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DIREITOS DO TRABALHADOR Edição 302 Dezembro 2018 SINTRACON-SP 11 3388 4800

Filiado à

A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

sintraconsp.org.br sintraconsp@sintraconsp.org.br

O JORNAL DE QUEM CONSTRÓI O PAÍS

SINDICATO FORTE FAZ MAIS DE 5.400 ATENDIMENTOS AO TRABALHADOR FOTOS: SINTRACON-SP

FOTO: CLAUDINEI BITMAN

RETROSPECTIVA

Greve geral de seis dias marca 2018. Sem ela, teríamos perdido direitos conquistados nos últimos 30 anos. PÁGINA 4.

ENTREVISTA

Qual será o futuro do sindicalismo? Ramalho da Construção responde. PÁGINAS 8 E 9.

WILSON FLORENTINO

O Tesoureiro-Geral do Sintracon-SP completa 50 anos de trabalho a serviço da categoria. Veja sua trajetória de vida. PÁGINA 7.


CONVENÇÃO COLETIVA 2018 A reforma trabalhista do governo Temer privilegia o empresário e prejudica o trabalhador. Em nossa Convenção Coletiva, os patrões queriam tirar todas as nossas conquistas. Fizemos greve geral durante seis dias e afastamos esse perigo, garantindo:

• CAFÉ DA MANHÃ; • VALE-REFEIÇÃO, QUE SUBIU PARA R$ 21,15; • VALE-ALIMENTAÇÃO, QUE AGORA É DE R$ 300,00; • LANCHE DA TARDE; • DUAS MUDAS DE UNIFORMES; • SEGURO DE VIDA; • REPOSIÇÃO DA PERDA INFLACIONÁRIA DO PERÍODO ENTRE MAIO DE 2017 E ABRIL DE 2018: 1,69%; • A OBRIGATORIEDADE DA EMPRESA MANTER A SAÚDE DO TRABALHADOR ATRAVÉS DO SECONCI-SP. Se somarmos todas os benefícios, temos como resultado a manutenção de mais de R$ 600,00 no bolso do trabalhador.

UNIDOS SOMOS FORTES. FORTALEÇA O SINTRACON-SP.

SEM SEGURANÇA, NÃO SE ARRISQUE NO TRABALHO! São Paulo tem mais de dez mil canteiros de obras. Trabalhar nesses canteiros é conviver com o perigo. O ambiente de trabalho é cheio de armadilhas que podem levar a acidentes às vezes fatais. Toda atenção é pouca. E o correto uso de equipamentos de proteção individuais (EPIs) é indispensável. Jamais confie na sorte. A vida é o maior patrimônio do trabalhador. Se você, companheiro, sentir insegurança para executar sua função, não a faça, mesmo que obrigado a isso por seu chefe. Qualquer situação insegura deve ser co-

municada imediatamente ao Sindicato, que tomará providências. A filosofia do nosso sindicato, o Sintracon-SP é a de acidente zero nos canteiros. Para isso faz inspeções de rotina nas obras com suas equipes de base. A maioria dos acidentes de trabalho advém do cansaço do trabalhador, que normalmente é incentivado a fazer horas extras intermináveis para ganhar um dinheiro a mais. As malditas tarefas vêm sendo combatidas pelo nosso Sindicato. É ouro de tolo. A pessoa trabalha além da conta e seu ganho não é devidamente computado no holerite.

Tarefas ganhas por fora do holerite representam perdas para efeito de 13º salário, férias, fundo de garantia e aposentadoria. As tarefas o afastam da vida familiar e de momentos de lazer, causando frustração, desatenção e acidentes terríveis. Jamais desafie os seus limites físicos e mentais. Saiba a hora de parar. Não aceite coações por parte do patrão, que só pensa em lucrar mais e mais. A construção civil é o setor que mais tem acidentes de trabalho no Brasil. A escalada das drogas que assola a sociedade também é responsável direta por mortes e mutilações.

Afaste-se das drogas. Jamais dê o primeiro passo em direção a elas. Fuja do vício. Não entre nessa areia movediça que acaba com a família, a autoestima e a vida. Qualquer irregularidade numa obra pode levar a ocorrências sérias, desde o meio ambiente de trabalho inadequado até à falta de pagamento e o não fornecimento de benefícios conquistados. Trabalhadores que se sentem prejudicados devem procurar o Sindicato que, através do diálogo ou greve, resolverá as questões. Respeite, sempre, as orientações dos técnicos de segurança!


A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

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EDITORIAL POR UM 2019 REPLETO DE JUSTIÇA E AMOR FRATERNAL

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo / Fundação em 16 de junho de 1936 / Adaptado ao Decreto - Lei 1.402 – por carta de maio de 1941. Sede: Rua Conde de Sarzedas, 286, Centro – São Paulo – SP CEP 01512-000 – Fone: 3388-4800 – Fax: 3207-4921 Internet: www.sintraconsp.org.br E-mail: sintraconsp@sintraconsp.org.br Base territorial: Município de São Paulo, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, Embú das Artes, Embú-Guaçu, Franco da Rocha, Mairiporã, Caieiras, Juquitiba, Francisco Morato e São Lourenço da Serra. Representantes: Categoria Profissionais de Trabalhadores do Ramo da Construção Civil, Ladrilhos Hidráulicos e Produtos de Cimento, Cerâmica para Construção, Pinturas, Decorações, Estuques, Ornatos, Artefatos de Cimento Armado, Instalações Elétricas, Ofíciais Eletricistas, Gás, Hidráulicas, Sanitárias, Montagens Industriais e Engenharia Consultiva. Diretoria Executiva Presidente: Antonio de Sousa Ramalho Secretário Geral: Antonio de Freitas Pereira 1° Secretário: Antonio de Sousa Ramalho Junior 2º Secretário: Atevaldo Vieira Leitão Tesoureiro Geral: Wilson Florentino de Paula 1º Tesoureira: Sueli Ramos de Lira 2º Tesoureiro: José Pedro dos Santos Diretoria de Base Ezequiel Barbosa de Sales Josileide Neri de Oliveira João Rodrigues de Araujo Raimundo Nonato dos Santos Damião Antonio de Oliveira Conselho Fiscal Oswaldo de Oliveira Souza Cláudio Aureliano Moreira Francisco de Andrade Coelho Suplentes: José Luiz do Nascimento José Geraldo Martins Miguel Machado Pereira

Conselho de Redação Antonio de Sousa Ramalho Arnaldo Jubelini Jr. – MTB 12.597 Jornalista Responsável: Arnaldo Jubelini Jr. – MTB 12.597 Assistente de Redação: César Rota Diagramação: Beatriz Salazar Fotografia: Arquivos SINTRACON-SP e Claudinei Bitman Impressão: Mix Editora – Tiragem: 150 mil exemplares

Que cada um de seus filhos tenha o coração fortalecido de esperança e fé em dias melhores. Que o Criador do céu e da terra oriente as ações de nossos governantes, pois a sede de justiça deve ser saciada. A carne é fraca, corruptível, mas o espírito é forte. Sua chama precisa ser alimentada trazendo paz e harmonia entre os homens de boa vontade. Em minhas preces, peço pelos mais humildes, para os milhões de desempregados, para os que passam pelo rigor do vale da fome. Senhor, jamais os abandone! Que as pessoas que vivem de praticar o mal e se aproveitar do próximo para levar vantagens espúrias caiam em si, pois cá estamos só de passagem e, no reino do Altíssimo, haverão de prestar contas. Por intermédio de seu filho unigênito, Jesus Cristo, rogo ao Criador paz, saúde, harmonia e proteção ao trabalhador da construção civil e seus familiares. Feliz Natal e um 2019 repleto de amor fraternal!

RAMALHO DA CONSTRUÇÃO Presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo)

VISITAS NOS CANTEIROS DE OBRAS SUPERAM 5.200 Em 2018, houve forte presença do sindicato na base. Diretores assumiram a frente da batalha. De novembro de 2017 a novembro de 2018, foram feitas 5.272 visitas em canteiros de obras, que resultaram em 162 greves parciais ou totais. Antes de qualquer decisão, entretanto, o sindicato consulta o trabalhador. É ele quem decide o caminho a tomar diante de qualquer obstáculo.

Tal processo, democrático e transparente, rendeu, na comparação dos novembros, a realização de 1.652 assembleias e 619 reuniões com empresas. Os atendimentos na base alcançaram a marca de 5.463. Trabalho de fôlego, não é mesmo? Associe-se ao seu sindicato. Faça a diferença! FOTO: SINTRACON-SP

Delegados da Federação Antonio de Sousa Ramalho Antonio de Freitas Pereira Suplentes: Manoel Teixeira de Carvalho Francisco de Assis Pereira Lima

Q

ue Deus, o Grande Arquiteto do Universo, em sua infinita misericórdia, lance seu olhar divino para o povo brasileiro e a ele dê força espiritual nesse momento de turbulência e crise que nosso País está vivenciando.

FOTO: CLAUDINEI BITMAN

A TRIBUNA DA CONSTRUÇÃO CIVIL EDIÇÃO 302 – DEZEMBRO 2018


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SINTRACON-SP | DEZEMBRO DE 2018

RETROSPECTIVA 2018

SE NÃO FOSSE PELA GARRA DO TRABALHADOR, TERÍAMOS PERDIDO CONQUISTAS DE 30 ANOS! 2018 foi difícil, mas não um ano para se esquecer. Para enfrentar a perversa reforma trabalhista do Governo Temer, que só traz benefícios para os patrões e tirou perto de 130 direitos do trabalhador, explícitos na antiga Consolidação das Leis de Trabalho, a CLT, a nossa categoria precisou se unir e demonstrar sua insatisfação pelas ruas da cidade de São Paulo. Seis dias de greve geral O que marcou 2018 foi, sem dúvida, a greve geral de seis dias. Se não fosse por ela, teríamos perdido benefícios conquistados ao longo de décadas. Os empresários, nas negociações coletivas, queriam mudar a nossa data-base, FOTOS: CLAUDINEI BITMAN

que é 1º de maio. Isso acendeu o farol vermelho. Se concordássemos, a história de lutas do Sintracon-SP iria por água abaixo, pois se criaria brecha judicial para questionar avanços como café da manhã, vale-refeição, vale-alimentação, duas mudas de uniforme e lanche da tarde, entre outros. Patrão recuou Por uma semana, paramos os canteiros de obras da cidade que mais cresce no mundo. O patrão precisou recuar. Vencemos a batalha, cujo resultado se transformou em paradigma para outras categorias. Sindicalista que se preza nunca está contente. Tivemos que amargar um reajuste salarial que contemplava apenas a

reposição inflacionária do período.

se aproximou ainda mais do trabalhador, começou o processo de criação das ORL Crise econômica (Organização de Representantes dos TraTodavia, houve motivo para isso. A cri- balhadores por Local de Trabalho) e, tamse econômica do País levou a construção bém, vem desenvolvendo uma agressiva à bancarrota. Muitas construtoras abriram campanha de sindicalização. falência. Outras, se mantiveram a duras penas. Ora, não poderíamos forçar um reCortes na estrutura do Sintracon-SP ajuste maior sob o risco de causar demisOs reflexos da reforma trabalhista nos sões em massa no setor. Manter a empregabilidade, apesar de baixa, foi a decisão. levaram a demitir grande número de profissionais do Sintracon-SP, além de cortar Organização por Local de Trabalho 30% do salário de todos os diretores. Não Diante da vertical mudança nas rela- está descartada a venda de próprios como ções entre o capital e o trabalho, o nosso a colônia de férias ou o clube de campo do sindicato começou a buscar alternativas. Cipó. Só a associação em massa poderá Aumentou a fiscalização nos canteiros, evitar medidas mais radicais.

GAFISA SE RENDE À FORÇA DO TRABALHADOR 21 de novembro último era para ter greve nos 16 canteiros de obras que a Gafisa tem na cidade de São Paulo. Não houve necessidade. O coreano Mu Hak You, líder da empresa, sentiu a força do trabalhador e de seu sindicato, voltando atrás em inúmeras ações que prejudicava as condições de atuação profissional naquela que já foi uma das maiores construtoras do País. A greve ocorreria no 25 de outubro. Todavia, um dia antes, diretores da Gafisa compareceram ao nosso sindicato e apresentaram avanços positivos, como a manutenção da jornada em 40 horas, respeito a todas as cláusulas de nossa última Convenção Coletiva de Trabalho e a quitação, até meados de novembro, dos serviços prestados pelas empreiteiras e fornecedo-

res, assegurando pagamento de salários. Direitos assegurados O movimento paredista foi suspenso. Criou-se uma comissão paritária, composta por representantes da empresa e do Sintracon-SP. Estabeleceu-se prazo até 21 de novembro para que a pauta entregue pelo nosso sindicato fosse integralmente cumprida, o que ocorreu. “O coreano descobriu que não estava em seu país. Que aqui tem sindicato forte. Pensou melhor na vida e, diante da demonstração de mobilização dos 2.500 trabalhadores da Gafisa, vestiu as sandálias da humildade. Vitória da categoria”, conclui Ramalho da Construção.


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NOVO SINDICALISMO FOTO: SINTRACON-SP

“Com o advento da Lei de número 13.467, da perversa reforma trabalhista do governo Temer, trabalhadores perderam mais de uma centena de direitos e, pior, os sindicatos, que os defendem perante o patrão, foram enfraquecidos”. A opinião é do líder da nossa categoria Antonio de Sousa Ramalho, o Ramalho da Construção. Segundo ele, o neoliberalismo imposto por Temer, de capitalismo selvagem, tirou o emprego de milhões de brasileiros.

Perda de receita “Com o imposto sindical opcional, ou seja, o trabalhador paga ou não, o sindicalismo perdeu muito de seu poder de fogo. As centrais trabalhistas, por exemplo, acusam um corte de mais de 80% em seus cofres. Muitas entidades foram obrigadas a demitir pessoal e, algumas, até vender seus próprios”, raciocina Ramalho. Assim sendo, quem sua dia e noite para levar o pão para casa ficou sem defesa, nas garras do empresariado, que só

faz pensar em seus lucros. Sindicalização é a saída “O sindicalismo precisa mudar. E a opção mais próxima é a de conscientizar a categoria sobre a importância de se sindicalizar e fortalecer a instituição que a defende”, diz o presidente do Sintracon-SP. Com tal objetivo, Ramalho reuniu sua Diretoria Executiva, promovendo uma verdadeira blitz nos canteiros de obras sob a influência do Sintracon-SP.

Organização por Local de Trabalho “Estamos criando, em cada canteiro, as OLTs (Organização por Local de Trabalho), que, constituída por operários, ajudarão a fiscalizar obras. Também terão a função específica de sindicalizar os trabalhadores, aumentando a força do nosso sindicato. Tem patrão que anoitece e amanhece buscando formas de tirar dinheiro de seus recursos humanos, além de benefícios obtidos ao longo de 30 anos. Precisamos resistir”, finaliza Ramalho.

MAIS DE 100 TRABALHADORES

SINDICALIZADOS EM APENAS DOIS DIAS O ritmo de trabalho dos diretores e assessores do setor de Base do Sintracon-SP continua intenso. Embora a equipe tenha sido reduzida por conta da crise econômica no Brasil e no âmbito sindical, os colaboradores da entidade multiplicam forças e vão às obras para defender os interesses da categoria. No final de novembro, em apenas 24 horas, 109 operários foram sindicalizados. No dia 26, a equipe do sindicato, composta pelo diretor Ramalho Júnior e os assessores Luiz, Thais, Geraldo e Railda, compareceu na obra da construtora Faleiros, no Itaim Paulista, para entregar algumas carteirinhas e aproveitou para

sindicalizar outros 31 trabalhadores. Já a equipe da diretora Josileide Neri, integrada pelos assessores Edvan, Sandra, Joyce e Lorena, compareceu em uma obra da Trisul e realizou 41 sócios. Na manhã de 27 de novembro, a equipe do diretor Zé Luiz foi na obra da Construtora BN, na Barra Funda, e sindicalizou 16 pessoas. A equipe conta com os assessores Dora e Adilson (com apoio do Manuel). Simultaneamente, a diretora Josileide Neri, ao lado de sua equipe de assessores, realizou 21 novos sócios na obra da Construtora Casa 8, localizada na região do Parque Boturussu.

FOTO: SINTRACON-SP


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SINTRACON-SP | DEZEMBRO DE 2018

50% DE OBRA É SINDICALIZADA APÓS VISITA DO SINTRACON-SP FOTO: SINTRACON-SP

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s diretores Ramalho Júnior e Josileide Neri visitaram, na manhã desta terça-feira, o canteiro de obra da Construtora Linercon, localizado na Avenida Bento Guelfi, 1800 Jardim Iguatemi.

Durante a visita, os diretores, acompanhados dos assessores de base Luís Carlos, Lorena, Geraldo e Thaís, conversaram com os 80 operários da obra. Os assuntos abordados foram a reforma trabalhista e sindicalização.

Dos 80, exatos 38 se sindicalizaram durante a visita, o que agradou o presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção. “No momento em que a nova CLT fere a integridade do trabalhador brasileiro, a Di-

retoria e o Departamento de Base do nosso sindicato estão realizando ótimas ações em defesa da classe operária. Com todos se associando dessa forma, cada dia que passa vamos ficando ainda mais fortes para defender o trabalhador”, afirma Ramalho.

13º É DIREITO, NÃO PODE SER ATRASADO FOTO: MARCOS SANTOS/USP IMAGENS

Historicamente, dezembro é o mês onde o setor de Base do nosso sindicato, o Sintracon-SP, mais atua. Segundo o líder da categoria, Antonio de Sousa Ramalho, o Ramalho da Construção, o trabalho vem sendo de fôlego, pois muitas empresas estão apresentando diversas irregularidades em sua gestão.

“Chovem denúncias. A maioria delas referente a atraso de vales de adiantamentos e, também, quanto ao depósito da primeira parcela do 13º salário, previsto por lei. Alguns maus patrões, portanto, querem prejudicar o Natal de seus recursos humanos”, diz Ramalho. Segundo ele, a orientação, no sindicato,

é a de paralisar tais obras até que se solucionem as pendências. “A primeira parcela do 13º deve ser paga até 30 de novembro. A segunda, não pode ultrapassar 20 de dezembro. As empresas precisam saber que o atraso do benefício implica em multa de R$ 170,25 por trabalhador e de 10% ao operário, conforme

cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho. No ano passado, 2.588 companhias sofreram multas”, afirma Ramalho da Construção. E conclui: “Coração de patrão bate no bolso. Paralisar canteiros estratégicos é a nossa arma para que os operários sejam tratados de forma justa e correta”.


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WILSON FLORENTINO É A PRÓPRIA HISTÓRIA DO SINTRACON-SP

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eio século. 50 anos de vida profissional, todos dedicados a servir ao trabalhador da construção civil de São Paulo. O nome a ser respeitado por tão brilhante atuação no Sintracon-SP é Wilson Florentino de Paula, natural da cidade de Parnamirim, no Estado do Rio Grande do Norte, bem lá em cima do mapa, na esquina do Continente, “onde o vento faz a curva”, segundo o homenageado. Wilson é potiguar, mas poderia ter nascido em outros rincões do Brasil. Isso porque seu pai, Alcebíades Florentino de Paula, era militar da Aeronáutica. Controlador de voo, ele volta e meia era obrigado a se deslocar de canto a outro, levando a família. “Meu pai chegou a ser tenente. De Natal fomos para Recife (PE). De Recife para Caravelas, na Bahia, sempre seguindo as estratégicas decisões daquela que é uma das três forças armadas do País, ao lado do Exército e da Marinha. Só fomos desembarcar em São Paulo quando eu tinha nove anos. Vontade de meu pai, que queria que eu estudasse na Capital bandeirante”, revela Wilson Florentino. Dito e feito. Ele estudou até se formar no segundo grau, denominado colegial à época. Sempre teve facilidade em atender as pessoas e muita habilidade com números, sendo contador de profissão por experiência de vida. Nascido em 11 de junho de 1946, o potiguar passou a trabalhar na Geotécnica, como assistente do Departamento Pessoal da empresa, em 1976. Ficou sócio do sindi-

FOTO: CLAUDINEI BITMAN

cato logo em seguida. “Percebi a importância de fortalecer a entidade de defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores. Na própria Geotécnica, associei muita gente. O presidente do Sintracon-SP era o Décio Lopes, que observou minha atuação e me convidou para ser suplente de sua Diretoria”, recorda o potiguar. Tempos depois, em 1985, graças à sua

atuação segura e implacável, Wilson foi eleito diretor executivo, cuidando, especialmente, do setor de Base do sindicato. Ficou então responsável pela subsede de Osasco e região até 1997. “Aí começou a era do Antonio de Sousa Ramalho, o Ramalho da Construção, que ao assumir democraticamente a Presidência, me convidou para o cargo de Diretor Tesou-

reiro-Geral, ocupação que exerço até os dias de hoje”, conta Wilson Florentino de Paula. Aos 72 anos de idade, o tesoureiro se orgulha de estar participando de uma administração de tanto sucesso. “Com Ramalho, a categoria avançou muito. Passou a ter direito a café da manhã reforçado, vale-refeição, vale-alimentação, maior segurança no trabalho, saúde, aumentos salariais sucessivos acima da inflação, duas mudas de uniformes, seguro de vida e tantos outros benefícios que contam como salário indireto. Em suma, ser sindicalizado é ter cidadania. É ser devidamente representado junto ao patrão”, orgulha-se Wilson. Ao longo de sua carreira, o Florentino fez diversos cursos técnicos e ligados ao sindicalismo, inclusive de oratória e como fazer parar um canteiro de obra quando a injustiça impera. Casado com Adeilza Silva de Vasconcelos Matheus, Wilson tem três filhos e três enteados, todos bem encaminhados na vida. Seu passatempo favorito é o futebol. Torce para o São Paulo e, hábil ponta-esquerda, jogou muito na várzea, especialmente lá pelos lados do paulistano bairro da Cidade Ademar. Com residência fixa no município de São José do Rio Preto, o Tesoureiro Geral do nosso sindicato pensa em se aposentar. “Quero descansar e viajar pelo mundo. Mas estou certo que, em qualquer situação, jamais deixarei de ser sindicalista, está no sangue”, conclui.

SEM MOLEZA PÓS-FERIADO! Os diretores e assessores de base do Sintracon-SP voltaram do feriado prolongado de meados de novembro com o ritmo acelerado. No dia 21, mais de 50 trabalhadores foram sindicalizados nas obras visitadas pela entidade. Na obra da Construtora Toledo, que fica localizada na Rua Fortunato Ferraz, 210 Vila Anastácio, as equipes do sindicato associaram cerca de 20 pessoas e conversaram com os operários sobre a importância do coletivismo sindical. “É muito bonito ver que todos estão atentos e ouvindo o nosso sindicato nas obras. De fato, o trabalho está sendo feito com muita qualidade”, afirma a diretora Sueli Ramos.

FOTOS: SINTRACON-SP


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O FUTURO DO SINDICALISM A

reforma trabalhista do governo Temer não deu certo. Trouxe insegurança jurídica, baixos salários, informalidade e enfraquecimento do sindicalismo. O que fazer? O sindicalista Ramalho da Construção faz uma análise de conjuntura nesta entrevista. Leia:

Passado um ano a nova legislação trabalhista do governo Temer mostra resultados tímidos, concorda? R. Temer esperava, com a reforma trabalhista, criar 2 milhões de vagas. Até agora, o número gira em torno dos 298 mil. Mesmo assim, a esmagadora maioria dos postos de trabalho são informais, ou seja, sem carteira assinada, sem 13º salário e sem qualquer segurança jurídica para a mão de obra. Só os empresários saíram ganhando. Conclusão: não deu certo.

FOTO: CLAUDINEI BITMAN

O trabalhador está sem defesa? R. Sim, pois o conjunto de medidas afetou profundamente as entidades de defesa da classe, que são os sindicatos. Números demonstram a perda de mais de meio milhão de sindicalizados no período. As centrais perderam 80% de seu orçamento. Muitas se viram na obrigação de demitir funcionários e estão vendendo seus próprios para enfrentar uma crise que não foi criada por quem trabalha e produz riquezas para o País.

Cobertor curto? R. Se cobre a cabeça, descobre os pés. A situação, portanto, é bastante incomoda. Temos perto de 30 milhões de brasileiros na rua da amargura, entre desempregados, subempregados e alentados. O próximo governo, de Jair Bolsonaro, anuncia a possibilidade de extinguir o Ministério do Trabalho como

A crise, vale ressaltar, também afetou a cadeia produtiva da construção civil. Não podíamos forçar aumentos reais, pois, exceto as grandes construtoras, as outras não poderiam arcar com as despesas e demitiriam o trabalhador. Ramalho da Construção

Não foi por falta de aviso, certo? R. Nós mesmos, do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, advertimos a sociedade quanto ao triste cenário atual. Também precisamos demitir gente e acabar com setores importantes como os departamentos de assistência médica e odontológica. Fomos criticados pela categoria. Mas não havia o que fazer. Ainda conseguimos, em Convenção Coletiva, atendimento pelo Seconci-SP, que possui ampla rede de hospitais e atendimento. A crise, vale ressaltar, também afetou a cadeia produtiva da construção civil. Não podíamos forçar aumentos reais, pois exceto as grandes construtoras, as outras não poderiam arcar com as despesas e demitiriam o trabalhador.


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MO

Como assim? R. Muitas atribuições hoje desenvolvidas pelo MTE podem muito bem serem tocadas pelo sindicalismo. Alguns exemplos: emissão de carteiras de trabalho; núcleos de conciliação entre o capital e o trabalho; mesas redondas multilaterais; desenvolvimento de comitês paritários (empregador e empregado), com definição final, se houver necessidade, da Justiça; e detecção de irregularidades funcionais. O governo seria, ainda, mais aliviado em suas funções se houvesse maior poder, pelas partes envolvidas, para negociar. Além do mais, certos serviços poderiam ser feitos por jovens aprendizes. Outros assuntos, de maior porte, como FOTO: CLAUDINEI BITMAN

e, por fim, sindicalizando os companheiros. Temos logrado êxito com tal medida.

O sindicato pretende aumentar ainda mais sua representatividade na base e sua influência de barganha junto ao patrão. Para tanto, estamos concretizando a Organização por Local de Trabalho, a OLT Ramalho da Construção

é hoje... R. O trabalhador se interessa menos por um Ministério do que por se fazer justiça nas relações junto ao capital. Acertadamente, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, quer enxugar a máquina pública, que é pesada, dispendiosa e sujeita a efeitos de más gestões de todos os tipos, inclusive corrupção. Cremos ser preciso, sim, repensar o Estado brasileiro, dele tirando os excessos do toma lá dá cá. O atual Ministério do Trabalho está sucateado e envolto em labirintos burocráticos. É fundamental reerguê-lo e dar mais agilidade a seu papel social. Todavia, o diálogo, honesto e produtivo, deve pautar o governo de Bolsonaro em seus primeiros passos. E o sindicalismo, desprovido de ideologias, pode ser de grande valia.

a Receita Federal e a Previdência, efetiva- tando a situação? mente poderiam ser incluídos no Ministério R. Fazendo uma ampla campanha de da Fazenda, por exemplo. conscientização do trabalhador para se associar ao sindicato, que é o único guarO sindicalismo pode ajudar no pro- da-chuva que pode ser utilizado para encesso de desburocratização, é isso? frentar as fortes chuvas do presente e do R. O momento é de reavaliar a máqui- futuro. Nossas equipes de base fortalecena pública, deixando-a mais ágil e eficaz. ram ainda mais o contato com o trabalhaE cremos que o mundo sindical pode ser dor nas obras. Estamos visitando dezenas acionado, cumprindo tarefas que represen- de canteiros por dia, verificando condições tam seu papel primordial: o da defesa dos de trabalho, paralisando as construções interesses do trabalhador. (quando preciso), explicando a situação decorrente da reforma trabalhista, a posComo o Sintracon-SP está enfren- sibilidade real de precarização no trabalho

Explique melhor o conceito de OLT. R. O sindicato pretende aumentar ainda mais sua representatividade na base e sua influência de barganha junto ao patrão. Para tanto, estamos concretizando o sistema de Organização por Local de Trabalho, a OLT. Esta comissão terá contato direto com a diretoria do Sintracon-SP diante de quaisquer irregularidades nas relações entre o capital e o trabalho. Assim, ganharemos corpo e, ainda, revelaremos novas lideranças. O caminho é por aí? R. O atual cenário do País demonstra que o sindicalismo tem tudo para enfraquecer a ponto de, no futuro, deixar de existir. O mesmo deve ocorrer com a Justiça do Trabalho. Assim sendo, o trabalhador não terá força alguma diante do patrão. Hoje, para entrar com processo contra uma empresa que o sacaneou, a pessoa é obrigada a pagar custas do processo. Antes, era gratuito. Ora, quem não tem dinheiro sequer para comer vai gastar com advogado? O que o senhor recomenda ao novo presidente, Jair Bolsonaro? R. Recomendo o diálogo franco e aberto com entidades e quadros idôneos. A falta de diálogo derrubou o governo Dilma e trouxe a Temer, o maior índice de rejeição da história da República.


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SINTRACON-SP | DEZEMBRO DE 2018

5° PRÊMIO SECONCI-SP HOMENAGEIA EMPRESAS

E PERSONALIDADES DA CONSTRUÇÃO CIVIL

O

5° Prêmio Seconci SP de Saúde e Segurança do Trabalho aconteceu na noite de 7 de novembro, no auditório Darci Pinto Gonçalves, que fica na sede da entidade em São Paulo. A MRV foi o destaque da premiação com indicações para três categorias diferentes. O Prêmio Seconci-SP tem como objetivo dar visibilidade às melhores práticas em Saúde e Segurança do Trabalho em canteiros de obras de construtoras, instaladoras, subcontratadas e subempreiteiras que estão localizados no Estado de São Paulo. De acordo com o presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, que também participou do evento, a premiação é importante, pois incentiva as empresas a exercerem corretamente seus papéis. “Todos nós sabemos que há diversos problemas de saúde e segurança no ambiente de trabalho. Assim como nós (o sindicato), as empresas também devem contribuir para a conscientização dos trabalhadores. E esse evento incentiva essa questão”, afirmou o presidente.

FOTO: CLAUDINEI BITMAN

MRV, o destaque da noite A MRV foi a protagonista da premiação. Os empreendimentos Spazio Campos Gerais, em São José dos Campos; Parque Serra do Horto, em Sorocaba; e Parque Arthoria, em Ribeirão Preto, foram reconhecidos na categoria Controle de Perigos e Riscos no Canteiro. O Parque Rio Fortore, em São José do Rio Preto, recebeu o prêmio na categoria Gerenciamento Ambiental do Entorno da Obra. Já o Palácio Imperial, também em Ribeirão Preto, foi destaque na categoria Controle da Saúde no Canteiro. Além do reconhecimento nas três categorias, o fundador da MRV, Rubens Menin, recebeu uma menção honrosa em decorrência dos trabalhos prestados nos canteiros de obras da construtora. “Gostaria de parabenizar todas as construtoras, que são exemplares. Contudo, quero também parabenizar o trabalhador Edson, mestre de obra com mais de 80 anos de idade, que recebeu o prêmio do Seconci-SP por ser um paradigma na área de Saúde e Segurança no Trabalho. Espero que ele seja um exemplo de vida a ser seguido por todos nós”, concluiu Ramalho. Ramalho da Construção participa da cerimônia do 5° Prêmio Seconci-SP

RENDA COM IMPOSTO SINDICAL TEM QUEDA DE 86% Em 2017, os sindicatos receberam, ao todo, R$ 1,8 bilhão de imposto sindical. Em 2018, com a reforma trabalhista e a não obrigatoriedade de se pagar o imposto, tal verba caiu 86%, para R$ 276 milhões. Abordando o tema, o jornal O Estado de S. Paulo, entrevistou diversas autoridades e lideranças sobre o assunto. Um deles, foi

o líder do nosso Sindicato, o Sintracon-SP, Ramalho da Construção. Disse ele: “Perdemos cerca de 60% de receita. Foi um baque, precisamos apertar as contas e cortar despesas. Hoje temos um terço dos funcionários, cortamos 30% do salário da diretoria, vendemos nossa subsede e metade da frota de veículos. O número

de homologações feitas no sindicato, que também deixaram de ser obrigatórias, caiu de 270 por dia para 12”, registrou Ramalho. Apesar das dificuldades, o sindicalista vê um lado positivo na reforma. “Os sindicatos e as centrais foram obrigados a voltar para a rua, mostrar serviço e fazer com que a categoria perceba a im-

portância do nosso trabalho. Cerca de 80% dos sindicatos eram formados por pelegos e precisavam desse choque de realidade. A saída passa pelo aumento do número de associados, politizando ainda mais a categoria e oferecendo serviços e cursos de qualificação”, atestou Ramalho da Construção.

PELO SONHO DA CASA PRÓPRIA, COM MAIS EMPREGO E RENDA No nosso País, infelizmente, há falta de tudo: saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e, especialmente, investimentos para o brasileiro concretizar o sonho da casa própria. A construção civil é um setor indispensável para sanar o déficit habitacional, que é enorme, e gerar empregos e renda. “Quando se investe R$ 1 bilhão na construção de moradias sociais, dá para se fazer, ao custo de R$ 76 mil, mais de

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13 mil unidades habitacionais, criando-se 15.151 empregos diretos e um total de 50 mil postos de trabalho na cadeia produtiva”, observa o presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção. “Espero que o Governo Federal e os governos estaduais, recentemente eleitos, pensem nisso, pois incrementar a construção é assegurar cidadania à sociedade”, conclui o sindicalista.


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PARA GIRAR A RODA DO INVESTIMENTO NA CONSTRUÇÃO

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odos sabem. A construção civil é um dos setores mais importantes para o crescimento de São Paulo e do Brasil, gerando produção, emprego, renda e riquezas. Portanto, é preciso fazer girar essa roda de desenvolvimento, aperfeiçoando as relações entre o capital e o trabalho, abaladas pela lei 13.467, da reforma trabalhista. Dentro de tal filosofia, o presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, fez uma reunião com sua Diretoria e diversos consultores do sindicato no último 22 de novembro. “O resultado foi extremamente positivo. Pretendemos, em breve, lançar uma cartilha expondo métodos de vantagem tanto para o empresariado quanto para o operário. Afinal, bom negócio é aquele em que todos saem ganhando”, afirma Ramalho. O planejamento levará em conta a qualificação de mão de obra, palestras, cursos e debates nos canteiros.

SAÚDE, DIREITO DO TRABALHADOR A cláusula 10 da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, fechada pelo Sintracon-SP junto ao setor patronal, é clara: todo trabalhador da construção civil tem direito ao atendimento médico do Seconci-SP, que é uma instituição moderna, bem administrada e eficaz. Portanto, companheiros, se a sua empresa, mesmo que terceirizada, não está

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cumprindo essa regra, denuncie ao Sintracon-SP pelo telefone 3388.4800. Diante de qualquer impasse, o sindicato não terá qualquer dúvida em paralisar a obra até que a situação seja resolvida. Não bobeie. O Seconci-SP tem amplas condições de cuidar da sua saúde e de seus familiares. De graça, desde que você seja sócio do nosso sindicato!

INFORMALIDADE ATINGE 43% DOS TRABALHADORES Carteira de trabalho assinada é passaporte de cidadania. Sem ela, o trabalhador fica nas mãos da insaciável gula do patrão. O 13º salário fica comprometido, assim como férias, FGTS e recolhimento de impostos por parte do governo. Na administração Temer, a carteira ficou mais rara do que a ararinha azul do Pantanal ou o Mico-Leão-Dourado. Números demonstram, na prática, o que estamos afirmando há anos. Segundo matéria divulgada pela mídia, “a cada 10 brasileiros que estavam trabalhando no terceiro trimestre deste ano, cerca de 4 atuavam na informalidade, con-

forme dados da mais recente Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)”. A perversa reforma trabalhista deu aval para um autêntico vale-tudo nas relações entre capital e trabalho. Entre junho e setembro, o país registrou 92,6 milhões de pessoas ocupadas. Dessas, quase 43%, ou 39,7 milhões de pessoas, não tinham carteira assinada, somando empregados do setor privado e público sem registro, trabalhadores por conta própria sem CNPJ, trabalhadores doméstico sem carteira e quem trabalha em

família. Esse é o maior percentual trimestral registrado pela Pnad desde que o levantamento começou a separar os conta própria com e sem CNPJ, no fim de 2015. O formal no Brasil de hoje é o informal. Portanto, quem está pagando as contas dos sucessivos governos petistas, mergulhados na lama da corrupção, é a sociedade, o povo brasileiro. Uma coisa é certa. A extensa rede que o governo de Jair Bolsonaro vai estender no mar para pescar corruptos, jamais pegará o trabalhador. Ele jamais teve nada a ver com tanta roubalheira, apesar de, injustamente,

estar pagando a conta. E mais: quando o profissional entra para a informalidade, seu salário é achatado. Empresários estão se utilizando de tal método para lucrar ainda mais no lombo de quem trabalha – e muito – para levar o pão para casa. Que me desmintam os que julgarem que eu esteja errado. Ramalho da Construção Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP)


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VAMOS FORTALECER OS SINDICATOS!

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“Não existe uma boa sociedade sem um bom sindicato. E não há um bom sindicato que não renasça todos os dias nas periferias, que não transforme as pedras descartadas da economia em pedras angulares”. O pensamento, observa o líder do nosso sindicato, o SintraconSP, Ramalho da Construção, é de ninguém menos do que o Papa Francisco, que se demonstra preocupado com o avanço do capitalismo selvagem, desprezando o fator humano. “O capitalismo do nosso tempo não compreende o valor do sindicato, porque esqueceu a natureza social da economia. Este é um dos maiores pecados”, afirma o Papa Francisco. “Passamos por um momento difícil”, salienta Ramalho. “A crise econômica é grave, causa desemprego. E o que o governo pretende com as reformas trabalhista e previdenciária, é penitenciar ainda mais o trabalhador brasileiro, de quem quer calar a voz ao enfraquecer suas entidades sindicais representativas”. Para Ramalho, sindicatos e trabalhadores têm de permanecer unidos, pois o poder econômico, quer isolar o trabalhador, deixando-o nu em negociações com o patronato. Associe-se ao Sindicato “Não há outro caminho a não ser o do fortalecimento sindical. Que o trabalhador zele pelo seu futuro, se associando ao sindicato e participando de suas lutas”, conclui o presidente do Sintracon-SP.

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NA ENTRADA DO AQUÁRIO DE SÃO PAULO Para adquirir o desconto, o sócio precisa entrar no site www.aquariodesp. com.br/sintraconsp; depois inserir a senha (E0407V) - tudo em letra maiúscula - e seguir as etapas abaixo para realizar a compra: - Selecionar os ingressos desejados; - Marcar a data e o horário; - Realizar o pagamento via cartão; - Imprimir o voucher e o levar para o evento junto com sua carteirinha de sócio do Sintracon-SP. Se o titular da compra não estiver

presente no evento, o visitante deverá levar consigo: - Uma cópia do documento de identificação do titular da compra; - Uma autorização por escrito (de próprio punho) do proprietário do cartão; - Uma cópia do cartão de crédito que foi usado. No caso dos funcionários do sindicato, é fundamental a apresentação do crachá da entidade na entrada do evento. Não é possível agendar o voucher para o mesmo dia e não há desconto direto na bilheteria.


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SINTRACON-SP | DEZEMBRO DE 2018

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Pensando no associado, o Sintracon-SP tem o Clube de Campo do Cipó, em Embu-Guaçu, São Paulo O clube possui quadra poliesportiva, quadra de bocha, churrasqueiras, campo de futebol e muito mais. No local há dez chalés, cada um com capacidade para receber até seis pessoas.

O associado deve providenciar: • Alimentação • Transporte • Roupa de Cama • Valores

ÁREAS DE LAZER Atualmente as áreas de lazer estão passando por reformas para melhor atender as necessidades dos sócios. Contudo, alguns espaços estão disponíveis, tais como: campo de futebol, quadra de bocha, área verde, salão de jogos e as piscinas.

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São disponibilizados dois tipos de apartamentos: com capacidade para quatro pessoas e instalações para receber até seis pessoas. Agendamento prévio através do telefone (11) 3388.4800 (ramal 4292) - após isso é necessário comparecer ao Sindicato (Rua Conde de Sarzedas, 286, Centro) com o RG original ou cópia do documento de identidade dos hóspedes. Os valores são cobrados pelos dias que o sócio se hospedar, sendo que o sócio deve estar em dia com as mensalidades.

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A Tribuna | Dezembro  

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