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V REJO BRASIL

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VAREJO BRASIL - 38ª Edição |DEZ/JAN/FEV 2019 A revista VAREJO BRASIL é uma publicação trimestral do Grupo Multimidia Comunicação Corporativa Ltda., Rua Raul Obladen, 939 – Jardim Itália – São José dos Pinhais, CEP: 83020-500. A revista Varejo Brasil não se responsabiliza pelos conceitos e opiniões emitidos nos artigos assinados. revistavarejobrasil.com.br

Filiada a


24 BRASIL

V REJO

NOSSA CAPA O BOOM DO E-COMMERCE NO BRASIL E NO MUNDO

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CARTA AO SETOR O QUE É QUE HÁ?

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ANÁLISE 2019 JÁ REGISTRA BAIXA NA INADIMPLÊNCIA, APONTA INDICADOR CNDL & SPC BRASIL

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ARTIGO IMPACTOS DO ESOCIAL NA ESTRUTURA DE CARGOS E SALÁRIOS


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NEGÓCIOS & MERCADOS A VISÃO DAS EMPRESAS QUE GERAM INOVAÇÃO NA EXPERIÊNCIA DE CONSUMO

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NACIONAL O QUE A INDÚSTRIA & VAREJO ESPERAM DO 5.º MAIOR MERCADO DE MÓVEIS DO MUNDO EM 2019

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TECNOLOGIA// MÓVEIS & ELETRO COZINHA TOTALMENTE ROBOTIZADA, CARDÁPIO TOTALMENTE INTERATIVO? SUA ALIMENTAÇÃO VAI MUDAR

NEGÓCIOS & MERCADOS

42,9% DA POPULAÇÃO BRASILERA TEM MOTIVAÇÃO PARA COMEÇAR A USAR MAIS BICICLETAS. OPORTUNIDADE PARA O VAREJO

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FEIRAS & EVENTOS FEIMÓBILI 2019 MOVIMENTA OS NEGÓCIOS ENTRE MOVELEIROS E LOJISTAS

44

PLAY O MUNDO DE AMANHÃ

46

AGENDE-SE

WWW.REVISTAVAREJOBRASIL.COM.BR


carta ao setor

O

que é que há?

Os consumidores dispõem agora de uma variedade de preços (e canais de consulta) infindáveis, que tem se mostrado atraente. Os canais de venda direta e as redes sociais, tem sido verdadeiros locais de desabafo e pesquisa. Há pouco tempo atrás, os únicos canais de “consultas rápidas” eram os tabloides impressos, que eram colocados nas calçadas em frente às lojas. Hoje, com poucos clicks, encontramos tudo aquilo que precisamos e um pouco mais. Mas a produção de fotos profissionais, vídeos, imagens 3D, entre outros materiais de apoio, não deixaram os preços dos produtos mais caros como se previa. O que há é apenas um leque de gradações de informações e preços. Sim! Comunicação. Em pontos extremos, os produtos mais em conta para os consumidores já adquirem a fama que “duram um tempo” e não passam de quebra-galhos temporários no lar daqueles que sempre almejam o melhor para viver e dividir com sua família e amigos. Fabricar produtos mais acessíveis, ecológicos, funcionais, bonitos e fáceis de montar não é missão fácil. Exige maturidade da equipe, visão de mercado, e acessibilidade ao cliente. Mas das informações reais. Nada de “achismos”, direcionamentos ou opiniões vazias. O mobiliário com cara de “século passado” continua existindo e sendo vendidos em diversas regiões. O cliente ganha um desconto e resolve temporariamente o seu “problema”. Agora, se gera satisfação, é outra coisa. As “cabeças pensantes” têm tido um enorme trabalho para aproximar-se ainda mais dos clientes, para gerar vínculos duradouros, transformar suas experiências e passar dos leads, do engajamento e gerar vendas. Novas etapas para serem ultrapassadas não?! E é por isso que trouxemos nesta edição, conteúdo especial sobre o comportamento do E-commerce no Brasil e no mundo nestes últimos anos. O momento é de reflexão. Mirar nos objetivos. Preparação e...já! Dar o start na fase que promete ser a melhor para o nosso País. E neste nicho, já estamos à frente em disparado, quando comparados aos demais países da LATAM. Sol Andreassa Publisher

No ambiente econômico nacional, destaque para a retomada do setor moveleiro: em pesquisa exclusiva, o IEMI - Inteligência de Mercado revela dados significativos, entre eles o volume de 36,0 milhões de móveis comercializados pelo varejo somente no mês de outubro de 2018. Confira as estimativas para 2019. Impactos do eSocial na estrutura de cargos e salários, e o reflexo da unificação das informações para as empresas. Na seção Negócios & Mercados, a visão das empresas que geram inovação na experiência de consumo: onde a Magazine Luiza do segmento de varejo & eletro, é a primeira no ranking, tendo alcançado 9.16 pontos na pesquisa. Quer saber mais? Abra a revista, click. Acesse pelas redes sociais. Seja como for, nós estamos aqui. Com você, também em 2019. E se Deus quiser, nos próximos 20, mais 20 e muitos outros anos. No mesmo barco, lutando pelos mesmos objetivos. Os bons negócios! Obrigada por caminhar conosco nestes 20 anos completos de Grupo Multimídia. Se tudo mudou nestas últimas décadas, inclusive a forma de comprar e vender, por que a forma de se comunicar e se informar também não mudaria? Boa leitura! Sol Andreassa

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FEIRA DE MÓVEIS E DECORAÇÕES

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De 20 a 23 de maio | das 10h às 19h

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ANÁLISE

2019 JÁ REGISTRA BAIXA NA INADIMPLÊNCIA, APONTA INDICADOR CNDL & SPC BRASIL Uma boa notícia finalmente. O ano de 2019 começa com sinais de acomodação da inadimplência. Dados apurados pelo CNDL - Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil - Serviço de Proteção ao Crédito, apontam que mesmo com o crescimento do número de consumidores negativados na comparação anual, o avanço foi menor em janeiro de 2019 ante os últimos meses, alcançando 2,42%. Parece que a confiança da população, que é um dos pilares da economia saudável, tem trazido mais saúde para a economia nacional. Registrou-se, que o número de dívidas apresentou recuo de 0,29% no mesmo período, embora o volume de pendências continue crescendo em dois setores específicos: o de bancos, com avanço de 2%, e o de água e luz, com aumento expressivo de 14%. Em contrapartida, comércio e comunicação registraram queda de 7%.

EXTRATO BRASIL Observa-se que o Brasil tem 62,08 milhões de negativados; a região Sudeste é a região com maior crescimento da quantidade de inadimplentes, entre os motivos, o volume populacional desta região, que ultrapassa os 42% do total do País. Entretanto, depois de alcançar níveis recordes, estima-se que o país tenha fechado o mês de janeiro com aproximadamente 62,08 milhões de brasileiros negativados, o que representa 40% da população acima dos 18 anos. No Sudeste, o número de negativados chegou a 26,5 milhões ou 40% da população adulta local. O contingente também é grande no Nordeste, com 16,7 milhões de inadimplentes ou 41% da população adulta. No Sul são 8,3 milhões de consumidores com CFP restrito ou 36% da população — a menor entre as regiões. Já no Centro-Oeste, o volume de negativados é de 5 milhões. No Norte, os negativados somam 5,6 milhões, sendo a maior proporção adulta local, com 46%.

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Imagem Ilustrativa

Número de dívidas cai, mas o País ainda possui 62,08 milhões de CPFs com restrição


PERFIL – QUEM ESTÁ NEGATIVADO

METODOLOGIA

As estatísticas revelam que quanto à estimativa por faixa etária, a maior frequência de negativados continua entre os que têm idade de 30 e 39 anos. Em janeiro, mais da metade da população nesta faixa etária (51%) estava com o nome inscrito em alguma lista de inadimplentes, somando um total de 17,6 milhões. Outro destaque é a proporção significativa de inadimplentes com idade de 25 e 29 anos (44%), da mesma forma que acontece na população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, em que a proporção é de 33%. Já entre os mais jovens, com idade de 18 a 24 anos, a proporção cai para 17%.

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4 p.p., a um intervalo de confiança de 95%. Colaboraram fundamentalmente para este conteúdo Andrea Giardino, Amanda Wall e Vinícius Bruno - SPC Brasil.

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NEGÓCIOS & MERCADOS

Imagem Ilustrativa

A VISÃO DAS EMPRESAS QUE GERAM INOVAÇÃO NA EXPERIÊNCIA DE CONSUMO Magazine Luiza do segmento de varejo & eletro, é a primeira no ranking, tendo alcançado 9.16 pontos na pesquisa

Estar entre as empresas que se destacam no estudo “As empresas mais inovadoras no relacionamento com o cliente”, desenvolvido pela consultoria DOM Strategy Partners, merece celebração. Mais que um retrato da sociedade consumidora nacional, trata-se da capacidade destas empresas em formar alianças reais com seus clientes pelos mais diferentes canais. Contextualizados dentro dos parâmetros de renda, crédito, emprego e confiança nacionais, estas empresas estabeleceram meios diferentes de comunicar-se. Mesmo atendendo públicos diferentes, há pontos em comum: a busca incessante, o desenvolvimento e a ação para transformar o momento da pesquisa de produtos e as compras, em conexões reais com seus clientes. A consistência do estudo está na avaliação total do ciclo de relacionamento das empresas, o que vai desde as percepções e interatividade dos clientes com a marca, e diferenciais de infraestrutura, gestão, tecnologia, canais ou formatos de propostas. Entender os motivos pelos quais os consumidores buscam seus novos bens faz toda diferença, mas além disso, como buscam, e recebem as informações - este é o segredo. O estudo que já alcançou sua 5ª edição, avaliou as empresas varejistas entre os meses de abril e junho de 2018, com pesquisa estendida há mais de três mil consumidores e dados primários, tais como reportagens, matérias, pesquisas, relatórios e estudos nos últimos 12 meses. Confira o ranking das 10 primeiras posições da pesquisa:

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FANTASIA

SEGMENTO DE ATUAÇÃO

Magazine Luiza Varejo - Eletro

NOTA 9,16

Nespresso

Varejo - Redes A limentícias e Fast Food

9,15

Starbucks

Varejo - Redes Alimentícias e Fast Food

9,12

Mercado Livre

Varejo - Varejo Online

9,06

Smart Fit

Varejo - Serviços

9,06

Raia-Drogasil

Varejo - Farmácias e Perfumarias

9,04

Riachuelo

Varejo - Vestuário e Moda

9,02

Ultrafarma

Varejo - Farmácias e Perfumarias

9,02

Chili Beans

Varejo - Óticas, Joias e Adereços

9,01

Osklen

Varejo - Vestuário e Moda

8,99

Dados: Consultoria DOM Strategy Partners

O canal de compra Wine.com.br, Carmen Steffens, Pizza Hut, Vero Latte e Madero também obtiveram posição de destaque na pesquisa. O estudo “As Empresas Mais Inovadoras no Relacionamento com o Cliente”, foi desenvolvido pela consultoria DOM Strategy Partners.


REGIÕES & ESTADOS

A arte de bem receber e proporcionar experiências cinco estrelas no âmbito da hospitalidade e da alimentação fora do lar é o principal conceito que norteia a Hospitality Business Fair, que ocorre de 25 a 27 de setembro no Expo Center Norte, em São Paulo. A feira voltada aos fornecedores da hotelaria e alimentação fora do lar, teve seu lançamento oficia no dia 5 de fevereiro no Expo Center Norte. Estiveram presentes os mais destacados players do mercado, imprensa e os integrantes da diretoria da Associação Brasileira dos Fornecedores para Hotéis, Restaurantes e Similares (ABFHRS), idealizadora da iniciativa. Dividida em áreas como decoração e mobiliário, cama, mesa e banho, gastronomia, amenities, equipamentos leves para copa e cozinha e pesados para cozinha industrial, alimentos e bebidas, decoração, refrigeração, fitness e tecnologia, a Hospitality reunirá cerca de 200 expositores e estima que os negócios transacionados durante, e dez meses após a feira atinja R$ 1 bilhão. Empresas como Harus, Socimol, Saga Systems Brasil, Impercap Saunas e Aquecedores, Hosptel, Mult-Grill Express e Day Home são alguns dos expositores já confirmados. Idealizada pela ABFHRS (Associação Brasileira dos Fornecedores para Hotéis, Restaurantes e Similares) e promovida pela CM2 Promoções, a feira tem em seu DNA os detalhes que transformam as experiências em hotéis, restaurantes e empreendimentos do gênero inesquecíveis. Única feira de associação do segmento, a Hospitality pretende atrair 30 mil visitantes e gerar negócios na casa de R$ 1 bilhão durante o evento e em seus dez meses seguintes, atraindo expositores nacionais e internacionais e ainda visitantes dos mais variados lugares do mundo para a realização de negócios. Com colaboração de Ana Carolina – AD Comunicação

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Imagem Ilustrativa

SÃO PAULO RECEBE NOVA FEIRA VOLTADA A HOSPITALIDADE


SEJA UM FONECEDOR DE OURO DO VAREJO

EDIÇÃO HISTÓRICA MOVELPAR 2019 Um momento único na história do varejo brasileiro. A retomada da economia impulsiona os bons negócios como há tempos não se via. Na edição especial de março da Revista Varejo Brasil, os varejistas terão contato com o que há de mais moderno e expressivo da linha moveleira, para suas lojas. Um caderno especial dos expositores, suas marcas e produtos, perfeitos para uma boa consulta comercial. Você precisa ir além do impacto. Sua marca precisa de atenção. www.revistavarejobrasil.com.br


NACIONAL

O QUE A INDÚSTRIA & VAREJO ESPERAM DO 5.º MAIOR MERCADO DE MÓVEIS DO MUNDO EM 2019 Passados os períodos de recessão e alerta máximo para a economia nacional, as empresas começam a apontar crescimento de receitas e até lucros. Em pesquisa exclusiva para o setor moveleiro, o IEMI - Inteligência de Mercado revela dados significativos, entre eles o volume de 36,0 milhões de móveis comercializados pelo varejo somente no mês de outubro de 2018

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Imagens: Varejo Brasil

Depois da tempestade, o Brasil inicia uma nova trajetória. Segundo dados do IEMI, foram vendidos no varejo somente no mês de novembro 36,0 milhões de móveis, volume de vendas 19,7% maior em relação ao mês anterior, do mesmo ano. Observa-se que a variação do acumulado do ano de janeiro a novembro de 2018, sobre o mesmo período de 2017 teve queda de 3,0% e nos últimos 12 meses, queda de 2,1% em relação ao mesmo período anterior. Em valores, a venda de móveis no varejo em novembro foi de R$ 8,1 bilhões, valor 20,6% maior em relação ao mês anterior (outubro 2018). A produção da indústria brasileira de móveis e colchões, segundo números preliminares do IEMI – Inteligência de Mercado, atingiu R$ 68,9 bilhões em 2018, considerando também móveis corporativos, institucionais e exportações. No ano, foram 438,3 milhões de peças produzidas no país. Ainda segundo o IEMI, o Brasil é o quinto maior mercado de móveis do mundo. Para 2019, as expectativas são de crescimento, conforme quadro:

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INDÚSTRIA BRASILEIRA DE MÓVEIS – DADOS PRELIMINARES 2018 E ESTIMATIVAS 2019

2018 VARIAÇÃO %

2019 VARIAÇÃO* %

Produção % dos volumes

+1,5%

2,6%

Produção % dos valores

+10,9%

5,8%

Importação em % dos valores em US$

+8,9%

11,5%

Exportação em % dos valores em US$

+10,2%

14,1%

Varejo de Móveis e colchões % dos volumes

0,9%

2,7%

Varejo de Móveis e colchões % dos valores

3,9%

4,6%

Fonte: IEMI – FEV 2019. / *Estimativas 2019

EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO FÍSICA DE MÓVEIS MILHÕES DE PEÇAS 2013/2017 476,2 MI (+0,3%)

471,7 MI (–0,9%) 430 MI (–8,9%)

2013

2014

2015

398,5MI (–7,3%)

399,7 MI (+0,3%)

2016

2017

Fonte: IEMI – AGO 2018.

O SETOR DE MÓVEIS BRASILEIRO ENCERROU 2018 • • • •

19 mil indústrias, 265,6 mil funcionários, As exportações atingiram US$ 607 milhões, Saldo positivo na balança comercial de US$ 407,2 milhões

Destacam-se também sinais de retomada de investimentos da indústria, que chegaram a R$ 1,4 bilhão em 2018, ante R$ 1,1 bilhão em 2017. No período de 2013 a 2017, os investimentos de móveis caíram 24%, em uma queda média de 5,5% ao ano.

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ARTIGO

IMPACTOS DO eSOCIAL NA ESTRUTURA DE CARGOS E SALÁRIOS

Imagens: Divulgação

Por Celso Bazzola, Consultor em recursos humanos e diretor executivo da BAZZ Estratégia e Operação de RH

Como já previsto o eSocial vem se consolidando, e para quem acreditava que haveria outra prorrogação se enganou, pois o fato é que o sistema passou a valer para praticamente todas as empresas do Brasil independente de sua estrutura. O projeto de unificar o envio de informações passou de uma mera possibilidade para realidade, onde o Governo Federal fez vale sua intenção de centralizar e organizar as informações prestadas pelo empregador sobre seus funcionários.

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“Porém, algo que chamo atenção é que muitas empresas não estão se atentando para os impactos que a Estrutura de Cargos e Salários poderá causar na qualidade e legalidade das informações”, explica o sócio da Bazz Estratégia em Recursos Humanos, Celso Bazzola. Ao encaminhar as informações para o eSocial do momento da admissão até a sua demissão de um empregado, todas as informações relacionadas com o cargo, salário e sua Classificação também estarão sendo encaminhadas, o que nos remete a estar mais atentos na informação do


CBO – Código Brasileiro de Ocupações inseridas no cadastro do empregado em folha de pagamento. Esta informação impactará diretamente em algumas questões como a inclusão e atendimento a cotas dos aprendizes, PCD’s (profissionais com deficiência), comparativos de isonomia salarial artigo 461 da CLT. Portanto, estruturar o quadro de carreira, descrições de cargos, políticas internas salariais torna-se condição tão importante quanto os itens admissionais, férias e demissionais. O eSocial veio para ficar e enquadrou todas as empresas que contrata trabalhadores — empresas de todos os tamanhos, profissionais liberais, produtores rurais e patrões de empregados domésticos – que deverão seguir os prazos de implantação e atender as exigências legais, onde não houve mudanças na lei, mas sim transparência no seu cumprimento. “Vejo com bons olhos e uma grande oportunidade para que as empresas, independentemente de sua estrutura desenvolvam sistemas que atendam a legislação, mas que a mesma possa construir uma relação de visão de carreira e justiça de remuneração, onde haja de forma clara a definição de carreira e a valorização dos profissionais que realmente estão engajados para o resultado e crescimento da empresa”, avalia Celso Bazzola. As obrigações de cumprir a legislação em si não são novas, mas a forma de demonstrá-la ficou mais criteriosa o que muda o fluxo de trabalho e a cultura interna em relação ao cumprimento das leis já incluindo as definidas junto a Reforma Trabalhista. O impacto também será na área de recursos humanos, como complementa o sócio da Bazz. “Inicialmente o impacto tinha como foco a qualificação de documentos e dados, sendo o desafio disseminar essas mudanças aos gestores, a fim de demonstrar que seu papel não é apenas gerir sua equipe, mas sim saber se planejar para atender tais exigências”.

Bazzola alerta sobre a importância de desenvolver a estruturação de cargos, salários e carreira onde recomenda: “que todas as empresas analisem sua forma de gestão de carreira, adequando de forma criteriosa sua estrutura de Cargos e Salários, a fim de não impactar em falhas levando a empresa sofrer sanções legais”. Percebe-se que nem todas as empresas perceberam que a falta de políticas de carreira e salário pode afetar a gestão criando riscos desnecessários. É preciso haver transparência e definição clara das atividades e o que se exige de cada cargo, além de promover que os ocupantes estejam adequados para esta condição. Bazzola explica “que ao definir uma estrutura organizacional, critérios, sequência de carreira e adequação das habilidades do ocupante as necessidades do cargo, todos ganham, pois a empresa estará garantindo a qualidade nos resultados e a retenção e atração de talentos devido a forma que valoriza seus profissionais”.

PORQUE IMPLANTAR A ESTRUTURA E CARGOS E SALÁRIOS ADEQUADA AO eSOCIAL? O eSocial sendo uma realidade sem volta, não há o porquê correr riscos mantendo uma estrutura desorganizada e com divergências legais. Bazzola entende que “Os maiores motivos de rever ou implantar a estrutura de cargos e salários são: atender a legislação e informar no eSocial corretamente e a criação de uma cultura e ambiente interno de motivação e valorização dos talentos pela entrega. “A partir do momento em que for implementado esta nova estrutura, todas as brechas legais estarão cauterizadas e a imagem da empresa terá maior relevância pelo que cumpre, atende ao mercado e valoriza o ser humano”, finaliza Bazzola. V REJO BRASIL

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FEIRAS & EVENTOS

FEIMÓBILI 2019 MOVIMENTA OS NEGÓCIOS ENTRE MOVELEIROS E LOJISTAS Nos dias 23, 24 e 25 de julho, a capital paulista recebe a terceira edição da FeiMóbili, a feira nacional da indústria moveleira. Realizado no Pro Magno, o evento reunirá as últimas tendências e novidades do setor e facilitará as relações comerciais. Diversos expositores já estão confirmados na feira, como Poquema, Valdemóveis, Viero Móveis, Mamflex Estofados, Portobel Colchões, Colchões Polar, Luciane Cozinhas, Probel, Arte Móveis, Carolina Baby e outros. “O principal objetivo da FeiMóbili é potencializar os negócios de lojistas, fabricantes e representantes de móveis de todo o país. Durante os três dias de evento, grandes empresas nacionais irão exibir e comercializar sonhos, conforto e muitas novidades. Além disso, nesta edição teremos sorteios e a presença de compradores internacionais. O evento se repetirá com o mesmo glamour das edições anteriores”, comenta o diretor comercial da feira, Edilberto Almeida. Em entrevista realizada na última edição do evento, o gerente comercial da Valdemóveis, Rafael Paschoalino, disse que “participar de um evento com a estrutura da FeiMóbili, que acontece em uma capital como São Paulo, agrega muito por ser o principal mercado consumidor do país e também de acesso aos clientes. A feira nos traz mais visibilidade, pois geramos negócios e criamos relacionamento com os clientes.” A FeiMóbili 2018 recebeu a visitação de mais de 4 mil lojistas e movimentou 18 milhões de reais em vendas diretas. Colaborou para este conteúdo, Jullyana Bragança.

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Imagens: Divulgação


NOSSA CAPA

O BOOM DO E-COMMERCE NO BRASIL E NO MUNDO São várias as formas de enxergar o futuro. Mas sem dúvida todas caminham para uma mesma direção. Até 2015, havia cerca de 54.5% de usuários de internet no Brasil. Em 2018, essa estimativa saltou para 58.3% em pontos percentuais. Isso muda tudo. O Varejo nunca mais será o mesmo

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No que diz respeito a receita global de vendas (soma de todos os países onde o comércio eletrônico está presente), captou-se aproximadamente US$ 3 trilhões em 2018, com perspectiva de mais de US$ 4 trilhões até 2020. Já em relação à América Latina, de acordo com os dados do Statista, o faturamento foi de US$ 54 bilhões neste último ano, com expectativa de chegar a US$ 74.8 bilhões até 2020 - aumento previsto de mais de 38%. Confira abaixo, a comparação dos países em evidência na América Latina:

Imagem: Divulgação

Os números do e-commerce ao redor do mundo foram um tanto surpreendentes em 2018, especialmente por uma revolução entre as duas principais potências econômicas mundiais: China e Estados Unidos. A China, que em 2017 havia alcançado US$ 681 bilhões em faturamento, apresentou uma queda de 7.6% neste último ano, chegando a apenas US$ 636 bilhões, segundo o Linio*. Por sua vez, os Estados Unidos, que em 2017 bateu US$ 438 bilhões (com uma queda de 9%), conquistou US$ 504 bilhões no ano passado, atingindo uma alta de 13.2%. Apesar disso, as posições no ranking momentaneamente seguem iguais, com o país asiático à frente.

BRASIL

19.7

MÉXICO

17.6

CHILE

5,8

ARGENTINA

4,2

Dados da Pesquisa Nuvem Shop – Fev. 2019

Mesmo com toda crise instalada, desemprego e baixa expectativa, o comércio eletrônico brasileiro prosperou e alcançou excelentes resultados no ano de 2018. Em comparação ao ano de 2017 (66 milhões), o aumento foi de 10.6% no ano passado. Até 2015 haviam cerca de 54.5% de usuários de internet no Brasil, contudo em 2018, essa estimativa saltou para 58.3% - em pontos percentuais.

Compradores digitais no Brasil (em milhões)

100

95 87

90

80

80

73

70 60 50

2019

2018

2020

2021

Fonte: Statista / Pesquisa Nuvem Shop

No entanto, se convertermos em quantidade de habitantes, considerando que hoje o nosso país conta com 208.5 milhões, chegamos a um resultado de aproximadamente oito milhões de pessoas. Colaborou também para este resultado, o aumento do total de usuários de dispositivos móveis. Usuários de mobile no Brasil (em milhões)

120 107.3

110 100

112

101.9

95

90 80 70

2018

2019

2020

2021

Fonte: Statista / Pesquisa Nuvem Shop

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CONVERSÃO Conversão é o ponto alto de qualquer negócio. Além de compreender, pelas vendas, se o faturamento está atingindo as metas esperadas, é após o fechamento de uma compra que o empreendedor seguirá desenvolvendo estratégias para fidelizar o cliente. Nesta plataforma, os resultados foram extremamente positivos: os lojistas da Nuvem Shop realizaram 1.130.149 vendas (cerca de 307 mil a mais que o ano anterior), acumulando um total de R$ 275.853.470 (mais de R$ 89.5 milhões se comparado a 2017). As visitas por dispositivos móveis caíram 3%, se comparadas ao último ano (69% mobile):

Em pagamento, o PagSeguro permaneceu sendo o preferido pelo quarto ano consecutivo. E, em frete, os Correios ficaram com a posição em evidência: mais de 50% - vale destacar que de 9 a cada 10 lojistas utilizaram-nos como meio de envio. Mercado Envios 1,1% JadLog 0,9% Envio Fácil 0,8% Loggi 0,5%

34%

Visitas por dispositivos

Outros

4,1%

Retirada Física

58%

Correios

Desktop

3,3%

Vendas por meios de frete

34,6%

Personlizado*

66% Mobile

*Personalizado: outros meios de pagamento não integrados à plataforma Dados: Nuvem Shop

TICKET MÉDIO

Dados: Nuvem Shop

Observe que as vendas pelos celulares e tablets aumentaram em 2017, foram 45% mobile e 55% desktop, e no ano de 2018 alcançou-se 46,2% desktop e ainda 53,8% mobile. Os meios de pagamento e de envio também têm uma contribuição fundamental na prosperidade de um negócio online, afinal, sem eles não seria possível concluir uma compra - nem por conta do checkout, nem pela entrega:

2,6%

2,3% Outros

Pay Pal

8,7%

1,6% Cielo 03% Itaú Shopline 02% Bcash 0,2% Boleto bancário

PagHiper

9,9%

Personalizado*

13,9%

Vendas por meios de pagamento

46,8% PagSeguro

Wirecard

15,8%

Mercado Pago Dados: Nuvem Shop

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*Personalizado: outros meios de pagamento não integrados à plataforma

O ticket médio nada mais é que a soma dos valores de todas as vendas dividida pelo número de pedidos, ou seja, o montante mediano das compras efetuadas pelos clientes. Essa é uma métrica essencial para qualquer empreendimento, pois através dela é possível acompanhar o comportamento dos consumidores ativos. Para mais, o ticket médio é um indicativo do (bom ou mau) funcionamento das táticas de vendas, como o cross-selling e o upselling. Na Nuvem Shop, o ticket médio das lojas virtuais foi de R$ 259 em 2018, mantendo-se similar ao ano anterior (R$ 258). Já se isolarmos o valor mediano apenas pelos dispositivos móveis, chegamos a R$ 226 - crescimento de 12.8% se comparado a 2017.

PARTICIPAÇÃO DOS SEGMENTOS DESTAQUES 2018 1. Moda e Vestuário

6. Presentes

2. Saúde e Beleza

7. Casa e Jardim

3. Acessórios

8. Artesanato

4. Comidas e Bebidas

9. Jóias

5. Eletrônicos

10. Serviços

Dados: Nuvem Shop


CLASSIFICAÇÃO POR TICKET MÉDIO 38%

17,9% 11,5%

Outros

Brinquedos

Livros

Presentes

Produtos Eróticos

Eletrônicos

3,1% 2,6% 2,4% 2,2% 1,9% 1,7% 1,4% Comidas e Bebidas

Casa e Jardim

Acessórios

Saúde e Beleza

Moda e Vestuário

4,9%

Artesanato

12,4%

Dados: Nuvem Shop

Além destes nichos, três outros se destacaram com tickets acima da média: viagem (R$ 3.529), Esportes (R$ 924) e equipamentos e máquinas (R$ 648) - e, como no ano passado, suas posições foram justificáveis devido aos serviços e produtos vendidos a preços superiores, se comparados a Moda e Vestuário, por exemplo. O item viagens ainda se distinguiu por ter praticamente dobrado o ticket médio de 2017 (R$ 1.625).

459 320 307

117

Outros

152

Livros

163

Artesanato

165

Produtos Eróticos

170

Comidas e Bebidas

273

Acessórios

210

Brinquedos

211

Saúde e Beleza

Moda e Vestuário

Casa e Jardim

Presentes

Eletrônicos

238

Dados: Nuvem Shop

V REJO BRASIL

27


Black Friday

63%

Natal

52,7%

Dia das Mães

38,8%

Dia dos Namorados

35,8%

Dia dos Pais

29,1%

Dia das Crianças

23%

Outros

18,8%

Não desenvolvem ações especiais

18,2%

Dados: Nuvem Shop

Por fim, vale ressaltar mais duas informações importantes: 1) os segmentos que mais venderam por mobile foram moda e vestuário, acessórios e saúde e beleza; 2) de acordo com uma pesquisa entre os lojistas da Nuvem Shop, cerca de 75% deles alegaram possuir um negócio exclusivamente online - seguindo o padrão de 2017.

DATAS COMERCIAIS Sem surpresas, a Black Friday e o Natal foram os períodos em que os empreendedores mais se dedicaram. A Black Friday foi o grande destaque do ano, especialmente no total de vendas. Contudo, não há motivo para receio em relação à diferença com o Natal: devido à proximidade das datas, muitos clientes aproveitaram o período para antecipar as compras natalinas. Segundo a Social Miner, a média de páginas visitadas no período pré-Black Friday (18 a 21 de novembro) foi de 10.58, contudo, houve uma queda para 9.33 após o dia 25. Ademais, na plataforma da Nuvem Shop, foi alcançada a média de 6.25 vendas por minuto no final de novembro (sendo que 51.3% delas foram feitas por dispositivos móveis), e o segmento que mais converteu foi o de Moda e Vestuário. Já no Natal, foi alcançada uma média de 3 vendas por minuto, contudo, chegamos a 63.2% em conversões por mobile - isso pode ser justificado pela empolgação do fim de ano e a necessidade dos consumidores fecharem as compras com facilidade e o quanto antes.

ATENDIMENTO AO CLIENTE Você sabia que apenas 38% dos clientes se sentem compreendidos em um atendimento? E que somente 14% dos profissionais de suporte consideram a relação de resultados positivos de um negócio com a importância da assistência ao consumidor?

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29,7%

Chat Online

55,2%

Telefones

73,3%

77%

Redes Sociais

E-mail

8,5% Outros

3%

Skype

50,3%

88,5%

Facebook Messenger

WhatsApp

Dados: Nuvem Shop

Os dados são bastante intrigantes e revelam que os e-commerces ainda têm um longo caminho a percorrer no que diz respeito ao aprimoramento da comunicação - tanto nos formatos de canais, quanto na maneira de atender. Com isso em mente, conferimos com as lojas entrevistadas da Nuvem Shop quais foram os principais meios usados no suporte ao consumidor em 2018. Acompanhe os resultados: Assim como em 2017, os formatos mais utilizados foram o WhatsApp, o e-mail e as redes sociais (com um adendo especial ao Facebook Messenger) - a maioria, portanto, mostrou-se bastante alinhada com as tendências mais atuais do mercado.

MARKETING – ONDE NASCE O DESEJO O que seria de um negócio sem o marketing, não é mesmo? De nada adiantaria ter meios de pagamento e de envio bem configurados, layouts e produtos incríveis, se os mesmos não se tornassem adequados, conhecidos e desejados pelo público-alvo. Para começar, veja quais foram as principais vantagens concedidas para os clientes: Bem como na pesquisa anterior, as promoções seguem em evidência e, em 2018, isso muito se deu devido a possibilidade de configurar ofertas como “Leve X e pague Y” na plataforma.

Promoções

72,1%

Frete grátis

50,9%

Cupons de desconto

46,7%

Outros

16,4%

Não oferecem benefícios

7,6%

Dados: Nuvem Shop

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Além disso, o percentual daqueles que não ofereceram benefícios diminuiu cerca de 3 pontos, se comparado ao ano anterior - o que é um sinal de maior consciência por parte dos empreendedores sobre a primordialidade dessa estratégia. Na sequência, observe um dado um tanto preocupante: 69.7% dos lojistas entrevistados alegaram não se dedicar ao e-mail marketing e, dessa parte, 11.5% mostraram desinteresse pela abordagem. Para esses que ainda precisam se convencer de tal relevância, seguem duas informações instigantes: segundo a Rock Content, 78.4% do público de newsletters declararam gostar de recebê-las, e 76.8% relataram realizar compras a partir de um e-mail marketing. Em relação às redes sociais, 88% das lojas virtuais da Nuvem Shop mencionaram investir em divulgação orgânica pelas mídias. Contudo, para os 12% que ainda não as utilizaram, fica o alerta de que esse tipo de abordagem é extremamente importante para alcançar mais visitas e, consequentemente, conversões. Observe o comportamento registrado em ações nas redes sociais do período: 50.9%

Facebooks Ads

46,7%

Instagram Ads

30,3%

Não investem em anúncios pagos

27,9%

Google Ads

9,1%

Outros

Dados: Nuvem Shop

Além de se destacar em publicidade paga, o Instagram se tornou a bola da vez devido a funcionalidade de shopping, implementada no Brasil em março do ano passado.

TENDÊNCIAS PARA 2019 Para um ano que promete ser muito melhor do que os anos anteriores, antecipamos as apostas para 2019, segundo a plataforma:

GERAÇÃO Z & VÍDEO MARKETING – O BOOM Segundo estatísticas da ONU, a geração Z (pessoas nascidas a partir do ano 2001) representará 32% da população mundial em 2019, superando a dos millennials (ou geração Y, nascidos entre a década de 80 e o ano 2000) que será de 31.5%. Diferentemente do grupo Y, que acompanhou o boom da internet, o Z já nasceu em contato com as facilidades tecnológicas e, desde muito novo, teve fa-

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miliaridade com os smartphones e tablets. Essa geração busca por mais identificação, autenticidade e liberdade de expressão, e, pelas redes sociais, essas necessidades são constantemente alimentadas através do famigerado marketing de influência. Tal prática é uma abordagem de marketing que tem como imagem central um influenciador digital que dialoga com os interesses de nichos de mercado. E é aí que utilizam os vídeos! De acordo com o Think with Google, 55% das pessoas entre 14 e 18 anos utilizam o YouTube diariamente e 75% dos entrevistados usam mobile para assistir a vídeos online. Além disso, o YouTube se tornou o 2º maior destino para consumo audiovisual no Brasil, ficando apenas 3 pontos percentuais atrás da líder, a TV Globo. Em quatro anos (2014 - 2018), o consumo de vídeos na web cresceu 135%.

CONSOLIDAÇÃO DAS VENDAS PELAS REDES SOCIAIS As redes sociais, ao longo dos últimos anos, se tornaram essenciais para o fortalecimento das lojas virtuais, pois, além de facilitarem o primeiro contato com potenciais clientes, podem ajudar (e muito) no aumento de visitas de um site. Atualmente, de acordo com a Tech Times, mais de 46% da população checa o celular antes de sair da cama - e adivinha para onde vão a maioria desses acessos? Sim, para as mídias sociais! Estudos recentes do Hubspot também mostram que seres humanos têm a capacidade de recordar 65% do conteúdo visual que viram há cerca de três dias - imagina, então, quantas publicidades assimilamos em instantes. Com isso em mente, as redes sociais começaram a adaptar suas propostas para descomplicar tanto o redirecionamento de tráfego para e-commerces, quanto a consolidação das vendas, surgindo assim funcionalidades de compra. Essa tendência vem sendo adotada a todo vapor, pois, só em 2018, cerca de 28% das empresas começaram a priorizar vendas sociais. Na plataforma, a regra manteve-se:

21% Pelas redes Socias

Dados: Nuvem Shop

Vendas pelas mídias

79% Por outros canais


As vendas sociais se fazem ainda mais promissoras se atentarmos às variações entre os semestres: no primeiro, o índice mensal mais alto foi de 21.2%, entretanto, na segunda metade do ano, o maior percentual chegou a 25.6% - crescimento de 4.4%. Ademais, investigou-se o uso das principais redes sociais entre os lojistas da plataforma:

3%

1%

Youtube

37%

Facebook

Pinterest

Vendas por cada rede social

59%

Instagram

“De modo geral a expectativa é bastante promissora para o e-commerce. Existe um sentimento comum de que o país está nos momentos finais da crise e 2019 começa a dar sinais de recuperação, estimulando novos investimentos e possibilitando os empresários a tirar projetos e ideias do papel.” Adriano Caetano, VP de Estratégias da Nuvem Shop, sobre as expectativas para o e-commerce em 2019.

Dados: Nuvem Shop

Imagem: Divulgação

Agora confira o zoom em suas variações mais altas entre os semestres: com um aumento de 12.7%, oscilou de 61.2 a 72.9%. Inversamente, o Facebook iniciou o ano com 55.2% e fechou com 33.2% - queda de 22%. Além da função shopping já comentada, fica bastante claro que essas mudanças se deram também pela abordagem mais autêntica e visual que o Instagram proporciona. Portanto, vendas pelas redes sociais é mais uma oportunidade para as marcas que desejam conquistar e converter com mais agilidade e assertividade em 2019.

SE CONSELHO FOSSE BOM, ERA VENDIDO. (E É!) Na edição anterior da pesquisa NuvemCommerce divulgada, o omnichannel foi selecionado como uma das principais tendências para 2018. Em 2019, mantem-se, porém com algumas ressalvas: destaca-se sua relevância no sentido de integrar gestão, atendimento ao cliente e marketing em experiências online e offline. Essa continua sendo a palavra de ordem no mundo do e-commerce. Porém, após um ano, constatou-se que vivemos a era da assistência: as buscas se tornaram conversas, uma espécie de sistema de recomendações - os consumidores não procuram apenas produtos, mas conselhos.

A FORMA DE PESQUISAR MUDOU As consultas no Google já não são mais feitas somente por palavras-chave. Foram substituídas por perguntas completas como “qual perfume eu devo usar?”.

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CASES DE SUCESSO A Netflix e o Spotify, por exemplo, fizeram-se excepcionais devido às indicações que rapidamente nos sugerem a partir das nossas escolhas preliminares. Logo, prever o que os clientes vão gostar e querer é regra. A automação se transformou em um dos grandes pilares de um negócio. Assistentes virtuais, como a Alexa (da Amazon) e a Siri (da Apple), hoje servem de meio condutor para compreender melhor o público-alvo. Através de padrões de informações construídos ao longo do tempo (e uso), é possível auxiliar consumidores em suas dúvidas, entender tanto em qual etapa do funil eles se encontram (dependendo de suas interações), quanto o que realmente desejam. Em 2018, segundo a Adobe, apenas 15% das empresas usaram automação, mas a partir de 2019, essa margem poderá subir para 31%.

NUVEM SHOP

- - - - -

No Brasil, possui 10 mil marcas ativas na plataforma; No restante da América Latina, possui 15 mil marcas ativas na plataforma; Total de 25 mil marcas ativas na plataforma; Lojistas da Nuvem Shop realizaram 1.130.149 vendas em 2018; Lojistas da Nuvem Shop foram responsáveis por mais de R$ 276 milhões em 2018.

Com a Nuvem Shop é possível deixar a loja pronta para vender adicionando produtos ilimitados, integrando meios de pagamento e frete, personalizando layouts responsivos e aproveitando ferramentas de marketing online, mesmo sem conhecimentos técnicos. Além disso, oferecem relacionamento com o ecossistema e educação gratuita via especialistas para que todos possam crescer com seus empreendimentos. * A Linio é uma das principais varejistas de e-commerce no México e no resto da América Latina.

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NEGÓCIOS & MERCADOS

42,9% DA POPULAÇÃO BRASILERA TEM MOTIVAÇÃO PARA COMEÇAR A USAR MAIS BICICLETAS. OPORTUNIDADE PARA O VAREJO O segmento esportivo outdoor tem movimentado o setor do varejo no Brasil. A tendência é que o volume cresça ainda mais, especialmente nos grandes centros Uma alternativa sustentável. Saudável. Uma ótima opção para os períodos de férias da garotada. Pensando em presente: bom para o dia das mães e também para o dia dos pais. Ticket médio interessante. Além disso, é uma ótima forma dos consumidores (da sua loja), manterem-se em forma, economizar com transporte, e manterem-se ligado com a cidade (inclusive observar melhor as vitrines). Estamos falando da bicicleta. O primeiro modelo que surgiu em 1870 já tinha os pedais, e também uma roda gigante na parte da frente. Porém, este produto quando fabricado oficialmente pela primeira vez, não era nada parecido com o que vemos hoje. Confira:

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LINHA DO TEMPO: EVOLUÇÃO DA BICICLETA A bicicleta era apenas um pequeno cavalo de madeira dotado de uma roda dianteira fixa, que não virava para os lados. Dificuldade resolvida pelo barão alemão Karl Von Drais, que desenvolveu a “máquina de andar” no ano de 1817. A roda virava, só que os pedais ainda não tinham sido concebidos: era preciso andar com os pés no chão para impulsionar o veículo.

Reaparece no mercado trazendo pedais (roda dianteira), mas seu nome era velocípede. O modelo ficou popularmente conhecido como “agitador de ossos”, uma vez que foi construído em madeira e com rodas de metal.

Um relojoeiro italiano, Raimondo Vallani, trouxe uma inovação: o triciclo, que além de sua terceira roda, possuía a barra central rebaixada, para ajudar as mulheres no posicionamento das pernas. Outras inovações como os freios nas rodas e o sistema de transmissão, foram aproveitadas posteriormente pela indústria automobilística.

1865

1817

1869

1888

1870 1839 Foi o ferreiro escocês Kirkpatrick Macmillan, quem primeiro apareceu com os pedais grudados na enorme roda da frente.

Foi criado o primeiro veículo de duas rodas, chamado de bicicleta. Totalmente feita de metal, trazia a novidade dos pneus em borracha maciça, mas os pedais continuavam na roda dianteira.

O irlandês John Boyd Dunlop colocou pneus com câmara de ar no triciclo do filho. Sua preocupação era apenas quanto ao conforto, mas o recurso trouxe melhorias também à estabilidade do veículo. Isso impulsionou a indústria de bicicletas e, mais tarde, a indústria automobilística.


Mas, se agora, em pleno século XXI, ainda existir qualquer dúvida quanto à utilização da bicicleta, ou especialmente em obter modelos inovadores para comercializar em sua loja, você deve repensar melhor seu portfólio de produtos, já que os resultados sintéticos apresentados aqui revelam as principais tendências do deslocamento por bicicleta no cenário de várias cidades brasileiras e latino-americanas. Veja nos gráficos:

MOTIVAÇÃO PARA CONTINUAR PEDALANDO 75,80%

80,00% 70,00% 60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00% 0,00%

55,70% 25,40%

Trabalho

MOTIVAÇÃO PARA COMEÇAR A UTILIZAR A BICICLETA COMO MODO DE TRANSPORTE URBANO

61,90%

Escola/Faculdade

Compras

Lazer

MOTIVAÇÃO PARA PEDALAR MAIS

38,40%

Rapidez e praticidade

82,50%

Pedala todos os dias

25,80%

Saúde

59,00%

22,10%

Custos

Usa a bicicleta como meio de transpote há mais de 5 anos

10,20%

Utiliza a bicicleta em combinação de outros meios de transporte

40,30%

Tem rensa entre 2 e 2 salários

9,7%

Preocupação ambiental

3,50%

Sem resposta

0,50%

Outros

55%

Leva entre 10 a 30 minutos suas viagens de bicicleta

25,70%

Tem entre 25 e 34 anos de idade

PROBLEMAS DO DIA-A-DIA 40,80%

Segurança no trânsito

37,90%

Infraestrutura

7,90%

Segurança pública

6,90%

Sinalização

5,70%

Sem resposta

0,60%

Outros

MOTIVAÇÃO PARA CONTINUAR PEDALANDO

38,60%

Rapidez e praticidade

28,60%

Saúde

22,30%

Custos

3,8%

Preocupação ambiental

6,10%

Sem resposta

0,70%

Outros

MOTIVAÇÃO PARA PEDALAR MAIS

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47,50%

Infraestrutura

30,30%

Segurança no trânsito

8,60%

Segurança pública

6,40%

Outros

6,10%

Sinalização

1,10%

Sem resposta

SOBRE A PESQUISA PERFIL DO CICLISTA 2018 Como aplicação imediata dos dados coletados e analisados nesta pesquisa, tem-se o fornecimento de subsídios para que gestores públicos, urbanistas, varejistas e outros para que formulem uma agenda mais precisa e robusta com ações de promoção do transporte cicloviário. Organizada pela Transporte Ativo e pelo LABMOB-UFRJ, que contou com uma extensa rede de organizações colaboradoras que levaram a campo, entre setembro de 2017 e abril de 2018 mais de 140 pesquisadores, nesta 2ª edição, além do Brasil, foram incluídas cidades da Argentina e Colômbia. No Brasil, foram entrevistados 7.644 ciclistas, em 25 cidades das diferentes regiões brasileiras: Afuá (PA), Antonina (PR), Aracaju (SE), Belém (PA), Brasília (DF), Cáceres (MT), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Gurupi (TO), Ilha Solteira (SP), Mambaí (GO), Manaus (AM), Niteroi (RJ), Palmas (TO), Pedro Leopoldo (MG), Pomerode (SC), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), São Fidelis (RJ), São Paulo (SP), Sorocaba (SP), Tamandaré (PE) e Tarauacá (AC). Na Argentina, a pesquisa foi realizada em 3 cidades sendo elas Rosário, Salta e Santa Rosa. Já na Colômbia, 4 cidades fizeram parte da pesquisa: Bucaramanga, Medelín, Popayan e Villavicêncio.


EDIÇÃO ESPECIAL

V REJO


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TECNOLOGIA// MÓVEIS & ELETRO

COZINHA TOTALMENTE ROBOTIZADA, CARDÁPIO TOTALMENTE INTERATIVO? SUA ALIMENTAÇÃO VAI MUDAR Tudo dentro das cozinhas vai mudar. Formas, funções e aplicabilidade. Dos alimentos à forma de preparo. Utensílios e eletrodomésticos. Nada será como antes

Já pensou em um jantar preparado exclusivamente para você em uma impressora 3D?

Por Omarson Costa

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Antes de “imprimir” o prato, um sistema de Inteligência Artificial cruza diversos dados coletados a partir da análise do seu DNA, dos seus wearables - como óculos que medem seu nível de açúcar no sangue - e de outros exames de saúde associados ao seu estilo de vida para identificar quais vitaminas e outros componentes seu organismo


Imagem Ilustrativa

Sua fome não perde por esperar.

está carente e, com isso, “cozinhar” uma receita personalizada para suprir suas necessidades nutricionais evitando ingredientes desaconselhados à sua saúde. Tem mais. Considerando que não haverá carne bovina para suprir o aumento da demanda mundial por alimentos, você aceitaria um hambúrguer feito em laboratório com ‘carne artificial ecológica’ ou, quem sabe, preparado com insetos ou algas marinhas? E que tal substituir seu delicioso linguado por uma saborosa porção de água viva? E se pudesse ir a um fast food com uma cozinha totalmente robotizada e com um cardápio interativo que permite milhões de combinações de ingredientes?

Vitaminada pela Inteligência Artificial e pela robótica, o jornal The Independent fez um exercício de futurologia sobre como sua cozinha irá se transformar completamente. Seus eletrodomésticos estarão conectados e farão recomendações do que comer com base na sua dieta e dos ingredientes disponíveis na dispensa ou na geladeira. O forno será programado para preparar as refeições e te mandará uma mensagem no celular, usando bots, assim que estiverem prontas. Bastará informar ao seu fogão o que deseja comer no dia seguinte e ele já irá encomendar no supermercado mais próximo os ingredientes necessários, que chegarão em casa em tempo para serem preparados. Uma frigideira inteligente irá te alertar quando deve baixar o fogo para não queimar seu almoço. Com um grande apetite pelas inúmeras oportunidades que irão surgir nas próximas décadas relacionadas com a comida do futuro, as foodtechs estão entre as novas estrelas ascendentes no mercado global de tecnologia (a previsão da Research and Markets é de um mercado global de US$ 250,4 bilhões até 2022) e já atraíram investimentos de figuras como Bill Gates e Richard Branson, que se envolveram com empresas de “criação de carne em laboratório”, uma invenção aparentemente pouco palatável, mas que talvez venha solucionar o velho desafio de reduzir a subnutrição, especialmente nos países menos desenvolvidos. O prognóstico de crescimento populacional para os próximos 30 anos indica que seremos 9,6 bilhões de habitantes no planeta até 2050. A expectativa da Food and Agricultural Organization das Nações Unidas é de que precisaremos aumentar a produção mundial de alimentos em 70%, o que exigiria dobrar o desmatamento e levaria, por conta da pecuária, a um crescimento de 77% na emissão de gases geradores do efeito estufa. Como bem pontuou Bill Gates em seu blog, “produzir carne exige muita terra e consome muita água, o que gera um impacto ambiental substancial. Não há como fabricarmos carne suficiente para alimentar 9 bilhões de pessoas e não podemos pedir que todos se tornem vegetarianos. Precisamos de mais opções para produzir carne sem exterminar nossos recursos naturais”.

O fundador da Microsoft tem toda razão. São necessários 38 pounds (17,27Kg) de ração para produzir 1 pound (0,45kg) de carne. Para esta mesma quantidade é preciso 1,799 galões (6.800 litros) de água. Para colocar na prateleira do mercado 1kg de carne o pecuarista ocupa 150m2 de terra. A carne de laboratório utiliza 100 vezes menos terra e 5,5 vezes menos água, o que,

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por si só, já justifica o interesse de notáveis como Gates e Branson. Ela é fabricada a partir da biópsia de um músculo animal que é utilizado como base para um processo de reprodução de células da mesma forma que elas crescem num organismo vivo. A fórmula inclui uma mistura de açúcares, aminoácidos, vitaminas e minerais. Outro caminho está na substituição da carne por vegetais, como no hambúrguer inventado pela Impossible Foods, que, podem salivar, tem o mesmo aspecto do tradicional (até mesmo sangra!). Se quiser experimentar, sugiro uma visita ao Unami, em Los Angeles, onde é possível saborear o famoso “The Impossible Burger”. Tive a oportunidade de comer este sanduíche e posso antecipar que o sabor não é exatamente o mesmo, mas a experiência e a aparência são praticamente idênticas. A Beyond Meat, que também tem Bill Gates e outras estrelas como investidores, entre eles Don Thompson, ex-CEO do McDonald’s; Biz Stone e Evan Williams, fundadores do Twitter; e o ator ativista Leonardo DiCaprio, é mais uma startup que já está degustando este mercado com a fabricação de hambúrgueres e salsichas saudáveis feitas com vegetais. Outra empresa que vem se destacando na criação de alimentos inovadores é a Ikea, cujo foco está em transformar o fast food em refeições saudáveis, caso do “The Dogless Hotdog”, feito à base de cenouras secas, ketchup de beterraba e berry e outros ingredientes, sendo o mais revolucionário deles a spirulina, uma microalga verde com alto valor proteico. A empresa também oferece um crocante e delicioso (?) “Bug Burger”, que, além de beterraba e batata, leva uma larva de escaravelho na sua composição, e uma almondega feita com insetos, algas e carne de laboratório. Bem menos aceitável, ao menos por enquanto, ao paladar ocidental, os insetos já são comuns na dieta asiática e africana e poderão ser disseminados mundialmente como alternativa proteica. Existem nada menos que 1,4 mil espécies que podem ser ingeridas com segurança pelos humanos, como já é comum na África, que integra lagartas e gafanhotos no cardápio cotidiano; ou no Japão, que prefere vespas; ou ainda na Tailândia, onde os grilos são uma iguaria. Pesquisadores da Wageningen University, da Holanda, indicam que os insetos têm valor nutricional equivalente ao da carne e, claro, um custo bem menor de produção com considerável economia de água. John Chambers, que foi CEO da Cisco, é investidor e conselheiro da Aspire, uma startup baseada em Austin que está produzindo grilos em larga escala para serem introduzidos na dieta dos americanos. Algas e águas marinhas também são uma alternativa sustentável em estudo e já presentes na mesa para responder aos desafios do futuro da alimentação. São mais de 10 mil variedades disponíveis na natureza e com sabores bem diferentes; para não dizer exóticos. Elas são fáceis de cultivar em larga escala, não precisando de água fresca,

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terra ou fertilizantes, e contêm muito minerais, grupos de vitaminas e proteínas. Por isso, não estranhe se começar a encontrar cada vez mais estas fontes marinhas nos menus do seu restaurante preferido. A revolução em curso na produção de alimentos não passa apenas pela transformação e descoberta de novas fontes, mas também pela customização. É neste campo que atuam startups como a Habit, da Califórnia, que recorre à genética para desenhar a refeição ideal para cada cliente. A empresa encaminha um kit para coletar uma amostra de sangue e um questionário com vários indicadores, como peso, altura, circunferência da cintura, e hábitos de vida, como a prática de esportes. A partir desta análise, o cliente recebe um plano de dieta mais indicado ao seu perfil. Nesta mesma linha está a israelense Nutrino, que alimenta uma plataforma de IA com os dados do cliente para também criar dietas personalizadas. Seu grande diferencial está no atendimento a diabéticos a partir de uma parceria feita com a Medtronic, fabricante de monitores de glicose e injeções de insulina que são sincronizados com o aplicativo da Nutrino para analisar os índices de açúcar e carboidratos e, a partir dos resultados, sugerir refeições adequadas para cada paciente. Se imprimir comida pode soar estranho, saiba que já são muitas as iniciativas de empresas focadas no desenvolvimento da tecnologia, como a Natural Machines, que criou a FOODINI, uma impressora 3D capaz de fabricar alimentos em casa a partir de ingredientes frescos processados antes da impressão. Parece bem divertido poder criar receitas com cores e formatos que você quiser; com certeza a criançada vai adorar e não irá mais fazer cara feia na hora de comer. Não menos impactante aos adeptos da alimentação saudável é o restaurante Spyce, fundado por 4 estudantes do MIT em sociedade com o chefe Daniel Boulud. O cliente é atendido em um quiosque interativo que oferece uma grande variedade de combinações para personalizar seu prato. Todos os ingredientes são coletados por máquinas e entregues a chefes-robôs, que preparam sua comida em 3 minutos (!) e as colocam em uma vasilha para te servir. Outros restaurantes robotizados são o Zume Pizza, em Cupertino, na Califórnia, onde robôs auxiliam na elaboração das pizzas, e o Robot Restaurant, em Tóquio, que no lugar de ‘sushimen’ tem ‘sushirobots’. Seja lá qual for seu paladar, é bom começar a se acostumar a ter seu prato preparado por um robô ou a saborear um sanduíche de insetos. Afinal, você não vai querer passar fome apenas por paradigmas de alimentação. Ou vai? Hora de repensar o cardápio, e obviamente o portfólio de produtos da sua loja. (*) Omarson Costa é formado em Análise de Sistemas e Marketing, tem MBA e especialização em Direito em Telecomunicações. Em sua carreira, registra passagens em empresas de telecom, meios de pagamento e internet.


10 e 11 Junho 2019

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PLAY

O MUNDO DE AMANHÃ Por Epitácio Pessoa*

Não foi diferente com o varejo. Nem mesmo a parceria forte, desenvolvida ao longo dos anos com os fabricantes de móveis, foi capaz de salvar as empresas da falência, recuperação judicial ou dívidas altíssimas. Algumas até impagáveis. Sim, nos cinco últimos anos, nos tornamos reféns das mazelas da má administração pública, que refletiu em absolutamente todos os setores produtivos, com agravamento nos anos de 2017 e 2018. E para quem ainda está vivo no pós greve dos caminhoneiros e período eleitoral, constate-se que a inflação abriu espaço para a queda básica de juros, e que a recuperação, mesmo que lenta já vem acompanhada da redução da inadimplência dos consumidores e empresas, o que gera automaticamente uma expansão do crédito. Fato é que o jogo de interesses, ou seja, a politicagem atrapalhou muito a retomada da saúde financeira do Brasil. No entanto, é preciso perceber que há uma evolução importante acontecendo. E como dizem os seguidores de Buda: nada é para sempre. Adaptar-se as novas situações e seguir em frente, enfrentar testes constantes de resiliência, flexibilidade é a única forma saudável para nós empreendedores, frente a inconstância, à impermanência que acompanha os tempos modernos. Nestas fases de (R)evolução industrial, digital e tecnológica com níveis nunca vistos da interferência humana, é necessária preparação, para que estas situações interfiram minimamente em nossas condições estáveis, e nos sirvam de impulso na trajetória de crescimento. Tenho certeza que você já se perguntou: o fenômeno do e-commerce no Brasil veio para ficar? Por quanto tempo manteremos este crescimento? O fato é que sempre haverá demanda. A população cresce. Mas, já alcançamos a

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máxima de novidades nos incontáveis canais de venda e de comunicação com os consumidores? Como serão os próximos 10, 20 30 anos para este mercado? Como as pessoas vão interagir, conhecer, testar. Experimentar? Bem como um abraço, um cafuné e um beijo não surtem o mesmo efeito se vividos à distância, o mercado ainda perceberá quanto é importante estar perto, viver, tocar, compartilhar. Somos seres dos sentidos, do toque, do cheiro, do calor das mãos, da visão e audição. São essas as nossas ferramentas de percepção. Chega de design por quilo. Chega de achar que o que vende é “aquela” peça. Só se vende o que está na “prateleira”. Os consumidores não saem por aí reinventando a roda. Relacionamento com a marca, cercadas de inovação, funcionalidade geram desejo de comprar! Trazer essas pessoas para perto, mostrar sua essência, sua preocupação com o mundo em que vivemos e o que você faz para transformá-lo em um lugar melhor para se viver: esta é a nova premissa para os próximos tempos. E lembre-se: por mais que a tecnologia agilize, antecipe, facilite nossas vidas, não há nada que substitua o face to face no mundo dos negócios. Caminhe com quem caminha com você, só assim nunca irão se perder. *Epitácio Pessoa é um codinome utilizado pelo colunista que escreve exclusivamente para a Revista Varejo Brasil, com intuito de desenvolver conteúdos “apimentados” sobre o varejo & indústria. Um espaço para promover a reflexão do que nos move, aliando a melhor forma de aprender, através de jogos inteligentes!


E C O M M E R C E

Por Fabiane Taborda Martins

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2019

SHOWROOM YES GOIÂNIA Local: Flamboyant Shopping Center - Goiânia - GO Data: 19 a 21 de fevereiro http://www.yesshowroom.com.br ABCASA FAIR Local: Expo Center Norte - São Paulo - SP Data: 21 a 25 de fevereiro www.abcasafair.com.br MOVELPAR Local: Expoara - Arapongas - PR Data: 18 a 21 de março www.movelpar.com.br SHOWROOM YES SALVADOR Local: Outlet Premium Salvador - BA Data: 09 a 11 de abril www.yesshowroom.com.br MOVINTER Local: Shopping Iguatemi - Rio Preto - SP Data: 21 a 23 de maio www.movinter.com.br SHOWROOM YES FORTALEZA Local: Centro de Convenções do Ceará - CE Data: 29 a 31 de maio www.yesshowroom.com.br EXPOTEL Local: Centro de Eventos Frei Caneca - São Paulo - SP Data: 10 e 11 de Junho de 2019 www.expotel.com.br SHOWROOM YES CAMPINAS Local: Expo Dom Pedro - Campinas - SP Data: 11 a 13 de junho www.yesshowroom.com.br FEIMÓBILI Local: Pró-Magno - São Paulo - SP Data: 23 a 25 de julho www.feimobili.com.br

ELETROLAR Local: Transamérica Expo Center São Paulo - SP Data: 29 de julho a 01 de Agosto www.eletrolarshow.com.br SHOWROOM YES JOINVILLE Local: Expovile – Joinville - SC Data: 06 a 08 de agosto www.yesshowroom.com.br MERCOMOVEIS Local: Chapecó - SC Data: 14 a 18 de Agosto www.mercomoveis.com.br MOSTRA MÓVEIS ARAPONGAS Local: Expoara - Arapongas - PR Data: 03 a 05 de Setembro www.mostramoveis.com.br SHOWROOM YES PORTO ALEGRE - RS Local: Centro de eventos Fiergs Porto Alegre - RS Data: 03 a 05 de Setembro www.yesshowroom.com.br EQUIPOTEL Local: São Paulo Expo - São Paulo - SP Data: 10 a 13 de setembro www.equipotel.com.br HOSPITALITY BUSINESS FAIR Local: Expo Center Norte - São Paulo - SP Data: 25 a 27 de setembro www.hospitalitybf.com.br HOTEL & FOOD NORDESTE Local: Centro de Convenções de Pernambuco - Recife - PE Data: 06 a 08 de Novembro www.hfne.com.br

SHOWROOM YES BELO HORIZONTE Local: Expominas – Belo Horizonte - MG Data: 16 a 18 de julho www.yesshowroom.com.br

2020 MOVELSUL

Local: Parque de Evento de Bento Gonçalves - RS Data: 16 a 18 de março www.movelsul.com.br SHOWROOM YES EDIÇÃO DE OURO - SP

Local: Transamérica Expo Center - SP - SP Data: 24 a 26 de março www.yesshowroom.com.br 46

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