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Em nome da VERDADE

doutrina | espiritualidade | tira-dúvidas | prática | polêmica | história do cristianismo

4 Revista de apologética cristã católica - periódico mensal - ano 3 - 2012 Uma publicação da Paróquia São João Batista do Brás - São Paulo

www.vozdaigreja.blogspot.com

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MICHELANGELO DI LODOVICO BUONARROTI SIMONI, “La Pietá”,

Basílica de São Pedro, Vaticano

A IGREJA ESTÁ PERDENDO FIÉIS? O QUE INDICA A NOVA PESQUISA DO IBGE?

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do u t r i n a

DOCUMENTOS DA IGREJA Os documentos da Igreja são tão importantes quanto as Sagradas Escrituras? Por quê? Até que ponto é importante conhecê-los? Um leitor do blog Voz da Igreja, identificado como Keslson Vieira, deixou-nos o seguinte comentário:

tanto ao clero quanto aos leigos. Surgiam assim os documentos, as diretrizes e as normas baseadas na experiência e observância da prática cristã e da doutrina da Igreja. Portanto, tudo que até hoje foi publicado oficialmente pela Igreja é muito importante.

“Paz e Bem! Deixa eu ver se entendi uma coisa. Sobre os documentos da Igreja (vindos do Vaticano), estes são tão verdadeiros quanto as sagradas escrituras? Do contrario, até que ponto são verdadeiros? E sobre escritos dos Doutores da Igreja, o que podemos afirmar?”

Se o Magistério da Igreja extrai da Revelação Divina todo o ensinamento que dá aos fiéis, - que se compõe da Tradição oral, que vem dos Apóstolos, e da Tradição escrita, isto é, a Bíblia, e se é sobre essa Tradição escrita e oral, as duas com igual importância, que o Magistério assenta seus ensinamentos, - podemos dizer que sim, os documentos da Igreja são tão verdadeiros quanto as Escrituras, embora não sejam equivalentes.

A

Igreja Católica nos ensina que a Sã Doutrina, guardada e proclamada por ela mesma desde o tempo dos Apóstolos, foi sendo gradualmente revelada por Deus, em certos detalhes, através dos tempos. Esse processo vem desde os tempos do Antigo Testamento, pois o Povo de Deus, é claro, já existia desde antes da vinda de Cristo.

Sem a Revelação oral, que chegou até nós por meio da Igreja, a Bíblia não existiria, já que ela foi redigida, canonizada, traduzida e preservada pela Igreja através dos séculos.

Jesus Cristo, que é considerado pelos cristãos católicos como o único Salvador da humanidade, anunciou o Evangelho final e definitivo à humanidade. Nada mais há para ser acrescentado à Revelação trazida pelo Salvador. Mas a compreensão da Doutrina de Nosso Senhor é baseada na Revelação Divina de maneira progressiva, isto é, se dá progressivamente através da História. Por isso, necessitamos sempre de constante estudo, reflexão, oração e contemplação.

Como verificar um documento da Igreja: Se um documento é oficial, aparece na Acta Apostolicae Sedis, que está disponível para download na internet (endereço abaixo1). Os documentos oficiais da Igreja podem também ser verificados no jornal do Vaticano, o L’Osservatore Romano2, que é publicado em diversas línguas, inclusive em português.

Essa compreensão da Revelação, no entanto, permanece sempre fiel à própria Revelação, e é sempre orientada pelo Magistério da Igreja, que é guiada pelo Espírito Santo e à qual foi confiada a autoridade sobre a Sã Doutrina, diretamente por Nosso Senhor. - Esta definição progressiva é chamada “Desenvolvimento da Doutrina”.

Classificação dos Documentos Pontifícios # Carta Encíclica: a) doutrinal, b) exortatória, c) disciplinar; # Epístola Encíclica;

A Revelação, que é imutável e definitiva, é transmitida pela Igreja sob a forma da Tradição. A Doutrina Católica está expressa e resumida no Credo dos Apóstolos e também nos Documentos da Igreja, como por exemplo o Catecismo da Igreja Católica (CIC) e o seu Compêndio (CCIC).

# Constituição Apostólica;

A Igreja, ao longo da História, cresceu na fé e produziu a Teologia. Dessa maneira foram criadas diversas formas de comunicação, internas e externas, destinadas a toda a Igreja,

# Motu Proprio.

# Exortação Apostólica; # Carta Apostólica; # Bula;

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1 http://www.vatican.va/archive/aas/index_sp.htm Documentos Pontifícios da Igreja em ordem alfabética: http://www.vatican.va/offices/papal_docs_list_po.html 2www.osservatoreromano.va

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re fl exã o

Celebração Eucarística da Paróquia São João Batista do Brás (fev-2012) Foto: Josafá Cavalcanti

PESQUISA COMPROVA QUEDA DE CATÓLICOS?

H

á um assunto sendo amplamente divulgado nos últimos dias, nos noticiários televisivos, nos jornais impressos, revistas, páginas e redes sociais da internet. Trata-se da recente pesquisa que atualizou o mapa das religiões no Brasil, coordenado pelo pesquisador Marcelo Néri. Segundo a pesquisa, os católicos teriam passado de 73,8% da população (em 2003) para 68,4% (em 2009). Estes números representam uma queda de 5,4 pontos percentuais, embora os católicos continuem representando a maioria no país. Ao mesmo tempo, o grupo de “evangélicos” e de “pessoas sem religião” (ateus e agnósticos) teria crescido. O levantamento foi feito a partir de dados obtidos por meio de aproximadamente 200 mil entrevistas da Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em algumas fontes, atrelada a esta mesma pesquisa, encontramos ainda a divulgação de previsões especulando que os católicos deixarão de ser maioria no Brasil até 2030. Lembramos que o Papa Bento XVI já tratou deste mesmo assunto há alguns anos, e nós publicamos um artigo comentando a respeito em nossa 14ª edição. Basicamente, o Papa falou aquilo que todo verdadeiro católico já sabe: “A Igreja não perdeu nenhum fiel, pois aqueles que se foram não

eram fiéis realmente. Não se pode perder o que nunca se teve. (...) A Igreja, Casa e Família de Deus, surgiu como um pequeno grupo; não importa a quantidade, e sim a qualidade dos seus filhos, como cristãos conscientes e santificados”1. É importante reiterar que, como católico, nos últimos anos tenho visto as igrejas mais cheias do que nunca, com novos seminaristas e jovens padres, com fé renovada e interesse em resgatar o respeito à Tradição e à Sagrada Liturgia. Vejo também os verdadeiros fiéis católicos demonstrando uma fé cada vez mais vibrante e concreta, em palavras e, principalmente, em gestos. Participando de diversas pastorais, como aquelas que auxiliam homens e mulheres em situação de rua e crianças abandonadas, reconheço que nunca vi tantos católicos voluntários como nos últimos tempos. As Missas de domingo, em todas as paróquias que conheço, - não são poucas, - estão cada vez mais concorridas. Constatar tudo isso só me leva a ponderar entre duas possibiliadades: ou esses números não são precisos ou as pessoas que supostamente deixaram de ser católicas eram aqueles chamados “católicos do IBGE”: pessoas que nunca conheceram nem praticaram a fé, e agora estão apenas deixando de se declarar como “católicas”. O fato é que estão indo embora sem nunca terem chegado.

Consequentemente, os que permanecem na Igreja são os católicos de verdade, aqueles que conhecem e praticam a sua fé, os que entendem que Jesus Cristo está presente na Celebração Eucarística, que a Igreja é o Corpo do Senhor, que não se deixam levar por calúnias e sabem diferenciar a igreja instituição gerida por homens, com as falhas dos que administram paróquias e comunidades, da Igreja coluna e fundamento da Verdade (1Tim 3,14-15), Igreja que nos irmana aos santos no Céu. Para a Igreja, o que faz a diferença é a qualidade dos seus fiéis. O cristianismo começou com doze homens convictos, e hoje é a maior religião do planeta. Nosso Senhor Jesus Cristo advertiu-nos que teríamos dificuldades neste mundo. Católicos, combatam o bom combate, terminem a corrida, guardem a fé (cf. 2Tm 4,1-7)! O mais importante não é sermos muitos, e sim sermos realmente fiéis! Instruam-se, preparem-se para responder aos ataques e calúnias que sempre sofremos e que por certo continuaremos sofrendo. “Estai sempre prontos a responder, para a vossa defesa, a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança”, falou o Apóstolo (I Pedro 3,15). Se você fizer a sua parte, com o seu testemunho conquistará o respeito de todos, pela palavra e pelo exemplo. Lembre-se sempre que você está unido, aqui na Terra, aos santos do Céu, que que já fizeram a sua parte e vivem a Bem-aventurança eterna na Casa do Pai, à Santíssima Virgem Maria, e, principalmente, ao próprio Autor da Vida, Jesus Cristo. À luta! Deus nos guarde!

Henrique Sebastião 1 Informações concedidas por Dom Geraldo Majella Agnelo ao Correio Brasiliense, disponível em http://direitos.org.br Acesso em 4-ma-2011

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COMPÊNDIO

DA IGREJA

DO CATECISMO

CATÓLICA

II Seção - Capítulo 2º 108. Por que Jesus manifesta o Reino por meio de sinais e milagres? Jesus acompanha a sua palavra com sinais e milagres para atestar que o Reino está presente nele, o Messias. Embora ele cure algumas pessoas, não veio para eliminar todos os males nesta terra, mas para nos libertar antes de mais nada da escravidão do pecado. A expulsão dos demônios anuncia que a sua cruz será vitoriosa sobre o “príncipe deste mundo” (Jo 12,31). 109. No Reino, que autoridade Jesus confere a seus Apóstolos?

DOUTRINA SOCIAL

DA IGREJA - DSI

H

á um princípio da DSI conhecido como o princípio da “subsidiariedade” que também decorre daquele primeiro, que diz respeito à dignidade e centralidade da pessoa humana. Precisamos, conforme rege o princípio, que haja grupos, associações e agremiações que trabalhem para tornar possível a vida social. “Não se substituam os níveis mais altos pelos inferiores; as responsabilidades devem ser tomadas o mais próximo ao nível das pessoas”. As entidades menores devem ser incentivadas, estimuladas através de ajuda econômica, institucional e legislativa. Não deve o Estado restringir a atuação e o espaço dessas organizações nascidas no seio do povo e essenciais à sociedade. O princípio da subsidiariedade exige “o respeito e a promoção efetiva do primado das pessoas e da família, a valorização de todas as iniciativas da sociedade civil, nas próprias opções fundamentais e em todas as que não podem ser delegadas ou assumidas por outros; o incentivo oferecido à iniciativa privada de tal modo que, cada organismo social com as suas peculiaridades, permaneça ao serviço do bem comum”. Todos os que detêm mandato político e que se afirmam católicos deverão ter sempre presente esse princípio que valoriza a participação dos segmentos da sociedade civil. Por esse princípio, busca-se a eficácia através da descentralização burocrática e administrativa. São considerações extraídas do Compêndio da Doutrina Social da Igreja.

Jesus escolhe os Doze, futuras testemunhas da sua Ressurreição, e os faz participantes da sua missão e da sua autoridade para ensinar, absolver os pecados, edificar e reger a Igreja. Nesse colégio, Pedro recebe “as chaves do Reino” (Mt 16,19) e ocupa o primeiro lugar, com a missão de guardar a fé na sua integridade e de confirmar os seus irmãos. 110. Que significado tem a Transfiguração? Na Transfiguração mostra-se antes de mais nada a Trindade: “O Pai na voz, o Filho no homem, o Espírito na nuvem clara” (Santo Tomás de Aquino). Ao evocar com Moisés e Elias a sua “partida” (Lc 9,31), Jesus mostra que a sua glória passa pela cruz e dá antecipação da sua ressurreição e da sua gloriosa vinda, “que transformará o nosso pobre corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso” (Fl 3,21). 111. Como se dá a entrada messiânica em Jerusalém? No tempo estabelecido, Jesus decide subir a Jerusalém para sofrer sua paixão, morrer e ressuscitar. Como Rei Messias que manifesta a vinda do Reino, entra na sua cidade montado em um jumento. É acolhido pelos pequenos, cuja aclamação é retomada no Sanctus Eucarístico: “Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana (salva-nos)” (Mt 21,9). A liturgia da Igreja dá início à Semana Santa com a celebração dessa entrada em Jerusalém.

Por Irineu Uebara, advogado, ministro extraordinário da Eucaristia e da Palavra e estudante de Teologia (PUC-SP)

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t i ra - d úv i da

POR QUE A IGREJA CATÓLICA É “ROMANA”?

O

leigo “evangélico” (isto é, pentecostal e/ ou neopentecostal) comum, em sua falta de conhecimentos históricos e teológicos, normalmente não compreende como a Igreja pode ser chamada Católica Apostólica Romana. Quando explicamos que “católica” significa universal, isto é, que a Igreja está para todos os homens e mulheres, de todas as nações, conforme a determinação de Jesus Cristo, os mais maleáveis até aceitam. Quanto ao termo “apostólica” também não há maiores problemas, já que a verdadeira doutrina cristã é aquela que procede dos Apóstolos, e isso está dito e repetido na Bíblia inúmeras vezes. Mas e “romana”? Por que a Igreja é chamada também romana? E como pode ser ao mesmo tempo universal e romana? É comum vermos, inclusive, algumas pessoas que chamam a Igreja apenas de “igreja romana”, suprimindo os termos principais (Católica e Apostólica), numa tentativa de diminuir a sua importância ou negar a sua autenticidade. Bem, a questão é tão simples que impressiona a maneira como provoca dúvidas. Se bem que, em muitos casos, seja uma questão muito mais de má vontade do que de dúvida legítima. O fato é que o título “romana” não implica nacionalismo nem particularismo. Isto é, não quer dizer que a Igreja pertença à Roma, ou que se limite à Roma, assim como aconteceria com uma empresa, por exemplo. Romana, no caso da Igreja, é apenas o título que indica o endereço da sede primacial da Igreja. Só isso. De fato, a Igreja, atuando neste mundo, precisa ter um endereço, um referencial físico e postal, que é o do Bispo de Roma, feito Chefe visível por Cristo. Em consequência, a Igreja Católica recebe, como uma espécie de “subtítulo”, a designação “romana”, e isso em nada contraria a sua catolicidade ou universalidade.

De modo semelhante, Jesus, Salvador de todos os homens, foi chamado “Nazareno”, porque, convivendo entre os homens, precisava de um endereço físico neste mundo, que foi a cidade de Nazaré. E Jesus Cristo, por acaso, veio só para os habitantes de Nazaré? Não. Chamá-lo de “Jesus Nazareno” ou “Jesus de Nazaré” compromete o caráter universal da sua missão? Claro e evidente que não. Da mesmíssima maneira se dá com o nome dado à Igreja que Ele instituiu neste mundo. Importante para nós, católicos, é enxergar o poder de Deus também nesse título de “católico romano”. Pois, desde o inicio do Cristianismo, os católicos foram perseguidos, caçados, torturados e mortos justamente pelo Império Romano, durante centenas de anos. Desde a liberação do Cristinianismo pelo Imperador Constantino, porém, a sede da verdadeira Igreja fica em Roma, como que mostrando ao mundo que os perseguidores sucumbiram frente à Igreja de Deus. Ela, que foi perseguida e martirizada, hoje está situada exatamente na sede do antigo Império. Isso prova que Deus sempre transforma o mal em bem, como diz São Paulo: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” - Romanos 5, 20. Onde predominou o Império de Roma, o maior já visto na História da humanidade, e que levou a escravidão, o terror e a morte a milhões de pessoas, neste mesmo lugar Jesus Cristo, através da sua Igreja, converteu no maior centro de fé e difusão das Boas Novas da libertação, do amor fraterno e da vida em todo o mundo, e que perdurará até o fins dos tempos, segundo a promessa de Jesus em Mateus 28, 20. E como diz a Bíblia Sagrada, nenhuma instituição ficará de pé se não for obra divina: “Se o seu projeto ou sua obra provem de homens, por si mesmo se destruirá, mas se provier de Deus, nao podereis desfazê-la (Atos 5, 38-39). - O Império Romano caiu. A Igreja Catolica Apostólica Romana, instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, permanece por dois milênios. www.vozdaigreja.blogspot.com.br/2002/03/por-que-igreja-catolica-e-romana.html

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h i s tó r i a

mund o

FRA ANGELICO, Comunhão dos Apóstolos, Museu São Marcos, Florença

A GLORIOSA HISTÓRIA DA IGREJA - VII PEDRO E PAULO

Inspirado por Deus, sentindo a necessidade de reagir contra o desespero e a angústia que ameaçavam os cristãos, escreveu um livro que é o grito de esperança e confiança em Deus de todo seguidor de Jesus: o Apocalipse.

M

uito se fala sobre a oposição de Pedro a Paulo, e chegam a falar até de um suposto conflito de ideias entre os dois. Nada mais distante da verdade. Os Evangelhos mostram claramente a importância de Pedro como chefe do Colégio Apostólico e líder dos Apóstolos de Jesus Cristo. “Tu és Kefa e sobre esta Kefa edificarei a minha Igreja”. Estas palavras do Senhor são mais que suficientes para estabelecer a importância e a autoridade superior de Pedro. Junte-se a isto o testemunho dos Atos dos Apóstolos e o próprio testemunho de Paulo, que fez questão de encontrar-se com Pedro para ter confirmada a sua própria missão.

Quando o primeiro século chega ao seu final, o apóstolo é um ancião venerável, cheio de glória e santidade, reverenciado por toda a Igreja. O seu corpo conservava as marcas do suplício do óleo fervente, do qual tinha sobrevivido milagrosamente. Entre 96 e 104 conclui o quarto Evangelho. Entre suas maiores preocupações estavam as heresias e os erros que ameaçavam a integridade da fé. Seu estilo teológico é bem particular, marcado pela influência grega (fala do Verbo ou Logos, por exemplo).

Durante a perseguição de Agripa I, Pedro ficou preso, mas graças às orações da Igreja foi milagrosamente libertado. Segundo a Tradição, Pedro e Paulo foram as colunas da Igreja em Roma. Na Cidade Eterna, durante a perseguição de Nero, por volta do ano 64, as vidas dos dois Apóstolos foram ceifadas no martírio (Pedro morreu provavelmente no ano 64, e Paulo em 63, embora existam estudiosos que proponham outras datas). Crê-se que Paulo foi decapitado e Pedro crucificado de cabeça para baixo.

Com a morte do discípulo que Jesus amava, aquele que recebeu Maria em sua casa como mãe, que viu o sangue e a água saindo do lado do Salvador e que conheceu e tocou com as mãos o Verbo da Vida, encerram-se os tempos apostólicos.

OS OUTROS APÓSTOLOS Há uma tradição, que consta dos escritos de Eusébio de Cesaréia (265-340aC), que diz que os Apóstolos foram dispersos pelos quatro cantos da Terra. Tomé teria ido para o país dos partos, Mateus para a Etiópia, André para a Cítia e João para a Ásia, falecendo em Éfeso. Marcos teria partido para a evangelização no Egito.

Quando Paulo estava já perto da morte, escreveu estas palavras: “Quanto a mim, já fui oferecido em libação1, e chegou o tempo da minha partida. Combati o bom combate, terminei a minha corrida, guardei a fé. Desde já me está reservada a coroa da justiça, que me dará o Senhor, Justo Juiz, naquele Dia; e não somente a mim, mas a todos os que tiverem esperado com amor a sua Aparição” (2Tm 4,6-8).

Tiago, irmão de João, foi decapitado por ordem de Agripa I, em 44. Em 62, o sumo sacerdote Anã manda apedrejar Tiago, irmão do Senhor e bispo de Jerusalém. Ele é sucedido por Simeão, filho de Cleófas e de Maria, irmã da mãe de Jesus.

JOÃO, APÓSTOLO E EVANGELISTA 1. Nos sacrifícios judaicos, libações de óleo, água e vinho eram derramadas sobre sobra as vítimas (cf. Ex 29,40; Nm 28,7). Fonte: Bíblia de Jerusalém ed. 2002, p. 2078 Bíblia Católica Online, disponível em: http://www.bibliacatolica. com.br/historia_igreja/, acesso em 17 jun 2012.

Entre os anos 92 e 96, João, o discípulo que Jesus amava encontravase na ilha de Patmos, deportado por ordem do imperador Domiciano. Do seu exílio, ele testemunhava a crueldade das perseguições contra a Igreja.

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e s t u do

ENCICLOPÉDIA

CATÓLICA VOZ DA IGREJA

A

partir desta edição, Voz da Igreja apresenta um instrumento para a facilitação da compreensão dos jargões e termos menos conhecidos do grande público usados pela Igreja, tanto nos discursos, encontros, cerimônias e celebrações quanto nas cartas e documentos oficiais. Trata-se da organização e formatação de um vocabulário de termos usados na Igreja Católica, destinado a comunicadores, catequistas, membros de movimentos católicos, fiéis leigos em geral e aos clérigos preocupados com a sua atualização doutrinária e pastoral. A necessidade de tal vocabulário é frequentemente percebida. Todos os verbetes são explicados da maneira mais simples e objetiva possível, evitando-se os termos demasiadamente técnicos e/ou acadêmicos. Para cada nova edição, está programada a publicação de no mínimo três novos verbetes. Agradecemos à colaboração dos nossos leitores, com críticas e sugestões que ajudem a melhorar este trabalho, as quais podem ser enviadas para o editor, acompanhadas das devidas fontes e referências bibliográficas, pelos e-mails vozdaigreja@gmail.com ou henriqueseba@gmail.com ou pelo blog: www.vozdaigreja.blogspot.com.

ABADE

Chama-se abadia tanto o mosteiro quanto sua res­pec­tiva igreja. Nos lugares onde as abadias tinham ou­trora *cura de almas, ainda hoje trata-se o *pároco por aba­de.

ABLUÇÃO

Gesto cerimonial, durante a Missa, em que se faz a lavagem do Cálice e dos dedos do sacerdote. Abluir quer dizer lavar, purificar; limpar, tirar manchas. A impureza legal do Antigo Testamento não tinha a ver com a impureza moral (Ex 19,10-14; Lv 15,5-13; Dt 23,1-12; Ez 44), mas os Profetas insistiram na pureza de coração (Is 1,16-17; Ez 36,25-27). Jesus e os Apóstolos, em certos momentos, entraram em conflito com as abluções dos judeus (Mc 7,1-8). A Palavra de Deus é que purifica (Jo 15,3) e o Sangue de Cristo nos lava de toda mancha (Jo 13,6-15; Hb 10,19-22; Ap 7,14).

ABBA; ABBÁ Termo aramaico tipicamente in­fantil (pela repetição de sílabas, co­mo em ‘papá’ ou ‘mamã’) que as crianças judias, no tempo de Cristo, usa­vam no tratamento aos seus pais, em atitude de plena confiança, equi­valente ao nosso “papai”. Jesus Cristo chamou assim ao Deus Uno, o Senhor dos Exércitos do Antigo Testamento, tão temido pelos judeus que seu Nome sequer era pronunciado (Mc 14,36). Foi assim que Cristo chamou, no mo­mento crucial da sua agonia na Cruz, ao entregar-se totalmente nas Mãos do Pai Celestial. Também S. Pau­lo fala sobre a ação do Es­pí­rito Santo, Espí­rito de adoção, no co­ração dos que pela Graça Batismal podem chamar a Deus Todo Poderoso de “Abbá” (Rm 8,15 e Gl 4,6). Na inv­ocação do Pai-Nos­so (Mt 6,9 e Lc 11,2), a palavra Pai deve ser dita com a entoação espiritual de “Abbá”, bro­tan­do do íntimo do nosso ser, com a sim­plicidade, a confiança e o amor como que de crian­ça (cf. Mt 19,14; Mc 10,13; Lc 18,16). REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: FALCÃO, Dom Manuel Franco. Enciclopédia Católica Popular. Jul. 2012. Disponível em: http://www.ecclesia.pt/catolicopedia

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a p a ri ç õe s mari an as

NOSSA SENHORA

DE SALETE Continuação da edição anterior

A

misteriosa senhora de luz então lhes disse: “Se meu povo não quer submeter-se, sou forçada a deixar cair o Braço de Meu Filho. É tão forte e pesado que não posso mais sustê-lo. Há quanto tempo sofro por vós! Dei-vos seis dias para trabalhar, reservei-me o sétimo, e não me querem conceder! (...) Os carroceiros não sabem jurar sem usar o nome de meu Filho. São essas as duas coisas que tornam pesado o Seu braço. Se a colheita for perdida a culpa é vossa. (...) Orai bem, fazei o bem.” “Se a colheita se estraga, e só por vossa causa! (...) Quando encontráveis batatinhas estragadas, blasfemáveis usando o nome de meu Filho. Elas continuarão assim e, neste ano, para o Natal, não haverá mais...”.

Representação artística em escultura de Maximino e Melânia Calvat (Paris, França)

A Senhora continuou a falar, mas só Maximino entendia. Melânia percebia seus lábios se moverem mas nada entendia. Instantes depois, Melânia ouvia, enquanto Maximino nada mais entendia e brincava com pedrinhas no chão. Assim, a Bela Senhora falou em segredo a Maximino, depois a Melânia. Depois, novamente os dois juntos ouviram sua pergunta: “Fazeis bem vossa oração, meus filhos?” - “Não muito, Senhora”, responderam.

Depois da aparição No início, poucos acreditavam no que Maximino e Melânia diziam ter visto e ouvido. Os camponeses que os haviam contratado se surpreendiam com o fato de que, sendo eles tão simples, fossem capazes de transmitir uma mensagem tão complicada, tanto em francês, que não entendiam bem, quanto em ‘patois’.

“Ah! Meus filhos, é preciso fazê-las bem, à noite e de manhã, dizendo ao menos um Pai Nosso e uma Ave Maria quando não puderdes rezar mais. Quando puderdes rezar mais, dizei mais. (...) Nunca vistes trigo estragado, meus filhos? - “Não Senhora”, responderam eles.

Na manhã seguinte, Melânia e Maximino foram levados ao pároco. Era um sacerdote de idade avançada, generoso e respeitado. Ao interrogar os dois, ficou muito surpreso com o relato, e considerou que diziam a verdade. Na Missa do domingo seguinte, falou da visita da Senhora e seu pedido. Quando chegou aos ouvidos do Bispo que o pároco havia falado da aparição no púlpito, este foi repreendido e substituído por outro sacerdote: a Igreja é muito prudente em não fazer juízos apressados sobre aparições.

Então Ela se dirigiu a Maximino: Mas tu, meu filho, deves tê-lo visto uma vez, perto de Coins, com teu pai. O dono da roça disse a teu pai que fosse ver seu trigo estragado. Ambos fostes até lá. Ele tomou duas ou três espigas entre as mãos, esfregou-as e tudo caiu em pó. Ao voltardes, quando estáveis a meia hora de Corps, teu pai te deu um pedaço de pão dizendo-te: “Toma, meu filho, come pão neste ano ainda, pois não sei quem dele comerá no próximo ano, se o trigo continuar assim”.

Melânia e Maximino eram constantemente interrogados por curiosos e por devotos. Contavam a mesma história. Aos que estavam interessados em subir a montanha, mostravam o local exato onde a Senhora havia aparecido. Várias vezes foram ameaçados de prisão se não negassem o que continuavam a dizer, mas sem temor relatavam a todos as mensagens que a Senhora havia dado.

Maximino respondeu: “É verdade, Senhora, agora lembro”. - E a Bela Senhora concluiu, não mais em dialeto ‘patois’, e sim em francês: “Pois bem, meus filhos, transmitireis isso a todo o meu povo”. Então ela seguiu até o lugar em que haviam subido para ver onde estavam as vacas. Seus pés deslizavam, tocando apenas a ponta da grama, sem dobrá-la.

Surgiu uma fonte no lugar onde a Senhora havia aparecido, e a água corria colina abaixo. Milagres começaram a ocorrer. E as terríveis calamidades anunciadas começaram a se cumprir.

Na colina, a Bela Senhora se detêm. Melânia e Maximino correm para ver aonde ela vai. A Senhora se eleva rapidamente, permanecendo por alguns minutos a 3 ou 5 metros de altura. Olha para o céu, olha à sua direita, na direção de Roma, e à sua esquerda, na direção da França. Olha para as crianças, e parece dissolver-se no globo de luz que a envolvia. Este globo, então, sobe até desaparecer completamente no firmamento.

Continua no próximo número... Fontes e bibliografia: BÖING, Mafalda Pereira. La Salette - A Mãe chora por seus filhos. São Paulo: Loyola, 2007. SANTOS, Lúcia. Nossa Senhora, rogai por nós. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007, pp. 59-61.

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espi r i t ua l i d a d e

IMITAÇÃO DE CRISTO CAPÍTULO 7

COMO FUGIR À VÃ ESPERANÇA E PRESUNÇÃO

ultura de França)

I

nsensato é aquele que põe sua esperança nos homens ou nas criaturas. Nào te envergonhes de servir a outro, por amor a Jesus Cristo, nem de ser tido como pobre neste mundo. Não confies em ti mesmo, mas põe em Deus tua esperança.

Reflexão Considerando a fraqueza do homem, a fragilidade da vida, os sofrimentos que de toda parte o cercam, as trevas de sua razão, as incertezas de sua vontade, sempre propensa ao mal, é de admirar que um só movimento de soberba possa elevar-se numa criatura tão miserável; e todavia a soberba é o fundo mesmo de nossa natureza degradada!

Faze de tua parte o que puderes, e Deus ajudará tua boa vontade. Não confies em tua ciência, nem na sagacidade de qualquer vivente, mas antes na graça de Deus, que ajuda os humildes e abate os presunçosos. Se tens riquezas, não te glories delas, nem dos amigos poderosos, senão em Deus, que dá tudo, além de tudo, deseja dar-se a si mesmo. Não te desvaneças com a airosidade ou formosura de teu corpo, que com pequena enfermidade se quebranta e desfigura.

“A soberba”, diz Santo Agostinho, “separa-nos da sabedoria, faz com que queiramos ser nós mesmos nosso bem, como Deus é seu próprio Bem; a tanto chega a loucura do crime!” (De Libero Arbitrio III, 24).

Não te orgulhes de tua habilidade ou de teu talento, para que não desagrades a Deus, de quem é todo bem natural que tiveres. Não te reputes melhor que os outros para não seres considerado pior por Deus, que conhece tudo que há no homem.

Busca-se, então, o homem a si mesmo, e admira-se em tudo que o distingue dos outros, e se engrandece aos seus próprios olhos, nas vantagens do corpo, do espírito, do nascimento, da riqueza, e até da graça, abusando assim, ao mesmo tempo, dos dons do Criador e dos benefícios do Redentor.

Não te ensoberbeças pelas boas obras, porque os juízos dos homens são muito diferentes dos de Deus, a quem não raro desagrada o que aos homens apraz. Se em ti houver algum bem, pensa que ainda melhores são os outros, para assim te conservares na humildade.

Oh, Quanto devemos temer em nós a menor manifestação de vaidade e o louco desejo de nos preferirmos a um de nossos irmãos! Esqueçamos o fariseu do Evangelho, que desprezava o publicano, e digamos junto com este último: “Oh, meu Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador!”.

Nenhum mal te fará se te julgares inferior a todos; muito, porém, se a qualquer pessoa te preferires. De contínua paz goza o humilde; no coração do soberbo, porém, reinam inveja e iras sem conta.

KEMPIS, Tomás. A Imitação de Cristo, São Paulo: Vozes, 2006, pp. 39-42.

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Celebração Eucarística na São Paulo Apóstolo do Belém

p r á t i ca

A SANTA MISSA parte por parte

A Oração eucarística Começa a Oração Eucarística, centro de toda a celebração. A assembleia está de pé e se ajoelha no momento da Consagração, participando com respeito nas aclamações, que podem ser rezadas ou cantadas. No Brasil, temos 14 Orações Eucarísticas (3 para Missas com crianças, 2 para a Reconciliação, 4 para circunstâncias diversas). Algumas delas têm prefácio próprio. Utiliza-se sempre uma Oração Eucarística apropriada à Celebração do dia ou ao Tempo Litúrgico, para haver unidade na celebração. Na última ceia, depois de tomar o pão, Jesus deu graças. Da mesma forma, o presidente e a assembléia rendem graças a Deus mediante a Oração Eucarística. Toda Oração Eucarística possui oito elementos básicos: 1. Prefácio - É a abertura da Oração Eucarística. O Prefácio é uma ação de graças ao Pai por Jesus Cristo, e inicia-se com um diálogo entre o presidente e a assembléia. Há vários Prefácios: para os Tempos Litúrgicos, solenidades, festas... Quando o Prefácio é chamado “próprio”, significa que forma um todo com aquilo que celebramos. No tempo comum, há Prefácios a escolher. 2. Santo - O prefácio termina com louvor a Deus. A assembleia une-se ao Coro dos Anjos e canta a Santidade de Deus: “Santo, Santo, Santo...”. O “Santo”, preferencialmente, deve ser cantado. 3. Epiclese - É a Invocação do Espírito Santo sobre as Oferendas. O presidente da Celebração impõe as mãos sobre o pão e o vinho, e pede que, por ação do Espírito Santo, se tornem Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo. É um momento de extrema importância em toda a Celebração Eucarística. 4. Narrativa - Da Instituição e Consagração. É o ponto alto da Celebração Eucarística. Quem preside repete os gestos e palavras do Senhor na última ceia. O pão e o vinho se tornam Corpo e Sangue do Senhor. O sacerdote mostra ao povo a Hóstia e o Vinho consagrados, e todos adoram em silêncio o Corpo e o Sangue de Cristo. Nas celebrações solenes costuma-se incensar o Corpo e o Sangue de nosso Senhor.

Não somos capazes de compreender suficientemente o que a Trindade fez e faz em nosso favor, em cada Eucaristia! É o Mistério da nossa fé, ao qual o povo responde com uma das aclamações. 5. Anamnese (Memorial) - O próprio Senhor Jesus ordenou: “Fazei isto em memória de mim”. E o Apóstolo Paulo escreveu: “ Todas as vezes que vocês comem deste Pão e bebem deste Cálice, estão anunciando a morte do Senhor, até que Ele venha” (1Coríntios 11,26). É isso que o sacerdote proclama em nome de toda a assembleia que celebra. Você pode observar isso nas primeiras palavras após a Consagração. Note também que o presidente fala no plural (nós), em nome de toda a comunidade. 6. Oblação ou Ofertório - Agora aparece a palavra “ofertamos”, sinal de que o verdadeiro Ofertório da Missa acontece aqui, e é uma Oferta Insuperável: o próprio Cristo! - Seu Corpo e Sangue, - oferecidos ao Pai, no Espírito, por nós. Pede-se que pela força desse Sacrifício, todos os cristãos se tornem um só Corpo, em Cristo. Em suas cartas, o Apóstolo Paulo insistia que a Igreja é o Corpo de Cristo. Recebendo o Corpo de Cristo, nos tornamos Corpo de Cristo, pela ação do Espírito Santo! 7. Intercessões - Ainda em nome de toda a assembleia, o presidente faz as intercessões: pela Igreja, pelo Papa, seus bispos, presbíteros e diáconos, pela comunidade que celebra a Fé, pelo mundo todo e pelos fiéis defuntos. Há o momento para recordar os mortos, aqueles que conhecemos e amamos, e também “aqueles que morreram na nossa amizade”. Os cristãos que celebram a Eucaristia estão unidos em todo o mundo, e também no Céu e na Terra; ninguém é excluído na Celebração do Santo Sacrifício. As intercessões geralmente terminam pedindo pela própria comunidade, que peregrina a caminho da Vida Eterna em Deus. 8. Doxologia final - É um breve hino de louvor, abraçando a Trindade: “ Por Cristo, com Cristo e em Cristo...”: é o fecho da Oração Eucarística, merecendo ser cantado, sobretudo o “Amém” da assembleia. No canto, esse “Amém” pode ser repetido várias vezes. Referência bibliográfica:

BORTOLINI, José. A Missa Explicada Parte por Parte, 4ª edição. São Paulo: Paullus, 2006, pp. 27– 28.

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EDITOR IAL

Paróquia São João Batista do Brás:

Horários das Missas

Domingo: 08h - 10h - 18h Segunda-feira: 15h Terça-feira: 19h Quarta-feira: 7h - 19h Quinta-feira: 12h10 - 19h Sexta-feira: 7h (primeiras sextas do mês também às 19h) Sábado: 17h

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+ Invocações a Jesus Mestre +

Jesus Mestre, santificai minha inteligência e aumentai minha fé.

Jesus, Caminho da Santidade, tornai-me vosso fiel seguidor. Jesus Vida, não permitais que eu me separe de vós. Fazei-me viver sempre na alegria do vosso Amor. Jesus Verdade, que eu seja luz para o mundo. Jesus Caminho, que eu seja vossa testemunha diante das pessoas. Jesus Vida, fazei que minha presença contagie a todos com vosso amor.

Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tende piedade de nós! VozdaIgreja-27.indd 12

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Voz da Igreja 27