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DIREITOS DO TRABALHADOR Edição 305 Março 2019 SINTRACON-SP 11 3388 4800

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A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

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O JORNAL DE QUEM CONSTRÓI O PAÍS

GARRA, FORÇA E MOBILIZAÇÃO. VAMOS AO NOVO ACORDO COLETIVO! FOTO: CLAUDINEI BITMAN

No último dia 28 de fevereiro, nosso sindicato, o Sintracon-SP, entregou aos patrões a pauta de reivindicações da categoria. Ela foi aprovada de forma unânime em assembleia realizada dias antes, quando os trabalhadores lotaram o auditório do Sintracon-SP. Foi dada, portanto, a largada para as negociações da próxima Convenção Coletiva de Trabalho. A data-base, como todos sabem, é 1º de maio. Da pauta fazem parte os seguintes tópicos: • Salários com reposição inflacionária mais aumento real; • Vale-refeição com reposição inflacionária mais aumento real; • Vale-alimentação com reposição inflacionária mais aumento real; • Seguro de vida com reposição inflacionária mais aumento real; • Basta ao marmitex, sob pena de greve na empresa que assim proceder; • Manutenção de todas as conquistas anteriores.

GUERRA AO MARMITEX! Nosso sindicato determinou greve nas empresas que servirem comida podre aos trabalhadores. PÁGINA 4. A MOBILIZAÇÃO DA CATEGORIA EM TORNO DE SEUS DIREITOS FAZ A DIFERENÇA!!!


CONVENÇÃO COLETIVA 2018 A reforma trabalhista do governo Temer privilegia o empresário e prejudica o trabalhador. Em nossa Convenção Coletiva, os patrões queriam tirar todas as nossas conquistas. Fizemos greve geral durante seis dias e afastamos esse perigo, garantindo:

• CAFÉ DA MANHÃ; • VALE-REFEIÇÃO, QUE SUBIU PARA R$ 21,15; • VALE-ALIMENTAÇÃO, QUE AGORA É DE R$ 300,00; • LANCHE DA TARDE; • DUAS MUDAS DE UNIFORMES; • REPOSIÇÃO DA PERDA INFLACIONÁRIA DO PERÍODO ENTRE MAIO DE 2017 E ABRIL DE 2018: 1,69%; • A OBRIGATORIEDADE DE A EMPRESA MANTER A SAÚDE DO TRABALHADOR ATRAVÉS DO SECONCI-SP.

Se somarmos todas os benefícios, temos como resultado a manutenção de mais de R$ 600,00 no bolso do trabalhador.

UNIDOS SOMOS FORTES. FORTALEÇA O SINTRACON-SP. RELATÓRIO MENSAL DO DEPARTAMENTO DE BASE PRODUTIVIDADE

FEVEREIRO

Total de dias trabalhados

20 dias

Visitas em Canteiros e Obra

201

Greves

09*

Assembleias

76

Atendimentos na Base

232

Reuniões com Empresas

53

*3 parciais e 6 total


A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

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EDITORIAL A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL EDIÇÃO 305 – MARÇO 2019

Sede: Rua Conde de Sarzedas, 286, Centro – São Paulo – SP CEP 01512-000 – Fone: 3388-4800 – Fax: 3207-4921 Internet: www.sintraconsp.org.br E-mail: sintraconsp@sintraconsp.org.br Base territorial: Município de São Paulo, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, Embú das Artes, Embú-Guaçu, Franco da Rocha, Mairiporã, Caieiras, Juquitiba, Francisco Morato e São Lourenço da Serra. Representantes: Categoria Profissionais de Trabalhadores do Ramo da Construção Civil, Ladrilhos Hidráulicos e Produtos de Cimento, Cerâmica para Construção, Pinturas, Decorações, Estuques, Ornatos, Artefatos de Cimento Armado, Instalações Elétricas, Ofíciais Eletricistas, Gás, Hidráulicas, Sanitárias, Montagens Industriais e Engenharia Consultiva. Diretoria Executiva Presidente: Antonio de Sousa Ramalho Secretário Geral: Antonio de Freitas Pereira 1° Secretário: Antonio de Sousa Ramalho Junior 2º Secretário: Atevaldo Vieira Leitão Tesoureiro Geral: Wilson Florentino de Paula 1º Tesoureiro: Sueli Ramos de Lira 2º Tesoureiro: José Pedro dos Santos Diretoria de Base Ezequiel Barbosa de Sales Josileide Neri de Oliveira João Rodrigues de Araujo Raimundo Nonato dos Santos Damião Antonio de Oliveira

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proposta de reforma da Previdência pode permitir que benefícios como vale-refeição e aviso prévio sejam incluídos na contribuição do INSS. “É uma vergonha, um retrocesso, mas o texto encaminhado ao Congresso prevê que as alíquotas incidam sobre rendimentos de qualquer natureza. Na prática, isso significa que verbas indenizatórias, adicional de férias e até participação nos lucros sejam descontados”, comenta o presidente do nosso sindicato, Ramalho da Construção. Questionado pelo jornal O Globo, Leonardo Rolim, secretário de Previdência, admitiu que a mudança pode abrir espaço para aumentar as tributações, mas destacou que ela pode contribuir pra aumentar o benefício requerido na aposentadoria. “Se é devido ao trabalhador, vai gerar direito a benefícios. Não vai colocar o ônus sobre o empregado”, destacou. Para Ramalho, com a novidade, o governo pode acabar aumentando sua arrecadação. A equipe econômica indica, no entanto, que essa não é a intenção por enquanto. Quem viver verá... RAMALHO DA CONSTRUÇÃO Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo

PLANTÃO DOS DIRETORES NO DEPARTAMENTO DE BASE

Conselho Fiscal Oswaldo de Oliveira Souza Cláudio Aureliano Moreira Francisco de Andrade Coelho Suplentes: José Luiz do Nascimento José Geraldo Martins Miguel Machado Pereira Delegados da Federação Antonio de Sousa Ramalho Antonio de Freitas Pereira Suplentes: Manoel Teixeira de Carvalho Francisco de Assis Pereira Lima

FOTO: CLAUDINEI BITMAN

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo / Fundação em 16 de junho de 1936 / Adaptado ao Decreto - Lei 1.402 – por carta de maio de 1941.

BENEFÍCIOS PODEM SER INCLUÍDOS NA CONTRIBUIÇÃO DO INSS

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Conselho de Redação Antonio de Sousa Ramalho Arnaldo Jubelini Jr. – MTB 12.597 Jornalista Responsável: Arnaldo Jubelini Jr. – MTB 12.597 Assistente de Redação: César Rota Diagramação: Beatriz Salazar Fotografia: Arquivos SINTRACON-SP e Claudinei Bitman Impressão: Mix Editora – Tiragem: 150 mil exemplares

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SINTRACON-SP | MARÇO DE 2019

TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO APROVAM PAUTA DA PRÓXIMA CONVENÇÃO COLETIVA

FOTOS: CLAUDINEI BITMAN

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or unanimidade, os trabalhadores da construção civil de São Paulo aprovaram, dia 25 de fevereiro, a pauta da Convenção Coletiva desse ano. O texto, que foi elaborado pelo Sintracon-SP, já está nas mãos do sindicato patronal, o Sinduscon-SP, para apreciação. A votação aconteceu na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de SP, perante um auditório lotado. Além da Diretoria do sindicato, dois trabalhadores foram escolhidos democraticamente para compor a mesa e representarem a classe operária. Para o presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, o intuito do acordo coletivo deste ano é manter todos os direitos já conquistados, além de reivindicar outros fundamentais para o bem-estar da categoria. “Todos nós sabemos que a vida do trabalhador ficou muito mais difícil com a

A última ação imprescindível do sindicato foi em relação ao marmitex: “Percebemos que inúmeros trabalhadores ficavam doentes e passavam mal em razão da comida servida nos canteiros de obras. Para acabar com isso, decidimos fazer greve nas obras. E, claro, colocamos essa pauta no texto da nossa nova Convenção”, explica Ramalho.

aprovação da reforma trabalhista. Por isso, o objetivo da nossa Convenção deste ano é conservar todos os direitos que já conquistamos com muito suor e pleitear por

Prazo para aprovação A vigência das três primeiras cláusulas da última convenção coletiva aprovada (onde se concede os reajustes, pisos e refeições) vai até o dia 30 de abril próximo. Portanto, a aprovação por parte do sindicato patronal deve acontecer até abril de 2019. Ramalho da Construção conta com o apoio dos operários: “Precisamos dos traações importantes no ambiente de trabalho, para que os trabalhadores não sintam balhadores do nosso lado para que consigaos reflexos desta perversa reforma”, afirma mos dar a eles boas condições de trabalho”, conclui o presidente. o presidente.

ATÉ O FINAL DE MARÇO O SINDICATO ACABA COM O SERVIÇO DE MARMITEX Trabalhadores não merecem comida podre; sindicato promete paralisar obras de todas as empresas que servirem marmitex nos canteiros “É questão de honra para nós do sindicato. Até o final de março, nenhum patrão mais vai fornecer marmitex para o trabalhador. Recebemos muitas denúncias de comida podre, azeda, com cacos de vidro e até insetos dentro. Caso de polícia.” A afirmação é do líder da categoria dos trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, Ramalho da Construção. Diante das graves denúncias dos trabalhadores, desde 28 de fevereiro a Assessoria de Base do Sintracon-SP está fazendo uma verdadeira operação pente-fino nos canteiros de obras. No mesmo dia, funcionários da Unida

Cardoso decidiram paralisar as obras da empresa em diversos canteiros de São Paulo, querendo o fim do marmitex e a troca pelo vale-alimentação. “Temos 6.382 empresas trabalhando em nossa área de atuação. A maioria optou por aplicar o vale-alimentação, de R$ 300,00. Todavia, alguns maus patrões teimam em servir marmitex, comida podre, aos operários”, diz Ramalho. Ele continua: “No começo de fevereiro, anunciamos que não aceitaríamos mais a entrega de marmitex nos canteiros de obras. Afinal, centenas de trabalhadores denunciaram

mensalmente as más condições das refeições que eram servidas pelas empresas. Muitos deles, passavam mal e contraíam infecções após ingerirem os alimentos oferecidos. Portanto, não foi por falta de aviso. Ao longo do mês de março, o sindicato fará greve nessas construtoras por tempo indeterminado”, salientou o sindicalista. Segundo ele, o Sintracon-SP entrou em contato com todas as empresas da construção civil solicitando que comparecessem ao sindicato para assinarem ata, onde todas, sem exceção, se empenhariam em ceder aos seus funcionários o vale-alimentação.

A maioria das empresas está colaborando. A Unida Cardoso, em contraponto, está resistindo. E é por isso que paralisamos seus canteiros. “Nossos diretores, acompanhados de suas equipes, vão continuar batendo nas portas das obras até certas empresas cederem. Os trabalhadores, por sua vez, abraçam a nossa luta e estão do nosso lado. Todos querem ter uma alimentação digna”, adverte Ramalho, concluindo: “Todas as empresas deverão disponibilizar o vale-alimentação. A empresa que não ceder, estará sujeita a paralisação”.


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APÓS GREVE, UNIDA CARDOSO ACEITA PAGAR VALE-ALIMENTAÇÃO AOS SEUS FUNCIONÁRIOS

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o último 1º de março, o representante da empresa Unida Cardoso assinou a ata do Sintracon-SP, que se compromete a substituir as marmitex pelo pagamento do vale-alimentação de R$ 300,00 aos seus trabalhadores. A assinatura aconteceu após a greve realizada na última quinta-feira (28), nas obras em que a empreiteira presta suas atividades. Para o presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, apesar de o patrão ter resistido por quase dois dias, a força da aliança dos trabalhadores com o sindicato sobrelevou qualquer oposição. “Quando os trabalhadores esticam a bandeira da justiça e cruzam os braços com o sindicato, sempre vencemos qualquer descaso. E desta vez não foi diferente. Pedimos para que todos os operários se unam a nossa entidade para que, juntos, consigamos conquistar tudo que é justo”, explica o presidente. Além do pagamento do vale-alimentação, o Sintracon-SP garantiu, com a assi-

FOTOS: ASSESSORIA DE BASE/SINTRACON-SP

natura da ata, que o dia da paralisação não seja descontado do salário dos funcionários da empreiteira. Negociações Segundo Ramalho Júnior, diretor executivo do sindicato que foi o responsável pela entrega da ata ao patrão, as negociações não foram fáceis: O patrão resistiu no primeiro contato. Contudo, não foi uma resistência de má fé, ele realmente acreditava que estava certo. Mas, depois de muita conversa, conseguimos mostrar o quão importante é todos nós defendermos a integridade do trabalhador. Ele entendeu e decidiu assinar a ata. Com diálogo e bom-senso, sempre conseguimos resolver os problemas”, conta o diretor. Durante a visita do diretor, sua equipe de assessores do Departamento de Base do Sintracon-SP conseguiu outro importante feito: 100% dos funcionários da empreiteira se associaram ao sindicato após ver o sucesso do trabalho da entidade.

TRABALHADORES CRUZAM OS BRAÇOS EM PERUS Por decisão unânime dos 98 operários do canteiro, a obra da Construtora Transvia, localizada na região de Perus, foi paralisada na manhã de 21 de fevereiro. As atividades foram interrompidas devido à falta de pagamento da majoritária à uma das empreiteiras, o que provocou o atraso no salário de 45 trabalhadores. O presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, repudia a irresponsabilidade da Construtora Transvia. “Infelizmente estamos acostumados com esse tipo de comportamento das construtoras. Elas nunca têm dinheiro para pagar o salário dos trabalhadores. Por que elas não vendem seus carros de luxo e seus apartamentos de alto padrão para quitar suas dívidas com os operários, que amanhecem e anoitecem nos canteiros em busca do pão e do leite para suas famílias?”, questiona o presidente. Ademais, Ramalho elogia a mobilização da classe operária, que, com coragem e conscientização sindical, paralisou praticamente sozinha as atividades, bloqueando até a entrada dos funcionários da administração da obra. “Os operários, juntos, tomaram a iniciativa de parar a obra em solidariedade

aos companheiros que ainda não receberam seus pagamentos. A coragem e a força da união da classe, com toda certeza, inspiraram os trabalhadores para tomarem essa decisão. Parabenizo aqui a conduta destes companheiros. O sindicato, por sua vez, acompanhou de perto a ação e deu o suporte necessário aos trabalhadores”, afirma Ramalho.

Entenda o caso Na obra, onde operam duas empreiteiras, a majoritária pagou apenas uma, a Candeias. A New Still, entretanto, não recebeu os pagamentos da Transvia. Por esse motivo, a empreiteira não tem capital suficiente para arcar com os custos de seus funcionários. Os 45 trabalhadores não recebem, há dois meses e, além dis-

so, não é oferecido café da manhã e café da tarde na obra. Os trabalhadores prometeram voltar às atividades apenas quando receberem seus pagamentos e depois da regularização das condições de trabalho, baseadas na última convenção coletiva assinada pela classe operária e pelo sindicato patronal, o Sinduscon-SP.


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SINTRACON-SP | MARÇO DE 2019

213 NOVOS ASSOCIADOS EM UMA SEMANA

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número de associados ao Sintracon-SP não para de crescer. Na segunda semana de fevereiro, a diretoria, assistida pelos assessores do Departamento de Base da entidade, sindicalizou 213 operários do ramo da construção civil. Um dos maiores resultados deste ano. De acordo com Ramalho da Construção, presidente do sindicato, o resultado positivo é avaliado como reflexo do trabalho eficiente dos colaboradores do Sintracon-SP. “O operário agora vê um sindicato mais presente e mais unido com a classe trabalhadora. Quem trabalha nos canteiros consegue ver que atualmente todos os trabalhadores estão mais unidos para consolidar seus direitos. Além disso, cada equipe de assessores

FOTOS: ASSESSORIA DE BASE/SINTRACON-SP

visita, em média, duas, três obras por dia. Devido as constantes visitas, os trabalhadores, automaticamente, criam um vínculo mais forte com o nosso sindicato, tornando-o muito mais forte e efetivo”, avalia Ramalho. Destaque Na obra da Construtora Itajaí, localizada em São Matheus, quase 100% dos trabalhadores já estão sindicalizados. 400 operários trabalham no local e, no 13 de fevereiro, mais 15 companheiros entraram para a Família Sintracon-SP. Já no dia 15, a equipe do diretor José Pedro, composta pelas assessoras de base Joyce e Sandra, realizou o maior número de sócios da semana: 21. O trabalho de sindicalização foi realizado na obra da Fontoura e Linhares, em Perus.

ACIDENTE EM CANTEIRO DE OBRA DA MRV

O operário Vanderlei Silva, que trabalha como servente de pedreiro na obra da MRV, em Pirituba, sofreu um acidente no dia 11 de fevereiro, e foi levado ao Hospital das Clínicas. Até o momento, o trabalhador não corre risco de vida. De acordo com testemunhas, Vanderlei caminhava no térreo da obra e uma forma, que caiu do 18º andar, atingiu sua cabeça. De imediato, foram prestados os primeiros socorros e a ambulância, que demorou

cerca de 40 minutos para chegar no local, enviou o trabalhador até o Shopping Tietê, onde um helicóptero da Polícia Militar o esperava. O Águia (helicóptero) voou até o Hospital das Clínicas, onde foi realizado um procedimento cirúrgico na cabeça do trabalhador, pois foi identificado um coágulo no cérebro. Vanderlei está em recuperação e está sendo observado pelas equipes médicas do Hospital.

O presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, lamenta o acidente e alerta os operários para que usem os equipamentos de proteção nos canteiros de obras, pois, infelizmente, todos os trabalhadores da construção civil estão sujeitos a ocorrências diárias. “Há anos trabalho na construção civil. E, sempre que recebo notícias como essa, lamento muito. O trabalhador que amanhece e anoitece nos canteiros de obras não

merece sofrer com acidentes cotidianos. Estamos à disposição do Vanderlei e de sua família, caso eles precisem de assistência”, diz Ramalho. E continua: “Não é novidade para ninguém que trabalhar na construção civil é perigoso. Portanto, sempre alertamos os trabalhadores para que jamais deixem de usar os EPIs. E não só isso, mas também nunca deixem de ouvir os técnicos de segurança do trabalho”.


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TRABALHADORES NÃO ACEITAM MARMITEX E PARAM OBRA NO BRÁS FOTO: ASSESSORIA DE BASE/SINTRACON-SP

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s 25 funcionários da empreiteira Rodecon, que trabalham no canteiro de obra da Construtora Integra, localizado no Brás, decidiram, no último 19 de fevereiro, cruzar os braços. O motivo foi o não cumprimento do acordo que a empresa realizou com seus operários e o sindicato, no qual, a partir de fevereiro, todos os trabalhadores iriam receber o vale-alimentação, em vez de marmitex. Segundo Ramalho Júnior, diretor-exe-

cutivo do Sintracon-SP, a Rodecon, no ano passado, assinou uma ata se comprometendo a pagar o vale-alimentação aos trabalhadores a partir do primeiro dia de fevereiro. Contudo, não cumpriu o acordo até então. Mobilização Para o diretor, a paralisação aconteceu devido a força da união entre sindicato e operários da obra: “100% dos trabalhadores da empreiteira são sócios do nosso

sindicato. Graças a essa aliança, conseguimos, juntos, cruzar os braços e lutar por uma qualidade de trabalho melhor. O nosso objetivo, com o programa de sindicalização, é aplicar os vales em todas as obras da nossa base territorial e melhorar também a alimentação dos nossos companheiros”, conclui Ramalho Júnior. De acordo com Ramalho da Construção, presidente do Sintracon-SP, se a Rodecon não disponibilizar o vale-alimentação aos

seus funcionários, assim como prometeu assinando uma ata no ano passado, todas as obras da empreiteira serão paralisadas. “Nossa intenção é parar todos os canteiros de obras da empreiteira, caso ela não ceda o vale aos seus funcionários. E, além disso, queremos deixar claro que estamos dispostos a fazer greve em todas as obras que não aceitarem nossa reivindicação do vale-alimentação, independentemente da construtora”, finaliza o presidente.

RAMALHO E SINDICALISTAS SE ENCONTRAM COM RODRIGO MAIA 15 de março foi escolhido como o dia de manifestação em prol dos direitos da classe trabalhadora; sindicalistas protestam contra reforma FOTO:REPRODUÇÃO

O presidente do nosso sindicato, o Sintracon-SP, Ramalho da Construção, esteve em Brasília onde, junto com representantes das centrais sindicais, se reuniu com o presidente da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia. “Conversamos com o deputado para que haja uma desaceleração do Projeto de Lei (PL) da Reforma Trabalhista e, também, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Reforma da Previdência. Num sistema democrático, vale o diálogo. E até

agora, as entidades de defesa dos trabalhadores não foram ouvidas sobre ambos os assuntos”, afirmou Ramalho. Para ele, mudanças são necessárias, mas devem ser precedidas de um amplo debate do governo com a sociedade organizada. “Estamos preparados para dia 15 de março realizarmos uma grande manifestação em prol dos direitos dos trabalhadores”, concluiu o sindicalista.


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SINTRACON-SP | MARÇO DE 2019

QUE OS PATRÕES RESPEITEM N

o último dia 28 de fevereiro, nosso sindicato, o Sintracon-SP, entregou aos patrões a pauta de re perante um auditório lotado. Foi dada, portanto, a largada para as negociações da próxima Con da categoria, Ramalho da Construção, fala a respeito do acordo coletivo, que exige reposição inflac

FOTOS: CLAUDINEI BITMAN

O Sintracon-SP já entregou a pauta de reivindicações da categoria, certo? R. Como prometemos em Assembleia, a pauta foi encaminhada oficialmente ao sindicato patronal no último dia 28 de fevereiro. A partir de agora, estamos esperando a manifestação dos empresários a respeito. Esperamos que haja diálogo entre as partes e que as questões se resolvam de forma rápida e pacífica.

mais aumento real. E o resultado será aplicado nos salários, vale-refeição, valealimentação, seguro de vida, ou seja, em todas as cláusulas econômicas. Exigimos, também, a manutenção de todas as nossas conquistas anteriores e o fim do marmitex.

produtos de qualidade duvidosa. Durante a Assembleia que aprovou a pauta, eu mesmo recebi diversas amostras trazidas pelos trabalhadores. Algumas continham cacos de vidros e até insetos na comida. Fiquei revoltado e decidi, mesmo antes das negociações da Convenção Coletiva de Trabalho, fazer greve em empresas que Estão servindo marmitex de baixa assim procedem. qualidade nas obras? R. Já andamos paralisando diversos Caso grave... canteiros por conta disso. Nossa Diretoria, R. Pão é sagrado. Não se pode adulterar na Base, testemunhou que o marmitex o alimento de quem trabalha. Inúmeros Quais foram as reivindicações? servido se assemelha a lavagem que se trabalhadores estão ficando doentes, R. Queremos reposição inflacionária dá para porcos. Comida azeda, feita com passando mal. Isso não interessa nem ao

patrão, pois resulta em absenteísmo, ou falta ao trabalho. Um absurdo! As reivindicações são boas. Mas, em sua opinião, o que será importante para o sucesso das negociações? R. Uma forte mobilização da categoria, sem qualquer dúvida. Coração de patrão bate no bolso. Não são todos, mas alguns maus empresários visam lucro em detrimento de seus recursos humanos. Priorizaremos, sempre, o diálogo. Mas a experiência diz que não podemos descartar a possibilidade de greves. Se houver impasse, não haverá outra saída.


A TRIBUNA

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DA CONSTRUÇÃO CIVIL

M A VONTADE DA CATEGORIA

eivindicações da categoria. Ela foi aprovada de forma unânime em assembleia realizada dias antes, nvenção Coletiva de Trabalho. A data-base, como todos sabem, é 1º de maio. Nessa entrevista, o líder cionária mais aumento real de salários. Leia:

A atuação deve ser centralizada no sindicato. É isso? R. O sindicato é o quartel geral dos interesses da categoria. E, lógico, esse quartel precisa ser mais e mais fortalecido. Um general pode pensar em estratégias, mas quem vence guerra é o soldado, no caso, o trabalhador. Qual o prazo de negociação do

acordo coletivo? R. A vigência das três primeiras cláusulas da última convenção coletiva aprovada (onde se concede os reajustes, pisos e refeições) vai até o dia 30 de abril deste ano. Portanto, a aprovação por parte do sindicato patronal deve acontecer até abril de 2019, ou antes.

reforma trabalhista, certo? R. Todos nós sabemos que a vida do trabalhador ficou muito mais difícil com a aprovação da reforma trabalhista. Por isso, o objetivo da nossa convenção coletiva deste ano é conservar todos os direitos que já conquistamos com muito suor e pleitear por ações imprescindíveis no ambiente de trabalho, para que os profissionais não Um obstáculo em tal cenário é a sintam os reflexos desta perversa reforma.

O objetivo da nossa convenção coletiva deste ano é conservar todos os direitos que já conquistamos com muito suor e pleitear por ações imprescindíveis no ambiente de trabalho Ramalho da Construção

E a categoria está mobilizada? R. Sinto isso, primeiro, pelo grande número de profissionais da construção que compareceram à Assembleia. Nosso auditório estava lotado, com gente sentada, em pé nos corredores e até lá fora do sindicato. Além disso, estamos desenvolvendo, diariamente, visitas aos canteiros, conscientizando e associando os trabalhadores.


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SINTRACON-SP | MARÇO DE 2019

GAFISA NÃO VAI PARALISAR OBRAS H

FOTO: REPRODUÇÃO

ouve especulação na mídia que a Gafisa iria paralisar 12 das 16 obras de sua responsabilidade em São Paulo. Apenas quatro, em fase de acabamentos finais, seriam concluídas. Diante do mal-estar causado pela notícia, a construtora enviou seu diretor superintendente ao nosso sindicato, o Sintracon-SP, para prestar esclarecimentos. Segundo ele, a Gafisa não pretende parar obra alguma. O que poderá haver é uma redução de ritmo de trabalho, podendo acarretar, sim, no desligamento de funcionários. “Se isso vier a acontecer, o pagamento de passivos dos trabalhadores será integralmente pago”, prometeu o superintendente. “Agradecemos à Gafisa pelo esclarecimento. E desde já avisamos que se o prometido não for cumprido, cobraremos, fazendo greve nas quatro obras previstas para conclusão”, afirma o líder na nossa categoria, Ramalho da Construção.

FAKE NEWS DE EMPREGO. CUIDADO COM O GOLPE! Amigos trabalhadores, cuidado com BolsoGolpe, do Fake News do emprego, bandidos montam empresas de faixadas para enganar trabalhadores. Semanas atrás fui procurado por alguns trabalhadores que pediram demissão de suas empresas para embarcar numa promessa. Ficaram sabendo que certa agência estava selecionando 600 profissionais da construção (eletricistas, encanadores, pedreiros, armadores, azulejistas etc.) para ir trabalhar nos Estados Unidos. Diante da oportunidade, eles foram rápidos. De seu próprio bolso pagaram exame médico e documentação, inclusive

a retirada de passaporte. Pois bem. Até que a polícia chegou no endereço dos oportunistas e desbaratou a quadrilha, que vendia sonhos e ilusões ludibriando os trabalhadores e, lógico, ganhando dinheiro com isso. Fiquemos atentos. Trata-se do “Bolsogolpe”, do Fake News do emprego, com bandidos montando empresas de faixada para lesar pessoas de bem. Uma vergonha! Na dúvida, procure orientação do nosso sindicato.

FOTO: MARCOS SANTOS/USP IMAGENS

Ramalho da Construção Presidente do Sintracon-SP

ARTHUR LULA DA SILVA, MAIS UM ANJO NO CÉU Os trabalhadores da construção civil de São Paulo fazem a mais absoluta questão de demonstrar solidariedade e sentimento de dor e pêsames ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo falecimento, na manhã de 1º de março, de seu neto Arthur Araújo Lula da Silva. O menino contava apenas sete anos de idade e veio a óbito em razão de uma meningite meningocócica. Ele estava in-

ternado poucas horas no Hospital Bartira, em Santo André. “A natureza não deveria permitir que pais sepultassem filhos, quanto mais avôs a netos. É a maior dor do mundo. Um triste abalo, mas os desígnios de Deus, o Grande Arquiteto do Universo, são insondáveis”, afirma Ramalho da Construção, o líder da categoria, desejando força a Lula em tão difícil momento.

FOTO: REPRODUÇÃO


A TRIBUNA

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DA CONSTRUÇÃO CIVIL

AS RELAÇÕES ENTRE O CAPITÃO E O TRABALHO

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s vésperas do Carnaval, eis que o presidente Jair Bolsonaro, acreditando que a folia do povo seja alienatória, vem à boca de cena e desfia um rosário de grandes feitos. Termina com a imagem de um Brasil pronto, gerando emprego e renda, em franco desenvolvimento, livre da corrupção e navegando por águas tranquilas. Mas nem tudo, segundo o capitão, está perfeito. Para que o País ingresse no Paraíso, é preciso perseguir o sindicalismo. E o faz, como um Herodes matando criancinhas às arrobas. Óbvio que o introito desse artigo é recheado de ironias. Mas, ao que parece, Bolsonaro nada mais tem a fazer na cadeira presidencial a não ser perseguir, com vigor extremo, as entidades de defesa da classe trabalhadora. Afinal, o Brasil não tem quase 14 milhões de desempregados que, somados aos desalentados e subempregados, atinge a cifra astronômica dos 46 milhões de pessoas (conta feita por Paulo Guedes). Desconhece, o portador da faixa presidencial, que o Brasil tem perto de 5 mil obras paradas que, se tocadas gerariam centenas de milhares de postos de trabalho diretos e indiretos. À época de Lula, foram contratadas mais de 2,3 milhões de moradias, dando certeiro passo para a concretização do sonho da casa própria aos mais necessitados. Até Temer, rei da impopularidade, em 2018 contratou, via Caixa Econômica, 78 mil unidades habitacionais de baixa renda. Já o capitão, até o momento, apenas 14 mil. Como está tudo certo no planeta Brasil, o atual governo decide, mesmo, é enfraquecer trincheira de resistência do trabalho (sindicatos) e confiscar direitos e aposen-

FOTO: REPRODUÇÃO

tadoria do trabalhador, com uma Reforma da Previdência sem qualquer lógica e senso de justiça. A Medida Provisória 873, recentemente publicada, quer mesmo é jogar a última pá de cal no sindicalismo. Afoito, por se pensar naquilo (relembrando quadro humorístico), Bolsonaro mal sabe – ou sabe? – que a medida altera as regras da constituição sindical e é inconstitucional porque fere o artigo número 8 da Constituição Federal ao promover interferência na organização

sindical brasileira. E mais: a MP confronta a orientação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e fere a livre negociação. É de perguntar o motivo de se tratar o tema à base de Medida Provisória. Não parece ser matéria de urgência e relevância... A resposta, só pode ser uma: obsessão na sina de perseguir trabalhador asfixiando suas entidades de defesa na relação entre o capital e o trabalho, ou capitão e trabalho...

A história se repete. Fernando Collor se elegeu como caçador de marajás e acabou conhecido como aquele que confiscou poupança. Bolsonaro teve no combate à corrupção seu grande mote. Mas, segundo a mídia, ficamos sabendo que sua presidência elevou em 16% seus gastos com cartão corporativo. Pode isso, capitão!!! Ramalho da Construção Presidente do Sintracon-SP

CONTRATOS ANTERIORES À REFORMA TRABALHISTA DEVEM SER RESCINDIDOS COM SINDICATO FOTO: REPRODUÇÃO

Notícia interessante vem do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul que, em decisão inédita, entendeu que as rescisões contratuais de bancários do Itaú admitidos antes de 11 de novembro de 2017, quando entrou em vigor a Reforma devem ser homologadas no sindicato da categoria. Ou seja, a regra nova da dispensa de homologação da rescisão contratual apenas se aplica aos novos contratos de trabalho; em relação aos anteriores, é obriga-

tório, ainda, que haja a assistência sindical neste ato, pois é um direito adquirido dos trabalhadores e tal alteração de regra seria uma mudança no contrato negativa ao empregado. O líder do nosso sindicato, o Sintracon-SP, Ramalho da Construção, é de opinião que toda e qualquer homologação deveria ser feita no sindicato, pois, assim, o trabalhador teria seus direitos calculados de forma correta e justa. Mas a decisão do TRT-RS não deixa de abrir jurisprudência.


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Entre “ASPAS”

RA M A L H O

DA

C O N ST R U ÇÃ O

REDE DE BENEFÍCIOS PARA OS ASSOCIADOS

CONTRIBUIR MAIS, RECEBER MENOS

O

Dieese está na fase de conclusão de seus estudos sobre os efeitos da PEC 6/2019, que propõe a reforma da Previdência apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro. De cara, o instituto afirma: o cidadão vai trabalhar mais, contribuir mais e receber um benefício menor. Alguém duvida? Pelo contrário. Essa é a essência do plano.

GRANA DE CORRUPÇÃO APLICADA EM MORADIA Um dos piores problemas sociais do Brasil é a falta de moradia digna. Com tanto desvio de dinheiro público e tanta falcatrua, tal sonho parece cada vez mais distante. A Operação Lava-Jato conseguiu ressarcir, aos cofres públicos, bilhões de reais carimbados como produto de corrupção. Como seria bom se o governo aplicasse a verba retomada na construção de casas populares, com infraestrutura adequada, não é mesmo? Milhões de brasileiros teriam vida digna, com teto assegurado. É de se pensar.

MUITO DISCURSO E POUCA PARTICIPAÇÃO SOCIAL Como infelizmente é característico no Brasil, antes das eleições há muitas promessas, depois, quando eleitos, os políticos fraudam as expectativas do nosso povo. Um exemplo está no trato que vem sendo dispensado ao direito do trabalhador. Reforma daqui reforma dali, mas as centrais e os sindicatos não são ouvidos, enquanto lobbies poderosos agem na miúda. Quando será que a sociedade vai fazer parte dos debates de um governo? Quando será que o eleitor vai influir nas decisões da política brasileira, assim como acontece no mundo? A democracia precisa ser para valer. E de verdade.

SHOW DE SEGURANÇA NO INSTITUTO DE ENGENHARIA Oportuna ideia teve o Instituto de Engenharia que, no último dia 21 de fevereiro, promoveu um debate com lideranças empresariais, sindicalistas e autoridades sobre o tema “Segurança e Saúde no Trabalho”. O histórico de ocorrências é significativo: 15 mil mortes, 3 milhões de acidentes e R$ 2 bilhões de custo para o Estado ao ano. As estatísticas superam o ponto do insustentável. Afinal, nosso País conta com 5.570 municípios,

dos quais 123 com menos de quinze mil habitantes. Estive presente ao evento, ao lado de diversos representantes de associações, técnicos, engenheiros, professores e profissionais ligados aos mais diversos segmentos de trabalho. Com a experiência acumulada em décadas e décadas na construção civil, selecionei alguns pontos importantes para serem apresentados a órgãos governamentais competentes.

SÓCIOS TÊM

10% DE

DESCONTO

NA ENTRADA DO AQUÁRIO DE SÃO PAULO Para adquirir o desconto, o sócio precisa entrar no site www.aquariodesp. com.br/sintraconsp; depois inserir a senha (E0407V) - tudo em letra maiúscula - e seguir as etapas abaixo para realizar a compra: - Selecionar os ingressos desejados; - Marcar a data e o horário; - Realizar o pagamento via cartão; - Imprimir o voucher e o levar para o evento junto com sua carteirinha de sócio do Sintracon-SP. Se o titular da compra não estiver

presente no evento, o visitante deverá levar consigo: - Uma cópia do documento de identificação do titular da compra; - Uma autorização por escrito (de próprio punho) do proprietário do cartão; - Uma cópia do cartão de crédito que foi usado. No caso dos funcionários do sindicato, é fundamental a apresentação do crachá da entidade na entrada do evento. Não é possível agendar o voucher para o mesmo dia e não há desconto direto na bilheteria.


A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

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SINTRACON-SP | MARÇO DE 2019

SINTRACON-SP INVESTINDO NA QUALIFICAÇÃO DO TRABALHADOR!

Eletricista NR 10 Pedreiro Azulejista SÓCIO DO SINTRACON-SP, INSCREVA-SE AGORA MESMO!

VOCÊ QUE AINDA NÃO É SÓCIO, INFORME-SE!

Rua Conde de Sarzedas, 286 - Centro São Paulo - SP - Fone (11) 3388-4800 sintraconsp@sintraconsp.org.br www.sintraconsp.org.br

ATENCÃO, ASSOCIADOS DO SINDICATO!!! A REFORMA TRABALHISTA PASSOU E O DESEMPREGO AUMENTOU!!!

FIQUEM ATENTOS!!! FICOU DESEMPREGADO? CONHECE ALGUÉM NESSA SITUAÇÃO? Entregue seu currículo, no térreo – Ouvidoria – aos cuidados da nossa funcionária Elaine. Encaminharemos seu currículo para as empresas que necessitam de mão de obra.

Caso já possua um currículo, envie no e-mail abaixo: elaine.mizokami@sintraconsp.org.br

SINTRACON-SP – Ao Lado do Trabalhador que Constrói o País!!!

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CLUBE DE CAMPO DO CIPÓ Diversão Garantida para toda a Família!

Pensando no associado, o Sintracon-SP tem o Clube de Campo do Cipó, em Embu-Guaçu, São Paulo O clube possui quadra poliesportiva, quadra de bocha, churrasqueiras, campo de futebol e muito mais. No local há dez chalés, cada um com capacidade para receber até seis pessoas.

O associado deve providenciar: • Alimentação • Transporte • Roupa de Cama • Valores

ÁREAS DE LAZER Atualmente as áreas de lazer estão passando por reformas para melhor atender as necessidades dos sócios. Contudo, alguns espaços estão disponíveis, tais como: campo de futebol, quadra de bocha, área verde, salão de jogos e as piscinas.

SERVIÇO O Clube de Campo do Cipó, localizado na cidade de Embu-Guaçu - interior do Estado de São Paulo, oferece toda essa comodidade por R$ 100,00 a diária. Para mais informações, ligue: (11) 3388-4800 (ramal 4102).

COLÔNIA DE FÉRIAS EM ITANHAÉM Para você, associado, que deseja se divertir junto a seus familiares, o nosso Sindicato tem a Colônia de Férias, na cidade de Itanhaém, no litoral sul. Paz, sossego e tranquilidade. Além de magníficas praias, são pontos turísticos famosos:

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• Cama de Anchieta • Morro de Pernambuco • Convento Nossa Senhora de Conceição • Gruta Nossa Senhora de Lourdes

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Apartamento para 4 Pessoas

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São disponibilizados dois tipos de apartamentos: com capacidade para quatro pessoas e instalações para receber até seis pessoas. Agendamento prévio através do telefone (11) 3388.4800 (ramal 4292) - após isso é necessário comparecer ao Sindicato (Rua Conde de Sarzedas, 286, Centro) com o RG original ou cópia do documento de identidade dos hóspedes. Os valores são cobrados pelos dias que o sócio se hospedar, sendo que o sócio deve estar em dia com as mensalidades.

R$

R$

140 ,00

200,00

OBS: Pulseira de identificação R$ 1,00 cada adulto e cada criança. Valores sujeitos a alterações. Trazer documentos de identificação com foto original ou xerox de todos os hospedes.

RESERVAS E INFORMAÇÕES: SEGUNDA A QUINTA: 7HS ÀS 17HS | SEXTA: 7HS ÀS 16HS FONE: (11) 3388-4800 (RAMAL 4102)

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Quem tem direito aos benefícios? Todos os sócios em dia com suas mensalidades e com cadastro atualizado. Mais do que um bom negócio, o Cartão Amigo do Trabalhador é uma conquista dos trabalhadores, resultado de uma gestão moderna, transparente e eficaz do Sintracon-SP.

“A maioria dos sindicatos dá carteirinha para os sócios. No Sintracon-SP, damos o Cartão Amigo do Trabalhador, cheio de benefícios”, Ramalho da Construção.

SÃO MUITAS AS VANTAGENS DE SER SÓCIO DO SINTRACON-SP SEJA SÓCIO DO NOSSO SINDICATO E FORTALEÇA A LUTA PELOS SEUS DIREITOS O Sintracon-SP oferece, aos seus associados, assistência jurídica para tirar dúvidas, entrar com ações trabalhistas e realizar homologações. O atendimento é realizado de segunda-feira à quinta-feira, das 8h às 18h, e sexta-feira, das 8h às 17h.

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acima da inflação 12 anos consecutivos

Café da manhã Vale-Alimentação Lanche da tarde Dois uniformes completos Participação nos lucros das empresas

TUDO ISSO POR APENAS R$ 35,00 /MÊS

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A TRIBUNA - MARÇO | 2019  

A TRIBUNA - MARÇO | 2019  

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