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EMPRESAS 06

FINANÇAS PESSOAIS 10

VELOCIDADE 11

Rui Nabeiro aponta ao “jn negócios” receitas para ultrapassar a crise

Saiba quanto custa ir ver Portugal jogar no Mundial de Futebol

Novo Chevrolet Spark à venda a partir de hoje

jn negócios Jornal de

Notícias 12.03.2010 www.jn.pt

INOVAÇÃO É TRUNFO DO CALÇADO NACIONAL

MÓNICA SANTOS/WHO

EMPRESAS PORTUGUESAS SENTEM QUEBRA NAS EXPORTAÇÕES, MAS CONSOLIDAM PRESTÍGIO INTERNACIONAL P.4E5

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JORNAL DE NOTÍCIAS

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A SEMANA

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DIPLOMAS LEGAIS

POST-IT

14/10 Decreto-lei

Sex 12/MAR

Alarga o prazo até 31 de Dezembro para a apresentação das candidaturas à linha de crédito destinada ao financiamento de 50 % da prestação mensal a cargo das pessoas que tenham estabelecido um contrato de crédito à habitação própria permanente desde que se encontrem na situação de desemprego há, pelo menos, três meses.

15/10 Decreto-lei Estabelece medidas de apoio aos desempregados de longa duração, alargando por um período de seis meses a atribuição do subsídio.

SOBE E DESCE

Alberto Soares Presidente do IGCP

FIGURA JOSÉ SÓCRATES

Primeiro-ministro dáacarapeloPEC _ Enquanto o ministro das Finanças anunciava os pormenores do PEC e os portugueses tomavam consciência dos sacrifícios que os esperam, o primeiro-ministro, José Sócrates, chamou a si as atenções, dando a cara pelo plano que o seu Governo concebeu para salvar Portugal. Sócrates recebeu todos os parceiros sociais e partidos e tratou mesmo de fazer uma comunicação ao país para frisar a importância das medidas anunciadas e manifestar o seu optimismo quanto aos resultados que deverão ser obtidos, assumindo, como é seu timbre nestas alturas, total responsabilidade pelas mudanças. Não resistiu, porém, à

NEGÓCIO

Milhões paraoEstado A venda das participações detidas na EDP, na Galp e na REN, bem como a privatização da TAP, dos CTT e da área seguradora da CGD está a ser ponderada pelo Governo, disse o ministro Teixeira dos Santos. Perfilam-se, portanto, negócios de vulto já que as participações na EDP e na REN são significativas (20% e 49%, respectivamente). Na Galp, o Executivo tem 7% e os CTT, a TAP e os seguros da CGD são detidos a 100%. No total, o Estado poderá arrecadar seis mil milhões de euros.

tentação de branqueamento da pílula e a sua intervenção acabou por suscitar controvérsia para além do âmbito do próprio PEC. Isto porque Sócrates insistiu que a redução dos benefícios fiscais para os contribuintes com maiores rendimentos estava já prevista nos programas de Governo e do PS e não significam aumento de impostos, quando sabe perfeitamente – tal como os portugueses – que se vai pagar mais impostos. O jogo de palavras parece mais importante para o primeiro-ministro do que as finanças mensais dos portugueses e esse foi um erro político com custos que podem ser elevados. AFJ

NÚMERO

11 O corte para equilibrar défice A meta de 2013 para cortar o défice de 9,3% para 2,8% é, como tem sido referido, muito ambiciosa, tanto mais que o Governo pretende viabilizá-la com uma redução de despesa de 2,7% e um aumento de receita de 0,8%. Traduzido em euros, isto significará um corte de cerca de 11 mil milhões de euros em quatro anos. Ou, por outras palavras, de 27 milhões por dia.

O presidente do Instituto de Gestão do Crédito Público tem razões para sorrir. A emissão de 990 milhões de euros em obrigações do tesouro a 11 anos é como que uma prova de que o mercado deposita maior confiança em Portugal. Isto porque o montante é superior ao esperado e o juro mais baixo do que o da emissão anterior.

Continuação do debate e votação na especialidade, encerramento e votação final global do Orçamento do Estado para 2010.

Sex 12/MAR Jornada Nacional de Luta dos trabalhadores das Indústrias Eléctricas, Química, Metalurgia, Metalomecânica e Automóvel.

Sáb 13/MAR Vinte e cinco empresas lusas visitam Silicon Valley e Boston no âmbito do Global Strategic Innovation.

Seg 15/MAR

Reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro. Em Bruxelas, na Bélgica.

António Mendonça Ministro das Obras Públicas

António Mendonça continua a ser um dos sacrificados da crise e da necessidade de reduzir o défice. Apesar de as obras públicas serem uma das mais fortes apostas do Governo, já “perdeu” concessões de auto-estaradas, viu adiado o TGV Porto-Vigo e, agora, também a construção da ligação entre a Invicta e a capital.

FRASE “O que é essencial é que a Comissão Europeia venha a aprovar, como espero, o PEC. Mas, Portugal, o Governo, o país, tem de estar evidentemente preparado para tomar todas as medidas que a Comissão venha eventualmente a considerar necessárias para atingir a meta de 2013. ” VÍTOR CONSTÂNCIO Em entrevista à TVI

Seg 15/MAR A Associação Comercial de Lisboa (ACL) organiza uma missão empresarial a Luanda (Angola).

Seg 15/MAR Assembleia-geral anual dos accionistas da Redes Energéticas Nacionais (REN).

Qui 18/MAR Reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para decidir quotas de produção.

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Sexta-feira 12N MARÇO 2010

A PROPÓSITO

Inovação curatodos osmales Armando Fonseca Júnior Editor-adjunto ajunior@jn.pt

indústria portuguesa do calçadocontinuaadarprovas de enorme vitalidade, apesardeacriseterditado um decréscimo de exportações. Masosempresáriosecriadoresportugueses não desarmam e continuamamarcarpontosgraçasàqualidade dos seus produtos e à forte apostanainovaçãoquefazem,como mostra o trabalho da jornalista Virgínia Alves que hoje publicamos. A inovação, aliás, parece ser um dos poucos trunfos que a economia nacional ainda tem. O Governo dá o mote e “inova” até no optimismo com que apresenta projectos.Veja-se,porexemplo,ocasodo carro eléctrico e da sua escassa rede de abastecimento anunciada, contra cerca de 15 mil previstos na Galiza para cinco mil carros nos próximos cinco anos. Outro exemplo de “inovação” nesta área foi dado pelo secretário de Estado dos Transportes esta semana.CorreiadaFonseca,segundo a agência Lusa, declarou que o Go-

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TRANSFORMAR UM VEÍCULO COM 15 ANOS, POR EXEMPLO, NOUTRO SEGURO E NÃO POLUENTE É MUITA “INOVAÇÃO” vernodeve“apostarfortemente”na transformação de veículos em fim devida.“Naquestãodatransformaçãodosveículospodehaverapoios ao particular, à empresa que quer converterfrotas,mastambémpode haver apoios às oficinas para se dimensionarem e organizarem para conseguir fazer este tipo de trabalhos”,explicouaqueleresponsável, apoiado no presidente do IMTT, que até prometeu regulamentação em seis meses. Fazer, numa oficina, de um veículocom15anos,porexemplo,uma máquina nova, segura e não poluidora é, sem dúvida, muita “inovação”. Tem de se admitir. Penaéqueestes“progressos”–e a reorganização e simplificação de processoseserviços,emqueoExecutivo tem inovado efectivamente comsucesso–nãosejambenstransaccionáveis, os tais que tanta falta nos fazem e que seriam, esses sim, verdadeiros ases de trunfo para a nossa economia.


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SHOWBUSINESS PROTAGONISTA

OBJECTO COLUNA

49,99€ Para potenciar o áudio dos computadores portáteis, a Logitech apresenta a Laptop Speaker Z205, uma coluna leve e potente.

CAMPANHA

MARIANA MONTEIRO CALÇA SEASIDE

_ Pela segunda vez consecutiva,

Mariana Monteiro foi escolhida para imagem da Seaside. A actriz que, esta semana, começou a gravar a nova novela da TVI, “Espírito indomável”, é o rosto da colecção Primavera-Verão, protagonizando uma campanha de extrema sensualidade. A jovem portuense foi fotografada

no ambiente do Vila Monte Resort, em Moncarapacho, Algarve, e também no estúdio Victor Hugo, em Matosinhos. Com diferentes looks, Mariana “vestiu” diversas personagens para melhor apresentar sandálias, botins e sapatos que marcarão as estações quentes. Uma panóplia de propostas pintadas a

azul-eléctrico, fúcsia, tons pastel e cinza pastel. A publicidade com Mariana Monteiro estará presente nas 44 lojas da Seaside espalhadas pelo país, em outdoors, muppis e imprensa escrita. De resto, as novidades da marca também podem ser acompanhadas pela rede social do momento: o Facebook.

Compatível com Mac OS e Microsoft Windows, a Logitech Laptop Speaker Z205 prende-se facilmente, como um clip, à maioria dos ecrãs de portáteis. Com esta coluna, será possível beneficiar de um som estéreo rico e claríssimo, com um amplificador embutido e uma estrutura que não afecta a acústica. No topo, tem dois botões para ligar e desligar e ajustar o volume.

CURTAS 12.ª EDIÇÃO

ROCK IN RIO LISBOA

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EL CORTE INGLÉS

SEAT patrocina a ModaLisboa

Pepsi lança “caça ao tesouro”

Staples arranca com nova campanha

MontedaRavasqueira àvendaemEspanha

A SEAT é, pela 12.ª edição consecutiva, patrocinadora principal da ModaLisboa que arrancou ontem e decorre até depois de amanhã. Sob o tema Check Point, o maior evento de moda do país apresenta as tendências dos criadores nacionais para o Inverno de 2011. A SEAT aproveita o evento para exibir os seus mais exclusivos modelos: o Exeo e o Exeo ST.

A Pepsi, patrocinadora oficial do Rock in Rio-Lisboa, desafia os jovens a participarem numa caça ao tesouro, em que o prémio final são bilhetes para o festival. Basta estar atento ao Facebook, onde o desafio foi lançado anteontem. Para encontrarem a lata Pepsi com o código vencedor, os fãs terão de seguir as pistas dadas no Facebook quanto ao local onde se encontra a lata premiada.

‘Tudo para fazer um bom negócio’. É este o nome da nova campanha Staples. Os valores de proximidade, facilidade, escolha e variedade são reflectidos na nova assinatura, que pretende demonstrar, num tom divertido, que uma ida à Staples para comprar um simples agrafador pode facilmente tornar-se algo maior, como sair de loja com um escritório novo, uma empresa ou até um quarto.

O Monte da Ravasqueira acaba de chegar a acordo com a rede de supermercados El Corte Inglés para que o seu vinho tinto Monte da Ravasqueira 2008 passe a ser o primeiro português a ser vendido, ainda durante o mês Março, nas 54 lojas espalhadas pelo território espanhol e dando assim mais um importante passo na sua estratégia de internacionalização.

CARTOONOMIA

MUDANÇAS UNICER JOÃO ESTEVES CONTRATADO

A Unicer contratou João Esteves para director de Marketing de Cervejas da empresa, função que assume já a partir deste mês. O seu novo desafio é integrar a equipa de Marketing de Cervejas da Unicer, a maior empresa de bebidas refrescantes em Portugal.

CISCOPORTUGAL P. FRAZÃO COM NOVO CARGO

Pedro Frazão é o novo “area sales manager” para a área de operadores na Cisco em Portugal. Tinha anteriormente o cargo de “account manager” para a mesma área.

PEUGEOT VINCENT RAMBAUD DIRIGE

Vincent Rambaud foi nomeado director-geral da Peugeot. Assumindo funções a partir de 2 de Abril, passa a responder directamente a Jean-Marc Gales, director das marcas do Grupo PSA. Com 51 anos, Vincent Rambaud era anteriormente director da região da América Latina da PSA Peugeot Citroën.


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I TEMA DE CAPA I

SAPATOS NACIONAIS PELOMUNDO

_ VIRGÍNIA ALVES _ valves@jn.pt

ptimismofazpartedo ADN das empresas decalçadoportuguês, onde a inovação é aliadaaosaberfazere um pouco por todo o Mundo muitos são os que escolhem os sapatos portugueses. Mais uma vez, as marcas portuguesas brilharamnaMicam(feiradecalçado), em Milão, com 79 expositores,responsáveispormaisde500 milhõesdeeurosdeexportações. Exemplo disso, é a Goldmud, que tem apenas três anos, mas como refere Miguel Abreu, a marca “está a impor-se no mercado”, apesar de o volume de encomendas ainda não ser muito grande: “Em 2009, facturámos 800 mil euros, já temos cerca de 150 clientes, essencialmente em França e na Alemanha”. Além disso, acrescenta, “sabemos que estamos no caminho certo. As encomendas têm duplicado”. No entanto, nem tudo são rosasnosector,eMiguelAbreusublinha que a maior dificuldade reside exactamente na cobrança: “Há um certo abuso nos prazos de pagamento, se a compra for feita a italianos pelo prazo de 60 dias, a data é cumprida, mas para portugueses o prazo passa de 90 dias para pagar a 180. Por isso mesmo, tenho encomendas de Verão atrasadas porque ainda não pagaram as de Inverno”. Questões de tesouraria que são apontadas como falhas por outros empresários, como Ademar Silva, da Hard Hearted Harlot,querefereasdificuldades deacessoaocréditonaBanca.“O Estado cumpriu com a Banca,

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Inovação e saber fazer no calçado EMPRESAS NACIONAIS APOSTAM NA QUALIDADE E NO EXTERIOR, MAS QUEIXAM-SE DOS PRAZOS DE PAGAMENTO masestasódáumpresuntoaquem dercomogarantiaumporco,oque dificulta empresas como a nossa, que tem um produto específico e necessitadetesouraria”.Apesarde fabricar sapatos, Ademar Silva sublinha que vende “acessórios de moda,umtrabalhoartesanal”,que nãoévendidoporatacado,ecom preços que rondam os 270 euros, diz que “ninguém se queixa dos preços, são vendidos nos espaços certos”. Joaquim Moreira, da Felmini, prefere não falar de problemas com a Banca, nem de apoios doEstado,dizendomes-

QUESTÕES DE TESOURARIA AINDA SÃO UM ENTRAVE PARA ALGUMAS EMPRESAS

mo “que o Governo apoiou o suficiente”,equantoaossegurosàexportação,“foiresolvidooproblema”, embora revele que nunca sentiu esta questão como sua: “Os meus clientes são pequenos (cerca de 1500 retalhistas espalhados pelo Mundo), normalmente compram 300 pares de sapatos, e não recorro aos seguros, paraissotenhoumaempresadecobranças na Europa”. O empresário prefere salientar que o importante é estar atento às tendências, e com orgulho até refere que as suas criações são copiadas. “Vendo muito tamanho 37 para Itália, porque o copiador compra sempre esse tamanho para copiar a forma correcta, mas não me preocupo, o cliente não só distingue o original como está disposto a pagar a diferença (o mais caro custa cerca de 180 euros)”. ■

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Sexta-feira 12N MARÇO 2010


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Sexta-feira 12 MARÇO 2010

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I TEMA DE CAPA I

COLECÇÃO

Capital

INVENTAR ACADA ESTAÇÃO

NACIONAL MAIS NACIONAL

Com a redução do número de multinacionais do sector do calçado no país, o peso relativo do capital estrangeiro foi reduzido para 11%, verificando-se um aumento de 30% de exportações de empresas de capital nacional.

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723

600

20

Foi o saldo positivo da balança comercial do sector do calçado nos primeiros 11 meses de 2009. Apesar das exportações terem recuado 8%, o valor total das exportações rondou os 1167 milhões de euros.

Em Milão, muitos negócios foram feitos, um deles foi fechado pelo estilista Luís Onofre, que vendeu para uma cadeia de lojas do Mónaco 600 pares de sapatos, a uma média de 250 euros cada, preço de fábrica.

A empresa Felmini emprega actualmente 180 pessoas, e como diz o seu proprietário, em 2009, contratou mais 20 pessoas, mas “a dificuldade está em encontrar profissionais qualificados”.

MILHÕES DE EUROS

PARES

TRABALHADORES

1 2 3 4 CERTIFICADO

TECNOLOGIA

INOVAÇÃO

TRADIÇÃO

Conseguir servir exigências à distância

Qualidade e conforto a pensar em todos

Sempre em busca de novas matérias-primas

Médio Oriente é a próxima etapa destes clássicos

_ Joaquim Carvalho, fundador da Eject, em

_ “Softwaves – Comfort round the clock”

_ Manuel de Almeida, Jorge & Filhos, mais

_ “Carlos Santos” é sinónimo de sapatos de

Felgueiras, não pára no presente e a sua visão é sempre de futuro. Depois de ser a primeira empresa portuguesa do calçado a obter a certificação em gestão de inovação, “que consiste na capacidade inovadora da empresa, no que diz respeito a equipamentos e desenvolvimento de produtos em parceria com as universidades e a área da informática”, como explicou Joaquim Carvalho, a aposta agora é encontrar “um sistema que permita servir pessoas com algumas deficiências, deformações dos pés, à distância, isso seria um salto enorme”, garantiu. A ideia é envolver o Centro Tecnológico do Calçado e Universidades, para que entre eles consigam criar uma solução que permita medir o pé à distância, com todas as suas imperfeições, “para que esses clientes possam usar os sapatos da Eject, que normalmente não usariam”. Uma dificuldade também sentida no mercado nacional, como referiu o dono da marca, “é um produto caro e diferente, por isso não é de fácil venda em Portugal, vendemos muito mais na Alemanha e em França, e um pouco no Japão, um mercado a consolidar”.

uma nova linha a pensar em todos os que gostam de caminhar mantendo a segurança dos seus pés. Em linha com o que a Comfortsyst S.A. produz desde 1970, “sempre a pensar no conforto, nos materiais a utilizar, nos sistemas e nos desenhos”, como explicou Orlando Santos, este ano, a linha Softwaves é ainda mais inovadora, através da introdução de um novo sistema que alia uma sola de borracha, flexível e resistente, com palmilhas especiais, que permitem a circulação do ar, a manutenção de uma temperatura adequada do pé, diminuindo os impactos do caminhar. O sistema é inovador e foi já patenteado pela empresa de S. João da Madeira. Os primeiros sapatos da nova colecção estarão à venda também em farmácias, “uma vez que são igualmente indicados para pessoas com diabetes”, disse Orlando Santos.

conhecida pela marca Mariano, é um nome incontornável em feiras mundiais de calçado pela suas inovações, essencialmente das matérias-primas que utiliza em cada colecção. Este ano, a novidade é um sapato em pele de perca do Nilo, que será vendido ao consumidor por cerca de 450 euros o par. Ângela Oliveira, que coordena as buscas por novos materiais a partir da fábrica em S. João da Madeira, explica as inovações como “uma necessidade de encontrar materiais novos, diferentes, fantásticos e confortáveis”. No ano passado, a surpresa foram os sapatos feitos em pele de pata de galinha, “era a novidade para toda a gente, este ano começam a ser vendidos, essencialmente para o exterior, Portugal é muito conservador”, sublinhou. Este ano, a marca lançou também a linha ecológica, “uma novidade no calçado, mas já muito utilizada no vestuário”. A par da colecção exótica e da ecológica, a Mariano produz igualmente calçado clássico, apresentando uma facturação na ordem de um milhão de euros, sendo que 40% são para exportação (essencialmente para a Holanda e para a Alemanha), e uma parte dessa percentagem é assegurada pela linha exótica produzida pela marca.

luxo para o segmento masculino. Fabricados totalmente à mão, com peles francesas, o mais barato custa cerca de 280 euros e o mais caro pode chegar aos 700 euros, representando uma facturação anual de 7,4 milhões de euros. A marca foi criada há dois anos pela Zarco e apenas produz para exportação, essencialmente França, Japão e EUA, mantendo uma loja própria em Bruxelas e com intenções de abrir uma em Paris. “Mas é preciso fazer muito bem as contas, para que nada corra mal, e se necessário dar um passo atrás”, adiantou Carlos Santos. Além dessa loja, a empresa está a apostar também no Médio Oriente. “Na última feira, no Dubai, a colecção foi muito apreciada e um agente local mostrou apetência para avançar com um projecto de lojas em sistema de franchising”, acrescentou o proprietário da Zarco. A empresa, com sede em S. João da Madeira, emprega 100 pessoas e produz, além da Carlos Santos, as marcas Star Label e Mack James, que permitiram subir a fasquia da qualidade e apresentar desde há dois anos os sapatos Carlos Santos.


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I EMPRESAS I

“É preciso esquecer a palavra crise” RUI NABEIRO APONTA AS RECEITAS PARA SE ULTRAPASSAR A ACTUAL CONJUNTURA ____ BRUNO AMORIM ____ economia@jn.pt

presidente da Delta Cafés é um homem de causas. Entre negócios e acções de apoio social, assim tem pautado uma carreira empresarial com quase 50 anos de história. Talvez por isso, o líder do grupo sediado em Campo Maior não se tenha assustado com a famigerada crise económica, tendo conseguido contornar o turbulento ano de 2009. Em entrevista ao “jn negócios”, Rui Nabeiro fala do contexto económico em que vive-

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mos, da importância de uma atitude diferenciadora nos mercados e ainda das prioridades que o Governo deve ter para recuperar a economia. Qual o balanço que faz da actividade da Delta Cafés em 2009? Foi um ano dominado pela palavra ‘crise’. É certo que foi complicado e mexeu com a economia nacional e internacional. No entanto, a nossa postura contornou o cenário negativo, promovendo e dinamizando a Delta com a apresentação de novos produtos. O primeiro chá espresso do Mundo

e a criação de uma nova máquina Delta Q marcaram a diferença.

bem direccionada junto dos consumidores e potenciais clientes.

Na sua opinião, as empresas lusas estavam preparadas para a crise? Creio que são poucas as empresas preparadas para a instabilidade do mercado internacional. E isso é visível com a crise que atingiu os EUA e que depois se instalou mundialmente. Não é fácil prever uma situação destas, muito menos saber quando acontece. Mas é necessário estar minimamente preparado. Inovar e potenciar os produtos da empresa pode ser uma boa estratégia, desde que

Disse que faria tudo para não ter de recorrer a despedimentos em 2009. Essa promessa foi cumprida? Não só cumpri essa promessa, como consegui ainda encontrar mais alguns lugares para quem me procurou. Não é fácil, na actual conjuntura, uma entidade empregadora colocar em sua casa mais um colaborador. Mas com boa vontade e espírito de entreajuda tenho tentado contrariar essa tendência e, até agora, as coisas têm corrido de forma positiva.

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Sexta-feira 12N MARÇO 2010

Quais são as suas perspectivas e metas em relação a 2010? Vai ser um ano de expectativa, até porque entramos numa nova década, que se espera melhor que a anterior, financeiramente falando. É preciso desmistificar a palavra ‘crise’ e esquecê-la. Se nos deixarmos envolver por esse marasmo, estamos a cair num grave erro. A crise apenas veio para assustar e pode ser solucionada se quisermos. Não podemos é baixar os braços e lamentar constantemente. Não faz sentido. Acredito que com trabalho, confiança e atitude podemos superar as adversidades que possam surgir. A Delta Cafés tem uma forte faceta exportadora. Qual é o peso do mercado externo na sua actividade? A vertente exportadora tem um peso de 22% para a Delta. Embora Espanha seja o nosso principal mercado, por motivos óbvios, já estamos em 22 países, realidade que nos permite alargar objectivos e negócios. Cada país é um mercado onde descobrimos vantagens para nos instalarmos. A internacionalização é importante,


Sexta-feira 12 MARÇO 2010

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I EMPRESAS I

NUNO VEIGA / LUSA

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O aumento das exportações, defendido por muitos, é a melhor solução para a retoma da nossa economia? As exportações têm, de facto, uma enorme importância para quem

“PARA SE TER ÊXITO NAS EXPORTAÇÕES, É NECESSÁRIO QUE AS EMPRESAS JÁ TENHAM ALCANÇADO SUCESSO NO PAÍS DE ORIGEM” tem um negócio, ainda mais quando as mesmas são bem sucedidas, já que conferem visibilidade e sustentabilidade à marca. No entanto, para podermos ter êxito nas exportações é necessário já ter alcançado sucesso no país de origem. Desta forma é mais fácil alcançar o público além-fronteiras. Se internamente estivermos bem posicionados, tenho a certeza que

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no exterior acontecerá o mesmo. Para si, que desafios tem o Governo para reabilitar a economia nacional? Julgo que o Governo tem de pautar a sua actuação pela proximidade com os empresários e entidades empregadoras, para que possamos assistir, num futuro não muito longínquo, a uma retoma da economia do país. Mas não só. Acredito que a estratégia de criar uma sinergia mais vincada entre bancos e empresas, manifestada pelo actual Executivo, pode ser uma mais-valia. Deste modo, os bancos podem reforçar as suas políticas de crédito, recorrendo a capitais próprios e servindo assim a nossa economia. É também sensível às dificuldades sentidas pelas PME. Como podem estas ser mais competitivas? Em primeiro lugar, temos de acreditar que é possível. Depois basta trabalhar-se diariamente com atitude, visão e clareza, num mercado que muda diariamente, mas no qual cada empresário pode fazer a diferença. Humildade, lealdade, honestidade, cidadania, qualidade, solidariedade e responsabilidade social são valores em que temos fundamentado a nossa empresa. E já lá vão quase 50 anos. É esta a receita, o segredo para o sucesso. Além do respeito a quem nos prefere.

pois são muitos os portugueses espalhados pelo Mundo e isso é uma mais-valia para a implementação da nossa marca.

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Nunca renegou as origens humildes e tem apoiado várias causas sociais, como foi o caso da iniciativa ‘Tempo para Dar’. Que papel podem ter as empresas neste âmbito? A responsabilidade social deve ser uma forma de estar na vida. É importante ajudar e é tão fácil fazê-lo. Basta querer. Desde o início que fui um homem de causas, de acções e emoções. ‘Tempo para Dar’ foi a mais recente campanha e resultou na ajuda a três instituições: Associação Coração Amarelo, CENSO e o Centro Social e Paroquial de Paderne. Este apoio visou tornar mais acompanhada a vida de quem está sozinho e dar a conhecer aos portugueses o trabalho destas instituições, essencial para a saúde e bem-estar da população idosa. A avaliação que fizemos desta iniciativa foi positiva e iremos continuá-la em 2010, em moldes diferentes. A nível pessoal, que significado têm estas iniciativas para si? Bastante. Talvez por ter nascido no seio de uma família humilde tenha tido sempre uma especial atenção e preocupação para com os outros. Principalmente com aqueles a quem a vida não sorriu em nada. Quando vejo um sorriso na cara de uma criança ou adulto, sinto que a minha missão foi concluída com sucesso. E acredito que a minha missão é ajudar os outros. É este o sentimento com que tenho pautado a minha vida, pessoal e profissional. ■

EMPREENDEDORA

Chefiarnum sector tradicionalmente dirigidoporhomens ____ VIRGÍNIA ALVES ____ valves@jn.pt

irectora-geral de uma empresa (APC by Schneider) de um sector tradicionalmente de homens, infra-estruturas eléctricas e tecnologia, Maria de Lurdes Carvalho diz nunca ter sentido a diferenciação, e defende que é possível as mulheres chegarem ao topo, “desde que abracem as oportunidades que lhes oferecem, que o façam por mérito e nunca por quotas”. O seu percurso profissional é o reflexo dessa tese. Licenciada em Informática e Gestão e em Electrónica e Telecomunicações, iniciou a sua carreira numa empresa nacional de infra-estruturas eléctricas. É nessa

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RAIOS X ESTADO CIVIL

Casada, com duas filhas IDADE

49 anos HABILITAÇÕES

Licenciada em Informática e Gestão e licenciada em Electrónica e Telecomunicações TEMPOS LIVRES

Jardinagem, ski, caminhadas, viajar, é autocaravanista. E não abdica dos fins-de-semana

altura que desenvolve um modelo de negócio para um parceiro dinamarquês, que chama a atenção sobre si. “Quando a empresa dinamarquesa compra a nacional, lança-me o desafio de construir de raiz uma empresa em Portugal”. Primeiro desafio foi vencido. Mas, pouco depois, a APC compra a empresa dinamarquesa “e o novo desafio trona-se maior, pois além dos grandes projectos tínhamos também o network, ou seja a tecnologia, que obriga a um tempo de respostas muito mais rápido e a uma lógica de negócio diferente”, explicou Maria de Lurdes Carvalho. Esta fusão aconteceu em 1998, e desde essa altura que é directora-geral da empresa em Portugal, garantindo que o importante “foi perceber sempre o novo modelo de negócio, que além de fabricante faz a venda a parceiros, mas mantendo um contacto directo com os clientes, para conhecer as suas necessidades”. E foram as respostas conseguidas em Portugal que levaram a estrutura europeia da APC a lançar-lhe mais um desafio, agora fora das terras lusas, o desafio ibérico. Ou seja, a ideia era replicar em Espanha o que se tinha em Portugal. “Foram dois anos de viagens entre Madrid e Lisboa, de negociações que não foram fáceis, porque espanhóis e portugueses não são assim tão parecidos, mas os resultados foram muito positivos”, garantiu. A última aposta tem três anos, quando a APC e a Schneider se unem numa empresa, oferecendo aos clientes um vasto conjunto de produtos e soluções para as indústrias, empresas, pequenos e médios negócios e mesmo ambientes domésticos. ■

MARIA DE LURDES CARVALHO DIRIGE APC BY SCHNEIDER


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I EMPRESAS I

Seis milhões de navalhas FÁBRICA DE CUTELARIA FILMAM, EM MIRANDA DO DOURO, VENDE MODELO EXCLUSIVO DE CANIVETE QUE PRODUZ HÁ 30 ANOS _ FRANCISCO PINTO _ economia@jn.pt

Em 30 anos de produção, a fábrica de navalhas Filmam já comercializou cerca de seis milhões de unidades daquele que é um modelo “exclusivo” desta unidade de cutelarias sediada em Palaçoulo, concelho de Miranda do Douro.

nicos da fábrica de navalhas Filmam. A modernização está patente em cada passo de fabrico do canivete, de forma a torná-lo mais útil e ergonómico, para se obter o melhor uso e não danificar os bolsos onde é transportado pelos seus proprietários. “O modelo em forma de pipo está associado desde logo aos pescadores, homens da lavoura e pastores, já que se trata de um instrumento útil no seu dia-a-dia, é multifacetado e passa a desem-

NAVALHA É VENDIDA EM TODO O MUNDO E É MESMO VISTA COMO RECORDAÇÃO DE PORTUGAL

Instrumento composto por lâmina de corte e garfo é considerado pelos seus fabricantes um “embaixador” da indústria transmontana

MARÇO 2010

Cartão traz rapidez nos pagamentos

Cartões de baixo valor são aposta Visa _ Na Europa, o dinheiro é ainda

FRANCISCO PINTO

O instrumento em forma de pipo, composto por lâmina de corte e garfo, é considerado pelos seus fabricantes um verdadeiro embaixador da indústria trasmontana. No entanto, a ideia de fabricar o modelo assenta num outro, cujo cabo era oval, produzido há várias dezenas de anos pelo patriarca da família Martins. Segundo Domingos Martins, sócio-gerente da Fábrica Filmam, “quando fabricámos as navalhas

com o cabo oval, o valor de cada unidade era cerca de duas vezes e meia mais dispendioso que a tradicional peliqueira” – navalha de bolso, utilizada como o nome indica, pelos comerciantes de peles da região trasmontana. “Com a invenção do cabo redondo da navalha, que nunca antes fora utilizado em Portugal por nenhuma fábrica de cutelarias e que foi registado no Instituto Nacional de Patentes Industriais, conseguimos fabricar o cabo muito mais barato, o que torna o objecto mais acessível”, explicou o industrial de cutelarias. A revolução no conceito de fabricar canivetes levou a que a produção passasse a ser feita com máquinas exclusivas para este modelo e aperfeiçoadas pelos téc-

penhar o papel de talher para comer as merendas que estas pessoas costumam levar para a jornada de trabalho”, avançou Domingos Martins. Dadas as novidades introduzidas na navalha, houve mesmo tentativas de imitação do modelo que chegaram a ser comercializadas por empresários portugueses e chineses, no entanto sem resultados, já que o objecto tem vários segredos de fabrico. “O que nos valeu foi o registo do modelo, o qual foi feito atempadamente. Este instrumento de corte tem três registos de patente que começa no cabo e termina no garfo”, adiantou o responsável da Fábrica de Cutelarias Filmam. Os seus componentes fazem do instrumento um “embaixador” da região trasmontana nos quatro cantos do Mundo, vendido em postos fronteiriços. A produção não vai parar. Porém, a grande invenção da navalha está no cabo, pois permite comercializá-la a um preço mais económico. A navalha encontra-se à venda um pouco por todo o país, sendo mesmo um “souvenir” de Portugal.Eéumarecordação quecomeça a ser oferecida aos convidados de vários eventos sociais e até em festas de casamentos. ■

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responsável por 80% das transacções e mais de 90% destas são inferiores a 15 euros, o que revela a existência de uma área por explorar nos pagamentos de baixo valor efectuados com cartões. A pensar nisso, a Visa apostou no Contactless para enfrentar o seu maior concorrente: o dinheiro. O Visa Contactless está disponível em todas as plataformas de cartão Visa: débito, crédito, prépago, comercial e V Pay. Para transacções inferiores a 20 euros, o consumidor poderá completar a operação em menos de um segundo, acenando simplesmente o cartão junto do leitor terminal, sem ter de assinar ou digitar o PIN, requisito necessário se os pagamentos forem superiores a 20 euros. A tecnologia contactless vem trazer benefícios a utilizadores de cartões e comerciantes como transacções mais rápidas, filas mais curtas, reforço da segurança e diminuição de custos. Os cartões contactless têm uma interoperabilidade global e podem ser utilizados em qualquer parte do Mundo, como qualquer outro cartão Visa. ■

BREVES Deloitte e AESE lançam prémio

CGD vale mais de mil milhões

Turismo nacional expõe em Berlim

TeixeiraDuarte Efacec conquista constróiparlamento contrato no Iraque

A Deloitte e a Escola de Direcção e Negócios (AESE) promovem, este ano, a quinta edição do “Prémio Empresa Mais Familiarmente Responsável”, uma iniciativa que reconhece e premeia as melhores práticas de conciliação entre a família e o trabalho, no universo das maiores empresas a operar em Portugal. As empresas interessadas ainda podem candidatar-se até ao próximo dia 15, através do site www.premioefr.com. Na última edição foram analisadas 34 candidaturas.

Norberto Rosa, administrador da Caixa Geral de Depósitos recebeu, em cerimónia realizada no CCB, em Lisboa, o certificado da Brand Finance avaliando a Marca Caixa Geral de Depósitos como a Marca Bancária Mais Valiosa de Portugal. Este primeiro lugar na avaliação acontece pela terceira vez consecutiva. Com um valor de marca avaliado em mais de mil milhões de euros, a Caixa ocupa a 101.ª posição no Ranking Brand Finance 500, líder mundial em avaliação e gestão de marcas.

Mais de 50 operadores turísticos portugueses e as sete regiões de turismo do país estão a participar, até ao próximo domingo, na Bolsa Internacional de Turismo de Berlim (ITB), o maior certame mundial do género. O pavilhão de Portugal na ITB 2010 apresentar-se pela primeira vez no estrangeiro com uma nova imagem. Trata-se de “uma estrutura versátil” com algumas novidades tecnológicas, para “incentivar a comunicação com os visitantes”, de acordo com um comunicado do Turismo de Portugal .

A Teixeira Duarte anunciou ter celebrado com a Presidência da República de Angola o contrato para a construção da sede da Assembleia Nacional angolana, com um valor global de 185 milhões de euros. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Teixeira Duarte refere que o contrato foi assinado ao abrigo da Convenção Financeira Portugal-Angola. A construtora portuguesa diz ainda que, na sequência da assinatura do contrato, recebeu um adiantamento de 15%.

A Efacec vai fornecer material para reconstruir a rede de infra-estruturas eléctricas do Iraque, num conjunto de contratos que poderão chegar aos 200 milhões de euros, disse à Lusa fonte da empresa. O acordo, válido por cinco anos e com a opção futura de extensão por mais três, consta de um memorando de entendimento, assinado entre a Efacec e uma delegação iraquiana presidida pelo vice-ministro da electricidade, Amer Aldouri. A comitiva visitou esta semana as instalações da empresa, em Matosinhos.


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Sexta-feira 12 MARÇO 2010

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I EMPRESAS I

JORNAL DE NOTÍCIAS

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PRESSES

NEGÓCIO DIREITOS RESERVADOS

Logica Iberia adopta nova estratégia A Logica Iberia, empresa multinacional de serviços de tecnologia e gestão, levou a cabo um reposicionamento estratégico do seu negócio. Esta mudança de cultura empresarial assenta na capacidade de criar relacionamentos sustentáveis no mercado, com clientes, parceiros e fornecedores. Este processo foi acompanhado pela renovação da imagem corporativa da Logica.

‘Valores’ inaugura agência nos Açores A Valores, franchising nacional especializado na compra e venda de ouro, abriu a primeira agência nos Açores, em Ponta Delgada. Actualmente com 66 espaços em Portugal, a empresa quer ter 10 lojas próprias e 100 franquias até ao final do ano. Simultaneamente, a Valores pretende aumentar a em 50% a facturação (10 milhões de euros) e entrar no mercado espanhol.

EMPRESA QUER DUPLICAR PRODUÇÃO DE PASTA CERÂMICA E DE ENERGIA ELÉCTRICA

Unipastainvestedez milhõesemnovaunidade ____ MIGUEL GONÇALVES ____ miguelgoncalves@jn.pt

erca de dez milhões de euros foi quanto a Unipasta investiu na sua nova unidade de produção, em Pombal. A empresa de pasta de cerâmica, de capitais 100% nacionais, tem, agora, condições para desenvolver novos produtos, nomeadamente ecopastas, “amigas do ambiente”, dado serem fabricadas com a utilização parcial de resíduos da própria indústria. A nova unidade fabril vai também permitir à Unipasta duplicar a sua capacidade de produção, graças ao processo inovador de cogeração ali implementado, que passa pela utilização directa dos gases quentes no processo de fabrico e, paralelamente, pela venda de energia eléctrica que é injectada na rede pública. Uma vais-valia que se reflecte nos preços dos produtos comercializados, mais competitivos. Para dar respostas inovadoras às exigências do mercado,

C

a Unipasta tem conseguido financiamento nomeadamente por parte da Inovcapital, que fez o primeiro investimento em 2004 (cerca de um milhão de euros), para instalar a primeira central de cogeração (instalação de uma turbina para a produção de energia), e em 2009 reforçou o investimento com mais 800 mil

RAIOS X CONSTITUIÇÃO E SEDE

A Unipasta foi juridicamente constituída, em Pombal, em Agosto de 1999. Começou oficialmente a laborar em Março de 2002 TRABALHADORES

A empresa tem 26 colaboradores

INDÚSTRIA DE POMBAL DIZ QUE FORMA DE FUGIR À CRISE NA CONSTRUÇÃO É VENDER ENERGIA euros para apoiar o fabrico de novos produtos, a instalação de uma segunda turbina para a produção de energia (cogeração) e o desenvolvimento do projecto de internacionalização/exportação de produtos (actualmente exporta para países do Norte de África, nomeadamente Marrocos). Em 2010 e 2011, a grande aposta da Unipasta vai para a venda de energia eléctrica à rede pública. Ao JN, Carlos Lagoa, presi-

FACTURAÇÃO

Em 2008, a Unipasta facturou cerca de 12 milhões de euros. Em 2009, desceu para 10,5 milhões de euros ACTIVIDADE

A empresa fornece produtos para a indústria de pavimentos e revestimentos, nomeadamente pastas atomizadas de porcelânico brancas e coradas e pastas atomizadas de revestimento. OS ACCIONISTAS

A maioria do capital social (63%) da Unipasta é detida pela José Aldeia Lagoa & Filhos, que fundou a empresa de pastas. A InovCapital é detentora de 32% da sociedade anónima e a Transportes Central Pombalense é o accionista mais pequeno, com apenas 5%

dente do Conselho de Administração da Unipasta, explicou o motivo: “O actual cenário na construção civil, a nível nacional, está a revelar-se pior do que imaginávamos, pelo que temos de nos virar para outras formas de garantir a facturação e manter ou até mesmo fazer crescer a nossa estrutura empresarial. Temos de criar, inovar, para desse modo fugir à trágica crise que assola o sector da construção”. Depois de revelar que cerca de 33% dos 12 milhões de euros facturados pela Unipasta, em 2008, resultaram da venda de energia à rede pública, Carlos Lagoa assume que esse montante tem de ser superado em 2010. “Estamos a trabalhar para isso e estou confiante de que vamos alcançar bons resultados”, afirmou o presidente do Concelho de Administração da empresa de Pombal. Masestaviragemparaaproduçãodeenergia,garanteCarlosLagoa, não significa subestimar a áreadaspastas,ondeosprincipais clientessão,entreoutros,aDominó, Grupo Pavigrés (Cerev), Revigrés, Goldcer, Recer. ■

Confiauto Nissan com novo espaço A Confiauto, distribuidora oficial da marca Nissan em Vila do Conde, Viana do Castelo e Braga, vai apresentar o seu novo espaço na cidade dos arcebispos na próxima quinta-feira, dia 18. O novo espaço Confiauto Nissan, em Braga, terá área de exposição de veículos, parque de estacionamento e serviços de oficina.

H3 dá continuidade à sua expansão A rede de restaurantes H3 abriu um novo espaço em Linda-a-Velha, no Dolce Vita Central Park. Esta cadeia de hambúrgueres gourmet continua assim a sua estratégia de expansão nacional, estando actualmente presente em 25 centros comerciais do nosso país.

Grupo ‘amo.te’ lança espumante O Grupo ‘amo.te’ apresentou um novo espumante da Bairrada, bruto natural, colheita de 2007. Numa primeira fase, o espumante foi vendido nas feiras do Modelo Continente, Intermarché e E.Leclerc. Nos restaurantes e loja ‘amo.te’ pode ser encontrada uma embalagem exclusiva desta colheita.


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JORNAL DE NOTÍCIAS

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I FINANÇAS PESSOAIS I

com uma pesquisa da agência Lusa, a British Airways é a companhia aérea que dispõe da oferta mais económica, seguida da TAP e da Air France. Contudo, é a companhia portuguesa a única a estabelecer ligação directa entre Lisboa e Joanesburgo. Com a data dos jogos a aproximar-se, cada vez há menos lugares económicos. Por isso, quanto mais cedo reservar a sua viagem, melhor. Na British Airways, o bilhete mais barato para assistir ao primeiro jogo da selecção nacional contra a Costa do Marfim – com partida a 14 e regresso a 16 de Junho – custa 1921 euros. Partida de Lisboa com escala no aeroporto de Heathrow, em Londres. Na companhia aérea portuguesa, o custo da viagem de ida e volta entre Lisboa e Joanesburgo é de 2008 euros em classe Plus, uma vez que a TAP já não tem disponíveis bilhetes nas classes de tarifas reduzidas (Basic e Classic). Nas mesmas datas, a opção económica da Air France fica por 2131 euros. A transportadora faz a ligação

Se estiver com “ganas” para apoiar a selecção portuguesa na África do Sul, prepare-se para abrir os cordões à bolsa. Entre viagem, estadia, alimentação, bilhetes para os jogos e deslocações entre estádios, a despesa não é pouca. Num cenário mais pessimista, em que Portugal não passe da fase de grupos, 10 000 euros podem não chegar para uma só pessoa viver a emoção de um campeonato do Mundo ao vivo e a cores.

Viagens a 2000 euros Em termos de viagem de avião, os portugueses que queiram assistir ao pontapé de saída da selecção portuguesa, no dia 15 de Junho, poderão gastar cerca de 2000 euros (ver caixa). De acordo

E se fôssemos a África do Sul? SAIBA QUANTO CUSTA VER A SELECÇÃO JOGAR NO MUNDIAL DE FUTEBOL EM JUNHO VIAGEM

HOTÉIS

TAP

BRITISH AIRWAYS

€2008

€1921

AIR FRANCE

HILTON SHERATON (JOANESBURGO) (PRETÓRIA) €513

LUFTHANSA

IBERIA

€2131

€2839

€3284

HOLIDAY INN (JOANESBURGO)

HILTON (DURBAN)

BISHOPS INN (P.ELIZABETH)

€42,50

€66

€440

€300

PACOTECOMPLETOAGÊNCIAABREU(VOO,ESTADIA,PEQUENO-ALMOÇO,TRANSFERS) PREÇO P/ PESSOA

PORTUGAL-BRASIL

Quarto duplo

5 estrelas €3450

PORTUGAL- PORTUGALPORTUGALPORTUGALPORTUGAL-BRASIL -COSTAMARFIM -COSTAMARFIM -COSTAMARFIM -COREIA NORTE

Quarto individual €4390

4estrelas €3100

5 estrelas €3450

4 estrelas €2990

Com safari €2590

5 estrelas €3450

€3690

€4390

€3390

€3315

€4390

LAZER (HTTP://WWW.TRULYAFRICATOURS.COM/) PREÇOS

KRUGER NATIONALPARK

SHARK CAGEDIVING

CATARATAS DEVITÓRIA

SOSSUVLEI EXPLORER

ETOSHA NATIONALPARK

€1500

€150

€2600

€255

€255

DICAS Se é a primeira vez que viaja para África do Sul, tome nota de algumas dicas que o podem ajudar a passar uma temporada mais sossegada. Para viajar para o país, não precisa de visto de entrada, mas os médicos aconselham que actualize a vacina contra a malária. Adiante o relógio duas horas em relação ao horário português, troque os euros por rand e leve um conversor de corrente. A voltagem e as tomadas são diferentes na África do Sul. Se alugar carro, lembre-se que os sul-africanos conduzem à inglesa, ou seja, com o volante à direita. Tenha ainda cuidados redobrados com a segurança. Apesar da Polícia do país estar a reforçar o contingente para o Mundial, a África do Sul continua a ser uma nação com uma taxa de criminalidade elevada.

entre Lisboa e Joanesburgo com escala no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. As companhias aéreas Luf thansa e Iberia também o levam ao Nelson Mandela Bay Stadium, em Port Elizabeth. Nesta opção, ver as camisolas das quinas custa entre 2839 e 3284, respectivamente com escalas em Frankfurt e em Madrid.

Hotéis repletos Para quem tiver familiares ou amigos emigrantes na África do Sul, considere-se um sortudo. Entre selecções, jornalistas, convidados e os visitantes habituais de negócios ou turismo, poucos quartos sobrarão em hotéis com um realidade próxima da europeia. As opções podem ser surpreendentes. Escolher o exotismo de um alojamento em barcos de luxo, por exemplo, custa entre 400 e 7500 euros, dependendo da cabina e do calendário (consoante os jogos). O One Ocean Club terá duas embarcações no porto de Durban e em Port Elizabeth, com capacidade para 4000 pessoas. Nas principais cadeias de hotelaria internacional, os preços durante o mês de Junho têm variações díspares. O Hilton, em Durban, tem

um preço em conta: 66 euros por noite. Já o Holiday Inn de Joanesburgo tem propostas ainda mais acessíveis: uma noite pode custar apenas 42,50 euros. No Sheraton de Pretória, uma noite num quarto clássico custa 300 euros. O alojamento Deluxe dispara para 770 euros. A partir de 513 euros/noite, pode ficar hospedado no Hilton, no centro de Joanesburgo. O Bishops Inn, que fica paredes meias com o estádio que Portugal vai utilizar em Port Elizabeth, tem quartos a 440 euros/noite, mas prestes a esgotar. Se não quiser ter trabalho a procurar e preferir o pacote completo, a Agência Abreu tem preparados seis programas de viagens (ver caixa). Dois para o jogo contra o Brasil, três para a partida frente à Costa do Marfim e um para o reencontro com a Coreia do Norte. A Abreu elegeu o alojamento exclusivamente em unidades hoteleiras de 4 e 5 estrelas, sendo que os voos são todos operados pela TAP. Por exemplo, se viajar sozinho e quiser assistir ao jogo Portugal-Brasil, com viagem, alojamento e transporte incluído, prepare-se para desembolsar até 4390 euros. Os bilhetes para os jogos são garantidos pela Agência Abreu, mas o preço não está incluído no pacote. Segundo o site da FIFA, os ingressos podem ir dos 15 aos 660 euros. Para além disso, no caso de querer assistir ao Portugal-Costa do Marfim, poderá ainda usufruir de uma visita às Cataratas de Vitória, um cruzeiro no rio Zambeze e um safari no Parque de Chobe por 2590 euros. Como alternativa, a Truly Africa Tours realiza um safari de Joanesburgo ao Kruger National Park desde 1500 euros. Este preço inclui alojamento, refeições, válido para um grupo de, no mínimo, três pessoas. Se pretender emoções mais fortes, pode sempre dar um mergulho junto a tubarões brancos, uma experiência proporcionada pela mesma empresa, por 150 euros. Os es-

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pécimes também podem ser vistos à superfície, se tiver receio de entrar na água fechado numa “gaiola”. Faltam menos de 100 dias para o pontapé de saída do Mundial da África do Sul, estando marcado para 11 de Junho o jogo de abertura entre as selecções de África do Sul e do México. ■


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I AUTOMÓVEIS I

JORNAL DE NOTÍCIAS

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VELOCIDADE RAIOS X

Lançamento REDEMOBILIZADA

Rede de 39 distribuidores autorizados e 57 pontos de venda da marca em Portugal arranca hoje com a comercialização.

Trunfos VERSATILIDADE

Sendo um pequeno monovolume, a aposta da marca pretende oferecer uma utilização ainda mais versátil.

Motores DOISAGASOLINA

O Spark dispõe de um motor a gasolina de um litro de cilindrada, com 68 cavalos de potência e de outro de 1,2 litros, com 81 cavalos.

Equipamento TRÊSDOTAÇÕES

O novo Chevrolet conta com uma versão de entrada, designada apenas Spark, um nível intermédio, LS, e o mais bem equipado, o LT.

Preços APARTIRDE9850EUROS

A versão de entrada custa 9850 euros, o 1.0 LS compra-se por 10 550 e o 1.2 LT sobe para 11 990.

Novo Chevrolet Spark hoje à venda em Portugal MONOVOLUME DO SEGMENTO A APOSTA NA FLEXIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO E EM OFERECER ESPAÇO GENEROSO PARA A CATEGORIA _ ARMANDO FONSECA JÚNIOR _ ajunior@jn.pt

Chevrolet Spark, novo modelo da marca americana para o segmento ‘mini’, chega ao mercado nacional hoje. Depois do Cruze, o Spark dá continuidade à nova linguagem de design global da Chevrolet, estabelecendo ao mesmo tempo novos parâmetros no seu segmento na relação estilo/funcionalidade. E, de facto, ao novo modelo não faltam argumentos para ser bem sucedido: design

O

singular no exterior e no habitáculo, habitabilidade excepcional para a classe e elevado sentido prático para o dia-a-dia. Na verdade, são raros os modelos que oferecem, com dimensões exteriores tão compactas, o benefício das cinco portas, cinco lugares, além de uma bagageira realmente utilizável. O Spark pretende, na realidade, assinalar uma revolução no segmento em termos de dimensões e de design. As formas esguias mas ao mesmo tempo volumosas, bem como as ópticas dianteiras, de grandes dimen-

Novo Chevrolet é compacto, mas oferece muito espaço para o seu segmento

sões e de design apurado, são características que contribuem para posicionar claramente o Spark num nível elevado. Trata-se de um modelo verdadeiramente global que visa reforçar a presença da Chevrolet neste segmento, por sinal aquele que regista maior crescimento por todo o Mundo – na

Europa, o segmento ‘A’ continua a crescer e representa já 10% do mercado total de passageiros. Para o efeito, foi desenhado para atrair consumidores dos mais diversos mercados – Ásia, Europa, África, Austrália e Américas – prevendo-se a sua comercialização em mais de 130 países. A precisão e atenção ao deta-

lhe que norteou a concepção do Spark estendem-se ao habitáculo que é, só por si, uma peça icónica de design. O elemento de maior destaque é o painel de instrumentos inspirado nos motociclos, assente na parte superior da coluna de direcção, e que certamente irá constituir um motivo de atracção adicional sobretudo junto dos clientes mais jovens. Trata-se de um elemento verdadeiramente único no sector e que ilustra claramente a intenção de associar prazer à funcionalidade no novo Chevrolet. Outra área em que o Spark se destaca é na ampla gama de possibilidades que oferece ao nível dos sistemas de entretenimento. Além do leitor de CD com leitura de ficheiros MP3, dispõe também de tomadas AUX-in e USB. ■

JN Negócios  

Redesign do suplemento de Economia do Jornal de Notícias

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