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braSIL

acordou!!! Ano 01 | No 02 | Junho-Julho


SUMÁRIO

EXPEDIENTE

07

05

10

O NOVO

SISTEMA ELITE

A QUESTÃO DO

DE ENSINO E ...

NEGRO NO BRASIL

DESPORTO!

E NOS EUA

NO MUNDO

(PARTE FINAL)

GLOBALIZADO

14 MANIFESTAÇÕES POPULARES NO BRASIL

20 O QUE SE SENTE EM UMA FEIRA DE CIÊNCIAS DE GRANDE PORTE?

24 A VENEZUELA E O NOVO IMPASSE COM A PRESIDÊNCIA DE CHÁVEZ

PERFIL DAS MANIFESTAÇÕES

22 DISPOSITIVO PARA DESFIBRILAÇÃO PÓS-EPIDÉRMICA

Diretor de Ensino e Pesquisa: Rogério Gonçalves Diretor Vestibular e Colégio: Helio Apostolo Gerente de Suporte Educacional: Raphael Mantovano Coordenação de Produção: Manuela Fernandes

28

Redação: Charles de Almeida Cláudio Hansen Marco Rogério Micheal Douglas Ricardo Nunes Libório Rogério Gonçalves Paulo André

JOGOS

EDITORIAL Olá vestibulandos, Dizem que vocês não têm vida social! O pior é que está chegando a fase em que isso tem que ser quase verdade. Essa revista é fruto de um trabalho intenso de muitas pessoas que têm a intenção de criar um material paralelo, com visões distintas de assuntos que não encontramos em materiais de estudo e busca, e trazer alguns pontos mais atuais do Brasil e do mundo. Lembrem que estamos a pouco tempo do Enem e justamente nesse período alguns perdem muito a sua motivação. Não deixem todo o esforço feito até aqui de lado. Aproveitem para focar nas dúvidas e nas suas maiores habilidades. Poucos meses podem representar a sua entrada na faculdade e consequentemente a sua carreira. O sistema de aprovação do Enem muda de um ano para o outro, então contem com a realidade atual e passem para a faculdade que quiserem. Esperamos que a revista seja uma nova maneira de estudo. Leiam e aguardem as outras edições. Temos muito prazer de produzir o material e esperamos recompensá-los com matérias de grande qualidade. Bom estudo e foco!! Cláudio Hansen 2TQHGUUQTG%QQTFGPCFQTFG)GQITCſC Ensino Médio e Pré-Vestibular

Capa, Diagramação, 2TQLGVQ)T¶ſEQG6TCVCOGPVQ de Imagens: Ana Carla dos Santos Manuela Fernandes Silvia Regina Salandra Ilustração: Luan Gonçalves Paulo Costa Revisão: Anselmo Dantas Gervásio Filho Michelle Silvares Paula Santanna

Editora Maria Anézia Rua das Rosas, 37 – 4o andar Vila Valqueire Rio de Janeiro – RJ CEP: 21330-680 Tel.: (21) 2453-8605 www.maeditora.com.br atendimento@maeditora.com.br


IMPRESSAO SEM FORMULA COMPLICADA E NA WALPRINT

www.walprint.com.br Central de Relacionamento (21) 2209-1717

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facebook.com/walprint @walprint


Sistema Elite de Ensino e..

Desporto! Por Paulo AndrĂŠ

O

s alunos do Elite do Rio de Janeiro, acostumados com uma rotina exaustiva de provas, simulados, trabalhos e estudos, estão se surpreendendo com o potencial esportivo demonstrado pela escola neste ano. Temos duas competiçþes esportivas importantes para as instituiçþes educacionais: o Intercolegial com ampla cobertura da mídia e os Jogos Estudantis SWG ENCUUKſECO RCTC C FKURWVC FQ Campeonato Brasileiro e competiçþes internacionais. 2QTOWKVQVGORQQ'NKVGſEQWNQPIG dessas competiçþes, restringindo-se a participaçþes isoladas, exceção feita ao xadrez, esporte dos estudiosos e concentrados. Mas não Ê só disso que Ê feito o Elite. O corpo discente jå se destacara ano passado em ambas as competiçþes com um duplo vice- campeonato em xadrez e voleibol sub-17 feminino, mas agora as ambiçþes parecem maiores e um verdadeiro tsunami de esportistas aparece entre livros, simulados aulas e apostilas.

Somente nessa primeira metade do ano premiamos atletas em judô, natação, xadrez, caratê, vôlei e luta olímpica, alÊm do vôlei feminino sub-17 ter disputado o campeonato Mundial da FISEC, obtendo um brilhante vice-campeonato. Nesse primeiro semestre, jå podemos destacar: %#6')14+#

,1)15'567&#06+5

+06'4%1.')+#.

Xadrez

CampeĂŁo Geral

CampeĂŁo Geral

VĂ´lei

CampeĂŁo Masculino sub-14 e Vice-campeĂŁo Feminino sub-14.

Ainda nĂŁo ocorreu

JudĂ´

1 Medalha de prata no Feminino

Ainda nĂŁo ocorreu

.WVC1NĂˆORKEC

1 Medalha de ouro Masculino

Ainda nĂŁo ocorreu

0CVCĂ ÂşQ

5 medalhas de ouro e campeĂŁo sub-14 masculino (dentre outras medalhas)

Ainda nĂŁo ocorreu

CaratĂŞ

NĂŁo hĂĄ

3o lugar no KumitĂŞ Masculino

Devemos creditar esse resultado na conta da paixĂŁo demonstrada por todos os envolvidos, professores voluntĂĄrios, alunos, pais e demais colaboradores, que estĂŁo sempre junto aos alunos treinando, jogando, apoiando e torcendo.

Frases do tipo: “Como assim o Elite ganhou?â€? tĂŞm sido comumente ouvidas nas competiçþes apĂłs mais uma vitĂłria ou medalha nossa. Esses alunos da Tropa Desportiva do Elite levam a sĂŠrio o lema: “MissĂŁo dada ĂŠ missĂŁo cumprida!â€?. ParabĂŠns a todos!

5


Alguns alunos da Tropa!

Gabi

Nicole

0CVCÁºQ

Judô

Duda Matheus 0CVCÁºQ

Time de Voleibol Sub-18

Time de Voleibol Masculino

6

Breno

Xadrez 6TKECORGº

0CVCÁºQ

Time de Voleibol Sub-18

Daniel .WVC 1NÈORKEC


A QuestĂŁo do

Negro no Brasil e nos EUA:

125 anos da abolição brasileira e 50 anos da luta pelos direitos civis norte-americanos (Parte Final) por RogÊrio Gonçalves

#37'56“1&10')41 2Œ5#$1.+š“1

N

ĂŁo houve preocupação em apoiar os negros libertos. Os governos representavam os interesses econĂ´micos da elite branca. Coube aos ex-escravos assumir funçþes como mĂŁo de obra barata na sociedade, atuando em atividades mal remuneradas. Em 1988, a Escola de Samba Mangueira teve como enredo “Cem Anos de Liberdade, Realidade ou IlusĂŁoâ€?. No samba o trecho “livre do açoite da senzala, preso na misĂŠria da favelaâ€?, lembrava o destino de muitos negros libertos que tiveram como destino as pĂŠssimas condiçþes de vida e moradia nas primeiras favelas cariocas. Na 1ÂŞ metade do sĂŠculo XX, praticamente nĂŁo havia leis que protegessem os negros. No Brasil, as Constituiçþes republicanas de 1891, 1934, 1937 e 1946 excluĂ­am os analfabetos, maioria na população negra diante do baixo Ă­ndice de alfabetização popular. Durante muito tempo, qualquer manifestação popular era considerada “caso de polĂ­ciaâ€?, como a capoeira e o samba, tidos como “coisa de negros e vadiosâ€?.

Por falar em samba, ĂŠ importante lembrar Tia Ciata, HilĂĄria Batista de Almeida, vendedora de quitutes vestida de baiana, homenagem a sua terra natal, cuja casa na Praça Onze no Rio de Janeiro (regiĂŁo prĂłxima ao Centro que concentrou negros expulsos no inĂ­cio do sĂŠculo XX pela reforma modernizante de Pereira Passos) era famosa pelos pagodes. Frequentada por grandes nomes como Pixinguinha, estima-se que foi o palco do primeiro samba gravado “Pelo Telefoneâ€? de Donga, em 1917, cujo trecho dizia “O chefe da polĂ­cia, pelo telefone, mandou avisar (...)â€?. O movimento negro sĂ­mbolo da ĂŠpoca ĂŠ a “Revolta da Chibataâ€? de 1910, cujo protesto conseguiu acabar com o castigo das chibatadas na Marinha. O lĂ­der JoĂŁo Cândido, o “Almirante Negroâ€?, foi homenageado pelos compositores JoĂŁo Bosco e Aldir Blanc com a mĂşsica “O Mestre-Sala dos Maresâ€?. Nos EUA, a situação foi ainda pior, especialmente nos Estados do Sul, derrotados na Guerra de SecessĂŁo, onde vigoraram as leis de “Jim Crowâ€? e a Ku Klux Klan. As leis de “Jim Crowâ€? exigiam que espaços pĂşblicos, como escolas e Ă´nibus tivessem lugares

separados para brancos e negros, enquanto a Ku Klux Klan era um grupo radical racista que atacava negros bem sucedidos como forma de impedir a ascensĂŁo social e a uniĂŁo negra. 1 ĹżNOG *QOGPU FG *QPTC FG 2001, dirigido por George Tillman Jr. e protagonizado por Cuba Gooding Jr. e Robert de Niro, retrata esta ĂŠpoca, descrevendo a saga de um marinheiro negro e sua tentativa de tornar-se mergulhador diante das leis racistas norte-americanas.

CURIOSIDADE: No link http://letras.mus.br/elis-regina /87853/ vocĂŞ poderĂĄ ouvir a mĂşsica cantada pela talentosa Elis Regina. Observe que a letra cantada possui pequenas variaçþes provocadas pela censura da ditadura militar brasileira (1964-1985). As palavras “marinheiroâ€? e “almiranteâ€?, alusivas a Marinha, tiveram que ser trocadas por “feiticeiroâ€? e “naveganteâ€?, respectivamente.

7


http://www.projetomemoria.art.br/JoaoCandido/ DKQITCĹżCJVON

Na 2ÂŞ metade do sĂŠculo XX, o movimento negro decolou nos EUA CVTCXĂƒU FC CĂ ÂşQ RCEKĹżUVC FG /CTVKP Luther King e do radicalismo de Malcolm X e os “Panteras Negrasâ€?. O lĂ­der evangĂŠlico Martin Luther King Jr, baseado nos princĂ­pios da nĂŁo violĂŞncia de Gandhi, liderou a luta pelos direitos civis, cujo sĂ­mbolo foi a “Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdadeâ€? que completarĂĄ 50 anos em 28 de agosto. Reunindo milhares de seguidores na capital norte-americana, Luther King fez o famoso discurso “I have a dreamâ€? (Eu tenho um sonho). Com isso, atraiu o apoio do presidente Kennedy e, apĂłs ganhar o PrĂŞmio Nobel da Paz de 1964, conseguiu que o presidente Lindon Johnson aprovasse no Congresso a “Lei dos Direitos Civisâ€? (1964), abolindo a segregação racial no paĂ­s. 2CTCNGNQ CQ RCEKĹżUOQ FG .WVJGT King, Malcolm X aderiu ao socialismo e ao islamismo, defendendo a violĂŞncia como forma de conquistar os direitos FG NKDGTFCFG 0Q ĹżO FC FĂƒECFC FG 1960, inspirou os “Panteras Negrasâ€?, cujo destaque se deu nas OlimpĂ­adas de 1968, no MĂŠxico, onde dois atletas Ĺż\GTCO C UCWFCĂ ÂşQ Ĺ‘DNCEM RQYGTĹ’ (braço estendido e punho fechado), sendo banidos dos jogos. 1 ĹżNOG /CNEQNO : FG  dirigido por Spike Lee e protagonizado por Denzel Washington, retrata a DKQITCĹżC FQ NĂˆFGT CHTQCOGTKECPQ cujo pai foi morto pela Ku Klux Klan; GPSWCPVQQĹżNOG2CPVGTCU0GITCUFG 1995, mostra as origens do Partido dos Panteras Negras de Autodefesa.

João Cândido

8

5 06'5'&1/18+/'0610')4101$4#5+. Movimento negro brasileiro

Primeira Fase (1899-1937)

Segunda Fase (1945-1964)

6GTEGKTC(CUG



Tipo de discurso racial predominante

Moderado

Moderado

Contundente

EstratĂŠgia cultural de “inclusĂŁoâ€?

Assimilacionista

Integracionista

Diferencialista (igualdade na diferença)

Princípios ideológicos e posiçþes políticas (principais)

Nacionalismo e defesa das forças polĂ­ticas de “direitaâ€?, nos anos 1930

Nacionalismo e defesa das forças polĂ­ticas de “centroâ€? e de “direitaâ€?, nos anos 1940 e 1950

Internacionalismo e defesa das forças políticas da esquerda marxista, nos anos 1970 e 1980

Movimento nazifacista e pan-africana

Movimento da negritude e de descolonização da à frica

Afrocentrismo, movimento dos direitos civis nos Estados Unidos e de desclonização da à frica

Conjuntura internacional

Principais termos de CWVQKFGPVKĹżECĂ ÂşQ

Homem de cor, negro e preto

Homem de cor, negro e preto

#FQĂ ÂşQĹ‘QĹżEKCNĹ’ do termo “negroâ€?. Posteriormente, usa-se, tambĂŠm, o “afro-brasileiroâ€? e “afrodescendenteâ€?

Causa da marginalização do negro

A escravidĂŁo e o despreparo moral/ educacional

A escravidĂŁo e o despreparo cultural/ educacional

A escravidĂŁo e o sistema capitalista

Solução para o racismo

Pela via educacional e moral, nos marcos do capitalismo ou da sociedade burguesa

Pela via educacional e cultural, eliminando o complexo de inferioridade do negro e reeducando racialmente o branco, nos marcos do capitalismo ou sociedade burguesa

Pela via polĂ­tica (“negro no poder!â€?), nos marcos de uma sociedade socialista, a Ăşnica que seria capaz de eleiminar com todas as formas de opressĂŁo, inclusive a racial

MĂŠtodo de lutas

Criação de agremiaçþes negras, palestras, atos pĂşblicos “cĂ­vicosâ€? e publicação de jornais

Teatro, imprensa, eventos “acadĂŞmicosâ€? e açþes visando Ă  sensibilização da elite branca para o problema do negro no paĂ­s

Manifestaçþes públicas, imprensa, formação de comitês de base, formação de um movimento nacional

Relação com o “mitoâ€? da democracia racial

DenĂşncia assistemĂĄtica do “mitoâ€? da democracia racial

DenĂşncia assistemĂĄtica do “mitoâ€? da democracia racial

DenĂşncia sistemĂĄtica do “mitoâ€? da democracia racial

Capacidade de mobilização

Movimento social que chegou a ter um carĂĄter de massa

Movimento social de vanguarda

Movimento social de vanguarda

Relação com a “cultura negraâ€?

Distanciamento frente alguns sĂ­mbolos associados Ă  cultura negra (capoeira, samba, religiĂľes de matriz africanas)

Ambiguidade valorativa diante de alguns sĂ­mbolos associado Ă  cultura negra (capoeira, samba, religiĂľes de matriz africanas)

Valorização dos símbolos associado à cultura negra (capoeira, samba, religiþes de matriz africanas, sobretudo o candomblÊ)

Como concebiam o fenômeno da mestiçagem

De maneira positiva (discurso prÊmestiçagem)

De maneira positiva (discurso prÊmestiçagem)

De maneira negativa (discurso prÊ-mestiçagem)

&KCFGTGĆ€GZÂşQGQW protesto

13 de maio (Dia da Assinatura da Lei Ă urea, 1888)

13 de maio (Dia da Assinatura da Lei Ă urea, 1888)

20 de novembro (Dia de rememoração da morte de Zumbi dos Palmares)

Principais lideranças

Vicente Ferreira, JosĂŠ Correia Leite, Arlindo Veiga dos Santos

JosĂŠ Bernardo da Silva, Abdias do Nascimento

Hamilton Cardoso e Leila Gonzalez

“Movimento negro brasileiro: alguns apontamentos histĂłricosâ€? – PetrĂ´nio Domingues

&QWVQTGO*KUVĂŽTKCRGNC752

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-77042007000200007

#(14š#&1/18+/'061 0')412ÂŚ5m/'6#&'&1 5Âœ%7.1::


1RTQEGUUQFGCĹżTOCĂ ÂşQFQUPGITQU (ou afrodescendentes) na sociedade consolidou-se no sĂŠculo XXI, cujo grande sĂ­mbolo foi a eleição do presidente norte-americano Barack Obama (eleito para governar em 2009 e recentemente reeleito). No Brasil, o atual destaque estĂĄ no Ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, com sua postura em defesa da ĂŠtica no julgamento do “MensalĂŁoâ€?. Na concessĂŁo de direitos, destaque para decreto 7.824 de 11 de outubro de 2012, regulamentando a lei 12.711 de 29 de agosto de 2012, estabelecendo que o sistema de cotas nas universidades federais e instituiçþes federais de ensino mĂŠdio e tĂŠcnico atingirĂĄ, atĂŠ 2016, 50% das vagas para estudantes de baixa renda, negros, pardos e Ă­ndios. Estamos tambĂŠm completando 10 anos da lei que exige o ensino da Cultura e HistĂłria Afro-Brasileira (lei 10.639 de 9 de janeiro de 2003) e, no lugar da criticada data abolicionista do 13 de maio, concedido pela Princesa Isabel, temos o 20 de novembro, Dia Nacional da ConsciĂŞncia Negra, em homenagem ao dia da morte de Zumbi dos Palmares. Apesar de o racismo ser crime desde a lei 7.716 de 5 de janeiro de 1989, ainda temos muito o que fazer em termos de conscientização. Ainda convivemos com a expressĂŁo racista “preto de alma brancaâ€?, os elevadores de serviço nos prĂŠdios de luxo e o predomĂ­nio de atores brancos nas novelas, reservando papĂŠis de empregados aos negros. Esperamos que a globalização e a expansĂŁo da internet e das redes sociais permitam o maior convĂ­vio entre os povos e as pessoas, garantindo o princĂ­pio fundamental de nossa Constituição, cujo artigo 3Âş, parĂĄgrafo CĹżTOCSWGXKUCĹ‘RTQOQXGTQDGOFG todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminaçãoâ€?.

http://veja.abril.com.br/historia/ morte-martin-luther-king/discursos-eutenho-um-sonho-retorica-voz-alma.shtml

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PARA SABER MAIS: SITES Revolta da Chibata: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/revolta-chibatajoao-candido-almirante-negro-602782.shtml #1TKIGOFC5CODCGUWCKPĆ€WĂ„PEKCPCEWNVWTCPGITC http://museuhoje.com/app/v1/br/historia/72-a-origem-do-samba

LIVROS Ĺ‘6KC%KCVCGC2GSWGPCÂ?HTKECPQ4KQĹ’ http://www.saberglobal.com.br/deondeabaianavem/download/TiaCiata_e_a_ Pequena_%C3%81frica_no_Rio.pdf

YOUTUBE (COQUQFKUEWTUQĹ‘+JCXGCFTGCOĹ’FG/CTVKP.WVJGT-KPI http://www.youtube.com/watch?v=siTs-8zbaq8 5CWFCĂ ÂşQĹ‘$NCEM2QYGTĹ’PCU1NKORĂˆCFCUFQ/ĂƒZKEQFG http://www.youtube.com/watch?v=ocu-llaGEnY

MĂšSICAS Ĺ‘%GO#PQUFG.KDGTFCFG4GCNKFCFGQW+NWUÂşQĹ’5CODCFC/CPIWGKTCFG http://www.vagalume.com.br/mangueira/samba-enredo-1988.html “Mestre Sala dos Maresâ€? com Elis Regina: http://letras.mus.br/elis-regina/87853/ Ĺ‘2GNQ6GNGHQPGĹ’EQO&QPICG%JKEQ$WCTSWG http://www.youtube.com/watch?v=-XPFQIrdAL4

FILMES Homens de Honra Malcolm X Panteras Negras

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O NOVO PERFIL DAS

AÇÕE MANIFESTAÇÕE por Clåudio Hansen

A

s grandes manifestaçþes populares, vivenciadas intensamente pela população brasileira no último mês de junho, revelam um padrão de comportamento e uma interseção de motivos que levam a população a uma organização civil. Entre os pontos comuns às recentes revoltas populares, destacamos o descontentamento com o governo, tanto em casos de democracias pluripartidårias (Brasil, Turquia...) ou em ditaduras (Tunísia, Egito, Líbia e Síria), e as reclamaçþes sobre a queda da qualidade de vida e de políticas que respondem a interesses empresariais (típicas do período neoliberal, no qual o Estado diminui a sua atuação na economia ao passo que aumenta o controle empresarial das pråticas produtivas e comerciais). A nova arma populacional, que faz com os Estados estejam mais vulneråveis à organização popular, Ê o uso de redes sociais para organizar e atrair novos adeptos. Nos casos ditatoriais, o acesso à rede foi cortado para evitar o crescimento dos protestos.

/#0+('5615&'&'56#37' 2TKOCXGTCœTCDG  Uma movimentação ocorrida na Tunísia, em janeiro de 2011, agitou o mundo årabÊ e derrubou ditaduras que permaneceram por dÊcadas. O símbolo da revolta foi um homem simples, chamado Mohamed Bouazizi. A sua revolta virou desespero quando teve seu carrinho de frutas apreendido pela polícia tunisiana, e, desesperançoso, atirou fogo em seu corpo. Seu exemplo desencadeou um enorme movimento nas redes sociais que se organizaram pela melhoria de vida na Tunísia e o povo foi à rua para derrubar o ditador. O resultado obtido foi a retirada de Ben Ali, após 21 anos no poder. 1U OCPKHGUVQU VWPKUKCPQU HQTCO EJCOCFQU FG 4GXQNWà ºQ FG ,CUOKO ƀQT símbolo do país. A repercussão da conquista popular motivou a ocorrência de outros protestos, inclusive a enorme concentração de pessoas na Praça Tahrir, no Cairo, capital do Egito, onde a população derrubou, após 29 anos no poder, o ditador Hosni Mubarak e criou a chamada Revolução de Lótus.

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ESS POPULARES Por Clรกudio Hansen

www.alexhoyt.com

NO MUNDO GLOBALIZADO

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Manifestaçþes populares VWTECU  Poucos dias antes dos manifestos brasileiros, ocorreu um forte manifesto turco com grandes pontos em comum. No caso turco, o começo teve uma razão ambiental: o governo pretendia derrubar uma das poucas åreas verdes de Istambul, o Parque Taksim Gezi, para a construção de um centro comercial e a reconstrução de um antigo quartel militar.

O uso de gĂĄs lacrimogĂŞneo e de canhĂľes de ĂĄgua em um protesto paEĂˆĹżEQEJCOQWCCVGPĂ ÂşQKPVGTPCEKQPCN gerando atĂŠ um contato do presidente americano, Barak Obama, que pediu respeito Ă  liberdade de expressĂŁo e ao direito de imprensa. As manifestaçþes populares seguem lutando contra o governo Erdogan e pedem a sua renĂşncia, em resposta Ă  violĂŞncia e Ă s acusaçþes de vĂ­nculo de manifestantes com grupos terroristas. Infelizmente, os protestos aumentaram

a violĂŞncia por parte do Estado e o dia foi chamado de sexta-feira sangrenta da Turquia, com enorme nĂşmero de feridos GOQTVGUPÂşQEQPĹżTOCFCU A população nĂŁo desistiu de seus protestos e tem usado como slogan a frase “1mbro a ombro contra o Fascismoâ€?. Logo a manifestação sai da população jovem e toma outros grupos etĂĄrios em diferentes partes do paĂ­s. A esperança turca ĂŠ a de encontrar um governo menos autoritĂĄrio e mais preocupado com a população.

pessoas pedia para não derrubar o parque, contudo a resposta do governo foi muito desproporcional e violenta contra os manifestantes. O que era uma causa ambiental virou uma enorme insatisfação popular contra as medidas autoritårias do Primeiro Ministro Recep Tayyip Erdogan, principal alvo de protesto da população jovem universitåria.

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http://www.anarquista.net

O manifesto com menos de cem


+06'46':61 Primeiro levaram os negros Mas não me importei com isso Eu não era negro Em seguida levaram alguns operários Mas não me importei com isso Eu também não era operário Depois prenderam os miseráveis Mas não me importei com isso Porque eu não sou miserável Depois agarraram uns desempregados Mas como tenho meu emprego Também não me importei Agora estão me levando Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém Ninguém se importa comigo.

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Vale lembrar que a Turquia ainda vive questões separatistas em seu território, movimento da população curda, e ainda tem sua entrada na União Europeia negada.

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Bertold Brecht

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O fato de grande parte de a população aderir aos protestos, mesmo aqueles que não parecem estar ligados aos problemas, como no caso do aumento das passagens de ônibus brasileiros e mesmo assim uma enorme quantidade de pessoas de classe média não dependente de transporte público aderiu, são a representação de que a força do povo deve ser usada para garantir a democracia e os direitos básicos.

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populares no

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www.alvarodias.blog.br


vidasetechaves.wordpress.com

A

por ClĂĄudio Hansen

s manifestaçþes populares ocorridas no mĂŞs de junho de 2013 marcaram o retorno do povo brasileiro ao cenĂĄrio polĂ­tico nacional e emocionaram boa parte da população que nĂŁo acreditava que o “gigante poderia acordar novamenteâ€?. A emoção de ver centenas de milhares de manifestantes demonstrando a sua indignação nas ruas foi acompanhada de discussĂľes polĂ­ticas, pedidos de mudança, vandalismos, vio-lĂŞncia e coberturas distintas da mĂ­dia.

Surgimento dos protestos A primeira grande resposta da população foi em relação ao aumento no preço das passagens de ônibus. O reajuste, em maior parte dos casos, de R$ 0,20 levou a uma revolta em relação ao custo do transporte e do contínuo aumento do custo de vida. Outros pontos levantados foram os altos gastos com as obras da Copa do Mundo/Confederaçþes e a exigência de maiores recursos a setores essenciais como saúde e educação.

socialistamorena.cartacapital.com.br

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O desejo de todos Ê que a polícia perceba que as balas de borracha não poderão apagar as mentiras vividas na política e no uso do dinheiro público brasileiro. A indignação logo veio às ruas. Contudo, os primeiros movimentos populacionais contaram com pequeno número de participantes, e, na visão do governo, nunca passaria de meia dúzia de rebeldes de esquerda. Neste pensamento, oprimir um pequeno número de pessoas Ê simples e ainda evitaria o surgimento de outros manifestos. No entanto um dos maiores diferenciais entre os protestos atuais e os outros ocorridos no Brasil apareceu, o uso das redes sociais na esquematização dos protestos e nas campanhas de atração da população para a causa. Certamente uma das frases mais escritas no facebook e no twitter foi #vemprarua, pedido atendido em massa pelos usuårios das redes. A partir desse sentimento de pertencimento, a causa ganhou força e mostrou que a luta não era pelos R$ 0,20, chegando ao seu estopim quando o protesto encontrou com o seu maior adversårio, a violência que o Estado impôs à população atravÊs da polícia.

Abuso de poder e a resposta do brasileiro O verdadeiro motivo do crescimento das manifestaçþes foi a violĂŞncia sofrida durante os protestos. Um grupo que possuĂ­a entre 600 e 800 pessoas fazia protestos em frente ao estĂĄdio do MaracanĂŁ antes de um jogo da Copa das Confederaçþes. Com medo de estragar o espetĂĄculo visto por todo o mundo, a polĂ­cia, atravĂŠs de sua tropa de choque, afastou os manifestantes do entorno do estĂĄdio e os fatos seguintes sĂŁo incertos. &GWONCFQCXGTUÂşQQĹżEKCNFQQEQT rido foi que a polĂ­cia apenas afastou os manifestantes com uso moderado de força. PorĂŠm, as redes sociais noticiaram um excesso de violĂŞncia por parte da polĂ­cia, que teria encurralado os que estavam no protesto e atirado bombas de gĂĄs lacrimogĂŞneo e de efeito moral, garantindo que o jogo do /CTCECPÂşEJGICUUGCQUGWĹżPCN#NIQ ainda sem explicação foi as câmeras da CET RIO terem sido desligadas enquanto a polĂ­cia atuava contra os manifestantes, fato que colabora com a versĂŁo de abuso de força policial. Infelizmente, uma das grandes caracterĂ­sticas dos protestos populares ĂŠ o confronto contra a polĂ­cia. A maior parte dos manifestantes DWUEC WOC HQTOC RCEĂˆĹżEC FG GZRQT suas indignaçþes, e o desejo de todos ĂŠ que a polĂ­cia perceba que as balas de borracha nĂŁo poderĂŁo apagar as mentiras vividas na polĂ­tica e no uso do dinheiro pĂşblico brasileiro. Uma crĂ­tica forte de abuso de poder foi a prisĂŁo de pessoas que andavam com vinagre em bolsas e mochilas. O vinagre funciona para diminuir os efeitos do gĂĄs lacrimogĂŞneo, e as detençþes feitas sem justa causa PÂşQ ĹżECTCO KORWPGU PCU TGFGU sociais, presentes mais uma vez, que começaram a espalhar o termo 8 FG 8KPCITG 4GHGTĂ„PEKC CQ ĹżNOG V de Vingança, que debate valores gerais da sociedade, inclusive as questĂľes polĂ­ticas e de poder.

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O momento de exigĂŞncias por uma RQUVWTC ĂƒVKEC FQ IQXGTPQ ETWEKĹżECP do a corrupção de qualquer forma, nĂŁo pode ser o ponto fraco dos protestos. Uma minoria bastante atuante nos protestos buscava o confronto com a polĂ­cia e tambĂŠm cometia abusos de poder nas suas atuaçþes, postura totalmente incoerente com os pedidos de justiça. Durante algumas manifestaçþes, lojas foram totalmente saqueadas, agĂŞncias bancĂĄrias foram depredadas e roubadas, estruturas urbanas foram destruĂ­das e carros incendiados. Verdadeiras afrontas ao governo foram feitas com extrema violĂŞncia por parte da população. No Rio de Janeiro, a invasĂŁo da ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) envolveu destruiçþes e incĂŞndios. E em BrasĂ­lia, a sede nacional do poder teve parte do telhado invadido e janelas quebradas com pedras e coquetĂŠis molotov.

A resposta do governo Frente ao crescimento dos manifestos por todo territĂłrio nacional, passando de 100 cidades, o governo se viu quase obrigado a se manifestar. O Estado estava preparado para mostrar ao mundo a sua capacidade de receber grandes eventos internaEKQPCKU G UGT WO ITCPFG CPĹżVTKÂşQ FC

sms.games2002.ru

A pior face do protesto

Copa das Confederaçþes, contudo mostrou Ă  mĂ­dia internacional um paĂ­s em ebulição. A primeira grande atitude foi a “reduçãoâ€? das passagens, muito contestada em alguns lugares, pois o que OWKVQU 'UVCFQU Ĺż\GTCO HQK ECPEGNCT Q TGEGPVG CWOGPVQ FCFQ G PÂşQ Ĺż\GTCO uma efetiva redução das passagens. De qualquer forma, essa foi considerada a primeira grande vitĂłria da manifestação. Ao contrĂĄrio do que imaginava o Governo, os manifestos nĂŁo pararam com a redução das passagens e novas contestaçþes da população passaram a ser consideradas.

Certamente as duas maiores consequências da manifestação foram a rejeição da PEC37, uma proposta que tiraria o poder de investigação do MinistÊrio Público, e a reunião feita pela presidente Dilma Rousseff com os governadores e prefeitos das capitais para a criação de uma sÊrie de mudanças do governo. As propostas exaltaram mudanças estruturais, como a reforma política, incluindo a discussão de penas mais severas a crimes de corrupção e aumento da participação popular em decisþes governamentais. Fora isso, são esperados planos nacionais nos setores de saúde, mobilidade urbana, educação, responUCDKNKFCFGſUECNGEQPVTQNGFCKPƀCà ºQ


6GOQUWOPQXQRQXQDTCUKNGKTQ! As várias discussões em torno das manifestações mostraram que o brasileiro voltou a mostrar a sua cara G DTKICT RGNQ ſO FQU GUSWGOCU FG EQTTWRÁºQSWGRCTGEKCOKPſPKVQU Observamos várias versões e WOC FKHÈEKN FGſPKÁºQ FQ RTQVGUVQ O que podemos constatar é que a movimentação, arquitetada em maior parte na internet, começou com um predomínio de participantes jovens FGRGTſNWPKXGTUKV¶TKQGNQIQCNECPÁQW diferentes idades e tornou o processo uma resposta da sociedade civil ao governo. A última grande manifestação ocorrida em 1992 brigava pelo Impeachment do presidente Collor e teve uma diferença primordial em relação aos atuais protestos. No começo da década de 90, vários setores da sociedade, inclusive grandes setores políticos e da mídia, não queriam a permanência de Collor e viam as manifestações como uma colaboração para o sistema. Hoje a resposta foi tão adversa que a participação de partidos políticos nas manifestações foi negada pelos protestantes, impedindo que partidos usassem as manifestações para promover suas legendas. Tal fato demonstra a descrença que boa parte da população tem na política e nos partidos. Frente a todo esse cenário, a parte mais importante de todo o processo é a expectativa de que uma mudança tenha ocorrido e que a população não aceite calada os absurdos feitos pelos governantes e encontre um caminho que não seja baseado em atos violentos ou de confrontos. O poder civil do voto bem usado é a maior arma a favor do futuro melhor. Assim sairemos do status de “deitado eternamente em berço esplêndido” e mostraremos que o őſNJQ VGW PºQ HQIG´NWVCŒ.

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“filho teu não foge à luta”.


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O que se sente em uma

FEIRA DE CIĂŠNCIAS de grande porte?

por Michael Douglas e Marco RogĂŠrio

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articipar de uma feira ĂŠ muito mais do que sĂł pesquisar. As amizades que sĂŁo feitas, os momentos que sĂŁo vividos, as ideias inovadoras que sĂŁo apresentadas, tudo ĂŠ Ăşnico. 'ZKUVGWORCTCFKIOCSWGFK\SWGHGKTCEKGPVĂˆĹżECĂƒUKORNGURCTCFQ mas quando essa experiĂŞncia se torna real ĂŠ um mundo completamente diferente do que existe. Podemos comparar a uma realidade paralela em que tudo ĂŠ quase perfeito, pessoas que compartilham ideias parecidas, experiĂŞncias de aprendizado na prĂĄtica, ideias criativas e inovadoras que tĂŞm o potencial de mudar o mundo, tudo ĂŠ magico. 2CTVKEKRCT FG WOC HGKTC EKGPVĂˆĹżEC OQUVTC SWG GZKUVGO RGUUQCU SWG se preocupam com os problemas do mundo, que existem pessoas com ideias incrĂ­veis. Faz acreditar que tudo ĂŠ possĂ­vel, atĂŠ resolver o problema mais complicado, abre os olhos para uma gama de possibilidades e ĂĄreas a serem trabalhadas, torna as pessoas destacadas pelo simples fato de fazerem parte do progresso do Brasil. As pessoas aprendem a ouvir umas as outras e percebem que nĂŁo existe uma verdade absoluta, tudo pode e deve ser questionĂĄvel. O senso crĂ­tico passa a ser mais desenvolvido e as soluçþes passam CUGTOCKUKORQTVCPVGUSWGQURTQDNGOCUGQUOĂƒVQFQUOCKUGĹżEC\GU 1OWPFQFGHGKTCUEKGPVĂˆĹżECUPÂşQĂƒCNIQOQNFCFQGOSWGUGFGXGUGIWKT um padrĂŁo, ĂŠ um universo em que expor ideias e conseguir colocĂĄ-las em prĂĄtica ĂŠ mais importante que seguir um padrĂŁo prĂŠ-estabelecido. 2CTVKEKRCT FG HGKTC EKGPVĂˆĹżEC Ăƒ GUVCT FKURQUVQ C EQPJGEGT WO PQXQ mundo, ĂŠ conhecer, se entregar, se envolver, tudo isso misturado com novas amizades, nervosismo, apreensĂŁo e todos os tipos de sentimentos descontrolados ao mesmo tempo, mas que tornam cada momento Ăşnico e especial.

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Dispositivo para

DesďŹ brilação PĂłs-EpidĂŠrmica por Marco RogĂŠrio e Charles de Almeida

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proximadamente um terço de todas as mortes registradas no mundo estĂŁo associadas a doenças no sistema circulatĂłrio geradoras de quadros de arritmia. Dentre estas conhecidas, a mais comum e OCKURGTKIQUCEJCOCUGĹżDTKNCĂ ÂşQXGP tricular. Um estado em que se estima que o paciente tenha em mĂŠdia apenas 5 minutos de sobrevida antes do começo da deterioração de suas cĂŠlulas cerebrais. 1 FGUĹżDTKNCFQT GNĂƒVTKEQ VTCPUVQTÂś cico ĂŠ um aparelho mĂŠdico muito famoso e utilizado para poder reverter Q SWCFTQ FC ĹżDTKNCĂ ÂşQ XGPVTKEWNCT CQ aplicar descargas elĂŠtricas no tĂłrax FQ RCEKGPVG 1 PQOG Ĺ‘FGUĹżDTKNCFQTĹ’ inclusive, deriva diretamente da paNCXTC Ĺ‘ĹżDTKNCĂ ÂşQĹ’ EQO Q RTGĹżZQ Ĺ‘FGUĹ’ podendo ser traduzido para algo prĂłZKOQ FG Ĺ‘TGRCTCFQT FG ĹżDTKNCĂ ÂşQĹ’ #ĹżDTKNCĂ ÂşQRQTTGRTGUGPVCTWOCCPQT malidade nos padrĂľes de bati-mentos cardĂ­acos, quase sempre ĂŠ combatida EQO C FGUĹżDTKNCĂ ÂşQ SWG EQPUKUVG GO fazer com que esses padrĂľes naturais de batimento sejam retomados. Para se conseguir isso, o mecanismo poderia ser descrito, de alguma forma, com uma sincronização entre as partes que, digamos assim, nĂŁo estĂŁo em sintonia. Podemos imaginar que os mĂşsculos ECTFĂˆCEQUGOĹżDTKNCĂ ÂşQEQOGĂ COCUG comportar de forma nĂŁo natural – e isso se deve a algum outro fator primordial

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/WFCPĂ CUPQURCFTĂ?GUFGDCVKOGPVQECTFĂˆCEQPWOCĹżDTKNCĂ ÂşQ

que pode ter levado a esse estado, como um infarto, aneurisma, trombose QW QWVTC CPQOCNKC ĹŒ G C FGUĹżDTKNCĂ ÂşQ seria uma tentativa de desligar esse padrĂŁo estranho de batimento e religar o padrĂŁo normal estimulado pelo Sistema Nervoso PerifĂŠrico AutĂ´nomo e pelas prĂłprias cĂŠlulas cardĂ­acas. 0QURTKOĂŽTFKQUFCFGUĹżDTKNCĂ ÂşQWOC tĂŠcnica muito usada era a “pancadaâ€? fĂ­sica. Sim, isso mesmo, podemos dizer SWGQRTKOGKTQFGUĹżDTKNCFQTHQKWOVTQPEQ de madeira. O paciente era golpeado no tĂłrax e tal golpe tinha o mesmo intuito: interromper o padrĂŁo anormal FGDCVKOGPVQQECUKQPCFQRGNCĹżDTKNCĂ ÂşQ e religar o padrĂŁo natural atravĂŠs da sincronia cerebral. Com o passar do tempo e do avançar da tecnologia, a “pancadaâ€? nĂŁo precisava ser fĂ­sica externa e passou a ser utilizada a corrente elĂŠtrica gerada por um dispositivo de alta tensĂŁo. As EQTTGPVGU GO WO FGUĹżDTKNCFQT PÂşQ UÂşQ muito elevadas, em geral, mas as tensĂľes chegam atĂŠ a 3.700V em alguns casos. Isso ĂŠ mais que 30 vezes as tensĂľes que usamos em nossas residĂŞncias (110V).

Por operar com tensþes muito GNGXCFCU GUUGU FGUſDTKNCFQTGU VÄO quase sempre um custo elevado que, geralmente, estå associado ao tipo de circuito que compþe a parte elÊtrica e sua manutenção. No mercado, eles variam de R$ 10.000,00 a R$ 16.000,00 e isso muitas vezes impede que exigências das agências de saúde quanto à disponibilidade deste equipamento sejam cumpridas tanto nos hospitais quanto em clínicas e ambientes que possuem grandes aglomeraçþes. O grande motivo pelo qual estes FGUſDTKNCFQTGU RTGEKUCO QRGTCT EQO grandes tensþes Ê que a pele humana acaba se comportando como um grande varistor. Um varistor Ê um resistor cujo comportamento Ê não linear. Ele não obedece à lei de Ohm como um resistor comum, em outras palavras, a medida que a corrente elÊtrica atravessa a pele, esta encontra vårias camadas que se comportam como resistores de resistências diferentes.


Contudo, independente desse comportamento singular, boa parte da GPGTIKCGRQTVCPVQVGPUÂşQCRNKECFCRGNQFGUĹżDTKNCFQTĂƒFKUUKRCFCPC RGNGSWCPFQUGTGCNK\CWOCFGUĹżDTKNCĂ ÂşQTGUVCPFQCUUKOWOCSWCP VKFCFGRGSWGPCFGGPGTIKCSWGFGHCVQXCKTGCNK\CTCFGUĹżDTKNCĂ ÂşQPQ mĂşsculo do coração. 1DUGTXCPFQ GUUC KPVGTGUUCPVG ECTCEVGTĂˆUVKEC ĹżEQW OWK to claro, para nosso grupo de pesquisa, qual deveria ser o caminho a ser seguido em nossas investigaçþes sobre a natureza do RTQEGUUQ FGUĹżDTKNCVĂŽTKQ 2QT KUUQ EQOGĂ COQU C VTCDCNJCT PQ desenvolvimento de um dispositivo que de alguma maneira pudesse transpassar essa barreira de perda energĂŠtica que a pele representa. Chegamos entĂŁo Ă  conclusĂŁo de que uma maneira GĹżEKGPVG G DCTCVC FG EQPUGIWKT KUUQ UGTKC WVKNK\CPFQ OKETQCIW NJCU CEQRNCFCU ´U RNCECU FQU FGUĹżDTKNCFQTGU 'UUCU OKETQCIW lhas que tĂŞm sido usadas largamente no mercado para aplicação medicamentosa em crianças ou em pacientes que necessitam rotineiramente de injeçþes – como os diabĂŠticos –, foi desenvolvida em 2004 pelo Dr. Mark Prausnitz, professor de QuĂ­mica e engenheirio biomolecular do Instituto de Tecnologia da GeĂłrgia. As vantagens em se usar microaplicadores de corrente elĂŠtrica (microagulhas) sĂŁo inĂşmeras. A primeira ĂŠ que se podem vencer as camadas primordiais da pele que sĂŁo justamente as que tĂŞm maior impedância Ă  passagem da corrente elĂŠtrica. As microagulhas comprovadamente nĂŁo provocam sangramentos e nem dor no paciente. Elas praticamente afastam as camadas celulares que sĂŁo regeneradas muito rapidamente apĂłs a remoção das microagulhas. AlĂŠm disso, a profundidade do choque nĂŁo precisa ser grande a ponto de chegar Ă  terminaçþes nervosas, pois a camada altamente impeditiva ĂŠ realmente a mais superficial.

1 2 2GTĹżNFCFGTOGGFCGRKFGTOGFGWOCRGUUQC OCITC  GFGWOCRGUUQCIQTFC 

Microagulhas comparadas com uma agulha de vacinação comum

Como amostras de tecido nem sempre sĂŁo fĂĄceis de serem conseguidas, costuma-se dispor de fantomas para a realização de alguns testes. Fantomas sĂŁo modelos que replicam as propriedades fĂ­sicas da pele. Eles podem ser feitos de vĂĄrios materiais, um deles ĂŠ a gelatina balĂ­stica. Ela reproduz a textura do tecido humano bem como a sua condutibilidade elĂŠtrica. Com isso, ĂŠ possĂ­vel fazer alguns testes mesmo sem os tecidos humanos. )GNCVKPCDCNĂˆUVKECGOCOCTGNQGCQNCFQ ĹżPECFCUPQKUQRQTCUOKETQCIWNJCU

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http://clinicapetterson.com.br/eletrocardiograma/

Esperamos com isso obter um novo equipamento capaz de aplicar os choques desfibrilatórios com uma tensão muito mais baixa e, portanto, não precisando ser tão robusto. Isso pode fazer com que o preço de mercado caia e, ao mesmo tempo, torne o aparelho mais portåtil. Estimamos poder construir um desfibrilador que custe no mercado em torno de uns R$ 1.800,00. Isso representaria uma economia de aproximadamente 89% no preço do equipamento. Sem falar que o fato da portabilidade desoneraria nosso sistema de saúde e tornaria os postos, ambulâncias, clínicas e hospitais mais bem equipados devido à capilaridade que o equipamento pode trazer. Esperamos poder continuar as pesquisas para que possamos desenvolver novos equipamentos mÊdicos, salvar muitas vidas e tudo com tecnologia nossa, brasileira.

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A Venezuela e o novo impasse com a

presidĂŞncia de

ChĂĄvez por Ricardo LibĂłrio

121.Â?/+%1)18'401 &'*7)1%*Â?8'<0# V'0'<7'.#

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om quase 30 milhþes de habitantes e uma reserva petrolífera imbatível em termos mundiais, a Venezuela polariza as atençþes internacionais, principalmente, com a PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.), de gestão e direcionamento do faturamento controlados pelo governo. A ideia de reforma agråria implantada por Chåvez Ê outro problema pouco aceito pelos grupos empresariais da agroindústria, alÊm do lucro gerado pelos royalties do petróleo que são investidos nos setores de saúde e habitação em favor da população venezuelana. Não Ê por acaso que o chamado modelo socialista bolivariano parece atender aos interesses gerais da nação, agradando os grupos de classe mÊdia e baixa, que são maioria no país.

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A taxa de pobreza da Venezuela ECKW CRGUCT FG WOC KPĆ&#x20AC;CĂ ÂşQ FG SWCUG 30% ao ano e uma reserva internacional de 29 bilhĂľes de dĂłlares. Ă&#x2030; claro que a dĂ­vida externa ĂŠ quase o dobro da reserva, atingindo 56 bilhĂľes de dĂłlares. Outro problema ĂŠ o desemprego na faixa de 8% ao ano. Com tudo isso, o governo ChĂĄvez, eleito inicialmente no pleito de 1998, chega ao poder com a eleição de 2012, com 14 anos na direção do paĂ­s. O seu partido (PSUV â&#x20AC;&#x201C; Partido Socialista Unido da Venezuela) consegue a maioria dos votos da assembleia unicameral. A criação de uma nova Constituição em 1999 deu uma nova denominação ao paĂ­s, chamado agora de RepĂşblica Bolivariana da Venezuela, em forte refe-rĂŞncia ao lĂ­der BolĂ­var, do sĂŠculo XIX, com visĂŁo de unidade da AmĂŠrica Latina, juntamente com JosĂŠ Marti, outro lĂ­der latino-americano, originĂĄrio de Cuba. Talvez, por isso, Hugo ChĂĄvez mantenha o nome de BolĂ­var e se integre

tanto com o governo dos irmĂŁos Castro, na ilha Caribenha. AtĂŠ seu tratamento de saĂşde ĂŠ feito em Cuba. NĂŁo bastasse isso, ainda subsidia gasolina para o povo cubano sobreviver em dias difĂ­ceis no seu paĂ­s. Por essa tendĂŞncia, um tanto quanto socialista para os â&#x20AC;&#x153;olhos globalizadosâ&#x20AC;? do mundo da Nova Ordem, o lĂ­der venezuelano ĂŠ considerado oposição aos Estados Unidos e paĂ­ses que idolatram a concentração de renda e terras no mundo. No plano internacional, ChĂĄvez se KPVGITQWFGĹżPKVKXCOGPVGCQ/'4%157. que conta com Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (no momento suspenso), em julho de 2012, alĂŠm da criação da UNASUL que ĂŠ uma comunidade formada por doze paĂ­ses sul-americanos. Fazendo parte os seguintes paĂ­ses: Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, BolĂ­via, ColĂ´mbia, Equador, Peru, Chile, Guiana, Suriname e Venezuela.


http://pensamentosnomadas.wordpress.com/2013/03/06/livros-sobre-hugo-chavez/

México e Panamá participam como membros observadores e poderão, futuramente, integrar a comunidade. O principal objetivo da comunidade é a integração dos países da América do Sul. Esta integração ocorrerá nas áreas econômica, social e política. Dentro deste objetivo, espera-se uma coordenação e cooperação mais intensa nos setores de educação, cultura, infraestrutura, energia, ciênEKCU G ſPCPÁCU 'UVG ÕNVKOQ DNQEQ HQK fortemente direcionado pela liderança Chávez no quadro político econômico dentro da América Latina.

7/#8'0'<7'.#/#+5 ,756#2#4##2127.#š“1 De modo geral, é a partir de 2005 que o governo de Chávez trabalha mais efetivamente para atender às necessidades mais prementes do povo venezuelano. É claro que o presidente declarou apoio ao socialismo como sistema de organização social e econômica.

'NG CKPFC CſTOQW SWG C ő4GXQNWÁºQ Bolivariana” em curso na Venezuela, se dirigia, efetivamente, ao socialismo do século XXI. A pancada política foi tão forte que a oposição boicotou as eleições parlamentares daquele ano.

O líder venezuelano é considerado oposição aos Estados Unidos O melhor ou pior estava por vir, já que em janeiro de 2006 o governo da Venezuela assumiu o controle total de 32 campos de petróleo operados por empresas privadas estrangeiras. O governo de Chávez tinha agora a maioria das ações da PDVSA. A partir do fato acima, Chávez radicalizou: fechou estações de TV, 34 emis-soras de rádio, estatizou uma siderúrgica de grande porte (SIDOR) e toda a indústria de cimento do país.

Além disso, expropriou terras ociosas e retirou do controle regional a administração de portos e aeroportos, assim como hospitais e escolas, tudo isso controlado agora pelo governo central da Venezuela. Por outro lado, o governo reforçou o “Poder Cidadão”, já criado na Constituição da Venezuela (1999), com os chamados “conselhos comunais”. Neste caso, ocorre uma tendência de maior autonomia e peso político desses conselhos diante dos poderes existentes de prefeitos e governadores. É óbvio que a democracia participativa se faz representar de forma mais direta. Os pobres trabalhadores venezuelanos sabem que seus alimentos são vendidos a baixo preço e de qualidade, sem uso de agrotóxicos. Chávez estimula a agroecologia direcionando a produção mais acessível à população carente, não aos grandes hipermercados.

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de uma política social verdadeira e que CVGPFG´ITCPFGOCKQTKCFQUUCETKſECFQU da Venezuela. Os comícios são lotados e os direitos do cidadão respeitado na sua condição de trabalhador. O susto das grandes potências Ê o nível de armamentos, na atualidade, existentes na Venezuela, jå que o governo Chåvez gastou 4 bilhþes de dólares (desde 2005) na compra de armas dos antigos países da União SoviÊtica. Com a Rússia, fez acordo para a construção de Usina Nuclear, em 2010. Mais uma dor de cabeça para os Estados Unidos.

No plano habitacional, o governo FC 8GPG\WGNC TGVKTC C KPĆ&#x20AC;WĂ&#x201E;PEKC FQU especuladores imobiliĂĄrios, reservando moradia para cada cidadĂŁo venezuelano. A chamada â&#x20AC;&#x153;MissĂŁo Habitaçãoâ&#x20AC;? (criada em 2011) visa zerar o dĂŠbito habitacional do paĂ­s atĂŠ 2018. Neste caso, entende-se que todos poderĂŁo ter sua casa prĂłpria, incluindo a infraestrutura de lazer e educação nessas ĂĄreas. Neste momento, o paĂ­s enfrenta FKĹżEWNFCFGUGEQPĂ?OKECUEQOKPĆ&#x20AC;CĂ ÂşQ e queda do PIB (Produto Interno Bruto). Por isso, o governo instituiu a desvalorização do bolĂ­var forte (moeda QĹżEKCNFQRCĂ&#x2C6;U FKCPVGFQFĂ&#x17D;NCT2CUUCO C GZKUVKT FWCU EQVCĂ Ă?GU GURGEĂ&#x2C6;ĹżECU uma com objetivo de baratear custos na compra de produtos de primeira necessidade do exterior e outra para aumentar o faturamento com a exportação de petrĂłleo.

Estatisticamente, durante os 14 anos do governo ChĂĄvez, a pobreza caiu de 49% para 27%, alĂŠm da renda per capita pular de 4.105 dĂłlares para 10.810 dĂłlares. Pode-se incluir ainda um desemprego que beirava 25% ao ano declinou para 8%. Tudo isso avaliado pela CEPAl (ComissĂŁo EconĂ´mica para a AmĂŠrica Latina e o Caribe). Ainda assim, o governo de Hugo ChĂĄvez ĂŠ colocado como ditatorial ou antidemocrĂĄtico. Entretanto, para o povo venezuelano, que vĂŞ melhorias na saĂşde, com a vinda de mĂŠdicos em quantidade de Cuba, um fato ĂŠ marcante: se existe CNIWĂ&#x192;OSWGDGPGĹżEKCCUQEKGFCFGXGPG zuelana, esse alguĂŠm ĂŠ o presidente eleito tambĂŠm em 2012. A consagração

Era bem verdade que sua saĂşde andava bastante frĂĄgil, em função de um câncer no pulmĂŁo. Mas ainda assim, era melhor um ChĂĄvez doente do que um doente irracional nĂŁo interessado em seu prĂłprio povo, como governos anteriores e capachos dos Estados Unidos, que governaram a Venezuela. Caso resistisse, ChĂĄvez cumpriria seu mandato como o maior lĂ­der que a Venezuela pĂ´de ter depois do herĂłi BolĂ­var. Com a morte de Hugo ChĂĄvez, as eleiçþes foram marcadas para 14 de abril de 2013, tendo o vice-Presidente como candidato que visava manter a chamada â&#x20AC;&#x153;RepĂşblica bolivianaâ&#x20AC;?.

Acessado de www.advivo.com.br em 02-03-2013

Lembrando que as ĂĄreas de plantio sĂŁo originĂĄrias da desapropriação de terras imposta pelo governo bolivariano. Com isso, ChĂĄvez combate trĂŞs elementos fundamentais da desigualdade social na AmĂŠrica Latina, que incluem os latifĂşndios, o agronegĂłcio e as redes monopolistas de alimentos, em que se destacam tambĂŠm os â&#x20AC;&#x153;atravessadoresâ&#x20AC;?, que especulam com os preços dos produtos primĂĄrios.

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HĂĄ muito tempo nas ĂĄguas da )7#0#$#4# O dragĂŁo do mar reapareceu 0CĹżIWTCFGWODTCXQ('+6+%'+41 A quem a histĂłria nĂŁo esqueceu Conhecido como o 0#8')#06' negro Tinha a dignidade de um mestre-sala E ao acenar pelo mar na #.')4+# das regatas Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas Jovens polacas e por batalhĂľes de mulatas Rubras cascatas Jorravam das costas dos santos entre cantos e %*+$#6#5 Inundando o %14#Â&#x161;Â&#x201C;1 do pessoal do porĂŁo Que, a exemplo do feiticeiro, gritava entĂŁo GlĂłria aos 2+4#6#5 Ă&#x20AC;s mulatas, Ă s sereias ).ÂŚ4+# Ă  farofa Ă  cachaça, Ă s baleias GlĂłria a todas as lutas inglĂłrias Que atravĂŠs da nossa *+56ÂŚ4+# nĂŁo esquecemos jamais Salve o navegante 0')41 Que tem por monumento as pedras pisadas do cais Mas salve Salve o navegante negro Que tem por monumento as pedras pisadas do cais Mas faz muito 6'/21 Elis Regina

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JOGOS

Caça-Palavras 37'2# 5œ'55'! Nas (#8'.#5, no 5'0#&1 57,'+4# pra todo lado Ninguém respeita a %1056+67+š“1 Mas todos acreditam no (76741 da 0#š“1 Que PAÍS é esse? Que país é esse? Que país é esse? No Amazonas, no Araguaia iá, iá, Na baixada (.7/+0'05' Mato Grosso, /+0#5 GERAIS e no 014&'56' tudo em paz Na /146' o meu &'5%#051, mas o 5#0)7' anda solto Manchando os PAPÉIS e &1%7/'0615ſÃKU Ao descanso do patrão Que país é esse? Que país é esse? Que país é esse? Que país é esse? 6'4%'+41 mundo, se foi Piada no exterior /CUQ$TCUKNXCKſECTTKEQ Vamos (#674#4 um milhão Quando vendermos todas as #./#5 Dos nossos  0&+15 num leilão Que país é esse? Que país é esse? Que país é esse? Que país é esse?

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Legião Urbana

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RESPOSTAS

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Luan Gonçalves

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AndrĂŠ e Arnaldo contavam, muito empolgados, o resultado da Terceira Feira Anual Internacional de CiĂŞncias, realizada na SuĂŠcia. Na feira, havia 3 competidores: LuĂ­s, RenĂŠ e JoĂŁo. AndrĂŠ disse que LuĂ­s JCXKC UKFQ Q XGPEGFQT EQO 4GPĂ&#x192; ĹżECPFQ em segundo lugar. JĂĄ Arnaldo disse que JoĂŁo ganhou, com LuĂ­s em segundo. Na verdade, nenhum dos dois contou inteiramente a verdade sobre os resultados da feira de ciĂŞncias. O que ocorreu foi que ECFC WO FGW WOC CĹżTOCĂ ÂşQ XGTFCFGKTC G QWVTC HCNUC UQDTG C ENCUUKĹżECĂ ÂşQ &KIC 3WCN HQK C XGTFCFGKTC ENCUUKĹżECĂ ÂşQ dos competidores?

Dois matemĂĄticos, Cleuber e Marriel, encontram-se depois de vĂĄrios anos de separação. Cleuber: EntĂŁo, como tens passado? /CTTKGN%CUGKOGGVGPJQVTĂ&#x201E;UĹżNJQU Cleuber: ParabĂŠns! Quais as idades? Marriel: O produto delas ĂŠ 36. Cleuber: Com apenas essa informação nĂŁo ĂŠ possĂ­vel saber as idades. Marriel: A soma das idades ĂŠ o nĂşmero desta casa aĂ­ na frente. Cleuber olha o nĂşmero da casa e depois diz: Ainda nĂŁo dĂĄ para saber. Marriel: EntĂŁo digo que o mais velho toca piano. Cleuber: Agora sim, jĂĄ sei as idades. 3WCKUCUKFCFGUFQUĹżNJQUFG/CTTKGN!

30

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02.

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Dois dias atrĂĄs, Orlando tinha 8 anos. Ano que vem ela terĂĄ 11! Que dia ĂŠ hoje?

Palavras Cruzadas

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VisĂŁo MatemĂĄtica


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Revista Visão Elite 2