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15 ANOS DE LUTA ANO 15 Florian贸polis, dezembro de 2011 - n煤mero 188


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15 ANOS DE LUTA

O RODÃO

Florianópolis, dezembro de 2011

Empresas prometem “mundo de bondades” para novos empregados

Edição de 1998 mostra passado do sindicato, que se chamava Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores)

Onde tem sindicato de luta, a vida é melhor Por que será que existem tantas Em Araranguá, estamos no pridiferenças de salários e condições meiro mandato de uma diretoria de trabalho entre a categoria dos sem pelegos. Em apenas dois anos trabalhadores do transporte? o vale alimentação aumentou de Elas só existem por causa da R$ 86 para R$ 220 e, neste ano, a divisão de nossa categoria em vá- categoria teve o maior aumento rios sindicatos, que em sua gran- salarial em todo o Estado. de maioria são Infelizmendominados Maiora das regiões de te, na maioria por pelegos das regiões de Santa Catarina ainda são que não orgaSanta Catarina, nizam nossa dominadas por sindicaos sindicatos luta, permiainda são dotos pelegos na categoria tindo muita minados por liberdade aos dos rodoviários pelegos, que patrões. ficam mais Em Flode 20 anos se rianópolis a aproveitando e categoria despertou em 1996, nada fazendo pela categoria. tomando o sindicato da mão dos Eles tem os menores pisos pelegos e oportunistas. De lá para salariais, permitem diferenças cá a vida mudou muito, felizmente salariais entre empresas de uma para melhor. mesma base sindical, permitem Em Blumenau a categoria saiu que os patrões explorem como das mãos dos pelegos há 5 anos. querem seus trabalhadores. Lá se trabalhava até 14 horas num Nesses lugares, os sindicatos só dia e não tinha sequer vale ali- estão ao lado dos patrões, o que mentação. Com o novo sindicato acontece com 15 entidades de muita coisa já mudou. trabalhadores no transporte rodo-

viário de Santa Catarina.

Bons acordos não caíram do céu nem foram doações

Ao contrário do que se ouve das empresas, todos nossos ganhos não foram concedidos pelos patrões, mas são patrimônio da nossa luta coletiva. Isso não significa que esteja tudo maravilhoso e nada mais precisa ser feito. Para chegarmos até aqui, fizemos muitas paralisações e greves. Foram inúmeras reuniões nos locais de trabalho, nas estocagens e aterros do Centro de Floripa. Vários companheiros perderam seus empregos, muitos foram presos, muitos apanharam em confrontos com policiais a serviço dos patrões. Leia nas próximas páginas a história da nossa categoria nos últimos 15 anos, que transformaram a categoria dos motoristas e cobradores de ônibus da Grande Florianópolis numa das mais combativas e reconhecidas do Brasil.

Os patrões do transporte continuam se aproveitando das nossas conquistas para passarem a imagem de bonzinhos. A cada novo trabalhador ou trabalhadora contratada, é dito que a empresa oferece um dos melhores salários do Brasil, com vale alimentação de R$ 380. É dito que a empresa oferece valorização do trabalhador por tempo de serviço (biênio), gratificação semestral pelo lucro (PLR), que a jornada de trabalho é boa, entre outros ganhos e benefícios que temos em nossa base. Na cara dura, os patrões apresentam as condições de trabalho e de remuneração como algo oferecido como se fosse bondade deles, como se eles concedessem essas condições melhores por vontade própria, por serem bonzinhos. Então patrão só é bonzinho na Capital? Só tem patrão explorador no interior de SC? Pura enganação. É preciso reestabelecer a verdade para esse grande número de companheiros e companheiras que estão há menos tempo fazendo parte da categoria. Na verdade, o que os patrões dizem em suas empresas nada tem a ver com a realidade, porque eles nunca concederam nada, e tudo é conquista da categoria organizada e dirigida pelo Sintraturb. Ao mesmo tempo vamos “refrescando a memória” dos mais antigos na categoria e solicitando a eles que ajudem a contar a nossa história aos mais novos, para não deixar que o patrão consiga enganálos e afastá-los de nossas lutas. Essa é a função de O Rodão e do Sintraturb: informar com transparência, reviver os fatos históricos da nossa categoria e impedir que a conversa mole dos patrões engane nossos companheiros e companheiras. É por isso que estamos aqui. Aproveite a leitura e vamos à luta!


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Nos primeiros anos, a reconstrução do sindicato >> Pequenas obras pós enchentes são usadas para propagandear candidatos ligados ao Prefeito Florianópolis Em 1o de dezembro de 1996, toma posse no sindicato uma diretoria nova, originada num grupo de trabalhadores que se revoltou com tanta roubalheira e sacanagem. Eles botaram a pelegada para correr. O nome do nosso sindicato era SINDIMOC – Sindicato dos Motoristas e Cobradores. O restante da categoria não interessava e nem era considerado. O começo foi ainda mais difícil. O sindicato não tinha nada. As contas em banco fechadas por mais de 100 cheques emitidos sem fundo, não tinha sequer registro dos sócios, nem um computador decente, não tinha veículos e mais da metade da sede pertencia a outro sindicato. Na verdade, funcionava numa casa velha no alto da rua Ângelo Laporta. Dentro tinha uma meia dúzia de mesas e cadeiras velhas. Numa casa anexa tinha um consultório

médico e um gabinete odontológico com equipamentos defasados e sem manutenção adequada. A cada mês, a diretoria ia nas filas de pagamento, que se formavam nos pátios das empresas, para arrecadar dinheiro e poder pagar as contas mínimas do sindicato. Então, cada um contribuía com o que tinha ou queria dar. Se o dinheiro arrecadado não cobrisse as despesas do mês, alguns sindicatos da cidade faziam empréstimos ou doações de recursos financeiros para pagar salários, energia elétrica, água, entre ouutros. Por isso somos eternamente gratos aos sindicatos dos bancários, servidores públicos estaduais, servidores do INSS, da Celesc, da Casan, trabalhadores dos Correios, entre outros. Por outro lado, a categoria não confiava no sindicato, porque desde a sua fundação sempre foi ocupado por uma pelegada que não representava os trabalhadores e trabalhadoras. Nosso sindicato era mais uma sala das empresas e os diretores se utilizavam do patrimônio da entidade para obter benefício próprio.

Assembleia lotada durante campanha salarial de 1997

Paralisação em fevereiro e greve em maio de 1997 Sobrevivíamos com uma jornada de trabalho de oito horas e não havia nem vale alimentação. Três meses depois da posse, em Fevereiro de 1997, houve a primeira paralisação, feita no Terminal Cidade de Florianópolis. O motivo da movimentação se deu porque as empresas estavam descontando uma montanha de multas em cima dos trabalhadores, que não tinham sequer direito a defesa. Era pagar ou

rua. Sem falar da falta de estacionamentos e muitos outros problemas.Em seguida, começou a campanha salarial. Sem proposta decente e acordo digno, a categoria decidiu, em uma assembleia histórica, entrar em greve no dia 8 de Maio de 1997. Os patrões não acreditavam na possibilidade de greve. Intimidavam e ameaçavam a galera na cara dura. De nada adiantou. A categoria estava indignada e foi a luta pela redução da jornada de trabalho. Acabou saindo com isso e muito mais.

A primeira grande vitória: redução da jornada Era o início do governo da Prefeita Ângela Amin. Em dois dias de greve a cidade virou um caos. Os patrões tiveram que negociar. Conquistamos o INPC (6%) e mais aumento real de 4%, totalizando 10% de aumento salarial. A principal reivindicação foi conquistada: redução da jornada de oito horas, com duas horas de intervalo, para 6h40, com intervalo de 20 minutos. Ou seja, a categoria ficava 10 horas por dia a disposição das empresas sem hora-extra. Depois da greve, esse tempo diminuiu para 7 horas. Essa greve conquistou o vale alimentação, no valor de R$ 30,00

por mês e garantiu a permanência luta e de organização sindical e da Participação nos Lucros (PLR), política. que os patrões queriam tirar. Quando os patrões falam na Veio também o compromisso jornada menor, do maior salário dos pade SC e do tíquete alimentrões em Em dois dias de gre- tação que hoje está em R$ assumir 380,00, devemos lembrar ve, categoria conquiso SEST/ que uma greve arrancou SENAT, tou 4% de aumento a jornada de 06h40, que colocanfoi uma greve que garanreal do retiu a implantação de vale cursos alimentação. financeiros para custear a maior E devemos lembrar que foi parte das consultas médicas e com muita luta e várias greves odontológicas. que arrancamos os aumentos e Mas a grande vitória foi a cate- a unificação de valor de vale aligoria mostrar a sua força para mentação, porque os patrões se os patrões e para a cidade. Foi o negavam a pagar para o pessoal começo de um trabalho que nos de oficina, garagens, agentes de transformou numa referência de terminal e outras funções.


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Sindicato era dos patrões e não havia jornal da categoria >> Unidos Venceremos foi o primeiro boletim das gestões de luta, publicado em 1996. Publicação deu origem ao O Rodão Florianópolis

Imagem histórica mostra dirigentes do sindicato em frente à sede do Sindimoc (hoje Sintraturb), após vitória contra os pelegos

Tudo isso começou com a tomada do sindicato das mãos de uma pelegada nojenta e traidora, que desviava o dinheiro e fazia acordos conforme os interesses dos patrões. Um grupo da categoria, (auxiliado por outros sindicatos, advogados e militantes políticos sérios de nossa região) afastou a pelegada e tomou posse no sindicato no dia 1o de Dezembro de 1996. No dia 5, publicou o primeiro jornal, chamado Unidos Venceremos. Convocava a categoria para

a primeira assembleia séria e para ocupar a sede do sindicato, que estava fechada e acorrentada pelos pelegos que não queriam entregar as chaves e entraram na justiça. Com apoio da categoria romperam-se as correntes Foi desse jornal, Unidos Venceremos, que a nasceu O Rodão, a partir do mês de abril de 1997. Com novo visual e planejamento editorial, lançamos a campanha Quem leva nossa gente merece uma vida decente, porque a prefeita da época, Ângela Amim, usava a frase “nossa gente” o tempo todo, falando em nome da “nossa gente”. A partir daí começamos toda uma luta em defesa de nossas reivindicações, em defesa dos cobradores e cobradoras, que estavam ameaçados em seus empregos com os primeiros testes para adoção das catracas eletrônicas em Florianópolis.

Manel & Morcego na luta contra o desemprego Florianópolis A partir de 1998 até 2002, foram realizadas 152 reuniões semanais entre os patrões e Núcleo de Transportes do Governo de Ângela Amim. Nunca fomos ouvidos. Jamais tivemos atendidos nossos pedidos de audiência com a prefeita. O Sistema Integrado estava sendo implantado, os terminais sendo construídos, as catracas sendo instaladas nos ônibus. A prefeita não cumpriu o que tinha prometido para a categoria, a jornada de 6 horas e para a cidade. Foi quando criamos o Jornal do Ônibus para dialogar com a sociedade em toda região metropolitana. Nele apontávamos que os Tilasca Cidadão desassistido estavam sendo construídos

para manter o monopólio de cada empresa em sua região, que o povo ia ficar mais tempo nas baldeações, que ficaria mais inseguro e demorado o sistema de transporte que estavam construindo. Continuamos nossa campanha pública, criamos o Fórum em Defesa do Transporte Público, que funcionou por mais de 3 anos com mais de 30 entidades sindicais e comunitárias, partidos políticos, organismos como a OAB e as pastorais da igreja católica. Foi o momento do combate ao

lado do povo contra a sacanagem que virou o transporte com a implantação do sistema integrado, em 3 Agosto de 2003. Mas nossa principal luta foi a garantia da permanência dos cobradores. Criamos os personagens de tiras de quadrinhos, Manel & Morcego, que representavam

trabalhadores do transporte e discutiam como enfrentar o demonho da catraca devoradora de empregos. Neste ano, com nossa luta, tivemos, também, um outro grande avanço: conquistamos o pagamento do tíquete alimentação nas FÉRIAS.


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Em 2008, greve pela participação nos lucros

>> Patrões foram ao ataque para tirar nosso direito a participação nos lucros e resultados

custos inviáveis. Essa discussão dificultou toda negociação e entramos em greve. Os pontos de conflito foram se resolvendo, mas mantivemos a greve até que os patrões aceitassem uma forma jurídica que Florianópolis mantivesse intocado a forma e o valor de pagamento da PL. Depois de alguns anos em que Eles tiveram que aceitar, a fizemos paralisações e greves greve terminou e a PL virou PLR mais curtas, lutando por aumen- (Participação nos Lucros e Retos salariais, igualdade do vale ali- sultados). mentação para todos, entre outras É que os patrões não se concoisas, em 2008 nos vimos diante formam com esta cláusula. Tudo de uma situação de ataque dos porque a PL foi colocada, patrões novano início dos mente. anos 1990, D e s s a ve z a Patrões tentaram tirar em troca da tentativa deles a PLR quando INSS quis jornada de 8 era de extinguir a horas por dia. Participação nos regularizar cláusula que Isso foi aceito Lucros (PL). prevê o benefício pelos pelegos Eles inventaque estavam ram um “bicho no sindicato na papão” por uma época. coisa simples. Quando nós Em função do INSS exigir nova recuperamos às 6h40 na greve forma jurídica para a cláusula de 1997, eles quiseram tirar a PL, da PL, os patrões quiseram se porque ela só valia para a jornada “espertar” e retirar esse nosso maior. direito. Mas com a greve forte ninguém Eles diziam que não poderiam aceitou a retirada da PL e eles mais pagar porque o INSS queria tiveram que engolir mais essa: taxar os valores, o que tornaria os diminuir a jornada e manter a PL.

Mobilização para manter os cobradores Alguns anos antes, em 2003 e 2004, travamos grandes lutas, fizemos 2 greves e várias paralisações para garantir nossas conquistas históricas e avançar em outros direitos. Mas a principal motivação dessa luta toda e das mobilizações foi a manutenção dos postos de trabalho dos cobradores.

Sabemos que os patrões e os políticos oportunistas a seu serviço não descansam. Eles insistem em colocar o emprego dos cobradores em risco a cada ano, alegando que essa é a maior causa do preço absurdo das tarifas. Em 2012, não será diferente: precisaremos de toda a força da categoria para continuar mantendo o emprego de mais de mil cobradores no sistema de transporte da Grande Florianópolis.

Mobilização em frente ao TICEN em 2003 contra demissão dos cobradores


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Em 2009, “seu Figueirinha” vem ajudar os patrões >> Campanha publicitária da Prefeitura pretendia convencer população sobre demissão dos cobradores Florianópolis Em 2009 os patrões e o recém empossado vice-Prefeito e Secretário de Transportes de Florianópolis, João Batista Nunes, deram entrevistas na imprensa novamente falando em diminuir o número de postos de trabalho dos cobradores, assim possibilitando uma tarifa menor para o povo. E os patrões contrataram uma campanha publicitária milionária onde o “seu Figueirinha” (personagem da Globo representado pelo ator Sérgio Loroza) fazia propaganda do “excelente” transporte público de nossa região e dizia que precisava melhorar mais ainda. Por “coincidência”, durante a propaganda dos patrões, um funcionário público da Secretaria de Transportes, também em entrevista na imprensa, chegou a apresentar um “estudo” d e q u a n to a tarifa poderia baixar sem

cobradores(as). Nós sem muito dinheiro, pegamos a “Marinetee”, a empregada do seu Figueirinha no seriado da TV. Com a voz dela no carro de som do sindicato e em chamadas de rádio, fomos enfrentando e desmentindo a campanha milionária dos patrões. Ter muito dinheiro é importante para disputar a opinião pública. Mas nós, mesmo sem dinheiro, temos a verdade e sofremos junto com o povo esse vergonhoso sistema de transporte. Ganhamos! Foi uma campanha difícil e até dramática para nossa categoria: vocês lembram que entramos em greve, ficamos 2 dias parados e voltamos a trabalhar sem nada? É, foi duro! Assembleia com 2 mil companheiros, uma grande pressão sobre todos nós, a juíza veio com segurança fiscalizar a greve, helicóptero e polícia de choque o tempo todo sobre a gente. A imprensa comercial dando pau na gente e jogando a população contra; Mas a diretoria do sindicato teve maturidade, experiência e coragem revolucionárias. Com lágrima nos olhos a direção de nosso movimento defendeu a volta naquele momento. Vocês lembram que, com o brilho da confiança nos olhos a direção de nosso movimento chamou a categoria novamente para a greve? É, poucos dias depois, já com outra estratégia para enfrentar os patrões e os seus governos (municipais e o estadual), retomamos nosso movimento. Foram mais três dias de greve, ainda mais forte e organizada que a primeira, até que o prefeito da Capital teve que vir na nossa barraca de luta às três horas da fria madrugada daquele mês de julho. Ele nos apresentou uma nova proposta, com ganhos financeiros, com a garantia da permanência dos cobradores, entre outras conquistas.Foi uma suada, porém merecida, vitória.


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Nossa vitória se estende por 2010 e 2011 Florianópolis O ano de 2009 foi tão importante que gerou consequências nos dois anos seguintes. Em 2010 e 2011, sem a necessidade de greve, fechamos bons acordos. Tivemos avanços em várias cláusulas, além de aumentos reais de salário e vale alimentação. O impacto de nossa greve e a discussão gerada na sociedade foi tão grande e tão negativa para os patrões e governantes, que eles resolveram não nos enfrentar nos anos seguintes. E essa é a maior vitória. Segundo um famoso livro de conhecimento e ensinamento dos orientais, A Arte da Guerra a maior vitória numa guerra é aquela conseguida sem perder nenhuma vida e sem disparar um só tiro. É por isso companheiros, que nós consideramos a categoria vitoriosa ao longo destes 15 anos. Nós conquistamos uma vida melhor. Veja na tabela ao lado uma comparação entre os salários e condições de trabalho entre os motoristas do urbano na capital, em Itajaí e em Joinville, para saber as diferenças de qualidade de vida entre os companheiros rodoviários do resto do estado. Veja também alguns dos direitos e benefícios que conquistamos nesses 15 anos de luta. Nós conquistamos, patrão nenhum nos deu nada!

Compare com outras cidades

+

$ Capital

Itajaí Joinville

Salários

Vale alimentação

R$ 1.517,78

R$ 380,00 Inclusive nas férias, com nenhum desconto em folha

R$ 1.180,00

R$ 180,00 Empresas fazem desconto de 10% do valor em folha e não é pago nas férias

R$ 1.139,00 O salário sobe para R$ 1.180 nas linhas intermunicipais

R$ 180,00 Empresas fazem desconto de 10% do valor em folha e não é pago nas férias

Jornada de Trabalho 6h40 min

Outras diferenças Biênios

máximo de 1 hora de intervalo + horas extras de 63%

Adicional de 2% no salário a cada dois anos + Participação nos Lucros de 30% do salário por semestre

8 horas

Cobradores

Intervalos podem ser maiores que duas horas, dependendo da linha Banco de horas

8 horas Intervalos podem ser maiores que duas horas, dependendo da linha + Hora Extra de 50%

Sistema está eliminando os cobradores. Nada de participação nos lucros nem adicional por tempo de serviço

Cobradores Sistema não possui cobradores desde 2001. Motoristas acumulam a função. Nada de participação nos lucros nem adicional por tempo de serviço

Patrões nunca deram nada, fomos nós que conquistamos >> Jornadas menores >> Vale alimentação para todos e todas, com valores igualitários e pagos também nas férias >> Serviço médico e odontológico do SEST/SENAT >> Biênio (2% para cada 2 anos trabalhados na mesma empresa) >> PLR – Participação nos Lucros e Resultados equivalentes a 30% do piso salarial por semestre >> Intervalos menores, de 30 a 60 minutos >> 2 avisos para quem tem mais de 5 anos na mesma empresa >> Hora extra de 63%, quando pela lei é 50% >> Respeito dos patrões e da sociedade >> Caixa suficiente para sustentar nossas lutas >> Sede social acolhedora e cada vez melhor >> Sede administrativa própria, decente e confortável para todos(as) nós >> Infraestrutura necessária para a luta Nós conquistamos, patrão nenhum nos deu nada!


O RODテグ

CADERNO ESPECIAL

www.sintraturb.com.br

ANO 15 Florianテウpolis, dezembro de 2011 - nテコmero 189

Caderno Especial 15 anos  

Caderno Especial de 15 anos do jornal O Rodão

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