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BEAVER: FLEXIBILIDADE E AUTOSSUFICIÊNCIA PARA APOSTAS FIRMES NA FLORESTA INVESTINDO E DESTRAVANDO O BRASIL O INTUITO É AUMENTAR EM 2 MILHÕES DE HECTARES A ÁREA DE CULTIVOS COMERCIAIS

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EDITORIAL DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL Quando eu era menina, iniciei aos 5 anos de idade a leitura do livro Vidas Secas de Graciliano Ramos. Foi o meu primeiro livro. Eu havia acabado de aprender a ler, e muitos termos eram absolutamente desconhecidos do meu vocabulário. O livro estava à disposição na estante de casa, eu ainda lembro dos detalhes da jornada que não fazia uma crítica ao flagelo da seca, mas narrava a saga de sobrevivência daqueles personagens retirantes. Se você também leu este livro em alguma fase de sua vida, deve recordar que Vidas Secas é uma análise do decorrer do contexto político-social da época, e foi ali que Graciliano narra o que via no interior do nordeste brasileiro, sob a imagem de pessoas “quase animais”, massacrados pelas agruras da natureza daquela região, da sociedade e um governo injusto. Bem meus amigos, parece que quase nada mudou de lá para cá. Passaram-se mais de 30 anos do dia em que me “transportei” para aquela realidade e ainda enxergo tudo muito igual. Fiquei emocionada ao relembrar a cadela Baleia. Especialmente quando em seu momento pré-morte, as crianças comoviam-se e perguntavam ao Fabiano (o pai) se ele iria bulir com a arma, a pobre cachorra. Os delírios do animal na hora da morte foram idênticos aos de um ser humano faminto que, no final da vida, sonha com comida. Assim, o momento humano de Baleia equipara-se à vida daquela família, que também sonha com a mesa farta e uma cama. E quando comparo à nossa atual realidade, percebo que vivemos em um mundo onde a alma não sangra mais. A dor do outro já não pode nos chocar. Onde não há inocência nas crianças, e os valores foram furtados ao longo da “evolução” da humanidade. Este é um reflexo do mundo. Este é um revérbero do Brasil. A imagem de um governo que é uma máquina de captar dinheiro, mas esquece de que a sua nação é feita de carne, osso e alma. Que foi permissivo. Sim, porque pão e circo ajudam a desviar os olhares daqueles que cedem. E como em um estalo, penso nas crianças. Estão iniciando suas vidas, num mundo sem fronteiras, em casas sem pisos e tetos, em que o limite é apenas a distância de suas realidades infantis, das vidas de seus pais. Que cidadãos formaremos? Que tipo de pessoas frequentarão este mundo nas próximas décadas? Cabe aqui a reflexão de que ninguém é perfeito. Mas certas verdades precisam ser ditas e principalmente ouvidas. O resgate dos bons costumes, vidas respeitadas, dignidade. E depois de mais de 519 anos de banalização, de furtos descarados e “jeitinhos” que são herança de verdadeiros bandidos da humanidade, espero que o Brasil comece andar nos trilhos. Vamos sem pressa, passo a passo, aprendendo e ensinando. Não há milagres instantâneos. Vamos seguir trabalhando e fortalecendo. Vislumbrando um País melhor. Culturalmente e economicamente bem sucedido, fruto da educação e do trabalho, com pessoas bem alimentadas, com saúde e paz no coração. Ontem, hoje e amanhã lutando por um Brasil de braços levantados para agradecer e não por rendição. Sol Andreassa

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ÍNDICE 12 NASCE NO BRASIL A LÍDER GLOBAL NA PRODUÇÃO DE CELULOSE DE EUCALIPTO. UMA DAS MAIORES FABRICANTES DE PAPÉIS DA AMÉRICA LATINA

22 BEAVER: FLEXIBILIDADE E AUTOSSUFICIÊNCIA PARA APOSTAS FIRMES NA FLORESTA

26 OS PRÓXIMOS QUATRO ANOS

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FEIRA INTERNACIONAL É VITRINE DO FUTURO PARA AS INDÚSTRIAS 6 I

MADEIRA TOTAL

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EXPANSÃO DA INDÚSTRIA CELULOSE PAPEL: OPORTUNIDADE PARA OS SILVICULTORES

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PIB BRASILEIRO APONTA CENÁRIO DE RETOMADA GRADUAL DA ECONOMIA

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BRASIL TEM SALDO POSITIVO DE 34,3 MIL VAGAS EM JANEIRO


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INVESTINDO E DESTRAVANDO PAINÉIS DE MADEIRA: DA FAST NEWS O BRASIL FLORESTA PARA SUA CASA COM ORIGEM SUSTENTÁVEL E GARANTIA DE QUALIDADE

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NASCE NO BRASIL A LÍDER GLOBAL NA PRODUÇÃO DE CELULOSE DE EUCALIPTO. UMA DAS MAIORES FABRICANTES DE PAPÉIS DA AMÉRICA LATINA Após a fusão entre Suzano Papel e Celulose e a Fibria, a companhia tornou-se o maior agronegócio do Brasil, e a 5ª maior companhia não financeira do país Por Sol Andreassa

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Fotos: Unidade Jacareí - SP / Divulgação Sem dúvida, uma das maiores empresas do Brasil. A companhia que nasceu oficialmente dia 14 de janeiro de 2019, inicia sua história com capacidade produtiva de 11 milhões de toneladas de celulose de eucalipto e 1,4 milhão de toneladas de papel por ano. A competitividade da Suzano pode ser medida por sua presença global e sua dimensão das operações: vendas para mais de 80 países, com 11 fábricas distribuídas pelo Brasil e cerca de 37 mil colaboradores diretos e indiretos. A companhia que agora possui nova marca, conta com Walter Chalka como presidente, e ao seu lado os diretores: Alexandre Chueri, Aires Galhardo, Carlos Aníbal, Christian Orglmeister, Fabio Prado, Fernando Bertolucci, Leonardo Grimaldi, Malu Paiva, Marcelo Bacci, Mariano Zavattiero, Pablo Machado e Vinícius Nonino. Recentemente os resultados do quarto trimestre e do acumulado de 2018, foram divulgados. Registrou-se o melhor ano da história da companhia. Em função do período ser anterior à data da conclusão da combinação de bases acio-

nárias com a Fibria, as Demonstrações Financeiras consideram exclusivamente números referentes à Suzano Papel e Celulose. Destaca-se que foram divulgados também o balanço anual da Fibria, igualmente com indicadores recordes, e dados pro forma* que buscam refletir, a partir dos resultados anuais das duas empresas - que em 2018 ainda eram independentes -, os números e resultados da nova Suzano. A receita líquida acumulada totalizou R$ 31,7 bilhões em 2018, expansão de 42% em relação ao ano anterior. O EBITDA ajustado e a geração de caixa operacional, por sua vez, atingiram R$ 16,4 bilhões e R$ 12,5 bilhões, respectivamente. Tais números, sustentados por resultados recordes das duas empresas, foram impulsionados, principalmente, pela elevação do preço médio internacional da celulose, pelo câmbio mais favorável às exportações, pelos aumentos de preços de papéis no período e pela evolução do desempenho operacional das unidades de negócio.

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“Já começamos a construir o futuro da Suzano, criando as bases para que a empresa tenha capacidade de gerar e compartilhar valor de forma consistente. Nossos times estão integrados em um único ambiente e já estamos focados na busca pela maior competitividade proporcionada pela fusão das duas empresas, sempre atentos ao nosso papel como agentes de transformação para a construção de um futuro melhor para a sociedade e cientes de que nosso negócio impacta diariamente a vida de bilhões de pessoas que consomem nossos produtos”, afirma Walter Schalka, presidente da Suzano.

Os números pro forma*, que simulam um ambiente no qual a Suzano Papel e Celulose e a Fibria já eram uma única empresa em 31 de dezembro de 2018, totalizaram uma produção de 10,3 milhões de toneladas de celulose e 1,3 milhão de toneladas de papéis. Ambos os indicadores apresentaram elevação de aproximadamente 10% em relação ao ano anterior. Os resultados reforçam a visão de criação de uma das mais

valiosas empresas do Brasil e de uma das mais competitivas fabricantes do setor de papel e celulose no mundo, contando atualmente com unidades em Belém do Pará (PA), Imperatriz (MA), Fortaleza (CE), Mucuri (BA), Veracel (BA), Aracruz (ES), Suzano (SP), Rio Verde (SP), Limeira (SP), Jacareí (SP) e Três Lagoas (MS). Possui no exterior, escritório comercial na China e subsidiárias nos Estados Unidos, Suíça, Inglaterra e Argentina.

LINHA DO TEMPO SUZANO 1980 1924 Nasce a empresa familiar conduzida pelo imigrante ucraniano Leon Feffer.

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Abertura do capital na Bolsa de Valores, entretanto mantendo forte influência familiar.

2017 2010 Apostando na diversificação dos negócios, a empresa confirma a aquisição da FutureGene, companhia com foco em pesquisa e desenvolvimento genético em plantas para mercados globais do setor florestal de bioenergia e biocombustíveis, com laboratórios no Brasil, Israel e China.

Atinge receita superior a R$ 10 bilhões, tornandose uma das maiores do mundo.

2019 2018 Em março ocorreu a fusão com a até então concorrente Fibria, tornandose o maior agronegócio do Brasil e a 5ª maior companhia não financeira do país.

Em 14 de janeiro foi dado start em suas operações, nascendo assim a líder global na produção de celulose de eucalipto, além de ser uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina.


SUZANO HOJE • Exporta para mais de 80 países • Através de seus produtos, está presente na vida de mais de 2 bilhões de pessoas • Dez fábricas, e a joint operation Veracel, • Capacidade instalada de 11 milhões de toneladas de celulose de mercado • 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano, • Possui aproximadamente 37 mil colaboradores diretos e indiretos,

• Investe há mais de 90 anos em soluções inovadoras a partir do plantio de eucalipto, as quais permitam a substituição de matérias-primas de origem fóssil por fontes de origem renovável, • Possui os mais elevados níveis de Governança Corporativa da B3, no Brasil, e da New York Stock Exchange (NYSE), nos Estados Unidos, mercados onde suas ações são negociadas.

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2018 – MARCO HISTÓRICO O ano de 2018 foi marcado pelo anúncio, em 16 de março, da união entre Suzano Papel e Celulose e Fibria. A fusão foi aprovada pelos acionistas de ambas as empresas, assim como por todos os órgãos reguladores nacionais e internacionais, sendo o último órgão aprovador a Comissão Europeia, que emitiu sua decisão no final de novembro. O processo de fechamento da operação teve início no dia 3 de janeiro de 2019 e se encerrou com a conclusão da transação, em 14 de janeiro de 2019. Ao longo do processo de aprovação, a Suzano concluiu a listagem de ADRs na NYSE (Bolsa de Valores de Nova Iorque) e a captação de recursos financeiros que viabilizaram o pagamento da parcela caixa estabelecida no acordo. O ano de 2018 também trouxe importantes reconhecimentos à qualidade de crédito, à gestão e ao ambiente de trabalho da Suzano. A companhia conquistou o Grau de Investimento (BBB) com perspectiva estável pela Standard & Poor’s (S&P), avaliação que atesta a solidez e disciplina financeira da companhia. A Suzano também foi a grande vencedora do anuário Valor 1000, do jornal Valor Econômico, e esteve presente nas listas das Melhores Empresas para Trabalhar e das Melhores Empresas para Começar a Carreira, rankings elaborados pela revista Você S/A, e das melhores empregadoras do mundo (Global 2000 – World’s Best Employers), da revista Forbes. Recebeu o Prêmio ECO 2018 realizado pela Amcham – Câmara Americana de Comércio para o Brasil, na categoria Práticas de Sustentabilidade em Processos, por seu projeto de mensuração de impactos operacionais. O reconhecimento ao case Capital Natural: Valoração de Externalidades.

ALGUNS NÚMEROS ALCANÇADOS

Preço médio de celulose:

Preço médio de papel:

US$ 745/t em 2018 (+25% vs. 2017) US$ 757/t no 4T18 (+11% vs. 4T17) R$ 3.712/t em 2018 (+21% vs. 2017) R$ 3.901/t no 4T18 (+25% vs. 4T17)

Geração de caixa operacional¹ recorde: R$ 5,5 bilhões EBITDA Ajustado² recorde:

R$ 6,8 bilhões

Obtenção do Grau de Investimento (BBB- / estável) ¹ Geração de Caixa Operacional = EBITDA Ajustado menos capex de manutenção. | ² Ajustado por fatores não recorrentes.

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CELULOSE - Fatores exógenos impulsionam os resultados

884

953

941 903

3.615 3.501 3.541 3.226 820

2.206

645

2.977

2.884

752

757

2.722 1.908

679

1.895

1.806

1.699

1.222

18,8

1.017

745

798

22,7

22,3

20,1

15,2

UDM: últimos doze meses.

CELULOSE - Custo caixa pressionado por preço e câmbio nos insumos e menor volume produzido

619

31

16

15

681

628

7

40

599 (19)

Obs.: Em alinhamento com as práticas de mercado e para fins de comparação, a metodologia do cálculo do custo caixa foi alterada a partir do 1T18 e não considera a exaustão da madeira em pé de terceiros.

PAPEL - Contínua melhora do desempenho operacional e boa performance de vendas

1.157 299

305

315

1.180

1.190 334

308

1.013

1.180

328

990

986

907 889

¹ Exclui, a partir do 1T18, a unidade de bens de consumo.

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PAPEL - Evolução operacional combinada com crescimento de preços favoreceram a rentabilidade

1.306

1.326 1.152

16,2

16,6

15,4 14,5 780

781

12,1

¹ Exclui, a partir do 1T18, a unidade de bens de consumo. | ² Impacto referente ao ILP dos Administradores: (i) 3T18: -R$ 67/ton no EBITDA; (ii) 4T18: -R$ 36/ton no EBITDA; (iii) UDM 1T18: -0,1 p.p. no ROIC; (iv) UDM 2T18: -0,8 p.p. no ROIC; (v) UDM 3T18: -1,0 p.p. no ROIC e (vi) UDM 4T18: -62/ton no EBITDA e -1,2 p.p. no ROIC. | UDM: últimos doze meses.

INVESTIMENTOS- Execução em linha com o previsto

2017

Total

2018

2018e2

1,1

1,3

1,2

0,7

0,6

0,6

0,3

0,3

0,7

0,7

1,8

2,8

2,7

¹ 50% do pagamento da 2ª tranche da aquisição foi realizado em 2018 e 50% será realizado em 2019. ² Capex estimado para 2018.

Concomitantemente a expansão expressiva dos negócios dada especialmente pela união entre as empresas, a capacidade produtiva, a qualidade do capital intelectual, a possibilidade de novos negócios através do crescimento mundial da população, percebe-se como uma empresa como a Suzano é de fato um agente de mudança, ainda mais quando inserida em um cenário de adoção progressiva dos conceitos da Indústria 4.0. O caminho exige mais maturidade do que nunca, e será definida por quatro grandes pilares: Planejamento de matéria-prima para os próximos períodos, máquinas e equipamentos de alta performance, desenvolvimento de novos produtos oriundos da madeira e ainda maturidade da utilização de novas tecnologias digitais. Hoje são mais de 2 bilhões de pessoas que utilizam seus produtos. E amanhã?

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*Os números indicados como pro forma representam dados não auditados e baseados em premissas razoavelmente consideradas pela Suzano Papel e Celulose e pela Fibria frente às circunstâncias em que foram construídas. Estas informações contém determinadas afirmações consideradas “declarações prospectivas”, incluindo os dados futuros, que fazem parte do documento “Teleconferência de Resultados – 4T18” divulgado recentemente pela empresa. Colaborou fundamentalmente para este conteúdo Performa Assessoria.


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TECNOLOGIA

BEAVER: FLEXIBILIDADE E AUTOSSUFICIÊNCIA PARA APOSTAS FIRMES NA FLORESTA Entender a austeridade da floresta é a chave para oferecer soluções altamente rentáveis para o setor

Imagine de um lado florestas prontas para a colheita, do outro a indústria, aguardando resultados com bons rendimentos e os menores custos possíveis, e ainda na outra ponta a realidade de um novo mercado, com uma economia cheia de altos e baixos, porém com demanda crescente. Se neste cenário a sua dúvida é de como manter a solidez no ramo, ser economicamente viável, competitivo e conseguir superar os desafios do dia a dia, é importante saber que a sua estratégia começa exatamente na terra. A floresta exige segurança, estabilidade, e acima de tudo autossuficiência. É ali que tudo começa. Nunca antes na história existiu tanta versatilidade na floresta. A capacidade do PONSSE Beaver evidencia a alta produtividade e novos recordes no Brasil. Campeão de tecnologia na categoria, o PONSSE Beaver é um harvester altamente flexível, indicado para atuar em todas as operações de desbaste. Desenvolvido a partir de soluções simples e robustas que são invariavelmente encontradas em todos os produtos da PONSSE, o Beaver é o equipamento com maior

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potência hidráulica e mais confiável da categoria. Possui motor Mercedes-Benz de 4 cilindros OM924 com 197 hp. A utilização das gruas PONSSE, as mesmas utilizadas nos equipamentos de maior categoria, permite que o Beaver possa competir até mesmo com equipamentos de maior porte. O chassi curto e o sistema de flutuação do eixo resultam em uma grande agilidade em terrenos acidentados. O PONSSE Beaver é equipado com Grua Paralela C44+ e Cabeçote PONSSE H6 com alta velocidade de alimentação. A ergonomia e conforto da cabine, incluindo a mobilidade da grua no momento do desbaste, são diferencias importantes para manter o desempenho na floresta. E foi exatamente por estas qualidades, que a Fuck Compensados, tradicional empresa do estado de Santa Catarina vem superando rapidamente, as antigas limitações durante a colheita. A empresa que cultiva madeira de alta qualidade desde 1968, a FComp, como é mais conhecida, garante destaque no mercado oferecendo compensados exclusivos, toras e lâminas de alta resistência, beleza e atendimento diferenciado. Atualmente, suas florestas ultrapassam 10.000


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hectares com mais de 3.500 hectares de área de produção de matéria-prima nobre. São especialistas na produção e entrega de chapas especiais de madeira limpa, mantendo o controle e rastreamento completo de todas as etapas do processo, do plantio a entrega, em tempo real. “Investimos e dedicamos esforços para a crescente mecanização do plantio à colheita, precisão e seleção de cortes e a estabilidade e constância de fornecimento. Além disso, nossas chapas especiais são usinadas, lixadas, calibradas e livres de nós, garantindo o melhor atendimento ao mercado nacional e internacional, com fluxo contínuo e sustentável, qualidade absoluta e total eficiência”, reforça Felipe Alexandre Fuck, Diretor Florestal da FComp. “O Beaver otimiza nosso processo de colheita, especialmente por sua flexibilidade para áreas de difícil acesso, mantendo sempre baixo consumo de combustível. Algum tempo atrás, havia necessidade de aumentar nossa produtividade na floresta, vimos o equipamento funcionando e em seguida fizemos a aquisição, uma vez que comparada a produtividade por m³, é excepcionalmente melhor que um harvester de esteira, entre outras qualidades”, reforça o diretor. “O compromisso com o desenvolvimento de pessoas segue nossa tradição familiar, valorizando àqueles que fazem da nossa missão, seu compromisso diário. Temos orgulho de ser a primeira empresa brasileira a alcançar a excelência da transformação, oferecendo madeira especial de alto padrão”, conclui.

do Paraná, a Randa atende o mercado nacional e internacional. Com as mais inovadoras máquinas e equipamentos trabalhando desde o plantio, a colheita da matéria-prima ao acabamento dos produtos. Tecnologia empregada durante todo o processo para obter qualidade no produto final. Atualmente conta com o setor de florestas de pinus que ultrapassa 1200 hectares de efetivo plantio, atende à demanda do mercado com matéria-prima própria e, também adquire de toda região. Atualmente são 600 colaboradores diretos, somando-se ainda os terceirizados e empreiteiros, sendo uma das maiores geradoras de emprego e renda na região. “Uma das maiores empregadoras da região Sul do Paraná. Com a crise, focamos 80% na exportação, e atualmente exportamos para os EUA e Europa, chapas de compensado e moldura com a certificação CE4, CE2+PS1, Carb e FSC", completa o Diretor Corporativo, Guilherme Ranssolin. O foco no mercado nacional é atender desde as menores obras até as maiores empreiteiras do país. Assim foi em 2016, quando atendeu a maior obra já realizada no Brasil, o parque da Vila Olímpica, em que foram fabricadas e instaladas 30 mil portas. Atende no maior segmento de Home Center no Brasil, chegando com facilidade o produto até o consumidor final. O diretor florestal, Leandro Ranssolin, conta que a tecnologia nas florestas é fundamental nos dias de hoje. “Não podemos esquecer que das florestas sai toda nossa matéria-prima, fizemos a aquisição do harvester Beaver para maior produtividade na colheita”. O diretor foi até a Finlândia para fazer essa aquisição do equipamento Ponsse. “Foi um grande acerto essa compra, pois está deixando nossas florestas bem conduzidas com qualidade e redução nos custos da colheita”.

Felipe Alexandre Fuck

A RAZÃO DA TECNOLOGIA NAS FLORESTAS Entre as diversas empresas que adquiriram o Beaver Ponsse, está o Grupo Randa. Desde 1982 no setor madeireiro, a empresa familiar de portas, compensados e molduras mantém-se líder no mercado. Localizada em Bituruna região sul

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Leandro Ranssolin “Beaver é o equipamento ideal para as áreas de desbaste, e embora seja robusto, é muito ágil no seu deslocamento e ainda de fácil operação”. Leandro Ranssolin - Diretor florestal.


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ECONOMIA | ARTIGO

OS PRÓXIMOS QUATRO ANOS

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Já as ações da Coalizão Empresarial para Facilitação de Comércio e Barreiras englobam 20 barreiras comerciais no exterior contra produtos brasileiros, que foram identificadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O movimento contribuirá para a definição de estratégias para lidar com essas barreiras. A Coalizão pela Construção Civil, coordenada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), reúne 26 das principais entidades da indústria com o objetivo de unir esforços para o desenvolvimento de ações e adotar medidas a fim de destravar o setor e permitir a recuperação da construção civil brasileira. A Abimci participa ainda das discussões promovidas pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, movimento composto por entidades que lideram o agronegócio no Brasil, as principais organizações civis da área de meio ambiente e clima, representantes de peso do meio acadêmico, associações setoriais e companhias líderes nas áreas de madeira, cosméticos, siderurgia, papel e celulose, entre outras. Todas essas forças se uniram para tratar das questões decorrentes das mudanças climáticas sob a ótica de uma nova economia, baseada na baixa emissão de gases do efeito estufa. Estamos diante de um momento único na história recente do país. Será preciso muito trabalho e comprometimento por parte dos governantes para que a economia avance, a confiança seja retomada e um ciclo de prosperidade duradouro coloque novamente o Brasil nos trilhos rumo ao crescimento. O setor industrial madeireiro está, mais do que nunca, por meio da representação da Abimci, participando ativamente das principais discussões e apresentando as demandas do setor. É tempo de nos mantermos unidos e fortalecidos para que cresçamos todos juntos. DionisioMG

Passadas as eleições, temos o desafio de trabalhar pela reconstrução do país, focando nas ações prioritárias para a retomada de um ambiente positivo de negócios. Do novo governo, o que se espera é um posicionamento firme e o compromisso com as principais demandas do setor produtivo, entre eles a indústria madeireira. É essencial que as políticas públicas dos próximos anos possibilitem a atração de novos investimentos, em especial os externos para investimento direto em infraestrutura, que criem condições e vontade política para que sejam estabelecidos acordos comerciais internacionais, criem medidas para melhoria da competitividade e uma ação focada na desburocratização, que tanto engessa a nossa competitividade. Além disso, e tendo como base o trabalho do poder público para garantir segurança jurídica às empresas, simplificar a tributação, recuperar o equilíbrio fiscal, estabelecer uma maior eficiência do gasto público, melhorar os custos e o acesso a linhas de financiamento para investimentos e realizar as reformas estruturantes indispensáveis para o desenvolvimento do país. Com as enormes dificuldades enfrentadas e vividas nos últimos anos pelas empresas no Brasil, podemos dizer que o setor produtivo, de forma macro, amadureceu muito nesse período. Avançamos em passos importantes e de forma inteligente, identificando algumas estratégicas e os principais pontos nos quais se deve atuar para melhorar assim a sua interface com o governo e a sua representatividade na economia nacional. A Abimci, como entidade representativa do setor industrial madeireiro, potencializou a sua participação nas discussões nacionais e no seu escopo de trabalho, participando das discussões promovidas em quatro coalizões empresariais. O modelo de ação que une as forças de entidades representativas tem se mostrado eficaz para a soma de esforços e objetivos. As coalizões avançaram bem em seus objetivos em 2018 com a proposição de medidas para destravar o desenvolvimento econômico. A Coalizão Empresarial Brasileira tem atuado no acompanhamento das negociações internacionais, sobretudo dos processos de integração comercial nos quais o Brasil está envolvido, reunindo mais de 170 membros interessados em influenciar as estratégias brasileiras de integração internacional.

Paulo Roberto Pupo, Superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci).


INTERNACIONAL

FEIRA INTERNACIONAL É VITRINE DO FUTURO PARA AS INDÚSTRIAS DE PROCESSAMENTO DE MADEIRA São 130.000 metros quadrados, esta é a área total de exposição líquida que será ocupada por estandes de exposição com a mais recente fábrica de madeira e processamento de madeira, máquinas e ferramentas No próximo mês de maio, mais de 1.500 empresas estarão reunidas em Hannover, na Alemanha, para mostrar o futuro das indústrias de processamento de madeira. Seja sobre digitalização, automação, plataformas IoT, ou sistemas colaborativos, a Ligna é onde as inovações são mostradas pela primeira vez, e em uma escala incomparável. De 27 a 31 de maio de 2019, expositores de mais de 50 países se reunirão no Centro de Exposições de Hannover para apresentar soluções de processamento, aplicações e conceitos de última geração para toda a indústria florestal e madeireira. Os visitantes verão inovações em todas as categorias de exibição, desde a tecnologia florestal, fabricação de móveis e janelas até sistemas de ferramentas e tecnologia de superfície. Eles também verão demonstrações ao vivo de fábricas de produção de móveis totalmente funcionais, aprenderão sobre as plataformas de IoT para fábricas da Indústria 4.0 e os mais recentes projetos de P & D, e poderão participar de eventos de networking durante o evento.

“CARPINTARIA INTEGRADA – SOLUÇÕES PERSONALIZADAS” Na indústria de madeira, há grande interesse em cenários de aplicação de IoT, como monitoramento de condições e manutenção preditiva, como um meio de aumentar ainda mais a eficiência da fábrica. Em tais cenários, os seres humanos continuam sendo parte integrante do processo de produção, mas são apoiados por sistemas de assistência cibernética, como robôs colaborativos, veículos guiados automatizados e tecnologias inteligentes de suporte ao trabalhador. A tendência é, portanto, para sistemas híbridos de produção homem-máquina nos quais o produto está inextricavelmente ligado à planta de produção e aos humanos que a operam. “Os visitantes da próxima LIGNA terão uma visão cativante do que o futuro reserva para as indústrias de móveis e marcenaria”, explicou Gruchow.

TECNOLOGIA SMART SURFACE Com o tema “Smart Surface Technology”, as exibições de acabamento de superfície no LIGNA 2019 vão abranger todas as soluções inteligentes de processamento necessárias para atender à atual demanda crescente por superfícies hápticas, mate e reflexivas. Isso é impressão digital e sistemas decorativos de impressão de rotogravura, sistemas de inspeção, a última geração de máquinas de revestimento por pulverização, sistemas robóticos e muito mais. Aqui, também, a digitalização e a automação são a chave para alcançar uma maior flexibilidade e, ao mesmo tempo, manter os custos ao mínimo.

“ACESSO A RECURSOS E TECNOLOGIA” NO WOOD INDUSTRY SUMMIT Os provedores de tecnologia para a indústria florestal e ou de processamento primário de madeira, em particular, terão uma oportunidade incomparável de explorar novos mercados em crescimento na Wood Industry Summit do ano que vem, que tem como tema “Acesso a Recursos e Tecnologia”. Completo com fórum, lounge e área de exposição, a cúpula é toda sobre comunicação internacional e transferência de tecnologia. Entre muitas outras coisas, seu foco será em maneiras de otimizar toda a cadeia de valor da floresta-madeira-logística – desde árvores em pé até o processamento final na fábrica – bem como proteger as florestas dos danos bióticos e abióticos e no clima e no meio ambiente. Processos amigáveis de colheita e o futuro da indústria florestal e madeireira. Tecnologias digitais, como sistemas de captura de dados baseados em drones, aplicativos móveis, Os scanners a laser e programas de TI altamente sofisticados abrangem toda a cadeia de valor da silvicultura, desde informações florestais e sistemas integrados de colheita até os modernos sistemas de manejo florestal.

I

27


CÂMARA DE SECAGEM A ATACAMA é uma câmara de secagem de madeira altamente eficiente, indicada para realizar as mais difíceis secagens de madeira verde. Desenvolvida para suprir desde as necessidades mais simples até as mais complexas, a Atacama é a estufa mais versátil e confiável da categoria. Devido sua eficiência, o modelo inovador da Atacama pode competir até mesmo com equipamentos de maior porte.

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SERF DRYTECH Uma empresa pioneira na otimização de secagem de madeira

A SERF Engenharia iniciou suas atividades no ano de 2007 na cidade de Curitiba/PR atuando com empresa suporte em diversos segmentos da indústria. Nos últimos anos a demanda por processos mais eficientes e tecnologias direcionou a empresa a buscar novas alterna-tivas tecnológicas para a melhoria contínua. Com espírito empreendedor e inovação tecnológica constante, a SERF através de sua equipe desenvolveu diversas soluções para este segmento. Projetos como pré-secadores para aumento de produtividade da indústria de madeira de eucalipto, sistema de secagem móvel para auxilio na secagem de madeira serrada e toras, desenvolvimento e operação de projeto de estufas contínuas de secagem de madeiras. Neste último equipamento em parceria com empresa do segmento industrial que possibilitou a construção e aplicação do equipamento, hoje são cinco equipamentos operando sendo quatro no Brasil e um na Africa do Sul. O SIRE - Sistema Integrado de Recuperação de Energia - é um equipamento desenvolvido pela SERF DRYTECH que possibilita a recuperação de até 25% das energias utilizadas na secagem de madeira possibilitando o aumento de capacidade produtiva, recuperando energia térmica e tempo nos processos de produção.

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ARTIGO | SILVICULTURA BRASIL

EXPANSÃO DA INDÚSTRIA CELULOSE PAPEL: OPORTUNIDADE PARA OS SILVICULTORES

Por Manoel Francisco Moreira

A Silvicultura no Brasil teve duas fontes de desenvolvimento: a indústria celulósico-papeleira (CP), e os incentivos fiscais da época do Governo Militar. Isto todos que são do ramo sabem. Com o fim dos incentivos, apenas a indústria CP permanece, direta ou indiretamente, estimulando a silvicultura. A indústria da madeira sólida, exceção à de chapas de fibras, têm sobrevivido na esteira desse desenvolvimento. São raras as indústrias de madeira sólida que mantêm ou desenvolvem maciços florestais de uso próprio. Quando nos referimos a silvicultores, estamos falando de investidores pequenos e grandes como as Timo (Timber Investment Management). Esses têm no manejo dos maciços a maximização do rendimento do empreendimento e sua comercialização principal para a indústria de madeira sólida e os desbastes para as Celulose e Papel. A presença principalmente das CP numa região e secundariamente das de chapas de fibra, é fundamental ao manejo, pelo consumo da madeira fina do primeiro desbaste. Aí reside, porém um nó górdio que é o preço da madeira em pé que deve, em última análise, remunerar o desbaste com o transporte, no mínimo. O assunto passa, obviamente, pela lei de mercado de oferta e procura, embora as CP “comandem” esse mercado. Mas isso acontece no mundo todo e todos sobrevivem. As indústrias CP estão quase sempre em expansão, assim algumas anunciam recentes aumentos de consumo. Temos notícia de expansão de indústria em São Paulo (Lwarcell), Paraná (Klabin) e Santa Catarina (Rigesa).

30 I MADEIRA TOTAL

Chama atenção, porém o maior investimento delas no Paraná. Conforme entrevista do CEO da Klabin ao jornal Valor Econômico, esta deverá expandir sua unidade em Ortigueira-PR, com uma planta de kraft-liner, em 1,1 milhão de toneladas anuais. Em termos de consumo de madeira significam mais 4 milhões de toneladas aproximadamente de Pinus e eucalipto a serem consumidas. Esse volume estimulará a colheita em áreas mais remotas e difíceis, que devido à falta de infraestrutura, por exemplo ferrovias, não tinham perspectivas de comercialização. São áreas onde dificilmente a indústria se instalaria. Esse mesmo fato ocorrerá em maior ou menor grau nos demais Estados, por conta das expansões já comentadas. Espera-se que agora os investidores florestais possam enxergar um novo alento e a reconversão das áreas florestais diminua e até pare, pois hoje raros são aqueles que após o corte raso, reformam suas áreas. A indústria da madeira sólida também agradece.

Manoel Francisco Moreira é Engenheiro Florestal & Consultor.


I

31


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MERCADO & NEGÓCIOS

PIB BRASILEIRO APONTA CENÁRIO DE RETOMADA GRADUAL DA ECONOMIA A ampliação da capacidade produtiva futura da economia por meio de investimentos reflete um avanço dos indicadores de confiança e dá indícios de que o ritmo de crescimento da economia poderá acelerar ao longo de 2019 O resultado do PIB 2018 - produto interno bruto, divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirma o cenário de recuperação gradual da atividade econômica. Se, por um lado, o crescimento de 1,1% no PIB repete o desempenho de 2017, por outro, nota-se uma melhoria na composição do indicador, caracterizada por uma contribuição maior da demanda nacional. A análise é do Grupo de Conjuntura do Ipea. Validando o cenário de recuperação gradual, o PIB avançou pouco: 0,1% no quarto trimestre de 2018, na comparação com o trimestre anterior livre de efeitos sazonais – de acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, o PIB encerrou 2018 com crescimento de 1,1%, mesmo desempenho verificado em 2017. O crescimento do quarto trimestre representou desaceleração em relação ao período anterior (0,5%), deixando um carry-over* de apenas 0,4% para 2019 – ou seja, caso permaneça estagnado ao longo dos próximos quatro trimestres, o PIB fechará o ano com alta de 0,4%.

34 I MADEIRA TOTAL

CONSUMO DAS FAMÍLIAS Ainda na comparação dessazonalizada, o consumo das famílias manteve o ritmo de crescimento, com alta de 0,4% em relação ao período anterior – contra aumento de 0,5% registrado no terceiro trimestre. No acumulado do ano, a expansão foi de 1,9%. Além da melhora, ainda que modesta, do mercado de trabalho, o desempenho do consumo vem sendo positivamente afetado por outros fundamentos, como o bom comportamento das taxas de inflação e a redução do comprometimento do orçamento familiar com o serviço de dívidas passadas. A formação bruta de capital fixo (FBCF), em contrapartida, recuou 2,5% na margem, devolvendo parte do forte crescimento de 5,5% no terceiro trimestre. Ainda assim, os investimentos encerraram o ano com expansão de 4,1%. Vale lembrar que parte dessa alta foi explicada por um efeito contábil, provocado pela importação ficta de plataformas de petróleo ocorrida naquele período. Sem efeito, o resultado teria sido mais modesto,


com alta de 2,1%. Esse efeito provocado pelo aumento das importações exerceu forte impacto nos investimentos em máquinas e equipamentos, como mostra o Indicador Ipea Mensal de FBCF. Em relação aos setores produtivos, o destaque negativo ficou por parte da indústria, que recuou 0,3% no quarto trimestre. Afetado por uma série de fatores, a exemplo da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio e da crise na economia argentina, o setor encerrou 2018 com crescimento de apenas 0,6%.

AGROPECUÁRIA Enquanto a agropecuária cresceu 0,2% no quarto trimestre, ficando praticamente estagnada no ano (0,1%), o PIB de serviços, por sua vez, registrou a oitava alta trimestral seguida (0,2%), exibindo expansão de 1,3% em relação ao

mesmo período do ano anterior. Na comparação interanual, o PIB apresentou pequena desaceleração no quarto trimestre, passando de 1,3% para 1,1%. Já a absorção interna (demanda interna final mais variação de estoques) registrou crescimento abaixo do PIB, com alta modesta de 0,3% contra o quarto trimestre de 2017.

VARIAÇÃO DE ESTOQUES O destaque ficou por conta da FBCF, com avanço de 3%. A variação de estoques contribuiu negativamente, retirando 1 ponto percentual (p.p.) da taxa trimestral do PIB. Além do desacumulo de estoques, o resultado do PIB no quarto trimestre foi influenciado positivamente pelas exportações líquidas. Entre os setores produtivos, a indústria foi o único a registrar resultado negativo, com queda de 0,5% na comparação interanual. Entre os demais setores, o crescimento foi bastante disseminado.

I

35


SERVIÇOS melhora na sua composição, caracterizada por uma maior contribuição da demanda interna. Embora o setor industrial tenha demonstrado perda de fôlego ao longo dos últimos trimestres, o bom desempenho do consumo das famílias e do FBCF reflete a melhora ocorrida nos indicadores de confiança, apresentando indícios de que o ritmo de crescimento da economia poderá acelerar ao longo de 2019.

Com alta de 1,1%, vale destacar o setor serviços, que adicionou 1 p.p. ao resultado do PIB. A única exceção ficou por conta do segmento atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, ficando 0,5% abaixo do patamar atingido no quarto trimestre de 2017. Em síntese, o resultado do PIB confirmou o cenário de recuperação gradual da atividade econômica, já mencionado ao longo de 2018. Se, por um lado, o ritmo de crescimento repetiu o desempenho de 2017, por outro, vale destacar a TABELA 1 PIB e setores produtivos: evolução das taxas de crescimento (Em%)

Trimestre/trimestre anterior dessazonalizado

Trimestre/Igual trimestre do ano anterior

Acúmulo em quatro trimestres

1T18

2T18

3T18

4T18

1T18

2T18

3T18

4T18

2017

2018

PIB a preços de mercado

0,4

0,0

0,5

0,1

1,2

0,9

1,3

1,1

1,1

1,1

Imposto sobre produtos

0,4

0,0

0,5

0,1

2,7

1,1

1,3

0,5

1,5

1,4

Valor adicionado a preços básicos

0,4

0,2

0,5

0,2

1,0

0,9

1,3

1,2

1,0

1,1

Agropecuária

1,6

0,2

0,8

0,2

–3,0

0,3

2,5

2,4

12,5

0,1

Indústria

–0,3

–0,3

0,3

–0,3

1,2

0,8

0,8

–0,5

–0,5

0,6

Extrativa mineral

0,3

0,8

0,8

1,9

–1,3

0,5

0,7

3,9

4,2

1,0

Indústria de transformação

–0,5

–0,6

0,6

–1,0

3,8

1,7

1,6

–1,5

1,7

1,3

Eletricidade e gás, água, esgoto, ativ. de gestão de resíduos

2,3

0,5

–2,0

3,9

0,7

3,1

0,5

4,6

1,0

2,3

Construção

–2,4

–0,4

0,4

0,1

–4,2

–2,7

–1,0

–2,2

–7,5

–2,5

0,2

0,3

0,5

0,2

1,8

1,1

1,2

1,1

0,5

1,3

Comércio

0,6

–0,6

1,0

–0,1

4,8

2,0

1,6

0,9

2,1

2,3

Transporte, armazenamento e correio

0,9

–0,7

1,8

–0,3

2,9

1,1

2,9

1,7

1,2

2,2

Informação e comunicação

–1,1

1,1

0,4

2,1

–2,8

0,5

1,1

2,5

–1,0

0,3

Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados

–0,3

0,3

0,0

–0,5

0,2

0,7

1,0

–0,5

–1,6

0,4

Atividades imobiliárias

0,4

1,3

1,0

0,7

2,8

3,0

3,2

3,4

1,2

3,1

Outras atividades de serviços

0,7

0,3

0,1

0,4

1,3

0,7

0,6

1,5

0,7

1,0

Adm., defesa, saúde e educação pública e seguridade social

–0,1

–0,1

0,1

0,1

0,7

0,1

0,1

0,1

–0,2

0,2

Serviços

Fonte: IBGE. Elaboração: Grupo de Conjuntura de Diretoria de Estudos Macroeconômicos (Dimae) do Ipea.

36 I MADEIRA TOTAL


TABELA 2 PIB e componentes de demanda: evolução das taxas de crescimento (Em%) Trimestre/trimestre anterior dessazonalizado

Acúmulo em quatro trimestres

Trimestre/Igual trimestre do ano anterior

1T18

2T18

3T18

4T18

1T18

2T18

3T18

4T18

2017

2018

0,4

0,0

0,5

0,1

1,2

0,9

1,3

1,1

1,1

1,1

Absorção interna (demana intenal fina + var. de estoques)

0,5

0,0

1,0

–1,2

1,5

2,1

2,6

0,3

1,0

1,6

Demanda interna final

0,2

–0,3

1,5

–0,2

2,4

1,6

2,2

1,3

0,3

1,9

Consumo total

0,2

–0,1

0,5

0,3

2,4

1,3

1,1

1,0

0,8

1,4

Consumo das famílias

0,5

0,0

0,5

0,4

2,9

1,8

1,4

1,5

1,4

1,9

Consumo do governo

–0,3

–0,4

0,3

–0,3

0,7

–0,3

0,3

–0,7

–0,9

0,0

FBCF

0,8

–0,9

5,5

–2,5

2,6

3,0

7,8

3,0

–2,5

4,1

Exportações de bens e serviços

2,9

–4,1

6,3

3,6

5,3

–2,9

2,6

12,0

5,2

4,1

Importações de bens e serviços

2,2

–1,8

9,4

–6,6

7,8

6,5

13,5

6,0

5,0

8,5

PIB a preços de mercado

Fonte: IBGE. Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimae/ Ipea.

GRÁFICO 1 PIB: evolução das taxas de crescimento trimestral e dessazonalizado (Em%)

–0,6

–2,5

–2,3

0,3

0,1

1,2 0,3

0,4

2018.I

–0,6

2016.IV

–1,4

–0,9

2016.III

–0,2 –0,8

0,1

2,2

2017.IV

1,4

1,5

0,9 0,0

1,3 0,5

1,1 0,1

0,6

–3,2 –4,3

variação contra o mesmo trimestre do ano anterior

2018.IV

2018.III

2018.II

2017.III

2017.II

2017.I

2016.II

–5,1 2016.I

2015.IV

2015.III

–5,5

variação contra o trimestre anterior

Fonte: IBGE. Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimae/ Ipea.

I

37


Crescimento interanual - contribuição por setor Na comparação interanual, o setor serviços foi o destaque positivo pelo oitavo trimestre consecutivo, adicionando 1 p.p. ao crescimento do PIB. No ano, a contribuição foi de 0,8 p.p. Já a indústria retirou 0,1 p.p no resultado do quarto trimestre, contribuindo com apenas 0,1 p.p. no acumulado de 2018. Os impostos sobre produtos cresceram a uma taxa menor que a do PIB, adicionando 0,1 p.p. ao resultado trimestral e 0,2 p.p. no acumulado do ano. TABELA 3 PIB: contribuição para a taxa de crescimento interanual1 (Em pontos percentuais) 2017

2018

T1

T2

T3

T4

Acumulado no ano

T1

T2

T3

T4

Acumulado no ano

Imposto sobre produtos

0,0

0,1

0,3

0,4

0,2

0,3

0,1

0,2

0,1

0,2

Agropecuária

–0,5

1,0

0,4

0,2

0,6

–0,1

0,0

0,1

0,2

0,0

Indústria

0,2

–0,5

–0,1

0,4

–0,1

0,2

0,1

0,2

–0,1

0,1

Serviços

0,5

0,1

0,7

1,1

0,3

0,9

0,6

0,8

1,0

0,8

Fonte: IBGE. Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimae/ Ipea. Nota1: Valores aproximados

TABELA 4 PIB: contribuição para a taxa real de crescimento trimestral (Em pontos percentuais) 2017

2018

T1

T2

T3

T4

Acumulado no ano

T1

T2

T3

T4

Acumulado no ano

Absorção interna (demanada final + var. de estoque)

1,1

–0,1

1,0

2,0

1,0

1,4

2,0

2,5

0,3

1,6

Demanda interna final

–1,8

–0,8

1,2

2,6

0,3

2,4

1,6

2,1

1,3

1,8

Consumo total

–1,0

0,4

1,3

2,0

0,7

2,0

1,1

1,0

0,8

1,2

Consumo das famílias

–0,7

0,6

1,6

2,0

0,9

1,9

1,2

0,9

0,9

1,2

Consumo do governo

–0,3

–0,2

–0,2

0,0

–0,2

0,1

–0,1

0,1

–0,1

0,0

FBCF

–0,8

–1,2

–0,1

0,6

0,3

0,4

0,4

1,2

0,5

0,4

Variaçao de estoques

2,9

0,7

–0,2

–0,5

–0,4

–1,0

0,5

0,4

–1,0

0,6

Exportações líquidas de bens e serviços

–0,9

0,7

0,3

0,1

0,1

–0,2

–1,1

–1,2

0,8

–0,5

Fonte: IBGE. Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimae/ Ipea. Nota1: Valores aproximados

*Carry-over = herança estatística. Neste caso, como os resultados anteriores afetam o PIB. Dados extraídos da Carta de Conjuntura número 42 — 1 ° trimestre de 2019. Por Leonardo Mello de Carvalho, Técnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea.

38 I MADEIRA TOTAL


14-ª EDIÇÃO

26 A 29 B

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CONSTRUÇÃO CIVIL

BRASIL TEM SALDO POSITIVO DE 34,3 MIL VAGAS EM JANEIRO O mercado de trabalho brasileiro criou 34.313 empregos com carteira assinada em janeiro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados recentemente pelo Ministério da Economia. Quando comparado ao mesmo período de 2018, que teve abertura líquida de 77,8 mil vagas, - observa-se que as estatísticas ainda estão aquém do que todos esperavam. O saldo de janeiro decorre de 1,325 milhão de admissões e 1,290 milhão de demissões. Em janeiro de 2018, a abertura líquida de vagas havia chegado a 77.822, na série sem ajustes, mais que o dobro do desempenho do mês anterior. Registrou-se em dezembro de 2018, o fechamento líquido de 334.462 vagas com carteira assinada, habitual para o último mês do ano. O resultado do mês foi alavancado pelo setor de serviços, que gerou 43.449 postos formais, seguido pela indústria de transformação, que abriu 34.929 vagas de trabalho. Também tiveram saldo positivo no mês de janeiro a construção civil (14.274 postos), a agropecuária (8.328 postos) e a extração mineral (84 postos). O comércio fechou 65.978 vagas em janeiro, enquanto a administração pública encerrou 686 vagas no mês passado. Os serviços industriais de utilidade pública também fecharam 88 vagas no começo do ano.

O QUE HÁ DE NOVO? Os dados do Caged mostram a criação líquida de 3.352 empregos com contrato intermitente em janeiro. De acordo com os dados do Ministério da Economia, o emprego intermitente registrou criação total de 7.768 postos ao mesmo tempo em que houve fechamento de 4.416 vagas.

40 I MADEIRA TOTAL

Houve ainda a abertura de outras 135 vagas pelo sistema de jornada parcial. As duas novas modalidades foram criadas pela reforma trabalhista. E, por fim, houveram 17.754 desligamentos por acordo no mês de janeiro, de acordo com o Caged.

GOVERNO COMEMORA 2º MELHOR RESULTADO PARA O MÊS EM SEIS ANOS O atual secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, avaliou que janeiro teve o segundo melhor resultado para o mês na criação de empregos nos últimos seis anos. O coordenador geral de estatísticas da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Mário Magalhães, argumentou que o saldo de geração de empregos no mês passado está em linha com o observado no começo de 2013 e 2014 — os dois últimos anos antes da recessão. O Secretário ainda apontou o fechamento líquido de 65.978 vagas pelo comércio em janeiro representou metade da queda do ritmo de abertura de vagas no mês passado, mas ponderou que a quantidade de trabalhadores temporários que continuaram empregados no setor aumentou neste ano.


NOVO CAPÍTULO NA CONSTRUÇÃO CIVIL Segundo dados do Caged, o Brasil criou 529 mil empregos com carteira assinada em 2018. O setor da construção civil foi responsável por 17.957 admissões. Com crescimento significativo na geração de novos postos de trabalho, a MRV Engenharia, maior construtora da América Latina, fechou 2018 com índices positivos entre admissão e demissão. Ao todo 8.048 novos trabalhadores foram contratados para reforçar a equipe da companhia nas mais de 150 cidades brasileiras em que tem atuação. A empresa chega então a uma marca de mais de 27.500 colaboradores diretos e indiretos. Em 2018, a MRV investiu R$ 550 milhões no lançamento de cerca de 5,5 mil unidades habitacionais no Paraná, movimentando a economia do Estado e criando 600 novos postos de trabalho.

PARANÁ, O MELHOR ÍNDICE DESDE 2012

Em tempo: o Brasil criou 529 mil empregos com carteira assinada durante todo o ano de 2018. Destas, o setor da construção civil foi responsável por 17.957 admissões. Compare que somente no mês de janeiro de 2019, o mesmo setor, foi responsável por 14.274 novos postos de trabalho.

Colaboração de Douglas Maia Rodrigues, da PG1 – com informações MRV Engenharia.

Imagem ilustrativa

Movido pela recuperação da demanda por imóveis, o setor da construção civil gerou 5.440 novas vagas com carteira assinada no Paraná em 2018. De acordo com dados do

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o estado registrou o primeiro saldo positivo dos últimos três anos e o melhor índice de contratações desde 2012. Infelizmente, no ano de 2017, o saldo paranaense da construção foi negativo: (-) 7.272, o que significa que o número de demissões esteve bem acima do número de contratações. A MRV Engenharia emprega hoje cerca de 3 mil pessoas direta e indiretamente no Paraná. Em 2018, a empresa criou 600 novos postos de trabalho no estado e acredita que esse número deve ser ainda maior em 2019. “Temos pelo menos 16 novos empreendimentos previstos para serem lançados no Paraná em 2019, um investimento que deve impulsionar o mercado de trabalho”, afirma o gestor executivo de vendas da MRV Engenharia, Willians Ribeiro.

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INVESTIMENTOS

INVESTINDO E DESTRAVANDO O BRASIL O intuito é aumentar em 2 milhões de hectares a área de cultivos comerciais, impactando diretamente os investimentos da cadeia produtiva da madeira

Imagens: Madeira Total

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou em dezembro de 2018, o Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas – PlantarFlorestas, com ações conjecturadas para os próximos dez anos. Observa-se que no acumulado até outubro de 2018, o setor foi o terceiro do Agronegócio em exportações, registrando um valor recorde de US$ 11,61 bilhões (+23,2%) atrás apenas do complexo soja (US$ 36,27 bilhões) e de carnes (US$ 12,12 bilhões).

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COMPETITIVIDADE AUMENTADA, MAS NÃO SÓ VINDA DA NATUREZA

Imagens Madeira Total

Dados da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), nos mostram que o país lidera o ranking de produtividade florestal, com média de 35,7 m³/ha/ano, o que representa quase duas vezes mais a produtividade dos países do hemisfério norte. A área com florestas plantadas ocupa apenas 1% da área do país, porém é responsável por 91% de toda a madeira produzida para fins industriais. Entre as medidas apresentadas na proposta, está a necessidade de internalizar a cadeia produtiva florestal no Ministério da Agricultura, uma vez que apesar da gestão política ter passado para esse ministério, na prática, seus sistemas de informação não incluem o setor florestal.

Há ainda a orientação dos investimentos em plantios florestais estarem condicionados à criação de mecanismos econômicos capazes de gerar demanda adicional para produtos florestais, para tornar a atividade mais atrativa. Isso passaria pelo apoio de aumento da produção industrial, da geração de energia a partir de biomassa florestal, do uso da madeira na construção civil, entre outras fontes de demanda, gerando equilíbrio de mercado e manutenção do valor dos produtos florestais em todas as esferas, inclusive junto aos consumidores. Com informações gerais da Coordenação geral de Comunicação Social – Ministério da Agricultura. I

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DOSSIÊ FLORESTAL

Duratex Madeira Itapetininga.

PAINÉIS DE MADEIRA: DA FLORESTA PARA SUA CASA COM ORIGEM SUSTENTÁVEL E GARANTIA DE QUALIDADE 44 I MADEIRA TOTAL


Os painéis de madeira têm ganhado espaço na decoração de casas e escritórios, especialmente quando o assunto é ambiente planejado, mas a qualidade do material e a responsabilidade socioambiental com que é produzido qualifica o produto para os mais diversos usos. O consumidor final talvez não tenha o conhecimento, mas os painéis de madeira são utilizados para fabricação de portas, divisórias, revestimento de parede, pisos, rodapés, batentes e móveis em geral, entre outros. De acordo com estimativas da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), a venda doméstica de painéis de madeira manteve-se estável em 2018, com sinal de avanço. No período, foram comercializados 6,9 milhões de m³, frente aos 6,5 milhões de m³ do ano anterior. O motivo? O início da retomada da economia, já que o aquecimento deste mercado depende também do consumo das classes populares. É importante destacar que o Brasil, atualmente, ocupa a oitava

colocação no ranking mundial de produção de painel de madeira reconstituída. A tendência é que nos próximos anos aumente a fabricação do produto, uma vez que a indústria traça caminhos para potencializar as exportações que, hoje, representam 14% das negociações. Já no mercado interno, programas para garantir a qualidade e iniciativas junto à cadeia produtiva e ao poder público são os fios condutores para que o painel de madeira se torne ainda mais presente nos lares e ambientes de trabalho. Atualmente, a produção de painéis de madeira é realizada majoritariamente a partir de Pinus ou Eucalipto, o que garante, além da qualidade, origem sustentável. Também vale citar que os pisos laminados possuem a mesma origem e, assim como o painel, têm suas vantagens sobre os concorrentes e tornam os ambientes agradáveis e confortáveis, quando combinados os dois produtos.

MDF e MDP Os painéis de madeira são fabricados a partir de madeira reconstituída, ou seja, do resultado da aglutinação de fibras ou partículas através de prensagem contínua. São dois os mais conhecidos e tradicionais tipos de painéis de madeira reconstituída. MDF (medium density fibreboard ou painel de fibra de média densidade) é amplamente utilizado na indústria moveleira, pois possui grande maleabilidade, o que garante ótima condição para corte, entalhes ou cantos arredondados para a aplicação de pintura. É indicado para a indústria moveleira e marcenaria, é utilizado em peças com usinagens e trabalho de baixo relevo, nos fundos de móveis, lateral e fundo de gavetas e também para artesanatos diversos. Na construção civil é utilizado para fabricação de pisos (neste caso com alta densidade - HDF), rodapés, almofadas de portas, batentes, portas usinadas, peças torneadas como balaústres de escadas, pés de mesas e também em embalagens.

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MDP (medium density particleboard ou painel de partícula de média densidade), por sua vez, é indicado para a indústria moveleira e marcenaria, na produção de móveis residenciais e comerciais, destacando-se em dormitórios, escritórios e cozinhas. Suas principais aplicações são: portas retas, laterais de móveis, prateleiras, divisórias, tampos retos, tampos pós-formados, base superior e inferior e frentes e laterais de gaveta. Além do MDF e MDP, outra categoria que pode ser lembrada como painel de madeira reconstituída é o HDP (high density fiberboard ou painel de fibras de alta densidade) e HPP (high density particle panel ou painel de partículas de alta densidade). Também de alta qualidade e muito versátil, mas este, comumente, possui espessura que varia entre 2,5 mm e 6 mm. Devido a isto, o HDF/HPP é indicado para a fabricação de móveis residenciais e corporativos em fundo de armários e gavetas, para embalagens de produtos de diversas indústrias, artesanatos em geral e brinquedos. Na construção civil é utilizado em pisos laminados, divisórias e portas.

Importante frisar que os principais fabricantes seguem Normas Técnicas Brasileiras para que o produto atenda aos requisitos mínimos de desempenho e utilizem matérias-primas que não sejam agressivas para o meio ambiente e para a saúde.

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Sustentabilidade No Brasil, as madeiras utilizadas para fabricação de painéis, bem como pisos laminados, são provenientes de florestas plantadas para fins industriais, ou seja, árvores que foram plantadas em áreas antes degradadas por outras atividades. Somente no Brasil, a indústria de base florestal possui 7,84 milhões de hectares para fins comerciais, entre os quais 6% são destinados para painéis de madeira e pisos laminados. Hoje, são mais de cinco milhões de hectares em Áreas de Preservação Permanente (APPs), áreas de Reserva Legal (RL) e Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs). Para cada hectare plantado com árvores para fins industriais, outro 0.7 hectare é destinado à preservação. Quase 14% dos 50 milhões de hectares de habitat naturais preservados no Brasil fora de unidades de conservação são de responsabilidade da indústria de árvores plantadas. E tudo isto é ratificado com a certificação do FSC® (Forest Stewardship Council®) sistema de certificação internacional que reconhece os mais altos níveis de manejo florestal, garantindo aos seus clientes e consumidores produtos de madeira provenientes de florestas manejadas de forma ambientalmente responsável, socialmente benéfico e economicamente viável.

Programa Setorial de Qualidade (PSQ)

Para garantir qualidade, desempenho e durabilidade dos painéis de madeira comercializados no Brasil, a Indústria Brasileira de Árvores - Ibá mantém o Programa Setorial da Qualidade de Painéis de Madeira MDF e MDP desde 2011, quando, por meio da portaria nº325, o governo oficializou o reconhecimento do PSQ através do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade Habitacional (PBQP-H). Com isto, é possível qualificar empresas e identificar aquelas que não estão conformes, ou seja, que são reprovadas, diante de quesitos técnicos mínimos exigidos. E como funciona o Programa de Qualidade? Trimestralmente é publicado um relatório do setor, no qual as empresas são classificadas em três categorias, a depender dos critérios técnicos auditados por uma entidade gestora técnica certificada pelo INMETRO. Empresas qualificadas são aquelas que têm um histórico positivo de seus produtos diante dos quesitos do programa. Entra as principais avaliações estão espessura, largura e comprimento; resistência a diferentes agentes e situações; teor de formaldeído; porosidade; entre outros quesitos. Empresas não qualificadas apresentaram reprovações durante dois trimestres seguidos ou não atendem aos critérios estabelecidos pelos Fundamentos Técnicos do Programa Setorial da Qualidade de Painéis de Partículas de Madeira (MDP) e Painéis de Fibras de Madeira (MDF). Por fim, as Empresas não conformes são aquelas que, sistematicamente, apresentam reprovações nos painéis, sejam eles produzidos ou importados. Todo este trabalho, além de buscar garantir a origem sustentável e a qualidade do produto, tem por objetivo combater a concorrência desleal no mercado. Isto porque com o relatório trimestral publicado e atualizado, demonstrando a classificação de cada fabricante, é possível que distribuidores e revendedores tenham a certeza de que o produto que estão adquirindo tem boa procedência. Mais do que isso, a comercialização de painéis de madeira que não estão conforme com o PSQ podem gerar notificações e até denúncias para o Procon e/ou Ministério Público. Indústrias de transformação, distribuidores e revendas também são corresponsáveis quanto à comercialização de uma marca não conforme. Para facilitar a identificação de empresas qualificadas, não qualificadas e não conformes, no final de 2018 foi criado o selo do Programa Setorial da Qualidade (PSQ) de Painéis de Madeira MDF e MDP. A classificação das empresas pode ser verificada trimestralmente através do portal do PBQP-H do Ministério das Cidades e ou do site da Ibá.

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As oportunidades Se é sustentável, tem origem ambientalmente correta, qualidade e design atrativo, por que os painéis de madeira não invadem casas e ambientes corporativos ainda mais? A Ibá e a Abimóvel, que estão trabalhando juntas em assuntos estratégicos do setor, vêm desenvolvendo uma pesquisa com as percepções da cadeia produtiva sobre o mercado de móveis, ou seja, qual a visão de fabricantes e revendedores sobre os gargalos e caminhos para crescimento deste mercado. Primeiro ponto abordado foi a crise econômica pela qual o Brasil passou nos últimos anos, que afetou consumo e, por consequência, o comércio de móveis. Fabricantes e varejistas sentiram este movimento negativo da economia, especialmente aqueles que trabalham com móveis seriados, ou seja, venda de modelos já fabricados, como mesas, cadeiras, armários, etc. O segmento de móveis planejados ou modulados sentiu menos os impactos, uma vez que trabalham com produtos customizados, idealizados pelo consumidor. No entanto, os marceneiros aproveitaram as brechas do mercado e ganharam espaço, muito devido a valores menores. Mas além da crise, o setor busca identificar os gargalos e os atalhos que podem fazer com que este mercado dê um salto. De acordo com o levantamento, os varejistas acreditam que a maior parcela dos consumidores que vão até as lojas ainda não está certa sobre cada detalhe dos móveis que pretende adquirir. E neste vácuo existe uma oportunidade, uma vez que, ainda de acordo com o estudo, os materiais de comunicação dentro das lojas estão muito focados em valores, deixando em segundo plano os atributos e diferenciais. Outro ponto é a organização das lojas, que, muitas vezes por limitação física, acabam misturando diferentes segmentos de móveis, não atraindo a atenção devida do consumidor. Deve-se enxergar aqui, no entanto, não somente uma barreira, mas uma oportunidade. A possibilidade de união entre fabricantes e lojistas para criação de materiais de comunicação dentro dos estabelecimentos mais assertivos e atrativos. Capacitação de vendedores, para que, além do preço, sejam reforçados todos os pontos positivos de sustentabilidade, durabilidade, design e custo benefício de um móvel fabricado com painel de madeira. Por outro lado, o comércio eletrônico ainda um pouco tímido, tende a ganhar espaço, especialmente entre os móveis seriados. O consumidor ainda sente a necessidade de ver fisicamente o produto, testar qualidade, mas é uma cultura que, com o tempo, deve mudar. Isto porque o e-commerce permite explorar mais os atributos e detalhes do produto, fornecendo ao comprador mais informações para convencimento. Como toda tendência, é uma visão de longo prazo, que tem de superar os desafios de logística, como prazo para entrega e transporte.

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Pisos laminados Como mencionado anteriormente, os pisos laminados também possuem origem sustentável e completam de maneira elegante um ambiente mobiliado com móveis que utilizam painéis de madeira. No entanto, as vantagens vão muito além. De acordo com um levantamento da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), realizado em junho de 2017, os principais motivos para a escolha de um piso em uma reforma são a qualidade/durabilidade (22,6%), facilidade de Limpeza (21,8%), beleza/design (19,6%) e preço (18,7%). O estudo coletou opiniões de 726 consumidores em 29 lojas de material de construção ao longo de 11 estados do Brasil. Em ascensão no gosto dos brasileiros, o piso laminado é uma das principais escolhas dos consumidores que estão em meio a uma reforma. Salas (43,3%) e quartos (41,5%) são os ambientes mais escolhidos, entre os entrevistados, para instalar o piso. Os dados compilados explicam a escolha, já que, entre os principais atributos do piso laminado, estão a beleza, durabilidade, facilidade de limpeza e agilidade de instalação. A instalação do piso laminado é simples e ágil, por exemplo. Uma equipe de instalação pode fazer até 50m²/dia, com no máximo até 5% de perda de material, evitando o desperdício e não necessitando de caçamba para retirada do entulho. Além disso, os consumidores já estão fazendo o cálculo completo, não só o custo do m² do revestimento, passando a levar em conta o custo de acessórios, instalação e tempo. Por exemplo, para alguns tipos de piso, que não o piso laminado, é necessária a regularização do contrapiso e adquirir argamassa e rejunte para a instalação. Isto sem falar na sujeira e na perda de mais de 10% de material, que pode gerar o dobro de entulho. A mão de obra pode sair mais cara, devido à complexidade do serviço, enquanto o piso laminado é muito mais simples. Além disto, a instalação do rodapé do piso laminado é muito mais simples e já está incluso no valor da instalação. Por fim, o piso laminado contribui para a diminuição de ruído transmitido. Segundo levantamento da Ibá, através de ensaios realizados pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), quando comparado com o revestimento de piso cerâmico, o piso laminado melamínico apresenta um potencial de redução sonora de até 23 dB entre pavimentos. Isto quer dizer menos incômodo para você e para seus vizinhos. Diante de todos estes atributos, os produtos de origem de base de floresta plantada e certificada é tendência e tem ganhado força entre consumidores, projetistas, construtores e até nas compras públicas.


Imagens: Divulgação Duratex

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FAST NEWS

RESERVA LEGAL Um projeto de Lei está em trâmite no Senado (PLS 705/2015) propõe o imóvel rural que gerar energia alternativa como por exemplo a solar ou eólica, pode ficar isento da exigência de Reserva Legal.

EMPRESAS NA COLÔMBIA Entre os dias 20 e 22 de fevereiro, foi realizada em Cali, na Colômbia, a 28º Expoacotepac, evento que reuniu alta gestão e executivos das principais empresas de papel da América Latina. Profissionais da empresa finlandesa Valmet compartilharam conhecimento e novidades em três palestras, que contribuíram para o fortalecimento do mercado de papel, em amplo crescimento. A empresa também apresentou durante a feira suas soluções para a indústria 4.0. Trata-se de um novo conceito no tratamento e utilização das informações nos processos, e também de uma renovação na interação com clientes e fornecedores, a Industrial Internet. O tema foi abordado nas palestras “Tecnologias de Paper Advantage”, ministrada pelo engenheiro de vendas Carlos Masutti; “Conceitos de automação para máquinas de papel com foco na plataforma Valmet DNA”, proferida pelo gerente regional de vendas Wellington Pereira; e “Oferta de internet industrial para cartão e papel” feita por Tales Ribeiro, especialista de produto.

ABPM COMPLETA 50 ANOS Além do selo comemorativo pelo cinquentenário da ABPM utilizado em todas as ações de comunicação da associação a partir deste ano, está em fase de desenvolvimento, o conteúdo de toda história da entidade a partir de entrevistas com ex-presidentes e só-

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cios-honorários, que fizeram parte da associação. Uma forma de homenagear quem esteve à frente dos primeiros anos da ABPM e de recontar fatos marcantes desse extenso período.

KLABIN: GOVERNANÇA EM SUSTENTABILIDADE SÃO RECONHECIDAS INTERNACIONALMENTE Pela primeira vez, a companhia constou no “A List” do Carbon Disclosure Project (CDP) para os programas de Gestão da Água, Mudanças Climáticas e Supply Chain. O reconhecimento posiciona a Klabin entre as companhias destacadas pela instituição como líderes na transição para a nova economia sustentável. O progresso de cada empresa é categorizado da seguinte forma: divulgação dos dados (D- e D), conscientização (Ce C), gestão (B- e B) e liderança (A- e A). O CDP, organização internacional sem fins lucrativos, analisa e reconhece os esforços de empresas no mundo para gerir os impactos ambientais de suas atividades. Em 2018, a metodologia da avaliação envolveu 650 investidores com mais de U$ 87 trilhões em ativos.

VOITH PAPER EXPERIENCE: EXPERIÊNCIAS REAIS COM SOLUÇÕES CRIADAS PARA O SETOR Com o conceito Voith Paper Experience, a divisão Paper do Grupo Voith,

principal parceira e pioneira na indústria de papel no mundo, marcou presença no 51º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel que aconteceu no último mês de outubro em São Paulo. Entre as soluções desenvolvidas para o setor de papel e celulose vivenciadas no congresso estão: OnCare AR, Voith Paper Webshop, Virtual Reality, entre outros lançamentos tecnológicos. OnCare AR – Solução de mobilidade para gestão de manutenção de instalações industriais baseada em Realidade Aumentada. A implementação desta ferramenta tem por objetivo aumentar a eficácia das atividades de manutenção, além de reduzir custos e economizar recursos. Voith Paper Webshop – A plataforma online permite que fabricantes de papel ao redor do mundo possam comprar produtos e serviços da Voith com rapidez e facilidade 24 horas por dia. A ferramenta permite aos usuários cadastrados visualizarem as informações sobre uma máquina de forma rápida e eficiente. O controle do sistema de compras permite otimizar processos e reduzir custos. Virtual Reality – As Soluções de Realidade Virtual da Voith Paper permitem aos fabricantes de papel criar uma representação digital de suas máquinas. Essa possiblidade facilita a configuração das máquinas e o desenvolvimento de sua respectiva infraestrutura já na fase de planejamento do projeto, ao permitir simular, por exemplo, sistemas de preparação de massa, prédios e rotas de acesso. Com isso, a Voith oferece aos seus clientes maior transparência, eficiência e segurança na fabricação de papel ao longo de todo o ciclo de vida de suas máquinas.


VAMOS PARA ALEMANHA? No próximo mês de maio, mais de 1.500 empresas estarão reunidas em Hannover, na Alemanha, para mostrar o futuro das indústrias de processamento de madeira. Seja sobre digitalização, automação, plataformas IOT, ou sistemas colaborativos, a Ligna é onde as inovações são mostradas pela primeira vez, e em uma escala incomparável. A presença de todas as empresas do mundo os principais provedores de tecnologia farão da Hannover o foco global para as indústrias de madeira durante esses cinco dias. A última edição da LIGNA contou com um layout reestruturado com sete categorias principais, mantendo-se para 2019: – Ferramentas e Máquinas para Produção Personalizada e Massificados nos salões 11 a 15 e 27, – Tecnologia de Superfície nos salões 16 e 17,

– Produção de Painéis Baseados em Madeira no Pavilhão 26, – Tecnologia de serraria no Hall 25, – Energia da Madeira nos salões 25 e 26, e nos Pavilhões 32, 33 e 35 no local ao ar livre, – Componentes de máquinas e tecnologia de automação nas salas 15 e 16, – Tecnologia Florestal no sítio ao ar livre e nos Pavilhões 32, 33 e 35.

SALDO DA BALANÇA COMERCIAL AVANÇOU 28,4% COM AUMENTO NO VALOR EXPORTADO DOS TRÊS PRODUTOS: CELULOSE, PAINÉIS E PAPEL O setor exportou US$ 10,7 bilhões,

um crescimento de 25,5% frente a 2017. Houve alta nas exportações de celulose (+31,5%), painéis de madeira (+7,3%) e papel (+8,3%). O saldo da balança comercial do setor ficou em US$ 9,7 bilhões, o que representa um avanço de 28,4% quando comparado ao desempenho de 2017. A representatividade da balança do setor somou 4,5% do total de exportações brasileiras e 10,6% das exportações do agronegócio. O principal mercado da celulose brasileira continua sendo a China que importou US$ 3,5 bilhões do produto brasileiro, aumento de 37,7% em relação a 2017. O segmento papel continua com seu foco de comercialização externa na América Latina, que apresentou avanço de 13,0% no valor negociado. A América Latina também é o principal destino dos painéis de madeira com um valor de US$ 179 milhões na aquisição e alta de 18,5%. Os dados são da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) / Fev. 2019.

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AGENDE-SE | FEIRAS & EVENTOS

2019 NACIONAIS FIMMA BRASIL Local: Bento Gonçalves - RS Data: 26 a 29 de março www.fimma.com.br FEICON BATIMAT Local: São Paulo Expo - SP Data: 09 a 12 de Abril www.feicon.com.br CURSO INTERNACIONAL CICLO DE RECUPERAÇÃO QUÍMICA DE PROCESSO KRAFT Local: ABTCP - São Paulo - SP Data: 23 a 25 de Abril www.abtcp.org.br 6º SEMINÁRIO DE AUTOMAÇÃO E MANUTENÇÃO - INDÚSTRIA 4.0 Local: Oji Papéis Especiais - Piracicaba - SP Data: 08 de maio www.abtcp.org.br CURSO DE SUPLLY CHAIN NA INDÚSTRIA DE CELULOSE E PAPEL Local: ABTCP - São Paulo - SP Data: 15 e 16 de maio www.abtcp.org.br 24º SEMINÁRIO DE RECUPERAÇÃO E ENERGIA Local: Eldorado - Três Lagoas - MT Data: 22 de maio www.abtcp.org.br

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CURSO BÁSICO DE FABRICAÇÃO DE PAPEL TISSUE Local: ABTCP - São Paulo - SP Data: 25 e 26 de junho www.abtcp.org.br CIBIO Local: Expotrade Convention Center - Pinhais - PR Data: 25 a 27 de junho www.congressobiomassa.com 1º SEMINÁRIO DE CELULOSE Local: Suzano - Limeira - SP Data: 27 de junho www.abtcp.org.br ENCAPP - ENCONTRO DA CADEIA PRODUTIVA DA PORTA Local: FIEP - Curitiba - PR Data: 13 a 14 de junho 2019 www.encapp.com.br CONSTRUSUL Local: FIERGS - Porto Alegre - RS Data: 30 de julho a 02 de agosto de 2019 www.feiraconstrusul.com.br 8ª EDIÇÃO FÓRUM SUSTENTABILIDADE & GOVERNANÇA Local: Curitiba – PR Data: 20 a 21 de agosto de 2019 www.sustentabilidadegovernanca.com.br


LIGNUM LATIM AMÉRICA Local: Expo Renault Barigui - Curitiba - PR Data: 11 a 13 de Setembro 2019 ww.lignumlatinamerica.com 52º CONGRESSO INTERNACIONAL DE CELULOSE E PAPEL - ABTCP Local: Hotel Transamérica - São Paulo - SP Data: 22 a 24 de outubro www.abtcp.org.br CURSO BÁSICO DA FLORESTA AO PRODUTO ACABADO (C&P) Local: ABTCP - São Paulo - SP Data: 06 e 07 de novembro www.abtcp.org.br

16º ENCONTRO DE OPERADORES DE CALDEIRA DE RECUPERAÇÃO Local: Suzano - Imperatriz - MA Data: 27 e 28 de novembro www.abtcp.org.br 3º ENCONTRO DE OPERADORES DE CALDEIRA DE FORÇA Local: Suzano - Imperatriz - MA Data: 27 e 28 de novembro www.abtcp.org.br

INTERNACIONAIS LIGNA HANNOVER Local: Hannover – Alemanha Data: 27 a 31 de maio www.ligna.de

FITECMA Local: Centro Costa Salguero Exhibition Center Buenos Aires - Argentina Data: 02 a 06 de julho www.feria.fitecma.com.ar/pt/


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Profile for Sol Andreassa

Revista Madeira Total  

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