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Mensagens Visuais Elementos básicos da comunicação visual

técnicas visuais contraste

Gestalt


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Sumário Elementos básicos da comunicação visual

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Mensagens Visuais

técnicas visuais

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Voce sabe o que é contraste? 18

Gestalt

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Elementos

Básicos da comunicação visual

S

empre que algo é feito como: desenhos, rascunhos, pinturas, peças gráficas e outros. Pode-se dizer que a substância visual da obra é composta a partir de uma lista básica de elementos daquilo que vemos. Os elementos básicos são: o ponto, a linha, a forma, a direção, o tom, a cor, a textura, a dimensão, a escala e o movimento. Apesar de serem poucos, é a matéria- prima de toda informação visual em termos de opções e combinações seletivas. Grande parte do que sabemos sobre a interação e o efeito da percepção humana sobre o significado visual provém das pesquisas e experimentos da psicologia da Gestalt. Gestalt afirma o principio de que “Vemos as coisas sempre dentro de um conjunto de relações”. Sua base teórica é a crença em uma abordagem da compreensão e da análise de todos os sistemas exige que se reconheça o sistema como um todo, porém podem ser isolados e vistos inteiramente independentes, depois voltando a ser um todo.

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A utilização dos componentes básicos visuais como meio de conhecimento e compreensão tanto de categorias completas dos meios visuais quanto de obras individuais é um método excelente para explorar o sucesso potencial e consumado de sua expressão. A compreensão mais profunda da construção elementar das formas visuais oferece ao visualizador maior liberdade e diversidade de opções compositivas, as quais são fundamentais para o comunicador visual.


Ponto: O ponto é o elemento mais simples da comunica-ção visual e irredutivelmente mínimo. Também utilizado em medidas, aprendemos cedo a usa-lo como sistema de notação ideal, junto com a régua e outros instrumentos de medição, como o compasso. Em grande numero e justaposto, os pontos criam uma ilusão de tom ou de cor. A capacidade única que uma série de pontos tem de conduzir o olhar é intensificada pela maior proximidade dos pontos.

Linha: A linha é formada a partir da junção dos pontos, quando eles estão tão próximos entre si que se torna impossível identificá-los individualmente. A linha é um elemento inquieto e inquiridor do esboço. Onde quer que seja utilizada, é o instrumento fundamental da prévisualização, o meio de apresentar de forma mais compreensível àquilo que ainda não existe, a não ser na imaginação. Ela pode assumir diversas formas para expressar uma grade variedade de estilos. Podendo ser imprecisa ou delicada, indisciplinada, grosseira ou hesitante.

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Forma: Pode-se dizer que a linha descreve uma for-ma. Na linguagem das artes visuais, a linha articula a complexidade da forma. Existem três formas básicas: o quadrado, o círculo e o triângulo equilátero. Todas as formas básicas são figuras planas e simples, fundamentais, que podem ser facilmente descritas e construídas, tanto visual quanto verbalmente. A parti das formas básicas, derivamos as demais formas físicas da natureza e da imaginação humana.

Direção: Todas as formas visuais básica expressam três direções visuais básicas e significativas: O quadrado, a horizontal e a vertical; o triângulo, a diagonal; o círculo, a curva. Devido- a necessidade de equilíbrio, temos a direção como referência dando uma ideia de estabilidade.

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Tom: As margens com que se usa a linha para representar um esboço rápido ou um minicioso projeto mecânico aparecem, ma maior parte dos casos, em forma de justaposição de tons, ou seja, de intensidade da obscuridade ou claridade de qualquer coisa vista.

Cor: A cor está repleta de informações, e é uma das ma-is penetrantes experiências visuais que temos todos em comum. É o elemento que tem mais afinidade com as emoções. Nas artes visuais, a cor não é apenas um elemento decorativo ou estético, é o fundamento da expressão. Dividida em três dimensões: matriz, saturação e brilho, ela exerce essa tríplice de forma que impressiona a retina quando é vista, provoca emoções e é sentida, tornando-se construtiva, pois cria um significado próprio.

Escala: Todos os elementos visuais são capazes de se modificar e se definir uns aos outros. O processo constitui, em si, o elemento daquilo que chamamos de escala. Dessa forma o grande não pode existir sem o pequeno, porém mesmo quando se estabelece o grande através do pequeno, a escala toda pode ser modificada pela introdução de outra modificação visual. A escala pode ser estabelecida não só através do tamanho relativo das pistas visuais, mas também através de relações com o campo ou com o ambiente

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Movimento: Como no caso da dimensão, o elemento visual do movimento se encontra mais frequentemente implícito do que explicito no modo visual. Contudo, o movimento talvez seja uma das forças visuais mais dominantes da experiência humana. Na verdade enquanto movimento tal só existe no cinema, na televisão, nos encantadores móbiles de Alexander Calder (escultor e pintor) e onde quer que alguma coisa visualizada e criada tenha um componente de movimento, como no caso das maquinarias.

Dimensão: A representação de dimensão em formatos visu-ais bidimensionais também depende da ilusão. A dimensão existe no mundo real. Não só podemos senti-la, mas também vê-la, com a ajuda de nossa visão estereotípica e binocular.Ma em nenhuma das representações bidimensionais da realidade, como o desenho, a pintura, a fotografia, o cinema e a televisão, existe uma dimensão real; ela é apenas implícita.

Textura: A textura é o elemento visual que com frequência serve de substituto para as qualidades de outro sentido, o tato. Porém podemos reconhecer a textura tanto através do tato quanto da visão, ou mediante a combinação de ambos. Mas é possível que uma textura não tenha nenhuma qualidade tátil, somente ótica.

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Mensagens Visuais

Expressamos e recebemos mensagens visuais em três niveis: O representacional, abstrato e o simbolico. Todos esses niveis de resgate de informação são intrligados e se sobrepõem, mas é possivel estabelecer distinções suficientes entre eles, de tal modoque possam ser analisados tanto em termos de seu valor como tática potencial para a criação de mensagens quanto em termos de sua qualidadeno processo da visão. A visão define o ato de ver todas as suas ramificações. Vemos com precisão de detalhes, e aprendemos e identificamos todo material visual elementar de nossas vidas para mantermos uma relação mais competente com o mundo. Esse é o mundo no qual compartilhamos céu e mar, árvores, relva, areia, terra, noite, dia; esse é o mundo da natureza. Enxergamos o meio que criamos como um mundo da manofatura e da complexidade da tecnologia moderna. A visão é o único elemento necessário à compreensão visual. O alfabetismo visual tem sido e sempre será uma extensão da capacidade exclusiva que o homem tem de criar mensagens.

Os níveis de todos os estímulos visuais contribuem para o processo de comcepção, criação e refinamento de toda obra visual. Para ser visualmente alfabetizado, é extremamente necessário que o criador da obra visual tenha consciência de cada um desses três níveis individuais, mas também que o espectador ou sujeito tenha deles a mesma consciência. Cada nivel, o representacional, o abstrato eo simbólico, tem caracteristicas especificas que podem ser isoladas e definidas, mas que não são absolutamente antagônicas. N a verdade eles se sobrepõem, in teragem e re forçam mutuamente suas respectativas qualidades.

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Níveis da mensagem visual - Representacional: A realidade

é a experiência visual básica e predominante. A representação é quilo que vemos e identificamos com base no meio que criamos e nas experiências.

- Abstrato:Em termos visuais, a abstra-

ção é uma simplificação que busca um significado mais intenso e condensado.

- Simbólico:

A abstração voltada para o simbolismo requer uma simplificaçãao radical, sendo assim, a redução do detalhe visual a seu minino irredutivel.

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Técnicas visuais O conteúdo é fundamentalmente o que está sedo direta ou indiretamente expresso; é o carater da informação, a mensagem. Na comunicação visual, porém, o conteúdo nunca está dissociado da forma. Uma mensagem é composta tendo em vista um objetivo. O signiticado se encontra naquilo que o observador compreende. A mensagem e o método de expressá-la dependem grandemente da compreensão e da capacidade de usar as tecnicas visuais, os instumentos da composição visual. Dominadas pelo contraste, as tecnicas de expressão visuais são os meios essenciais de que dispõe o designer para testar as opções disponíveis para a expressão de uma ideia em termos compositivos. As tecnicas visuais oferecem ao designer ua grande variedade de meios para a expressão visual do conteúdo. Existem como polaridads de um continuum, ou como abordagens desiguais e anatagônicas do significado. fragmentação, o oposto da tecnica da unidade, é uma excelente opção para demonstrar movimento e variedade.

Equilíbrio

Irregularidade

Simetria

Assimetria

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Complexidade

Profusão

Simplicidade

Economia

Esfase

Exagero

Minimização

Atividade

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Sutileza

Neutralidade

Exatidão

Planura

Repetição

Sequencialidade

Profundidade

Variação

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Você sabe o que é Contraste? Contraste é a distinção de um elemento em relação a outro. Dentre todas as técnicas visuais, nenhuma é mais importante para o controle de uma mensagem visual do que o contraste. Todo e qualquer significado existe no contexto dessas polaridades. O contraste de substância e a receptividade dos sentidos a esse mesmo contraste dramatiza o significado através de formulações opostas. Susane Langer descreve a “ articulação dos elementos estruturais de um todo dado”. No processo de articulação visual, o contraste é uma força vital para a criação de um todo coerente. Em todas as artes, o contraste é um poderoso instrumento de expressão, o meio para intensificar o significado, e, portanto, simplificar a comunicação. No alfabetismo visual, a importância do significado do contraste começa no nível básico da visão ou da ausência desta, através da presença ou da ausência desta, através da presença ou ausência de luz. Por melhor que funcione o aparato fisiológico da a visão, os olhos, o sistema nervoso, o cérebro, ou por maior que seja o numero de coisas que o meio ambiente nos ponha diante dos olhos , numa circunstância em que predomine o escuro absoluto somos todos cegos. Por melhor que funcione

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o aparato fisiológico da a visão, os olhos, o sistema nervoso, o cérebro, ou por maior que seja o numero de coisas que o meio ambiente nos ponha diante dos olhos , numa circunstância em que predomine o escuro absoluto somos todos cegos. O aparato da visão humana tem importância secundária; a luz é a chave de nossa força visual. Em seu estado visual elementar, a luz é a chave de nossa força visual. Em seu estado visual elementar, a luz é tonal, e vai do brilho á obscuridade, através de uma série de etapas que podem ser escritas como constituídas por gradações muito sutis. A visão é fortemente ligada á percepção de padrões, um processo que determina a necessidade de discernimento. No nível básico de construção e decodificação, o contraste pode ser utilizado com todos os elementos básicos: Linha, ponto, cor, forma, tom, direção, movimento e principalmente proporção e escala. Toda mensagem visual combina os elementos em uma interação complexa. O contraste é a ponte entre a definição e a compreensão das ideias visuais, não no sentido verbal da definição, mas no sentido visual de tornar mais visíveis as ideias, imagens e sensações.


Contraste de Tom Com o tom, claridade ou a obscuridade relativas de um campo estabelecem a intensidade do contraste. O tamanho ou a proporção não é a única coisa a ser levada em conta. A analise de uma composição visual pode mostrar se há uma divisão dos extremos tonais substanciais o suficiente para a expressão do contraste.

Contraste de Cor O tom supera a cor em nossa relação com o meio ambiente, sendo, portanto, muito mais importante que a cor na criação do contraste. Quando duas cores diferentes entram em contraste direto, o contraste intensifica as diferenças entre ambas.

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Contraste de Forma Através da criação de uma força compositiva antagônica, a dinâmica do contraste poderá ser prontamente demonstrada em cada exemplo de elemento básico apresentado.

Contraste de Escala A distorção da escala, pode chocar o olho ao manipular à força a proporção dos objetos e contradizer tudo aquilo que, em função de nossa experiência, esperamos ver.

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A psicologia da Gestalt é um movimento que atua na área da teoria da forma. O design utiliza as leis da Gestalt o tempo todo, muitas vezes até de forma inconsciente. Ele ajuda as pessoas a assimilarem informações e entenderem as mensagens que são passadas. Este artigo visa explicar de forma detalhada o que é a Gestalt e como ela é aplicada no mundo do design gráfico e web design.

Qual é o princípio básico da Gestalt? Em termos mais gerais, é o conjunto de entidades físicas, biológicas, fisiológicas ou simbólicas que juntas formam um conceito, padrão ou configuração unificado que é maior que a soma de suas partes. A “fórmula” fundamental da teoria da Gestalt pode ser expressada da seguinte forma,” escreveu . “Existem conjuntos, o comportamento dos quais não são determinados por seus elementos individuais, mas onde o processo da parte são determinadas pela natureza intrínseca do todo. É o objetivo da Gestalt de determinar a natureza de tais conjuntos” (1924). Resumindo: o princípio básico da teoria gestaltista é que o inteiro é interpretado de maneira diferente que a soma de suas partes. O mundo visual é tão complexo que o cérebro humanos desenvolveu estratégias para lidar com a confusão. Nossa mente procura sempre a solução mais simples para um problema (Navalha de Occam). Uma das maneiras pela qual nossa cabeça faz isto é através da formação de grupos de itens que possuem uma característica em comum.

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Muito do que estudamos sobre a gestalt é em relação a como estes grupos se formam e qual efeitos eles possuem na nossa percepção. Quanto mais forte o grupo, mais forte a gestalt. É este grupo que contribue para a unidade no design. A gestalt é a ferramenta mais poderosa que o designer tem para criar algo único. Estes mesmos conceitos que formam os grupos podem ser revertidos para desagrupar os itens afim de torná-los únicos. Essa é a base para a criação da variedade, que dá interesse a uma imagem. O truque é balancear o único com a variedade: Muitas unidades iguais e o design pode parecer monótono e repetitivo; muita variedade e pode parecer algo caótico e sem sentido. Entender os conceitos da gestalt pode ajudar um designer a controlar a unidade e variedade.


Leis da Gestalt Lei da Semelhança: A lei da semelhança dita que objetos similares se agruparão entre si.

Lei da Continuidade: Essa lei dita que pontos que estão conectados por uma linha reta ou curva, são vistos de uma maneira a seguirem um caminho mais suave.

Lei da Proximidade: Elementos próximos tendem a se agruparem, constituindo uma unidade. Elementos vão parecer mais próximos e unificados quanto menor for a distância entre eles.

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Lei da Unificação: Na lei da unificação, mesmo uma imagem abstrata pode ser entendida pela mente humana pois preenchemos os espaços vazios instintivamente.

Lei do Fechamento: Elementos são agrupados se eles parecem se completar. Ou seja, nossa mente ver um objeto completo mesmo quando não há um.

Lei da Pregnância: É chamado também de lei da simplicidade. Ela dita que objetos em um ambiente são vistos da forma mais simples possíveis. Quanto mais simples, mais facilmente é assimilada.

Lei da Segregação:

capacidade perceptiva de separar, identificar, evidenciar ou destacar unidades formais em um todo compositivo ou em partes deste todo.

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