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BOLETIM PARA INSTALADORES DE REFRIGERAÇÃO E AR CONDICIONADO

EDIÇÃO Nº42

OUT/NOV/DEZ - 2012


ÍNDICE 03

04 - 05

06

EDITORIAL

SKKFOR

Compressores com controlo de capacidade (mecânica)

Segurança Contra Incêndios

CR1

Aspiração

CR1

CR2

CR3

CR4

CR2 CR3

CR4 ECO

Descarga

Pressão de óleo

07

08-09

10

Como limpar uma instalação reversível?

Válvulas de expansão termostáticas

Controlador XR80CX

11

Atualidade Publicações Eventos

Ficha Técnica Diretor Pereira da Silva Propriedade SKK, SA. Periodicidade Trimestral Tiragem 1500 exemplares Dep. Legal 90527/95 N. Inscrições MJ219057 SKK, SA. - Rua Monte dos Pipos, Arm. 6, 4460 - 059 Matosinhos - Portugal

02. Skknews


r

EDITORIAL A Formação Profissional deve ser encarada pelas empresas e seus colaboradores como factor de sobrevivência, pelo ganho na produtividade e consequentemente na competitividade. Num momento de escassez de recursos e selectividade no acesso ao mercado, a qualificação dos recursos, é uma pedra basilar para a sobrevivência de cada núcleo empresarial. A Formação, deve no entanto, ser feita de forma criteriosa, enquadrada na estratégia da empresa, para que cada uma das funções a desempenhar pelos formados, engrene no conjunto, tornando-o mais eficiente. Inúmera é a oferta de formação disponível, para as respostas pretendidas pelo mercado. Importa é que cada empresa saiba escolher as áreas que mais convêm para que o conjunto dos seus colaboradores, consiga atingir os níveis de qualidade necessários para actuar no meio em que opera. Nunca deve ser esquecido o objectivo principal: o negócio! Ganhar competitividade! Este desejo de vencer pode por vezes levar ao desânimo, pois nem sempre os resultados são visíveis no curto prazo. O tempo de adaptação do mercado às novas exigências, à Qualidade, leva muitas vezes, ao baixar de braços. Com o tempo se constata, que a valorização profissional conduz aos resultados pretendidos. A visão a médio e longo prazo do negócio só pode passar por um caminho: o da Formação. Esta visão, tem acompanhado um número cada vez maior dos nossos parceiros de negócio, os nossos clientes! E com o tempo, os resultados tornam-se visíveis, no acesso ao mercado, na facilidade em executar os desafios. Formação Profissional, Seja Benvinda!

Skknews. 03


Segurança Contra Incêndios

A maioria dos incêndios ocorre, directa

às condições de evacuação, às condições

Sabe-se que existe, actualmente, uma

ou indirectamente, devido a intervenção

das instalações técnicas, às condições dos

crescente preocupação com a qualidade

humana. Neste sentido, a intervenção

equipamentos e sistemas de segurança e

de vida dos cidadãos e muitas das mu-

humana é essencial na segurança contra

às condições de autoprotecção.

tações nos actuais modos de vida fazem

incêndios nas suas diversas fases, quer

Neste sentido decorreu a formação de

emergir novas necessidades e constante

de prevenção, quer ao nível de actuação

Segurança Contra Incêndios com o obje-

actualização tecnológica. A oferta for-

em caso de emergência.

tivo de sensibilizar os meios humanos da

mativa da SKKFOR para os próximos dois

As medidas passivas e físicas relaciona-

Sistavac para actuar em caso de ocorrer

anos abrange as áreas de Refrigeração e

das com as características construtivas

um incêndio, até à chegada de socorros

Climatização, Metalomecânica, Hotelaria

dos edifícios e os equipamentos de pro-

exteriores, de modo a cumprir o disposto

e Restauração, Proteção do Ambiente

tecção instalados por si só não eliminam

na alínea a) do n.º 1 e alínea a) do n.º 2 do

– Programas Transversais, Proteção de

as possibilidades de ocorrência de um

art.º 206º da Portaria n.º 1532/2008, de 29

Pessoas e Bens e Segurança e Higiene no

incêndio nem garantem a limitação das

de Dezembro.

Trabalho.

suas consequências.

Nesta formação foram abordados as

São por isso fundamentais, as medidas

seguintes temáticas: i) introdução à

de natureza humana para a redução da

Segurança Contra Incêndio e procedi-

probabilidade da ocorrência de um in-

mentos de prevenção a adoptar no dia-a-

cêndio e para restringir a sua extensão.

dia; ii) o fogo como reacção química; iii)

Por conseguinte, a formação de comba-

classes de fogos; iv) agentes extintores; v)

te a incêndio desempenha um papel de

técnicas de extinção; vi) procedimentos

extrema importância para a protecção da

de actuação em caso de emergência; vii)

vida humana como para impedir danos

meios de segurança existentes nas insta-

patrimoniais e a interrupção da activida-

lações; viii) extintores, bocas-de-incên-

de e da disponibilidade das instalações.

dio, sinalética de emergência, plantas de

A criação de grupos organizados com ca-

emergências, visita às instalações.

pacidade de eliminar um incêndio numa

Esta formação envolveu também uma

fase precoce, tem demonstrado ser uma

componente prática, pois todos os for-

medida bastante eficiente com resulta-

mandos manusearam os extintores.

dos bastante proveitosos. Sensibilizar

Utilizar correctamente um extintor de

todos os funcionários de uma organiza-

incêndios pode salvar vidas, extinguir o

ção que a responsabilidade da segurança

fogo nascente ou controlá-lo até á che-

não compete apenas a alguns, mas sim

gada dos bombeiros.

a todos, faz parte de um processo evolu-

A formação chamou à atenção de aspe-

tivo cujas consequências serão benéficas

tos fundamentais a ter em conta quer no

para a sociedade em geral.

contexto profissional quer na realidade

O Decreto -Lei n.º 220/2008, de 12 de

pessoal e quotidiana de cada um dos for-

Novembro, que aprovou o regime jurí-

mandos.

dico de segurança contra incêndio em

Plano de formação SKKFOR

edifícios (SCIE), determina, no seu arti-

A SKKFOR depara-se com uma reorien-

go 15.º, que sejam regulamentadas por

tação e ajustamento permanente da

portaria do membro do governo res-

sua

ponsável pela área da protecção civil as

fundamentada pela sua especialização

disposições técnicas gerais e específicas

em áreas-chave de intervenção e pelo

de SCIE referentes às condições exterio-

desenvolvimento de projectos e metas

res comuns, às condições de comporta-

muito orientadas para a necessidade das

mento ao fogo, isolamento e protecção,

empresas clientes.

04. Skknews

estratégia

de

desenvolvimento,


A SKKFOR tem como objectivo prioritário a realização de um leque de cursos que se apresentem actuais, à medida das necessidades do público-alvo, com relevância estratégica e qualidade técnica, principalmente no que respeita aos conteúdos, metodologias, métodos de avaliação e resultados de intervenção, sendo ministrados por formadores acreditados com elevada valia técnica e profissional. No próximo trimestre a SKKFOR vai avançar com as seguintes UFCD’s ÁREA DE FORMAÇÃO: 521 METALURGIA E METALOMECÂNICA (Referencial 521051 - Técnico/a de Manutenção Industrial de Metalurgia e Metalomecânica) UFCD 0932 - Electricidade geral (50 horas; Nível IV) ÁREA DE FORMAÇÃO: 522 ELETRICIDADE E ENERGIA (Referencial 522064 - Técnico/a de Refrigeração e Climatização) UFCD 1298 - Termodinâmica aplicada - Estados de Transformação do Ar (25 horas; Nível IV) ÁREA DE FORMAÇÃO: 811 HOTELARIA E RESTAURAÇÃO (Referencial 811183 - Técnico/a de Cozinha/Pastelaria) UFCD 3296 - Higiene e segurança alimentar (25 horas; Nível IV) ÁREA DE FORMAÇÃO: 861 PROTECÇÃO DE PESSOAS E BENS (Referencial 861264 - Técnico/a de Protecção Civil) UFCD 3732 - Segurança e higiene do trabalho (50 horas; Nível IV) UFCD 5874 - Segurança contra risco de incêndio em edifícios (50 horas; Nível IV) ÁREA DE FORMAÇÃO: 862 SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO (Referencial 862208 - Técnico/a de Segurança e Higiene do Trabalho) UFCD 3781 - Segurança no trabalho - avaliação e controlo de riscos (50 horas; Nível IV) UFCD 3786 - Controlo de Riscos Profissionais (50 horas; Nível IV) UFCD 5373 - Psicossociologia do Trabalho (25 horas; Nível IV)

Conheça os nossos serviços, selecione as ofertas que melhor se adequam ao seu perfil e conte com a SKKFOR para aumentar as suas qualificações. Para mais informações por favor contacte o e-mail lurdesneves.skkfor@skk.pt ou através do telefone 229 571 132 ou fax 229 571 146. Skknews. 05


COMPRESSORES COM CONTROLO DE CAPACIDADE (MECÂNICA) Compressores de Parafuso

06. Skknews

CR1

Aspiração

CR1

CR2

CR3

CR4

CR2 CR3

CR4 ECO

Descarga

Pressão de óleo

Fig. 4 - Design e funcionamento do controlo de capacidade integrado dos compressores de parafusos modelos CSH 65/75785/95 e HS/OS.85

9 COP (EER) acc. EUROVENT 8

COP (EER) [–]

Nos compressores de parafuso da gama mais baixa, os sistemas de controlo de capacidade mais usados são os sistemas de um ou de dois estágios. Podem ter diversas formas construtivas. Um aspeto comum nestes sistemas é a intervenção direta na área de compressão, reduzindo o volume varrido do compressor através do controlo por pistões. O controlo de capacidade através do sistema de bypass interno tem um design muito simples e barato. Este sistema é constituído por uns furos dispostos radialmente na zona de compressão, que podem ser abertos através do acionamento de pistões deslizantes, dispostos paralelamente aos rotores num cilindro separado, controlados por válvulas solenoide, para comunicar com a aspiração do compressor. Sob uma carga parcial, o gás pré-comprimido retorna à câmara de aspiração, reduzindo assim o caudal de descarga. No entanto, este conceito tem várias desvantagens, especialmente em termos de eficiência. A abertura da Secção de bypass radial é muito limitada e para diâmetros maiores (compressores maiores) cria-se uma passagem considerável entre as câmaras de compressão e aspiração. Durante a operação a plena carga, a eficiência diminui (fuga durante a compressão), aumentando também o stress térmico na secção de passagem, quando sujeita a altos rácios de pressão. Por outro lado, como as aberturas de bypass são relativamente pequenas permitem apenas um efeito reduzido no controlo de capacidade do compressor. Independentemente da disposição e das dimensões das aberturas de bypass, ocorrem perdas substanciais devido à pré-compressão e às elevadas perdas de caudal. A BITZER desenvolveu um conceito mais eficiente para o controlo de capacidade escalonado, que tem vindo a ser usado com sucesso à largos anos na gama de compressores de parafuso até ao modelo HS./OS.74. Com este design, os pistões de controlo, de dimensões generosas, atuam diretamente na área de descarga. Como os pistões estão adaptados com precisão ao contorno da carcaça do rotor, evitam-se fugas internas durante a compressão. Quando os pistões são atuados, abrem-se largos canais, através dos quais o gás de aspiração fluí diretamente para uma área com volume de aspiração reduzido. Através deste procedimento,

7

6

COP Coeficiente de performance to Temperatura de evaporação ∆t oh Gás sobreaquecido na aspiração ∆t c Temperatura de condensação ∆t cu Subarrefecimento do líquido

Condições a 100% da capacidade – to +5°C / Δt oh 5K – tc 38°C / Δt cu 2K

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25

50

75

[%]

100

Fig. 5 - COP(EER) do compressor a pleno funcionamento ou a carga parcial, nas condições típicas de um chiller para arrefecimento de água.

Capacidade de arrefecimento

o comprimento do rotor ativo é encurtado, reduzindo o volume varrido. A eficiência deste sistema é significativamente maior do que a solução anteriormente descrita. Além disso, devido às maiores secções transversais, os estágios de capacidade podem ser projectados para capacidades residuais relativamente baixas. Nos compressores de parafuso de maior capacidade, é usual usar-se controladores deslizantes em paralelo com os veios do rotor, os quais permitem controlar a capacidade do compressor de forma escalonada ou contínua. Nos compressores modernos, o controlador deslizante é montado directamente na área de transição entre os rotores macho e fêmea e adaptado com precisão à carcaça do compressor. Esta solução oferece maior eficiência no controlo de capacidade. Através do seu design, permite também regular o “rácio do volume interno (Vi)”. Podemos observar na fig. 4, o princípio de construção e o circuito hidráulico de controlo. Durante a operação a plena carga, o controlador deslizante está totalmente encostado ao lado esquerdo, na posição final. À medida que os rotores rodam, o espaço de trabalho enche-se com o gás de aspiração, obtendo-se um volume varrido de 100%. Quanto mais o controlador deslizante se deslocar para o lado da descarga (para a direita), menor se torna a relação entre a

aspiração e o comprimento útil do rotor. Neste caso, o volume aspirado é menor, baixando a capacidade de refrigeração. Uma característica especial dos compressores de parafuso BITZER é o controlo de capacidade “dual “. Sem qualquer alteração no compressor, este sistema permite fazer o controlo em 4-estágios (25 - 50 - 75 - 100%), ou linearmente (25... 100%). Os diferentes modos de funcionamento são obtidos simplesmente pelo controlo das válvulas solenoide correspondentes. A geometria especial do compressor conjugado com o movimento do controlador deslizante faz com que o rácio do volume interno (Vi) se adapte às condições de carga do compressor, permitindo que este alcance uma boa eficiência. Outra característica única nesta classe de desempenho é o facto da ligação do economizador (ECO) estar integrada no controlador deslizante. Ao contrário dos compressores convencionais, este pormenor permite o controlo mais eficiente do economizador, em toda a gama de controlo de capacidade do compressor. A eficácia elevada destes compressores em plena carga e em carga parcial, tornase particularmente evidente nos chillers (Fig. 5). As condições de referência são baseadas numa avaliação de desempenho para estágios de capacidade a 100 - 75 - 50 - 25%, definidos pela “Eurovent-Cecomaf”.


COMO LIMPAR UMA INSTALAÇÃO REVERSÍVEL?

As instalações de refrigeração e as bombas de calor são frequentemente sujeitas a contaminação devido à presença de humidade no circuito. A presença de humidade na instalação dá origem à decomposição do gás refrigerante e do óleo, conduzindo à formação de ácidos orgânicos, que podem causar: • Corrosão do circuito • Deterioração dos enrolamentos do motor eléctrico • Formação de lodo • Destruição dos compressores Depois da substituição de um compressor queimado por um novo, não é suficiente substituir somente o gás refrigerante contaminado. Com efeito, nestes casos, existem resíduos de óleo contaminados pelos ácidos, para além de outros resíduos que não foram evacuados. Para resolver estes problemas a CARLY recomenda dois tipos de acções: • Um método preventivo que consiste em instalar na linha de líquido, antes do arranque da instalação, um filtro secador de duplo sentido DDCY e um visor VCYL, que permite o controlo eficaz do filtro DDCY. • Um método curativo que consiste instalar na linha de líquido um filtro de limpeza e descontaminação DDNCY de duplo sentido do tipo (burn-out) logo que a presença de ácido seja detectada, ou quando o compressor se queima. A aplicação de um filtro de limpeza DDNCY permite tratar em simultâneo o gás refrigerante e o óleo, conservandose o gás na instalação. A limpeza pode ser feita sem a necessidade de paragem prolongada da bomba de calor. A limpeza nas bombas de calor, pode ser feita em qualquer estação do ano porque estes filtros podem operar nos dois sentidos, não sendo necessário restringir o funcionamento da bomba de calor, no modo de aquecimento ou no modo de arrefecimento, para

limpeza do óleo e do gás refrigerante. Para testar a eficácia destes filtros pode recorrer-se ao teste de acidez do óleo, através de uma amostragem e análise do mesmo, usando o TESTOIL-MAS (para óleos minerais e alkybenzenos) ou o TESTOIL-Poe (para óleos sintéticos), para verificar a sua acidez. Para aumentar a velocidade da limpeza do gás refrigerante a CARLY recomenda a aplicação de um filtro de aspiração FNCY (burn out de sentido único) entre a válvula de 4 vias e a aspiração do compressor.

com uma pressão máxima de operação de 42 bar, pode ser usado em temperaturas de condensação até 65 ° C. Um depósito de líquido RLVCY 120, com uma pressão máxima de operação de 31,5 bar, pode ser usado em temperaturas de condensação até 51 ° C.

Nota: Os filtros FNCY e DDNCY são para uso temporário. Para evitar uma perda de carga prejudicial à instalação é imperativo substituí-los por filtros permanentes, após a operação de limpeza. O DDNCY deve ser substituído por um filtro secador DDCY equivalente (de sufixo idêntico, por exemplo o DDCY164 deverá ser substituído pelo DDNCY 164), e o FNCY por um filtro de aspiração FACY equivalente com sufixo idêntico como no exemplo anterior.

DDNCY

Os produtos CARLY são compatíveis com o R410A? O R410A é um gás refrigerante da classe HFC, tais como, o R134a, o R407C e o R404A. O R410A é um gás refrigerante do grupo 2, de acordo com a Directiva 97/23/CE PED. Este gás é caracterizado por ter um bom desempenho termodinâmico, com pressões de funcionamento mais elevadas que os gases refrigerantes dos tipos CFC e HCFC e que outros gases da mesma classe (HFC). Todos os produtos CARLY estão em conformidade com os gases refrigerantes do grupo 2. No entanto, existem restrições quanto à sua aplicação com base nas pressões máximas de operação. Cada produto tem uma pressão máxima de operação, que não deve ser ultrapassada ​​pela pressão do gás de refrigeração, devido à sua temperatura de saturação. Os produtos CARLY podem ser utilizados com o R410A, com temperaturas de condensação variáveis de acordo com a sua pressão máxima de operação. Por exemplo, um filtro secador DCY 083S,

DDNCY

FACY

Skknews. 07


VÁLVULAS DE EXPANSÃO TERMOSTÁTICAS As válvulas de expansão termostática regulam a injecção de líquido nos evaporadores. Esta injecção é controlada pelo sobreaquecimento do gás. Estas válvulas são adequadas para a injecção de líquido em evaporadores de expansão directa nos quais o sobreaquecimento à saída do evaporador é proporcional à carga do mesmo. As válvulas termostáticas são constituídas essencialmente por um elemento termostático (1) separado do corpo da válvula por um diafragma, um bolbo (2) ligado ao elemento termostático por um tubo capilar, o corpo da válvula (3) e uma mola (4). O funcionamento destas válvulas depende fundamentalmente de três pressões: P1 - Pressão do bolbo que actua na superfície superior do diafragma, no sentido da abertura da válvula. P2 - Pressão de evaporação que actua sobre a parte inferior do diafragma, no sentido do fecho da válvula. P3 - Pressão da mola que também actua sobre a parte inferior do diafragma, no sentido do fecho da válvula As válvulas de expansão termostáticas funcionam de forma modulante. O fecho e a abertura destas válvulas são condicionados pelo equilíbrio entre a pressão exercida pelo bolbo (P1) por um lado, e a pressão exercida pela mola (P) + a pressão de evaporação (P2) por outro. Sobreaquecimento

Subarrefecimento

O subarrefecimento é a diferença entre a pressão/temperatura de condensação e a temperatura do líquido, na passagem para a entrada da válvula de expansão. O subarrefecimento evita a formação de bolhas na linha de líquido, que iriam reduzir a capacidade da válvula de expansão. Mede-se em graus Kelvin (ºK). O subarrefecimento mais adequado para a maioria dos casos e está compreendido entre 4 a 5ºK. Equalização externa de pressão

Devem ser utilizadas válvulas de expansão termostáticas com equalização de pressão externa nos evaporadores com distribuidores de líquido. A queda de pressão através dos distribuidores e capilares de distribuição pode atingir 1 bar. Devem ser usadas em evaporadores de grande capacidade e evaporadores de placa, onde a queda de pressão pode atingir facilmente uma pressão correspondente a 2 ºK. Tipos de cargas do bolbo

As válvulas de expansão termostáticas podem ter três tipos de cargas diferentes: O sobreaquecimento é medido no ponto onde o bolbo está localizado na linha de aspiração e mede-se pela diferença entre a temperatura no bolbo e a pressão / temperatura de evaporação no mesmo ponto. O sobreaquecimento é medido em graus Kelvin (ºK) e é utilizado como sinal para regular a injecção de líquido, através da válvula de expansão. 08. Skknews

Carga Universal

As válvulas de expansão termostática com carga universal são utilizadas na maioria dos sistemas de refrigeração onde não há nenhuma exigência de limitação de pressão. Nestas válvulas, a quantidade de líquido no bolbo é tão grande que a carga permanece no bolbo, independentemente do elemento termostático da válvula estar a uma temperatura inferior ou superior á temperatura do bolbo. Carga MOP

As válvulas de expansão com carga MOP, são utilizadas geralmente em unidades para transporte, ou em sistemas de ar condicionado. Estas válvulas têm uma carga de líquido no bolbo muito pequena. MOP (Maximum Operating Pressure) é a pressão de evaporação máxima admissível no evaporador/ pressão de aspiração. Quando a válvula atingir o ponto MOP a carga do bolbo já se evaporou. À medida que a pressão de aspiração aumenta, a válvula MOP começa a fechar-se aproximadamente 0.30/0.40 bar, abaixo do ponto MOP. A válvula fecha-se por completo, quando a pressão de aspiração for igual à do ponto MOP. MOP também pode ser denominada por “Motor Overload Protection” (Proteção contra Sobrecarga do Motor). Carga MOP com ballast

As válvulas termostáticas de carga MOP com ballast, são usadas principalmente em sistemas de refrigeração com evaporadores “altamente dinâmicos” por exemplo, nos sistemas de ar condicionado e permutadores de calor de placas de alta eficiência. Estes bolbos são revestidos por um material poroso na sua zona inferior. A carga MOP com ballast, tem um efeito amortecedor sobre o controlo da válvula de expansão. A válvula abre-se lentamente à medida que a temperatura do bolbo aumenta, e fecha-se rapidamente com a diminuição da temperatura no bolbo.


Nas cargas MOP com ballast, até 2-4ºK, pode obter-se um sobreaquecimento menor que nos outros tipos de cargas. Instalação

A teoria e a prática, demostram-nos que só se pode obter uma utilização optimizada do evaporador se a válvula de expansão termostática estiver correctamente adaptada à capacidade do evaporador. A válvula deve ser instalada na linha de líquido, à entrada do evaporador, com o bolbo colocado na linha de aspiração, o mais próximo possível deste. Se a válvula tiver equalização de pressão externa, a linha de equalização externa deve ser ligada depois do bolbo da válvula. O bolbo deve medir a temperatura do vapor de aspiração sobreaquecido, não devendo por isso estar localizado numa posição que esteja submetido à acção de fontes de calor externas, como por exemplo, uma tubagem de líquido ou ar

de retorno de um ventilador. Se o bolbo estiver exposto a uma corrente de ar quente, é recomendável isolá-lo. O bolbo deve ser fixado à tubagem de aspiração, numa posição correspondente às agulhas do relógio, entre a 1 hora e as 4 horas. O bolbo não deve ser instalado depois de um permutador de calor, nem próximo de válvulas de de grande capacidade, para não emitir sinais falsos á válvula de expansão. O bolbo deve ser instalado na parte horizontal da linha de aspiração, logo a seguir ao evaporador. Não deve ser instalado em tubos verticais ou colectores de aspiração. Regulação

As válvulas termostáticas já são fornecidas com uma regulação de fábrica, adequada à maioria das aplicações, podendo no entanto, fazer-se o reajuste sempre que necessário, utilizando o parafuso de regulação. Se rodarmos o parafuso no sentido dos ponteiros do relógio, aumenta-se o

sobreaquecimento da válvula de expansão. Rodando o parafuso no sentido contrário, diminui-se o sobreaquecimento. Para uma temperatura de evaporação de 0ºC, se rodarmos o parafuso de regulação de uma válvula T/TE2 no sentido dos ponteiros do relógio, provocamos um sobreaquecimento de 4ºK.Para a mesma temperatura de evaporação, rodando o parafuso de regulação de uma válvula T/ TE5 no mesmo sentido, provocamos um sobreaquecimento de0.5ºK. O funcionamento instável de um sistema de refrigeração pode ser resolvido da seguinte maneira: Aumentar o sobreaquecimento do evaporador, rodando o parafuso de regulação da válvula duas ou três voltas no sentido dos ponteiros do relógio. Neste ponto, o evaporador não apresenta instabilidade porque não utiliza completamente a sua capacidade. Rodar pouco a pouco o parafuso de regulação no sentido contrário aos ponteiros do relógio, até que o termómetro de esfera indique que o sistema começa a funcionar de forma instável. Por fim, rodar aproximadamente uma volta (¼ de volta nas válvulas T/ TE2) o parafuso de regulação da válvula no sentido dos ponteiros do relógio, obtendo-se desta forma uma regulação correcta da válvula termostática. Com esta regulação, o sistema de refrigeração não apresenta instabilidade, utilizando- se a máxima capacidade do evaporador. Num evaporador, se o sobreaquecimento for muito grande, a causa poderá ser uma quantidade insuficiente de líquido a entrar no evaporador. O sobreaquecimento poderá ser reduzido, rodando gradualmente o parafuso de regulação da válvula no sentido contrário dos ponteiros do relógio, até que o termómetro indique que o sistema comece a funcionar de forma instável. A partir deste ajuste, rodar o parafuso cerca de uma volta no sentido dos ponteiros do relógio (nas válvulas/TE2 rodar somente 1/4 de volta). Se o evaporador continuar instável após a regulação do sobreaquecimento, a capacidade da válvula pode ser elevada. Neste caso, é necessário substituir o orifício da válvula por outro mais pequeno. Se o sobreaquecimento do evaporador for muito alto, a capacidade da válvula poderá ser pequena, sendo necessário substituir o orifício por outro maior. Skknews. 09


Controlador XR80CX

Desenvolvido para a produção de leite e para o tratamento de ar húmido. A Dixell desenvolveu um controlador para aplicação em:

Tratamento de ar

• Sistemas de arrefecimento e armazenamento de leite, para a Industria de Lacticinios; • Secadores de ar refrigerado em processos de automação. Este controlador é fornecido com uma saída de compressor, uma saída programável, uma porta de comunicação TTL, para ser usada com sistemas de supervisão e uma entrada digital. As 6 teclas no painel frontal permitem o acesso direto a todas as principais funções, e 1 display com 3 dígitos e ícones acendem, dando ao utilizador informações sobre alarmes e estado de funcionamento dos relés, em tempo real. O controlador pode ser fácilmente programado através da chave de programação (Hot-Key) e é fornecida com uma saída série para ligação aos sistemas de monitorização e controlo XWEB. Industria de Lacticínios Na indústria de lacticínios pode ser utilizada para armazenar e preservar o leite fresco. O XR80CX controla o compressor do sistema de refrigeração e o motor do agitador usado para manter estável e uniforme a temperatura do leite no tanque. Nestas aplicações, é importante arrefecer rápidamente o leite recentemente colhido, e mantê-lo a uma temperatura de 3-4°C, para a que a qualidade do produto se mantenha nos padrões desejados. Com o XR80CX é possível controlar separadamente o compressor e o motor do agitador. O agitador funciona em paralelo com o compressor. Depois de parar o compressor, o controlador inicia ciclos automáticos de mistura para manter uniforme a temperatura do leite. Além disso, um ciclo de mistura pode ser iniciado pulsando uma das teclas do painel frontal ou após receber um comando externo. Industria de automação Na indústria de automação, o XR80CX pode ser utilizado em todos os processos que precisam de tratamentos de ar quente húmido, como por exemplo em cabinas de pintura ou em sistemas pneumáticos de controlo. Nestas aplicações, uma saída pode ser programada para fazer actuar um mecanismo de escoamento da água do equipamento, com intervalos de tempo predefinidos. 10. Skknews

Armazenamento e refrigeração de leite


ATUALIDADE

Engenheiros da Universidade de Harvard, descobriram uma forma de tornar qualquer superfície metálica imune ao acumular de gelo. A descoberta terá impactos numa série de aplicações: frigoríficos, turbinas eólicas, fuselagem de aviões e telhados localizados em países frios. O resultado será uma melhoria

em relação a um feito anterior da equipa, que havia criado uma superfície que repele as gotas de água antes que congelem, apesar deste tratamento não ter resultado em condições de elevada humidade. Nesse meio tempo, a equipa criou um material sintético extremamente escorregadio, que foi baptizada com o nome de SLIP (escorregar). Mais tarde, esta mesma equipa encontrou uma forma de juntar estas duas descobertas, criando uma técnica que permite incorporar as superfícies superlisas em superfícies metálicas. A união das duas técnicas foi obtida criando uma interface molecular que fica imobilizada sobre a camada nanoestruturada. Ao contrário da superfície inicial, onde apenas gotas maiores escorregavam com facilidade, neste novo revestimento pra-

ticamente nada consegue fixar, nem líquido (de gotas de chuva a gotículas microscópicas de condensação) e nem sólidos (gelo). O segundo passo foi encontrar uma forma de fixar o revestimento superlubrificante aos metais, o que foi obtido colocando uma primeira camada com um revestimento com rugosidades microscópicas, onde a camada lubrificante consegue aderir. Os testes desse novo material “gelofóbico” foram feitos em congeladores, mostrando um desempenho muito superior ao das técnicas “frost-free” dos refrigeradores actuais - o novo material acumulou 10 vezes menos gelo. Além da inibição da formação do gelo, o material gerou uma significativa diminuição no consumo de energia dos congeladores onde foram feitos os testes.

PUBLICAÇÕES

PASSATEMPO

Refrigeração Comercial Climatização Industrial José de Castro Silva

9

Editora Hemus

1 5

Resumo simplificado do funcionamento e detalhes técnicos básicos dos equipamentos de refrigeração comercial e climatização industrial. Conteúdo básico: circuito frigorífico, componentes básicos, condicionamento de ar, capacidade térmica, fluidos refrigerantes, etc...

Climatización 2013

EVENTOS

Salón Internacional de Aire Acondicionado,Calefacción, Ventilación y Refrigeración 26 Fevereiro - 3 Março 2013 Ifema Feria de Madrid, Espanha Ponto de encontro dos profissionais do sector. O salão acolhe os produtos mais inovadores em sistemas de ventilação, ar condicionado e calefação apresentados e comercializados pelas empresas expositoras.

ISH Frankfurt 12 - 16 Março de 2013 Messe Frankfurt, Alemanha ISH Frankfurt oferece a mostra mais completa e nas áreas da construção, energias renováveis, ar condicionado e ventilação, além das respectivas técnicas de instalação. Veja a gama exclusiva de produtos e serviços disponiveis na próxima ISH em Frankfurt. Mais informações: www.ish.messefrankfurt.com

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Sudoku é um jogo de raciocínio e lógica. Apesar de ser bastante simples, é divertido e viciante. Basta completar cada linha, coluna e quadrado 3x3 com números de 1 a 9. Não há nenhum tipo de matemática envolvida.

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Edição nº42/2012