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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA SEÇÃO DE MINAS GERAIS

Curso de Auxiliar em Saúde Bucal - ASB

MÓDULO I – DO PROCESSO SAUDE DOENÇA A BIOSSEGURANÇA NA ODONTOLOGIA

DISCIPLINA: ANATOMIA E FISIOLOGIA DENTAL

2016


Sumário OBJETIVOS................................................................................................................................................. 3 OBJETIVO GERAL ................................................................................................................................. 3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................................................................. 3 INTRODUÇÃO............................................................................................................................................ 3 O SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO ........................................................................................................ 4 A ARTICULAÇÃO TEMPORO MANDIBULAR ...................................................................................... 4 O PERIODONTO......................................................................................................................................... 5 ANATOMIA E FISIOLOGIA DENTAL ..................................................................................................... 6 COROAS DENTÁRIAS .............................................................................................................................. 8 RAIZ DENTÁRIA ....................................................................................................................................... 8 CAVIDADE PULPAR ................................................................................................................................. 9 PONTO DE CONTATO .............................................................................................................................. 9 ESPAÇOS INTERPROXIMAIS .................................................................................................................. 9 DENTIÇÃO PERMANENTE .................................................................................................................... 10 DENTES SUPERIORES ........................................................................................................................ 10 1-INCISIVOS ..................................................................................................................................... 10 2 - CANINOS ..................................................................................................................................... 10 3-PRÉ-MOLARES ............................................................................................................................. 10 4 – PRIMEIRO MOLAR SUPERIOR ............................................................................................... 10 5- SEGUNDO MOLAR SUPERIOR ................................................................................................. 10 6- TERCEIRO MOLAR SUPERIOR ................................................................................................. 10 DENTES INFERIORES ......................................................................................................................... 11 1 - INCISIVOS ................................................................................................................................... 11 2 – CANINO ...................................................................................................................................... 11 3– PRÉ-MOLARES ........................................................................................................................... 11 4 – MOLARES ................................................................................................................................... 11 DENTIÇÃO TEMPORÁRIA ..................................................................................................................... 12 CARACTERÍSTICAS ANATÔMICAS DA DENTIÇÃO TEMPORÁRIA ............................................. 12 1. INCISIVOS E CANINOS .............................................................................................................. 12 2. MOLARES DECÍDUOS ................................................................................................................ 12 MOLARES SUPERIORES ........................................................................................................................ 12 MOLARES INFERIORES ......................................................................................................................... 13 NOTAÇÃO DENTÁRIA ........................................................................................................................... 13 NOTAÇAÕ DENTÁRIA DOS DENTES DECÍDUOS ......................................................................... 16


OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Conhecer a anatomia e fisiologia periodonto e a Notação dentária .

odontológica, o sistema estomatognático, o

OBJETIVOS ESPECÍFICOS      

Conhecer as informações pormenorizadas sob o campo anatômico onde vão auxiliar, a fim de se guiarem de forma segura e consciente. Conhecer o aparelho mastigatório de que o dente é parte fundamental. Entender a Articulação Temporo mandibular. Conscientizar que para um eficaz exercício profissional é o conhecimento dos dentes dentro da notação dentária. Conhecer os arcos dentários e os dentes, como também as suas relações recíprocas. Identificar o periodonto, a forma de implantação e fixação dos dentes

INTRODUÇÃO A anatomia é matéria fundamental, “a primeira na história dos estudos médicos, a sempre essencial e insubstituível”. A anatomia dental ou odontológica (do grego – Odonto= dente; e logos= estudo, descrição). Os dentes, mais que os próprios ossos, formados como são por tecidos duros e mineralizados (os mais duros do organismo), representam, por vezes, os únicos vestígios de espécies animais extintas. Foi mesmo através do estudo dos dentes e dos ossos, que a paleontologia pode erigir-se em ciência e estabelecer quais os animais que viveram em épocas passadas. Sob o ponto de vista da fisiologia, os dentes representam os órgãos intermediários entre o meio exterior e o aparelho de nutrição. Assim, profissionais da área odontológica, precisam de informações sobre a anatomia dental, e qualquer que seja a sua especialidade, necessita conhecer o aparelho mastigatório de que o dente é parte fundamental. Aos profissionais, a Anatomia Dental fornece dados necessários e precisos para tal ou qual intervenção; procura demonstrar as estruturas tais como elas se apresentam nas suas relações normais com outros tecidos vivos; pretendem mostrar como são os arcos dentais normais; propicia os fundamentos para o estudo dos possíveis movimentos dos dentes.


O SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO

O conhecimento da base anatômica de cabeça e pescoço é fundamental para o entendimento das bases fisiológicas das funções estomatognáticas. Os músculos são as peças chaves para a dinâmica dos movimentos e para a execução das funções estomatognáticas, eles ficam inseridos nas estruturas da cabeça (osso, cartilagem). As funções estomatognáticas são atividades fisiológicas imprescindíveis e estão estreitamente ligadas entre si, pois utilizam muitas das mesmas estruturas. Esta ligação é tão direta que o mau funcionamento de qualquer uma delas reflete no funcionamento das demais. Um equilíbrio saudável entre essas diversas funções, é fundamental, para que haja a integridade da saúde física e psicológica do indivíduo. O sistema estomatognático, “identifica um conjunto de estruturas bucais que desenvolvem funções comuns, tendo como característica constante a participação da mandíbula”, por isso o nome grego gnatos, que significa mandíbula. Mesmo tendo suas características próprias, depende do funcionamento dos outros sistemas do corpo humano (sistema nervoso, o circulatório, endócrino, etc.), “porque não constitui uma unidade separada do resto do organismo, mas se integra estritamente a ele”. Fazem parte das estruturas estáticas ou passivas os arcos osteodentários, a maxila e a mandíbula, que estão relacionados entre si pela articulação temporomandibular (ATM), ainda fazem parte das estruturas passivas, outros ossos cranianos e o osso hioide e a coluna vertebral cervical. A unidade neuromuscular representa as estruturas dinâmicas ou ativas, e são responsáveis em mobilizar as estruturas estáticas. As funções estomatognáticas são divididas no grupo das funções adaptadas – o beijo, sorriso, mordida, bocejo, etc.; e das funções clássicas, que estão ligadas a alimentação e a respiração – mastigação, sucção, deglutição, respiração e fonoarticulação. Funcionalmente o sistema estomatognático está constituído por quatro elementos básicos: articulação temporomandibular, componente neuromuscular, superfícies e pressões oclusais e periodonto.

A ARTICULAÇÃO TEMPORO MANDIBULAR


É a articulação da mandíbula com o crânio, especificamente o processo côndilar da mandíbula com o osso temporal. Essa articulação é uma das mais complexas do corpo humano, responsável por mover a mandíbula para frente, para trás e para os lados. A simetria ditada pela ATM tem que ser constante. Qualquer problema que impeça a função ou o adequado funcionamento ligamentos, de discos e de ossos

deste complexo sistema de músculos, de

geram a condição conhecida como disfunção

temporomandibular( DTM) que dá a sensação ao indivíduo acometido de que sua mandíbula está saltando para fora, fazendo um estalo e até travando por um instante. A causa exata desta disfunção, em geral, é impossível de ser identificada. O tratamento é multiprofissional, envolvendo a odontologia, fisioterapia e fonoaudiologia.Essas

articulações

também

são

frequentemente

atingidas

nos traumatismos de face, como os que nos ocorrem acidentes automobilísticos, sendo nestes casos manejadas pela cirurgia bucomaxilofacial. O PERIODONTO É o nome dado a todos os tecidos envolvidos na fixação do dente ao osso (maxila ou mandíbula). O conhecimento da arquitetura e da biologia do tecido normal é um pré-requisito para a compreensão do tecido doente. O periodonto é uma estrutura dinâmica composta por tecidos que apoiam e envolvem o dente. Esses tecidos incluem a gengiva, o ligamento periodontal, o cemento e o osso alveolar. Os suprimentos vasculares e o nervoso dos tecidos também são vitais ao funcionamento normal dos tecidos periodontais.


ANATOMIA E FISIOLOGIA DENTAL

Os dentes são elementos altamente mineralizado e especializado. A parte do dente que fica exposta na cavidade bucal é chamada coroa e a que fica contida nos ossos (maxilar e mandibular) é chamada raiz. A transição entre a coroa e a raiz, onde o dente está circulando pela gengiva é chamado colo. Dentro do dente há um tecido rico em nervos e vasos sanguíneos, é a polpa dentária. O compartimento ósseo que contém a raiz chama-se alvéolo, cuja forma corresponde à raiz. Os dentes desempenham importante papel na mastigação, na fonética e na estética facial. Com relação à mastigação, os dentes apresentam quatro tipos de funções:  Apreensão: ação conjunta entre os lábios e os dentes anteriores  Incisão: ação de cortar o alimento em pedaços menores  Dilaceração: ação de rasgar o alimento  Trituração: ação de moer o alimento, reduzindo-o a partículas menores, capazes de serem deglutidas. Para exercerem estas funções os dentes são divididos em grupos:  Dentição permanente: incisivos, caninos, pré-molares e molares.  Dentição decídua: incisivos, caninos e molares. Os dentes possuem tamanhos e formas variadas, de acordo com sua localização nas arcadas dentárias. Todos eles desempenham papel importante na mastigação dos alimentos (corte e trituração), além de contribuírem para a estética facial dos indivíduos, para o processamento de articulação das palavras e para a sustentação dos lábios e bochechas. . Os dentes permanentes são divididos em quatro grupos, de acordo com suas características: incisivos, caninos, pré-molares e molares.


Eles estão dispostos ordenadamente nas arcadas dentárias: arco superior, que corresponde ao osso maxilar e arco inferior, que corresponde ao osso mandibular. Cada arco dentário é dividido ao meio e cada metade do arco é denominado de hemi-arco. No homem há duas dentições: a primeira é a decídua ou temporária (dente de leite), com dez dentes em cada arco dentário, no total de vinte dentes. A segunda é a permanente, com dezesseis dentes em cada arco e o total de trinta e dois dentes. Os dentes decíduos são divididos em apenas três grupos de acordo com suas características: incisivos, caninos e molares.


COROAS DENTÁRIAS A coroa de cada dente possui cinco faces ou superfícies que são denominadas:  Face incisal ou bordo incisal ou face oclusal: está em contato com os dentes opostos quando a mandíbula está fechada. Nos incisivos e caninos, ela é bastante reduzida.  Face vestibular: é a face que está voltada para o vestíbulo da boca.  Face palatina ou lingual: é a face voltada para a cavidade bucal propriamente dita, nos superiores recebe o nome de palatina e nos inferiores recebe o nome de lingual.  Face mesial e face distal: são as faces próximas dos dentes, quando estão voltados para a linha média é a mesial, e quando estão afastadas da linha média é distal. Elementos das coroas dentárias: 1. Cúspides: são elevações em forma de pirâmide quadrangular, característica da face oclusal dos pré-molares e molares. As cúspides apresentam sulcos e saliências. 2. Sulcos: são depressões lineares de pouca profundidade. Podem ser:  Principais: separam as cúspides uma das outras;  Secundários: percorrem as cúspides, cristas e outros elementos da coroa. Muitas vezes os sulcos ultrapassam os limites de sua face atingindo outras faces. Os sulcos podem terminar em depressões chamadas fossetas. 3. Fossetas ou fóssulas: são depressões ovalares, circulares ou triangulares que podem encontrar-se na terminação de um sulco. 4. Cristas: são elevações lineares relativamente salientes. Merecem destaque as cristas que percorrem mesial e distalmente as faces oclusais dos dentes posteriores (cristas marginais). 5. Tubérculo: são saliências semelhantes às cúspides, mas não possuem forma e situação tão definida, além de serem geralmente menores. Às vezes fazem parte da própria cúspide. Nos incisivos e caninos no terço cervical da face palatina, aparece uma saliência que é chamada tubérculo dentário ou cíngulo.

RAIZ DENTÁRIA Fixa o dente no osso alveolar, suporta a coroa e transmite ao osso, os esforços que incidem sobre ela. O dente pode apresentar uma, duas ou três raízes e são classificadas em uni, bi ou trirradicular. As raízes de um dente multirradiculado podem se apresentar fusionadas (unidas). Normalmente os dentes humanos apresentam o seguinte número de raízes:  Unirradiculados: incisivos, caninos, pré-molares inferiores, segundos pré-molares superiores.  Birradiculados: primeiros pré-molares superiores e molares superiores.  Trirradiculados: molares superiores.


CAVIDADE PULPAR Internamente os dentes possuem um espaço que é ocupado pela polpa dentária. Este espaço, denominado cavidade pulpar é dividido em duas porções:  Câmara pulpar  Canal radicular ARCOS DENTÁRIOS Os dentes superiores e inferiores dispõem-se regularmente uns em seguida dos outros, nos arcos dentários superior (nos ossos maxilares superiores) e inferior (no osso mandibular). Os arcos dentários não são retos, mas possuem uma curva contínua, simétrica, em forma de ferradura de concavidade posterior. Os arcos dentários oferecem um verdadeiro esqueleto de suporte e manutenção para a forma normal da cavidade bucal, ao mesmo tempo em que proporciona à língua um espaço de repouso e proteção. Cada um dos arcos dentários apresenta três faces: vestibular, lingual e oclusal (incisal), e duas extremidades: posteriores ou distais uma de cada lado (direito e esquerdo), e anteriores ou mesiais (direito e esquerdo). A arcada superior possui maior diâmetro que a arcada inferior. PONTO DE CONTATO Os dentes entram em relação uns com os outros através de pontos em suas faces proximais (mesial e distal): são pontos de contato por meio dos quais os dentes oferecem apoio uns aos outro. Isto acontece principalmente quando uma pressão mastigatória é realizada, a força exercida sobre um dente é transmitida ao outro através do ponto de contato, o que impede que forças excessivas desloquem ou fraturem um dente. Quando há falta de um dente este equilíbrio se desfaz, provocando distúrbios no funcionamento da boca. A falta do ponto de contato quando acontece de forma congênita é denominado diastema. ESPAÇOS INTERPROXIMAIS Abaixo do ponto de contato, as faces proximais divergem em dois sentidos, formando espaços denominados espaços interproximais ou ameias. O espaço interdentário é preenchido por um prolongamento da gengiva, a papila interdentária, que tem a forma do espaço que a contém. Os dentes possuem uma leve movimentação dentro dos alvéolos, é a articulação alvéolo-dentário. Esta movimentação conduz a uma atrição dos pontos de contato, provocando um desgaste entre eles e transformando-os, aos poucos, em superfícies de contato. Consequentemente, os dentes diminuem sua largura no sentido mésio - distal e o arco diminui seu tamanho. Este processo ocorre à medida que a pessoa envelhece.


DENTIÇÃO PERMANENTE DENTES SUPERIORES 1-INCISIVOS São quatro: dois incisivos centrais e dois incisivos laterais, agrupados dois a dois em cada hemi-arco. Executam a apreensão dos alimentos e especialmente o corte dos alimentos sólidos. Têm muita importância na estética facial, na sustentação dos lábios e desempenham importante papel como auxiliar da articulação das palavras. 2 - CANINOS São dois: um em cada hemi-arco, distalmente ao incisivo lateral correspondente. Sua principal função é dilacerar os alimentos fibrosos ou resistentes. Auxiliam, também, na apreensão e corte dos alimentos. Apresenta uma única raiz. 3-PRÉ-MOLARES São quatro: dois em cada hemi-arco, situados entre os caninos e os primeiros molares. Com referência na boca, estão posteriormente à comissura labial, quando os lábios estão fechados. Executam o esmagamento e a divisão do alimento sólido em pequenas partículas, auxiliando os molares na trituração. 4 – PRIMEIRO MOLAR SUPERIOR Maior e mais volumoso dos molares superiores. Faz sua erupção aos seis anos de idade, na maioria das vezes, e pode ser confundido, pelos leigos, com um dente decíduo. 5- SEGUNDO MOLAR SUPERIOR Está situado distalmente ao primeiro molar superior, na altura da abertura do ducto da glândula parótida (papila parotídea). É menor que o primeiro molar superior em todos os sentidos. 6- TERCEIRO MOLAR SUPERIOR É também chamado de dente siso. Apresenta as formas mais variadas da dentição humana. Sua forma mais comum se assemelha ao segundo molar superior podendo ainda se assemelhar ao primeiro molar. Às vezes, sua coroa pode estar tão reduzida que se assemelha a um cone. O terceiro molar superior pode possuir três raízes; a fusão entre elas é muito comum de ocorrer.


Como o número de variações no tamanho e na forma da coroa e raízes é muito grande, torna-se difícil uma descrição detalhada de todas elas. Nos últimos tempos tem sido comum os casos de micro dente ou mesmo de agenesia. DENTES INFERIORES 1 - INCISIVOS O incisivo inferior é o menor dente da dentição permanente humana. Possui as faces vestibular, mesial, distal, incisal e lingual. É um dente unir radiculado. O incisivo lateral possui, geralmente, forma semelhante ao incisivo central inferior. A diferença principal entre eles é o incisivo lateral inferior apresenta maior largura. Sua raiz é única. 2 – CANINO É menor que o canino superior em todos os sentidos. A raiz do canino inferior é única, menor, com sulcos longitudinais mais desenvolvidos que no canino superior. 3– PRÉ-MOLARES O primeiro pré molar inferior é o menor dos pré-molares. Apresenta as faces: oclusal, mesial, distal, vestibular e lingual. Sua raiz é única, semelhante à do canino inferior e pode apresentar contorno circular. O segundo pré-molar inferior possui coroa mais larga que a do primeiro pré-molar inferior. Apresenta as faces: vestibular, lingual, mesial e distal. Sua raiz é única.

4 – MOLARES Primeiro molar inferior Normalmente apresenta cinco cúspides, três vestibulares e duas linguais. Sua erupção na cavidade bucal se dá por volta dos seis anos de idade e muitas vezes é confundido com um dente decíduo. Seu maior diâmetro é mésio-distal, ao contrário dos molares superiores. A face oclusal apresenta as cinco cúspides, dois sulcos principais que as separam, fossetas, duas cristas marginais e sulcos secundários. O segundo molar inferior apresenta duas raízes: uma mesial e outra distal, sendo que a mesial é mais robusta. Menor que o primeiro molar inferior em todas as dimensões. Faz sua erupção na cavidade bucal por volta dos 12 anos. O terceiro molar inferior Possui forma e tamanho variáveis. A coroa do terceiro molar inferior pode se assemelhar com a do primeiro ou segundo molares, mas apresenta diferenças com relação ao tamanho das cúspides.


Suas raízes podem ser semelhantes às do segundo molar, mas comumente há fusão entre elas, levando à formação de uma raiz cônica. Progressivamente tem sido mais comuns os casos de microdente ou de agenesia. Esta mudança se explica pela mudança nos hábitos alimentares. Nos fósseis dos nossos ancestrais pode-se observar: 3 pré-molares e 4 molares em cada hemi arco. DENTIÇÃO TEMPORÁRIA CARACTERÍSTICAS ANATÔMICAS DA DENTIÇÃO TEMPORÁRIA Também chamada de primeira dentição ou dentição de leite. Os dentes decíduos dispõem-se igualmente nos arcos dentários superior e inferior; fixam-se em seus respectivos alvéolos e possuem as mesmas funções dos dentes da dentição permanente. São em número de 20 (10 em cada um dos arcos). Principais características - Os dentes são menores que seus correspondentes na dentição permanente, porém apresentam raízes proporcionalmente mais longas e coroas relativamente mais largas. - Sua coloração é branco-leitosa ou branco-azulada. - São delicados: menor número de irregularidades, sulcos, cristas etc. - Possuem cavidade pulpar muito ampla. - As regiões de cíngulo são muito salientes. - A depressão do colo é maior que nos dentes permanentes. - São semelhantes aos seus homônimos permanentes. Estão sujeitos à reabsorção nas suas raízes, à medida que o processo de substituição se desenvolve. 1. INCISIVOS E CANINOS Suas coroas e raízes apresentam grandes semelhanças com seus hormônios na dentição permanente. As coroas dos incisivos e caninos decíduos são relativamente mais largas e mais baixas. 2. MOLARES DECÍDUOS Os primeiros molares decíduos não se parecem com nenhum dos molares permanentes; já os segundos molares decíduos copiam quase totalmente as formas dos primeiros molares da dentição permanente. Na dentição permanente, os primeiros molares decíduos são substituídos pelos primeiros pré-molares e os segundos molares decíduos pelos segundos pré-molares.

MOLARES SUPERIORES


O primeiro molar superior decíduo tem três raízes, cujas posições e forma são semelhantes àquelas encontradas nos molares permanentes superiores. O segundo molar superior decíduo apresenta a coroa quase exatamente igual à coroa do primeiro molar superior permanente, porém menor em todas as dimensões. Na face lingual o tubérculo de Carabelli é mais frequente de ocorrer do que nos primeiros molares permanentes. As raízes também se assemelham as do primeiro molar permanente, mas possuem uma divergência mais acentuada, o que possibilita que os germes dentários dos segundos pré-molares se desenvolvem entre elas.

MOLARES INFERIORES Primeiro molar inferir decíduo A face oclusal deste dente é oval e seu maior diâmetro é no sentido mésio-distal. A face vestibular é inclinada no sentido lingual e apresenta um cíngulo bem desenvolvido, também pode haver um tubérculo na porção mésio-cervical da superfície vestibular. Esse dente possui duas raízes: mesial e distal. Elas possuem uma divergência acentuada para dar espaço ao germe do primeiro pré-molar permanente. Segundo molar inferior decíduo É quase uma réplica do primeiro molar permanente, porém menor em todas as dimensões. As diferenças marcantes entre estes dois dentes são: a grande saliência do cíngulo vestibular e a acentuada convexidade das faces proximais, que produzem uma constrição maior na parte cervical do dente. Suas duas raízes são também muito divergentes, porém com as porções apicais convergentes. NOTAÇÃO DENTÁRIA

A referência dos dentes pelos números e não por seus nomes é, na verdade, uma convenção internacional, chamada Notação Dentária Internacional ou Notação Dentária FDI (Federação Dentária Internacional). Esse sistema de referências segue os padrões de qualidade estabelecidos pelo sistema ISO e é também conhecida como Notação ISO 3950. Isso significa que, se você mudar para o exterior e solicitar ao seu dentista atual uma cópia da sua ficha dentária, o seu dentista estrangeiro terá todas as condições de se informar sobre os problemas que você já teve ou tem em cada dente, sem ter de traduzir o seu histórico. Antes da era da informática era usada a Notação dentária convencional e atualmente está em uso a chamada Notação Dentária Internacional ou Notação Dentária FDI (Federação Dentária Internacional).ainda existem profissionais que utilizam a Notação dentária convencional, o que faz necessário que os auxiliares conheçam bem os dois tipos.Em ambas cada dente tem um nome e cada nome, um número correspondente. Note no infográfico abaixo que o esquema é montado conforme o ponto de vista do dentista, ou seja, como quem está de frente para a boca do paciente.


A notação divide a boca em quadrantes, acompanhando a visão que o dentista tem da boca (ou seja, de frente para o paciente). Então fica assim: Quadrante 1: Superior Direito Quadrante 2: Superior Esquerdo Quadrante 3: Inferior Esquerdo Quadrante 4: Inferior Direito Também foram estabelecidos os códigos dos dentes: 1: Incisivo Central 2: Incisivo Lateral 3: Canino


4: 1º Pré-molar 5: 2º Pré-molar 6: 1º Molar 7: 2º Molar 8: 3º Molar Assim o incisivo central superior direito è chamado de 11. Primeiro vem o número correspondente ao quadrante ao qual ele pertence (1) e, depois, o número correspondente ao tipo de dente (Incisivo Central: 1). Logo, ele é o 11. Vejamos outro, o 26. Isso indica que é um dente do quadrante 2 (isto é, Superior Esquerdo) do tipo 6 (1º Molar). Logo, estamos falando do primeiro molar superior do lado esquerdo. Identificando os dentes pelos seus números correspondentes é, na verdade, um jeito bem prático de montar o histórico dos pacientes. Lembrando que as tabelas são sempre montadas do ponto de vista do dentista. Então pense sempre como se estivesse de frente para a boca do paciente.

Notação de dois dígitos da FDI

Dente Permanente

Superior Direito

Superior Esquerdo

18 17 16 15 14 13 12 11 21 22 23 24 25 26 27 28

48 47 46 45 44 43 42 41 31 32 33 34 35 36 37 38

Inferior Direito

Inferior Esquerdo

Dentes Decíduos (Dentes de leite)

Superior Direito

Superior Esquerdo


55 54 53 52 51 61 62 63 64 65

85 84 83 82 81 71 72 73 74 75

Inferior Direito

Inferior Esquerdo

Códigos, nomes, e número típico de raízes: 

11 e 21 Incisivo central superior

41 e 31 Incisivo central inferior

12 e 22 Incisivo lateral superior

42 e 32 Incisivo lateral inferior

13 e 23 Canino superior

43 e 33 Canino inferior

14 e 24 Primeiro pré-molar superior

44 e 34 Primeiro pré-molar inferior

15 e 25 Segundo pré-molar superior

45 35 Segundo pré-molar inferior

16 e 26 Primeiro molar superior

46 e 36 Primeiro molar inferior

17 e 27 Segundo molar superior

47 e 37 Segundo molar inferior

18 e 28 Terceiro molar superior

48 e 38 Terceiro molar inferior

NOTAÇAÕ DENTÁRIA DOS DENTES DECÍDUOS Também nos decíduos a boca é dividida em 4 quadrantes: superior direito, superior esquerdo, inferior esquerdo, inferior direito.Cada quadrante recebe os números: 5, 6, 7, e 8 respectivamente. Em cada quadrante ou hemi arco, os dentes decíduos são representados por números romanos, de I a V , assim sendo:

Incisivos


centrais I laterais II III molares IV

Incisivos Caninos Primeiros Segundos

molares V Exemplos: 51 Incisivo central superior direito decíduo

62

Incisivo lateral superior esquerdo decíduo

............................................................................................................................................. .............

CRÉDITOS DESTA APOSTILA : CD/PROFESSORA Elizabeth Sandra Souza Xavier

REFERÊNCIAS MINISTÉRIO DA SAÚDE - Guia curricular para formação de Técnicos em Higiene Dental para atuar na Rede Básica do SUS - Brasília, 1994. SERRA, Octávio Della– Anatomia Dental. 3ª edição – Ed. Artes Médicas 1996.

o auxiliará a entender as anotações de seu dentista. Cada profissional pode ter o seu modo pessoal de assinalar as peças dentárias, porém o mais usado

Curso de auxiliar em saúde bucal anatomia e fisiologia dental  
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