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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

MAYCON COSME DA SILVA

A VIDA DOCE DE QUEM SOBREVIVEL O relato da sobrevivente

Itajaí 2013


MAYCON COSME DA SILVA

A VIDA DOCE DE QUEM SOBREVIVEU Subtítulo (se houver)

Projeto de livro-reportagem apresentado à disciplina de Iniciação Científica, sob a responsabilidade da Prof.ª MSc. Valquíria Michela John a ser orientado pela/o Prof/a Valquíria Michela John

Itajaí 2013


RESUMO (fonte 10, espaço entre linhas simples, deve ter entre 250 e 500 palavras) Palavras-chave: Segunda guerra mundial, Hibakushas, Hiroshima, Japão.


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO/JUSTIFICATIVA..........................................................................................4 1 OBJETIVOS ..........................................................................................................................6 1.1 GERAL....................................................................................................................................................................6 1.2 ESPECÍFICOS...........................................................................................................................................................6

2 REFERENCIAL TEÓRICO ..................................................................................................7 3 PROCEDIMENTOS/MÉTODOS .......................................................................................10 3.1 DESCRIÇÃO DA LINGUAGEM ...............................................................................................................................10

4 CRONOGRAMA ................................................................................................................11 5 ORÇAMENTO ....................................................................................................................12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................................13

INTRODUÇÃO/JUSTIFICATIVA Neste trabalho iremos propor em forma de livro reportagem uma abordagem sobre a vinda e a vivencia de uma sobrevivente do ocorrido em Hiroshima em 1945, hoje residente na cidade de Porto Belo, Yukiko Yoshimura que vivenciou na infância a devastação de todo o delta formado pelo sete braços do rio Ota, e escolheu o Brasil para firmar residência, logo após casar-se com um jovem que foi treinado para ser kamikaze, embarcou em uma viajem de 42 dias acompanhada do esposo e de quatro filhos. Como leva a vida hoje e que memória guarda do passado servirão


como norte para este trabalho que pretende resgatar memórias importantes da infância do ocorrido e de como é sentir-se vivo após tanta destruição e morte presenciadas. No sexto dia de agosto de 1945, já no fim da segunda guerra mundial um clarão silencioso reduziu a bela cidade de Hiroshima quase que pela metade. Os japoneses já estavam cansados de terem que ir e voltar varias vezes ao dia aos abrigos anti aéreos para se protegerem de possíveis ataques dos B-29, alguns obedeciam ao avisos sonoros cada vez que disparados, outros cansados de realizarem o percurso em “vão” resolveram não mais voltar aos abrigos colocando-se a mercê das possíveis investidas. As 08h15, o braço do riu Ota vira sua ilhas serem silenciosamente ser destruída pela bomba lançada pelos Estados Unidos sobre a cidade de Hiroshima espalhando pavor, medo e destruição a dez quilômetros quadrado de sua área central. O livro intitulado Hiroshima escrito por John Hersey, relata a história de seis sobreviventes a este atentado um ano depois do ocorrido. Personagem com histórias que se entrelaçam numa narrativa emocionante de sobrevivência e respeito à vida. Entre tanto vários trabalhos expõem relatos importantes sobre o acontecido em Hiroshima e em toda segunda guerra mundial, porém, o distanciamento entre o fato e os personagens envolvidos de nossa nacionalidade ajudam nesse afastamento com o apoio dos 68 anos passados. A guerra dizimou famílias e as dissipou (em partes ou em sua totalidade) para diversos lugares do mundo, com tudo a migração começou a alavancar-se e o Brasil virou porta de entrada a melhores condições de vida para muitos. Visando oferecer um conteúdo jornalístico mais aprofundando e com riquezas de detalhes como proporciona a forma escolhida para se abordar os assuntos que poucas vezes são abordados, constroem a grande reportagem que envolve a história da personagem. Para Lima (2009, p.26) o livro reportagem ganha proporções para um melhor desdobramento. Entendendo a reportagem como a ampliação da notícia, a horizontalização do relato “no sentido da abordagem extensiva em termos de detalhes e também sua verticalização o sentido de aprofundamento da questão em foco, em busca de suas raízes, suas implicações seus desdobramentos possíveis”.

Ter como inspiração um trabalho apresentado por John Hersey, que tem Hiroshima como sendo um clássico dos clássicos. Eleito por um grupo de professores de jornalismo que o apontam


como, a melhor reportagem escrita ao longo de todo o século XIX e XX. Essa proposta aqui apresentada torna-se a inspiração da inspiração, pois o próprio Hersey ao escrever Hiroshima inspirou-se na obra de Thornton Wilder sobre a ponte de São Luís Rei que também tem como enfoque o relato de cinco sobreviventes de uma catástrofe no Peru. Assim como no livro que inspirou a produção desse trabalho, produzido a pedido pelo fundador da revista Times a seu colaborador e também oriental John Hersey, alguns dados tidos como relevantes não serão abordados devido à ausência e impossibilidade de aquisição de documentos e respaldo de fontes necessárias.

1 OBJETIVOS 1.1 Geral  Documentar partes da história de uma sobrevivente da bomba lançada pelos Estado Unidos sobre a cidade de Hiroshima.

1.2 Específicos


 Documentar partes consideravelmente importantes da história de Yukiko Hyshimura.  Relatar suas viagens e aventuras pelas praias de Santa Catarina a procura de crustáceos pra a comercialização.  Descrever partes de vida antes durante e depois ao atentado, por onde passou o que viu e vivenciou e como chegou e encarou cada situação com tão pouca idade.

2 REFERENCIAL TEÓRICO A produção teórica e histórica sobre o envolvimento do Japão na segunda guerra mundial é ainda pouco estudada mesmo que angarie um altíssimo valor acadêmico. A participação dos nipônicos da segunda guerra mundial e o apoio dado à Alemanha nazista de Adolph Hitler¹ fica em segundo plano no ponto de vista geral dos relatos. A história mostra em pequenos e isolados trechos a participação japonesa sendo responsabilizada pela introdução dos Estados Unidos efetivamente no combate ainda em seu inicio², e a resposta americana com ataques aéreos, devastadores que arrasaram as cidades de Hiroshima e Nagasaki já no fim dos conflitos. Com suas economias enfraquecidas, após a primeira guerra mundial e com a intenção de expandir a territorialidade, Itália, Alemanha e Japão começam a industrialização de equipamentos


bélicos. Com Hitler no poder, Alemães invadem a Polônia, assim quebrando o tratado de Versalhes. O tratado de Versalhes assinado em 28 de junho de 1919 teve como objetivo por o fim a primeira guerra mundial, com o objetivo de apontar a Alemanha como principal responsável pelo inicio dos conflitos. Assim sendo, deveria cumprir uma série de reparos aos integrantes da Tríplice Endente, uma coalizão militar constituída pelo Império Britânico, Russo e Republica Francesa. O Tratado previa dentre tudo, ceder partes de seus territórios a países fronteiros, perda do império colonial na África, Ásia e no Pacífico a ser divido entre a Tríplice Aliança formada por Inglaterra, França e Rússia. 2.1 contextualização histórica 2.1.1 O Ataque a Pearl Harbor Visando à territorialidade da Ásia, numa manhã de sol, o vestíbulo do inferno passou a existir no paraíso de Pearl Harbor, na ilha havaiana de Oahu. Um ataque preciso e fulminante das forças japonesas arrasou a principal base militar americana no Pacífico. O escritor florentino Dante Alighieri (1265-1321) descreve a antesala do inferno, um escuro vestíbulo infestado de almas sofridas. Ali residem, aos suspiros e prantos, aqueles que viveram sem infâmia nem méritos - os indecisos, os neutros, aqueles que pensaram apenas em si mesmos. Há anos hesitando a entrada na guerra, o governo dos Estados Unidos, após uma ousada, surpreendente e traiçoeira ação nipônica a base de Pearl Harbor, resolve então tomar partido e entrar na guerra que já tinha mobilizado os quatro cantos do globo e que até então o pais norte americano não tinha tomado parte em nenhuma das batalhas provocando assim o despertar de sua madorna e declara guerra ao Eixo. ¹(...) Hitler fundou o partido nazista, perseguiu e silenciou opositores internos, reergueu as forças armadas e agora se dedica a restaurar a glória do Império Alemão. Disponível em http://veja.abril.com.br/especiais_online/segunda_guerra/edicao001/entrevista.shtml. acesso em 09/06/2013 ²(...) No entanto, esta é a data que marca o início da guerra para os europeus, e não para os habitantes de outras partes do mundo, para quem a guerra começou bem antes ou bem depois. Disponível em http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/2-guerra-mundial-1-em-1942-conflitos-locais-se-tornam-guerramundial.htm. acesso em 09/06/2013

2.1.2 Hiroshima como alvo para por fim a guerra Após o ataque a Pearl Harbor, o Japão realizou diversas conquistas: na China e na Indochina, nas Filipinas e na Indonésia, passando a ameaçar, inclusive, a Austrália. As conquistas japonesas indicavam o desejo de tornar o Pacífico um oceano japonês. Os ataques a Hiroshima e Nagasaki não estavam previsto em 1938, quando foi descoberta pelo cientista alemão Otto Hahn da fissão nuclear um método de liberação de energia atômica, dessa forma os nazistas saíram na frente na corrida armamentista. Então os cientistas húngaros Leo Szilard, Eugene Wigner e Edward Teller convenceram o físico Albert Einstein a assinar uma carta solicitando então ao presidente Franklin Roosevelt³ que apresse o desenvolvimento da pesquisa nuclear. Em dezembro de 1939 Roosevelt autorizou o governo a custear a pesquisa.


Os ataques à base americana de Pearl Harbor fez acelerar as pesquisas que haviam sido iniciadas ao menos seis meses antes. Com a premissa de fins civis, a pesquisa abriu caminho para avanços na geração elétrica e na medicina, mas também foi aproveitada pelo Projeto Manhattan na produção das bombas atômicas. Com o passar dos anos os nipônicos foram perdendo forças e se limitaram as próprias ilhas, o que acabou se tornado alvos de pesados bombardeios dos B-29. Enquanto testes ainda eram feitos no Novo México, o Japão recusava sua última proposta de rendição, ao negar-se, receberam um duro recado por parte dos americanos: “A alternativa é a imediata e total destruição”. Apelidada de “Little Boy” (Garotinho) a bomba carregada de Urânio foi transportada de navio até a ilha de Tinian onde permaneceu até o dia 06 de agosto de 1945, após dias de espera foi baldeada para um B-29 nomeado Enola Gay, em homenagem a mãe do piloto Tibbets que a transportaria até sobre a cidade de Hiroshima onde foi lançada sobre a população civil. 2.1.3 O fim da guerra As vésperas do bombardeio a Nagasaki a extinta união soviética declararam guerra ao Japão cumprindo assim um acordo assinado com os americanos, à superioridade do exército vermelho era massiva 1,2 milhões de soldados e um poder bélico quase cinco vezes maior que o nipônico, contra 780 mil soldados japoneses, e o poder bélico impossibilitado de participar de um afronte com os soviéticos, o Japão anuncia a rendição em agosto daquele mesmo ano. Justificando a derrota o imperador japonês Hiroíto afirmou: “O inimigo começou a lançar uma nova e aterrorizante bomba, capaz de matar muitas pessoas inocentes e cujo poder de destruição é inestimável. Se continuássemos a lutar, isto significaria não apenas o fim da Nação japonesa, mas também levaria ao extermínio completo da civilização humana”. ³Franklin Delano Roosevelt foi o 32.° presidente dos Estados Unidos(1933-1945), cumpriu quatro mandatos e morreu durante o último. Do Partido Democrata, foi o primeiro presidente a conseguir mais de dois mandatos e será o único devido à 22.ª emenda. Durante sua estada na Casa Branca, teve de enfrentar o período da Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Franklin_Delano_Roosevelt. Acesso em 09/06/2013

2.2 Sobreviventes Após o ocorrido a imprensa do mundo inteiro tratou de reportar histórias sobre os sobreviventes, com os mais diversos focos e direcionamento de olhares em defesa dos sobreviventes. A maioria deles crianças que perderam os pais e a grande maioria de familiares dentre os quase 40 mil mortos. Exima-se que de dois a seis mil crianças ficaram órfãs em Hiroshima4. O que se obteve então foram histórias orais como as obtidas pelo jornalista John Hersey que retorna a cidade de Hiroshima um ano após o atentado, atendendo ao pedido do fundador da revista The New Yorker, Harold Ross. O resultado deste trabalho resultou em uma extensa e valorosa edição em 31 de agosto de 1946.


Hersey atuou de forma brilhante e espetacular retratando momento importantes como ressalta o Joaquim Ferreira dos Santos no jornal do Brasil em 21/09/2002. Citando trechos importantes da obra. (...) Agachou-se rapidamente, apoiando-se o joelho, e, como só um japonês diria, falou para si mesmo “Sasaki, gambare! Coragem!. E então a explosão sacudiu o prédio(...) Hersey, John (2002, p. 20). Outros tantos trabalhos foram apresentados à sociedade, porém poucos alcançam o amago com que Hiroshima alcançou na sociedade mundial. Outra grande dificuldade eram os próprios hibakushas5 que durante anos não eram respeitados, e sofriam com o pensar de estarem portando uma doença transmissível e assim esconderam seus passados e ainda o escondem. Com o passar do tempo e o envelhecimento dos hibakushas a dificuldade de lembranças ricas e importantes estão se perdendo ao longo dos tempos, ao pensar que os americanos foram poupados dos efeitos causados nas pessoas, os meios de comunicação não veiculavam imagens dos efeitos causados pela bomba aos sobreviventes. Porém Ecléa Bosi ressalta que: O vinculo com outra época, a consciência de ser suportado, compreendido muita coisa, traz para a ancião alegria e uma ocasião de mostrar sua competência. Sua vida ganha finalidade se encontrar ouvidos atentos. Bosi, Ecléa (1999, p.82). e completa dizendo - Perdeu-se também a faculdade de escutar, dispersou-se o grupo de escutadores. Bosi, Ecléa (1999, p.88). Hoje, conviver com os hibakushas ainda não é tarefa fácil, em sua grande maioria são pessoas extremantes afetadas psicologicamente e fisicamente, pouco se ouve falar sobre eles e sobre a bomba com o devido respeito e notoriedade que merecem e pra sempre mereceram. 4

Dados obtidos através do portal: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/arquivo05.asp Acesso em: 09/06/2013 5 Hibakushas é como são designados, em japonês, os sobreviventes da bomba http://www.diariodocentrodomundo.com.br/tag/hibakushas/. Acesso em: 09/06/2013

3 PROCEDIMENTOS/MÉTODOS 3.1 Descrição da linguagem O papel do jornalista é contar histórias. Castro e Galeno, (2002, pg. 20), definem o jornalista como “um escritor que trabalha no calor da hora, que segue e rastreia o acontecimento do dia-a-dia, ao vivo”. Assim, se aprende que o jornalista é um escritor que tem por vocação buscar e contar uma boa história através de um estilo de escrita seja através das notícias ou reportagens. O propósito do jornalista é informar, reportar e orientar, e, para fazer isso, possui diversos suportes para narrar um fato e/ou descrever a respeito. Lima (2004, p.34) explica que “há


numerosas possibilidades de tratamento sensível e inteligente do texto, enriquecendo-o com recursos provenientes não só do jornalismo, mas também da literatura e até do cinema”. Uma dessas opções é o livro-reportagem suporte que escolhido meio para comportar esse trabalho de conclusão de curso. Belo (2006, p.42) esclarece quando é que a reportagem ganha o status de livro: “Por não ser tão imediatista quanto à cobertura midiática, o livro-reportagem normalmente abre espaço para abordagens diferentes, originais, criativas, menos urgentes e mais aprofundadas”. Estou começando. 3.2 Produção de pautas (duas a cinco)

4 CRONOGRAMA


5 ORÇAMENTO


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ANEXOS (item opcional)


Documentos de terceiros considerados relevantes para a execução do projeto


Tcc maycon  

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