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REVISTA SOL DE MINAS - AGOSTO/2012 - NÚMERO 02 -ANO I - R$ 5,90

MEIO AMBIENTE

A “falácia” do aquecimento global

ECONOMIA Redução dos juros

HISTÓRIA

170 anos da Revolução Liberal

EXCLUSIVO

PAULA FERNANDES Ela até chegou a desistir da música, ainda bem que foi por pouco tempo. Hoje, com quase 20 anos de carreira, é uma das cantoras mais queridas do país

CÂMARA DE DIRIGENTES LOJISTAS DE SANTA LUZIA


SUMÁRIO 08 MODA

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Tendências verão 2012/2013

ILUSTRAÇÃO ALEXANDRE FAGUNDES

12 SAÚDE

Segurança alimentar Obesidade infanto-juvenil

16 MEIO AMBIENTE “A falácia” do aquecimento global

16 22 HISTÓRIA

BLOG TERRAMUNDI.COM

170 anos da Revolução de 1842

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24 MATÉRIA DE CAPA Paula Fernandes

27 ECONOMIA Redução de juros

28 DIREITO TRIBUTÁRIO INTERNET

Lançamento do crédito tributário

30 EVENTO

Convenção CDLs mineiras

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34 SANTA LUZIA EM FOCO

guto CoSta

Coluna social

38 CURTAS

Aconteceu em Santa Luzia


EDITORIAL Caro leitor, Estamos de volta! E com muita alegria por todas as

EXPEDIENTE PRESIDENTE Suzana Eustáquia

Luiz Fernando Perfil Fotografia

mensagens de carinho por ocasião da primeira edição da revista SOL DE MINAS. E, a cada palavra de incentivo, um motivo a mais para seguirmos em frente. E foi pensando em você, que o nosso segundo número vem com mais conteúdo editorial. Então, que tal conferir a matéria de capa, que traz uma entrevista com a talentosa cantora mineira Paula Fernandes, uma das artistas mais requisitadas em todo o país. No Especial Saúde, números

COMERCIAL Suzana Eustáquia (31) 8634-6311 PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Oficina Nove Comunicação - (31) 9132-3741 Designer Gráfico: Alexandre Fagundes FOTOGRAFIA Luiz Fernando Perfil Fotografia Jornalista de Moda Wagner Pena

mostram porque a obesidade infanto-juvenil já é considerada uma epidemia mundial. As boas práticas de higiene e os cuidados na hora de fazer as refeições devem fazer parte do dia a dia de cada um. É o que chamamos de segurança alimentar.

PRODUÇÃO Três Caravelas - Agência de Comunicação Jornalista: Helenna Dias - MTB 11912-MG ASSISTENTE DE PRODUÇÃO Bruno Cardinali

E, no mês em que se celebra os seus 170 anos, um pouco sobre a história da Revolução Liberal de 1842. Nesse contexto, a cidade de Santa Luzia, palco das manifestações. Entre tantas questões afetas ao meio ambiente, o aquecimento global está sempre em pauta. Contudo, o cientista brasileiro Luis Carlos Molion, assim como outros pesquisadores, é contundente ao afirmar que a teoria é uma falácia. E agora? Entre os temas abordados nessa edição, o crédito tributário e suas modalidades de lançamentos; as recentes reduções da taxa Selic e as cores para o verão 2012/2013. Agora, é só virar a página!

Um abraço, Suzana Eustáquia Presidente

JURÍDICO Sara Sato IMPRESSÃO Gráfica Primus TIRAGEM 5 mil exemplares A revista SOL DE MINAS é uma publicação trimestral da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Santa Luzia Rua Direita, nº 642 – Centro – Santa Luzia – MG Tel.: (31) 3641-3808 Fax: (31) 3641-3023 Sugestões e cartas revistasoldeminas@hotmail.com www.revistasoldeminas.com.br A revista SOL DE MINAS não se responsabiliza pelo conteúdo de artigos assinados e anúncios

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COLABORADORES EDIÇÃO 02 arQuiVo PeSSoaL

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1 - Emilson Corrêa é jornalista e Assessor de Comunicação do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG). 2 - José Henrique Righi Rodrigues é assessor para assuntos jurídicos do quadro de Tributação, Arrecadação e Fiscalização em

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exercício junto ao Gabinete do Secretário de Estado de Fazenda de Minas Gerais.

arQuiVo PeSSoaL

3 - Marcos Henrique Caldeira Brant é Juiz de direito do Instituto Histórico e Geográfico de MG. 4 - Renato Campolina é médico veterinário especializado em Higiene e Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vigilância Sanitária; e consultor associado da Zurique Consultoria Higiene e

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Luiz Fernando PerFiL FotograFia

diVuLgaÇÃo

Segurança Alimentar.


MODA

TENDÊNCIAS PARA O

VERÃO Brilhos e cores marcam a estação mais quente do ano Por Wagner Penna

C

agÊnCia Foto Site/diVuLgaÇÃo

om sua luminosidade e colorido, o verão sempre remete à alegria e lugares paradisíacos. Para a temporada quente de 2012/2013, a interação entre a moda e a saison de sol & praia nunca foi tão absoluta – com muitas cores nas estampas, muito brilho nas tardes e noites e outras inspirações que lembram mares do sul, cruzeiros elegantes e até a descontração refinada da alfaiataria.

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Tanto nos desfiles internacionais quanto nos lançamentos nacionais, essa ebulição estival marcou as passarelas das principais grifes. Entre as tendências reveladas no vaivém das modelos e confirmadas pelas primeiras vendas dos showrooms das marcas líderes, estão: Pegada esportiva: É o grande lance da temporada. Roupas com detalhes e cortes saídos da linha fitness ou inspiradas nos jogos olímpicos. Estampas de lenço: Revelando elegância e sofisticação, suas correntes e volutas em cores fortes jogam bem com detalhes mais sóbrios. Pareôs e Caftans: Os mares do Sul se ligam às areias do Oriente Médio mostrando que descontração vale em qualquer ambiente onde reina o calor e o bom gosto Festa: A roupa de festa deixou de ser prioridade de fim de ano e ganhou todos os meses. Para o verão 2013, além dos habituais paetês, valem as transparências em sobreposições com rendas e cores marcantes.

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Camisaria: Tornou-se peça indispensável no guarda-roupa feminino. Embora a camisa branca continue líder, agora novos tecidos (do algodão ao cetim e passando pelo chifon) permitem um toque mais refinado e democrático. Alfaiataria: O corte preciso deixou os blazers e calças e chegou aos shorts, coletes e vestidos. Para isso, é preciso que os tecidos também sejam adequados a essa linha que virou referência obrigatória para a próximo verão. Metalizados: Continua seu reinado de três temporadas. Agora com menos brilho, com um toque opaco e chique, é a cara das festas da temporada quente. Náutico: Com sua viagem iniciada em Saint Tropez, os listrados e mix de azul e branco têm tudo para ser sucesso no verão brasileiro – com suas centenas de praias e rios. Sorveteria: As cores suaves dos sorvetes (do rosinha ao azulzinho e pistache) começaram discretamente, mas ganharam força com a energia de elementos rocker e peças de impacto em algumas coleções. Tecido: Além do algodão, que retorna com força, a malharia reconquistou seu espaço nessa temporada. O jersey puxa essa tendência e transita entre o casual e o noite em composições fluidas, coloridas e amplas. As transparências também valem, principalmente em sobreposições.

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ESPECIAL SAÚDE

SEGURANÇA ALIMENTAR

VOCÊ PRATICA?

Boas práticas de higiene começam pelo ambiente doméstico e devem fazer parte do dia a dia das pessoas, em especial quando a alimentação é feita fora de casa Por Renato Campolina

Alexandre Fagundes

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A

vida moderna trouxe um ritmo acelerado no dia a dia dos indivíduos e, com isso, as necessidades também mudaram. São poucas as famílias que ainda têm o prazer de tomar um café da manhã juntos, sem pressa. Hoje, a maioria das pessoas faz as refeições na rua. O que pode ser feito no local de trabalho, em uma lanchonete, padaria ou restaurante. E sem pensar, o cidadão põe em risco a própria saúde, como o de ser intoxicado com aquilo que come. Pois, apesar de não se ater ao fato, é sabido que muitos locais não oferecem condições higiênico-sanitárias adequadas para se ter uma segurança na hora da alimentação. Mas, paradoxalmente, é no ambiente doméstico que ocorre o maior número de casos de intoxicação alimentar. E por quê? Porque hábitos passados de gerações são difíceis de serem mudados. Só para citar alguns exemplos, o pano que se passa no banheiro é o mesmo que limpa o chão da cozinha. A faca que corta o frango, cru, é a mesma usada para cortar a batata cozida. E mais, panela com comida pronta esperando esfriar, antes de ir para a geladeira, ou fica lá no forno mesmo. Outro exemplo costumeiro é a danada da lixeirinha em cima da pia, que sempre segue um ritual: mão no alimento, mão na tampa contaminada do lixo, e mais uma vez mão no alimento. Tudo errado.

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Outra forma comum de contaminação é a escolha incorreta de onde comprar os ingredientes” Como se vê, a segurança alimentar envolve vários aspectos interligados em condições que extrapolam o que está a olhos vistos. Principalmente ao considerar que, dificilmente o consumidor tem acesso à cozinha ou de como são armazenadas as matérias-primas em um determinado local. Por isso costumo dizer que, diga-me onde come e te direi se é ou não preocupado com a sua segurança e a dos seus. E que fique bem claro que, pagar altos valores por pratos requintados, não diz se o consumidor se importa ou não com a saúde. É preciso levar em conta o garçom ou o atendente que, gripado, se oferece para lhe servir. Imagine então se a cozinheira estiver acometida com o mesmo resfriado? Outra forma comum de contaminação é a escolha incorreta de onde comprar os ingredientes.

Um nome forte na placa ou uma fachada bonita não dizem nada além de que ali tem uma fachada atraente. Grandes supermercados também estão sujeitos a cometer infrações tanto quanto a quitanda do bairro. O que fazer então para precaver incidentes? Entre outros sinais, as boas condições de higiene são alguns desses indicativos. Um banheiro sem sabonete, por exemplo, pode indicar que o dos funcionários também não tenha o produto. A praça de alimentação suja, com uma lixeira transbordando, pode ainda passar a impressão que o mesmo se dá com a cozinha dos restaurantes. Exagero ou não, comer sem riscos não é comer o mais caro. O melhor pode estar no boteco da esquina do que no restaurante cinco estrelas, e vice-versa. Isso porque a cozinheira do boteco fez um curso de boas práticas de manipulação de alimentos. Ou não, ela não fez nada e a equipe do restaurante é totalmente capacitada em segurança e higiene alimentar.

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(...) as boas práticas de asseio devem começar dentro de casa” Outra dica, ao invés do usual ‘que receita gostosa’, pergunte como o prato foi preparado e não se limite apenas a conhecer a receita. Ademais, é importante saber que uma equipe consciente reduz os gastos em perdas e os riscos de disseminação das doenças devido à falta de higiene na hora de preparar os alimentos. E mesmo que não seja cobrada por grande parte dos consumidores, a legislação sanitária municipal, estadual e federal exige qualificação de pessoal e instalações dentro de parâmetros específicos, garantindo um alimento saudável. O fato é que, em sua maioria, as doenças ligadas aos alimentos não geram notificação obrigatória ao Ministério da Saúde. Com isso, a descoberta de um foco que pode levar a uma epidemia acontece somente quando o número de casos se torna expressivo. Para se defender desses possíveis riscos, a mesma população que denuncia a falta de ônibus e asfalto deve denunciar a ausência de higiene a fim de garantir uma alimentação com mais segurança. Sem se esquecer, no entanto, que as boas práticas de asseio devem começar dentro de casa.

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ESPECIAL SAÚDE

FOFINHOS OU OBESOS? Por Helenna Dias

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cultura ainda vigente é a de que menino sadio é aquele que come muito e de tudo. A ideia, além de equivocada, ajuda a explicar porque a obesidade infanto-juvenil é considerada uma epidemia mundial. No Brasil, recente pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, revela que o sobrepeso atinge 34,8% dos meninos e 32% das meninas entre cinco e nove anos. Já a obesidade foi observada entre 16,6% dos garotos e 11,8% das

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garotas. Entre cinco e nove anos, 34,8% dos meninos e 32% das meninas estão com sobrepeso. Entre as crianças a partir de 10 e jovens de até 19 anos, o excesso de peso atinge 21,7% dos meninos e a obesidade, 5,9%. Entre as meninas, 15,4% têm sobrepeso, e 4,2% obesidade. Com isso, o desenvolvimento de doenças como diabetes mellitus, infarto agudo do miocárdio, derrames, pressão alta, colesterol alto, artroses, depressão e muitas outras. Para falar sobre o tema, confira a seguir a entrevista com o médico endocrinologista e metabologista, Hamilton Junqueira Júnior.


SOL DE MINAS - Quando a obesidade deixa de ser uma questão estética e passa a ser uma doença?

SM - Uma criança obesa indica que ela será um adulto obeso?

HAMILTON JUNQUEIRA - Há muito tempo a obesidade deixou de ser apenas um problema estético, principalmente quando se trata de obesidade infanto-juvenil. Estamos vivendo uma epidemia mundial, com crianças e adolescentes sendo cada vez mais afetados. Tenho observado também em meu consultório um número, cada vez maior, de crianças com excesso de peso.

HJ - Não necessariamente, mas infelizmente tudo indica que sim. Pois, entre as principais causas da obesidade, o comportamento e o estilo de vida, situações difíceis de mudar, mas mutáveis. Para isso é importante a conscientização, conhecimento, determinação e vontade de mudar. Entretanto, essas exigências não devem ser cobradas somente das crianças, devem ser esclarecidas, cobradas e executadas pelos pais.

SM - Quais fatores contribuem para o ganho de peso? HJ - Fatores genéticos, metabólicos e hormonais irão influenciar, contudo, esses perdem quando falamos do fator comportamental, do ambiental. Hoje em dia o alimento é muito disponível e de fácil acesso a praticamente todas as pessoas. Porém, este é muito mais saboroso do que nutritivo. E todos nós sabemos que, o que dá sabor ao alimento é o açúcar, a gordura e o sal. Outro agravante é que atualmente as crianças são muito mais sedentárias, principalmente nos grandes centros urbanos. Elas ingerem muito mais calorias e gastam muito menos energia. Também me assusta muito, a cultura ainda vigente de que menino sadio é aquele que come muito e de tudo. Por isso, quase sempre os pais não se preocupam tanto quando o filho come em excesso, muitos até estimulam. Ledo engano. Obesidade é uma doença séria e pode causar tantas outras enfermidades. SM - Quais doenças podem ser provocadas pelo excesso de peso? HJ - O excesso de peso crônico é sem sombras de dúvidas um grande mecanismo de doenças para o indivíduo. Patologias como diabetes mellitus, infarto agudo do miocárdio, derrames, pressão alta, colesterol alto, artroses, depressão e muitas outras são, normalmente, secundárias à obesidade. E o que mais me chama a atenção, é que todos esses males eram quase exclusividade dos adultos gordos, depois dos 45 anos de idade, e com histórico de obesidade há mais de 20 anos. Mas esse perfil vem mudando, estamos começando a fazer alguns desses diagnósticos já em adolescentes. Assim, podemos fazer a seguinte analogia: se um adulto obeso aos 35 anos pode demorar 20 anos para desenvolver diabetes ou pressão alta, então uma criança obesa, aos oito anos, poderá desenvolver as mesmas patologias aos 28. Isso é muito sério.

SM - Qual a diferença de uma criança ou adolescente com sobrepeso de um indivíduo que sofre de obesidade? HJ - Na verdade não há diferenças, pois o sobrepeso também já é um grau da obesidade e deve ser abordado logo, pois todo grande obeso começou com sobrepeso. SM - Como os pais devem agir no sentido de prevenir a obesidade? HJ - Entendimento, interesse, conhecimento e, acima de tudo, não querer mudar somente os hábitos da criança. E sim os hábitos da casa, de todos. Se uma criança está comendo errado, se o alimento não está adequado ou se ela escolhe o que quer comer, com certeza, ela aprendeu isso com alguém, geralmente os pais, em grande parte os primeiros a oferecê-los. No meu consultório, por exemplo, já vi mães dando refrigerantes na chuquinha para os bebês. Já presenciei pais e padrinhos dando chocolate para meninos de um ano de idade. Ou crianças de muito pouca idade comendo sanduíches, pizzas e tantas outras guloseimas. Pode parecer normal, mas é errado. Isso causa uma perversão do paladar e uma futura seleção dos alimentos, dispensando aqueles realmente nutritivos e preferindo apenas os calóricos. SM - Uma vez constatada a obesidade, quais as medidas devem ser adotadas pelos pais? HJ - O ideal é que os pais, avós, e cuidadores em geral, tivessem mais conhecimento sobre tudo isso e, desde cedo, selecionassem os alimentos. Principalmente a quantidade, pois não são somente as guloseimas que engordam. Tudo engorda, depende apenas da quantidade. Os pais têm que ser os gerentes da alimentação de seus filhos, corrigindo certos hábitos e estimulando outros, evitando os excessos. Uma alimentação saudável é benéfica para todos, então devemos assumir também isso. E não apenas alterar os hábitos das nossas crianças, e sim de toda a casa.

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MEIO AMBIENTE

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AQUECIMENTO GLOBAL

‘‘UMA FALÁCIA’’ Por Helena Dias

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ARQUIVO PESSOAL

le tem sido duramente criticado por defender posições contrárias ao que se tem pregado até hoje acerca do aquecimento global. Para o professor do Instituto de Ciências Atmosféricas e da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), PhD em Meteorologia, pós-doutor em Hidrologia de Florestas, Luiz Carlos Molion, o fenômeno não é resultante das emissões de carbono (CO2) produzidas pelo homem; e, ao contrário do que afirma a maioria dos pesquisadores e meteorologistas, a terra não está aquecendo. E sim, passando por um processo de resfriamento. O que, segundo ele, será sentido por meio de invernos

Luis Carlos Molion: “Portanto, não existiu ou existe uma “crise climática” e, sim, uma possível crise energética para os países desenvolvidos que não dispõem de recursos energéticos e naturais’’

mais rigorosos, má distribuição de chuvas e redução do número de dias chuvosos. Molion defende, ainda, que a manutenção dessa teoria atende a interesses econômicos e que não existiu ou existe uma “crise climática” e, sim, uma possível crise energética para os países desenvolvidos que não dispõem de recursos energéticos e naturais. O professor lamenta também a posição do governo brasileiro em relação ao que considera uma falácia, e que sofre retaliações por estar na contramão do que o mundo, ambientalistas e o meio acadêmico têm dito sobre o assunto. Confira, abaixo, entrevista exclusiva à SOL DE MINAS.

SOL DE MINAS - O senhor, assim como outros estudiosos, defende que o aquecimento global é uma falácia. Há evidências científicas que comprovem essa teoria? LUIS CARLOS MOLION - Existe um ciclo climático de cerca de 50,60 anos, em que ocorre 25,30 anos de aquecimento, seguidos de 25,30 anos de resfriamento. Entre 1925 e 1946, ocorreu um aquecimento, seguido de um resfriamento entre 1946 e 1976. Em 1976 começou um novo aquecimento, terminando em 1998. Não há dúvida que houve um aquecimento global. O que contesto é a afirmação que ele foi resultante das emissões de carbono (CO2 e metano) produzidas pelo homem. Nos últimos 13 anos, a concentração de CO2 aumentou 8%, mas a temperatura tem se mantido estável ou até decrescido ligeiramente quando se analisam dados obtidos por sensores a bordo de satélites, que cobrem continentes e oceanos. A partir de 1999, o clima mergulhou em mais um ligeiro resfriamento global, de cerca de 0,3°C, e que deverá persistir até 2030/32. Esse resfriamento será sentido por meio de invernos mais rigorosos, má distribuição de chuvas e redução do número de dias chuvosos.

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SM - A quem interessa e por que os motivos em se manter essa teoria? LCM - O problema inicial parece ter sido a hipótese de que o petróleo estava acabando. Em 1973, o preço do produto deu um salto de US$ 4 para US$ 10 a US$ 12 o barril. Nessa época, os “especialistas” diziam já sido consumidos 60% do petróleo existente e que o restante não chegaria até o ano 2000. O ciclo climático de 50,60 anos já era conhecido pelos cientistas e sabia-se que, em algum momento durante a década de 1970, o clima iria se aquecer novamente. Os governos de países desenvolvidos decidiram não “dividir” o petróleo restante com os países subdesenvolvidos e lançaram essa hipótese absurda do aquecimento antropogênico quando o clima global começou a se aquecer a partir de 1976. Portanto, não existiu ou existe uma “crise climática” e, sim, uma possível crise energética para os países desenvolvidos que não dispõem de recursos energéticos e naturais.

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a floresta retira da atmosfera oito a dez vezes mais carbono que o emitido pelo desmatamento e queima”

SM - O senhor já disse que, se a teoria do aquecimento global for desmentida, isso implicaria em corte de verbas para pesquisas, o que na sua avaliação tem corrompido “pesquisadores”. Qual o sentido, então, desses estudos? LCM - A rigor, com raras exceções, a maioria dos resultados dessas pesquisas, se é que se pode assim chamá-las, não tem auxiliado o desenvolvimento da ciência do clima. Pois, tais resultados têm que demonstrar, invariavelmente, que o mundo está se aquecendo, do contrário o pesquisador perde suas verbas. E isso significa desperdício dos parcos recursos existentes, dinheiro jogado fora literalmente. A maior parte desses resultados é composta de simulações feitas com modelos matemáticos do clima global (MCG), que não representam, de forma correta, os processos físicos que controlam o clima global. Ainda não se consegue prever o clima, digamos, com três a seis meses de antecedência, o que seria adequado apenas para o cultivo de uma safra agrícola. Os MCG não previram, por exemplo, as secas no Nordeste e Sul do Brasil neste ano. Imaginem, então, a credibilidade que tem uma previsão feita para 100 anos. Ou seja, as projeções feitas com MCG são meros exercícios acadêmicos e não se prestam para o planejamento do desenvolvimento social e econômico.

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SM - Sempre ouvimos dizer que o desmatamento, em especial na Amazônia, também contribui para o aquecimento global. Mito ou verdade? LCM - Não contribui. Primeiro, porque ao ser emitido pela queima de florestas tropicais, o CO2 não tem efeito algum sobre o clima global, pois esse gás não o controla. Segundo, porque os números divulgados no relatório de emissões de gases de efeito estufa pela mudança do uso da terra (MCT, 2009) estão superestimados, um total de 0,35 bilhões de toneladas de carbono por ano (GtC/a), o que correspondem a 5% das emissões globais. Esse relatório utilizou uma densidade de biomassa de 430 toneladas por hectare (t/h), que é muito superior à maior densidade de biomassa (330t/h) estimada para a Hileia. A região que está sendo desmatada é de floresta de transição, com baixa densidade de biomassa, cerca de 100 a 150 t/h. A maior parte do carbono encontra-se nas grandes árvores, que não são queimadas. São retiradas e sua madeira comercializada. Portanto, os números publicados são exagerados. Um número mais próximo da realidade seria 0,12 GtC/a, um terço do publicado. Por outro lado, a floresta atua como um filtro, sequestrando cerca de 1,0 GtC/a via fotossíntese. Ou seja, a floresta retira da atmosfera oito a dez vezes mais carbono que o emitido pelo desmatamento e queima. Não quero dizer, com isso, que seja favorável ao desmatamento. Além da perda da fantástica biodiversidade da Região, o desmatamento expõe os solos às intempéries tropicais e são erodidos, assoreando os rios, mudando a qualidade da água e da vida aquática. SM - Já foi procurado por governos ou até mesmo por instituições que compartilham da sua posição? LCM – Não. Eu comecei a questionar o AGA desde que o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) preparou o primeiro relatório, em 1989. E tenho tido a satisfação de ver que o número de pessoas que questionam o AGA, em particular os estudantes universitários, tem aumentado significativamente. Nós, os chamados céticos, é que temos procurado nossas autoridades. Em maio passado, enviamos carta aberta à presidenta Dilma Rousseff, alertando-a com relação às falácias do AGA. O ministro do Ministério da Ciência e Tecnologia, Marco Raupp, também foi alertado e conhece minha posição. SM - Afinal, as geleiras estão ou não derretendo? LCM - Algumas geleiras sobre os continentes estão diminuindo, outras estão aumentando em extensão. Geleiras dependem muito das características do clima local, do vento, transporte de umidade e precipitação. Na Antártica, dados de satélite mostram que o gelo está aumentando. No Ártico, a cobertura de gelo flutuante


BLOG.ESTADAO.COM.BR

“Algumas geleiras sobre os continentes estão diminuindo, outras estão aumentando em extensão’’

depende do transporte de calor pelas correntes marinhas. No gelo flutuante, 90% de seu volume estão submersos e 10% constituem a parte aérea. Desde 1995, as correntes marinhas têm transportado mais calor para o Atlântico Norte. A água mais quente entra por debaixo do gelo flutuante, derrete parcialmente a parte submersa que passa a não ter condições de manter o peso da parte aérea. Esta desmorona, colapsa, e não derrete. Esse desmoronamento pode ser visto facilmente nos filmes postos na internet. O gelo do Ártico já derreteu no passado recente, entre 1930/40 e, de acordo com resultados de pesquisa, apresenta um ciclo de 74 anos, associado ao Ciclo Nodal Lunar de 18,6 anos. Portanto, o degelo do Ártico, ocorrido entre 1995 e 2007, foi natural e dados de satélite mostraram que a cobertura de gelo praticamente já tinha se restabelecido em abril deste ano. Em adição, convém lembrar que gelo flutuante não aumenta o nível do mar, pois ele já desloca o volume que vai ocupar quando derreter.

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Isso é muito preocupante, pois esses formuladores de políticas públicas podem impor leis, como mais um imposto ou taxa sobre emissões de carbono...”

SM - Qual a posição do Brasil sobre o tema? LCM - Lamentavelmente, nossos governantes, burocratas e alguns dos cientistas de destaque no governo seguem as imposições externas e são defensores do AGA. Isso é muito preocupante, pois esses formuladores de políticas públicas podem impor leis, como mais um imposto ou taxa sobre emissões de carbono, que venham a encarecer ainda mais o custo de vida do cidadão já curvado pela violenta carga tributária que lhe é imposta. Felizmente, na Rio+20, que foi comandada por um brasileiro, surpreendentemente muito pouco se falou sobre mudanças climáticas e redução de emissões de CO2. SM - O senhor está na contramão do que o mundo, ambientalistas e o meio acadêmico têm pregado acerca do aquecimento global. Sofre retaliações por isso? LCM – Sim. Sofro retaliações, particularmente no que se refere à publicação de artigos sobre os temas mudanças climáticas e destruição da camada de ozônio. Já foram feitos ataques pessoais e difamações por meio da mídia. Mas, não podem atingir minha integridade profissional, pois sou professor universitário concursado, não tenho “patrão”, tenho liberdade para falar o que sinto estar correto, e minha formação acadêmica e meu currículo são inquestionáveis. Se me derem mais recursos, vou produzir mais. Se não, trabalho com o que tiver disponível.

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HISTÓRIA

170 ANOS DA

REVOLUÇÃO LIBERAL

internet

Por Marcos Henrique Caldeira Brant

Muro de Pedras: obelisco em homenagem aos bravos

H

istoricamente, Minas Gerais sempre esteve na vanguarda dos acontecimentos políticos e sociais do Brasil. Os mineiros têm um passado de tradições, lutas e culto à liberdade. No período imperial (1822 a 1889), no ano de 1842, irrompeu um movimento armado denominado revolução liberal, que envolveu simultaneamente as duas mais importantes províncias do império: São Paulo e Minas Gerais como resultado das exaltações políticas e divergências dos

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dois únicos partidos políticos existentes: conservador e liberal. A causa principal foi a defesa dos princípios da constituição de 1824 que estariam sendo violados pelos conservadores, que, naquela época dirigiam o império governado pelo imperador ainda menino ( 15 anos) Dom Pedro II. O movimento liberal pode ser considerado o acontecimento político histórico de maior relevo no estado


durante o período imperial. Na época, a província mineira era constituída de 42 municípios e 15 destes, por meio de suas câmaras legislativas representando o povo, declaram-se revolucionários, e pegaram em armas na defesa dos seus ideais. Portanto, houve uma forte consistência e expansão por todo extenso e populoso território mineiro. Sucedeu um grande envolvimento das elites dominantes, e considerável mobilização da população. A revolução foi deflagrada em 10 de junho em Barbacena - o grito de Barbacena - e terminou em 20 de agosto no então arraial Santa Luzia do Sabará, com a vitória apertada do governo imperial. Foram 73 dias de confrontos, combates e batalhas. Pacificadas as províncias do dois estados, os prejuízos econômicos, sociais e morais foram muitos. Mortos, feridos, destruições de arraiais, vilas e cidades. Produção e comércio afetados. Ressentimentos, inimizades e perseguições políticas até o advento da anistia em 1844.

Casa de Cultura: personagens que se enfrentaram durante o movimento

A revolução mantém marcas vivas na cidade. Evidências físicas na Casa de Cultura (quartel revolucionário e depois QG de Caxias), com janelas crivadas de projeteis de armas de fogo e onde também funciona um memorial com considerável acervo temático ressaltando a galeria de iconografias de personalidades. A Matriz com o arcaz da sacristia. O sítio histórico Muro de Pedras, o recanto dos bravos Alto do Tamanduá onde está assentado, desde o ano de 1942, um obelisco em homenagem aos bravos que, de lados opostos lutaram por seus ideais. 20 de agosto foi eleita data cívica em Minas Gerais, afinal, o valor histórico da revolução, a firmeza de ideias e o forte sentimento democrático merecem ser exaltados. Todos os anos, tradicionalmente, a prefeitura em parceria com o Exército Brasileiro promovem cerimônia cívica militar exaltando e cultuando a nossa história, e homenageando pessoas, que por seus méritos prestaram relevantes serviços ao município.

LUIZ FERNANDO/PERFIL FOTOGRAFIA

Santa Luzia e seu povo, orgulhosos sempre comemoram a revolução como marco histórico do município. Isto por ter sido palco da memorável batalha final ocorrida no dia 20 de agosto, onde duas grandes personalidades de nossa historia se enfrentaram: Teófilo Otoni e o então Barão de Caxias. A refrega dividida em seis combates, em várias frentes, se deu das 8h30 às 20h, envolvendo cerca de 5460 homens. Tendo o exército imperial pacificador com efetivo de 2460 homens e as forças revolucionárias com 3 mil homens. Este venceu com muita dificuldade. Foi uma vitória sem glória.

Casa de Cultura: uma das janelas crivadas por tiros

Casa de Cultura: munição utilizada durante a Revolução

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MATÉRIA DE CAPA

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PAULA FERNANDES Por Helenna Dias

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amor e o talento pela música começaram ainda na infância, pra ser mais exato quando tinha apenas oito anos de idade. Dona de uma voz singular, aliado a um repertório que não apenas a destaca como também acentua o jeito de ser e de cantar, faz de Paula Fernandes uma das artistas mais queridas e requisitadas, tendo as suas canções entre as mais tocadas nas rádios do país. Para se ter uma ideia, o CD E DVD “Paula Fernandes ao Vivo”, atingiu a marca histórica de 1,7 milhões de cópias vendidas. Ou seja, os números por si só endossam o trabalho da cantora. Mas, para quem pensa que tudo são flores na vida dessa mineira de Sete Lagoas, é bom relembrar que a fama é resultado de muito trabalho. Afinal, são quase 20 anos de carreira, uma trajetória marcada por períodos de grandes dificuldades e de muitas “portas fechadas”. Até chegou a abrir mão do sonho, aos 18 anos enveredou-se por outro caminho quando então optou por cursar Geografia. A pausa foi por pouco tempo, por dois anos. Retomou a carreira, e hoje em “Meus Encantos” a cantora mostra mais uma vez que o sucesso n��o veio por acaso. Em seu mais recente CD - o sétimo -, todas as músicas são inéditas. Algumas composições foram escritas recentemente, outras guardadas de dois a cinco anos, apenas esperando o tempo certo para aparecer. E sem fugir do que acredita e do universo que a inspira. E assim segue firme no seu intento, o de cantar o amor e de emocionar as pessoas – marcas indeléveis de suas canções. Em entrevista exclusiva concedida à SOL DE MINAS, Paula Fernandes fala, entre outros temas, do processo de criação e do lado bom e ruim da fama.

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SOL DE MINAS - Poder falar e levar o amor para as pessoas é um privilégio para poucos. Como se sente fazendo isso por meio da sua música? Paula Fernandes – É maravilhoso! Quero continuar levando, através de minhas canções, muita energia positiva para o coração das pessoas. SM - Como escolhe o repertório de cada trabalho? PF - É um processo bem longo, tenho várias canções ainda inéditas de minha autoria e também uma infinidade de canções que recebo de outros autores. SM - Já tentou outra carreira que não a de cantora? PF - Não consigo me imaginar sem a música. SM - Há quem a considere uma cantora do gênero sertanejo, outros do country, MPB, e há ainda aqueles que a definem como uma cantora que canta o amor. E você, como se define? Incomoda-lhe os rótulos? PF - Nunca gostei de rotular, digo que sou uma representante da música popular brasileira. SM - Sua trajetória é semelhante à de muitos artistas que também enfrentaram muitas dificuldades para ter uma carreira reconhecida. Acredita que o sucesso veio na hora certa? PF - Sim, acredito que tudo na vida tem a hora e o momento certo para acontecer.

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SM - Houve momentos em que pensou em desistir? PF - Sim, aos 18 anos depois de muitas portas fechadas, parei de cantar por dois anos. SM - Olhando para trás, imaginou que estaria onde está hoje e com uma aceitação tão grande de crítica e de público? PF - Sucesso sempre foi meu objetivo. Agradeço a Deus e a todas as pessoas que sempre me apoiaram. SM - O sucesso tem o lado bom e o lado ruim, esse último, falo dos comentários nem sempre agradáveis de sua vida pessoal. Já aprendeu a lidar com as “coisas” ruins da fama? PF - Encaro tudo de uma maneira bem natural, críticas fazem parte da vida de qualquer pessoa que seja famosa. SM - Seja na vida pessoal ou profissional, o que ainda quer conquistar? PF - Estou no lucro há muito tempo, tudo que vier daqui pra frente será muito bem vivido e comemorado. SM - Pode mandar uma mensagem para os seus fãs de Santa Luzia? PF - Pra toda galera de Santa Luzia e região, segue aqui um grande beijo!


ECONOMIA

REDUÇÃO DE JUROS E SEUS EFEITOS COLATERAIS Por Emilson Corrêa

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s recentes reduções da taxa Selic, promovidas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, buscam conter a alta da inflação e estimular a atividade econômica no país. Situados em 10,5% no início do ano, os juros básicos agora se encontram em 8%, o menor patamar da história do Copom, criado em 1996. A projeção do governo é de que em agosto os juros cheguem a 7,5% e se mantenham neste nível até o fim de 2012. É bem verdade que a economia brasileira encontra-se em ritmo lento, e o governo vem tentando promover melhoras, seja por meio da redução de IPI para eletrodomésticos da “linha branca” e do setor de móveis ou do corte dos juros. No entanto, além de paliativas, essas medidas não têm obtido os resultados esperados, tanto pelo governo quanto pelos analistas de mercado. Com maior oferta de crédito e juros menores, os consumidores trataram de ir às compras e contrair novos empréstimos. As exigências para financiamentos de automóveis também diminuíram nos últimos meses e fez com que as vendas do setor apresentassem uma leve alta em relação ao início de 2011. Contudo, alguns efeitos negativos já são notados. As vendas do setor de varejo não apresentaram qualquer melhoria desde o início do ano, exceto em datas comemorativas como dia das mães e dos namorados. Apesar da expansão da oferta de crédito, o brasileiro ainda continua arcando com uma alta carga tributária e a redução dos

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juros bancários – impulsionada pelos frequentes cortes da taxa Selic – fez com a inadimplência aumentasse de forma significativa em todo o Brasil, em diversos setores. Outro aspecto que vem contribuindo para o desaquecimento do comércio varejista é o aumento do endividamento médio das famílias que, somente de maio para junho deste ano, passou de 55,9% para 57,3%, de acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Este cenário indica que, na realidade, as intervenções do governo voltadas para o incremento da economia não têm surtido os efeitos desejados. E mais: os inesperados efeitos colaterais têm pressionado os comerciantes – principalmente os de pequeno e médio porte – e feito com que, endividados, os consumidores passem a evitar compras a prazo, uma vez que as aquisições à vista já não são mais uma forte opção para boa parte dos brasileiros. A pergunta, então, é: o governo está realmente disposto a promover o aquecimento econômico e estimular o consumo ou apenas preocupado em manter a projeção de inflação em índices aceitáveis?

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DIREITO TRIBUTÁRIO

LANÇAMENTO DO

CRÉDITO TRIBUTÁRIO Por José Henrique Righi Rodrigues

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egundo Luciano Amaro, considera-se lançamento tributário o procedimento administrativo, vinculado e privativo de subsunção do fato à lei realizado pela autoridade fazendária competente em conjunto ou separadamente com o sujeito passivo da relação jurídico-tributária. O conceito legal de lançamento e os elementos que o integram estão estampados no artigo 142 do Código Tributário Nacional, doravante CTN. Regra geral, tendo ocorrendo o fato gerador previsto em lei, o fisco deve, com fulcro no princípio documental, materializar aquela ocorrência, constituindo o crédito tributário, discriminado os elementos, objetivos e subjetivos, da obrigação tributária. Após a constituição do crédito tributário, o sujeito passivo será notificado para, querendo, impugnar. Assim, o CTN dispõe sobre as modalidades de lançamento, em face de duas grandes variáveis: momento em que se realiza o pagamento antecipado/recolhimento e a ocasião em que se revela a manifestação da autoridade tributária. Considerando a combinação das duas situações, temos as seguintes espécies de lançamento por: ofício ou direto – considera-se o procedimento administrativo tendente a apurar o crédito tributário em que o pagamento antecipado/recolhimento do tributo é realizado após a manifestação da autoridade fazendária; declaração ou misto – considera-se o procedimento administrativo tendente a apurar o crédito tributário em que o pagamento antecipado/ recolhimento do tributo é realizado antes, durante ou depois da manifestação da autoridade fazendária; homologação ou ‘‘autolançamento” – considera-se o procedimento administrativo tendente a apurar o crédito tributário em que o pagamento antecipado do tributo é realizado antes da manifestação da autoridade tributária, sendo expressa ou tácita, conforme o caso. O primeiro, lançamento por ofício ou direto, artigo 149 do CTN, consiste na atuação unilateral da autoridade fiscal, inexistindo participação do sujeito passivo quando da constituição do crédito tributário. É o lançamento por excelência. A autoridade fazendária verifica a ocorrência do fato gerador, determina a base de cálculo, identifica o sujeito passivo e, se for o caso, imputa a penalidade prevista em lei. São tributos lançados por ofício, o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), inciso I do artigo 156 da CR/88, o Imposto sobre a

propriedade Territorial Rural (ITR), inciso VI do artigo 153 da CR/88, e o Imposto sobre a propriedade de Veículos Automotores (IPVA), inciso III do artigo 155 da CR/88. O segundo, lançamento misto ou por declaração, artigo 147 do CTN, consiste na atuação conjunta do sujeito passivo e da autoridade fiscal onde aquele prestará as informações concernentes à ocorrência do fato gerador, permitindo com que a autoridade fiscal proceda ao lançamento, calculando o tributo não pago. São tributos lançados por declaração, o Imposto de Importação de produtos estrangeiros (II), o Imposto de Exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados (IE), ambos nos termos dos incisos I e II do artigo 153 da CR/88, respectivamente.

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(... ) Na verdade, a homologação revela-se no resultado do procedimento de verificação fiscal quanto ao correto cumprimento da obrigação ou no decurso de tempo’’

Por fim, o terceiro e último tipo de lançamento denomina-se lançamento por homologação ou “autolançamento”, artigo 150 do CTN. Este se materializa no instante em que o sujeito passivo ou o terceiro responsável pelo pagamento antecipado do crédito tributário calcula e paga, sob condição resolutória, antecipadamente, o montante devido antes de qualquer manifestação ou verificação da autoridade fiscal, §4º do artigo 150 do CTN. O objeto da homologação propriamente dita não é o pagamento. Na verdade, a homologação revela-se no resultado do procedimento de verificação fiscal quanto ao correto cumprimento da obrigação ou no decurso de tempo. Ao primeiro dá-se o nome de homologação expressa, enquanto que ao segundo, homologação tácita. São tributos lançados por homologação ou “autolançamento”, o Imposto sobre Operações de Circulação de Mercadorias e sobre a Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), inciso II do artigo 155 da CR/88, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), inciso IV do artigo 153 da CR/88 e Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), inciso III do artigo 156 da CR/88.

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oFiCina da iMageM/dirLaine MaYre

EVENTO

RECORDE

DE PÚBLICO Focado no aperfeiçoamento dos profissionais do comércio, evento estadual do comércio lojista reuniu mais de 900 participantes

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m espaço de interação, troca, compartilhamento e, sobretudo, aprendizado. Este foi o cenário da 21ª Convenção Estadual do Comércio Lojista e do 9º Encontro de Profissionais das Câmaras de Diretores Lojistas de Minas Gerais (CDLs-MG), realizados entre os dias 24 e 27 de maio no Hotel Tauá Caeté, em Minas Gerais. Promovido pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), o evento proporcionou aos mais de 900 participantes, uma programação técnica diversificada e inovadora. Em seu pronunciamento, José César da Costa, presidente da FCDL-MG, deu boas vindas a todos

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os presentes e destacou a importância do evento para as CDLs mineiras: “O número expressivo de participantes demonstra, mais uma vez, a força do movimento lojista mineiro, que se potencializa a cada edição com o apoio de todos os inscritos”, afirmou. Na avaliação do presidente, o tema deste ano, “CDL mais que uma entidade, um grande negócio”, não poderia ser mais relevante. “A proposta é oferecer a todos uma contribuição efetiva na evolução e estratégia de cada CDL. Entendemos o quanto é importante falarmos e atuarmos ativamente para o crescimento de nossas federadas, base de todo movimento lojista”, destacou.


ATRAÇÕES Para descontrair, mas sem deixar de falar de coisa séria, o mágico Renner deu seu show de ilusionismo e motivação. Com o tema “Foco e disciplina – a chave do sucesso”, o palestrante cumpriu sua proposta de levar humor, alto astral e interatividade aos presentes, mas, sobretudo, suas reflexões sobre o poder do pensamento e a forma como as pessoas lidam com as dificuldades. “Qual é o tamanho da sua adversidade?”, indagou. Outra atração foi o contador de histórias Roberto Carlos, que palestrou sobre a ‘pedagogia do amor’, divertindo, emocionando e, principalmente, propondo aos participantes uma reflexão sobre a forma como as pessoas conduzem a vida e o poder das escolhas. Dedé Santana, por sua vez, encantou o público com sua apresentação. Levando para o palco toda sua veia artística, este ‘eterno trapalhão’ deu um show de humor e histórias de sua trajetória, um exemplo de vitória e superação. Encerrando o evento em grande estilo, os participantes conheceram a Miss Comerciária 2012. Em sua terceira edição, o concurso tem por objetivo reconhecer e valorizar a presença feminina no varejo mineiro. 12 candidatas concorreram ao título e a vencedora foi Cristiane Silva, que representou a CDL Conselheiro Lafaiete. O presidente da FCDL-MG, José César da Costa, dá as boas vindas aos participantes

PROGRAMAÇÃO Focado no aperfeiçoamento profissional, o encontro teve, entre os assuntos abordados, a independência financeira das CDLs mineiras; a presença do consultor e gestor empresarial, Waldez Ludwig, que proferiu a palestra “Desenvolvendo o capital intelectual”; workshop “Um show de vendas”, ministrado por César Frasão; e o tema Certificação Digital foi tratado pelo superintendente do SPC Brasil, Nival Martins, e pelo gerente de vendas do Serasa, Gerson Nunes de Lima. Também presente ao evento, o gerente de divisão do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Guilherme Santos, falou sobre a nova parceria da instituição com a FCDL-MG. Já no workshop Mulher Empreendedora, líderes e colaboradoras do movimento lojista mineiro aprenderam a lidar com o stress, na palestra do renomado médico psiquiatra e neurocientista, Eduardo Aquino. O público feminino também conferiu um pocket show com Fernando Ângelo, o maior cantor-imitador do Brasil.

Cristiane Silva, da CDL de Lafaiete, é a vencedora do Miss Comerciária 2012

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Sob nova direção, a Padaria Trigão se une à Padaria São Vicente e garante serviços e produtos de primeira linha.


SANTA LUZIA EM FOCO

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Luiz Fernando/PerFiL FotograFia

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naugurado há menos de dois meses, o Armazém Choperia já é o ponto de encontro mais badalado da cidade. Instalado em um charmoso prédio tombado pelo patrimônio histórico, parte da decoração retrata pontos históricos e turísticos da Santa Luzia antiga. Destaque também para a iluminação, o que proporciona um ambiente mais descontraído e ao mesmo tempo aconchegante. Sem falar no cardápio variado e do chopp geladíssimo, além de um lugar de gente bonita. O bar é dirigido pelo jovem casal Márcio Teixeira e Cássia Teixeira. Para conferir, basta ir até à Praça Presidente Getúlio Vargas, nº 70 Ponte – Santa Luzia. Tel.: (31) 3649-8039.


SANTA LUZIA EM FOCO

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Luiz Fernando/PerFiL FotograFia

ma big festa marcou os 15 anos da linda jovem Larissa Gimenes, filha do casal Antônio Carlos Gimenes e Gláucia Gimenes. A começar pelos figurinos, no total de três, da estilista Ana Luiza Penna (Magia Mineira Atelier), e o belíssimo trabalho de cabelo e maquiagem de Júlio César e Meire Dodthling (Júlio César Hair Designer). No espaço Buffet Daniel Festas, os cerca de 250 convidados dançaram ao som do DJ Adelson.

A aniversariante Larissa Gimenes

Larissa dança valsa com o pai Antônio Carlos

Ana Paula, Maria Eduarda, Isadora, Gabriela e Karen

Larissa com a tia Anna Luiza

Camila, Larissa e Andressa

Larissa e a irmã Lara Luiza com os pais Antônio Carlos e Gláucia

Larissa e o primo Sebastian Cuattrin

Larissa com a avó Suzana

As primas Ariana, Maria Júlia, Isabela, Luiza e Natália

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SANTA LUZIA EM FOCO

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Luiz Fernando/PerFiL FotograFia

primeira edição do São João de Minas – maior evento de forró do estado - foi um sucesso! O evento aconteceu no último mês de junho na Fazenda Boa Esperança, em Santa Luzia, e reuniu 35 mil pessoas em dois dias de muita festa. Para garantir a animação do público, shows com Luan Santana, Elba Ramalho, Eduardo Costa, Michel Teló, Calypso, Aviões do Forró, Garota Safada e a dupla Clayton e Romário. Realizado por João Wellington Promoções e Luan Promoções, o festival foi promovido pela Globo Minas.

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SANTA LUZIA EM FOCO

Luiz Fernando/PerFiL FotograFia

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cidade de Santa Luzia acaba de receber mais uma agência do Banco do Brasil. Localizada à avenida Brasília, nº 1.336, no bairro São Benedito, a abertura da segunda unidade bancária visa maior conforto para a comunidade local.

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CURTAS

renata CaLdeira

NOVO FÓRUM DE SANTA LUZIA

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anta Luzia conta, agora, com um novo espaço dedicado ao fórum do município. Inaugurado há um mês, o novo prédio do Fórum Desembargador Pedro Viana ocupa uma área de 9.677 m², com capacidade para abrigar 12 varas judiciais e previsão de ampliação de outras 12. Na ocasião, a diretora do Foro da Comarca de Santa Luzia, a juíza de Direito Márcia Heloísa Silveira, ressaltou que o novo espaço oferecerá melhores condições de trabalho aos servidores e aos operadores de direito que ali atuam. Além de beneficiar a população de Santa Luzia e do distrito de São Benedito. O Fórum está localizado à avenida Célia de Barros Orzil, nº 300 – Novo Centro – Santa Luzia.

Foto ao lado: O ex-presidente do TJMG, o desembargador Sérgio Resende, o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Cláudio Costa, à época; e a diretora do Foro da Comarca de Santa Luzia, a juíza de Direito Márcia Heloísa Silveira

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omou posse, no último dia 29 de junho, o novo presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o desembargador Joaquim Herculano Rodrigues. Natural de Abre Campo, na Zona da Mata mineira, iniciou sua trajetória como advogado na cidade natal e nas comarcas vizinhas. Eleito para o biênio 2012/2014, em seu discurso o presidente disse: “Juntos poderemos iniciar uma nova era de realizações, ancorados nos alicerces dos que nos antecederam, com atenção aos clamores sociais e aos mais altos ideais de justiça e paz social. Esqueçam as visões pessimistas, o viés dado por aqueles que não creem. Estou aqui para falar de esperança, que, segundo Aristóteles, ‘é o sonho do homem acordado’.”

renata CaLdeira

EMPOSSADO O NOVO PRESIDENTE DO TJMG

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Dinis Pinheiro; o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia; o presidente do TJMG, o desembargador Joaquim Herculano Rodrigues; o vice-governador, Alberto Pinto Coelho; e o ministro do STJ e corregedor-geral da Justiça Federal, João Otávio de Noronha

60 ANOS DE FUNDAÇÃO DO CORO ANGÉLICO

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Coro Angélico do Santuário de Santa Luzia completa, neste dia 15 de agosto, 60 anos de existência. Criado no ano de 1952, a ideia partiu do então padre Cristiano de Araújo Pena que, juntamente com Maria do Carmo Oliveira, Piedade Vieira, Maria Marta Machado Maia, Maria José dos Santos, Leda Vieira e Maria do Rosário Vieira, fundou o grupo. Considerado o mais antigo coral em atuação na cidade, atualmente é regido pelo maestro João Carlos Rosolini. Ao longo dos anos, atuaram como maestros o professor Moacir, Helena Silveira, Plínio de Pinho, Pedro Paulo de Oliveira, Sebastião de Pinho, Francisco Julião da Silva, Antônio Tibúrcio Henriques, José Aureliano Duarte e Carlos Nazareno da Silva. A revista SOL DE MINAS parabeniza o Coro Angélico pelo aniversário de 60 anos.

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A FORÇA DO MOVIMENTO LOJISTA LUZIENSE

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Revista Sol de minas. 2ª Edição