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Freedom to Syria Ano 01 | No 03 | Agosto-Setembro


SUMÁRIO

EXPEDIENTE

05 A CURA QUE VEM DO CÉU

08

22

ANO

MOVIMENTO ELITE

INTERNACIONAL

PELO MUNDO

DE COORPERAÇÃO

(MEPM)

24

PELA ÁGUA

Diretor de Ensino e Pesquisa: Rogério Gonçalves

JOGOS

11

Diretor Vestibular e colégio: Helio Apostolo gerente de Suporte Educacional: Raphael Mantovano

BRASIL É O PAÍS DO NIÓBIO

coordenação de Produção: Manuela Fernandes

14

Redação: Cláudio Hansen Gabriel Assumpção Marco Rogério

O ORIENTE MÉDIO EM CHAMAS

capa, Diagramação, Projeto Gráfico e Tratamento de imagens: Ana Carla dos Santos Manuela Fernandes Silvia Regina Salandra ilustração: Paulo Costa Revisão: Paula Santanna

Editora Maria Anézia Rua das Rosas, 37 – 4o andar Vila Valqueire Rio de Janeiro – RJ CEP: 21330-680 Tel.: (21) 2453-8605 www.maeditora.com.br atendimento@maeditora.com.br

20 A ALTA DO DÓLAR

EDITORIAL Olá, alunos! Pouco tempo resta até a tão esperada prova do ENEM, menos de um mês pra ser mais preciso. Mas acreditamos que esta não seja a melhor maneira de enxergar essa fase que vocês estão vivendo. Na verdade, devemos observar todo esforço feito até aqui, cada fim de semana trocado pelos livros e apostilas, por aulas e simulados e, ainda, noites sacrificadas com um propósito mais do que valioso: sua vaga. Por isso, temos a certeza de que vocês vêm conquistando essa aprovação desde o primeiro dia que pisou no Sistema Elite de Ensino. O dia da prova será o passo final dessa longa caminhada, o passo mais importante sim, mas que nada mais é do que a última etapa de todo um ano de dedicação. Desejamos que esta revista contribua, da mesma forma que as outras, para esse sucesso que é seu, de verdade! Boa prova!

Raphael Mantovano Gerente de Suporte Educacional


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A cura que vem do céu lasp.colorado.edu

Por Marco Rogério

C

erto dia, ao tentar traçar um roteiro de uma viagem de férias em países nórdicos, deparei-me com uma informação interessante sobre um fenômeno belíssimo que acontece aqui na Terra lá por essas bandas: as auroras boreais. Galileu Galilei foi quem primeiro batizou o fenômeno como aurora boreal. Uma referência à mitologia grega, pois Eos (Aurora na mitologia romana) era a deusa do alvorecer e Bóreas, seu filho, era o deus dos ventos do norte. Auroras boreais ou luzes do norte, apesar deste último apelido, também ocorrem no hemisfério sul como o explorador inglês James Cook bem relatou em suas expedições, denominando-as auroras austrais. Boreais ou austrais, as auroras são fenômenos que ocorrem devido à interação entre partículas eletricamente carregadas que são emitidas pelo Sol - comumente chamadas de ventos solares - quando capturadas pelo campo magnético da Terra e os gases da alta atmosfera de nosso planeta.

Pois bem, acabei esquecendo o

essa energia para a madeira até parar.

roteiro de férias e comecei a pesquisar

Se montássemos um experimento mais

mais sobre as auroras. Descobri que elas

rebuscado, com sensores, detectores

acontecem em outros lugares do nosso

e tudo mais, poderíamos até saber ao

sistema solar, como Júpiter, Saturno,

longo da trajetória no interior da madeira

Marte, Vênus e até algumas luas, por

em que ponto o projétil transfere mais

exemplo Io. Porém, o mais interessante

energia para a madeira. A esse perfil

foi que em meio a essa pesquisa acabei

de transferência de energia chamamos

achando um artigo científico sobre as

poder de freamento ou frenagem - muito

auroras que aconteciam nesta lua de

conhecido pelo termo inglês stopping

Júpiter e sobre detalhes das partículas e

power.

das energias depositadas quando entram em contato com a matéria existente

em

sua

atmosfera.

Para que me faça mais claro, imagine, caro leitor, que vamos realizar o seguinte ensaio balístico. Vamos atirar um projétil por meio de uma arma de fogo contra um bloco bem espesso de madeira. Imagine também que o projétil, ao final de nosso experimento, ficará encrustado na peça de madeira. Se pudéssemos observar o caminho de tal projétil dentro da madeira, veríamos que à medida que ele entra no meio vai perdendo energia, ou melhor, ele vai transferindo sua energia para tal meio. Essa energia vai se apresentar de formas diversas,

tais

como

energia

térmica (calor), energia sonora (barulho), energia para romper as ligações químicas das moléculas que compõem a madeira (rastro), energia luminosa eventualmente

As partículas emitidas pelo Sol são como estes projéteis. E as atmosferas planetárias ou das luas são como a madeira de nosso experimento hipotético. Quando uma partícula é atraída pelo campo magnético da Terra, por exemplo, ela é forçada a interagir com os gases de nossa atmosfera transferindo energia a eles e podendo, portanto, essa energia aparecer na forma de radiação luminosa, luz. Eis aí as auroras boreais.

(luz) etc. O projétil vai transferir margaridaportaldaluz.blogspot.com

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Continuei lendo o artigo científico e observei o poder de frenagem de algumas dessas partículas em substâncias como a água. Um dos íons do carbono, o C6+, é uma das partículas emitidas no vento solar. Em seu processo de interação, ele deposita muita energia numa distância bem curta. Como se pode ver no gráfico da figura 1, o cobalto, os raios-x e fótons depositam suas energias, porém numa longa distância.

Tenho me dedicado ao entendimento da interação das radiações com a matéria, especificamente os tecidos biológicos. A técnica descrita no parágrafo anterior, caro leitor, não é nada inovadora. As radioterapias funcionam, mutatis mutandis, da maneira como descrevi. Há algum tempo que elas vêm sendo usadas no tratamento de tumores. Contudo, no início da aplicação da técnica, quando ela foi posta em prática, a partícula projétil era essencialmente

radiação alfa. A partícula alfa é composta de dois prótons e dois nêutrons e tem uma curva de poder de frenagem diferente do carbono, é bem larga e pouco energética. Isso significa que células saudáveis eram sempre danificadas no tratamento com partículas alfa. Já com o carbono, esse “efeito colateral” pode ser diminuído levando a um resultado melhor no tratamento. Desta forma, pode-se tratar um tumor mais interno ao corpo sem agredir tanto as células saudáveis que estão no caminho da radiação, o que pode levar a uma sobrevida maior ao paciente. Por fim, acho que a maior lição que tirei de tudo isso foi sobre a não linearidade do raciocínio científico. Para que temos que estudar determinado assunto? Por que preciso aprender aquilo? Por que tenho que ouvir sobre tal coisa? Essas e outras perguntas que nos surgem em meio às aulas ou palestras que

julgamos

desinteressantes

me

pareceram diferentes após esse fatídico acontecimento. Não sabemos qual é a verdadeira extensão do conhecimento, muito menos somos capazes de julgar qual a fonte direta dele, se é que ela existe. A grande verdade é que as soluções para problemas científicos ou não científicos quase sempre estão correlacionadas à busca constante do conhecimento, independentemente da área e da forma que ele se apresentará, pois assim aprendemos a concatenar as ideias para obter os resultados. A multidisciplinaridade é compra vadamente a chave para os novos gritos

Essas partículas podiam destruir tecidos e células de nosso corpo, pois depósitos tão elevados de energia numa área bem pequena dos tecidos poderiam provocar a apoptose celular localizada (morte das células). Parece algo ruim, não é? Mas e se estas células forem as constituintes de um câncer? Finalmente, eu estava com uma bela ideia investigativa e um enorme desafio científico nas mãos. Desde então comecei minhas pesquisas na área de física das radiações.

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www.einstein.br

de eureka!


www.surgicalcosmetic.org.vr

faciallmed.com.br

Tramentos com radioterapia

boasnotiocias.sapo.pt

Máscara termoplástica em pacientes com cancêr na faringe.

Antes

Depois

A sequência iconográfica demonstra os resultados considerados satisfatórios com aplicação da radioterapia adjuvante, associada ao tratamento cirúrgico.

Instituto Português de Oncologia (IPO), inaugura novos equipamentos e tecnologias, com mais segurança para o doente e rapidez no tratamento.

Efeitos Secundários da Radioterapia

7


8

http://www.unesco.org


A

s questões ambientais ganham força em discussões políticas e sociais em todas as partes do mundo. Fato inimaginável até a metade do século XX, pois não se tinha uma ideia global de preservação e muito menos a consciência em torno dos riscos de esgotamento dos recursos naturais. A ordem do momento era o crescimento econômico. Com a intenção de gerar discussões e levar informações para a população, a uNEScO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura) fez de 2013 o Ano internacional de cooperação pela Água.

quAl É O fOcO DA cAMPANhA? O objetivo é vencer o principal desafio da preservação dos recursos hídricos e tornar os projetos acordados em ações concretas. Fazer com que a população se insira na ideia de preservar a água é a maior esperança para o sucesso do projeto da UNESCO. Entre os pontos de maior destaque temos a ideia da cooperação na gestão e no uso da água. O fato de contarmos com quase 450 acordos de cooperação internacional sobre águas, assinados de 1820 até 2007, mostra que a água pode ser um meio de promover a integração e não os conflitos.

As campanhas de educação em diversas escalas, desde atitudes sustentáveis até as pesquisas sobre novas formas de utilização, são as maneiras mais eficazes de promover as mudanças no uso da água.

Quase 450 acordos de cooperação internacional sobre águas, assinados de 1820 até 2007 COMO ESTAMOS PERDENDO A ÁguA? A contaminação das águas se origina de diversas atividades desempenhadas pelo homem, desde atividades corriqueiras como o uso de mananciais e despejo de lixo e esgoto em rios ou algum outro corpo hídrico, até a intensa produção de lixo industrial e o crescimento exagerado da mineração. De qualquer jeito, a quantidade de água para as próximas gerações já está comprometida em regiões como o Oriente Médio, Ásia Central e partes da África. Nesses pontos, a demanda por água potável cresce em ritmo mais acelerado. (Ver imagem a seguir.) Frente ao impasse entre crescimento econômico e preservação dos recursos, o resultado sempre responde à necessidade capitalista, e cada vez mais são usadas as águas dos aquíferos,

diminuindo a reserva de água potável continental. Vale lembrar que enquanto exploramos mais as nossas águas, o aquecimento global e o derretimento das calotas polares se mantêm.

O quE É cONSuMO DE ÁguA VIRTUAL? No imaginário das pessoas, a quantidade de água consumida é medida a partir do que é consumido em práticas rotineiras, como higiene pessoal, preparação de alimentos ou qualquer tipo de limpeza. Em cima dessa ideia superficial, mora a dificuldade de entender a gravidade do problema da água no planeta. Entendemos que água virtual é aquela consumida de forma indireta, ou seja, é a água usada no preparo e na composição de produtos e serviços, sendo tanto os produtos primários quanto os secundários. Para exemplificar, destacamos um caso de produção de gado bovino. A água virtual contida na carne engloba não só aquela usada na higiene direta do animal e do espaço de criação, mas também a água necessária para plantar o que servirá de alimento para o boi, incluindo tanto os grãos quanto as pastagens, por último a quantidade de m³ de água que são consumidas diretamente. O resultado é dividido pelo peso final do animal no abate. A surpresa é que em média, para a produção de 1kg de carne são consumidos 15.000 litros de água.

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O QUE É FEITO?

Abaixo temos os dados de outros produtos do nosso cotidiano e seus teores de água virtual. PRODUTO

TEOR DE ÁGUA VIRTUAL (litros)

1 folha de papel (80 g)

10

1 xícara de chá (250 ml)

35

1 fatia de pão (30 g)

40

1 maçã

70

1 copo de cerveja (250 ml)

75

1 copo de vinho (125 ml)

120

1 xícara de café (125 ml)

140

1 copo de suco de laranja (200 ml)

170

1 copo de leite (200 ml)

200

1 camisa (t-shirt) de algodão

2000

A surpresa é que, em média, para a produção de 1kg de carne são consumidos 15.000 litros de água.

Fonte: Hoekstra, A. Y.; Chapagain, A. K. (2007) – Waterfootprint of nations: water use by people as a function of their consumption pattern. Water Resourc Manag 21:35-48

A preocupação com o enorme volume de consumo virtual da água levou à criação de um indicador para medir o quanto uma determinada população gasta de água (incluindo a importação e exportação de produtos). Esse índice é chamado de pegada hídrica (Water footprint). O conceito de pegada hídrica ainda classificou o uso de acordo com o uso e fonte da água. Classificou-se em água verde, quando a água consumida é proveniente de precipitações; água azul, quando a água consumida é subterrânea ou superficial; e água cinza, quantidade de água necessária para diluir os poluentes e tornar o nível da água “consumível”, ou seja, dentro das normas reguladoras. Observem no mapa os países com maiores índices de pegadas hídricas e perceba a reincidência da maioria.

Alguns países buscam o desenvolvimento sustentável como meta de crescimento. Infelizmente nem todos conseguem seguir essa ideia. Podemos ver um verdadeiro jogo de consumo, no qual os países, que buscam diminuir a quantidade de água virtual usada em suas produções, mandam indústrias de alto consumo para outros países, protegendo assim os seus recursos. O desequilíbrio existente na renda mundial está diretamente ligado ao problema da água, pois, agora que vimos a gravidade do gasto excessivo de água, entendemos que o consumismo industrial exagerado que existe nos países mais desenvolvidos e emergentes carrega consigo um gigantesco consumo de água. O Brasil aparece entre os grandes consumidores de água na sua produção e, lamentavelmente, esse consumo está presente em atividades de destaque que continuam em franco crescimento: a produção de grãos (destacando a soja), a pecuária e a indústria automobilística, isso apenas para dar exemplo. Se a proposta do ano internacional de cooperação pela água der certo, e as pessoas passarem a ter mais acesso à informação, podemos esperar um consumo mais consciente e um futuro ambiental melhor. Maiores informações: http://www.unesco.org/new/ pt/brasilia/2013-international-year-of-water-cooperation/water-cooperation/ Por Cláudio Hansen

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Brasil é o país do nióbio! Quando falamos de riquezas naturais brasileiras, temos uma infinidade de produtos recorrentemente lembrados (ferro, soja, laranja, bauxita...). Entretanto, o único produto mineral que o Brasil é isoladamente a maior potência mundial, o nióbio, é raramente mencionado. Por Cláudio Hansen

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http://niobiodobrasil.blogspot.com.br/

O nióbio, representado pelo símbolo químico Nb, é um metal extremamente raro que tem nas suas propriedades físicas a sua maior vantagem. É um metal mais leve que, quando adicionado ao processo de formação do aço ou de outros metais, apresenta uma maior resistência à corrosão e às elevadas temperaturas. Tais condições fizeram do nosso metal uma matéria prima essencial em indústrias bélicas, eletrônicas, espaciais e nucleares. Sua grande resistência o faz ser muito importante na produção de turbinas de avião, oleodutos, automóveis e uma infinidade de produtos que sofrem com o problema de corrosão. Recentemente, observamos um exemplo prático da questão acima: o Estádio do Engenhão foi interditado por problemas de corrosão na estrutura. Uma das causas é a utilização de aço de menor qualidade. Vários países (a exemplo da China) enxergam no uso do nióbio a melhor saída para a construção de estruturas mais duráveis e com menor impacto ambiental.

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w w w. p e n s e e n t r e g a s . c o m . b r / noticias/view/index.php?noticID=1975

DE ONDE VEM A IMPORTÂNCIA DO NIÓBIO?

corrosão na estrutura do Engenhão.

RESERVAS BRASILEIRAS A posição do Brasil em relação à reserva mundial de nióbio é tão importante que nos perguntamos por que esse metal não é um dos carros-chefes da nossa economia primária e por que as pessoas não conhecem tamanha riqueza nacional.

Entre as reservas comprovadas de nióbio, a brasileira é equivalente a aproximadamente 98% da oferta mundial do metal.

Entre as reservas comprovadas de nióbio, a brasileira é equivalente a aproximadamente 98% da oferta mundial do metal. Além do Brasil, podemos destacar apenas o Canadá e a Austrália. Dentro do território nacional, as reservas de nióbio estão divididas basicamente em três grandes porções: 75% em Minas Gerais, 21% na Amazônia e 3% em Goiás. Apesar do quase completo domínio brasileiro, ainda é esperado encontrar mais reservas do metal em outras partes do território.

A POLíTICA DE MINERAçÃO BRASILEIRA E O NIÓBIO A demanda mundial por nióbio cresce principalmente pela conquista de novos mercados e pelo crescimento do número de indústrias de alta tecnologia. Diante do quadro, a posição brasileira é de imenso destaque, fazendo com que o nióbio chegue a 3º lugar nas exportações minerais brasileiras (atrás apenas do minério de ferro e do ouro).


zjmineracao.com.br/noticia.php?id=12

fotografia.folha.uol.com.br/galerias/ 9516-mineracao-em-araxa

Exploração na região de Araxá-Mg (maior concentração de nióbio do mundo)

Em meio ao otimismo do mercado de nióbio observamos que o Brasil não possui políticas minerais específicas em relação à extração e comercialização do metal. O governo argumenta que não existe nenhum tipo de negligência e ainda afirma que na prometida reforma de leis sobre a mineração fará uma política específica para o nosso tão raro metal. As promessas do governo são vistas com muita desconfiança, pois o Ministério de Minas e Energia (MME) não apresenta previsões sobre as regras específicas para o metal e ainda vemos que o controle da produção do nióbio brasileiro está nas mãos de apenas duas empresas, a CBMM

(do grupo Moreira Salles – fundadores do Unibanco) e a Mineração Catalão de Goiás (controlada pela Anglo American), não existindo a participação estatal direta na extração e nem na estipulação do preço mundial do minério, suscitando dúvidas em relação ao subfaturamento do preço de venda do metal e dos enormes prejuízos que o Brasil vem acumulando. Em meio aos casos de espionagem americana revelados por Edward Snowden, foi descoberto através do site WikiLeaks um documento oficial que colocaria as minas brasileiras de nióbio como uma das áreas imprescindíveis para o futuro estratégico dos EUA. E o risco brasileiro não para por aqui.

Um caso que teve poucos esclarecimentos foi o da compra de terras de floresta que um grupo chinês fez no Estado de Rondônia, em 2011. Mesmo sem provas, existem fortes suspeitas em relação à existência de uma importante reserva de nióbio nessas terras e esse caso não está sozinho em meio às suspeitas de desvio irregular do recurso. Esperamos que o fato do brasileiro desconhecer a real posição do país em relação ao nióbio não atrapalhe uma futura pressão popular em cima dos royalties da extração do metal que, em 2012, gerou mais de R$ 5 milhões de reais e pode chegar a gerar mais de cinquenta vezes esse valor.

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O ORIENTE MÉDIO

Por Cláudio Hansen

O ORIENTE MÉDIO EM CHAMAS, O NOVO PERÍODO DE PROTESTOS E CONFLITOS NO MUNDO ÁRABE.

O EGITO E A EXPLOSÃO DOS PROTESTOS

D

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período de intensas mudanças não apoiou as medidas tomadas pelo novo

O povo egípcio já tinha apresentado para o mundo a sua imensa força popular quando, em 2011, retirou o ditador Hosni Mubarak de um poder que já durava 29 anos. Na época, o crescimento dos índices de pobreza e a forte influência externa já apareciam como grandes motivações para os protestos populares contra o ditador. A tomada do poder e a inédita eleição livre para presidente trouxeram para o Egito um sopro de esperança em tempos melhores. Entretanto, o novo governo não ima-ginava que assumiria um país não apenas democrático, mas um país de um povo consciente do seu poder de manifestação, que logo seria demonstrado mais uma vez.

forum.xcitefun.net

governo. A Assembleia Constituinte do país foi formada por grande parte de seus aliados da Irmandade Muçulmana (organização islâmica fundamentalista que enxerga na união dos povos islâmicos o futuro de uma região que seria guiada pelas leis do Corão e da Jihad – guerra santa). Com poucos meses de poder, Morsi criou leis que ampliavam o seu poder para poder criar uma nova Constituição egípcia. Tal fato foi visto pela população como um retorno a períodos opressivos e começava então a nova leva de protestos. Com receio do alcance das manifestações contra seu governo e sua aliança com a Irmandade Muçulmana, Morsi

O governo Mohammed Morsi

diminuiu seus poderes para “acalmar” o clima tenso que se instalava no país. Tal medida também teve pouca eficácia quando a Assembleia criou às

afronline.org

esde os protestos que geraram a primavera árabe em 2011 que as potências ocidentais, principalmente os Estados Unidos, assistem a uma nova forma de protesto e de exigências vindas da população árabe, a autonomia sobre suas políticas e interesses coletivos. Há décadas que a influência externa não é tão baixa nos acontecimentos do mundo árabe e isso tem levado a uma forte preocupação em relação ao futuro dos conflitos e do abastecimento do tão precioso petróleo. Nos últimos meses, a situação do Egito e da Síria tem apresentado um destaque muito negativo nos noticiários do mundo, infelizmente pelo crescente número de mortes e de crimes que ferem em diversos níveis os direitos humanos.

A população que esperava um

pressas uma nova constituição. A insatisfação da oposição e de grande parte da população estava agora definida. O povo começava o seu levante contra Morsi, acusando seu governo de inatividade em relação aos problemas econômicos e Morsi se tornou em 2012 o primeiro presidente eleito democraticamente no Egito, um exemplo tardio de democracia, mas que representou um novo período político no Egito.

de segurança pública. Nesse contexto surgiram os primeiros protestos. Em janeiro de 2013, um protesto contra Morsi deixou 50 pessoas mortas.


www.otraparte.org

Os chefes do exército, principalmente o Comandante Geral das Forças Armadas do Egito, o comandante Abdul Fattah al-Sisi, avisaram que o caminho que estava sento tomado levaria a um “caos de Estado” no Egito.

www.oregonlive.com

Aproveitando o momento de revolta, foi criado o movimento chamado de Tamarod (Rebelde). A intenção era coletar assinaturas suficientes para realizar uma nova eleição e retirar Morsi do poder. O governo, ao assistir a tamanha articulação entre a população e a sua oposição, aumentou o poder dos militares, dando-lhes a missão de defender os postos do governo vigente. A figura de Morsi começou a ser relacionada à imagem de um novo Mubarak (o antigo ditador).

DOS EXAGEROS ÀS MORTES O que antes era um clima de tensão se tornou um ambiente político dividido, um verdadeiro barril de pólvora que não demoraria a explodir. No dia 30 de Junho de 2013, aniversário de um ano da eleição de Morsi, a população veio às ruas e se concentrou em diferentes pontos do país, mas com grande destaque para a praça Tahir (palco do levante contra Mubarak em 2011). Milhões foram às ruas exigir a retirada imediata do presidente do poder, contudo, a história teria um caminho diferente dessa vez. Enquanto os protestantes se preparavam para dominar o palácio presidencial. O presidente Morsi marchou para o mesmo lugar com a intenção de se proteger. Os militantes pró-Morsi e os políticos aliados do governo já anunciavam um forte medo de um confronto violento entre as partes.

www.islamicinvitationturkey.com

Militantes que defendiam o presidente.

Com as ruas tomadas por manifestantes e o grupo opositor Tamarod afirmando ter conseguido 22 milhões de assinaturas contra o presidente (vale lembrar que Morsi foi eleito com um pouco mais de 13 milhões de votos), os militares tomaram a decisão de dar um ultimato contra a presidência, exigindo que Morsi encontrasse um ponto de entendimento com a população em no máximo 48 horas. Caso contrário, os militares tomariam o poder e decretariam provisoriamente o caminho que o Egito deveria tomar. Morsi manteve a sua posição e afirmou que seu governo era legítimo e que qualquer forma de tomada de poder seria considerada um princípio de caos que levaria a um banho de sangue.

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www.theguardian.com

A imagem a seguir ficou bastante difundida pelas redes sociais. Uma mulher tenta parar sozinha uma escavadeira que estava prestes a arrastar um manifestante ferido.

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rt.com/news/un-syria-children-report-608

Desconsiderando a posição do governo, no dia 3 de Julho os militares tomaram pontos estratégicos de Cairo e liderados por Abdul Fattah al-Sisi tomaram o poder com a ajuda de seus blindados. Concomitantemente, milhares de pessoas vieram às ruas protestar contra o golpe de Estado. A revolta aumentou quando o ex-presidente Morsi “desapareceu”. Após ser retirado do poder pelos militares, o paradeiro e o estado de Morsi é desconhecido, criando assim o estopim para um confronto declarado entre os militares no poder e a população liderada pelos representantes da Irmandade Muçulmana. Com a derrubada de poder, o líder da Suprema Corte do Egito, Adly Mansour, assumiu o poder temporariamente com a promessa de rever a constituição de 2012 e criar propostas de leis que fossem mais abrangentes e atendessem a diferentes setores da população. O congelamento de verbas da Irmandade Muçulmana e as palavras do governo interino, que afirmou que poderia dissolver a organização, fizeram com que os manifestantes próMorsi continuassem a sua luta contra o desaparecimento do seu líder, e após 45 dias de acampamento em frente a uma Mesquita o governo militar decide retirar à força as pessoas que ali estavam. Nesse momento o pior massacre da série de conflitos apareceria. Com o argumento de estar em Estado de Emergência e por isso ter o direito internacional de usar armas letais contra os opositores, o exército levou escavadeiras e soldados armados para acabar com a ocupação da mesquita. Somente em uma semana foram computadas 638 mortes e mais de 4000 feridos nos eventos.

A posição do mundo no massacre do Egito

A Síria e os conflitos de Bashar Al-Assad

Em meio às notícias do massacre e as imagens de pilhas de corpos e feridos, a mídia internacional começou a pressionar as autoridades sobre o massacre egípcio. As principais lideranças, principalmente as europeias, demonstraram condenar o massacre e tentaram criar uma posição consolidada da União Europeia em relação à situação egípcia. Contudo, um ponto era unânime em qualquer discussão de líderes, o país com maior influência da questão é sem dúvida os Estados Unidos.

A Síria é o país que ainda vive os conflitos de 2011 que se iniciaram em meio aos movimentos da primavera árabe. Entretanto, imaginar que o problema sírio é tão recente seria uma análise superficial de um problema bem mais enraizado e que possivelmente trará graves consequências internacionais.

O presidente Barak Obama cancelou os exercícios militares que os EUA fariam com o Egito e condenou o massacre, alegando que o direito de protesto pacífico precisa ser universal. Mesmo assim, as críticas não aliviaram a Casa Branca. O governo americano envia imensas remessas de dólares e financia boa parte do exército egípcio, sendo esse o ponto que as lideranças mundiais acreditam ser o melhor caminho para evitar novos massacres contra a população no Egito. Enquanto a legitimidade de uma manifestação popular pacífica for negada e combatida com extrema violência, a democracia não será efetivada por processos eleitorais ou por representações interinas de medidas paliativas.

O Ba’ath e o poder da família Al-Assad No ano de 1963, o partido Ba’ath e o sírio chamado de Hafez Al-Assad, pai do atual líder sírio, chegam ao poder e em pouco tempo declaram um Estado de emergência (período em que o poder presidencial é ampliado com o intuito de garantir a soberania e a segurança do país). Em tais condições o governo abusou do poder de forma recorrente, impondo toques de recolher, prisões altamente arbitrárias e constantes casos de abuso de poder (no real esquema ditatorial). O absurdo da questão está no tempo em que tais condições permaneceram. O Estado de Emergência imposto em 1963 durou até abril de 2011, quando o então pressionado Bashar Al-Assad se viu obrigado a acabar com a situação que perdurou por 38 anos.


O começo dos conflitos sírios

partes do país, inclu-sive da capital Damasco, criando manifestos em frente a sede do poder e embaixadas. A nova

Com a morte de Hafez Al-Assad, em 2000, era esperado algum tipo de mudança nas relações conturbadas entre o governo e a população. As diferenças não estão baseadas apenas em divergências políticas. A família Al-Assad é islâmica alauita (uma vertente dos xiitas com grande poder econômico e militar na Síria) e contrapõe com a maior parte da população síria que é sunita. Cansados de tantos anos de pressão governamental contra a população síria e motivados pela onda de manifestações que assolavam o Oriente Médio, a população síria respondeu com um princípio de protesto a um crime desumano do governo Al-Assad. Em março de 2011, na cidade de Daraa, 14 estudantes foram presos e torturados por falar mal do governo e pedir a sua queda. O protesto, que no começo pedia por democracia e não exigia a queda do presidente, mudou totalmente quando o exército abriu fogo contra o protesto e matou quatro pessoas, fato que se repetiu no dia seguinte durante o funeral dos manifestantes mortos, gerando mais uma morte. Em reposta às desproporcionais medidas do governo, os protestos saíram

da saída de Bashar Al-Assad. Com

receio

da

projeção

dos

manifestos, o governo deu fim ao Estado de Emergência e prometeu reformas políticas, inclusive com anistias políticas para presos políticos. A população que se opõe ao governo afirma que nenhuma medida prometida foi instalada e que o fim do Estado de Emergência não alterou a violência que na prática se manteve. O resultado desse conflito mais intenso que se arrasta por mais de dois anos são mais de 100.000 mortes e mais de 2 milhões de refugiados (em boa parte crianças).

Como Bashar Al-Assad se mantém no poder? A questão síria gerou conflitos geopolíticos graves no mundo, pois as intervenções externas esbarram muitas vezes nas políticas de parceria e apoio militar de países aliados. Enquanto os EUA e a ONU se mostram opositores do governo sírio, precisamos considerar também um interesse americano de intervir militarmente no país, apesar do governo Obama oficialmente afirmar que o país não deseja um “Novo Iraque”. Pelo outro lado a Síria possui importantes

Dentro do universo das negociações, uma grande força síria na ONU é a posição firme da Rússia em não apoiar o ataque externo ao país. As relações entre Síria e Rússia contam com intensas remessas de armas russas para o exército de Al-Assad e com um interesse mútuo e estratégico na permanência do governo sírio. Existe uma corrente de forte influência no governo russo que afirma que a política externa da aliança entre EUA e União Europeia visa “eliminar” os países que representam algum tipo de ameaça. Tais ideias são fomentadas quando observamos as tensões do governo americano com a Síria ou com o Irã (um dos poucos países de grande importância na região com postura declaradamente antiamericana). O avanço americano para a Síria ajuda a reafirmar a teoria de expansão territorial americana, pois o recente ataque à Líbia, o eminente ataque à Síria e as fortes tensões entre EUA e Irã levariam a potência americana até as antigas bordas da URSS e reviveriam um clima de tensão típico da Guerra Fria e que já gera preocupações internacionais.

www.jewishjournal.com

da cidade de Daraa e alcançaram outras

cara dos protestos agora era a exigência

laços com grupos extremistas como o Hezbollah e o Hamas, e importantes alianças como a Rússia e a China, além de uma proximidade cultural fortíssima com o Irã (ambos de origem islâmica xiita). Este último inclusive é o segundo maior abastecedor de armas do governo sírio.

www.jb.com.br

17


http://rt.com

As armas químicas e o crime contra a humanidade

As acusações feitas contra o governo sírio são de ter usado bombas químicas contra a população pobre do subúrbio de Damasco, gerando 1429 mortes no ataque, incluindo 426 crianças que ali viviam. As imagens do ataque são fortíssimas e mostram valas coletivas e sequências de corpos pelo chão. O ambiente geopolítico chega a um clímax de tensão, pois os ministros sírios negam totalmente a autoria do ataque químico, enquanto a ONU exige uma investigação minuciosa sobre a autoria e o culpado do ataque químico. A arma usada na Síria foi o Sarin, composto organofosforado que atinge principalmente o sistema nervoso. Um ponto que precisa entrar em consideração é o fato do atraso tecnológico da Síria não condizer com as armas usadas e pode significar que algum grupo ou país interessado na queda do Bashar Al-Assad teriam feito o ataque para criar um estopim para a guerra. Infelizmente temos a sensação de nunca descobrir a verdade, assim como foi a busca inútil de armas de destruição em massa no Iraque. O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon afirmou que as forças da ONU na Síria estão investigando os ocorridos e que não tolerarão nenhuma ocorrência de crimes contra a humanidade. Paralelamente a isso, países começam a declarar sua insatisfação e seu apoio a um possível ataque contra a Síria.

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Menino nos entulhos que marcam a guerra

A França declarou oficialmente que, se a acusação de uso de arma química for confirmada, apoiará os EUA em uma possível missão de ataque contra a Síria, assim como a Inglaterra mostrou seu apoio aos americanos. Inclusive aliados da Síria, como a Liga Árabe, que inicialmente se mantiveram indiferentes, mas depois implantaram embargos econômicos na tentativa de incentivar a renúncia de AlAssad, não terão como manter qualquer tipo de apoio em caso de punição por uso indevido de arma química. Noticiários chegaram a afirmam que os EUA fariam pequenos ataques com o intuito de alertar o governo sírio e dar uma chance dele evitar um ataque de grande porte. A verdade é que instabilidades geopolíticas e intervenções armadas são esperadas e cresceram recentemente na questão síria. O presidente Barak Obama avisou em pronunciamento mundial que fará um ataque na Síria. Ele só aguarda a aprovação do Congresso americano e o mundo verá o novo padrão de ataque dos EUA. Durante a guerra do Iraque, os EUA aprenderam que a velocidade da informação típica da era da globalização pode depor contra as suas atitudes. As imagens de corpos de militares americanos dispostos lado a lado em um barco diminuiu muito a aprovação do povo americano em relação à guerra do Iraque (2003-2010).

rt.com/news/french-foreign-minister-syria-834

Dentro do universo de possibilidades diplomáticas e econômicas, a ONU e os EUA impuseram embargos ao petróleo sírio, congelaram verbas do país e recentemente avisaram ao mundo que uma denúncia de uso de armas químicas seria a grande oportunidade de enquadrar o regime sírio dentro de um caso de crime contra a humanidade, tendo assim o respaldo necessário para impor punições mais severas, inclusive intervenções armadas externas.


www.google.com.br

Corpos de soldados americanos na Guerra do Iraque.

Assim como a foto dos soldados americanos mortos gerou a desaprovação do conflito, a imagem de crianças desabrigadas, mutilados de guerra e genocídios também surte o mesmo efeito em relação ao apoio às guerras em todo o mundo. Nesse contexto, os americanos evitarão os mesmos problemas não usando forças terrestres, apenas armas remotas (mísseis) e ataques aéreos com um grande número de alvos (são esperados em torno de 50 alvos) em um curto espaço de tempo, ou seja, os sírios enfrentarão uma guerra sem inimigos à vista e apenas poderão esperar de onde virá o ataque. Recentes movimentações militares russas em direção à região da Síria e os pronunciamentos do Irã que avisaram “que os efeitos de uma guerra da Síria serão além-fronteiras” deixam o mundo apreensivo sobre as consequências dos ataques americanos (recorrentes desde a implantação da Doutrina Bush). Uma série de protestos pelo mundo e pelas redes sociais, contra as mortes na Síria, mostra que a sociedade parece enxergar melhor que qualquer chefe de Estado que o preço mais alto está sendo pago pelos civis mortos, refugiados e desabrigados. Infelizmente, Thomas Hobbes estava certo quando disse que o “homem é o lobo do próprio homem, em guerra de todos contra todos”.

www.ctvnews.ca/

www.publico.pt

chega2012.blogspot.com

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A alta do dólar e as incertezas para o

Bra$il

Por Cláudio Hansen

A

queles que acompanham regularmente as notícias sobre economia já perceberam que a alta do dólar virou uma notícia recorrente, e as incertezas começam a preocupar o brasileiro em relação à economia e às consequências da subida da moeda americana.

DÓLAR ALTO: VANTAGEM OU DESVANTAGEM? Primeiramente, precisamos entender o que significa para a economia estar com a moeda valorizada ou desvalorizada em relação ao dólar.

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Quando o dólar está desvalorizado, ou simplesmente barato, o brasileiro ganha força para fazer compras em dólar. Tal situação aumentou muito a presença de brasileiros em viagens internacionais e fez com que eles deixassem bilhões de dólares em gastos fora do país, pois a moeda americana barata tráz o preço de passagens aéreas, hospedagens e compras para baixo. Com a facilidade de adquirir produtos importados, outro fator alterado pela baixa do dólar é a inflação que tende a ficar menor. Em um cenário de chegada de produtos importados com preços baixos, o empresário brasileiro sofre com a concorrência e o risco de empresas brasileiras falirem faz com que o medo do desemprego aumente no país.

Quando o dólar está valorizado, ou caro, como ocorre atualmente, a lógica é exatamente oposta ao que foi exposto anteriormente. Com os valores do dólar muito altos, o brasileiro tem mais dificuldade de comprar produtos importados; começa a sentir os efeitos na inflação; vê o preço de passagens aéreas disparar; sente o aumento do preço do combustível e de outros produtos que precisam de fretes longos. Resumindo, a alta do dólar torna o consumo uma tarefa mais complicada para o brasileiro.

O quE O gOVERNO BRASILEIRO PREFERE? Como sempre, em economia, não existe uma situação ideal para qualquer conjuntura, por isso a resposta para a pergunta é depende.


O quE PODEMOS ESPERAR DA EcONOMiA PARA O fiNAl DE 2013?

Na atual valorização do dólar, o governo brasileiro não vê o alto preço da moeda americana como uma situação totalmente negativa e ainda consegue ver no cenário que se formou um alívio para problemas que vinha enfrentando. No período anterior, no qual o dólar estava mais barato e a oferta de crédito estava muito grande, o brasileiro se endividou muito e passou por dificuldades para quitar as suas dívidas. Outro problema para a economia brasileira foi a quantidade de dinheiro que o Brasil perdeu quando os brasileiros deixaram de comprar no país para adquirir produtos importados. Os números são tão impressionantes que o Brasil chegou ao segundo lugar de movimentações de cartão de crédito em um ano, com 20 bilhões de movimentações, atrás apenas dos EUA. O governo já mostrava indícios de que não estava confortável com o volume de compras feitas fora do país, por isso, aumentou o imposto sobre produtos importados.

Nesse contexto, o governo brasileiro vê a alta do dólar como uma oportunidade de inverter o sentido dos gastos. Com o real desvalorizado no comércio mundial, os produtos brasileiros ficaram mais baratos lá fora e isso gerou um aumento de competitividade do produto brasileiro em aproximadamente 10%. A oportunidade de trazer mais dinheiro para o país faz com que o governo brasileiro não veja a alta do dólar como um pesadelo. O banco central brasileiro afirmou que o dólar deve abaixar, entretanto que isso não deve ocorrer tão rapidamente. Um fator que corrobora a opção do governo brasi-leiro é a reserva de dólares que o país tem. Se o Brasil aumentasse a oferta de dólares no mercado o preço diminuiria, mas isso não aconteceu e vimos o dólar chegar a R$ 2,45.

Com os valores do dólar muito altos, o brasileiro tem mais dificuldade de comprar produtos importados;

Esperamos que o dólar ainda fique alto por um tempo, forçando o governo a aumentar a taxa de juros do país (SELIC), atraindo assim compradores e investidores estrangeiros para o país e fazendo com que o brasileiro segure os gastos e mantenha o dinheiro em poupança. Tais medidas são mais seguras frente ao cenário internacional que está se formando. Depois de quase uma década, as economias emergentes não foram responsáveis pelo maior crescimento econômico mundial, mostrando um aquecimento das potências mais clássicas, Estados Unidos, Japão e Reino Unido e uma desaceleração do crescimento de paí-ses como Brasil, Índia e até a China. A mudança ocorrida no mundo fez com o Brasil mudasse ações cambiais e praticasse medidas protecionistas. Ainda podemos ver um corte de gastos e um maior planejamento orçamentário do país. A verdade é que para os brasileiros, pelo menos por enquanto, o ideal é evitar os gastos em dólar, aumentar as exportações e aproveitar as melhores taxas para poupar dinheiro.

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MOVIMENTO ELITE PARA O MUNDO (MEPM) por Gabriel Assumpção

O

Movimento Elite PARA o Mundo é uma iniciativa dos alunos do projeto Elite pelo Mundo, que pretende implantar um conjunto de projetos sociais. Com o movimento, os alunos almejam uma mudança de paradigma na sociedade: se o termo “elite”, por séculos, foi sinônimo de classe dominante e superior ecônomica, política e culturalmente. Então se transformará em sinônimo de classe pensante, consciente e acima de tudo solidária. Os alunos criaram projetos, como o 20VER, e ofereceram suporte a outros já existentes, como o Rhema Compaixão.

DIDO

OURO ESCON

PROJETO TES

ja pertence à Igre uro Escondido e ad id un m O Projeto Teso co visita uma o an do to e tiba. Reina, qu dra de Guara angue, em Pe ndo da ca carente no m re ar ano inteiro o a ss pa material A igreja brinquedos e , as up ro s, por ela. alimento ílias “adotadas” m fa s sa es ra es escolar pa as necessidad ar também su s do s do ta E propõe ajud as af tarem mais es r Po . is ta sentimen Governo e quecidos pelo es m ra fo s, holofote uitos lá são ral, por isso m ge em e ad ed se dispõe pela soci enção. A igreja at e or am de incar com carentes pleto lá pra br m co a di um s e ajudar a passar r com os adulto sa er nv co , as as crianç idades como . São comun el ív ss po r fo como m grandes , que possue s” da di on sc “e essa, do projeto. uê do nome rq po o s Ei . tesouros es: ajudar a imento é simpl ov M do ta os A prop roupas e os brinquedos, as os r da ca re ar igreja a ssários. alimentos nece

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+VIDA PROJETO ELITE luno do EPM. -a criado por um ex

O projeto foi as pessoas a conscientizar Sua intenção er de sangue ncia da doação sobre a importâ faremos ações. Para isso, e aumentar as do s ajudará a Hemorio, que no uma parceria com recimentos panfletos e escla com palestras, mostrar isso, objetivamos de dúvidas. Com rtância da asileira a impo à população br os ir além: ue. Mas querem doação de sang udança no rar para uma m ansiamos colabo para que se dos brasileiros, comportamento ários. tornem mais solid

PRO

JETO 20 O projeto VER foi criado pelos alu tem com nos d o E o principa PM e l objetivo a orfanato realizar v s e asilos is itas . M as també montar u m sistem m objetiv a a d e Além dis coleta de so, realiz d o aç õ e s a . rá o projeto uma parc eria com Eliteratura : primeiro os volun usariam tários do os livros pelo seg arrecada un d o pa dos ra ler pa idosos. ra crianç Serão v a s is e it a d os orfan os princ atos e a ipalmente s il o s de atenç que mais ão, pois carecem es s as pe vezes se s soas m sentem uitas sozinhas e ningué , esque c m deve idas sentir-se qualquer assim. T indivíduo o d o e é único e tratado c merece s om carin er ho e resp eito.


A O RHEM PROJET IXÃO COMPA ir da comoção de

a ç ão a part peregrin a to surgiu d je s ro p to O muito ver fo lher ao or serem u p , m e u a q m u frica, al para o s na Á e materi tã d s ri o c p ti e d Agora todo afas pet. usavam rr , a s g re e b iv o p clus país e os pés, in or todo o r p ri s fe lo o e ã in n ch outros arrecada , além de s to o je n a ro p ic o es afr oficinas ara país criadas o ã s e d os leva p , on lização iti e Índia persona e to a n c omo Ha es a so em sinar art o ingres m o c s para en o ad ó s, d o elos, us d an ç a . N e o , tr a dos chin e te e projeto ficinas d d ar e s s ju a . s s outras o o m elo to, quere o de chin e c ad a ç ã Movimen rr a a u s ndo aumenta

PR

OJET O p OM rojeto consc foi c EIO AM BIEN riado ientiz ar TE ambie p nte. Q as pess elo MEP M p oas respe uerem ara sobre ita os en o m sinar de re r o planeta eio as pe curso , ince s nat ntivan ssoas perdí urais do a cio e a , e a c o o dimin recicla aume uição nomia gem. nto d d o de a reu e no Prete sFace tilizaç ndem book ã o o s e da divulg e cria a r proje r no pilhas E tos d e bat e cole lite erias usad t a de as.

BOM PRA PROJETO O CACHORR ientizar sobre sc

on objetiva c imais e O projeto ão d e a n ç o d a e io d o s s o. Por me o proce o aban d o n d m is fi n a o c r ok, os incentiva o Facebo n s o o ã ç o a lg ivulgarã de divu arceiras d p a s d e a õ liz iç a será re e institu d o ç ão e a r a d ra a ju p a reciso animais ração. É p e e d s o ã m ç e a od arrecad e n ão p imais qu oz. v m es ses an tê q u e n ão r, e d n fe e d

PROJET

LEMBRAR! Faça par te desse movimento: https://w ww.facebook.com/movim

entoepm?fref=ts

Contato: movimentoepm@sistemaeliterio.co

m.br

O ELITE O objeti RATURA vo do projeto incentiva Eliteratura r a leitura é através d de livros e d o aç õ e . O pro s jeto Elite parceria ratura fa c om o rá projeto 2 ao fazer 0 VER, qu visitaçõe e s levará arrecada os livros dos, e ta mbém c o Escondid m o Teso o. A leitura uro é fundam uma b oa ental para e d u c aç ã o e form de perm ação, alé itir que o m leitor via imaginaç je com s ão, que u a se divir ta outras cu e c o nhe lturas e fo ç a rmas de pensar.

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Caça-Palavras

WE ARE THE WORLD

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There comes a time, when we heed a certain call When the world must come together as one There are people DYiNg Oh, and it’s time to lend a hand to lifE The greatest gift of all We can’t go on, pretending day by day That SOMEONE, somehow will soon make a change We’re all a part of God’s great big fAMilY And the truth, You know love is all we need We are the world, we are the chilDREN We are the ones who make a brighter day so let’s start giving There’s a chOicE we’re making, we’re saving our own lives It’s true we’ll make a better day just you and me Well, send’em your HEARTS, so they know that someone cares And their lives will be STRONGER and free As gOD has shown us by turning stone to bread And so we all must lend a helping hand We are the WORlD, we are the children We are the ones who make a brighter day So let’s START giving There’s a choice we’re making We’re SAViNg our own lives It’s true we’ll make a better day Just you and me When you’re down and out, there seems no hOPE at all But if you just believe, there’s no way we can fall Well, well, well, let’s REAliZE, Oh that a change can only come When we stand TOGETHER as one Mickael Jackson

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Palavras Cruzadas

JOGOS

PLANETA ÁGUA Água que nasce na fonte SERENA do mundo E que abre um Profundo grotão Água que faz INOCENTE Riacho e DESÁguA Na corrente do ribeirão...

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ÁguAS escuras dos rios Que levam A FERTILIDADE ao sertão Águas que banham aldeias E matam a sede da população... Águas que caem das pedras No véu das CASCATAS Ronco de trovão E depois dormem tranquilas No leito dos lAgOS No leito dos lagos... Água dos igARAPÉS Onde Iara, a mãe d’água É misteriosa canção Água que o sol EVAPORA Pro céu vai embora Virar nuvens de algodão... Gotas de água da chuva Alegre arco-íris Sobre a PLANTAçÃO Gotas de água da chuva Tão tristes, são lÁgRiMAS Na inundação... Águas que movem MOiNhOS São as mesmas águas Que encharcam o chão E sempre voltam huMilDES Pro fundo da terra Pro fundo da terra... Terra! PLANETA Água Terra! Planeta Água TERRA! Planeta Água... Guilherme Arantes

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Visão Matemática

Palavras Cruzadas P H

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Paulinho tem 8 rosquinhas doces. As rosquinhas têm o mesmo peso, com exceção de uma, que é mais pesada. Você tem uma balança como de pratos de comparação simples à sua disposição. Qual é o número mínimo de pesagens que deve ser feito para se descobrir qual das rosquinhas é a mais pesada?

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03.

Curty tem uma balança e uma estante com 10 prateleiras. Em cada prateleira há dez livros, sendo que cada livro pesa 1 kg. Porém, em uma das prateleiras, os livros pesam 1,1 kg. Como você faria para descobrir, em uma única pesagem, qual prateleira está com os livros mais pesados?

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Caça-Palavras I

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VISÃO MATEMÁTICA A parte decimal do resultado da pesagem será a resposta de qual prateleira tem os livros mais pesados. Exemplo: 55,3 Kg (terceira prateleira)

André Felipe está olhando a fotografia de alguém. Seu amigo pergunta quem é o homem do retrato. André Felipe responde: “Irmãos e irmãs eu não tenho, mas o pai deste cara é filho do meu pai”. Quem está na fotografia?

Á

03. Coloque na balança: 1 livro da 1ª prateleira 2 livros da 2ª prateleira 3 livros da 3ª prateleira 4 livros da 4ª prateleira e assim sucessivamente… 02. O filho de André. 01. Duas pesagens.

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Revista Visão Elite 4