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INFORMATIVO

Outubro 2012

Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do RN - Rua das Angélicas, 225 - Mirassol , Natal / RN - CEP: 59078 - 130

Impresso Especial

9912250650-DR/RN

SINTEST/RN

Devolução Garantida

CORREIOS

E Dilma negociou! Força dos trabalhadores das universidades fez Governo Federal recuar e ampliar proposta da negociação da greve. Avaliação geral da categoria foi positiva! (Págs. 05 à 08)

Consad define valores das refeições do RU para servidores Pág. 03

Hospitais Universitários: entre a excelência e o descaso público Pág. 10

Sintest realiza debate com candidatos a prefeito de Natal Pág. 12


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INFORMATIVO SINTEST-RN - Outubro/2012

Charge

Editorial O projeto de lei nº 710/11 que regulamenta o exercício do “direito” de greve no setor público brasileiro, de autoria do senador tucano de São Paulo, Aloysio Nunes, tem objetivo claro de atacar a organização sindical e o direito à greve dos trabalhadores nos serviços públicos, a medida que aumenta as restrições à esse instrumento de luta que foi conquistado ao longo do tempo, com sangue, suor e lágrimas pela classe trabalhadora. Ao invés do parlamento brasileiro regulamentar uma política salarial para os servidores públicos, com possibilidade de negociação coletiva, fixação de data-base e a construção de acordo coletivo baseado na convenção nº 151 da Organização Internacional do trabalho – OIT, que inclusive já foi ratificada em nosso país, parte para o brutal ataque aos funcionários públicos, com um texto reacionário num Projeto de Lei que desmonta todo avanço conquistado pelos servidores públicos no Brasil, em relação ao direito de greve. No referido projeto de lei, consta que será considerada greve, a paralisação parcial ou total da prestação do serviço público, aprovada em assembleia geral de trabalhadores que defina sobre essa paralisação coletiva, sendo que o poder público terá o prazo de 30 dias para se pronunciar favoravelmente ou não, às reivindicações, com isso, a autonomia dos trabalhadores fica tutelada e controlada pelo Estado. Ainda seguindo a lógica de um projeto anti-greve, o senador Aloysio Nunes sugere que durante a greve em empresas públicas, estatais e em serviços esseciais, os sindicatos de trabalhadores ficariam, conforme a situação, comprometidos e obrigados a manter em atividade o percentual mínimo de 60% da categoria trabalhando, dependendo da área e dos serviços, e em algumas áreas específicas 80% durante a greve, em casos de greve em serviços públicos e/ou estatais que não sejam esseciais, com 50%, sendo isso, um absurdo a partir do ponto de vista da autonomia e dos interesses dos trabalhadores. Nesse sentido, cabe às centrais sindicais, confederações, federações e sindicatos de luta, levantarem bem alto a bandeira em defesa dos direitos históricos adquiridos com a luta durante todo período republicano. Somente a mobilização dos servidores públicos, com manifestações unificadas e outras jornadas de lutas com métodos mais avançados da classe trabalhadora como a greve, será possível “barrar” essa investida do governo Dilma Rousseff, e sua base parlamentar.

Relatório

Financeiro

Veja aqui o resumo do relatório financeiro de agosto de 2012. Para ter acesso à tabela completa ou aos meses anteriores, acesse o nosso site www.sintestrn.org.br no link “Prestação de Contas” (lembrando que esta é uma área restrita e somente sindicalizados cadastrados no site têm acesso).

Receita

R$ 139.736,05

Despesas Fixas

R$ 57.098,97

Despesas Variáveis

R$ 19.440,63

Despesas Totais Saldo Total (despesas - receita geral)

R$ 76.539,60 R$ 63.196,45

Expediente

Rua das Angélicas, 225 - Mirassol CEP: 59078 - 130 - Natal/ RN Telefones: (84) 3234 7404 / 7005 Site: www.sintestrn.org.br E-mail: contato@sintestrn.org.br Este informativo é uma publicação sob responsabilidade do SINTEST/RN, entidade representativa dos funcionários da educação de ensino superior do RN.

Coordenação Geral João Maria dos Santos José Rebouças da Costa

Coord. de Comunicação Edson Nascimento de Lima Vânia M. de A. Cunha Guerra

Integração e Política Sindical Ana Cristina de M. Araújo Edilene Ferreira de O. Délio

Coordenação Financeira Marcos Aurélio Maques da Silva Nilberto Ferreira Galvão (afastado)

Coordenação Jurídica Moisés Alves de Sousa Maria das Graças Oliveira

Coord. dos Aposentados Jane Suely C. Damasceno

Coord.de Adm. e Patrimônio Luiz Antônio do Nascimento Francisco Lourenço da S. Filho

Educação e Formação Sindical Maria Aparecida D. de Araújo Sandro de Oliveira Pimentel (afastado)

Coord de Políticas Sociais José Talvanes Pessoa Luciano HIster Suplentes José Messias da Silva José Dutra de Oliveira

Visite nosso site: www.sintestrn.org.br

Conselho Editorial João Maria dos Santos José Rebouças da Costa Edson Lima Vânia Machado Livia Cavalcanti Myrianna Coeli Danielle Castro (estagiária) Tiragem: 4200 exemplares Impressão: Impressão Gráfica Editorial: José Rebouças Revisão: Edson Lima Jornalista Responsável: Livia Cavalcanti - RN 01168/JP


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INFORMATIVO SINTEST-RN - outubro/2012

Conselho Superior

Consad define valor das refeições do Restaurante Universitário para servidores Por 13 votos a 5, com 1 abstenção, prevaleceu o parecer do relator de R$ 4,50 para almoço e R$ 4,00 o jantar

Estudo dos custos Um estudo feito pela comissão formada por técnicos - incluindo os nossos conselheiros do Consad - detectou falhas na planilha usada como justificativa

pela administração central para praticar preços altos na cobrança aos servidores. A planilha inicial previa gastos com pessoal (servidores efetivos e terceirizados), com energia elétrica e material de expediente, por exemplo. Após argumentação por parte dos técnicos em reunião com a Proplan (pró-reitoria de planejamento), os custos da planilha reduziram em quase um milhão, ficando em 4 milhões e 83 mil reais.

conselheiros (Jane Suely, Heronídes Filho e Gilvan Bernardo), a proposta apro-

menor valor possível, com base nas planilhas. O objetivo era chegar ao valor de

Deliberação da categoria

vada pela categoria foi a seguinte: conceder autonomia e margem de negociação à comissão que está discutindo o RU, bem como aos conselheiros para lutarem pelo

R$3,50 por refeição.

Durante assembleia, após apresentação do histórico de negociação feita pelo SINTEST/RN e pelos

Foto: Danielle Castro

D

esde a última reforma do Restaurante Universitário (RU), há mais de um ano, o mesmo encontrava-se fechado aos servidores da UFRN, atendendo apenas estudantes. Isso na teoria, pois na prática haviam várias denúncias de que a comunidade do bairro de Nova Descoberta e outros usuários que não são estudantes estariam usando o RU, uma vez que a fiscalização não é eficaz.

Luta no Consad

Com apenas três conselheiros representando os técnicos, por quase duas

horas discutiu-se o tema no Consad. Diante da irredutibilidade do relator, Maycon Bruno de Souza Silva, representante estudantil, propôs o valor R$4,00 para almoço e jantar. Os conselheiros dos técnicos se reuniram com os que estavam presentes para avaliar a proposta do estudante e chegaram ao consenso de lutar pelo valor proposto. Mesmo assim, o relator continuou defendendo o seu parecer. Desta forma, a reitora, professora Ângela Paiva, levou a pauta para votação, na qual a maioria ficou ao lado do parecer do relator. Agora, o sindicato vem cobrando a efetivação do que foi aprovado.

Sintest dá apoio aos terceirizados na luta pelo pagamento de salários atrasados Mesmo lutando contra a terceirização, o Sintest entende que todo trabalhador deve ter seus direitos garantidos a reitora, sua vice e as pró-reitorias de finanças, administração e gestão de pessoas. Na reunião, além do atraso, todos os outros problemas vividos por aqueles

trabalhadores foram expostos aos gestores ali presentes. Em geral, a administração central se comprometeu em tomar as medidas cabíveis. Foto: Livia Cavalcanti

A

lém de reclamações já conhecidas como insalubridades e vales pagos de forma errada, bem como suspeitas de assédio moral, a empresa Safe atrasou o pagamento de agosto dos seus funcionários, mesmo tendo recebido o repasse da universidade. Em virtude disso, seus funcionários resolveram protestar reivindicando o pagamento.

Audiência com Reitoria

O SINTEST/RN intermediou o agendamento de uma audiência com a reitora e seus assessores para tratar do assunto. Participaram dessa reunião

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No entanto, vale ressaltar uma reação inusitada que foi repudiada pela comissão dos trabalhadores que lá estavam. Foi a posição da pró-reitoria de administração que disse haver “dois lados”, o lado dos trabalhadores e o da empresa. Que às vezes o estado não cumpria com os contratos com a empresa e por isso era preciso entender. Outra reação não esperada foi o anúncio por parte da mesma pró-reitoria de que descontaria os dois dias parados, o anterior e o que estava em curso. Sobre isso, cabe esclarecer que além da UFRN ter cumprido com todos os

seus pagamentos, é exigência de toda licitação que a empresa tenha recursos para pagar seus funcionários, uma vez que o contratante tem até 15 dias para repassar o dinheiro devido. Outro dado importante: a paralisação do primeiro dia ocorreu com o aval da Superintendência de Infraestrutura da própria universidade. Já o segundo dia foi o referente à negociação com a reitoria, portanto não poderia ser descontado. Depois dos protestos e da audiência com a UFRN, ainda na mesma manhã a empresa Safe depositou os salários atrasados.


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INFORMATIVO SINTEST-RN - Outubro/2012

Social

SINTEST promove encontro de aposentados s aposentados e pensionistas foram recepcionados com um café da manhã com frutas e sucos. Em seguida, dando início à programação, o professor Raimundo Nunes fez uma palestra sobre bem estar físico e mental e, na sequência, Sandro Pimentel fez uma explanação sobre os ganhos da greve deste ano de 2012. Por fim, os aposentados e pensionistas almoçaram ao som de música ao vivo, sendo liberado o uso da piscina e o acesso à área verde do Sest/Senat. O evento terminou em um clima muito agradável com sorteio de brindes e mais música.

Foto: Danielle Castro

O

O encontro aconteceu na área de lazer do Sest/Senat, mesmo local onde foi realizada a última festa de final do ano

Divulgação do encontro aconteceu através de correspondências nas residências, site, e-mails, Facebook e Twitter

Conquista

UFRN empossa 55 novos servidores Os novos servidores foram empossados em cerimônia realizada no auditório Onofre Lopes na Escola de Música da UFRN

A

Administrativo, Técnico em Enfermagem, Técnico em Tecnologia da Informação, Administrador, Assistente Social, Contador, Economista, Enfermeiro, Engenheiro

da Computação, Engenheiro de produção, Farmacêutico, Jornalista, Médico em Endoscopia Digestiva, Médico Neurologista, Médico Pneumologista, Médico Procto-

Foto: Danielle Castro

UFRN acabe de receber mais 55 novos servidores, nas seguintes profissões: Assistente de alunos, Auxiliar administrativo, Assistente

Dos 55 novos servidores, nove são da classe C, onze da classe D e 35 da classe E

logista, Médico Psiquiatra, Nutricionista, Psicólogo Clínico e Técnico em Assuntos Educacionais.

Saudação do SINTEST

João Maria dos Santos, Coordenador Geral do Sintest/RN, parabenizou os novos servidores e disse que este é um momento de festa, de comemorar a entrada para o serviço público. Enfatizou ainda que o papel do Sindicato é defender os direitos da categoria e lutar por novas conquistas, deixando a entidade à disposição de todos. A reitora Ângela Paiva frisou que “nós da UFRN fazemos questão de realizar posses coletivas,

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pois sabemos que esta é uma conquista de muitos de vocês, passar num concurso público bastante concorrido”. E concluiu desejando que os novos servidores possam contribuir com a responsabilidade social que a Universidade tem e que é feita por pessoas. Já a pró-reitora de Gestão de Pessoas, Miriam Dantas, afirmou que esta é uma etapa que está apenas começando e que há uma longa carreira a percorrer. A partir da posse, os novos servidores têm quinze dias para entrar em exercício em suas respectivas lotações. Porém, antes disso, passarão por um Treinamento Organizacional.


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Especial Greve

Após quase 80 dias, técnicos das universidades encerram greve com avaliação positiva

N

o Rio Grande do Norte, a base do SINTEST/RN realizou assembleias e a decisão foi a mesma: deflagração imediata da greve. Na ocasião foram instalados os Comandos Locais de Greve (CLGs) que, no caso da Ufersa, se uniu ao dos docentes que estavam em greve há um mês. Como diretriz a ser seguida durante o período de paralisação, foi aprovada uma resolução de greve. Além disso, as reitorias foram comunicadas oficialmente sobre o movimento.

Greve nos Hospitais Universitários (HUs)

Devido às particularidades do setor da saúde, o comando de greve realizou várias reuniões com as direções dos hospitais, com o intermédio da Progesp (Pró-reitoria de Gestão de Pessoas), para definir como

cionamento dos HUs setor a setor, diferentemente da greve passada que trabalhou com um percentual de 50% de funcionamento, independente da área. A Progesp já fez circular memorando para todos os dirigentes dos hospitais esclarecendo que “nenhum servidor seria impedido de trabalhar nas escalas regularmente definidas por cada setor/unidade”. Em outras palavras, nenhuma situação já existente antes da greve pôde ser mudada porque o servidor aderiu à greve, por exemplo.

Primeira semana mostrou força da greve

Em apenas uma semana de greve a adesão das universidades já chegava a 51 instituições. Esse número mostrou a força da greve que, antes mesmo de completar sua primeira quinzena, já tinha quase 100% das universidades paradas. Essa realidade se refletia também na UFRN e na Ufersa que, a cada nova assembleia, reunia um número maior de participantes.

Nota de Apoio do Consad

seria a greve nos HUs. Como resultado disso, foi firmado um termo de acordo entre representantes dos quatro hospitais universitários da UFRN, Progesp e o CLG determinando o fun-

Como aconteceu nas últimas greves, mais uma vez a universidade demonstrou seu apoio à greve, através do Conselho Superior de Administração (Consad). Foi na sessão extraordinária do dia 21 de junho, quando o colegiado aprovou por unanimidade a nota ‘Moção de Apoio’, inclusive, acatando

período e depois de uma difícil greve realizada em 2011, os técnicoadministrativos das universidades federais resolveram deflagrar greve no dia 11 de junho deste ano. Vale destacar que essa decisão veio em um momento de insatisfação geral em que várias outras categorias do serviço público aderiam a movimentos paredistas. Fotos: Arquivos do SINTEST/RN

Desde a aprovação da Lei da Carreira (nº 11.091/05) fruto de uma greve de mais de cem dias, a Fasubra vinha buscando dialogar com o Governo no sentido de dar continuidade às reivindicações históricas pendentes, bem como corrigir e aprimorar vários pontos dessa mesma Carreira. Após mais de 50 reuniões realizadas nesse

mudanças no texto solicitado pelo CLG (Comando Local de Greve).

Estágio probatório

A ação responsável do sindicato também pôde ser verificada no cuidado e na orientação aos novos servidores, os quais foram destaque de participação nesta greve. Além de um parecer jurídico explicativo produzido por nossa assessoria, os servidores em estágio probatório ficaram cobertos com o aval da própria universidade. Fruto de uma solicitação do CLG/SintestRN em audiência com a reitora Ângela Paiva, a Progesp redigiu e distribuiu o Memorando-Circular 026/2012, orientando chefias à respeito da greve dos técnico-administrativos da UFRN e os servidores em estágio probatório. Entre outros pontos, o documento destacava que “não há nenhum impedimento na legislação para que os servidores em estágio probatório possam aderir ao movimen-

to grevista”. No mesmo documento seguiu orientação a respeito do ponto: “caso o servidor tenha aderido à greve deverão as chefias registrar no módulo de freqüência do SIGRH a ocorrência “em greve”, a qual será objeto de posterior negociação com o sindicato/federação”.

Negociação Pauta interna

Apesar das reivindicações da pauta interna ser tema constante de audiências com a reitoria independente das greves, o CLG aproveitou o momento para realizar algumas cobranças à Administração Central. Em uma reunião com a reitora Ângela Paiva e parte de seus assessores foi protocolado um ofício com a pauta interna, aprovada pelo Comando Local de Greve. Ao todo foram elencados 14 pontos, com destaque para o pedido de implantação das 30h para todos, sem redução de salários e de reabertura do Restaurante Universitário (RU) para os técnicos. Os outros, não menos importan-

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Moção de Apoio do Consad O Conselho de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – CONSAD, reunido em sessão ordinária, em 21 de junho de 2012, reconhece que as Universidades Federais obtiveram avanços nos últimos anos, com a expansão, reestruturação e interiorização da educação superior. Entende também que as negociações relativas ao aperfeiçoamento da carreira e da política salarial dos servidores técnico-administrativo em educação das Instituições Federais de Ensino são fundamentais para assegurar a consolidação destes avanços e para a garantia da qualidade dos serviços ofertados à sociedade. Contudo, considerando a inexistência de definição nas negociações entre o Governo Federal e a categoria, aprova este CONSAD a moção de apoio à greve nacional dos servidores técnico-administrativos, reconhece a importância das reivindicações, defende o diálogo permanente com a apresentação concreta de propostas até os limites legais para a definição dos efeitos orçamentários para o ano de 2013, para que, num prazo o mais breve possível, se chegue a uma solução satisfatória e os servidores possam retornar às suas atividades normais. tes, podem ser conhecidos na integra em nosso site, no link “Documentos”.


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Especial Greve

Atos conjuntos foram marca de uma greve histórica s servidores do IFRN, por exemplo, representados pelo Sinasefe, foram parceiros mais que constantes nas atividades conjuntas com o SINTEST/RN. Vários atos aconteceram, entre pedágios, caminhadas e piquetes sempre com o mesmo objetivo: alertar a população sobre o descaso do atual governo em negociar com os servidores da educação do ensino superior. Destaque para o ato conjunto que parou por 20 minutos um dos cruzamentos mais movimentados de Natal, o da Av. Salgado Filho com a Av. Bernardo Vieira. Nesse mesmo dia, o Comando de Greve do IFRN promovia piquete no Campus Central que durou quase um dia

inteiro, terminando após um acordo entre grevistas e Polícia Federal.

Fotos: Arquivo do SINTEST/RN

O

Como há muito tempo não se via, a greve deste ano também foi marcada pela unidade de várias categorias

Caminhada Ecológica

Em uma atividade diferenciada de tudo que já havia sido feito, os grevistas da UFRN realizaram caminhada ecológica pelo Campus da UFRN. Após um alongamento coletivo comandado pelo professor do departamento de educação física da UFRN, Raimundo Barata, os participantes seguiram por 4 km dentro do Campus chegando ao mesmo local de partida. No decorrer da caminhada foram oferecidos água e frutas em abundância. Ao fim do esforço o lanche foi reforçado com sucos e sanduíches.

Assembleia na praça

Durante a greve, várias atividades diferentes das de costume foram realizadas, visando princi-

palmente alcançar o apoio daqueles que são os mais atingidos com a precariedade no serviço público: seus próprios usuários. Por isso,

os técnico-administrativos em greve promoveram repetidas atividades de rua, com visibilidade fora dos muros da universidade.

Marcha Noturna

Uma das primeiras atividades de greve realizadas no período da tarde e da noite. Iniciada às 16h saindo da reitoria em direção à margem da BR 101 nas imediações da Comperve.

D

Interior do estado também foi palco de grandes atos

urante a greve, o CLG promoveu e participou de várias atividades no interior do estado, tanto da base da UFRN (campi) como da Ufersa (Mossoró).

Santa Cruz

Manifestação na cidade de Santa Cruz em conjunto com servidores da Facisa (Faculdade de Ciências de Saúde do Traíri) e Huab (Hospital Ana Bezerra). Cerca de 50 pessoas estiveram presentes no ato que iniciou em frente à Facisa, seguindo em caminhada pelo centro da cidade até o hospital Ana Bezerra. Durante o percurso,

representantes do CLG e alguns servidores esclareceram a população sobre os motivos da greve e da importância de se lutar por melhorias na educação e na saúde.

Ato em Caicó

Representantes do CLG da UFRN seguiram em caravana até Caicó, cidade distante 260km da capital, para promo-

ver atividade de greve. Foi realizado um ato público na praça do setor de aulas, seguido de caminhada até a biblioteca. Vale destacar que a atividade contou também com a presença de aposentados e professores. Um fato inusitado foi que a embreagem do carro de som quebrou, mas nem isso desanimou os servidores presentes que se dispuseram a empurrar o veículo e continuar com o movimento.

Ato em Mossoró

O centro de Mossoró, segunda maior cidade do Rio

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Grande do Norte, foi palco de um ato histórico jamais visto na cidade. A atividade uniu setores da educação pública superior, representados por professores, técnicos e estudantes da Ufersa, IFRN e UERN. A movimentação aconteceu na praça do PAX, no centro da cidade e contou com o reforço de caravaneiros da UFRN. Todas as representações presentes tiveram espaço para fala, todas voltadas para a educação. Em seguida, os presentes fizeram uma grande caminhada nas ruas do entorno da praça, terminando já ao escurecer.


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Anexo

Tabela que entra em vigor no mês de março de 2013 Pisos Piso A (I)

Piso B (I)

Piso C (I)

Piso D (I) Teto A (IV)

Teto B (IV)

Teto C (IV) Piso E (I)

Teto D (IV)

Teto E (IV)

Venc. Básico

A B C D E I II III IV I II III IV I II III IV I II III IV I II III IV

P01

R$ 1.086,32

1

P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P10 P11 P12 P13 P14 P15 P16 P17 P18 P19 P20 P21 P22 P23 P24 P25 P26 P27 P28 P29 P30 P31 P32 P33 P34 P35 P36 P37 P38 P39 P40 P41 P42 P43 P44 P45 P46 P47 P48 P49

R$ 1.125,43 R$ 1.165,94 R$ 1.207,92 R$ 1.251,40 R$ 1.296,745 R$ 1.343,12 R$ 1.391,48 R$ 1.441,57 R$ 1.493,47 R$ 1.547,23 R$ 1.602,93 R$ 1.660,64 R$ 1.720,42 R$ 1.782,35 R$ 1.846,52 R$ 1.912,99 R$ 1.981,86 R$ 2.053,21 R$ 2.127,12 R$ 2.203,70 R$ 2.283,03 R$ 2.365,22 R$ 2.450,37 R$ 2.538,58 R$ 2.629,97 R$ 2.724,65 R$ 2822,74 R$ 2.924,36 R$ 3.029,64 R$ 3.138,70 R$ 3.251,70 R$ 3.368,76 R$ 3.490,03 R$ 3.615,67 R$ 3.745,84 R$ 3.880,69 R$ 4.020,39 R$ 4.165,13 R$ 4.315,07 R$ 4.470,42 R$ 4.631,35 R$ 4.798,08 R$ 4.970,81 R$ 5.149,76 R$ 5.335,15 R$ 5.527,22 R$ 5.726,20 R$ 5.932,34

2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

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Cláusulas do Acordo

Cláusula Primeira - Este Termo de Acordo dispõe sobre a processo de reestruturação do Piano de Carreira dos Cargos Técnicoadministrativo sem Educação - PCCTAE, de que trata a Lei n. 11.091, de 12 de janeiro de 2005. Cláusula segunda. 0 processo de reestruturação de que trata a Cláusula primeira obsevará as seguintes medidas e prazos: I - Reestruturação da tabela remuneratória consistente nas seguintes etapas: a) Marco de 2013: implementação de novas valores de padrões remuneratórios, conforme Anexo I deste Termo; b) Janeiro de 2014: implementação de nova estrutura de”steps” remuneratórios (3,7%), conforme Anexo I deste Termo; c) Marco de 2014: implementação de novas valores de padrões remuneratórios, conforme Anexo I deste Termo; d) Janeiro de 2015: implementação de nova estrutura de ‘steps” remuneratórios (3,8%), conforme Anexo I deste Termo; e e) Marco de 2015: implementação de novos valores de padrões remuneratórios, conforme Anexo 1. deste Termo. II - Alteração da Tabela para Progressão par capacitação Profissional (Anexo III da Lei n. 11.091, de 12 de janeiro de 2005) com vistas a contemplar o requisito de aperfeiçoamento ou curso de capacitação igual ou superior a 180 horas para o Níveil de capacitação IV da Classe E, conforme Anexo II deste Termo. III - Revisão da estrutura e dos percentuais do Incentivo à Qualificação (Anexo IV da Lei n. 11.091, de 12 de janeiro de 2005) conforme Anexo III deste Termo a serem implementados em janeiro de 2013. IV - Alteração do art. 10 da Lei n. 11.091, de 12 de janeiro de 2005, para permitir que no cumprimento dos critérios estabelecidos no continua >>>>>>>>>>>>>>


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Continuação... Anexo III da respectiva lei será permitida a acumulação de cargas horárias de cursos realizados pelo servidor durante a permanência no Nível de Capacitação em que se encontra, vedando a aproveitamento de carga horária cumprida em níveis anteriores, respeitado o mínimo de 20 horas por curso. Clásula terceira - A parcela complementar de que tratam Os §§ 2º e 3º do art. 15 da Lei n. 11.091, de 12 de janeiro de 2005 (VBC), não será absorvida por forca da implementação dos novos valores e estrutura remuneratórios previstos na Cláusula segunda, inciso I, deste Termo. Cláusula quarta - Serão constituídos Grupos de Trabalho para dar tratamento aos seguintes pontos: I - Racionalizacão de cargos e critérios de dimensionamento da forçaa de trabalho das Instituições Federais de Ensino (120 dias); II - Terceirização (120 dias); III - Democratização das Instituições Federais de Ensino (prazo:180 dias); IV - Reposicionamento de aposentados (prazo: 120 dias). Parágrafo primeiro. Os Grupos de Trabalho serão compostos paritariamente por representantes da entidade signatária deste Termo de Acordo, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, do Ministério da Educação, bem como das entidades representativas dos reitores (ANDIFES e CONIF). Parágrafo segundo. Os Grupos de Trabalho serão instalados na segunda quinzena de setembro de 2012. Cláusula quinta - A representação governamental adotará as providências que lhe competem para o encaminhamento das medidas previstas neste Termo de Acordo. Cláusula sexta - A entidade signatária deste Termo compromete-se a orientar pelo cumprimento do Plano de Reposição de Trabalho referente aos dias não trabalhados por motivo de greve ou paralisações de serviços, sob responsabilidade das Instituições Federais de Ensino, e acompanhar a sua fiei execução, com vistas ao restabelecimento imediato da normalidade na prestação de serviços à sociedade.

INFORMATIVO SINTEST-RN - Outubro/2012

Grupos de trabalho já foram instalados e prazo começa a contar

N

o dia 19 de setembro, a FASUBRA reuniu-se com o Ministério da Educação (MEC), na Secretaria de Ensino Superior para definir os detalhes sobre o funcionamento dos grupos de trabalhos (GTs) estabelecidos no acordo. Os temas tratados são aqueles que não foram consensuados, não sendo possível, portanto, chegar a uma finali-

zação da discussão. Na reunião, a federação foi representada pelos coordenadores gerais da entidade, Janine Teixeira, Paulo Henrique dos Santos e Gibran Ramos, além da coordenadora de educação, Rosângela Costa. Participaram também da reunião a ANDIFES, o SINASEFE, CTEC e CONIF. Na ocasião os grupos de trabalho foram insta-

lados, o que quer dizer que o prazo para conclusão das

dicussões começou a contar. Agenda dos GTs:

AGENDA DOS GTS Terceirização: 01/10/12, às 10h Democratização: 01/10/12, às 14h Racionalização: 02/10/12, às 10h Reposicionamento: 02/10/12, às 14h.

TABELA DE PERCENTUAIS DE INCENTIVO À QUALIFICAÇÃO

Nível de Classificação

 A 

 B 

  C  

 D  

Nível de escolaridade formal superior ao previsto para o exercício do cargo (*)

Percentuais de incentivo da proposta

Área de conhecimento (relação direta)

Área de conhecimento (relação direta)

Área de conhecimento (relação indireta)

Área de conhecimento (relação indireta)

Ensino médio completo

15,00%

-

15,00%

-

Ensino médio profissionalizante ou ensino médio com curso técnico completo ou título de educação formal de maior grau

20,00%

10,00%

20,00%

10,00%

Curso de graduação completo

0,00%

0,00%

25,00%

15,00%

Especialização, superior ou igual a 360h

0,00%

0,00%

30,00%

20,00%

Mestrado

0,00%

0,00%

52,00%

35,00%

Doutorado

0,00%

0,00%

75,00%

50,00%

Ensino médio completo

10,00%

-

15,00%

-

Ensino médio profissionalizante ou ensino médio com curso técnico completo

15,00%

10,00%

20,00%

10,00%

Curso de graduação completo

20,00%

15,00%

25,00%

15,00%

Especialização, superior ou igual a 360 h

0,00%

0,00%

30,00%

20,00%

Mestrado

0,00%

0,00%

52,00%

35,00%

Doutorado

0,00%

0,00%

75,00%

50,00%

Ensino médio completo

8,00%

-

15,00%

-

Ensino médio com curso técnico completo

10,00%

5,00%

20,00%

10,00%

Curso de graduação completo

15,00%

10,00%

25,00%

15,00%

Especialização, superior ou igual a 360 h

27,00%

20,00%

30,00%

20,00%

Mestrado

0,00%

0,00%

52,00%

35,00%

Doutorado

0,00%

0,00%

75,00%

50,00%

Curso de graduação completo

10,00%

5,00%

25,00%

15,00%

Mestrado ou título de educação formal de maior grau

52,00%

35,00%

52,00%

35,00%

0,00%

0,00%

75,00%

50,00%

Especialização, superior ou igual a 360 h

27,00%

20,00%

30,00%

20,00%

Mestrado

52,00%

35,00%

52,00%

35,00%

Doutorado

75,00%

50,00%

75,00%

50,00%

Doutorado

 E 

Percentuais de incentivo Atuais

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INFORMATIVO SINTEST-RN - outubro/2012

Com descaso do Governo, radicalização foi inevitável Como há muito tempo não se via, a greve deste ano também foi marcada pela unidade de várias categorias em greve

D

iante da negativa do Governo em receber a representação do movimento grevista e abrir negociação efetiva, o Comando Nacional de Greve, instalado em Brasília, orientou suas bases a radicalizar o movimento. Faltando apenas dois dias para que a greve completasse um mês, o governo Federal sequer havia respondido ofício da Fasubra (entidade que representa a categoria nacionalmente) solicitando abertura de negociação. Para piorar, o Ministério do Planejamento enviou comunicado às universidades com ameaça de corte de ponto. A decisão foi difícil, uma vez que ações radicalizadas nem sempre são bem vistas, mas a luta que em alguns momentos parecia “prejudi-

para a BR 101. Por volta das 10h30, nas imediações do bairro Neópolis, mais de 500 técnicos em greve do UFRN e IFRN interditaram a via no sentido Parnamirim/Natal por cerca de 40 minutos. O tempo foi suficiente para causar uma grande congestionamento e a ação repercutir mais uma vez nas redes sociais, com destaque para o Twitter. O ato permaneceu nos trend’s topics Brasil por metade da manhã.

car” por poucos instantes, no fim beneficiou a todos.

Fechamento do Campus

Na UFRN, uma das primeiras atividades radicalizadas da greve aconteceu no Campus Universitário. As vias de acesso para carros foram interditadas, sendo possível a entrada apenas de pedestres. A ação foi tão impactante que a reitora em exercício, professora Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes, convocou a imprensa para uma entrevista coletiva no fim da manhã do ato.

Arrastão na UFRN

Após uma das inúmeras assembleias de greve os presentes saíram em caminhada pelos corredores dos setores da reitoria da UFRN, seguindo pelo centro de convivência e encerrando na superintendência de comunicação da universidade, a Comunica.

Fechamento da BR 101

Servidores em greve da UFRN e do IFRN se reuniram em assembleia conjunta em frente ao IFRN, no campus da Salgado Filho e seguiram em seis ônibus

Após avaliação das atividades de greve realizadas em Brasília, o CNG/FASUBRA definiu uma série de propostas para continuar na linha crescente do movimento. Segundo essa avaliação, a greve estaria em um momento ímpar, já que as atividades realizadas no DF romperam com o silêncio e a postura truculenta que o governo vinha tratando o movimento paredista. Por isso, a orientação nacional continuou sendo a de radicalização nos estados, com fechamento de setores, ocupações de vias movimentadas, inviabilização de matrículas e inscrições etc. O objetivo seria o mesmo: continuar a pressionar o governo. O “mote” desse segundo momento de radicalização foi “se não negociar, não tem matrícula nem vestibular”. DMP

Após um piquete, o Departamento de Material e Patrimônio da UFRN permaneceu fechado pelo Comando Local de Greve da UFRN por três dias. O DMP controla, supre e distribui necessidades de serviços e materiais. No mesmo complexo foram fechados também o Arquivo Geral, a Comissão Permanente de Licitações e a Editora Universitária.

constante de avaliação da atividade, conforme chegavam as demandas em virtude do fechamento do prédio.

Centro de Tecnologia

O segundo maior centro da universidade – em relação ao número de alunos – foi o primeiro centro a ser fechado. Durante toda a semana mais ações como esta aconteceram nos Centros

de Ciências Sociais e Aplicadas, Biociências e no Departamento de Medicina, localizado no HUOL.

Comperve e Garagem Ocupação da Reitoria

A ação foi articulada nacionalmente e, paralelamente, reitorias de outras universidades também sofrem o mesmo tipo de ocorrência.Durante essa ocupação o CLG ficou em estado

Por quatro dias o CLG da UFRN ocupou a Comissão Permanente de Vestibular e a garagem da UFRN que ficam em setores lado a lado na universidade.

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BCZM

Os servidores fecharam as portas da Biblioteca, impedindo a entrada de alunos e funcionários. O ato foi mais uma ação radicalizada dos servidores em greve que pressionam o governo para o atendimento às suas reivindicações. Aproveitando a realização do ato, a assembleia geral que iria acontecer no auditório da Reitoria foi transferida para a entrada da BCZM.


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INFORMATIVO SINTEST-RN - Outubro/2012

Especial Greve

Governo recua e chama categoria para negociar primeira reunião da FASUBRA com o governo partiu de um convite do MEC, por iniciativa do Ministro da Educação, Aloísio Mercadante. Apesar de não ter poder para negociar aspectos financeiros, o representante do MEC destacou que considerava legítimas as reivindicações do movimento e firmou o compromisso de procurar o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) o mais rápido possível para abrir um canal de negociações para a FASUBRA.

colada pelos trabalhadores, restringindo-se apenas a questão salarial. Ao ser questionado sobre reposicionamento de aposentados e anexo IV, por exemplo, disse não ter nada a discutir, o que seria feito só e so-

dos anexos III e IV e aumento do step). Os representantes do MPOG descartaram a proposta de 15% de aumento para o ano de 2013 e disseram que as demais propostas seriam estudadas e discutidas. Diante da atitude do

aumento do step da carreira (3,7% em 2014 e 3,8% em 2015). Os outros pontos, segundo o governo, seriam tratados em GTs (grupos de trabalho) com prazo máximo de 180 dias para conclusão. Sobre o corte de

posta se daria em função da conjuntura atual e dos limites do momento. Vale ressaltar, porém, que o CNG/ FASUBRA acataria efetivamente o que a maioria das assembleias de base aprovassem em todo país. Foto: Fasubra

A

Depois de uma primeira proposta limitada, força da greve faz governo ampliar negociação e saldo final é positivo

MPOG chama para negociar

Como resultado de várias ações intensificadas em todo o país, o Ministério do Planejamento entrou em contato com a Fasubra e convocou o Comando para reunião no dia 06 de agosto, quase dois meses após o início da greve. Ao ser questionada se essa seria só mais uma reunião, afirmou que não e que o governo apresentaria proposta concreta. Vale destacar o papel importante que tiveram vários parlamentares que compareceram à reunião suprapartidária realizada com o Ministério do Planejamento um dia antes desse contato.

Técnicos rejeitam proposta de apenas 15,8%

A primeira proposta do governo foi de um aumento gradativo até 2015, totalizando no acumulado um reajuste salarial de 15,8% parcelado em três vezes. A reunião entre Fasubra e Planejamento não trouxe discussão da pauta proto-

Ato de assinatura do acordo no Ministério do Planejamento

mente só após o fechamento do acordo proposto por ele. A reação geral foi negativa já que a proposta sequer chegava perto do índice das perdas da categoria. No RN, a proposta foi rejeitada em decisão tomada durante assembleia geral da categoria, um dia após a reunião com o MPOG.

Contraproposta da Fasubra

Em nova reunião, a FASUBRA apresentou sua contraproposta por escrito (aumento de 25% parcelado, sendo 15% em 2013, além

governo, que não apresentou nada concreto, a orientação do CNG foi dar continuidade às atividades radicalizadas em todo o país.

Força da greve faz governo ampliar proposta

O que inicialmente restringia-se a apenas um ponto de pauta apresentado pela Fasubra (o reajuste) avançou para três pontos de negociação. Além do aumento de 5% a cada ano, até 2015, foi apresentada alteração nos anexos III e IV da lei 11.091/05, bem como

ponto ou reposição de dias parados só seria discutido no fechamento do acordo. A FASUBRA tentou avançar no percentual do reajuste linear e no aumento dos percentuais dos incentivos, porém sem sucesso.

CNG se posiciona e base do RN acompanha

Após avaliação, por ampla maioria, o CNG orientou às bases o aceite da proposta do governo e saída unificada, com retorno ao trabalho no dia 27 de agosto. A aceitação da pro-

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O RN acompanhou a decisão da ampla maioria dos estados, a de acatar a proposta do governo, desde que um documento - nos termos da negociação - fosse assinado, confirmando o compromisso do governo em suas propostas. Este ato de assinatura ocorreu numa sexta-feira, dia 24 de agosto, colocando fim à greve que durou quase 80 dias. Veja no anexo ao lado as tabelas dos próximos anos, bem como os novos percentuais dos incentivos à qualificação e o calendário dos GTs.


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INFORMATIVO SINTEST-RN - outubro/2012

Acompanhamento

Reunião com a Pró-reitoria de Gestão de Pessoas trata de conflitos pós-greve Atendendo uma solicitação do SINTEST/RN, a pró-reitora de gestão de pessoas, Mirian Dantas, recebeu representação do sindicato para tratar de temas de interesse dos técnicos da UFRN Foto: Livia Cavalcanti

remoção, pois já não mais confiava no mesmo, apesar da excelente relação de trabalho existente até antes do período da greve.

Posição do sindicato

Representando a entidade, a coordenadora Jane Suely Damasceno

O

principal deles diz respeito ao pósgreve quando começam a aparecer alguns conflitos entre servidores que aderiram à greve e suas respectivas chefias. Inclusive, o

sindicato já recebeu denúncias de possíveis perseguições em virtude da participação no movimento paredista. Em um dos casos, segundo o servidor atingido, a chefia informou que pediria sua

A exemplo da postura adotada ao longo de seus 21 anos, o sindicato reforça que não irá aceitar retaliações pós-greve e que cobrará das instâncias responsáveis da UFRN o compromisso público e documentado de apoio à greve, aprovado no Conselho de Administração.

Posição da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas

Indagada sobre a questão, Mirian Dantas,

pró-reitora da Progesp disse que “a greve não pode ser motivo de quebra de confiança ou rompimento da relação de trabalho”. Completou afirmando que “a greve faz parte da cidadania funcional do servidor” e que “remoção não é remédio para solução de conflitos no setores”. Mirian também deixou claro que qualquer caso de conflito será averiguado, ouvindo-se todas as partes para que medidas cabíveis sejam tomadas.

Comissão de Conflitos

Durante a mesma reunião, foi reforçado pela Progesp que já está em anda-

mento o projeto de criação da Comissão de Conflitos que, segundo ela, será composta por dois representantes da administração central, além de um representante das entidades sindicais de professores e técnicos.

Ufersa

Na Ufersa, por exemplo, houve o caso com uma diretora da entidade que ficou sabendo de sua possível remoção antes mesmo do fim da greve. Nessa situação em específico, o SINTEST/RN interviu diretamente na questão e o caso foi resolvido a bom termo com o próprio reitor da entidade.

Terceirização dos HUs

Conselho Nacional de Saúde reforça posição contrária à criação da EBSERH Com nenhum voto contrário, o CNS aprovou Moção de Repúdio contra a lei que criou a EBSERH e outros temas ligados à saúde do CNS presentes decidiram colocá-lo em pauta novamente na reunião ordinária de outubro. Mesmo assim, em virtude do descaso demonstrado pelas frequentes ausências do governo e pela gravidade do momento vivido pelos Hospitais Universitários (HUs), com apenas três abstenções, o CNS aprovou Moção de Repúdio contra a lei que criou a EBSERH e contra qualquer movimento de pressão que o MEC realize sobre os gestores públicos, traduzidos no corte de recursos

financeiros ou de negativa da realização de concursos públicos com a finalidade de contratar os profissionais necessários aos serviços. A íntegra da Moção encontrase no nosso site, no link “Documentos”.

Foto: Fasubra

A

conteceu durante a 237ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Saúde (CNS) que, entre outros pontos de pauta, discutiria em debate com o Governo a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). No entanto, a ausência do representante do Governo, José Rebelato impossibilitou o momento de discussão. Considerando a importância do tema e entendendo que seu aprofundamento exigia a presença do governo, os representantes

Presença da Frente Contra a Privatização do SUS

Vale destacar a representação na reunião de vários fóruns estaduais de defesa do SUS, bem como da Frente Contra a Privatização do SUS. Inclusive nosso sindicato esteve representado na

Representantes da Fasubra ao lado da nossa coordenadora, Vânia

reunião, através de sua coordenadora Vânia Machado, diretora que participa do Fórum

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Estadual em Defesa dos Serviços Públicos e Contra a Terceirização do RN.


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Espaço reservado para os informes das coordenações Além de nossa linda sede administrativa construída em 2009 (Gestão Autonomia na Luta), uma conquista importantíssima do sindicato, ainda nessa gestão (2009-2012 - Unidade e Autonomia na Luta) adquirimos uma sede administrativa para Seção Sindical de Santa Cruz, que contribuirá para o fortalecimento, crescimento e desenvolvimento da luta em nosso sindicato. Lá, os sócios de Santa Cruz poderão ter mais estrutura para serem atendidos. Aindana área de aquisições, com o objetivo de termos um espaço para fazer os nossos eventos, confraternizações, encontros de formação etc, iniciamos a busca de uma sede social., conforme autorizado em assembleia pela categoria. Após quase nove meses de negociações, essa gestão conseguiu viabilizar essa grande aquisição. A nossa sede social foi adquirida no mês de setembro, com mais de 30 mil metros quadrados, já com uma casa construída, no distrito de Pium/RN. Queremos parabenizar toda a nossa base que a cada dia nos dá oportunidade de representá-los com muito orgulho e honra. Coord. deAdministração e Patrimônio Francisco Lourenço da Silva Filho Luiz Antônio do Nascimento

Diálogo Plural

Hospitais Universitários: entre a excelência e o descaso público

A

saúde pública é um tema que dificilmente sai de pauta. Isto porque é uma problemática que vem se arrastando há décadas. Os Hospitais Universitários (HUs) se inserem nesse contexto tanto por fragilidades encontradas nos demais hospitais públicos, mas também por sua excelência em vários serviços de saúde e de ensino na área.

Sobre os HUS

Apesar de estarem inseridos no contexto da assistência à saúde pública, os HUs possuem características bem específicas que os diferencia dos demais hospitais. Eles têm como principal missão formar profissionais de qualidade nas mais diversas áreas específicas da saúde. São médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, dentre outras categorias saem desses hospitais com o complemento necessário ao exercício profissional. “Mais de 98% de toda a mão-de-obra atuando na saúde do RN passou pelos hospitais universitários. Toda essa infraestrutura de mão-de-obra depende desses hospitais”, disse João Maria dos Santos, dirigente do Sintest.

Série dos HUs

Com o objetivo de mostrar a importância dos HUs para a saúde pública do nosso estado e como esses hospitais funcionam, o programa Diálogo Plural entrevistou três dos quatro diretores dos hospitais da UFRN: Dr. Ricardo Lagreca, do Hospital Onofre Lopes (HUOL), referência nos serviços de média e alta

complexidade no estado.; Dra. Josana Caetano, diretora do Hospital de Pediatria (HOSPED); e Cláudia Dantas, diretora do Hospital Ana Bezerra (HUAB), referência no atendimento materno-infantil da região do Trairí do estado.

Ensino, pesquisa e extensão

Para garantir a qualidade na formação profissional, esses hospitais buscam investir em espaços de ensino, pesquisa e extensão.

que o ensino é a parte central na missão do HU. “A assistência é utilizada para servir ao ensino. A pesquisa gera resultados que vão colaborar no ensino.” O diretor acrescentou que “a residência multiprofissional foi a revolução. O aluno da graduação encontra no hospital situações que não encontra em outros hospitais. Do ponto de vista de condutas, de equipamentos, de complexidade. Aqui ele vai ter uma atividade na média e alta complexidade”. Foto: Danielle Castro

Coordenações

INFORMATIVO SINTEST-RN - Outubro/2012

O Diálogo Plural é veiculado todos os sábados, às 9h45 na Sim TV, canal 17 (Rede TV). Na internet, nosso programa está no site do Sintest/RN e no canal do youtube, www.youtube.com/sintestrn

“O Ana Bezerra trabalha com vários projetos de extensão. Esses projetos são direcionados para o empoderamento e a cidadania das pessoas. O projeto ‘mãe cidadã’, por exemplo, busca levar para a mulher os seus direitos no processo de parto. Ela é levada a conhecer a maternidade antes de parir, ela conhece o direito a ter um acompanhante em todo o processo de parto. Enfim, são vários projetos”, afirmou Cláudia Dantas, diretora do HUAB. Dr. Ricardo Lagreca, diretor do HUOL, ressaltou

Dificuldades

Apesar da excelência no atendimento e na prestação de uma formação de qualidade aos futuros profissionais da saúde, os HUs sofrem com problemas inerentes ao serviço público de saúde. “Hoje nós temos muitos bolsistas pela ausência do poder público com a contratação de servidores no quadro para estarem no hospital”, denunciou Vânia Machado, dirigente do Sintest. No HUAB, a principal dificuldade apontada pela diretora da instituição é a do deslocamento da equipe

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médica. Como o hospital localiza-se na cidade de Santa Cruz, interior do estado, e a equipe é formada por pessoas que residem na capital, acaba dificultando a existência de médicos diaristas, ficando apenas no sistema de plantões. Além disso, ela acrescentou que as UTIs materno e neonatal estão em reforma e “quando o bebê nasce e tem essa necessidade ainda tem que ser encaminhado para a Maternidade Januário Cicco”. Com relação ao HOSPED, Dra. Josana Caetano falou das dificuldades em realizar alguns procedimentos como os de atendimento oncológico pediátrico, neurocirurgias, dentre outros, mas que serão resolvidos com a integração do hospital com o HUOL. Ela também afirmou que “Se comparar com um hospital privado na parte de assistência à criança, a situação tá complicada no que diz respeito à qualidade do atendimento. Não por conta do profissional que atende, mas por conta da demanda, do volume, termina sendo algo tumultuado”. Apesar das dificuldades, os HUS são centros de excelência no atendimento e na formação de profissionais no estado do Rio Grande do Norte. São centenas de projetos de extensão e pesquisa desenvolvidos todos os anos por todos os hospitais. E é notório que, como afirmou João Maria dos Santos, coordenador geral do Sintest/RN, sem os hospitais universitários os problemas na saúde pública seriam ainda maiores. “O país sem esses hospitais universitários seria um caos”, afirmou o dirigente.


Virada Cultural para Natal Já!

iv Foto: D

o ulgaçã

No nosso espaço sobre arte,cultura e lazer deste mês, mês vamos tratar de um evento que ocorre regularmente em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, movimentado a área cultural daquelas metrópoles. Trata-se da já tradicional Virada Cultural, evento que durante 24 horas ininterruptas movimenta a capital paulista através de atividades multiculturais. Tive a oportunidade há uns três anos atrás de vivenciar um evento desses. Estava participando de atividade político/ partidária em São Paulo e me hospedei no centro da cidade. Ali, durante aquelas 24 horas, pude assistir e participar de vários shows musicais dos mais variados estilos, desde o rap, passando por pagode, sertanejo, pop e música eletrônica. Exibições teatrais no meio da rua, arte digital e cibernética, videoarte, enfim, fiquei fascinado com tanta multiplicidade cultural ali no coração de São Paulo, a cidade que nunca dorme. Avenida Paulista, Ypiranga, Avenida São João, Vale do Anhagabaú, Sé, viadutos do Chá e Santa Efigênia, tudo aquilo pulsava arte, enriquecida pela variedade de estilos visuais que iam desde o casual, os mauricinhos, “punks”, regueiros e “rapers”.

NAÏF: A INGENUIDADE NA ARTE? O termo naïf vem do latim e quer dizer nativus, aquilo que é natural. Este movimento artístico é sinônimo de arte ingênua, original, popular, instintiva. A tradução da palavra naïf em francês é ingênuo. No Brasil, este movimento cresceu a partir de 1937, com os pintores Heitor dos Prazeres, Cardosinho e Chico da Silva. Na França, Henri Rousseau é considerado o primeiro dos naïfs modernos. Trata-se de uma arte predominantemente alegre, rica em cores vibrantes, variada em detalhes devido à riqueza de elementos que retratam nosso país. O trabalho também se caracteriza pelo autodidatismo e pelo uso de técnicas

Fiquei imaginando a virada cultural aqui em Natal. Talentos artísticos temos de sobra. Desde as esculturas de Guaracy Gabriel, as performances de Civone Medeiros, os coletivos teatrais, o Pau e Lata, os artistas circenses, além dos vários grupos musicais de qualidade em seus vários estilos. O espaço charmoso também temos. O corredor cultural do centro da cidade que vai da Ribeira até a Praça André de Albuquerque que pra galera alternativa já virou Praça Vermelha, o Largo do Buiú, na Redinha, a Vila de Ponta Negra, enfim, espaço é o que não falta. O que falta, a nosso ver, é a disposição política de se investir na arte e na cultura como forma de levar o povo a pensar, a se tornar cidadão crítico. Porém, parece não haver interesse em formar cidadãos com esse perfil já que isso o levaria a escolher melhor quem o representa e por consequência, muita gente que está aí, sairia da cena política natalense. Fica o apelo. Apesar da Raquel Rolnik cobrar uma virada cultural “de verdade” em Sampa, para nós, órfãos de produção cultural efetiva, consistente e de bom gosto, já seria de bom tamanho a virada nos moldes paulistanos. Edson Lima, Professor de Artes Visuais

Falando d e

Arte...

“Faland ar te no Bra o de Ar te” traz peri odic sil medida em e no RN, contribuin amente informaçõe s impor tan do que a ar te tes rudimentares adincentiva a na formação de um leitor mais sobre a reflexão e desenvolve crí quiridas de forma o pensame tico, na nto crítico empírica, com . liberdade de criação e clara noiausência de aspectos formais de composição, vas, entre outras. perspectiva e reprodução real de cores. É uma O Rio Grande do Norte é um espintura individual e apresenta criações únicas tado com tradição na arte ingênua. Aqui temos e originais, transcendendo aquilo que conhenomes como Arruda Sales, Divaldo Rocha, Fé cemos como arte popular. O artista naïf é livre Cordula, Fábio Eduardo, Francisco Iran, Gilvan para expor sua criatividade da forma como lhe convenha. Acredita-se que esta técnica foi usada Bezerril, Isaias, Ivanise, Ivo Maia, Iaperi Araújo, Jotó, Kleyton Rolemberg, Lourdinete, Lavoisier, pelos homens das cavernas, que expressavam Levi, Nilson, Nilton Avelino, Ricardo Veriano, livremente o que observavam no seu cotidiano, Roberto Medeiros, Sonia Jácome,Vatenor, entre através das pinturas na parede. Nas obras dos outros,n que com sua técnica, suas cores e estilos pintores brasileiros são usadas representações representam e reproduzem muito bem toda aledo futebol, carnaval, festas populares, galos, tatus, faisões, crianças empinando pipas, circos, gria do povo potiguar. Fonte: http://ipe-instituto.org.br/lista-de-jornais-usermenu-2/920-abril-de-2009/602-brasil-a-arte-naif-no-brasil.html

Por Edson Lima Arte de Alfredo "Fefeu" Antônio, artista potiguar

Professor de Artes Visuais, graduado pela UFRN, Designer gráfi co da EDUFRN Coord. de Comunicação do SINTEST/RN


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INFORMATIVO SINTEST-RN - Outubro/2012

Utilidade Pública

SINTEST/RN realiza debate com candidatos a prefeito de Natal Mediado pelo jornalista Túlio Lemos, o debate durou aproximadamente duas horas e contou com a presença de uma plateia significativa sorias dos candidatos e foi dividido em quatro momentos. No primeiro, as perguntas foram feitas de candidato para candidato, sobre temas pré-definidos, sorteados no momento. O segundo contou com perguntas feitas por entidades sindicais parceiras do Sintest, também através de sorteio. No terceiro momento, os temas foram livres e as perguntas de candidato para candidato, por meio de sorteio. Por fim, no quarto momento, cada candidato teve três minutos para fazer suas considerações finais. O Sintest realizou a transmissão ao vivo do debate através do site da entidade

(www.sintestrn.org.br), no twitter (@sintestrn) e na sua fan page do facebook (facebook.com/sintestrn).

Ação de cidadania

Informamos que o jornalista Túlio Lemos doou o valor que receberia por sua parti-

cipação no debate ao Hospital Infantil Varela Santiago. O setor financeiro da entidade encaminhou o pedido. Foto: Marcos Aurélio Marques

N

a manhã do dia 28 de agosto, o auditório da reitoria da UFRN foi palco de um debate entre os candidatos a prefeitura de Natal, realizado pelo SINTEST/RN. Estiveram presentes os candidatos Rogério Marinho (PSDB), Robério Paulino (PSOL) e Fernando Mineiro (PT). O candidato Hermano Moraes (PMDB), que estava confirmado para o debate, enviou comunicado oficial justificando sua falta por motivos de saúde. Já os demais candidatos não justificaram a ausência oficialmente. O debate seguiu regras definidas previamente em reunião com as asses-

O debate foi aberto e possibilitou aos inscritos ter a chance de suas perguntas serem sorteadas

Vitória

Sintest apóia luta de estudantes e trabalhadores em favor do transporte público de Natal Recentemente, Natal viveu momentos que certamente ficarão marcados na história da cidade Foto: Divulgação

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os referimos às manifestações puxadas por estudantes na luta por melhorias no tranporte público coletivo. O movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento repentino das passagens de R$ 2,20 para R$ 2,40, sem no entanto oferecer os serviços compatíveis para tal. Após várias manifestações, algumas destas com intervenção truculenta da polícia, a Câmara Municipal revogou o aumento, retornando a cobrança do valor anterior. Poucos dias depois, a reação dos empresários veio com a suspensão

do passe livre, beneficio que permitia o usuário pegar dois ônibus dentro de um tempo determinado pagando apenas uma passagem, . A ação gerou mais reação entre parte da população e gerou novos manifestos. Após um dia dificil, marcado

pelo incêdio de dois ônibus e por manifestantes feridos, mais uma vez o movimento sai vitorioso e Seturn anuncia à volta do Passe Livre. Vale destacar que esta última ação foi condenada pela própria Secretaria de Mobilidade de Natal, objeto inclusive de

intervenção jurídica, devido sua ilegalidade.

Presença do SINTEST

O Sintest esteve presente em várias das passeatas promovidas pelo movimento #RevoltadoBusão, pois entende que esta não é somente uma luta dos estudantes, mas da sociedade em geral, em especial dos que dependem do transporte coletivo diariamente e são constantemente prejudicados com os aumentos abusivos na tarifa. Vale salientar que durante nossa participação nos protestos vimos que casos de vandalismo e comporta-

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mentos reprováveis foram totalmente isolados não podendo o movimento ser responsabilizado por eles. Não aceitamos os métodos ditatoriais desenvolvidos pelo SETURN, bem como, os atos de repressão e truculência da PM/RN durante e depois das manifestações, com prisões suspeitas ilegais. Em função disso, exigimos imediata libertação dos manifestantes presos de forma ilegal, punição aos policiais agressores e investigação dos reais responsáveis pelos atos de vandalismo, já reconhecidos por várias autoridades como atos de “infiltrados” no movimento.


Jornal do SINTEST/RN