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Impresso Especial

Jornal da

SOGIBA

Nº 9912260030/DR/BA

SOGIBA

CORREIOS

Associação de Obstetrícia e Ginecologia da Bahia

Ano 20 – no 122 – junho de 2017

Nesta edição

de São João, levamos a nossos leitores:

História da Sogiba http://viagemdecinema.blogspot.com.br/2011/12/recife-tem-encantos-mil-na-obra-naif-de.html

fundada há 39 anos!

Relato de caso de abuso sexual

Agenda científica da nossa Associação


Editorial

Expediente SOGIBA - ASSOCIAÇÃO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA DA BAHIA Av. ACM, 2.487, Edf. Fernandez Plaza, S/2304, CEP 40280-000 Salvador - Bahia Telefax: (71) 3351-5907 – E-mail: sogiba@sogiba.com.br - site: www.sogiba.com.br DIRETORIA DA SOGIBA – Triênio 2015-2017 Presidente: Carlos Augusto Pires Costa Lino Vice-presidente: Clodoaldo Cadete Fernandes Costa Secretário Geral: Tatiana Magalhães Aguiar Primeira Secretária: Mara Valéria Pereira Mendes Tesoureiro: Dina Rita Perez Cervino Diretora Científica: Márcia Sacramento Cunha Machado Diretora Cultural: Márcia Maria Pedreira da Silveira Diretora de Divulgação: Carla Kruschewsky Sarno

Caro associado,

Nesta edição vamos contar, através de memórias que já duram 39 anos, a história do nascimento da Sogiba, fruto do sonho dos doutores Carlos Augusto Duarte De Sá e Carlos Rui Tourinho. Revelar a ligação que a Sogiba tem com a Associação Bahiana de Medicina (ABM) desde o fincar de suas raízes lá na década de 1970, quando as especialidades médicas representavam seus associados através de seções. Você verá ainda um relato de caso no qual a médica conta a tocante história de uma jovem mulher atendida por ela, que sofreu um abuso sexual e peregrinou para conseguir ajuda. Trazemos em nossa revista as novidades para você, sócio, nossa agenda científica do ano, com as datas das sessões científicas que estão, inclusive, sendo disponibilizadas em formato de vídeo-aula no nosso site.

Aproveite!

Carlos Lino Presidente da Sogiba

COMISSÃO CIENTÍFICA - Presidente: Denise dos Santos Barata; Membros: Antonio Carlos Vieira Lopes; Cláudia Margareth Smith; Joaquim Roberto Costa Lopes; Hilton Pina COMISSÃO DE ÉTICA E DEFESA PROFISSIONAL - Presidente: Caio Nogueira Lessa; Membros: José Carlos de Jesus Gaspar; D’Cerqueira Lyrio; Ilmar Cabral de Oliveira; Luiz Carlos Calmon Teixeira Filho COMISSÃO DE ENSINO E RESIDÊNCIA MÉDICA - Presidente: Renata Lopes Brito; Membros: Adenilda Lima Lopes Martins; Amado Nizarala de Ávila; Sylvia Vianna Pereira Aragão; Fábio Agnelo Vieira Miranda Rios COMISSÃO DE EVENTOS - Presidente: Maria José Andrade Carvalho; Membros: Maria das Graças de Mello Cunha; Margarida Silva Nascimento; Valdeci Lima Maldonado; Altacir Rebouças Campos D Oliveira– Comitês: Medicina Fetal: Luiz Eduardo Machado; Mastologia: Augusto Tufi Hassan; Ultra--sonografia: Kleber Chagas CONSELHO FISCAL - Maria da Conceição Farani de Santana; Licia de Fatima de Amorim Simões; Karen dos Santos Abbehusen Dorea; Suplente: Ana Maria de Souza Terencio Conselho Superior - Ana Luiza Moura Fontes, Antonio Carlos Vieira Lopes, Gabriel Bittencourt Correia, Hilton Pina, James José de Carvalho Cadidé, Jorge Luiz Sapucaia Calabrich, José de Souza Costa, Luiz Eduardo Machado, Nilma Antas Neves, Pedro Paulo Bastos Filho REGIONAIS DA SOGIBA Regional Sertão – Feira de Santana Presidente: Dr. Francisco Mota Regional Sul – Itabuna/Ilhéus Presidente: DR. Viriato Luiza Corrêa Neto Vice–Presidente: Antonio Augusto Monteiro Tesoureiro: Jose Slaib Filho COMISSÃO CIENTÍFICA - Karen Freire, Eduardo Leahy e Ernesto Silveira Regional Sudeste – Vitória da Conquista Presidente: Dr. Absolon Duque dos Santos Regional Nordeste – Paulo Afonso Representante: Francisco Pereira de Assis Regional Oeste – Barreiras Representante: Peres Embiruçu Barreto Junior Regional Chapada – Jacobina Representante: Cilmara Melo Nunes de Souza Regional Recôncavo – Santo Antonio de Jesus Representante: Luiz Christian Darwim Ferraz Souto JORNAL DA SOGIBA Maria del Carmen González Azevêdo DRT-BA 3335 Editoração e Arte - Bárbara Almeida - (71) 99983 1578 Impressão - Press Color (71) 3418 6300

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Poesia

Crepúsculo Baiano

Nome do livro: Devaneio de Passarinho Autora: Norma Curvelo

É tarde. Raios multicoloridos Em lânguidos matizes dançantes, Pintam o céu de sedução. Despudorado e exibido, Vagarosamente, O sol em brasa deita-se com o mar… A brisa morna e brejeira, Cúmplice, alegre e falante Anuncia a união, Faz-se noite na Bahia. Poema de Norma Curvelo Segundo lugar no I Concurso Literário dos Profissionais da Saúde, em 2000.

Sumário Violência Sexual..........................................................................................................................................4 Relato de caso............................................................................................................................................6 Orientação aos ginecologistas e obstetras...........................................................................................8 Notícias da Sogiba...................................................................................................................................9 Atividades Científicas da SOGIBA do 2º semestre de 2017 ................................................................12

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Artigo

Violência Sexual Autor: Sandra Serapião Schindler Professora adjunta do Departamento de Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana da UFBA Perita Médico Legal do IML Membro da Comissão Nacional Especializada em Violência Sexual e Interrupção da Gestação Prevista em Lei da FEBRASGO

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iolência sexual é definida pela OMS como qualquer ato sexual, ou tentativa de obter ato sexual de forma coercitiva, bem como investidas ou comentários sexuais indesejáveis, tráfico de influência ou qualquer outra forma de coação para atingir a sexualidade de outrem. Tal violência pode ser praticada por qualquer pessoa, independentemente da relação com a vítima, e em qualquer cenário, incluindo a casa e o trabalho. A configuração desse tipo de violência foi gerada por uma condição sociocultural que atribui papéis distintos de comportamento a cada um dos sexos, gerando um sistema de dominação imposto principalmente às mulheres, não eximindo, no entanto, pessoas do sexo masculino, crianças ou idosos. Geralmente, a violência sexual está acompanhada de outras agressões que incluem a violência física e psicológica. Ela pode acarretar lesões e traumas nem sempre visíveis, ou mesmo gerar internações, produzir sequelas físicas ou psíquicas, como depressão, fobias, ansiedade, estresse pós-traumátiC co, o uso de drogas ilícitas, ou levar à morte. M

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública publicaY do em novembro de 2016 registra 45.460 estupros no ano de 2015, ou seja, 125 pessoas são vítimas CM de violência sexual por dia no Brasil. Estima-se que MY esse número seja muito maior, considerando a frequência de abusos sexuais intrafamiliares que não CY são denunciados, além da sensação de culpa e de medo que acompanha a maioria das vítimas, CMY intimidando-as a não procurar atendimento. K

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A violência sexual não deve ser entendida apenas como uma questão de justiça, mas também de saúde pública, exigindo do Estado políticas e ações integradas de atendimento, proteção, prevenção, além da responsabilização dos autores da agressão. Nesse sentido, foi criado, em 2013,

o programa Mulher, Viver sem Violência, coordenado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, com as parcerias do Ministério da Justiça e do Ministério da Saúde, que estabelece diretrizes para o atendimento humanizado às vítimas de violência sexual, a ser dispensado pelos profissionais da área de segurança pública e da rede de atendimento do SUS. O Decreto n° 7.958 de 13 de março de 2013 prevê a possibilidade de os profissionais da saúde identificarem e coletarem elementos que constituam provas médico-legais tanto para comprovação Sogiba - Com Recomendação.pdf 1 12/05/17 do crime alegado como para a identificação do

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agressor. Os serviços de saúde não substituem as funções e atribuições da segurança pública, como as da medicina legal, mas atuam de forma complementar e integrada. Se a vítima, posteriormente, decidir pelo registro policial, as informações e materiais coletados serão encaminhados à autoridade policial, quando solicitados. No Brasil, existem diferentes fluxos de atendimento, e todos eles devem levar em conta a preservação dos vestígios e a humanização do atendimento. Quando a vítima procura, inicialmente, o sistema de segurança pública, é lavrado um boletim de ocorrência, e ela é encaminhada ao Instituto Médico Legal para a realização de perícia, num tempo o mais breve possível. Durante a realização do exame, além da descrição das lesões, é coletado material para pesquisa de espermatozoides, PSA (antígeno prostático específico), DNA, dentre outros e, posteriormente, a vítima é encaminhada ao serviço de saúde para realização das profilaxias e seguimento. Ao perito médico legal não é permitido realizar o atendimento médico-assistencial; caso haja uma situação de urgência, a vítima será encaminhada a uma unidade de saúde. Em 2015, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia registrou 2.549 casos de violência sexual, sendo 531 na cidade de Salvador. Quando a vítima procura inicialmente o sistema de saúde, o fluxo dependerá de como foi montada a rede de referência para o atendimento na região. Os serviços de saúde dispensam a apresentação de boletim de ocorrência. Se a pessoa não desejar

registrar o boletim de ocorrência, sua vontade deve ser respeitada, sem prejuízo do atendimento assistencial. Entretanto, os profissionais devem alertar sobre a importância do registro para diminuir o grau de impunidade do agressor. Nos casos de suspeita de violência contra crianças e adolescentes, é obrigatória a comunicação ao Conselho Tutelar (Lei n° 8.069-1990). Os serviços de referência do SUS devem ser formados por uma equipe multiprofissional previamente capacitada – essencialmente constituída de médico, enfermeiro, técnico em enfermagem, assistente social e psicólogo –, que deve assegurar todas as etapas do atendimento: acolhimento, registro da história, exames clínicos e ginecológicos, coleta de vestígios, contracepção de emergência, profilaxia para HIV, infecções sexualmente transmissíveis, e hepatite B, exames complementares, acompanhamento social e psicológico, e seguimento ambulatorial. Além disso, a equipe deve providenciar comunicação obrigatória à autoridade de saúde por meio da ficha de notificação da violência, conforme está disposto nas Normas Técnicas de Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes. O atendimento deve ser efetivado, preferencialmente, até 72 horas após a agressão, visando à maior eficácia das medidas profiláticas e da coleta de vestígios. As pessoas atendidas devem ser informadas e orientadas sobre os procedimentos que serão realizados, e sua autonomia deve ser respeitada. É obrigatória a assinatura no Termo de Consentimento Informado para Procedimentos e Coleta de Vestígios, e todas as informações devem ser cuidadosamente registradas na ficha de atendimento multiprofissional, tendo em vista que esse registro poderá ser fonte oficial de informações. Enfrentar a violência contra as mulheres exige, além de uma estrutura de atendimento integral à saúde das pessoas em situação de violência, o provimento de condições para que elas possam decidir, de forma autônoma, sobre a conduta a ser escolhida a partir de informações sobre todos os seus direitos, sobre os serviços especializados, e sobre os procedimentos para a denúncia da violência sofrida.

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Reportagem

Relato de caso

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Tudo aconteceu numa quinta-feira, quando eu estava de plantão no Hospital Evangélico fazendo consulta de emergência e chegou uma paciente cuja única reclamação era não conseguir dormir. Durante a consulta, ela me contou que não estava sendo capaz de repousar devido a um trauma sofrido recentemente. A paciente havia sido abusada sexualmente sete dias antes daquela consulta. Ela contou que estava no ponto de ônibus e um homem tentou assaltá-la, mas como ela não tinha dinheiro, nem celular para dar, ele abusou sexualmente dela como uma “punição”. Ela me disse os detalhes e falando que ele a puxou para um barranco, onde tinha um matagal, estuprou e a deixou lá. O que me surpreendeu nesse caso foi o estado emocional da paciente. Porque quando se fala de uma vítima de abuso, espera-se que a paciente esteja chorosa, emotiva, mas na verdade ela estava bastante calma, o que não significa que ela estava conformada com a situação. Parecia resiliente, devido aos diversos acontecimentos no percurso desses sete dias que a tinham levado até aquele hospital. A paciente foi narrando sua história. Descreveu que após o abuso sexual, ela levantou, vestiu sua roupa, fingiu que nada tinha acontecido e saiu de lá direto para uma unidade do Estado. Ela relatou que sabia que a unidade era uma referência nesses casos e chegando lá, informaram que não tinham medicamentos para fornecer. O que fizeram foi transcrever um anticoncepcional de emergência para que ela comprasse e tomasse em casa mesmo sabendo que ela não corria risco de engravidar. Não informaram onde comprar, apenas disseram que eles não tinham esse remédio. Ela não quis dar muitos detalhes, mas disse que não sofreu penetração vaginal. Me parece que foi penetração anal e como a vítima tinha hemorroidas, ela estava preocupada com a troca de fluidos. Na unidade, informaram que ela tinha que fazer uma profilaxia de HIV e hepatite, mas que a unidade também não estava realizando esses procedimentos.

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Ela relatou que saiu da unidade e foi para o Instituto Médico Legal (IML), porque sabia que lá poderiam ser feitos esses procedimentos. Chegando lá, pediram para fazer o exame de corpo de delito e que ela fizesse um boletim de ocorrência em uma delegacia. Esse, então, foi mais um problema: A

Delegacia da Mulher estava fechada. Então, ela prestou queixa em outra delegacia e voltou para o IML, mas pediram para que ela transferisse o boletim para a delegacia do bairro em que ela morava. Ela contou, ainda, que nesse episódio de vai e volta, eles se referiam a ela como a “menina que foi estuprada”, expondo-a. Num momento como esse, nós esperamos que a paciente seja acolhida desde a recepcionista do primeiro local até a última pessoa na qual teve contato, e não ser exposta e destratada assim. Os próprios profissionais faziam questionamentos enquanto a vítima não queria conversar. Quando a paciente conseguiu transferir seu boletim de ocorrência já havia se passado 3 dias. Então, ela foi novamente para o IML e lá eles prescreveram medicações e indicaram em qual Unidade de Pronto Atendimento ela deveria ir. Chegando nessa UPA indicada, eles a mandaram para a UPA do bairro no qual ela reside e, mais uma vez, lá não havia medicamentos. Na verdade, eles tinham metade dos medicamentos indicados, mas disseram para a paciente que os remédios deveriam ser injeridos todos de uma vez, pois se tomasse metade, ela ia demorar muito mais pra encontrar o restante em outro lugar. Ela ainda me contou que em outro dia ela foi a outra unidade do Estado, mas disse que não chegou sequer a ser atendida. O enfermeiro responsável pegou o contato dela, ficou de olhar no estoque se tinha as medicações e retornaria, caso achasse. Depois de toda essa situação, a vítima chegou no Hospital Evangélico sem ter tomado nenhuma medicação além do anticoncepcional de emergência. Ou seja, ela já tinha se passado da janela para o tratamento da HIV, que são 72 horas, e para a hepatite, que são 14 dias, ainda poderia fazer algum procedimento. Após todos esses contra-tempos, como ela tinha plano de saúde, decidiu recorreu a um hospital particular, não na tentativa de resolver essa questão dos medicamentos e da profilaxia, porque ela tinha consciência que havia perdido tempo, mas na tentativa de seguir a vida. Perguntei porque ela não demonstrava o que estava sentindo e ela disse que depois de toda essa peregrinação para conseguir se proteger, ela desistiu. Dra. Paula Smith Coelho, 24 anos.


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* continuação do Relato de caso

Orientação aos ginecologistas e obstetras Veja abaixo fluxograma com orientações aos médicos ginecologistas e obstetras para que saibam como devem proceder nesses casos: MINISTÉRIO DA SAÚDE

FLUXO DE ATENDIMENTO EM SAÚDE PARA MULHERES E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA SEXUAL ACOLHIMENTO ACOLHIMENTO HUMANIZADO HUMANIZADO

NOS CASOS DE NOS CASOS DE ATENDIMENTO ATENDIMENTO DE CRIANÇAS CRIANÇAS OU DE ADOLESCENTES OU ADOLESCENTES

ESCUTA ESCUTA QUALIFICADA QUALIFICADA COLETA DE MATERIAL COLETA DE MATERIAL E/OU REALIZAÇÃO E/OU DEREALIZAÇÃO EXAMES DE EXAMES

ANAMNESE ANAMNESE

NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA DA SUSPEITA NOTIFICAÇÃO OU CONFIRMAÇÃO DE COMPULSÓRIA DA SUSPEITA VIOLÊNCIA EM TODAS OU CONFIRMAÇÃO DE AS FAIXAS ETÁRIAS VIOLÊNCIA EM TODAS Portaria GM Nº 2.046/2004 AS MS/ FAIXAS ETÁRIAS Portaria MS/GM Nº 2.046/2004

NOTIFICAÇÃO NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA AO OBRIGATÓRIA AO CONSELHO TUTELAR ART. 13 – ESTATUTO DA CONSELHO TUTELAR CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ART. 13 – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

PARA CASOS DE PARA CASOS DE VIOLÊNCIA SEXUAL VIOLÊNCIA SEXUAL CRÔNICA CRÔNICA

PARA CASOS DE GRAVIDEZ PARADECORRENTE CASOS DE GRAVIDEZ DA DECORRENTE DA VIOLÊNCIA SEXUAL VIOLÊNCIA SEXUAL

PARA CASOS DE PARA CASOS DE VIOLÊNCIA SEXUAL VIOLÊNCIA SEXUAL RECENTE RECENTE

AVALIAÇÃO AVALIAÇÃO DE DE RISCOS RISCOS

ANTICONCEPÇÃO DE ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA + PROFILAXIAS: EMERGÊNCIA + PROFILAXIAS: DST + HIV + TÉTANO + HEPATITES DST + HIV + TÉTANO + HEPATITES

ORIENTAÇÕES SOBRE OS ORIENTAÇÕES SOBRE OS DIREITOS LEGAIS DA PACIENTE DIREITOS LEGISLAÇÃO LEGAIS DA PACIENTE CONFORME EM VIGOR CONFORME LEGISLAÇÃO EM VIGOR

ORIENTAÇÕES E INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS, ORIENTAÇÕES E INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS, EFICÁCIA DA ADMINISTRAÇÃO E EFEITOS EFICÁCIA DA ADMINISTRAÇÃO E EFEITOS SECUNDÁRIOS DAS PROFILAXIAS SECUNDÁRIOS DAS PROFILAXIAS

ALTA ALTA HOSPITALAR HOSPITALAR

ORIENTAÇÕES LEGAIS SOBRE ORIENTAÇÕES SOBRE O DIREITO ÀLEGAIS DENÚNCIA O DIREITO À DENÚNCIA

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AGENDAMENTO PARA AGENDAMENTO PARA ACOMPANHAMENTO CLÍNICO ACOMPANHAMENTO CLÍNICO E PSICOSSOCIAL E PSICOSSOCIAL

INTERRUPÇÃO INTERRUPÇÃO DE GESTAÇÃO DE GESTAÇÃO PREVISTA EM LEI PREVISTA EM LEI

PRÉ-NATAL DE PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO POSTO RISCOSOFRIDA POSTO A ALTO VIOLÊNCIA A VIOLÊNCIA SOFRIDA

PROCEDIMENTOS CLÍNICOS, PROCEDIMENTOS CLÍNICOS, DIAGNÓSTICOS E ADMINISTRATIVOS DIAGNÓSTICOS E ADMINISTRATIVOS CONFORME PORTARIA MS/GM Nº 1.508/2005 CONFORME PORTARIA MS/GM Nº 1.508/2005

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Notícias da Sogiba

Como foi a criação da SOGIBA Um sonho dos doutores Carlos Augusto Duarte de Sá e Carlos Rui Tourinho

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s raízes da Associação de Obstetrícia e Ginecologia da Bahia (Sogiba) estão ligadas à Associação Bahiana de Medicina (ABM). Na década de 1970, as especialidades médicas representavam seus associados através de seções com diretores próprios, eleitos pelos filiados de cada especialidade. “Na época, isso era uma tradição. Acontecia com a pediatria, cardiologia, ortopedia”, conta o presidente da Sogiba, Dr. Carlos Lino. Com o crescimento da classe e o surgimento de novas áreas médicas, tornou-se imprescindível a transformação das secções em sociedades. A instituição deveria ser regida por estatutos próprios, diretoria ampliada com secretaria exclusiva e sistema organizacional, conta própria, cobrança bancária, departamento de eventos, cursos e congressos médicos nas duas especialidades (ginecologia e obstetrícia) e recursos financeiros proveniente das cobranças de anuidade aos seus sócios. Foi em 27 de dezembro de 1977, em uma reunião no Auditório Arnoldo Matos, na antiga sede da ABM, que os membros da seção de ginecologia e obstetrícia e presidentes anteriores, Dr. Carlos Rui Tourinho, Dr. Newton Assis Barreiras e Dr. Elias Darzé decidiram criar a Sogiba. A sociedade foi fundada pelo último presidente da seção, Dr. Carlos Augusto Duarte de Sá e, após o encontro, o Monsenhor Padre José Luna celebrou uma missa para abençoar a nova instituição. Dr. Carlos Augusto Duarte de Sá conta que a fundação da Sogiba foi marcante em sua trajetória. “Fui o último presidente da Secção de Ginecologia e Obstetrícia e consegui fundar a sociedade. Criei o estatuto, fiz as reuniões, organizei a missa e o coquetel de fundação”. Para ele, Dr. Carlos Rui Tourinho foi um grande amigo nessa caminhada e ajudou muito na fundação. “Para mim ele é como um pai”, acrescenta. Assim, nasceu a Sogiba e foi filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetricia (Febrasgo) e à ABM. Teve a primeira Diretoria presidida por Dr. Hilton Pina, cuja gestão ocorreu entre 1978 e 1979. Ginecologista há mais de 40 anos, Dr. Hilton Pina conta que teve grande satisfação e realização pessoal em ser o primeiro presidente da

entidade. “A Sogiba nasceu de um sonho e de um esforço coletivo de vários tocoginecologistas com objetivos precípuos de promover eventos científicos de qualidade, defender e lutar pelos direitos sociais e profissionais dos seus associados, interagir com outras sociedades médicas e ‘interiorizar’ ações da especialidade”, relata. A primeira sede da entidade funcionou no antigo imóvel da ABM situado à rua 21 de abril, Edifício Barão do Rio Branco, no Relógio de São Pedro. Em dezembro de 1983 foi inaugurada a primeira sede própria da Sogiba, no Edifício Orixás Center, no Politeama, onde a entidade permaneceu por 12 anos. “Um dos fatos mais marcantes da minha administração foi, sem dúvida, a compra da primeira sede da Sogiba no Orixás Center. Também conseguimos fazer a realização de congressos regionais em diferentes cidades do interior, aumentando muito o número de associados”, conta com saudosismo um dos sócios-fundadores da instituição, Dr. José de Souza. O ano de 1995 foi um ponto marcante para a Sogiba, pois no mês de julho foi comprada a sede atual da instituição, em um prédio novo e moderno, no Edifício Fernandez Plaza. Sócio da Sogiba desde 1970, Dr. Antônio Carlos Vieira Lopes foi presidente da instituição entre 1994 e 1998. Ele conta que a sede atual foi inaugurada em sua gestão, o que o deixa muito orgulhoso. “Além disso, conviver um longo tempo com Dra. Cremilda Figueredo, então diretora e considerada ‘a mãe da SOGIBA’, foi muito importante pra mim. Ela foi a pessoa que dedicou grande parte da vida profissional à nossa entidade”, relembra. Secretária da Sogiba há 37 anos, Maria da Conceição Cerqueira Sampaio diz que não há como destacar os fatos mais relevantes durante esse período. “Tudo o que acontece aqui é importante”. Ela explica que, durante esses anos de prestação de serviço, pôde acompanhar muitas gestões. “Cada gestão tem um pensamento novo. O que vejo é que cada um entra com vontade de fazer algo bom e de se doar, procurando o melhor para a Sogiba e para o nosso sócio, o melhor para a atualização médica e valorização profissional”, acrescenta.

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Notícias da Sogiba Dois dos ilustres sócios honraram o nome da entidade ao se tornarem presidentes da Febrasgo: Domingos Ferreira Machado (1976 a 1978) e José de Souza Costa (1990 a 1993), e nos seus respectivos mandatos, a Bahia sediou os Congressos Brasileiros de Ginecologia e Obstetrícia de 1978 e de 1993. “É uma história de muito orgulho. É sempre bom trazer fotos antigas e depoimentos de quem muito se doou pela Sogiba e pelos ginecologistas e obstetras de toda a Bahia”, finaliza o presidente, Dr. Carlos Lino.

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vmp8.com

ISO 9001: 2008

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Diversos Atividades Científicas da SOGIBA

20 semestre de 2017 Sessões Científicas do 2º Semestre Local Centro Médico Aliança Sempre às 19:30 h

Temas:

Julho - Dia 03 Amenorreia: Como Investigar Coordenadora: Dra. Marcia Sacramento Cunha Machado Palestrante: Dr. Hilton Pina

Agosto - Dia 07

Doenças Trofoblásticas Gestacional Coordenadores: Dr. Carlos Lino e .... .Dra. Marcia Cunha Palestrante: . Olivia Lucia Nunes Costa

O 57º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia vai ser em Belém do Pará de 15 à 18 novembro de 2017 Para mais informações, acesse:

http://www.febrasgo.org.br/site/?p=12620

Setembro - Dia 04 Prevenção e conduta no câncer de colo uterino Coordenadores: Dr. Carlos Lino e .... .Dra. Marcia Cunha Palestrante: Dra. Adriana Bruno

Outubro - Dia 09

Prevenção da Fertilidade: monitoramento da capacidade reprodutiva e intervenções oportunas Coordenadores: Dr. Carlos Lino e .... .Dra. Marcia Cunha Palestrante: Dra. Karina Adami

Novembro - Dia 06 A CONFIRMAR

CAFÉ DA MANHÃ CIENTÍFICO DA SOGIBA No Hotel Fiesta às 8h da manhã

11 de julho (DNA) Triagem para Pré Eclampsia

DIRETORIA | Biênio 2016/2017 Presidente

2º Tesoureiro

Paulo Cesar Giraldo

Jorge Nahás Neto

1º Vice-Presidente

Diretor Científico

Jarbas Magalhães

Geraldo Rodrigues de Lima

2º Vice-Presidente

Coordenador Científico de Ginecologia

Rogério Bonassi Machado

Luciano de Melo Pompei

Secretário Geral

Coordenadora Científica de Obstetrícia

Rodrigo de Aquino Castro

Rossana Pulcineli Vieira Francisco

1º Secretário

Coordenador dos Representantes Credenciados

Belmiro Gonçalves Pereira

Carlos Alberto Politano

2ª Secretária

Coordenador dos Representantes Credenciados do Interior

Silvana Maria Quintana

João Bosco Meziara

Diretor Tesoureiro

Coordenador dos Representantes Credenciados da Capital

Newton Eduardo Busso

Fernando Sansone Rodrigues

1ª Tesoureira

Adriana Bittencourt Campaner

16 de SETEMBRO (SABIN) Café da manhã CENTRAL DE EVENTOS SOGESP

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Janaína Oliveira

Roberta Braga

janaina.oliveira@sogesp.org.br

roberta.braga@sogesp.org.br

(11) 3884-7100 www.sogesp.com.br

Jornal sogiba nº 122  
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