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Ano 2011 Nº 40 - Janeiro a Junho - Porto Alegre/RS

Obesidade na mulher é tema de curso Leia resumos dos trabalhos apresentados nas páginas 3 e 5.

Sogirgs apoia paralisação contra planos e seguros de saúde Pág. 5

Febrasgo lança manual para métodos anticoncepcionais Pág. 7

Agenda Sogirgs Pág. 9


Expediente Janeiro a Junho de 2011 Boletim Informativo da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Rio Grande do Sul, filiada à Febrasgo. SOGIRGS Centro Amrigs Av. Ipiranga, 5311 – Porto Alegre CEP: 90610-000 Fone: (51) 3339-3609 Fax: (51) 3339-6494 E-mail: sogirgs@sogirgs.org.br Site: www.sogirgs.org.br PRESIDENTE Dr. Flávio da Costa Vieira DIRETORIA ADMINISTRATIVA Dra. Maria Celeste Osório Wender DIRETORIA FINANCEIRA Dr. Breno José Acauan Fº DIRETORIA CIENTÍFICA Dra. Mirela Foresti Jimenez DIRETORIA DE NORMAS Dra. Mila Pontremoli Salcedo DIRETORIA DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL Dra. Ana Selma Picoloto DIRETORIA DE DIVULGAÇÃO Dra. Marlui Mesquita Scheid DIRETORIA DE ATIVIDADES REGIONAIS Dra. Thais Guimarães dos Santos DIRETORIA DE ASSUNTOS EXTRAORDINÁRIOS Dra. Beatriz Vailati COORDENAÇÃO EDITORIAL Dra. Marlui Mesquita Scheid REDAÇÃO E EDIÇÃO Usina de Notícias PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Fabrika de Propaganda

Editorial Ao apresentarmos mais um exemplar do Boletim SOGIRGS, voltamos a enfatizar nosso propósito prioritário de disponibilizar aos sócios conteúdos científicos atuais e relevantes. Como entidade representativa da especialidade, focamos neste Editorial também aspectos importantes de Defesa Profissional, inerentes a uma contrapartida remuneratória digna e necessária ao exercício da medicina. Promovemos em 2011, até o momento, três cursos em Porto Alegre. Houve também dois cursos no interior do Estado, nas cidades universitárias de Pelotas e Passo Fundo. Projetamos a ideia de implementar os eventos científicos por videoconferências. O site da SOGIRGS deverá sofrer reformulações para facilitar o acesso dos associados. Nossa entidade acompanha de perto também a mobilização nacional dos médicos ante as operadoras de planos de saúde. O Conselho Federal de Medicina (CFM) e os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) obtiveram uma importante vitória na Justiça Federal contra a Secretaria de Direito Econômico (SDE). Após analisar ação impetrada pelo CFM, o juiz Antonio Correia, da 9ª Vara Federal, em Brasília, concedeu pedido de antecipação de tutela em detrimento de medidas preventivas determinadas pelo órgão do Ministério da Justiça que impedia os médicos – por meio de suas entidades representativas – de expressarem suas posições e pleitos com relação aos planos de saúde. As entidades médicas concordam que as operadoras de planos de saúde têm agido de forma desequilibrada em sua relação com os médicos ao imporem os valores dos honorários de consultas e procedimentos sem fazer os reajustes devidos. Em 2011, há operadoras que ainda pagam o absurdo de R$ 25,00 a consulta médica, conforme a Agência Nacional de Saúde (ANS). O CFM, em nota, afirmou que decisão da Secretaria “desrespeitou a Constituição e as leis que fundamentam a cidadania e as liberdades de organização e de expressão no Brasil, agindo como um instrumento digno dos piores regimes autoritários a serviço de interesses políticos ou privados”. A Justiça Federal anulou a medida absurda, animando médicos e suas entidades representativas a prosseguir na sua mobilização por melhor remuneração. Enfim, esperamos continuar nosso trabalho com aproximação cada vez maior dos sócios em Porto Alegre e no Interior! Marlui Mesquita Scheid Diretora de divulgação

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Curso Obesidade na Mulher Medidas especiais após cirurgia bariátrica A Cirurgia Bariátrica é uma excelente ferramenta para redução sustentada de peso e melhora de co-morbidades em pacientes com Obesidade grau II e III, pois promove redução de até 85% do excesso de peso. Os pacientes tendem a ficar com sobrepeso ou obesidade leve após 1 ano de cirurgia bariátrica, com melhora significativa e em alguns casos até resolução completa de hipertensão, diabetes, dislipidemias, artropatias, apnéia do sono, esteatose hepática, alterações de fertilidade entre outras co-morbidades. Assim como ocorre esta melhora significativa do peso e doenças associadas, estes pacientes também ficam vulneráveis a graus variados de desnutrição, déficits

Dra. Jacqueline Rizzolli Endocrinologista

vitamínicos, que devem ser suplementados preventivamente a fim de evitar complicações tardias. Polivitamínicos, ferro, cálcio, vitamina D e vitaminas do complexo B são os principais focos desta suplementação. A fertilidade tende a melhorar após o emagrecimento promovido pela cirurgia bariátrica. As mulheres devem receber anticoncepção efetiva a fim de evitar gestação até completarem 12-18 meses (estabilização do peso) após cirurgia bariátrica e devem ser acompanhadas por equipe multidisciplinar durante o pré-natal, com suporte nutricional e vitamínico específico para a gestante que foi submetida à cirurgia bariátrica. O autor declara não ter qualquer tipo de conflito de interesse em relação ao tema.

Obesidade no pré-natal A presença de sobrepeso ou obesidade é fator de risco para o diabetes tipo 2. Na mulher sobrepeso ou obesa que planeja gestação é importante excluir hiperglicemia, de preferência antes da gestação para permitir controle adequado da glicemia plasmática no período da concepção e organogênese, reduzindo riscos de malformação fetal. Se não feita antes da gestação, medir glicemia jejum e/ou hemoglobina glicada na consulta pré-natal inicial. Independente da tolerância à glicose, a obesidade está associada a desfechos adversos da gestação, como aumento na incidência de pré-eclampsia, macrossomia fetal, distócia de ombro e cesariana, com aumento nas complicações de ferida operatória. Também associa-se a aumento nos defeitos de fechamento do tubo neural do feto, independente da tolerância à glicose e sem resposta às doses convencionais de folato, e o IMC >30Kg/m2 é o maior preditor de morte intrauterina inexplicada. Há prolongamento do trabalho de parto e aumento na taxa de cesariana de urgência, que por sua vez, tem aumentada a taxa de complicações na presença de obesidade: - a anestesia regional é dificultada pela distância pele-espaço raquidiano ou peridural e pela dificuldade de posicionar corretamente a gestante obesa; por outro lado,

Maria Lúcia Rocha Oppermann Professora adjunta da FAMED/UFRGS Doutora em Epidemiologia pela FAMED UFRGS

a anestesia geral apresenta maior dificuldade de intubação oro-traqueal e obrigatoriedade de máscara laríngea disponível se empregada e indicação de pré-oxigenação e extubação retardada para proteção neurológica; - há indicação de tromboprofilaxia farmacológica (heparina baixo peso molecular ou não-fracionada) ou mecânica (compressão pneumática intermitente) até alta hospitalar; - antibioticoterapia profilática na cesariana segue as mesmas indicações das gestantes de peso normal; - incisão transversa baixa tem menor índice de complicação pós-operatória e o fechamento do subcutâneo (quando>2cm) reduz a incidência de seromas; - analgesia pós-operatória com opióides pode aumentar a hipoxemia associada à obesidade e a melhor opção é a analgesia multimodal empregando drogas analgésicas de diferentes mecanismos de ação. O autor declara não ter qualquer tipo de conflito de interesse em relação ao tema.

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TEGUINHO Desde a primeira semana de março, iniciaramse as atividades da Comissão de Elaboração da 12ª Prova de Avaliação dos Programas de Residência Médica de Ginecologia e Obstetrícia da SOGIRGS. No mês de março, foram aleatoriamente sorteados os temas de Ginecologia e Obstetrícia para os 14 Serviços de RM em atividade no Estado. Com essa iniciativa, se sustenta a atividade histórica de parceria da SOGIRGS com todos os serviços de Residência Médica do RS na elaboração de questões a serem aproveitadas durante o Exame. Durante todo o mês de abril e maio de 2011, em reuniões realizadas na Sede da SOGIRGS, participam da avaliação e elaboração das questões os Doutores Patrícia El Beitune, Mila Pontremoli Salcedo, João Sabino Lahorgue da Cunha Filho, Ricardo dos Reis, Thais Guimarães dos Santos e Felipe Costa. Na sequência, nos meses de junho e julho, a prova, trabalhada pela Comissão, é revista por Profissionais especializados em exames, formatando-a de modo que fique uma prova o mais isenta possível de ambiguidades, seguindo as normas oficiais da língua portuguesa. Esta Empresa auxilia a SOGIRGS posteriormente a avaliar o desempenho

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individual de cada residente, deste residente com seus pares e de cada Serviço de Residência do RS, por meio de análise de médias, índices de Facilidade e de Discriminação das questões. Com isto, o que a SOGIRGS sugere é que se oportunize mais uma forma para discussão dos temas abordados entre a preceptoria e os residentes, viabilizando a atualização médica continuada. A 12ª avaliação está prevista para ocorrer em 13 de setembro de 2011, às 17 horas na Sede da AMRIGS, aos moldes do que foi a 11ª edição da Prova de Avaliação dos Programas. Finalmente gostaríamos de renovar nossos votos de agradecimento aos supervisores, professores e preceptores de cada Serviço que enviaram questões para prova, o que tem tudo para garantir o êxito nesta 12ª edição de Avaliação dos Programas de RM do nosso Estado. Reforçamos que desde a prova de 2005, a diretoria da SOGIRGS vem premiando os 3 residentes que obtiverem o melhor desempenho com a Isenção da taxa de anuidade da SOGIRGS/FEBRASGO para o ano imediatamente posterior além de inscrição cortesia de sócio para Congressos da Especialidade. Drª Patrícia El Beitune Coordenadora da 12ª Avaliação RM SOGIRGS


Curso Obesidade na Mulher Obesidade na mulher A obesidade é uma doença nutroneurometabólica de maior prevalência no mundo; um problema de saúde grave em países desenvolvidos e em desenvolvimento, com predomínio em classes menos favorecidas. O sobrepeso e a obesidade atualmente acometem 50% das mulheres brasileiras. Provavelmente por mudanças comportamentais com aumento de vários fatores, como: ingesta de gorduras e açúcares, refeições fora de casa, tamanho das porções e sedentarismo. Há uma alteração no balanço energético com aumento da entrada de energia, diminuição do gasto energético favorecida pela predisposição genética, levando ao desenvolvimento da obesidade. Portanto a origem da obesidade é poligênica favorecida por um ambiente obesogênico. No nosso organismo, existe um sistema complexo de regulação da homeostase energética que envolve núcleos hipotalâmicos e orgãos periféricos como TGI, tecido adiposo e glândulas suprarrenais que controlam a necessidade de maior ou menor energia do nosso organismo, isto é, controlando a fome e a saciedade. Um desajuste nos componentes desse sistema levará a obesidade ou magreza excessiva. O risco de doenças crônico degenerativas não-inflamatórias pode ser determinado em um período pré-nascimento,

Lourdes Ricco Deos Ginecologista, obstetra e nutróloga Hospital de Clínicas de Porto Alegre intraútero. Este fenômeno chama-se PROGRAMMING, no qual o ganho de peso na gestação,o peso pré-gestacional determinará o risco deste bebê desenvolver doenças degenerativas no decorrer de sua vida. Além de influenciar na morbomortalidade materna e fetal. A obesidade também influencia na qualidade da amamentação por uma ação direta na produção de prolactina. Na infância, a amamentação, a educação alimentar e o estímulo a atividade física são determinantes como protetores contra o desenvolvimento da obesidade. Existem tabelas próprias para diagnóstico precoce de obesidade infantil com atenção especial à circunferência abdominal. A Síndrome de Ovários Policísticos é uma doença endócrina comum nas mulheres e pode ser diagnósticada já na pré-adolescência e está diretamente relacionada com o desenvolvimento da obesidade, resistência insulínica e síndrome metabólica. A obesidade é uma doença crônica que deve ser tratada como tal, e pode ser evitada antes mesmo do nascimento. Cabe a nós o papel de prevenir, orientar, educar e diagnosticar esta doença, diminuindo assim o dano à saúde de nossas pacientes. O autor declara não ter qualquer tipo de conflito de interesse em relação ao tema.

Notícia Sogirgs apóia paralisação contra baixa remuneração dos planos de saúde Movimento pela valorização dos médicos e contra o colapso da saúde aconteceu no dia 7 de abril

A Sogirgs apoiou a paralisação nacional dos médicos credenciados aos planos e seguros de saúde, realizada no dia 7 de abril – Dia Mundial da Saúde. A paralisação tem como objetivo denunciar a política predatória exercida pela maioria dos Planos de Saúde, que se recusam a remunerar os profissionais com o mínimo de dignidade.

“A maioria dos planos e seguros da área, no Brasil, tratam a saúde como um negócio. Querem extrair lucro sem valorizar, minimamente, os profissionais envolvidos. As tabelas são vergonhosas. Todos perdem com isso, inclusive os pacientes. Precisamos evitar o colapso da área da saúde!”, destaca o presidente da Sogirgs, Flávio Vieira. De acordo com a Associação Médica do Rio Grande do Sul, em 2010, os Planos elevaram seus preços em, em média 28% acima da inflação – praticamente, não houve nenhum aumento sobre o valor da consulta. Durante a paralisação, não houve prejuízo à população – urgências e emergências foram atendidas e consultas e atendimentos suspensos foram remarcados. A paralisação aconteceu em nível nacional. No Rio Grande do Sul, foi uma ação conjunta de várias entidades médicas, entre elas SIMERS, CREMERS, AMRIGS e associações de especialidades.

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Notícias Curso SOGIRGS leva mais de uma centena de participantes à Associação Comercial de Pelotas Nos dias 15 e 16 de abril, na Associação Comercial de Pelotas, ocorreu o Curso Sogirgs Região Sul de Atualização em Ginecologia e Obstetrícia e o 2ª Encontro de Ginecologia das Universidades do Extremo Sul. Essa atividade só se tornou possível graças à união de esforços dos colegas representantes locais da Sogirgs, da Associação Médica de Pelotas, das três Universidades do Extremo Sul e da Sociedade de Pediatria do RS. Contamos com a presença maciça dos ginecologistas, obstetras e pediatras, chamou atenção a presença de residentes e acadêmicos da Universidade Católica de Pelotas, da Universidade Federal de Pelotas e da Universidade Federal de Rio Grande.

Sogirgs reúne-se com Seção de Saúde da Mulher do RS Diretores da Sogirgs estiveram reunidos, no mês de abril, com o coordenador da Seção de Saúde da Mulher da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, Fernando Anschau. O objetivo do encontro foi estabelecer parceria entre as instituições. “Estamos trabalhando para a construção de uma rede de saúde, para a unidade integral da saúde da mulher. Para isso, estamos buscando parcerias com todos os agentes envolvidos nesse processo. O apoio da Sogirgs, neste sentido, é fundamental”, explica Anschau.

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Sogirgs participa de lançamento de estratégia da Secretaria Estadual de Saúde do RS A Sogirgs, representada por seu presidente Flávio da Costa Vieira, esteve presente no lançamento da Estratégia de Seguimento do Prematuro Egresso de UTI Neonatal. A meta do Governo é reduzir o coeficiente a um dígito – em 2009, o coeficiente foi de 11,5 óbitos a cada mil nascidos vivos. A estratégia visa a implementação de ambulatórios especializados em atenção a recém-nascidos prematuros, com peso até 1,5 Kg ou com outros agravos, que tenham dado alta da UTI Neonatal. O objetivo é garantir a continuidade do atendimento na própria instituição, que deve contar com equipe multiprofissional para prestar atendimento diferenciado no cuidado destas crianças vulneráveis, com risco aumentado de adoecer ou morrer no primeiro ano de vida. A rede pública possui 31 instituições hospitalares que atuam como referência em UTI Neonatal, distribuídas em todas as macrorregiões do Estado.


Notícias Febrasgo lança Manual de Critérios Médicos de Elegibilidade da OMS para uso de Métodos Anticoncepcionais A Febrasgo lançou o Manual de Critérios Médicos de Elegibilidade da OMS para uso de Métodos Anticoncepcionais. De acordo com os organizadores, o documento representa um passo importante no processo de aprimoramento do acesso à qualidade do atendimento de planejamento familiar por meio da análise dos critérios médicos de elegibilidade para escolha de métodos anticoncepcionais. O objetivo do manual é fornecer um conjunto de recomendações que possa ser utilizado na elaboração ou na revisão de diretrizes nacionais quanto aos critérios médicos de elegibilidade no uso de anticoncepcionais, especialmente àqueles que tomam decisões neste campo – gestores de políticas públicas e à comunidade científica. As diretrizes apresentadas no documento não são rígidas – as recomendações proporcionam uma base para a racionalização da disponibilização dos diversos anticoncepcionais à luz das informações mais

atualizadas disponíveis em relação à segurança dos métodos para pessoas portadoras de determinadas alterações de saúde. Os organizadores sublinham que, como as situações de cada país e os ambientes programáticos variam bastante, não é adequado definir diretrizes internacionais rígidas quanto aos critérios para o uso de anticoncepcionais. Os programas nacionais devem utilizar esses critérios médicos para atualizar ou elaborar suas próprias diretrizes para elegibilidade de anticoncepcionais à luz de suas políticas nacionais de saúde, bem como de suas necessidades, prioridades e recursos. A intenção das diretrizes é colaborar para a melhoria do acesso e da qualidade dos serviços de planejamento familiar. Interessados podem acessar o manual no site www.febrasgo.org.br. O acesso é restrito para associados.

Sogirgs recomenda vacinação contra vírus Influenza para todas as gestantes A Sogirgs, juntamente com o Núcleo de Doenças Transmissíveis da Divisão de Vigilância Sanitária do CEVS/ SES/RS, recomenda a vacinação contra o vírus Influenza para todas as gestantes. De acordo com Flávio Vieira, presidente da entidade, ser gestante é considerado um dos fatores de risco para complicações pelo vírus, assim como ter menos de 2 anos de idade e mais de 60. “O sistema imunológico das mulheres grávidas fica ligeiramente enfraquecido, com diminuição da imunidade celular, maior consumo de oxigênio e redução da capacidade residual funcional”, explica Vieira. Estes fatores contribuem para que a doença em grávidas seja mais grave. Até o dia 13 de maio, o Programa Nacional de Imunizações/Ministério da Saúde, em parceria com as Secretarias Estaduais de Saúde realizou a 13ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. Nesta

campanha, a vacinação focou as gestantes, idosos com 60 anos e mais de idade, indígenas e trabalhadores de saúde e crianças na faixa etária de seis meses a menores de dois anos. A vacinação desses grupos é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a mais custo-efetiva estratégia de prevenção para a redução da ocorrência da doença, internações e óbitos. O Comitê Consultivo em Práticas de Imunizações (ACIP), do Centro de Controle de Doenças (CDC), também recomenda a vacinação de rotina contra a influenza para todas as mulheres gestantes durante o inverno. Durante a epidemia da influenza sazonal, pandemias anteriores e com a pandemia pela influenza A (H1N1) em 2009, a gravidez colocou as mulheres saudáveis em risco aumentado, sendo as gestantes consideradas de alto risco para a morbidade e a mortalidade, reforçando a necessidade da vacinação.

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Espaço Cultural Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul Um lugar para o passado Um lugar para a história da Medicina no Estado. Este é o MUHM – Museu da História da Medicina no Rio Grande do Sul. Fundado em 2006, o espaço passou a funcionar em 2007, no prédio histórico do Hospital Beneficência Portuguesa, na Avenida Independência, em Porto Alegre. A iniciativa de criar a instituição é do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers). O MUHM possui toda a riqueza de documentos, objetos raros e depoimentos que valorizam o profissional de Medicina e ajudam a recuperar e a narrar a atividade médica no Rio Grande do Sul e na sociedade. Ao lado da Associação Gaúcha de História da Medicina, formada por médicos e historiadores, o MUHM é composto por uma equipe de 9 integrantes que promovem a divulgação e produção de conhecimento em História da Medicina. Além de contemplar várias exposições, o museu conta com acervo tridimensional, que ilustra o fenômeno da constituição de disciplinas médicas no Estado com mais de 2,5 mil objetos; acervo

arquivístico, que conta com grupos documentais de fundos pessoais privados de médicos, e fundos institucionais representados pelo arquivo do SIMERS, acervo bibliográfico, com aproximadamente 2 mil livros, e acervo audiovisual digital, que reúne dois acervos digitalizados. O acervo do museu é mantido por doações, e para os entusiastas da História Médica é fácil fazer parte do MUHM - foi criada, em 2007, a Associação dos Amigos do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (AAMUHM), uma associação de direito privado, sem fins lucrativos e com tempo indeterminado que promove o aprimoramento e o desenvolvimento de suas atividades. O museu abre suas portas atualmente para a exposição de longa duração, “Desafios, a medicina e a luta pela vida”, de segunda à sexta das 11h às 19h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h. Para mais informações acesse www.muhm.org.br.

Crédito: Divulgação MUHM

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AGENDA Junho

Setembro

17 e 18 – CURSO SOGIRGS/Região Noroeste -

2 e 3 – CURSO SOGIRGS/Região Central -

IJUI

SANTA CRUZ DO SUL

Local: Auditório da Unimed Noroeste

Local: Centro de Eventos do Hotel Charrua

Agosto

23 e 24 – CURSO SOBRE ANTICONCEPÇÃO

5 e 6 – XVIII JORNADA MERCOSUL –

Local: Auditório Amrigs – Porto Alegre/RS

SANTANA DO LIVRAMENTO

Outubro

Local: Auditório Florence do Hotel Jandaia

14 e 15 – CURSO SOBRE MASTOLOGIA Local: Auditório Amrigs – Porto Alegre/RS

Informações e inscrições pelo fone (51) 3339.3609 ou pelo site www.sogirgs.org.br

Homenagem Raul Moreira da Silva Perdemos o Raul. No dia 9 de janeiro de 2011, faleceu nosso colega Raul Moreira da Silva, nascido em 9 de outubro de 1943. Conheci o Raul ao sermos admitidos como postalistas na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, em 1965, na antiga sede na frente da Praça da Alfândega. Trabalhávamos separando correspondências nas caixas dos carteiros todas as noites, para serem entregues no dia seguinte. Daí começou nossa amizade. Ele estava um ano à minha frente na Faculdade de Medicina da UFRGS. Depois, passamos a trabalhar no serviço médico dos correios. Então, convivi com Raul durante todo curso médico. Coincidentemente, escolhemos a mesma especialidade e fizemos residência médica na Santa Casa em Ginecologia e Obstetrícia. Raul casou com a colega Candinha, também Ginecologista e Obstetra e colega dele. Fomos sócios em um serviço de imagem. Seus dois

filhos, Rubem e Betânia formaram-se médicos. Betânia foi minha colega no serviço de imagem, pois seguiu a especialidade dos pais. Rubem especializou-se em Otorrinolaringologia, indo trabalhar em São José do Rio Preto, em São Paulo. Raul foi sempre um excelente colega, ético e capaz, que dedicou sua vida à medicina e à família, que tanto amou. Sempre gozou da mais elevada estima e apreço de seus colegas. Se agora pudesse falar-lhe, diria: -“Amigo Raul, tua passagem na terra coroou-se de sucesso e cumpriste tua missão da forma mais elevada, deixando frutos que perpetuarão teus princípios e teus ensinamentos. Todos que te conheceram lamentaram o teu passamento e manterão a lembrança e a saudade da convivência que contigo tiveram.” Dr. César Pereira Lima

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Informativo Abril  

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