Page 1

Sobrecapa Literal O Jornal que divulga a Literatura Nacional

F E VER EI R O /2013 Ano III, Edição 24 Rio de Janeiro, RJ

“Às vezes o aconchego aparece onde menos esperamos.” (Sobre o livro Frederico (Escrita Fina), de Hellenice Ferreira – pág. 6)


Sobrecapa Literal 

2

EXPEDIENTE

Editora: ANA CRISTINA MELO

Editorial

Colunistas:

Ana Cristina Melo

• Alexandre de Castro Gomes • Ana Cristina Melo • Dag Bandeira • JP Veiga

Mês de Carnaval, de sambar, de se divertir e soltar muito

• Rodrigo Domit • Sérgio Bernardo

confete. Não gosta de samba? Não tem problema. O nosso Grêmio Unido Sobrecapa também é para quem gosta de viajar, descansar e recarregar as baterias para atrair um ano bem produtivo. Só não pode esquecer a fantasia principal: aquele livro irresistível que torna todas as horas mais especiais.

Colaboradores: • Begê • Danilo Marques

Se ainda não sabe qual livro levar, dá uma lida no nosso jornal, que tem sempre uma dica interessante. A edição de fevereiro traz muitas novidades. Começando com uma cara nova para a capa, deliciosamente ilustrada por Danilo Marques.

• Fábio Sgroi

Colunas: Editorial

2

De olho no Mercado

3

Coluna do Meio

12

Tirinhas do Sobrecapa

13

Literalmente

14

Espaço LIJ

21

Nas entrelinhas da escrita

25

Publicidade

26

Ficção de Gaveta

27

Mais Vendidos

28

A partir dessa edição, o jornal também estará disponível no Issu, no endereço: http://www.issuu.com/sobrecapaliteral. Assim, vocês terão o prazer literal de folhear nossas matérias. O tema principal do mês é O quanto você gosta de ler? Confira sobre o assunto na coluna “De olho no mercado”, não só no meu artigo, quanto na resenha de um dos livros que li no mês. E tem muito mais... Alexandre de Castro Gomes, na coluna Espaço LIJ, falando de literatura infantojuvenil; Dag Bandeira, na coluna Nas entrelinhas da Escrita, nos presenteando com dicas de português; JP Veiga, com seu heterônimo Variz da Meiga, falando sobre livros digitais; e muito mais. Rodrigo Domit, a partir dessa edição, assume a coluna “Ficção de Gaveta”, trazendo as notícias sobre os certames e alguns concursos literários imperdíveis. Sérgio Bernardo está de férias e a coluna “Sem poesia não dá” volta mês que vem.


Sobrecapa Literal 

3

De olho no Mercado Ana Cristina Melo

DESVENDANDO A LITERATURA COM RESENHAS, TRECHOS & CITAÇÕES “Esse personagem que se apresenta para nós como continuador de certa linha muito presente na nossa tradição literária regionalista (o homem de imaginação sufocado pela insignificância da posição social) acaba se revelando tão matreiro quanto impotente, esquivo à definição. A única certeza é que se trata de uma “voz” narrativa de dicção inconfundível, peculiar ao extremo, nos percursos em espiral dos seus “sonambulismos”. Eu até arriscaria a afirmar que se trata de uma obra-prima. Ainda é prematuro, reconheço, contudo fica a sugestão pairando no ar.” (sobre o romance “O Sonâmbulo Amador”, de José Luiz Passos, Alfaguara, R$ 39,90, 248 págs.). Fonte: Resenha escrita por Alfredo Monte, no Caderno Ilustrada (Folha de São Paulo), em 19/01/2013.

“A ideia de escrever o livro surgiu após os dois (autores) fazerem um curso sobre romance policial. Segundo eles, a experiência foi fundamental para sistematizar seus conhecimentos sobre os mecanismos utilizados no gênero. Na lista de influências da dupla, destacam-se Georges Simenon e Conan Doyle, para Pimenta, e Agatha Christie, para Torero. (...) Antes de escrever a história propriamente dita eles montaram a escaleta, uma descrição da estrutura de cada capítulo, com a caracterização dos personagens e a sequência das cenas. Esse hábito foi herdado pela experiência de Torero e Pimenta como roteiristas. Com a escaleta pronta, um dos dois (normalmente Pimenta) assume a tarefa de escrever a primeira versão do romance, do início ao fim. Depois, começa uma rotina de idas e vindas do texto.” (sobre o romance policial “Nove contra o 9”, de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, Objetiva, R$ 29,90, 117 págs.). Fonte: Resenha escrita por Leonardo Cazes, no Caderno Prosa (O Globo), em 26/01/2013.

“O grande feito aqui é conseguir fazer parecer naturais as vozes das mulheres em relatos que descrevem seus pedaços de vida mais indigestos. É uma oralidade tão literária, que a impressão é de se estar na alma de cada escuta, puxando uma cadeira para ouvir de perto aquele grupo de nove que se réunem, a pedido de Natasha, a terapeuta, para cada qual contar sua história. Análise de grupo, leitor incluso.” (sobre o romance “Dez mulheres”, de Marcela Serrano, Alfaguara, R$ 39,90, 272 págs.). Fonte: Resenha escrita por Claudia Nina, no Caderno Prosa (O Globo), em 05/01/2013.

O QUANTO VOCÊ GOSTA DE LER?

Parece uma pergunta estranha para se fazer num jornal literário, não é? Afinal, se você chegou aqui, assinante ou não, tem algum interesse nos livros. Mas eu me pergunto o quanto gostamos de ler, a ponto de mover o mundo perto de nós. Numa reportagem do G1, de 20/12/2012 (http://glo.bo/YpZzQE), fico sabendo que a cidade de Lavras da Mangabeira, a 418 km de Fortaleza possui mais livros do que pessoas. E isso graças à família Pinheiro que montou uma biblioteca com 12 mil livros, incentivan-


Sobrecapa Literal 

4

De olho no Mercado Ana Cristina Melo

do a leitura na cidade. O dobro da população da cidade cearense. A Sala de Leitura José Cândido Dias foi criada em julho de 1995. E desde então atrai crianças, jovens e adultos. Um sonho! A organizadora do acervo, Valda Pinheiro, conta que o espaço é o orgulho da família e da cidade de Lavras da Mangabeira. Eu digo que uma iniciativa assim é o orgulho de qualquer leitor apaixonado pelos livros. Fiquei pensando como seria perfeito vivermos numa cidade onde todos fossem leitores, cada qual pertencendo a um time, como se tivéssemos times de arqueiros. Sim, arqueiros, que atiram suas flechas a distâncias cada vez maiores para atingir um pequeno alvo. Em cada time, colocaríamos alvos diferentes, para deleite de cada atleta. Vejamos: Time A: Estariam aqueles leitores que gostam de ler qualquer coisa, pode ser o jornal que dão de graça na entrada do Metrô, o livro que alguém lhe deu de presente no amigo oculto da empresa, o best-seller da lista de mais vendidos, ou até mesmo a crônica que aparece piscando no site que ele visita uma vez por dia. Não importa. Suas flechas leem tudo que lhes aparecem nas mãos. Time B: Estariam aqueles leitores que incluem os livros na sua despesa mensal, tanto quanto a parcela do cinema, do teatro ou do happy-hour de fim de semana. São aqueles que, vez ou outra, pedem um livro de presente, entram numa livraria para escolher seu próximo companheiro, ou se tiverem o costume de frequentar uma biblioteca, estarão sempre renovando seu amigo de todas as horas. São aqueles arqueiros-leitores que sentem uma coceira para disparar sua próxi-

ma flecha, assim que leem uma resenha literária, ou leem a orelha, a quarta capa ou as primeiras folhas de um livro; Time C: Estariam aqueles leitores que fazem da leitura uma parte da sua vida. Eles têm flechas comuns iguais às do time A e flechas especiais iguais às do time B. Mas não se contentam só com isso. Precisam falar do que leram, postam notícias literárias em seus blogs, escrevem resenhas para o jornal, criam bibliotecas públicas, ou, o mais crônico, tem a paixão tão transbordante, que resolvem escrever também. É com orgulho que testemunhamos vários leitores apaixonados do Time C estimulando seus colegas, seus funcionários, seus vizinhos ou os moradores de sua comunidade, a pertencer a algum time, a mudar de time, a ser simplesmente um leitor. É com prazer que indico na seção seguinte um livro que é uma declaração de amor à leitura. E que mostra que gostar de ler pode ser muito mais do que simplesmente abrir um livro. Enquanto escrevo a coluna ou monto os clippings do mês, percebo que, de alguma forma, talvez já estejamos vivendo nessa cidade literária, com maravilhosos times de arqueiros. Posso chamar meus guerreiros colunistas de arqueiros, que, mês a mês, roubam uma parte de seu tempo, tão precioso, para achar atletas para ocupar cada time. E no fundo é isso. Só precisamos encontrar o time que mais se encaixa a cada um de nós, pedir para fazer parte da equipe e correr para ser feliz.


Sobrecapa Literal 

5

De olho no Mercado Ana Cristina Melo

LIVROS QUE EU LI E RECOMENDO Aqui compartilho dois livros que li no último mês e que vale a pena conferir.

com as peças de teatro que ele começou a escrever e apresentar nas escolas do seu bairro. Mesmo com a agenda lotada, Otávio sentia que precisava fazer mais. Não custou para criar o Projeto “Ler é 10 – Leia Favela”. Otávio poderia ter se tornado jogador de futebol, pois tinha talento, mas na hora em que a vida lhe cobrou uma escolha, ele decidiu por outro tipo de gol de letra. Afinal, o destino já lhe dava a pista: ele nasceu em 26 de junho, um dia depois da data em que festejamos o Dia do Escritor.

Começo por O Livreiro do Alemão (Panda Books), de Otávio Júnior. Otávio descobriu a literatura aos oito anos, ao disputar os brinquedos quase novos de uma caixa abandonada num lixão. Seu suspiro, alto demais, despertou a atenção de todos que estavam em volta. Só deu tempo do menino pegar o livro que estava ali e ninguém quis: Don Gatón.

E merece. Assim como mereceu ganhar o Prêmio Faz Diferença do Jornal O Globo. Já tive o prazer de conhecer Otávio pessoalmente, de ver todo esse entusiasmo ao vivo e em muitas cores literárias. Se você gosta de ler, vale conferir “O Livreiro do Alemão”, que é uma verdadeira declaração de amor aos livros.

Como se fosse a própria Raquel de A Bolsa Amarela (de Lygia Bojunga), o troféu que sobrou para o menino Otávio fez toda diferença em sua vida. O troféu iria se tornar a sua paixão. É essa história que Otávio nos conta em O Livreiro do Alemão. Morador do Complexo do Alemão, Otávio nos revela seu conto de fadas, em que ele é borralheiro e príncipe ao mesmo tempo. Príncipe, pois depois de passar a ler tudo que lhe caía nas mãos, até mesmo um manual de proprietário de um Passat, ele decidiu que outras crianças também precisariam conhecer esse fascínio. A semente teve início

A segunda dica é arte pura, um infantil que me tocou a cada frase, a cada imagem. Falo de Frederico (Escrita Fina), de Hellenice Ferreira, com ilustrações de Martha Werneck.


Sobrecapa Literal 

6

De olho no Mercado Ana Cristina Melo Pensem numa autora que tece sonhos e encena melodias entre as palavras que escreve. Que resgata mitos e lendas, para serem recontados com a alegria e a força que só um verdadeiro contador de histórias é capaz. Pensaram então em Hellenice.

LANÇAMENTOS

E em seu novo livro ela, ainda assim, nos surpreende, ao transformar um tema tão singelo em pura poesia. A quarta capa do livro já nos previne: “Às vezes o aconchego aparece onde menos esperamos”. É exatamente isso. O aconchego acontece nesse livro, nessa história de Frederico, do pequeno pássaro Frederico que aparece aflito, necessitado, até encontrar a mão certa que o acolha. E como diz a narradora, “Agora éramos três: eu, Frederico e o amor”, o amor vira personagem principal dessa história, que mostra como podemos nos entregar ao outro, e nos transformar com essa entrega. É impossível não ter vontade de ler, reler e fazermos parte desse livro. Não só pelo texto, belíssimo, como pelas aquarelas criadas por Martha Werneck. E para que as palavras de Hellenice falem muito mais do que eu possa expressar, deixo de presente para vocês o texto que está numa das páginas mágicas desse livro:

E viramos espelho: eu voava seus passos, enquanto ele caminhava meus voos.

“Carnavalança – A história do Carnaval para crianças”, de Mirna Brasil Portella (Escrita Fina, 140 págs., R$ 39,90)

A autora e ilustradora carioca Mirna Portella, foliona de carteirinha desde que passeava no colo da mãe, e leitora apaixonada por livros para crianças, quis, há dez anos, comemorar o primeiro fevereiro do filho com marchinhas de Carnaval. Mas cadê que existia um “cedezinho” que fosse para animar a criançada com essas músicas divertidas e irresistíveis? Algum tempo depois, ela quis contar a história da festa para Vinícius (e, também para Rafael, o caçula que tinha chegado), mas também não encontrou nenhum livro adaptado para os pequenos. Foi assim que nasceram o livro e o CD “Carnavalança”. A obra conta de forma lúdica, para o público infantil, a história do Carnaval. Os leitores ainda ganharão 34 aquarelas com letras e partituras das tradicionais canções da folia, glossário & um CD produzido pela Mart’nália, em parceria com a Biscoito Fino, e com participações de Mart’nália, Moyseis Marques, Martinho da Vila, Maíra Freitas, Paula Lima, Luiz Melodia, Maria Rita e Chico Buarque.


Sobrecapa Literal 

7

De olho no Mercado Ana Cristina Melo A história começa no ano de 604, quando a Quaresma foi criada pela igreja católica, mas fica animada de verdade em 1091, quando “as pessoas começaram a se encontrar, nos dias que antecediam a Quaresma, para se divertir um pouco, antes de todos aqueles dias desanimados”. Das ruas e castelos da Europa, o Carnaval chega ao Brasil com os portugueses e a população se diverte com o Entrudo, depois com os cordões, corsos, ranchos, blocos, bailes, escolas de samba. E com as bandas também! Mirna fala sobre as marchinhas, que invadiram o Carnaval em 1920 e alegram muita gente até hoje, e outras canções de carnaval como o samba-enredo, o frevo, o axé music. Sempre com uma prosa cheia de poesia, e uma poesia cheia de música, outras duas paixões da autora.

“Samba-enredo”, de João Almino (Record, 208 págs., R$ 34,90)

Publicado originalmente em 1994, o livro do escritor e diplomata ganha nova edição. O romance narra, pelo ponto de vista de um computador, o sequestro e as relações amorosas do primeiro presidente negro brasileiro. (Fonte: Ilustrada - Folha de SP, de 12/01/2013)

O texto da orelha é escrito por Ziraldo.

“Histórias do Bartô”, de Augusto Pessôa (Escrita Fina, 64 págs., R$ 26,90)

“O Professor do Desejo”, de Philip Roth (Companhia das Letras, 256 págs., R$ 39,50)

Após 35 anos de sua primeira edição no país, o romance volta às livrarias, em tradução de Jorio Dauster. Na história, David Kepesh narra episódios de sua vida em família e na universidade, em paralelo a suas descobertas e aventuras eróticas. (Fonte: Folha SP, 27/01/2013)

O grande escritor mineiro Bartolomeu Campos de Queirós, o Bartô, sempre foi conhecido por seus textos extremamente viscerais e infinitamente poéticos. Neste livro, Augusto Pessoa apresenta o Bartô do dia a dia: divertido, brincalhão, irônico e sempre contundente. Ao final de cada capítulo, nos dá palavras de presente,


Sobrecapa Literal 

8

De olho no Mercado Ana Cristina Melo como as que estão no final do primeiro capítulo: Palavras que podem fazer poesia: Recado, Calma, Encontro

Obra reúne artigos de ficcionistas e pesquisadores acerca do ofício do escritor – a transposição da página em branco, a narração, etc. Entre os autores, Amilcar Bettega, Luiz Ruffato e Cíntia Moscovich. (Fonte: Sabático – Estadão de SP, de 26/01/2013)

VITRINE DE LIVROS Aproveitem: durante o mês de fevereiro, todo o catálogo da livraria está em promoção! E para as ofertas ficarem mais tentadoras, a livraria oferece Frete Econômico. “Só por hoje”, de Julio Ludemir (Rocco, 160 págs., R$ 24,00)

Tony Coelho é um ex-editor de sucesso que passa os dias traduzindo livros e lutando contra a dependência química – sua abstinência já dura 15 anos. Quando conhece a garota de programa Laís tudo começa a mudar. O autor é um dos criadores da Festa Literária das UPP’s (Flupp). (Fonte: Sabático – Estadão,

Confiram os últimos livros incluídos no catálogo da Vitrine de Livros – a livraria virtual exclusiva da literatura nacional. •

O livro das Gentilezas, de Lou Fernandes

Fra, Fre, Fri, Fro, Fruta!, de Mirna Brasil Portella

Receitas da vó para salvar a vida, de Neide Barros

Para minha professora com gratidão, de Daliza Ribeiro

Sereiazinha: uma história bordada, de Andréa Pernambuco

Histórias do bartô: Uma homenagem a Bartolomeu Campos de Queirós, de Augusto Pessôa

O urso bipolar, de Mathilda Kóvak

Frederico, de Hellenice Ferreira

Carnavalança, Portella

de 05/01/2013)

“A Escrita Criativa”, coordenação: Luiz Antonio de Assis Brasil (EdPUCRS, 241 págs., R$ 35,00)

de

Mirna

Brasil


Sobrecapa Literal 

9

De olho no Mercado Ana Cristina Melo

SELEÇÃO DOS MELHORES POSTS, DIRETO DO TWITTER DA @ANACRISTINAMELO

Em Madri, um novo palácio para a literatura – Jornal O Globo http://t.co/gNIcPoXD via @JornalOGlobo

Rio e São Paulo vão concentrar o ValeCultura – Jornal O Globo http://t.co/0s1Jl3Uo via @JornalOGlobo

Ao contrário da não ficção, romances e contos brasileiros não emplacam boas vendas http://t.co/GYT8AZwX via @folha_com.

“O Fazedor de Velhos”, livro premiado de Rodrigo Lacerda, ganhou tradução para o francês e foi lançado na Suíça: http://t.co/i1XRHYpv. (RT @cosacnaify)

Revista Machado de Assis divulga lista de 20 selecionados para o segundo número http://t.co/8A9lkDhn (RT @FBN)

No portal da MultiRio (multirio.rj.gov.br) você pode ter acesso aos programas e séries exibidos no canal 14! (RT @MultiRio)

Em 72,5% das escolas não há biblioteca; lei prevê obrigatoriedade até 2020 http://t.co/5NrJo7SG via @estadao

Mulheres vencem em todas as categorias de Segredos da escrita, no livro “Ficcionais – prêmio literário no Reino Unido http://t.co/T9H8a6wp via @folha_com.

Escritores revelam o ato de forjar seus mundos” http://t.co/sOkJIBop via @estadao

Ficção perdeu os leitores, diz o autor de “O

Um crítico em apuros – A literatura na

Filho Eterno” http://t.co/kc39t9eZ via @folha_com.

Biblioteca Nacional anula prêmio para obra

poltrona – O Globo http://t.co/t4A4udlY

Um país de poetas nos tempos da autopublicação http://t.co/aQs9nPj7

de Drummond http://t.co/wJZZ2mQP via @folha_com.

Após anulação, prêmio de poesia da BN vai

A auto-ajuda de resultados

para Ana Martins Marques – Prosa: O Globo http://t.co/tzLcIPPY

http://t.co/775rgD7D (RT @portalliteral)

“Cinquenta Tons de Cinza” rouba lugar de leitores na Livraria Cultura http://t.co/eJGR7eXk via @folha_com

Fique ligado nos cursos que iniciam em março na Estação das Letras http://t.co/zdVgOtsH (RT @Literarea)

Os livros de literatura clássica podem


Sobrecapa Literal 

 10 

De olho no Mercado Ana Cristina Melo turbinar a nossa atividade cerebral http://t.co/A1TSuD88 via @Tec_Mundo

Como ler e analisar um clássico da literatura: http://t.co/AG8p4jtP.

Laura Erber, uma das autoras entre os 20 melhores escritores da Granta, entregou os originais de seu primeiro romance, “Esquilos de Pavlov”.

Suzana Montoro, Balzac, Daniel Galera, José Luiz Passos, Sándor Márai e Adriana Armony no Rascunho de fevereiro: http://t.co/FJxlvmq7.

Peça espetacular: A viagem de Clarinha http://wp.me/pQwDu-6C.

LEITURAS AVULSAS...

O

governo brasileiro adiou por mais três anos o início da obrigatoriedade do uso do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Com o adiamento, as novas regras, que teriam se tornado obrigatórias em 1º de janeiro de 2013, só poderão ser cobradas a partir de 1º de janeiro de 2016. Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe assinaram o acordo em 1990. Timor Leste que não fazia parte da CPLP, na época, aderiu em 2004, após tornar-se independente. Cada país deve ratificar o documento e definir os prazos para a entrada em vigor do novo acordo. Em Portugal, a reforma foi ratificada e promulgada em 2008 e as novas regras entraram em vigor em maio de 2009, com a previsão de se tornarem obrigatórias em seis

anos a partir dessa data. No Brasil, o acordo foi ratificado em setembro de 2008 e as novas regras já estão em uso, embora em caráter não obrigatório, desde 1º de janeiro de 2009. O acordo também já foi ratificado por Cabo Verde (2006), São Tomé e Príncipe (2006), Guiné-Bissau (2009) e Timor Leste (2009). Moçambique e Angola ainda não ratificaram o documento. (Fonte: http://bit.ly/VaSw9b - Matéria de Alex Rodrigues, para a Agência Brasil, em 28/12/2012)

Todas as 17 edições do jornal Cândido já estão disponíveis no site da publicação (http://www.candido.bpp.pr.gov.br/). Desde sua estreia, o periódico procurou discutir temas pertinentes da literatura contemporânea e, principalmente, dar vazão à produção ficcional, crítica e poética do Paraná. (Fonte: Publisnews, de 04/01/2013)

A

Secretaria de Estado de Cultura do Paraná (SEEC) montou em cinco pontos do litoral do Estado o projeto Bibliopraia, uma estrutura que permite o empréstimo de livros e revistas. Cada Bibliopraia conta com um acervo de 1,2 mil títulos de todos os gêneros literários. O empréstimo é feito de forma simples, basta o leitor fornecer nome e telefone. A devolução pode ser feita em qualquer um dos Bibliopraias ou na BPP após o verão. (Fonte: Publisnews, de 04/01/2013)

Uma americana que morreu em 2011, aos 88 anos, deixou de herança US$ 20 milhões (cerca de R$ 41 milhões) para a Biblioteca Pública de Nova York e para a instituição responsável pela manutenção do Central Park. (...) Mary vivia sozinha desde a década de 40, quando seu marido morreu na Segunda Guerra Mundial. Ela não teve filhos.


Sobrecapa Literal 

 11 

De olho no Mercado Ana Cristina Melo (Fonte: Publisnews, de 04/01/2013, a respeito de matéria no Portal do G1)

A

Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil (BBLIJ), produzida pela Seção de Bibliografia e Documentação da Biblioteca Monteiro Lobato é editada desde 1953, e reúne a produção de literatura para crianças e jovens pelo ano de edição, apresentando as referências bibliográficas e as resenhas analíticas dos livros de literatura infantil e juvenil considerados mais significativos. Publicada anualmente na forma impressa, está disponível também na versão online. Acesse em http://www.bibliografiainfantilejuvenil.prefeitur a.sp.gov.br/.

O

McDonald’s lançou uma campanha de livros infantis para os próximos dois anos, que vai “distribuir mais de 15 milhões de livros até o final de 2014” através de um vale de £1 (cerca de R$ 3,2) oferecido nas caixas do McLanche Feliz. A oferta dos “Leitores Felizes”, que é apoiada pelo National Literacy Trust, permite a consumidores comprar livros, com o vale, na rede de livrarias W H Smith. (Fonte: Publisnews, de 09/01/2013, via

Szczepanski), Nelson Rodrigues (Solda) e Jorge Amado (Rômolo). Frases e poemas célebres dos escritores homenageados acompanham as ilustrações. Os marcadores serão distribuídos gratuitamente no balcão de empréstimo da BPP. (Fonte: Publisnews, de 09/01/2013)

Cerca

de 90% dos 1.400 funcionários das concessionárias do Grupo Cometa leem um livro por mês, diz o atual diretor-executivo Cristinei Melo. É que a empresa tem um programa de leitura e, para poder se habilitar a ganhar o 14º salário, os profissionais precisam ser leitores ativos. Além de ler e resumir os livros, eles precisam bater metas de desempenho para ganhar o bônus. (Fonte: blogdogaleno.com.br, via matéria da Folha de São Paulo)

Luiz Ruffato ganha o prêmio principal de literatura brasileira da 54ª edição do tradicional Prêmio Literário Casa de las Américas 2013, com o romance Domingos sem Deus. Chico Buarque também foi contemplado, com um prêmio honorífico de Narrativa. 

matéria da BookSeller)

A

Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133, Curitiba, PR) acaba de lançar a primeira edição da “Coleção BPP de Marcadores de Página”. Na largada, cinco autores da literatura nacional são homenageados com caricaturas assinadas por grandes ilustradores brasileiros: Machado de Assis (DW Ribatski), Paulo Leminski (Marciel Conrado), Helena Kolody (Theo

Ana Cristina Melo é escritora e divulgadora da literatura nacional. Mais sobre a autora, em http://www.anacristinamelo.com.br ou http://canastradecontos.wordpress.com.

seu seu

site blog

Twitter: @anacristinamelo http://www.facebook.com/anacristinamelo.escritora


Sobrecapa Literal 

 12 

Coluna do Meio Uma coluna nem contra nem a favor do livro em papel. Apenas com uma opinião virtual.

Variz da Meiga A coisa dos livros eletrônicos, ou ebooks, está mais dentro do nosso dia-a-dia do que imaginamos. A própria editora deste jornal foi vista com um tablet na mão lendo um livro meu! Impressionante! Bem, o que eu quero falar é que, apesar dos detratores de plantão, apesar da coisa do “cheirinho do livro de papel nunca vai ser substituído”, apesar do negócio de “não sei ler nessa coisa”, apesar dessa história toda, os números estão aí para comprovar que o ebook veio não só para ficar, como está desbancando o “primo rico” - o livro de papel. Vejam: nos EUA, 30% de TODO o mercado livreiro são ebooks, as vendas dos ebooks infantis (a minha área) aumentou em 250% - lá! aqui, mais uma vez, ultrapassamos os gringos - cresceu 252% - não é nada, não é nada, estamos na frente dos “cara”! O presente de natal mais dado nesse Dezembro foi, adivinhem o quê? Tablets! Isso mesmo! O povo compra os Tablets como um computador pequeno ou um telefone grande (já falei isso, repito!), mas, não sabe, ou não quer saber, que ele é um leitor, uma poderosa ferramenta para se ler! E isso tudo acontece no nosso quintal e a maioria das pessoas não se toca, segue sua vida falando mal do preço dos livros em papel, sem querer entrar pelo mundo virtual, que em muitos casos já até está em suas mãos! Ora, vamos imaginar um futuro bem próximo: 2020 - para fazer um ano redondinho. As previsões são de que as impressões de livros em papel estarão, inexoravelmente no caminho do desaparecimento (50% para cada?), serão apenas as necessárias, as de quase luxo e as caras, capa dura, as de consulta específica e aquelas que precisam existir fisicamente, também as muito baratas, que vendem muito (pocket books classe B). Olhe, não sou eu que estou falando, são os números! Então, o que eu proponho é que se tente, que se dê um crédito aos ebooks, que se compre, aqui ou ali, umzinho... aquele best seller, pode ser! É mais barato, tente, compre, coloque no seu Tablet e tente ler. Não desista de primeira, leia, vamos, leia - e me conte como foi. Se você não sabe bem essa coisa, te dou uma dica - veja: Clique aqui (http://ow.ly/hn6Xx) - esse link vai te levar ao meu livro virtual “Quase Tudo Sobre Quase Nada” que semvergonhamente coloco aqui para você, comprar e começar sua aventura pelos livros virtuais. Vamos, compre, leia, experimente. Só falar mal ou fingir que nada está acontecendo, não é o que alguém que está lendo esse jornal na telinha deva seguir fazendo. Vamos, Tente, se você gostar de ler assim, me escreva, fale comigo, que eu mando pra você um livro infantil em ebook! Assim você vai poder começar a biblioteca virtual dos seus filhos! É como se diz agora: The ebook is on the Tablet! Até a próxima!

Variz da Meiga não existe! Escreve, mesmo assim, essa coluna, que a Editora coloca no ar sem se tocar com esse fato. Um ser não existente que escreve e comete poesia! Bofé! Escreva pra ele: variz@jpveiga.com.br. JP Veiga (www.jpveiga.com.br ).


Sobrecapa Literal 

 13 

Tirinhas do Sobrecapa Por Begê e Fábio Sgroi

Begê Sou ilustrador do Estúdio Turadinhas (http://www.turadinhas.com.br) e criador do Portal do Ilustrador. Ilustro livros infantis, cartilhas. Histórias em quadrinhos e tudo o que vejo pela frente. Além disso, faço xilogravuras e escrevo.

Fábio Sgroi Formado e pós-graduado em Design Gráfico e Multimídia, trabalha como ilustrador, criando também projetos gráficos para livros, histórias em quadrinhos institucionais, além de ministrar cursos e palestras na Universidade do Livro, da Fundação Editora UNESP. http://www.fabiosgroi.com.br.


Sobrecapa Literal 

 14 

Literalmente Clipping de Notícias Literárias

por Ana Cristina Melo

Comparando dezembro de 2012 com o de 2011, a rede vendeu 250% mais e-books. Se o e-reader Kobo tivesse chegado um pouco antes, talvez os índices fossem ainda melhores. A primeira leva do leitor digital já está acabando, e outras remessas chegam para manter a Cultura na disputa com a Amazon. (Edição

Clipping da Coluna Babel (Do caderno literário Sabático, publicado pelo Estadão. Coluna de Maria Fernanda Rodrigues)

Centro de Apoio ao Escritor

A Casa das Rosas programa para março o início das atividades do Centro de Apoio ao Escritor. As conversas para a criação do espaço se intensificaram em dezembro e a ideia da Poiesis, que administra a instituição, é oferecer, no casarão da Avenida Paulista, oficinas de criação, cursos livres de formação de escritores, palestras de especialistas em assuntos ligados ao livro, seminários e encontros de autores paulistas. Espera-se também colocar em prática um programa de residência e intercâmbio literário, além de organizar saraus e publicar, eletronicamente, o anuário de poesia brasileira. A coordenação será do editor e poeta Reynaldo Damazio. Abrindo a programação, será realizado o primeiro módulo do Curso Livre Para a Formação de Escritores, com duração de um ano e participação de autores

brasileiros. Está prevista, também, uma palestra de Evandro Affonso Ferreira sobre os bastidores do universo literário. Carlos Felipe Moisés dará o curso O Poeta e a Cidade. Ainda no primeiro semestre, será organizado um fórum sobre direitos autorais, com presença de autoridades no assunto. Tudo de graça, mas com vagas limitadas. (Edição de 05/01/2013)

Venda de e-books

A Companhia das Letras vendeu 400% mais e-books em dezembro de 2012 do que em dezembro de 2011. (...) Os campeões foram Toda Sua, o pornô de Sylvia Day, e a biografia de Steve Jobs, de Walter Isaacson. Na Livraria Cultura, o crescimento também foi expressivo.

de 05/01/2013)

Projetos de Paloma Vidal

A Rocco começa a publicar entre julho e agosto os primeiros títulos da coleção Entrecríticas, organizada pela escritora e professora Paloma Vidal. Serão oito livros que falam sobre a interseção da literatura com outras linguagens, como artes visuais, teatro, cinema, performance, redes sociais etc. (...) Antes disso, em fevereiro, a escritora que acaba de publicar o romance Mar Azul lança, também pela Rocco, a coletânea O Futuro no Retrovisor, cuja proposta é pensar a literatura brasileira contemporânea. Entre os autores analisados, Ricardo Lísias, Michel Laub e Bernardo Carvalho. (Edição de 05/01/2013)


Sobrecapa Literal 

 15 

Literalmente Clipping de Notícias Literárias

por Ana Cristina Melo

do prêmio, quanto mais nomes chegam lá, menores são as chances do país – é a prova de que não existe um incontestável autor local. A média de idade dos ganhadores do Nobel de Literatura é 64 anos Nélida está com 75. Gullar, com 82. E Manoel de Barros acaba de fazer 96. Mas isso é só uma estatística. (Edição de 12/01/2013)

Tezza na Festipoa

A Festipoa, a ser realizada entre os dias 10 e 18 de maio pelas ruas de Porto Alegre, começa a definir sua programação. O homenageado será o escritor Cristovão Tezza e o anfitrião, o gaúcho Altair Martins. (Edição de 05/01/2013) Indicações para o Nobel

A Academia Sueca pediu à União Brasileira de Escritores indicações para o Nobel de Literatura de 2013. A reunião final será na próxima semana, mas Ferreira Gullar, Nélida Piñon e Manoel de Barros lideram as listas internas. Presidentes de instituições literárias e professores da área também podem sugerir nomes, mas nem a Academia Brasileira de Letras – alguns membros, sim – nem a Fundação Biblioteca Nacional costumam fazê-lo. Para os organizadores

Representando o Brasil no LitCologne

A romancista Carola Saavedra, o historiador da arte Rafael Cardoso e Luis S. Krausz, professor de literatura judaica e hebraica da USP e colaborador do Sabático, foram os três brasileiros escolhidos pelo LitCologne (6 a 16/3) para representar o Brasil na feira alemã. A Fundação Biblioteca Nacional indicou alguns nomes e os três foram selecionados pelos organizadores porque têm alguma relação com o país e, mais importante, obras programadas para serem lançadas lá agora. (Edição de 12/01/2013) Terror em alta e E-book gratuito

Neste sábado, dia do aniversário de Edgard Allan Poe (1809-1849), a recém-criada DarkSide Books lança O Corvo, e-book com o poema original, as traduções de Machado de Assis e Fernando Pessoa e ainda um texto de Baudelaire sobre Poe. A obra, que pode ser acessada gratuitamente no issuu.com/darksidebooks, traz desenhos... que Édouard Manet fez para a tradução francesa de Mallarmé, publicada em 1875. Este não é o primeiro e-book gratuito da editora carioca voltada para o universo do terror, horror, mistério e fantasia. Em novembro, no aniversário de Bram Stoker, ela lançou o conto O Hóspede de Drácula. O primeiro livro impresso chegou depois, em dezembro. Os Goonies, de James Kahn, é a adaptação literária do clássico filme dos anos 1980. Fundada por Christiano Menezes e


Sobrecapa Literal 

 16 

Literalmente Clipping de Notícias Literárias

por Ana Cristina Melo

Chico Assis, sócios da Retina78, a editora já prepara o próximo lançamento. (...) A novata editora ainda não tem site e por ora seu único livro físico só pode ser comprado pela internet. No entanto, em dois meses e meio juntou mais de 20 mil fãs no Facebook – número de deixar a concorrência com inveja. (Edição de 19/01/2013)

Mil metros quadrados para os livros

Com forte presença no Paraná e em Santa Catarina, o grupo Livrarias Curitiba abrirá sua segunda filial no Estado – a primeira funciona no Shopping Aricanduva, na capital. A nova loja, a 22ª da rede, terá 1 mil m2 e ficará no Shopping Cidade Sorocaba, que será inaugurado em setembro. Custou R$ 5 milhões. (Edição de 26/01/2013) Convidados da 5ª Tarrafa Literária

A 5ª Tarrafa Literária, a ser realizada entre 22 e 26 de maio no centro histórico de Santos, confirma os primeiros convidados. Participam Juan Pablo Villalobos, Edney Silvestre e Alexandre Soares Silva, que lança, no evento, A Alma da Festa (romance) e A Humanidade É Uma Gorda Dançando no Banquinho (crônicas). Ambos saem pela Realejo, de José Luiz Tahan, o organizador da festa. (Edição de 26/01/2013)

 Clipping da Coluna Painel das Letras (Do caderno Ilustrada, publicado pela Folha de São Paulo. Coluna de Raquel Cozer. A coluna completa pode ser consultada no blog A Biblioteca de Raquel, em http://bit.ly/AB8iXr)

Negociando editoras

novembro, pela Bertrand Brasil, de seu romance “O Azarão”. “É desapontador ter assinado para meus dois primeiros livros [‘O Azarão’ e ‘Bons de Briga’, que sai em breve pela Bertrand] um contrato que não me dava o direito de interferir em quem os publicaria em outros países. Eu me culpo por ter sido jovem e ter ficado feliz por ser editado”, disse à Folha. A australiana Scholastic negociou os dois títulos com a Bertrand em maio. Em agosto, informou ter recebido oferta mais alta da Intrínseca, editora que Zusak diz ser “sua favorita em todo o mundo”. A Bertrand se recusou a voltar atrás. Alegou que o contrato já estava fechado. (Edição de 05/01/2013)

Marca invejável

Marcus Zusak, autor do Best-seller “A Menina que Roubava

“Poesia na Varanda”, com

Livros” (Intrínseca), não ficou feliz com a publicação em

versos para crianças de


Sobrecapa Literal 

 17 

Literalmente Clipping de Notícias Literárias

por Ana Cristina Melo

Sonia Junqueira e ilustrações de Flávio Fargas, teve nada menos que 2,5 milhões de cópias vendidas em 2012, entre aquisições do MEC, de secretarias de Educação e fundações e outras entidades país afora. Com isso, o grupo mineiro Autêntica, que agrega os selos Gutenberg e Nemo, aumentou as vendas de seu catálogo infanto-juvenil de 165 mil em 2011 para quase 3,5 milhões em 2012 – um crescimento de 2.000%. Recentemente, a editora anunciou que em 2013 focaria em títulos adultos após o sucesso dos juvenis. Agora, destaca o lançamento de autores nacionais e traduções de clássicos para crianças e jovens. (Edição de 05/01/2013)

Editora Terracota

A pequena Terracota, que só vendia pela internet e em

eventos, fechou parceria com a distribuidora Acaiaca. Busca apresentar ao país os autores estreantes em que costuma apostar. A casa já atua nesse sentido, juntando, em coletâneas, estreantes a consagrados como Moacyr Scliar e Xico Sá. (Edição de 05/01/2013) ISBN inválido prejudica inscrição no Prêmio Biblioteca Nacional

Não à toa 74 títulos da Record inscritos no Prêmio de Literatura da Fundação Biblioteca Nacional, no fim de 2013, foram inabilitados por “insuficiência de ISBN”. Desde 2007, quando a versão brasileira no código internacional que identifica livros passou a ter 13 dígitos, em vez de dez, a editora praticamente não cadastra obras na agência nacional do International Standard Book Number. Assim como as outras cinco primeiras casas a aderir ao sistema no país, em 1978, a Record teve por anos o direito de autoatribuir seus códigos, sem ter de pagar. Com a mudança de 2007, as

pioneiras perderam o privilégio. A Record continuou atribuindo seus códigos por conta – cada ISBN inclui um número da editora e outro da publicação –, sem cadastrá-los na agência. Em anos anteriores, títulos da Record levaram o prêmio da FBN, mas isso porque a instituição, que representa o ISBN no Brasil, ainda não eliminava concorrentes por irregularidades no cadastro. A inabilitação no último prêmio foi um movimento da agência para que as editoras se regularizem. Está em estudo o mesmo procedimento par aceitação de livros no depósito legal da Biblioteca Nacional – editoras são obrigadas por lei a enviar à FBN cópias de livros que publicam. (...) Embora inscrever um livro na agência do ISBN custe apenas R$ 12, algumas editoras demoram a se regularizar porque os documentos precisam ser enviados pelo correio. Prometido para 2011, o cadastro pela internet deve entrar no ar, segundo a agência, em março. (...) (Edição de 12/01/2013)


Sobrecapa Literal 

 18 

Literalmente Clipping de Notícias Literárias

por Ana Cristina Melo

Mais do Godô de Carolina Vigna-Marú

“Godô Dança”, infantil de Carolina Vigna-Marú, foi Gabriela Nascimento na direção editorial da Reflexiva

Recém-saída do selo Gutenberg, da Autêntica, Gabriela Nascimento assume a direção editorial da Reflexiva, que deve estrear neste ano com “livros de várias áreas, sendo a criatividade a linha mestra”. (Edição de 12/01/2013)

Pequena Zahar

A Zahar prevê para abril o lançamento do selo Pequena Zahar, sob coordenação de Dolores Prades. Os títulos iniciais serão “Os Detetives do Prédio Azul”, de Flávia Lins e Silva, e “Jemmy Button: O Menino que Darwin Levou de Volta para Casa”, com texto de Aliz Barzelay e ilustrações de Jennifer Uman e Valério Vidali. (Edição de 19/01/2013)

tão bem avaliado pela Manole – em especial pela boa venda ao governo – que a editora lançará outros títulos sobre o cão fora do comum: “Godô Cozinha”, “Godô Planta” e “Godô Joga Capoeira”. (Edição de 19/01/2013) Livros exclusivos na plataforma digital

Das 388 pessoas que compraram “e-Quintana” desde 20 de novembro, quando o livro saiu pelo selo digital Flogio, da Objetiva, quase três quartos o fizeram na última semana pela Amazon. Vendido só como e-book, o volume de poemas de Mário Quintana pulou para o topo da lista de mais vendidos da Amazon após o site indicá-lo num de seus boletins informativos via e-mail a clientes, no domingo. Foram 278 unidades até ontem, média de 56 por dia. O preço baixo (R$ 4,75) ajudou. Outras editoras também vêm investindo em títulos só para o digital, com menos texto e mais baratos. A Companhia das Letras lançou ontem “Discursos de Lincoln” a R$ 1,99, e começa a publicar em fevereiro, pelo selo Paralela, “Porque Você É Minha”, de Beth Key, em oito partes (R$ 2,99 cada uma). A Globo vem oferecendo contos de Monteiro Lobato a R$ 1,99. (Edição de 26/01/2013)

Nova parceria entre Ziraldo e Mauricio de Sousa

“O Reizinho do Castelo Perdido” sai em março, pela Melhoramentos, com ilustrações de Ziraldo e texto de Maurício de Sousa – uma inversão dos papéis que cada um deles teve em ‘O Maior Anão do Mundo’ (2011). (Edição de 26/01/2013)


Sobrecapa Literal 

 19 

Literalmente Clipping de Notícias Literárias

por Ana Cristina Melo

Novos caminhos para o selo Motor

Um ano serviu de balão de ensaio para o selo Motor, da editora Ímã. Criado para dar voz a autores de ficção, por meio da impressão sob demanda e de e-books, recebeu 185 inscrições e editou 20 títulos. Não deu prejuízo, mas também não deu lucro. Agora, fechou parceria com a americana Publush para um modelo de edição colaborativa, que deve estrear em março. Júlio Silveira, um dos sócios, diz que a meta é que o autor engaje leitores pela internet, enquanto o livro estiver sendo escrito, e consiga apoiadores via crowdfunding (“vaquinha” virtual) para que o volume já saia com boa visibilidade. (Edição de 26/01/2013)

Candidatos à vaga de Ledo Ivo

alcançavam 1%. Isso em número de unidades, não em faturamento, já que e-books são mais baratos. (Edição de 26/01/2013)

Já são 11 os postulantes à cadeira de Ledo Ivo na Academia Brasileira de Letras um mês após a morte do poeta. Aos favoritos – a jornalista Rosiska Darcy de Oliveira, o escritor João Almino e o poeta Antonio Cícero – juntaram-se, entre outros, o poeta Marcus Accioly, a historiadora Mary Del Priore e o romancista Felizbelo da Silva. Este chega à décima candidatura, após perder o prazo para concorrer à vaga de Moacyr Scliar, em 2011. (Edição de 26/01/2013) Del Priore lança Juvenil

Enquanto aguarda a imortalidade, Del Priore amplia seu currículo literário. A historiadora estreia na ficção em fevereiro, com o juvenil “A Descoberta do Novo Mundo” (Planeta). Será o primeiro romance de uma série sobre três períodos da história do país: Colônia, Império e República Velha. (Edição de 26/01/2013) Vendas dos e-books

Em menos de dois meses de operação, as vendas de e-books das parceiras Kobo e Livraria Cultura chegaram a 3% do total de vendas de todas as 17 lojas da Cultura – até novembro, não

Nova aposta na Autêntica

Deu certo com a Autêntica, que descobriu Paula Pimenta, e com a Verus, que encontrou Patrícia Barboza – ambas eram blogueiras e hoje são Best-sellers. Agora, a Intrínseca estreia na ficção jovem nacional com Isabela Freitas, 22, cujo blog www.isabelafreitas.com.br tem média de 120 mil visualizações diárias. O livro, sem título definido, terá textos inéditos e do blog. Sai na Bienal do Rio, no fim de agosto. (Edição de 26/01/2013)


Sobrecapa Literal 

 20 

Literalmente Clipping de Notícias Literárias

por Ana Cristina Melo

 Clipping da Coluna Prelo (Do caderno Prosa & Verso, publicado pelo O Globo. Coluna de Mànya Millen)

Infantis na Estação Liberdade

Depois de um longo intervalo de dez anos, a editora Estação Liberdade volta a publicar livros infantis. A reestreia acontece com o delicioso “Meu gato mais tonto do mundo”, do francês Gilles Bachelet, em que um elefante é criado como se fosse um gato pelo seu dono. (Edição de 12/01/2013) Homenagem a Bartolomeu Campos de Queirós

Por falar em literatura infantojuvenil, um dos mais queridos autores nacionais dessa área está sendo homenageado em livro. “Histórias do Bartô”, que a Escrita Fina Edições lança na próxima semana, reúne “causos” do escritor, poeta e educador mineiro Bartolomeu Campos de Queirós, que morreu em 16

de janeiro de 2012. As histórias são contadas pelo ator, dramaturgo e escritor Augusto Pessoa, amigo e discípulo de Bartolomeu, com quem conviveu em encontros literários pelo país afora. O livro lembra não apenas o homem dotado de grande humor, ironia e humildade, como também o legado de um dos maiores incentivadores da leitura no país. (Edição de 12/01/2013)

Criatividade com Suzy Lee

Chega em fevereiro, pela Cosac Naify, um novo livro infantojuvenil com ilustrações da premiada sul-coreana Suzy Lee.

“Abra este pequeno livro” (...) foi escrito por Jesse Klausmeier, autora americana de 30 anos que faz sua estreia com esta obra. Juntas, Jesse e Suzy criaram uma história para celebrar o prazer da leitura. De várias leituras, já que a cada vez que um personagem abre um livro o leitor mergulha na história de outro livro. Funciona assim: uma joaninha abre um pequeno livro verde para ler a história do sapo, que então abre um pequeno livro laranja para ler sobre uma coelha, e esta abre um novo livro com as aventuras de outro personagem etc. Colorida, com tamanhos de páginas diferentes para cada texto, a obra vira uma experiência lúdica para os pequenos leitores, que ainda terão uma surpresa no final. (Edição de 19/01/2013)




Sobrecapa Literal 

 21 

Espaço LIJ Alexandre de Castro Gomes

Janeiro é um mês corrido, não é? Quem trabalha com literatura infantil e juvenil sabe o que é ter a corda no pescoço. Escritores revisando copidesques, ilustradores correndo com o trabalho, contratos sendo enviados pelo correio, editores indo a loucura com os prazos apertados... Isso é coisa do tal PNBE que não espera os retardatários. E ainda tem as crianças em casa, de férias, entendiados por causa das chuvas de janeiro que entram pela janela molhando tudo. E a gripe? Alguém aí pegou? Aqui em casa tombamos os quatro. Mas fevereiro vem logo aí, com novos originais ávidos por leitura e sonhos de mudanças para novas casas. Os convidados do mês são duas moças esbanjadoras de talento. Na Ilustra, minha long lost sister Janaina Tokitaka e na Entrevista Foguete a genial mãe de jabutizinhos, Stella Maris Rezende! Viva elas!

AEILIJ (www.aeilij.org.br) ► Resenhas do Trevo de Leituras de fevereiro: Alexandre de Castro Gomes lê Medo dó de medo monstro, de Hermes Bernardi Jr... ... que lê Caixinha de guardar o tempo, de Alessandra Pontes Roscoe... ... que lê Histórias a quatro patas, de Alexandre de Castro Gomes.

ENTREVISTA FOGUETE com Stella Maris Rezende ► Quantos livros publicados? 40 livros publicados em 33 anos de carreira. ► Três livros seus para quem não te conhece? Maravilhosa e inesquecível ideia de amar (Dimensão) A mocinha do Mercado Central (Globo Livros) A guardiã dos segredos de família (SM)


Sobrecapa Literal 

 22 

Espaço LIJ Alexandre de Castro Gomes

► Dizem que "A mocinha do mercado central" é o primeiro livro juvenil a ganhar o Jabuti. Dolores Prades escreveu uma matéria intitulada "Livros tem idade?" onde diz que "A adoção de faixas etárias para indicar os leitores de um determinado livro, além de promover uma nivelação arbitrária, reduz e limita a vida e a abrangência dos livros." Ela afirma ainda que os bons livros encontrarão leitores sensíveis em qualquer idade. Você concorda? E já que estamos no tema, por que "A mocinha do Mercado Central" é considerado literatura juvenil? Concordo com Dolores Prades, autoridade no assunto. No entanto, “A mocinha do Mercado Central” pode ser considerado um romance juvenil, devido ao tema e ao tom da narrativa, que “conversam” com o olhar juvenil. A alma juvenil permanece em nós, adultos, daí o livro carregar em sua construção-desconstrução vários aspectos que podem encantar outros leitores mais experientes na vida e no trato com a palavra. É importante frisar que ao me dedicar a um texto, preocupo-me em fazer literatura, sem me deter no público-alvo. ► Ao longo de sua carreira, você recebeu vários prêmios e nos últimos anos vieram vitórias importantes, como no Barco a Vapor e nos Jabutis. Com tantos troféus na estante, e já tendo conquistado quase tudo o que podia por aqui, pretende ainda concorrer em concursos literários no Brasil ou buscará desafios internacionais, como o Prêmio Compostela da Kalandraka? É claro que almejo outros prêmios, mas o fundamental é dar continuidade ao projeto estético, sempre tentando fazer arte, trabalhar a linguagem, surpreender e encantar o leitor. Costumo dizer que a literatura é a arte que fala por silêncios e cala entre palavras. ► Você começou como atriz e, de acordo com seu site, seu primeiro livro foi uma peça teatral. Tem outras peças escritas além de "Corpo Tenso Voz Passiva"? Pretende escrever mais para o teatro? A atriz permanece, principalmente quando converso com crianças e jovens nas escolas e feiras de livros. Faço questão de ler trechos dos meus livros em voz alta, por meio de uma leitura dramática, e isso tem colaborado na divulgação da minha prosa poética, que tem toda a atmosfera da sonoridade do linguajar mineiro. Não pretendo continuar escrevendo para o teatro, mas os críticos costumam dizer que meus livros são teatrais e cinematográficos, o que de certa forma preenche uma lacuna do trabalho de dramaturga e atriz. Posso também voltar a escrever para o teatro, quem sabe? No ano passado escrevi um roteiro para cinema, “Sem medo de amar”, baseado no meu livro de contos “Sem medo de amar” publicado pela editora Moderna. É bem provável que vire filme de fato. Sou apaixonada por cinema também, tal qual a protagonista de “A mocinha do Mercado Central”... Site da autora: http://www.stellamarisrezende.com.br


Sobrecapa Literal 

 23 

Espaço LIJ Alexandre de Castro Gomes Nas últimas edições: Ziraldo (http://bit.ly/11AzlYw), Sandra Pina (http://bit.ly/UdTNvo), André Neves (http://bit.ly/SpXI9g), Leo Cunha (http://bit.ly/SDBfoe), Rosana Rios (http://bit.ly/Us756D), Angela Lago (http://bit.ly/Us7i9W) e Luiz Antônio Aguiar (http://bit.ly/RE3Vfa).

ILUSTRA com Janaina Tokitaka Janaina e eu temos muito em comum. Descobrimos que gostamos dos mesmos temas literários. Ambos adoramos monstros, dragões, robôs e outros bichos. Já até combinamos de criar algo juntos. Nos aguardem! As imagens abaixo são etapas do processo de criação do inédito livro-imagem Nanquim.

A paulistana Janaina Tokitaka estreou com o livro “Como casar com André Martins”, da Indigo, pela Girafinha em 2005. Entre publicados e contratados, essa menina tem mais de 30 livros editados, sendo 8 como escritora e ilustradora. Na imagem acima, Janaina fez o traço a lápis, com a mão muito leve para não marcar demais o papel, que é de fibra de algodão. Depois, finalizou os personagens com bico de pena e ecoline cinza. Por último, preencheu a imagem com aquarela e guache. Esta imagem tem uma particularidade: o dragão foi feito com a técnica oriental sumiê. O desenho foi feito direto no papel, sem rascunho e utilizando um pincel próprio para isso. (O mesmo usado para caligrafia.) Site da artista: http://www.janainatokitaka.carbonmade.com Nas últimas edições: Maurício Veneza (http://bit.ly/11AzlYw), Taline Schubach (http://bit.ly/UdTNvo), Nireuda Longobardi (http://bit.ly/SpXI9g), Sandro Dinarte (http://bit.ly/SDBfoe), Cris Alhadeff (http://bit.ly/Us756D), Bruna Assis Brasil (http://bit.ly/Us7i9W) e Romont Willy (http://bit.ly/RE3Vfa).


Sobrecapa Literal 

 24 

Espaço LIJ Alexandre de Castro Gomes

VAI ROLAR ► 3ª Temporada do ABZ do Ziraldo Canal Brasil – domingo às 12:00 com reapresentação na sexta-feira às 13:45 Entrevistados do mês (sujeito a modificações): 03/02 – Rosinha Campos 10/02 – Ana Terra 17/02 – Hermes Bernardi Jr 24/02 – Cris Alhadeff ► Sábado das Crianças (entrada franca) Encontro de escritores com o público infantil, troca troca de livros, oficinas de arte e brincadeiras. Local: Estação das Letras. Rua Marquês de Abrantes, 177 – Lojas 107/108 – Flamengo – RJ

IDEIAS NO PAPEL

parecia ser bacana, serve. Bulhufas? O que fazer com isso? Pode virar nome de personagem e só.

Sabe essas noites que você sai caminhando sozinho, de madrugada, com a mão no bolso. Na rua! E você fica pensando naquela história. Você fica torcendo e querendo que ela estivesse... finalizada! Aí finalmente você encontra o gancho. Tandam! Que felicidade, que felicidade, que felicidade...

Com a experiência, passamos a nos tornar mais críticos e a selecionar melhor o que escrevemos. Nosso tempo livre já não é tão elástico assim. Cada história é pesquisada, escrita, reescrita e revisada. Mostramos para colegas. Ouvimos e absorvemos as críticas. Reescrevemos novamente. Assumimos outros compromissos literários: Palestras, visitas, leituras, encontros com leitores, reuniões com editores...

É mais ou menos assim que acontece com muitos autores. A ideia vem. Fica lá teimosa na cabeça, sem querer ir embora. Começamos a nos entusiasmar com tudo, mas falta o gancho, aquilo que faz a história valer a pena ser escrita. O diferencial. Uma vez comentei que ter uma história na cabeça e não colocar no papel é como ter um brinquedo que não podemos tirar da embalagem. Ficamos namorando aquilo, mas sem realmente poder brincar com ele. Quando comecei a escrever literatura infantil e juvenil, eu queria criar textos para cada ideia que surgia. Claro, a história nunca chegava pronta. Às vezes era uma situação. Uma frase que ouvi na rua. Em outras eram palavras somente. Resolvi anotar cada uma. Quem sabe a inspiração não vinha depois? A lista foi ficando longa. “Bulhufas”, “Meu bicho carpinteiro de estimação”, “7 dias com os aborígenes”... Embora eu tenha desenvolvido ideias anotadas, entre elas algumas que já viraram bons livros, chega uma hora em que você percebe que nem tudo o que antes

Hoje em dia, só sento para escrever um livro se for algo especial. Um texto diferente. Com um bom gancho e um final que surpreenda. Claro, continuo com meus escritos sem compromisso. Mas quando é para publicação, aí é outra história. Afinal, alguns brinquedos são mais legais na embalagem. Depois que os tiramos de lá, vemos que não mexem os braços, que a pintura tem falhas e que o elástico é quebradiço. Aviso: Se tiver lançamento programado para o mês que vem, mande um e-mail para oalexgomes@hotmail.com que divulgarei aqui.

Alexandre de Castro Gomes é escritor, coordenador de comunicação digital da AEILIJ e criador do Blogão (http://www.blogao.com.br).


Sobrecapa Literal 

 25 

Nas entrelinhas da escrita Dag Bandeira

Seria a crônica esdrúxula? Despreocupada, lia NO OSSO Crônicas Selecionadas (Cais Pharoux, 2012), por Alexandre Brandão, quando olhei para o calendário e percebi a aproximação do prazo limite para apresentar a matéria a este jornal. Em sobressalto, fechei o livro, mas continuei pensando: “por que as crônicas literárias me seduzem?” Sem saber a resposta, resolvi voltar a ler o livro até terminá-lo e pensei: “quem sabe, não acho aqui a inspiração para um bom tema”? Deixeime conduzir pela narrativa e, com Alexandre, visitei Passos, Minas Gerais, onde nunca estive; também vi o Rio de Janeiro com outros olhos. Preocupar-se com a observação e registro dos fatos relacionados ao tempo foi, e sempre será, a função do cronista. Isso, Alexandre Brandão o faz com maestria, fato comprovado ao analisarmos a seleção das crônicas reunidas em NO OSSO. Revivi minha infância e adolescência ao acompanhar os amigos e as aventuras do narrador; descobri diferentes comportamentos e gostos e pude refletir sobre os meus. Embora feliz com a leitura, indignei-me ao lembrar que Antônio Cândido referiu-se à crônica como ‘gênero menor’. Mas logo me tranquilizei, pois conhecia o contexto completo da classificação. Cândido acrescentara: “’Graças a Deus’, – seria o caso de dizer, porque sendo assim ela fica perto de nós”. Reflexiva, fiquei assuntando, como diria nosso bom mineiro Alexandre, sobre as características da crônica. Desde seus primórdios, ela cumpre a função de registrar os fatos, mas, com o decorrer dos anos, o gênero passa a agregar um pequeno en-

saio, um pouco da estrutura do conto e, muitas vezes, o lirismo encontrado nos poemas em prosa. Perplexa, com tamanho hibridismo, pensei: o cronista precisa ser um acrobata da construção textual. Foi quando empaquei: acrobata ou acróbata? Nas minhas pesquisas para dirimir tal dúvida descobri que várias palavras proparoxítonas podem ser escritas e pronunciadas das duas formas. Para citar só algumas, temos: Ex.: alopata, alópata; hieroglifo, hieróglifo; biotipo, biótipo; nefelibata, nefelíbata, entre outras. Ao verificar essas palavras (Oh, dúvida cruel!), quanto à pronúncia e, igualmente, à grafia li no idicionário Aulete (verbete original): alopata, ‘a pronúncia esdrúxula é mais conforme ao étimo’. Outro susto. Aprendi que esdrúxula e proparoxítona são termos sinônimos. Aqui, vale frisar: na língua portuguesa, a maioria das palavras é paroxítona. E a crônica, essa mescla heterogênea de gêneros literários, é também esdrúxula; não na acepção esquisita, estranha, extravagante, extraordinária com certeza, mas em toda sua riqueza ela é esdrúxula, enquanto palavra proparoxítona.

Dag Bandeira é escritora, autora do romance “Visão Distorcida” (Ed. Vermelho Marinho, 2011) e professora de Português e Inglês.


Sobrecapa Literal 

 26 

Publicidade

Vitrine de Livros http://www.vitrinedelivros.com.br twitter: @vitrinedelivros


Sobrecapa Literal 

 27 

Ficção de Gaveta – Concursos Literários Rodrigo Domit

Após polêmica, premiação da obra Carlos Drummond de Andrade: Poesia 1930-62 foi cancelada Quando a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) divulgou o resultado dos prêmios literários deste ano, causou grande surpresa a seleção de uma antologia, de cunho crítico, com poesias de Carlos Drummond de Andrade. Claro fica, sem quaisquer explicações, que não foram o mérito ou qualidade literária dos poemas que causaram esta surpresa; explico, pois, o motivo: o edital aceitava apenas obras inscritas pelo próprio autor ou com autorização, por escrito, do mesmo. Apesar de imortal em nossa memória e raízes literárias, o autor faleceu em 1987, há pouco mais de 25 anos, e creio que não aceitavam autorizações psicografadas. O edital também era voltado a livros de poesias, não de crítica. E, por fim, por reunir material já publicado previamente, mais um item do edital havia sido desconsiderado. Diante do caso – e de uma enxurrada de recursos dos autores que concorreram ao prêmio, a FBN cancelou a premiação, formou uma nova comissão julgadora e, em data a definir, divulgará o novo vemcedor do Prêmio Alphonsus de Guimaraens.

Revista Machado de Assis divulga os vinte autores selecionados para o seu segundo número A Revista Machado de Assis, editada pela FBN, divulgou a lista dos 20 selecionados de sua segunda edição. A publicação, que tem como objetivo difundir a literatura brasileira no exterior, recebeu 147 inscrições de autores que enviaram trechos traduzidos de suas obras de prosa ou poesia. Além do inglês e do espanhol, foram aceitos trechos em alemão, por conta da homenagem ao Brasil este ano na Feira do Livro de Frankfurt. Para conhecer os autores, textos e trechos selecionados, acesse o site da FBN (http://ow.ly/hn7LY).

Resultado do XI Prêmio Literário Livraria Asabeça A livraria Asabeça e a Scortecci Editora vêm orga-

nizando anualmente o Prêmio Literário Livraria Asabeça, voltado à seleção e publicação de originais de novos talentos da literatura brasileira. Os resultados da edição de 2012 foram publicados recentemente, no dia 20 de janeiro, e seguem abaixo: Vencedor - Contos Piolhos de Cobra, de Marcondes Araujo Campos - Feira de Santana / BA Vencedora - Poesias DDI – Discagem Direta do Inconsciente - Pensamentos Ilógicos, de Aglaé Torres Cristofaro - São Paulo / SP Para conferir a lista completa das menções honrosas, acesse o blog Concursos Literários (http://ow.ly/hn7PP).

Época de vacas magras São raros os concursos literários cujas inscrições se encerram entre os meses de dezembro e março, portanto, ao invés de separar os destaques, seguem os links para os poucos editais abertos: - 08.02.2013 - XXVIII Concurso de Poesia Brasil dos Reis - http://ow.ly/hn7U3 - 15.02.2013 - III Concurso Literário - Amores Contados (Portugal) - http://ow.ly/hn7W2 - 15.02.2013 - Prêmio Valeparaibano de Literatura http://ow.ly/hn7YJ - 28.02.2013 - II Prémio Literário Aldónio Gomes (Portugal) - http://ow.ly/hn7ZB

Rodrigo Domit Nascido em Curitiba, criado em Londrina e radicado no Rio de Janeiro, Rodrigo Domit escreve contos e poesias. É autor dos livros Vem cá que eu te conto (2010) e Colcha de Retalhos (2011). Administra o blog Concursos Literários e publica exercícios literários no Tiro Curto. rodrigodomit@gmail.com.


Sobrecapa Literal 

 28 

Mais vendidos Ranking Sobrecapa O Ranking Sobrecapa foi modificado. Não mais divulgaremos a posição dos livros, mas apenas os nomes dos livros nacionais que apareceram como mais vendidos na lista das livrarias citadas abaixo. Além das livrarias, utilizamos também a lista divulgada no Publishnews. Não contabilizamos livros clássicos na lista. A ordem passa a ser alfabética.

Ficção Adulta  Barba ensopada de sangue – Daniel Galera (Companhia das Letras)  Diálogos Impossíveis – Luis Fernando Veríssimo (Objetiva)

Infantojuvenil  Agapinho – Padre Marcelo (Globo Livros)  Chapeuzinhos Coloridos – José Roberto Torero (Alfaguara)  Depois dos Quinze – Quando tudo começou – Bruna Vieira (Gutenberg)  Fazendo meu filme 1 – A estreia de Fani – Paula Pimenta (Gutenberg)  Fazendo meu filme 3 – Paula Pimenta (Gutenberg)  Felpo Filva – Eva Furnari (Moderna)  Gildo – Silvana Rando (Brinque Book)

Período: Janeiro de 2013 Fonte: Livrarias que enviam a lista para o Jornal Sobrecapa Literal: Livrarias Curitibas (PR: Curitiba, Londrina, São José dos Pinhais, Maringá; SC: Joinville; SP: São Paulo); Livrarias Catarinense (SC: Blumenau, Balneário Camboriú, Florianópolis); Livraria Cultura (São Paulo, Campinas, Brasília, Recife, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador e Internet); Livraria da Vila; Consulta feita também na lista de mais vendidos publicada no portal Publishnews (http://www.publishnews.com.br).


Quer assinar o Sobrecapa Literal? Sobrecapa Literal

Assinantes do Sobrecapa Literal não pagam nada, mas recebem em primeira mão o link e os destaques das próximas edições. Basta acessar o formulário que está em: http://bit.ly/fy5KUo

Sobrecapa Literal é um jornal virtual.

Quer anunciar no Sobrecapa Literal? Quem tiver interesse, basta mandar um e-mail para jornal@sobrecapaliteral.com.br.

Rio de Janeiro, RJ.

Email: jornal@sobrecapaliteral. com.br

Estamos na Web! Visite-nos em:

www.sobrecapa literal.com.br

Sobre a proposta do nosso jornal... O Sobrecapa Literal nasceu para ser um canal de divulgação não só dos lançamentos literários (complemento ao Site Sobrecapa – http://www.sobrecapa.com.br), como também para ser um ponto de encontro para se pensar e falar de literatura nacional. Um ponto de encontro para leitores e profissionais da área. Então, sinta-se à vontade para sugerir, criticar, elogiar e participar.

Ana Cristina Melo Escritora e Editora do Site Sobrecapa e do Jornal Sobrecapa Literal

LUHMELLITERAL

1.0

Jornal Sobrecapa Literal - Ano III - Edição 24 Fev/2013  

Edição 24 (Ano III), de Fevereiro de 2013, do Jornal Virtual Sobrecapa Literal

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you