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Jornal da

SOGIBA

Impresso Especial Nº 9912260030/DR/BA

SOGIBA

CORREIOS

Associação de Obstetrícia e Ginecologia da Bahia Ano 20 – no 119 – setembro de 2016

E

m nossa edição de Primavera, levamos a vocês uma interessante matéria sobre a sífilis, eventos e debates promovidos pela SOGIBA e saborosas receitas que levam flores

“Imagem extraída da https://pixabay.com/pt/an%C3%AAmona-vermelha-hepatica-ver%C3%A3o-1343720/ver%C3%A3o-1343720/

em sua composição, além de muitos outros assuntos. Vocês não podem perder!


Editorial

Expediente SOGIBA - ASSOCIAÇÃO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA DA BAHIA Av. ACM, 2.487, Edf. Fernandez Plaza, S/2304, CEP 40280-000 Salvador - Bahia Telefax: (71) 3351-5907 – E-mail: sogiba@sogiba.com.br - site: www.sogiba.com.br DIRETORIA DA SOGIBA – Triênio 2015-2017 Presidente: Carlos Augusto Pires Costa Lino Vice-presidente: Clodoaldo Cadete Fernandes Costa Secretário Geral: Tatiana Magalhães Aguiar Primeira Secretária: Mara Valéria Pereira Mendes Tesoureiro: Dina Rita Perez Cervino Diretora Científica: Márcia Sacramento Cunha Machado Diretora Cultural: Márcia Maria Pedreira da Silveira Diretora de Divulgação: Carla Kruschewsky Sarno

Caro associado, Com o intuito de atender aos anseios dos tocoginecologistas da Bahia, o Congresso Baiano de Ginecologia e Obstetrícia chega a sua vigésima primeira edição. Entre os dias 13 a 15 de outubro, os profissionais da área vão poder participar de uma refinada atualização científica sobre temas que fazem parte do nosso dia a dia. Estamos também dando especial atenção na avaliação da condição de trabalho e defesa profissional dos nossos associados. Nós, da SOGIBA, estamos promovendo este encontro que contará com a presença de eminentes professores baianos, além de renomados professores nacionais e internacionais. Contaremos com a presença do Presidente da FEBRASGO, Prof. Cesar Eduardo Fernandes que estará ministrando palestras cientificas e participando conosco do Fórum sobre Crise Obstétrica onde poderemos discutir a posição da Febrasgo neste contexto. Levando em conta que é imprescindível estar atualizado e atento as novidades médicas da área, nós buscamos qualificar ainda mais os profissionais que cuidam da saúde da mulher em nosso estado. Por isso, além do Congresso Baiano, disponibilizamos para os colegas da área, a Jornada de Atualização do Oeste, que aconteceu em Barreiras nos dias 05 e 06 de agosto passado. Na Jornada, estiveram presentes médicos dedicados e sempre atentos às novidades da área. Lá tratamos de temas como Endometriose, Partograma, Ecografia, Casal infértil, Cesárea, Miomatose Uterina e Infertilidade, temas divididos entre palestras, mesas redondas e debates coordenados por médicos especialistas reconhecidos de Salvador, Barreiras e região. Outro assunto que será discutido em nossa revista é a sífilis, sua forma de contágio e os danos que causam à saúde. Na matéria, é feito um alerta importante: a doença que atinge principalmente as mulheres tem atingido também muitas gestantes. Nesta edição de primavera, você ainda confere uma deliciosa receita com um ingrediente especial: flores. Você sabia que elas dão um toque especial tanto ao sabor quanto ao visual do prato? Ainda trazemos dicas de viagens e poesia. Aproveitem! Carlos Lino

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Presidente da Sogiba

COMISSÃO CIENTÍFICA - Presidente: Denise dos Santos Barata; Membros: Antonio Carlos Vieira Lopes; Cláudia Margareth Smith; Joaquim Roberto Costa Lopes; Hilton Pina COMISSÃO DE ÉTICA E DEFESA PROFISSIONAL - Presidente: Caio Nogueira Lessa; Membros: José Carlos de Jesus Gaspar; D’Cerqueira Lyrio; Ilmar Cabral de Oliveira; Luiz Carlos Calmon Teixeira Filho COMISSÃO DE ENSINO E RESIDÊNCIA MÉDICA - Presidente: Renata Lopes Brito; Membros: Adenilda Lima Lopes Martins; Amado Nizarala de Ávila; Sylvia Vianna Pereira Aragão; Fábio Agnelo Vieira Miranda Rios COMISSÃO DE EVENTOS - Presidente: Maria José Andrade Carvalho; Membros: Maria das Graças de Mello Cunha; Margarida Silva Nascimento; Valdeci Lima Maldonado; Altacir Rebouças Campos D Oliveira– Comitês: Medicina Fetal: Luiz Eduardo Machado; Mastologia: Augusto Tufi Hassan; Ultra--sonografia: Kleber Chagas CONSELHO FISCAL - Maria da Conceição Farani de Santana; Licia de Fatima de Amorim Simões; Karen dos Santos Abbehusen Dorea; Suplente: Ana Maria de Souza Terencio REGIONAIS DA SOGIBA Regional Sertão – Feira de Santana Presidente: Dr. Francisco Mota Regional Sul – Itabuna/Ilhéus Presidente: DR. Viriato Luiza Corrêa Neto Vice–Presidente: Antonio Augusto Monteiro Primeira Secretária: Dóris Marta Vilas Boas L. Reis Tesoureiro: Jose Slaib Filho COMISSÃO CIENTÍFICA - Karen Freire, Eduardo Leahy e Ernesto Silveira Regional Sudeste – Vitória da Conquista Presidente: Dr. Absolon Duque dos Santos Regional Nordeste – Paulo Afonso Representante: Francisco Pereira de Assis Regional Oeste – Barreiras Representante: Peres Embiruçu Barreto Junior Regional Chapada – Jacobina Representante: Cilmara Melo Nunes de Souza Regional Recôncavo – Santo Antonio de Jesus Representante: Luiz Christian Darwim Ferraz Souto JORNAL DA SOGIBA Maria del Carmen González Azevêdo DRT-BA 3335 Editoração e Arte - Bárbara Almeida - (71) 99983 1578 Impressão - GENSA Gráfica (71) 3503-3555 vendas@gensagrafica.com.br


Primavera

Poesia

Olavo Bilac, in “Poesia” Ah! quem nos dera que isto, como outrora, Inda nos comovesse! Ah! quem nos dera Que inda juntos pudéssemos agora Ver o desabrochar da primavera! Saíamos com os pássaros e a aurora. E, no chão, sobre os troncos cheios de hera, Sentavas-te sorrindo, de hora em hora: “Beijemo-nos! amemo-nos! espera!” E esse corpo de rosa recendia, E aos meus beijos de fogo palpitava, Alquebrado de amor e de cansaço. A alma da terra gorjeava e ria... Nascia a primavera... E eu te levava, Primavera de carne, pelo braço! Fonte: http://www.citador.pt/poemas/ primavera-olavo-bilac

Sumário Êxito Reprodutivo em Mulheres com Perdas Gestacionais de Repetição.........................................4 Sífilis cresce em Sallvador..........................................................................................................................6 Dicas de: viajem, filmes e receita ...........................................................................................................8 Notícias da Sogiba.................................................................................................................................11 Atividades Científicas da SOGIBA do 2º semestre de 2016 ................................................................12

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Artigo Êxito Reprodutivo em Mulheres com Perdas Gestacionais de Repetição

*Artigo original: Reproductive outcome in pregnant women with recurrent pregnancy loss. Rev Bras Ginecol Obstet. 2015;37(12):578-84.

Olivia Lúcia Nunes Costa

Professora do Departamento de Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana da Faculdade de Medicina da Bahia/ Universidade Federal da Bahia.

Eliane Menezes Flores Santos Médica obstetra

Viviane Silva de Jesus

Aluna do Mestrado em Enfermagem/Universidade Federal da Bahia

Eduardo Martins Netto

Médico epidemiologista do Hospital Universitário Profº Edgard Santos/Universidade Federal da Bahia

O

êxito na gestação futura é o objetivo e motivação de mulheres com perdas gestacionais de repetição, compartilhado pela família, o obstetra e toda a equipe de saúde. Perda gestacional de repetição tem definição controvertida, uma vez que para a American Society for Reprodutive Medicine corresponde a dois ou mais abortos de gestações confirmadas pela ultrassonografia transvaginal ou histopatologia. Tal conceito se aplica para fins de atendimento às pacientes, dada a ansiedade destas em iniciar a avaliação. Recomenda que, para estudos epidemiológicos, sejam incluídos casos com três ou mais perdas, o que corresponde à definição da European Society of Human Reproduction and Embryology e o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists que consideram três ou mais perdas gestacionais consecutivas. O diagnóstico de perdas de repetição é baseado numa série de eventos passados, cuja validade está relacionada à qualidade das informações. Nessa temática, entra outro elemento que não é considerado nas definições acima, e é relevante para as pacientes – são as gravidezes bioquímicas, diagnosticadas pela positivação da gonadotrofina coriônica. As perdas recorrentes, porque ocorrem em vários períodos da gestação, estão relacionadas a fatores anatômicos, cromossômicos, além dos que repercutem na função placentária, como as síndromes hipertensivas, trombofilias adquiridas e hereditárias. Tem sido descrita a tendência das interrupções se repetirem na mesma idade gestacional das anteriores devido a causas específicas, nem sempre conhecidas, que interferem na viabilidade da gestação numa determinada idade.

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A gestação futura de mulheres com perdas no primeiro trimestre, de causa inexplicada, não raro resulta em fetos vivos mesmo que a gestante não receba intervenção farmacológica, apenas suporte médico-obstétrico e emocional. Aquelas com antecedentes de abortos tardios e prematuros extremos são amplamente beneficiadas pelas intervenções médicas, particularmente quando portadoras de incompetência istmo-cervical. Com o objetivo de prolongar a permanência do concepto intra-útero, a cerclagem teve suas indicações modificadas após a utilização rotineira da ultrassonografia transvaginal para avaliação do colo uterino. A retomada na utilização do pessário

vaginal, o uso liberal da progesterona, acrescidos dos recursos tecnológicos disponíveis para as equipes de neonatologia, têm concorrido para diminuir o número de prematuros extremos, o que representa um impacto favorável na sobrevivência e bem estar futuro dos recém nascidos. Há um contingente de mulheres que apresentam miscelânea, i. é abortos precoces seguidos de perdas nos segundo e terceiro trimestres ou vice-versa, cuja avaliação clínico-laboratorial resulta em considerá-las saudáveis. Elas, como as demais, beneficiadas por um atendimento pré-natal atento às freqüentes complicações obstétricas e às necessidades emocionais decorrentes dos insucessos vivenciados. Pretendeu-se neste trabalho conhecer o número de sobreviventes ao período neonatal nas gestações futuras de mulheres acompanhadas num ambulatório de perdas gestacionais e identificar fatores associados ao resultado favorável da gestação. Foi realizado estudo de corte retrospectivo baseado na consulta a prontuários e entrevista a 103 pacientes atendidas no ambulatório de perdas gestacionais de repetição da Maternidade Climério de Oliveira (MCO), da UFBA, entre jan./2006 e dez./2010. O grupo controle tinha 204 gestantes, atendidas de maio/2007 a abril/2008, em um pré-natal de baixo risco na mesma maternidade. Mulheres com perdas gestacionais de repetição foram aquelas que tiveram dois ou mais insucessos consecutivos, independente da idade gestacional, ocorridos de forma espontânea, e com comprovação diagnóstica hormonal e/ou ultrassonográfica da gestação. Foi considerada gestação futura aquela acompanhada no ambulatório de perdas gestacionais da MCO, e êxito reprodutivo quando o recém nascido, independente da idade gestacional ao nascimento, sobreviveu ao período neonatal (28 dias após o parto). Aborto foi definido como interrupção espontânea até 22 semanas, os pré-termo foram distribuídos de acordo com a classificação proposta pela OMS em Extremo (<28 semanas), Muito pré-termo (entre 28 e <32 semanas), Moderado ou Tardio (entre 32 e <37 semanas). A cerclagem do colo uterino na técnica de Mc Donald foi realizada apenas em gestantes do grupo de perdas. Das 103 mulheres, 90 tiveram gestação subseqüente


acompanhada no serviço e 83 (91,2%) obtiveram êxito reprodutivo. Nestas, em 51(56,7%) os recém-nascidos foram a termo e em 27(30,0%) pré-termo tardios. Das 204 gestantes do grupo controle obteve-se informação de 187 mulheres, das quais 181 (96,7%) tiveram sucesso, com predominância de gestações a termo. O êxito reprodutivo de 91,2% das gestantes, com a maioria dos conceptos a termo e os demais no limite da viabilidade, foi considerado satisfatório e estimulante para os casais e toda equipe de saúde. O resultado refere-se a todas as pacientes atendidas, independente da idade gestacional das perdas.

grupo controle, o que evidenciou a grande motivação delas para o êxito gestacional. Essas iniciaram o pré-natal com IMC maior e evoluíram com maior ganho de peso, o que pode ter concorrido para mais complicações obstétricas que os controles, particularmente doença hipertensiva específica da gravidez e diabetis gestacional. O maior número cesáreas nas gestantes de perdas pode ser atribuído às frequentes intercorrências obstétricas e para preservá-las de partos prolongados passíveis de outras complicações. A opinião dos autores deste trabalho, concordante com outros nacionais e estrangeiros, é que o atendimento às mulheres com perdas recorrentes da gestação requer uma equipe multidisciplinar, afeita a lidar com as demandas psicológicas e as complicações obstétricas freqüentes. Nos casos analisados, o êxito decorreu da ampla disponibilidade para o atendimento às gestantes, mediante retornos mais freqüentes, agendados ou não, a realização de cerclagem do colo uterino em tempo hábil e o pronto suporte hospitalar para mãe e recém-nascido.

Autores que avaliaram o futuro reprodutivo nos casos de perdas no 1º trimestre de causa desconhecida relataram que em mulheres com média de 30 anos, o êxito foi de 75%, com diminuição significativa naquelas acima de 40 anos. No presente estudo, o alto índice alcançado pode estar relacionado ao fato da maioria das gestantes ter antecedentes de dois abortos prévios e, em menor número três ou mais, além da inclusão de casos com diagnóstico bioquímico da gestação. A evolução favorável da gestação após O propósito do estudo foi alcançado ao mostrar a readuas ou mais perdas de causa ignorada, tem sido lidade de um ambulatório de perdas gestacionais de amplamente relatada na literatura, e para explicar tal repetição, em uma instituição pública, e, que é posprognóstico são propostos dois grupos distintos: tipo I e sível transformar uma história de insucessos e frustraII. O tipo I ocorre predominantemente por chance, em ções em êxito gestacional, mediante um atendimento mulheres sem patologias identificadas. Tem bom prog- cuidadoso e intervenções de média complexidade na nóstico, equivalente ao de mulheres da mesma idade mãe e feto. e não requer intervenção. Enquanto Tabela 1 - Resultado da gestação de mulheres com história de perdas gestacionais o tipo II relaciona-se a uma patologia repetidas e sem história de perdas na Maternidade Climério de Oliveira da Universidade Federal da Bahia de 2006 a 2010 de base, nem sempre identificada, a riscos ambientais ou ao estilo de Gestantes Gestantes de baixo vida. São casos de mau prognóstico com perdas risco p quando comparados com mulheres n da mesma idade, se caracterizam n (90) % % Classificação (187) por quatro ou mais perdas, ocorridas Abortos 4 4,4 2 1,1 após a detecção dos batimentos RN pré-termo extremo (22 < 28 sem*) 1 1,1 6 3,2 cárdio-fetais e a avaliação do produRN muito pré-termo (28 < 32 sem) 7 7,8 0 0 to conceptual resulta normal. Em 47 gestantes deste estudo, os antecedentes obstétricos foram predominantemente de abortos tardios e prematuros extremos. Dessas, 26 foram submetidas à cerclagem e em 24 (92,3%), o procedimento concorreu para levar os conceptos até a faixa de pré-termo tardio. O suporte do serviço de neonatologia da maternidade, cujo limite de viabilidade naquele período era 28 semanas, foi fundamental para o êxito gestacional, o qual não se limitou ao período neonatal, uma vez que não há registro de óbito dessas crianças até a época das entrevistas. Em duas gestantes os abortamentos ocorreram na 13ª e 17ª semana, provavelmente não relacionados ao fator anatômico, passível de correção cirúrgica. As gestantes do grupo de perdas iniciaram o pré-natal mais cedo e, apesar do maior índice de prematuros, tiveram mais consultas que as do

RN moderado ou tardio (32 < 37 sem)

27

30,0

7

3,7

RN a termo (>37 sem)

51

56,7

174

92,1

<0,01

* sem: semanas p=Pearson X2

Tabela 2 - Dados da gestação e parto de gestantes com antecedentes de perdas gestacionais e de gestantes de baixo risco na Maternidade Climério de Oliveira da Universidade Federal da Bahia em 2006-2010

Dados da gestação e parto Índice de massa corpórea pré-gravídico Normal

Gestantes com perdas

Gestantes baixo risco

(N=90)

(N=204)

n

%

n

%

35

39,3

137

68,2

Sobrepeso

28

31,5

49

24,4

Obeso

26

29,2

15

7,5

Abaixo do esperado

10

13,5

54

28

Adequado

21

28,4

47

24,9

p

<0,01

Ganho de peso na gestação

Acima do esperado

43

58,1

88

46,6

0,04

55*

64,7

73**

39,5

<0,01

Início (em semanas; média e desvio padrão)

13,3

4,2

19,6

6,9

<0,01

Fim (em semanas; média e desvio padrão)

34,8

5,6

39,3

1,6

<0,01

76

85,4

125

61,4

28

31,1

9***

4,5

<0,01

8

8.9

6

3.0

0.03

Parto cesariano Pré-Natal

Nº consultas igual ou maior que 5 Complicações Hipertensão-arterial Diabetes-mellitus * - somente 85 foram acompanhadas ** - somente 185 foram acompanhadas *** - somente em 201 mulheres

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Reportagem

Sífilis cresce em Salvador Salvador já registrou este ano mais de 300 casos de sífilis. A doença tem crescido entre as mulheres, incluindo gestantes

A

té o dia 11 de agosto, 39 testes de HIV e sífilis já haviam sido realizados em Salvador por conta das Olimpíadas, revelou o site Bahia Notícias. Durante os jogos de futebol das Olimpíadas 2016, que aconteceram na capital baiana, baianos e turistas que foram à arena Fonte Nova acompanhar os jogos puderam realizar o teste rápido para HIV e sífilis gratuitamente. Desses, três testes tiveram resultado positivo para sífilis. A doença, sexualmente transmitida, tem se espalhado no estado da Bahia e, especialmente em Salvador, mostram especialistas. Nos últimos dois anos, o cenário dessa contaminação cresceu e começou a despertar a preocupação das autoridades sanitárias. Segundo a Secretaria de saúde do Estado, entre os anos de 2007 e 2015, na Bahia o número de casos saltou de 237 para 1462. Este ano, até 13 de julho, já foram contabilizados 770 casos. Em Salvador, a doença saltou de 78 casos (2007) para 689 (2015). Este ano a capital já registrou 392 casos. A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema Pallidum. A infecção pode ser transmitida por relação sexual sem proteção com uma pessoa infectada ou através da mãe infectada para a criança durante a gestação. Pode apresentar diversas manifestações clínicas e diferentes estágios. A transmissão da mãe infectada para o filho durante a gravidez é chamada de sífilis congênita e pode trazer complicações como aborto espontâneo, parto prematuro, má-formação do feto, surdez, cegueira, deficiência mental e/ou morte ao nascer. A doença pode trazer graves sequelas neurológicas e até a morte, se não for tratada adequadamente. Para cada mil bebês que nascem todos os anos na capital baiana, sete também são portadores da doença passada de mãe para filho. Nas localidades que integram o Subúrbio Ferroviário e São Caetano, a contaminação chega a alcançar 22 infectados por mil pessoas. Para se ter ideia da gravidade dos números dessa doença antiga, descrita até na Bíblia, vale ressaltar que a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) define como quadro ideal uma situação onde haja 0,5 caso para cada mil nascidos.

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Todos os anos, 2.400 novas gestantes são infectadas no estado. Há um compromisso que o estado consiga até 2020 alcançar 90% de diagnóstico, 90% de prevenção e 90% de tratamento. A sífilis é uma doença infecciosa e pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado.

Brasil – Segundo matéria exibida na Rede Globo, no Brasil, o número de bebês que nascem com Sífilis cresce a cada ano. Em 2008 foram quase seis mil casos. Em 2015, o número passou de 16 mil.O número de gestantes com Sífilis aumentou 360% em sete anos. Em 2008, foram quase oito mil casos registrados. Em 2015, o número subiu para 28 mil. Nos laboratórios das maternidades, resultados positivos de Sífilis em bebês são diários. Em 2014, mais de 2.500 bebês nasceram com Sífilis congênita no estado de São Paulo. Destes, 10,3% faleceram por conta da doença. No Brasil, o número de bebês que nascem com Sífilis cresce a cada ano. Em 2008 foram quase seis mil. Em 2015, o número passou de 16 mil. De acordo com Roberto Fontes, médico ginecologista e obstetra e membro da Diretoria da Regional Bahia da Sociedade Brasileira de DST, os registros de aumento do número de casos de sifilis revelam duas situações: aumento do número de caso de sífilis na população e melhoria do acesso ao diagnóstico da doença. “Porém, como o número de casos com desfecho em sífilis congênita permanece elevado e incompatível com o arsenal diagnóstico e terapêutico disponível, devemos repensar no cuidado e na atenção que é dada às gestantes e seus parceiros no pré-natal, sugerindo que a efetividade das medidas preconizadas para interromper a transmissão da sífilis nas gestantes permanecem como um desafio para o sistema de saúde”, explica. Neste contexto destaca-se um fato que permanece imutável: a pouca atenção dada à abordagem do parceiro. “Ainda que muitas gestantes portadoras de sífilis tenham o acesso ao diagnóstico e ao tratamento, muitas são reinfectadas pelos seus parceiros, transmitindo a doença para seus bebês, ainda dentro do útero.”, continua. Para ele, a rede de assistência deve assegurar dois exames de sangue que detectam a sífilis durante o período da gravidez e um no momento do parto. “Nesta perspectiva deve estar garantido também o tratamento imediato e oportuno da gestante e dos seus parceiros, quando infectados. A atenção oportuna reduz ainda as repercussões nefastas físicas, emocionais, coletivas e institucionais como abortamentos, prematuros, natimortos, más formações, sequelas, continuidade na cadeia de transmissão e internamentos de longa duração que poderiam ser evitados através da maior efetividade do pré-natal”, concluiu o especialista.


Prática intensiva com duração de 3 meses e dedicação de 2 turnos semanais

PÓS-GRADUAÇÃO

PRÁTICA INTENSIVA

Prática intensiva com duração de 1 mês e dedicação de 11 turnos semanais

Programa de Treinamento Profissional em Ultrassonografia Geral (Nos moldes de Pós-Graduação)

Programa de Treinamento Profissional em Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia

Programa de Aperfeiçoamento ç em Ultrassonografia onografia Geral Credenciadoo pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnósticoo por Imagem em

(Nos moldes de Pós-Graduação)

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Dicas

Viagem

Gramado (RS) Para quem quer sentir de fato o clima de primavera, talvez Gramado seja a melhor opção. A cidade da Serra Gaúcha continua a seduzir casais e famílias pelos mesmos motivos do inverno: chocolate artesanal, bons vinhos e clima europeu. Mas nesta época do ano o clima de romance é reforçado pela chegada das flores coloridas e dos passarinhos cantantes. Lugar perfeito para sentir a chegada da nova estação e aproveitar todas as suas nuances, algo que nem sempre é possível em outras regiões do Brasil.

Fernando de Noronha (PE) Aproveite o começo da primavera, quando Fernando de Noronha está ligeiramente mais tranquilo, para finalmente conhecer o arquipélago dos sonhos dos brasileiros. Mergulhe com os peixes, faça trilhas e caminhadas pela mata nativa, surfe nas melhores ondas do Brasil. Fernando de Noronha é para os amantes da natureza e dos esportes, ideal para quem busca contato próximo com a vida selvagem. Fonte: http://turismo.ig.com.br/destinosnacionais/2014-11-06/primavera-pelo-brasil-os-melhoresdestinos-para-aproveitar-a-estacao-das-flores.html

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Filmes Conto da Primavera (primeiro filme da série do francês Eric Rohmer sobre as estações do ano. Conta a história de uma estudante de música, que conhece uma professora de filosofia numa festa e se aproxima dela já pensando em apresentá-la a seu pai, já que ela não gosta da atual namorada dele. num florido final de semana de primavera, as duas vão para a casa de campo do pai, onde a jovem tentará executar seu plano)

Bambi (depois de um inverno difícil, quando perde sua mãe, o jovem cervo amadurece na primavera e se apaixona. Na primavera seguinte, já adulto, torna-se pai de gêmeos. Clássico de animação da Disney, de 1942.

Fonte: http://listasde10.blogspot.com.br/2013/09/10-filmesde-primavera.html

Receita Risoto de flor de abobrinha Ingredientes • 4 colheres (sopa) de azeite de oliva • 1 cebola branca picada • 4 dentes de alho inteiros e sem casca • 360 gramas de arroz arbório • 150 gramas de abobrinha amarela • 150 gramas de abobrinha • 150 pétalas de flor comestível (flor de abobrinha) • 1 1/2 litro de caldo de legumes • sal a gosto • 4 colheres (sopa) de manteiga sem sal • 4 colheres (sopa) de queijo grana padano • 4 colheres (sopa) de suco de laranja • 4 colheres (sopa) de carpano (vermute doce) • 20 folhas de hortelã Modo de preparo Em uma frigideira, esquente o azeite, junte a cebola e os dentes de alho e doure. Acrescente o arroz e refogue bem. Junte as abobrinhas limpas e cortadas em fatias finas junto com as pétalas de flor de abobrinha, acrescente aos poucos o caldo de vegetais, me-

xendo sempre, e sal a gosto. Cozinhe por aproximadamente 20 minutos ou até que o arroz fique al dente. Desligue o fogo e acrescente a manteiga e o queijo. Misture, corrija o sal e a pimenta e, para finalizar, acrescente o suco de laranja e o carpano. Deixe descansar por 3 minutos. Enquanto isso, frite as folhas de hortelã no azeite até ficarem crocantes. Antes de servir, decore com hortelã e as pétalas de flor da abobrinha por cima. Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/receitas/claudia/ risoto-de-flor-de-abobrinha

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vmp8.com

R.T.: Tatiana Ferraz Stival, CRF 3437-BA

LABORATÓRIO SABIN. 1º LUGAR NO PRÊMIO BENCHMARKING SAÚDE 2016, NA CATEGORIA LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS.

Certificado pelos principais selos de qualidade do país, o Laboratório Sabin está sempre investindo para oferecer a excelência em serviços de saúde. Prova disso é o seu novo Núcleo Técnico Operacional que aumentou sua capacidade de atendimento com mais qualidade, inovação e tecnologia. São ações como essa que ganham o reconhecimento do mercado e conquistam o maior prêmio que o Sabin poderia receber: a certeza de estar contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de muitas pessoas.

ISO 9001: 2008

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71 3261 1314


Notícias da Sogiba Não perca! O XXI Congresso Baiano de Ginecologia e Obstetrícia vai ser realizado pela Sogiba de 13 a 15 de outubro, em Salvador. Inscrições pelo http://www.abmeventos.org.br/evento/xxi-congresso-baiano-de-ginecologia-e-obstetricia/ficha-inscricao.cfm. Mais informações nos telefones (71) 2107-9682/9684. E atenção: a data limite para inscrição dos trabalhos é 13 de setembro. O Congresso contará com palestrantes nacionais e internacionais, professores universitários locais e médicos que atuam em instituições de ensino, entre eles Dra. Kathy Huang (EUA), ginecologista especializada em cirurgia robótica para o tratamento da endometriose e da fertilidade, e o professor Dr. Marcelo Zugaib (SP). Titular da Disciplina de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Graduado em Medicina pela UNIFESP com residência em Ginecologia e Obstetrícia na FMUSP e “fellow” na Universidade da Califórnia (UCLA – USA). Seguiu carreira acadêmica com mestrado, doutorado, livre docência e Professor titular na FMUSP

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O V Congresso Sul Americano e XVIII Congresso Brasileiro de Doenças Trofoblásticas Acontecem em novembro em São Paulo

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niversidade Estadual Paulista - UNESP realiza entre os dias 10 e 12 de novembro em São Paulo, no Renaissance São Paulo Hotel, o V

Congresso Sul Americano e XVIII Congresso Brasileiro de Doenças Trofoblásticas, doença de placenta que acomete mulheres jovens em idade produtiva.

Jornada de Atualização do Oeste tem grande adesão e é considerada um sucesso

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SOGIBA realizou, nos dias 5 e 6 de agosto, em Barreiras, a Jornada de Atualização do Oeste em Ginecologia e Obstetrícia. Foram debatidos temas destinados à classe médica, estudantes e profissionais de saúde. Assuntos como Endometriose, Partograma, Ecografia, Casal infértil, Cesárea, Miomatose uterina e Infertilidade foram discutidos durante a Jornada, divididos entre palestras, mesas redondas e debates coordenados por médicos especialistas reconhecidos de Salvador, Barreiras e região. Na sexta-feira, 5, os palestrantes foram os Especialistas em Fertilidade e Endometriose, Dra. Genevieve Coelho e Dr. Carlos Lino (Salvador), Dr. Luciano Severo e Dra. Jeanne Barbosa (Barreiras). Já no sábado, dia 6, os convidados foram, além de Dr. Carlos Lino, Dr. Caio Lessa e o Dr. Kleber Chagas (Salvador).

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Diversos

Dados sobre Mortalidade Materna Como representa o gráfico acima, além da alta razão de Mortalidade Materna, na Bahia, prevalece também a morte obstétrica direta. Isso demonstra a grande fragilidade na assistência obstétrica. A mortalidade materna é descrita pela OMS como sendo a morte da mulher em período gestacional ou dentro dos 42 dias completos do puerpério, independente do intervalo de tempo da gestação e do sítio de implantação do ovo. Assim, é o falecimento que deriva de qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou de seu tratamento, excluindo-se os motivos acidentais ou incidentais. Fonte: Dra. Marcia Silveira - presidente do Comitê Estadual de Estudo da Mortalidade Materna

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Considera-se a morte obstétrica direta como o resultado de complicações obstétricas na gravidez, no parto ou no puerpério, em decorrência de intervenções, omissões, falta de tratamento adequado ou mesmo uma sucessão de tais acontecimentos; e a morte obstétrica indireta é aquela derivada de patologias pré-existentes ao período gestacional ou que se desenvolveram durante o próprio período da gravidez, isto é, aquelas que foram agravadas pelos seus efeitos fisiológicos.

Atividades Científicas da SOGIBA

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que pelo menos 88-98% das mortes maternas podem ser evitadas com o acesso oportuno a intervenções de emergência obstétrica vigente.

*Dados preliminares, processados em Maio/2016

o Brasil, cerca de 3/4 das mortes maternas são devidas a causas obstétricas diretas, consideradas evitáveis, enquanto que os países desenvolvidos têm nas causas indiretas a sua grande prevalência.

2º semestre de 2016 Setembro - Dia 05 Síndrome da Zika Congênita Centro Médico Aliança 19:30 – Palestra com o Prof. Dr. Manoel Sarno 20:30 – Debate com: Prof. Dr. Carlos Brites - Infectologista Professor Kleber Pimentel - Ultrassonografista Prof. Dr. Eduardo Neto - Epidemiologista

outubro - Dia 03 HSC no tratamento da infertilidade e na redução das perdas fetais Dr. Carlo Tantini (Italia)

novembro - Dia 07 Diabetes Gestacional: Coordenador: Caio Lessa (Ba)

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Palestrante: Dr Juliano Zakir Brasil (BBS)

Jornal sogiba nº 119  
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