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FILIADO À 3227-7900 sinttelgoto@uol.com.br www.sinttelgoto.org.br

CUT

Boletim Informativo do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações, Telefonia Móvel, Centros de Atendimentos, Call Centers (Centro de Atendimento a Distancia), Transmissão de Dados, Correio Eletrônico, Serviços Troncalizados de Comunicação, Rádio Chamadas, Telemarketing, Projetos, Construção, Instalação e Operação de Equipamentos e Meios Físicos de Transmissão de Sinal, Similares e Operadores de Mesas Telefônicas do Estado de Goiás

78/09 DATA:

28/10/2009

CLARO

EMPRESA APRESENTA PROPOSTA VERGONHOSA A proposta apresentada pela Claro durante a terceira rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2009/2010, no último dia 21, em São Paulo, foi inaceitável. A empresa propôs um mísero reajuste de 3,65%, o que corresponde a apenas 80% do INPC, para salários e pisos e o congelamento de benefícios. Diante desta oferta absurda, não restou outra alternativa senão a rejeição. O SINTTEL-GO e a Comissão Nacional de Negociações esperavam que a empresa apresentasse uma proposta digna, afinal a data base do ACT é 1 de outubro. A negociação já está atrasada e a empresa continua tentando ganhar tempo e vencer os trabalhadores pelo cansaço. A exemplo das campanhas anteriores, a Claro evidencia a intenção de reduzir gradativamente os benefícios. O reajuste “zero” para os auxílios alimentação e creche são uma prova disso. Benefícios sem reajuste A proposta da Claro foi de manter o valor do tíquete refeição em R$ 18, para as jornadas de oito horas, e R$ 16 para jornadas de seis horas, com exceção do Paraná e Santa Catarina, onde o valor do benefício é inferior e seria equiparado aos demais. Para o auxílo-creche ela tentou usar a mesma estratégia, fixando o valor de R$280, que já é vigente em quatro dos oito estados que fazem parte da Comissão. Com isso, apenas Rio de Janeiro e Espírito Santo teriam reajuste, pois também recebem um valor inferior de auxíliocreche. Com isso a Claro pretende dar continuidade à política de redução de benefícios iniciada no último ACT, quando baixou de sete para seis anos o limite de idade para concessão do auxílio-creche. Agora ela propôs reduzir ainda mais o tempo de pagamento da complementação dos benefícios de auxílio-doença e auxílio acidente de trabalho. GESTÃO 2009/2013 PARTICIPE! LUTE!

Plano de Saúde A discussão sobre o plano de saúde foi a mais demorada, pois a empresa mudou as regras de participação e custeio do plano, de forma autoritária e unilateral, sem qualquer negociação com o sindicato, gerando prejuízo total aos trabalhadores. Diante disso, a Comisão pediu que várias questões fossem bem esclarecidas e definidas neste acordo. Para isto solicitou que a Claro apresente um estudo detalhado com informações sobre os planos Bradesco Básico (Enfermaria) e Bradesco Quarto Nacional na próxima reunião. Foram solicitadas informações sobre valor de consultas e exames, direito a reembolso, pagamento para dependentes, valor dos descontos mensais referentes a exames e consultas, etc. Nova reunião Ao fim desta rodada de negociação foi agendada uma nova reunião para 13 de novembro, quando a Comissão irá apresentar a seguinte contra-proposta à empresa: * Reajuste salarial de, no mínimo, INPC integral para todos os trabalhadores, mais um adicional com ganho real; * Reajuste dos auxílios creche e alimentação pelo mesmo índice de reajuste dos salários (INPC integral) e equiparação nacional; * Nenhum corte ou redução de benefícios; * Auxílio-creche/pré-escolar para crianças com até sete anos, como inclusive ocorre na Embratel, que pertence ao mesmo grupo (Telmex); * Auxílio Babá para crianças na faixa etária de zero a três anos, conforme é praticado no Rio de Janeiro; * A empresa havia proposto antecipar parte do Programa de Participação nos Resultados (PPR) 2010, mas a Comissão não aceitou, pois o PPR é lucro e direito dos trabalhadores, por isso não deve servir como objeto de barganha na negociação salarial. Jornalista responsável: Aline Cruz


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