia, os deuses poderiam ter filhos com seres humanos, dando origem a semideuses, como Asclépio, que eram seres mortais, porém dotados de características especiais.

era como os seres humanos comuns. a) Em relação à origem, ou seja, ao nascimento de Asclépio, o que o diferenciava das demais pessoas? b) Levante hipóteses: O lugar onde Asclépio foi criado e a educação que ele recebeu de Quíron podem ter influenciado suas futuras atividades? Justifique sua Provavelmente sim, pois, desde bebê, Asclépio esteve rodeado de eleresposta. mentos ligados às atividades médicas, seja por meio do lugar, que era

uma gruta mágica onde eram cultivadas ervas medicinais, seja pela educação recebida de Quíron, um grande conhecedor da arte médica.

2. Os métodos medicinais de Asclépio também envolviam o uso de recursos incomuns, de caráter mágico. a) Que recursos eram esses? Como Asclépio os adquiriu? b) Quais eram as atitudes de Asclépio em relação a esses recursos mágicos? O que tais gestos revelam a recorria com frequência ao sangue da veia respeito do herói? Asclépio esquerda da Medusa para salvar vidas, deixando

A constelação de Ofiúco O termo ofiúco vem do grego e significa o “homem que segura a serpente”. A constelação de Ofiúco, situada entre as constelações de Sagitário e de Escorpião, na Antiguidade era denominada também Esculápio, em homenagem a Asclépio. A pintura representa a constelação com a figura de Asclépio na parte central. A serpente se divide em duas partes, cabeça e cauda. A cabeça de Asclépio é representada por um triângulo em cujo topo aparece a principal estrela da constelação, e o corpo tem uma forma que lembra um retângulo. Stapleton Collection/Corbis/Latinstock

1. O início do mito que você leu mostra que Asclépio não

intocado o líquido venenoso da veia direita, o que revela o caráter generoso do herói.

c) Esses recursos mágicos eram sempre necessários para Asclépio? Justifique sua resposta.

Não, nem sempre Asclépio recorria aos recursos mágicos, porque, muitas vezes, sua grande habilidade bastava para curar os doentes.

3. Asclépio é considerado o protetor dos médicos. As ca-

racterísticas do herói são qualidades importantes para Sim, pois, além de os médicos hoje? Justifique sua resposta. reunir conhecimentos teóricos e práticos, Asclépio era generoso e sempre buscava salvar vidas; tais características são essenciais para os médicos e para os demais profissionais da área da saúde.

4. Os feitos de Asclépio provocavam sentimentos diversos nas pessoas e nos deuses.

a) Quais sentimentos os feitos do herói despertavam nos seres humanos? Por quê? Amor e devoção, pois os doentes

Constelação de Ofiúco (1725), de James Thornhill.

curados por Asclépio eram muitos.

b) E em Hades? Por quê?

Irritação e ira, porque o Inferno começou a ficar vazio devido às inúmeras vidas que o herói salvava.

5. Com a morte de Glauco, filho do rei Minos, e a intervenção de Asclépio, Hades queixou-se com Zeus, dizendo:

“Não há vida sem morte. O mundo perde sentido quando os homens desejam alcançar a imortalidade. [...] Quando os humanos tentam nos imitar, o universo se desequilibra”. a) Por que Hades entendeu que Asclépio imitava os deuses e desejava alcançar a imortalidade? Porque ele decidia sobre a vida e a morte das pessoas, função que cabia apenas aos deuses.

b) Por que, no modo de ver de Hades, ações como a de Asclépio desequilibram o universo? Ações como a de Asclépio quebram a ordem natural da vida. Segundo Hades, “não há vida sem morte”; logo, não se deve evitar a morte.

c) Pela lógica de Hades, por que Glauco devia morrer?

Era preciso que Glauco morresse para que seu pai, Minos, sofresse com essa perda. Assim, Minos sentiria compaixão dos pais cujos filhos eram levados à morte no labirinto do Minotauro por ordem dele.

6. Hades afirma que não havia ninguém mais justo que ele. Por quê? Justifique sua resposta com elementos do texto.

Ele se considerava o mais justo dos seres porque ceifava igualmente a vida de todos os humanos, “ricos, pobres, doentes, saudáveis”, estabelecendo, assim, a igualdade entre as pessoas.

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a) Qual seria a consequência para a Terra e para o Inferno se Asclépio continuasse a agir? A Terra ficaria superpovoada, e o Inferno ficaria vazio.

b) E para os seres humanos? Eles se tornariam imortais.

c) Professor: Sugerimos abrir discussão com a classe, pois pode haver mais

c) E para os deuses? Levante hipóteses e justifique sua resposta. de uma resposta. Sugestão: Se os homens deixassem de morrer, os deuses perderiam a importância que têm para a humanidade, pois o medo do fim da vida alimenta os templos, as oferendas e os louvores às divindades.

8. Leia o boxe “A hýbris e a ordem natural das coisas”. Depois responda: a) A hýbris estava presente nas ações de Asclépio? Justifique sua resposta. Sim, ela se manifestava nas inumeráveis curas e no resgate de diversas vidas que ele realizava.

b) Asclépio tinha consciência de que suas atitudes desafiavam as leis da morte e, assim, desequilibravam a ordem do universo? Justifique sua resposta.

Não, ele desconhecia ou ignorava as leis da morte; era movido apenas pelo desejo de curar e de resgatar vidas.

9. Asclépio foi punido por Zeus, que lhe tirou a vida com um raio.

a) Sem deixar de admirar os feitos de Asclépio, Zeus, após a morte do herói, prestou-lhe uma homenagem. Qual foi essa homenagem? Zeus transformou Asclépio em uma constelação (a constelação de Ofiúco).

b) Entre os seres humanos, em que consiste a homenagem a Asclépio? No uso, como o símbolo da medicina, da imagem do bastão com uma serpente enrolada.

10. Leia o boxe “O mito de Asclépio e o símbolo da medicina”. A seguir, levante hipóteses: No bastão utilizado por Asclépio, o que a serpente pode simbolizar? A vida que renasce e se renova; a capacidade de curar e de restaurar a saúde. Professor: Comente com os alunos que, pelo fato de a serpente trocar de pele, algumas civilizações antigas a associavam à vida, ao rejuvenescimento.

A LINGUAGEM DO TEXTO

1. Substitua nos seguintes trechos do texto as palavras ou expressões em destaque por outras de sentido Há outras possibilidades, além das palavras e equivalente. Professor: expressões sugeridas como resposta. a) “No templo de Apolo, assistida pela deusa Ártemis, a jovem deu à luz Asclépio.” auxiliada, ajudada, socorrida

b) “Asclépio não hesitou e logo começou a preparar o medicamento com o sangue da Medusa.”

A hýbris e a ordem natural das coisas No pensamento moral e religioso dos gregos, sempre há referência a uma atitude humana denominada hýbris. Esse termo significa grande transgressão dos limites que garantem a ordem do universo. Desejar mais do que cabe a um mortal, ultrapassar a medida justa das coisas, perturbar a ordem natural, violar os limites nas relações com o outro ou com os deuses, tudo isso é hýbris.

O mito de Asclépio e o símbolo da medicina Asclépio é um herói-deus muito antigo. Desde o século XIII a.C., há referências a seus feitos como herói médico e ao seu culto como deus da medicina. Em uma das versões do mito, Asclépio vai examinar Glauco, filho de Minos, e é surpreendido por uma serpente. Ele a mata com seu bastão, mas logo aparece outra serpente, que deposita ervas na boca do réptil morto e o faz reviver. Asclépio aprende a lição e utiliza as mesmas ervas para ressuscitar Glauco. Como sinal de respeito, o herói passa a levar a serpente enrolada em seu bastão. No século XVI, o bastão com uma serpente enrolada passou a ser utilizado como símbolo da medicina na Europa e, hoje, é reconhecido como símbolo universal dessa ciência. Alamy/Glow Images

meçou a se preocupar com os futuros resultados do que Asclépio fazia.

Bridgeman Images/Keystone Brasil

7. Ao ouvir os argumentos de Hades, Zeus também co-

titubeou, teve dúvida, vacilou

c) “Glauco deveria morrer para que seu pai, Minos, sofresse com a perda do garoto e assim se compadecesse dos pais cujos filhos ele condena à morte no labirinto do Minotauro.” sentisse compaixão, sentisse dó, se apiedasse

d) “Ceifo a vida de todos, ricos, pobres, doentes, saudáveis, tanto faz. E, assim, instauro a igualdade entre as pessoas.” estabeleço, determino, instituo

Estátua de Asclépio em mármore, cópia de original grego encontrado no Santuário de Asclépio, em Roma, no século II.

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2. Releia o seguinte trecho do texto, observando os verbos destacados. “Filho de Apolo, Asclépio nascera da união secreta do deus com a jovem Coronis [...] O menino cresceu sob a proteção do pai e do sábio Quíron.”

Mimmo Jodice/Corbis/Latinstock

a) Em que tempo estão os verbos dos enunciados: presente, passado ou futuro? passado b) Embora as formas nascera e cresceu sejam parecidas quanto ao tempo em que estão, que diferença de sentido há entre elas? Explique essa diferença, considerando qual ação é anterior. As duas ações ocorrem no passado, porém nascera (pretérito mais-que-perfeito) indica uma ação anterior a cresceu (pretérito perfeito).

c) Que forma verbal poderia substituir nascera, sem mudança de sentido: terá nascido, tinha nascido ou teria nascido? tinha nascido

3. Releia este trecho do texto:

Estátua de Apolo segurando uma lira.

“O menino cresceu sob a proteção do pai e do sábio Quíron. Logo se tornou um hábil cirurgião e um estudioso das artes médicas. Daí Asclépio ser considerado entre vocês, humanos, o grande protetor dos médicos.”

Responda em seu caderno: Em qual das frases abaixo a palavra daí tem o mesmo sentido que no trecho?

• Começou a chover; daí desliguei todos os aparelhos elétricos. X • Retirou-se dos palcos; daí todos pensarem que desistira de ser ator. • Daí em diante ele nunca mais deixou de ajudar as pessoas.

LEITURA EXPRESSIVA DO TEXTO Forme uma dupla com um colega e leiam o diálogo entre Hades e Zeus que está no trecho que vai de “– Caro Zeus, Asclépio está desafiando a ordem cósmica” até o final do parágrafo iniciado com “– Então é preciso que ele morra!”. Ignorem a fala do narrador e procurem dar a ênfase adequada à fala de cada uma das personagens. Hades deve demonstrar exaltação e gravidade, enquanto Zeus deve assumir um tom que mostre segurança e ponderação.

Trocando ideias 1.

No texto, somente Hades, o senhor da morte e deus dos fins e das perdas, é capaz de ensinar a humildade. Em sua opinião, a morte é mesmo capaz de ensinar a humildade aos seres humanos? Por quê?

2.

Como vimos, no pensamento moral e religioso dos gregos, hýbris quer dizer “excesso, violação dos limites nas relações humanas”. Considerando os lugares nos quais você convive com outras pessoas (escola, família, bairro, etc.), dê exemplos de situações em que a falta de equilíbrio e de limites prejudica as relações entre as pessoas.

3.

Asclépio era um herói generoso, que se empenhava em salvar vidas e diminuir o sofrimento humano. Você conhece alguém que, como Asclépio, se dedica a salvar ou melhorar a vida dos outros? Se conhece, conte para os colegas o que essa pessoa faz.

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Cruzando linguagens Bridgeman Images/Keystone Brasil/Museu do Prado, Madri, Espanha

Observe atentamente esta pintura, de Rubens:

O julgamento de Páris (1639).

1. O pintor Rubens (1577-1640) notabilizou-se pelos seus retratos de nus femininos, que evidenciam o padrão de beleza da época. Compare as personagens femininas da pintura com as mulheres hoje consideradas bonitas. Em que se diferenciam?

As mulheres de Rubens são mais gordas do que as mulheres consideradas bonitas hoje, pois atualmente o ideal de beleza valoriza a magreza.

2. A pintura apresenta uma situação que envolve seres da mitologia grega. Nela se veem, à esquerda, de chapéu, Hermes, o deus mensageiro; sentado, o humano Páris, filho de Príamo, rei de Troia; a mulher à esquerda, Atena, deusa da sabedoria e das artes; no centro, Hera, esposa de Zeus; à direita, Afrodite, a deusa do amor e da beleza. a) O que Hermes mostra para o grupo? Ele mostra uma maçã de ouro. b) Qual das personagens está em uma atitude pensativa? Páris.

3. A pintura retrata um episódio importante na mitologia da Grécia antiga. Leia um resumo do contexto desse episódio:

No alto do monte Pélion, morada do sábio Quíron, os deuses celebravam com alegria o casamento da ninfa Tétis e do mortal Peleu. Contudo, chegou à festa, sem ser convidada, a deusa Éris, senhora da discórdia, do ciúme, do ódio. Enquanto os deuses dançavam, ela lançou ao chão uma maçã de ouro com a inscrição: “À mais bela”. Cada uma das deusas, Atena, Hera e Afrodite, belas e vaidosas, estava convicta de que o prêmio era seu. Começou um burburinho e nenhum dos deuses queria correr o risco de opinar. Nem mesmo, Zeus, o senhor do Olimpo, quis tomar partido. Afinal, Atena era sua filha, e Hera, sua mulher. Se escolhesse uma das duas, seria acusado de parcialidade. E Afrodite? Se ele optasse pela deusa do amor, veriam nisso uma prova de que não conseguia resistir aos encantos da deusa e ainda causaria uma guerra familiar!

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(Christiane Damien)

Everett Collection/Keystone Brasil

Ficou decidido, então, que somente um ser humano poderia resolver a contenda. Páris, o filho caçula do rei de Troia, foi o escolhido. Em seguida, Afrodite, Hera e Atena, conduzidas por Hermes, se dirigiram ao cimo do monte Ida e se apresentaram, em toda sua divina beleza, ao jovem Páris. As três tentaram convencer o rapaz, oferecendo-lhe presentes. Hera prometeu o domínio de toda a Ásia; Atena prometeu sabedoria e a vitória em todos os combates; Afrodite limitou-se a oferecer ao jovem o amor de Helena, mulher de Menelau, rei de Esparta. Cena do filme Troia.

Considerando o contexto da cena e com base na mitologia grega, responda: a) Para quem Páris deu a maçã de ouro? Ele deu a maçã de ouro a Afrodite, ato que deu origem à Guerra de Troia. b) A escolha feita por Páris indica que ele buscava o quê? O que ele colocou em segundo plano? Ele buscava o amor e colocou em segundo plano o poder e a glória.

c) O mundo grego era povoado por heróis guerreiros, como Aquiles, Odisseu e muitos outros. Levando em conta esse fato, dê sua opinião: O gesto de Páris foi heroico? Até que ponto? Por quê? Professor: Sugerimos abrir a discussão com a classe. O gesto de Páris foi heroico, de certo ponto de vista, e, de outro, não foi heroico. Ao preferir o amor, em vez da guerra, palco dos heróis gregos, não foi heroico. Por outro lado, foi heroico por ter tido a coragem de transgredir as leis dos homens e escolher o amor de Helena, uma mulher casada, e enfrentar as consequências dessa escolha, que deu início à Guerra de Troia.

Bridgeman Images/Keystone Brasil/ Museu do Prado, Madri, Espanha

4. Compare a decisão de Páris, ao aceitar o oferecimento de Afrodite, com a decisão de Asclépio ao salvar o menino Glauco.

Ambas as personagens tomaram que contrariam leis. Páris contrariou leis dos homens, enquanto Asclépio contrariou as leis do universo. b) Em que se diferenciam? Páris tomou sua decisão consciente das consequências que resultariam dela. Asclépio salvava a vida das pessoas sem pensar nas consequências do que fazia.

a) Em que uma e outra se assemelham? decisões

c) Na sua opinião, Páris e Asclépio são heróis? Por quê? Resposta pessoal. Professor: Conte aos alunos que, na Guerra de Troia, Páris matou Aquiles, com uma flechada no calcanhar.

ler é um prazer Saiba, lendo o texto a seguir, como Zeus tornou-se o senhor do Olimpo e pai dos deuses. Para isso, ele libertou seus irmãos Héstia, Deméter, Hera, Hades e Posseidon e venceu o próprio pai, Cronos, e os Titãs.

Crono — que emprestou seu nome ao tempo — casou-se com sua irmã, Reia, deusa da terra. Mais tarde, ao matar o próprio pai (Urano, o primogênito), tornou-se o soberano dos deuses. À beira da morte, Urano profetizou: “Se me matar ou roubar o meu trono, será derrubado por um de seus próprios filhos, pois o crime gera o crime”. Assim, Crono procurou tomar cuidado. Resolveu devorar os próprios filhos à medida que eles nasciam. Primeiro, vieram três filhas: Héstia, Deméter e Hera; em seguida, dois filhos: Hades e Posseidon. Um a um, engoliu todos. Reia ficou furiosa. Resolveu, então, impedir que Crono devorasse o sexto bebê que estava para nascer e que certamente seria um menino. Quando chegou a hora, desceu as encostas do Olimpo e procurou um lugar escuro e escondido para dar à luz. O recém-nascido era de fato um menino e recebeu o nome de Zeus. Reia pendurou um berço de ouro nos galhos de uma oliveira e depositou

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(Bernard Evslin. Heróis, deuses e monstros da mitologia grega. São Paulo: Benvirá, 2012, p. 11-3.)

Bridgeman Images/Keystone Brasil/Coleção particular

nele o filhinho adormecido. Em seguida, voltou para o topo da colina, enrolou uma pedra com os cueiros e fingiu estar embalando uma criança junto ao peito. Esbravejando e ofegando, Crono se levantou de sua majestosa cama, roubou da mulher a pedra embrulhada e a engoliu imediatamente, achando que ali estava o bebê. Reia correu novamente para onde havia deixado o berço de ouro, recolheu o filhinho e o entregou a uma família de pastores para que eles o criassem. Em troca, prometeu que as ovelhas da família jamais seriam comidas pelos lobos. Zeus cresceu e se tornou um belo rapaz. Crono, seu pai, não estava sabendo de nada. Porém, com saudade do filho, Reia chamou Zeus de volta à morada dos deuses e o apresentou a Crono como seu novo criado. Crono ficou contente, pois o rapaz era de fato muito bonito. Estátua de Zeus no Olimpo, obra Certa noite, Reia e Zeus prepararam uma bebida especial, cha- do século XX. mada néctar, misturando a ela folhas de mostarda e sal. Na manhã seguinte, depois de um enorme gole, Crono não se conteve e vomitou: primeiro uma pedra e, em seguida, Héstia, Deméter, Hera, Hades e Posseidon, os quais, por serem deuses, não haviam sido digeridos e ainda estavam vivos. Agradecidos, elegeram Zeus seu líder. Depois disso, ocorreu uma terrível batalha. Crono contou com a ajuda de seus meios-irmãos, os Titãs. Eram seres medonhos, sinistros, mais altos que as árvores, que permaneciam confinados nas montanhas até que houvesse alguma luta da qual pudessem participar. Os Titãs atacaram violentamente os jovens deuses. Mas Zeus também tinha aliados. Ele correu até algumas cavernas muito profundas — cavernas sob cavernas sob cavernas, formadas a partir das primeiras bolhas produzidas pelo resfriamento da Terra — onde, milhares de séculos antes (um período relativamente curto na vida de um deus), Crono havia confinado outros monstros, como os Ciclopes (criaturas de um olho só) e os Hecatonquiros (criaturas de cem mãos). Zeus libertou seus primos medonhos e os liderou na luta contra os Titãs. Um grande tumulto se formou nos céus. Sobre a terra, as pessoas ouviram o retumbar de trovões e viam montanhas inteiras virando pó. A terra tremia e ondas enormes varriam o mar enquanto os deuses lutavam. O velho Crono era um líder habilidoso, e os Titãs eram gigantescos. Eles atacavam violentamente, fazendo os jovens deuses recuar. Mas Zeus tinha preparado uma armadilha. Nas encostas do Olimpo, ele assobiou para seus primos, os Hecatonquiros, que estavam escondidos ali. Com cem mãos cada um, os monstros começaram a atirar pedras enormes contra os inimigos. Os Titãs acharam que a colina estava desabando e não tiveram outra saída senão fugir. O jovem deus Pã — uma figura humana com orelhas, cueiro: pano leve e macio com que se envolvem bebês. chifres, cauda e pernas de bode — urrava de felicidade. Deméter: deusa da terra cultivada, senhora das Terminada a batalha, disse que os Titãs fugiram simplesplantações e das colheitas; é conhecida tammente porque ficaram com medo dos urros dele. É daí que bém como Ceres. vem a palavra pânico. Hera: deusa do casamento; mulher de seu irmão Zeus, é conhecida também como Juno. Vencedores, os jovens deuses voltaram ao Olimpo, toHéstia: deusa do lar e dos laços familiares; é maram o castelo, e Zeus se tornou o soberano. Ninguém conhecida também como Vesta. sabe o que aconteceu a Crono e a seus Titãs. Mas, de temOlimpo: montanha em cujo topo moravam os pos em tempos, montanhas explodem em fogo e a terra deuses olímpicos. treme. E ninguém sabe ao certo por quê. Posseidon: deus do mar; é conhecido também como Netuno. Urano: o Céu, gerado por Gaia, a Terra.

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Produção de texto Mary Evans/AGB Photo

O MITO Responda às questões a seguir, consultando, quando necessário, o texto “Asclépio”, no início do capítulo.

1. Mitos são narrativas que expressam o modo como determinado povo vê o mundo e tenta explicar fatos e fenômenos cuja origem e funcionamento desconhece. Cada povo e cada cultura têm seus próprios mitos e tradições. De que cultura faz parte o mito de Asclépio? Da cultura grega.

2. Segundo os estudiosos, há três grupos de mitos: os que explicam a origem do mundo e dos deuses; os que contam histórias de convivência entre deuses, semideuses e seres humanos que têm livre trânsito entre o céu e a Terra; e os que contam histórias de seres humanos comuns, simples mortais. A que grupo de mitos pertence o da narrativa feita no texto “Asclépio”?

Ao segundo grupo, pois a narrativa envolve a figura de um semideus, Asclépio, que convivia com seres humanos, o deus Apolo, a deusa Atena, o centauro Quíron e ainda outros deuses.

Hades contempla seu domínio.

3. É comum haver nos mitos elementos mágicos (ambientes, objetos, plantas, substâncias), seres sobrenaturais, como deuses, ninfas, centauros e monstros, e seres humanos dotados de poderes especiais. a) Que elementos mágicos estão presentes na narrativa feita no texto “Asclépio”?

A gruta mágica e o sangue da Medusa.

b) E seres sobrenaturais? Os deuses Apolo, Ártemis, Atena, Zeus e Hades; os monstros Medusa e Minotauro e o centauro Quíron.

4. Muitos dos mitos gregos fazem parte também da cultura de outros povos, figurando em seus contos populares, lendas, fábulas, etc. a) Um dos mitos gregos é o Minotauro, criatura com cabeça de touro e corpo de homem que se alimentava de carne humana. Entre as lendas brasileiras, há a de um ser fantástico que, como o Minotauro, tem corpo de homem e cabeça de bicho. Troque ideias com os colegas: Que ser é esse? É o lobisomem, que tem cabeça de lobo e corpo de homem.

b) Na mitologia grega, existe a deusa Ártemis, que é identificada com a Lua. No Brasil, os indígenas do grupo tupi também cultuam uma divindade associada a esse astro. Qual é ela? Jaci.

5. Nos mitos, é comum haver ações heroicas de uma ou mais personagens, que podem ser simples mortais ou semideuses, filhos de deuses com seres humanos. Os semideuses, embora tenham dons especiais, não são donos de seu destino nem imortais. a) Em “Asclépio”, de que tipo é o protagonista: um simples mortal ou um semideus? É um semideus, pois é filho do deus Apolo e da mortal Coronis.

b) Que dons especiais tem o herói do mito estudado? Que atitude dele pode ser considerada heroica?

Asclépio tem os dons de curar e de ressuscitar as pessoas. A decisão de exercer esses dons pode ser considerada uma atitude heroica, uma vez que ela representa um desafio aos deuses, por romper a ordem do universo.

6. O mito não é apenas uma história aventuresca, mas um meio de buscar a verdade ou o significado

das coisas e de transmitir um ensinamento. Por isso, com suas lições de sabedoria, serve de exemplo a seres humanos de diferentes épocas. Que lição o mito de Asclépio transmite à humanidade?

Asclépio é um herói que exerce as artes médicas com generosidade e conhecimento. O mito mostra que o exercício da medicina é benéfico por tornar possível ao homem vencer doenças, mas há limites: é vetada ao homem a imortalidade, pois a morte é inerente à própria vida.

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7. Releia este trecho do texto “Asclépio”:

“Asclépio não hesitou e logo começou a preparar o medicamento com o sangue da Medusa. Mal sabia ele que a alma do pequeno Glauco já fora levada ao mundo subterrâneo de Hades”. a) Em que pessoa estão os verbos e os pronomes nesse trecho? Estão na 3ª pessoa. b) Em que tempo estão os verbos? No passado. c) O narrador é personagem da história ou apenas observador? O narrador é apenas observador.

8. Como os contos maravilhosos, os mitos eram transmitidos oralmente. Depois, foram registrados por escrito por poetas e prosadores. Observe a linguagem empregada no texto. Que tipo de variedade foi empregada: uma variedade de acordo com a norma-padrão ou uma variedade diferente da norma-padrão? Uma variedade de acordo com a norma-padrão.

9. Reúna-se com seus colegas de grupo e, juntos, concluam: Quais são as características do mito?

É um texto narrativo que reflete a cultura de um povo, mostrando como ele vê o mundo e a realidade. Refere-se a seres extraordinários, como deuses, semideuses e heróis cuja conduta é modelo para os homens de todos os tempos. O narrador normalmente é observador, o tempo narrativo geralmente é o passado e a linguagem segue a norma-padrão. Professor: A partir das conclusões dos grupos, sugerimos construir coletivamente na lousa um quadro com as principais características do mito.

sa na biblioteca e/ou na Internet sobre dois mitos, o de Gilgamesh e o do pomo da discórdia, e sobre AGORA É A sua vez a Guerra de Troia, a fim de colherem mais informações para as produções de texto propostas. Se houver tempo disponível, peça que desenvolvam as duas propostas. Professor: Para a realização desta atividade, solicite previamente aos alunos que façam uma pesqui-

Se achar conveniente, a atividade poderá ser realizada em grupos pequenos, de dois ou três alunos.

Há, a seguir, duas propostas para a produção de textos sobre mitos. Com a orientação do professor, desenvolva pelo menos uma delas. Os textos que você e os colegas produzirão serão publicados em um livro que integrará a mostra Heróis de todos os tempos, proposta no capítulo Intervalo desta unidade. Bridgeman Images/Keystone Brasil/Museu do Prado, Madri, Espanha

1. Como você viu ao fazer a leitura da pintura O julgamento de Páris, de Rubens, a escolha feita por Páris teve como conse­ quência uma gigantesca guerra entre gregos e troianos. Releia, nas páginas 18 e 19, o resumo da situação a que se refere a cena da pintura. Depois, escreva a continuação dessa história, considerando os seguintes fatos:

• Diante das deusas, Páris sente medo e tenta fugir, mas

O julgamento de Páris (1639), de Rubens. Museu do Louvre, Paris, França

Hermes o convence a cumprir seu papel de árbitro.

• Cada uma das deusas compromete-se a dar a Páris bens valiosos, caso fosse a eleita: Atena promete sabedoria e vitórias em todos os combates; Hera, o império da Ásia; Afrodite, o amor da mulher mais bela do mundo, Helena, mulher de Menelau, rei de Esparta.

• Páris escolhe o amor de Helena e, assim, Afrodite fica com a maçã de ouro. Inconformadas, as outras duas deusas dirigem sua hostilidade ao povo troiano.

• Páris vai para Esparta e é recebido pelo rei Menelau.

Os amores de Páris e Helena (1788), de Jacques-Louis David.

Desconsiderando a hospitalidade do anfitrião, foge com Helena para Troia. Inicia-se, então, uma guerra que iria durar dez anos e durante a qual heróis e guerreiros gregos e troianos se enfrentariam incansavelmente. Organize esses fatos de modo coerente e redija um relato narrando o que ocorreu. Para enriquecer a narração, descreva os lugares e também a reação das personagens em meio aos acontecimentos. Inclua diálogos para tornar o texto mais dinâmico.

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2. Você já leu ou viu algum filme sobre Gilgamesh? Trata-se de um rei sumério que viveu por volta de

Gilgamesh, rei de Uruk, era dois terços deus e um terço homem. Filho da deusa Ninsun e do semideus Lugulbanda, tinha recebido dos deuses uma beleza ímpar, um corpo perfeito e uma força sobre-humana. Na companhia de seu fiel amigo Enkidu, Gilgamesh venceu heroicamente o terrível monstro Humbaba e o devastador Touro do Céu. Nada temia, até que ocorreu a morte de Enkidu. Nesse momento, tomou consciência de sua condição humana e foi acometido por um terrível medo da morte. Então, decidiu ir até o sábio Utnapishtim, sobrevivente do dilúvio que devastou a humanidade e a quem os deuses tinham concedido a vida eterna. Para chegar até a ilha onde vivia o sábio, o herói enfrentou leões, passou por lugares cuja travessia era impossível para um ser humano comum. Depois de colocar Gilgamesh à prova, o sábio lhe revelou o segredo da vida eterna: comer de uma planta que crescia sob as águas. Com dificuldade, o herói conseguiu obter a planta, mas, desejando compartilhá-la com os anciãos de Uruk, não a comeu imediatamente. No caminho de volta, em um momento de desDiomedia/Heritage Images cuido, Gilgamesh teve a planta arrebatada por uma serpente e, de imediato, viu o réptil trocar de pele. O herói chorou a perda que sofreu, retornou a Uruk e gravou na pedra a sua história, eternizando nela seus feitos e glórias. (Christiane Damien)

Diomedia/Heritage Images/Fine Art Images

2700 a.C., na cidade de Uruk, na Mesopotâmia. Ele é o herói mítico de uma história chamada Epopeia de Gilgamesh. Nela, Gilgamesh, considerado o primeiro herói trágico da humanidade, empreende uma busca pela vida eterna. Leia, a seguir, um resumo dessa epopeia.

Herói dominando um leão, escultura representativa de Gilgamesh, datada do século VIII a.C. Tábua que descreve o encontro de Gilgamesh com Utnapishtim. Texto em escrita cuneiforme, mais antigo sistema de escrita conhecido.

Redija um relato, narrando a aventura de Gilgamesh. Você pode incluir na narração outros fatos e outras personagens, de acordo com a sua imaginação. Pense em como é o mundo do herói, quais obstáculos ele precisa vencer, se algum ser divino ou mortal o ajuda na busca que ele empreende, quais diálogos ele tem com outras personagens, etc. e, por fim, crie um desfecho surpreendente para a história.

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Planejamento do texto • Leve em conta o perfil dos leitores, que serão colegas de sua classe e de outras, professores, funcionários da escola, pais e outros convidados para a mostra proposta no final da unidade.

• Considere que a personagem principal da história deve agir como herói e ter características ou poderes especiais, diferentes dos que são próprios da condição humana. Além disso, ela deve se relacionar com outros seres da mitologia, como deuses, semideuses e heróis.

• Utilize narrador do tipo observador e situe as ações no passado. • Procure transmitir um ensinamento e incluir na narração elementos mágicos. • Empregue uma linguagem adequada ao perfil dos leitores e ao gênero, ou seja, de acordo com a norma-padrão.

• Para ligar os fatos, empregue palavras ou expressões como em seguida, por isso, então, mas, entretanto e outras que forem necessárias.

• Dê um título à história.

Revisão e reescrita Antes de finalizar seu texto e passá-lo a limpo, releia-o, observando se ele apresenta as características próprias da narrativa mítica.

• O tempo em que as ações ocorrem é o passado? • As personagens são deuses, semideuses, heróis, monstros, etc.? • Há elementos mágicos? • A linguagem se parece com a que é empregada nos contos de mitologia, ou seja, está de acordo com a norma-padrão?

Para escrever com técnica O NARRADOR TEXTO 1

Ricardo Dantas

Leia os dois textos a seguir.

A minha história começa muitos e muitos anos atrás. Atrás de onde?, podem perguntar vocês. E eu responderei: atrás de hoje. Ontem. Antes de anteontem. Longe, na minha memória: lá é o tempo e o espaço da minha história. Eu vou morrer um dia, porque tudo o que nasce também morre: bicho, planta, mulher, homem. Mas histórias podem durar depois de nós. Basta que sejam postas em folha de papel e que suas letras mortas sejam ressuscitadas por olhos que saibam ler. Por isso, aqui está para vocês o papel da minha história: uma vida-menina para as meninas-dosseus-olhos. Vou contar... (Ilka Brunhilde Laurito. A menina que fez a América. 8ª ed. São Paulo: FTD, 1994. p. 5.)

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Cada tarde de bom tempo vinha encontrar Pollyanna ansiosa por pretexto para sair a passeio, numa direção ou noutra — e foi durante um desses passeios que encontrou “o Homem”. Para si própria o chamava de “o Homem”, não obstante cruzar-se com dúzias de homens de cada vez. O Homem trajava sempre casaco até os joelhos e chapéu alto – duas coisas que o comum dos homens não usava. Tinha as faces sempre barbeadas e pálidas e os cabelos, que apareciam debaixo do chapéu, já grisalhos. Caminhava esticado e com pressa, sempre só — o que fazia Pollyanna apiedar-se dele. Talvez por isso lhe dirigiu a palavra um dia. — Como vai, senhor? Está um tempo lindo, não? — Foi como se aproximou do solitário. O homem, que vinha distraído, entreparou, indagativo. — Está falando comigo, menina? — Sim, senhor. Perguntei se não estava um belo dia. — Eh? Oh! Hum! — Rosnou ele — e apressou o passo. Pollyanna sorriu: “Que homem engraçado!”, pensou consigo. No dia seguinte encontraram-se de novo. — Não está um dia tão bonito como o de ontem, disse Pollyanna, mas serve, não acha? — Eh? Oh! Hum!, tornou a rosnar o homem — e a menina tornou a sorrir. Da terceira vez que Pollyanna o importunou com uma pergunta semelhante, ele deteve-se bruscamente. — Quem é você, menina, que anda todos os dias a me fazer perguntas sobre o tempo? [...]

Ricardo Dantas

TEXTO 2

(Eleanor H. Porter. Pollyanna. Tradução de Monteiro Lobato.18ª ed. São Paulo: Nacional, 1979. p. 55-6.)

Os textos que você acabou de ler são trechos de histórias muito interessantes. Quem conta uma história é chamado de narrador.

1. Observe os verbos e os pronomes destacados empregados pelo narrador nestes trechos do texto 1: • “A minha história começa muitos e muitos anos atrás.” • “E eu responderei: atrás de hoje.” • “Vou contar...” a) Em que pessoa estão as formas verbais e os pronomes destacados? Na 1ª pessoa. b) O narrador participa dos fatos? Ou seja, ele também é personagem da história? Sim.

2. Agora observe os verbos e os pronomes destacados empregados pelo narrador nestes trechos do texto 2:

• “e foi durante um desses passeios que encontrou ‘o Homem’.” • “Para si própria o chamava de ‘o Homem’” • “Foi como se aproximou do solitário.” • “ele deteve-se bruscamente” a) Em que pessoa estão as formas verbais e os pronomes destacados? Na 3ª pessoa. b) O narrador participa da história como personagem? Não.

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No texto 1, quem conta a história é um narrador-personagem, isto é, um narrador que também é uma das personagens, enquanto no texto 2 quem conta a história é um narrador-observador. O narrador-personagem se situa nos acontecimentos da história, fala de si, empregando verbos e pronomes na 1ª pessoa. Já o narrador-observador não participa da história; conta os fatos sem fazer nenhuma referência a si mesmo, empregando verbos e pronomes na 3ª pessoa.

EXERCÍCIOS 1. Dos textos a seguir, indique aquele que apresenta narrador-observador. Residia, então, em Charleston, a uma distância de 9 milhas, e as facilidades para ir e voltar eram menores do que agora. Chegando à cabana, bati, conforme meu hábito, e, não obtendo resposta, procurei a chave no lugar onde sabia estar escondida. Abri a porta e entrei. Foi uma surpresa e com certeza das mais agradáveis. Um belo fogo crepitava na lareira. Despi o paletó, empurrei a cadeira para junto do fogo, e esperei pacientemente pelos donos da casa.

Ricardo Dantas

a)

(Contos de Edgar Allan Poe. Tradução de José Paulo Paes. 3ª ed. São Paulo: Cultrix, 1986. p. 78.) X

b)

A figura não fez movimento ou pronunciou palavra. Mas quando lhe olharam a face viram que, em lugar de seu ar digno de piedade e de seus gestos de quem pede pela vida, transformara-se no mais horrível monstro que jamais se viu [...]. E que, no lugar das mãos erguidas para pedir misericórdia, havia agora duas adagas de fogo, que não flamejavam, mas eram incandescentes e terminavam numa ponta que era uma chama azulada. (Daniel Defoe. Contos de fantasmas. Tradução de Henrique de Araújo Mesquita. Porto Alegre: L&PM, 2012. p. 33.)

Optei pela minha vocação de marinheiro faz já vários anos, numa ocasião em que eu me encontrava com os bolsos vazios, e nada do que havia em terra me interessava. Então pensei em atirar-me ao mar e ver suas maravilhas. Meu nome é Ismael e, de vez em quando, tenho acessos de melancolia; quando isso acontece, acho que o melhor é tomar rapidamente uma resolução heroica. E foi isso o que fiz. Resolvi ir para o mar, mas não entrei num navio como qualquer passageiro. Nem como cozinheiro ou camareiro. Detesto essas profissões. Nem mesmo como capitão de navio. Embarquei como marinheiro; desses que ficam à proa, prontos para tudo o que der e vier. Se este ofício é pesado? Naturalmente; e muito. Mas me agrada. [...]

Ricardo Dantas

2. Reescreva o texto a seguir, transformando o narrador-personagem em narrador-observador.

(Herman Melville. Moby Dick. Tradução de Yone Quartim. São Paulo: Tempo Cultural, 1989. p. 7- 8.) Professor: Sugerimos desenvolver o exercício oralmente com toda a classe. Optou pela sua vocação ... ele se encontrava ... lhe interessava/ ... pensou em atirar-se ao mar ... Seu nome é Ismael... tem acessos de melancolia ... acha ... o que fez/ Resolveu ir para o mar ... não entrou ... Detesta essas profissões/ Embarcou ... Mas lhe agrada.

3. Escreva um pequeno relato, narrando um fato que ocorreu em sua cidade ou no país e no qual uma pessoa tenha se destacado. Faça duas versões do relato e, em ambas, refira-se ao protagonista como herói ou heroína. Na primeira versão, narre em 1ª pessoa; na segunda, em 3ª pessoa. Professor: Sugerimos fazer a correção desse exercício oralmente.

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A língua em foco O VERBO (I)

Marcos Noel

Leia estes quadrinhos, de Marcos Noel:

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

1. Bonifácio quer saber “como uma tartaruga se sente recolhida em seu casco”. Observe, na tira, o emprego do verbo sentir. a) Em quais falas esse verbo está conjugado e é empregado por meio de uma forma simples, ou seja, com uma única palavra? Na segunda fala do 1º quadrinho (sente) e na fala do 5º quadrinho (sentiu). b) Nessas situações, em quais tempos estão as formas verbais? No 1º quadrinho, no presente; no 5º quadrinho, no passado (pretérito perfeito do modo indicativo).

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2. Leia a frase:

Bonifácio não irá se sentir bem no casco de uma tartaruga. a) Em que tempo se encontra a locução verbal destacada? No futuro. b) Que forma simples equivale a essa locução verbal? sentirá

3. No 3º quadrinho da tira, Mostarda poderia ter dito, sem alteração de sentido:

Por que você não pergunta diretamente a Azeitona? Como a forma verbal destacada na frase ficaria no passado e no futuro? perguntou, perguntará.

4. Considere as formas verbais sente, sentiu e sentirá, do verbo sentir, pergunta, perguntou e perguntará, do verbo perguntar. O que as formas de cada verbo têm em comum? A partícula sent- e a partícula pergunt-.

5. No último quadrinho, Bonifácio recebe ajuda de Azeitona para saber como uma tartaruga se sente dentro do casco. Observando o quadrinho, deduza: a) Como uma tartaruga se sente? Ela se sente muito apertada, com um peso grande sobre ela. b) Essa sensação corresponde à imaginada por Bonifácio no 2º quadrinho? Não, pois, no 2º quadrinho, Bonifácio havia colocado sobre si apenas um balde, o que lhe dava uma sensação de leveza.

A estrutura do verbo Leia e compare estas formas verbais:

am ei pergunt ei

am a rei pergunt a rei

Os verbos, como quaisquer outras palavras da língua, apresentam em sua estrutura pequenas unidades ou partes. Veja, por exemplo, como se forma a palavra perguntarei:

Marcos Noel

am o pergunt o

tema

pergunt radical

+

a vogal temática

+

rei desinência

As partes dos verbos são radical, vogal temática e desinências. Cada uma delas contém uma informação.

Radical É a parte que contém a significação básica da palavra. Normalmente ele se repete em todos os modos e tempos, sem sofrer modificações. No verbo perguntar, o radical é pergunt-. Veja:

pergunt ei pergunt o pergunt aremos

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Vogal temática

Marcos Noel

É a parte constituída pela vogal que aparece depois do radical e indica a conjugação a que os verbos pertencem:

• -a indica a 1ª conjugação: pergunt a r • -e indica a 2ª conjugação: quer e r • -i indica a 3ª conjugação: sent i r A parte formada pela soma do radical e da vogal temática é chamada de tema.

Desinências São as partes que indicam a pessoa do discurso (1ª, 2ª ou 3ª), o número (singular ou plural), o tempo e o modo do verbo:

pergunta + re

desinência de modo e tempo (futuro do indicativo)

+ mos

desinência de número e pessoa (1ª pessoa do plural)

EXERCÍCIOS Canção de junto do berço Não te movas, dorme, dorme O teu soninho tranquilo. Não te movas (diz-lhe a Noite) Que inda está cantando um grilo...

Roberto Weigand

Leia este poema, de Mário Quintana:

Abre os teus olhinhos de ouro (O Dia lhe diz baixinho). É tempo de levantares Que já canta um passarinho... Sozinho, que pode um grilo Quando já tudo é revoada? E o Dia rouba o menino No manto da madrugada... (In: Vera Aguiar (coord.). Poesia fora da estante. Porto Alegre: Projeto, 1995. p. 19.)

1. O poema apresenta várias formas verbais. a) Organize essas formas verbais em grupos, de acordo com a conjugação a que cada verbo pertence. 1ª conjugação: estar, cantar, levantar, cantar, roubar; 2ª conjugação: mover, dizer, poder, ser; 3ª conjugação: dormir, abrir.

b) Que relação há entre essas formas verbais e as ações do menino? Os verbos estão relacionados com a ação de dormir e, depois, com a ação de acordar.

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2. Na 1ª e na 2ª estrofe, são empregados verbos no imperativo. a) Identifique as formas verbais que estão no imperativo. movas, dorme, abre b) Identifique de quem são as vozes que ordenam empregando as formas imperativas. As vozes são da Noite e do Dia.

3. Observe estas formas verbais empregadas no poema. dorme

diz

canta

a) Qual é o infinitivo de cada um desses verbos? Qual é o radical? dormir, dorm; dizer, diz; cantar, cant. b) Dê a 1ª pessoa do presente do indicativo e do pretérito perfeito do indicativo de cada uma dessas formas. durmo, dormi; digo, disse; canto, cantei. c) Em qual dessas formas houve variação no radical? Houve variação em durmo, digo e disse.

4. No poema, estão em oposição duas forças. Quem vence essa luta? Justifique sua resposta com um trecho do poema. O Dia vence a luta, pois, conforme o poema, “o Dia rouba o menino/ No manto da madrugada...”, ou seja, amanheceu.

Verbos regulares e irregulares No 6º ano, ao aprender a conjugar nos tempos do modo indicativo, como modelos, os verbos amar (1ª conjugação), beber (2ª conjugação) e partir (3ª conjugação), você deve ter observado que eles não apresentam alterações no radical. Todos os verbos cujo radical não muda e que conservam as mesmas desinências do modelo de conjugação são chamados de regulares. Compare, por exemplo, os verbos beber e entender, da 2ª conjugação:

eu beb o eu entend o

eu beb ia eu entend ia

eu beb i eu entend i

Concluindo:

Verbos regulares são aqueles que seguem um modelo de conjugação, não apresentando alterações nem no radical nem nas desinências. Consideremos agora o verbo querer, que também pertence à 2ª conjugação. A forma verbal quis, do verbo querer, sofre modificação no radical e não conserva a desinência observada no modelo. Veja:

eu beb o eu quer o

eu beb ia eu quer ia

eu beb i eu quis

Portanto, o verbo querer, assim como muitos outros, como dar, ver, dizer, afastam-se do modelo de conjugação. Por essa razão, são chamados de irregulares.

Verbos irregulares são aqueles que se afastam do modelo de conjugação, apresentando alterações no radical ou nas desinências. Para saber se um verbo é regular ou irregular, basta conjugá-lo no presente ou no pretérito perfeito do indicativo. Se nesses dois tempos ele seguir o modelo dos verbos regulares, nos outros tempos também seguirá. Nesse caso, o verbo é regular. Caso contrário, é irregular.

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Principais verbos irregulares Apresentamos, a seguir, os principais verbos irregulares, conjugados em alguns tempos do modo indicativo. CABER • presente: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem • pretérito perfeito: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam • futuro do presente: caberei, caberás, caberá, caberemos, cabereis, caberão TRAZER • presente: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem • pretérito perfeito: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram • futuro do presente: trarei, trarás, trará, traremos, trareis, trarão VER • presente: vejo, vês, vê, vemos, vedes, veem • pretérito perfeito: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram • futuro do presente: verei, verás, verá, veremos, vereis, verão VIR • presente: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm • pretérito perfeito: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram • futuro do presente: virei, virás, virá, viremos, vireis, virão IR • presente: vou, vais, vai, vamos, ides, vão • pretérito perfeito: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram • futuro do presente: irei, irás, irá, iremos, ireis, irão

EXERCÍCIOS Leia o poema que segue, de Ulisses Tavares, e responda às questões de 1 a 3.

E agora, o que faço? Fujo, tremo, desmaio? Encaro o meu amor, Ponto final, reticências ou traço, Fico ou saio?

Lelis

Sem saída

(Ulisses Tavares. Diário de uma paixão. São Paulo: Geração Editorial, 2003.)

1. No poema foram empregados sete verbos, dos quais dois são irregulares. Quais são esses verbos? fazer e fugir

2. O poeta estabelece uma relação entre as formas verbais fujo, tremo e desmaio e três sinais de pontuação: 3.

ponto, reticências e traço. Explique a relação entre esses elementos. Fugir corresponde ao ponto, que dá ideia de término; tremer corresponde às reticências, que dão ideia de algo em suspenso, sem definição; desmaiar corresponde ao traço, que dá ideia da semelhança entre uma pessoa deitada e o sinal de pontuação. Justifique o título do poema. O eu lírico (a voz que fala no poema) sente-se inseguro e não sabe que saída escolher na relação com a pessoa amada. Precisa tomar uma decisão: ou fica e encara o seu amor ou foge.

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4. Em seu caderno, complete as frases a seguir, empregando no presente do indicativo o verbo entre parênteses. a) Fique tranquilo, pois eu b) Eu nunca

muito bem neste lugar. (caber) caibo

bem o que me diz. Pode falar mais alto? (ouvir) ouço

c) Ela sempre se

com escova. O cabelo fica melhor. (pentear) penteia

d) Cuidado, senão eu ainda me e) Eu não

refrigerantes; eles me fazem mal. (ingerir) ingiro

f ) Esses sintomas nunca g) Vocês

com essa caneta. (ferir) firo

sozinhos. Espere, que

uma gripe por aí. (vir) vêm – vem

o que não querem porque ficam onde não devem. (ver) veem

5. Em seu caderno, faça de acordo com o exemplo:

Ágata é namorada de Gaturro.

Ágata foi namorada de Gaturro.

a) Eu trago seu pulôver na mala.

trouxe, trarei

b) Eles fazem tudo pelos amigos.

fizeram, farão

Ágata será namorada de Gaturro.

c) Nós podemos ajudá-los. pudemos, poderemos d) Ela vai à feira todos os sábados. foi, irá e) Vocês sempre dizem a verdade? disseram, dirão

Lucas Lima

Leia a tira a seguir, de Lucas Lima, e responda às questões de 6 a 8.

(Nicolau – Primeiras histórias. Araraquara: Junqueira & Marin, 2007. p. 19.)

6. De acordo com o contexto, quais são as formas verbais de obedecer e ter, respectivamente, que completam de modo adequado a frase do primeiro balão da tira?

obedecia, tinha / Professor: Na norma-padrão, o verbo obedecer exige a preposição a. Se achar conveniente, comente com os alunos que a ausência da preposição na tira é uma marca de oralidade.

7. No último quadrinho, a mãe do menino emprega a forma verbal tá. a) Na norma-padrão escrita, qual é a forma equivalente a tá? está b) O emprego de tá é aceitável no contexto? Por quê?

Sim, pois a personagem está numa situação informal, do cotidiano, na qual o uso de uma linguagem menos formal é aceitável.

8. Na sua opinião, expor a vida pessoal na Internet pode ser prejudicial às pessoas? Por quê? Resposta pessoal.

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Formas nominais do verbo As personagens da tira de Lucas Lima empregam, entre outras, as formas verbais tirando e empanturrar. Essas formas verbais correspondem a duas das formas nominais dos verbos: o gerúndio e o infinitivo, respectivamente. Além dessas, existe também o particípio. O gerúndio, o infinitivo e o particípio são chamados de formas nominais porque podem desempenhar funções que são próprias dos nomes. Veja:

Viver é o mais importante. (= vida, substantivo)

Era um homem muito vivido.

(= experiente, adjetivo)

Há um jacaré vivendo no lago.

(= vivente, adjetivo)

Formas nominais dos verbos são aquelas que podem desempenhar também a função de um nome. As formas nominais de um verbo derivam do tema (radical + vogal temática) acrescido das seguintes desinências:

• -r para o infinitivo: lavar, implicar, viver, sair • -ndo para o gerúndio: lavando, implicando, vivendo, saindo • -do para o particípio: lavado, implicado, vivido, saído

EXERCÍCIOS 1. Leia o boxe a seguir e depois identifique na tira abaixo, de Laerte, uma situação de gerundismo. Proponha outra forma de construção do enunciado, de modo que esse problema seja evitado. Vamos verificar (ou verificaremos), senhor.

O gerundismo

Laerte

Esse é o nome que se dá a um fenômeno relativamente recente em nossa língua: o uso exagerado e inadequado do gerúndio. Às vezes, telefonamos para um determinado lugar e a pessoa que nos atende diz: “Um momento, que eu já vou estar transferindo a ligação”. Não há, nesse caso, necessidade alguma de empregar o gerúndio. Poderíamos dizer simplesmente: “Um momento, que vou transferir (ou transferirei) a ligação”.

(Folha de S. Paulo, 28/7/2004)

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2. Leia este texto, de Ricardo Freire:

Para você estar passando adiante

Roberto Weigand

Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o gerundismo. Você pode também estar passando por fax, estar mandando pelo correio ou estar enviando pela Internet. O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisar estar escutando. Sinta-se livre para estar fazendo tantas cópias quantas você vá estar achando necessárias, de modo a estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral. Mais do que estar repreendendo ou estar caçoando, o objetivo deste movimento é estar fazendo com que esteja caindo a ficha nas pessoas que costumam estar falando desse jeito sem estar percebendo. [...] (Jornal da Tarde, 16/2/2001.) a) Professor: Sugerimos que desenvolva oralmente este exercício. Você poderá pedir a um aluno que leia em voz alta o 1º parágrafo, a outro que leia o 2º parágrafo, e assim sucessivamente. O 1º parágrafo, por exemplo, ficaria assim: “... para que você possa recortar e deixar discretamente... alguém que não consiga falar sem espalhar...”.

O autor do texto brinca com o fenômeno do gerundismo na língua.

a) Releia o texto em voz alta, eliminando os gerúndios desnecessários. Faça outras construções, se preciso. b) O gerundismo é o emprego desnecessário e excessivo do gerúndio. Nesse texto, entretanto, o gerundismo cumpriu um papel. Qual é esse papel? O autor empregou o gerundismo para fazer uma crítica ao próprio gerundismo.

Locuções verbais Na tira que você leu na página 34, a mãe diz “tá me tirando a autoridade”. A expressão (es)tá tirando é formada por dois verbos, estar e tirar, mas equivale a um único verbo. Compare:

A Internet está tirando minha autoridade. A Internet tira minha autoridade. Na expressão está tirando, estar é o verbo auxiliar e tirar é o verbo principal. À expressão, chamamos locução verbal.

A expressão que apresenta dois ou mais verbos com valor de um é chamada de locução verbal, sendo sempre formada de verbo auxiliar + forma nominal. Nas locuções verbais, apenas o verbo auxiliar é flexionado (em tempo, modo e pessoa); o verbo principal fica sempre em uma das formas nominais. Os verbos auxiliares de uso mais frequente são: ser, estar, ir, ter e haver.

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EXERCÍCIOS Leia o texto:

Efeito dominó Thinkstock/Getty Images

[...] Coloque várias peças de dominó em pé, enfileiradas uma atrás da outra, e dê um peteleco na primeira delas. As peças vão se esbarrando e, uma a uma, caem. Esse movimento, conhecido como “efeito dominó”, pode se aplicar a muitas outras situações em que um determinado fato leva a uma série de consequências. Na natureza, é comum observar isso. Plantas e bichos dependem sempre do ambiente ao seu redor e, se alguma coisa muda, é provável que muitas outras mudanças aconteçam em decorrência da primeira. Por exemplo: ao desmatarmos uma área, prejudicamos a vida de animais que vivem naquele habitat. Mas o efeito dominó pode ir ainda mais longe – você sabia que as consequências do desmatamento chegam até os oceanos? [...] (Disponível em: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/efeito-domino/. Acesso em: 4/6/2014.)

1. Considere a seguinte frase, baseada no texto: Esse movimento, que se conhece como “efeito dominó”, pode se aplicar a muitas situações. A expressão em destaque na frase equivale a um verbo no particípio. Qual é esse verbo? conhecido

2. No texto, há uma locução verbal com verbo no gerúndio. a) Identifique essa locução verbal. vão esbarrando b) Nessa locução, qual é o verbo auxiliar e qual é o verbo principal? auxiliar: vão (de ir); principal: esbarrando (de esbarrar). c) Qual forma verbal simples poderia, no texto, substituir essa locução verbal, sem alteração de sentido? esbarram

3. No trecho “pode se aplicar a muitas outras situações”, identifique o verbo que está no infinitivo e reconheça os elementos que o compõem: radical, vogal temática e desinência do infinitivo. aplicar / radical: aplic-; vogal temática: -a; desinência do infinitivo: -r

4. A expressão efeito dominó pode ser empregada com relação a outras situações, além das que dizem respeito à natureza? Converse com os colegas e, em caso de resposta afirmativa, citem exemplos. Respostas pessoais.

SEMÂNTICA E DISCURSO

Biografia Quando sozinho, sofro, Com gente, finjo. Se amado, fujo. Amante, disfarço. Permanecendo, inquieto. Calado, penso. Pensando, calo. Tocado, recuo.

Tocando, tremo. Vencedor, desinteresso. Vencido, odeio. Quase morto, Vivo assustado. Quase vivo, Morro de medo.

Roberto Weigand

Leia este poema, de Ulisses Tavares:

(Diário de uma paixão, cit.)

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1. Há, no poema, particípios com função de adjetivo. a) Identifique dois casos em que isso ocorre. amado, calado, morto b) Qual é o papel desses particípios em relação ao eu lírico do poema? Eles servem para descrever o estado emocional do eu lírico.

2. No poema, o eu lírico fala de si mesmo. Para dar ideia de como é seu mundo interior e sua relação com o mundo exterior, trabalha com oposição de ideias. Observe, por exemplo, estes versos:

Tocado, recuo. Tocando, tremo. a) A que formas nominais do verbo correspondem tocado e tocando? Ao particípio e ao gerúndio, respectivamente. b) Qual dessas formas sugere que o eu lírico pratica a ação de tocar? Qual sugere que o eu lírico recebe a ação? A forma tocando sugere que o eu lírico pratica a ação; tocado sugere que o eu lírico recebe a ação. c) Identifique no poema outros exemplos desse tipo de oposição. Entre outras, “Vencedor, desinteresso. / Vencido, odeio.”.

3. O título do poema é “Biografia”. O que a oposição de ideias sugere quanto ao modo como o eu lírico tem vivido a sua vida? O eu lírico tem vivido a vida de modo confuso, contraditório, inseguro; não sabe agir nem de uma forma nem de outra; sente-se despreparado para lidar com as dificuldades.

de OLHO na escrita

G ou J? (I)

Jean Galvão

Leia esta tira, de Jean Galvão:

1. Observe a grafia destas palavras da tira: sargento e sarjeta. As letras g e j apresentam o mesmo som em ambas as palavras? Qual é ele?

Sim; o som “gê”.

2. Leia em voz alta as duas sequências de palavras seguintes, observando o som das letras g e j. gata

gota

gula

japonês

jogador

juramento

a) Responda em seu caderno: Qual é o som da letra g nas palavras acima? O som “guê”. b) E o da letra j? O som “gê”.

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3. O que podemos concluir a partir das respostas às questões anteriores? Indique as afirmativas corretas. a) As letras g e j têm o mesmo som antes de a, e, i, o e u. X b) As letras j e g têm o mesmo som antes de e e i. X c) Antes de a, o e u, a letra g tem o som “guê” e a letra j tem o som “gê”. X d) Na grafia de algumas palavras da língua portuguesa, nem sempre um som (fonema) corresponde

a uma única letra. e) Na grafia das palavras da língua portuguesa, cada som é representado por uma única letra. Ao responder às questões acima, você observou que, na língua portuguesa, nem sempre um fonema corresponde a uma única letra e que, no caso das letras g e j, elas podem ter o mesmo som antes de determinadas vogais e sons diferentes antes de outras. É por isso que comumente temos dúvidas quanto à grafia de palavras que apresentam os sons “gê” e “guê”. Quando queremos ou precisamos produzir textos de acordo com as normas da língua escrita e temos dúvida em relação à grafia das palavras, podemos recorrer ao dicionário. Algumas orientações ortográficas, porém, podem nos ajudar a empregar adequadamente essas letras. Emprega-se a letra j:

• nas palavras de origem árabe, indígena e africana:

alforje (árabe)

jiboia (indígena)

acarajé (africana)

• nos verbos terminados em -jar e em toda sua conjugação:

sujar

sujamos, sujou, sujassem

laranja

laranjeira

gorja

Jean Galvão

• nas palavras derivadas de outras que já possuem j: gorjeta

• na terminação -aje:

laje traje

EXERCÍCIOS Fernando Gonsales

1. Leia a tira, de Fernando Gonsales:

(Com mil demônios. São Paulo: Devir, 2002. p. 30.)

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São da mesma família da palavra nojento, empregada na tira, as palavras nojeira, enojar e nojo, pois todas têm em comum o radical noj. Em seu caderno, forme uma família de palavras a partir de: a) jeito jeitoso, jeitinho, ajeitar, ajeitado, desajeitado, rejeitar, trejeito, enjeitar b) cerveja cervejeiro, cervejaria, cervejada, cervejar c) viajar viajante, viajou, viajem (do verbo viajar)

2. Observe a grafia destas palavras:

algema

contágio

ultraje

digestão

despejar

projetar

lisonja

gorja

indiestão g

ultraado j

despeado j

proeção j

alemado g

contaiante g

lisoneado j

goreta j

Juquinha chega perto de um homem que está consertando um rádio e pergunta: — O senhor é o técnico que conserta telefones? — Não, menino. Eu sou o técnico que conserta rádios. — Mas o senhor não conserta telefones? — Não. Eu só conserto rádios. — Mas o senhor tem certeza que não conserta telefones? — É claro que eu tenho. Eu só conserto rádios. — E telefone? Por que o senhor não conserta telefones? O homem começa a ficar impaciente: — Escuta aqui, ô menino. Eu sou radiotécnico e só conserto rádios. — Mas é que me disseram que o senhor consertava telefones. Aí o homem perde a paciência: — TÁ BEM, TÁ BEM. EU SOU UM RADIOTÉCNICO QUE CONSERTA TELEFONES. AGORA ESTÁ SATISFEITO? — Ah, bom. Então, me diga uma coisa: e o que é que o senhor tá fazendo aí com esse rádio?

Estúdio BRx

Com base na grafia das palavras acima, descubra a grafia correta das palavras seguintes e escreva-as em seu caderno, completando-as com j ou g.

(Paulo Tadeu. Proibido para maiores — As melhores piadas para crianças. 8ª ed. São Paulo: Matrix, 2007. p. 26.)

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CAPÍTULO

2

Guardião da natureza Às vezes, situações inesperadas nos desafiam e, sem pensar, tomamos atitudes verdadeiramente heroicas. Num homem, pode viver um menino; num menino, pode viver um herói adormecido. Que tipo de herói habita em você?

Fotos: Caters News Agency

Em Noakhali, Bangladesh, país situado na Ásia, houve uma grande enchente, por causa de fortes chuvas. O fotógrafo Hasibul Wahab, que estava no local, viu e retratou as cenas a seguir. Observe-as.

Professor: Neste capítulo, pretendemos levar o aluno a desenvolver habilidades de leitura de textos não verbais, tais como observar, comparar, levantar hipóteses, inferir, identificar, explicar, estabelecer relações de causa e consequência. Para atingir esses objetivos, não há necessidade de que ele responda às questões por escrito. Sugerimos, pois, que a atividade seja desenvolvida oralmente, a fim de haver maior interação e troca entre os alunos.

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1. Repare no menino que se vê nas fotos e observe a sequência das imagens. a) Por que ele estava em meio à correnteza de um rio, se, naquele momento, isso era perigoso? Ele se jogou no rio para salvar um animal que estava se afogando.

b) Naquele momento, como estava o nível do rio? Justifique sua resposta. O nível do rio estava alto, pois o menino aparece quase completamente encoberto pela água.

ew sA ge nc

y

2. Na terceira foto, só se vê o braço do menino. a) O que ele segura em uma das mãos? Um filhote de cervo ou veado.

b) Levante hipóteses: Como esse animal foi parar no rio? Provavelmente foi arrastado pelas águas.

o Fot

rs te Ca s:

N

c) Por que o menino segura o animal com um braço estendido e não se vê o outro braço? O menino segura o animal de modo que ele fique acima da água e possa respirar. Ele usa o outro braço para poder se equilibrar enquanto caminha dentro do rio.

d) Por que o menino não está nadando? Provavelmente porque, se nadasse, teria de usar os braços e o animal se soltaria e poderia morrer afogado.

3. Levante hipóteses: a) O que o animal devia estar sentindo nesse momento? Provavelmente, medo. b) E o menino, o que ele provavelmente sentia? Ele provavelmente sentia ansiedade, nervosismo e talvez medo.

4. As duas últimas imagens mostram o desfecho da situação. a) O que o menino fez com o animal? Ele salvou o animal.

b) Quem aguardava o pequeno animal, na margem do rio? Os pais.

5. Bangladesh é um dos países mais pobres do mundo, e sua população tem muita dificuldade para se alimentar. Sabendo que a carne do animal salvo é muito apreciada, levante hipóteses: a) Por que o menino não ficou com o animal para comê-lo? Provavelmente porque teve dó do animal, ou preferiu vê-lo solto.

b) Que tipo de relação é possível supor que o menino tem com a natureza? O menino provavelmente ama a natureza e os animais.

6. Para você, o menino retratado nas cenas é um herói? Por quê?

Resposta pessoal. Professor: Aproveite para perguntar aos alunos se eles fariam o mesmo que o menino e se já presenciaram uma situação semelhante à retratada pelo fotógrafo.

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Produção de texto Há, a seguir, duas propostas para a produção de texto. Se possível, desenvolva as duas.

1. No episódio narrado a seguir, Dom Quixote, ao lado de seu escudeiro Sancho, vive mais uma de suas aventuras. Leia-o.

Bridgeman Images/Keystone Brasil/ Museu de Belas Artes, Pau, França

Ao longo daquele dia, Dom Quixote viajou inclinado sobre a cabeça do seu cavalo, porque os ossos lhe doíam tanto que não podia endireitar-se. Ao entardecer, apareceu na beira da estrada uma venda, que era o lugar onde se hospedavam os viajantes, e então Sancho disse: — Alegre-se, senhor, que ali adiante vejo uma venda. Dom Quixote levantou a cabeça, olhou ao longe e respondeu: — Essa não é uma venda, mas um castelo. — Estou lhe dizendo, senhor, é uma venda. — É um castelo! Dom Quixote e Sancho, de Alexandre — É uma venda! Gabriel Decamps. — Um castelo! Passaram nisso um tempão, sem que nem Dom Quixote nem Sancho dessem o braço a torcer. Quando chegaram à venda, estava abarrotada, mas assim mesmo o vendeiro arrumou um par de camas num palheiro para que pudessem passar a noite. Antes de deitar, Sancho bebeu uma garrafa de vinho, e adormeceu que nem uma pedra. Em compensação, Dom Quixote continuou acordado durante muito tempo, porque havia começado a pensar que naquele castelo vivia uma linda princesa. “Com certeza apaixonou-se por mim ao me ver chegar”, dizia para si mesmo, “e essa noite virá confessar-me o seu amor. Mas não posso lhe corresponder, porque o meu coração pertence a Dulcineia.” De tanto pensar, passou mais de três horas de olhos abertos que nem coruja. De repente, ao bater a meia-noite, ouviram-se passos além da porta do palheiro, e Dom Quixote murmurou: “Ai, meu Deus! Chegou a princesa!” (Miguel de Cervantes. Era uma vez Dom Quixote, cit., p. 41-2.)

Dê continuidade a essa história, procurando ser coerente com as características de cada personagem. Se preferir, crie outras personagens, diálogos e lugares. Tente dar um desfecho engraçado para a sua história.

2. Crie um herói. Se quiser, inspire-se em um que você conheça: um herói clássico, como Aquiles ou Alexandre, ou um herói das novelas de cavalaria medieval, como Lancelote; ou então um herói mais recente, de filmes como Guerra nas estrelas, Senhor dos anéis, Homem Aranha, X-men ou outros. Imagine como é o mundo em que ele vive: os habitantes, a cidade, os problemas, os vilões, etc. Crie uma aventura para ele viver, imaginando antes: qual é o objetivo dele, quais são os obstáculos, quem é o vilão, o que ele tem de fazer para vencer o vilão, que recompensas ele ganha, etc. Conte essa história e, se possível, invente um final surpreendente para ela. Ao produzir seus textos, siga as orientações quanto a planejamento, revisão e reescrita apresentadas no capítulo anterior, na página 24. Depois de passar as histórias a limpo, troque-as com um colega, para que um leia o texto do outro e dê sugestões. Se achar conveniente, faça novas modificações nos textos e guarde-os para publicar no livro sobre heróis de todos os tempos que você e os colegas produzirão no capítulo Intervalo desta unidade.

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A língua em foco O VERBO (II) Fernando Gonsales

Leia esta tira, de Fernando Gonsales:

(Botando os bofes para fora. São Paulo: Devir, 2002. p. 12.)

1. Por meio de personagens não humanos, a tira procura retratar uma situação de relacionamento entre pessoas. a) O que a personagem expressa no 3º quadrinho condiz com o que se espera de um relacionamento cordial entre pessoas? Não. b) Responda em seu caderno: Qual das frases abaixo estaria mais de acordo com um relacionamento cordial?

• Falem mal, mas falem de mim. • Cada um que governe a própria casa. X•

Uma mão lava a outra.

Os três modos verbais Você já aprendeu que, no português, os verbos podem ser utilizados em três modos, dependendo da intenção de quem fala. O indicativo é o modo da certeza; é empregado para expressar algo que seguramente acontece, aconteceu ou acontecerá: “Eu sempre participo das competições esportivas”. O subjuntivo é o modo da dúvida; é utilizado para indicar a possibilidade de algo vir a acontecer: “Talvez eu participe dos jogos neste ano”. O imperativo é o modo pelo qual se expressa uma ordem, um pedido ou um conselho: “Participem todos da campanha do agasalho”.

2. Compare estas falas da tira: • “Se o meu barulho estiver incomodando, você avisa, tá? Avisa mesmo!” • “Seu barulho está incomodando.” • “‘Os incomodados que se mudem!!’” a) Qual delas expressa uma ideia de certeza? Qual é a forma verbal utilizada para dar essa ideia? A fala do 2º quadrinho. A forma verbal que dá essa ideia é está.

b) Em qual há uma ideia de ordem, pedido ou conselho? Qual é a forma verbal utilizada para dar essa ideia? Na fala do 1º quadrinho, no trecho “você avisa, tá? Avisa mesmo!”. A forma verbal que dá essa ideia é avisa, empregada duas vezes e reforçada pelo termo mesmo.

c) Em quais delas há uma ideia de possibilidade ou de hipótese? Quais são as formas verbais utilizadas para dar essa ideia? Nas falas do 1º e do 3º quadrinhos. As formas verbais que dão essa ideia são estiver e mudem.

d) Leia o boxe “Os três modos verbais”. Depois identifique o modo correspondente a cada uma das formas verbais utilizadas na tira. 1º quadrinho: estiver, subjuntivo; avisa, imperativo/ 2º quadrinho: está, indicativo; 3º quadrinho: mudem, subjuntivo.

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3. Observe que, no 1º quadrinho da tira, o modo imperativo está empregado de forma coloquial, pois a forma verbal avisa, que é da 2ª pessoa do singular, não concorda com o pronome você, que é da 3ª pessoa. De acordo com a norma-padrão, qual forma verbal deveria ter sido utilizada? avise

4. As tiras geralmente são feitas para divertir. Nesse caso, entretanto, além de divertir, a tira também faz uma crítica. O que ela critica? Justifique sua resposta. A tira faz uma crítica ao modo individualista como certas pessoas se relacionam com outras.

Fe Go rna ns nd ale o s

No balão do 2º quadrinho, da tira, em “Seu barulho está incomodando”, o verbo estar é empregado no modo indicativo, porque a personagem afirma algo de que tem certeza, ou seja, ela está incomodada com o ruído. Já no balão do 1º quadrinho, quando a personagem diz “se o meu barulho estiver incomodando”, o verbo estar é empregado no modo subjuntivo, porque a afirmação se refere a algo hipotético, à possibilidade de o ruído incomodar. Portanto:

Emprega-se o modo subjuntivo quando o fato mencionado é considerado incerto, duvidoso, hipotético, irreal. Observe as frases:

• Espero que eu não esteja incomodando. • Se eu estivesse incomodando, ele me avisaria. • Quando (ou se) eu estiver incomodando, avise-me. Ao empregar verbos no subjuntivo, normalmente utilizamos as palavras que para o presente, se para o imperfeito e quando ou se para o futuro.

EXERCÍCIOS Respostas pessoais. Professor: O exercício tem a finalidade de reforçar o uso do modo subjuntivo e da correlação de tempos verbais: imperfeito do subjuntivo com o futuro do pretérito do indicativo. Chame a atenção dos alunos para o mundo hipotético criado pelo modo subjuntivo.

1. Se você fosse um super-herói, o que faria:

Professor: Sugerimos desenvolver oralmente os exercícios 1 e 2.

a) para acabar com a fome no mundo?

b) para acabar com a violência nas grandes cidades? c) para tirar das ruas as crianças abandonadas? Comece sua resposta assim: “Se eu fosse...”.

2. Complete as frases, empregando o verbo entre parênteses, de acordo com o exemplo: Professor: As respostas são sugestões.

Você comeu um sanduíche inteiro. Duvido que ainda  com fome. (estar) Duvido que ainda esteja com fome. a) Ele pegou emprestado meu celular. Espero que . (devolver) o devolva

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b) Lena comprou um novo CD. Agora quer que eu . (ouvir) o ouça c) Nós lhe fizemos um favor. Agora esperamos que ele . (retribuir) retribua

d) Tenho muitos livros para levar. Imploro que . (ajudar) me ajude e) Não quero perder esse show. Por isso, peço a você que  cedo (chegar). chegue

3. Leia esta trova: Estúdio BRx

Alegria eu não tenho, Tristeza comigo mora; Quando eu tiver alegria, Jogarei tristeza fora. (Maria José Nóbrega e Rosane Pamplona. Diga um verso bem bonito! — Trovas. São Paulo: Moderna, 2005. p. 27.)

Observe as formas verbais presentes no primeiro e no terceiro versos. Em qual dos versos a forma verbal empregada: a) expressa uma ideia de certeza? Em que modo verbal ela está? A forma verbal tenho. / Está no indicativo. b) expressa uma ideia de incerteza, de possibilidade? Em que modo verbal ela está?

A forma verbal tiver. / Está no modo subjuntivo.

Tempos do subjuntivo O modo subjuntivo apresenta os seguintes tempos verbais: presente, pretérito imperfeito e futuro.

Presente Indica um fato incerto no presente e pode também expressar desejo. É empregado normalmente depois de expressões como convém que, é necessário que, é possível que, tomara que, talvez, quero que:

Tomara que faça sol no domingo para irmos à praia.

Pretérito imperfeito Indica um fato hipotético no passado, algo que acabou não se concretizando. Observe, no exemplo, que esse tempo se relaciona com o futuro do pretérito do indicativo:

Se não chovesse, teríamos aproveitado melhor o domingo na praia.

Futuro

Quando fizer sol, irei à praia. Se fizer sol, irei à praia.

Estúdio BRx

Expressa um acontecimento possível no futuro e aparece normalmente acompanhado das palavras quando e se:

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Verbos regulares no subjuntivo

A seguir apresentamos, para consulta, um quadro com a conjugação dos verbos regulares nos tempos do modo subjuntivo, tomando como modelos amar (1ª conjugação), beber (2ª conjugação) e partir (3ª conjugação). PRESENTE

PRETÉRITO IMPERFEITO

FUTURO

ame

beba

parta

amasse

bebesse

partisse

amar

beber

partir

ames

bebas

partas

amasses

bebesses

partisses

amares

beberes

partires

ame

beba

parta

amasse

bebesse

partisse

amar

beber

partir

amemos

bebamos partamos

amássemos

bebêssemos

partíssemos

amarmos

bebermos

partirmos

ameis

bebais

partais

amásseis

bebêsseis

partísseis

amardes

beberdes

partirdes

amem

bebam

partam

amassem

bebessem

partissem

amarem

beberem

partirem

EXERCÍCIOS JWT Curitiba

Leia o anúncio abaixo e responda às questões 1 e 2.

(32º Anuário do Clube de Criação de São Paulo, p. 197.)

1. O anúncio, tanto na parte visual quanto na parte verbal, estabelece uma comparação entre uma árvore e um painel ou outdoor caído. a) No trecho “Se fosse uma árvore”, do enunciado, em que tempo e modo está a forma verbal fosse? No pretérito imperfeito do modo subjuntivo.

b) E no trecho “você nem teria notado”, em que tempo e modo está a forma verbal?

A forma verbal teria notado está no futuro do pretérito composto do modo indicativo. Professor: Comente que os verbos têm formas compostas, assunto que ainda será abordado. Comente também que “Preserve” é uma forma verbal do modo imperativo.

2. Sabemos que os anúncios publicitários têm a finalidade de promover um produto, uma marca ou uma ideia. a) Quem é o anunciante e a quem se dirige o anúncio em estudo?

O anunciante é uma instituição financeira, um banco, e o anúncio se dirige às pessoas que passam pela estrada.

b) Que ideia esse anúncio promove? A ideia de preservação da natureza.

c) Na sua opinião, com que finalidade o anunciante promove essa ideia?

Além de alertar as pessoas sobre a importância da preservação da natureza, o anunciante tem em vista associar o nome do banco à ideia de responsabilidade com o meio ambiente.

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Leia esta cantiga: Lelis

Se essa rua fosse minha Se essa rua, se essa rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar, com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante só pra ver, só pra ver meu bem passar. Nessa rua, nessa rua tem um bosque que se chama, que se chama solidão dentro dele, dentro dele mora um anjo, que roubou, que roubou meu coração.

Se eu roubei, se eu roubei seu coração, tu roubaste, tu roubaste o meu também. Se eu roubei, se eu roubei teu coração, Foi porque, só porque te quero bem. (Da tradição popular.)

3. Releia os dois versos iniciais da cantiga: “Se essa rua, se essa rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar,” a) Qual das formas verbais empregadas neles indica hipótese, possibilidade? fosse b) A forma verbal mandava está empregada coloquialmente. De acordo com a norma-padrão, qual forma verbal seria empregada? De acordo com a norma-padrão, seria empregada a forma verbal mandaria.

Professor: Comente com os alunos que há uma correlação entre o imperfeito do subjuntivo e o futuro do pretérito do indicativo. Contudo, usar o pretérito imperfeito em lugar do futuro do pretérito também é aceitável, principalmente em situações de maior informalidade.

4. Observe as duas estrofes finais da cantiga. Nelas, são empregados verbos no presente e no passado. a) Quem fala na penúltima estrofe da cantiga? O eu lírico (quem fala em um poema). b) E na última? A pessoa amada, que é tratada pelo eu lírico como “um anjo”. c) Que formas verbais dessas estrofes estão no presente do indicativo? tem, chama, mora, (penúltima estrofe), quero (última estrofe)

d) Que formas verbais estão no pretérito perfeito do indicativo? roubou, roubei, roubaste Verbos irregulares no subjuntivo

ali só ali se se alice ali se visse quando alice viu e não disse se ali ali se dissesse quanta palavra veio e não desce

ali bem ali dentro de alice só alice com alice ali se parece

Plainpicture RM/Thierry Beauvir/Diomedia

Leia este poema, de Paulo Leminski:

(Melhores poemas de Paulo Leminski. Seleção de Fred Góes e Álvaro Martins. São Paulo: Global, 2002, p. 30.) Professor: Inicialmente comente que o poeta faz um jogo de palavras com o nome Alice e que, ao desmembrá-lo, cria outras palavras e outros sentidos.

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Observe que, no poema de Paulo Leminski, as formas verbais visse e dissesse são a 3ª pessoa dos verbos ver e dizer, respectivamente, e estão no pretérito imperfeito do subjuntivo. Se esses verbos fossem conjugados no futuro do subjuntivo, teríamos: se (Alice) vir e se (Alice) disser. Note que as formas visse, vir, dissesse e disser não seguem o modelo dos verbos da 2ª conjugação. Isso ocorre porque os verbos ver e dizer são irregulares. O mesmo acontece com outros verbos das três conjugações, como dar, estar, ser, caber, poder, ter, haver, ir, vir.

EXERCÍCIOS

Professor: Sugerimos orientar os alunos para que, antes de responderem às questões, identifiquem as palavras e expressões que introduzem o subjuntivo: se, talvez, que, quando, tomara que, etc.

© 2014 King Features Syndicate/Ipress

Leia a tira a seguir e responda às questões de 1 a 3.

(Folha de S. Paulo, 1/9/2013.)

1. No primeiro balão da tira, foram suprimidas duas formas verbais. a) Qual é a primeira, considerando que se trata do verbo gostar no futuro do pretérito do indicativo? gostaria

b) Qual é a segunda, considerando que se trata do verbo parar no pretérito imperfeito do subjuntivo? parasse

2. Por que Helga emprega o verbo parar no modo subjuntivo?

Porque Helga está se referindo a uma possibilidade, e não a algo certo; ou seja, ela manifesta um desejo — a mudança de comportamento do cão —, expresso pelo verbo gostar.

3. Releia a frase dita por Hagar no segundo balão da tira.

Para não errar

a) Reescreva a frase, substituindo o futuro do subjuntivo do verbo vir pelo imperfeito do subjuntivo e adaptando o tempo do verbo dar. Se ele viesse até aqui, daria minha comida

Aqui vão algumas dicas para ajudar na conjugação dos tempos do subjuntivo, tanto dos verbos regulares quanto dos irregulares.

pra ele de bom grado.

b) Faça o mesmo em relação às frases:

• Se nós virmos o filme, a classe toda verá.

• Se ele trouxer os livros, eu também trarei.

v��ssemos — veria

trouxesse — traria

• Se você couber no carro, as malas também caberão.

coubesse — caberiam

• Se ela for ao show, eu também irei.

• Se eles fizerem fila, nós também faremos.

• Se os alunos quiserem a festa, a direção

fosse — iria

fizessem — faríamos

• O presente do subjuntivo é formado a partir da 1ª pessoa do singular do presente do indicativo: eu penso → que eu pense eu caibo → que eu caiba eu fujo → que eu fuja • O pretérito imperfeito e o futuro do subjuntivo são formados a partir do tema do pretérito perfeito do indicativo: tu falaste → se eu falasse / quando eu falar nós quisemos → se eu quisesse / se eu quiser eles sentiram → se eu sentisse / quando eu sentir

da escola também quererá. quisessem — quereria

4. Empregue na forma adequada ao contexto os verbos entre parênteses: a) Você precisa estudar, antes que (ser) tarde. seja

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b) É preciso que nós (ter) coragem para enfrentar a situação. tenhamos c) Se você (conseguir) carona até a cidade, chegaria a tempo de trabalhar. conseguisse d) Se o professor (ver) nossos trabalhos, fará elogios. vir e) Quero que (saber) que eu não falei nada sobre você. saiba

O SUBJUNTIVO NA CONSTRUÇÃO DO TEXTO Leia este poema, de Elias José: Lelis

Menina, menina Como ficará o rio, menina, quando seu barco partir? Tudo ficará tão frio, menina, quando seu barco partir. Você partindo, menina, como num voo de pássaro, vai acabar ficando, menina, na vida deste espaço. Se eu tivesse dinheiro, menina, se eu tivesse idade, segurava você aqui, menina, ou deixava esta cidade.

Como vou ficar, menina, quando seu barco partir? Vou chorar ou sorrir, menina, quando seu barco partir? (Namorinho de portão. São Paulo: Moderna, 1986. p. 35.)

1. Qual é o tema do poema? A partida de uma menina, provavelmente a namorada do eu lírico. 2. O tema do poema diz respeito a um fato que ainda não aconteceu. a) Que verso, utilizado na 1ª estrofe e repetido na última estrofe, se refere a esse fato? quando seu barco partir? b) Que palavra desse verso introduz o eu lírico em um momento imaginário, hipotético? quando

3. Antes que o fato imaginado aconteça, o eu lírico supõe que vai ter certos

Lelis

c) Indique o tempo e o modo em que o verbo está empregado nesse verso. Tempo: futuro; modo: subjuntivo

sentimentos. Quais são esses sentimentos? São saudade, tristeza, solidão.

4. Na segunda estrofe, o eu lírico exprime poeticamente a ideia de saudade. a) Qual é a contradição presente nesses versos? partindo/vai acabar ficando b) Por que essa contradição é aparente?

Porque, quando uma pessoa querida se ausenta, ela continua presente na lembrança de quem fica.

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5. Na terceira estrofe, o eu lírico expressa dois desejos: impedir a menina de partir e partir também. a) Quais são as condições necessárias para a realização desses desejos? Ter dinheiro e ter idade. b) Que palavra desses versos é responsável pela introdução do eu lírico no mundo imaginário? se c) Destaque a forma verbal empregada nesses versos e indique o tempo e o modo em que ela está. tivesse (imperfeito do subjuntivo)

6. Na última estrofe, o eu lírico expressa sentimentos contraditórios em relação à futura partida da amada. a) Que locuções verbais indicam essa contradição? vou chorar e (vou) sorrir b) Quais formas verbais simples poderiam substituir adequadamente essas locuções? chorarei e sorrirei c) Levante hipóteses: O que pode explicar esses sentimentos contraditórios do eu lírico?

Resposta pessoal. Sugestão: O eu lírico ainda não sabe exatamente como vai se sentir, mas prevê que vai sofrer muito e que poderá ter sentimentos contraditórios.

7. Como conclusão desse estudo, responda: Qual é a importância do modo subjuntivo na construção do poema “Menina, menina”?

Para que o eu lírico possa expressar antecipadamente seus sentimentos em relação à partida da amada, há necessidade do emprego do modo subjuntivo, pois é esse modo que o situa no mundo hipotético de ações que ainda não aconteceram.

SEMÂNTICA E DISCURSO

Fundação Dorina Nowill

Leia a parte da frente de um folheto distribuído pela Fundação Dorina Nowill, que atua no atendimento a deficientes visuais.

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1. Levante hipóteses: Qual é a finalidade do folheto?

A finalidade do folheto é orientar as pessoas em geral sobre como lidar com deficientes visuais.

2. Observe as formas verbais empregadas no enunciado principal do folheto. a) Em que tempo e modo está o verbo auxiliar da locução verbal pode fazer? Está no presente do indicativo. b) Em que tempo está a forma verbal encontrar? Está no futuro do subjuntivo. c) Que palavras desse enunciado explicitam a ideia de uma possibilidade futura? As palavras pode e quando.

3. Na parte de baixo do folheto, lemos: “Em companhia de pessoas com deficiência visual, aja com naturalidade”. a) A que verbo corresponde a forma verbal aja? Ao verbo agir. b) Em que modo está essa forma verbal? Está no imperativo afirmativo. c) Que relação existe entre esse modo verbal e a finalidade do folheto? Como o folheto tem a finalidade de orientar o leitor sobre como lidar com cegos, é natural o emprego do imperativo, modo apropriado para expressar instruções e regras.

4. Em “eles PODEM CONVIVER SOCIALMENTE, estudando, trabalhando, tornando-se pessoas autossuficientes”: a) Por que, no trecho “PODEM CONVIVER SOCIALMENTE”, as palavras estão em letra maiúscula?

Porque o trecho expressa a informação mais importante do enunciado, ou seja, o folheto quer destacar que as pessoas cegas podem levar uma vida social normal.

b) Por que foram empregados três verbos no gerúndio logo depois da expressão em letra maiúscula? Porque os gerúndios expressam as formas de convivência social que, como qualquer ser humano, um cego pode ter.

Gaturro, Nik © 2004 Nik / Dist. by Universal Uclick

Gaturro e Gaturrim, personagens do cartunista argentino Nik, querem ser heróis e transformam-se em Catman e Gaturrobin. Veja:

(Gaturro. Buenos Aires: Ediciones de La Flor, 2004. v. 4, p. 45. Tradução dos autores.)

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CAPÍTULO

3

É fácil ser super! Os heróis mais conhecidos da literatura, do cinema e dos quadrinhos sempre têm poderes especiais, que os distinguem dos seres humanos comuns. E nós? Será que não somos também heróis ao viver com dignidade, garra e doçura nossa vida cotidiana?

Carta aberta ao Homem-Aranha Amigão, estou sabendo que você é muito ocupado com os criminosos do mundo inteiro e nem sempre tem tempo para ler as cartas dos admiradores, mas, como sou um garoto brasileiro e não é todo dia que a gente recebe visita de super-heróis, não quero perder esta oportunidade. Escrevo-lhe, em primeiro lugar, para desejar boas-vindas à nossa cidade; em segundo lugar, para dizer que gosto de você; e, em terceiro lugar, para pedir que continue sempre assim, um cara legal, lutador, defensor dos favelados, paladino da Democracia e honesto. No Brasil você se daria muito bem. Tenho acompanhado suas aventuras. A de que eu mais gostei foi aquela em que você desbaratou a quadrilha de falsificadores de tampinhas de refrigerantes. Aquela foi demais, amigão. Outra que achei genial, mas genial mesmo, foi a captura dos sabotadores de semáforos, que por pouco deixam Nova Iorque com um trânsito pior que o de São Paulo. O lance mais espetacular foi quando você conseguiu chegar ao 16º andar do prédio dos bandidos subindo pelas paredes, antes mesmo que os malfeitores conseguissem sair do térreo, onde aguardavam o elevador. Elevador é igual em toda parte. Por falar em subir pelas paredes, estou precisando levar um papo com você. Ultimamente papai também deu para subir pelas paredes de nossa casa, e ninguém consegue segurar o velho. A primeira vez que ele subiu pelas paredes a gente até que não deu muita importância e achou engraçado, mesmo porque se a gente analisa bem o velho até que tinha bons motivos para fazer aquilo. Imagine que ele havia acabado de receber, no mesmo dia, as contas de luz, água, telefone e aviso de reajuste do aluguel. Sem contar que haviam marcado a consulta dele no Inamps para o mês seguinte. O que nos deixou um pouco preocupados foi a maneira como ele subiu pelas paredes. Nós estávamos na sala de jantar, que é o lugar onde vemos televisão. De repente, papai começou a ficar verde, verde desmaiado, cor de samambaia renda-portuguesa. Eu já tinha visto coisa parecida acontecer ao Hulk, de modo que pedi a mamãe que mantivesse a calma. Então papai deu um salto da cadeira, escolheu a parede do lado direito, desviou-se da janela, caminhou uns cinco passos e atingiu o teto. Até aí, tudo normal. Acontece que, não contente, ele desatarraxou a lâmpada de 60 velas e soltou um grito: — Precisamos economizar, pessoal. E ficou parado, pendurado no teto, de cabeça para baixo. Verde e estático. Igual a um lustre. Mamãe ficou apavorada. Papai destoa completamente do estilo de decoração da sala.

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Outra vez papai subiu pelas paredes, quando começaram a correr boatos de que haveria demissões na empresa onde ele trabalhava. Isso deixava papai nervoso e inseguro, a ponto de perder o equilíbrio e escorregar da parede. Daí em diante, procuramos não mais dar notícias desagradáveis ao velho. Mamãe evitava até mesmo pedir-lhe dinheiro para a feira e sempre o incentivava a aperfeiçoar suas escaladas. O velho ficou em plena forma, passou a consertar goteiras e soldar rufos e calhas. Vendemos a escada, por inútil. Mamãe, mulher dinâmica, entendeu que devia ajudar meu pai. Quando voltava da feira, depois de enfrentar os altos preços das frutas, verduras e legumes, a primeira coisa que fazia era, também ela, subir pelas paredes. Hoje formam uma dupla perfeita. Eis por que, amigão, gostaria que você dispensasse um pouco de seu tempo, para vir examinar in loco os pais que tenho. O problema é que não sei como agir. Algumas visitas têm-se mostrado surpresas quando encontram papai e mamãe no seu passeio horizontal. Procuro explicar a situação, afinal o velho está desempregado e acho que, do jeito que as coisas caminham, não há nada de mais em um sujeito subir pelas paredes. Que acha, amigão? Você, que tem mais experiência como Homem-Aranha, concorda comigo? Será o caso de avisar o Conselho de Segurança Nacional? São dúvidas que me assaltam e me levam a escrever esta carta aberta a você. Chego a imaginar que papai e mamãe também poderiam engrossar as fileiras dos super-heróis. Têm currículo: papai pertenceu à ex-Guarda Civil, não ganha mais de 50 mil cruzeiros por mês. Mamãe é dona de casa, administra os 50 mil e ainda abriu uma caderneta de poupança. Pergunto: a Mulher-Aranha faria igual? Aguardo sua resposta. Infelizmente não posso procurá-lo pessoalmente no Playcenter, onde você está se exibindo justamente com seus colegas heróis, visto que o preço do ingresso está fora das possibilidades do nosso orçamento. Se eu disser a papai que devo pagar para ver o Homem-Aranha, puxa, nem quero pensar, ele vai ficar louco da vida. Aí sim, o velho sobe pelas paredes e não desce mais. Não quero aborrecer papai nem mamãe. Aliás, faz cinco dias que eles estão caminhando sem parar pelas paredes. Nossa casa está cheia cruzeiro: antiga moeda brasileira. de teias. Papai só diz: — Não sei mais o que fazer! Não sei mais o que Inamps: nome do serviço de saúde público hoje conhecido fazer!... como SUS. Playcenter: parque de diversões Ajude-me, Homem-Aranha. que funcionou entre 1973 e Aceite um abraço cordial deste seu amigo e admirador. 2012, em São Paulo. L. C. D. rufo: superfície geralmente de (Lourenço Diaféria. A morte sem colete. São Paulo: Moderna, 1983. p. 92-4.)

metal que cobre os cantos do telhado.

Estudo do texto COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO 1. O texto lido foi extraído de um livro de crônicas de autoria de Lourenço Diaféria. Apesar de ser uma crônica, o texto se intitula “Carta aberta ao Homem-Aranha”. O que é uma carta aberta? Qual é a diferença entre uma carta aberta e uma carta pessoal? Carta aberta é uma carta dirigida publicamente a uma pessoa conheci-

da, geralmente com a finalidade de denunciar uma situação ou um problema de interesse social, enquanto a carta pessoal trata de assuntos particulares e é dirigida a um interlocutor específico.

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2. Considerando o texto como carta: a) Quem é o remetente? Onde ele vive? É um menino ou um adolescente e ele vive em São Paulo.

b) Quem é o destinatário? É o Homem-Aranha. c) O remetente demonstra ser fã de heróis de histórias em quadrinhos

c) Que relação o remetente demonstra ter com os heróis de quadrinhos e do cinema? Justifique sua resposta com elementos do texto.

e do cinema, pois, além de citar o Homem-Aranha e o Hulk, menciona episódios que ocorrem em algumas histórias do Homem-Aranha.

d) Com que finalidade o remetente escreve a carta? Com a finalidade de convencer o Homem-Aranha a visitar sua casa e apontar uma solução para os pais abandonarem o hábito de “subir pelas paredes”.

3. No primeiro parágrafo do texto, o remetente afirma que o Homem-Aranha “se daria muito bem” no Brasil. Deduza: Por essa afirmação, que avaliações o remetente faz de nosso país? O remetente avalia que nosso país tem muitos problemas sociais e políticos, como a existência de favelas, de gente desonesta e de gente que não respeita a democracia.

4. O remetente escreve ao Homem-Aranha em razão de um problema que está ocorrendo com os pais. a) A falta de dinheiro para pagar as contas de luz, água

a) O que desencadeou esse problema? e telefone e a notícia de que uma consulta médica fora marcada apenas para o mês seguinte.

b) Que jogo é feito no texto por meio do emprego da expressão subir pelas paredes?

A expressão é usada no sentido figurado de ficar estarrecido Cartaz do filme Homem-Aranha (2002), dirigido por Sam Raimi. ou bravo, de enlouquecer, e, ao mesmo tempo, no sentido de subir literalmente pelas paredes, como faz o Homem-Aranha.

5. A situação financeira do pai não parece ser isolada, mas reflexo de uma crise econômica vivida pelo país. Que elementos do texto demonstram isso? A empresa em que o pai trabalhava começou a demitir empregados; o pai foi demitido, os alimentos na feira custam muito caro.

6. Aos poucos, o texto vai ganhando contornos surrealistas, com o relato de fatos surpreendentes e absurdos, que fogem à lógica. Além de o pai subir pelas paredes, que fato novo ajuda a construir a atmosfera surrealista do texto? A mãe também começa a andar nas paredes.

7. A sobreposição dos planos da realidade e do mundo imaginário está presente também na visita do Homem-Aranha ao Brasil. a) Quem na verdade estava no Playcenter recebendo os fãs? Provavelmente um ator contratado pela produtora de um seriado de televisão do Homem-Aranha.

b) Qual seria, provavelmente, o motivo real da vinda do Homem-Aranha ao Brasil? Provavelmente o lançamento de um novo episódio ou seriado com o super-herói.

c) Que situação relacionada à impossibilidade de o remetente ver seu herói querido mostra a interferência da realidade no imaginário?

A situação de o remetente não poder ver seu herói por não ter dinheiro. No mundo puramente imaginário, não faz sentido um herói só poder ser visto mediante pagamento.

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8. O remetente afirma que seus pais “também poderiam engrossar as fileiras dos super-heróis”. a) As características dos pais mencionadas pelo remetente podem ser consideradas heroicas? Se sim, por quê? Sim, porque, para viver com baixo salário, é preciso ser uma espécie de super-herói.

b) Leia o boxe “Ironia: humor pelo avesso”. Depois responda: Há ironia na frase: “Pergunto: a Mulher-Aranha faria igual?”? c) De acordo com o ponto de vista do remetente, o que é mais fácil: ser um herói como o Homem-Aranha, que luta para desbaratar uma quadrilha de falsificadores de tampinhas de refrigerantes, por exemplo, ou ser um herói no dia a dia, achando soluções para pagar contas mensais e vivendo o risco de ser demitido do emprego?

Ironia: humor pelo avesso A ironia é um recurso de linguagem em que se diz o contrário do que se quer dar a entender. Ela ocorre, por exemplo, quando um funcionário chega atrasado ao trabalho e o chefe diz: “Madrugou, hein?”. Por fazer uso de contrastes, a ironia normalmente é associada ao humor e ao sarcasmo.

É mais fácil ser herói de histórias em quadrinhos, que são ficcionais. Os verdadeiros problemas a serem enfrentados são os da sobrevivência, que só afetam pessoas do mundo real.

9. Uma carta aberta é produzida por uma pessoa ou por um grupo de pessoas e é geralmente dirigida a uma autoridade, com a finalidade de fazer a denúncia de um problema de interesse coletivo e/ou pedir que ele seja solucionado. Considerando esse papel da carta aberta, responda: a) A crônica lida faz uma denúncia, como as cartas abertas? Se sim, o que ela denuncia?

Sim. Ela denuncia a realidade brasileira do momento em que ela foi escrita, que era de desemprego, crise econômica e alta da inflação. Sim, ela ironiza a situação do povo brasileiro, que, de modo geral, precisa ser uma espécie de super-herói para lidar com os problemas do dia a dia.

b) A crônica lida é irônica? Se sim, o que ela ironiza?

8. b) Sim, pois a frase sugere que o remetente está pondo em dúvida a competência dos heróis para lidar com os problemas da realidade. Professor: Lembre aos alunos que a Mulher-Aranha não existe como heroína de quadrinho; o narrador, na verdade, refere-se a uma eventual companheira do Homem-Aranha, sugerindo que, mesmo sendo ela mulher de super-herói, não conseguiria fazer milagres.

A LINGUAGEM DO TEXTO 1. No texto, o remetente da carta emprega palavras e expressões como amigão, cara legal, levar um papo, ficar louco da vida. a) A linguagem caracterizada por fazer uso de expressões como essas é formal ou informal? É uma linguagem informal.

b) Considerando-se o remetente e o destinatário da carta, o que justifica o uso desse tipo de linguagem? A linguagem informal é uma maneira de o autor da carta demonstrar que tem intimidade com seu ídolo, uma vez que o considera um “amigão”.

2. Releia este trecho do texto:

“O lance mais espetacular foi quando você conseguiu chegar ao 16º andar do prédio dos bandidos subindo pelas paredes, antes mesmo que os malfeitores conseguissem sair do térreo, onde aguardavam o elevador. Elevador é igual em toda parte.” Ao comentar que elevador “é igual em toda parte”, o que o remetente da carta quer dizer a respeito dos elevadores em geral? Quer dizer que os elevadores são demorados e lentos em todo lugar, até nas histórias em quadrinhos.

3. Qual é o sentido da expressão e da palavra destacadas nos seguintes trechos do texto? a) “Eis por que, amigão, gostaria que você dispensasse um pouco de seu tempo, para vir examinar in loco os pais que tenho.” no local b) “São dúvidas que me assaltam e me levam a escrever esta carta aberta a você.” tomam, ocorrem, perseguem

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LEITURA EXPRESSIVA DO TEXTO Junte-se a um colega e façam a leitura de dois parágrafos do texto: um lê o 1º parágrafo, e o outro lê o 4º parágrafo. Busquem a entonação adequada, de acordo com a situação. Quem fizer a leitura do 1º parágrafo deve dar ênfase às características do herói e usar um tom informal ao chamar o herói de “amigão”. Quem fizer a leitura do 4º e do 5º parágrafos deve observar as pausas correspondentes às vírgulas e imitar o grito do pai ao dizer: “— Precisamos economizar, pessoal”. Leiam um para o outro diversas vezes. Quando estiverem satisfeitos com a expressividade da leitura, leiam os parágrafos para toda a classe.

1.

Os heróis sempre fizeram parte dos mitos e das lendas do passado e hoje fazem muito sucesso no cinema, nos quadrinhos e nos livros. Você acha que a criação de heróis é uma necessidade do ser humano? Por quê?

2.

No dia a dia, há muitos heróis anônimos, que convivem conosco e fazem sacrifícios sobrehumanos para viver a vida com dignidade. Que qualidades você acha indispensáveis em um indivíduo para que ele seja considerado um herói do cotidiano?

Entertainment pictures/Diomedia

Trocando ideias

Cena do filme Rei Arthur (2004), de Antoine Fuqua.

Produção de texto Seguindo as orientações do professor, escolha ao menos uma das propostas que seguem e desenvolva-a. Os textos que você e os colegas produzirão farão parte de um livro de histórias ou de uma revista de histórias em quadrinhos que integrará a mostra Heróis de todos os tempos, proposta no capítulo Intervalo desta unidade. Como você viu nesta unidade, os heróis não são apenas aqueles que se destacam por feitos excepcionais ou pelos superpoderes que têm. Os heróis também habitam anonimamente o mundo em que vivemos. São pessoas simples, comuns, mas com uma grandeza interior que ultrapassa as qualidades físicas de qualquer super-herói.

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fotog/Corbis/Latinstock

1. Pense em uma pessoa que você considere um herói do cotidiano: seu pai, sua mãe, seu avô ou avó, um tio, um amigo adulto. Lembre-se das características físicas e psicológicas dessa pessoa e de como ela enfrenta os obstáculos que o dia a dia impõe. Narre um episódio marcante que tenha tido a participação dessa pessoa ou que demonstre por que você a considera um herói.

2. Crie um texto intitulado “O herói que eu quero ser”. Invente uma personagem, homem ou mulher, que seja um super-herói. Pense em sua origem, seus poderes, roupas e apetrechos, nome, pontos fracos, inimigos, se tem companheiro ou não, etc. Depois imagine esse super-herói vivendo uma aventura nos dias de hoje. Qual obstáculo ele terá de vencer? Que vilão ele terá de enfrentar? Que poderes utilizará para alcançar seu objetivo? Que fim terá o vilão? Narre essa história, imaginando um final surpreendente para ela.

3. Escolha um super-herói das histórias em quadrinhos ou invente um super-herói. Depois, aproveitando as orientações da proposta 2, crie uma história em quadrinhos e narre uma aventura desse super-herói.

Planejamento do texto

Professor: Se houver tempo disponível, sugerimos que cada aluno desenvolva mais de uma proposta. É conveniente que alguns escolham a proposta 3, uma vez que no capítulo Intervalo há a sugestão de montagem de uma revista com histórias em quadrinhos.

• Leve em conta o perfil dos leitores, que serão colegas de sua clas-

• • • •

Revisão e reescrita • • • • • •

Everett Collection/Keystone Brasil

se e de outras, professores, funcionários da escola, pais e outros convidados para a mostra proposta no final da unidade. Considere que a personagem principal da narrativa deve agir como herói e ter características especiais. Crie um narrador do tipo observador ou um narrador-protagonista. Empregue uma linguagem de acordo com a norma-padrão ou adequada ao perfil dos leitores e ao perfil do narrador. Para ligar os fatos, empregue palavras ou expressões como em seguida, por isso, então, mas, entretanto e outras que forem necessárias. Dê um título à narrativa. O homem de aço (2013), dirigido por Zack Snyder.

Antes de finalizar seu texto e passá-lo a limpo, releia-o, observando: se o enredo é atraente, com fatos que prendem a atenção dos leitores; se a personagem principal apresenta características especiais; se a linguagem está de acordo com a norma-padrão ou com o perfil do narrador; se há coerência quanto ao tempo, ou seja, se a narrativa é feita no passado ou no presente; se o final da narrativa é surpreendente, revelador ou engraçado; se o título dado à narrativa é interessante.

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A língua em foco O ADVÉRBIO CONSTRUINDO O CONCEITO Leia este poema, de José Paulo Paes:

Lisboa: aventuras tomei um expresso cheguei de foguete subi num bonde desci de um elétrico pedi cafezinho serviram-me uma bica quis comprar meias só vendiam peúgas fui dar à descarga disparei um autoclisma responderam-me “ó pá!” positivamente as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá (O melhor poeta da minha rua. São Paulo: Ática, 2008. p. 18.)

Estúdio BRx

gritei “ó cara!”

expresso e foguete: transporte coletivo de alta velocidade. gorjeiam: cantam.

1. O título do poema faz pensar em aventuras que alguém tenha vivido. Levante hipóteses: Em que consistiram essas aventuras? Onde elas ocorreram? As

aventuras foram as situações em que o eu lírico se defrontou com diferenças de vocabulário entre o português do Brasil e o português de Portugal. Essas “aventuras” ocorreram em Lisboa, capital de Portugal.

2. Os versos do poema estão dispostos em duas colunas, e cada verso da primeira coluna parece se opor ao verso seguinte, da segunda coluna. Veja:

tomei um expresso cheguei de foguete

As palavras expresso e foguete nomeiam a mesma coisa. Observe as últimas palavras e expressões dos versos da coluna da esquerda e, depois, as dos versos da coluna da direita. a) Quais são usadas no Brasil? As da coluna da esquerda. b) Quais são usadas em Portugal? As da coluna da direita. c) Em seu caderno, faça uma lista das palavras e da expressão que têm o mesmo significado em Portugal e no Brasil. bonde – elétrico; cafezinho – bica; meias – peúgas; descarga – autoclismo; ó cara – ó pá

3. Na segunda coluna do poema, há uma palavra que introduz uma conclusão. a) Qual é essa palavra? positivamente b) Que ideia essa palavra expressa: modo, afirmação, negação ou dúvida? Expressa a ideia de afirmação.

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4. O último verso do poema é reprodução de um trecho da “Canção do exílio”, poema do poeta maranhense Gonçalves Dias (1823-1864). Leia o boxe “A canção do exílio” e, depois, responda: a) Nos dois últimos versos da “Canção do exílio”, há duas palavras que indicam lugar. Quais são elas? aqui, lá b) A que lugares essas palavras se referem, respectivamente?

A canção do exílio Gonçalves Dias escreveu a “Canção do exílio” quando vivia em Coimbra, Portugal, onde estudava Direito. Por estar fora do Brasil, o poeta se sentia triste, solitário, exilado. O poema tornou-se uma espécie de símbolo da identidade nacional e alguns de seus versos foram incluídos no Hino Nacional Brasileiro. Eis os versos iniciais do poema:

Respectivamente, a Portugal e ao Brasil.

5. No poema “Lisboa: aventuras”, o verso final tem o mesmo sentido que na “Canção do exílio”? Justifique sua resposta.

Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá; As aves que aqui gorjeiam Não gorjeiam como lá.

Ricardo Dantas

No poema de José Paulo Paes, o último verso também pode indicar saudade da pátria; porém, considerando que o poeta realça as diferenças entre o português lusitano e o português brasileiro, é possível dizer que ele brinca com a ideia de que até as aves lusitanas gorjeiam de modo diferente das brasileiras.

CONCEITUANDO

Ao responder às questões anteriores, você empregou palavras que indicam as circunstâncias em que ocorreram as ações. Além das circunstâncias de lugar (aqui e lá) e afirmação (positivamente), há muitas outras. Observe:

• lugar: Ele aventurou-se em Lisboa. • tempo: Às seis da manhã, pediu um cafezinho. • causa: Morrendo de frio, quis comprar meias. • modo: Ouvia cuidadosamente o que os portugueses diziam. • meio: Chegou de trem. • instrumento: Escrevia com giz as respostas dos colegas. • afirmação: Vou, sim, viajar a Lisboa. • negação: A ave, na gaiola, não cantava mais. As palavras que se referem principalmente ao verbo, dando ideia de lugar, tempo, modo, causa, instrumento, intensidade, são chamadas de advérbios. Assim:

Advérbio é a palavra que indica as circunstâncias em que se dá a ação verbal. Quando temos duas ou mais palavras com valor de advérbio (por exemplo, à uma hora, de fome, à mesa), nós as chamamos de locuções adverbiais. Os advérbios e as locuções adverbiais são classificados de acordo com o seu valor semântico, isto é, com o sentido que apresentam ou a circunstância que indicam.

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Eis alguns dos valores semânticos dos advérbios e das locuções adverbiais:

© 2014 King Features Syndicate/Ipress

tempo: hoje, ontem, amanhã, sempre, nunca, jamais, na semana passada, daqui a dois anos, numa tarde, às vezes, de vez em quando, cedo, etc. lugar: aqui, ali, acolá, na esquina, em casa, no estádio, no meio da rua, etc. modo: devagar, rápido, com cuidado, mal, melhor, pior, bem e quase todos os advérbios terminados em -mente (regularmente, gradativamente, vagarosamente, etc.) intensidade: muito, pouco, bem, tão, tanto, bastante, quase, mais, etc. afirmação: sim, realmente, certamente, etc. negação: não, nem dúvida: talvez, possivelmente, provavelmente, acaso, quem sabe, etc. meio ou instrumento: cortar a faca, escrever à mão, bater com uma flor, viajar de avião, andar a pé

Eis, nesta tira, um dos raros casos em que um advérbio terminado em -mente não é de modo, mas de tempo. Intercontinental Press

EXERCÍCIOS Leia o texto a seguir para responder às questões 1 e 2.

Professor: Sugerimos desenvolver oralmente o primeiro exercício.

Corbis/Latinstock

[Uma das] 10 invenções que a ficção científica inventou

Viagem à Lua Imaginada em: 1865, no livro De la Terre à la Lune, de Júlio Verne. Realizada em: 1968, astronautas orbitam a Lua; 1969, astronautas na Lua. Na história bolada por Verne, 3 sujeitos se lançam à Lua em uma espaçonave disparada por um canhão de 275 metros. Quase 100 anos antes de Yuri Gagarin se tornar o primeiro homem a sair da Terra, Verne se aproximou da realidade. O francês também acertou o número de tripulantes, previu a falta de peso no espaço, as dimensões da cabine e a base de lançamento – Flórida, pela proximidade do Equador, onde a Terra gira mais rápido. Finalmente, propôs que, na volta, a nave pousasse na água. Mas errou feio na maneira de pôr a nave em órbita, certo? Nem tanto: cientistas querem criar um canhão semelhante ao do livro para lançar cargas rumo à Estação Espacial Internacional. (Sólon Brochado. Superinteressante, abril 2010, p. 65.)

Aldrin na superfície da Lua durante a missão do Apolo 11, em 1969.

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1. Identifique o valor semântico dos advérbios e das locuções adverbiais destacados no texto.

lugar: na Lua, em uma espaçonave, na água; intensidade: quase, mais; modo: rápido; tempo: 100 anos antes, na volta / Professor: No contexto, rápido desempenha o papel de advérbio (= rapidamente), e não de adjetivo.

2. O texto estabelece uma comparação entre o que foi imaginado na ficção de Júlio Verne e o que aconteceu

na realidade científica. Considerando essa comparação, explique por que há no texto tantos advérbios e locuções adverbiais. Para isso, leve em conta os valores semânticos dessa classe de palavras.

3. Leia os enunciados a seguir, extraídos de revistas. Depois identifique e classifique os advérbios e locuções adverbiais de acordo com seu valor semântico. a) “Ao redor do mundo, tesouros preciosos se escondem em navios que afundaram. A tecnologia moderna está ajudando a localizar essas riquezas perdidas. Mas a quem elas pertencem?” (Para saber e Conhecer, abril 2010, p. 4.) ao redor do mundo, em navios: de lugar

b) “Natal brilha o ano todo. Berço do folclorista Câmara Cascudo, a capital do Rio Grande do Norte vai muito além dos dias de sol e agito para todos os gostos.” (Planeta, abril 2010, p. 13.) o ano todo: tempo; muito: intensidade / Professor: A expressão além de é uma locução prepositiva.

c) “Alimentos – Comer mal pode viciar tanto quanto as drogas” (Época, 5/4/2010, p. 4.) mal: de modo

4. Complete as frases a seguir com advérbios ou locuções adverbiais, conforme as indicações feitas entre parênteses. Professor: As respostas são pessoais. As que apresentamos são oferecidas como sugestão. a) , eu vou viajar de

. (tempo – meio ou instrumento) Pela primeira vez – avião

b) Os resultados dos testes c) O bebê da Mariana

nasceu? (tempo) já

d) , acho que ele vai voltar e) Manter-se

não chegaram. (tempo) ainda

. (tempo – tempo) Às vezes – logo

do veículo da frente é uma medida de segurança. (lugar) a distância

5. Conte um fato interessante ocorrido com você. Ao redigir seu texto, empregue pelo menos cinco advérbios ou locuções adverbiais que expressem as seguintes noções: tempo, lugar, causa, modo, intensidade.

6. Dependendo do contexto, alguns adjetivos podem assumir o papel de advérbios de modo. Veja:

2. Como o texto estabelece uma comparação entre o que Júlio Verne imaginou no século XIX e o que os astronautas fizeram na década de 1960, é natural que predominem no texto as noções de tempo (quando cada coisa aconteceu), de lugar (aonde o ser humano chegou) e o modo como foi realizado esse sonho humano.

Esta lapiseira está muito cara. (adjetivo referente ao substantivo lapiseira) Estas lapiseiras estão custando muito caro. (advérbio de modo referente ao verbo custar) Identifique nos pares de frases a seguir se a palavra em destaque é adjetivo ou advérbio. a) Na nossa viagem deu tudo errado. advérbio Ele pegou o ônibus errado. adjetivo b) Era a aluna certa para apresentar o trabalho. adjetivo Ela sempre estudou certo. advérbio c) Era um funcionário lento para o trabalho. adjetivo Esse funcionário trabalha lento demais. advérbio d) Você está andando rápido. advérbio Minha mãe é rápida no trânsito. adjetivo

O advérbio também acompanha os nomes Embora o papel essencial do advérbio seja o de modificar os verbos, excepcionalmente ele pode acompanhar categorias como o substantivo, o adjetivo e o próprio advérbio, atribuindo-lhes intensidade. Veja:

Ela já é quase uma mulher.

advérbio de intensidade

substantivo

Eles ficaram muito satisfeitos.

advérbio de intensidade

adjetivo

Ele ficou tão perto de mim, que estremeci.

advérbio de intensidade

advérbio

Para saber se uma palavra está empregada como adjetivo ou advérbio, lembre que o advérbio não se flexiona em número e gênero, e o adjetivo sim; além disso, o advérbio acompanha um verbo, enquanto o adjetivo acompanha um substantivo.

5. Respostas pessoais. Professor: Sugerimos solicitar a alguns alunos que leiam seu texto em voz alta e, em seguida, identifiquem os advérbios e locuções adverbiais empregados.

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O ADVÉRBIO NA CONSTRUÇÃO DO TEXTO Leia este poema, do escritor suíço Heinz Manz:

História de janela nº 2 a t i n s t o ck orb

ac h/ C

(In: José Paulo Paes, org. e trad. Ri melhor quem ri primeiro. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998. p. 62.)

is/ L

Na janela uma criança rindo. nb

Agora: o gato na árvore.

O passarinho no muro.

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No muro o gato. Na árvore o passarinho.

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1. Uma das qualidades dos poemas está na economia de recursos, isto é, no fato de que, com poucas palavras, os poetas conseguem, por exemplo, descrever uma cena do cotidiano e extrair poesia dela. No poema lido, em cada uma das estrofes pelo menos um verbo foi suprimido. Descubra que verbo ou que verbos estão subentendidos em cada uma das estrofes.

A resposta esperada é o verbo estar. Talvez alguns alunos sugiram também o verbo haver. Professor: Seria conveniente reler o poema empregando as formas verbais está ou há para que o aluno perceba a omissão de uma dessas palavras: “No muro (está) o gato. Na árvore (está) o passarinho”, e assim por diante.

2. Os advérbios ou locuções adverbiais têm um papel destacado na construção desse poema. a) Identifique-os e classifique-os.

Pela ordem em que aparecem: “No muro”, “Na árvore”, “Agora”, “na árvore”, “no muro”, “Na janela”. Com exceção de “Agora”, que é advérbio de tempo, todas as locuções adverbiais são de lugar.

b) Considerando o que está acontecendo entre o gato e o passarinho, por que, na sua opinião, os advérbios e as locuções adverbiais desse tipo são tão importantes nesse poema? Como está havendo uma perseguição, que pode levar à morte do passarinho, é fundamental indicar o tempo e o espaço, pois, se o passarinho se descuida e não muda de lugar a tempo, pode perder a vida. Professor: Comente também com os alunos que a locução adverbial de lugar, além de marcar a mudança de lugar entre o gato e o passarinho, serve para indicar o lugar em que o menino está assistindo à perseguição.

SEMÂNTICA E DISCURSO Banco de Imagens – Projeto Tamar/Ilustrações: HGN

O cartaz ao lado tem por objetivo alertar sobre o perigo que as luzes artificiais nas praias representam para os filhotes de tartarugas marinhas. Leia-o e depois responda às questões de 1 a 4.

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1. Observe a imagem que compõe o cartaz. a) O que ela retrata? Um grupo de filhotes de tartaruga se dirigindo a um hotel na praia e um filhote se dirigindo para o mar. b) De que tipo é o local mostrado na imagem? Descreva o local e a cena que nele se vê.

Trata-se de uma praia. Nela há coqueiros, um hotel com luzes acesas e três gatos olhando para um grupo de filhotes de tartarugas. Professor: Sabe-se que as tartarugas são filhotes porque parecem estar usando fraldas, representadas por parte da casca dos ovos.

2. Responda em seu caderno: Na fala da tartaruguinha: a) Qual o advérbio presente? aqui b) Como ele se classifica? advérbio de lugar c) Que elemento ele indica? o mar

3. Observe os gatos que aparecem na imagem. Na sua opinião, por que eles estão de olho nas tartaruguinhas e um deles está até mesmo pulando na direção delas? Provavelmente para devorar as tartaruguinhas.

4. Na sua opinião, em que se baseia a afirmação “Luzes nas praias desorientam e matam as tartarugas marinhas”, feita no cartaz? Quando os filhotes de tartarugas marinhas saem dos ovos, eles precisam se dirigir imediatamente ao mar para sobre-

viver. Se houver luzes artificiais por perto, eles são atraídos por elas e deixam de ir para o mar e, estando fora dele, tornam-se presas fáceis de animais maiores. Assim, indiretamente, as luzes nas praias contribuem para a não sobrevivência de tartarugas marinhas.

Adão Iturrusgarai

Leia o cartum a seguir, de Adão Iturrusgarai, e responda às questões de 5 a 8.

(Folha de S. Paulo, 19/10/2013. Folhinha.)

5. Nos balões dos quatro primeiros quadrinhos, há indicações de como será o tempo no decorrer do dia. Como ele será? Nublado com sol, com chuviscos, nublado com sol, com granizo.

6. Ao fazer a previsão do tempo, a personagem especifica os períodos do dia, fazendo uso de locuções adverbiais. a) Quais são os períodos do dia? pela manhã, no início da tarde, no meio da tarde, no início da noite b) Como se classificam as locuções adverbiais correspondentes aos períodos do dia? Locuções adverbiais de tempo.

7. No 5º e no 6º quadrinhos, a personagem fala da variação da temperatura naquele dia. O que essa variação de temperatura e de tempo indica em relação à possibilidade de se fazer esse tipo de previsão? Indica que há muita dificuldade para se fazer previsão, em razão da instabilidade do tempo.

8. O humor do cartum está principalmente na contradição observada no último quadrinho. a) Qual é essa contradição? Fazer previsão para um dia que já se passou, pois as previsões são feitas em relação ao futuro, e não ao passado. b) Na fala da personagem, qual é o advérbio ou locução adverbial que indica essa contradição? ontem

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de OLHO na escrita

G ou J? (II) No capítulo 1, você aprendeu a usar a letra j. Veja agora como empregar a letra g.

• nas palavras derivadas de outras que já apresentam g:

gesso

engessar, engessado

• geralmente nas terminações -agem, -igem, -ugem:

abordagem

fuligem

ferrugem

Exceções: pajem, lambujem.

• nas terminações -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio:

contágio privilégio vestígio relógio refúgio

Viajem ou viagem? Não confunda: viajem é uma forma do verbo viajar e viagem é substantivo. Observe o exemplo:

Editora Abril

Emprega-se a letra g:

Espero que meus amigos viajem no feriado. Há meses eles estão planejando essa viagem.

EXERCÍCIOS Fernando Gonsales

Leia os quadrinhos a seguir e responda às questões 1 e 2.

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1. Reescreva as palavras que estão incompletas nos quadrinhos, completando-as adequadamente com j ou g. 2. Pela expressão do garoto convidado pelo amigo para ir à lanchonete, parece que ele não gostou do lanche indicado no cardápio. Por que, então, ele diz “Genial”? Para demonstrar, ironicamente, o seu desagrado.

3. Complete adequadamente as frases, empregando viajem ou viagem: a) A

de final de ano será para o Pantanal. viagem bem! viajem

Caulos

b) Desejamos que todos

1. genial, jiló, gergelim, berinjela, grelhada, jambo, geleia, guaraná, jenipapo, gelado, gengibre, girafas, jacarés, jiboias, jararacas, jumentos, gratos. Professor: O dicionário Houaiss registra berinjela e beringela.

(Caulos. Só dói quando eu respiro. Porto Alegre: L&PM, 2001. p. 35.)

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Passando a limpo ••• Leia os dois textos abaixo e responda às questões 1 e 2.

Ali Babá e os 40 ladrões [...] Do alto podia ver tudo sem ser visto. Então chegaram àquele lugar quarenta homens muito fortes e bem armados, com caras de poucos amigos. Ali Babá concluiu que eram quarenta ladrões. Os homens desapearam dos cavalos e puseram no chão sacos pesados que continham ouro e prata. O mais forte dos ladrões, que era o chefe, aproximou-se da rocha e disse: — Abre-te, Sésamo! Assim que essas palavras foram pronunciadas, abriu-se uma porta na caverna. Todos passaram por ela, e a porta se fechou novamente. Depois de muito tempo, a passagem voltou a se abrir, e por ela saíram os quarenta ladrões. Quando todos estavam fora, o chefe disse: — Fecha-te, Sésamo! Os bandidos colocaram os sacos em suas montarias e voltaram pelo mesmo caminho pelo qual tinham vindo. Ali os seguiu com os olhos até desaparecerem. Quando se viu em segurança, desceu da árvore, dirigiu-se à rocha e disse: — Abre-te, Sésamo! A porta se abriu e Ali Babá ficou sem palavras diante do que os seus olhos viram: uma grande caverna, cheia dos tecidos mais finos, tapetes belíssimos, e uma enorme quantidade de moedas de ouro e prata dentro de sacos. [...]

Abertura Todos eles traziam sacolas, que pareciam muito pesadas. Amarraram bem seus cavalos e um deles adiantou-

-se em direção a uma rocha e gritou: “Abre-te, cérebro!”

Hagaquezart estúdio

(Disponível em: http://www.valdiraguilera.net/as-1001-noites-03.html. Acesso em: 15/3/2014.)

(Arnaldo Antunes. Disponível em: http:// www.antoniomiranda.com.br/poesia_ brasis/sao_paulo/arnaldo_antunes.html. Acesso em: 15/3/2014.)

1. É possível dizer que: a) não há relação alguma entre os dois textos, porque são de gêneros diferentes. b) o poema retoma o conto, adaptando suas personagens. X c) o segundo texto retoma criticamente as ideias desenvolvidas pelo primeiro.

d) o poema faz uma exaltação do conto, destacando sua inteligência. Descritores: 4 – Inferir uma informação implícita em um texto. 20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que eles foram produzidos e daquelas em que serão recebidos.

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2. O segundo texto apresenta a frase mágica “Abre-te, Sésamo!” modificada. A finalidade do locutor do texto, com essa transformação, é sugerir ao leitor que o cérebro: a) é apenas um órgão de nosso corpo. X

b) é fonte de riqueza incontável e inesperada. c) somente funciona com a ajuda de palavras mágicas. d) é uma caverna obscura.

Descritor: 4 – Inferir uma informação implícita em um texto.

Pedro Cobiaco/Folhapress

Leia esta tira, de Pedro C.:

(Folha de S. Paulo, 6/7/2013. Folhinha.)

3. É possível entender, pelo decorrer da leitura e pelo desfecho da tira, que a personagem Eric: X

a) não lida bem com as frustrações. b) é um líder e um empreendedor. c) não se inclui na categoria dos “mais chorões”. d) poderá ser membro do clube por muitos anos.

Descritores: 4 – Inferir uma informação implícita em um texto. 5 – Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.). 16 – Identificar efeitos de ironia ou de humor em textos variados.

4. As expressões verbais fizesse, fizerem e aguentem são as responsáveis por tornarem a ideia da personagem uma ação: a) em realização. b) necessária. c) certa e inquestionável. X

d) possível ou hipotética.

Descritor: 19 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos.

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As asas de Ícaro Prisioneiro do rei Minos, Dédalo constrói asas com cera e penas para ele e Ícaro fugirem voando de Creta. [...] Quando começaram a sobrevoar o oceano, porém, Ícaro empolgou-se e subiu demais, aproximando-se perigosamente do sol. — Desça, filho, desça! – gritava Dédalo, aflito, mas Ícaro, nas alturas, não ouvia mais nada a não ser o assovio do vento e o ruflar das suas próprias asas. Então, a certa altura, uma pena roçou-lhe o nariz e, logo em seguida, como se um travesseiro tivesse sido rasgado, viu-se envolvido por uma nuvem de penas soltas. Só então percebeu que sua armação se desfizera e que só lhe restava, agora, despencar para a morte nas águas revoltas do mar. Mais tarde, seu corpo foi levado pelas ondas às margens de um local que Dédalo batizou de Icária, em homenagem a esse que foi o verdadeiro pai da aviação.

Bridgeman Images/Keystone Brasil

Leia o texto e observe a foto para responder às questões de 5 a 7.

Thinkstock/Getty Images

(A. S. Franchini. As grandes histórias da mitologia greco-romana. Porto Alegre: L&PM, 2012. p. 22-3.)

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5. O texto mitológico e a foto traduzem, cada um a sua maneira: X

a) O sonho humano de voar. b) O desejo humano de atingir o sol. c) O ideal humano de viajar.

5. Descritores: 5 – Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.). 6 – Identificar o tema de um texto. 20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que eles foram produzidos e daquelas em que serão recebidos.

d) O gosto pelo assovio do vento e pelo ruflar das asas.

6. “Ícaro empolgou-se [...]”. Apenas uma das expressões abaixo não resulta desse estado emocional da personagem. Trata-se de: a) “subiu demais”. X

b) “envolvido por uma nuvem de penas soltas”. c) “não ouvia mais nada”. d) “aproximando-se [...] do sol”. Descritor: 3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.

7. Ícaro não ouve o alerta do pai e sua situação se altera. Na narrativa, a expressão que introduz essa mudança é: a) “mas Ícaro”. b) “Mais tarde”. X

c) “Então, a certa altura”. d) “logo em seguida”. Descritor: 15 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.

Leia o depoimento de Jack Andraka, jovem que criou um teste para detectar câncer:

Gênio, sim; nerd, não [...] Aos 15 anos, desenvolvi um teste que consegue diagnosticar precocemente o câncer de pâncreas. Meu tio morreu por causa disso e fiquei pensando no que eu podia fazer. Diferentemente das mulheres com tumor de mama, as vítimas desse câncer só têm o diagnóstico muito tarde, com uma alta taxa de mortalidade. Só 5% sobrevivem. Desenvolvi um sensor usando papel-filtro e nanotubos para detectar proteínas ligadas ao câncer rapidamente, cem vezes mais que outros testes. [...] Minha escola é normal, ninguém estava preparado para me estimular ou ajudar nas pesquisas. O ensino científico ainda é fraco e raro. Ler publicações especializadas é caríssimo. Meu laboratório mesmo é a garagem de casa, onde meu pai tinha uma marcenaria e, desde crianças, meu irmão e eu podemos fazer mil testes e usar ferramentas que nosso pai sempre nos deu ou emprestou. Lembro de uma maquete com um rio de brinquedo onde a gente aprendeu física e como os objetos flutuam. Meu irmão mais velho ganhou prêmios científicos antes de mim. Pouca gente da minha idade se interessa por ciência. [...]

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O teste de Jack 1.

Proteína – Ao pesquisar na literatura científica, Jack encontrou uma proteína chamada mesotelina, presente em taxas muito altas no sangue de pessoas com câncer de pâncreas, mesmo que em estágio inicial. 2. Anticorpos – Aprendendo sobre anticorpos na escola, ele pensou em usar algum que se ligasse especificamente a essa proteína para criar o teste. 3. Nanotubos – Os anticorpos ficariam em estruturas minúsculas, uma rede de nanotubos. Quando a proteína fosse detectada, os nanotubos mudariam suas propriedades elétricas, dando sinal do diagnóstico de câncer. 4. Papel – Uma mistura de líquido e nanotubos é usada para embeber um papel, que serve para abrigar essas pequenas estruturas. Uma gota de sangue nesse papel seria suficiente para detectar a proteína que sinaliza o câncer de pâncreas. (Folha de S. Paulo, 22/12/2013. Ciência + saúde, p. C11.)

8. Ao contribuir para o bem da humanidade, o herói emprega os recursos que tem a seu dispor. O jovem em questão, para realizar o seu feito, empregou: a) a força, como Hércules. b) a invisibilidade, como Perseu. c) a esperteza, como Ulisses. X

d) o conhecimento, como Atena.

Descritor: 4 – Inferir uma informação implícita em um texto.

9. O texto “O teste de Jack” é, em relação ao texto “Gênio, sim; nerd, não”: X

a) complementar e mais específico. b) contraditório. c) paralelo, mas mais pessoal. d) mais impessoal, mas menos específico. Descritor: 20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de

Fernando Gonsales

Leia a tira abaixo, de Fernando Gonsales.

textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que eles foram produzidos e daquelas em que serão recebidos.

(Folha de S. Paulo, 9/9/2013.)

10. A palavra mito é empregada na linguagem cotidiana, muitas vezes, com o sentido de ideia fantasiosa, crendice. Nesse sentido, qual a única pergunta que não será feita pela personagem da tira? a) Se o monstro não existe, por que muitas testemunhas afirmam tê-lo visto? X

b) Papai Noel não existe? c) Se eu existo, por que o monstro não pode existir? d) O senhor tem provas mais concretas?

Descritores: 5 – Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.). 16 – Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.

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INTERVALO Participe com seus colegas de grupo da montagem de um livro de histórias e de uma revista de histórias em quadrinhos e reúna material sobre heróis do passado e do presente. Depois, com a classe, monte uma mostra sobre heróis de todos os tempos.

Projeto •• Heróis de todos os tempos 1. Minhas histórias, meus heróis Reúnam os mitos e as histórias produzidas no decorrer da unidade e montem com eles um livro.

Como montar o livro As orientações que seguem dizem respeito a um livro produzido de modo artesanal, com textos escritos à mão. Contudo, se o grupo preferir, poderá produzir o livro com a ajuda do computador. Nesse caso, peçam ajuda ao professor de Informática e utilizem um bom programa de edição e diagramação de textos. Deixem espaços nas páginas e na capa para inserir fotos ou ilustrações. Universal Images Group/Getty Images

1. Providenciem folhas de papel sulfite coloridas ou de papel almaço em número suficiente para conter as histórias produzidas pelos integrantes do grupo.

2. Distribuam as folhas para cada integrante do grupo, de modo que cada um fique encarregado de passar a limpo uma ou mais histórias, com muito capricho. Lembrem-se de colocar o título das histórias e ilustrá-las. As ilustrações podem ser produzidas com recortes de revistas, desenhos, carimbos e outros materiais.

3. Seguindo

a orientação do professor, façam uma votação para a escolha do título do livro do grupo. Depois produzam a capa, que pode ser feita com cartolina ou papel grosso colorido. Escolham um colega caprichoso para escrever nela o título e os nomes dos autores das histórias. Ilustrem-na, se quiserem.

4. Reúnam as folhas com as histórias e grampeiem junto com a capa, ou levem a uma papelaria especializada para a colocação de espiral.

5. Caso você e seus colegas queiram ter um exemplar do livro, mandem copiá-lo em xérox. Depois da mostra, o grupo pode oferecer o original ao professor e doar cópias à biblioteca da escola, ou presentear uma criança, ou um(a) amigo(a).

Atlas, um dos Titãs na mitologia grega, carregando o mundo nos ombros.

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2. Heróis nos quadrinhos Junto com os colegas que desenvolveram histórias em quadrinhos no capítulo 3, reúnam o material a fim de montar uma revista.

Flavio Colin/RGE

Sigam as instruções 1, 4 e 5 relativas à montagem do livro. Lembrem-se de dar um título atraente à revista.

3. Heróis do passado e do presente

/RGE ndo Rodrigues mu Flavio Colin/Ed

Editora La

Selva

Muitas pessoas costumam guardar suas coleções de revistas em quadrinhos, livros de aventuras que liam quando eram crianças ou adolescentes, figurinhas, brinquedos e outros objetos relacionados a seus heróis. Se esse é o caso de seus avós, pais ou tios, peça a eles que emprestem suas coleções a vocês. No dia da mostra, exponham-nas junto com livros e revistas da atualidade. Façam comentários sobre o material, apontando, por exemplo, diferenças entre os heróis do passado e os da atualidade. Contem também como os colecionadores conseguiram o material, se por troca, se como presente, etc.

Como montar a mostra Com a orientação do professor, escolham um local na escola que seja acessível a todos. Preparem algumas mesas e, sobre elas, exponham os livros e as revistas com as histórias em quadrinhos que foram criados pela classe. Em outras mesas, exponham as revistas, livros, figurinhas e brinquedos relacionados aos heróis de todos os tempos. Chamem a atenção do público com alguns cartazes informativos sobre os heróis. Poderão também montar num canto uma TV e vídeo e apresentar alguns dos filmes indicados na seção Fique ligado! Pesquise!. Divulguem amplamente a mostra, convidando professores, colegas de outras classes, funcionários da escola, pais, familiares e amigos para visitá-la. Se quiserem, confeccionem convites e distribuam-nos para pessoas da comunidade.

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Viagem pela palavra TPG Images/Keystone Brasil

E há uma rima tão esquiva num poema entristecido que vem a voz e descobre dentro dela outro sentido, e há uma rima perfeita que nos segreda ao ouvido segredos nunca contados por um poeta esquecido. [...] Cada palavra já lida, seja em Lisboa ou em Tóquio, há de deixar se guiar pelo nariz do Pinóquio,

e mesmo se for mentira aprenderá com o seu guia o que vale para quem lê esse dom da fantasia. (José Jorge Letria. Versos para os pais lerem aos filhos em noites de luar. São Paulo: Peirópolis, 2010.)

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