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E DITORI AL

Decisão barra divulgação de Fernandópolis

GILBERTO MUSTO Diretor do Sistema MEGA de Comunicação giba@midiag.com.br www.midiag.com.br

EXPEDIENTE Diretor Gilberto Musto giba@midiag.com.br MTB 37.134 Editora Célia Souza celia@midiag.com.br Projeto gráfico Rafael Arneiro rafael@midiag.com.br Bruno Andrade bruno@midiag.com.br Gilberto Musto ME CNPJ 05.378.241/0001-92 Telefone: 17 - 3465 0020 Circulação São Paulo: Região Noroeste Minas Gerais: Triângulo Mineiro

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Por um lado, a maioria dos deputados achando saber de todos os assuntos, sem ser especialistas em nenhum, impõe regras de licitação que acabam mais prejudicando os municípios do que ajudando a combater a roubalheira e os desvio de verbas a reveria, como amplamente a imprensa tem noticiado. Quem não sabe de alguma história, que jogue a primeira pedra. Licitações previamente arranjadas, editais viciados, preços superfaturados e tudo correndo como os certos administradores querem e sonham. Empresas que se sujeitam a entrar na sujeira, não podem reclamar de saírem sujas no futuro. Remédios, materiais escolares, construções, reformas, recape e compra de equipamentos, além mais uma infinidade de outros itens gozam de uma maracutaia invejável, que se não se ganhar na entrada, certamente arrecada-se na saída. O Ministério Público intervém onde dá. Mas nem os que gozam de criatividade impressionante na construção da Torre de Documentos de Babel, daqueles que foram os criadores, conseguem aferi-los e se tornam vitimas de sua própria criatura. Perderam a noção do que é certo e do que é errado, de tantas formas diferentes de se apresentar a mesma proposta. A lei não poderia ser uma só para todos os municípios do Brasil. Como pode a Lei de Licitação 8.666 de 21 de junho de 1993, antes do Plano Real, regimentar as cidades de Santa Cruz de Minas com 7 mil habitants e 3 quilômetros quadrados de extensão territorial, ou Borá em São Paulo, com apenas 804 habitantes igualar com a cidade de Sorocaba, por exemplo, Ribeirão Preto ou mesmo Fortaleza, com a mesma lei que limita compras de até 8 mil reais, sem licitação? Não dá para perceber que são dois mundos e duas medidas? A base de todo esse comentário, nada mais é de que tal, lei prejudica o desenvolvimento das cidades criando

brechas para incentivar os trambiques, as armações, as falcatruas, além de outros que usam a mesma lei para fazer política e se beneficiar de impedir o trabalho dos prefeitos sérios no cargo. O primeiro exemplo é a “folga” do prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, que resolveu em caráter de urgência, contratar a agência Solis Marketing, Comunicação e Consultoria, que faz suas campanhas desde 2004 a gastar 1,2 milhões de reais, sem licitação. Pronto, foram agora condenados pelo TJ-MG e deverão restituir o valor aos cofres públicos. No revés da moeda, licitações que são feitas com embasamento técnico, também são prejudicadas. Desta feita, agora atingindo em cheio a cidade de Fernandópolis que por liminar, a agência que perdeu o contrato com a Prefeitura Municipal de Fernandópolis, na justiça, “melou” o objetivo de divulgação local e regional da cidade de Fernandópolis. Com o objetivo de anunciar a investidores, empresários e outros, sobre a capacidade de desenvolvimento e as oportunidades que Fernandópolis goza, inclusive, com as conquistas recém chegadas a cidade, está impedida de realizar tais divulgações também por causa de uma Lei antiquada, arcaica e que não condiz com a realidade do ano em que vivemos. Quem perde novamente é Fernandópolis e seu povo que mais uma vez, dá um passo atrás pelos caminhos que as leis deixam de atualizar e comprometem o desenvolvimento, talvez imaginando que melhor fosse, se o município acabasse por ser reduzido a uma pequena Borá. Destas desavenças políticas, com um grupo que ainda tenta de todas as formas derrubar ou dificultar o caminho do desenvolvimento, tem planejadas estratégias que depõe contra os que querem o melhor para Fernandópolis. E o melhor é que deixem todos trabalharem para um futuro melhor seu e de sua família.


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Indústria e empregos

ANTONIO DELFIN NETTO Professor emérito da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, ex-ministro da Fazenda, exministro do Planejamento, ex-deputado federal e consultor de economia.

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Discute-se muito no Brasil a questão da política industrial, sem que segmentos importantes de nossa sociedade aceitem plenamente o fato que não há desenvolvimento que se sustente num país do tamanho do Brasil sem uma indústria altamente sofisticada e capaz de enfrentar a competição externa. A economia brasileira no seu conjunto passa por uma fase de desaquecimento (pelas razões atribuídas à necessidade de defesa ante os efeitos da crise financeira mundial) mas ainda assim terminou o ano crescendo, enquanto a industria enfrenta um processo de estagnação: em São Paulo, o setor deixou de criar empregos em 2011 e ainda cortou 50 mil vagas, segundo revela estudo do Departamento de Pesquisa Econômica da FIESP, coordenado por seu diretor, Dr. Paulo Francini. É fato que o crescimento econômico não depende simplesmente da indústria. É um processo muito mais rico que envolve a atividade comercial, a expansão dos serviços em geral e a modernização dos setores mineral e agropastoril. É evidente, no entanto, que o desenvolvimento só será satisfatório se for apoiado num setor industrial altamente sofisticado, com absorção da moderna tecnologia que rapidamente se desenvolve no mundo globalizado. A estagnação da produção na indústria tornase um problema da maior gravidade, pois o Brasil não pode se dar ao luxo de ver cair a oferta de empregos, nem hoje nem no futuro próximo. Temos uma situação em que o consumo dos brasileiros continua crescendo e a produção interna diminuindo. Significa que estamos suprindo com importações a ex-

pansão do mercado interno de consumo. Não é um mal em sí e se sustenta por que a economia agrícola brasileira alcança índices de alta produtividade e como existe uma demanda importante de alimentos no mundo, as relações de troca melhoraram dramaticamente. São situações que não vão durar para sempre e apontam para um problema de maior relevância para a economia: enquanto o consumo cresce depressa e a produção cresce mais lentamente, a indústria tem a tendência de diminuir a sua produtividade. Seguramente nenhum país é autosuficiente. Devemos inclusive facilitar as importações desde que o câmbio esteja na posição de equilíbrio, desde que tiremos de nossos empresários os impostos corretos e desde que entreguemos ao nosso setor privado, aos consumidores, à sociedade enfim, a taxa de juros correta. Neste último aspecto estamos caminhando no bom sentido, conforme mostrou esta semana a decisão do Conselho de Política Monetária do Banco Central. O problema da sobrevalorização cambial continua sendo o maior entrave ao desenvolvimento industrial brasileiro. Precisamos insistir na construção de uma verdadeira política industrial (como se está tentando fazer) que leve em conta as mudanças profundas que acontecem na produção manufatureira nesse processo de globalização. Elas exigem uma participação muito mais ampla da diversificação do setor produtivo e o Brasil é um dos poucos países que tem um mercado interno da dimensão suficiente para almejar a construção de uma indústria sofisticada, forte e basicamente integrada dentro de seu território.


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Se os Maias estiverem errados,

o Brasil se sairá bem em 2012

JOSÉ MILTON DALLARI Ex-secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, integrante da equipe que implantou o Plano Real. É sócio da Decisão Consultores.

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Segundo o calendário dos Maias, a civilização que habitou o México e a América Central há mais de 3 mil anos, o mundo terminará em 21 de dezembro de 2012. Se isso de fato acontecer, qualquer previsão econômica para este ano é inválida. Nenhuma delas se concretizará. Mas se a previsão dos Maias representar apenas o fim de um ciclo, como dizem alguns estudiosos, e não o fim do mundo, então é bom observar o que os analistas preveem para o Brasil em 2012. E as notícias são boas. Se depender das estimativas do mercado, o Brasil pode ter um 2012 positivo, do ponto de vista econômico, mesmo com o vendaval provocado pela crise europeia, a desaceleração chinesa e a economia americana patinando. Aliás, olhando do ponto de vista dos Maias, poderíamos dizer que ‘o fim do mundo’ já chegou a Europa. Lá há desemprego na casa dos 20% (Espanha e Grécia), encolhimento da economia (Itália, Espanha e França) e, na pior das hipóteses, risco de uma ruptura do euro, o que seria de fato o verdadeiro apocalipse para as 17 nações que desde 2002 utilizam a moeda única. Se para as principais economias europeias, com exceção da Alemanha, os analistas preveem recessão este ano, para o Brasil, o mercado estima um crescimento de 3,28%, segundo o boletim Focus, compilação feita pelo Banco Central com as principais instituições financeiras do mercado. Não é um número chinês – mesmo desacelerando, a China deve crescer 8% em 2012 – mas é um crescimento mais forte do que os previstos para Itália, França, Espanha e até mesmo para a ‘locomotiva alemã’, cuja economia deve expandirse 0,6% até dezembro. No capítulo dos juros, a expectativa é que a taxa Selic continue caindo. São esperadas pelo menos mais duas quedas, que devem levar a Selic para a casa de um dígito. O ano de 2011 terminou com os juros básicos em 11% e 2012 pode terminar com a Selic na casa dos 9,58%. É um avanço, mas é preciso lembrar que ainda manteremos o título de país com os juros reais mais altos do mundo: algo próximo de 5%. Nem a Venezuela que tem a taxa de juros nominais na estratosfera – 18% ao ano – ocupa este posto, já que a inflação alta venezuelana derruba os juros para – 7%. No arsenal do Banco Central, a redução da taxa de juros será uma das armas mais importantes

para garantir o crescimento econômico esperado pelo governo, que é de 5%. Juros mais baixos, como se sabe, estimulam o crédito, o consumo e o mercado interno se aquece, ajudando o país a crescer. Em relação à inflação, a previsão é de que o governo não chegará ao centro da meta estipulada mais uma vez: 4,5%. O ano fechou com o IPCA no teto – 6,5% – e será difícil que o IPCA caia dois pontos percentuais em 12 meses, com tanta pressão, como a alta do dólar e o reajuste do salário mínimo. Na previsão dos analistas, a inflação oficial brasileira deve fechar em 5,32%. Ninguém quer a alta dos preços, mas o resultado de 2011 e a previsão para 2012 não são assim tão alarmantes. Afinal, quase nenhum país cumpriu sua meta de inflação este ano, como os Estados Unidos. Até na China, os preços subiram acima do previsto, fechando o ano passado em 5,4%. Portanto, as metas de inflação podem ser descumpridas ou até alteradas, dependendo dos cenários econômicos vigentes. O importante é que não haja descontrole de preços. Em relação ao dólar, as previsões são de que ele chegue a R$ 1,77 frente ao real em dezembro deste ano. A moeda americana abriu o ano na casa de R$ 1,80. Mas com o sucesso do Brasil no mercado internacional economia em crescimento, desemprego em baixa, oportunidades de ganho financeiro (inclusive com a alta taxa e juros) – o resultado é que o país vai atrair muito capital externo em 2012 e a moeda americana pode cair ainda mais. O banco Standard Chatered PLC, instituição que mais acertou a cotação do real em relação ao dólar nos últimos 8 anos, prevê que a moeda brasileira pode se valorizar 12%, encerrando o ano a R$ 1,65. Não é que o governo deseja, pois o real valorizado penaliza a indústria nacional. Portanto, se o dólar perder muito sua força, o Banco Central deve usar um pouco de suas reservas para frear a queda. Este é o cenário econômico traçado para o Brasil em janeiro. Como toda previsão, inclusive a dos Maias, ela está sujeita a mudanças. Se se concretizar, ou pelo menos chegar perto disso, podemos dizer que será algo admirável para o Brasil. O país sempre foi impactado pelas crises mundiais, aprendeu a lição e agora colhe os frutos de reformas feitas nos últimos anos. Falta muito a fazer, como a reforma política, mas já se pode dizer que o Brasil avançou a fronteira rumo ao futuro.


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A tal emancipação feminina CÉLIA SOUZA Assessora política da Mídia G. Comunicação celia@midiag.com.br www.midiag.com.br

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Após tantas revoluções a mulher venceu inúmeras batalhas e agora desfruta de uma vista panorâmica do topo da cadeia alimentar. Mas nem tudo é o famoso mar de rosas, a felicidade é real? Após toda esta escalada rumo ao sucesso e a independência a sensação não é de plena vitória. Em busca de prevalecer seus direitos o ser feminino se perdeu um pouco pelo caminho, sem contar que atropelou o homem no meio disto tudo. Na corrida para o lugar ao sol, foi inevitável perder também seu eixo, seu lugar na família e ao ocupar o topo deslocou também o homem de seu lugar. Longe de reclamar da emancipação feminina, mas fato que ao adentrar na vida com esta visão ambiciosa de conquista as mulheres perderam a definição do que vale realmente a pena. O resultado vem em stress no trabalho, na família e na vida a dois, e se não é fácil ser mulher nos dias de hoje, cabe a nós a reflexão que também anda sendo muito difícil para o homem ser homem no contexto que criamos. A emancipação nos trouxe oportunidades únicas, a chance de mudarmos o mundo, a família e de buscarmos os nossos sonhos. Mas devíamos parar para pensar que ao buscarmos o posto mais elevado com ele não vieram somente o bônus, temos também o ônus. Todo este poder recém adquirido é de um peso incomensurável, e como todos aqueles que têm poder nos vemos também na posição não apenas de mudar e transformar de forma positiva, mas também de afetar a vida das pessoas, da família. O mundo de amanhã depende desta mulher que você é hoje, mas a pergunta é que mulher você é no mundo de hoje?

Que filhos a sua falta de tempo familiar está criando para o mundo? A citação “Sorte no jogo, azar no amor” não precisa ser verdadeira, mas se torna, se não percebermos que e a nossa compreensão de mundo também esbarra neste novo homem criado pela nossa competitiva estratégia de subida ao topo. É comum reclamarmos que tudo dá errado no amor, que o amor não é pra você, mas quem você é para o amor? O que você é dentro de uma relação, quanto tempo você passa jogando em interesse próprio e quanto é capaz de sentar no banco de reserva e deixar passar a vez. O amor não é justo contigo, porque talvez você não seja honesta com você própria, mascarando os erros e catalisando a culpa nas pessoas, na falta de tempo, e por aí vai. Toda a emancipação feminina, criou em sua contramão um novo homem que ressurge tentando descobrir o que é ser homem diante destas mulheres que não conseguem definir o que realmente querem. Por isso, não apenas celebre este dia, mas repense em que tipo de mulher você têm sido para si e para o mundo? Não estou na contramão do desenvolvimento, nada de voltar para pilotar o fogão full time, mas problema nenhum em você aprender a preparar uma comida para as pessoas que ama e para si própria, ser capaz de alimentar-se é uma das regras da cadeia alimentar. Por isso não pouse de princesa, e aprenda que é possível ser independente, ser mulher sem perder seu poder, muitas vezes o caminho é fácil já pensou em começar a abrir mão de ser sempre a dona da razão.


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s Gonรงalve

Foto: Laura Lima

Carlo

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Administrador de pulso forte Não há um só fernandopolense que esteve nas avenidas de Fernandópolis nos áureos tempos 88 a 94, que não viu o “Moreno” um Opala de 6 canecos, subir rasgando a expedicionários e se encontrar com a turma toda em frente ao Supermercado Botinho, embaladas ao som do Paquera na Avenida. Não tem um só frequentador da EXPÔ de Fernandópolis que não ouviu em todas as vezes que Zéze de Camargo e Luciano subir no palco e falar: Canta Zezé. Não teve um fernandopolense sequer que não ouviu falar que “o home é duro” não teve uma só garota que não escolhesse Carlinhos entre os três mais cobiçados da cidade, não teve... não teve ninguém que não conhecesse uma das mais brilhantes pessoas que marcou uma época em Fernandópolis e é o nosso entrevistado desta edição especial da MEGA. “Fala meu irmão, o que que manda?” disse Carlinhos ao telefone. Isso eram 10h30 da uma manhã de quinta feira 19 de janeiro. Do outro lado do telefone era Giba o diretor da MEGA que disse, se tem café aí, tenho um convite para faze-lo, quero resgatar a história de sua família. “Vem aqui agora que o café está saindo”. A matéria foi desenvolvida em 4 partes. Uma reunião de pauta com 2 horas para Carlinhos posicionar-se dentro do que a revista havia planejado. Dias depois, após seu retorno do Guarujá em fevereiro, a segunda parte em um ensaio fotográfico, em Jales, nos estúdios da Laura Lima. Dias depois, conforme a agenda de Carlinhos permitia, a terceira parte Giba gravou 4 horas de entrevista com o convidado. A quarta e última parte, a editora Célia Souza, em um chá da tarde com Márcia Gonçalves, mãe do entrevistado, retirou dela, mais algumas preciosidades que foi possível relatar, a história que marcou uma das mais importantes famílias da cidade, que venceu desafios, se surpreendeu com o destino e se tornou unida pelo amor e pela luta de mãe e filho que são cúmplices de uma paixão ímpar.

“Minha vida em seis meses e sete dias foi do céu ao inferno”

“Não sei do que você está falando, mas me dê 15 dias que eu vou ficar sabendo”

“Sem os conselhos de minha mãe eu não teria chegado a lugar nenhum, ela me deu o meu norte” Março 2012


“As vezes, eu saia de madrugada chorando. ia para FERMASA, olhava a foto do meu pai e pedia conselhos”

“Sigo sempre os conselho, primeiro de meu pai, segundo minha mãe que é meu porto seguro, e terceiro tenho Walter Faria e Fernando Jacó Filho, esses devo muito” sistemamega.com

MEGA: Carlinhos, a vida nos mostra altos e baixos. A sua, foi diferente? CARLINHOS: Não. Eu costumo dizer que minha vida em seis meses e sete dias foi do céu ao inferno. Em 14 de julho de 1995 eu me casei. No dia 29 de dezembro do mesmo ano, me separei e no dia 21 de janeiro de 1996, meu pai faleceu. Eu casei por amor, amava minha ex- mulher e de repente eu vi que meu casamento não iria dar certo, me separei e semanas depois, meu pai faleceu. Fiquei com 56 funcionários em Fernandópolis com a Ford Fermasa para tocar e mais 17 funcionários em Mato Grosso. Do dia para a noite eu desfiz minha família que estava iniciando e ganhei 74 outras famílias prontinhas, ja vivendo e cada funcionário dependendo de você. Me lembro quando cheguei da missa de sétimo dia de meu pai no MT, eu tinha ido para lá apenas duas vezes, olhei aquilo tudo eu disse, pára tudo agoea. Meu pai estava formando pasto, sentei com os funcionários e eles me pediram um ano de prazo pois iriam me ajudar, naquele momento senti algo que me dizia para aceitar na proposta, eles me falavam certas coisas que eu não fazia nem idéia do que se tratava. Gado, fazenda, eu sabia por que desde criança meu pai me levava com ele para Minas, lá estava tudo pronto. Me lembro de uma vez quando fui levar um maquinário para consertar, eu não sabia do que se tratava, os caras até tiraram onda comigo, quando perceberam que eu não sabia sobre o assunto, me disseram você não está entendendo nada né? Eu disse, não sei do que você está falando, mas me dê 15 dias que eu vou ficar sabendo. MEGA: quando você começou a acompanhar mais seu pai? CARLINHOS: Quando o Junior meu irmão desencarnou em 1985 eu comecei a ir para fazenda de Minas Gerais pois meu pai ficou muito triste, ele não aceitava ter perdido um filho, e eu com 15 anos o acompanhava. Em 1986 minha mãe me colocou para fazer um curso e eu voltei em. 1989. Fui fazer tiro de guerra em São Carlos, que foi quando meu pai começou a lidar com arrendamentos em MT, Paranaíba. Em 1990 comecei a faculdade ainda em São Carlos, morava sozinho em um apartamento, vivia uma vida super

confortável. Ao terminar, quando ele me deu a FERMASA, porque eu tinha pedido para ele uma garagem de carro, voltei para Fernandópolis, três vezes por semana para São Carlos para fazer faculdade, cuidando da FERMASA . MEGA: Via de regra, os filhos que assumem os negócios da família, acabam perdendo boa parte do patrimônio conquistado pelo pai. Qual foi a receita que você fez o patrimônio aumentar? CARLINHOS: Sempre tive muito orgulho do meu pai, sempre achei ele um exímio comerciante, toda semana a gente sentava e conversava sobre tudo, ele não deixou divida, sabíamos o que tínhamos, o que compramos ou

o que vendemos. Procurei fazer e agir da maneira que ele agia em algumas circunstancias, quando ele pegava um dinheiro vindo da cana de açúcar originado da fazenda de Minas ele não deixava dinheiro no banco, ele logo queria comprar gado para por em Mato Grosso. Assim, o conselho que eu dou aos filhos, se seu pais se deram bem por siga e faça igual, mas claro que você pode se adequar as modernidades, eu por exemplo faço inseminação artificial no gado para melhorar a genética, meu pai nunca fez isso, mas também na época dele acho que nem existia essa facilidade. Faço vários cursos, me especializo sem parar. Sem os conselhos de minha mãe eu não teria chegado a lugar nenhum, ela me deu o meu norte, ela viveu 33 anos com meu pai, ela sabia como agir mesmo não sendo comerciante. Muitas vezes eu saia de madrugada chorando ia para FERMASA, olhava a foto do meu pai e pedia


conselhos. Outra pessoa que sempre me ajuda é o Walter Faria, eu o chamo de tio, desde o tempo do algodão. outro é o Fernando Jacó Filho, eu tive vontade de fazer algumas besteiras na vida e ele muito me ajudou, primeiro eu sempre sigo os passos de meu pai, segundo minha mãe é meu porto seguro, e terceiro tenho esses medalhões ao meu lado, hoje eles tem muito orgulho por que eu dei conta da vida, eles sempre me aconselharam. MEGA: 16 anos após você assumir, quanto você fez crescer o patrimônio da família? CARLINHOS: 60% MEGA: Neste estagio da vida que você se encontra o Brasil passou por grandes percalços , economicamente falando. Isso te ajudou a ficar mais traquejado no negócios? CARLINHOS: O que mais colaborou para eu crescer na vida, foi o fato que eu sou muito cuidadoso, eu vi o Alexandre Acioli dando uma entrevista para o Amauri Junior e ele disse uma coisa que eu nunca esqueci e carrego comigo, “eu nuca entro em um negocio se ter uma porta de saída”, sempre fui muito seguro. Com uma economia estável é muito mais fácil você crescer, penso que hoje, correria mais risco, eu teria arriscado mais. MEGA: Você tem vontade de investir em outro setor sem ser o agronegócio? CARLINHOS: Até dois anos atrás eu estive a um passo de montar uma concessionária aqui em Fernandópolis, eu sou solteiro, tenho uma filha a Polyana Gonçalves e sou muito feliz quando vou para MT, mesmo que eu ralo, trabalho, eu sou feliz na fazenda, vendo o gado a genética. Já pensei varias vezes em montar um empresa aqui em Fernandópolis. Eu sou movido por desafio, eu tenho cruzamento industrial eu estou entre os dez do Brasil, não é gado PÓ, e sim cruzamento de três raças. MEGA: Você tem dificuldade de formar equipe, de manter a mão de obra? CARLINHOS: É mais fácil pegar pessoas de Mato Grosso, e trená-las, do que pessoas já com alta experiência. Tive excelentes funcionários, mas

muitos também metidos a saberem de tudo, eu prefiro os humildes, prefiro o que erre três laçadas mas acerte a quarta e esta disposto a aprender, do que um que acerte de primeira e acha que sabe de tudo e faz um monte de coisas erradas, e só tem um prejudicado, o dono da propriedade, se der errado é o patrão que paga. Eu levo os funcionários para treinar na fazenda e mando eles fazerem cursos, dou uma qualidade de vida que os outros pecuaristas não dão, eu pago bem, são todos registrados, eles confiam no meu taco, os estimulo a não deixar o bezerro morrer, faço parcerias com eles em vendas, nascimentos e acredito que tenho excelentes resultados com isso. MEGA: A nova configuração do Mato Grosso, são os grandes pecuaristas e de soja que chegaram do Rio Grande do sul com outra mentalidade. Como foi essa miscigenação? CARLINHOS: Para mim foi muito bom eles terem vindo, eu tive já na minha fazenda mato-grossenses vagabundos e trabalhadores, por isso uso as técnicas mais modernas, pago melhor alguns em cima de porcentagens, e se fizerem a fazenda produzir mais, ganham mais, da uma hora da tarde as quatro, eu não deixo meus funcionários mexerem no gado pois é muito calor, tem que ser cedo as sete horas da manhã, tudo isso ajuda na produtividade. As pessoas que chegam, já veem que estamos antenados, assim não acho que houve mudanças drásticas com a chegada desse pessoal. MEGA: Reforma Agrária, qual sua posição sobre esse evento no Brasil? CARLINHOS: Como eu disse, sempre segui as orientações do meu pai, quando começou essa invasões eu estava fazendo faculdade em São Carlos, troquei uma idéia com meu pai, ele disse que não tem um alqueire de terra em minas que não seja produtivo, Mato Grosso também. Meu pai dizia ser um bando de gente mamando na teta do governo, se colocasse esse povo trabalhar poucos ficariam. Em assentamentos, muitos fazendeiros compraram as terras de volta, pois ninguém faz nada com o pedaço que conquista. Por outro lado tem muito fazendeiro picareta, aproveitador que não merece ter terra, se você não tem dinheiro para

“Eu sou movido por desafio, eu tenho cruzamento industrial e estou entre os dez do Brasil”

“Prefiro os humildes, os que errem três laçadas mas acertem a quarta com disposição a aprender, do que uma estrela que acerte de primeira e acha que sabe de tudo” Março 2012


“Tem muito fazendeiro picareta, aproveitador que não merece ter terra, se você não tem dinheiro para por gado na fazenda arrenda a terra”

“Filho a fazenda deu a FERMASA e a FERMASA não dá uma fazenda, pensei e coloquei a concessionária a venda” sistemamega.com

por gado na fazenda arrenda a terra, a verdade é que não uma reforma agrária política no Brasil, porque a Câmara dos Deputados tem interesse de uns de outros segurarem tudo, não só a reforma agrária outras tantas. MEGA: O arroz com feijão é o segredo de tocar os negócios? CARLINHOS: Não inventa se não der o bife faz um ovo. Eu sempre gostei de comprar carro, hoje em dia eu não compro mais carro zero, porque com o usado eu gasto e perco menos. Eu não sou muito de passear, de vez em quando eu vou ao Guarujá e como uma lagosta e camarão fico três quatro dias e volto é o que eu me permito, tudo sem extravagância. Não inventa. MEGA: Onde entra sua mãe, qual tipo de apoio que ela lhe dá nesse período que você fica lá? CARLINHOS: São duas coisas: antes de Polyana e depois de Polyana. A minha mãe não é desse mundo é diferenciada na minha opinião, a minha viu que a FERMASA começou a me dar muita dor de cabeça, minha vida começou a ficar muito complicada, uma vez meu pai me disse “filho a fazenda deu a FERMASA e a FERMASA não dá uma fazenda”, aí coloquei a concessionária a venda. Minha mãe pensava da seguinte forma, eu venderia a FERMASA iria para fazenda e aprenderia a trabalhar. Teve uma época aqui em Fernandópolis que todo mundo tava me dando tapinha nas costas e dizendo que eu era bonitinho, e eu acreditava, então a minha mãe falou que eu precisava sair de Fernandópolis para não virar um tonto, eu ficava na fazenda de 20 a 25 dias no mês, eu falava com minha mãe de dez em dez dias, isso foi muito difícil para ela que tinha perdido o marido e um filho e o outro distante. Ela tentou fazer de mim um homem forte mesmo sofrendo, e ela me deixou cada dia mais forte, minha diversão era assistir o Sabadão sertanejo do Gugu, enquanto todo mundo imaginava que eu estava pelo mundo afora festejando e gastando o dinheiro do meu pai. Eu saia para rua e ninguém me enxergava mais como Carlinhos mas sim como o cara que tinha dinheiro, Deus me deu um presente que é a Polyana ela só me trouxe luz, hoje mora a Margarete que é a mãe da minha filha e minha mãe com a Polyana. Eu queria criar a minha filha, falei com a Margarete e ela veio morar

aqui em Fernandópolis, moram as três em uma casa e eu sozinho em outra casa, a vida da minha mãe mudou com a chegada da Polyana a minha vida mudou também, eu acredito no casamento a gente tem que ter uma pessoa, mais filhos eu não tenho vontade, tudo que eu tenho vontade a minha filha me da, não sinto necessidade de ter um filho homem, eu procuro sim uma companheira, a minha mãe hoje, na minha vida é o meu porto seguro, eu sempre tenho para onde voltar, ela hoje me da essa estabilidade emocional com a criação da minha filha. MEGA: Você perdeu um pouco desse estigma de que as pessoas se aproximam de você para se aproveitar? CARLINHOS: Eu acho Giba que o puxa saco ele raleia mas não acaba. Você vai ficando mais experiente, vai sabendo sair das situações, na época da FERMASA eu tinha a fama de ser bravo, porque que eu era bravo? Meu caro amigo Giba que fez parte da FERMASA comigo, nos fizemos parcerias juntos e não tivemos problemas nenhum, porque foi o senhor Gilberto Musto, profissional que eu pedia o serviço, você me oferecia o resultado e ponto. Você ia embora e estamos conversado, éramos amigos fora dali, por isso você está aqui dentro de minha cada, hoje. Se é meu amigo é amigo, se é negócio é negócio. Antigamente as pessoas tentavam se dar bem na minha cabeça eu não conseguia sair daquela situação, não conseguia dizer simplesmente não, eu já xingava dava uma explosão as pessoas ficavam com medo e iam embora, logo depois que meu pai morreu as pessoas tinham respeito e medo do meu pai, de mim não tinham nada, já hoje eles tem respeito e não medo mas sabem que se cutucar a onça o bicho pega. MEGA: Como que é Fernandópolis hoje, para você? CARLINHOS: Difícil. Vou voltar um pouquinho no tempo, meu pai teve poder sem ter maturidade, um cara que hospedou o Mario Covas, Fernando Henrique, José Serra, Ulysses Guimarães, dormindo na casa da minha família e depois em 1982 ser noticiado na Rede Globo que o governador Franco Montoro votou em meu pai para deputado federal, esse cara tinha poder. Eu acho que ele perdeu tempo com conversa de Matildes, ele tinha o telefone e entrava no gabinete


sem ser anunciado, ele não sabia o poder que ele tinha, e com isso Fernandópolis perdeu muito, por briguinhas tontas, eu vejo hoje a cidade da seguinte forma, nos passamos por duas situações bem desagradáveis, com o falecimento do Nilton Camargo e depois do seu Rui Okuma, e agora essa situação desagradável do Luiz Vilar e do Paulo Birolli. Minha mãe sempre fala que toda historia tem três lados o seu o meu e o verdadeiro, todo mundo puxa para um lado. Brigas não levam a nada a ninguém, há quatro anos eu me lancei a pré candidato mas eu não tinha tempo para dedicar a prefeitura de Fernandópolis, porque eu não seria um prefeito meia boca e nem um pecuarista meia boca, ou você é uma coisa outra, o que eu vejo hoje é que precisa parar as vaidades e pensar em Fernandópolis, e olha é difícil.

“Meu pai dizia que droga era coisa de jacu e moleque tem que trabalhar, por isso eu sou Pelarin Futebol Clube”

MEGA: hoje as suas aspirações políticas são zero, ou você ainda pensa numa candidatura ? CARLINHOS: Hoje eu poderia, eu tenho sangue de político por parte de pai e mãe, sou filiado em partido, mas se eu entrar, ninguém vai mamar, se reunir uma turma para prover a melhora da cidade ok, agora se for melhorar só meia dúzia não. Eu não faria um governo para meia dúzia de pessoas porque eu teria vergonha de olhar para os olhos da minha mãe e da minha filha, se isso acontecesse. MEGA: Se você parar hoje de trabalhar, você vive o resta da vida tranquilo? CARLINHOS: Vivo, mas não quero parar de trabalhar não, eu quero um dia ter alguém ao meu lado, caso você pare de trabalhar você vai ter mais tempo de pensar em borracha, você vai achar que a menina de 20 anos te ama, se der certo de encontrar alguém eu quero trabalhar o resto da vida, ter uma família. Quando eu cai do cavalo e tive que ficar de repouso mesmo assim eu ia para fazenda trabalhar da forma que dava. Hoje, mais habilitado e experiente, você vai para o atalho mas parar de trabalhar meu pai sentiria muita vergonha de mim, minha mãe minha filha e meu irmão, nem se fala, e ate porque, eu gosto de trabalhar. MEGA: Como você esta vendo os jovens de hoje em relação aos da sua época? Carlinhos: Primeiro de tudo a gente

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“Ela tentou fazer de mim um homem forte mesmo sofrendo, e ela me deixou cada dia mais forte”

“A minha mãe hoje, na minha vida é o meu porto seguro, eu sempre tenho para onde voltar”

“Minha mãe sempre fala que toda historia tem três lados o seu o meu e o verdadeiro” sistemamega.com

gostava de mulher não de drogas. Muitos pais que tiveram filhos não souberam educa-los, esse negocia de muita conversinha liberdade eu nunca levantei a mão para minha filha, a minha opinião particular é que os pais não tão tendo tempo de bater papo com seus filhos, você vê hoje rapazes que não estão ligando com nada, moças que acabam um relacionamento e que você senta em uma roda e ela já saiu com quase todos os rapazes, o rapaz já saiu com quase todas as moças, eu gosto de tratar bem, mandar flor, vou continuar assim, vejo falta de diálogo com os filhos, me preocupo. Meu pai dizia que droga era coisa de jacu e moleque tem que trabalhar, por isso eu sou Pelarin Futebol Clube. MEGA: Você acha que essa geração está comprometida? CARLINHOS: Você começa analisar assim, você vai procurar alguém para ter um relacionamento. Giba você acha que uma mulher quer ir para Mato Grosso comigo e ficar na fazenda? E

olha que hoje tem conforto, ar condicionado, Sky, freezer e geladeira, banheira, tudo. Ela quer que você trabalhe lá para dar o cartão de credito aqui, falta o companheirismo o individualismo é grande, o que o Evandro Pelarin esta fazendo é o que os pais não estão, conscientizar, unir, respeitar, a maioria dos pais quer que eles saem de perto e pronto , usa camisinha e compra anticoncepcional, tchau. Eu converso muito com minha filha porque me preocupo muito com isso. E aproveitando, queria deixar um recado para os jovens, que está faltando o companheirismo entre o homem e a mulher, precisamos parar e pensar um pouco. Não é deixar de ir na balada mas parar de ficar com essa coisa de um paga aqui outro pega lá, voltar o companheirismo, pensar em construir uma vida a dois, ter comprometimento um com o outro, há de se seguir juntos os dois, pois sozinho a vida é mais difícil.


A história que a história de Fernandópolis não conta Márcia Gonçalves é uma daquelas mulheres únicas, determinada, inteligente, sensata e que traz além da sua docilidade no trato com ás pessoas, uma qualidade realmente ímpar nos dias atuais, é humilde. A sua humildade foi transmitida aos filhos o primogênito Raul Gonçalves Junior (in memoriam) e ao caçula Carlos Gonçalves que hoje conduz brilhantemente os negócios da família. Nascida em São Carlos, chegou em Fernandópolis em 1962, ano em que conheceu o futuro marido Raul Gonçalves. O amor entre os dois sempre foi

indiscutível e daqueles que sabemos ser pra vida toda, um ano após se conhecerem e iniciarem o namoro eles se casaram. O começo da vida a dois foi marcado pela união e pelo trabalho, Raul trabalhava com cereais e Márcia voltou a estudar concluindo o curso de pedagogia, administração escolar e por conseguinte começou a lecionar. A carreira de professora preencheram com orgulho e felicidade 28 anos de sua vida. Raul entregava café em Estrela do Oeste para o saudoso José Martins, que propôs sociedade, do trabalho á

Márcia Maria Marin Cotrin

Gonçalves

Março 2012


“Nesta minha vida, não tive tempo de ser fraca, sou forte não por opção, por consequência.”

amizade se prolongou e o sócio se tornou também padrinho de casamento. Da sociedade nasceu a lendária Maquinas Taiguara, em seguida Raul adquiriu a primeira fazenda em Minas Gerais. Segundo ela, foram anos maravilhosos onde as dificuldades foram superadas pela união familiar. Grande perda O ano de 1985 foi marcado por uma grande perda para a família com o falecimento do filho Raul Gonçalves Junior. Para toda a família foi um grande baque e algo imensurável. Para Marcia foi necessária muita fé para superar a saudade, a dor e a falta nunca foram superadas. Posteriormente com Carlinhos os pais iam visita-lo e essa união permitiu que juntos superassem os primeiros anos sem o Junior. Homenagem Um dos momentos felizes para Marcia é passar pela avenida Raul Gonçalves Junior, uma homenagem póstuma da Câmara Municipal. “É como se eu visse meu filho sorrindo, passar por aquela rua, me lembra ele presente em minha vida, como sempre esteve, ele dentro de mim, para ele nunca partiu.” enfatiza

“Acho que as pessoas devem se esforçar para educarem aqueles que amam” sistemamega.com

Fernandópolis Ao se mudar para Fernandópolis deixando São Carlos e Campinas para trás Márcia sofreu para se adaptar, mas garante que ver a cidade crescer é uma emoção sem tamanho. “Hoje vejo a cidade de Fernandópolis, reencontrando o crescimento que foi proposto inicialmente, me sinto orgulhosa de viver tantos anos e de ter acompanhado todo esse desenvolvimento” A história que Fernandópolis não viu Poucos sabem que a casa dos Gonçalves foi um dos núcleos para combater a ditadura, eram lá que aconteciam reuniões para o inicio do movimento das “Diretas Já”, eram os resistentes do antigo MDB, grandes nomes da política brasileira que se hospedavam lá em passagem por Fernandópolis e se tornariam amigos da família. Ulysses Guimarães, Orestes Quercia, Fernando Henrique Cardoso, Tito Costa, André Franco Montoro, Mario Covas entre outros nomes do cenário político brasileiro que Marcia e Raul durante 15 anos estiveram tão próximos prestando relevantes serviços a instauração da democracia brasileira. Raul Gonçalves abriu o partido em toda a região, fato que foi decisivo


para que dentro do diretório Franco Montoro derrotasse Orestes Quércia. Por várias vezes cediam o quarto do casal para Ulisses Guimarães se acomodavam em um quartinho, era assim que os Gonçalves escreviam parte da história política de nosso país. Destas reuniões dividiu-se o grupo de Ulisses Guimarães do PMDB e Franco Montoro que fundaria em 88 o PSDB. Como pontuou Márcia: “Essa é a história que a história de Fernandópolis não conta, mas que nos deixa felizes e orgulhosos.” Fé Eu sinto Deus perto de mim, minha fé é ilimitada” e segundo ela este é o conselho para superar os obstáculos e seguir a sua trajetória, pois pra Márcia a vida nos reserva surpresas mas precisamos buscar e torná-la melhor. Hoje minha vida é a Polyana, minha neta, me dedico 100% a colaborar em sua educação e acho que as pessoas devem se esforçar para educarem aqueles que amam. Como mãe e professora digo que a base da educação é a família não podemos ter preguiça de educar. A Polyana, é o centro das minhas atenções e para quem dedico minhas horas e confesso, de quem recebo de volta muita felicidade, assim como meu filho Carlinhos motivo de orgulho

pra mim e para meu falecido marido Raul e nosso filho Junior. Para Marcia o dia da mulher, não é importante pois as mulheres não precisam de um dia, mas sim da consciência que precisam ser fortes, o esteio, a responsabilidade do lar esta com a mulher. “Em minha vida sofri, mas me ergui estive consciente da minha força como mulher e jamais deixei as pessoas me verem sofrer, foi minha forma de deixar fortes aqueles que eu amo. Márcia afirma que cabe a mulher ser o esteio e a fortaleza para impedir que diante das adversidades da vida a família se rompa, a mulher tem que estar consciente da sua força da sua importância.

“É para Polyana que dedico minhas horas e confesso, é de quem recebo de volta muita felicidade”

“Jamais deixei as pessoas me verem sofrer, foi minha forma de deixar fortes aqueles que eu amo” Março 2012


RAFAEL UCCMAN

Ele dá um “Enter” para

400 mil seguidores Com 18 anos de idade uma pagina no Facebook com 60 mil “Like” e um Twitter com 400 mil seguidores, é de Fernandópolis um dos rapazes mais influentes em mídia social do Estado de São Paulo. O peso e influência de Rafael Uccman, ultrapassa por muitas vezes, uma série de veículos de comunicação, se juntos, somados pela audiência. Basta um “Enter” em seu LapTop, ou um toque em seu Tablet, pronto, 400 mil pessoas recebem os mais diversos recados, frases, pensamentos, teorias ou até desabafos. Uccman é parceiro de negócios do núcleo de redes sociais da Mídia G. Comunicação e já inicia uma assessoria especializada para as empresas que já despertaram para este mercado, crescente a cada instante, ao ponto de que se escrevêssemos qualquer número neste texto, estaria desatualizado, quando a MEGA chegasse nas mãos dos leitores.

Foto: Célia Souza

A entrevista concedida por Rafael mostra exatamente como ele é, de falar pouco, talvez no máximo 140 ca-racteres cada resposta

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MEGA: O que o levou a ser apaixonado pelas redes sociais? UCCMAN: Eu acho que foi pelo poder que elas tem de comunicação em massa , pela velocidade que as coisas acontecem internamente e a intensidade com que as mensagens se propagam. Mas não tem preço, o carinho que as pessoas declaram ao nos seguir, ao compartilhar ou mesmo curtir um post que viaja milhares de quilômetros quando teclamos o “enter”.

seguidores e qual a meta? UCCMAN: O perfil foi crescendo de acordo com a intensidade que as pessoas davam RT (Re-tuitar um post), eu vi que foi chegando no auge da “fama” quando atores globais, jogadores de futebol como Neymar, Kaka entre outros e cantores davam RT e seguiam, ou seja, como são influentes as pessoas que os seguiam, automaticamente nos seguiam também e ai, fomos conquistando fãs e admiradores e cada vez mais, crescendo.

MEGA: Quanto tempo por dia você fica conectado a internet? UCCMAN: Computador umas 3 ou 4 horas. No celular o tempo todo.

MEGA: De certo momento para cá, você acha que as pessoas o seguem pelo que escreve ou porque você tem muitos seguidores? UCCMAN: Por ambos, eu acho que a quantidade de seguidores atrai mas e o conteúdo convence.

MEGA: Qual suas fontes de inspirações? UCCMAN: Acho que as coisas que acontece no dia-a-dia. MEGA: Como tudo começou no seu perfil SICERIDADES do Twitter? UCCMAN: O Sinceridades começou com uma garota e eu , postávamos diariamente frases de autores como Clarice Lispector, Caio Fernando de Abreu , Isabela Freitas entre outros.. MEGA: Como você atingiu 400 mil

MEGA: Qual a receita para ser um bom tuiteiro? UCCMAN: Acho que não existe receita, basta você ser esforçado e autentico , postar coisas legais. Sempre acontece das pessoas acharam que aquilo ali é um diário e postam coisas do tipo “oi to indo no banheiro” tipo assim. Eu pessoalmente não seguiria uma pessoa que faz daquilo ali um antro de idiotice, eu gosto de conteúdo e coisas que me prendam ali.

MEGA: E no Facebook, as páginas de Curtir são mais interessantes que um perfil com menos amigos, porém mais interativos? UCCMAN: Existe bastante diferença entre a pagina e um perfil.. na página as pessoas já curtem sabendo do que vai ser postado ali , exemplo fotos engraçadas, memes e coisas do gênero , agora um perfil é uma coisa mais formalzinha ali é sua vida e não da pra ficar misturando as duas coisas e fora que o perfil é limitado a pagina não , você pode ter milhões de likes. MEGA: Você acha que as empresas já estão olhando para esse mercado e por que? UCCMAN: Claro, hoje a internet é um dos maiores veículos de compras e muitas empresas gostam de usar as redes sociais pra promover seus produtos. MEGA: Quais são as regras básicas para ser um tuiteiro de fama razoável? UCCMAN: - Não adianta querer copiar ninguém - Não fazer do seu twitter um diário.Mau humor constante - Gente que só reclama e vive se lamentando - E gente que vive de Foursquare compartilhando aonde esta em cada quarteirão da cidade. MEGA: Quais os cuidados que você aconselha a pessoa ter no Facebook? UCCMAN: Os mesmos do twitter e claro, tomar cuidado com as fotos que você posta, porque celular + foto+ bebida + publicação = não combina com facebook. MEGA: Qual sua opinião sobre a Geração Y? UCCMAN: Eu amo e sou suspeito a falar, e com certeza nasci na geração certa.

Março 2012


Nós consumimos muito tempo para fiscalizar e pouco para trabalhar

Três Poderes: o equilíbrio entre eles é que são elas. Numa reflexão rápida, passível de trocadilhos, em espaço muito curto de tempo, os três mais importantes cargos do Poderes constituídos, são as mulheres que comandam ou comandaram. Há pouco uma mulher foi chefe do Executivo e hoje, nos outros dois também são comandados por nobres senhoras. No Judiciário a Meritíssima Juiza Luciana Cochito, comanda um grande grupos de servidores do Estado a zelar pela Justiça na cidade e comarca. Ao atravessar a avenida, Creusa Nossa, ex-bancária, vereadora em seu primeiro mandato, comanda o Poder Legislativo com mais um grupo de 9 vereadores e outra dezena de servidores municipais. Mas manter o equilíbrio e a harmonia entre eles, é que são elas. E para falar deste tema com muita propriedade a MEGA escolheu a representante do Poder Legislativo, por ser ela a mais exigida no atual momento político em que passa Fernandópolis. E para MEGA Creusa Nossa falou: MEGA: Há um cenário do entrosamento dos três poderes da cidade? CREUSA: Eu posso falar da minha exsistemamega.com

periência. Estou vereadora desde 2009 e presidente da Câmara 2011 e 2012. No final do ano passado nosso entrosamento era melhor, por que temos um bom relacionamento com o Judiciário, e temos também com o Executivo somos uma sintonia, temos que trabalhar juntos não basta um vereador chegar aqui fazer uma reivindicação e achar que o prefeito é obrigado a fazer. Nos como vereadores temos por obrigação buscar esses recursos também, para que a cidade possa se desenvolver, mas no atual momento que a cidade esta passando por um momento delicado, politicamente falando, a cerca dessas Comissões Processantes. Eu creio que abala um pouco o relacionamento, até mesmo entre os próprios vereadores. MEGA: Essa crise poderá emendar com o período eleitoral? CREUSA: Se emendar a cidade vai continuar perdendo, pois poderíamos usar esse tempo para correr atrás de benefícios, buscar progresso, e tantas outras coisas que a gente poderia estar conquistando. Eu espero que com o fechamento da ultima CP que deve ser nos próximos 45 dias, depois temos maio a Exposição e junho já começam os movimentos da

política, é como você falou, vai emendar. Eu creio que vai ser um ano difícil. MEGA: Quais são as suas perspectivas políticas, tem algum objetivo? CREUSA: Tenho 4 meses para decidir e é muito pouco tempo. Hoje minha vontade é de continuar a ser vereadora, é um trabalho gratificante cada vez que você consegue ajudar alguém. Não uso desse cargo para status de maneira nenhuma, pode perceber que sou a mesma pessoa, mas eu ainda tenho duvidas quero esperar fechar esse ciclo de apuração do CP para depois pensar no futuro político. MEGA: As mudanças drásticas no comando do seu partido, lhe pegou de surpresa? CREUSA: Eu realmente fui pega de surpresa, por que nosso partido era comandado pela nossa ex- prefeita Ana Bim, eu participei das Eleições 2008 com ela de presidente e depois veio as Eleições 2010 e a gente trabalhou para o deputado, tivemos a oportunidade de conhecer as pessoas do partido, nós não conhecíamos ninguém a não ser as pessoas daqui e, eu e a vereadora Candinha trabalhamos arduamente para o João Dado, e depois em uma visita à nós o


Nos finais da tarde eu costuma fazer um balanço do meu dia, o que eu fiz hoje para minha cidade?

deputado disse que o partido era nosso, e eu disse, como assim, nosso? meu da Candinha do Pastor Humberto, ele disse que o partido seria nosso, porque naquele momento o partido estava sem presidente e que a Ana Bim tinha trabalhado com outra agremiação. Como presidente da Câmara e vereadora não poderia deixar o partido a ver navios ou ate cair em mãos de qualquer pessoa, então eu assumi o partido estou com ele, não sei até quando, mas enquanto estiver em minhas mãos eu vou trabalhar vou defende-lo, temos apoio do deputado, e tenho certeza que estamos o fortalecendo. MEGA: E como está a sua relação com a Ana Bim? CREUSA: Quando nos tivemos conhecimento dos fatos nos a procuramos colocamos ela a par da situação, se ela fosse atrás do partido a gente iria ajudar, mas que se ela não fosse ficar com o partido nos comunicasse que quem sabe faríamos uma coligação num outro momento. Mas, o fato que me deixou bastante chateada é que ela nunca mais nos procurou até hoje, então nos ficamos um bom tempo com o partido sem ninguém e agora não tenho mais contato.

MEGA: Após as Comissões vamos ter a tão esperada união? CREUSA: Espero que sim e que tenhamos garra de buscar esse progresso, é nosso papel. Enquanto ficamos brigando nossos vizinhos crescem isso me da até um pouco de vergonha, é algo ruim para nós, as vezes até brinco que nós consumimos muito tempo para fiscalizar e pouco para trabalhar, eu costumo usar meu tempo trabalhando mesmo, e no final da tarde eu costuma fazer um balanço do meu dia, o que eu fiz hoje para minha cidade?, nos temos que ser empreendedores, não só para nossas vidas mas para nossa cidade também, a gente fica triste como no BBB disseram que Fernandópolis não existe, nos temos que levantar nossa bandeira e mostrar que nos existimos sim. MEGA: Há um trabalho para se trazer indústrias para a cidade? CREUSA: Há sim. Eu tenho conhecimento de alguns grupos, outros estão esperando passar esse momento político, por que os empresários pensam como deve ser Fernandópolis, será que é Câmara brigando com prefeito, todo mundo em desafeto com todo mundo, então acho que é importante passar esse momento que estamos vivenciando, pois temos

muita gente interessado principalmente na ZPE, grupos interessados que já conversou, já participei dessas reuniões, mas não vai acontecer nada enquanto não se resolve essas pendengas. MEGA: Conceitue o trabalho do prefeito Vilar CREUSA: Ele é um empreendedor, tem bastante força, ele busca esses recursos, e cabe a nós, Câmara população ajudá-lo nessa empreitada, porque daqui a alguns anos nos iremos colher bons frutos e nós iremos lembrar desse tempo, agente tem que correr atrás mesmo, tem muitas portas abertas para o prefeito, e temos que aproveitar essa situação e ajudá-lo. MEGA: E qual a sua mensagem as mulheres homenageadas pela MEGA deste mês CREUSA: A mulher tem muito poder, é inteligente, conhecedora da força que tem, ela consegue remover montanhas, que não ofusquem seu brilho que deixem transparecer, e que lutem cada vez mais, pois o futuro também é das mulheres esta aí a presidenta Dilma para provar. Um forte abraço a todas as mulheres de Fernandópolis e de todas as cidades por onde vai a MEGA. Março 2012


Idealizador do Real e articulista da

MEGA assume diretoria do CDHU A convite do governador Geraldo Alckmin e do secretário de Habitação, Silvio Torres, o engenheiro José Milton Dallari, integrante da equipe que implantou o Plano Real, assumiu nesta quarta-feira, 1º de março, a diretoria administrativa e financeira da CDHU - Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo, a maior promotora de habitação destinada à população de baixa renda do país. Dallari tem como missão contribuir para que a CDHU cumpra a meta de erguer 150 mil moradias nos próximos três anos em todo o estado de São Paulo. A nova política habitacional do estado, com investimentos previstos de R$ 7,9 bilhões até 2015, foi iniciada em setembro passado, com a criação da Agência Paulista de Habitação Social, cuja principal

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função é desenvolver programas de habitação popular, urbanização de favelas, regularização fundiária e ações estratégicas em áreas de risco. O novo modelo prevê a construção de unidades habitacionais menores, inseridas nas cidades, um avanço em relação aos grandes conjuntos de moradias, comumente transformados em guetos. Para que as necessidades habitacionais do estado e os projetos sejam contemplados, foi criado ainda o Sistema de Informações Habitacionais, onde os municípios deverão informar suas demandas, instrumentos e recursos disponíveis. Essa base de dados permitirá uma radiografia dos problemas de moradia nos 645 municípios paulistas, orientando a ação do governo do estado.


Marรงo 2012


MEGA revela os bastidores do UFC com o manager Eduardo Alonso Manager MEGA: Como é ser um dos mais jovens e influente empresários que atuam no MMA? EDUARDO: Essa é uma ótima pergunta. Eu sempre procuro diferenciar o meu trabalho com o de um Manager de fato, o que é diferente do trabalho de um “Empresário” ou agente, como se costuma confundir. Como Manager, alem de buscar oportunidades de negocios, negociar contratos e afins, como faria um agente, eu também gerencio a carreira do atleta como um todo. Sua relação com os eventos de luta, com a midia, sua agenda, os treinamentos, patrocinadores, sua imagem, enfim, tudo aquilo que engloba a carreira do lutador de MMA, desde a parte esportiva até a parte de imagem, e tudo aquilo que esta relacionado. Isso porque na minha opinião o MMA é um esporte extremamente peculiar, com caracteristicas unicas, e de pouquissima margem de erro, principalmente na parte esportiva. Se agente não entender o negócio como um todo, fica dificil atingir o máximo do potencial. Por ser um esporte muito novo ainda é desconhecido para muitos profissionais de outras areas, e esse gerenciamento mais próximo se torna muito importante. Agora, realmente, eu enfrento um certo pre-conceito em diversos aspectos. Normalmente as pessoas associam a figura de um manager, ou mesmo de um agente, com uma sistemamega.com

pessoa mais velha, e as vezes agente sente isso. Mas eu costumo dizer que eu preciso apenas de uma oportunidade pra conversar com um grande empresário pra quebrar esse pre-conceito e deixar uma porta aberta. Além disso, na parte de luta, existe um certo pre-conceito por eu nunca ter sido lutador profissional, além de ser ainda novo, etc. Agente vem tentando trazer conceitos novos, e modernizar um pouco mais a mentalidade da preparação de um atleta no MMA, que ainda é muito baseada em ideias antigas e crenças empíricas. É fundamental como em qualquer esporte de alto-rendimento, trabalhar com uma equipe multi-disciplinar e com um planejamento de longo prazo, com ajustes periodicos, etc, mas muitas vezes as pessoas não entendem, antigos treinadores e até atletas, e existe um certo ranso e pre-conceito nessa parte também. Nada que desanime, aos poucos agente vai conquistando o espaço atraves de resultados. MEGA: Há quanto tempo você está atuando no MMA? Como iniciou sua parceria com os irmãos Rua? EDUARDO: Eu assisto e acompanho MMA desde a epoca que ainda se chamava “vale tudo”, e o UFC começou, la por idos de 1994. Em 1998 eu comecei a atuar mais diretamente, como colaborador em forums de discussão no exterior, numa epoca em que a cena desse esporte era completamente “underground” e não existia esse glamour

todo. Em 2000, eu na epoca já me tornando estudante de Jornalismo, comecei a atuar como reporter e correspondente de publicações, revistas e sites, internacionais do genero. Sempre tive interesse nos bastidores e em aprender outros aspectos do meio, e enquanto trabalhava como reporter fui testando outros caminhos. Eu costumo dizer que eu fiz tudo no MMA menos lutar profissionalmente, e nem pretendo (Risos), e acabei indo treinar em academias, atuando como juiz central, jurado lateral, promovi eventos de luta, dirigi eventos, foi assessor de imprensa, comentarista, narrador (risos), e mais uma série de coisas. Concomitantemente eu comecei um trabalho como assessor, magenciando workshops, seminarios e alguns patrocinios pros irmãos Rua em 2003, que então eu já conhecia desde 2000 e já tinham se tornado amigos. Viajamos muitos países realizando esse trabalho, que também me deu muita experiencia. Em 2007 parei de trabalhar com jornalismo, e em janeiro de 2008 aceitei o convite dos irmãos e me tornei Manager. Tenho muita gratidão pelo Murilo “Ninja” e pelo Mauricio “Shogun”, que tiveram a visão e a coragem de acreditar em mim, e me dar uma oportunidade quando provavelmente niguem o faria. Aprendi muito ao longo desses anos, e eu acredito que todas essas funções que eu exerci no meio da luta, e todo esse tempo convivendo com treinamentos e bastidores, me deu uma visão ampla do negócio que pouca gente tem, em um esporte muito novo, e isso gerou um diferencial nesse trabalho de management


que eu exerço. MEGA: Atualmente você cuida das carreiras de Shogun, de Ninja ( que se aposentou como atleta, mas ainda trabalha no ramo) e recentemente de Demian Maia, quais as expectativas de batalhar para conquistar as melhores oportunidades para eles? EDUARDO: Além deles eu trabalho com mais alguns atletas que estão batalhando por espaço, e podem começar a figurar no UFC também em breve em 2012. No total são oito atletas, e acredito que esse numero é mais que o suficiente já. Se eu começar a trabalhar com muitos atletas perco a qualidade no meu trabalho, esse diferencial de atuar junto à eles no dia a dia, e realizar um trabalho amplo. Posso dizer que com o crescimento enorme que o MMA teve no mundo e no Brasil recentemente, a expectativa é sempre a melhor, mas a pressão é enorme. A carreira de um atleta de MMA é curta, e estar no UFC é uma pressão constante, porque todos os atletas do planeta querem estar ali, e se a sua performance baixa ou como atleta você não da mais um retorno favoravel ao evento, voce pode ser mandado embora sem nenhuma cerimonia. Essa pressão se transfere pro Manager, que tem que trabalhar da melhor forma pra equilibrar isso, trazer o maior lucro possivel pro atleta a curto prazo, uma vez que a carreira é curta, mas sem esquecer de manter um planejamento a longo prazo, e juntar todas as pontas pra que as chances de uma perda de espaço no mercado diminuam, e pra que

o atleta seja um produto cada vez mais interessante pro UFC, e para os patrocinadores. Como eu disse, é uma pressão constante e é dificil ter férias (risos). MEGA: Você acompanhou de perto a pior fase da carreira do Shogun, saída da Chute Boxe, as lesões, derrota para Forrest Griffin, no UFC Rio a vitória sobre Griffin, ou seja, uma nova ascensão, a esperada voltar por cima, como foi pra você todo este processo? E como você vê os próximos desafios de Shogun? EDUARDO: Olha... Realmente nessa caminhada com o Shogun passamos por uma montanha-russa de emoções. Diversas situações complicadas, e muitos momentos felizes. É aquela historia da pressão constante que eu dizia, são muitos fatores envolvidos e é dificil extrair sempre o maximo de todas as situações, afinal de contas existem as lesões, e do outro lado temos um adversario, com uma equipe, tambem buscando o melhor. Ja trabalhava com o Shogun em outras frentes há alguns anos, mas quando assumi como manager em Janeiro de 2008 ele tinha acabado de sair da Chute Boxe, a primeira luta e derrota pro Forrest Griffin ainda tinha sido na Chute Boxe com outro manager, e sofrido sua primeira cirurgia de ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Vinha em recuperação e pouco depois sofreu a mesma lesão, tendo que operar de novo, antes mesmo de fazer uma luta sequer após a primeira cirurgia. Ali ja foi um momento dificilimo. Trabalhamos um ano juntos apenas buscando uma recuperação de lesão, e

O UFC ( Ultimate Fight Combat) têm ganhado espaço no Brasil e atraído uma nova geração de aficionados pelo esporte que é um dos que mais crescem no mundo. Os brasileiros desde a realização do UFC Rio no ano passado voltaram suas atenções para esse esporte principalmente pelo fato de vários campeões serem brazucas. Se o interesse do público brasileiro foi instantâneo, demorada foi a escalada dos brasileiros que atualmente ocupam posição de destaque dentro e fora do octógono. Poucos sabem que foram necessários anos de investimento além da dificuldade em desbravar o mercado em busca de espaço neste competitivo ramo que gera bilhões em todo o mundo com os torneios de MMA (Artes Marciais Mistas). Para deixar você ainda mais por dentro deste universo, a MEGA entrevistou Eduardo Alonso um dos mais jovens empresários que por força de muito trabalho e insistência conseguiu seu espaço e hoje brilha e atua no fechadíssimo círculo do UFC . Eduardo é manager de dois lutadores brasileiros de destaque do UFC, Mauricio Shogun Rua e Demian Maia. Neste bate papo você vai saber um pouco sobre a preparação, as expectativas e tudo que acontece fora do octógono.

Março 2012


na sequencia fomos aprendendo juntos e buscando uma série de adaptações e melhorias no trabalho, sempre sob muita pressão. Alias, o Mauricio é um lutador idolatrado, com muito potencial e com fãs extremamente passionais. Isso gera uma pressão ainda maior, meio que nem seleção Brasileira. Tudo que envolve o Mauricio gera emoção e nem sempre as pessoas enxergam com a razão. Enfim, os obstáculos foram sendo superados e quando finalmente chegamos ao ápice, com a conquista do cinturão do UFC pelo Mauricio, veio uma nova lesão no mesmo joelho,e mais um ano parado em recuperação. Realmente não é facil e todo esse esforço e sacrifício feito pelo Shogun, e que agente viveu ao lado dele tentando ajuda-lo ao máximo, só me da mais orgulho em lembrar dessa caminhada. Agora ele acabou de vir de luta muito dura contra o Dan Henderson no UFC 139, cinco rounds, e mais uma preparação complicada por lesão, então merece descanso e não temos pressa de coloca-lo de volta em ação. De repente o evento de Junho no Morumbi em São Paulo pode ser uma data boa pra volta, sem pressa! MEGA: Sobre a recuperação de Shogun, qual a possibilidade dele ser liberado da suspensão médica e lutar no UFC 144 do Japão em fevereiro de 2012? EDUARDO: A suspensão médica não sistemamega.com

é problema. Após a luta fomos ao hospital realizar todos os exames padrão, como ressonancia magnetica da cabeça, etc, e não houve nenhuma lesão séria, só cortes superficiais, etc. A suspensão já tinha sido dada antes da nossa ida ao hospital, como prevenção ainda no ginásio, e com certeza será revista. Mas o card do UFC Japão já esta cheio, e além disso agora o Shogun merece descanso. Foram duas lutas muito proximas uma da outra e essa luta contra o Henderson foi muito dura, uma guerra! Acho que agora não precisamos de pressa, e ele só tem que voltar quando já estiver sentindo falta de lutar. Infelizmente Fevereiro esta muito em cima pra isso. MEGA:Em agosto aconteceu o UFC Rio, em sua opinião qual a importância para o Brasil de ter sediado este que é um dos esportes que mais crescem no mundo? EDUARDO: A importancia foi gigantesca, a começar por ter sido transmitido ao vivo em TV aberta pela primeira vez no país. Agente sentiu a diferença na pele, e o assedio foi impressionante apos o evento. A visibilidade cresceu muito, a abertura na imprensa, e com isso vem mais apoio, patrocinios, etc. Foi muito importante os idolos brasileiros terem vencido aquela noite, e a prova disso é que em Janeiro já temos um novo card no Rio, com o UFC dia 14 de Janeiro, e a Globo ter adquirido

os direitos de transmissão, e ter escalado até o Galvão Bueno pra narração. Os fatos falam por si só, e ainda temos muito a crescer como esporte, e solidificar de vez esse espaço que custou tantos anos pra vir. MEGA: O UFC está diretamente ligado aos Cassinos de Las Vegas, existem bolsas de aposta quando as lutas acontecem em tempo real na capital do jogo? EDUARDO: Uma boa pergunta mais uma vez. Os donos majoritarios do UFC são tambem donos de Cassinos, e nos Cassinos que eles tem propriedade não podem haver apostas nas lutas do UFC. É uma questão ética, e que tambem esta ligada à licença que eles tem para operar cassinos no estado de Nevada, e qualquer macula e sugestão de mutreta nesse ambito poderia lhes custar a licensa. Agora, como pode-se imaginar, Las Vegas respira jogo, e em outros Cassinos que não são de propriedade dos donos do UFC, existem apostas relativas as lutas do UFC normalmente, e em Las Vegas o que não falta é Cassino (Risos). MEGA: Você acredita que o UFC poderá ultrapassar a preferência do brasileiro pelo futebol, como já acontece em outros países? EDUARDO: Eu acho isso um pouco complicado. Agente acredita, sonha e


aposta no futuro do MMA mas também tem que ser realista. O Futebol é uma paixão mais que centenária no Brasil, e parte da cultura do Brasileiro no dia a dia. A criança nasce e já ganha uma bola dos pais, seja ela pobre ou rica. Acho que isso seria uma utopia. Mas acho que o MMA já esta em ritmo acelerado pra ocupar o segundo posto na preferencia e atenção dos Brasileiros, só atras do Futebol, o que já é fantastico por si só e esta de otimo tamanho! (Risos). MEGA: Em sua carreira como manager qual foi a luta mais marcante que assistiu? e qual seria a sua luta dos sonhos para Shogun, Ninja e Demian? EDUARDO: Pergunta dificil! Como eu faço normalmente parte do corner dos atletas que eu gerencio, agente assiste as lutas com uma otica diferente, concentrado e trabalhando. Toda luta agente procura ser o mais frio possivel, mas tem um envolvimento emocional inevitavel. Depois do evento é até dificil sair pra comemorar, porque agente fica literalmente exausto emocionalmente. Drena as energias, é uma experiencia maluca, que só quem viveu sabe. Tivemos lutas marcantes por motivos diversos. A conquista do cinturão do UFC pelo Shogun no UFC 113 foi uma sensação indescritivel, por tudo que representou. A vitoria no UFC RIO também, foi uma experiencia diferente de tudo. Com o Demian a luta contra o Mark Munoz, no UFC 131, foi muito tensa e marcante, mesmo com derrota. Já com o Ninja agente brinca que as lutas dele eram sempre um teste pra cardiaco, por conta do estilo impetuoso que ele atuava. Foram varios momentos marcantes, mas acho que a vitoria dele no Maracanãzinho no Bitetti Combat acabou sendo muito especial, por ter sido uma grande vitoria que ele merecia àquela altura da carreira. Com tudo isso dito, essa ultima luta do Shogun contra o Dan Henderson, no UFC 139, foi inacreditavel. Durante a luta, a medida que ela avançava, me passava a sensação que estavamos fazendo parte da historia. Uma luta daquelas que sempre vão lembrar daqui ha anos e anos. Foi preciso muita perserverança e sangue frio pra acreditar e lutar junto com o Mauricio ali do corner, e ele realmente se superou e mostrou o guerreiro que ele é. MEGA: Vivenciar cotidianamente este universo de lutas, treinos, intensa preparação fez com que você se ligasse em alguma modalidade do

esporte, você pratica algum tipo de arte marcial ou apenas transita nos bastidores desse mundo de MMA? EDUARDO: Me da até uma certa vergonha de responder isso, (risos), porque atualmente me falta tempo pra praticar e eu estou realmente apenas do lado de fora do tatame! Vivo prometendo que vou voltar a treinar, mas até agora não rolou! Quem sabe promessa pra 2012 (risos). durante muitos anos eu frequentei academias, como eu disse até dei aulas, e treinava alem de preparação fisica, Boxe e Kickboxing. Jiu Jitsu e MMA só fiz ocasionalmente com amigos, mas nada com regularidade em aulas formais, etc. Vamos ver se a agenda fica um pouco menos estrangulada com tantas viagens, compromissos, reuniões e treinamentos de atletas em 2012 eu volto! MEGA: Você é responsável agenciar, planejar, dar visibilidade, por manter a motivação dos lutadores junto com eles com a conquista, mantendo a mesma conquista, para a perda, e para a reconquista, tudo isto envolve um turbilhão de emoções como fica seu emocional? EDUARDO: Isso é um problema sério que eu preciso equilibrar. Eu levo a minha profissão muito a sério e sou apaixonado por ela, obsecado em fazer sempre o melhor possivel. Acaba que eu tornei a minha vida profissional a minha vida! Abri mão de praticamente toda a minha vida pessoal e sobra muito pouco ou quase nada de tempo pra me divertir. Nem lembro a ultima vez que tirei férias e saí do ar no bom sentido. Nao acho que eu seja muito estressado, apesar de ser inevitavel ficar estressado com tanta pressão e essa profissao (risos). Mas como eu disse, é preciso achar um equilibrio e pra 2012 espero ter um pouco mais de vida pessoal, porque ninguem é de ferro. MEGA: Após solidificar seu trabalho como manager, ter acompanhado a evolução dos irmãos Rua, do Demian, e dos novos atletas quais são os novos desafios para 2012? EDUARDO: Em 2012, alem de ajustar a minha vida pessoal (risos), eu quero ajudar o Demian a voltar a disputar o cin-

turão, ele se dedica de mais e merece. Seria uma satisfação pessoal enorme. Além disso eu gostaria que o Shogun encerrasse o ano que vem de novo credenciado pra disputar o cinturão, vitorioso e feliz, e acima de tudo ajudar alguns atletas que estão buscando espaço e fazem parte da nossa equipe, como o João Paulo “Tuba”, o Daniel Sarafian, o Renato “Moicano”, Alexandre “Sangue”, Irmeson Oliveira, Luciano Contini, etc. Se alguns deles estrearem no UFC em 2012 e conseguirem vitorias em suas lutas, vou ficar muito feliz e bem realizado, e é pra isso que estamos trabalhando.

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AR T E

A arte de Raphael Macek O paulistano Raphael Macek nasceu em 11 de agosto de 1981 em meio a uma grande paixão familiar – a criação de diversas raças de cavalos. Seu pai, criador e veterinário, passou todo o cuidado e carinho que devem ser dedicados aos animais. Já na adolescência decidiu transformar o hobby da fotografia em profissão, o que o levou a conhecer lugares fantásticos, trabalhando em um ofício que transmitia extremo prazer para Raphael. Iniciou com imagens da natureza e logo seguiu a paixão familiar por animais, passando a fotografá-los. Com o passar do tempo, a busca da prática de um esporte aliada à sua profissão fez com que o fotógrafo se especializasse neste tipo de foto. Foi nesta época, em 2007, que mudou-se para Nova York para estudar no renomado “New York Institute of Photography”. Seus estágios foram fotografando haras em diversos países (Bélgica, Espanha, Alemanha, EUA). Em 2008, fotografou safáris na África – em especial na Tanzânia e no Quênia. De volta ao Brasil há menos de um ano, pretende continuar se dedicando a fotografia de animais, em especial os cavalos e ao clique do esporte. Já fotografou diversos haras no país e está sendo convidado para fazer os cliques dos melhores concursos de hipismo do mundo.

Outubro 2011 Março 2012


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Gabinete de Portas Abertas, mais de

4 mil munícipes atendidos

Nessa sexta-feira do dia 24, o prefeito de Fernandópolis, Luiz Vilar, atendeu 101 pessoas no Gabinete de Portas Abertas. Diversos moradores e presidentes de bairros apresentaram reivindicações e sugestões. A comunidade do Distrito de Brasitânia também marcou presença.  Este foi o segundo Gabinete de Portas Abertas de 2012. Só este ano já foram atendidos, através deste programa, cerca de 250 munícipes, e desde que foi implantado como oportunidade de deixar a população ter maior

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acesso, e contato direto com o gestor municipal apresentando sugestões, críticas ou elogios acerdo município mais de 4 mil pessoas já foram atendidas em 31 gabinetes de portas abertos já realizados. O próximo Gabinete de Portas Abertas acontecerá no dia 23 de março. Quem não teve a oportunidade de falar com o prefeito Luiz Vilar pode se programar para participar do próximo.  Traga sua sugestão, reivindicação ou elogio e ajude a transformar Fernandópolis.


Atenção especial a mulher: mais de 12 mil ultrassons gratuitos

A gestão municipal tinha como uma das metas de plano de governo desenvolver uma saúde mais voltada a atender as mulheres em suas necessidades e cuidados. Em três ano o desafio foi cumprido e as mulheres do município podem contar com atendimento de qualidade, prevenção , dignidade e principalmente responsabilidade social. O Centro de Apoio à mulher “Maria Nilze Vendramini”disponibiliza atendimento médico humanizado baseado no planejamento famil-

iar, prevenção e tratamento de doenças. Segundo o prefeito Vilar. “A saúde da mulher recebe agora a atenção merecida, sendo uma imensa satisfação para toda a administração,principalmente para a equipe especializada que conduzida pelo Dr. André Estefanini mantêm a qualidade como base no atendimento humanizado.” Sem contar os atendimentos nas áreas de ginecologia, Obstetrícia e Mastologia e a realizaçào de pré-natal para gestantes de alto risco.

Março 2012


Carnaval da Estância é sucesso A Estância Turística de Santa Fé do Sul (SP) fechou com chave de ouro o carnaval 2012. O tempo ajudou e apenas uma chuva passageira refrescou os foliões presentes no Complexo Turístico. Na pista e nos camarotes, os foliões pularam ao som de sucessos do axé e do pagode baiano, na sexta-feira, foi a Banda Kincendeia, no sábado e domingo duas bandas subiram ao palco: Enia Menezes e Banda Pimentaxé, segunda-feira a atração foi o cantor Marlon Marra e na terça-feira a Banda BR3 Acústico. As bandas mantiveram noite adentro a energia do carnaval, fazendo a alegria do público presente. Os organizadores do evento preocuparam-se em oferecer aos mais de 15 mil foliões presentes segurança e conforto; a Guarda Municipal manteve-se todas as noites com um trailer de apoio, dando suporte e segurança no local. “Uma união de esforços garantiu o sucesso e abrilhantou ainda mais o carnaval de milhares de foliões”, disse o secretário de Turismo e Cultura Beto Alcalá. “Agradeço a todos vocês que vieram participar e fizeram a festa mais bonita, obrigado aos foliões, obrigado a todos que trabalharam para que o nosso carnaval ficasse tão bonito. Parabéns a todos e que o ano que vem seja ainda melhor”, disse o prefeito Toninho Favaleça.

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Desfile “As 4 estações” agitou o

Carnaval de Santa Rita

O 4º Big Folia – Carnaval 2012 de Santa Rita d’Oeste, atraiu um grande número de pessoas para ver o 1º grande desfile com o tema “As 4 estações – Primavera, Verão, Outono e Inverno”. Com fantasias luxuosas, muito brilho, com a alegria das cores e muito samba no pé, aproximadamente 450 pessoas integraram o desfile, ao som da bateria formada por moradores da cidade, comandados pelo mestre “Carrapicho”, que abriu o desfile tocando e cantando incansavelmente o samba enredo feito especialmente para o carnaval 2012. A primeira a entrar na avenida foi a Ala da Primavera – a estação das flores - estação mais colorida e perfumada do ano – representada pelo bloco Nu Interessa. Em seguida, desfilou a Ala do Verão – a estação da alegria e do calor – representada pela Escola Estadual Profª. Maria das Dores Ferreira da Rocha. A Ala do Outono – A estação da renovação – transformação da natureza, foi a sistemamega.com

terceira a desfilar, representada pelas escolas municipais. E, finalizando as estações, a Ala do Inverno – estação fria e também a mais glamourosa do ano – foi representada pelas Secretarias Municipais e pelo CRAS. “Mais uma vez, todas as minhas expectativas foram superadas, a realização deste grande evento foi possível através do trabalho firme do prefeito Walter Muller, e da primeira dama, Ana Claudia, que junto com a equipe municipal participaram de perto de todas as etapas da organização até a realização deste evento. A população assim como os funcionários públicos não mediram esforços para que tudo acontecesse da melhor maneira possível”, disse a Diretora de Turismo, Ana Paula Enside. O carnaval de Santa Rita do Oeste atraiu não apenas os munícipes mas atraiu também visitantes da região s que vieram prestigiar o carnaval de Santa


Rita, e foram brindados com um inesquecível espetáculo, nunca visto antes no município. Ao som da banda Prisma, as pessoas se divertiram com conforto e segurança, nas três noites de carnaval. Para o prefeito municipal Walter Muller, a resposta da população ao 4ª Big Folia, foi muito gratificante, tendo em vista que o carnaval é uma festa em que todas as famílias vão as ruas para se divertir. O nosso objetivo foi mais uma vez alcançado neste carnaval - proporcionar lazer e a integração da população e dos visitantes, e ao mesmo tempo divulgar a cultura com a maior festa popular do país. Certamente, foi mais um sonho realizado por nossa administração. O prefeito Walter Muller agradeceu o apoio de todos os envolvidos na realização desta grande festa, e principalmente o apoio do legislativo que em sintonia com a administração municipal cooperou para realizar um carnaval que ficará na memória dos santa-ritenses.

Março 2012


4º Fronteira Folia é um sucesso em Três Fronteiras O Carnaval de Rua de Três Fronteiras mais uma vez foi sucesso e se consagra com uma das opções regionais de lazer e diversão. Em quatro noites a Banda BR-3 e o grupo de pagode Juntos Por Acaso, animaram os foliões de Três Fronteiras, Jales, Aparecida D’Oeste, palmeira D’Oeste, Santa Fé do Sul e outras cidades da região que também curtiram o 4º Fronteira Folia. Na terça-feira de carnaval, (21), a Área de Lazer foi palco da Ressaca de Carnaval, que contou com a presença de uma multidão que festejou até a noite. Segundo o prefeito Flavinho, este foi o melhor carnaval de todos os tempos: “Quero agradecer a população de Três Fronteiras e toda região, os blocos de foliões, os visitantes, pela grande festa que fizemos em Três Fronteiras e quem com certeza ficará marcada na história de nossa cidade como o melhor carnaval de todos os tempos. Conseguimos fazer uma festa bonita, com muita paz, alegria e descontração e mostramos mais uma vez que Três Fronteiras possui condições de realizar um ótimo carnaval familiar e bem receber os visitantes.” As noites de festa na cidade foram animadíssimas pela alegria dos blocos, Turma da Friggutt que ficou com 1º colocado, Turma do Butikim, 2º colocado e Toda Vida 3º colocado. Os foliões mais animados e criativos também foram premiados.

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A

Arriba, abajo, al centro, adentro!

O som deste grito anima os tequileiros de plantão e é capaz de animar até altas horas as rodas de happy hour. O liquido em questão é a tequila conhecida como o mais famoso drink mexicano que é extraído de uma planta, a agave azul. E como a tequila agora entra definitivamente no circuito de drinks da moda, chega ao Brasil o mescal, outro destilado feito também de agave, mas não da azul que é a única que produz a verdadeira tequila. A verdadeira tequila possui selo de autenticidade do o Consejo Regulador del Tequila (Conselho Regulador de Tequila). Os tipos de tequila A tequila branca é a mais vendida, é destilada e engarrafada imediatamente. A de tipo reposada, leva de 3 meses á um ano. Já a extra añeja só é engarrafada após um período mínimo de cinco anos repousando em barris de carvalho. Bem aprecidada também a añeja fica, permanence de um a três anos descansando nos barris. Como tomar tequila Tomar este drink exige todo um ritual, o copo tem que ser próprio para o deguste, pequeno, estreito, ganhou nome de caballito (cavalinho),o sal e o limão devem estar prepardos.

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O Ritual Tome um gole de tequila, e em seguida chupe levemente uma fatia de limão com um pouco de sal.


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C

Carnaval da Estância é sucesso

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O Absolut Bistrô & Resataurante trouxe para Fernandópolis e região um drink que está fazendo muito sucesso na França, a caipirinha de Cointreau. A bebida que está se tornando uma das mais pedidas nas baladas e bares franceses embora tenha nome similar não é nada parecida com nossa tradicional caipirinha, principalmente por dispensar um dos principais ingredientes o açucar. A caipirinha francesa é feita com uma dose generosa de Cointreau um licor de laranja, pedras de gelo, e limão que deve ser amassado no fundo do copo. Ao amasser o limao com o licor, é liberado aromas citricos da laranja do licor, deixando a bebida ainda mais delicada. Pronto para degustar a sensação do verão europeu dê uma passadinha no Absolut e desfrute de mais esta novidade.


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Revista MEGA  

Edição 134 Janeiro 2012

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