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Impresso Especial

Jornal da

SOGIBA

Nº 9912260030/DR/BA

SOGIBA

CORREIOS

Associação de Obstetrícia e Ginecologia da Bahia

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Ano 20 – no 123 – setembro de 2017

Nesta edição Saiba mais sobre as sessões on line da Sogiba!

Reportagem Mulheres podem avaliar a sua fertilidade

Agenda científica Confira a agenda científica da nossa associação.


Editorial

Expediente SOGIBA - ASSOCIAÇÃO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA DA BAHIA Av. ACM, 2.487, Edf. Fernandez Plaza, S/2304, CEP 40280-000 Salvador - Bahia Telefax: (71) 3351-5907 – E-mail: sogiba@sogiba.com.br - site: www.sogiba.com.br DIRETORIA DA SOGIBA – Triênio 2015-2017 Presidente: Carlos Augusto Pires Costa Lino Vice-presidente: Clodoaldo Cadete Fernandes Costa Secretário Geral: Tatiana Magalhães Aguiar Primeira Secretária: Mara Valéria Pereira Mendes Tesoureiro: Dina Rita Perez Cervino Diretora Científica: Márcia Sacramento Cunha Machado Diretora Cultural: Márcia Maria Pedreira da Silveira Diretora de Divulgação: Carla Kruschewsky Sarno

Caro associado,

Em nossa edição de Primavera, trazemos uma interessante matéria sobre congelamento de óvulos. Em Notícias da Sogiba, você verá um texto sobre as transmissões on line e várias fotos dessas sessões. É importante destacar a importância de se manter a presença física nas sessões, especialmente quem mora em Salvador, para que o projeto se mantenha e cresça. Em artigo, trazemos um tema bastante interessante: a Prevalência de trombofilias hereditárias em mulheres com antecedentes de dois ou mais abortos espontâneos. Esse ano, teremos eleição. Contamos com a sua participação na votação para a Diretoria da Sogiba, triênio 2018/2020. O processo vai ocorrer de forma eletrônica, no site da Sogiba, do dia 25 de setembro ao dia 26 de outubro, com encerramento às 18h. E a posse da nova diretoria ocorrerá em 25 de novembro. Contamos com você!

Carlos Lino Presidente da Sogiba

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COMISSÃO CIENTÍFICA - Presidente: Denise dos Santos Barata; Membros: Antonio Carlos Vieira Lopes; Cláudia Margareth Smith; Joaquim Roberto Costa Lopes; Hilton Pina COMISSÃO DE ÉTICA E DEFESA PROFISSIONAL - Presidente: Caio Nogueira Lessa; Membros: José Carlos de Jesus Gaspar; D’Cerqueira Lyrio; Ilmar Cabral de Oliveira; Luiz Carlos Calmon Teixeira Filho COMISSÃO DE ENSINO E RESIDÊNCIA MÉDICA - Presidente: Renata Lopes Brito; Membros: Adenilda Lima Lopes Martins; Amado Nizarala de Ávila; Sylvia Vianna Pereira Aragão; Fábio Agnelo Vieira Miranda Rios COMISSÃO DE EVENTOS - Presidente: Maria José Andrade Carvalho; Membros: Maria das Graças de Mello Cunha; Margarida Silva Nascimento; Valdeci Lima Maldonado; Altacir Rebouças Campos D Oliveira– Comitês: Medicina Fetal: Luiz Eduardo Machado; Mastologia: Augusto Tufi Hassan; Ultra--sonografia: Kleber Chagas CONSELHO FISCAL - Maria da Conceição Farani de Santana; Licia de Fatima de Amorim Simões; Karen dos Santos Abbehusen Dorea; Suplente: Ana Maria de Souza Terencio CONSELHO SUPERIOR - Ana Luiza Moura Fontes, Antonio Carlos Vieira Lopes, Gabriel Bittencourt Correia, Hilton Pina, James José de Carvalho Cadidé, Jorge Luiz Sapucaia Calabrich, José de Souza Costa, Luiz Eduardo Machado, Nilma Antas Neves, Pedro Paulo Bastos Filho REGIONAIS DA SOGIBA Regional Sertão – Feira de Santana Presidente: Dr. Francisco Mota Regional Sul – Itabuna/Ilhéus Presidente: DR. Viriato Luiza Corrêa Neto Vice–Presidente: Antonio Augusto Monteiro Tesoureiro: Jose Slaib Filho COMISSÃO CIENTÍFICA - Karen Freire, Eduardo Leahy e Ernesto Silveira Regional Sudeste – Vitória da Conquista Presidente: Dr. Absolon Duque dos Santos Regional Nordeste – Paulo Afonso Representante: Francisco Pereira de Assis Regional Oeste – Barreiras Representante: Peres Embiruçu Barreto Junior Regional Chapada – Jacobina Representante: Cilmara Melo Nunes de Souza Regional Recôncavo – Santo Antonio de Jesus Representante: Luiz Christian Darwim Ferraz Souto JORNAL DA SOGIBA Maria del Carmen González Azevêdo DRT-BA 3335 Editoração e Arte - Bárbara Almeida - (71) 99983 1578 Impressão - Press Color (71) 3418 6300


Poesia

Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira. Cecília Meireles

Poderia ser mais um setembro, que por si só já é encanto. Mês das flores, clima suave, amores... Poderia ser mais um dia comum que por si só tem seu sabor mas não foi... E a roda viva do tempo trouxe e trará outros setembros

As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera. Che Guevara

Fonte: https://www.pensador.com/frases_de_primavera/

eu sei....

Com eles, vieram e virão novas flores novos dias, suas cores, primaveras... E a contínua espera em que novamente floresça, no frio dessa ausência sentida, O amor... combustível da vida....” Rose Felliciano Fonte: Graciosa página https://www.facebook. com/permalink.php?story_fbid=1280319738656 512&id=552528078102352

Sumário Prevalência de trombofilias hereditárias em mulheres com antecedentes de dois ou mais abortos espontâneos.......................................................................................................................4 Mulheres podem avaliar a sua fertilidade.............................................................................................6 Sessões Científicas da SOGIBA levam conhecimento para associados do Estado..........................9 Atividades Científicas da SOGIBA do 2º semestre de 2017 ................................................................12

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Artigo

Prevalência de trombofilias hereditárias em mulheres com antecedentes de dois ou mais abortos espontâneos Autores: Adriana Brito de Melo Monteiro, Marla Niag dos Santos Rocha, Kleber Pimentel Santos, Manoel Alfredo Curvelo Sarno. Instituições: Aloimune – Imunologia da Reprodução; UFBA – Universidade Federal da Bahia.

A

borto é definido como a perda gestacional que ocorre antes da 20a semana de gestação ou peso fetal abaixo de 500 gramas. O aborto recorrente é definido como a ocorrência de dois ou mais abortamentos espontâneos, conceito esse que foi revisado e definido como consenso recentemente pela International Committee for Monitoring Assisted Reproductive Technologies (ICMART), com participação de inúmeras entidades médicas (ASRM, ESHRE, ACOG, FIGO entre outras). O aborto espontâneo de repetição (AER) é multifatorial, porém sua causa consegue ser determinada em apenas 50% das pacientes. Uma associação verdadeira entre trombofilias hereditárias (TH) e AER ainda não está bem estabelecida. Essa suposta associação tem levado aos médicos obstetras incluírem o rastreio dessas trombofilias como parte do check-up antenatal de pacientes com duas ou mais perdas gestacionais, na esperança de que a terapia anticoagulante possa vir ajudar essas pacientes. Como a exata prevalência de trombofilias hereditárias ainda não está bem documentada no Brasil, o presente estudo objetivou avaliar esta prevalência

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em mulheres com antecedentes de dois ou mais abortos espontâneos em serviço de referência para tratamento de aborto de repetição. Trata-se de um estudo retrospectivo, de corte transversal, realizado através da revisão de prontuários de 508 pacientes com ≥ 2AER, atendidas de janeiro de 2005 a dezembro de 2015 em clínica particular de Salvador-BA. Foram excluídas da análise aquelas cuja investigação para trombofilias hereditárias estava incompleta, exceto em poucos casos, nos quais já existia diagnóstico confirmado de alguma TH. As trombofilias hereditárias analisadas neste estudo foram: deficiência de proteína C (PC), deficiência de proteína S (PS), deficiência de antitrombina III (AT III), mutação no gene da protrombina (PT), mutação no fator V Leiden (FVL), mutação no gene da metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR) e presença de hiperhomocisteinemia. As duas últimas foram estudadas apenas no intuito de determinar suas frequências, já que estudos prévios comprovaram não estarem associadas a eventos tromboembólicos, nem a abortos recorrentes. Entre as 508 pacientes que permaneceram no estudo, as idades variaram de 18 a 52 anos (média


Total

12/502 (2,4%)

1/502 (0,2%)

227/497

48/497

1/497

(45,7%)

(9,7%)

(0,2%)

PT, protrombina; MTHFR, metilenotetrahidrofolato redutase.

34,1 ± 5 anos). Em relação à frequência de abortos espontâneos, 283 pacientes (55,7%) tiveram dois AE, 153 (30,1%) tiveram três AE, e 72 (14,2%) tiveram mais de três AE. Das 508 pacientes com AER selecionadas, 90 (17,7%) tiveram rastreio positivo para alguma trombofilia, excluindo-se a mutação no gene da MTHFR. Essa prevalência é comparável aos cerca de 15% esperados para as populações ocidentais, porém é menor do que a encontrada em outros estudos que avaliaram a frequência de TH especificamente em pacientes com AER. Foi encontrada uma maior prevalência de TH entre as pacientes com mais de 3 abortos espontâneos (19,4%) em comparação com pacientes com duas ou três perdas (17,4%), porém essa diferença não foi estatisticamente significante (p = 0,7). As prevalências de cada TH encontradas estão descritas na tabela a seguir: Tabela Prevalência de trombofilias hereditárias em pacientes com AER Abortos

AT III

PC

PS

FVL

espontâneos

FVL

Heterozigotos Homozigotos

(AE) ≤ 3 AE

14/433

2/433

48/433

9/431

1/431

> 3 AE

3/71

3/71

9/71

2/72

2/72

Total

17/504

5/504

57/504

11/503

1/503

(3,4%)

(0.99%) (11,3%)

(2,2%)

(0,2%)

AT III, antitrombina III; PC, proteína C; PS, proteína S; FVL. Fator V Leiden.

Tabela Prevalência de trombofilias hereditárias em AER (continuação) Abortos

PT

PT

MTHFR

MTHFR

Homoci

espontâne

Heterozigot

Homozigot

Heterozigot

Homozigot

s-teína

os (AE)

os

os

os

os

≤ 3 AE

11/431

1/431

190/427

45/427

1/405

> 3 AE

1/71

0/71

37/70

3/70

0/57

Total

12/502

1/502

227/497

48/497

1/497

(2,4%)

(0,2%)

(45,7%)

(9,7%)

(0,2%)

Gráfico Prevalência de cada TH entre as pacientes com AER. Gráfico Prevalência de cada TH entre as pacientes com AER. 2,60%

3,40%

2,40%

0,99%

MTHFR

11,30% 55,40%

PS

AT III PT

FVL PC

MTHFR, metilenotetrahidrofolato redutase; PS, proteína S; AT III, antitrombina III; PT, protrombina; FVL, fator V Leiden; PC, proteína C. Apesar de pouco frequente na população feminina em idade fértil, o AER pode ser responsável por danos emocionais importantes na vida de casais e também de suas famílias. Esse fato leva ao anseio em busca de fatores etiológicos e possíveis tratamentos. Devido à falta de evidências da associação entre trombofilias hereditárias e AER, a maioria dos estudos recentes e guidelines não recomendam o seu rastreio rotineiro em pacientes com abortos recorrentes. Baseado em nosso achado de baixa prevalência de TH no nosso meio, aliado à inexistência de tratamento comprovadamente efetivo a ser oferecido, o rastreio rotineiro para trombofilias hereditárias não deve ser recomendado. Entretanto, novos estudos fazem-se necessários para confirmar esse achado. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

PT, protrombina; MTHFR, metilenotetrahidrofolato redutase.

Esses dados revelam frequências de mutação no Gráficoda Prevalência de cada THe entre as pacientes com gene protrombina deficiência deAER. proteína C semelhantes2,40% ao esperado para a população geral; 2,60% 0,99% frequência 3,40% ligeiramente menor de mutação no fator V Leiden, e frequências mais elevadas MTHFR de mutaPS ção do 11,30% gene da metilenotetrahidrofolato redutase, AT IIIde antitromdeficiência de proteína S55,40% e deficiência PT bina III do que o esperado para a população geral. FVL Quando comparadas as frequênciasPCde TH entre os grupos com ≤ 3AE e com > 3AE, apesar das frequências das deficiências de antitrombina III, proteína C e proteína S, além das mutações no fator V Leiden e MTHFR (esta apenas em heterozigose) terem sido maiores em pacientes com mais de três AER, a única associação que se mostrou estatisticamente significante foi em relação à deficiência de proteína C (p = 0,0218). Portanto, a deficiência de PC foi associada a um maior risco de aborto de repetição.

ACOG Practice Bulletin, No 138: Inherited Thrombophilias in Pregnancy. Obstet Gynecol, 122:706–17, 2013. ASMR Practice Committee Opinion. Evaluation and treatment of recurrent pregnancy loss: a committee opinion. Fertil Steril, Vol.98, No.5: 1103–11, 2012. KOVALEVSKY G, GRACIA CR, BERLIN JA, SAMMEL MD, BARNHART KT. Evaluation of the Association Between Hereditary Thrombophilias and Recurrent Pregnancy Loss: A Meta-analysis. Arch Intern Med, Vol.164, No.5: 558-63, 2004. LUND M, NIELSEN HS, HVIID TV, STEFFENSEN R, ANDERSEN AN, CHRISTIANSEN. Hereditary thrombophilia and recurrent pregnancy loss: a retrospective cohort study of pregnancy outcome and obstetric complications. HUMAN REPRODUCTION, VOL.25, NO.12: 2978-84, 2010. REY E, KAHN SR, DAVID M, SHRIER I. Thrombophilic disorders and fetal loss: a meta-analysis. The Lancet, Vol.361: 901-08, 2003. SOLIGO AGS, BARINI R, CARVALHO ECC, ANNICHINOBIZZACCHI J. Prevalência dos fatores trombofílicos em mulheres com infertilidade. Rev Bras Ginecol Obstet, Vol.29, No.5: 235-40, 2007. Adriana Brito de Melo Monteiro é médica graduada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (2008), especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Universidade Federal da Bahia (2016). Falta parte de Dr. Manoel Sarno – passo amanhã

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Reportagem

Mulheres podem avaliar a sua fertilidade

A

mulher com 30 anos que não planeja engravidar com esta idade precisa fazer uma consulta ao médico ginecologista para saber como está sua reserva ovariana. Existem exames que são como termômetros que vão fornecer a temperatura do funcionamento ovariano. O ginecologista, especialista em Reprodução Humana e diretor do Cenafert, Dr. Joaquim Lopes, explica que a situação da mulher é muito especial e difere do homem, que produz espermatozoides a cada três meses. “Ele recicla seu espermatozoide e chega aos 70, 80 anos produzindo. O pai de Julio Iglesias, por exemplo, foi pai aos 90 anos; Pablo Picasso, aos 73 anos”. Já a mulher traz seu estoque de óvulos em seus ovários e esse estoque vai sendo utilizado ao longo da vida. Se a reserva se esgotar, a fertilidade da mulher se esvai. Não há renovação. O processo de declínio da fertilidade da mulher ocorre a partir dos 35 anos e fica muito mais célere a partir dos 40 anos. “Entende-se que, até os 35 anos, a mulher tem o sinal verde para engravidar. Dos 35 aos 40 anos, chegou ao sinal amarelo, por isso precisa ter atenção por estar declinando sua fertilidade. Quando passa dos 40 anos, já é sinal vermelho. Então a mulher precisa saber em qual faixa ela está, pois a reserva ovariana de uma mulher difere da outra”, explica o especialista. Algumas mulheres já vêm com um estoque de folículos nos ovários, uma espécie de reservatório de óvulos, que varia de uma mulher para outra. Esses óvulos são utilizados a cada mês, independentemente da paciente estar menstruando ou não. Quando ela ainda está no ventre materno, no 5° mês de gestação, possui em média seis a sete milhões de folículos. Quando nasce, tem apenas dois milhões, o que demostra que ela perde muitos folículos já no ventre. Esse processo vai se estabilizar a partir dos 14 anos. “Quando a mulher nasce, ela tem dois milhões e, quando tem 14 anos, apenas 400 mil, e ela vai perdendo folículos ao longo da sua vida reprodutiva. Essa perda é lenta na faixa dos 14 aos 40 anos, mas vai acelerando a partir dos 30 anos e, nos 40 anos, vai muito mais rápido”, completa Dr. Joaquim.

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Existem mecanismos capazes de identificar o declínio. Alguns exames apontam quando a mulher começa a ter perda da função ovariana e dos folículos. “Por isso, é uma responsabilidade muito grande do ginecologista atender uma mulher a partir dos 30 anos que não tem perspectiva de engravidar num futuro próximo, mas deseja engravidar posteriormente”.

Para o especialista, o ginecologista tem o compromisso de, quando atender essa mulher, dar a informação correta: dizer quantos anos ela tem para usar sua reserva ovariana ou dizer que sua reseva ovariana está limitada. Caso ela não tenha uma reserva ovariana adequada, o ideal é que se faça uma coleta de óvulos e se vitrifique esses óvulos até os 36 anos. Se não, até os 38 anos ainda é oportuno. Acima disso as chances de se ter uma quantidade de óvulos adequada para engravidar é muito pequena, porque na medida em que a paciente avança na idade, ela vai precisar de maior quantidade de óvulos para gerar um bebê. A expectativa de uma mulher de 36 anos com seis óvulos vitrificados é que cada um gere um bebê. Com 38, 39, 40 anos, vai precisar de um número muito maior de óvulos. “Esse é um processo muito importante e que a mulher precisa saber para tomar a decisão de vitrificar ou não seus óvulos. É importante que o ginecologista conheça o potencial de fertilidade da mulher. Às vezes, a falta de parceiro, razões econômicas, o receio do vírus da Zika impedem que a mulher deseje engravidar”, detalha Dr. Joaquim. Dosagem de hormônio - Um dos exames que se faz é a dosagem do hormônio no exame anti-mulleriano para identificar a proximidade da menopausa. Uma mulher que tem 34 anos dosa o hormônio anti-mulleriano e, se essa dosagem está a 1,1%, ela tem a expectativa de entrar na menopausa entre 38 a 43 anos; se esse hormônio está em 2.6% aos 34 anos, a expectativa de menopausa dela é entre 48 e 54 anos. O ginecologista dispõe de ferramentas para saber qual aconselhamento deve dar a sua paciente quanto ao seu futuro reprodutivo.


Uma publicação de janeiro de 2006 do Jornal Medicina, do CFM, mostra que 14,1% dos médicos homens ganham até 8 mil reais por mês; 27,9% são médicas que ganham até oito mil reais, 20% dos médicos homens ganham acima de 24 mil por mês e apenas 4,4% são médicas que ganham acima de 24 mil reais por mês. Esses fatores fazem com que a mulher adie seu projeto maternal, trata-se de um fenômeno sociológico.

Uma das expectativas do futuro para a paciente que tem baixa reserva ovariana são as células-tronco para revitalizar esse ovário. A mulher que perdeu sua reserva não tem como engravidar com facilidade porque não se repõe óvulos. Hoje, o que se propõe é que se identifique, a partir dos 30 anos, como está a reserva ovariana das pacientes e, até os 38 anos, que se tente fazer uma vitrificação dos óvulos.

Cinco por cento das mulheres com idade entre 20 e 25 anos sofrem de problemas com infertilidade. Já entre 30 e 35 anos, o percentual chega a 16,15%. Acima dos 40 anos, 62%. Isso demonstra que dois terços das mulheres estão inférteis. “É preciso que o médico tenha sensibilidade. Se ela vai fazer uma fertilização in vitro, as chances de ela ter 35 anos e ter uma gravidez e nascidos vivos, é de 47%. Aos 41 ou 42 anos, a chance cai para 16%. A idade pesa para a mulher”, acrescenta.

Congelamento - No século passado, o que se dispunha era o congelamento dos óvulos. O congelamento levava a um dano no óvulo porque o último é 180 vezes maior que o espermatozoide. “O congelamento de espermatozoide existe desde a década de 50 do século passado, mas o do óvulo foi muito rudimentar no século passado. Foi então criado um método de vitrificação que consiste num congelamento muito rápido e isso diminuiu muito o processo de congelamento e danos ao óvulo e trouxe uma expectativa muito positiva para descongelar e ter uma boa sobrevivência desses óvulos”, explica Dr. Joaquim. Com isso, passou-se a utilizar a vitrificação como congelamento dos óvulos.

Outro exame muito importante é a contagem dos folículos antrais. Quando a paciente realiza a contagem e descobre que tem mais do que dez folículos em um dos ovários, isso significa que ela tem uma boa reserva. Se esse número vai se reduzindo, isso gera uma expectativa mais negativa da fertilidade dessa mulher. Se ela realiza uma contagem dos folículos logo após a menstruação, ela tem cinco ou menos folículos. Em mulheres abaixo de 38 anos, tem 27% de chances de sucesso. Acima disso, as chances são reduzidas. O ideal é a mulher fazer a avaliação antes.

Os primeiros nascidos vivos de congelamento de óvulos foram no ano de 2009 e, desde então, dezenas de milhares de mulheres já vitrificaram e congelaram óvulos e essa desvitrificação permitiu que elas tivessem seus bebês. Não existe prazo máximo: pode-se congelar óvulos por um longo período e, depois de descongelado, o procedimento é uni-lo ao espermatozoide para que ele vire um embrião. “Depois disso, o embrião é colocado no útero da mulher, habitualmente, de três a cinco dias de descongelamento, pois ele já atingiu um desenvolvimento embrionário suficiente para o útero que foi previamente preparado para recebê-lo”. Os óvulos ficam congelados na clínica, guardados a -197°C em um tanque de nitrogênio liquido. O índice de sobrevivência desses óvulos é de 88% a 90%. Quando é injetado o espermatozoide, o índice de fertilização gira em torno de 70% a 80%. A formação de embriões é muito boa e a chance de gravidez depende da idade da mulher que congelou os óvulos. Para uma mulher na faixa entre 35 e 37 anos, essa chance gira em torno de 47 %.

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Notícias da Sogiba

Sessões Científicas da SOGIBA levam conhecimento para associados do Estado As sessões estão sendo disponibilizadas através da plataforma online, Youtube; a Sogiba alerta a todos os sócios da capital sobre a importância de estarem presentes nas sessões para que o projeto continue.

A

Associação de Obstetrícia e Ginecologia da Bahia (SOGIBA) agora transmite, ao vivo, as Sessões Científicas através do Youtube para os associados de todo o estado. Depois da transmissão, o vídeo é disponibilizado por meio de um link no site da instituição para que possa ser assistido a qualquer momento na plataforma. Hoje, as sessões transmitidas já têm participantes do estado de Sergipe, Alagoas e Paraíba, e a intenção é estender para todos os estados do Brasil. A SOGIBA sempre realizou esse evento presencialmente, com o intuito de discutir assuntos da categoria, mas, neste ano de 2017, o serviço foi estendido para todos os associados, interior ou capital, sendo beneficiados da mesma forma. O canal no Youtube já disponibilizou 10 vídeos das Sessões Científicas, cafés da manhã da SOGIBA e já soma mais de mil visualizações, um dado muito interessante para a categoria científica e na área médica. Para o presidente da instituição, Dr. Carlos Lino, a finalidade do projeto é fornecer educação médica continuada aos especialistas em ginecologia e obstetrícia. Apesar de serem sessões cujo enfoque seja a comunidade médica, a população se beneficia com isso, pois o efeito é manter os profissionais atualizados, resultando em um melhor atendimento aos seus pacientes. “O bacana desse projeto é que médico de qualquer lugar pode assistir nossa transmissão ao vivo, comentar, curtir e tirar dúvidas; isso permite uma dimensão muito maior a formação continuada. O que antes era feito somente na sala de aula, hoje atingimos o estado inteiro, porque o associado pode assistir de casa, do seu smartphone, tablet, laptop, a hora que quiser”, explica o presidente da instituição. Com o tema “Sífilis no Consultório de Ginecologia”, a primeira sessão realizada no dia 06 de março de 2017, patrocinada pela DNA Laboratórios, contou com a participação da palestrante Dra. Ana Gabriela Travassos, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, qualificada em Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), mestre em patologia humana e professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). O objetivo principal desta primeira sessão foi trazer os conhecimentos e atualização a respeito da sífilis na mulher. Durante a sua apresentação, a médica citou dados locais, as formas de contágio,

sintomas, o momento certo para solicitar os exames diagnósticos, como interpretar os resultados e como tratar. Dra. Arleide M. Veiga Freire, ginecologista e obstetra de Iguaí, localizada a aproximadamente 503 km da capital baiana, tem acompanhado as sessões científicas da SOGIBA pela internet e tem gostado bastante. “Eu sou sócia da SOGIBA há 30 anos, mas estava começando a achar que a instituição só pensava nos associados da capital. É complicado sair do interior para participar das sessões. Mas, essa gestão está de parabéns por criar essa ação voltada para todos os sócios, principalmente, nós que moramos no interior”, explica a ginecologista. A novidade também chegou com muito entusiasmo para a moradora de Gandu, há 295 km de Salvador. A especialista em citologia ginecológica, Dra. Irismar S. Silva Sousa, conta que ficou bastante contente com as atualizações que estão sendo passadas através das sessões. “Para mim, está sendo uma verdadeira providência! Eu ficava daqui desejando comparecer, mas muitas vezes não tinha como, e agora eu posso ver da minha casa! Então está sendo muito positivo”, descreve com alegria. A ginecologista conta que têm conversado com outros médicos colegas e afirma que também estão felizes e satisfeitos com essa ideia da SOGIBA. As próximas sessões científicas já estão definidas. No dia 4 de setembro, o tema é “Prevenção e conduta no câncer de colo uterino”. Já no dia 9 de outubro, a sessão acontece com o tema “Prevenção da Fertilidade: monitoramento da capacidade reprodutiva e intervenções oportunas”. Tanto a agenda cientifica, quanto os vídeos das edições passadas podem ser acessados no site: www.sogiba.com.br. Dra. Betania Toralles, responsável técnica pelo DNA, que patrocina a iniciativa, conta que, há 20 anos, desde a sua fundação, o DNA tem se dedicado muito à saúde da mulher. “Esse ano, fizemos essa parceria e o DNA começou a patrocinar as sessões científicas. Temos tido uma melhor divulgação de temas pertinentes à educação médica e o acesso facilitado a esses temas. O DNA está assim cada vez mais perto do médico, auxiliando no diagnóstico dos pacientes”, concluiu.

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NotĂ­cias da Sogiba

Salvador

Barreiras

Feira de Santana

Salvador

Itabuna

Salvador VitĂłria da Conquista

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Diversos Atividades Científicas da SOGIBA

20 semestre de 2017 SESSÕES CIENTÍFICAS DO 2º SEMESTRE LOCAL CENTRO MÉDICO ALIANÇA Sempre às 19:30 h

TEMAS: SETEMBRO - Dia 04 Prevenção e conduta no câncer de colo uterino Coordenadores: Dr. Carlos Lino e Dra. Marcia Cunha Palestrante: Dra. Adriana Bruno

OUTUBRO - Dia 09 Prevenção da Fertilidade: monitoramento da capacidade reprodutiva e intervenções oportunas Coordenadores: Dr. Carlos Lino e Dra. Marcia Cunha Palestrante: Dra. Karina Adami

NOVEMBRO - Dia 06 O Papel da triagem Pré-natal não invasiva Palestrante: Dra. Cristina Valletta de Carvalho

CAFÉ DA MANHÃ CIENTÍFICO DA SOGIBA No Hotel Fiesta às 8h da manhã

16 de SETEMBRO (SABIN) Cálcio e Vitamina D e suas funções, como rastrear e como tratar. Palestrante: Dra. Luciana Naves (DF)

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O 57º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia vai ser em Belém do Pará de 15 à 18 novembro de 2017 Para mais informações, acesse:

http://www.febrasgo.org.br/site/?p=12620

Votação eletrônica na eleição na Sogiba

Esse ano, teremos eleição na Sogiba. Contamos com a sua participação na votação para a Diretoria da nossa entidade, para o triên io 2018/2020. O processo vai ocorrer de forma eletrônic a, no site www.sogiba.com.br, do dia 25 de setembro ao dia 26 de outu bro, com encerramento às 18h. Sua participação é muito importante!

Jornal sogiba nº 123  
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