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vivasesi

Goiânia

julho

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2014

Fernando Rodrigues da Rocha, auxiliar de produção de cerâmica, e os pais: alfabetização e independência

Superando barreiras para aprender O programa EJA do Sesi integra esforços constantes do Sistema Indústria em nível nacional, a exemplo do projeto Educação para o Mundo do Trabalho, lançado em 2013 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com a perspectiva de acelerar a transformação da educação brasileira. A proposta é melhorar o ensino para 16,4 milhões de pessoas no País, das quais 5,6 milhões de trabalhadores da indústria. Desses últimos, 81 mil são analfabetos, 2,6 milhões não completaram o ensino fundamental, contra 1,8 milhão que concluíram essa etapa, e 1,1 milhão têm ensino médio incompleto. A iniciativa do Sesi excluiu dessa estatística Fernando Rodrigues da Rocha, de 31 anos, auxiliar de produção de uma cerâmica em Campo Limpo de Goiás, na

Região Centro Goiano. Ele foi matriculado na escola ainda criança, junto com as duas irmãs, mas não aprendia como elas e sempre repetia o ano letivo. Com a dificuldade para passar de ano, o rapaz decidiu desistir dos estudos e se dedicar apenas à vida profissional, escolha que nunca agradou aos pais. “Cheguei a levar meu filho ao médico para saber se tinha algo de errado com ele”, diz o aposentado João Amaro da Rocha, emocionado com a superação do filho. Em 2012, Fernando decidiu que tentaria mais uma vez a aprender a ler e escrever e se matriculou na turma de EJA do Sesi, em parceria com a prefeitura de Campo Limpo de Goiás. Hoje, cursando o 5º ano, ele não precisa mais da ajuda

do pai para receber seu salário e nem dos colegas de trabalho para ler os comunicados do mural da empresa. “Antes eu não entendia bem o que os professores ensinavam, não tinha interesse nenhum em aprender, agora tenho muitas amizades, a professora tem bastante paciência para ensinar e já consigo me virar sozinho”, afirma. Mas a meta de Fernando não para por aí e ele rapaz já faz planos para quando concluir os estudos básicos. “Quero fazer um curso de mecânica no Senai.” Satisfeito com a mudança no comportamento do filho, Rocha comenta que nunca desistiu de incentivá-lo. “Sempre tive fé e estou muito alegre em ver que no Sesi ele conseguiu aprender e já sonha com uma profissão”, fala.

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Revista Viva Sesi - Edição n. 48  

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