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4 Revista de apologética cristã católica - periódico mensal - ano 3 - 2012 doutrina | espiritualidade | tira-dúvidas | prática | polêmica | história do cristianismo

Uma publicação da Paróquia São João Batista do Brás - São Paulo

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www.vozdaigreja.blogspot.com

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Cristo Pantokrator

Ícone russo do séc. XI (Reprod.)

HISTÓRIA DA BÍBLIA SAGRADA 22/08/2012 01:11:00


do u t r i n a

Mais do que ler a Bíblia, é preciso entendê-la

A

AS SAGRADAS ESCRITURAS Organização em capítulos e versículos - A atual divisão da Bíblia em capítulos e versículos passou a existir somente a partir do ano de 1214, quando o Profº Estêvão Langton, docente de Paris e depois Arcebispo de Cantuária, fez a divisão em capítulos. Foi Hugo de Santa Clara, padre dominicano do 13º século, quem dividiu os capítulos em parágrafos, em 1263. Sante Pagnini, estudioso e hebraísta cristão, dividiu o AT em versículos, em 1528, levando em consideração a antiga divisão dos judeus, pois na Bíblia Hebraica já existia uma divisão em versetos. Finalmente, Robert Etienne, redator parisiense, dividiu o NT em versículos, em 1551.

Bíblia é mais corretamente chamada de “Sagradas Escrituras”, pois não se trata de um só livro, escrito de uma vez, mas sim de um conjunto de livros (73 no total, sendo 46 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento), que foram sendo escritos ao longo de muitos séculos, e depois reunidos numa única obra. Exatamente daí é que se origina o termo “Bíblia”, que vem do grego biblios e quer dizer “livros” ou “biblioteca”. Esses livros começaram a ser escritos há mais de três mil anos, sendo que o primeiro foi o de Jó (segundo a maioria dos estudiosos, escrito em torno de 1250aC), e o último a terceira carta de São João (do ano 90dC, aprox.).

Critérios para a canonização dos livros do NT - 1) Apostolicidade, procedência dos Apóstolos; 2) A leitura pública precisava estar já sendo feita, tradicional e oficialmente, na maioria das paróquias; 3) Não contradição com a Regula Fidei (Regra de Fé da Igreja), transmitida na catequese batismal.

“Cânon” é o termo técnico para chamar a lista de livros que compõem a Bíblia. Vem do grego kânon, de “cana”, um pedaço de “caniço” que era usado para medir (Ez 40,3.5). Em sentido derivado, passou a significar “medida”, “regra” ou “norma” (Gl 6,16). A Igreja usa a palavra cânon com o sentido de “regra de fé”: no caso das Escrituras, a regra escrita de fé.

O Evangelho, por ordem de Jesus, foi primeiro pregado oralmente (Mt 28,19-20; Mc 16,15-16; At 5,28-29): até o ano 51, o que existia do Novo Testamento era a pregação viva da Igreja daquilo que Jesus “fez e disse”. O que dinamizava as comunidades da Igreja (Jerusalém, Samaria, Damasco, Antioquia, Corinto, Tessalônica, Roma, etc.) era a Tradição, que continua até hoje.

As Escrituras dividem-se em três grupos de livros: históricos, didáticos e proféticos, pois os textos sagrados influenciam a vida dos fiéis em todas as suas dimensões: passado (livros históricos), presente (livros didáticos) e futuro (livros proféticos). A Teologia orienta-nos a ter o Novo Testamento (NT) como chave de leitura para o Antigo Testamento (AT), isto é, todos os livros devem ser lidos como preparatórios para os Evangelhos e cartas dos Apóstolos, que compõem o Novo Testamento (NT).

Os AT sempre foi Escritura Sagrada dos cristãos, mas a Igreja primitiva já entendia estes livros no seu sentido mais profundo, como preparatórios para a vinda do Cristo. A autoridade mais decisiva eram os Apóstolos, que testemunharam e ouviram diretamente do próprio Cristo, Deus e Senhor.

Para os judeus, só existe a Bíblia Hebraica, que é composta da primeira parte da Bíblia Cristã, o AT. Recentemente, em consideração a estes nossos irmãos e predecessores na fé, alguns novos teólogos passaram a usar os termos “Primeiro Testamento” e “Segundo Testamento”, mas outros consideram essa expressão inadequada, pois na tradição de dois milênios da Igreja sempre foram usados os termos Antigo e Novo Testamento. Além disso, a expressão “Antigo Testamento” vem da própria Bíblia e já era usada por São Paulo Apóstolo, como vemos em 2Cor 3,14.

As palavras e atos do Senhor, que eram proclamados oralmente, depois começaram a ser escritos, quando os Apóstolos acharam necessário escrever cartas para as comunidades. Alguns desses escritos eram trocados entre as igrejas, e logo ganharam a mesma autoridade dos escritos do Antigo Testamento. É compreensível que tenha decorrido um bom tempo antes que esses escritos tomassem seu lugar ao lado dos livros do AT, com o mesmo peso e autoridade para a Igreja que crescia.

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Fontes e referência bibliográfica: LIMA, Alessandro. O Cânon Bíblico, Origem da Lista dos Livros Sagrados. S. José dos Campos: ComDeus, 2007. http://presbiteros.com.br/Patristica/Canon.htm 22/08/2012 01:11:02


Foto: Josafá Cavalcanti

te s te mu n h o

A presença do Pe. James em nossa família foi muito importante para a nossa educação cristã. Foi ele quem batizou vários de nós, e foi ele também quem “casou” meus pais. Quando adolescente, participei do grupo de jovens, que se chamava “Decolores”; ainda lembro da música que sempre cantávamos: “Decolores, decolores são todas as flores ...”. Quando busco o chamado de Deus para o sacerdócio, me lembro do Pe. James. Ele usava batina. Sempre que eu o via, assim estava vestido. Eu tinha curiosidade sobre aquela roupa, pensava em ser padre para descobrir os segredos daquela roupa. Engraçado, né? A batina era a veste oficial do padre. Com o Conc. Vat. II (1962–1965) o uso deixou de ser obrigatório.

O SENHOR ME CHAMOU

Estudei na Escola Estadual Dr. Francisco de Paula Abreu Sodré até o 2º colegial. Nesse período, enquanto estudava, morando com minha irmã Nenê e o seu marido Nilson (com quem trabalhei por 3 anos e meio) eu participava das Missas, Terços e Novenas. Eu rezava bastante.

Depoimento do Padre Marcelo Monge

N

este mês dedicado às vocações, quero falar-lhes da minha vocação. Sou o décimo primeiro filho do casal Alfredo e Anésia. Décimo primeiro, é isto mesmo, somos 13 filhos! Quer saber o nome de todos, acho que me lembro... Vamos lá, por ordem de “chegada”: Maria (Nenê), Aparecida (Cidinha), Rúbens (Rúbi), Marlene, Marcílio, Marli, Carlos (Carlo), Rafael (Fael), Silvana, Maércio, Marcelo, Vagner (Neco) e Ricarte. Nossa chegada se deu entre os anos 1950 e 1973. Se você for bom em matemática saberá, mais ou menos a idade de cada um de nós... Ei, mas eu disse que ia falar da minha vocação ao sacerdócio, não é? Pois, então, nascemos em Ubirajara/SP, especificamente no sítio São José, Bairro Ingazeiro. Fomos batizados na Capela Nossa Senhora das Graças do Bairro Areia Branca. Tivemos como catequistas nossos pais, tios, avós e primos, além, é claro, de alguns vizinhos. Crescemos numa comunidade católica. A fé e os valores Cristãos nos foram transmitidos conforme reza o Salmo 77: “Aquilo que ouvimos e aprendemos, e transmitiram para nós os nossos pais, não haveremos de ocultar a nossos filhos, mas à nova geração nós contaremos”. Quando eu tinha nove anos, a igreja (Paróquia Divino Espírito Santo) me ofereceu uma catequista, Vanderlice, hoje minha cunhada e comadre. Aos 10 anos, no dia 14 de Janeiro de 1979 (dia em que nasceu minha sobrinha Fernanda), fiz a minha primeira comunhão com Cristo na Eucaristia. Que alegria! Não sabia direito o que significava “eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo”. Jesus entrou na minha casa, eu nunca mais quis me afastar dele.

Tive a alegria de contar com homens e mulheres de Deus, que contribuíram para o crescimento da minha fé. Dentre eles, destaco carinhosamente a Rose (do Jorge), tio Adolfo e a tia Né. Sentia-me chamado para o sacerdócio, mas não queria contar a ninguém. Quantas noites de angústia... Eu pedia um sinal a Deus, à noite, quando rezava; que “aquela estrela mudasse de lugar”, que “o galho daquele pé de pata-de-vaca estivesse quebrado no dia seguinte”... Mas, como o tempo pertence a Deus e o sinal ele dá como quer, foi na ordenação sacerdotal do Diácono Dimas Colombo, ocorrido na escola onde eu estudava, que Ele me chamou. Eu havia participado da organização da celebração, na ornamentação da escola, no ensaio de cantos, tinha ouvido os seminaristas, que durante a semana fizeram visita nas salas de aula e falaram do que aconteceria naquele sábado. Falaram do sacerdócio, do seguimento de Jesus Cristo, do batismo... Eu “bebi” tudo aquilo com muita sede, mas foi no momento da invocação do Espírito Santo, com o canto “a nós descei Divina Luz...” que eu senti que Ele me chamava. Naquele momento chorei, rezei, cantei e tive certeza que Ele me chamava. Agradeci a Deus. Tive muito medo. Pensava: e agora, o que vou fazer”? “Curti” profundamente aquele momento. Embora eu não quisesse, a Celebração de Ordenação chegou ao final; as pessoas foram saindo da escola e eu também, é claro. Nunca usei batina, “aquela estrela nunca mudou de lugar, o galho de “pata-de-vaca” não quebrou, mas Ele me chamou e eu respondi: “Senhor, aqui estou”!

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COMPÊNDIO

DA IGREJA

DO CATECISMO

CATÓLICA

II Seção - Capítulo 2º

DOUTRINA SOCIAL

DA IGREJA - DSI

O

quarto princípio da DSI, o da solidariedade, também persegue o bem comum, reconhecendo o conjunto de laços que ligam as pessoas e os grupos sociais, superando o individualismo.

Esse princípio, de certa forma, compreende todos os demais, pois se constitui num dos mais importantes da concepção cristã de organização social e política. Quando refletimos sobre o milagre da multiplicação dos peixes e pães, percebemos que o próprio Jesus afirma: “Daí vós mesmos de comer”. Depois, orientou para que fossem organizados grupos para receber o fruto da partilha. O princípio da solidariedade é iluminado pelo da caridade. Caridade que, por sua vez, é o sinal distintivo dos seguidores de Cristo. Aprendemos que de nada valerão os dons do Espírito se não tivermos caridade, que é o amor cristão em ação. Essa caridade precisa se fazer presente em todas as relações sociais e tocar especialmente as pessoas que devem cuidar do bem da população. Quando presenciamos o agir dos nossos mandatários políticos, infelizmente percebemos quão distantes estamos dessa civilização do amor que todos almejamos. Dessa forma, não se pode perder a esperança de construir uma civilização onde prepondere o amor- “caridade social”, para que possa existir uma paz autêntica e duradoura, que só se torna realmente possível quando se coloca Deus como único e bastante Senhor. Senhor, acalente a nossa esperança e nos estimule a buscar com nossas atitudes, e não só com palavras, a construção do Seu Reino! Não seja utopia o nosso sonho!

112. Qual a importância do Mistério Pascal de Jesus? O Mistério Pascal de Jesus, que compreende a sua Paixão, Morte, Ressurreição e Glorificação, está no centro da fé cristã, porque o desígnio salvífico de Deus se realizou de uma vez por todas com a Morte Redentora do seu Filho, Jesus Cristo. 113. Com que acusações Jesus foi condenado?

Alguns chefes de Israel acusaram Jesus de agir contra a Lei, contra templo de Jerusalém e em particular contra a fé no Deus único, porque Ele se proclamava Filho de Deus. Por isso o entregaram a Pilatos, para que o condenasse à morte. 114. Como se comportou Jesus em relação à Lei de Israel? Jesus não aboliu a Lei dada por Deus a Moisés no Sinai, mas deu-lhe cumprimento ao lhe dar a interpretação definitiva. É o Legislador Divino que executa integralmente essa Lei. Além disso, Ele, o Servo Fiel, oferece com sua Morte Expiadora o único Sacrifício capaz de redimir todas “as transgressões cometidas no decorrer da primeira Aliança” (Hb 9,15). 115. Qual foi a atitude de Jesus em relação ao Templo de Jerusalém? Jesus foi acusado de hostilidade em relação ao Templo. Todavia, respeitou-o como “casa do seu Pai” (Jo 2,16) e ali proferiu uma parte importante do seu ensinamento. Mas também predisse a destruição dele, numa relação com a própria morte, e se apresentou ele mesmo como a Casa definitiva de Deus em meio à humanidade. 116. Jesus contradisse a fé de Israel no Deus Único e Salvador? Jesus jamais contradisse a fé no Único Deus, nem mesmo quando realizava a Obra Divina por excelência, que cumpria as promessas messiânicas e o revelava igual a Deus: o perdão dos pecados. O pedido de Jesus de crer nele e de se converter permite entender a trágica incompreensão do Sinédrio que considerou Jesus digno de morte como blasfemador.

Por Irineu Uebara, advogado, ministro extraordinário da Eucaristia e da Palavra e estudante de Teologia (PUC-SP)

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testemunho dos santos

O jesuíta José de Anchieta foi ordenado padre em Salvador, Bahia, no ano de 1566. Seu dia é comemorado em 9 de junho.

BEATO JOSÉ DE ANCHIETA:

SACERDOTE, MISSIONÁRIO, CATEQUISTA,

POETA, AVENTUREIRO, SANTO!

J

osé de Anchieta nasceu em São Cristóvão da Laguna, Ilha de Tenerife, Espanha. Teve como pai João Lopes de Anchieta, da província de Guipuscoa. Tomou parte na Revolta dos Comuneiros contra o imperador Carlos V, na Espanha. Condenado à morte, foi salvo por interferência de um parente militar ilustre, o capitão Inigo de Loyola (Inácio de Loyola, que mais tarde fundou a Companhia de Jesus). Por precaução, mudou-se para as Ilhas Canárias. A mãe de Anchieta, Mência Dias de Clavijo y Llarena, natural das próprias Canárias, era neta de conquistadores. No dia 13 de julho de 1553, Anchieta chegou ao Brasil, o “paraíso terrestre”, como descreviam os historiadores daquele tempo. Mas a “Terra de Santa Cruz” era também considerada um sanatório, onde aportavam doentes com tuberculose, varíola e outras doenças contagiosas. Anchieta tinha então 19 anos, o mais jovem jesuíta na esquadra do Governador Duarte da Costa. Pe. Manuel da Nóbrega, sabendo da facilidade de Anchieta em aprender línguas e se comunicar com os índios, e da sua resistência física, em 1563, levou-o para as negociações de paz entre os tamoios, que, apoiados por colonos franceses, encontravam-se em conflito armado contra colonos portugueses na região de Ubatuba. Anchieta entrou nas aldeias falando em voz alta, como era costume dos índios, em perfeito tupi. Em pouco tempo ele e Nóbrega puderam construir um pequeno Altar na cabana que os abrigava. Auxiliado por Anchieta, Nóbrega passou a rezar a Missa diariamente. Os índios, movidos pela curiosidade e atraídos pelas cores dos paramentos, passaram a assistir às Missas. Anchieta começou a fazer pregações em tupi, abrindo o caminho para evangelizar a tribo. Com Anchieta como intérprete, Nóbrega tratava da paz. Os tamoios estavam cansados de perseguir e matar portugueses, mas nada tinham a reclamar dos

franceses da Guanabara, que lhes davam armas, ferramentas e roupas. O obstáculo à paz eram os tupis, inimigos dos tamoios e aliados dos portugueses. O perigo era iminente. Nóbrega e Anchieta estavam isolados do mundo: os navios em que tinham vindo estavam na Guanabara, onde também se tentava um acordo. Permaneciam sob constante ameaça dos índios mais exaltados, irritados com o simples fato de a tribo ter recebido os dois jesuítas amigos dos portugueses. Nóbrega voltou a São Vicente para finalizar o tratado de paz, e Anchieta ficou inteiramente só. Passava horas em meditação, caminhando pela praia. Seu trabalho foi decisivo para a implantação do catolicismo no Brasil. Com seu conhecimento e sua fé, percorreu a pé, a cavalo e em embarcações, boa parte do território brasileiro. Além de abrir caminhos que se transformariam em estradas, contribuiu para manter unificado o país nos séculos seguintes. Lançou os fundamentos da Catequese no Brasil e começou a reverter o quadro iniciado desde o descobrimento, em que os nativos eram vistos apenas como propriedade da Coroa e, como tal, passíveis de serem escravizados. Com seus dotes de comunicador, conseguiu com os indígenas um amplo entendimento. O homem de muitas faces que foi Anchieta transparece com nitidez nas palavras do poeta paulista Guilherme de Almeida:

Padre Anchieta não foi somente um fiel servidor da Igreja. Quando estudamos sua vida e obra, seus atos heróicos, suas virtudes e atos exemplares, vemos Jesus Cristo espelhado nele. A vida deste Beato mostra a verdadeira Face amorosa do Senhor, e é exatamente isso que significa ser Santo: espelhar Deus na própria vida! Faz lembrar do Chamado Divino a todos nós, amados de Cristo, a sermos também santos e santas. Olhando o exemplo de José de Anchieta, somos convidados a seguir Nosso Senhor com a mesma entrega.

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“Santo, erguestes a cruz na selva escura. Herói, plan- tastes nossa velha aldeia. Mestre, ensinastes a doutri na pura. Poeta, escrevestes versos sobre a areia.”

Referência bibliográfica: MAIA, Pedro Américo. José de Anchieta, Apóstolo do Brasil. São Paulo: Loyola, 2004 / www.pateocollegio.com.br

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h i s tó r i a

FRANCESCO HAYEZ, A Destruição do Templo de Jerusalém (1867)

A HISTÓRIA DA IGREJA - VIII

A

s Sagradas Escrituras do cristianismo foram surgindo ao longo do século I. Os livros do Novo Testamento foram escritos em grego (que no Império Romano era a língua universal). Guardavam-se as cartas (ou epístolas) do Apóstolo Paulo, vistas como textos inspirados. As várias tradições orais sobre a vida de Jesus e seus ensinamentos se cristalizam na forma dos Evangelhos. O Evangelho de Mateus é uma exceção, foi escrito provavelmente em aramaico, no ano 50, aproximadamente. O Evangelho de Marcos é redigido por volta do ano 64, em Roma. O Evangelho de Lucas, o Evangelho de Mateus e os Atos dos Apóstolos surgiram a partir do ano 70.

vitória exaltou os ânimos dos rebeldes. Chegaram a ser cunhadas moedas de prata com a data do “primeiro ano da liberdade” de Israel. Mas Roma reagiu com força. Em 67, o imperador Nero enviou o general Vespasiano, que devastou a Galiléia com sessenta mil soldados. Ao chegar à região montanhosa do país, porém, sofreu muitas baixas, algumas bem graves. Na Páscoa do ano 70, Vespasiano, sucessor de Nero, enviou seu filho Tito para Jerusalém, com todas as forças necessárias, e a Cidade Santa foi cercada. Depois de cinco meses de horror, o cerco terminou com a vitória dos romanos. Jerusalém foi reduzida a ruínas, o Templo foi incendiado e muitos cadáveres deixados pelas ruas. A resistência judaica foi reduzida a pequenos grupos. O último refúgio dos judeus revoltosos era em Massada, fortaleza situada no alto de um planalto a 400 metros de altura. No ano 73, Flávio Silva, legado da Judéia, triunfou sobre os revoltosos chefiados por Eleazar, os quais, para evitarem a humilhação, preferiram suicidar-se ou matar-se uns aos outros.

Outros Apóstolos e pessoas importantes da Igreja primitiva redigiram epístolas: Pedro, João, Tiago e Judas, todas produzidas entre os anos 60 e 90. A Igreja reverenciava e guardava os textos dos Apóstolos, que eram lidos no culto, juntamente com as escrituras judaicas, mas a fixação do cânon (lista oficial) do Novo Testamento pela Igeja demoraria ainda muito tempo. Juntamente com os livros inspirados, circulavam inúmeros outros evangelhos, epístolas, atos de apóstolos e apocalipses, que a Igreja veio a considerar como apócrifos, isto é, livros não autênticos, que não foram considerados dignos de pertencer à lista das Sagradas Escrituras dos cristãos.

Esses fatos contribuíram para aumentar a tensão entre judeus e cristãos. No começo do século II, o imperador Adriano (117138) ordenou a reedificação de Jerusalém, mas, ao mesmo tempo, instalou muitos ídolos pagãos na cidade. A resistência de Israel, mais uma vez, inflamou-se. Um falso messias chamado Bar Kókeba e um certo rabi Akiba incentivaram a revolução. Mais três anos de horror se sucederam. Os fanáticos combateram em duas frentes: contra os romanos e contra os cristãos. Roma, mais uma vez, esmagou impiedosamente os agitadores. Bar Kókeba foi degolado, e os sobreviventes dispersos. A partir destes episódios, foi decretado que os judeus só poderiam aproximar-se de Jerusalém apenas a cada quatro anos.

JERUSALÉM Cansado da brutalidade dos procuradores Albino (62-64) e Géssio Floro (64-66), e incitado pelos zelotas (facção religiosa que pregava a luta armada contra os romanos, pela libertação de Israel), o povo judeu se revoltou. Em Cesaréia e Jerusalém houve grande agitação. A Fortaleza Antônia (forte militar construído por Herodes) e o palácio de Herodes foram incendiados. Suas tropas foram massacradas. Ataques contra guarnições romanas pipocavam em toda a Palestina.

1. Nos sacrifícios judaicos, libações de óleo, água e vinho eram derramadas sobre sobra as vítimas (cf. Ex 29,40; Nm 28,7). Fonte: Bíblia de Jerusalém ed. 2002, p. 2078 Bíblia Católica Online, disponível em: http://www.bibliacatolica. com.br/historia_igreja/, acesso em 17 jun 2012.

Durante o inverno do ano 66-67, doze legiões alcançaram os muros de Jerusalém e foram derrotadas pelos guerrilheiros judeus. A

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es t ud o

ENCICLOPÉDIA

CATÓLICA VOZ DA IGREJA ABSOLVIÇÃO DOS PECADOS

BÊNÇÃO

1. No Sacramento da *Penitência, é o ato do sacerdote que, em nome de Cristo, perdoa ao penitente arrependido seus pe­ca­dos, devidamente confessados. Ba­seia-se no poder outorgado por Jesus Cristo à sua Igreja (Mt 16,19; 18,18; Jo 20,22-23). É um ato que pode ser exercido em qual­quer lugar, a menos que expressamente proi­bido pelo Ordi­nário do lugar (CDC 967,2).

1. Na tradição bíblica, bênção tanto po­de significar bendizer (‘bem-dizer’) ou louvar a Deus, quanto receber de Deus seus fa­vores. No segundo sentido, em­bo­ra as bên­ çãos sejam normalmente transmitidas por um me­diador, elas também podem ser da­das por fiéis leigos, como no caso do pai que abençoa o(a) filho(a) ou na bênção do alimento antes da refeição, num gesto de ação de graças. Antigamente, o gesto habi­tual da bênção era estender as mãos ou uma das mãos sobre a pes­soa ou objeto a ser abençoado. A bênção com o *Sinal da Cruz, sur­gi­da no século II (aprox.), é hoje a mais habi­tual na Igreja, as vezes se­gui­da da aspersão com *água benta. 2. As bênçãos rituais que a Igreja concede têm o valor de *sa­cra­mentais, e podem ser invocativas (quando se pede a benevolência de Deus, como, por exemplo, na bênção das crian­ças) ou consti­tut­ivas (quando a benção sagra ou consa­gra uma pessoa ou coisa para determinado fim, como na ins­titui­ção de um ministro da Eucaristia ou na bênção de um Cálice).

2. Formas de absolvição: da­da a responsabilidade pessoal de cada um pelo pe­ca­do, a absol­vição indivi­dual é a for­ma or­dinária (mais comum) de absolver. Em caso de peri­go iminente de morte ou de grave ne­cessidade (naufrágio, bom­bar­dea­men­to, impossibilidade de atender grande número de penitentes, com o ris­co de ficarem privados da graça sacramental e da Comu­nhão, etc.) é admi­tida a absolvição coleti­va, com a con­di­ção de os penitentes con­­fessarem seus pecados graves em confissão indivi­dual logo que lhes seja possível (CDC 960-963; cf. Motu proprio Misericordia Dei de João Paulo II, 7.4.2002).

Além das bênçãos que fa­zem parte do ritual da Missa, dos Sacramentos e de outras ações litúrgicas, a Igreja reune em seus rituais algumas dezenas de bên­çãos: para as pessoas; para edifícios, objetos e animais ao serviço das pessoas; para as coisas destinadas ao ser­vi­ço li­túrgico e piedade dos fiéis; etc. 3. A Bên­ção do Santíssimo Sa­cra­mento do Altar, uma das principais expressões da devoção eucarística, em voga desde o séc. XII, encerra habitualmente a procissão do Corpo de Deus, o canto do *Te Deum ou um tempo de exposição do San­tís­simo, terminando com o *Tantum Er­go ou com um cântico eucarístico.

3. Ou­tras absolvições: além da absolvição sacramental, a Liturgia inclui outras absolvições (im­plorativas), dentre as quais se destaca a que é feita no Ato Penitencial da Missa. Também se emprega a palavra absolvição para o perdão de *cen­suras, tanto dentro como fora do Sa­ cramento da Pe­ni­tên­cia.

4. A Bên­­ção In Articulo Mortis (momento da morte), com *in­dulgência plenária, pode ser dada por qualquer sa­cerdote ao moribundo que a peça ou dê sinais de arrependimento (cf. EI 12; RUPD 122). 5. Urbi et Orbi é uma das bênçãos papais mais comuns, e significa “À cidade (de Roma) e ao mundo”.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: FALCÃO, Dom Manuel Franco. Enciclopédia Católica Popular. Jul. 2012. Disponível em: http://www.ecclesia.pt/catolicopedia

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a p a ri ç õe s mari an as

NOSSA SENHORA

DE SALETE Continuação da edição anterior

A

s calamidades anunciadas na aparição da Virgem Maria começaram a se cumprir. A escassez de alimentos de 1846 se espalhou, especialmente na Irlanda, onde muitos morreram: mais de um milhão de pessoas na Europa morreram de fome. Muitos, porém, aceitaram a mensagem de Nossa Senhora de La Salette. Muitos começaram a ir à Missa. As lojas eram fechadas aos domingos e as pessoas pararam de fazer trabalhos desnecessários no dia do Senhor. Conflitos e maus costumes foram diminuindo.

A APROVAÇÃO ECLESIÁSTICA O Bispo de La Salette encarregou a dois teólogos da investigação da aparição, e de todas as curas registradas. Durante cinco anos, fizeram-se minuciosas investigações. Em toda a França, em aproximadamente oitenta lugares diferentes, os bispos encarregaram sacerdotes de investigarem as curas milagrosas através das orações a Nossa Senhora de La Sallete e da água da fonte milagrosa. Centenas de graças foram registradas.

nos ensina a descobrir, através dos eventos e situações da vida, a Presença discreta de Deus, que faz maravilhas e que sempre se recorda de seu Amor por seu povo. Ela nos chama à conversão urgentemente. Por seu santo amor, Nossa Senhora preocupa-se com a nossa indiferença religiosa e com os nossos pecados, mas também com os nossos problemas e esperanças.

A Aparição da Virgem Santíssima, ocorrida em 1846, foi reconhecida e aprovada pela Igreja em 1851. O Santo Padre Pio IX aprovou a devoção a Nossa Senhora de La Salette. Pediu aos jovens que lhe enviassem o relato dos segredos por escrito.

A Virgem se situa na tradição dos Profetas. Um profeta é aquele a quem Deus confia a missão de falar em Seu Nome ao povo, para revelar, nos eventos passageiros deste mundo, o Chamado a um Amor maior. Em Salette, a Virgem considera a situação das colheitas. Ela começa com a advertência aos agricultores. Diz que nós não prestamos atenção e logo chama a atenção de cada um: “Convertam-se”! Recorda-nos o Chamado dAquele que é a Palavra de Deus: “O Reino de Deus está próximo: convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15), e novamente nos diz: “Não vos preocupeis, buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça (Mt 6,33).

Sobre La Salette, o Papa João Paulo II declarou: “Neste lugar, Maria, Mãe sempre amorosa, mostrou sua dor pelo mal moral causado pela humanidade. Suas lágrimas nos ajudam a entender a gravidade do pecado e a rejeição a Deus, enquanto manifestam ao mesmo tempo a apaixonada fidelidade que Seu Filho mantém com relação a cada pessoa, embora seu Amor redentor esteja marcado com as feridas da traição e do abandono dos homens.” Várias congregações foram fundadas pela inspiração de Nossa Senhora de La Salette, como a dos Missionários e das Irmãs Saletinas, que se dedicam a propagar a Mensagem de Reconciliação.

Na verdade é uma chamada do Evangelho que talvez tenhamos esquecido e a Virgem Santíssima nos recorda. Analisando seu discurso, damo-nos conta das grandes verdades encontradas nos Evangelhos.

Pela maternal caridade da Virgem Santíssima, ela intercede, Ela se preocupa e continua trazendo os dons da salvação eterna a nós, irmãos de Seu Filho, que ainda estamos peregrinando nesta terra, rodeados de perigos e dificuldades até o dia de entrar na pátria feliz.

Tudo se concentra em Cristo: O Senhor Crucificado e Ressuscitado. O papel de Maria Santíssima com relação a todo crente é unir-nos a Jesus, em nossas lutas, batalhas e sacrifícios, temos a oportunidade de sermos transfigurados em Cristo.

A Virgem Santíssima fala o idioma de seu povo. Nossa Senhora foi uma “filha de Israel” que viveu, aqui na Terra, inserida em uma cultura específica. Ao aparecer, ela também se comunica segundo a cultura de seus filhos e irmãos, que somos nós. Ela manifesta sua preocupação com a humanidade na linguagem do povo. Na Bíblia, a Palavra de Deus se manifesta de uma maneira concreta na história do povo de Deus. Maria, como filha de Israel,

Fontes e bibliografia: BÖING, Mafalda Pereira. La Salette - A Mãe chora por seus filhos. São Paulo: Loyola, 2007. SANTOS, Lúcia. Nossa Senhora, rogai por nós. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007, pp. 59-61.

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espi r i t ua l i d a d e

IMITAÇÃO DE CRISTO G CAPÍTULO 8 G

COMO SE DEVE

EVITAR A EXCESSIVA

FAMILIARIDADE

“N

ão abras teu coração a qualquer pessoa; mas trata teus problemas pessoais com o sábio e temente a Deus (Eclo 8,22).

Com os jovens e estranhos sê reservado. Não lisonjeies os ricos, nem busques aparecer muito na presença dos poderosos. Busca a companhia e o convívio com os humildes e com os simples, devotos e pessoas de bons costumes, e trata com eles de coisas edificantes. Homem, não tenhas excessiva familiaridade com mulher alguma; mas, em geral, encomenda a Deus todas as que forem virtuosas. Procura intimidade com Deus apenas, e com seus anjos, e foge de ser popular entre os homens. Caridade deve-se ter para com todos; mas não convém ter com todos a familiaridade.

Reflexão Havemos de prestar-nos aos homens, e só darmos a Deus. Se no mundo a familiaridade é coisa de menor preço, nas coisas de Deus o demasiado trato com a criatura divide a alma e a enfraquece. Não foi ela criada para a terra, senão para viver em mais alta morada. “Nossa conversação é no Céu”, diz São Paulo (Flp. 3, 20). Enquanto, porém, vivemos com os homens, o melhor é ter geral afabilidade para com todos, e com ninguém particular familiaridade.

Frequentemente, sucede que uma pessoa desconhecida tenha boa reputação; mas, quando presente, ofende aos olhos dos que a vêem. Pensamos, algumas vezes, em agradar aos outros com a nossa intimidade, porém, na realidade, mais os aborrecemos com as falhas que em nós vão descobrindo.

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KEMPIS, Tomás. A Imitação de Cristo, São Paulo: Vozes, 2006, pp. 42-44.

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p r á t i ca

A A SANTA SANTA MISSA MISSA parte por parte

Fração do Pão

Pai-Nosso Na Oração Eucarística, todos juntos pedimos que o Espírito Santo fizesse da assembleia, que celebra reunida, um único Corpo. Agora, o Pai-Nosso nos educa a sermos uma família unida e amorosa, todos filhos de um Único Pai. Foi esta a oração que Jesus mesmo nos ensinou, por isso ela é chamada “Oração do Senhor”. São os nossos pedidos essenciais que fazemos, unidos, ao elevarmos nossas vozes ao “Pai Nosso”. É importante rezarmos todos juntos. A oração que vem a seguir, rezada pelo presidente, é a ampliação do último pedido do Pai-nosso: “livrai-nos do mal”. A assembleia participa com a fórmula final da oração: “Vosso é o Reino, o Poder e a Glória para Sempre, Amém”!

Abraço da Paz Depois de rezar: “Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: ‘Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha Paz’...”, o sacerdote convida a comunidade a se saudar fraternamente com o abraço da paz. Partilhamos nossa fraternidade, como irmãos em Cristo que somos, em paz. É um costume que nasceu já entre os primeiros cristãos. São Paulo convidava os coríntios a se saudarem com o “ósculo (beijo) santo” (conf. 1 Coríntios 16,20). É uma excelente oportunidade, também, para fazer as pazes com alguém. Dependendo da opção do padre, por condições de tempo, tipo de celebração ou outras razões, o abraço pode acontecer também no final da Celebração, ou mesmo não acontecer. O ideal é que o Rito da Paz não se torne desorganizado, alvoroçado, dispersivo, com pessoas saindo dos seus lugares e atravessando toda a igreja, já que muita dispersão pode perturbar o prosseguimento da celebração, com piedade e concentração no Santo Sacrifício, que continua com a oração do Cordeiro de Deus, que é um momento diferente, pois é penitencial, e bastante tocante, na Celebração da Missa.

Jesus, na última ceia, realizou três ações que se eternizaram na Igreja. A primeira: pegou o pão, pegou o cálice com vinho. Segunda: deu graças. Terceira: partiu (e repartiu) o pão. E mandou realizar essas ações em sua memória. Os cristãos obedeceram ao Senhor e, como resultado, cada uma dessas ações evoluiu para uma ação litúrgica específica na Celebração Eucarística. A ação do Senhor de tomar o pão e o vinho é espelhada na ação litúrgica da preparação das Oferendas (Ofertório), desde a procissão levando as Oferendas do pão e do vinho para o Altar até a Oração sobre as Oferendas. A ação do Senhor, de dar graças, é espelhada na ação litúrgica da grande Oração Eucarística: desde a saudação e convite a “dar graças”, até o “Amém” cantado por toda a assembleia. A ação do Senhor de partir e repartir o pão evoluiu também para uma ação litúrgica específica: a “fração do pão”, momento em que o sacerdote, antes da Comunhão, pega o pão consagrado e parte-o em pedaços. Trata-se de uma ação litúrgica de suma importância. Por isso mesmo, não deve ser feita durante a agitação do abraço da paz, de tal maneira que o povo nem a perceba. Precisa ser valorizada, por seu profundo sentido. Numa festa de aniversário, cortar o bolo é um momento muito importante; é quando todos se reúnem ao redor da mesa, com o aniversariante postado diante daquele bonito símbolo da sua vida, acendem-se as velinhas e todos cantam, unidos, ao seu redor. A ação de cortar e dividir o bolo entre todos é um ritual social. Na Missa, o momento da Fração do Pão precisa ser valorizado. Afinal, “Fração do Pão” foi o primeiro nome da Celebração Eucarística, e o Catecismo nos lembra que foi por esse gesto que os discípulos reconheceram o Cristo após a sua Ressurreição (cf. Lc 24,13-35). Assim como na cruz o Corpo do Senhor foi entregue, quebrado e “partido” em favor de todos nós, esse mesmo Corpo, agora ressuscitado, continua sendo entregue e partido em nosso favor.

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Referência bibliográfica:

BORTOLINI, José. A Missa Explicada Parte por Parte, 4ª edição. São Paulo: Paullus, 2006, pp. 29–30. Baseado em texto do Frei José Ariovaldo da Silva, Ofm

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EDITOR IAL

Paróquia São João Batista do Brás:

Horários das Missas

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Oração à Nª Sª de Salete

19 de Setembro, Dia de Nossa Senhora de Salete

Lembrai-vos, ó Nossa Senhora de Salete, das lágrimas que derramastes por nós

no Calvário! Lembrai-vos dos cuidados que, sem cessar, tendes por vosso povo, a fim de que, em nome de Cristo, se deixe reconciliar com Deus. E vede se, depois de tanto terdes feito por vossos filhos, podeis agora abandoná-los. Reconfortados por vossa ternura, ó Mãe, eis-nos aqui, suplicantes, apesar de nossa infidelidade e ingratidão. Não rejeiteis nossa oração, ó Virgem Reconciliadora, mas volvei nosso coração para vosso Filho. Alcançai-nos a graça de amar Jesus acima de tudo, e de vos confortar por uma vida de doação, para a Glória de Deus e o amor de nossos irmãos. Nossa Senhora de Salete, rogai por nós! AMÉM VozdaIgreja-28.indd 12

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Voz da Igreja - edição 28