Page 1

DIREITOS DO TRABALHADOR Edição 292 Janeiro 2018 SINTRACON-SP 11 3388 4800

Filiado à

A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

sintraconsp.org.br sintraconsp@sintraconsp.org.br

O JORNAL DE QUEM CONSTRÓI O PAÍS

NO NOSSO SINDICATO, TRABALHADOR NÃO FICA NAS GARRAS DO PATRÃO FOTO: CLAUDINEI BITMAN

Sindicato que se preza precisa estar junto ao trabalhador. E é assim, que o Sintracon-SP, seguindo as orientações de seu presidente, Ramalho da Construção, atua. A prova são os números, expressivos, do Departamento de Base da entidade. Ao longo de 2017 foram realizadas 429 greves; 7.164 visitações em obras; 2.379 assembleias; 11.214 atendimentos; 1.190 reuniões com empresas para sanar problemas e 1.559 visitas de verificações. Leia na página 5.

RAMALHO E AS REFORMAS: Em entrevista, o presidente do nosso sindicato, Ramalho da Construção, prevê

um 2018 difícil para o sindicalismo e os trabalhadores. “Vamos unir forças para continuar enfrentando os males do neoliberalismo. Vamos, também, propor pautas positivas para que o Brasil volte a crescer, produzindo riquezas, empregos e melhor divisão de renda”, afirma Ramalho. Páginas 8 e 9


PISOS SALARIAIS A partir de maio/2017 PISOS FUNÇÃO

VALOR

POR HORA

OUTROS BENEFÍCIOS

NÃO QUALIFICADOS

R$ 1.416,92

R$ 6,44 por hora

Tíquete

QUALIFICADOS

R$ 1.723,67

R$ 7,83 por hora

Vale-supermercado

MONTAGEM

R$ 2.065,48

R$ 9,39 por hora

Cláusulas anteriores

R$ 20,80 R$ 286,00 Todas mantidas

CLÁUSULA PRIMEIRA – CORREÇÃO SALARIAL Será concedido um reajuste, conforme abaixo transcrito, sobre o salário corrigido conforme Convenção Coletiva anterior, em sua cláusula primeira, como resultado da livre negociação para a recomposição salarial do período de 01/05/2017 a 30/04/2018, dando-se por cumprida a Lei nº 8880/94 e legislação complementar, nos seguintes termos: a) Em 1º de maio de 2017, 3,99% (três vírgula noventa e nove por cento) para os trabalhadores que recebem salário mensal de até R$ 6.000,00 (seis mil reais); b) Em 1º de maio de 2017, os trabalhadores que recebem salário mensal a partir de R$ 6.000,01 (seis mil reais e um centavo) terão acrescido ao salário a importância fixa de R$ 239,40 (duzentos e trinta e nove reais e quarenta centavos); c) As empresas poderão complementar o reajuste livremente de acordo com a sua política salarial.

SAÚDE NA CONSTRUÇÃO! O Seconci-SP oferece atendimento médico-ambulatorial e odontológico para os trabalhadores da construção e seus familiares. Confira todos os serviços: ESPECIALIDADES MÉDICAS • Acupuntura • Cardiologia • Clínica Geral • Dermatologia • Endocrinologia • Gastroenterologia • Ginecologia • Mastologia • Neurologia • Neuropediatria • Oftalmologia

• Ortopedia • Ortóptica • Otorrinolaringologia • Pediatria • Pequenas Cirurgias • Pneumologia • Proctologia • Psicologia • Psiquiatria • Reumatologia • Urologia

ODONTOLOGIA • Dentística (restauração) • Exodontia (extração) • Endodontia (tratamento de canal) • Periodontia (tratamento de gengiva) • Odontopediatria • Pequenas cirurgias • Unidades Móveis Odontológicas

SERVIÇOS COMPLEMENTARES • Laboratório de Análises Clínicas • Exames Radiológicos • Eletrocardiografia • Clínica de Nutrição • Ecocardiografia • Mamografia • Enfermagem • Espirometria

• • • • • • • • •

Fisioterapia Holter Eletroencefalografia Colposcopia Mapa Serviço Social Teste Ergométrico Ultrassonografia Vulvoscopia

Outras modalidades estão sendo negociadas. Acompanhe pelo nosso site ou direto no Sindicato Sintracon-SP - www.sintraconsp.org.br (11) 3388-4800 - Ramais 4202 / 4200 / 4203 / 4215 Rua Conde de Sarzedas, 286 - Centro - São Paulo - SP


A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

EDITORIAL A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL EDIÇÃO 292 – JANEIRO 2018 Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo / Fundação em 16 de junho de 1936 / Adaptado ao Decreto - Lei 1.402 – por carta de maio de 1941. Sede: Rua Conde de Sarzedas, 286, Centro – São Paulo – SP CEP 01512-000 – Fone: 3388-4800 – Fax: 3207-4921 Internet: www.sintraconsp.org.br E-mail: sintraconsp@sintraconsp.org.br Base territorial: Município de São Paulo, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, Embú das Artes, Embú-Guaçu, Franco da Rocha, Mairiporã, Caieiras, Juquitiba, Francisco Morato e São Lourenço da Serra. Representantes: Categoria Profissionais de Trabalhadores do Ramo da Construção Civil, Ladrilhos Hidráulicos e Produtos de Cimento, Cerâmica para Construção, Pinturas, Decorações, Estuques, Ornatos, Artefatos de Cimento Armado, Instalações Elétricas, Ofíciais Eletricistas, Gás, Hidráulicas, Sanitárias, Montagens Industriais e Engenharia Consultiva. Diretoria Executiva Presidente: Antonio de Sousa Ramalho Secretário Geral: Antonio de Freitas Pereira 1° Secretário: Antonio de Sousa Ramalho Junior 2º Secretário: Atevaldo Vieira Leitão Tesoureiro Geral: Wilson Florentino de Paula 1º Tesoureiro: Sueli Ramos de Lira 2º Tesoureiro: José Pedro dos Santos Diretoria de Base Ezequiel Barbosa de Sales Josileide Neri de Oliveira João Rodrigues de Araujo Raimundo Nonato dos Santos Damião Antonio de Oliveira Conselho Fiscal Oswaldo de Oliveira Souza Cláudio Aureliano Moreira Francisco de Andrade Coelho Suplentes: José Luiz do Nascimento José Geraldo Martins Miguel Machado Pereira Delegados da Federação Antonio de Sousa Ramalho Antonio de Freitas Pereira Suplentes: Manoel Teixeira de Carvalho Francisco de Assis Pereira Lima Conselho de Redação Antonio de Sousa Ramalho Arnaldo Jubelini Jr. – MTB 12.597 Jornalista Responsável: Edivaneis Silva – MTB 59.105/SP Estagiário de Jornalismo: César Rota Diagramação: Beatriz Salazar Fotografia: Arquivos SINTRACON-SP e Claudinei Bitman Impressão: Mix Editora – Tiragem: 150 mil exemplares

CONSUMIDOR BRASILEIRO É ALVO DE TENTATIVA DE FRAUDE A CADA 17 SEGUNDOS

O

trabalhador brasileiro está cercado. Além de enfrentar a fila do desemprego e de ver diariamente na mídia um grotesco show de corrupção, precisa driblar tentativas de fraude, que são constantes. A afirmação é do sindicalista e deputado estadual pelo PSDB, Ramalho da Construção, tendo, como base, o indicador do birô de crédito Serasa Experian, que computou 950.632 atos fraudulentos contra pessoas físicas no primeiro semestre, ou seja, uma a cada 16,5 segundos. “É um crescimento de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 884.105 tentativas, ou uma a cada 18 segundos”, afirmou Carolina Aragão, gerente do SerasaConsumidor, ao jornal Folha de S. Paulo. “Esses golpes aumentam conforme crescem as transações em lojas e o consumo em si, porque é quando o consumidor usa seus dados. É aí que o criminoso encontra brecha para se apropriar de informações e cometer a fraude”, explica Carolina.

FOTO: REPRODUÇÃO

RAMALHO DA CONSTRUÇÃO Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo e Deputado Estadual pelo PSDB-SP

SECONCI-SP: DISPOSTO A CUIDAR DE VOCÊ O Seconci-SP (Serviço Social da Construção) fechou o ano de 2017 tendo realizado cerca de 7,948 milhões de atendimentos em saúde, odontologia e serviço social no Estado de São Paulo. Destes, 6,121 milhões correspondem às unidades administradas pela entidade na rede pública e 1,827 milhão às unidades próprias. Os números são 10% menores que os registrados em 2016, ano em que houve expressivo aumento de atendimentos na rede pública devido ao surto

de dengue, zika e chicungunha e maior procura por parte de pessoas que saíram dos planos de saúde privados, em função do desemprego e de dificuldades financeiras. “Nas unidades próprias, a queda reflete a diminuição do contingente de empregados na indústria paulista da construção, estimada na mesma proporção”, salienta, detalhadamente, o sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP, Ramalho da Construção. FOTO: ASSESSORIA DE IMPRENSA - SECONCI/SP


4

SINTRACON-SP | JANEIRO DE 2018

NATAL DAS CRIANÇAS NO SINDICATO A Com a ilustre presença do Papai Noel, o Sintracon-SP presenteou os filhos dos associados com no máximo 14 anos manhã ensolarada do domingo (17 de dezembro) ficou mais alegre para os filhos dos associados ao Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), por conta da presença do Papai Noel, que tirou uma foto com eles e os presenteou com diversos brinquedos. O Natal das Crianças, nome dado pelo presidente da entidade, Ramalho da Construção, acontece todos os anos e, em todas as edições, presenteia os filhos dos associados ao sindicato, de até 14 anos de idade. “É um tempo de comunhão, todos alegres e unidos em prol do bom espírito

natalino. Embora estejamos passando por um período de crise econômica, política e, também, nas leis trabalhistas, o SintraconSP não deixa de exercer seu papel social. Isso, para nós, tem relevante importância”, salientou Ramalho.

FOTOS: CLAUDINEI BITMAN

Organização Diversos assessores do Departamento de Base, responsável pela visitação nos canteiros de obras, e colaboradores dos demais departamentos, compareceram no domingo para organizar o evento e ajudar no processo de entrega dos presentes. Além deles, a vereadora Adriana Ramalho (PSDB) também esteve presente. Associados dos quatro cantos da capital compareceram na festança de Natal

Durante o dia todo, as crianças chegavam empolgadas, pegavam seus presentes e, posteriormente, posavam para foto com o Papai Noel e com o presidente

O sindicato não deixou as crises econômica e política interromperem a festa de natal, que, mesmo com sua simplicidade, teve um sabor mais alegre e especial


A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

5

TRABALHO INTENSO DO DEPARTAMENTO DE BASE EM 2017 No comando da gerente Ana Paula Tavares, o departamento realizou diversas greves e paralisações em prol dos trabalhadores da construção

A

lgumas pessoas perguntam: “o que faz o departamento de base?”. Teoricamente, ele é o responsável pela visitação em canteiros de obras e pela sindicalização dos trabalhadores do setor. Contudo, como o presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, avalia, “ele é a sustentação do sindicato, pois é o setor do prédio que faz tudo pelo bem-estar do trabalhador”.

Em 2017, o departamento, gerenciado pela Ana Paula Tavares, concluiu 429 greves; 7.164 visitações em obras; 2.379 assembleias; 11.214 atendimentos na Base; 1.190 reuniões com empresas, em busca da resolução dos problemas dos operários; e 1.559 visitas de verificações. Ramalho da Construção acredita que o empenho do departamento fortalece a representação da entidade no meio sindical.

“Graças a essa atuação deles, conseguimos resolver diversos problemas nos canteiros de obras. Salários que não estavam sendo pagos, voltaram a ser pagos; refeições inadequadas tornaram-se adequadas; trabalhadores que eram tratados com descaso, começaram a ser respeitados; e operários que exerciam suas funções sem equipamentos de proteção, começaram a usá-los”, explica o presidente.

Elogio O presidente, contente com os trabalhos, elogia a intensa jornada de trabalho dos colaboradores da Base. “Com a Ana Paula Tavares no comando, os coordenadores fizeram uma ótima estratégia de trabalho e, os assessores, por sua vez, estiveram sempre ao lado dos trabalhadores, os servindo com todas as forças”, finaliza Ramalho. FOTO: ASSESSORIA DE IMPRENSA/SINTRACON-SP

Os números indicam a alta efetividade do departamento, que, sem medir esforços e dificuldades, representou muito bem a categoria da construção em 2017

SAÚDE DO TRABALHADOR É DEVER DE TODOS OS SETORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL! Com a queda do imposto sindical, prevista na reforma trabalhista do governo Temer, o sindicalismo brasileiro, assim como o trabalhador, perde muito de sua força. Todos os sindicatos deverão se preparar para novos e duros tempos. O Sintracon-SP, por exemplo, vai perder perto da metade de sua arrecadação. Uma das áreas que, por seu alto valor de investimento, precisaria ser redimensionada, é a do atendimento médico. Optamos, então, por concentrar os

serviços de saúde do trabalhador e seus familiares no Seconci-SP, cuja estrutura é extremamente boa. Sim, pois além de consultas nas mais diversas áreas de especialidades, o Seconci-SP reúne condições de fazer exames laboratoriais complexos, de forma rápida e eficaz. Vale ressaltar que pela Cláusula décima da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, todas as empresas do setor devem ser filiadas ao Seconci-SP.

Portanto, o atendimento tem caráter obrigatório. E mais: as empresas contratantes respondem, solidariamente, por todas as responsabilidades de suas contratadas. No atual cenário político, a saúde de quem trabalha na construção civil é um dever de todos: trabalhadores, sindicato e empresários. O maior patrimônio de qualquer empresa são os seus recursos humanos. E pensar na saúde dos que trabalham em es-

critórios ou canteiros de obras é essencial para o contínuo avanço de um segmento econômico fundamental para o crescimento do País. Esperamos, portanto, contar com toda a cadeia produtiva da construção civil em atividades de conscientização da categoria. Ramalho da Construção Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo FOTO: CLAUDINEI BITMAN

Mesmo com a perda de força da classe operária, devido a reforma trabalhista, a saúde do trabalhador ainda é tratada com cuidado pelo Sintracon-SP e Seconci-SP


6

SINTRACON-SP | JANEIRO DE 2018

MAIS DE 20 MIL HOMOLOGAÇÕES REALIZADAS NO SINTRACON-SP Depois da aprovação da reforma trabalhista, o procedimento não é mais obrigatório, o que pode prejudicar a garantia do direito do operário FOTO: ASSESSORIA DE IMPRENSA/SINTRACON-SP

O número alto de homologações também representa, além do efetivo trabalho do departamento do sindicato, a forte crise econômica que assusta o País

O

ano foi intenso para o trabalhador da construção civil e para o Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo). 23,5 mil homologações foram realizadas na sede da entidade e 28,1 mil agendadas, de janeiro a dezembro. Já na subsede, localizada no Taboão da Serra, 1,3 mil realizadas e 1,4 mil agendadas, no mesmo período.

Para Ramalho da Construção, presidente do Sintracon-SP, o número expõe duas questões: a primeira, o trabalho intenso dos colaboradores do departamento de homologação neste ano; a segunda, o alto número de demissões no mercado da construção, por conta da crise econômica brasileira. “De fato, o número é bem alto. Para termos noção da magnitude, é só pensarmos que mais de 28 mil companheiros da

construção civil, só na cidade de São Paulo e em alguns municípios ao redor, perderam seus empregos neste ano, o que é muito triste. Em outro olhar, é de se exaltar o efetivo trabalho do departamento de homologação, que fechou bons acordos para o trabalhador, mesmo com um grande número de passagens”, conta o presidente. Ramalho, levando em consideração o serviço da entidade, se sente satisfeito

NOVO PRESIDENTE DOS APOSENTADOS FALA SOBRE METAS E LUTAS Marcos Bulgarelli é o novo presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical, uma das maiores entidades de classe no País. Metalúrgico aposentado há mais de 15 anos e atuando no Sindnapi desde 2006, Bulgarelli foi eleito durante o 5º Congresso

com o trabalho exercido durante os 12 últimos meses. “O sindicato, mesmo em um cenário de forte crise, trabalhou intensamente neste ano para reverter o alto número de desemprego. E conseguiu, até certo ponto. Estou satisfeito com o nosso trabalho, garantimos os direitos dos operários do setor e consolidamos o mercado de trabalho da nossa categoria. O trabalhador pôde ver isso de perto”, finaliza. FOTO: REPRODUÇÃO/SINDNAPI

do Sindicato, em Americana (SP). Ele destaca que o Sindicato não se restringe a lutar por direitos dos aposentados, pensionistas e idosos. Sua atuação compreende também os trabalhadores que estão na ativa, os quais, frente às mudanças trabalhistas, encontrarão muitas No Sindnapi desde 2006, Marcos Bulgarelli é o novo presidente da entidade dificuldades para se aposentar.

FOTO: REPRODUÇÃO

UM EM CADA QUATRO BRASILEIROS VIVE ABAIXO DA LINHA DA POBREZA Um quarto da população, ou 52,168 milhões de brasileiros, estavam abaixo da linha de pobreza do Banco Mundial em 2016, ano mais agudo da recessão. O número, segundo o sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP, Ramalho da Construção, incomoda: “Esse é o total de brasileiros que vive com menos de US$ 5,50 por dia por pessoa, equivalente a uma renda mensal de R$ 387,07 em valores de 2016”, comenta. Os dados, da Síntese de Indicadores Sociais 2017, foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Quando considerada a Linha Internacional de Pobreza do banco multilateral, de US$ 1,90 por pessoa, 13,350 milhões de brasileiros, ou 6,5% da população total, vivem com menos desse valor por dia. Esse contingente é superior à população da capital paulista (12,1 milhões, segundo o IBGE)”, revela Ramalho.


A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

SAÚDE BRASILEIRA É UMA CIRANDA DE VERGONHAS Duas coisas são certas na vida: morte e impostos. O governo Temer, além de saber muito bem disto, capricha. Com suas reformas, só faz mexer em direitos do trabalhador. Agora, sua majestade o imposto é intocável, a ponto de o brasileiro trabalhar cinco meses do ano só para pagá-los. Quanto à velha Senhora tem Brasília como aliada, pois o sistema de saúde no País é um verdadeiro teatro de absurdos. Leio no jornal O Estado de S. Paulo que pelo menos 904 mil pessoas esperam por uma cirurgia eletiva – não urgente – no Sistema Único de Saúde (SUS). Parte desses pacientes aguarda o procedimento há mais de 10 anos. Nesta vergonha declarada e institucional, nada é ficção. Os números integram um levantamento inédito feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com dados das secretarias da Saúde dos Estados e das capitais brasileiras obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. Temer e seus burocratas adotam o neoliberalismo selvagem como arma. E, para o neoliberalismo, não existe gente, não há fator humano. Tudo é dinheiro. Vende-se o patrimônio do Brasil e dos brasileiros na bacia das almas, ou seja, por troco de pinga. Imaginem-se, amigos e amigas, na situação de um desses pacientes. Pense na qualidade de vida deles, tendo a dor e a espera como companheiros constantes. Vivemos um caso de tortura nas filas do SUS enquanto Temer só utiliza verba para satisfazer os objetivos e a insaciável fome das elites. Quem não faz a cirurgia eletiva, acaba caindo no sistema de urgência e emergência ou operado num quadro muito pior do que no início da doença. Desculpem-me estar proclamando o óbvio nesta ciranda de vergonhas.

7

CENTRAIS E EMPRESÁRIOS IRÃO PROMOVER DEBATES SOBRE DESENVOLVIMENTO E EMPREGO

O

presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Paulo Rabelo de Castro, e o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, Paulinho, discutiram, no último 11 de dezembro, a possibilidade de fazer reuniões entre representantes das centrais sindicais e lideranças empresariais para debater ideias e apontar em que setores realizar investimentos.

O sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP, Ramalho da Construção, que também é vice-presidente da Força, julga a iniciativa como essencial para o Brasil votar aos trilhos do crescimento, com mais produção, riquezas, emprego e renda. Paulo Rabelo explicou sua proposta de realizar o debate. “A solução não está nas mãos de um salvador da pátria. As respostas devem ser dadas pelo País e suas ins-

tituições. Não podemos reunir 207 milhões de pessoas numa sala porque não dá. A solução é chamar as lideranças do setor produtivo. Temos de falar com gente que acorda cedo e trabalha, e não com os privilegiados, que não querem mexer em nada. Juruna lembrou que as centrais debateram ideias e soluções com os empresários, e este debate, em março, poderá ser uma continuidade da reunião anterior. FOTO: ARQUIVO FORÇA SINDICAL

Ramalho: “O Brasil precisa da experiência e representatividade dos sindicalistas para fazer com que o País melhore”

NÚMERO DE JOVENS QUE NÃO ESTUDAM NEM TRABALHAM CRESCE 20% EM 4 ANOS “O futuro do Brasil está comprometido. O número de jovens de 16 a 29 anos que não estudam nem trabalham subiu de 34,2 milhões em 2012 para 41,25 milhões em 2016 - o equivalente a 25,8% do total de jovens brasileiros nessa faixa etária”. A observação é do sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP, Ramalho da Construção, ao avaliar pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com a pesquisa, nestes quatro anos:

- Número de jovens que apenas estudavam: aumentou 3,4 pontos percentuais; - Número de jovens que apenas trabalhavam: caiu 5 pontos percentuais; - Número de jovens que estudavam e trabalhavam: caiu 1,5 ponto percentual. Desemprego entre os jovens Entre 2012 e 2016, saltou de 4 milhões para 6,3 milhões o número de jovens com idade entre 16 e 29 anos desempregados no país. Isso representa um aumento de 57% do contingente de jovens desempre-

gados e revela um dos principais efeitos da crise econômica pela qual passa o Brasil. “São muitos os fatores que interferem nesta situação como, por exemplo, a dificuldade destes jovens em se inserir no primeiro trabalho, ou mesmo de conciliar os estudos com uma ocupação profissional”, destaca a analista do IBGE, Cíntia Simões Agostinho. “Os jovens foram os que mais sofreram com os efeitos da crise no mercado de trabalho. Algo precisa ser feito para salvar o Brasil dele mesmo”, conclui o presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção. FOTO: REPRODUÇÃO

Ramalho da Construção Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

“Algo precisa ser feito para salvar o Brasil dele mesmo”, destaca o presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção


8

SINTRACON-SP | JANEIRO DE 2018

APÓS REFORMA TRABALHISTA, SINDICATOS ENCOLHEM E DEMITEM PARA SOBREVIVER A estrutura sindical brasileira reúne cerca de 300 mil trabalhadores, segundo o Dieese. Todavia, o fim da contribuição sindical obrigatória, extinta com a reforma trabalhista, vem forçando centrais e sindicatos a se adaptarem aos novos tempos de vacas mais magras. Estamos assistindo a uma onda de demissões, venda de ativos e planos de demissão voluntária, tudo isso para adequar receita e despesa. Tal panorama, obviamente, enfraquece o sindicalismo e os trabalhadores na relação entre o capital e o trabalho. Alguns exemplos já foram citados pela mídia. A CUT organiza um Programa de Desligamento Voluntário e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) demitiu funcionários e vai para uma sede menor. O Sindicato dos Comerciários de São Paulo, que tinha 600 empregados, organizou há dois meses um PDV, que teve adesão de 67 deles. Mas isso não evitou outras 35 demissões. No início de 2018, perto de 100 mil trabalhadores diretos e indiretos devem ser afetados, estima o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Associados Além da perda da contribuição sindical, as entidades já tinham de trabalhar com uma realidade mais dura. Nosso sindicato, o dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), por exemplo, viu seu número de associados desabar com a perda de postos da construção na crise. A entidade tinha 230 funcionários no início do ano. Agora, são 158. Uma das estratégias das entidades é “voltar para a rua”, para aumentar a receita com novas filiações, inclusive transferindo parte dos funcionários da sede para as equipes que vão até os locais de trabalho e têm contato direto com os trabalhadores. “O impacto é grande, mas a contribuição obrigatória tinha de acabar mesmo. Não era uma coisa justa e só servia para alimentar alguns sindicatos que faziam muito pouco. A contribuição precisa ser discutida”, conclui Ramalho da Construção, presidente do Sintracon-SP.

“2018 SERÁ DIFÍC A opinião é do sindicalista e deputado estadual pelo PSDBSP, Ramalho da Construção, que, nessa entrevista, aborda o difícil cenário do País para o sindicalismo, sociedade e, especialmente, no campo trabalhista.

Diante do cenário político, econômico e social do Brasil em 2017, o que esperar de 2018?

Ramalho da Construção - As reformas foram especialmente lesivas aos trabalhadores e aos sindicatos. Levaram em conta, apenas, os interesses da classe dominante. Infelizmente, isso indica que 2018 será um ano difícil, de muitos obstáculos e lutas. A gula dos patrões jamais se sacia. E, dentro das novas leis, procurarão brechas para prejudicar e precarizar ainda mais quem efetivamente constrói o Brasil, que é a classe trabalhadora. Houve um retrocesso incomensurável no âmbito dos direitos trabalhistas e um ataque frontal às entidades sindicais. Mas não adianta chorar leite derramado. Precisamos nos recompor rapidamente, reorganizar esforços, mobilizar a sociedade em torno de seus direitos. Mas o Governo Federal anda propagandeando que a reforma assegura empregabilidade...

R.C. - Geração de empregos... Tratase de uma falsa visão. Os salários serão achatados. A informalidade crescerá assustadoramente. Carteira de trabalho assinada ficará mais rara que a Ararinha Azul do Pantanal. Já há patrão querendo demitir todo o seu quadro funcional para, posteriormente, recontratá-lo dentro da nova lei. Com os sindicatos enfraquecidos, o profissional terá de negociar direto com o empresário. Vai ser estilingue sem pedra contra metralhadoras de última geração. O medo do desemprego falará mais alto, impondo a precarização das relações capital e trabalho. Não haverá outra alternativa aos trabalhadores a não ser fortalecer seus sindicatos e se rebelar contra esse estado de coisas. O sindicalismo ganhará força?

R.C. - Sem a presença dos sindicatos, os trabalhadores, não tenham dúvida, serão reféns dos patrões nas negociações por salários, PLR, vale-alimentação, banco de horas, jornada de trabalho e até mesmo rescisões. Andorinha só, não faz verão. Com seus desmandos e imposição de limitações, o próprio governo fará renascer as verdadeiras entidades representativas dos trabalhadores. A luta será sem tréguas. E não haverá mais Ramalho: “A Construção Civil é o me


A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

9

FÍCIL, MAS REALIZADOR” FOTO: CLAUDINEI BITMAN

vil é o melhor caminho para que o Brasil se recupere social e economicamente”

espaço para sindicatos de fachada. O senhor, há dez anos, dizia que presenciaríamos a volta do trabalho escravo. Continua sustentando tal opinião? R.C. - Hoje, mais do que nunca. O coração do patrão bate no bolso. Poucos são os empresários que pensam em seus recursos humanos como maior patrimônio. Querem lucrar sempre. E procuram fazer isso especialmente em épocas de crise. Justificam suas arbitrariedades com os problemas financeiros do País. A força, por enquanto, está com eles. Mas barriga vazia muda qualquer situação. E é o que vai acontecer no andar de 2018.

Solicita-se, também, a manutenção da atual seleção do Minha Casa Minha Vida, retirando somente quem não atender as exigências; regulamentação do distrato e regulamentação da LIG pela CVM. Na infraestrutura, liberar imediatamente os projetos do PPI; agilizar o Programa de Concessões Municipais e publicar MP de concessão de manutenção de rodovias com baixo investimento (antigo CREMA). E no geral?

R.C. - Propor reforma tributária que não onere quem gera emprego; vincular a entrada de engenheiros e produtos estrangeiros com reciprocidade, transferência de tecnologia, sem exigência de investidores/financiadores; criar O senhor está fazendo parte comissão interministerial estratégica para do programa “Coalizão para a o setor da construção. Construção”, é isso? É torcer para que o programa seja R.C. - Temos que ajudar o Brasil a salvar acatado, certo? o Brasil. Para tanto, é preciso fortalecer os setores que agregam produção, R.C. - Sem incrementar o setor desenvolvimento, riquezas e, acima de tudo, da construção, não pode haver empregos. O programa foi apresentado ao desenvolvimento e empregabilidade plena. presidente Temer. Dele consta medidas Sempre digo que, quando se investe R$ 1 para estimular a recuperação da indústria bilhão no setor, gera-se 15.157 empregos da construção, com foco no mercado diretos e com carteira assinada. Mais imobiliário, habitação e infraestrutura. os indiretos, esse número supera os 51 mil. Além disso, o montante investido Quais são as medidas propostas? representa a construção de 13.788 moradias. A Construção Civil é o melhor R.C. - No mercado imobiliário, pede-se caminho para que o Brasil se recupere uma solução imediata para a Caixa atender social e economicamente. Ao levarmos em as regras de Basiléia, pois a CEF detém consideração o rico potencial da construção 70% do mercado de crédito imobiliário. pesada, tal número sobe. E muito.

“Sem a presença dos sindicatos, os trabalhadores, não tenham dúvida, serão reféns dos patrões nas negociações”

Ramalho da Construção


10

SINTRACON-SP | JANEIRO DE 2018

SEM SEGURANÇA, NÃO SE ARRISQUE NO TRABALHO! Não faça de seu trabalho uma aventura, segurança vem primeiro; o objetivo é trabalhar para viver, não viver para trabalhar e depois morrer FOTO: REPRODUÇÃO

Todos os trabalhadores devem fazer o uso correto dos EPIs e EPCs - Equipamentos de Proteção Individual e Equipamentos de Proteção Coletiva, respectivamente

S

ão Paulo tem mais de dez mil canteiros de obras. Trabalhar nesses canteiros é conviver com o perigo. O ambiente de trabalho é cheio de armadilhas que podem levar a acidentes às vezes fatais. Toda atenção é pouca. E o correto uso de equipamentos de proteção individuais (EPIs) é indispensável. Jamais confie na sorte. A vida é o maior patrimônio do trabalhador. Se você, companheiro, sentir insegurança para executar sua função, não a faça, mesmo que obrigado a isso por seu chefe. Qualquer situação insegura deve ser comunicada imediatamente ao Sindi-

cato, que tomará providências. A filosofia do nosso Sindicato é a de acidente zero nos canteiros. Para isso faz inspeções de rotina nas obras com suas equipes de base. A maioria dos acidentes de trabalho advém do cansaço do trabalhador, que normalmente é incentivado a fazer horas extras intermináveis para ganhar um dinheiro a mais. As malditas tarefas vêm sendo combatidas pelo nosso Sindicato. É ouro de tolo. A pessoa trabalha além da conta e seu ganho não é devidamente computado no holerite. Tarefas ganhas por fora do holeri-

te representam perdas para efeito de 13º salário, férias, fundo de garantia e aposentadoria. As tarefas o afastam da vida familiar e de momentos de lazer, causando frustração, desatenção e acidentes terríveis. Jamais desafie os seus limites físicos e mentais. Saiba a hora de parar. Não aceite coações por parte do patrão, que só pensa em lucrar mais e mais. A construção civil é o setor que mais tem acidentes de trabalho no Brasil. A escalada das drogas que assolam a sociedade também é responsável direta por mortes e mutilações. Afaste-se das drogas. Jamais dê o

primeiro passo em direção a elas. Fuja do vício. Não entre nessa areia movediça que acaba com a família, a autoestima e a vida. Qualquer irregularidade numa obra pode levar a ocorrências sérias, desde o meio ambiente de trabalho inadequado até à falta de pagamento e o não fornecimento de benefícios conquistados. Trabalhadores que se sentem prejudicados devem procurar o Sindicato que, através do diálogo ou greve, resolverá as questões. Respeite, sempre, as orientações dos técnicos de segurança!

IMPRESSÃO 3 D: INOVAÇÃO QUE PROMETE TRANSFORMAR O SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL Novas técnicas, invenções e tecnologias da construção civil têm contribuído para transformações expressivas no setor, ajudando na melhora da qualidade das obras e na redução de tempo e de custos, em alguns casos. Uma delas é a Impressão 3D. O uso de tal técnica pode eliminar o desperdício de materiais nos canteiros de obra, aumentar a segurança do trabalhador e diminuir o tempo de construção. Além disso, o custo da obra chega a ser

FOTO: REPRODUÇÃO

dez vezes menor. No Brasil, já há empresas atuando com a tecnologia. Estudantes da Universidade de Brasília dizem que é possível construir casas de 50 m² por menos de R$ 30 mil. “Ninguém segura o avanço tecnológico. Assim sendo, o trabalhador da construção precisa se capacitar e se requalificar para garantir o seu futuro no setor. Estudar cada vez mais é o segredo”, conclui o sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP, Ramalho da Construção. É extremamente importante o acompanhamento do avanço tecnológico


A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

11

HARUO ISHIKAWA É ELEITO PRESIDENTE DO SECONCI-SP PARA O BIÊNIO 2018/2019

A

assembleia geral do Seconci-SP (Serviço Social da Construção) elegeu em 13 de dezembro e deu posse ao novo Conselho Deliberativo da entidade para o biênio 2018/2019. O vice-presidente Haruo Ishikawa foi eleito presidente e assumiu o cargo em 1º de janeiro, substituindo o presidente que encerrou o mandato, Sergio Porto (assumiu a 2ª Vice-Presidência).

FOTO: REPRODUÇÃO

“Ishikawa pretende dar continuidade e incrementar a prestação dos serviços do Seconci-SP em saúde, prevenção e assistência social destinados aos 668 mil trabalhadores da construção civil e seus familiares no Estado de São Paulo. E, com toda a certeza que tenho, ele tem capacidade suficiente para isso”, diz o sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP, Ramalho da Construção. Mais uma missão para a carreira do presidente do Seconci-SP, Haruo Ishikawa

FIQUE ATENTO: AS PRINCIPAIS MUDANÇAS NAS RELAÇÕES ENTRE CAPITAL E TRABALHO COM A REFORMA TRABALHISTA FOTO: MARCOS SANTOS/USP IMAGENS

• Acordado sobre o legislado Principal tópico da reforma, o texto permite que o acordado entre sindicatos e empresas tenha força de lei para uma lista de itens, entre os quais jornada, participação nos lucros e banco de horas. Não entram nessa lista direitos essenciais, como o salário mínimo, FGTS, férias proporcionais e décimo terceiro salário.

• Inclusão da jornada intermitente Esse tipo de contrato permitirá a prestação de serviços com interrupções, em dias alternados ou apenas por algumas horas na semana. O trabalhador tem que ser convocado com, pelo menos, cinco dias de antecedência. A exceção são os aeronautas, que não podem seguir esse regime. Hoje, a CLT não prevê a jornada intermitente.

• Fim do imposto sindical obrigatório O texto acaba com o imposto sindical obrigatório, que, para o trabalhador, equivale a um dia de trabalho por ano. Para o empregador, há uma alíquota conforme o capital social da empresa. O recolhimento passa a ser voluntário, por opção do trabalhador e do empregador.

• Terceirização A lei que regulamenta a terceirização foi aprovada em 2017 e permite que ela valha para qualquer função da empresa. O texto da reforma inclui duas salvaguardas à lei da terceirização. Proíbe que uma pessoa com carteira assinada seja demitida e contratada como pessoa jurídica ou por terceirizada por um período inferior a 18 meses.

• Parcelamento de férias O texto permite a divisão das férias em até três períodos, com a concordância do empregado. Um deles, no entanto, não pode ser inferior a 14 dias. Os dois restantes têm que ter mais de cinco dias corridos, cada. O texto também veda o início das férias no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado. • Jornada diária A jornada diária poderá ser ajustada desde que a compensação aconteça no mesmo mês e se respeite o limite de dez horas diárias, já previsto na CLT. Este item, no entanto, pode ser negociado entre patrão e empregado, com força de lei. O texto também regulamenta a jornada de 12 horas, que terá que ser seguida por 36 horas ininterruptas de descanso.

como os contratos por tempo determinado.

• Gestantes e lactantes Gestantes e lactantes não poderão trabalhar em atividades que tenham grau máximo de insalubridade. Em atividades de grau médio ou mínimo de insalubridade, a gestante deverá ser afastada quando apresentar atestado de saúde de um médico de sua confiança. Pela regra atual, gestantes e lactantes são proibidas de exercer qualquer atividade insalubre. A informação é a principal arma para o trabalhador se proteger dos descasos

ciar intervalos de almoço menores do que uma hora. Em caso de descumprimento, o empregador pagaria dobrado o restante. Por exemplo, se o almoço é de uma hora e o empregado fez 50 minutos, a empresa paga os 10 minutos restantes em dobro. Da forma como era antes, uma súmula do • Intervalo intrajornada Sindicatos e empresas poderão nego- TST obrigava o pagamento triplicado.

• Jornada parcial e temporária A jornada do contrato parcial poderá subir das atuais 25 horas semanais permitidas para até 30 horas, sem possibilidade de horas extras. O empregador também pode optar por um contrato de 26 horas, com até seis horas extras. O trabalhador sob esse regime terá direito a férias, assim

• Demissão em acordo A lei cria um novo dispositivo jurídico: a demissão em comum acordo. Por esse mecanismo, a multa de 40% do FGTS é reduzida a 20%, e o aviso prévio fica restrito a 15 dias. Além disso, o trabalhador tem acesso a 80% do dinheiro na conta do Fundo, mas perde o direito a receber o seguro-desemprego.


12

SINTRACON-SP | JANEIRO DE 2018

BRASIL, O PAÍS DO NOME SUJO NA PRAÇA! Os mais velhos, com suas mobilizações e forças, conseguiram trazer o País aos trilhos da democracia. Trabalharam demais e são reconhecidos de menos, por certo. Leio, na mídia, que quase 5 milhões de consumidores idosos, na faixa dos 65 aos 84 anos, fecharam o mês de novembro com o nome sujo na praça. Três em cada dez consumidores dessa faixa etária estão inscritos em alguma lista de devedores, segundo levantamento do SPC Brasil e da CNDL (Confederação dos Dirigentes Lojistas). Estatísticas demonstram: a faixa etária com o maior número de devedores inadimplentes é aquela entre os 30 e 39 anos. No mês passado, quase a metade dessa população (49%) estava com o nome sujo – ou seja, 16, 93 milhões de consumidores dessa idade estão negativados. Ou seja, a crise e o neoliberalismo não poupam ninguém. Perto de 60 milhões de brasileiros estão na rua da amargura, muitos passando fome. As dívidas com bancos correspondem à metade dos pagamentos em atraso. Em segundo lugar, o comércio concentra 20% dos débitos. A situação é catastrófica. O Governo deve melhorar tal condição, pois os mais velhos, por tudo que fizeram, não merecem isso.

Entre “ASPAS”

RA M A L H O

DA

C O N ST R U ÇÃ O

SEM TÉCNICO DE SEGURANÇA NÃO HÁ QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO FOTO: CLAUDINEI BITMAN

SECONCI-SP EM SOROCABA Notícia especial para a região de Sorocaba. Nosso grande parceiro, o Seconci-SP (Serviço Social da Construção) inaugurou a sede própria de sua unidade naquele muncípio. O Sintracon-SP, que tenho a honra de dirigir, foi representado pelo nosso diretor José Pedro dos Santos, que também é conselheiro do Seconci-SP. Desejo sucesso à entidade em mais esta empreitada. FOTO: CÂMARA MUNICIPAL DE SOROCABA

O MAPA DA FOME!

É preciso que todos os operários obedeçam às recomendações dos técnicos

T

ive o prazer de participar das comemorações do Dia Internacional dos Técnicos de Segurança no Trabalho. Foi nas instalações da Fundacentro que, aliás, completa 55 anos de grandes serviços prestados à sociedade, desenvolvendo estudos e pesquisas fundamentais à melhoria das condições de trabalho. São Paulo registra 400 mil

profissionais na área de segurança: 115 mil técnicos, 140 mil engenheiros, sendo que o restante é formado por enfermeiros, médicos e especialistas em saúde. Com suas reformas, perversas ao trabalhador, o Governo Federal vem afetando importantes instituições. Uma delas, aliás, é a Fundacentro, que está a caminho de um sucateamento nocivo a quem de fato constrói e produz riquezas para o Brasil.

Metade dos brasileiros que estava empregada em 2016 teve renda inferior a um salário mínimo. Em lugares do Nordeste, o salário chegou a ser de R$ 485,00 por um mês inteiro de trabalho. Daí se tira a fácil conclusão de que a divisão de renda no Brasil está entre as piores do mundo, se não for a pior. Os dados oficiais da Pnad Contínua, do IBGE, ainda indicam que a média entre todas as regiões é de R$ 747,00. Uma vergonha, não é?

REDE DE BENEFÍCIOS PARA OS ASSOCIADOS


A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

VAMOS FORTALECER OS SINDICATOS!

“Não existe uma boa sociedade sem um bom sindicato. E não há um bom sindicato que não renasça todos os dias nas periferias, que não transforme as pedras descartadas da economia em pedras angulares”. O pensamento, observa o líder do nosso sindicato, o SintraconSP, Ramalho da Construção, é de ninguém menos do que o Papa Francisco, que se demonstra preocupado com o avanço do capitalismo selvagem, desprezando o fator humano. “O capitalismo do nosso tempo não compreende o valor do sindicato, porque esqueceu a natureza social da economia. Este é um dos maiores pecados”, afirma o Papa Francisco. “Passamos por um momento difícil”, salienta Ramalho. “A crise econômica é grave, causa desemprego. E o que o governo pretende com as reformas trabalhista e previdenciária, é penitenciar ainda mais o trabalhador brasileiro, de quem quer calar a voz ao enfraquecer suas entidades sindicais representativas”. Para Ramalho, sindicatos e trabalhadores têm de permanecer unidos, pois o poder econômico, quer isolar o trabalhador, deixando-o nu em negociações com o patronato. Associe-se ao Sindicato “Não há outro caminho a não ser o do fortalecimento sindical. Que o trabalhador zele pelo seu futuro, se associando ao sindicato e participando de suas lutas”, conclui o presidente do Sintracon-SP.

Oportunidade imperdível para sócios, dependentes e funcionários do Sintracon-SP

55% A 65%

DE DESCONTO EM

BOLSAS DE ESTUDO Para mais informações: (11) 3388-4800 - Ramal 4313 (Thiago) http://www.ibirapuera.br/

13


14

SINTRACON-SP | JANEIRO DE 2018

SINTRACON-SP INVESTINDO NA QUALIFICAÇÃO DO TRABALHADOR!

Eletricista NR 10 Pedreiro Azulejista SÓCIO DO SINTRACON-SP, INSCREVA-SE AGORA MESMO!

VOCÊ QUE AINDA NÃO É SÓCIO, INFORME-SE!

DIÁRIA NÃO SÓCIOS

DIÁRIA SÓCIOS

Rua Conde de Sarzedas, 286 - Centro São Paulo - SP - Fone (11) 3388-4800 sintraconsp@sintraconsp.org.br www.sintraconsp.org.br


CLUBE DE CAMPO DO CIPÓ Diversão Garantida para toda a Família!

Pensando no associado, o Sintracon-SP tem o Clube de Campo do Cipó, em Embu-Guaçu, São Paulo O clube possui quadra poliesportiva, quadra de bocha, churrasqueiras, campo de futebol e muito mais. No local há dez chalés, cada um com capacidade para receber até seis pessoas.

O associado deve providenciar: • Alimentação • Transporte • Roupa de Cama • Valores

ÁREAS DE LAZER Atualmente as áreas de lazer estão passando por reformas para melhor atender as necessidades dos sócios. Contudo, alguns espaços estão disponíveis, tais como: campo de futebol, quadra de bocha, área verde, salão de jogos e as piscinas.

SERVIÇO O Clube de Campo do Cipó, localizado na cidade de Embu-Guaçu - interior do Estado de São Paulo, oferece toda essa comodidade por R$ 100,00 a diária. Para mais informações, ligue: (11) 3388-4800 (ramal 4292).

COLÔNIA DE FÉRIAS EM ITANHAÉM Para você, associado, que deseja se divertir junto a seus familiares, o nosso Sindicato tem a Colônia de Férias, na cidade de Itanhaém, no litoral sul. Paz, sossego e tranquilidade. Além de magníficas praias, são pontos turísticos famosos:

DIÁRIA NÃO SÓCIOS

DIÁRIA SÓCIOS

• Cama de Anchieta • Morro de Pernambuco • Convento Nossa Senhora de Conceição • Gruta Nossa Senhora de Lourdes

110 ,00

Apartamento para 6 Pessoas

160,00

Apartamento para 6 Pessoas

Apartamento para 4 Pessoas

R$

Apartamento para 4 Pessoas

R$

São disponibilizados dois tipos de apartamentos: com capacidade para quatro pessoas e instalações para receber até seis pessoas. Agendamento prévio através do telefone (11) 3388.4800 (ramal 4292) - após isso é necessário comparecer ao Sindicato (Rua Conde de Sarzedas, 286, Centro) com o RG original ou cópia do documento de identidade dos hóspedes. Os valores são cobrados pelos dias que o sócio se hospedar, sendo que o sócio deve estar em dia com as mensalidades.

R$

R$

140 ,00

200,00

OBS: Pulseira de identificação R$ 1,00 cada adulto e cada criança. Valores sujeitos a alterações. Trazer documentos de identificação com foto original ou xerox de todos os hospedes.

RESERVAS E INFORMAÇÕES: SEGUNDA A QUINTA: 7HS ÀS 17HS | SEXTA: 7HS ÀS 16HS FONE: (11) 3388-4800 (RAMAL 4292) JOSIENE (PISO TÉRREO)

A 200 METROS DE DISTÂNCIA DA PRAIA


CONHEÇA O CARTÃO AMIGO DO TRABALHADOR E APROVEITE AS VANTAGENS! É um benefício exclusivo para nossos sócios Conheça os benefícios: • Descontos em estabelecimentos comerciais e de ensino; • Sorteios semanais de R$ 2.000,00; (muitos companheiros já ganharam, você pode ser o próximo)

CARTÃO AMIGO DO

TRABALHADOR

• Seguro de R$ 1.500,00 em caso de morte acidental;

Quem tem direito aos benefícios? Todos os sócios em dia com suas mensalidades e com cadastro atualizado. Mais do que um bom negócio, o Cartão Amigo do Trabalhador é uma conquista dos trabalhadores, resultado de uma gestão moderna, transparente e eficaz do Sintracon-SP.

“A maioria dos sindicatos dá carteirinha para os sócios. No Sintracon-SP, damos o Cartão Amigo do Trabalhador, cheio de benefícios”, Ramalho da Construção.

SÃO MUITAS AS VANTAGENS DE SER SÓCIO DO SINTRACON-SP SEJA SÓCIO DO NOSSO SINDICATO E FORTALEÇA A LUTA PELOS SEUS DIREITOS O Sintracon-SP oferece, aos seus associados, assistência jurídica para tirar dúvidas, entrar com ações trabalhistas e realizar homologações. O atendimento é realizado de segunda-feira à quinta-feira, das 8h às 18h, e sexta-feira, das 8h às 17h.

CONQUISTAS NAS CONVENÇÕES COLETIVAS Aumento salarial

acima da inflação 12 anos consecutivos

Café da manhã Vale-Alimentação Lanche da tarde Dois uniformes completos Participação nos lucros das empresas

TUDO ISSO POR APENAS R$ 35,00 /MÊS

Profile for sintraconsp

A Tribuna - Janeiro | 2018  

A Tribuna - Janeiro | 2018  

Advertisement