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Propriedade da Direcção Regional do Porto da Fraternidade de Nuno Álvares Redacção e Edição André Maciel Silva e Sousa Manuel Pedro Gomes Soares Luna

Colaboram nesta edição: João Areias, Duarte Lopes, António Fontinha, Vanessa Morais e Ângelo Ribeir. Núcleos de Fânzeres, Ermesinde, Alfena e Rebordões

Ano 2012/ Nº 52 JUL—AGS—SET

Os artigos publicados respeitam ou não o Novo Acordo Ortográfico conforme a vontade do autor!

A VOZ DA REGIÃO Por Jorge Carvalho Em fim de férias ou não, estamos de volta para dar inicio a um novo ano escutista. À um ano, as expectativas eram grandes, mas a “crise” essa palavra que tudo aprece justificar, tem-nos levado a travar uma luta impar, são neste momento muitos os associados da FNA que se encontram em situação económica difícil, o desemprego tem afectado directa ou indirectamente quase todos, mas disposto a heróicos sacrifícios, o escuteiro distingue-se dos demais, na Região do Porto temos esses herói, sendo prova disso as participações dos associados e suas famílias nas actividades. A Taça Itinerante foi disso prova, com uma forte participação, momento de encontro em são convívio e partilha, seguiu-se o ACANAC, onde a região se fez representar com o segundo maior contingente, também ai se estabeleceram contactos e criaram laços de amizade, conquistando cultura, levando mais longe a imagem da região, preparando um maior intercambio de actividades inter-regional, durante o verão nos meses de Julho e Agosto, foram vários os elementos que se disponibilizaram para uma actividade de voluntariado, “Vigilância Florestal Quinta da Val-

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deira”, no âmbito formação e preparação dos associados para colaboração com a Protecção Civil, foi uma actividade de sucesso, pela capacidade de mobilização que os núcleos demonstraram, aos que participaram, deixo aqui o meu reconhecimento pelo trabalho realizado. Saímos desta actividade mais preparados para colaborar na defesa do ambiente, mais conscientes de que o futuro depende do que fizermos no presente, e que é nosso desejo “deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos”. Em Setembro dedicamos a nossa actividade ao reforço espiritual, com a peregrinação a Santa Quitéria – Felgueiras, um momento especial de reflexão e preparação para o inicio dos trabalhos de um novo ano, durante a eucaristia “ solidariedade” foi tema de reflexão, também para o novo ano escutista, temos de ter presente a solidariedade, a amizade e companheirismo. Novos projectos e novos desafios nos serão propostos, estejamos atentos para responder “ALERTA PARA SERVIR” . Boa caça

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NOTICIÁRIO PEREGRINAÇÃO A SANTA QUITÉRIA - FELGUEIRAS 2012

No passado dia 16 de Setembro cerca de uma centena de pessoas participou na Peregrinação Anual da Fraternidade Nuno Alvares, da Região do Porto. Este ano o destino foi Santa Quitéria, na freguesia de Margaride do Concelho de Felgueiras. Pela manhã foi celebrada Eucaristia no Santuário de Santa Quitéria, na qual participou o Agrupamento do CNE de Margaride. Após um almoço convívio o grupo visitou as diversas capelas na encosta do monte, lembrando o Senhor dos Passos, que representam a vida de Santa Quitéria: “Nove irmãs gémeas. Nem menos. Os seus nomes cristãos foram-lhes dados por um dos primeiros bispos de Braga, Santo Ovídio, que as baptizou por Quitéria, Genebra, Vitória, Marinha, Marciana, Germana, Basília, Liberata e Eufémia. Um baptizado atribulado e clandestino. Porque o destino destas crianças à nascença deveria ter sido outro: mortas por afogamento. Passemos, com base na lenda e tradição, a explicar: Corria em Braga o ano 120 quando o governador romano, o pagão Lúcio Atílio Severo, se ausentou da cidade para acompanhar o imperador Adriano numa das suas viagens. É durante a sua ausência que a esposa dá à luz nove gémeas. Por vergonha de tal aberrante e estranho facto, ou então porque o nove era considerado um número agoirento, a mãe ordena à sua criada Cita que, protegida pela noite, leve as crianças e as afogue no rio Este, nas proximidades de Braga. Acontece porém que Cita era cristã e não conseguiu cumprir cabalmente as ordens recebidas. Levou as crianças mas não as matou, entregando-as aos cuidados do arcebispo Santo Ovídio que, durante os anos seguintes, cuidou da sua protecção, alimentação e educação. Conhecedoras, desde cedo, da sua história e de como haviam sido salvas graças aos sentimentos e às atitudes cristãs, as nove irmãs decidem, com dez anos de idade, viver juntas e dedicar a sua vida ao cristianismo. Criaram,

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deste modo, e com a autorização de Santo Ovídio, como que um pequeno convento. Decorria e incentivara-se, entretanto, a perseguição aos cristãos por parte das autoridades romanas. E assim não demorou muito tempo que, denunciadas como cristãs, fossem algemadas e conduzidas até à presença do governador Atílio Severo... seu pai. Desconhecedor de toda a história das filhas o romano é surpreendido pela revelação que estas então lhe fazem. E num rápido interrogatório à esposa e à criada confirma a veracidade do que as jovens lhe afirmavam. O governador Severo fica, no entanto, contente com a descoberta, prometendo às filhas todas as felicidades e futuros casamentos com belos jovens, ricos e nobres. Teriam, no entanto, que renunciar à sua clandestina religião e abraçar o culto aos ídolos e deuses do Império Romano. Se recusassem o governador justificaria o seu nome e, severamente, teria que as punir, com a morte se necessário. Quitéria e as irmãs pedem, então, para ficarem sós durante algum tempo para em conjunto decidirem qual a sua opção. Mas a decisão, todas elas o sabiam, estava há muito tomada. Assim, e pela última vez, despedem-se umas das outras e fogem precipitadamente do palácio do pai. A perseguição que o governador enceta às filhas resultará apenas na prisão de Quitéria. Conduzida de novo à presença do progenitor, a jovem é informada de que dispõe de mais alguns dias para desistir da sua religião. Esgotado esse tempo o pai comunica-lhe que a havia prometido em casamento a Germano, um jovem pagão, rico e nobre. Procurando ganhar mais algum tempo Quitéria pede então mais alguns dias de reflexão, oportunidade que lhe é concedida e aproveitada para, na companhia de 38 donzelas cristãs, fugir e se refugiar no Monte Pombeiro, perto da actual cidade de Felgueiras, no topo do qual existiria uma capela dedicada a S. Pedro. Não conseguiu, no entanto, aí permanecer em segredo durante muito tempo. Descoberta pelas autoridades

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NOTICIÁRIO romanas, recebe vários emissários de seu pai intimandoa a aceitar o seu noivo Germano. A resposta e opção são, contudo, inabaláveis: recusa as ordens do pai afirmando-se esposa mística de Cristo. Assim, e perante tais recusas e atitudes Severo acaba por ordenar a Germano que cerque o local e execute os cristãos, incluindo Quitéria, tarefa de que se encarrega o próprio noivo ao decepar-lhe a cabeça no amanhecer do dia 22 de Maio do ano 135. Tinha a mártir 15 anos. Desses momentos trágicos, segundo a lenda, resultou a imediata cegueira dos criminosos e o facto milagroso da santa ter avançado para a sepultura pelos seus próprios pés e segurando a cabeça que lhe havia sido cortada. Não foi muito diferente, segundo a tradição, o destino das suas irmãs, também elas consideradas santas. Com efeito todas elas acabariam, igualmente, por morrer martirizadas. Um ano depois de Quitéria seria a vez de Genebra ser morta em Tuy, em Espanha. Não muito longe daí, em Orense, também Marinha seria degolada, aos 18 anos. A mesma idade com que foi morta, em Córdova, Vitória. Relativamente a Liberata e Germana desconhece-se a data e locais onde terão padecido o seu martírio. Já de Eufémia conta a lenda que, também ela, foi degolada na Serra do Gerês onde é, de resto, a padroeira da capela das termas aí existente. Basília terá sido martirizada perto do Porto, em Águas Santas. Quanto a Marciana, parece ter sido a que mais tempo sobreviveu, tendo sido morta aos 35 anos de idade em Toledo. Ainda segundo a tradição a “história” de Santa Quitéria e a sua associação ao monte sobranceiro a Felgueiras quase desapareceu com o decorrer dos séculos, mantendo-se, no entanto, no cume da elevação uma velha e pequena capela dedicada a S. Pedro. Contudo, em 1715 uma mulher de Braga, condenada à morte por um cancro no peito, desloca-se ao monte solicitando o auxílio da santa. Poucos dias depois a devota estava completamente curada. Estava, deste modo, (re)lançada uma fortíssima devoção e veneração a santa Quitéria que resultou, logo no ano seguinte, na colocação de uma sua imagem na velha capela de S. Pedro e, em 1719, no início da construção no local de um novo e mais grandioso templo capaz de receber o número crescente de romeiros. Apenas em 1734 se daria por concluída tal construção. Entretanto, e paulatinamente, a festa originária e mais antiga que se celebrava no monte – a dedicada a S. Pedro, padroeiro da velha capela aí existente - passava a ser confundida com a de Santa Quitéria. Enfim.... a atribulada vida dos santos!”

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A meio da tarde, já no centro da cidade foram realizadas 3 visitas, a caminhada pelos descobrimentos, a caminhada pelas personalidades históricas e a visita à Fábrica de Pão de Ló de Margaride. Para os que não nos puderam acompanhar ficam aqui alguns dos registos: Coronel Francisco Sarmento Pimentel (1895-1988) Descendente da ilustre família Peixoto Coelho, da Casa da Torre, participou activamente com seu irmão João no derrube da Monarquia do Norte (1919), no Porto. Foi grande pioneiro da aviação transatlântica (Portugal-Índia) em 1930. Aglutinador da oposição à ditadura portuguesa no Brasil para onde teve de emigrar, só de lá voltou por escassas vezes, a última das quais em 1986. Este foi um grande vulto da história nacional e que não só soube voar como ninguém, como sonhar e lutar por melhores voos para o seu povo que ansiava ver em regime livre e democrático. Dr. António de Sousa Magalhães Lemos (1855-1931) Nasceu em Margaride. Psiquiatra de renome internacional e professor universitário foi director clínico do Hospital Conde de Ferreira. Foi homenageado com um busto erguido no jardim da Praça da República. Nicolau Coelho (Séc. XV-XVI) Nicolau Coelho foi um grande fidalgo e navegador português do séc. XV e XVI. Participou na expedição e descoberta do caminho marítimo para a Índia, em 1498, e na viagem de Pedro Álvares Cabral, em 1500, foi o primeiro a pisar as Terras de Santa Cruz. Nos finais de Janeiro de 1054, na viagem de regresso a Portugal, uma violenta tempestade dispersou toda a esquadra portuguesa, que acabou por ficar pelo caminho. Natural de Felgueiras, o Concelho soube homenageá-lo, imortalizando-o através da colocação de um buste, em sua homenagem, na Praça da Comunidade Lusíada, bem como uma pintura mural no edíficio Vasco da Gama Terminamos este dia de convívio na Fábrica de Pão de Ló, com uma degustação das Cavacas e do Pão de Ló, num Porto de Honra, que foi oferecido pelo proprietário. O Presidente Regional no encerramento agradeceu a presença de todos, nomeadamente a presença da Região de Braga neste que foi um estreitar dos laços criados no ACANAC.

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RONDA PELOS NÚCLEOS os mais diversos e rasgados elogios por parte das pessoas que aderiram e ou tiveram conhecimento da atividade. No entanto não damos a atividade por concluída uma vez que temos mais aparelhos para distribuir por diversas entidades de solidariedade social o que fica a promessa de irmos dando notícias. O Núcleo de Fânzeres quer aproveitar este espaço para deixar o seu agradecimento publico a quem foi responsável pelo sucesso da nossa atividade: CLIPREL- Clínica da Prelada, Porto, Jorge Manuel Abreu e Cláudia Bessa. Em nosso nome e de todos que desfrutaram do rastreio e também em nome de quem recebeu os aparelhos, muito obrigado.

NÚCLEO DE FÂNZERES: ORGANIZOU RASTREIO

Mais uma atividade do Núcleo de Fânzeres que se pautou pelo sucesso. Desta vez fazendo Jus à máxima " Alerta para Servir" que o Núcleo de Fânzeres em parceria com uma clínica privada do Porto, organizou um rastreio gratuito da glicémia e tensão arterial. Esta atividade teve como local 2 salas anexas ao Salão Paroquial do Divino Salvador de Fânzeres e como alvo todos os paroquianos, amigos e familiares. O rastreio teve como meios de divulgação a Paróquia, através dos avisos habituais no final das missas, o site da Junta de Freguesia de Fânzeres e Regional da FNA, Facebook e alguns cartazes colocados em alguns cafés e pão quentes da freguesia. A resposta à divulgação superou todas as expectativas, tendo aderido ao rastreio mais de uma centena de pessoas no seguinte horário: 15 ás 18 do dia 8 e das 10 ás 12:30 do dia 9 de setembro. Foram distribuídos gratuitamente mais de 2 dezenas de aparelhos de medição da glicemia e oferecidos também 1 aparelho para cada secção do Agrupamento 328 do C.N.E de Fânzeres, para compor os respetivos Kit´s de 1os. socorros. Foi com enorme orgulho e satisfação que fomos graceados com

BANCO DE LEITE O Projeto apresentado à DN da FNA pelo Secretario Internacional teve desde inicio uma aceitação unânime, e foi lançado na melhor ocasião que foi o nosso VII ACANAC. Mas porque muitos não puderam estar no VII ACANAC e contribuir, organizamo nos a nível Regional, e haverá em cada Região um coordenador do Projeto para que esta iniciativa tenha o sucesso que merece. Os que estiveram na Peregrinação Regional a St.a Quitéria-Felgueiras, tiveram oportunidade de registar a mensagem transmitida na Homilia; Ter fé é preciso, é necessário, é importante mas que será uma Fé vã, vazia, sem sentido, se não fôr acompanhada pela generosidade, pela caridade, pela ajuda ao próximo. Fé e Generosidade formam um binómio que não podemos separar. Numa altura em que foi indigitado o coordenador(a) do Projeto na Região do Porto e o Convite foi aceite, vamos esperar que os Núcleos, se empenhem e eventualmente alarguem a outros contatos(grupos de amigos, tertulias),Agrupamentos,etc. este Projeto que será mais uma demonstração da nossa capacidade de mobilização por causas nobres,de Fé e Generosidade da nossa Associação a favor do Banco de Leite de S.Tomé de Principe, uma iniciativa inédita daquela Diocese, que entre muitas carencias está a procurar ajudar as crianças mais desfavorecidas daquela antiga colonia portuguesa. Oportunamente as Regiões do Norte poderão fazer as suas entregas na Procuradoria das Missões nos Carvalhos - Porto e as Regiões do Sul poderão fazer as suas entregas no Colégio Missionário Pio XII em Lisboa, estando este Projeto em curso até meados de Dezembro do corrente ano. O Secretario Internacional António Fontinha

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RONDA PELOS NÚCLEOS ENCONTRO COM REPRESENTANTE DA FASGU Esteve há dias entre nós o VicePresidente da Fraternidade de Antigos Escuteiros e Guias do Uruguai, o chefe Leonardo Villagran,VicePresidente daquela Associação de Escutismo Adulto do Uruguai, que tem fortes laços familiares na vizinha Galiza. De passagem por Lisboa integrado num grupo de Excursionistas Seniores do seu País, arranjou tempo para conhecer e contactar a Presidente do Comité Mundial da AISG-ISGF. Mida Rodrigues, que a par de uma magnifica digressão por Lisboa, Sintra. Estoril e Cascais lhe proporcionou uma panorâmica dos actuais realidades europeias do Guidismo e Escutismo Adulto na Europa e na área da Fellowship, anseios, projectos e proximas actividades. Chegado ao Porto a caminho da Galiza onde iria permanecer algum tempo em família, a sua paragem breve no Porto permitiu que nos encontrássemos e que aquele ilustre visitante tomasse conhecimento através dos nossos Jornais"O Arauto e o Compasso" vídeos e de outras publicações relacionadas com as nossas actividades anteriores entre nós e das nossas participações internacionais a nível da Fellowship e dos Palop's. À medida que íamos dando conta das nossas iniciativas internas e externas das nossas dificuldades e realizações e dos impactos social e ambiental dos mesmos, sentíamos a admiração e o apreço com que o nosso trabalho era reconhecido e principalmente a nossa organização nacional, regional e local(núcleos), devido naturalmente ao nosso significativo numero de associados espalhados pelo País, numa estratégia diferente da do Uruguai onde os associados da FASGU são menos numerosos e por isso procuram estar integrados em postos directivos de associações locais de forma activa e aplicando os princípios, métodos e leis escutistas. No entanto e talvez por razões politicas o escutismo no Uruguai nunca ou muito poucas vezes conseguiu erguer a sua bandeira como na Europa mas Ele existe, vive e está dando os seus frutos como nos disse o Fraterno Leonardo Villagran, a quem esperamos voltar a ver como participante numa das nossas futuras actividades. Sentimos a sua mágoa por não poder participar no nosso ACANAC de Guimarães que estava tão próximo no tempo e no espaço. Além do Panorama que demos da FNA salientamos a nossa posição e salutar relacionamento com as duas associações que connosco estão na ISGF-AISG, a Fraternal e as Antigas Guias, lembrando o Grande Evento que foi a Chama do Centenário, principalmente na Cidade do Porto já que estávamos saboreando uma refrescante bebida na Avenida dos Aliados, depois de uma prova de um excelente Porto numa Exposição de Monumentos e Replicas do Porto em Miniatura, que acabávamos de visitar na Estação de S. Bento. Depois de jantarmos juntos ficou o Fraternal Abraço Escuta e um HASTA SIEMPRE, e esperamos que seja HASTA PRONTO, HERMANO Leonardo VILLAGRAN. António Fontinha O ARAUTO nº 52

PEREGRINAÇÃO ANUAL DA FNA DE ERMESINDE AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

No passado dia 2 de setembro, e como já vem sendo hábito todos os anos, o nosso Núcleo de Ermesinde da Fraternidade Nuno Álvares, organizou uma peregrinação ao Santuário de Fátima. Este ano, talvez devido a uma divulgação mais antecipada, mas também devido à satisfação daqueles que viajando connosco em anos anteriores vêm trazendo mais amigos, preenchemos três autocarros num total de 166 peregrinos, entre associados, familiares e amigos. Em Fátima, foi proporcionado a todos o dia livre, para que tranquilamente tivessem o tempo e o espaço necessários para as suas meditações e orações, quer individuais, quer em assembleia. Na celebração da eucaristia onde foi anunciada a “Peregrinação do Núcleo da Fraternidade Nuno Álvares da paróquia de Ermesinde”, os 16 associados uniformizados e em espírito de voluntariado e participação, asseguraram os três pontos de socorro com maca e auxiliaram os sacerdotes e ministros na distribuição da comunhão. Os nossos associados Margarida C. Freitas e Jacinto M. Mota, ministros da comunhão, participaram. Ao fim da tarde e à hora marcada os autocarros iniciaram o regresso a Ermesinde numa viagem alegre, sempre em espírito de peregrinação, ficando a promessa de voltarmos para o próximo ano.

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ULTIMA HORA 3. No Conselho Nacional de 2011 foi aberta a porta para a discussão da abertura a não associados, qual a tua opinião sobre esta matéria? Re: Concordo plenamente, desde que haja também um cuidado redobrado porque nem toda as pessoas tem espírito para isso, mas sim acho que devemos dar oportunidade as pessoas com espírito e vontade de ajudar e aprender.

11º ANIVERSÁRIO NÚCLEO DE REBORDÕES

4. Desde o inicio do ano que és o Chefe do Departamento de Material e Fardamento, qual o balanços que fazes destes primeiros 9 meses? Realizou-se no dia 29 de setembro, as comemora- Re: Ok, o DMF tem dados passos positivos e temos ções do 11º aniversário do Núcleo de Rebordões. também desenvolvido algumas ideias que vão surO ambiente festivo da associação, bem patente na gindo. Estes primeiro 9 meses foram bons ate podeadesão dos associados ao programa comemorativo, rei disser muitos bons tem havido empenho e tamtranspira felicidade e fraternidade. bém vontade de crescer O programa previa uma romagem ao cemitério, homenageando um associado que já partira para o eterno acampamento, a participação na eucaristia, 5. Quais os projectos para o futuro do DMF? momento de intimidade e oração para com Deus e Re: Neste momento estamos a trabalhar num protefinalmente o jantar convívio entre associados e jo que já foi falado a quase todos os associados, familiares. que e a farda de campo, estamos a tentar arranjar 11 anos, 11 ritmos, 11 desejos. Parabéns à FNA. novos preços e novos materiais. Criamos também uma parceria com o DMF de GuiENTREVISTA marães onde temos todo o tipo de material para a ÂNGELO RIBEIRO fraternidade.

Ângelo Machado Ribeiro 6. Em termos pessoais, enquanto Escuteiro

Adulto, quais os projectos para Futuro? Re: Em termos pessoais para o futuro neste momento só queria realmente continuar a cumprir Chefe Departamento Material com o que me proposto enquanto responsável pelo DMF, ajudar também no que for possível no e Fardamento. núcleos de que eu faço parte e no CNE, e de resto Filiado desde 2 0 1 1 e seguir em frente sempre com a ambição de puder Nasceu em Fevereiro de melhorar em alguma coisa com a ajuda de todos e principalmente de Deus. 1978 Núcleo de Rebordões

1. O que te motivou para entrar para a Fraternidade Nuno Alvares? Re: Os meus motivos foram dois, queria que o meu filho entra se para esta família que são os escuteiros mas para isso ele pediu me para eu entrar também, então fiz lhe a vontade, ele foi para o CNE e eu vim para fraternidade o outro motivo também foi realmente o convívio, as pessoas e aquilo que eu gosto de fazer a ajuda ao próximo. 2. Enquanto Escuteiro adultos quais são as actividades que mais aprecias e quais gostavas de ver realizadas? Re: Muito sinceramente e principalmente dar apoio ao CNE porque eles precisão de pessoas com mais idade e experiência da vida para os ajudar a seguir em frente. O ARAUTO nº 52

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ULTIMA HORA 4. Desde o dia 20 de Abril que és o Chefe do Departamento de Ambiente, qual o balanços que fazes destes primeiros meses? Re: O balanço que faço para já é bastante positivo. Cátia Vanessa Morais Sousa Felizmente o nosso Departamento pode abraçar em conjunto com o Departamento de Proteção Civil Núcleo de Fânzeres uma atividade que me ajudou bastante a perceber até onde iam as nossas limitações e o que poderíaChefe Departamento Ambiente mos fazer pelo bem do Ambiente.

ENTREVISTA VANESSA MORAIS

Filiada desde 2011 Nasceu em Agosto de 1986

1. O que te motivou para entrar para a Fraternidade Nuno Alvares? Re: O que me motivou a entrar para a Fraternidade foi, o fato de poder continuar a viver o ideal Escutista, continuar a conviver com a Natureza, e poder fazer do Ideal um estilo de vida.

5. Quais os projectos para o futuro do Departamento de Ambiente? Re: Não há para já um projeto definido, por assim dizer, há um conjunto de projetos que pode ser levado a cabo, e assim como BP nos ensinou “Deixar o mundo um bocadinho melhor do que o encontra2. Enquanto Escuteiro adultos quais são as acti- mos!” vidades que mais aprecias e quais gostavas de ver realizadas? 6. Em termos pessoais, enquanto Escuteiro Re: As atividades que mais aprecio são sem dúvida Adulto, quais os projectos para Futuro? as de voluntariado. Gostava muito que houvessem Re: Em termos pessoais neste momento, gostaria mais atividades de voluntariado não só no âmbito da de tornar mais forte o Departamento de Ambiente Ação Social como também Ambiental. Gostava de financeiramente para assim fazermos face a algumais atividades do género desta ultima do Departa- mas dificuldades que vão surgindo ao longo do permento de Proteção Civil na Quinta da Valdeira, que curso. do meu ponto de vista, foi um verdadeiro sucesso, muitos núcleos demonstraram que a “União faz a força”, e que o Ideal escutista ainda sobrevive. 3. No Conselho Nacional de 201 2 foi aberta a porta para a discussão da abertura a não associados, qual a tua opinião sobre esta matéria? Re: Bem, este assunto é um assunto sensível e divide muitas opiniões. Eu particularmente não concordo nem discordo, todos nós somos diferentes, e todos podemos aprender com os outros, se por um lado as pessoas que nunca foram Escuteiras não têm incutido os valores Escutistas, por outro, muitos Escuteiros que passaram pelo CNE e que deveriam ter esses valores bem presentes também não o têm. Felizmente muitas vezes, tenho assistido a pessoas não associadas a fazer um excelente trabalho na FNA. Logo, acho que se efetivamente for avante a entrada de não associados, estas pessoas devem passar inicialmente por uma avaliação, e por alguma formação no que toca a vida Escutista propriamente dita. O ARAUTO nº 52

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ULTIMA HORA NÚCLEO DE ALFENA (SEMPRE ATIVO) Resumo das nossas atividades nos meses de Julho, Agosto e Setembro 2012 JULHO Participamos no VII ACANAC em Guimarães. Sabemos que foi uma atividade, (como muitas) excelentemente marcantes, principalmente para os que participaram. Tivemos elementos que não estiveram presentes, uns por doença, outros por dificuldades de data. O balanço, o testemunho e relato dos que participaram foi de tal ordem empolgante, que a todos nos entusiasmou, sendo reconhecido que foi mais uma das boas e grandes atividades que a Direção Nacional realizou. Ainda neste mês, o nosso Núcleo participou na grandiosa festa litúrgica realizada em Alfena, em honra de Nossa Senhora da Amparo. Não só contou com a presença de todos os elementos, mas também na construção do tapete em Sua homenagem. Ainda no dia 31 de Julho, estivemos presentes na Missa de Ação de Graças, realizada para a comemoração de mais um aniversário (XXXV) do agrupamento do C.N.E. de Alfena e também na partilha do bolo claro.

meio de tantas amabilidades, merece a nossa gratidão, que são: O Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Ferreira, Sr. António Soares Gonçalves Pereira, O Senhor Presidenta da Junta de Freguesia de Porreiras, Sr. Agostinho Lourenço Fernandes de Sá O Senhor padre, responsável pela paróquia de Porreiras, António Carvalho Peixoto A todos o nosso sincero, muito obrigado. Sabemos que este movimento nos exige bom comportamento. Estamos conscientes de ter cumprido e prestigiado a nossa Associação, o nosso Núcleo e a terra de Alfena.

AGOSTO Realizamos no Centro Escuta de Apúlia, um acampamento de oito dias que serviu para reflexão e avaliação das atividades realizadas ao longo do ano de 2011/2012 e ainda enriquecermos mais a amizade existente entre as famílias da Fraternidade. SETEMBRO Participamos com muita alegria e entusiasmo na Peregrinação que a Direção Regional do Porto promoveu a Felgueiras, Santa Quitéria, no dia 16 de Setembro. O coral do Núcleo de Alfena foi quem animou a celebração da Missa. Também ainda nos dias 22 e 23 deste mês, fomos comemorar o nosso XI aniversário em terras de Paredes de Coura. Foi a segunda vez que as visitamos, pois na primeira conseguimos fazer algumas amizades. Não é que conquistamos mesmo amigos? Por ser verdade gostaríamos de aproveitar publicamente para agradecer toda a hospitalidade e carinho que todas aquelas pessoas nos dedicaram. Temos que apesar de tudo, distinguir alguém que no O ARAUTO nº 52

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