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COOPERATIVAS CULTURAIS REALIDADE CULTURAL URBANA

A investigação assenta no trabalho de campo desenvolvido sobre este tipo de espaços. Muitas vezes desintegrados de um circuito ordinário e com poucos recursos e financiamento improvisam eventos e actividades que vão ao encontro das novas necessidades urbanas.

fundamentação do argumento


lisboa • zé dos bois

“Alguém tem que fazer uma figura de rebeldia”

São um exemplo incontornável para as restantes associações, sobreviveram durante 15 anos, no Bairro Alto de Lisboa, num país em que o governo “não quer que ninguém tome conta da cultura”


lisboa • zé dos bois

Um espaço em que se encoraja a independência e auto sustentabilidade dos artistas, ao proporcionar-lhes um espaço para desenvolvimento de projectos e divulgação.


lisboa • crew hassan

“a filosofia está dentro de nós”

A Crew Hassan situa-se na Baixa lisboeta inserindo-se assim no centro histórico de Lisboa. Para além do objectivo de promoção da cultura têm outros de cariz social, desde criar postos de trabalho, até à realização de eventos sociais, num espaço dedicado à cultura e lazer.


lisboa • crew hassan

Na sua estrutura de organização interna são menos rígidos do que as outras cooperativas, seguindo apenas os princípios básicos de relacionamento interpessoal.


lisboa • bacalhoeiro

“um espaço onde tudo pode acontecer”

O bacalhoeiro situa-se na coração da capital - Baixa lisboeta. Oferece um espaço para quem tem dificuldade em expor o seu trabalho. Procuram um ambiente onde os artistas se sintam familiarizados com os locais.


lisboa • bacalhoeiro

Toda a programação é gratuita para os sócios, que pagam uma taxa de 5 euros anuais. Encontra-se envolvido em vários programas e projectos a nível europeu, recebendo estágios, bolsas e subsídios do IRP (centro de emprego).


porto • maus hábitos

“O nosso projecto é agir, fazer e fazer acontecer”

O projecto Maus Hábitos, nascido no Porto em 2001, apresenta grande carácter interdisciplinar e caracteriza-se sobretudo por ter sido o primeiro a impulsionar a implementação de espaços como este na cidade do Porto.


porto • maus hábitos

É um projecto que procura, estimula e divulga o potencial criativo presente em Portugal, de forma a impulsionar a nossa identidade cultural para lá das nossas fronteiras.


porto • contagiarte

“mais importante do que mostrar aquilo que se faz, é fazer participar naquilo que se propõe”

Funcionar como ponto de encontro entre artes e a sociedade, dinamizar a cultura na cidade do Porto, ou seja unir público e artistas.


porto • contagiarte

Apresenta grande variedade de actividades, workshops com as mais diversas disciplinas, e noites com ambientes sonoros de temas diferentes, desde a palavra até à música. Um espaço de acolhimento artístico de sensibilização, formação e dinâmica direccionado a tudo e todos.


aveiro • mercado negro

“Ainda há muito a fazer na cidade em termos de cultura”

No centro da cidade de Aveiro está o Mercado Negro. Nasce da necessidade de trazer algo diferente para uma cidade considerada demasiado conservadora e fechada.


aveiro • mercado negro

É um espaço comercial, cultural e de lazer, que reaproveita um edifício antigo da cidade, preservando-o com o objectivo de divulgar cultura e dinamizar as pessoas.


COOPERATIVAS CULTURAIS REALIDADE CULTURAL URBANA

Objectivos Com os seus espaços pretendem ajudar os artistas a criar, produzir, mostrar e divulgar/difundir que orientam o seu trabalho abrangendo áreas desde as artes plásticas, o cinema, a dança, enfim espectáculos que os torna basicamente num ponto de encontro de artistas. Junto do público querem que os seus trabalhos sejam o motor da consciencialização e educação de que a cultura é um fenómeno que deve estar presente no estilo de vida dos cidadãos

interpretação dos case studies


COOPERATIVAS CULTURAIS REALIDADE CULTURAL URBANA

Localização Os diversos espaços em estudo encontram-se situados no centro das cidades, onde é bem presente uma grande actividade humana. É unânime o pensamento de que é preciso uma fixação em zonas da cidade vivas, tanto de dia como de noite, para se poder chegar aos mais diversos tipos de público.

interpretação dos case studies


COOPERATIVAS CULTURAIS REALIDADE CULTURAL URBANA

Actividades Manifestam-se a nível de actividades desde concertos até aulas de idiomas percorrendo um sem número de workshops, estes espaços percorrem várias áreas: artes plásticas, cinema, fotografia, teatro, dança, espectáculos e performances.

interpretação dos case studies


COOPERATIVAS CULTURAIS REALIDADE CULTURAL URBANA

Comunicação Com uma programação tão diversificada todas as cooperativas necessitam comunicar com o público na divulgação das suas actividades e eventos. Ou seja, expressam-se graficamente, das mais variadas maneiras, perante o público consolidando com o tempo uma identidade visual que singulariza o espaço e emancipa o seu discurso. Comunicam através de cartazes, flyers, desdobráveis, agendas mensais (em suporte de papel) e também através dos sites próprios/blogs e das newsletters em formato electrónico entregues a mailing lists.

interpretação dos case studies


COOPERATIVAS CULTURAIS REALIDADE CULTURAL URBANA

Público-alvo O tipo de púbico é marcadamente constituído por pessoas abertas, dinâmicas e participativas que gostam de estar envolvidas, o que ajuda a construir estes locais de uma forma activa.

interpretação dos case studies


COOPERATIVAS CULTURAIS REALIDADE CULTURAL URBANA

Como se pode verificar as áreas das actividades e sua divulgação segue uma lógica aproximada entre os vários locais no entanto, fica-se com a percepção que persiste o cenário de dispersão da oferta cultural.

conclusão em forma de proposta


COOPERATIVAS CULTURAIS REALIDADE CULTURAL URBANA

A ideia de cultura e de acesso à arte, que antes estava essencialmente ligada a galerias, muda com o aparecimento destas cooperativas culturais. Neste momento vivem quase uma fase inicial de implementação dentro do hábitos dos portugueses, mas a tendência é o seu desenvolvimento.

conclusão em forma de proposta


COOPERATIVAS CULTURAIS REALIDADE CULTURAL URBANA

Há uma vontade de desenvolver uma rede colaborativa entre associações artísticas, tendo em vista parcerias quer nacionais quer internacionais, existe mesmo, uma grande ambição em fomentar o intercâmbio de artistas e projectos das mais diversas origens.


COOPERATIVAS CULTURAIS REALIDADE CULTURAL URBANA

A nossa proposta vai no sentido do desenvolvimento de uma plataforma interactiva que marque o início deste circuito, em todos os espaços, intensificando de alguma maneira a ideia de comunidade mas mantendo a questão da identidade individual sempre bem presente (ex. – para cada espaço uma configuração). O canal escolhido para esta acção passa pela interactividade uma vez que desta maneira se consegue comunicar de uma maneira mais efectiva com o público.

conclusão em forma de proposta


COOPERATIVAS CULTURAIS

conclusão em forma de proposta

REALIDADE CULTURAL URBANA

FRANCISCO MOTA MIGUEL FELÍCIO PAULO MELO OLGA VOSKOBOINIKOVA ROSANA COUCEIRO

cooperativas culturais presentation  

Brief study about the independent cultural industries in Portugal reflecting on their growing importance on cultural comsumption and the imp...

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