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Impresso Especial

Jornal da

SOGIBA

Nº 9912260030/DR/BA

SOGIBA

CORREIOS

Associação de Obstetrícia e Ginecologia da Bahia

www.freepik.com/

Ano 20 – no 125 – Março de 2018

Incontinência urinária afeta cerca de 30% das mulheres após a menopausa Presidente da SOGIBA participa da reunião de planejamento estratégico da Febrasgo

XXII Congresso Baiano de Obstetrícia e Ginecologia terá foco na mulher moderna e assistência geral


Editorial

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ssim como a crise econômica, o que nos habituamos a chamar de “crise obstétrica” nada tem de aguda e, diferentemente desta, tem suas raízes mais profundas e ainda não apresenta sinais de melhora. Ao contrário, há aparente deterioração dos indicadores, sobretudo no âmbito da saúde materno-infantil. Entender o parto e nascimento na Bahia nos incita a analisar a própria estrutura do Estado, desde os seus aspectos macro ao micro da gestão, com seus reflexos diretos sobre a qualidade da assistência e também da educação médica, seja na graduação ou nos programas de residência médica, predominantemente desenvolvida em hospitais públicos. Na esfera macro, nosso sistema mostra aberrações do Estado Brasileiro que, apesar da sua “grandiosidade”, não realiza as entregas mínimas à população, em especial os serviços essenciais como educação, saúde e segurança. Neste contexto, o SUS, aniversariante do 30º ano, sobrevive, ou padece lentamente, sob a perversa realidade do subfinanciamento crônico, com notada tendência à piora da eficiência. Assim não consegue promover uma assistência obstétrica pré-natal, eficaz e digna, com concomitante dificuldade crescente de acesso aos serviços hospitalares de assistência ao parto, nascimento e ao recém-nascido. Em outro nível, o intermediário, a organização e distribuição dos serviços desafia a realidade demográfica ou geográfica, promovendo uma “desinteriorização” do parto e nascimento, ao não conseguir induzir e coordenar a regionalização dos serviços de saúde, o que penaliza as pacientes, sobretudo as que estão mais distantes de Salvador ou de outras capitais. Diante desta falta crônica de planejamento e gestão, atende-se mais ao clientelismo político que às necessidades da população, contaminando, inclusive, o processo regulatório, que responde debilmente às condições agudas e ineficazmente às condições crônicas - que exigiriam um sistema que responda a elas de forma proativa, contínua e integrada. Já os municípios (especialmente aqueles com menos de 100 mil habitantes e que são a maioria) não cumprem com os requisitos para garantir uma mínima eficiência na entrega de serviços, do ponto de vista da escala de gestão, e não conseguem se organizar em redes regionais com oferta racionalizada, com vista à integralidade e eficiência. Nesta realidade hegemônica, especializam-se na “ambulancioterapia” ou serviços de apoio social à pacientes em terapia fora do domicílio (TFD). Por fim, o sistema de saúde pública, com precária comunicação e integração, infraestrutura precária, ao contrário do idealizado, se distancia dos seus princípios fundamentais de universalidade, equidade e integralidade; penaliza, muitas vezes, pacientes e familiares à uma peregrinação, sob o mantos da angústia, da insegurança e da incerteza. Caio Lessa Presidente

Expediente SOGIBA - ASSOCIAÇÃO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA DA BAHIA Av. ACM, 2.487, Edf. Fernandez Plaza, S/2304, CEP 40280-000 Salvador - Bahia Telefax: (71) 3351-5907 – E-mail: sogiba@sogiba.com.br - site: www.sogiba.com.br DIRETORIA DA SOGIBA – Triênio 2018-2020 Presidente: Caio Noguiera Lessa Vice-presidente: Sandra Serapião Schindler Secretária Geral: Marcia Sacramento Cunha Machado Primeiro Secretário: Clodoaldo Cadete Fernandes Costa Tesoureiro: Leonardo D’Almeida Monteiro Rezende Diretor Científico: Carlos Augusto Pires Costa Lino Diretora Cultural: Carla Kruschewsky Sarno Diretora de Divulgação: Marcia Maria Pedreira da Silveira COMISSÃO CIENTÍFICA - Coordenadora: Ana Gabriela Alvares Travassos; Membros: Joaquim Roberto Costa Lopes, Cláudia Margareth Smith, Paula Matos de Oliveira, Rafael Leiroz Pereira Duarte Silva COMISSÃO DE ÉTICA E DEFESA PROFISSIONAL - Coordenador: José Carlos de Jesus Gaspar; Membros: Antonio Carlos Vieira Lopes, Monica Menezes Bahia Alice, Adenilda Lima Lopes Martins. COMISSÃO DE ENSINO E RESIDÊNCIA MÉDICA - Coordenador: Paulo Roberto Tavares Gomes Filho; Membros: Robert Barreto Pedrosa, Milena Bastos Brito, Sylvia Vianna Pereira Aragão, Priscila Braga Ritt. COMISSÃO DE EVENTOS - Coordenadora: Maria José Andrade Carvalho; Membros: Denise dos Santos Barata, Dina Rita Perez Cervino, Ana Luiza Moura Fontes, Licia de Fatima Amorim Simões. Comitês: Medicina Fetal: Luiz Eduardo Machado, Mastologia: Augusto Tufi Hassan, Ultra-Sonografia: Kleber Chagas. CONSELHO FISCAL - Coordenadora: Maria da Conceição Farani de Santana, Membros: Ana Maria de Sousa Terencio, Maria do Socorro Vieira da Silva Ribeiro; Suplente Mara Valeria Pereira Mendes Conselho Superior - Jose de Souza Costa, Luiz Eduardo Machado, Hilton Pina Gabriel Bittencourt Correia, Antonio Carlos Vieira Lopes , Nilma Antas Neves, Jorge Luiz Sapucaia Calabrich, Pedro Paulo Bastos Filho, James Jose de Carvalho Cadide, Ana Luiza Moura Fontes, Carlos Augusto Pires Costa Lino REGIONAIS DA SOGIBA

Regional Sertão – Feira de Santana Presidente: Dr. Francisco Mota

Regional Sul – Itabuna/Ilhéus Presidente: DR. Viriato Luiza Corrêa Neto Vice–Presidente: Antonio Augusto Monteiro Tesoureiro: Jose Slaib Filho COMISSÃO CIENTÍFICA - Karen Freire, Eduardo Leahy e Ernesto Silveira

Regional Sudeste – Vitória da Conquista Presidente: Dra. Edney Nascimento Matos

Regional Nordeste – Paulo Afonso Representante: Francisco Pereira de Assis

Regional Oeste – Barreiras

Representante: Peres Embiruçu Barreto Junior

Regional Chapada – Jacobina

Representante: Cilmara Melo Nunes de Souza

Regional Recôncavo – Santo Antonio de Jesus Representante: Luiz Christian Darwim Ferraz Souto JORNAL DA SOGIBA Maria del Carmen González Azevêdo DRT-BA 3335 Editoração e Arte - Bárbara Almeida - (71) 99983 1578 Impressão - Press Color (71) 3418 6300


Mulher Nordestina

Poesia

Bráulio Bessa Tens o gosto do mel da rapadura, Tens o cheiro do cuscuz na cuscuzeira, Tens a voz da asa branca cantadeira, Tensa do doce de caju toda doçura, És bonita, abonitada, frágil e dura. Arretada, invocada, verdadeira, Boniteza lá de nois, tão brasileira, Deus foi bom e caprichou quando fez ela Fabricou uma mulher tão linda e bela Que eu não troco por nenhuma estrangeira.

Sumário Infecções Sexualmente Transmissíveis na Adolescência.....................................................................4 Incontinência urinária afeta cerca de 30% das mulheres após a menopausa...............................6 Dicas de receitas........................................................................................................................................8 Noticias da Sogiba...................................................................................................................................11 Diversos..................................................................................... ................................................................12

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Artigo

Infecções Sexualmente Transmissíveis na Adolescência Autores: Ana Gabriela Travassos, Eveline Xavier-Souza, Maiara Timbó

Ana Gabriela Álvares Travassos Médica ginecologista, qualificada em Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) pela SBDST, mestra em Patolologia Humana (2012), doutora em Medicina e Saúde (2016). Coordenadora do Grupo de Pesquisa Rotina de Saúde Ampliada (RoSA), professora de Ginecologia, Sexualidade e DST no curso de Medicina da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), ginecologista de serviço estadual de referência em IST/HIV (CEDAP). Eveline Xavier-Souza Médica graduada pela Universidade Federal da Bahia (2017), participante do Grupo de pesquisa Rotina de Saúde Ampliada (RoSA). Maiara Timbó Médica graduada pela Universidade Federal da Bahia (2017), participante do Grupo de pesquisa Rotina de Saúde Ampliada (RoSA).

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adolescência, etapa de desenvolvimento entre a infância e a idade adulta, compreende o período de 10 a 19 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)(1). Nesta etapa, iniciam-se as descobertas sobre a sexualidade e os relacionamentos amorosos, modificam-se as relações com a família e os amigos, as experiências com álcool e drogas são mais frequentes. Já se estudou o pensamento mágico do adolescente, que não se vê em risco, não identifica sua vulnerabilidade, possui sentimentos e sensações intensas, com desejo de aventuras(2). É a fase da experimentação, da busca pelo novo e pelo risco. Há um aumento da prevalência de infecções sexualmente transmissíveis (IST) em adolescentes por maior exposição causada por relações sexuais mais frequentes, com parceiros variados e menor resposta imunológica devido ao contato inicial aos agentes etiológicos das IST e à imaturidade do sistema imunológico nesta fase. O difícil acesso dos adolescentes aos serviços de saúde, seja pela necessidade de estar acompanhado por responsável, pela exposição do início de suas atividades sexuais ou pela própria desinformação, leva a manutenção das IST e a transmissão destas para os seus parceiros, muitas vezes também adolescentes.

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O grupo de pesquisa RoSA (Rotina de Saúde Ampliada) apresentou no XI Congresso da Sociedade Brasileira de DST (doenças sexualmente transmissíveis) em 2017, resultados prelimina-

res de projeto que encontra-se em andamento no Centro Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (CEDAP), serviço estadual de referência em DST e HIV, localizado em Salvador(3). A amostra avaliada através de estudo de corte transversal, com revisão de prontuários médicos foi composta por 776 adolescentes acompanhados em 2012. Entre estes, 68,3% eram do sexo feminino, com média de idade de 16,1 (±2,3) anos. Cerca de 92,7% frequentavam a escola, o uso de álcool foi relatado por 24,7% e de drogas ilícitas por 12,2%. Uma parcela de 88,0% dos adolescentes avaliados já havia iniciado a vida sexual, 5,5% relatam relações sexuais com parceiro do mesmo sexo, 31,4% das adolescentes já haviam engravidado previamente e 11,8% estavam gestantes no momento do atendimento. O uso de condom ou preservativo foi relatado por 74,0%, mas apenas 10,1% informaram uso regular dos mesmos. O diagnóstico de HPV foi realizado em 62,5% desta população de adolescentes, e o de sífilis em 9,2%(4), 17,3% dos adolescentes foram atendidos com queixa de corrimento uretral e 6,5% apresentavam úlcera genital. Cerca de 19,0% dos adolescentes relataram IST prévia. As informações sobre os jovens avaliados neste estudo são de fundamental importância para o entendimento das características e necessidades desta população, apesar dos dados encontrados não poderem ser estendidos a população geral de adolescentes.


Em um estudo realizado no Serviço de Ginecologia para adolescentes da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Cunha Machado et al encontraram uma prevalência de 31% de diagnóstico de infecção por Chlamydia trachomatis nas adolescentes avaliadas(5). A presença da infecção não foi associada a nenhum fator de risco como início precoce da vida sexual, número de parceiros ou uso de preservativo. A alta prevalência de IST assintomática em adolescentes que frequentam um ambulatório de ginecologia geral reforça a necessidade de rastreamento de IST nesta população, além do acesso à informação sobre prevenção com linguagem clara, prática e aplicável ao dia a dia dos jovens. A ocorrência de IST na população de adolescentes pode comprometer a saúde reprodutiva a longo prazo, além de trazer um contexto de estigmatização intrínseco a estas infecções. Através de pesquisa denominada projeto POP-Brasil – Estudo Epidemiológico sobre a Prevalência Nacional de Infecção pelo HPV, o Ministério da Saúde, em convênio com o Hospital de Ventos, Porto Alegre, executou em 26 capitais do Brasil e Distrito Federal(6) a avaliação de 2.669 jovens, entre 16 e 25 anos, de ambos os sexos, atendidos em unidades básicas de saúde, e incluídos na pesquisa independentemente de sinais e sintomas. Os dados preliminares divulgados identificaram que a prevalência estimada da doença entre os jovens é de 54,6%, sendo descritos HPV de alto risco em 38,4% dos casos. Além da entrevista, foram colhidos amostras de regiões genitais, para a pesquisa de presença de DNA-HPV através da técnica de PCR (reação em cadeia da polimerase). Em Salvador, os dados são mais alarmantes, cerca de 71,9% dos jovens avaliados apresentaram infecção pelo HPV. A percepção de risco nas relações sexuais entre os adolescentes e jovens tem sido alvo de estudos. Em uma universidade de Salvador, Santos (7) avaliou cerca de 1580 universitários de diversas áreas, onde estes responderam questionários sobre práticas sexuais e uso de preservativos. Entre os jovens avaliados, 66,7% eram do sexo feminino, a idade média foi de 23,9 (±6,5) anos, 87,3% eram solteiros, 14,4% declararam manter relações sexuais com pessoas do mesmo sexo, 28,0% declararam praticar sexo anal e 70,3% sexo oral. Entre os jovens que declararam vida sexual, 35,4% informaram não fazer uso regular do condom.

Os dados trazem a necessidade contundente de encontrar uma linguagem utilizada pelos adolescentes, capaz de modificar a prática nas suas relações. A percepção de risco e da própria vulnerabilidade precisa ser discutida com os adolescentes para que eles possam decidir sobre a prevenção no momento em que esta se faz necessária e que depende de uma ação como o uso de preservativo na relação sexual. A existência de vacinas que previnem IST como a Hepatite B e o HPV precisa ser difundida e o acesso à vacinação precisa ser facilitado. Os profissionais de saúde, que atuam no atendimento a adolescentes, em serviços públicos ou privados, precisam ser capacitados para lidar com as dúvidas, e orientar adequadamente sobre a segurança nas práticas sexuais e as diversas formas de prevenção. Referências Bibliográficas 1. Eisenstein E. Adolescência: definições , conceitos e critérios. Adolescência & Saúde. 2005;2(2). 2. Gerhardt CR, Nader SS, Pereira DN. Doenças Sexualmente Transmissíveis : conhecimento , atitudes e comportamento entre os adolescentes de uma escola pública. Rev Bras Med Fam e Com. 2008;3(12):257–70. 3. Trindade R, Xavier-Souza E, Timbó M, Lessa K, Souza C, Travassos AG. P3.185 Adolescents with hpv: the profile of young people attending a sti and hiv reference centre in salvador/bahia. In: Epidemiology, Monitoring and Evaluation [Internet]. BMJ Publishing Group Ltd; 2017 [cited 2018 Jan 28]. p. A161.3-A162. 4. Souza C, Xavier-Souza E, Lessa K, Trindade R, Timbó M, Travassos A. P3.32 Adolescents infected by syphilis – a retrospective cohort in a reference service. In: Epidemiology, Monitoring and Evaluation [Internet]. BMJ Publishing Group Ltd; 2017 [cited 2018 Jan 28]. p. A105.1-A105. 5. Cunha Machado MS, da Costa e Silva BFB, Caetité Gomes IL, Santana IU, Rios Grassi MF. Prevalence of cervical Chlamydia trachomatis infection in sexually active adolescents from Salvador, Brazil. Brazilian J Infect Dis [Internet]. 2012 Mar 1 [cited 2018 Jan 18];16(2):188–91. 6. Dados nacionais de Prevalência da Infecção pelo HPV | Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids das Hepatites Virais [Internet]. 2017 [cited 2018 Jan 28]. 7. Santos VN dos. Profilaxia pós-exposição ao HIV: Percepção de jovens de uma universidade da Bahia, Salvador, Brasil/ Trabalho de conclusão de curso/ Graduação em Medicina. Salvador; 2017.

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Reportagem

Incontinência urinária afeta cerca de 30% das mulheres após a menopausa 14 de março é o dia internacional da doença

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dona de casa Luzia, 81 anos, que prefere não se identificar revelando o nome completo, sofre de incontinência urinária. Quando a bexiga está cheia, se não correr para o banheiro, faz xixi na calcinha. Milhões de mulheres no Brasil e em todo o mundo sofrem deste problema que causa a perda involuntária de urina e pode interferir nas suas atividades e na sua qualidade de vida. Luzia faz parte desse grupo. A doença afeta cerca de 30% das mulheres após a menopausa. A incontinência urinária é a perda involuntária de urina da bexiga, acarretando transtornos na qualidade de vida da mulher, fazendo com que a paciente modifique seus hábitos e, muitas vezes, altere sua vida social. Normalmente existe uma perfeita coordenação entre a bexiga e o esfíncter (músculo que funciona como uma válvula que fecha a uretra, impedindo a saída da urina). A maioria das pessoas possui completo controle sobre esse processo, permitindo o enchimento da bexiga entre 400 ml e 500 ml, sem que ocorram perdas urinárias. Na fase de enchimento, a bexiga está relaxada e o esfíncter contraído. Na fase de esvaziamento da bexiga, é necessária uma perfeita coordenação entre a contração do músculo da bexiga e o relaxamento do esfíncter. Esta coordenação é chamada de sinergismo vesicoesfincteriano. Na incontinência urinária, isso não acontece. Segundo o especialista em ginecologia, endoscopia ginecológica e uroginecologia, Dr. Jorge Valente, ela pode surgir em qualquer idade, porém torna-

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-se mais frequente com o aumento da idade. “A obesidade, o tabagismo, múltiplos partos e cirurgias pélvicas prévias são uns dos principais fatores de risco da doença. Além disso, a doença também está associada a fatores genéticos”, enfatiza o médico que atua como diretor médico do CEPARH (Centro de Pesquisa e Assistência em Reprodução Humana), coordena os serviços de uroginecologia do CEPARH e é delegado regional da Sociedade Brasileira de Ginecologia Endócrina e membro vitalício da IUGA (International Urogynecology Association). A prevenção da incontinência urinária passa pelo controle do peso e pela prática de exercícios físicos, ajudando a fortalecer a musculatura pélvica que dá sustentação à bexiga e à uretra. Para a mulher, é importante evitar os exercícios de alto impacto, além de ter uma boa assistência pré-natal e durante o parto, fundamental para evitar traumas na região pélvica. Em relação a tipos de incontinência urinária, ela pode ser dividida em dois tipos: em urgência e incontinência de esforço. A incontinência de esforço ocorre por uma lesão no sistema de sustentação, ou seja, a paciente tem uma deficiência do ligamento por conta de parto e cirurgias prévias. Quando ela espirra ou tosse, perde urina. Na urgência é diferente, ocorre à medida que a paciente vai envelhecendo. “Obviamente isso acontece mais na menopausa, por conta do déficit hormonal. A paciente tem a


capacidade de armazenamento da bexiga diminuída e passa a ter urgência: quando a bexiga está cheia, se ela não correr, faz xixi nas calças. Existe também a paciente que tem a incontinência mista, que são os dois tipos. Nesse caso é necessário fazer um tratamento que contemple as duas”, acrescenta Dr. Jorge Valente. Com relação à prevenção, recomenda-se evitar alguns tipos de exercícios que sobrecarregam o assoalho pélvico, como jumping (exercícios de pulo). Outra maneira de prevenir é a reposição hormonal, pois o déficit hormonal acarreta o aumento na incontinência de urgência. Também é importante uma alimentação adequada, que vai ajudar no fortalecimento da musculatura do assoalho e, com isso, reduzir as chances de ter incontinência urinária de esforço. “O que podemos fazer também é uma fisioterapia uroginecológica, especifica do assoalho, que contribui para o fortalecimento e ajuda a evitar”, acrescenta o especialista. Ele explica ainda que os casos leves de incontinência urinária não requerem tratamento cirúrgico; podem ser tratados com fisioterapia ou medicação. Exames para diagnóstico da incontinência O primeiro passo na investigação da incontinência urinária é que o paciente procure um médico e informe sobre sua história médica e a forma como os sintomas afetam sua vida. É importante informar: • Os medicamentos que o paciente usa atualmente. • Datas e resultados de todos os exames e cirurgias por que passou que estejam relacionados à bexiga. • Hábitos de micção (criando um diário miccional). Dependendo do tipo e das causas possíveis da sua incontinência, alguns dos exames descritos a seguir poderão ser solicitados pelo seu médico para ajudar a diagnosticar com precisão a causa da incontinência e permitir a elaboração de um plano de tratamento apropriado.

• Estudo urodinâmico – Este exame merece destaque, pois ele define se a paciente tem a doença, qual o tipo e grau. Avalia as funções da bexiga e do esfíncter. Usando diferentes modalidades de investigação, o examinador estuda a sensibilidade de sua bexiga, a sua capacidade de armazenar urina e a eficiência com que ela se esvazia. Pode-se determinar ainda se a bexiga está obstruída e se o esfíncter está enfraquecido. Os resultados deste exame muitas vezes são importantes para orientar sobre a necessidade ou não de uma cirurgia. Os exames a seguir são complementares ao estudo urodinâmico: • Exame de urina – Você será solicitado a colher uma amostra de urina que será examinada para pesquisar a presença de infecção, sangue e outras anormalidades. • Medida do resíduo miccional – Este exame é realizado para saber se alguma quantidade de urina sobra na bexiga após a pessoa terminar de urinar. Isto pode ser feito através da inserção de um tubo flexível de plástico fino (chamado cateter) pela uretra até a bexiga para esvaziá-la completamente. Outro método que pode ser utilizado é a medição com aparelho de ultrassom. • Ultrassom – Pode avaliar o tamanho, a forma e outras características dos rins, da próstata e da bexiga. • Cistoscopia – Consiste na inserção de um aparelho ótico fino através da uretra até a bexiga (ilustração). Permite ao urologista avaliar as características internas da uretra e da bexiga. Atenção: Uma vez que a incontinência urinária é um sintoma, é importante informar ao médico quando ocorre. Uma avaliação bem feita pode determinar a causa da incontinência. *a matéria inclui também informações do site do Hospital Sírio-Libanês

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Dicas

Receitas

Risoto de talo de taioba com cogumelo yanomami Créditos: GNT Ingredientes • 1 xícara de arroz arbóreo • 2 xícaras de talo de taioba • 2 xícaras de cogumelos yanomami • 2 cebolas • 1 folha de louro • ½ maço de salsinha • 2 talos de tomilho • 3 dentes de alho • 2 xícaras de vinho branco • 6 xícaras de caldo do cogumelo yanomami • 3 colheres de sopa de azeite extra virgem • 1 colher de sopa de raspas de limão siciliano • 1 talo de tomilho • 100g de queijo de castanha de caju cremoso • S al, a gosto • Pimenta do reino, a gosto Modo de preparo 1. Limpe os cogumelos com um pano úmido, apenas para retirar a terra 2. Coloque-os de molho em água morna, por quatro horas 3. Quando escorrer, reservar o caldo e cortar os cogumelos em pedaços um pouco menores. Reserve. 4. Coloque o caldo do cogumelo numa panela e, para enriquecer o sabor, adicione 1 cebola cortada grosseiramente, 1 dente de alho amassado, somente os talos da salsinha e 1 folha de louro. Deixe levantar fervura. 5. Descasque os talos da taioba com o descascador de legumes ou com a ajuda de uma faca 6. Corte-os na diagonal, em fatias de 0,5cm 7. Numa panela funda, refogue a outra cebola, cortada em cubinhos pequenos, no azeite, até ficar transparente e macia 8. Adicione o alho, deixe dourar levemente 9. Adicione os cogumelos hidratados e picados grosseiramente Link: http://www.belagil.com/receitas/2017/9/5/risoto-de-talo-de-taioba-com-cogumelo-yanomami

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PURÊ DE INHAME COM COENTRO Créditos: GNT Ingredientes • 2 xícaras de inhame em cubos médios • 1 xícara de leite de coco • 1 maço de coentro • 1 dente de alho • 3 colheres de sopa de azeite • gotinhas de limão • sal (a gosto) Modo de preparo 1. Numa panela a vapor, cozinhe o inhame, já cortado em cubos, em torno de 20 minutos, até estar macio ao espetar uma faca. 2. Passe o inhame pelo espremedor de batatas, para conseguir um purê bem lisinho. 3. Num liquidificador, bata o leite de coco com o coentro. Reserve. 4. Pique o alho e, numa panela funda, refogue-o no azeite. 5. Adicione o inhame espremido e mexa bem. 6. Adicione o leite de coco batido com coentro, aos poucos, misturando bem, até ficar bem liso e homogêneo. 7. Tempere com o sal e as gotinhas de limão. 8. Sirva ainda quente. Link: http://www.belagil.com/receitas/2017/11/1/pur-de-inhame-com-coentro-1


ISO 9001: 2008

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Notícias da Sogiba Presidente da SOGIBA participa da reunião de planejamento estratégico da Febrasgo

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presidente da SOGIBA, Dr. Caio Lessa, participou, nos dias 18 e 19 de Janeiro deste ano da reunião de planejamento estratégico da Febrasgo, realizada no Rio de Janeiro. O encontro contou com a presença de quase todos os presidentes de federadas filiadas e teve como missão cristalizar o movimento de profissionalização da gestão. Foram claramente apresentados os objetivos pretendidos e definidas as estratégias específicas. Segundo Dr. Caio, os pilares estratégicos da nova Febrasgo são a organização e profissionalização da gestão, educação continuada, da comunicação com os seus associados e sociedade, defesa e valorização profissional, fortalecimentos do Congresso Brasileiro e financiamento sustentável. “A

Febrasgo está empenhada em sedimentar a sua credibilidade e sua relevância para o desempenho profissional da especialidade ginecologia e obstetrícia, com promessa de preciosas entregas ainda este ano, fruto de intenso e exitoso trabalho das 30 comissões nacionais especializadas, em fase de finalização de dezenas de ‘protocolos vivos’, com atualização permanente e qualificada”, destacou o presidente da Sogiba.

Confira dica para ter uma vida saudável

• Acrescente castanhas em sua rotina alimentar • A FEBRASGO é a maior federação médica do país e há 58 anos valoriza os profissionais ginecologistas e obstetras, lutando pela melhoria das condições da saúde oferecida à sociedade brasileira; • Contempla um acervo completo da ginecologia nacional e internacional, entre eles as revistas científicas, tele aulas e cursos presenciais organizados pela FEBRASGO; • Fundadora do projeto ELA, uma proposta inovadora com foco na suade da mulher brasileira. Empoderamento feminino por meio de informações de alta credibilidade que educam e levam qualidade de vida em ações sociais; • Desconto na participação nos eventos científicos, jornadas e congressos de todas as regiões do Brasil, além do congresso brasileiro de ginecologia e obstetrícia (CBGO);

• Envio trimestral da FEMINA, revista de maior conceito nacional na especialidade; • Comissões de Ética, Defesa Profissional, Residência Médica e Educação Médica Continuada; • Atividades científicas e cursos permanentes de reciclagem nas Federadas Estaduais – cada estado possui uma federada que coordena os programas de atualização e defesa profissional, em conjunto com as comissões nacionais especializadas da Febrasgo; • Federação que consolidou e regulamentou as diretrizes da área e edificou a formação dos profissionais no cenário nacional; • 23 mil associados zelando pelo aperfeiçoamento e ética no exercício profissional da ginecologia e obstetrícia no brasil.

“Castanhas-do-pará, de caju, nozes e amêndoas possuem baixo índice glicêmico, o que significa que não alteram os níveis de insulina no sangue e provocam sensação de saciedade. Também são fontes ricas em fibras, ferro, vitamina E e selênio, mineral importante para o bom funcionamento da tireoide”, diz a a nutróloga Liliane Oppermann. Para não exagerar nas calorias e aproveitar o melhor das castanhas, o recomendado pela nutróloga é o consumo de 2 castanhas-do-pará, ou 3 castanhas de caju, ou 2 nozes ou 5 amêndoas. fonte: http://gnt.globo.com/bem-estar/materias/10dicas-para-ter-uma-vida-saudavel.htm

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Diversos Atividades Científicas da SOGIBA

2018 Sessões Científicas do 1º Semestre Local: Centro Médico Aliança Sempre às 19:30 h

Temas: MARÇO - Dia 05 Avaliação Integral da Mulher no Climatério Coordenadora: Dra. Sandra Schindler Psicóloga: Mariana rocha cordeiro Nutricionista: Andrea Burgos Geriatra: Lucas Kuhn Pereira Prado Fisioterapeuta: Giovana Berghene

ABRIL - Dia 02 Estratégia para redução da Mortalidade Materna: Manejo das hemorragias Coordenador: Dr. Caio Lessa Obstetra: Dra. Sabrina Carvalho Anestesista: Dr. Gustavo França Hematologista: Dr. Fernando Araujo

maio - Dia 07 A definir

junho - Dia 04 Ultrassonografia Anormal do 3º trimestre Coordenador: Dr. Clodoaldo Cadete Centralização: RCIU Oligodraminio

julho - Dia A definir

agosto - Dia 06 Estreptococos do Grupo B

SETEMBRO - Dia 03 A definir

OUTUBRO - Dia 01 A definir

NOVEMBRO - Dia 05

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A definir

XXII Congresso Baiano de Obstetrícia e Ginecologia terá foco na mulher moderna e assistência geral

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este ano, o XXII Congresso Baiano de Obstetrícia e Ginecologia terá um perfil diferente, inovador, e com o objetivo de incentivar a atividade física entre os médicos inscritos. O foco será na mulher moderna e na assistência integral da saúde. Durante o Congresso, que será realizado nos dias 2 e 3 de novembro no Hotel Deville, em Itapuã, será disponibilizada uma equipe com educadores físicos nos intervalos das atividades, fazendo alongamentos e orientando os congressistas. Outro destaque do XXII Congresso é a I Corrida do Gineco. Serão 5 Km de corrida e 3km de caminhada, dessa forma serão estimulados os dois tipos de exercício, principalmente para quem não faz nenhum tipo de atividade física. Entre os temas que serão discutidos estão contracepção, DST e PTGI, endocrinologia ginecológica, sexualidade, climatério, oncologia, endometriose, mastologia, ultrassonografia e Reprodução humana / Congelamento de óvulos (na área de ginecologia). Na área de Obstetrícia, o tema principal das discussões será o parto natural e o que há de novo em: CIUR, prematuridade, síndromes hipertensivas na gestação, diabetes, hemorragias pós-parto.

Jornal sogiba nº 125  
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