Page 1

3


2 – Jornal do Sintufrj a serviço da categoria – No 1230 – 2 a 7 de janeiro de 2018 – www.sintufrj.org.br – sintufrj@sintufrj.org.br

DOIS PONTOS

Reitoria sob ameaça de corte de energia Enquanto era realizada a última reunião do Conselho Universitário que tratava do orçamento para a UFRJ em 2018, no dia 14 de dezembro, a concessionária Light S/A ameaçava cortar a luz do prédio da Reitoria por falta de pagamento. O que acabou ocorrendo no dia seguinte, mas por pouco tempo, pois uma liminar concedida pela Justiça para a UFRJ garantiu o restabelecimento do fornecimento de energia. Mas na segunda-feira, pela manhã, o serviço

foi novamente interrompido. O pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças, Roberto Gambine, explicou que o corte foi feito à revelia. Segundo ele, as faturas de 2017 estão pagas e o que existe é uma cobrança na Justiça de uma dívida de 2016 no valor de R$ 8 milhões. “Eles cortaram na marra, pois na sexta-feira já haviam tentado, mas conseguimos uma liminar para religar a luz. Nossas faturas

desse ano estão em dia e o que está pendente são duas de 2016 que estamos brigando na Justiça. Não tem porque cortar a luz por essa dívida, tanto que a energia já foi restabelecida”, acrescentou Gambine. O pagamento do passivo de 2016 foi assumido publicamente pelo ministro da Educação, José Mendonça Filho. E, segundo Gambine, a empresa apresentou um contrato que está em análise na Procuradoria da UFRJ.

Vigilantes terceirizados sem salário No dia 13 de dezembro a Reitoria foi surpreendida com a paralisação dos serviços de vigilância da Front. Os trabalhadores reclamavam o pagamento de salários e benefícios atrasados. A Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças recebeu os trabalhadores e sua representação sindical, e solicitou que a entidade de classe formali-

zasse as reclamações para que a UFRJ adote as providências previstas no contrato. Os vigilantes voltaram aos postos de trabalho. A Reitoria informou que, com o recebimento da cota final do orçamento de custeio no dia 30 de novembro e com a confirmação do remanejamento dos créditos de investimento para custeio no dia 8 de dezembro, a UFRJ indicou recur-

sos para pagamento de contratos de pessoal terceirizado até outubro de 2017. “Considerando que os compromissos de novembro começam a vencer em dezembro, não temos faturas em aberto superiores há 60 dias, exceto as referentes aos serviços de energia, água e esgoto, mas que também estão tendo cobertura orçamentária”, explicou a Administração Central.

Reajuste do plano Amil Dental O setor de Convênio do Sintufrj informa que a partir do mês de fevereiro, a mensalidade do plano Amil Dental será reajustada em de 2,70%.

Exemplo a ser seguido

A responsável pela Coordenação dos Sistemas de Gestão da Qualidade, Segurança e Saúde no Trabalho e Meio Ambiente do Centro de Tecnologia (CT), Marlene Barbosa Caldas, foi exemplo

inspirador na unidade ao confeccionar belos arranjos natalinos utilizando como matéria prima Cds que iriam para o lixo. Reciclar está na moda e tem a ver com qualidade de vida.

BNDES libera dinheiro para o Museu O reitor anunciou a liberação de recursos do BNDES da ordem de R$ 21 milhões para o Museu Nacional. Ele parabenizou o trabalho da equipe do Museu que, desde 2015,

atuava pela conquista dos recursos que “vão permitir celebrar os 200 anos do Museu em condições positivas para a cidade e para a UFRJ”, segundo Roberto Leher.

Já está disponível a nova edição da PGPU A Pró-Reitoria de Pessoal informa que já se encontra disponível para leitura e download em PDF (https://revistas.ufrj.br/ index.php/pgpu/issue/view/917) a edição atual da revista eletrônica Práticas em Gestão Pública

Universitária (PGPU). O Conselho Editorial da PGPU avisa que está com submissões abertas para as próximas edições. Participe, companheira e companheiro. Informa-se melhor pelo site revista@pr4.ufrj.br

Aprovada a criação do Nubea Por unanimidade, o Conselho Universitário aprovou, no dia 14 de dezembro, a criação do Núcleo de

Bioética e Ética Aplicada (Nubea), órgão suplementar do Centro de Ciências da Saúde (CCS).

Nota de falecimento Com pesar informamos o falecimento da aposentada Mercedes Pereira do Nascimento, de 92 anos, ocorrido no dia 14 de JORNAL DO SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UFRJ Cidade Universitária - Ilha do Fundão - Rio de Janeiro - RJ Cx Postal 68030 - Cep 21941-598 - CNPJ:42126300/0001-61

dezembro. Ela dedicou parte de sua vida ao Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG).

Coordenação de Comunicação Sindical: Kátia da Conceição (in memoriam), Luiz Otávio Silva, Marisa Araujo e Paulo César Marinho / Conselho Editorial: Coordenação Geral e Coordenação de Comunicação / Editor: L. C. Maranhão / Reportagem: Amag, Eac e Regina Rocha / Projeto Gráfico: Luís Fernando Couto / Diagramação: Luís Fernando Couto, J. Freitas e Edilson Soares / Fotografia: Renan Silva / Revisão: Roberto Azul / Tiragem: 3.000 exemplares / As matérias não assinadas deste jornal são de responsabilidade da Coordenação de Comunicação Sindical / Correspondência: aos cuidados da Coordenação de Comunicação. Tel.: (21) 3194-7100 Impressão: 3graf (21) 3860-0100.


Jornal do Sintufrj a serviço da categoria – No 1230 – 2 a 7 de janeiro de 2018 – www.sintufrj.org.br – sintufrj@sintufrj.org.br – 3

UFRJ

Universidade inicia 2018 já com déficit Orçamento do governo federal para a UFRJ em 2018 é o menor dos últimos cinco anos A última sessão do Conselho Universitário (Consuni) de 2017, no dia 14 de dezembro, que aprovou o Orçamento da UFRJ para 2018, foi emblemática: a discussão evidenciou a situação de restrições financeiras ao serviço público – e, em particular, às universidades federais – pelo governo golpista de Michel Temer com base na Emenda Constitucional 95 (aprovada em dezembro de 2016), que congela por 20 anos os gastos governamentais com Educação, Saúde e saneamento básico, entre outras áreas. O orçamento destinado pela Lei Orçamentária Anual para a UFRJ em 2018 é de R$ 401 milhões, o menor em cinco anos. Abaixo até mesmo dos recursos que sofreram contingenciamento nos últimos cinco anos e que levou o orçamento de 2017 a cair de R$ 417 milhões para R$ 403 milhões.

Fotos: Renan Silva

Sem dinheiro, mais ajustes Em 2018, as despesas previstas passam de R$ 500 milhões e o déficit chega a R$ 122,7 milhões (acumulados em 2015, 2016 e 2017) – embora seja menor em relação à previsão apresentada no Consuni no dia 30 de novembro. Para a UFRJ “caber” no valor previsto pelo governo em 2018, a Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças (PR-3) apresentou no Consuni um orçamento de gastos com fortes ajustes, já antevendo o cenário de enormes dificuldades para o próximo ano. A Comissão de Desenvolvimento do Consuni, responsável por analisar o orçamento, recomendou a aprovação por reconhecer o esforço da gestão para reorganizar despesas. Mas, orientou que a Administra-

ção Central mantenha os esforços visando a recomposição orçamentária para cobrir despesas e concluir obras em andamento ou paralisadas.

Cortes previstos

Dança dos números em 2017

A PR-3 propõe cortes em 2018, para ajuste do orçamento aos limites da Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA), em áreas como: Manutenção – despesa prevista: R$ 32.075.434,08; despesa ajustada pela PLOA – R$ 19.234.460,45. Transporte – despesa prevista: R$ 14.563.331,52 – pela PLOA: R$ 10.922.498,64. Energia elétrica – despesa prevista: R$ 48.179.742,72 – pela PLOA: R$ 36.134.807,04. Limpeza e conservação – despesa prevista: R$ 48.467.553,47 – pela PLOA: R$ 33.927.273,43. Vigilância – despesa prevista: R$ 48.132.735,00 – pela PLOA: R$ 33.692.914,50. Prioridade “zero” – O novo crédito para investimento em 2018 incluído na PLOA (R$ 13,5 milhões), será direcionado para obras indicadas em uma planilha apresentada ao colegiado que, no entanto, somam R$ 21 milhões. “Não é uma ordem classificatória. Tudo é prioridade zero”, disse o pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças Roberto Gambine. Além da construção do Alojamento na Cidade Universitária, há obras e instalações previstas em todos os centros.

A proposta aprovada é um pouco diferente da que foi levada ao Consuni no dia 30 de novembro, porque em dezembro houve liberação de novos limites de créditos, diminuindo o déficit. Com os novos limites, foram garantidas bolsas estudantis até dezembro, contratos continuados de manutenção até outubro (de 2017) e o pagamento de contas de energia elétrica até setembro (de 2017). Mas seguem em aberto de 2017

Aprovação com recomendações O reitor Roberto Leher defendeu a aprovação da proposta orçamentária conforme propôs a Comissão de Desenvolvimento e também as seguintes ações: retomada das Câmaras Técnicas de Obras; planejamento para realização das obras nas fachadas do Centro de Tecnologia e da Reitoria, e de infraestrutura das bibliotecas e acervos; realização de audiência pública sobre o orçamento, e que, trimestralmente, o Consuni avalie o orçamento da UFRJ. A proposta foi aprovada com duas abstenções.

GAMBINE. Preocupado com contas que não fecham na UFRJ

despesas com contratos de manutenção (R$ 69 milhões), energia (R$ 10,5 milhões), passivos de 2015 (R$ 4,8 milhões) e de 2016 (R$ 38,4 milhões), compondo o déficit de R$ 122,7 milhões. Houve também acréscimo de recursos de investimento no valor de R$ 13.261.243,00 no projeto originalmente enviado pelo MEC na Proposta de Lei Orçamentária Anual de 2018, o que alterou o valor total destinado à

UFRJ para R$ 401 milhões. Extraquadro – A liberação de cerca de R$ 8,6 milhões, no dia 8 de dezembro, também refletiu no orçamento de 2017. Parte deste montante, R$ 4 milhões, foi resultado do compromisso assumido pelo MEC há alguns meses com a construção de módulos pré-moldados para residência estudantil. Os outros R$ 4,6 milhões foram destinados ao HU, segundo a PR-3, para pagamento de extraquadro.


4 – Jornal do Sintufrj a serviço da categoria – No 1230 – 2 a 7 de janeiro de 2018 – www.sintufrj.org.br – sintufrj@sintufrj.org.br

Resistência foi marca de 2017

RETROSPEC

O golpe que pôs o governo Temer no poder mostrou suas garras sequestrando direitos dos servidores federais e de todos os trabalhadores. Mas a reforma da Previdência ainda não passou O ano de 2017 para os servidores federais, e, em particular, para os técnico-administrativos em educação das universidades públicas foi de resistência. A ofensiva da política antipovo e antifuncionalismo público desenhou profundo retrocesso na vida do país. A lei da terceirização indiscriminada e as mudanças na legislação trabalhista reduziram alguns direitos a pó. A rua foi palco de protestos contra o governo golpista de Michel Temer e a maioria parlamentar prostituída. Um dos resultados da resistência: o governo não conseguiu aprovar a reforma da Previdência este ano.

Ameaça votá-la em fevereiro, com o engajamento pessoal de Rodrigo Maia (DEM), o postiço presidente da Câmara, cargo que assumiu na esteira do golpe. A violência policial contra manifestantes país afora, inclusive em Brasília, alcançou padrões de ditadura. No Rio, a PM do governo do PMDB de Luiz Fernando Pezão transformou as vias públicas em cenário de guerra. Foi cena recorrente soldados do Batalhão de Choque perseguindo manifestantes com bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e spray de pimenta, e descendo o cassetete em homens e mulheres indefesos.

Categoria se mobiliza A categoria esteve presente em todas as manifestações e, no dia 10 de novembro, aderiu a greve nacional deflagrada pela Fasubra para defender direitos, lutar pela carreira e se opor às reformas trabalhista e previdenciária. Foram muitas as atividades de mobilização e protestos con-

tra a reforma da Previdência Social e os projetos que atacam direitos do funcionalismo. O pacotão do governo golpista inclui, entre outras medidas que levam ao desmonte do serviço público, o Programa de Demissão Voluntária (PDV), e a licença sem remuneração.

TURBULÊNCIA NO BRASIL. Os dias foram nervosos em 2017. A ofensiva conservadora tentou abafa

Alta temperatura política NAS RUAS. Categoria participa do Dia Nacional de Protestos. A direção do Sintufrj divulgou a greve em ato no Centro do Rio, no próprio dia 10. A greve da UFRJ foi levada para a praça.

O ano que chega ao fim marcou momentos de unidade das centrais sindicais, quando foram deixadas de lado diferenças políticas para se construir mobilizações, que reuniram as categorias contra as reformas trabalhista e previdenciária de Temer. Foram dias de lutas, protestos e paralisações. No dia 28 de abril o Brasil

amanheceu em greve, num dos maiores movimentos de protestos da classe trabalhadora na história recente do país. A greve não atingiu apenas os grandes centros urbanos, mas também as periferias e regiões remotas, reunindo 40 milhões de pessoas em protestos de rua. No Rio de Janeiro, a Polícia Militar reprimiu com violência

os manifestantes. Soldados armados com bombas e cassetetes fizeram perseguições pelas ruas do Centro caçando as pessoas e atirando contra elas. Aliás, essa foi a prática adotada pelo governo do PMDB e de seus aliados em vários estados. Em maio, Temer mobilizou as Forças Armadas para reprimir os trabalhadores que par-


Jornal do Sintufrj a serviço da categoria – No 1230 – 2 a 7 de janeiro de 2018 – www.sintufrj.org.br – sintufrj@sintufrj.org.br – 5

O drama da Uerj, Uezo e Uenf

ECTIVA 2017

Fotos: Renan Silva

A luta contra o desmonte das universidades públicas mobilizou os trabalhadores em 2017. O exemplo de resistência ficou por conta das estaduais Uerj, Uezo (Zona Oeste) e Uenf (Norte Fluminense). Os atos de protesto contra o não pagamento de salários dos servidores ativos e aposentados, bolsas estudantis e o não repasse de verbas para custeio e investimento a essas instituições foram duramente reprimidos pela polícia do governador Pezão. A situação de caos vergonhoso continua, pois a intenção do governador é acabar com as universidades estaduais. Servidores ativos e aposentados

sem salários, alunos sem bolsas e as instituições sem repasse de verbas para custeio e investimento foi o cenário ao longo de 2017. O panorama de incerteza se desenha para 2018. Nos seus 67 anos a UERJ nunca viveu crise tão profunda. Além do impacto acadêmico em uma das mais tradicionais instituições de ensino superior no país, o drama humano que atinge técnicos, professores e estudantes tem sido devastador. Sem salários, as contas não têm como ser pagas e o sofrimento cotidiano é inevitável. A crise da UERJ criou o cenário adequado para se plantar a ideia da privatização da universidade.

Universidade pública vira alvo

u abafar a resistência popular nas ruas infiltrando policiais e disparando bombas nas manifestações

Ao longo de 2017 as universidades federais foram alvo de perseguições e prisões de dirigentes sem provas dos crimes pelos quais são acusados. O clima de terror e

insegurança nas instituições federais de ensino superior prosseguem com as divulgações pelo governo de “estudos” sobre a cobrança de mensalidades aos alunos.

ca com protestos e greves ticipavam do #Ocupa Brasília#, em 24 de maio, na Esplanada dos Ministérios. O movimento reuniu caravanas de diversas categorias e de servidores públicos, para repudiar a retirada de direitos e defender eleições diretas já. No mesmo dia o aparato repressivo foi usado no Rio de Janeiro em manifestação dos servidores estaduais, que pro-

testavam contra o aumento da alíquota previdenciária de 11% para 14%. Em dezembro, mesmo com a suspensão de nova greve geral pela cúpula das centrais sindicais, o Comando Nacional de Greve da Fasubra e o Comando Local de Greve/Sintufrj mantiveram a mobilização e o calendário de lutas.

No dia 5, a categoria participou do Dia Nacional de Luta contra as reformas e o governo Temer em todo o país. No Rio, houve concentração na Candelária com caminhada até a Cinelândia. O Sintufrj registrou, no ato, a resistência da categoria ao governo Temer e defendeu a unidade da classe trabalhadora para derrotar os golpistas.

REPRESSÃO. Polícia Federal investiu contra dirigentes da UFMG em dezembro. Fato recorrente que atingiu outras instituições – uma dessas operações resultou no suicídio do reitor da UFSC


Jornal do Sintufrj a serviço da categoria – No 1230 – 2 a 7 de janeiro de 2018 – www.sintufrj.org.br – sintufrj@sintufrj.org.br – 6

EXTRAQUADRO DO HU

Uma luta antiga por direitos e respeito Sintufrj garante apoio político e operacional aos extraquadro e vai oferecer cursos preparatórios para concurso público na área da saúde Fotos: Renan Silva

A luta dos trabalhadores extraquadro do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) por garantia de pagamento dos salários e o reconhecimento de direitos trabalhistas começa a dar resultados com a conquista da mesa permanente de negociação com a Pró-Reitoria de Pessoal. O movimento conta com o apoio político e operacional da direção do Sintufrj, que inclui assessoria jurídica e confecção de material de divulgação das ações políticas. A direção sindical também fez um apelo aos servidores do Hospital Universitário para que sejam solidários com os extraquadro, “pois com o seu trabalho, eles também constroem o dia a dia da unidade”. No dia 13 de dezembro, o Comando Local de Greve (CLG)/ Sintufrj aprovou manifesto repudiando a situação de insegurança em que vivem os extraquadro. "Extraquadro Vale Muito" A luta dos extraquadro do HUCFF pelo reconhecimento de vínculo com a universidade e pelo recebimento de salários em

dia é antiga, mas ganhou novo fôlego diante da possibilidade de falta de repasse de recursos pela Reitoria para o pagamento dos últimos quatro meses de trabalho de 2017. A comissão foi reativada e lançada a campanha "Extraquadro Vale Muito"; realizados atos públicos em frente ao HU e protestos na Reitoria, exigindo a garantia de recebimento dos salários e resposta às reivindicações encaminhadas. Há quatro anos sem aumento, os extraquadro reivindicam reajuste com base nos vencimentos previstos no Regime Jurídico Único (RJU); recebimento dos salários em data certa e antes do dia 10; contracheque detalhado; comprovantes do desconto para o INSS ou FGTS e 13º salário. Como recebem por “Afastamento anual obrigatório” (sem direito a vale-transporte e a um terço de férias), reivindicam descanso anual remunerado; correção dos valores do vale transporte, que estão congelados há mais de um ano; adicional noturno; insalubridade e isonomia com os demais trabalhadores em relação à complementação da carga horária.

A mobilização deu certo: em reunião no dia 20 de outubro, o pró-reitor de Pessoal (PR-4) se comprometeu a reverter a situação dos que ganham abaixo do salário mínimo e a cumprir uma agenda de reuniões todas as sextas-feiras, às 10h, para tratar das demais reivindicações. Compromissos da PR-4 Em uma das reuniões regulares com a PR-4, o pró-reitor Agnaldo Fernandes se comprometeu a garantir o fornecimento de refeições no Restaurante Universitário ao preço pago pelos estudantes (R$ 2) e a pagar os salários até dezembro de 2017 e sem atrasos. Mas como o MEC somente repassou para a UFRJ o crédito suplementar para cobrir essa despesa no dia 13 de dezembro, a Reitoria não teve tempo hábil para pôr na conta dos extraquadro até o dia 15 o salário de novembro. Agnaldo Fernandes disse que isso ocorreria na terça-feira, 19, e para todos os extraquadro da universidade. E que o salário de dezembro seria depositado na primeira semana de janeiro de 2018.

SINTUFRJ. Reunião define formas de apoio do Sindicato

COBRANÇAS. Reivindicações expostas em encontro no HU

Sintufrj vai ministrar cursos O Sintufrj vai acompanhar as negociações com a PR-4 e oferecer cursos preparatórios para concursos na área de saúde. Representantes da comissão dos extraquadro Arly Tavares (há 17 anos assistente administrativo do Serviço de Material Esterilizado do HU) e Edson Ramos (há 19 anos técnico em eletrocardiografia do Serviço de Cardiologia do HU) se reuniram com as Coordenação-geral e de Educação do Sintufrj para organizar o apoio da entidade. A Coordenação de Educação vai elaborar um projeto para a oferta de cursos a partir de 2018 e também buscará vagas em pré-vestibulares comunitários para os que

desejarem se preparar para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A pauta de reivindicações que seria encaminhada pela Comissão de Extraquadro à PR-4 foi elaborada contando com a assessoria do jurídico do Sintufrj. Os advogados da entidade também estudam uma possível ação trabalhista exigindo o reconhecimento de direitos retroativamente. A Coordenação-Geral disponibilizou os recursos do Departamento de Comunicação para a criação de boletins (em papel e eletrônico) para difusão das informações e mobilização dos extraquadro. O Sintufrj foi convidado para participar das reuniões de negociação com a PR-4.

Somos todos extraquadro Em meados da década de 1990, uma campanha ganhou o movimento sindical e social: “Somos todos petroleiros”. Estes trabalhadores, em greve nacional em defesa da Petrobrás, foram alvo de um dos mais severos ataques do governo de FHC. Mas, imediatamente, diversas categorias em todo o país se mobilizaram em apoio aos companheiros. A Fasubra foi uma das primeiras entidades a buscar a solidariedade das bases aos petroleiros. E a expressão

“somos todos...” passou a ser usada quando trabalhadores se identificam em causas comuns. Essa também deve ser a lógica quando se trata de trabalhadores que há mais de duas décadas se dedicam ao Hospital Universitário, mas até hoje sem direitos básicos reconhecidos. A situação choca a maioria, mas a realidade dessas companheiras e companheiros exige mais do que isso. Os extraquadro precisam de apoio explícito, respeito e solidariedade de todos

os trabalhadores do HU. Porque, infelizmente, alguns ainda enfrentam barreiras no local de trabalho ou incompreensão por parte das chefias. Para a direção do Sintufrj é importante mudar essa realidade, e que os servidores percebam os extraquadro como aliados sem os quais o dia a dia de trabalho seria ainda mais difícil. "Em torno da mesa de uma cirurgia há médicos, técnicos, enfermeiros, anestesistas. Essa equipe toda é formada por ex-

traquadro e RJU. Mas, todos juntos salvam uma vida. Sou extraquadro e minha função é fundamental. Queremos respeito. Estamos dentro do mesmo local de trabalho, realizando a mesma atividade", diz Arly Tavares, que há quase 20 anos atua como assistente administrativo no Serviço de Material Esterilizado do HU. Ele sonha com uma relação equânime entre todos os trabalhadores, extraquadro ou RJU.


Jornal do Sintufrj a serviço da categoria – No 1230 – 2 a 7 de janeiro de 2018 – www.sintufrj.org.br – sintufrj@sintufrj.org.br – 7

CATEGORIA

Saúde na Medida Certa 2017 O Espaço Saúde Sintufrj encerrou, no dia 13 de dezembro, a quinta edição do Projeto Saúde na Medida Certa, que realiza em parceria com o Laboratório Lanutre, do Instituto de Nutrição José de Castro (UFRJ). Concluíram as provas 30 participantes. As inscrições para o projeto em 2018 serão abertas em janeiro. Saúde na Medida Certa visa a perda de peso, mas com reeducação alimentar e exercícios físicos. Durante os meses de duração do projeto os participantes realizam provas e participam de oficinas culinárias. Conta pontos a frequência na academia do Espaço Saúde do Sintufrj, participação nos eventos, alteração das medidas e mudança de hábitos à mesa.

Fotos: Renan Silva

MOMENTO de tensão. Juri a postos para avaliar os melhores da Medida Certa

FOTO oficial. Participantes do projeto, equipe do Espaço e parceiros, e coordenadores do Sintufrj

Bem-sucedidos A premiação dos primeiros colocados nesta quinta edição do projeto foi realizada no Espaço Cultural do Sintufrj. A vencedora do Desafio Culinário foi Veríssima Aurélio dos Santos, autora do sanduiche vegano com maionese de abacate.

Os três mais bem avaliados em perda de peso e medidas, frequência na academia e nos eventos de esforço físico foram: Maria Virgínia Pereira Lima (primeiro lugar); Aline Soares da Silva (segundo lugar) e Clara Loureiro Gadelha de Azevedo (terceiro lugar). O júri que decidiu pelas premiações foi composto pela coordenadora de Esporte e Lazer do Sintufrj, Noemi Andrade e os professores Marcelo de Pádua (Faculdade de Farmácia da UFRJ), Eliane Fialho de Oliveira (Instituto de Nutrição Josué de Castro/UFRJ), Ana Luisa Kremer Faller (Instituto de Nutrição Josué de Castro/ UFRJ) e Rodrigo Fortunato (Instituto de Biofísica/UFRJ).

VERÍSSIMA dos Santos (à direita)

DESAFIO culinário. Juri prova as delícias do cardápio light preparada pelos participantes

MARIA Virgínia Lima (à esquerda)

ALINE da Silva (à esquerda)

CLARA Loureiro (á direita)


ÚLTIMA PÁGINA

Confraternizações de fim de ano Várias comemorações aconteceram na última semana de 2017, momento em que as companheiras e companheiros de trabalho celebraram o fim de mais um ano de convívio, amizade e superação conjunta de dificuldades.

IPPMG No dia 13 de dezembro, a direção do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) reuniu todos os trabalhadores no Salão Nobre (estatutários, extraquadro e prestadores de serviço) para festejar o fim de mais um ano de trabalho. A celebração foi iniciada com uma homenagem aos funcionários de vários setores que completaram 30 anos de casa. Desde 2012, 127 servidores da unidade se aposentaram. De acordo com a coordenadora-geral do Sintufrj, Gerly Miceli, que é técnica de enfermagem do IPPMG e também já soma três décadas na unidade, o sentimento de todos que participaram da confraternização foi celebrar mais um ano de trabalho e amizade, mas preo-

cupados com o futuro. “Exatamente por sermos uma família que nos preocupa em ver tantos companheiros se aposentando sem sabermos como ficará a reposição dessas vagas, pois isso é muito importante para o funcionamento do hospital”, disse Gerly. Após a homenagem, a festa prosseguiu com o show “Prata da Casa” e foi encerrada com um almoço. “Prata da Casa” foi criado em 1980 por iniciativa de um grupo de residentes com a intenção de mostrar com irreverência o cotidiano do IPPMG. Desde então, os trabalhadores da unidade passaram a contar com um espaço para integração social, onde todos podem mostrar seus dons artísticos não ligados ao fazer do profissional de saúde.

Fotos: Renan Silva

HOMENAGENS, danças e muitos sorrisos. Manifestações que marcaram a festa no IPPMG

Espaço Saúde do Sintufrj

MUITA alegria e descontração. Na despedida de 2017 do Espaço Saúde

No dia anterior foi a vez dos frequentadores do Espaço Saúde do Sintufrj e seus trabalhadores e dirigentes do entidade

festejarem o término de mais um ano de trabalho. A confraternização foi com churrasco, mesa de doces e muita música.

ALUNOS, professores e dirigentes sindicais confraternizam

As oficinas de Dança e Música da entidade se apresentaram. A mensagem de fim de ano dos profissionais do Espaço regis-

Adeus, Búzios

TCU vai desocupar a área do mangue O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a desocupação da área conhecida como Praia do Mangue, na Cidade Universitária, próxima ao prédio da Reitoria. Algumas das famílias que te-

rão que deixar o local vivem lá há mais de 70 anos. A pró-reitora de Extensão, Maria Malta, informou que a Reitoria está negociando com o TCU para garantir um tratamento humanitário

às pessoas, cuja maioria é de vulnerabilidade social extrema e idosas. A intenção da UFRJ é que as famílias sejam transferidas para espaços regularizados e as remoções aconteçam sem constrangimentos.

trou o desejo de mais alegria e felicidade em 2018: “A equipe deseja que você possa somar todas as alegrias e di-

vidir o seu entusiasmo de ser feliz sempre. Agradecemos pelo carinho e por ter estado conosco todo esse ano”.

Jornal1230  
Jornal1230  
Advertisement