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Ano 14 - Número 04 Natal, Abril de 2013

SintrAjurn se reúne com presidencia do trt

Em pauta a situação das Varas do interior do rn

Contribuição de servidores beneficia famílias de filhos autistas PÁ­GI­NA­8

Espaço do Servidor Sintrajurn e Perfil com a Seamo Amatra21 em diálogo

de um servidor

PÁ­GI­NA­8

PÁ­GI­NA­5

Acesse nosso site: www.sintrajurn.org.br

De vendedor de “sonho de noiva” a servidor do PÁ­GI­NA­7 TRT.


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Natal, Abril de 2013

EDI TO RIAL 7 horas de expediente-

Charge

vão e vem, não em vão Janilson Sales de Carvalho passam a sessenta. Por que discutir Coordenador Geral do Sintrajurn qualidade de vida se na prática a vida é excluída? Existe qualidade de traOswald de Andrade soube como balho e é ele que interessa aos tribunais. ninguém revelar as sutilezas da pasVale lembrar que é ponto de pauta sagem do tempo. No poema "Relógio" dos servidores do Judiciário federal o ele nos diz: As coisas são, As coisas expediente de 6 horas. Bandeira imvêm, As coisas vão, As coisas Vão e portante, já conquistada por outras vêm, Não em vão, As horas Vão e vêm, categorias. Enquanto não vem, disNão em vão. Coisas e horas indo e vin- cutamos sete horas. Com as sete, terdo, como ondas existenciais. O tempo emos em acréscimo o tempo de trajehoje é algo escorregadio e temerário. to, assim, o tempo destinado ao traRecurso não renovável na vida e no balho cai para 45 horas na semana. O trabalho. Para alguns é dinheiro, prin- servidor terá 15 horas a mais para recipalmente, para o patrão. O tempo solver questões pessoais, cuidar da não se resume ao expediente ou a sessão família e, talvez, lazer. Podemos comde cinema. Ele está no putar isso como gantrajeto, na espera, no inho de qualidade de vitervalo, na vida. da. Se o servidor está O stress e a O CNJ na Reso- ansiedade de cumprir bem, o trabalho tamlução 88, de 20 de abril bém estará. Casos horários são de 2010, após diversas omissos serão resolviconsiderações, deterdos pelos adminindigestos para mina em seu Art. 1º A qualquer ser humano istradores diretos. jornada de trabalho Enquanto lutamos dos servidores do por seis horas, expePoder Judiciário é de 8 horas diárias e diente que realmente denota quali40 horas semanais, salvo se houver dade de vida, tentemos conviver com legislação local ou especial disci- as sete. Uma convivência de complinando a matéria de modo diverso, promisso com o trabalho e com a vifacultada a fixação de 7. Esta segunda da de cada um. A adoção de oito hoparte merece atenção. O poeta já afir- ras não altera o perfil da produtivimou que as horas vão e vem, não em dade e acrescenta mais ansiedade e vão (a rima é proposital). Com o trân- cansaço à rotina do servidor e, natusito frenético de hoje, uma ida em casa ralmente, o adoecimento, o afastapara almoçar é ato insano. O stress e mento, e mais trabalho para outros a ansiedade de cumprir horários são servidores. indigestos para qualquer ser humano A batalha na vida e no trabalho é a (outra rima). O tema "qualidade de mesma em Natal, Mossoró, Macau, ou vida", amplamente discutido nos tri- qualquer outra cidade. Por que horas bunais, não considera essa tortura em vão, dias em vão, vidas em vão? Por diária nas avaliações de saúde. Assim, que não estabelecer um horário que o servidor ao final do dia terá cumpri- possibilite um atendimento eficiente do: 8 horas de serviço, 2 horas, de in- ao público e uma vida equilibrada ao tervalo e ansiedade, e mais uma ou d- servidor? Correição para que o tempo uas horas de trajeto. Teremos algo não transcorra em vão e para que a vipróximo a 12 horas destinadas ao tra- da não tenha sofreguidão (rima balho. Então na semana as 40 horas necessária).

Permutas

Aline Rodriguez Técnico judiciário / TRT18 - Lotada em Goiânia Permutar para TRT5 - aceito interior Fone: (62) 8606-5494 aline.rodriguez@trt18.jus.br

Geovane Mendonça Analista Judiciário, Área judiciária / Superior Tribunal Militar (STM), Brasília-DF Permutar para Justiça Federal, Eleitoral ou Trabalhista em Natal Fone: (61) 3313-9483 geofm30@gmail.com Sunia Cristina Analista Judiciária (Área judiciária) / TJ/PB (João Pessoa- vara criminal) Permutar para qq tribunal com lotação em Mossoró/RN Fone: (83) 8703-5958 / (84) 8843-6723 / 9993-4045 sueniacristina@hotmail.com Juacilio Pereira Lima Téc. Judiciário - Segurança Judicário / TRE/PR - Curitiba Permutar para Brasília/DF Fone: (61) 9654-3226 juacilio@gmail.com

Luzia Mariano de Almeida Técnico Judiciário / TRE/SP Permutar para Goiás - qualquer cidade Fone: (11) 3222-1098 lmarianodealmeida@yahoo.com

Aureliano Silva e Silva Téc. Judiciário/TRT 5ª Região - Salvador/BA Permutar para TRT 20ª Região - Aracaju/SE Fone: (71) 9191-7424 e (71) 3033-2608 aureliano1966@hotmail.com Edneia Silva dos Santos (Redistribuição) Analista Judiciário - Área Administrativa / TRT 11ª Região Permutar para Natal (TRT, TRE, JF Fone: (92) 3621-7372/ 9985-4843/ 8240-5265 edneia.santos@trt11.jus.br Giovana Cristina Ghiselli Analista Judiciário - Área Judiciária/TRT 02 Permutar para TRT 15 Fone: (14) 9799-1353 gighiselli@hotmail.com Luana Analista Judiciário / TRT 14ª Região Permutar para TRT 24ª Região ou TRT 23ª Região Fone: (69) 8114-7026 (TIM) luana.ueti@gmail.com

O Bedelho

ÓrGÃO inFOrMAtiVO DO SintrAjurn Rua Pe. Tiago Avico, 1815, Candelária, Natal/RN, CEP 59065-380 - Telefax: 3231-0152 e-mail: imprensa@sintrajurn.org.br Coordenadores­Executivos­

Coordenadores­Gerais­do­SIN­TRA­JURN­ Janilson Sales de Carvalho (TRT) Francisco Clayton Araújo da Silva (JFRN) Pedro de Figueiredo Lima Neto (TRE)

Carlos Roberto Pinheiro (JFRN), Francisca das Chagas Gomes (TRT), Fábio Maroja Jales Costa (TRT), Silvana Costa Gruska Benevides (JFRN), Elias Alves de Sousa (TRE), José Roberto Pinheiro (TRE)

Coordenadores­de­Finanças Wilson Barbosa Lopes Kelson Guarines dos Anjos (TRT) Carlos Anacleto da Silva (TRT)

Francisca Lima Fernandes (TRT), Paulo Marcelino da Silva (JFRN), Maria Missilene Martins Silva (TRT) Valdeir Mário Pereira (TRE), Jerônimo Batista Davi Filho (TRT)

Jornalista­Responsável Leane Fonseca - DRT 701

Diagramação Edilson Martins - RN00033DG

Coordenadores­Suplentes­

Revisão Cássia Maria Oliveira

Tiragem 1.200 exemplares

Os artigos assinados publicados em O BEDELHO não refletem necessariamente a opinião do jornal ou da diretoria do Sindicato, sendo de responsabilidade dos autores. Os textos para esta seção, com no máximo 25 linhas de 70 toques e os das colunas, devem chegar ao Sindicato impreterivelmente até o dia 15, sob pena de não serem publicados na edição do mês.


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Natal, Abril de 2013

Jurídico

Dr.­Guilherme­Carvalho juridico@sintrajurn.org.br

Fones: (84) 3231-0152 / 9982-9170

Isonomia Auxílio-Creche Já foi ajuizado o primeiro lote de ações que visam a equiparação dos valores pagos a título de auxílio-creche pelos Tribunais Regionais com os pagos pelos Tribunais

Superiores. Como a tramitação dos processos junto aos Juizados Especiais Federais é relativamente rápida, acreditamos que em breve teremos notícias acerca da matéria.

PSS sobre juros de mora dos quintos Também ajuizamos as primeiras execuções provisórias, individuais, relativas a restituição do PSS descontado sobre os juros de mora pagos no processo dos Quintos interposto pelo SINTRAJURN. Ressaltamos que tais exe-

cuções só terão efeito definitivo quando do transito em julgado do processo, principal interposto pelo sindicato, o qual ainda está no TRF 5ª aguardando o exame de admissibilidade do Recurso Especial interposto pela União Federal.

Isonomia do Vale-Alimentação Todos os processos, relativos à isonomia do ValeAlimentação, patrocinados pelo Jurídico do Sintrajurn foram vitoriosos junto à Egrégia Turma Recursal do JEF, porém diante dos novos recursos manejados pela AGU, consistentes em pedidos de Uniformização de Jurisprudência junto à Tur ma Nacional de Unifor mização dos Juizados Especiais e Recursos Extraordinários junto ao Supremo Tribunal Federal, inclusive

com pedido de repercussão geral, acreditamos que não teremos um desfecho em curto prazo. Pedimos, portanto, que os ser vidores que ingressaram com as ações continuem acompanhando as notícias junto ao site do SINTRAJURN, assim como aqueles que ainda não fizeram, aproveitem para dar entrada nas suas respectivas ações, elas continuam sendo regular mente promovidas pelo jurídico do sindicato.

Notícias da Justiça Federal Servidores da JF poderão receber licença-prêmio em dinheiro na aposentadoria O Colegiado do Conselho da Justiça Federal, em sessão realizada no dia 25 de março decidiu, por unanimidade, revisar a Resolução 5/2008 para permitir que os servidores do Conselho e da Justiça Federal possam converter em pecúnia, por ocasião da aposentadoria, os períodos de licençaprêmio não gozados. De acordo com a norma que estava em vigor, o servidor somente poderia converter os períodos de licença-prêmio em pecúnia caso comprovasse o indeferimento, pela administração, da fruição do

benefício. O relator do processo administrativo e presidente do Conselho, ministro Felix Fischer, informou em seu voto que a Assessoria Técnico-Jurídica se manifestou a favor da alteração normativa, que já foi disciplinada no mesmo sentido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ainda segundo a decisão do Colegiado, o servidor terá até cinco anos após a data da aposentadoria para pleitear a conversão do benefício. Fonte: Conselho da Justiça Federal

Juiz Federal Janilson Bezerra assume direção do Foro da JFRN A Justiça Federal do Rio Grande do Norte tem um novo gestor. O juiz federal Janilson Bezerra de Siqueira, titular da 4ª Vara Federal, assumiu a Direção do Foro para o biênio 2013-2014. O magistrado atuava como vice-diretor na gestão anterior. A escolha do novo titular foi feita pelo pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. "Assumo a direção do Foro da Justiça Federal do Rio Grande do Norte com alegria, mas consciente do desafio. O

Judiciário Federal hoje já está presente em quatro municípios polos do Estado, além da capital. E no próximo ano já teremos a inauguração de uma nova Vara, na cidade de Ceará-Mirim", destacou o novo Diretor do Foro, chamando atenção ainda para o importante comprometimento de Juízes Federais e Servidores com a causa do bem servir, com agilidade e eficiência, a toda população do Rio Grande do Norte. Fonte: Comunicação da JFRN

Justiça Federal amplia estrutura da sede em Mossoró, obra será entregue dia 19 A Justiça Federal do Rio Grande do Norte recebeu oficialmente, no dia 19 passado, a obra de ampliação do prédio da Subseção de Mossoró, onde estão instaladas três Varas Federais. A obra de ampliação oferece melhor adequação para o funcionamento da 8ª Vara, 10ª Vara e 13ª Vara. As novas instalações também dispõem de espaço para a instalação de um miniauditório, de uma sala de treinamento e de um posto de atendimento bancário. "A Subseção da Justiça Federal em

Mossoró passa a contar com uma estrutura mais adequada, garantindo comodidade a todos que dela precisam", afirmou o Diretor do Foro da JFRN, Juiz Federal Janilson Bezerra de Siqueira. Já a Diretora da Subseção, Juíza Federal Cíntia Brunetta, afirmou que, com a ampliação agora finalizada, a Justiça Federal de Mossoró terá condições de atender com mais qualidade aos jurisdicionados, reafirmando sua condição de maior pólo da Justiça Federal do interior do Rio Grande do Norte. Fonte: Comunicação da JFRN


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Sintrajurn vai ao interior e ouve descontentamentos dos servidores FOTOS: ROSiNEiDE PEREiRA

O Sintrajurn realizou no dia cinco de abril passado uma visita ordinária às Varas de Trabalho localizadas no interior do Estado nas cidades de Macau e Mossoró, ocasionada pela insatisfação dos ser vidores após as últimas correições realizadas naqueles locais, com resultados rígidos e cobranças de responsabilidades e ações de ser vidores, por problemas que se acumulam anos após anos. Os ser vidores solicitaram a presença do sindicato que foi representado pelo coordenador geral Janílson Sales de Carvalhos e pelos coordenadores Fábio Maroja, Francisca Gomes e Wilson Barbosa Lopes além do ser vidor do TRT Roberto Correia de Oliveira. Os diretores do Sintrajurn ouviram os relatos dos ser vidores das duas Varas de Macau, com preocupação. "Foi excelente nossa viagem porque sentimos de perto os problemas sofridos pelos ser vidores após ouvir opiniões, reclamações e argumentos", disse Fábio Maroja. O Sintrajurn compreende que a situação das Varas de Macau é preocupante, mas que além da culpa individual de cada ser vidor, há a culpa institucional que não pode ser desconsiderada para que se chegasse à situação atual. Em Mossoró, mesmo com ser vidores mais experientes do que os de Macau, estes compreendem também que houve uma avaliação linear por parte dos advogados e da Corregedoria quanto à situação da 1ª e 2ª Varas em comparação com a 3ª Vara, tida como exemplo de eficiência. As duas primeiras sofrem com a alta rotatividade de ser vidores, falta de cursos de qualificação e capacitação por par te do TRT, dentre outros aspectos que dependem da administração do TRT. "É preciso que o Tribunal ofereça a contrapar tida. O cer to é ensinar a pescar o peixe, e não cobrar o peixe sem ensinar antes", avaliou Wilson. A 3ª Vara de Mossoró, a única elogiada pela correição e pelos advogados, o que acabou criando um certo clima de descontentamento com os servidores das outras Varas. O Sintrajurn avalia que é preciso entender que a 3ª Vara de Mossoró foi instalada em torno de 30 anos depois da primeira e cerca de 10 anos após a 2ª, consequentemente, o acúmulo de processos nestas últimas é bem superior, fator que deveria ser ponderado nas Correições e pelos advogados que militam na Justiça do Trabalho em Mossoró. "Foi muito proveitosa esta viagem, além de ouvirmos os servidores, nos apresentamos aos recém-chegados e estreitamos o laço entre o sindicato e a categoria", finalizou Janilson.

Servidores da Vara de Macau

Servidores das 1ª e 2ª Varas de Mossoró

Servidores da 3ª Vara de Mossoró


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Após visitas às varas do interior, Sintrajurn conversa com presidência do TRT FOTO: ROSiNEiDE PEREiRA

Os coordenadores do Sintrajurn, Fábio Maroja e Wilson Barbosa Lopes, acompanhados do coordenador geral Janilson Car valho, reuniram-se com o presidente do TRT 21, desembargador José Rêgo Júnior. O encontro, solicitado pelo Sintrajurn, ocorreu no gabinete da presidência com o objetivo de repassar para o magistrado a insatisfação dos ser vidores das Varas de Trabalho do interior do Estado, em especial de Macau e Mossoró, visitadas nove dias antes da reunião realizada no dia 15 de abril passado. O presidente ouviu o relato e afir mou compreender que a realidade detectada é fruto de um processo progressivo de diversos pro-

blemas antigos que não foram adequadamente resolvidos e geraram a situação atual. Segundo ele, a correição esta diagnosticando alguns fatos e situações que precisam ser corrigidos com brevidade, para que a justiça do trabalho atinja a eficiência desejada. Assim, algumas determinações, incluindo o ponto eletrônico e a regulamentação de horários, seguem essa diretriz. A tendência é de uma sistematização de funcionamento do TRT e Varas nessas novas normas, que estão sendo implantadas em decorrência das avaliações das correições. O desembargador precisou se ausentar da reunião devido a compromisso na Assembleia Legislativa, não sendo possível cumprir toda a

pauta e por isso o SINTRAJURN pedirá um outro encontro. "Ele nos ouviu, reconhece os questionamentos, reconhece que as dificuldades não são desse período, são de longa data, mas que é preciso tomar diversas atitudes para corrigir esse deficit. Pedimos que tais soluções não prejudiquem os ser vidores", afir mou o coordenador Janilson. O diálogo será retomado brevemente e o sindicato encaminhará outras questões formuladas pelos servidores. Ao encerrar a reunião o coordenador Fábio Maroja agradeceu pela abertura com a categoria, através do sindicato: "Esse diálogo é muito importante porque leva para a administração do TRT a visão do ser vidor".

Coordenadores do Sintrajurn se reúnem com presidente da Amatra21

Os diretores do SINTRAJURN Fábio Maroja e Wilson Barbosa Lopes e o coordenador geral Janilson Sales de Carvalho se reuniram com a pre si den te da Asso ciação dos Magistrados do Trabalho do Rio Grande do Norte - Amatra21 - a juí za Maria Rita Manzarra no dia 11 de abril passado. Foi a primeira reunião da atual gestão das duas entidades, na qual foram discutidos diversos temas de interesse dos ser vi do res co mo tam bém dos magistrados. A presidente da associação foi bastante solícita com os dirigentes sindicais, e se mostrou interessada em buscar encaminhamentos e soluções conjuntas, quan do for pos sí vel, pa ra as duas categorias. Para os diretores do Sintrajurn o encontro, ocor rido na sede da Amatra, foi positivo, já que alguns dos problemas apontados pelos ser vidores também são de interesse dos magistrados.

CNJ obriga TRT21 a nomear juízes titulares O Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, em sessão administrativa realizada no dia quatro de abril passado, concluiu o processo de promoção em andamento desde dezembro de 2011 e promoveu dois juízes substitutos a titular de Vara, um pelo critério de merecimento e outro por antiguidade. As nomeações ocorreram com atraso de quase de dois anos, uma demora incompatí-

vel com os comandos da Resolução 106, do CNJ, que atribui que a promoção deve ser realizada até 40 dias da abertura da vaga. A resolução foi cumprida após a AMATRA 21 ingressar com pedido de providências junto ao Conselho no final do mês março postulando que fosse determinada a conclusão do processo, no prazo de 15 dias. Na vaga por merecimento, o escolhido foi o

juiz do trabalho substituto Décio Teixeira de Carvalho Junior. Os desembargadores promoveram o juiz Alexandre Érico pelo critério da antiguidade. "É uma excelente notícia para a categoria. Com a promoção dos colegas a carreira se movimenta e os aprovados do último concurso poderão ser nomeados", disse a juíza Maria Rita Manzarra, presidente da AMATRA 21. Com informações da Amatra21.


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Ajude a ajudar Contribuição de servidores do TRT21 ajuda famílias de filhos autistas. Contribua você também com este ideal social FOTO: ROSiNEiDE PEREiRA

Leane Fonseca Em abril se celebra o Dia Mundial da Conscientização do Autismo (02) sendo assim, O Bedelho apresenta a APAARN, entidade que recebe ajuda de 121 servidores do TRT 21 que voluntariamente descontam em média 10 reais do salário para ajudar a associação que atende mais de 50 autistas. Antes de conhecer o trabalho desta instituição formada por mães e pais de filhos autistas, é bom conhecer um pouco desta disfunção global do desenvolvimento que afeta a capacidade de comunicação, socialização e comportamento. O grau de comprometimento varia de quadros leves, como a síndrome de Asperger (quando não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental. O autismo não difere classe social ou etnia e é mais comum com meninos. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente, normalmente ficam evidentes ao se aproximar os três anos de idade. Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como conseguiram aprender as regras sociais e desenvolverem comportamentos que favoreceram sua adaptação e autossuficiência. Daí a necessidade de atendimentos especializados como o desenvolvido pela APAARN. O autismo é um distúrbio crônico, segundo a Organização das Nações Unidas - ONU - atinge 70 milhões de pessoas em todo o mundo, e o tratamento deve ser iniciado, tão logo se chegue ao diagnóstico, por uma equipe multidisciplinar. Cada paciente exige acompanhamento de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas. Os problemas de comunicação e socialização causam, frequentemente, dificuldades em muitas áreas da vida. Adultos com autismo continuarão a precisar de encorajamento e apoio moral na sua luta por uma vida independente. APAARN Em Natal existe a Associação dos Pais e Amigos dos Autistas do Rio Grande do Norte- APAARN - fundada há 17 anos quando mães de filhos autistas sentiram necessidade de conversar com quem passava pelas mesmas experiências e juntos passaram a oferecer apoio mútuo. No ano 1998 foi re-

Fátima Cristina, presidente da APAARN, e Gicélia Bezerra, uma das fundadoras da Associação

alizado o primeiro atendimento terapêutico e pedagógico. De lá pra cá são mais de uma década de trabalho árduo e dedicação. É a única instituição potiguar voltada para promover o desenvolvimento, integração e inclusão social das pessoas com espectro de autismo, e ainda oferece à família instrumentos para a convivência no lar e em sociedade, promove e incentiva pesquisas, estudos e divulga o conhecimento acumulado. Por ser beneficente sem fins lucrativos, reconhecida de utilidade pública, sobrevive da ajuda de terceiros para manter o funcionamento. A APAARN está de mudança saindo do bairro de Morro Branco para uma casa maior em Cidade Jardim. A associação vem crescendo junto com as primeiras crianças atendidas que hoje são jovens, mas que ainda utilizam seus serviços pedagógico, psicológico, de terapia ocupacional, informática, além das oficinas de artes, piscina e recreação. Os pacientes que têm acompanhamento apresentam melhoras no convívio social. "Se nossos filhos tivessem tido esse atendimento especializado oferecido hoje pela APAARN teriam tido uma vida melhor", disse Gicélia Bezerra, uma das fundadoras da associação mãe de um filho autista de 24 anos. Ela, em companhia de Maria Luci Maia e Raimunda, foi a responsável pela fundação da APAARN com a ajuda da ADEFERN - Associação dos Deficientes Físicos do RN. O início de conversas e desabafos de mães se tornou uma ocupação de amor ao próximo, onde os próprios pais atendiam os alunos dotados de

sua experiência familiar, atualmente 52 pacientes são assistidos pela associação que tem uma lista de espera com 60 pessoas. "A melhora da criança autista é o estímulo dela, quanto antes for realizado o diagnóstico, melhorias de comportamento ela irá apresentar", explicou Fátima Cristina Villane, presidente da associação, também mãe de um jovem autista de 26 anos. A APAARN funciona com 12 funcionários, seis terapeutas e seis professores, além da diretoria, onde todos são voluntários, nenhum recebe salário, a atual presidente, por exemplo, é assistente social e executa as duas funções na instituição. O sonho dos 14 membros da diretoria é ter uma sede própria e aumentar a grade de profissionais ampliando o atendimento. Mães O Bedelho antecipa as homenagens no mês de maio exaltando as mães guerreiras que dia a dia cuidam vitoriosamente de seus filhos, na maioria das vezes, sozinhas. A experiência demostra que os pais abandonam o lar ao receber um diagnóstico contrário a sua expectativa de uma família "feliz". Na APAARN, 96% de frequência são de mães que buscam atendimento especializado para seus filhos e travam uma luta diária contra o preconceito. Apesar de diversas campanhas de inclusão social, elas dizem que, infelizmente, essa realidade ainda não existe. As pessoas têm medo do desconhecido. Para essas mães autismo é abnegação, tolerância e amor que transcende o amor


Natal, Abril de 2013 FOTO: ROSiNEiDE PEREiRA

Perfil

7 Edmilson Vitorino Técnico­Judiciário­do­TRT21

de um servidor

Superação,­determinação­e­busca­ A­história­de­um­homem­que­valoriza­sua­origem­de­vida

Raquel Isnardo e o filho Thiago, de 7 anos

incondicional devoto das mães, elas vivem a vida dos filhos e sofrem por ele o despreparo da sociedade. Nelma Assunção é mãe de Pedro Henrique, de nove anos que há mais de um ano frequenta a APAARN. "Ele melhorou em tudo, tá quase falando, antes usava fraldas, agora não, elas são profissionais, ensina a gente como fazer, agora saber usar a internet, a gente aqui só precisa de mais condições, mais ajuda", disse Nelma como forma de sensibilizar o aumento das contribuições. A estudante Raquel Isnardo é mãe de Thiago, de sete anos. Há quatro frequenta a associação e apresenta evolução. "Ele melhorou muito, escreve o nome, tem consciência das letras, números, adora vir para piscina, acalma", disse. Além de autista, Thiago é hiperativo, tem atendimento de duas horas com a psicóloga, fonoaudióloga e aulas pedagógicas. "A gente precisa, é uma dificuldade que eles têm, são poucas pessoas que sabem lidar com eles que precisam aprender a ter mais autonomia e independência", desabafou. Raquel e as outras 50 famílias agradecem a contribuição vinda do TRT, pelo convênio com o SINTRAJURN e ASTRA 21, que vieram através de amizade com Gicélia que trabalhou no Tribunal por 16 anos e fica agradecida pelo reconhecimento ao seu trabalho recebido

através das contribuições. "Tenho muito apreço pelo pessoal do TRT21", disse ela. Raquel deixa um recado: "o pouquinho que você contribui nos ajuda a ter uma vida digna, com segurança. Não desista porque sua contribuição está bem aplicada, é um trabalho que precisa de mais. A gente, como mãe, pede que continuem ajudando". A coordenadora do Sintrajurn, Maria Missilene, contribui com a associação por considerar o ato de suma importância e solidariedade. “A instituição precisa de nossa ajuda”, disse ela reforçando o convite para os demais, “contribuir é nosso papel social e humanitário”. Os servidores que desejarem ajudar basta entrar em contato com o Serviço de Pagamento do Tribunal. Além da APAARN existe contribuição para o abrigo de idosos Juvino Barreto. Quem preferir pode depositar diretamente na conta da associação, os dados são: Banco do Brasil Agência: 3777-X Conta: 7.000-9 Para conhecer a instituição o endereço é: Avenida Miguel Alcides de Araújo, 1881 - Cidade Jardim. Telefone: (84) 3211-8354 apaarn@hotmail.com www.apaarn.blogspot.com.br

Ele nasceu em Arês, interior do RN, viveu a infância e juventude em Natal, no bairro da Cidade da Esperança, onde estudou nas Escolas Estaduais Belém Câmara e Celestino Pimentel e também de onde saía a pé até as praias dos Artistas, do Meio e do Forte para vender “sonho de noiva”. Até os 20 anos os limites geográficos não ultrapassaram São José de Mipibu, no acampamento evangélico Elim, na Lagoa do Bomfim. Após cursar o 2º grau no Colégio Atheneu foi aprovado nos vestibulares de estatística e letras. Originário de uma família humilde, o pai sempre foi o exemplo de caráter, luta, dedicação e busca pelo sucesso. "Filho, estude bastante, busque uma carreira, faça faculdade e especializações, trabalhe na área que se formou, construa sua família, aposente-se e seja feliz." E assim segue Edmilson Vitorino. Trabalhar no TRT21 não foi planejado, mas alcançado com mérito e louvor. "Obtive sucesso em outros concursos e optei em permanecer na Justiça do Trabalho". As dificuldades o tornaram resistente, aprendeu que quando as coisas pareciam duras e sem sentido, no final sempre tinham um objetivo. "Tudo que sou hoje são características herdadas de nossa família, de nossa educação. O alicerce básico de integridade, honestidade, as normas de conduta e de caráter são frutos dessa criação". Antes de se tornar servidor público, lecionou disciplinas da área de exatas no antigo Centro Social Urbano do bairro que morava e trabalhou como Oficial de Justiça no Tribunal de Justiça do RN. Tomou posse no TRT21 em janeiro de1994 e foi designado para a única Vara do Trabalho de Caicó, antiga Junta de Conciliação e Julgamento, onde ficou por sete anos. De volta a Natal exerceu atividades no cerimonial e assessoria de comunicação e atualmente está no setor de acórdãos. "Estou cursando o último ano em Direito. Fiz uma série de cursos na área administra-

tiva e vários sobre liderança pessoal e profissional". Educado dentro dos padrões religiosos da Igreja Batista Regular aprendeu a preservar os bons costumes para uma harmoniosa convivência. "Falar de nós mesmos é um exercício de introspecção. É um chamado a autorreflexão. Prefiro me definir de acordo com o que ouço dos outros que me avaliam como uma pessoa amiga, prestativa, batalhadora e que persiste em realizar seus objetivos". Nos finais de semana a ocupação tem sido escrever e organizar o trabalho de conclusão de curso, além de assistir TV, ouvir rádio, ir ao cinema, teatro, frequentar cafeteiras e livrarias. "Vivo em constante busca do conhecimento. Tenho sede para aprender cada vez mais, por isso quando me vejo diante de pessoas sábias me calo assim que percebo nelas a habilidade para transmitir conhecimento e não apenas informação e me coloco como aprendiz "eterno" da natureza humana, da comunicação e da vida". O sonho atual é ajudar as pessoas a lutar pela liberdade, justiça e igualdade social, fazendo valer seus direitos e garantias fundamentais protegidos pela Constituição Brasileira. "A busca pela realização de um sonho, com os pés no chão será sempre lenta, incessante, porque nunca deixamos de sonhar". Para Edmilson os direitos conquistados com luta devem ser valorizados assim como o sindicato que garante e preserva os direitos da categoria diante do avanço do capitalismo via globalização. "Os Sindicatos existem e trabalham duro, a maioria deles, para que essa defesa seja do tamanho que a classe trabalhadora precisa. Ser sindicalizado é dispor de uma organização que o represente, que lute, que atenda, que produza resultados e que reivindique em prol de uma classe trabalhadora", finalizou o futuro advogado.


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Natal, Abril de 2013

espaçodo servidor

O Bedelho estreia um novo espaço destinado ao sindicalizado que deseja ver algum tema de seu interesse divulgado no jornal. Aqui sua sugestão pode virar notícia. Fique à vontade para enviar sua sugestão, pedido ou ideia para o e-mail: imprensa@sintrajurn.org.br Estreamos com a SEAMO - o tema foi sugerido pela servidora Heliana Dantas, que já foi entrevistada pelo Bedelho na edição de setembro do ano passado sobre o trabalho desenvolvido por ela e Walter Aquino no Setor de Aternação do TRT.

Servindo ao servidor A Seção de Assistência Médicoodontológica - SEA MO - de senvol ve um tra ba lho mul ti dis ci pli nar coor de na do pe la den tis ta Sumaia Nogueira. Quatro dentistas e três médicos, um deles cardiologista, integram a equipe que conta com três auxiliares de enfer magem, duas ser vidoras técnicas em especialidades diversas (que hoje atuam como auxiliares em odontologia), duas assistentes administrativas e dois estagiários, um na área de odontologia e outra na área ad mi nis tra tiva. "Pro fissionais de outras especialidades como psicólogos e nutricionistas seriam muito bemvindos na Seção, mas ainda não há previsão de ter mos tais ser viços. A gente está sempre reavaliando isso, temos boa comunicação com a presidência do TRT o que facilita uma tomada de decisão nesse sentido, se for necessário", esclareceu Sumaia. Os médicos atendem vários pacientes por dia, além de realizarem exames periódicos, perícias, homologação de atestados, participação em junta médica entre outras atividades inter nas. "Nossa preocupação é ter uma qualidade no atendimento, os médicos são profissionais altamente qualificados e prestam um ser viço de excelên-

FOTO: ROSiNEiDE PEREiRA

cia", explicou. Os profissionais médicos se reúnem todas as segundas-feiras à tarde a fim de realizar procedimentos relativos à Junta Médica, traçar metas, avaliar condutas e definir novas diretrizes em prol do ser vidor e dos magistrados. "A gente fica lisonjeado em ver que um ser vidor, de maneira espontânea, veio elogiar o ser viço prestado. Todos os dias temos o cuidado de fazer o melhor, desde a limpeza do ambiente até ideias novas para ser um ser viço de excelência", disse Sumaia ao saber

da iniciativa da colega de Tribunal Heliana. O setor está se organizando para realizar a edição anual do Dia da Conscientização da Saúde, e convidou o SINTRAJURN para uma participação mais efetiva contribuindo inclusive com sugestões. "O sindicato pode ser um porta-voz para nos direcionar para as melhorias, estamos aqui para ser vir. O sindicato pode apoiar nossos ser viços para o magistrado e ser vidor". A SEAMO dispõe também de atendimento odontológico para magistrados, ser vidores e dependentes até 17 anos. Além da manutenção preventiva dos ser vidores e magistrados, o núcleo odontológico da Seção realiza os Programas Cárie Zero, destinado a de pendentes de zero a três anos, e o Programa de Atendimento à Gestante. A SEAMO busca acolher as necessidades dos ser vidores que podem ser relacionadas à saúde física ou mental, até mesmo casos mais graves que necessitem de um primeiro atendimento antes de encaminhar a um pronto socorro, se for o caso. "Valorizamos muito o trabalho em equipe e estamos sempre buscando melhorias e estamos abertos às sugestões do ser vidor", finalizou a assistente-chefe do setor.

Despedida Caros colegas e autoridades do TRT 21ª Região, pretendo nestas poucas palavras expressar o meu sentimento pela passagem da minha aposentadoria que ocorreu no último dia 14 de abril. Até aqui viajamos juntos. Passamos por vilas e cidades, cachoeiras e rios, bosques e florestas. Não faltaram os grandes obstáculos. Frequentes foram as cercas que nos ajudaram a transpor abismos... As subidas e descidas foram uma realidade sempre presente. Juntos, percorremos retas, nos apoiamos nas curvas, descobrimos cidades. E, finalmente, chegou o momento

em que vou seguir viagem sozinha... Que as experiências neste percurso compartilhadas sejam a alavanca para que eu alcance a felicidade de atingir a minha meta, ha alguns anos já traçada. Não posso deixar de agradecer àqueles que, mesmo de fora, estiveram sempre presentes e me ajudaram a chegar até aqui. Agradecimento especial à minha família que sempre me apoiam nos bons e nos maus momentos. E, creiam, levarei comigo memórias também daquelas pessoas que não me apoiaram, não foram companheiras, nem tão pouco confortadoras. Estas, não souberam me compreender que, de fato, não é uma tare-

fa muito fácil. Acreditem, até estes ajudaram no meu crescimento pessoal e profissional. Agradeço a generosidade, a paciência e consideração dos meus superiores. Essas palavras se tornaram imprescindíveis neste momento tão importante da minha vida. E, como todos já sabemos, o futuro não nos pertence, e por isso me despeço de todos do convívio profissional assim, na esperança de que um dia, quem sabe, possamos nos encontrar numa outra caminhada, quem sabe ainda neste plano material, ou não. V era Lúcia Faustinoda silva Tec. Judiciária aposentada do TRT - 21ª Região

O Bedelho - Abril/2013  
O Bedelho - Abril/2013  

Informativo do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal do RN.

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