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Jornal da

SOGIBA

Impresso Especial Nº 9912260030/DR/BA

SOGIBA

CORREIOS

Associação de Obstetrícia e Ginecologia da Bahia A ANO 19 • Nº 111 • ANO 2014

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sensação de despedida dá o tom a esta edição do Jornal da Sogiba, que marca o fim da gestão da atual diretoria após três anos de muito trabalho. Nas próximas páginas você encontrará um balanço do que foi realizado pela Associação no período de 2012 a 2014, uma retrospectiva em fotos dos fatos e eventos mais importantes, além de notícias e novidades. Não deixe de conferir também o artigo científico especial desta edição e nossas dicas de filme e leitura.


Editorial

A Valsa do Adeus

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pós três anos de gestão, estamos nos despedindo de vocês. Foram, com certeza, três anos muito intensos, priorizando as atividades da SOGIBA, vividas de tal forma que já posso antever algo semelhante à síndrome de abstinência pelo carinho e zelo que dediquei a esta sociedade no meu dia a dia, de forma quase integral. A minha família que o diga! Porém, ao assumir este compromisso, já pressentia que não poderia ser de outra forma, face aos desafios que se descortinavam: três congressos, inúmeros cursos, jornadas e sessões de atualização, além dos movimentos em defesa da nossa especialidade. Por outro lado, também não consigo imaginar um presidente sem tempo disponível para a Sogiba, cada vez mais exigente nas suas demandas e que, portanto, irá requerer do meu sucessor toda a dispo-

SOGIBA - ASSOCIAÇÃO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA DA BAHIA Av. ACM, 2.487, Edf. Fernandez Plaza, sala 2304, CEP 40280-000 Salvador - Bahia Telefax: (71) 3351-5907 – e-mail: sogiba@sogiba.com.br site: www.sogiba.com.br DIRETORIA DA SOGIBA – Triênio 2012-2014 Presidente: Ana Luiza Moura Fontes Vice-presidente: Wigberto Cunha Azevedo Secretário Geral: Alexandre Silva Dumas Primeira Secretária: Karen dos Santos Abbehusen Dorea Tesoureiro: James José de Carvalho Cadidé Diretora Científica: Tatiana Magalhaes Aguiar Diretora Cultural: Licia de Fátima Amorim Simões Diretora de Divulgação: Maria José Andrade Carvalho COMISSÃO CIENTÍFICA - Presidente: Marcelo de Amorim Aquino; Membros: Antonio Carlos Vieira Lopes; Leomar D’ Cirqueira Lírio; Margarida Santos Matos; Marcelo Esteve COMISSÃO DE ÉTICA E DEFESA PROFISSIONAL - Presidente: João Paulo Queiroz Farias; Membros: Celso Lima Viana; Maria do Carmo Botelho; Denise dos Santos Barata; Vera Lúcia Souza Bretones COMISSÃO DE ENSINO E RESIDÊNCIA MÉDICA - Presidente: Rone Peterson Oliveira; Membros: Amado Nizarala de Ávila; David da Costa Nunes Junior; Karina Adami; Sylvia Viana Pereira Aragão COMISSÃO DE EVENTOS - Presidente: Paulo Galvão Spinola; Membros: Claudia Margareth Smith; Margarida Silva' Nascimento; Mari Celeste de Moraes Ferreira; Ilmar Cabral de Oliveira – Comitês: Medicina Fetal: Manoel Curvelo Sarno; Mastologia: João Crisóstomo Lucas Neto; Ultra-sonografia: Clodoaldo Cadete;

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nibilidade – física e emocional! Quero aproveitar este espaço para agradecer a cada um de vocês que frequentou nossas atividades científicas, congressos e cafés da manhã sempre concorridos, o que nas palavras do nosso “eterno professor” significa que valeu a pena, já que “na organização de um espetáculo o grande indicador é a plateia cheia”! Gostaria também de agradecer as nossas secretárias Vera e Conceição, eficientes e proativas, e que tanto facilitaram os nossos trabalhos. E, finalmente, a toda a equipe de gestão, pois sempre trabalhamos no plural, com especial agradecimento a Zezé e a Lícia, parceiras e irmãs, confidentes das alegrias e também “dos sustos e assombrações”, e que nos levaram sempre à superação de todas as adversidades. No fundo do meu coração, a Valsa do Adeus jamais será tocada em sua plenitude, pois sempre haverá espaço para um até breve ou até logo! Muitíssimo obrigada! Ana Luiza Fontes Presidente da SOGIBA

REGIONAIS DA SOGIBA Regional Sertão – Feira de Santana Presidente: Dr. Francisco Mota Regional Sul – Itabuna/Ilhéus Presidente: DR. Viriato Luiza Corrêa Neto Vice–Presidente: Antonio Augusto Monteiro Primeira Secretária: Dóris Marta Vilas Boas L. Reis Tesoureiro: Jose Slaib Filho COMISSÃO CIENTÍFICA - Karen Freire, Eduardo Leahy e Ernesto Silveira Regional Sudeste – Vitória da Conquista Presidente: Dr. Absolon Duque dos Santos Regional Nordeste – Paulo Afonso Representante: Francisco Pereira de Assis Regional Oeste – Barreiras Representante: Peres Embiruçu Barreto Junior Regional Chapada – Jacobina Representante: Cilmara Melo Nunes de Souza Regional Recôncavo – Santo Antonio de Jesus Representante: Luiz Christian Darwim Ferraz Souto JORNAL DA SOGIBA - Jornalistas responsáveis: Inês Costal (MTB 3366/BA) e Patrícia Conceição (MTB 2641/BA) Arte - Mirela Cardoso - tel: 71 9733-3669 Editoração Eletrônica e Impressão - GENSA Gráfica (71) 3503-3555 vendas@gensagrafica.com.br


Crônica

Promessas Por Hilton Pina

Médico ginecologista e escritor

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le a vira pela primeira vez de modo súbito, quando se preparava para deixar o sol do Porto da Barra, num desses sábados da vida. A razão venceu a relutância do coração e ele, sem querer, se viu subindo as escadas, devagar, tentando saborear cada minuto daquela visão incomparável deitada solenemente na areia. Jurou a si mesmo que voltaria lá no dia seguinte, apesar de ser domingo, praia cheia, incomodativa, promessa que não conseguiu cumprir. E nem no fim de semana seguinte. E ela, sem saber, passou a fazer parte dos seus pensamentos e dos seus desejos imaginários. Até que um dia sua esperança tornou-se realidade. Da amurada do Porto pôde revê-la, emoldurada na areia, com o azul infinito do mar lhe servindo de cenário. Desceu os degraus o mais rápido que suas pernas permitiam, imaginando uma maneira de abordá-la, de iniciar um papo sob qualquer pretexto. Pedir um cigarro, mesmo não sendo fumante, o óleo de bronzear, coisa que detestava, fosse lá o

que fosse ele queria era estar junto. Apenas estar. E de repente, não mais que de repente, aproxima-se dela um desses garotões que povoam o mar de surfistas do Porto e ele fica ali, atordoado pelo que vê e frustrado pelo que ouve. Após uma hora de “e aí, veio?”, “tô em alfa”, “se liga, cara”, entremeados por longos períodos de mudez e ausência com o uso do celular, ele se sentiu afundar na areia movediça do ilógico. Como ele gostaria de falar com ela sobre as ondas do mar que se confundiam com a suavidade das ondas do corpo dela, do seu olhar melancólico que encurtava as distâncias, do seu sorriso tímido e convidativo, dos seus desejos de lhe segurar a mão e se perder nos seus enigmas. Com muito esforço conseguiu se livrar da areia que soterrava os seus sonhos e jurou por todos os santos dessa Bahia insana que jamais voltaria ali, no Porto, muito menos para vê-la. Promessa que até hoje ainda não conseguiu cumprir.

SUMÁRIO Artigo: Tratamento conservador da hiperplasia complexa com Atipias (Hrh).....................................................4 Balanço da atual gestão da Sogiba...................................................................................................................6 Dicas de leitura, filme e música..........................................................................................................................8 Notícias..............................................................................................................................................................11 Retrospectiva em fotos......................................................................................................................................12

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Artigo Tratamento conservador da hiperplasia complexa com Atipias (Hrh) em pacientes jovens Carlo Tantini e Gérsia Araújo Viana

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Centro de Medicina Reprodutiva – CENAFERT, Salvador (BA)

hiperplasia complexa com atipias (HRH) é uma patologia estrógeno-dependente frequente em mulheres na peri pós-menopausa. Nessa fase evolutiva, são comuns os ciclos anovulatórios, o que explica a patogênese da doença, pois a produção de estrógenos não é devidamente balanceada pela progesterona. A transformação maligna da HRH ocorre em um percentual alto, estimada em torno de 30% dos casos. Desse modo, o achado desse quadro disfuncional em pacientes com uma faixa etária de 50 anos tem indicação de histerectomia total, com ou sem anexectomia, a depender da idade e da paciente, de modo a evitar longos e desgastantes follow-ups assim como a frequente progressão da doença. Essa conduta está de acordo com a conclusão dos colegas patologistas que definiram, inapropriadamente, mas com eficácia, a HRH como câncer in situ, considerando a dificuldade no diagnóstico diferencial com adenocarcinoma endometrial altamente diferenciado. Achado comum é a presença de focos endometriais nos quais quadros fisiológicos coexistem com hiperplasia simples sem atipias e com zonas de HRH até chegar ao adenocarcinoma. Esses diferentes estágios de progressão no sentido oncológico da doença esclarecem a gênese do tumor, contudo, por outro lado, geram muita dificuldade para a conclusão de um diagnóstico de certeza. O problema surge quando essa patologia é diagnosticada em pacientes jovens com desejo de gravidez (cerca de 5% dos casos). A decisão em relação à cirurgia demolitiva não é proponível como abordagem inicial, tendo em vista a necessidade de preservar o potencial reprodutivo da paciente e, desse modo, o médico tem a obrigação deontológica de propor um tratamento conservador. Nosso estudo incluiu inicialmente 52 pacientes com idade entre 25 e 41 anos que foram submetidas à histeroscopia diagnóstica com biópsia endometrial devido a sangramento uterino anormal. Após screening endometrial completo, 29 pacientes foram excluídas do estudo visto que o diagnóstico da doença não foi confirmado pelo patologista em uma segunda avaliação. Desse modo, nossa casuística, rigorosamente selecionada, inclui 23 pacientes com idade entre 28 e 32 anos, que tiveram diagnóstico confirmado de HRH. É importante sublinhar que, para chegarmos ao diagnóstico de certeza, mantivemos sempre os mesmos critérios de rigor: em todos os casos, a biópsia foi repetida e lida por um outro patologista;

nos casos duvidosos, as pacientes foram submetidas a uma redução endometrial ressectoscópica de modo a obter material endometrial de toda cavidade uterina, o que permitiu excluir absolutamente a presença de um adenocarcinoma ou de uma patologia disfuncional menor. Todas as pacientes participantes do estudo assinaram um termo de consentimento – conscientes dos riscos da tentativa de conservar o útero – assim como da estratégia terapêutica e do rigoroso follow-up. Relacionamos a seguir, três casos exemplares de boa conduta diagnóstica e terapêutica de pacientes participantes do nosso estudo. Exemplos de esquemas terapêuticos A primeira paciente, com idade de 28 anos, entrou para nossa casuística em 1983. Esse caso nos permitiu avaliar a importância de um novo exame para a época: a histeroscopia diagnóstica. A possibilidade de examinar inteiramente a cavidade uterina e de realizar biópsias dirigidas nos casos de patologias focais representou um avanço qualitativo quando comparado à curetagem às cegas. Desse modo, sentimo-nos mais seguros na indicação do tratamento conservador. Utilizamos inicialmente progestogênios por via oral e, quando obtivemos uma primeira regressão da patologia, procedemos com a inserção de DIU de progesterona natural (Progestasert), realizando controles com biópsia endometrial a cada 3/6 meses. Esse tratamento levou à remissão da hiperplasia e permitiu a essa paciente a obtenção de gravidez após 3 anos de terapia. A gestação evoluiu de forma fisiológica e o parto cesáreo não ocorreu por indicação obstétrica, mas pelo risco intrínseco. Após 2 anos de ciclos menstruais regulares, a paciente reapresentou uma hiperplasia sem atipias citológicas. A opção pelo DIU medicado com levonogestrel (Mirena), que era disponível em 1985, provocou uma resposta endometrial com rápida atrofia e pseudodecidualização apenas 4 meses após sua inserção. Esse efeito se explica pela ação biológica deste dispositivo correspondente a 50 vezes o efeito da progesterona natural. A terapia foi suspensa após o vencimento do DIU e prosseguimos com o follow-up histeroscópico e bióptico até a menopausa. O segundo exemplo envolveu uma paciente de 31 anos, com follow-up de mais de 10 anos. Inicialmente exprimia desejo de gravidez, mas decidiu não ter filhos por uma escolha pessoal. A estratégia terapêutica incluiu o uso de análogos do GnRH até o desaparecimento do quadro histológico, o que ocorreu 4 meses após o início da


terapia. A seguir, passamos a um tratamento de manutenção com DIU medicado com Levonogestrel (Mirena). Graças à confirmação histológica da remissão da hiperplasia (atrofia endometrial com pseudodecidualização estromal), prosseguimos com o follow-up histeroscópico-bióptico inicialmente a cada 3 meses, passando a controles semestrais. O dispositivo foi mantido até seu vencimento (5 anos), visto que a paciente não exprimia desejo de gravidez e, após a remoção, os ciclos menstruais recomeçaram de modo cíclico, além de o seguimento não ter demonstrado recidiva da doença até os controles atuais. O terceiro exemplo refere-se a uma paciente de 32 anos apresentando espessamento endometrial maior que 25mm, aspecto polipoide e quadro de sangramento uterino anormal. Nesse caso, realizamos uma redução endometrial ressectoscópica, com o objetivo de obter uma amostra endometrial satisfatória e reduzir o tecido endometrial patológico (“debulking”). Prosseguimos com a inserção de DIU medicado com levonogestrel (Mirena), mas a resposta não foi completa, visto que não houve melhora significativa da sintomatologia hemorrágica com persistência do quadro de hiperplasia complexa, porém sem atipias celulares. Considerando o forte desejo reprodutivo da paciente, insistimos no tratamento conservador, associando à terapia local, análogos do GnRH, o que foi interrompido após 6 meses devido ao risco de perda de massa óssea. Para nossa surpresa, após suspensão da terapia, houve recidiva do quadro de metrorragia, assim como espessamento disomogêneo do endométrio compatível com HRH. Diante da persistência do quadro, uma nova redução endometrial foi realizada, como última tentativa de tratamento. Por um lado, o procedimento excluiu a presença de adenocarcinoma do endométrio, mas, por outro, demonstrou o mesmo quadro de hiperplasia complexa com atipias, que não havia sido modificado após dois anos de terapia. Diante desse resultado, não restou outra alternativa senão a histerectomia. A forte relação médico-paciente que foi instaurada durante o período de tratamento, assim como o acompanhamento com psicólogos, tiveram uma grande importância no suporte necessário para ajudar a paciente a enfrentar o trauma de uma cirurgia

mutilante do ponto de vista reprodutivo. Casuística e conclusões Resumindo, a mostra casuística compreende 23 pacientes, que tiveram diagnóstico de HRH com idade entre 28 e 32 anos, cujo tratamento conservador apresentou os seguintes resultados: 73,9% (17 pacientes) evoluíram com uma regressão estável da doença num período de 12 meses; 21,7% (5 pacientes) responderam parcialmente à terapia e uma paciente (4,3%) progrediu para adenocarcinoma endometrial. Após 2 anos de tratamento, houve 2 recidivas da doença e uma evolução para câncer. O follow-up dessas pacientes até o momento é de 5 a 30 anos. Após três anos de terapia, não houve nenhum caso de progressão da doença. Em relação aos resultados reprodutivos, obtivemos, até o momento, cinco gestações com quatro crianças nascidas e cinco histerectomias realizadas a pedido das pacientes, seja por terem realizado o desejo reprodutivo ou por renunciar à necessidade de continuar com o folllow-up. A nossa experiência no tratamento conservador da HRH reforçou nossa convicção de que cirurgias demolitivas em pacientes jovens podem ser evitadas. Existem amplos dados na literatura que confirmam a ocorrência de remissão da patologia após o tratamento conservador, com manutenção da capacidade reprodutiva e um consistente número de gestações, inclusive em jovens com diagnóstico de adenocarcinoma endometrial focal. Podemos concluir que as opções de tratamento conservador diante de diagnóstico histológico de HRH incluem: DIU de Levonogestrel, análogos do GnRH, progestogênios orais e redução endometrial ressectoscópica. Esses podem ser propostos desde que a paciente esteja consciente do risco de evolução para adenocarcinoma e concorde em participar de um follow-up rígido, histeroscópico bióptico de resposta à terapia. A rígida monitorização dessas pacientes permite, nos casos de falha da terapia conservadora, programar imediatamente o tratamento cirúrgico demolitivo. A bibliografia pode ser solicitada a: ctantini@hotmail.com / gersia@hotmail.com

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Reportagem

Um balanço dos três anos de gestão da diretoria da Sogiba (2012-2014)

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o dia 28 de outubro de 2011 uma nova diretoria, eleita pelo voto direto de seus associados, tomava posse na Sogiba com a missão de conduzir a associação no período de 2012 a 2014 e grandes desafios pela frente: a realização de dois Congressos Baianos de Ginecologia e Obstetrícia (2012 e 2014); a organização de um Congresso Brasileiro, em 2013; o fomento à participação de associados e associadas nas atividades científicas; e o estímulo à associação de ginecologistas e obstetras ainda distantes da Sogiba. Três anos depois, a atual diretoria se despede para dar espaço a um novo grupo, uma nova gestão e novos desafios. Antes da despedida final, porém, queremos revisitar estes anos tão intensos e relembrar tudo que foi concretizado, entre inúmeros cursos, jornadas e sessões de atualização, três congressos, e os vários movimentos em defesa da nossa especialidade. Atualização científica A gestão teve início com uma programação surpreendente e interessante para atender às expectativas de todos. Focamos nas sessões científicas do Centro Médico Aliança, buscamos patrocínios, resgatamos o coffee break para conforto dos participantes procedentes dos consultórios, in-

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vestimos na pontualidade no início e final de cada uma das atividades. Com a adoção destas medidas, conquistamos a credibilidade de nossos associados, que voltaram a participar das sessões em grande número. O mesmo sucesso se repetiu nos cafés da manhã organizados no Hotel Fiesta, onde o aumento no número de participantes nos levou, em alguns momentos, a ampliar a quantidade de vagas, que já se mostrava insuficiente para atender à crescente demanda. Neste sentido, consideramos excelente a resposta dos associados e associadas ao trabalho realizado. Outra atividade de destaque foi a realização de oito encontros com residentes e estudantes de Medicina através do Ciago – Circuito Integrado de Atualização em Ginecologia e Obstetrícia. A programação contou com temas propostos e abordados pelos serviços de residência médica, sempre com apoio dos coordenadores de residência da capital e do interior do estado. Com patrocínio da indústria farmacêutica, os encontros têm como objetivo não apenas a atualização científica, mas também a aproximação e o fortalecimento da especialidade, com vistas à captação de novos profissionais da área em uma tentativa de suprir o mercado de especialistas em tocoginecologia, tão carente para atender a demanda.


Os Congressos A esta ampla e diversificada programação científica somou-se a realização de dois Congressos Baianos e um Congresso Brasileiro. Os eventos regionais contaram com a participação média de 800 congressistas, que puderam desfrutar uma grade científica apurada, com ênfase na atualização dos tocoginecologistas baianos. Em uma rápida avaliação, os congressos foram considerados positivos sob o ponto de vista da participação, excelentes em termos de programação científica e rentáveis quanto aos aspectos financeiros, com excedente de recursos para a Sogiba. O Congresso Brasileiro - promovido em parceria pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Comissão local - aconteceu entre 13 e 16 de novembro de 2013, em Salvador. Apesar dos problemas referentes à estrutura e organização do Centro de Convenções da Bahia, o evento teve um saldo positivo no que diz respeito aos aspectos financeiro e científico. Defesa Profissional e aspectos financeiros No campo da Ética e Defesa Profissional, a Sogiba teve postura atuante, com presença em reuniões e debates, participação em movimentos médicos como passeatas e atos públicos, doações financeiras e viagem a Brasília, em agosto de 2013, para representar a defesa do Movimento Médico no Congresso Nacional. No que diz respeito aos aspectos financeiros, a diretoria conseguiu patrocínio para quase todos os eventos e edições do Jornal da Sogiba, além

da ampliação do número de sócios com pagamentos de anuidade em dia – houve um aumento médio de 20% de sócios quites com suas anuidades, comprovado por dados preliminares coletados em 26/08/2014, que apontam um total de 566 sócios adimplentes em 2014. O aumento da adimplência favoreceu o aporte financeiro à gestão e permitiu a oferta de atividades científicas sem custos aos associados, além da finalização da reforma da sala de recepção e auditório na sede da Sogiba, e a reforma completa da sala de reuniões da diretoria, entregue aos associados em 19 de agosto de 2014. Para as próximas gestões, foi deixado suporte financeiro suficiente para dar continuidade ao trabalho desenvolvido até então. Divulgação e Festas O Jornal da Sogiba voltou a ser distribuído bimestralmente, com a inclusão de outros temas além da esfera científica e a aproximação do perfil de revista, bastante elogiado pelos leitores. O site da Sogiba foi reformulado através da contratação da empresa de Marketing “Lead One”, que modernizou a imagem da Sociedade e deixou a página oficial mais dinâmica e atrativa. E por último, mas não menos importante, para a confraternização dos associados realizamos a Festa de Posse no Hotel Fiesta, logo no início da gestão, a Festa do Congressista no XIX Congresso Baiano, e a Festa de Confraternização no final do ano de 2013.

Confira algumas atividades realizadas nesses três anos de gestão! • 26 Sessões Científicas no Centro Médico Aliança • 11 Cafés da Manhã Científicos • 8 Encontros Científicos (Ciago) com residentes e estudantes de medicina • Seminário de Controvérsias em Reprodução Humana (13 e 14 de abril/2012) • Jornada de Interpretação de Exames (1º e 2 de junho/2012) • Jornada de Atualização em GO de Jacobina (13 e 14 de julho/2012) • 19º Congresso Baiano de GO (25 a 27 de outubro/2012) • Simpósio Nacional de Reprodução Humana (24 e 25 de maio/2013) • 55º Congresso Brasileiro de GO (13 a 16 de novembro/2013) • Simpósio de Doenças da Mama no Consultório do Ginecologista (9 de agosto/2014) • Curso de Educação Médica Continuada: Vacinação da Mulher e Patologia do Trato Genital Inferior (27 de setembro/2014) • 20º Congresso Baiano de GO (23 a 25 de outubro/2014)

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Variedades

Dica de livro O Dia da Mudança

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livro “O Dia da Mudança”, da terapeuta Adriana Medeiros, discute caminhos para colocar em prática mudanças a partir da história de vida de um

personagem fictício. O livro é narrado em primeira pessoa e aborda dúvidas e conflitos durante e após um processo de transformação. Segundo a autora, o livro tem o objetivo de propor caminhos para promoção de mudanças, sem o estabelecimento de padrões. A discussão promovida pela terapeuta parte do princípio de que é necessário autoconhecimento para verificar a real necessidade de transformação e que realizá-la implica em ser responsável por atitudes e pelas pessoas ao redor. Publicada pela Chiado Editora, a obra foi lançada em 2012 e está em sua quinta edição.

Dica de filme Gloria

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protagonista Gloria, do filme homônimo, é divorciada e solitária e, aos 58 anos, busca diversão e companhia em bailes noturnos.

Gloria é bem resolvida sobre sua idade e segura em seu trabalho e o filme acompanha os acontecimentos em sua vida e sua relação com a família, sem dramas profundos ou endeusamento da protagonista. Gloria (Chile, 2013) é um filme centrado na personalidade da personagem interpretada pela atriz chilena Paulina García, vencedora do Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim em 2013. A rotina da personagem é entrelaçada com o cenário chileno e enfatiza a importância de recomeçar. O filme foi dirigido por Sebastián Lelio.

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Para ouvir Encontros e Despedidas (Milton Nascimento)

Mande notícias Do mundo de lá Diz quem fica Me dê um abraço Venha me apertar Tô chegando...

São só dois lados Da mesma viagem O trem que chega É o mesmo trem Da partida...

Coisa que gosto é poder partir Sem ter planos Melhor ainda é poder voltar Quando quero... Todos os dias é um vai-e-vem A vida se repete na estação Tem gente que chega prá ficar Tem gente que vai Prá nunca mais... Tem gente que vem e quer voltar Tem gente que vai, quer ficar Tem gente que veio só olhar Tem gente a sorrir e a chorar E assim chegar e partir...

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Sogiba inaugura nova sala

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m agosto, a sala de reunião da diretoria da Sogiba foi reformada e um espaço mais acolhedor está disponível para os associados. A nova sala pode ser considerada a casa do tocoginecologista obstetra: um confortável espaço multimídia apropriado para leitura, reuniões e encontros. Venha nos visitar!

ENCONTRO DE ATUALIZAÇÃO EM PTGI

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Retrospectiva em fotos

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á que o ditado diz “uma imagem vale mais que mil palavras”, preparamos uma retrospectiva em fotos dos últimos três anos de gestão. Confiram os registros fotográficos de alguns dos momentos mais marcantes dessa trajetória!

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19º Congresso Baiano - Os jovens voltam à SOGIBA

III Ciago 2014

19º Congresso Baiano

Posse da nova diretoria

Café da Manhã (2013)

Reunião com Regionais da SOGIBA (2012)

Congresso Baiano

Reunião no Hospital Aliança (2014)

Dia Internacional da Mulher

Um pouco de diversão

Jornal sogiba 111  
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