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DIREITOS DO TRABALHADOR Edição 304 Fevereiro 2019 SINTRACON-SP 11 3388 4800

Filiado à

A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

sintraconsp.org.br sintraconsp@sintraconsp.org.br

O JORNAL DE QUEM CONSTRÓI O PAÍS

GREVE NOS CANTEIROS QUE DISTRIBUÍREM MARMITAS AO TRABALHADOR! FOTO: CLAUDINEI BITMAN

Nosso sindicato, o Sintracon-SP, vem recebendo diversas denúncias de trabalhadores que contraíram doenças e infecções. O motivo: marmitas de má qualidade oferecidas pelas construtoras. Diante da comprovação de tal fato, e para proteger a saúde do trabalhador da construção civil, a distribuição de marmitas não será mais admitida nos canteiros de obras. Portanto, todas as empresas deverão fornecer vale-refeição (R$ 21,15) ou vale-alimentação (R$ 300,00), como consta da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. A partir do dia 15 de fevereiro, o sindicato fará GREVE nos canteiros de obras que não respeitarem tal reivindicação.

SINDICALIZAÇÃO É A RESPOSTA PARA FORTALECER A CATEGORIA! A reforma trabalhista foi um duro golpe nos direitos dos trabalhadores. Só a sindicalização pode fortalecer o Sintracon-SP junto ao patrão. Leia entrevista na PÁGINA 8.


CONVENÇÃO COLETIVA 2018 A reforma trabalhista do governo Temer privilegia o empresário e prejudica o trabalhador. Em nossa Convenção Coletiva, os patrões queriam tirar todas as nossas conquistas. Fizemos greve geral durante seis dias e afastamos esse perigo, garantindo:

• CAFÉ DA MANHÃ; • VALE-REFEIÇÃO, QUE SUBIU PARA R$ 21,15; • VALE-ALIMENTAÇÃO, QUE AGORA É DE R$ 300,00; • LANCHE DA TARDE; • DUAS MUDAS DE UNIFORMES; • SEGURO DE VIDA; • REPOSIÇÃO DA PERDA INFLACIONÁRIA DO PERÍODO ENTRE MAIO DE 2017 E ABRIL DE 2018: 1,69%; • A OBRIGATORIEDADE DE A EMPRESA MANTER A SAÚDE DO TRABALHADOR ATRAVÉS DO SECONCI-SP. Se somarmos todas os benefícios, temos como resultado a manutenção de mais de R$ 600,00 no bolso do trabalhador.

UNIDOS SOMOS FORTES. FORTALEÇA O SINTRACON-SP. RELATÓRIO MENSAL DO DEPARTAMENTO DE BASE PRODUTIVIDADE

JANEIRO

Total de dias trabalhados

19 dias

Visitas em Canteiros e Obra

152

Greves

02*

Assembleias

46

Atendimentos na Base

286

Reuniões com Empresas

48

*1 parcial e 1 total


A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

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EDITORIAL A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL EDIÇÃO 304 – FEVEREIRO 2019

Sede: Rua Conde de Sarzedas, 286, Centro – São Paulo – SP CEP 01512-000 – Fone: 3388-4800 – Fax: 3207-4921 Internet: www.sintraconsp.org.br E-mail: sintraconsp@sintraconsp.org.br Base territorial: Município de São Paulo, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, Embú das Artes, Embú-Guaçu, Franco da Rocha, Mairiporã, Caieiras, Juquitiba, Francisco Morato e São Lourenço da Serra. Representantes: Categoria Profissionais de Trabalhadores do Ramo da Construção Civil, Ladrilhos Hidráulicos e Produtos de Cimento, Cerâmica para Construção, Pinturas, Decorações, Estuques, Ornatos, Artefatos de Cimento Armado, Instalações Elétricas, Ofíciais Eletricistas, Gás, Hidráulicas, Sanitárias, Montagens Industriais e Engenharia Consultiva. Diretoria Executiva Presidente: Antonio de Sousa Ramalho Secretário Geral: Antonio de Freitas Pereira 1° Secretário: Antonio de Sousa Ramalho Junior 2º Secretário: Atevaldo Vieira Leitão Tesoureiro Geral: Wilson Florentino de Paula 1º Tesoureiro: Sueli Ramos de Lira 2º Tesoureiro: José Pedro dos Santos Diretoria de Base Ezequiel Barbosa de Sales Josileide Neri de Oliveira João Rodrigues de Araujo Raimundo Nonato dos Santos Damião Antonio de Oliveira

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izem que Deus é brasileiro. Não duvido. O País é farto em recursos e seu povo maravilhoso. Creio que o Grande Arquiteto do Universo até protege o nosso País. Mas não pode compactuar com irresponsabilidade e crimes ambientais sucessivos como o do rompimento de uma barragem da Vale do Rio Doce na cidade mineira de Brumadinho. Quem lê pensa que é notícia velha. Não. O desastre anterior, até hoje não esclarecido a contento, foi em Mariana, também em Minas Gerais. A incompetência é a mesma, todavia, a Barragem VI, no Córrego do Feijão, em Brumadinho, tem um volume de 1 milhão de metros cúbicos de rejeito de minério. Já a de Mariana, tinha 50 milhões de metros cúbicos. O desastre, dessa vez, terá mais impacto humano do que para o meio ambiente. Agora é contar as vítimas. Até o fechamento de mais esta edição do nosso jornal, o número de óbitos chegava a 134 mortos e 199 desaparecidos. O Brasil entra mais uma vez para as páginas internacionais como um País de duvidosa segurança, pois a tragédia de Mariana pouco ou nada serviu para sensibilizar os políticos e as autoridades brasileiras. No Brasil é assim. Durante as campanhas, políticos mentem. Prometem o céu e o paraíso das oliveiras. Quando assumem o poder, a maioria joga contra a sociedade. Acaba com direitos dos trabalhadores, aposentadoria, e têm o cinismo de

FOTO: CLAUDINEI BITMAN

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo / Fundação em 16 de junho de 1936 / Adaptado ao Decreto - Lei 1.402 – por carta de maio de 1941.

UM RAIO PODE CAIR NO MESMO LUGAR? QUE O DIGA A VALE!

jogar a conta de seus atos nos que já foram, pois “roubaram, quebraram o País”. Não é bem assim. Estamos vivenciando o princípio de novo Governo Federal e Estadual. Vamos torcer para que a resposta, bem como a punição, venha de forma rápida e eficaz. RAMALHO DA CONSTRUÇÃO Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo

PLANTÃO DOS DIRETORES NO DEPARTAMENTO DE BASE

Conselho Fiscal Oswaldo de Oliveira Souza Cláudio Aureliano Moreira Francisco de Andrade Coelho Suplentes: José Luiz do Nascimento José Geraldo Martins Miguel Machado Pereira Delegados da Federação Antonio de Sousa Ramalho Antonio de Freitas Pereira Suplentes: Manoel Teixeira de Carvalho Francisco de Assis Pereira Lima Conselho de Redação Antonio de Sousa Ramalho Arnaldo Jubelini Jr. – MTB 12.597 Jornalista Responsável: Arnaldo Jubelini Jr. – MTB 12.597 Assistente de Redação: César Rota Diagramação: Beatriz Salazar Fotografia: Arquivos SINTRACON-SP e Claudinei Bitman Impressão: Mix Editora – Tiragem: 150 mil exemplares

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SINTRACON-SP BATE RECORDE DE TRABALHADORES SINDICALIZADOS EM UMA SEMANA

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a segunda semana de trabalhos após o recesso coletivo do Sintracon-SP, a diretoria e os assessores de base da entidade bateram o recorde de trabalhadores sindicalizados. Ao todo, durante os cinco dias da semana, 213 companheiros tornaram-se sócios do sindicato. A contagem foi realizada desde novembro de 2018, mês de início da campanha de sindicalização. Para Ramalho da Construção, presidente do Sintracon-SP, o resultado representa a conscientização dos trabalhadores da construção civil, que passaram a entender a importância da união entre a classe operária e seu sindicato. “Desde o início da campanha de sindicalização, a nossa diretoria, acompanhada dos assessores do departamento de base, vai aos canteiros de obras todas as manhãs. Eles visitam os operários para saber se estão em boas condições de trabalho e para explicar a importância da sindicalização. Através dessas palestras, os operários passam a entender a verdadeira função do sindicato, que é a de lutar pelos direitos trabalhistas. Depois das palestras, a maioria dos companheiros se sindicali-

za”, explica Ramalho. Além dos novos sócios, o sindicato ainda entra em obras que 100% dos trabalhadores já é sindicalizado: “Em algumas obras a gente pergunta se há alguém que é sócio do sindicato. E, espontaneamente, todos os companheiros levantam a mão”, conta o diretor de base do Sintracon-SP, João Rodrigues.

FOTO: ASSESSORIA DE BASE/SINTRACON-SP

Recorde diário Dia 17 de janeiro, as equipes do Departamento de Base, lideradas pelos seus diretores, saíram para o trabalho às 05:30h. Por volta das 13 horas, todos voltaram à sede do sindicato com o registro de 58 novos sócios, um recorde diário desde o início da campanha de sindicalização. O presidente Ramalho da Construção parabenizou a atuação das equipes de visitação: Parabéns a todos os diretores e assessores de base pelo trabalho que têm feito nos canteiros de obras. A semana foi muito produtiva. Além de resolverem os descasos dos patrões, todos estão se empenhando para consolidar ainda mais nossa campanha de sindicalização”, agradeceu o presidente.

TRABALHADORES VÃO RECEBER PAGAMENTOS APÓS AÇÃO DO SINTRACON-SP A Diretoria e o Departamento de Base do Sintracon-SP pararam, na manhã de 17 de janeiro, a obra da Construtora Econ, localizada na Vila Califórnia. O motivo da paralisação, sobretudo, foi o conjunto de irregularidades que a empreiteira J.R.S.S., contratada pela construtora, cometeu. Após a paralisação, foi marcada uma reunião na sede do sindicato, onde todas as partes acordaram que a majoritária arcaria com todos os custos. De acordo com Ramalho Júnior, diretor executivo do Sintracon-SP, a empreiteira J.R.S.S. não pagou devidamente seus 57 funcionários que exerciam suas funções no canteiro de obra da Construtora Econ. “A J.R.S.S. não depositou na conta dos trabalhadores o pagamento do quinto dia útil; o 13° salário; as férias vencidas; e tam- Construtora Econ decidiu assumir a respon- que é justo, além do bom senso da Consbém não depositou o vale-transporte para sabilidade dos pagamentos”, conta o diretor. trutora Econ, todos receberão o que tem “Graças a mobilização dos trabalhadores direito”, continua Ramalho Júnior. os operários. Entretanto, depois da reunião Todas as dívidas foram quitadas na terprodutiva que tivemos em nosso sindicato, a e do sindicato, que se uniram para lutar pelo

FOTO: ASSESSORIA DE BASE/SINTRACON-SP

ça-feira, 22 de janeiro. No dia seguinte, o Departamento de Base do Sintracon-SP, ao lado do diretor Ramalho Júnior, visitou a obra para as devidas averiguações.


A TRIBUNA

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DA CONSTRUÇÃO CIVIL

APÓS GREVE NA OBRA, CONSTRUTORA PAGA CORRETAMENTE SEUS FUNCIONÁRIOS

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s operários do canteiro de obra da Construtora Cury, localizado no Parque do Carmo, antes da ação do sindicato, não haviam recebido o salário integral de dezembro, pois a empresa impôs férias coletivas aos trabalhadores e pagou somente os dias trabalhados. Revoltados, os operários denunciaram o descaso para o Sintracon-SP, que lutou pela justiça e parou a obra no último dia 22 de janeiro, resolvendo o caso. Segundo Ramalho Júnior, diretor executivo do sindicato, a construtora agiu de forma incorreta: “Neste caso, a construtora e as empreiteiras da obra deveriam fazer um acordo com os trabalhadores e com o sindicato, compensando a jornada referente aos dias de inatividade da obra.

FOTO: ASSESSORIA DE BASE/SINTRACON-SP

Infelizmente, isso não foi feito”. Após a denúncia, o Sintracon-SP paralisou a obra e convocou os representantes da empresa para uma reunião em sua sede. Após a conversa, a construtora entendeu que estava errada e prometeu reembolsar os dias de inatividade. Além do reembolso, foi realizado também o pagamento do dia parado. “É importante que todos os trabalhadores entendam que a união entre o nosso sindicato e os operários da construção civil é necessária. Isso é para o bem de todos nós. Por exemplo, se os trabalhadores desta obra não denunciassem este descaso para o Sintracon-SP, ninguém iria receber corretamente o pagamento de dezembro”, conclui Ramalho Júnior.

EMPREITEIRA DIZ QUE NÃO TEM DINHEIRO E DEIXA DE PAGAR TRABALHADORES FOTO: REPRODUÇÃO

A empresa Montal, especializada em montagem de estruturas metálicas, alegou, em dezembro do ano passado, que abriria falência e não teria capital suficiente para pagar os salários, as férias e o 13° de seus funcionários. O Sintracon-SP, em contrapartida, não aceitou a desculpa e foi atrás da empreiteira, que sumiu dias depois sem deixar pistas.

De acordo com o presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, para dar assistência aos trabalhadores que não haviam recebido seus direitos, o sindicato assumiu a responsabilidade do caso e cobrou a Medabil, empresa que contratou a Montal. “Em casos como este, o certo a se fazer é ir atrás das empresas que contrataram

esses ‘gatos’ (termo informal usado para designar uma empreiteira que não paga seus funcionários). Ou seja, convocamos a Medabil, pois foi ela que contratou a Montal. Ela, por sua vez, teve uma atitude completamente diferente da empreiteira e resolveu assumir o prejuízo”, conta o presidente. Segundo João Rodrigues, diretor de Base do sindicato, a empresa, além de

pagar as rescisões, deu um presente aos operários: “Seis dos oito trabalhadores que receberam a rescisão, moram no Nordeste. Sendo assim, a Medabil pagou as passagens aéreas de volta dos companheiros. Dos dois que sobraram, um mora em Santa Catarina e outro aqui mesmo em São Paulo. A empresa arcou, também, com os custos da volta”, destaca o diretor.


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JUSTIÇA EM CANTEIRO DA PRAÇA DA SÉ

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FOTO: USP IMAGENS

uando o trabalhador é esclarecido e bem informado pelo seu sindicato, as coisas vão bem. Prova disso é o que aconteceu numa obra localizada próxima à Praça da Sé, de responsabilidade da Construtora Tilicon. A equipe do Sintracon-SP, liderada pelo diretor José Luiz do Nascimento, recebeu denúncia de um operário daquele canteiro, mais precisamente funcionário da empreiteira ISL, subcontratada pela Tilicon. Com sua equipe, formada pelos colaboradores Dora Alice Cardoso e Adilson Bitman, Zé Luís foi até lá e descobriu que os profissionais estavam executando suas funções sem registro em carteira. Os diretores da empreiteira foram abordados e tudo se resolveu rapidamente. Além do registro em carteira de todos os envolvidos, a ISL também quitou uma dívida de R$ 21,8 mil que tinha com o Sintracon-SP.

170 SÓCIOS EM UMA SEMANA FOTOS: ASSESSORIA DE BASE/SINTRACON-SP

2019 começou e o Sintracon-SP iniciou o primeiro mês do ano com muito trabalho. A diretoria e o departamento de base do sindicato realizaram, na primeira semana depois do recesso coletivo, cerca de 170 sócios e visitaram mais de 30 obras diferentes. O objetivo da intensa dedicação foi verificar as condições de trabalho nos canteiros neste início de ano e fortalecer a aliança entre a classe ope-

rária e a entidade. Para o presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, há muita tarefa para o sindicato no começo dos anos devido à falta de pagamento do 13° salário dos operários. “Diversas empresas deixam de pagar corretamente o 13° salário e alguns benefícios no começo do ano. Sabemos que em janeiro, geralmente, há muita

conta para pagar. E, consequentemente, as empresas não priorizam o pagamento de seus funcionários. O sindicato, por sua vez, tem a função de tomar a linha de frente e fazer com que a empresa pague corretamente o trabalhador. Aqui ninguém trabalha de graça, ninguém é escravo”, destaca o presidente. De acordo com João Rodrigues, diretor de base do sindicato, até houve resistên-

cia por parte de algumas empresas, mas sem êxito: “Certas construtoras tentaram proibir nossa entrada no canteiro de obra, mas batemos o pé e entramos. Não damos mole para patrões que tratam o trabalhador da construção civil com descaso. E, acredite, depois que entramos, alguns representantes das empresas até ofereceram café para nós. Não vamos aliviar para eles, aqui é pulso firme”.


A TRIBUNA

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DA CONSTRUÇÃO CIVIL

ASSEMBLEIAS DE CONSCIENTIZAÇÃO SINDICAL EM OBRAS FOTOS: ASSESSORIA DE BASE/SINTRACON-SP

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Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo realizou, no último 15 de janeiro, duas reuniões produtivas com os trabalhadores das construtoras Cury e Toledo Ferrari. Na ocasião, os diretores e assessores de base da entidade mostraram o quão é importante a sindicalização no setor da construção civil para a consolidação dos direitos trabalhistas.

Os 65 operários que trabalham na obra da Construtora Cury, localizada no Bom Retiro, receberam muito bem a equipe do diretor José Luiz, composta pelos assessores Adilson e Doralice. “Hoje em dia, quando entramos no canteiro de obra, percebemos que os trabalhadores nos recebem de uma forma diferente, a maioria com o sorriso no rosto. Dessa forma, sentimos mais facilidade para promover um debate de conscienti-

zação sindical”, explica José Luiz. Depois da assembleia, os assessores fizeram uma apresentação aos operários mostrando quais são as vantagens de se associar ao Sintracon-SP. Após a introdução, um terço dos trabalhadores presentes se sindicalizou.

posta pelos assessores Luiz Carlos, Alice, Tiririca e Railda, compareceu na obra da Construtora Toledo Ferrari, localizada no Brás, para apresentar as vantagens do coletivismo sindical. Depois da conversa com os trabalhadores, a equipe sindicalizou 16 operários: “Trouxemos para a luta esses novos comToledo Ferrari panheiros, que nos ajudarão a fortalecer a Ainda na manhã do mesmo dia, a classe operária da construção civil”, desequipe do diretor Ramalho Júnior, com- taca Ramalho Júnior.

NO BRASIL, A DESIGUALDADE SOCIAL É DEFINIDA PELO VALOR DE UMA PIZZA A mala daquela saidinha da pizzaria continha, segundo a polícia, R$ 500 mil. Café pequeno perto da desenfreada roubalheira que atingiu o Brasil nos últimos anos e, com milhões e milhões de reais, preencheu o espaço da sala de um apartamento. Não é necessário citar protagonistas. Apenas aponto valores advindos de corrupção para compará-los ao que ganham famílias de trabalhadores vítimas de tragédias no Brasil: R$ 50 mil de teto. Na verdade, é pouco menos do que isso. Por conta de uma mudança aprovada na reforma trabalhista, tal teto ficou limitado a 50 salários mínimos. Um pouco menos, portanto. A maioria absoluta das vítimas são trabalhadores que perderam a vida nas dependências da empresa, a Vale. Não poderia ser diferente. Sindicatos, procuradores e juízes criticam de forma veemente a questão. Tanto é que a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Tra-

FOTO: REPRODUÇÃO

balho (Anamatra) entrou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5870 contra esse teto no Supremo Tribunal Federal. A procuradora-geral da República Raquel Dodge pronunciou-se no caso a favor do pedido

Ramalho da Construção da Anamatra, ou seja, pela inconstitucioDeputado estadual (PSDB-SP) e prenalidade da regra. O relator do caso é o sidente do Sindicato dos Trabalhadoministro Gilmar Mendes... Ou seja, no Brasil, a desigualdade social res da Construção Civil de São Paulo é definida pelo valor de uma pizza. Certo? (Sintracon-SP)


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CADA TRABALHADOR SERÁ POR P

ara Ramalho da Construção, presidente do Sintracon-SP, a sindicalização é importante não só para o aumento de receita do sindicato, mas também para promover a participação ativa dos trabalhadores nas decisões da entidade. Leia:

Como está o sindicato e o movimento sindical? R. Extremamente prejudicado pela reforma trabalhista, que tirou mais de centena de direitos dos trabalhadores brasileiros. Perdeu-se receita. As centrais sindicais chegaram a receber, no ano passado, de 80% a 90% menos do que antes. Os sindicatos, também. O que está fazendo o SintraconSP diante disso? R. O Sintracon-SP decidiu apostar suas fichas na associação dos operários que executam suas funções nos canteiros de obras da construção civil. E vem obtendo bons resultados. Nossa campanha de sindicalização, realizada pela Diretoria e Assessoria de Base, registrou, em janeiro deste ano, 507 novos sócios. O número pode ser considerado um recorde nesses dias difíceis. O senhor quer integrar a base da categoria na luta?

A união reforçará estratégias para enfrentar o capital? R. O objetivo é fazer com que os trabalhadores participem integralmente das funções do Sintracon-SP, ajudando a traçar estratégias para fortalecer a relação entre o capital e o trabalho. A reforma trabalhista, está claro, privilegiou os patrões em detrimento dos interesses e direitos de quem efetivamente trabalha na

O objetivo é fazer com que os trabalhadores participem integralmente das funções do Sintracon-SP, ajudando a traçar estratégias para fortalecer a relação entre o capital e o trabalho. Ramalho da Construção

R. Não queremos apenas a filiação de novos sócios. Queremos, também, politizá-los ainda mais, transformando cada trabalhador em fiscal e voz do Sintracon-SP. Com a categoria unida e politicamente amadurecida, julgo que será bem mais fácil enfrentar possíveis distorções patronais de forma rápida e eficaz, jamais descartando a possibilidade de greve pontual ou geral.


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RTA-VOZ DO NOSSO SINDICATO O empresariado sentirá o impacto de tais ações? R. O patrão, mesmo com todo o aparato governamental a seu lado, teme o trabalhador que, se cruzar os braços, pode causar grandes prejuízos a sua empresa. Por isso, estamos mapeando os mais de 10 mil canteiros existentes sob a influência do Sintracon-SP. Queremos saber, detalhadamente, o estágio de cada empreendimento. Se, por exemplo, estiver em fase de concretagem, saberemos que, se a obra parar, o prejuízo para o patrão será enorme. Aí estará nossa força, pois,

como se sabe, coração de patrão bate no bolso.

Os trabalhadores estão recebendo bem a iniciativa de sindicalização?

O patrão, mesmo com todo o aparato governamental a seu lado, teme o trabalhador que, se cruzar os braços, pode causar grandes prejuízos a sua empresa

base e produz riquezas para o País. Nosso sindicato vai ser uma autêntica trincheira de lutas para diminuir desigualdades e buscar mais justiça social.

Ramalho da Construção

R. Nós, que visitamos todos os dias os canteiros de obras, percebemos que os operários, a cada dia que passa, vão entendendo qual é o verdadeiro trabalho do sindicato. Isso é primordial. Torno a repetir que o mês de janeiro, dentro de nossa filosofia de trabalho, foi ótimo. Todos os colaboradores do sindicato estão empenhados em fazer um ótimo trabalho. Ademais, os trabalhadores também estão entendendo que precisam da nossa entidade para não sofrer nas mãos dos maus patrões.


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50 ANOS DE ASSOCIAÇÃO AO SINTRACON-SP

Já vivi uma vida aqui neste sindicato. Tenho um enorme carinho pelo Sintracon-SP e pelas pessoas que trabalham neste lugar. São todos como uma família”, diz José Gonçalves dos Santos, eletricista aposentado que completou, em 2019, 50 anos de associação ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo. Ao longo de seus 85 anos de idade, José acumula diversas histórias sobre sua vida profissional. Nascido na Baixada Santista, ele veio para São Paulo em busca de uma nova oportunidade de emprego. Não demorou muito e conseguiu uma vaga em uma fábrica que produzia adubos. Depois de um tempo se dedicando ao setor, o companheiro saiu da empresa e foi trabalhar em uma fábrica de pianos. Anos mais tarde, José decidiu experimentar um novo universo, o da construção civil. Ainda jovem, entrou em uma empresa, que até então era chamada de Eonema, como ajudante de eletricista. Após um tempo, o companheiro foi se aprimorando e subindo de cargo. 25 anos depois, já se aposentava como o líder da equipe. Exercendo sua profissão, José viajou por diversos Estados do Brasil. “Com a mesma empresa, já fui trabalhar no Belém, Rio de Janeiro, Santa Catarina e em muitos outros lugares. O pessoal confiava em mim para fazer os trabalhos de elétrica”, conta. Como todo profissional da construção civil, ele já se deparou inúmeras vezes com acidentes em ambientes de trabalho. Inclusive, durante sua jornada na profissão, sofreu dois acidentes graves. “O primeiro acidente que sofri ninguém acreditou que eu sai bem. Eu estava em um

andaime que tinha aproximadamente seis metros de altura. O andaime bambeou e eu perdi o equilíbrio. Infelizmente não consegui me manter com ele lá em cima e cai de uma altura de seis metros. Logo após a queda, levantei como se nada tivesse acontecido e comecei a juntar a estrutura do andaime. Ninguém acreditou. Você tinha que ver, parecia que tinha caído um balão ali, todo mundo foi ver o que tinha acontecido comigo”, relata. O segundo acidente aconteceu devido a um ato irresponsável de um colega. “Eu estava consertando a iluminação do teto e um camarada estava segurando a escada para mim. Ele segurava a escada e ao mesmo tempo conversava com um outro colega. Aí, por causa de um descuido dele, a escada caiu e eu fui junto. Dessa vez eu me prejudiquei mais do que na outra. Tive que ficar enfaixado por oito dias”, comenta. José se sente em casa quando vai à sede do sindicato. O companheiro faz questão de passar em todos os andares e cumprimentar os funcionários da entidade, onde é também muito querido. “O sindicato já fez tanto por mim e pela minha família, acredito que qualquer carinho é considerado o mínimo, não é? Me sinto bem neste lugar, por isso sempre que posso eu dou uma passadinha aqui. São 50 anos de convívio com essas pessoas e digo com certeza: não me arrependo de ter me associado”, diz. “José é um ótimo exemplo de trabalhador e pessoa do bem. É um orgulho para o Sintracon-SP ter este companheiro conosco. Desejamos tudo de bom para ele e para sua família. Sempre que precisarem, podem contar com a gente”, finaliza Ramalho.

FOTO: ASSESSORIA DE IMPRENSA/SINTRACON-SP

MIGUEL BATISTA: PEDREIRO E CINEASTA O pedreiro Miguel Batista é um artista independente. Aos 70 anos, o cearense que vive em Diadema, na grande São Paulo, já dirigiu três filmes e tem argumentos prontos para os próximos. Sua trajetória foi tema da Trip TV. Autodidata em cinema, conta com amigos e vizinhos para executar seus projetos e se divide entre os sets e os canteiros de obras. “Eu me mantenho como pedreiro. Reconheço a arte nos dois ofícios, construir e filmar. Não importa a situação financeira, a profissão ou a idade. O importante é voar”, diz Miguel Batista, cuja vida é um exemplo.

FOTO: REVISTA TRIP


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GOVERNO IGNORA CENTRAIS NA FORMULAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Parto do princípio que o diálogo é a principal arma de todo e qualquer regime democrático. Infelizmente, não é isso que estamos observando do presidente eleito, Jair Bolsonaro.” A afirmação é do sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP, Ramalho da Construção. Segundo ele, o governo caminha para apresentar uma proposta definitiva para a reforma da Previdência. “É de se esperar que, em assunto tão delicado, Bolsonaro e sua equipe procurassem ouvir o trabalhador brasileiro, através de seus sindicatos e centrais. Todavia, já se vão três meses da eleição e, até o momento, tais entidades não foram chamadas a dar opiniões a respeito”, afirma Ramalho. E continua: “O que se percebe é uma intensa mo-

FOTO: REPRODUÇÃO

vimentação de lobbies dos militares e dos servidores públicos, justamente os segmentos que mais gastam recursos da Previdência e que, notadamente, têm forte presença na presente Administração.” Para Ramalho, a grande massa da classe trabalhadora, que não pertence ao setor militar e ao funcionalismo público, está calada, impossibilitada de falar e, por tudo isso, pronta a carregar nas costas o prejuízo da mudança, como, aliás, foi com a reforma trabalhista, com a perda de mais de 120 direitos da CLT de Getúlio Vargas. “Vale ressaltar que até Michel Temer, que deixou a Presidência da República com recorde de rejeição popular, organizou uma série de reuniões com representantes dos trabalhadores”, conclui o parlamentar e líder sindical.

CONTRA O FIM DA APOSENTADORIA E DA PREVIDÊNCIA FOTO: MARCOS SANTOS/USP IMAGENS

Em reunião realizada no último dia 24 de janeiro, as centrais sindicais (CTB, CSB, CUT, Força Sindical, Nova Central, Intersindical, CSP-Conlutas, CGTB) afinaram as propostas de agenda e aprovaram a organização de uma grande Assembleia da Classe Trabalhadora no próximo 20 de fevereiro, na Praça da Sé, em São Paulo. A iniciativa faz parte do calendário de ações do Dia Nacional de luta contra o fim da Aposentadoria e em defesa da Previdência Pública. “A ideia é intensificar a mobilização e o

diálogo com a base, em todos os Estados, para ocuparmos as ruas neste dia e alertar a sociedade sobre o que está em jogo com a ameaça de uma reforma da Previdência desfavorável à classe trabalhadora”, destacou Miguel Torres, presidente da Força Sindical. “Vamos elaborar, em conjunto com o Dieese, um documento que será aprovado na grande assembleia pública que será realizada, no dia 20 de fevereiro, em São Paulo”, afirmou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna).

CONSTRUÇÃO CIVIL TEM INFLAÇÃO DE 4,41% EM 2018 FOTO: REPRODUÇÃO

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fechou 2018 com uma taxa de inflação de 4,41%, acima dos 3,82% de 2017. Com a alta, o custo nacional da construção por metro quadrado ficou em R$ 1.113,88. Os custos com materiais de construção ficaram 6,3% mais caros em 2018, passando a ser de R$ 579,33 por metro quadrado. Já os gastos com mão de obra subiram 2,45% no período e passaram a custar R$ 534,55 por metro quadrado.


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Entre “ASPAS”

RA M A L H O

DA

REDE DE BENEFÍCIOS PARA OS ASSOCIADOS

C O N ST R U ÇÃ O

DEMOCRACIA FORTALECIDA

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arabenizo o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), eleitos, respectivamente, presidentes da Câmara e do Senado brasileiros. Nosso País demonstra que a democracia está consolidada e que as instituições devem ser respeitadas acima de todo e qualquer interesse. Agora, é hora de todos os parlamentares se unirem em torno de ações para promover o desenvolvimento do Brasil.

INTERCÂMBIO SINDICAL NA ITÁLIA Realizei, no último 24 de janeiro, duas reuniões sindicais em Roma, na Itália. Um compromisso aconteceu na UIL (União Italiana do Trabalho) e o outro foi realizado na Federação Nacional da Construção Civil. Os encontros foram ótimos, todos me receberam muito bem e todos nós conseguimos trocar boas experiências profissionais. Decidi falar com eles sobre as reformas que estão sendo feitas no Brasil. Conversamos também sobre o setor da construção civil e a expectativa de crescimento econômico para os próximos anos nos dois países”, disse Ramalho.

FORCE OUVRIÈRE No último dia 10 de janeiro, em Paris, França, participei de uma produtiva reunião com diretores executivos da Force Ouvrière (Syndicat), liderados por Yves Veyrier, Secretário Geral da entidade. Na ocasião, fiquei sabendo um pouco mais da economia francesa e da Europa. Conversamos sobre relações trabalhistas, colocação profissional e fortalecimento de sindicatos. A visita foi importante no sentido de se manter intercâmbio junto a empresas da França que prestam serviços no Brasil. Investimento e desenvolvimento da construção civil estiveram em pauta. Vou passar as minhas experiências e opiniões às principais entidades do setor no nosso País, casos do Sinduscon, CBIC e Secovi. Mais para a metade desse ano será possível a discussão de parcerias em alguns projetos.

TEMER ANISTIA DÍVIDAS DE EMPRESÁRIOS Em um de seus últimos atos como presidente, Michel Temer perdoou R$ 47,4 bilhões em dívidas de empresas. Foi a maior anistia dos últimos 10 anos. A partir de tal fato, resolvi fazer alguns cálculos. Se dividíssemos este valor por R$ 66 mil, que é o preço médio de uma habitação do Programa Minha Casa Minha Vida, daria para se construir 718 mil moradias, gerando 861 mil empregos diretos e 1,9 milhão de indiretos, em toda a cadeia produtiva. O exemplo resolveria a vida de muita gente, não é mesmo?

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NA ENTRADA DO AQUÁRIO DE SÃO PAULO Para adquirir o desconto, o sócio precisa entrar no site www.aquariodesp. com.br/sintraconsp; depois inserir a senha (E0407V) - tudo em letra maiúscula - e seguir as etapas abaixo para realizar a compra: - Selecionar os ingressos desejados; - Marcar a data e o horário; - Realizar o pagamento via cartão; - Imprimir o voucher e o levar para o evento junto com sua carteirinha de sócio do Sintracon-SP. Se o titular da compra não estiver

presente no evento, o visitante deverá levar consigo: - Uma cópia do documento de identificação do titular da compra; - Uma autorização por escrito (de próprio punho) do proprietário do cartão; - Uma cópia do cartão de crédito que foi usado. No caso dos funcionários do sindicato, é fundamental a apresentação do crachá da entidade na entrada do evento. Não é possível agendar o voucher para o mesmo dia e não há desconto direto na bilheteria.


A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

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SINTRACON-SP | FEVEREIRO DE 2019

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ATENCÃO, ASSOCIADOS DO SINDICATO!!! A REFORMA TRABALHISTA PASSOU E O DESEMPREGO AUMENTOU!!!

FIQUEM ATENTOS!!! FICOU DESEMPREGADO? CONHECE ALGUÉM NESSA SITUAÇÃO? Entregue seu currículo, no térreo – Ouvidoria – aos cuidados da nossa funcionária Elaine. Encaminharemos seu currículo para as empresas que necessitam de mão de obra.

Caso já possua um currículo, envie no e-mail abaixo: elaine.mizokami@sintraconsp.org.br

SINTRACON-SP – Ao Lado do Trabalhador que Constrói o País!!!

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CLUBE DE CAMPO DO CIPÓ Diversão Garantida para toda a Família!

Pensando no associado, o Sintracon-SP tem o Clube de Campo do Cipó, em Embu-Guaçu, São Paulo O clube possui quadra poliesportiva, quadra de bocha, churrasqueiras, campo de futebol e muito mais. No local há dez chalés, cada um com capacidade para receber até seis pessoas.

O associado deve providenciar: • Alimentação • Transporte • Roupa de Cama • Valores

ÁREAS DE LAZER Atualmente as áreas de lazer estão passando por reformas para melhor atender as necessidades dos sócios. Contudo, alguns espaços estão disponíveis, tais como: campo de futebol, quadra de bocha, área verde, salão de jogos e as piscinas.

SERVIÇO O Clube de Campo do Cipó, localizado na cidade de Embu-Guaçu - interior do Estado de São Paulo, oferece toda essa comodidade por R$ 100,00 a diária. Para mais informações, ligue: (11) 3388-4800 (ramal 4102).

COLÔNIA DE FÉRIAS EM ITANHAÉM Para você, associado, que deseja se divertir junto a seus familiares, o nosso Sindicato tem a Colônia de Férias, na cidade de Itanhaém, no litoral sul. Paz, sossego e tranquilidade. Além de magníficas praias, são pontos turísticos famosos:

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São disponibilizados dois tipos de apartamentos: com capacidade para quatro pessoas e instalações para receber até seis pessoas. Agendamento prévio através do telefone (11) 3388.4800 (ramal 4292) - após isso é necessário comparecer ao Sindicato (Rua Conde de Sarzedas, 286, Centro) com o RG original ou cópia do documento de identidade dos hóspedes. Os valores são cobrados pelos dias que o sócio se hospedar, sendo que o sócio deve estar em dia com as mensalidades.

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OBS: Pulseira de identificação R$ 1,00 cada adulto e cada criança. Valores sujeitos a alterações. Trazer documentos de identificação com foto original ou xerox de todos os hospedes.

RESERVAS E INFORMAÇÕES: SEGUNDA A QUINTA: 7HS ÀS 17HS | SEXTA: 7HS ÀS 16HS FONE: (11) 3388-4800 (RAMAL 4102)

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Quem tem direito aos benefícios? Todos os sócios em dia com suas mensalidades e com cadastro atualizado. Mais do que um bom negócio, o Cartão Amigo do Trabalhador é uma conquista dos trabalhadores, resultado de uma gestão moderna, transparente e eficaz do Sintracon-SP.

“A maioria dos sindicatos dá carteirinha para os sócios. No Sintracon-SP, damos o Cartão Amigo do Trabalhador, cheio de benefícios”, Ramalho da Construção.

SÃO MUITAS AS VANTAGENS DE SER SÓCIO DO SINTRACON-SP SEJA SÓCIO DO NOSSO SINDICATO E FORTALEÇA A LUTA PELOS SEUS DIREITOS O Sintracon-SP oferece, aos seus associados, assistência jurídica para tirar dúvidas, entrar com ações trabalhistas e realizar homologações. O atendimento é realizado de segunda-feira à quinta-feira, das 8h às 18h, e sexta-feira, das 8h às 17h.

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acima da inflação 12 anos consecutivos

Café da manhã Vale-Alimentação Lanche da tarde Dois uniformes completos Participação nos lucros das empresas

TUDO ISSO POR APENAS R$ 35,00 /MÊS

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A TRIBUNA - FEVEREIRO | 2019  

A TRIBUNA - FEVEREIRO | 2019  

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