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Ação Mulher O Informativo da Trabalhadora em Ação Boletim informativo do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações no Estado de Goiás (SINTTEL-GO). Edição especial – 8 de março de 2014

Mulher

Digna de respeito e atenção, a mulher mostra que é capaz de desempenhar suas funções de maneira eficiente e, com isso, tem conquistado postos mais altos no mercado de trabalho. O setor de telecomunicações não foge a essa regra. Ocupando cargos distintos nas empresas de telefonia, as mulheres demonstram sua capacidade em desempenhar com esmero a função. Reconhecendo o valor dessas dedicadas mulheres, que dividem seu tempo entre o trabalho e os diversos afazeres cotidianos, o SINTTEL-GO convoca a classe feminina para também se fazer presente na luta pelos direitos da categoria.

Trabalhadora, parabéns por este dia e pelas vitórias obtidas. Junte-se ao seu sindicato para alcançar novas conquistas.

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O SINTTEL-GO luta pelos direitos da trabalhadora em telecomunicação Diretor Fagner Tavares

Uma nova política para mulheres Neste dia 8 de março o SINTTEL-GO se unirá, mais uma vez, a todas as trabalhadoras do setor de telecomunicações e teleatendimento para comemorar o Dia Internacional da Mulher. Essa data é muito prestigiada pelos sindicatos e entidades defensoras dos direitos da mulher pelo seu significado social, político e cultural. Ela também marca os percalços percorridos em prol da garantia das conquistas alcançadas. E, mais que isso, mostra que é possível somar esforços para combater os preconceitos, a discriminação, a desigualdade, a desvalorização e as injustiças que as mulheres ainda sofrem. Apesar dos avanços conquistados desde o incêndio criminoso que vitimou centenas de mulheres americanas, no dia 8 de março de 1857, e deu origem à comemoração da data, ainda há muito a melhorar. As mulheres ainda são vítimas de salários inferiores aos dos homens, de atos de violência, do trabalho precário, das jornadas de trabalho excessivas, da dupla jornada de trabalho, de insuficientes condições de assistência à saúde materno-infantil e da falta de creches. Por isso, a celebração dessa data é ideal para insistir na necessidade de aumentar a participação feminina nos órgãos de poder, na vida política, econômica, sindical, social e cultural. Nesse sentido o SINTTEL-GO tem promovido importantes políticas de valorização das mulheres, onde 40% de sua diretoria é formada por mulheres e entendemos a importância de continuar trabalhando para aumentar esse número. Ao longo dos anos o sindicato também tem levantado bandeiras importantes, ligadas diretamente à causa das mulheres e estamos empenhados em ações e projetos que beneficiam diretamente as mulheres, como a regulamentação da profissão de teleoperador (a), a licença maternidade de 180 dias, além de mantermos as conquistas do sindicato, firmadas por meio de Acordos e Convenções Coletivas de trabalho, como auxíliocreche, plano de saúde e odontológico, vales alimentação e refeição e outros. Tudo isso é o resultado da soma de esforços de trabalhadores que juntos lutam sonhando e sonham lutando por um mundo sem desigualdades entre homens e mulheres. Portanto, nas homenagens desse dia, estão vinculadas às reivindicações do seu sindicato, por melhores condições de trabalho, por melhores salários e benefícios, por uma vida digna e uma sociedade mais justa e igualitária.

Em 8 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Consagrada mundialmente por marcar a luta pelos direitos das mulheres, essa celebração teve origem no final do século 19, com movimentos grevistas espalhados por todo o mundo. No entanto, essa ação violenta não intimidou a luta por trabalho digno e decente. Ao contrário, fortaleceu os protestos e colaborou para a obtenção de direitos importantes para as trabalhadoras. Desde então, a realidade da mulher no mercado evoluiu bastante e apresentou muitas melhorias, especialmente relacionadas à jornada de trabalho e à concessão de direitos às mães trabalhadoras, como licença maternidade e auxílio-creche. O SINTTEL faz parte dessa história de conquistas, pois há mais de quatro décadas, luta incessantemente em prol das trabalhadoras em telecomunicações de Goiás! E para a diretoria é motivo de orgulho participar do crescimento do mercado feminino de trabalho. Porém, ainda há muito a ser conquistado, pois as discriminações de gênero na admissão de mulheres, bem como a remuneração diferenciada, ainda existem. E é nesse contexto que a atuação dos sindicatos ganha voz. Atualmente, trabalhadores recebem benefícios importantes, mas que não são previstos por lei, apenas por acordos e convenções trabalhistas, negociados pelas entidades sindicais, como auxílio-creche, vale-alimentação, planos de saúde e odontológico, seguro de vida, entre outros. A diretora do SINTTEL-GO, Eunice Pinheiro Brito Janeiro, destaca que essa luta precisa da participação e do engajamento dos trabalhadores. “A maioria de nossas cláusulas são conquistas do processo de negociação coletiva. As trabalhadoras lactantes precisam de condições especiais para a conciliação do trabalho e o cuidado com o filho. Por isso a diretoria está se empenhando em acrescentar essas cláusulas nas negociações coletivas, visando assegurar garantias já conquistadas em leis e buscar melhorias para a categoria e vigiando sempre para que as cláusulas importantes para os trabalhadores sejam sempre renovadas nos processos de negociação coletiva”, afirmou a diretora do SINTTEL-GO, Eunice Pinheiro Brito Janeiro. Em busca de mais benefícios para as trabalhadoras em telecomunicações, o SINTTEL tem intensificado suas ações para conquistar o aumento do período de licença maternidade de 4 para 6 meses, por meio do programa Empresa Cidadã – que prevê incentivos fiscais às organizações que aderirem à licença de 180 dias. Com esse objetivo, todas as pautas de reivindicações da categoria exigem esse benefício. Até o momento, o sindicato já conquistou a licença de 180 dias para as trabalhadoras da Oi, Claro e Vivo.

Fagner Tavares Diretor do Sinttel - GO

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O SINDICATO ESTÁ PRESENTE NO DIA-A-DIA DA MULHER

Mães da Atento receberam massagem relaxante oferecida pelo sindicato em 2013

A diretora Eunice B. Janeiro e a diretoria do SINTTEL-GO foram ao Congresso Nacional lutar contra PL da terceirização

Diretor Fagner Tavares, no centro, participa e apoia evento de saúde na Atento

Trabalhadoras da BT Call Center assinam abaixo-assinado pela regulamentação da profissão de teleoperador

Causa das Mulheres Negras Dandaras do Cerrado, contra a discriminação de raça e gênero, é defendida pelo SINTTEL-GO

SINTTEL-GO apoia evento voltado ao bem-estar e saúde dos trabalhadores da Atento

Direito seu: diretoria está engajada pela regulamentação da profissão de teleoperadores Apesar de reunir milhares de trabalhadores em centrais de atendimento em todo o país - sendo que as mulheres representam mais da metade dessa categoria - e hoje já se firmar como atividade de grande importância para a sociedade, a profissão de teleoperador ainda não é regulamentada. Isso impede a conquista de mais benefícios e a garantia de direitos básicos para os trabalhadores. Com o objetivo de sensibilizar os parlamentares sobre a necessidade dessa regulamentação, o SINTTEL-GO e os sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Telecomunicações (Fenattel) vão dar sequência a um abaixo assinado que será entregue na Câmara dos Deputados e no Senado, pedindo a votação do Projeto de Lei (PL) 2673, que regulamenta a profissão de teleoperador.

As assinaturas serão recolhidas na sede do SINTTEL-GO e nos próximos eventos que o sindicato promover nas sedes das empresas. O documento já reuniu milhares de assinaturas de trabalhadores, que foram entregues ao deputado responsável pelo projeto de lei, Jorge Bittar, por uma comissão de representantes sindicais dos trabalhadores em telecomunicações, coordenada pela Fenattel. Os diretores do SINTTEL-GO, Pedro Augusto Ferreira Novais, que também é representante da comissão nacional dos call centers em Goiás, e Fagner Tavares, integraram essa comissão. A comissão destacou ainda a importância da regulamentação da profissão e está empenhada em agendar uma nova reunião para também encaminhar esse pleito ao Senado, uma vez que aprovado na Câmara, o PL 2673 segue para o Senado. Além de regulamentar a profissão de teleoperador, esse projeto assegura, legalmente, melhores condições de trabalho e jornada de trabalho decente. Mas, para que o abaixo -assinado seja reconhecido, é imprescindível a coleta do maior número possível de assinaturas dos trabalhadores em call center´s. Da esq. pra dir. Dep. Jorge Bittar, Pedro Augusto, Dep. Marcelo Matos, Fagner Tavares, dir. do Sinttel-RN Iara Martins e dir. do Sinttel-Rio Ricardo Pereira em busca dos direitos dos teleoperadores

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A MELHOR FORMA DE CONQUISTAR SEUS DIREITOS É SABENDO MAIS SOBRE ELES Licença e salário maternidade: A licença maternidade prevista na Constituição é de 120 dias, podendo ser prorrogada por duas semanas antes e duas depois do parto, mediante atestado médico. Durante a licença, a empregada deve receber o salário, mediante requerimento na empresa, acompanhado de documentos que comprovem o nascimento. Se a trabalhadora tiver dois empregos terá direito ao salário-maternidade referente a ambos, isto é, receberá o valor dos seus dois salários somados.O Artigo 392-A da CLT também garante a licença-maternidade para mãe adotiva. Licença de seis meses: A lei nº 11.770/08 prevê, por meio do Programa Empresa Cidadã, a possibilidade de aumentar a licença maternidade de 4 para 6 meses, com incentivo fiscal para as empresas que concederem o benefício à mulher trabalhadora.O SINTTEL já conquistou esse benefício em algumas empresas e está tentando estendê-lo a toda a categoria, porém ele só é válido para empresas que têm interesse em aderir ao programa. Gravidez: A empregada grávida tem direito a ser transferida de função quando as condições de saúde o exigir, mas a função anterior será retomada logo após o retorno ao trabalho. Ela também tem direito a ser dispensada do trabalho pelo tempo necessário para a realização de, no mínimo, seis consultas médicas e demais exames suplementares. Aborto: Em caso de aborto, comprovado por atestado médico oficial, a mulher terá um repouso remunerado de duas semanas, ficando-lhe assegurado o direito de retornar à função que ocupava antes de seu afastamento.

PROBLEMAS FREQUENTES Assédio sexual: Superior hierárquico que usa essa condição com o intuito de obter vantagem sexual ou favorecimento sexual. As empresas que receberem denúncias de assédio sexual devem apurar os fatos e aplicarem as medidas cabíveis. Também devem promover regularmente palestras e campanhas de conscientização contra essa prática. Os trabalhadores em telecomunicações devem denunciar essas práticas ao SINTTEL-GO. Assédio moral: Conduta abusiva e antiética, por meio de palavras, gestos ou comportamentos, repetitiva ou cotidiana, que atente contra a integridade física ou psicológica do trabalhador e ameace a relação empregatícia ou degrade o ambiente de trabalho. Essa prática também deve ser denunciada ao SINTTEL-GO. Violência: Um importante direito garantido às mulheres é a lei Maria da Penha, n° 11.340/ 2006. Ela regulamenta os casos de violência doméstica e familiar praticados contra a mulher. Por isso, em caso de violência, procure a Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, ou as unidades móveis da Polícia Militar, ligando 190. Faça valer os seus direitos! Toda mulher tem direito a igualdade e dignidade. Os direitos trabalhistas também devem ser respeitados. Se isso não acontece na empresa em que trabalha, procure o SINTTEL! *Com informações da Revista da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços e da publicação Negociação de cláusulas relativas à equidade de gênero e raça, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Amamentação: O artigo 396 da CLT assegura à mulher dois intervalos especiais de meia hora, cada um, para que possa amamentar o filho, até que este complete seis meses de idade. Creche e auxílio-creche: As empresas devem conceder auxílio-creche, correspondente a um valor mensal para ajudar nas despesas com o internamento dos filhos em creches ou instituições análogas, conforme acordo ou convenção em vigor. Auxílio ao filho portador de Necessidade Especial: Auxílio nos gastos com medicamentos ou tratamentos do filho, com valor estipulado em Acordo Coletivo de Trabalho ou Convenção Coletiva de Trabalho.

Avenida Circular, Quadra 126 Lote 14, Setor Pedro Ludovico - Goiânia, Goiás CEP: 74823-020 Telefone: (62) 3227-7900 E-mail: contato@sinttelgo.org.br

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