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PRESTADORAS DE SERVIÇOS

Negociação avança e garante piso regional Sindicato fará assembleia nos locais de trabalho a partir de amanhã, dia 13. Veja calendário

Embratel

Insegurança no prédio da Camerino

Mais uma vez a falta de um esquema e estratégia para desocupação do prédio da Embratel Camerino ficou evidente nesta segunda-feira (10/06), quando ocorreu um incêndio num prédio próximo ao local. Logo no início do expediente, o ar condicionado do prédio teve que ser desligado, para evitar que a fumaça originada pelo incêndio fosse absorvida para dentro do ambiente de trabalho. Os bombeiros do prédio tentavam apagar o incêndio ao lado, ao mesmo tempo em que orientavam os empregados da Embratel a saírem do prédio. Uma confusão foi instaurada, mostrando mais uma vez como é falho o esquema de desocupação da Camerino 96. O sistema de som para avisos não foi utilizado, as portas de emergência não foram abertas e a desorientação era geral, pois a maioria dos empregados não tem conhecimento do procedimento para desocupação e a própria empresa não tomou as medidas necessárias na hora. Os membros da CIPA e do Sindicato entraram em contato com o RH e a segurança predial e a decisão final foi liberar o expediente de todos os empregados devido às condições de trabalho estarem prejudicadas pelo desligamento do ar condicionado e pela fumaça gerada pelo incêndio vizinho. Só então houve um comunicado oficial. O episódio de segunda-feira mostra que ainda estamos longe de ter uma solução satisfatória. Membros do Sindicato e da CIPA estiveram novamente no RH para expor mais uma vez o problema e cobrar soluções. Ficou acertado que o RH vai discutir o assunto internamente e com a administração predial e uma reunião será agendada em breve para discutir soluções. Vamos cobrar e acompanhar. PESQUISA DE CLIMA

Na semana passada, a Embratel lançou mais uma pesquisa de clima para avaliar a posição dos empregados sobre a empresa e as condições de trabalho. Há cerca de dois anos a empresa não fazia uma pesquisa deste tipo. Boa parte dos empregados alimenta um grande ceticismo sobre o que pode resultar desta pesquisa por conta de experiências anteriores. Gerou desconfiança a exigência de informar o CPF para responder à pesquisa. Entretanto é importante que os empregados manifestem na pesquisa sua insatisfação. As melhorias só virão com a sua mobilização e participação.

ARQUIVO DO SINTTEL-RIO

Depois de mais de três meses de negociações com o sindicato patronal (Sinstal) e com as empresas prestadoras de serviços de telecomunicações, o Sinttel venceu a dura queda de braço com as empresas e conseguiu avançar nas negociações para fazê-las garantir a aplicação do piso regional do estado que é de R$ 919,00 a partir de agosto. Até agora foi um longo caminho, inúmeras rodadas de negociações. Inicialmente as empresas acenavam com zero de reajuste. Depois chegaram a INPC integral. O Sindicato recusou todas as propostas até então e insistiu que sem o piso regional não teria acordo. Finalmente as negociações avançaram de fato. As empresas garantem pagar o piso regional a partir de 1º de agosto, pagamento de um abono de 27,5% do salário nominal dos empregados a título de compensação pela não aplicação do reajuste retroativo a abril, mês da data base da categoria. Além de outras vantagens que podem ser conferidas pelos trabalhadores abaixo. Diante disso, o Sindicato decidiu submeter a proposta aos trabalhadores em assembleias. As assembleias serão realizadas já a partir de amanhã, dia 13, nos diversos

locais de trabalho. Veja o calendário com local e horário das primeiras assembleias já marcadas no box. Esse calendário será atualizado no Portal do Sinttel www.sinttelrio.org.br e na próxima edição do nosso jornal. DATA BASE É 1º DE ABRIL

Essa negociação envolve mais de 20 mil trabalhadores de empresas prestadoras de serviços de telecomunicações entre essas a Huawei, Logictel, Nokia Siemens, Italtel, Instel, Icatel, Stefanini, Flowers, EmpreZa, Between, RH Ultranet e BTCC. A data base desses trabalhadores é 1ª de abril. Se a proposta for aprovada pelos trabalhadores, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com vigência até abril de 2014 será assinada pelo Sinttel-Rio e o Sinstal. A proposta: Reajuste Salarial de 8% a partir

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de 1ª de jul/2013; Piso da categoria estabelecido em R$ 919,00 a partir de agosto/2013; Abono Indenizatório de 27,5% do salário nominal, a ser pago em única parcela até o 5o dia útil de jul/2013, desde que a CCT seja assinada até 19/06/2013; Vale Refeição - valor facial mínimo será de R$ 13,00 a partir de 1º de jul/2013 e de R$ 14,00 a partir de 01 de setembro/2013. As empresas que já pagam o VR em valor facial superior a R$ 14,00, devem reajustá-los em 8% a partir de 1º de Jul/2013; Auxílio Creche – no valor de R$ 170,00 para empregadas com filhos com idade de 0 a 6 meses, a partir de 1º de jul/2013; Auxílio a filhos portadores de necessidades especiais no valor de R$ 200,00, a partir de 1º de jul/2013; Os demais benefícios serão reajus-

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tados em 8% a partir de jul/2013; Apresentação de proposta de PPR em até 60 dias, após a assinatura da CCT; Criação de uma Comissão em até 10 dias e envio de proposta em até 60 dias, referente ao Plano de Saúde Unificado; Recolhimento da Contribuição Sindical, conforme previsto em lei; Manutenção das demais cláusulas da CCT vigente.

Agenda de assembleias 13/06 - 8h, na Icatel e 12h, na Logictel 14/06 - 10h, na EmpreZa e às 15h, Stefanini 17/06 - 8h, na Between e 9h, na Flowers 18/06 - 8h, na Huawei e 8h, na RH Ultranet 19/06 - 14h, na BTCC

Contax: trabalhador morre por socorro precário PPR: Claro desmarca Luto na categoria. O Sinttel -Rio recebeu uma triste denúncia ontem: o senhor Rubens da equipe do supervisor Labre da Insapoio 15, da Contax do Rio Comprido sofreu um infarto dentro da empresa e de acordo com os seus colegas de trabalho, a empresa foi negligente no socorro a Rubens e este acabou falecendo cerca de uma hora depois. A denúncia relatou que Rubens se debateu no local de trabalho e caiu no chão onde ficou por volta de 27 minutos aguardando algum brigadista para removê-lo até a enfermaria. Quando finalmente chegou à enfermaria, a empresa ainda por cima não possuía nenhuma maca para transportá-lo devidamente. O trabalhador acabou sendo levado no colo pelos colegas que com surpresa constataram que mesmo que houvesse uma maca, esta também não caberia no elevador do prédio. Ou seja, total despreparo. A falta de responsabilidade da empresa com a vida e segurança do trabalhador chega a ser desumana. A vítima já desacordada desceu sentada no banco da ascen-

CAMILA PALMARES

sorista, em condições precárias. A empresa não possuía nenhum médico, técnico de segurança do trabalho, técnico de enfermagem, ou bombeiro. Os próprios colegas de trabalho foram quem prestaram socorro sem o menor conhecimento de causa. Fizeram um revezamento entre si de massagem cardíaca e respiração boca a boca para tentar manter o trabalhador vivo até que a ambulância aparecesse. No desespero, um supervisor chegou a dar a ideia de levar Rubens de carro até um hospital mais próximo, mas foi proibido pelo coordenador com a ameaça de que se o paciente morresse dentro do carro ia dar problema

para a empresa. Uma hora depois do início do infarto, a ambulância chegou e pasmém! Por falta de tomada na enfermaria não foi possível nem ligar os aparelhos para tentar reanimar Rubens. O trabalhador chegou sem vida ao hospital. Talvez ele não sobrevivesse, mas com certeza a situação desumana que a empresa impôs ao trabalhador não ajudou em sua luta pela vida. Esta não é a primeira vez que isto acontece. Há dois anos uma pessoa infartou e passou pela mesma situação no site da Mauá. O Sinttel-Rio vai denunciar a Contax por negligência ao Ministério Público.

reunião em cima da hora A segunda rodada de negociações para definição do target e forma de distribuição da PPR marcada para o dia 6, em São Paulo, foi desmarcada pela empresa na última hora. O argumento para tal atitude foi o de sempre, não tinha ainda uma proposta para apresentar. Para os Sindicatos a empresa está enrolando. Até ontem a empresa não havia marcado uma nova data mesmo diante da insistência dos dirigentes sindicais do Rio, Pernambuco, Bahia, Goiás, entre outros, que querem definir a PPR a tempo de garantir o pagamento da antecipação em setembro, como sempre ocorreu. Os Sindicatos e a federação também não abrem mão da unificação do target em 2,5 salários para todos os trabalhadores da empresa no país. Na última proposta, rejeitada pelos Sindicatos, a Claro insiste no modelo de 2012 que é de 2,2 salários para 85% dos trabalhadores

e 2,5% para coordenadores e especialistas que representam 15% do efetivo. REOPÇÃO PLANO DE SAÚDE

Conforme já noticiamos, a Claro abriu reopção para todos os trabalhadores migrarem de uma modalidade para outra no plano de saúde (de enfermaria para quarto), exceto os trabalhadores de loja e assistente. Os Sindicatos e a federação reagiram, cobraram o fim da discriminação com esses empregados e a Claro respondeu que a reopção para esses trabalhadores ainda ia ser aberta. Agora, quando novamente foi cobrada disse que não há previsão para isso. Ou seja, a empresa mantém o tratamento desigual com esses empregados e o Sindicato não tem outra saída senão denunciá-la ao Ministério Público do Trabalho e estudar a possibilidade de entrar com uma ação em favor desses trabalhadores.


Não ao PL da terceirização! ARQUIVO DO SINTTEL-RIO

No último Congresso Nacional da Fenattel realizado em São Paulo, no mês passado, ficou definido que o engajamento a respeito de todos os projetos de leis relativos à terceirização do trabalhador em trâmite no Congresso Nacional seriam prioridade para os nossos sindicatos. Esta semana, a CUT e as demais centrais sindicais travaram mais uma luta importante no combate à terceirização. Na última segunda-feira, 10/06, foi realizada uma mobilização em Brasília contra o Projeto de Lei (PL) 4330/2004 que amplia a terceirização e a precarização do trabalho de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO). As entidades se reuniram na sede da UGT, em São Paulo e debateram estratégias para levar à mesa de negociação com o governo federal, marcada para ontem, terça-feira, em Brasília durante todo o dia. Está mais do que claro que desde a privatização, em 1998, as multinacionais e empresários de telecomunicações se utilizam de sua influência política e econômica para tentar aprovar projetos que legitimem a precarização do traba-

Engenheiros de Minas conquistam piso da categoria Os engenheiros da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), de Belo Horizonte, vão receber remuneração de acordo com o salário mínimo da sua categoria profissional e também segundo com o que estabelece a Lei 4.950-A/1966 graças a uma decisão da 4ª Turma do TST. A Sudecap, a exemplo de inúmeras fundações, autarquias e empresas do Brasil a fora, entre elas a Embratel, se recusava a cumprir a Lei 4.950-A/1966, negando a seus engenheiros o piso mínimo da categoria. Essa vitória representa uma esperança para milhares de engenheiros que estão enfrentando a resistência das empresas em cumprir a lei. Os empregados ajuizaram a reclamação em 2010 e tanto na 11ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte quanto no TRT-MG foram julgados improcedentes. Ambas as instâncias entendiam que os engenheiros eram servidores públicos de autarquia municipal e, assim, sua remuneração somente poderia ser fixada por lei específica. A Quarta Turma TST deu razão aos empregados, com fundamento no artigo 22, inciso I, da Constituição da República, que dá competência privativa à União para legislar sobre Direito do Trabalho. A relatora, ministra Maria de Assis Calsing, deu razão aos empregados e explicou que as normas federais prevalecem sobre as estaduais ou municipais, e por isso são devidas aos empregados as diferenças salariais entre a remuneração efetivamente percebida e o piso salarial previsto na Lei 4.950/66.

lho. Tanto fizeram que o PL 4330/2004, após ser retirado da votação, acabou retornando à pauta, na semana passada, por meio de requerimento do deputado federal Arthur Maia, (PMDB-BA). Ontem à tarde, a militância cutista promoveu um ato no Anexo II da Câmara dos Deputados para impedir a aprovação do relatório de Arthur Maia, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).Até o fechamento desta edição ainda não havia o resultado da votação. Mas, antes mesmo da mesa de negociação entre o governo e os trabalhadores, o Executivo já tinha se com-

prometido a mobilizar suas bases para travar o encaminhamento da questão enquanto não houvesse acordo com a categoria. Mesmo assim o documento seguiu tramitando. O parecer de Maia aprofunda ainda mais os prejuízos da proposta do deputado Sandro Mabel. Atualmente, o PL permite retrocessos como a terceirização na atividade-fim, fator que autoriza a empresa existir sem qualquer contratado direto e enfraquece a mobilização da classe trabalhadora. As consequências da terceirização são gravíssimas. Conforme estudo de

Oi: DGs infectados de insetos Os DGs da Oi na grande Rio e no interior do estado estão infestados de insetos, especialmente baratas e ratos, de acordo com as denúncias chegadas ao Sindicato por e-mail e telefone de trabalhadores das zonas Norte, Sul, Oeste, Baixada Fluminense e interior. Para os trabalhadores isso está acontecendo por absoluta irresponsabilidade da Oi que a cada ano vem negligenciando o cuidado com os seus prédios. O Sindicato concorda com os trabalhadores. Há denúncia dando conta, inclusive, da existência de escorpiões e outros insetos peçonhentos que põem em risco a vida dos trabalhadores em grave risco. O Sindicato exige da Oi mais atenção com os prédios pelo bem estar dos seus empregados, pela

A Fenattel junto com os sindicatos se reúne hoje, dia 12, em São Paulo, com a Atento para debater o PLR 2013. Esta é a primeira reunião nacional do ano e foi uma decisão tirada durante o último Congresso Nacional da Fenattel em maio, diante das inúmeras reclamações dos sindicatos de todo país sobre as decisões arbitrárias da empresa como fracionamento das férias e do Ticket de Alimentação/ Refeição e Vale Transporte. Para indignação de todos os trabalhadores, desde de abril a Atento simplesmente começou a dar um informe interno dizendo que faria o referido fracionamento. E agora comunicou ao Sindicato que implantar a partir de julho. De acordo com a lei a empresa até poderia fracionar as férias não meio a maio, mas em 10 e 20 dias, desde que tivesse a concordância dos trabalhadores. Para o Sindicato

REDAÇÃO Socorro Andrade Luana Laux ILUSTRAÇÃO Alexandre Bersot http://www.behance.net/alexandrebersot

DIAGRAMAÇÃO L&B Comunicação Ltda ESTAGIÁRIA Camila Palmares IMPRESSÃO Gráfica do SINTTEL-Rio: Jorge Motta Reg 17.924 DRT /RJ (prod. gráfica) Valdir Tedesco (impressor) CIRCULAÇÃO Semanal TIRAGEM 12 mil exemplares

Rua Morais e Silva, 94 - Maracanã - RJ - CEP 20271-030 - Tel.: 2204-9300 E-mail Geral sinttelrio@sinttelrio.org.br - Site http://www.sinttelrio.org.br E-mail Jurídico juridico@sinttelrio.org.br - E-mail Imprensa imprensa@sinttelrio.org.br

bersot

EDIÇÃO Socorro Andrade Reg. 460 DRT/PB socorroandrade@sinttelrio.org.br

preservação do seu próprio patrimônio e pela sua própria imagem. A exceção da Zona Sul, onde ainda há um zelo com a aparência, nas demais regiões a situação dos prédios é deplorável. O sindicato através do diretor José Adolar encaminhou dia 6, e-mail à gestora de prédios da Oi exigindo a dedetização dos prédios e melhoria da higiene e limpeza dos mesmos. “A empresa é responsável pela saúde e segurança dos empregados. Não podemos aceitar que eles estejam expostos ao risco de contrair doenças graves transmitidas por insetos, por absoluto descuido da Oi”, disse Adolar. Se o problema não for resolvido os trabalhadores devem ligar para o diretor através do tel.: 2204 9341.

Atento: reunião nacional hoje

humor DIRETOR DE IMPRENSA Marcello Miranda marcellomiranda@sinttelrio.org.br

2011 do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da CUT, o trabalhador terceirizado fica 2,6 anos a menos no emprego, tem uma jornada semanal de trabalho de três horas a mais e ganha 27% menos. Para se ter ideia, a cada 10 acidentes de trabalho, oito ocorrem entre terceirizados.Isso não é mera coincidência.Não à precarização do trabalhado! O Sinttel-Rio, a Fenattel e a CUT repudiam o PL 4330/2004. A igualdade entre os terceirizados e os contratados diretos são dois termos inegociáveis para os trabalhadores.

não é aconselhável dividir as férias dos trabalhadores de Call Center, considerando que se trata de uma atividade estressante e que grande maioria é de jovem, estudantes que para descansar efetivamente, objetivo das férias, precisam conciliar estas com as férias escolares. A VOLTA DOS PLANTÕES

O Sinttel-Rio voltará a fazer Plantão Sindical dentro dos diversos sites da Atento, começando por Madureira, amanhã, dia 13, das 9h às 16h. O objetivo dos plantões é ouvir os trabalhadores, tirar dúvidas, resolver problemas e sindicalizar os interessados. O plantão deve ficar pelo menos um mês neste prédio e depois será realizado nos demais. Qualquer dúvida, ou informação é só procurar os diretores Ricardo Pereira, Alan Dias, ou Cesar Fernandes nos telefones: 2204-9304/2204-9300.

Nova direção da Oi: nem supertele, nem nacional

Desde a semana passada a Oi tem um novo presidente, Zeinal Bava, um alto executivo da Portugal Telecom (PT). Segundo ele, “a PT celebrou uma parceria estratégica com a Oi, que definiu como objetivo o desenvolvimento de um projeto luso-brasileiro de telecomunicações de projeção global”. O que têm a dizer o governo, a sociedade, os trabalhadores acerca desse projeto de uma empresa que um dia foi chamada de "Supertele nacional"? É importante lembrar que a Oi faz parte do grupo que, em 1998, no processo de privatização do Sistema Telebras foi montado para não ganhar a concessão. Apesar disso, acabou levando 16 estados da Federação com apenas 1% de ágio sobre o valor proposto para a venda das empresas de telecomunicações que compunham essa área. Os recursos vieram, em boa parte, dos cofres públicos. Tanto que, ainda hoje, o governo detém 49% das ações da empresa - parte via BNDES (13%) e parte dos fundos de pensão - Previ, Petros e Funcef. Por conta disso, a Oi sempre se vangloriou de ser um grupo verdadeiramente nacional. Ocorre que mesmo antes da entrada da PT, a Oi jamais teve qualquer compromisso com os seus trabalhadores, ou consumidores, ou a indústria nacional, muito menos com o desenvolvimento e a pesquisa no país. PÉSSIMO EXEMPLO

BSI: assembleia hoje, às 14, no Sinttel

Em 2010, quando o governo federal lançou o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), a Oi não economizou nas promessas e se colocou como a grande empresa que poderia dar suporte ao plano com sua rede nacional. Estamos vendo os resultados pífios do PNBL. Qual o papel do governo nessa nova mudança de presidência da Oi? Qual o papel da Oi em relação à universalização da banda larga? Por que o governo não cobra mais coerência da Oi? A Oi nunca deu qualquer bom exemplo à iniciativa privada. Ela poderia reduzir a assinatura básica, permitindo maior acesso da população aos serviços de telefonia fixa, se comprometer com a política do Aice (Acesso Individual Classe Especial) proposto, justamente, para viabilizar a telefonia fixa para os mais pobres. Mas, nunca fez nada disso. (fonte Instituto Telecom: www. institutotelecom.com.br)

FIXTI atrasa salários

Campeonato vai para a 3ª rodada

O Sindicato convoca os trabalhadores da BSI, empresa que presta serviços de call center a Petrobras, para assembleia hoje, a partir das 14h, no auditório do Sindicato (Rua Morais e Silva, 94 - Maracanã). Mais informações sobre as negociações foram dadas aos trabalhadores em boletim específico já distribuído e na assembleia de hoje. Participe!

O clima é de total a insegurança e preocupação entre os trabalhadores da FIXTI, prestadora de serviços de tecnologia da informação (TI) para Oi e, não é pra menos. A empresa vem atrasando o pagamento dos salários, do vale refeição, vale transporte e no mês de maio, também não pagou o adiantamento salarial como sempre fez. Os cerca de 80 trabalhadores do setor de TI na Oi, no Rio de Janeiro e em Minas estão apreensivos, temem que esse comportamento vire rotina e eles passem não ter mais um dia certo para receber seus salários e benefícios. O Sindicato exige que a Oi cobre da FIXTI a regularização dos pagamentos e ela resolva de vez o problema. Os trabalhadores têm compromissos a saldar com seus salários e a empresa não vai compensá-los pelas eventuais multas. A FIXTI diz que a Oi não pagou a fatura.

No sábado, dia 8 aconteceu a segunda rodada do campeonato de futebol do Sinttel-Rio na Vila Olímpica do Salgueiro. A exemplo dos anos anteriores, o campeonato mobiliza os amantes do esporte mais popular do Brasil e reúne trabalhadores de todas as empresas de telecomunicações (operadoras e prestadoras de serviços, call center, rede e administrativo). Esse ano o campeonato conta com 28 times inscritos. Cada time tem 15 atletas, só aí somam 420 trabalhadores. Todos sindicalizados. O sucesso do campeonato está no envolvimento dos demais trabalhadores nas torcidas pelos times de sua preferência. Os organizadores incentivam o pessoal a levar os filhos, sobrinhos e demais familiares. Forme a sua torcida, junte a família e vá todos os sábados encontrar com os amigos e torcer pelo seu time. O jogo começa às 13h. Veja as tabelas do campeonato no Portal do Sinttel www. sinttelrio.org.br .

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Jornal do Sinttel-Rio nº 1368  

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