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Estudos de Emilia Ferreira A teoria da Psicogênese da escrita de Emília Ferreiro foi introduzida no Brasil para contribuir na melhoria da qualidade da alfabetização, sendo que esta parte do pressuposto de que todo conhecimento tem uma gênese. A autora compreende que o conhecimento se da a partir da interação entre o sujeito e o objeto, a partir de qual ambos se transformam, sendo assim, para que haja a aquisição de conhecimentos é necessária a contribuição das estruturas cognitivas do sujeito e sua relação com o ambiente. Para Ferreiro (1986) as crianças já possuem um conhecimento sobre a língua escrita antes mesmo de entrar na escola, sendo que a escrita é uma reconstrução real e inteligente de um sistema de representação desenvolvido pelos seres humanos e pela criança que se alfabetiza, valendo ressaltar que estas não reinventam números e letras nesse processo. No momento em que a criança entra na escola o professor passa a atuar, devendo levar em consideração aquilo que a criança já sabe e também o que não sabe e precisa da ajuda da ação pedagógica para aprender. Para isso devem-se haver atividades de produção e interpretações escritas, tendo o professor o papel de mediador entre a criança e a escrita, criando estratégias que propiciem o contato inicial do aluno com esse novo conhecimento, para que este que possa pensar e agir sobre ele. Vale destacar que a Psicogênese da Língua Escrita em si, não determina uma metodologia especifica a ser utilizada para a prática em sala de aula. De acordo com a teoria exposta na Psicogênese da Língua Escrita, toda criança passa por quatro fases até que esteja alfabetizada, sendo essas: nível pré-silábica, silábico, silábico alfabético e alfabético (FERREIRO;TEBEROSKY, 1999). No nível pré-silábica o individuo ainda não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada e também não assimila que a escrita representam os sons das palavras e a fala, e pelo fato de ainda não haver esse conhecimento, as crianças recorrem aos desenhos, rabiscos, símbolos , entre outros, para representar sua escrita, a partir disso sendo possível perceber que de alguma forma já há um entendimento sobre a escrita. Já no nível silábica acontece uma interpretação das letras de uma maneira individual, atribuindo a


estas valores de silabas. Nesse período a criança começa a fazer uma correspondência entre a escrita e a fala, e dão mais atenção nas variações sonoras existentes nas palavras. A criança silábica geralmente utiliza as letras do seu nome ou do nome dos seus escrever. No caso do nível silábico alfabético passa-se a identificar a combinação feita pelas letras e as sílabas formadas por estas. E, por fim, na fase alfabética o individuo é capaz de analisar nas palavras suas consoantes e vogais, e compreendem que as palavras escritas representam as mesmas palavras que são faladas, sabendo distinguir corretamente as letras e seus sons. Por: SIRLEY CAPANELLI


Estudos de emilia ferreiro