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Informativo forma vo to

DO A V O R AP 34º EMGO ROBERTO RIBEIRO

Veículo Oficial da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais - SOGIMIG I Abril a Junho de 2010

34º EMGO foi um sucesso!

SOGIMIG já se prepara para o Congresso Mineiro FALE CONOSCO

www.sogimig.org.br PARCEIROS

SAIBA MAIS SOBRE VALORIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO DOS GINECOLOGISTAS E OBSTETRAS| 3

CONFIRA ALGUNS EVENTOS DE AÇÃO COMUNITÁRIA PROMOVIDOS PELA SOGIMIG | 6

PALESTRAS, MESASREDONDAS, PROGRAMAÇÃO SOCIAL... SUCESSO TOTAL NO 34º EMGO | 7 a 11


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Informativo SOGIMIG | abr a jun | 2010

Palavra do Presidente

VICTOR HUGO DE MELO Av. João Pinheiro, 161. Sala 206 Centro. Belo Horizonte. MG. 30.130-180. Telefax: (31) 3222 6599 Telefone: 3247 1637 Site: www.sogimig.org.br E-mail: sogimig@sogimig.org.br Diretoria SOGIMIG - Gestão 2009-2010 PRESIDENTE Victor Hugo de Melo VICE- PRESIDENTE Renato Ajeje SECRETÁRIO GERAL Carlos Henrique Mascarenhas Silva 1ª SECRETÁRIO Frederico José Amedée Péret DIRETOR FINANCEIRO José Avilmar Lino Silva DIRETOR SÓCIO-CULTURAL Cláudia Lourdes Soares Laranjeira DIRETOR CIENTÍFICO Agnaldo Lopes da Silva Filho DIRETOR DE DEFESA DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL Maria Inês Miranda Lima DIRETOR DE ASSUNTOS COMUNITÁRIOS Cláudia Lúcia Barbosa Salomão DIRETOR DE COMUNICAÇÃO Gui Tarcísio Mazzoni Junior DIRETOR DE INFORMÁTICA João Henrique Penna Reis COORDENADOR DAS DIRETORIAS REGIONAIS Marcelo Lopes Cançado CONSELHO CONSULTIVO: MEMBROS ELEITOS Antonio Eugenio Motta Ferrari, Aroldo Fernando Camargos, Eddie Fernando Candido Murta, Henrique Moraes Salvador Silva, Ivone Dirk de Souza Filogônio, Lucas Viana Machado, Manuel Maurício Gonçalves, Marcelo Maciel de Araújo Porto, Ricardo Mello Marinho, Sávio Costa Gonçalves MEMBROS NATOS Antonio Fernandes Lages, Cláudia Navarro Duarte Lemos, Garibalde Mortoza Junior, João Pedro Junqueira Caetano, Sergimar Padovezi INFORMATIVO SOGIMIG COORDENAÇÃO DO INFORMATIVO Gui Tarcísio Mazzoni Junior PRODUÇÃO EDITORIAL E GRÁFICA Link Comunicação Empresarial - (31) 2126-8080 Edição: Cristina Fonseca (MG 04557JP) Redação: Aline Luz com colaboração de Alexon Racilan Editoração: Danielle Marcussi Foto: Thiago Fantoni Pinheiro Revisão: Regina Palla Projeto Gráfico: Helô Costa e Wagner Rocha Gráfica: Paulinelli Tiragem: 1.500 exemplares Envie sua contribuição para sogimig@sogimig.org.br O Informativo SOGIMIG autoriza a reprodução de seu conteúdo, desde que citada a fonte. Pede-se apenas a informação de tal uso. A Associação não se responsabiliza pelo conteúdo ou pela certificação dos eventos anunciados na forma de agenda.

Presidente da SOGIMIG sogimig@sogimig.org.br

34º EMGO foi um grande sucesso! Este foi o comentário unânime de todos que compareceram ao 34º EMGO. Em plena Copa do Mundo, com jogo do Brasil, a SOGIMIG acreditou na tradição do EMGO e, mais uma vez, nossa intuição estava certa. Foi um sucesso! Reunidos em Ouro Preto, 330 ginecologistas e obstetras de Minas Gerais e de outros estados usufruíram do programa científico, bastante elogiado, e participaram da confraternização mineira, com direito à festa junina, jogo de futebol e churrasco. Mantivemos, à altura, e com acréscimos, a tradição do Encontro de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais. Sabemos que, nos últimos anos, a SOGIMIG cresceu muito e, com ela, aumentaram, os eventos científicos que temos organizado e também a frequência dos associados. Criamos o Congresso Mineiro de Ginecologia e Obstetrícia (CMGO) que, pelo seu porte (1.500 a 2.000 pessoas), será realizado anualmente em Belo Horizonte. O Congresso Mineiro, pela sua qualidade científica, está se tornando referência para a atualização não só dos ginecologistas e obstetras de Minas, como também de colegas de estados vizinhos. O EMGO, como o primeiro grande evento da SOGIMIG - e que inclusive nos ajudou a crescer pelo interior de Minas, devido à sua itinerância -, nunca poderia deixar de existir. É importante recordar que, por causa da realização do 53º CBGO em Belo Horizonte, não organizamos oficialmente o EMGO e o CMGO em 2009, mas entendemos que eles ocorreram dentro do CBGO, tão grandes foram a receptividade e a participação dos ginecologistas e obstetras de Minas (mais de 2.000 colegas entre os 7.800 inscritos). Lembramos que, mesmo com o CBGO, mantivemos os eventos menores no interior: realizamos nove deles em 2009 e, provavelmente, vamos realizar um número ainda maior em 2010. Este ano, voltamos à nossa rotina: realizamos o 34º EMGO em junho, em Ouro Preto, e já estamos organizando 4º CMGO, que será

realizado em dezembro, em Belo Horizonte. O que diferencia, atualmente, estes dois grandes eventos da SOGIMIG? O EMGO tornouse o nosso grande evento itinerante, com participação expressiva de colegas do interior, tendo em vista que ele irá ocorrer, a cada ano, em uma região do Estado. O CMGO, por sua vez, será sempre realizado em Belo Horizonte. Criamos um novo formato para o EMGO, que entendemos deve ser mantido, pois foi bastante elogiado por todos e todas: 1) o evento terá dois grandes temas gerais em Ginecologia e Obstetrícia, que serão aprofundados em subtemas, por meio de conferências, mesasredondas, discussões interativas e outras formas de discussão; 2) o evento ocorrerá em uma única sala, ao invés de realizarmos palestras simultâneas, de forma que o(a)s congressistas possam assistir a toda a programação científica, sem se preocupar em sair da sala. Acreditamos que, com o novo formato, o evento retoma a característica inicial da sua idealização de, ao mesmo tempo em que proporciona a atualização científica do(a)s nosso(a)s associado(a)s, possibilita a confraternização com familiares e amigos. Finalmente, é importante destacar que todas estas decisões são tomadas durante os workshops da SOGIMIG. Eles ocorrem duas vezes por ano, com a participação de membros dos comitês científicos e do conselho consultivo, além dos vice-presidentes e diretores regionais e da diretoria executiva da nossa associação, envolvendo cerca de 80 pessoas. Esperamos que o(a)s colegas que participaram do EMGO se animem a retornar a Belo Horizonte em dezembro para nos honrar com sua presença no 4º Congresso Mineiro de Ginecologia e Obstetrícia. Para o(a)s colegas que não tiveram a oportunidade de participar do evento em Ouro Preto, temos outra mensagem: a SOGIMIG precisa da sua participação e nos sentiremos igualmente honrados com sua presença.

Em caso de dúvidas, questionamentos e sugestões, enviar e-mail para: sogimig@sogimig.org.br

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Defesa Profissional

Ginecologistas e Obstetras: vamos nos mobilizar? RECÍPROCA

Dra. Maria Inês Miranda Lima Diretora de Defesa do Exercício Profissional da SOGIMIG

A SOGIMIG fez uma campanha publicitária em defesa da nossa especialidade em 2008. Discutiu os honorários vis pagos à consulta e assistência ao parto, comparando-os a preços de estética e produtos do dia a dia. Pioneiros na campanha, a repercussão foi nacional! A Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) acaba de lançar campanha publicitária com denúncias sobre o tratamento dispensado aos médicos especialistas por algumas empresas de saúde suplementar. Um dos focos da ação é a valorização do tocoginecologista de São Paulo; o outro, a qualificação da assistência à mulher. De acordo com o presidente da associação, César Eduardo Fernandes, atualmente existe um consenso por parte de ginecologistas e obstetras de que o exercício da especialidade no estado de São Paulo está se tornando inviável. Aliás, na residência médica já se percebe claramente o fenômeno do desaparecimento dos obstetras. A remuneração vil é, sem dúvida, o motivo da falta de interesse.

Diante da gravidade do problema, a entidade construiu um calendário de mobilização e luta para 2010. Além da constituição de um gabinete de crise e da deflagração do estado de Alerta dos Tocoginecologistas, estão previstos fóruns de debates regionais em todo o estado, o Dia do Protesto do Bem e um Dia Estadual de Luto. O cronograma, caso não ocorram a negociação e a mudança do quadro, prevê também paralisação de advertência no atendimento aos planos, em 18 de outubro. A SOGIMIG tem trabalhado por Valorização e Conscientização dos Ginecologistas e Obstetras. Este é um trabalho árduo e longo. Não podemos desistir. Ver este movimento acontecendo em outros estados nos fortalece. Vamos unir forças e nos mobilizar!

Convidamos todos a participar do II Fórum de Defesa Profissional da SOGIMIG Data: 30 de outubro, sábado, de 8 às 18 horas. Os temas a serem discutidos serão: como melhorar os honorários médicos, aposentadoria especial para médicos, honorários médicos versus risco profissional, assistência obstétrica na rede suplementar e ter ou não ter seguro profissional?

Fórum Nacional CBHPM Em abril, foi realizado um fórum com representantes da AMB, CFM, CRM e Fenam na sede da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG). Representantes dos diversos órgãos falaram da dificuldade de implantação da CBHPM e dos reajustes aos procedimentos médicos. O reajuste repassado aos clientes nos últimos dez anos foi em torno de 131% enquanto que o relativo aos honorários médicos não chegou a 60%. Comissão da Câmara dos Deputados aprova reajuste anual de honorários Fruto da mobilização das entidades médicas, a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, no dia 8 de junho, o Projeto de Lei 6964/10, oriundo do Senado, que torna obrigatória a formalização de contratos entre as operadoras de planos de saúde e prestadores de serviço, inclusive os médicos. O mais relevante, porém, é a definição da periodicidade anual do reajuste a ser repassado pelos planos de saúde aos honorários médicos, no prazo de 90 dias após o início de cada ano. O difícil é fazer valer essas normas para as operadoras que desconsideram estas propostas. O mercado dos planos de saúde cresce em torno de 5% ao ano tanto em número de clientes quanto em faturamento. Contudo, há grande oferta do número de médicos para credenciamento. Que órgão seria responsável por estabelecer datas e limites para este reajuste? A ANS?

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Científico

Densidade mamária e risco de câncer de mama Dr. Clécio Lucena Presidente do Comitê de Mastologia da SOGIMIG

Uma das maiores dificuldades relacionadas ao tema diz respeito à definição do grau de densidade mamária, geralmente feita pela análise mamográfica, expressada na porcentagem de área da mama ocupada pelo tecido radiologicamente denso. Wolfe e colaboradores (1976) classificavam as mamas como N1, P1, P2 e DY, progressivamente, de acordo com o aumento do grau de densidade mamária. Posteriormente, Boyd e colaboradores (1995) desenvolveram um método quantitativo, com melhor concordância intra e interobservador, classificando o grau de densidade mamográfica em seis categorias. De maneira similar, BIRADS™ estabelece uma categorização do grau de densidade mamográfica em quatro classes. Em 1998, Byng e colaboradores publicaram um programa (Lumisys™ - Computer Assisted Method) baseado na plataforma de mamografia digital que, de maneira quantitativa, faz a mensuração do grau de densidade, classificando-as em seis categorias. Nos últimos anos, tem sido valorizada a avaliação do grau de densidade mamária como um importante fator de risco para o câncer de mama e, talvez, possa ser considerado o menos valorizado e mais subutilizado fator de risco em estudos investigativos desta doença. Apesar de associada a outros fatores de risco, estabelecidos para o câncer de mama como

a idade, status menopausal, paridade e peso, esse parâmetro tem sido fortemente associado ao mesmo. Interessante é que fatores de risco não mamográficos, em geral, apresentam-se como uma associação mais fraca do que o risco relacionado à densidade mamográfica, sendo, no entanto, mais valorizados. Diversos estudos têm demonstrado Odds Ratio, variando entre 1,26 e 6,28 associado à densidade mamográfica e risco de câncer de mama, conforme observado pela TABELA 1, mesmo após diversos ajustes das variáveis interligadas. Por causa disso, considerando que a densidade mamográfica parece estar associada ao aumento do risco de câncer de mama e que interfere na capacidade de detecção do mesmo, a característica radiológica das mamas poderia ser utilizada para determinar o intervalo e a sequência dos exames de rastreamento do câncer de mama. Em recente meta-análise, que incluiu 42 estudos (2006), observou-se que a densidade mamária está fortemente associada ao risco de desenvolvimento do câncer de mama. Pelo método Wolfe, comparando-se padrão de densidade Dy (muito denso) versus N1 (mamas liposubstituídas) pelos estudos de incidência, o risco relativo foi de 3,98 (IC95%: 2,53 – 6,27). Pelo sistema BIRADS™, na comparação de mamas densas com mamas liposubstituídas, o risco relativo encontrado foi de 4,08 (IC95%: 2,96 – 5,63) para o câncer de mama. De maneira similar, empregando o método

Tabela1: Associação entre grau de densidade mamária e risco de desenvolvimento do câncer de mama.

Densidade Mamária

Odds Ratio

Mamas liposubstituídas

1,00

---

Densidades esparsas

2,00

1,26 a 3,18

Heterogeneamente densas

3,34

2,12 a 5,27

Extremamente densas

3,93

2,46 a 6,28

(BIRADS ™)

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IC95%

Boyd (proporção de densidade mamográfica), a comparação de mamas muito densas versus mamas liposubstituídas, o risco relativo encontrado foi de 4,64 (IC95%: 3,64 – 5,91). O aumento do risco de câncer de mama associado à densidade mamária é independente de outros fatores de risco conhecidos para essa doença. Destaca-se que este risco foi observado na pré-menopausa, mas, sobretudo, para mulheres na pós-menopausa. No entanto, os estudos não são esclarecedores se mulheres com mamas densas em idades jovens (30-40 anos) representariam um efetivo valor preditivo de risco aumentado para as idades avançadas. Uma das mais racionais explicações para esta associação é que a maior densidade mamária representa maior quantidade de tecido fibroglandular, com maior número de células epiteliais mamárias sob risco de carcinogênese. Considerando os dados apresentados, deve ser atribuída uma maior valorização à interpretação da densidade mamária pelo exame mamográfico, determinando um perfil de risco destas mulheres e, consequentemente, estabelecendo-se uma melhor estratégia de rastreamento do câncer de mama. Referências: Aitken Z et al. Mammographic density and markers and socioeconomic status: a cross-sectional study. BMC Cancer 2010; 10: 35-45. Barlow WE et al. Prospective breast cancer risk prediction model for women undergoing screening mammographic. J Natl Cancer Inst 2006; 98: 1204-14. McCormack VA, Silva IS. Breast density and parenchymal patterns as markers of breast cancer risk: a meta-analysis. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev 2006; 15(6): 1159-69. Tice JA et al. Using clinical factors and mammographic breast density to estimate breast cancer risk: development and validation of a new predictive model. Ann Intern Med 2008; 148(5): 337-347.


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Científico

Rastreamento para câncer do colo uterino na era das vacinas contra HPV Membro do Conselho Consultivo da SOGIMIG

Desde 1924 com Hans Hinselmann e em 1942 com Papanicolaou, a Medicina busca formas de reduzir a incidência do câncer do colo uterino. No início dos anos 80, Zur Hausen definiu o papel do HPV (Papiloma Vírus Humano) na oncogênese desta neoplasia. Até 2006, a prevenção se baseava na detecção precoce das lesões pré-cancerígenas e cancerígenas, utilizando como ferramentas de rastreamento a citologia de Papanicolaou e/ou os testes de DNA do HPV que, quando alterados, demandam diagnóstico histológico por meio de biópsia dirigida pela colposcopia e pela conização. Em 2006, inicia-se a vacinação contra o HPV, mudando-se o paradigma da prevenção, antes secundária, agora de forma primária, buscando a não infecção pelos dois tipos de HPV mais frequentes, o 16 e o 18, responsáveis, em todo o mundo, por cerca de 70% dos casos de câncer do colo uterino. Por meio da engenharia genética, criou-se as VLPs - Partícula Semelhante a Vírus, obtidas pela retirada da porção L1 do capsídeo do HPV e replicação em fungos e bactérias. Duas vacinas foram criadas: uma quadrivalente (Laboratório Merck Sharp DhomeMSD), que contém VLPs dos HPVs 16, 18, 6 e 11 - os dois últimos responsáveis pelo surgimento dos condilomas acuminados e outra, bivalente (Laboratório Glaxo Smith Kleine-GSK). O endpoint das pesquisas destas vacinas foi a redução de neoplasias intraepiteliais grau II (NIC II+) ou maior. Com o passar dos anos, verificou-se a existência de proteção cruzada contra outros tipos de HPV, principalmente os 31 e 45. As duas vacinas são bastante eficazes na prevenção da infecção pelos HPV 16 e 18, principalmente se aplicadas antes do debut sexual. A vacina bivalente, da GSK, mostrou-se mais eficaz na proteção cruzada, principalmente do HPV 45. Segundo Monsonego e Paavanonen,

a vacina da GSK protege contra 70% (IC: 55-81%) das NIC II, 87% (IC:55-98%) das NIC III; enquanto que a vacina da MSD protege contra 46% (IC:24-62%). Diane Harper mostrou, em publicação recente, as estimativas de redução do Ca de Colo, comparando as duas vacinas, sendo que no caso do Carcinoma de Células Escamosas (CEC), causado pelo HPV, prevê-se redução de 61,6% e de 8,2%, nos casos causados pelo HPV 18 após o uso das duas vacinas; de 47,8% nos casos de Adenocarcinomas (Adeno), causado pelo HPV 16 e pelo HPV 18, de 29%. Nos casos relacionados com HPV 31, foi de 3,6% para os CEC e de 0,9% no Adeno, nas pacientes que usaram a vacina da GSK; de 2,1% no CEC e de 0,6% nos Adeno após o uso da vacina da MSD. O total estimado de redução dos CEC foi de 79,5%, após vacina da GSK e de 71,9%, após a da MSD, nos adeno, de 87,6%, após vacina da GSK e de 77,4%, após a da MSD. Diane Harper, seguindo mulheres vacinadas por três anos, verificou os seguintes percentuais: redução no encaminhamento para colposcopia de 26%, nas vacinadas pela GSK, de 20%, pela MSD; 69% na redução de terapias excisionais, nas vacinadas pela GSK, e de 42%, pela MSD. De acordo com Cosette M. Wheeler, a redução efetiva dos casos de câncer do colo uterino dependerá de: prevalência dos HPV oncogênicos; cobertura vacinal da população; número de tipos de HPV oncogênicos incluídos nas vacinas; duração da proteção das vacinas; programas de educação e acompanhamento da população; manutenção e aprimoramento dos programas de rastreamento. A continuidade dos programas de rastreamento se faz necessária, pois ainda existirá, por muitos anos, uma grande quantidade de mulheres já infectadas com risco de desenvolver NIC ou câncer. Além disso, as vacinas protegem contra HPV 16/18 e 31/45, e não contra todos os casos de Ca de colo uterino. Alguns autores estão prevendo problemas no rastreamento das NICs baseados em citologia. Para Jack Cuzick, o valor pre-

CLÓVIS CAMPOS

Dr. Garibalde Mortoza Junior

ditivo positivo da citologia poderá declinar porque as lesões clinicamente relevantes serão menos frequentes. Haverá uma queda da performance da citologia e a leitura das lâminas será mais tediosa, sujeita a erros de interpretação. Vários autores (5,6,7,8) propõem incremento do uso do teste de HPV como ferramenta de rastreio, com menor frequência na realização destes, nas mulheres vacinadas. Cuzick propõe realizar citologia nas pacientes que forem portadoras de HPV de alto risco. Espera-se que novas ferramentas de detecção do HPV surjam a custo menor, com tecnologia mais simplificada, conseguindo uma ampliação da cobertura. Referências: Monsonego 2006, p159 - Regress & resolve/longer persists severe Eficácia Vacina GSK: Paavonen J et al. 25th IPVC, Malmo, Sweden, May 2009 Diane M Harper - Expert Rev Vaccines. 2009;8(12): 1663-1679 Cosette M. Wheeler. Advances in Primary and Secondary Interventions for Cervical Cancer: Prophylactic Human Papillomavirus Vaccines and Testing. Nat Clin Pract Oncol. 2007;4(4):224-235 Jack Cuzick, et al. Vaccine 26S (2008) k29-k41 Franco, E. HPV Today 2008, 15. Ferenczy, A. Cervical Prevention: The Blessing of Molecular Techonology. HPV Today 2008, 15 Schiffman, M; Castle, P. New England Of Medicine 2005; 353

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Ação Comunitária

Fórum de Atenção à Saúde da Mulher Dr. Victor Hugo de Melo Presidente da SOGIMIG

Com o objetivo de discutir as políticas públicas voltadas para o cuidado à saúde das mulheres, realizamos, durante o 34º EMGO, o I Fórum de Atenção à Saúde da Mulher. Foi uma iniciativa da SOGIMIG, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES/MG), as prefeituras da região de Ouro Preto e a Associação Mineira de Medicina de Família e Comunidade (AMMFC). Vários temas foram discutidos, entre os quais: o Programa de Saúde da Família e a Saúde da Mulher, Controle do Câncer Ginecológico, Saúde Reprodutiva e Assistência Pré-natal, Parto e Puerpério. Os palestrantes da SES/MG expuseram os temas. Representantes da SOGIMIG, da AMMFC e dos gestores municipais debateram. O Fórum ocorreu durante todo o dia, com a participação de 50 pessoas de diferentes instituições: prefeitos e gestores municipais de saúde, representantes da SES/ MG, da SOGIMIG, da AMMFC, médicos de família e ginecologistas e obstetras da região. O debate foi muito rico, tendo como foco a participação dos médicos de família na região. Foi opinião unânime, entre os debatedores, que a rede hierarquizada de cuidados funciona em Minas Gerais. Apesar de

alguns entraves, a construção dos SUS está ocorrendo de forma efetiva no Estado. Entre outros temas, destacou-se a necessidade de maior regionalização das estratégias, de se providenciar capacitação a distância e de criar formas para incentivar a permanência dos médicos de família em suas regiões. Os médicos de família entendem que é urgente a criação de ações mais efetivas para valorizar o trabalho, seja como incentivo financeiro, capacitação, melhoria da infraestrutura e redução do número de pessoas sob sua responsabilidade. Atualmente, cada médico de família é responsável por 4.500 a 6 mil pessoas, dependendo do município. Em outros países com programa semelhante, o número varia de 2 mil a 2.500 pessoas. Também destacou-se a importância da presença do ginecologista e obstetra como referência para o programa. Houve consenso que não é possível prover a atenção primária à saúde da mulher sem esse profissional. O papel atribuído a ele seria atuar na capacitação da equipe do PSF, na intermediação entre a atenção primária e secundária e ainda monitorar a saúde da mulher na região em que atua. Acreditamos que o fórum atendeu os objetivos propostos, e esperamos que ele possa ocorrer anualmente, em cada região que o EMGO for realizado.

Dia das Mães

RAFAEL COELHO

Dra. Claúdia Lúcia Barbosa Salomão - Diretora de Assuntos Comunitários da SOGIMIG A SOGIMIG prestou homenagem às mães, no dia 8 de maio, véspera do Dia das Mães, consciente do seu papel como entidade reconhecedora da magnitude da mulher-mãe em nossa sociedade. Médicos dos diversos Comitês Científicos da nossa entidade compareceram à Praça JK, bairro Mangabeiras, para parabenizar e prestar serviço informativo às mulheres. Dados sobre planejamento familiar, sexualidade e vulnerabilidade foram discutidos com as mulheres, num ambiente agradável e descontraído, com distribuição de lanche fornecido pela MSD. Constitui um compromisso incessante da SOGIMIG a valorização da mulher em todas as etapas da vida, desde a infância à terceira idade, destacando cada nuance deste ser tão especial. Afinal de contas, “mãe” constitui pilar imprescindível em nossa família e sociedade.

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Fórum de Saúde do Adolescente no EMGO Dra. Cláudia Lúcia Barbosa Salomão Diretora de Assuntos Comunitários da SOGIMIG

O Fórum de Saúde do Adolescente, realizado no dia 23 de junho, na Escola Pública do Complexo CAIC, na cidade de Cachoeira do Campo (distrito de Ouro Preto), fez parte da programação do 34º Encontro Mineiro de Ginecologistas e Obstetras. O objetivo foi dar continuidade à filosofia da SOGIMIG de priorizar as atividades de cunho comunitário. Durante o evento, foram realizadas diversas atividades educativas com 160 adolescentes entre 12 e 16 anos, em formato de oficinas, compostas por 25 participantes em média. Essas aulas foram ministradas por médicos que compõem o nosso quadro dos Comitês Científicos, ligados às áreas de atuação em adolescência. Também foi realizada uma atividade com cerca de 40 professores da rede pública de várias escolas da região. O fórum foi enriquecido com uma série de palestras sobre Sexualidade, Anticoncepção, Violência, Adolescência Masculina. Todos os assuntos foram amplamente discutidos entre os profissionais de Saúde da SOGIMIG, da Sociedade Mineira de Pediatria e os docentes. É legítimo e visceral o desejo da nossa entidade, SOGIMIG, de investir em atividades comunitárias constantes, que possam engrandecer o contato com a comunidade e agregar conhecimentos. Portanto, é pilar de nossa associação esse entrosamento e realização de eventos que priorizem o atendimento à população do nosso Estado. Aproveito para agradecer a todos os nossos profissionais de saúde envolvidos nos projetos.


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34º EMGO

Solenidade de abertura do 34º EMGO ROBERTO RIBEIRO

A solenidade de abertura do 34º Encontro Mineiro de Ginecologistas e Obstetras (EMGO) foi uma noite emocionante. No palco do Centro de Convenções do Sesc na Estalagem das Minas Gerais, em Ouro Preto, renomados ginecologistas, obstetras e políticos compareceram ao evento. O vice-prefeito de Ouro Preto, Dimas Antônio Ferreira Dutra, que também é médico generalista, parabenizou a iniciativa. Ele elogiou a realização do Fórum Saúde do Adolescente, que aconteceu em um colégio de Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto. “Pela primeira vez, professores e alunos tiveram a oportunidade de aprender sobre o órgão reprodutor masculino. Foi um passo importante para o ensino nas escolas da região”, avaliou Dutra. A importância foi confirmada pelo representante da Febrasgo, Ricardo José de Oliveira e Silva, que elogiou a SOGIMIG pelo evento. “Discussões como essas permitem a apropriação coletiva. Temos de enfrentar desafios a partir de novos paradigmas de governabilidade. As associações não podem se afastar da academia. Precisamos ser proativos e verificar como anda a nossa especialidade”, completou. O presidente do 34º EMGO, Antônio Carlos Pinto Guimarães, ressaltou a importância e orgulho para Ouro Preto sediar um evento desse porte para alargar os horizontes do saber científico. Ele falou sobre a importância histórico-cultural da cidade e deu boas-vindas aos congressistas. “Aproveitem a beleza do nosso acervo colonial, desfrutem das conversas amigas, a confraternização e a atualização científica desse encontro”, afirmou em um discurso bastante emocionado. O presidente da SOGIMIG, Victor Hugo de Melo, destacou a mudança no formato do encontro. “Criamos formatos diferenciados para o encontro mineiro e para o congresso mineiro. O EMGO será concentrado em uma sala e não terá foco apenas na atuação científica, mas em ações sociais para melhorar a atenção à saúde. Estamos trabalhando de forma parceira com gestores da saúde e com saúde da família para prover melhor atenção à saúde da mulher”, revelou. Ele lembrou que o EMGO passa a ser itinerante e, em 2011, será em Montes Claros. Ao final da solenidade de abertura, convidados, professores e congressistas participaram de uma festa junina com fogueira, barraquinhas, quadrilha, forró e culinária típica, momento que marcou o início da programação social do evento. (Veja mais nas páginas 10 e 11).

Premiações Dois trabalhos de Ginecologia e dois de Obstetrícia foram premiados. Concorreram à premiação 51 trabalhos. A escolha dos premiados foi realizada por uma comissão julgadora composta por professores da área. Ginecologia Melhor trabalho: Influência dos fatores de comportamento no risco da neoplastia intraepitelial cervical em uma coorte de mulheres HIV positivo. Autor: Ângela Cristina Labanca de Araújo; Coautores: Victor Hugo de Melo, Érica Dias Murta, Tatiana Teixeira de Souza, Nara Chartuni Teixeira, Claudia Teixeira Lodi, Adriana Almeida Lucena, Miriam Barros Guimarães. Menção honrosa: Fatores preditivos de incontinência urinária de esforço em mulheres primíparas que realizaram parto vaginal. Autor: Marilene Vale de Castro Monteiro; Coautores: Sabrina Baracho, Elyonara Mello Figueiredo, Agnaldo Lopes Silva Filho, Lucas Barbosa da Silva, Elza Baracho, Rosana F Sampaio, Juliana Ocarino. Obstetrícia Melhor trabalho: Caracterização de células-tronco mesenquimais isoladas do líquido amniótico humano e submetidas ao processo de criopreservação. Autor: Bruno Avelar Miranda; Coautores: Patrícia Caroline Angelo, Alamanda Kfoury Pereira, Zilma Silveira Nogueira Reis, Antônio Carlos Vieira Cabral, Marcelo A Cabral, Juliana Cardoso de Oliveira Menção honrosa: Análise de sobrevida materna em centro de tratamento intensivo especializado no atendimento de complicações obstétricas Autor: Sarah Pereira de Freitas; Coautores: Ana Rosa Araujo Pereira, Zilma Silveira Nogueira Reis, Cézar Alencar de Lima Rezende, Antonio Carlos Vieira Cabral, Frederico Jose Amedée Péret, Achilles Rolfs Barbosa.

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34º EMGO

34º EMGO: três dias de atualização O 34º Encontro Mineiro de Ginecologistas e Obstetras (EMGO) reuniu 330 profissionais, que participaram de dois fóruns, seis conferências, cinco mesas-redondas e duas discussões interativas. Na grade científica do EMGO as palestras se concentraram em uma sala, permitindo o aprofundamento maior nos temas discutidos. A programação foi definida com objetivo de oferecer a melhor atualização profissional.

Conferência: Qualidade de vida da mulher no climatério

Mesa-redonda: Problemas comuns em cirurgia ginecológica Nesta mesa-redonda, dr. Jurandyr Moreira de Andrade abordou a condução dos casos de massa anexial. Ele destacou a necessidade de avaliar se é tumor maligno ou benigno e se terá complicações. Dr. Jurandyr diz ser fundamental ter dados epidemiológicos para direcionar a conduta. “A partir daí, o médico deve indicar o ultrassom endovaginal e CA125 e avaliar se a indicação é uma intervenção cirúrgica (laporotomia ou laparoscopia) ou uma conduta mais expectante (para acompanhar de três em três meses)”, explicou. Na sequência, dr. Jorge Milhem Haddad apresentou indicadores sobre quando utilizar telas sintéticas na cirurgia vaginal. Ele frisou a importância do conhecimento da anatomia e dividiu as indicações em prolapso anterior, posterior e apical. “Para todas elas, o tratamento cirúrgico está indicado, respeitando sempre a anatomia. As complicações estão relacionadas aos índices de infecção e à técnica mal-executada”, avaliou Haddad.

FOTOS: ROBERTO RIBEIRO

Na primeira Conferência do EMGO, o dr. Aarão Mendes Pinto Neto destacou como a mudança demográfica provocou o aumento da expectativa de vida. A previsão é de que em 2020, cerca de 40% das mulheres deverão ter mais de 40 anos. “Mas, apesar disso, a idade da menopausa não muda (entre 50 e 52 anos) nem os sintomas que alteram a qualidade de vida”, acrescentou. De acordo com ele, os sintomas vasomotores (fogachos, calor, sudorese, palpitação) e os psicológicos (cefaleia, nervosismo, depressão e insônia) devem ser tratados pelo ginecologista. “É preciso fazer uma abordagem multifatorial

para melhorar a qualidade de vida da mulher”, finalizou.

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O ponto alto da palestra do dr. Jorge Milhem foi a apresentação de vídeos da cirurgia com detalhes das intervenções. O médico realiza trabalhos com cadáveres para demonstrar o que a cirurgia faz com os tecidos internos e estruturais para conhecer os riscos e tentar diminuí-los. Finalizando a mesa-redonda, dra. Maria Inês Miranda Lima abordou as indicações da cirurgia dos (e quando operar em) casos de pólipo endometrial. “É um tema bastante controverso. A cirurgia é indicada quando há sangramento e, nesse caso, seria por meio de uma histeroscopia”, recomendou. Dra. Maria Inês alerta para o cuidado que se deve ter em pacientes mais jovens, porque uma intervenção cirúrgica pode alterar a taxa de fertilidade. “Nessa situação, normalmente, não se deve indicar a cirurgia. Se a paciente tiver idade mais avançada, há indicação de operação, por causa do maior índice de câncer de endométrio”, avaliou.

Conferência: Predição e prevenção da prematuridade No segundo dia do 34º EMGO, dr. Marcelo Zugaib, ícone da Obstetrícia bra-


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sileira, apresentou, de forma didática e sucinta, como seria predizer e tentar evitar o parto pré-termo. Ele dividiu a prevenção em primária, secundária e terciária e reforçou que a predição pode ser feita com a medição do colo uterino entre 22/24 semanas de gestação. Se for menor que 20 mm, é considerado pré-natal de alto risco. Dr. Marcelo Zugaib lembrou da importância de difusão da detecção de fibronectina fetal como preditor de prematuridade. “Embora seja um exame ainda de custo elevado, talvez o custo/benefício seja efetivo, uma vez que, ao evitar um parto pré-termo, são reduzidas as despesas decorrentes da prematuridade”, avaliou. Ele deixou claro que a prevenção terciária, aquela que ocorre em serviço hospitalar, baseia-se ainda na tocólise (beta agonistas, antagonista da ocitocina e bloqueador do canal de cálcio); na corticoterapia e na profilaxia de sepse neonatal. Utiliza-se, ainda, a progesterona natural no trabalho de parto pré-termo e na manutenção pós-tocólise.

Ela frisou a importância da anamnese em qualquer consulta obstétrica para identificar o risco e instituir acompanhamento e tratamento imediato. Na sequência, a dra. Iracema de Mattos Paranhos Calderon tratou com competência do diagnóstico e conduta da diabetes gestacional, tema altamente prevalente e desafiador, principalmente devido às últimas mudanças nos protocolos de diagnóstico e conduta. Ela revelou que os valores de corte e esquemas diagnósticos têm sido atualizados pelas entidades competentes, como ADA, Febrasgo e agora o grupo IADPSG 2010. Dra. Iracema deixou uma mensagem de alento e tentou tranquilizar os especialistas no sentido de acompanhar a palavra final da Febrasgo para acom-

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panhamento e diagnóstico preciso da diabetes na gestação. Na apresentação sobre infecções congênitas, dra. Marina Carvalho Paschoini enfatizou a importância de pré-natal bem feito, com rastreamento universal para as principais infecções presentes na gestação, como HIV, hepatites B e C, sífilis, toxoplasmose, rubéola e estreptococos. Ela sugeriu individualizar a investigação em caso de suspeita, identificada na anamnese, ou de acordo com a região em questão. A dra. Marina Carvalho Paschoini encerrou a apresentação, ressaltando que a identificação e tratamento precoce de infecções na gestação podem evitar malformações e diminuir o índice de partos pré-termos, além de evitar mortes fetais e maternas.

Mesa-redonda: Assistência prénatal - o que o obstetra deve saber De acordo com a dra. Regina Amélia Aguiar, a identificação de risco deve começar na consulta pré-concepcional, quando se deve avaliar os históricos social, familiar e profissional; comorbidades e uso de medicamentos ou outras drogas.

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34º EMGO A abertura do 34º EMGO, promovido pela SOGIMIG, teve como ponto alto uma festa junina com fogueira, barraquinhas, quadrilha, forró e muita alegria. No segundo dia do EMGO, ocorreu o jantar de confraternização no restaurante Bené da Flauta, em Ouro Preto. No encerramento do evento, após a transmissão ao vivo de Brasil x Portugal, os congressistas participaram de churrasco de confraternização com roda de samba e um divertido "futebol perna-de-pau".

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Opinião

Representatividade médica Diretor de informática da SOGIMIG

A vida em sociedade é uma resultante de diversos vetores e forças que se relacionam, interagem e influenciam os destinos de seus membros. A degradação da profissão médica e, em particular, da Ginecologia e Obstetrícia é resultante de complexas interações desse tipo. A tomada de consciência desse processo e uma mudança na nossa atuação política se fazem necessárias mesmo que pareça tarde demais. O médico, na sua formação, é programado para seu papel de assistência à saúde, sem se preparar para as interfaces e interações que ele terá com os elementos da sociedade que realmente determinam suas condições de trabalho e remuneração. Prevalece o sentimento de que tem alguém com bom senso, com poder e que em algum momento vai corrigir as distorções. Não poderíamos estar mais iludidos! A atuação da SOGIMIG na defesa profissional nos deu elementos para sermos agentes de mudança dessas forças que atualmente nos direcionam a um futuro ainda menos sustentável. Defendemos, portanto, a prioritária necessidade de buscarmos vez e voz nas políticas que são pensadas e implementadas para a saúde em nosso meio. As entidades e pessoas devem buscar participação e representatividade para compor e engrossar as forças a nosso favor em jogo. Bertolt Brecht já dizia: "O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. ... é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio...". Obviamente se incluem, como consequência, o descaso com a saúde e com a educação. A construção do que será a sociedade hoje e no futuro depende da política. Por isso, defendemos uma maior interação e participação das entidades médicas neste meio.

O médico, desde a faculdade, sempre participou intensamente da política do país, tendo sido silenciado e tido sua força de classe esmagada pelo golpe militar de 1964 e pela instituída ditadura que fez dissipar sua identidade. Temos de resgatar aquela consciência política, sua participação e interlocução com a sociedade. O nosso silêncio chancela a política baixa e mesquinha que assistimos hoje. A realidade atual é da ausência de ideias e programas. O que vemos são apenas projetos de poder. Temos de manifestar nossa insatisfação com a forma com que estamos sendo governados, promovendo e sugerindo mais aprofundadas discussões políticas, pelo menos na área da saúde. Durante o Congresso Brasileiro de Ginecologia, a SOGIMIG colheu três mil assinaturas para uma carta ao presidente do Senado em defesa da lei do ato médico. O impacto de medidas como essa ainda é pequeno. Mas temos de transformar esse exercício numa rotina. Pelo menos, devemos nos posicionar e expressar nossa opinião sobre as questões que tocam nosso universo médico. A sociedade precisa saber o que pensamos e o que queremos e que estamos ao seu lado. Há uma interseção, um interesse comum na melhoria da assistência à saúde em nosso país, pois saem ganhando o médico, os demais profissionais e instituições de saúde e a população. As sociedades de especialidade e instituições, como AMMG, CRM, CFM e sindicato, precisam estar sempre presentes e atuantes na política da nossa Cidade, Estado e País. Talvez até de forma unida e ordenada. Em parte, a situação atual do médico se deve a uma desconstrução da sua imagem e valor na sociedade. Não sabemos comunicar bem nosso valor. Sim, é também uma questão de marketing. O marketing da Medicina nunca existiu ou foi pífio. A consulta médica e alguns procedimentos cirúrgicos e de diagnóstico valem menos que um penteado feito para durar apenas uma noite. Isso porque a sociedade enxerga mais valor no último. Temos de recons-

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Dr. João Henrique Penna Reis

truir nosso valor na sociedade e isso só se fará com três pilares: maior participação política, melhor comunicação do valor do médico e incremento na qualidade da assistência e dos resultados que oferecemos hoje. Estamos falando aqui de um novo acordo ou novo "contrato" com a sociedade, no qual melhoramos a nossa proposta de valor e entrega de resultados por uma maior valorização e reconhecimento do nosso trabalho. É uma construção longa e penosa, mas não vejo outro caminho. Todo congresso é uma oportunidade ímpar para produzirmos documentos e enquetes sobre temas relevantes que sintetizem o nosso posicionamento a ser levado aos políticos no poder. Toda eleição é uma oportunidade de buscarmos um diálogo com os candidatos e optarmos por aqueles que abraçarão nossas agendas. Além disso, a todo momento, devemos buscar interações e interfaces com o poder público para que sejamos vistos, lembrados e considerados. O lobby do bem para a Medicina. Mãos à obra, outubro vem aí! Digo a vocês que, apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda temos de manter a crença naquela Medicina que abraçamos e sonhamos lá no começo. Sabemos que as mudanças jamais vêm de graça. Elas dependem da contínua persistência e determinação daqueles que realmente a desejam e a busquem de forma coletiva. Se essas ideias e aspirações não forem comuns e fortes entre nós, não serão fortes perante o resto da sociedade.


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Workshop

Workshops: um dos combustíveis necessários à saúde da SOGIMIG No EMGO de Ouro Preto, foi realizado o XIV Workshop da SOGIMIG Dr. Marcelo Cançado Coordenador das Vices-Presidências e Diretorias Regionais da SOGIMIG

Confirmou-se o já observado nos últimos eventos da mesma natureza: a solidez dos pilares das gestões da SOGIMIG não pode prescindir-se da ocorrência dos workshops. E o último não foi diferente. Mais uma vez, foi um espaço democrático onde toda a diversidade do Estado esteve exposta. O workshop é fundamental para abreviarmos nossa meta maior: integrar Minas Gerais na DEFESA PROFISSIONAL, na ATENÇÃO DIFERENCIADA AOS SÓCIOS QUITES, na VALORIZAÇÃO DE NOSSA ESPECIALIDADE e na RESPONSABILIDADE SOCIAL. Esses continuam sendo os pilares da associação. De forma resumida, a pauta desta vez contemplou, dentre outros, uma avaliação GUI MAZZONI

da logística dos eventos científicos, já realizados no interior e em Belo Horizonte, no ano corrente. A rica troca de experiências não apenas facilita a realização dos próximos como aumenta o padrão científico de cada um. Além disso, foi dado o pontapé inicial para o Congresso Mineiro de Ginecologia e Obstetrícia, que ocorrerá em dezembro deste ano, no Expominas, por meio do desenho inicial da grade científica. Sintam-se convocados! Durante o workshop também foi apresentado o resultado de uma pesquisa piloto que a SOGIMIG realizou sobre a ASSISTÊNCIA OBSTÉTRICA EM MINAS GERAIS. Necessitamos conhecer essa realidade para nortear as ações possíveis focadas no PARTO SEGURO. Em breve, todos os sócios serão convidados a nos ajudar a compor este quadro. Esta será uma grande luta de todos nós. Aguardem!

Divinópolis:

30 e 31 de Ju lho Governador de agosto Valadares: 27 e 28 Juiz de Fora: 17 e 18 de se tembro Teófilo Oton i: Final de se tembro Patos de Min as: 01 e 02 d e outubro

A parceria do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) com a SOGIMIG para a realização dos CURSOS DE ASSISTÊNCIA AO PARTO requereu grande espaço. Na avaliação, os diretores regionais foram enfáticos nos magníficos resultados dos cursos, culminando com a manutenção da parceria por intermédio da presença do presidente do CRM-MG, dr. Manuel Maurício Gonçalves, que ainda proferiu palestra sobre o Novo Código de Ética Médica. A escala para os próximos também foi definida. (veja no box) Continua a certeza: é essencial a participação de todos os colegas, que são peças desta engrenagem chamada SOGIMIG. Realizaremos um último encontro deste tipo ainda neste ano com foco principal no Congresso Mineiro (Belo Horizonte) e no EMGO (Montes Claros) de 2011, eventos que já povoam nossas cabeças. Agradecemos aos que compareceram e até o próximo a todos.

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Atividades da SOGIMIG

SOGIMIG participa da AGF da FEBRASGO Secretário-geral da SOGIMIG

A Assembleia Geral das Federadas (AGF) da Febrasgo foi realizada em Campinas, nos dias 10 e 11 de junho de 2010. Foram dois dias de trabalho intenso e muito proveitoso. Inúmeros assuntos relacionados ao dia a dia das diversas associações de cada um dos estados do país foram exaustivamente discutidos. Dois pontos chamaram a atenção: primeiro a diversidade da realidade das sociedades e, segundo, a contribuição que os mineiros podem dar para nossa federação. Os assuntos que mais chamaram atenção foram: Residência médica - discutida a importância de participação efetiva de cada uma das associações estaduais nos programas de residência médica. Essa atitude é importante para que os novos especialistas sejam realmente bem formados e treinados em todas as áreas da Ginecologia e Obstetrícia, evitando a simplificação da formação do especialista, já que existe grande diversidade entre 105 programas visitados. Sócios - a força de uma sociedade é me-

SOGIMIG implanta Diretoria de Ensino e Residência Médica No último dia 4 de agosto, em assembleia geral, a SOGIMIG propôs e aprovou por aclamação a criação do cargo de diretor de Ensino e Residência Médica. O objetivo é que esta diretoria seja responsável por lutar pela manutenção da alta qualidade do programa de residência médica no Estado de Minas Gerais. A SOGIMIG é a primeira federada a ter uma diretoria integralmente dedicada à qualidade do ensino da especialidade.

dida pelo número de sócios quites que a entidade tem. A Febrasgo e cada uma das federadas percebem que existe um grande número de ginecologistas e obstetras que ainda não participam do dia a dia de suas respectivas sociedades estaduais. Não são sócios. Devemos conjuntamente criar uma mobilização com o intuito de trazer nossos colegas, que convivem conosco nas clínicas, hospitais e consultórios, para a SOGIMIG e demais federadas. Somente desta forma teremos voz quando formos negociar as condições de trabalho e remuneração que queremos. 53º CBGO - Dr. João Pedro Junqueira Caetano, presidente do 53º CBGO 2009, apresentou os dados do evento, que foi o maior da Ginecologia e Obstetrícia em 2009. Mostrou o faturamento recorde, que resultou em sobras financeiras que poderão ser divididas entre as federadas, de acordo com a previsão estatutária. Além disso, a SOGIMIG e seus sócios foram parabenizados por todos os presidentes e representantes das federadas pela brilhante organização do congresso, tendo destaque a grade científica esplendorosa, o aconchego dos mineiros e as festas e confraternizações. Outro destaque no evento da Febrasgo foi o papel da diretoria da SOGIMIG ao fazer propostas importantes para a defesa consistente de nossa especialidade. Propusemos - e foi aceito por unanimidade - na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) a criação das diretorias de Defesa Profissional e Científica no organograma da Febrasgo. As duas novas áreas são fundamentais para a adequada defesa do espaço do ginecologista e obstetra

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Dr. Carlos Henrique Mascarenhas Silva

na sua prática diária e do aperfeiçoamento da organização dos eventos científicos, deixando a presidência disponível para o planejamento estratégico da federação. Apresentamos ainda a solicitação para que a Febrasgo discuta na Associação Médica Brasileira (AMB) o retorno da previsão de um auxiliar para o parto normal, que foi retirado inexplicavelmente da 5ª edição da CBHPM. Entendemos que, em um momento no qual defendemos a adequada prática obstétrica, é importante que o obstetra possa contar com um auxiliar remunerado durante este procedimento. E por fim, a SOGIMIG foi parabenizada pela iniciativa pioneira em desenvolver, juntamente com o CRM-MG, o Curso de Assistência ao Parto. Mostramos a nossa experiência em orientar e capacitar os médicos de nosso Estado na melhor prática obstétrica, contribuindo assim para a sua educação permanente, um dos tripés da nossa associação.

Agenda de cursos de Assistência ao Parto da SOGIMIG E CRM Cursos realizados:

Próximos Confirmados:

Itajubá: 26 e 27/03

Governador Valadares: 27 e 28 de agosto

Alfenas: 30/04 e 01/05

Juiz de Fora: 17 e 18 de setembro

Uberaba: 21 e 22/05

Patos de Minas: 01 e 02 de outubro

Montes Claros: 18 e 19/06

Teófilo Otoni: 08 e 09 de outubro

Divinópolis: 30 e 31/07

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SOGIMIG abr-a ETINILESTRADIOL jun | 2010 ELANI 28 - Informativo DROSPIRENONA 3 |mg 0,03 mg COMPRIMIDOS REVESTIDOS - USO ORAL - USO ADULTO

INDICAÇÕES: contraceptivo oral para uso contínuo. CONTRAINDICAÇÕES: trombose venosa profunda; embolia pulmonar; infarto do miocárdio; acidente vascular cerebral; ataque isquêmico transitório; angina pectoris; enxaqueca com sintomas neurológicos focais; diabetes mellitus com alterações vasculares; presença ou história de pancreatite associada a hipertrigliceridemia grave; presença ou história de doença hepática grave; insuficiência renal grave ou falência renal aguda; presença ou história de tumores hepáticos benignos ou malignos; neoplasias dependentes de esteroides sexuais; sangramento vaginal não diagnosticado; suspeita ou diagnóstico de gravidez; hipersensibilidade a qualquer um dos componentes do medicamento. Se qualquer uma das condições citadas anteriormente ocorrer pela primeira vez durante o uso de COCs, a sua utilização deve ser descontinuada imediatamente. PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: tabagismo; diabetes; excesso de peso; hipertensão; alterações cardíacas; distúrbios tromboembólicos; ataque cardíaco ou derrame; enxaqueca; epilepsia; hiperpotassemia; distúrbios metabólicos como hipercolesterolemia; histórico ou suspeita de câncer de mama; distúrbios hepáticos; doença de Crohn ou colite ulcerativa; lúpus eritematoso sistêmico; síndrome hemolítico-urêmica; anemia falciforme; perda da audição; porfiria; herpes gestacional e coreia de Sydenham; cloasma. Evitar exposição excessiva ao sol ou à radiação ultravioleta. GRAVIDEZ E LACTAÇÃO: este medicamento não deve ser utilizado durante o período da gravidez ou amamentação. INTERAÇÕES COM MEDICAMENTOS, ALIMENTOS E ÁLCOOL: rifampicina; fármacos antiepiléticos (DAEs), incluindo fenobarbital, fenitoína, primidona, carbamazepina, oxcarbazepina, topiramato e felbamato; hypericum perforatum (erva de São João); atorvastatina; antibacterianos/antifúngicos; modafinila; antirretrovirais (ritonavir); inibidores da enzima conversora de angiotensina (ACE); antagonistas do receptor de angiotensina II; indometacina; diuréticos poupadores de potássio; antagonistas da aldosterona; ciclosporina; prednisolona; teofilina; paracetamol; temaxepam; ácido salicílico; morfina; ácido clofíbrico. REAÇÕES ADVERSAS E ALTERAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS: cefaleia; distúrbios menstruais; mastalgia; dor abdominal; náusea; leucorreia; síndrome gripal; acne; monilíase vaginal; depressão; diarreia; astenia; dismenorreia; lombalgia; infecções; faringite; sangramento intermenstrual; enxaqueca; vômitos; tontura; nervosismo; vaginite; sinusite; cistite; bronquite; gastrenterite; reação alérgica; infecção do trato urinário; prurido; labilidade emocional; exantema; infecção do trato respiratório superior. O uso de contraceptivos esteroides pode influenciar os resultados de alguns exames laboratoriais: aumento de protrombina e fatores VII, VIII, IX e X; aumento da TBG e redução da captação de T3 livre; redução da antitrombina 3; aumento da agregação plaquetária induzida pela norepinefrina; aumento da TBG e aumento da T4; elevação sérica de outras proteínas de ligação; aumento da concentração sérica de SHBG, esteroides sexuais, corticoides circulantes totais; HDL-C e triglicérides aumentados; níveis séricos de folatos reduzidos; diminuição da tolerância à glicose. POSOLOGIA: no primeiro ciclo, a paciente deve ingerir um comprimido por dia, sempre no mesmo horário, iniciando no primeiro dia de sangramento. O tratamento deve ser mantido de forma ininterrupta, e o período de pausa ficará a critério médico.

Contraindicações: trombose venosa profunda Interações com medicamentos: antibacterianos/antifúngicos REG. MS 1.0033.0124/FARM. RESP.: CINTIA DELPHINO DE ANDRADE _ CRF-SP Nº 25.125. LIBBS FARMACÊUTICA LTDA/Rua Raul Pompeia, 1071/São Paulo-SP/INDÚSTRIA BRASILEIRA/CNPJ: 61.230.314/0001-75/UNIDADE EMBU/Rua Alberto Correia Francfort, 88/Embu-SP/CNPJ: 61.230.314/0005-07/ELANI28-MB01-09/Serviço de Atendimento LIBBS: 08000-135044. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. A PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVE SER CONSULTADO. DOCUMENTAÇÃO CIENTÍFICA E INFORMAÇÕES ADICIONAIS ESTÃO À DISPOSIÇÃO DA CLASSE MÉDICA, MEDIANTE SOLICITAÇÃO. 1- COFFEE, A.L. et al. Oral contraceptives and premenstrual symptoms: comparison of a 21/7 and extended regimen. Am. J. Obstet. Gynecol., v.195, n.5, p.1311-9, 2006. 2- COFFEE, A.L. et al. Long-term assessment of symptomatology and satisfaction of an extended oral contraceptive regimen. Contraception, v.75, n.6, p.444-9, 2007. 3- BRASIL. Resolução nº 1372 de 17 de abril de 2009. Anexo: Elani 28®. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 de abril de 2009.

Ligue: 08000-135044 saiba mais| MG www.sogimig.org.br e | Belo Horizonte


34º EMGO foi um sucesso.  

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