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Ano VI • nº 57 •

março • 2012

Publicação do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Amazonas


índice

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Empresários têm encontro com a presidente Dilma Rousseff

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Sardenberg faz palestra para micro e pequenos

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Samaúma forma mais 376 profissionais em Novo Airão

Sistema Indústria do Amazonas na web www.fieam.org.br

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Miguel Ângelo/CNI

editorial

A

vitória da Samsung no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em março deste ano, abre um importante precedente para as demais empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), no que diz respeito à manutenção dos direitos assegurados à Zona Franca de Manaus (ZFM) por meio da Constituição e, principalmente, do Decreto-Lei 288/67, que instituiu o modelo. Por unanimidade, a Segunda Turma do STJ isentou a empresa, depois de quase uma década de idas e vindas aos tribunais, da cobrança das contribuições do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), por entender que as vendas das empresas da Zona Franca de Manaus dentro da Zona Franca de Manaus são equiparáveis a exportações. Ao julgar um recurso interposto pela Fazenda Nacional contra a Samsung do Brasil Ltda por vendas a outra empresa, também situada na ZFM, o STJ, pela primeira vez, enfrentou o tema com relação à prevalência dos interesses na ZFM. Para a Fazenda, a compra de bens produzidos no PIM por outra empresa também localizada no polo não seria coberta pelo artigo 4º do Decre-

to-Lei 288/67, que regula a isenção fiscal na Zona Franca de Manaus. De acordo com a decisão do ministro Castro Meira, relator da matéria, “... seria mais vantajoso para qualquer empresa, ao menos sob a ótica do PIS e da Cofins, não fixar sede na Zona Franca de Manaus, o que atenta contra o espírito do DL 288/67, que objetiva, justamente, estimular o investimento na região”, conforme o texto final. Com isso, o próprio ministro destaca que o referido Decreto-Lei obedece ao princípio constitucional e enfatiza a redução das desigualdades regionais, já que o tema ZFM

O próprio ministro Castro Meira destaca que o Decreto-Lei 288/67 obedece ao princípio constitucional e enfatiza a redução das desigualdades regionais, já que o tema ZFM está previsto e expresso na Constituição Federal

Presidente do Sistema FiEAM

está previsto e expresso na Constituição. Para o ministro, o argumento apresentado pela Fazenda Nacional “propicia o alargamento da desigualdade que se pretendeu combater e estimula uma concorrência desleal, na medida em que aquinhoa com o benefício da isenção apenas as empresas sediadas fora da Zona Franca”, conforme está no Acordão. Como se não bastasse, veio à tona a farta jurisprudência sobre o assunto, o que torna a vitória da Samsung ainda mais contundente. Além do que diz a Constituição Federal, as legislações infraconstitucionais da Cofins e do PIS mantiveram as isenções em relação à Zona Franca. Não resta dúvida quanto à importância da decisão do STJ e o que representa para as empresas instaladas no PIM, mas é necessário que cada uma delas lute por seus direitos e vá buscar a mesma isenção de tributos obtida pela Samsung pelas vias jurídicas e legais.

expediente

diretoria Presidente: ANTONIO CARLOS DA SILVA 1º Vice-Presidente: ATHAYDES MARIANO FÉLIX 2º Vice-Presidente: AMÉRICO AUGUSTO SOUTO RODRIGUES ESTEVES Vice-Presidentes: NELSON AZEVEDO DOS SANTOS, TEREZA CRISTINA CALDERARO CORRÊA, NEILSON DA CRUZ CAVALCANTE, ROBERTO DE LIMA CAMINHA FILHO, ALDIMAR JOSÉ DIGER PAES, WILSON LUIZ BUZATO PÉRICO, CARLOS ALBERTO ROSAS MONTEIRO, EDUARDO JORGE DE OLIVEIRA LOPES, AMAURI CARLOS BLANCO, HYRLENE BATALHA FERREIRA 1º Secretário: ENGELS LOMAS DE MEDEIROS 2º Secretário: ORLANDO GUALBERTO CIDADE FILHO 1º Tesoureiro: JONAS MARTINS NEVES 2º Tesoureiro: AUGUSTO CÉSAR COSTA DA SILVA Diretores: SÓCRATES BOMFIM NETO, FRANK BENZECRY, AGOSTINHO DE OLIVEIRA FREITAS JÚNIOR, CARLOS

Antonio Carlos da Silva

ALBERTO MARQUES DE AZEVEDO, ROBERTO BENEDITO DE ALMEIDA, LUIZ CARVALHO CRUZ, CARLOS ALBERTO MONTEIRO, MAURÍCIO QUINTINO DA SILVA, JOAQUIM AUZIER DE ALMEIDA, PAULO SHUITI TAKEUCHI, ANTONIO JULIÃO DE SOUSA, MÁRIO JORGE MEDEIROS DE MORAES, DAVID CUNHA NÓVOA, GENOIR PIEROSAN, CRISTIANO IUKIO MORIKIO, CLEONICE DA ROCHA SANTOS, ARIOVALDO FRANCISCHINI DE SOUZA Conselho Fiscal: Titulares: MOYSES BENARROS ISRAEL, RENATO DE PAULA SIMÕES, JOSÉ NASSER Suplentes: ALCY HAGGE CAVALCANTE, CARLOS ALBERTO SOUTO MAIOR CONDE, DAVID NÓVOA GONZALES Delegados representantes junto ao Conselho da CNI Titulares: ANTONIO CARLOS DA SILVA, ATHAYDES MARIANO FÉLIX Suplentes: AMÉRICO AUGUSTO SOUTO RODRIGUES ESTEVES e FRANCISCO RITTA BERNARDINO

Revista editada pelo Sistema FIEAM COORDENADORIA GERAL DO CENTRO DE SERVIÇO COMPARTILHADO Luiz Alberto Monteiro Medeiros DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO E MARKETING Paulo Roberto Gomes Pereira

COLABORAÇÃO Cássia Guterres Márcio Vieira - MTb/AM 0189 Vanessa Damasceno Diagramação Herivaldo da Ma�a - MTb 111/AM Capa e Publicidades Andrea Monique Ribeiro FOTOGRAFIAS Comunicação

GERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Idelzuita Araújo - MTb 049/AM

O conteúdo dos artigos e textos assinados é de inteira responsabilidade de seus autores.

REDAÇÃO Ademar Medeiros - MTb 289/AM Evelyn Lima - MTb 151/AM Mário Freire - MTb 092/AM

Av. Joaquim Nabuco, 1919 Centro CEP 69020-031 Manaus/AM Fone: (0xx92) 3186-6576 Fax: (0xx92) 32335594 - acs@fieam.org.br

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economia

Governo e empresários discutem

O

governo vai continuar agindo para reduzir os juros e proteger o real ante a desvalorização do dólar, além de adotar medidas para reduzir o custo financeiro e ampliar a desoneração da folha de pagamento. A garantia foi dada pela presidente Dilma Rousseff em reunião, em 22 de março, com um seleto grupo de 28 empresários e banqueiros do país. O objetivo do encontro era discutir, entre outros temas, medidas de proteção da indústria nacional diante da valorização do real. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, que participou da reunião representando também o Grupo Simões, o encontro foi a oportunidade dos empresários reivindicarem medidas que favoreçam a competitividade da indústria, como a desoneração tributária, menor taxa de juros e medi-

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das para conter a valorização do real. O encontro durou pouco mais de três horas e meia começou às 10h40 e terminou por volta das 14h - e contou com a presença dos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Gilberto Carvalho (secretário-geral da Presidência), além do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. O Planalto convidou representantes das principais empresas brasileiras do ramo têxtil, de transportes, infraestrutura, indústria siderúrgica, construção civil, varejo, agronegócio e automóveis, além de bancos privados. A presidente chamou os empresários para pedir mais investimentos, especialmente na área de infraestrutura. A economia brasileira registrou crescimento de

Para Antonio Silva, reunião foi a oportunidade de reivindicar medidas para tornar indústria mais competitiva

2,7% em 2011, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no início do mês de março. Por setores, a indústria respondeu por 1,6% do crescimento do PIB, atrás de serviços (2,7%) e agropecuária (3,9%). O Ministério da Fazenda já anunciou que o governo pretende aumentar em 20% o investimento neste ano. Dilma também discutiu demandas das centrais sindicais dos trabalhadores, que se reuniram com ela na semana anterior e cobraram, entre outros pontos, a isenção do Imposto de Renda na Participação dos Lucros e Resultados (PLR) e abono salarial; aumento das aposentadorias e fim do fator previdenciário. Entre os grupos mais importantes que estiveram representados na reunião, constam Fiat, Ambev, Marcopolo, Coteminas, Bradesco, Itaú, Camargo Corrêa, Odebrecht e Vale, além da Confederação Nacional da Indústria (CNI), representada por seu presidente, Robson Andrade. Em entrevista coletiva após a reunião, o ministro Guido Mantega disse que o


investimento no setor produtivo

O ministro Guido Mantega garantiu que o governo vai reduzir tributos sobre investimentos

governo vai criar ainda mais facilidades para reduzir o custo dos investimentos. “O que vamos fazer é reduzir tributos sobre investimentos, custo da folha salarial, juros, custos financeiros. Estaremos viabilizando mais investimentos porque estaremos reduzindo os custos para os empresários”, disse.

O presidente da FIEAM, Antonio Silva (direita), participou do seleto grupo reunido pelo Planalto

Os empresários ouviram os pedidos da presidente Dilma Rousseff e apresentaram suas reivindicações

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destaques

CNI lança Agenda Legislativa da Indústria Dirigentes empresariais e líderes políticos participaram, em 27 de março, do lançamento da Agenda Legislativa da Indústria 2012, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O documento lista 131 projetos de interesse da indústria em tramitação no Congresso Nacional. Desses, 16 são considerados prioritários, e 11 contam com o apoio da indústria.

Antonio Silva, Eduardo Braga e Robson Andrade, no lançamento da Agenda

Regulamento do serviço terceirizado, adoção do crédito financeiro do Imposto sobre Produtos Industrializados, eli-

Homem Saudável tem capacitação no SESI O SESI Amazonas recebeu, nos dias 27 e 28 de março, representantes do SESI na Região Norte para capacitação do Programa Homem Saudável - Viva Mais, Viva Melhor, com a psicóloga Elaine Bortolanza e a socióloga Silvia Cavallin, que vieram a Manaus para apresentar novas ferramentas de sensibilização, que serão usadas nas indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM). Segundo a psicóloga Elaine Bortolanza, o homem carrega sobre os ombros a pressão de ser competitivo, provedor, chefe de família. “Esta necessidade de sentir-se forte e correr riscos acaba distanciando-o dos serviços de saúde”, disse. No Amazonas, o Programa tem como

SESI cria comitê consultivo de segurança alimentar Os membros do Conselho Nacional do SESI aprovaram a criação do Comitê Consultivo de Segurança Alimentar e Nutricional da entidade, em 27 de março, em Brasília (DF). O Conselho é o órgão normativo do SESI e é composto por representantes das federações das

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Sílvia Cavallin (esquerda) e Elaine Bortolanza trouxeram novas ferramentas de sensibilização

desafio atender pelo menos quatro empresas em 2012. “Temos uma expectativa enorme de fazer com que os homens compreendam o valor do cuidado com a saúde”, disse a coordenadora do programa no SESI/AM, Alessandra Junia.

indústrias dos Estados, de centrais sindicais e do Governo Federal. O comitê será composto por representantes da indústria, governo e sociedade civil. O principal objetivo será promover, articular e implementar ações do programa Cozinha Brasil em todos os Estados brasileiros e também no exterior. Criado em 2004, o Cozinha Brasil está implantado em todo o Brasil e em dois países, Uruguai e Moçambique.

minação do adicional de 10% do FGTS cobrado das empresas nas demissões sem justa causa, e a elevação do limite de receita bruta para opção pelo regime do lucro presumido estão entre os projetos de lei prioritários para os líderes empresariais. Ao lado do presidente da CNI, Robson Andrade, o presidente da FIEAM, Antonio Silva, acompanhou o lançamento da Agenda, que contou com a presença de parlamentares amazonenses, os senadores Eduardo Braga e Vanessa Grazziotin, e os deputados Pauderney Avelino, Rebecca Garcia e Henrique Oliveira.

Claudino apresenta Plano para 2012-2030 em reunião na FIEAM O secretário de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Airton Claudino, apresentou, na reunião de diretoria da FIEAM, em 8 de março, o plano de ação da Seplan para os próximos 18 anos. Claudino atendeu a convite do presidente da FIEAM, Antonio Silva, para expor as medidas da secretaria pertinentes à demanda da indústria amazonense. Para Silva, a proposta de convidar gestores estaduais é importante para fortalecer a entidade de classe, permitindo que representantes de órgãos públicos e políticos tenham entendimento das necessidades da indústria.

Robtec mostra novidades tecnológicas em seminário no SENAI A Robtec, empresa da área de Prototipagem Rápida e Inspeção Óptica, promoveu, em 14 de março, no auditório do SENAI, o 1º Seminário de Tecnologias Robtec em Manaus, focado nas demandas da Indústria local. Tecnologias, como Esteriolitografia (SLA), Sinterização a Laser (SLS) e Vaccum Casting foram alguns assuntos abordados, com demonstrações ao vivo de máquinas.


economia

Economista mostra solução para ‘desequilíbrio’ no PIM

O

Polo Industrial de Manaus fechou 2011 com um crescimento de 1,8% na taxa de natalidade líquida, que corresponde às 440 fábricas com máquinas efetivamente ligadas no período. Já na taxa de natalidade bruta do PIM, que inclui os projetos novos de implantação, o saldo foi negativo, de -4,9%. Esse “desequilíbrio” revelado pelo balanço do Conselho de Administração da Suframa (CAS) foi o ponto central da palestra do economista José Laredo na reunião de diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, em 22 de março. Segundo Laredo é indispensável que seja analisada a taxa de natalidade bruta e líquida de projetos e opções dos empreendimentos instalados no Amazonas, levando em consideração o real número de desequilíbrio revelado pelo CAS e a tabulação do Controle Consultoria Ltda. “Por conta disso, temos que ter soluções para esses números e não esperar uma intervenção de Brasília. Não precisamos da complexidade e prolixidade jurídica e sim de ciência econômica para gerirmos essa administração e melhorar a performance do modelo”, alertou o economista. Para Laredo, as medidas para transformar essa situação crítica do PIM passam por um trabalho simples de sugestões sobre como atuar na gestão estratégica de informações sobre guerra fiscal e venda do modelo no Brasil e no exterior. Entre as medidas que, segundo ele, podem fazer a diferença no aumento das taxas de natalidade do parque industrial do Amazonas, está a adoção de modelo demonstrativo das Vantagens Tributárias Comparativas (VTCs) entre investimentos dentro e fora do PIM, ou um programa de viagens para captação de investimentos no País e no exterior, com participação ativa de consultores voluntários no trabalho de interface entre a Suframa e os potenciais investidores.

Amazonas Energia anuncia investimento de R$ 2,5 bi até 2013 Pautada pela perspectiva econômica do PIM para 2012, a reunião da FIEAM também abriu espaço para o diretor de Geração, Transmissão e Operação da Amazonas Energia, Tarcísio Estéfano Rosa, apresentar a situação de abastecimento e distribuição de energia em Manaus, eliminando a hipótese de que a capital venha sofrer novos apagões. “A carga de consumo de energia em Manaus é muito grande e para atender a essa demanda inauguramos sete subestações em 2011 e investimos cerca de R$ 700 milhões para ampliar o sistema da rede elétrica da capital e do interior”, anunciou. Tarcício anunciou ainda a previsão da companhia de dispor de recursos financeiros da ordem de R$ 1 bilhão em 2012 e R$ 1,5 bilhão para 2013.

O diretor da Amazonas Energia, Tarcísio Estefano Rosa faz projeções na reunião da FIEAM

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zona franca

Empresários discutem política industrial do PIM

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Federação das Indústrias do Estado do Amazonas promoveu, em 23 de março, encontro de representantes da indústria e comércio com o deputado federal Paunerney Avelino para discutir, principalmente, mudanças nas regras dos processos produtivos básicos (PPBs) e a necessidade de isonomia na cobrança do PIS/Cofins no Polo Industrial de Manaus (PIM). No encontro também foi constituída comissão técnica para estudar o Decreto 288/67, de criação da Zona Franca de Manaus, com o objetivo de pontuar dificuldades e possíveis soluções para o modelo. O presidente da FIEAM, Antonio Silva, disse que as fábricas instaladas no PIM buscam segurança jurídica para continuar suas atividades, principalmente com relação aos PPBs, cujas regras, segundo ele, deveriam valer tanto para empresas mais antigas quanto para as novatas. “Devemos lidar com o PPB como na regra dos campeonatos de futebol: os benefícios adquiridos para quem inicia a competição devem continuar valendo até o fim, pois se torna injusto formular novas regras para beneficiar times que entram na competição, tornando difícil a sustentação dos pioneiros”, destacou. Em relação à cobrança do PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), Antonio Silva destacou a vitória da Samsung no Superior Tribunal de Justiça (STJ) após uma luta de mais de oito anos pelo direito da isenção de pagamento dos tributos. “Essa decisão do STJ é uma conquista não só da Samsung, mas de todas as empresas instaladas na Zona Franca de Manaus, pois abre a oportunidade para que a indústria de bebidas e outros seg-

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mentos continuem buscando seus direitos através de ações judiciais com base no Decreto-Lei 288”, disse Silva. A ação da Samsung se refere às vendas dentro da ZFM, podendo desonerar até 10% o preço final dos produtos fabricados no Estado, medida esta cabível às empresas do PIM. Vigilante Para Antonio Silva, o futuro da Zona Franca também deve ser motivo de preocupação para os parlamentares amazonenses, principalmente porque o modelo auxilia o Estado a manter-se sustentável na produção e na geração de emprego e renda. Segundo o empresário, o Sistema Indústria observa a aproximação política como estratégica para garantir medidas favoráveis aos interesses industriais do Amazonas, por se tratar de um Estado isolado, que necessita, portanto, de rega-

Deputado federal Pauderney Avelino se reuniu com representantes da indústria e comércio

lias diferenciadas para sua sustentabilidade industrial, econômica, de emprego e renda. “Nossas atividades também incluem o

FIEAM reúne classe empresarial para tratar de política industrial com Pauderney Avelino


Grupo de notáveis Com interesse de ter maior amparo jurídico é que foi formado um grupo de trabalho para realizar estudo minucioso dos benefícios da Lei 288/67, mitigados na atual conjuntura. O grupo de notáveis inclui consultores econômicos e tributaristas e tem como desafio pontuar as dificuldades e possíveis soluções para a indústria amazonense. O grupo é formado por: Athaydes Mariano Félix Nelson Azevedo dos Santos Gilmar de Oliveira Freitas José Laredo Rodemarck Castello Branco Raimundo Lopes Filho Hamilton da Fonseca Caminha Saleh Mahmund Abu Handeh Erivaldo Lopes do Vale José Fernando Pereira da Silva Raimundo Noronha Celso Piacentini

assessoramento jurídico, realizado pelos advogados da Federação, para que possamos acompanhar as pautas de nossos interesses. Todo esse cuidado é realizado

para que a classe tenha mais segurança e diretos, em especial porque o Amazonas é um Estado diferenciado pela distância geográfica e pelo regime de produção in-

Empresários discutem pauta da reunião com deputado Pauderney Avelino, na FIEAM

dustrial sustentável que preserva 98% da floresta amazônica”, explica Silva. Em seu pronunciamento, o deputado Pauderney Avelino se disse disposto a ser uma ponte entre o meio político e a classe produtiva amazonense. “E é com os subsídios de informações que vocês (empresários) nos passam que podemos ter voz ativa em Brasília, mostrando as inúmeras ameaças vivenciadas pelo empresário do PIM”, declarou. Para Pauderney, a estruturação de uma comissão sobre ZFM dará o apoio necessário aos representantes do Estado, bem como para o empresariado que busca melhorias de taxas e tributações como forma de manter a produção e permanecer no PIM. Na condição de parlamentar, o deputado destacou que deve sugerir medidas para a melhoria na infraestrutura, na preservação dos direitos adquiridos da ZFM e na aceleração de aprovação dos PPBs.

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indústria

Produtores de juta recebem incentivo O

s produtores de juta no Amazonas devem entrar na cota do Plano Brasil Sem Miséria, do governo federal, que pretende tirar da linha de pobreza pelo menos 16 milhões de brasileiros cuja renda familiar per capita é de até R$ 70,00. O assunto foi discutido em reunião, em 13 de março, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, para tratar do Projeto de Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Juta, com a presença do assessor internacional do Ministério da Integração Nacional, Rafael Gomes França, do superintendente da Sudam, Djalma Mello, do deputado Orlando Cidade, e do vice-presidente da FIEAM, Nelson Azevedo, entre outros convidados. Segundo Rafael França, o Ministério pretende identificar as famílias produtoras de juta que se enquadram no perfil do público atendido pelo Plano Brasil Sem Miséria e desenvolver um projeto de apoio para ser executado o mais rápido possível, uma vez que, por conta do ano eleitoral, os recursos só poderão ser repassados até o mês de junho. Segundo o assessor, os recursos também podem ser repassados para prefeituras, Estado ou órgão federal. A reunião, que também serviu para discutir a situação dos mais de 3,5 mil produtores de juta no Estado frente às projeções de cheia recorde para este ano, contou com a participação de representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), Agência de Desen-

volvimento Sustentável do Amazonas (ADS) e Suframa, além de empresários do setor. De acordo com o diretor-executivo da Brasjuta, Sebastião Guerreiro, a situação dos produtores de juta ainda é precária no Amazonas. “Estive em Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus, no rio Solimões) e lá eles estão perdendo quase toda a produção por conta das chuvas. Então, esse apoio é fundamental”, disse ele. A Brasjuta foi inaugurada em novembro do ano passado, com investimento de R$ 30 milhões, dos quais R$ 13,5 milhões provenientes do governo do Estado, por meio da Afeam, e os outros R$ 16,5 milhões do Grupo Mário Guerreiro. A empresa, que atua no beneficiamento da juta e também da malva, outra fibra regional, gera 208 empregos diretos e produz cerca de 500 toneladas por mês. Para a coordenadora geral de Estudos Econômicos e Empresariais da Suframa, Ana Maria Souza, apesar de a missão proposta pelo Ministério da Integração ser pontual e não resolver a situação geral do produtor de juta, representa uma alternativa de apoio ao setor, que também pode ser beneficiado com a compra de sementes e capacitação para as famílias produtoras. Os participantes da reunião decidiram encaminhar ao Ministério da Integração Nacional mais informações sobre os produtores de juta e os municípios que mais produzem a fibra no Estado. O assessor Rafael França marcou um retorno a Manaus, em abril, para dar continuidade ao projeto.

O Ministério da Integração vai identificar as famílias produtoras que se enquadram no perfil do público do Plano Brasil Sem Miséria

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Amazonas é o maior produtor de fibras naturais

Linha de produção da empresa Brasjuta, que veio reaquecer o mercado para fibras naturais no Amazonas

Cadeia produtiva reforçada O Projeto de Fortalecimento da Cadeia Produtiva de Juta tem como público-alvo famílias cadastradas no sistema de Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal com renda per capita de até R$ 70,00 por pessoa, totalizando até R$ 350,00 por família. De acordo com o deputado Orlando Cidade, presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, o

projeto reforça a necessidade do aumento de recursos para atender à cadeia produtiva no Amazonas para socorrer os juticultores e para que a safra de 2012 não seja comprometida. Segundo o deputado, é necessário criar medidas protecionistas para garantir a atividade do juticultor amazonense, que consegue sobreviver a duras penas tendo que enfrentar a grande concorrência com a importação de sacaria de países asiáticos.

Com um total de 11 mil toneladas de juta e malva ao ano, o Amazonas é o maior produtor de fibras naturais do Brasil. Ainda assim, essa produção atende a pouco mais da metade da demanda pelo produto no país. A outra metade tem que ser importada da Índia e Bangladesh. Planta de ciclo anual, a juta foi introduzida no Brasil em 1930, com a chegada de uma missão japonesa chefiada por Tsukasa Oyetsuka, cumprindo ordem do governo japonês, a partir de um contrato assinado três anos antes com o governo do Amazonas. Oyetsuka acabou sendo um dos primeiros colonos a se instalar na Vila Amazônia, localizada próxima de Parintins. A primeira grande produção se deu em 1937, quando foram colhidas nove toneladas de juta. Durante a Segunda Guerra, com o Japão declarado inimigo do Brasil, os japoneses da Vila Amazônia foram presos e a Companhia Industrial Amazonense foi desapropriada pelo governo e teve seus bens leiloados. Um dos grandes momentos da produção de juta no Brasil teve início em 1951, com a inauguração da Brasiljuta, do empresário Mário Guerreiro, fundador do Grupo Guerreiro, que contou até com a presença do presidente Getúlio Vargas. Essa produção atingiu seu ápice em 1965, com mais de 47 mil toneladas do produto. A Brasiljuta encerrou suas atividades em 1991. Em 2011, o Grupo Guerreiro retomou a produção de juta no Amazonas, agora em parceria com o governo do Estado. Com a BrasJuta, o grupo aposta nas tendências ecológicas para agregar valor ao produto. A fábrica tem capacidade de beneficiamento para seis mil toneladas anuais. Toda matéria-prima é comprada de agricultores familiares do interior do Estado.

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barco-escola

Convênio do Samaúma é renovado A

Petrobras renovou, em 9 de março, convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Amazonas) para viabilizar a continuidade das ações do barco-escola Samaúma, unidade móvel fluvial do SENAI responsável por levar educação profissional a populações ribeirinhas do Amazonas e de outros Estados da região. O convênio, atualmente em sua nona edição, representa um repasse de R$ 230 mil destinados à compra de kits didáticos e uniformes, para os alunos, e combustível para a embarcação. “Estamos contribuindo para a formação de mão de obra, qualificando cidadãos brasileiros que moram em lugares distantes dos grandes centros, na Amazônia. A atividade do Samaúma é uma via de mão

Aldemurpe Barros e Francisco Neto no ato da renovação do convênio SENAI e Petrobras

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dupla, onde o SENAI fornece a capacitação para a população, e a indústria, bem como a Petrobras, conta com trabalhadores qualificados para atender às suas demandas”, avalia o gerente-geral da Unidade de Negócio da Bacia do Solimões, Francisco Alves Neto. O Samaúma supre a carência por profissionais qualificados no interior dos Estados da região, onde há pouca oferta de cursos técnicos e profissionalizantes para a população. O barco-escola e seus tripulantes ficam aportados por aproximadamente dois meses em cada cidade, ministrando 16 cursos embarcados e desembarcados nas áreas de informática, alimentos, construção civil, mecânica, madeira e empreendedorismo.

Desde a segunda quinzena de fevereiro, o Samaúma esteve aportado em Novo Airão, de onde segue, a partir de abril, para São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro, Barcelos, Manaquiri e Maués. Devido ao sucesso na ação de formar profissionais pelos municípios do Amazonas, Pará, Acre e Rondônia, o SENAI está com um grande investimento referente à construção da segunda unidade fluvial, prevista para entrar em funcionamento no início de 2013. O Samaúma II está sendo custeado pelo Departamento Nacional da instituição, com orçamento de R$ 11 milhões. Com a nova embarcação, o SENAI Amazonas deve dobrar o atendimento às cidades ribeirinhas a partir do ano que vem.


Gilson Domingos (direita) recebe orientação de instrutor do SENAI

Com nova visão em empreendedorismo Ronilson investe no segmento de lanchonete

Em Novo Airão, mais 376 formados O barco-escola Samaúma atendeu a cerca de 400 alunos em Novo Airão, município distante 143 km de Manaus por via fluvial. Os 376 que concluíram os 16 cursos receberam certificados de conclusão no início de abril. Segundo o coordenador do barco, Saulo Ramos, a unidade fluvial do SENAI/AM deverá atender uma cidade a mais na programação deste ano. “Serão seis municípios em 2012. Além de Novo Airão, serão visitados os municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Izabel do Rio Negro, Barcelos, Maués e Manaquiri. A proposta do SENAI é formar 2.400 alunos nessas cidades, contribuindo com a sustentabilidade econômica, emprego e renda nesses municípios”, disse o coordenador do Samaúma. Ao receber o certificado de conclusão dos cursos de pedreiro e instalador hidráulico, em Novo Airão, o trabalhador Gilson Domingos, de 38 anos, disse ter realizado o sonho de aprender um

pouco mais da sua profissão. Domingos trabalha como autônomo no município, exercendo várias funções no segmento da construção civil há mais de 10 anos. Para ele, a oportunidade de realizar dois cursos por meio da ação promovida pelo SENAI foi fundamental para melhorar suas atividades profissionais. “Aprendi meu ofício na marra, observando outros pedreiros e aplicando as mesmas técnicas nas obras que eu realizava. Com os conhecimentos que adquiri com o instrutor Aclair (de Souza) nos cursos de pedreiro e instalador hidráulico já me considero um profissional diferenciado, pois agora tenho mais técnicas e conhecimentos das normas de segurança na construção civil”, observou o formando. Para o pequeno empresário do ramo de alimentos, Ronilson Oliveira, 28, a visão de empreendedorismo e as informações recebidas nos cursos de Aprender a

Empreender e Padeiro serão muito úteis para que o empresário possa ampliar seus negócios com planejamento. O conhecimento adquirido mostrou ao empresário como organizar uma empresa, planejar custos e receitas e como fidelizar o cliente através da oferta de produtos e serviços de qualidade. Ronilson é dono do Lanche do Nadson, onde conta com três empregados. Para dar continuidade às ações de educação profissional do barco-escola Samaúma, o SENAI conta com grandes parcerias, como Petrobras, Amanco, Schneider e SESI. A unidade móvel fluvial segue para São Gabriel da Cachoeira, onde deve ficar aportado nos próximos dois meses para realizar cursos embarcados e desembarcados nos segmentos de informática, mecânica de motocicletas e motores a diesel, alimentos, construção civil, empreendedorismo, marcenaria e confecção do vestuário.

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seminário

‘Brasil peca feio com impostos’

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Brasil peca feio no quesito impostos e, pior, não dá a contrapartida em serviços de qualidade para a população. A afirmação é do jornalista Carlos Alberto Sardenberg ao palestrar para micro e pequenos empresários de Manaus como convidado do III Seminário Regional dos Empreendedores Individuais, das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte do Amazonas, em 9 de março, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas. Mais conhecido como comentarista econômico da Rede Globo e âncora da Rádio CBN, Sardenberg disse que a alta carga tributária do país representa o maior impacto na vida do empresariado brasileiro. “É na hora de abastecer o automóvel, pagar a conta da energia elétrica e do telefone que o empresário Ricardo Sampaio apresentou o contexto sente mais esse impacto”, disse ele, enu- das micro e pequenas empresas do Amamerando os três setores mais acrescidos zonas de tributação. Sardenberg, que veio a Manaus a convite da Federação Maiores empregadores das Associações de Microempresas e Empresas de Pequeno das carteiras Segundo a gerente do SePorte do Amazonas (Femicro), de trabalho brae Amazonas, Maria José com o apoio do Instituto Eu- assinadas em Alves, 90% das carteiras de valdo Lodi (IEL Amazonas), todo o país são trabalho assinadas em todo disse que é preciso prestar provenientes o país são provenientes de mais atenção ao crescimento de micro e micro e pequenos empreenda classe C, que já concentra pequenas dimentos. “Este setor precisa o maior número de consumi- empresas, de ser valorizado e respeitado dores do mundo. Como exem- acordo com no Brasil”, acrescentou Maplo, disse que, só na Ásia, 40 o Sebrae no ria José. milhões de pessoas entram Amazonas De acordo com o gerennessa faixa anualmente. te de Educação do Sebrae, Realizado pela Confederação Nacio- Ricardo Sampaio, o Amazonas reúne nal das MPE’s (Comicro), Femicro/AM, 22.869 micro e pequenas empresas reAmpemam, em parceria com FIEAM, gistradas. Os empreendimentos que IEL/AM, Sebrae e Cide, o seminário foi lideram o ranking são o comércio do uma oportunidade de articulação para vestuário (13%), os mercadinhos (11%), políticas públicas que beneficiem o setor. os cabeleireiros (5%) e as lanchonetes “O nosso papel é levar informação para em geral (4%). “A maioria das pessoque micro e pequenos empresários pos- as empreende por dinheiro e não por sam se desenvolver”, disse a presidente oportunidades”, garantiu o gerente do da Femicro-AM, Rai Lima. Sebrae/AM.

90%

Carlos Alberto Sardenberg em palestra na FIEAM para micro e pequenos empreendedores

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empresa

Incubadora aceita primeiro empreendedor individual do AM

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empreendedora individual Maria das Graças, 44 anos, é a primeira do Estado enquadrada nessa categoria de pessoa jurídica a ter sua empresa inserida em uma incubadora de empresas (espécie de condomínio comercial construído para alocar pequenos empreendimentos, por um período determinado de tempo, a fim de viabilizar o desenvolvimento integral do negócio). “Segundo pesquisas do Sebrae, em todo o Brasil, de cada 100 novas micro ou pequenas empresas criadas, pouco mais de 70 mantêm-se abertas após dois anos. Acreditamos que essa realidade se repete no Amazonas, e uma boa opção para quem está começando são as incubadoras, pois elas oferecem um bom suporte para que as empresas não morram logo ao nascer”, comenta o diretor-superintendente do Sebrae no Amazonas, Nelson Rocha. Determinada a tornar a recém-criada Complevida, uma micro indústria de alimentos naturais, em uma grande empresa no futuro, a empresária Maria das Graças conta que buscou o apoio do Sebrae desde a concepção da ideia até a elaboração do plano de negócio. Com o plano de negócio em mãos, ela o submeteu à análise do Centro de Desenvolvimento Empresarial e Tecnológico (CDTECH) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). “Ganhar meu lugar na Incubadora da Ufam é um grande passo para minha empresa. Agradeço muito pelo apoio que estou recebendo do Sebrae, principalmente na elaboração do meu plano de negócio. Agora, com um bom local para produzir estou pronta pra crescer”,

Com apoio do Sebrae/ AM, a micro indústria Complevida passa a integrar a incubadora da Ufam

comemora a empresária. A empresa Complevida fabrica complementos alimentares e energéticos que têm como base produtos regionais, tais como castanha-do-pará, sementes e fibras naturais. Segundo a empreendedora, com a empresa incubada, o produto terá maior credibilidade e novas oportunidades de mercado deverão surgir. A Complevida começou a operar no CDTECH desde 8 de março. De acordo com o Diretor Executivo do CDTECH e Professor da Ufam, Luiz Roberto, a incubadora da Universidade é um órgão vinculado à Faculdade de Estu-

Maria das Graças, da Complevida, já devidamente instalada na incubadora da Ufam

dos Sociais (FES) que promove a criação e o desenvolvimento de empresas oferecendo, além de um espaço propício ao crescimento do negócio, orientação no que diz respeito a marketing, design, contabilidade e divulgação da empresa. De acordo com ele, a Incubadora da Ufam permite a alocação de até 11 empresas. Segundo informa o gerente de agronegócios do Sebrae no Amazonas, Célio Picanço, existem em Manaus seis incubadoras, e quem quiser ter sua empresa incubada precisa estar atento aos editais de seleção lançados para este fim por Instituições como a Ufam, Faculdade Martha Falcão, Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Cide, entre outras instituições.

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mostra

SENAI traz inovação para indústria

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projeto “Pastilhas para revestimento em plástico com cargas” venceu a etapa estadual da Mostra Inova SENAI. Apresentada pelo instrutor Juan Carlos Claros e pelo aluno Jonatas da Silva, a ideia sugere o aproveitamento do pó de serragem na mistura plástica para produção de pastilhas utilizadas no revestimento de paredes. O projeto traz benefícios para o meio ambiente e economia para o consumidor final, pois apresenta um produto ecológico que aproveita o material de serragem descartado. Segundo o idealizador do projeto, o instrutor Juan Claros, a inovação da mistura do plástico com serragem para a fabricação de pastilhas traz uma redução de custo de aproximadamente 40% com relação às pastilhas de vidro. “O produto inovador reúne informações básicas de duas áreas ministradas na Escola SENAI Waldemiro Lustoza, a tecnologia da injeção plástica e a ferramentaria, com a proposta de reutilizar resíduos de serragem na confecção de um produto que traz inúmeros benefícios ao meio ambiente, como a recuperação de material que gera poluição à natureza”, explica o instrutor do SENAI/AM, que há 11 anos

Jonatas da Silva explica o processo de fabricação da pastilha para outros alunos do SENAI, na Mostra

trabalha na disseminação do conhecimento profissionalizante no segmento industrial de metalmecânica. O Inova SENAI busca incentivar e premiar discentes e docentes da instituição que desenvolvem projetos e processos inovadores. As pastilhas para revestimento em plástico conquistaram a vaga na exposição da etapa nacional da 7ª edição do Inova SE-

Equipe de gerentes e técnicos do Amazonas envolvidos na etapa estadual do INOVA SENAI

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NAI, em novembro, em São Paulo. O aluno Jonatas, de 20 anos, destacou que contribui com o desenvolvimento do projeto desde a elaboração da proposta até os experimentos dos protótipos das pastilhas de serragem e plástico. As atividades exercidas ao longo de aproximadamente seis meses dentro dos laboratórios da Escola do SENAI do bairro Cachoeirinha, na zona Sul, lhe acrescentaram mais conhecimento às práticas dos cursos de ferramentaria e operador de injetora plástica. “O programa do Inova nos estimula a buscar alternativas sustentáveis, criando e lançando produtos inovadores, e, no caso da pastilha de serragem e plástico, torna possível uma construção civil mais ecológica, pois traz à obra um ambiente que retém menos calor e com menos impacto à natureza”, diz Jonatas da Silva. Na premiação dos vencedores do Inova SENAI 2012, etapa estadual, a Escola SENAI Waldemiro Lustoza foi agraciada com troféu, o aluno recebeu um aparelho celular, e o instrutor, um notebook. O projeto concorreu com oito trabalhos nas modalidades Produto, Processo e Serviços Inovadores desenvolvidos nas Escolas SENAI Antônio Simões, Demóstenes Travessa e Waldemiro Lustoza.


prêmio

Antonio Pardauil contou como a Usina de Tucuruí aprimorou, em dez anos, seu modelo de gestão

Alvino Ribeiro, gerente da Heineken, empresa premiada no PQA

É hora de falar da Qualidade

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A FIEAM, por meio do DAMPI, fez lançamento, em março, da 19ª edição do Prêmio Qualidade Amazonas

epois de dez anos aprimorando seu modelo de gestão, a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, conquistou, em 2011, o Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ). A experiência foi narrada pelo superintendente de Geração Hidráulica da empresa, Antonio Pardauil, como um dos palestrantes no lançamento, em 28 de março, no Auditório Arivaldo Silveira Fontes, do SENAI Amazonas, da 19ª edição do Prêmio Qualidade Amazonas (PQA 2012). Segundo Pardauil, o trabalho desenvolvido até alcançar o prêmio dado pela Fundação Nacional da Qualidade foi aprimorado nos últimos anos com o uso das ferramentas Modelo de Excelência de Gestão (MEG) e Total Productive Maintenance - TPM (Manutenção Total do Sistema de Produção). Mas o grande desafio, segundo ele, foi implantar um sistema da Qualidade em uma empresa de capital misto, com recursos públicos e privados.

Assim como no prêmio nacional, o PQA é voltado para organizações públicas e privadas, de pequeno, médio e grande porte, interessadas em concorrer em duas modalidades, Gestão e Processo. As inscrições se estendem até 15 de junho, no Departamento de Assistência à Média e Pequena Indústria (DAMPI), na Avenida Joaquim Nabuco, 1919, 1º andar, Centro, sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas. Ainda na programação de lançamento, o gerente da planta de Manaus da Heineken Brasil, Alvino Ribeiro, falou sobre a experiência que levou a empresa a conquistar o Troféu Ouro na modalidade Gestão, categoria Média Organização, no PQA 2011. Para ele, todos os esforços de uma organização na implementação da qualidade dentro de seus processos requerem a persistência nas metas, sendo que as ações sugeridas para a melhoria na gestão devem ser encabeçadas pela principal figura deste

negócio que é a chefia da empresa. A Heineken teve outras duas participações, no PQA, ambas premiadas com Troféu Prata. Em Tucuruí, o que tornou o prêmio da FNQ ainda mais notável, na opinião do superintendente Antonio Bardauil, foi o desafio de administrar um sistema único da qualidade na gestão nas três usinas interligadas, mas espalhadas na imensidão do território amazônico. “Assim, delimitamos uma só planta, uma só gestão, uma só estratégia de melhoria contínua nos processos desenvolvidos nesse que é o maior reservatório hidrelétrico nacional”. De acordo com a coordenadora do DAMPI e gerente executiva do PQA, Salete Braga, as organizações têm opção de se inscrever em duas modalidades, sendo que em Processo a candidata poderá encaminhar relatórios distintos em resolução de problemas/implementação de melhorias, inovação e desenvolvimento sustentável. O DAMPI, segundo Salete, tem equipe técnica disponível para tirar todas as dúvidas das organizações que desejam participar do prêmio. Mais informações pelos telefones 3622-6104 ou 3186-6642.

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educação

A gerente do SESI, Cassandra Augusta (direita), posa com os novos alunos de EJA da Mineração Taboca

Pitinga agora tem turma de EJA

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SESI inicia turma da Educação de Jovens e Adultos com 50 funcionários da Mineração Taboca

Serviço Social da Indústria (SESI Amazonas) realizou, em 5 de março, a aula inaugural da turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), com 50 trabalhadores da Mineração Taboca, na Vila de Pitinga, a 320 quilômetros de Manaus. A parceria do SESI com a empresa mineradora, que existe há 12 anos, já certificou pelo menos 850 funcionários. De acordo com a gerente da Unidade de Educação Continuada de Jovens e Adultos, do SESI/AM, Cassandra Augusta, graças à tecnologia SESI Educa, mais de 1 milhão de trabalhadores já foram atendidos em todo o país com os programas de elevação da escolaridade. “E a parceria com a Mineração Taboca mostra o reconhecimento do trabalho de qualidade que o SESI desenvolve nessa área”, disse ela. Além dos cinco professores que irão ministrar as aulas em Pitinga, o SESI/AM capacitou um coordenador na área de EJA. Empresa pioneira na mineração e me-

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talurgia de estanho, no Brasil, a Mineração Taboca consolidou sua posição como expoente do setor mineral com a descoberta, ainda nos anos 1980, da mina de Pitinga, próxima ao município de Presidente Figueiredo, a 107 quilômetros de Manaus, onde explora cassiterita, nióbio e tântalo. Para atender às necessidades dos trabalhadores, a empresa implantou próximo à mina a Vila de Pitinga, oferecendo habitação, educação, saúde, energia e telecomunicações. Na aula inaugural, os alunos receberam um kit escolar composto por fardamento e livros didáticos de todas as disciplinas. Os trabalhadores serão beneficiados com ensino fundamental - do primeiro segmento (do 2º ao 5º ano), e do segundo segmento (6º ao 9º ano) e ensino médio, com aulas de segunda a sexta. Além de Manaus, o SESI atende com EJA os municípios de Iranduba, Coari, Urucará e Itacoatiara, além da Mineração Taboca, no município de Presidente Figueiredo, beneficiando cerca de 4 mil trabalhadores

no interior do Estado. De acordo com a pedagoga Iara Marinho Nazaré, do SESI, a metodologia SESI Educa, obedece aos princípios de flexibilidade, continuidade e viabilidade. Segundo ela, o aluno pode ingressar no curso a qualquer momento e permanecer até a conclusão do ensino médio, passando por toda a fase de escolarização no prazo de 60 meses. Missão O assessor de Recursos Humanos da Mineração Taboca, Tiago Bezerra, disse que é missão da empresa melhorar a qualidade de vida e a escolaridade de seus trabalhadores, ressaltando que a educação é uma ferramenta que transforma vidas, e que a metodologia SESI Educa é desafiadora e dinâmica. De acordo com Tiago, o trabalhador motivado produz mais e melhor. A Vila de Pitinga tem hoje uma população de cerca de 2,5 mil habitantes, sendo que 35% são trabalhadores da Mineração Taboca e o restante, de empresas terceirizadas e comunidade. A vila dispõe de serviço bancário, centro comercial, hospital, internet, correios, supermercado e drogarias.


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Revista FIEAM 57