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O S C A R T O O N I S TA S TA M B É M C O M E M CARTOONISTS EAT TOO

Na vida dos jornais há várias tribos: a dos jornalistas, a dos fotógrafos, a dos copydesks, a dos gráficos, a dos infográficos, a dos multimédia – e a dos cartoonistas. Não há nenhum grande jornal ou revista de relevo ao nível nacional ou mundial que não recorra aos cartoons para ilustrar aquilo que não pode ser ilustrado de melhor maneira. Desde The Economist ao The New York Times, passando pelo Expresso, Público ou Diário de Notícias, todos os jornais têm os «seus» cartoonistas, embora depois a tribo responda a outras solicitações sempre que elas aparecem porque a vida não está fácil e o merceeiro não recebe em cartoons. Como dizia o João Ubaldo Ribeiro, que não era cartoonista, «comendador come». E os cartoonistas também.

In the life of newspapers there are several tribes: journalists, photographers, copydesk editors, graphic designers, infographic designers, multimedia – and, last but not least, cartoonists. There is no major national or global newspaper or magazine that does not use cartoons to illustrate what cannot be better illustrated. From The Economist to The New York Times, to the Expresso, Público, or Diário de Notícias, all newspapers have “their” cartoonists, although the tribe then accepts other requests whenever they appear, because life is not easy and the grocer does not accept cartoons as payment. As João Ubaldo Ribeiro, who was not a cartoonist, once said, “Commander eats”. And so do cartoonists.

Um jornal sem cartoons não é um jornal, é uma folha de couve, papel impresso sem personalidade, mamarracho de letras impressas e acumuladas, um barco que não sabe para onde quer ir mesmo que os ventos soprem a favor. O Expresso sem os cartoons do António não seria o Expresso. A Cristina Sampaio marcou uma época no Público. Augusto Cid tornou-se um ícone nos cartoons de intervenção política. O Afonso entra em nossa casa de várias maneiras. E uma nova geração foi surgindo e engrossando a tribo: Vasco Gargalo, André Carrilho,

A newspaper without cartoons is not a newspaper, it is a leaf of cabbage, printed paper without personality, a jumble of printed and accumulated letters, a boat that does not know where it wants to go even if the winds blow in favour. The Expresso newspaper without António’s cartoons would not be the Expresso. Cristina Sampaio scored a season in Público. Augusto Cid became an icon of political cartoons. Afonso enters our house in many ways. And a new generation appeared and enriched the tribe: Vasco Gargalo, André Carrilho, António

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«Cartoons do Ano 2017»  

António Antunes, José Bandeira, Carlos Brito, André Carrilho, Augusto Cid, Cristina Sampaio, Vasco Gargalo, António Jorge Gonçalves, António...

«Cartoons do Ano 2017»  

António Antunes, José Bandeira, Carlos Brito, André Carrilho, Augusto Cid, Cristina Sampaio, Vasco Gargalo, António Jorge Gonçalves, António...