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CATALUNHA SEPARATI STA SEPARATIST CATALO NIA

Já a 9 de novembro de 2014 os independentistas da Catalunha haviam sido impedidos pelo Tribunal Constitucional de realizarem um referendo separatista. Transformaram-no, então, em mera consulta popular, a qual decorreu sem incidentes mas com a participação de apenas 2,3 milhões de catalães (64% não foram votar) que deram 80,1% ao «Sim». Quase três anos depois, a 1 de outubro de 2017, o Governo Regional tentou levar a cabo um novo referendo, declarado inconstitucional e contrariado pelo governo de Espanha, que enviou a Polícia Nacional e a Guarda Civil para fechar assembleias de voto e confiscar urnas e boletins, o que originou vários confrontos nas ruas. Sem condições mínimas de democraticidade e transparência, terão votado cerca de dois milhões de catalães, que deram 92% ao «Sim». Com base nestes resultados, o presidente do Governo Regional, Carles Puigdemont, viria a declarar unilateralmente a independência a 10 de outubro. Em resposta, o Executivo de Mariano Rajoy aplicou o artigo 155 da Constituição suspendendo a autonomia catalã e ordenando a prisão de vários dirigentes independentistas por violação da soberania. Puidgemont, com outros responsáveis, refugiou-se em Bruxelas. As novas eleições de 21 de dezembro voltaram a dar uma maioria, embora mais reduzida, aos independentistas no Parlamento de Barcelona. E o impasse catalão permanecia sem solução ao entrar-se em 2018.

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On 9 November 2014, the Catalan independence party had already been prevented by the Constitutional Court from holding a separatist referendum. They turned it into an unofficial citizen consultation, which went smoothly but with the participation of only 2.3 million Catalans (64% abstained from voting), 80.1% of whom voted “Yes”. Almost three years later, on 1 October 2017, the Regional Government tried to hold a new referendum, declared unconstitutional and contradicted by the government of Spain, which sent the National Police and Civil Guard to blockade polling stations and seize ballot boxes and ballot papers, which caused several clashes to break out on the streets. Without minimum conditions of democracy and transparency, about two million Catalans will have voted, giving 92% to “Yes”. Based on these results, the president of the Regional Government, Carles Puigdemont, unilaterally declared independence on 10 October. In response, the Executive of Mariano Rajoy applied Article 155 of the Constitution, suspending Catalan autonomy and ordering the arrest of several separatist leaders for violation of sovereignty. Puigdemont fled to Brussels, along with other officials, to seek political asylum. The new elections of 21 December again gave a majority, although smaller, to the separatists in the Parliament of Barcelona. And the Catalan standoff remained unresolved at the beginning of 2018.

Catalunha – depois da fratura a fatura? | Catalonia – after the fracture, the bill?

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[pun with the words “fratura” (fracture) and “fatura” (bill), of similar pronunciation]

22/02/18 16:43

Cartoons do Ano 2017  

António Antunes, José Bandeira, Carlos Brito, André Carrilho, Augusto Cid, Cristina Sampaio, Vasco Gargalo, António Jorge Gonçalves, António...

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