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pai para deputado federal, esse cara tinha poder. Eu acho que ele perdeu tempo com conversa de Matildes, ele tinha o telefone e entrava no gabinete sem ser anunciado, ele não sabia o poder que ele tinha, e com isso Fernandópolis perdeu muito, por briguinhas tontas. Eu vejo hoje a cidade da seguinte forma: nos passamos por duas situações bem desagradáveis, com o falecimento do Nilton Camargo e, depois, do seu Rui Okuma, e agora essa situação desagradável do Luiz Vilar e do Paulo Birolli. Minha mãe sempre fala que toda história tem três lados: o seu o meu e o verdadeiro, todo mundo puxa para um lado. Brigas não levam a nada, a ninguém, há quatro anos eu me lancei a pré-candidato, mas eu não tinha tempo para dedicar a prefeitura de Fernandópolis. Porque eu não seria um prefeito meia boca nem um pecuarista meia boca; ou você é uma coisa ou é outra. O que eu vejo hoje é que precisa parar as vaidades e pensar em Fernandópolis, e olha, é difícil.

“Meu pai dizia que droga era coisa de jacu e moleque tem que trabalhar, por isso eu sou Pelarin Futebol Clube”

MEGA: Hoje as suas aspirações políticas são zero, ou você ainda pensa numa candidatura? CARLINHOS: Hoje eu poderia, eu tenho sangue de político por parte de pai e mãe, sou filiado a partido, mas se eu entrar, ninguém vai mamar, se reunir uma turma para prover a melhora da cidade ok; agora se for melhorar só meia dúzia, não. Eu não faria um governo para meia dúzia de pessoas porque eu teria vergonha de olhar para os olhos da minha mãe e da minha filha, se isso acontecesse.

ONÇALVES MEGA: Se você parar hoje de trabalhar, você vive o resto da vida tranquilo? CARLINHOS: Vivo, mas não quero parar de trabalhar não, eu quero um dia ter uma companheira ao meu lado. Caso você pare de trabalhar, terá mais tempo de pensar em borracha, quando atingir 80 anos vai achar que a menina de 20 anos te ama, se der certo de encontrar alguém eu quero trabalhar o resto da vida, ter uma família. Quando eu caí do cavalo e tive que ficar de repouso, mesmo assim eu ia para fazenda trabalhar da forma que dava. Hoje, mais habilitado e experiente, você vai para o atalho mas parar de trabalhar meu pai sen

Abril 2012

Revista MEGA  

Edição 134 Janeiro 2012

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