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MINHA CIDADE [ teXto VereNa paraNhos imagem sol aNge rossiNi ]

bom Tatau, 44, nasceu no Tororó, se criou nos Engenhos Velhos da cidade (da Federação e de Brotas) e se consagrou enquanto cantor do Campo Grande a Ondina, nos circuitos do Carnaval. Após quatro anos em carreira solo, o soteropolitano voltou ao Ara Ketu no segundo semestre de 2012 e fez o público da banda delirar na folia de 2013. “Tudo conspirou de uma forma muito positiva.

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LET'S GO BAHIA

Recebi um carinho triplicado. Eu voltei mais maduro. Tinha que me aprimorar, porque o Ara Ketu sempre deu certo”, defende. “O carinho que eu recebi este ano foi indescritível. Não sabia a hora de parar de chorar”, assim descreve a emoção que vivenciou. Antes de entrar para o Ara, em 1989, Tatau já havia começado a carreira musical aos 14 anos, tocando em um grupo de samba junino do Engenho Velho


O cantor e compositor, que voltou a liderar a banda Ara Ketu em 2012 e em 2013 fez um Carnaval memorável, fala dos bairros onde morou em Salvador

Tatau é

demais da Federação, depois passou pelos blocos Puxada Axé e Muzenza. Hoje, além de cantor do Ara, Tatau também cuida da parte artística da banda e encabeçou, já este ano, o projeto de um bloco sem cordas, o Pipocafro. A sua fama de intérprete supera a de compositor e pouca gente sabe que Tatau também é um letrista dos bons. Além de sucessos do Ara Ketu (Bom Demais, Ó Meu Pai e Toma lá dá cá), muitas canções gravadas por artistas como

Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Claudia Leitte e Chiclete com Banana também foram compostas pelo artista. Protesto Olodum, um dos hinos da banda percussiva, também é uma criação de Tatau. Atualmente, ele tem emprestado o seu romantismo a grupos de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo, como o Sorriso Maroto.

Tatau guarda boas lembranças do Dique, de diversas fases de sua vida. Nos tempos de menino, ajudava o pai a remar os barquinhos herdados do avô, aqueles que transportam os visitantes pelo açude.

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MINHA CIDADE

Artista

ComPleto O dono de uma voz potente tem um jeito bemhumorado de levar a vida. “Levar uma vida carrancuda, não vale nada. Raiva e coração não têm combinação, eu gosto de alegria”, explica. Em uma simples conversa, ele faz graça de qualquer situação; batuca na mesa e improvisa rimas. Assim nasce uma composição. O aquariano vê em si todas as características típicas do seu signo: é simpático, leal, original, aprecia a liberdade e a amizade. Já quando o assunto é orixá, ele faz mistério: “Eu tenho um pouco de todos os orixás. Todos eles me protegem. Esse é um jogo que eu não entrego”, diz. Não foi só por isso que escolhemos o Dique do Tororó para uma sessão de fotos. Ali, o cantor se sente em casa há muito tempo, não apenas por causa da proteção dos orixás de Tati Moreno que adornam as águas escuras do açude. Tatau guarda boas lembranças do Dique, de diversas fases de sua vida. Nos tempos de menino, ajudava o pai a remar os barquinhos herdados do avô, aqueles que transportam os visitantes pelo açude. Na adolescência, não perdia os ensaios dos blocos Apaches do Tororó, Secos e Molhados e Periquito.

A fama, enquanto intérprete supera, a de compositor e pouca gente sabe que Tatau também é um letrista dos bons. “Eu tenho um pouco de todos os orixás. Todos me protegem. Esse é um jogo que eu não entrego”. 16

LET'S GO BAHIA

Mais velho, voltava ao local para passear com os quatro filhos, hoje, com mais de 20 anos. “Nada ficou tão belo quanto o dique e tudo o que tem acontecido em torno dele”, elogia, mas logo lembra que também precisa exaltar o Engenho Velho da Federação e o Engenho Velho de Brotas. “Toda minha formação devo a esses dois lugares. E tenho que dizer isso, senão o pessoal fica com ciúmes”. Ainda no primeiro semestre, o Ara Ketu lança o CD gravado ao vivo na Concha Acústica do TCA, com a participação de Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Saulo Fernandes e Pablo.


Tatau