Page 1

Revista

VOZ DA IGREJA ARQUIDIOCESE DE CURITIBA

ANO XV - EDIÇÃO 184 - JULHO DE 2018 Impresso Especial 36000135947 - DP/PR ARQUIDIOCESE DE CURITIBA CORREIOS

Como viver a santidade no dia a dia?

arquidiocesedecuritiba.org.br vozdaigreja@arquidiocesecwb.org

Em seu novo documento, o Papa Francisco fala do chamado universal que Deus faz a todos nós: sede santos! Confira o especial na pág. 10

Catequizandos recebem capelinhas para rezar pelas vocações

Consagração da IAM reúne cerca de 500 crianças no Santuário de Guadalupe

pág. 09

pág. 22


Agenda Mensal dos Bispos Julho/2018

Ação Evangelizadora

Dom José Antônio Peruzzo Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba

Editorial

12 • Formação para os Padres Vicentinos

01 • Missa na Paróquia São Pedro e São Paulo,

No começo

de 2018, o Papa Francisco nos

presentou com sua mais recente Exortação Apostólica, Gaudete et exsultate, sobre o chamado à santidade no mundo de hoje.

04

Igreja do mês de julho traz este tema para ser aprofundado em um artigo especial da Ação

13 • Missa no Carmelo

Regional Sul II, em Matinhos - PR

14 • Missa no Santuário Nossa Senhora do

05 • Reunião do Setor Orleans, na Paróquia

Carmo

São João Batista Percursor

15 a • Assessorar Formação Permanente para o

06 • Reunião do Setor Campo Largo, na Paróquia Menino Deus em Porto

18 Clero da Diocese de Castanhal - PA

Amazonas

19 • Reunião do Conselho Arquidiocesano de Pastoral, na Cúria

07 • Aula no Seminário Rainha dos Apóstolos

20 • Missa com os Colaboradores da Cúria

08 • Missa no Hospital Pequeno Príncipe

22 • Aula e Missa no IAFFE

• Missa de Encerramento da Escola de

destacando que é possível ser santo nos pequenos gestos do dia a dia. A Revista Voz da

Instituto Salette

03 a • Formação Permanente para o Clero do

Nela, Francisco apresenta a santidade como um convite a todos os cristãos, sem excessão,

• Missa de Abertura da Escola Emaús, no

no Tinguí

Coordenadores de Catequese, na Casa de 23 a • Assessorar Formação Permanente para o 26 Clero da Diocese de Guaxupé - MG

Retiros do Mossunguê

31 • Programa Conhecendo a Palavra, na TV

10 • Reunião da APAC

Evangelizar

• Gravação do Programa “Conhecendo a Palavra” 11 • Reunião da Pastoral da Pessoa Idosa, na

Evangelizadora e em pequenos depoimentos

sede

de pessoas comuns sobre como vivem a santidade no seu cotidiano. A edição deste

Dom Amilton Manoel da Silva Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba

mês da revista também apresenta a história do TLC – Movimento de Liderança Cristã e de seu fundador, Padre Haroldo, que tinha como lema “Medo de nada, só amor”. O tema do Ano do Laicato aparece novamente em um testemunho sobre o trabalho transformador do leigo na catequese de adultos. Outro destaque são as imagens e números do Corpus Christi 2018, uma festa emocionante que reuniu mais de 100 mil pessoas nos dias 30 e 31 de maio. Convidamos a todos que quiserem contribuir

16 • Missa no Santuário Nossa Senhora do

01 • Crisma na Paróquia São João Batista, no

Carmo

Prado Velho 03 • Reunião do Setor Portão, na Paróquia São

18 • Novena na Paróquia Sant’Ana, no Campo de Santana

Cristóvão 04 • Missa na Paróquia Santa Isabel

19 • Reunião do Conselho Arquidiocesano de

06 • Crisma na Paróquia São Rafael 07 • Crismas na Paróquia Profeta Elias

Pastoral, na Cúria 21 • Assessorar Formação para Catequistas,

08 a • Assessorar Retiro para o Clero da 13

Arquidiocese de Vitória - ES

na Paróquia São Pedro, no Umbara 25 • Visita Pastoral na Paróquia Sant’Ana, no

14 • Retiro com as Líderes Arquidiocesanas da a 29 Campo de Santana 28 • Ordenação Presbiteral, na Comunidade

Pastoral da Pessoa Idosa

dos Orionitas

• Crisma na Paróquia Menino Deus 15 • Missa na Capela Nossa Senhora do

29 • Missa na Paróquia Santana, no Abranches 31 • Reunião do Setor Rebouças, na Paróquia

Carmo, em Rebouças

Nossa Senhora do Rocio

• Missa na Paróquia Nossa Senhora da Visitação

com a Revista Voz da Igreja a enviar sugestões e comentários. Boa leitura!

Dom Francisco Cota de Oliveira Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba 01 • Missa na Paróquia Nossa Senhora

12 • Reunião do Setor Colombo, na Paróquia Senhor Bom Jesus

Medianeira 03 • Expediente na Região Episcopal Norte -

13 • Reunião do Setor Almirante Tamandaré, na Paróquia Anjo da Guarda

Paróquia Santa Cândida 05 • Reunião do Setor Orleans, na Paróquia

Fale Conosco Rua Jaime Reis, 369 - São Francisco 80510-010 - Curitiba (PR) Bárbara Moraes: (41) 2105-6342 barbaramm@arquidiocesecwb.org.br

Imprensa: Téo Travagin - 5531 (DRT-PR) comunicacao@arquidiocesecwb.org.br Fones / Fax: (41) 2105-6343 E-mail: comunicacao@arquidiocesecwb.org.br Site: www.arquidiocesedecuritiba.org.br

A revista Voz da Igreja é uma publicação da Arquidiocese de Curitiba sob a orientação da Assessoria de Comunicação CONSELHO EDITORIAL - Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba Dom José Antônio Peruzzo | Chanceler: Pe. Jair Jacon | Ecônomo da Mitra: Pe. José Aparecido Pinto | Coordenador da Ação Evangelizadora: Pe. Alexsander Cordeiro Lopes | Coordenador geral do clero: Pe. Rivael de Jesus Nacimento | Jornalista responsável: Téo Travagin | Assessoria de Comunicação: Sintática Comunicação | Revisão Teológica: Cesar Leandro Ribeiro | Colaboração voluntária: 13 Comissões Pastorais| Apoio: Centro Pastoral | Projeto gráfico e diagramação: Sintática Comunicação | Tiragem: 10 mil exemplares.

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

14 • Reunião da Comissão do Dízimo

Paróquia Menino Deus, em Porto

15 • Missa na Paróquia São Pedro, no Umbara

Amazonas

16 • Novena na Paróquia Sant’Ana, no Campo

07 • Seminário da Dimensão Social

de Santana

• Crisma na Paróquia São Pedro Apóstolo,18 a 27 • Atividades fora da Arquidiocese em Itaperuçu

29 • Assembleia Arquidiocesana da Pastoral

08 • Crisma na Paróquia Anjo da Guarda 09 • Missa na Comunidade Shalom

2

Carmo

São João Batista Precursor 06 • Reunião do Setor Campo Largo, na

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

• Missa no Santuário Nossa Senhora do

10 • Reunião da APAC 11 • Missa no Santuário Nossa Senhora do Equilíbrio

Familiar, no Seminário São José 30 a • Reunião das Pastorais Sociais, em 31

Brasília - DF


Palavra do Arcebispo

DOM JOSÉ ANTÔNIO PERUZZO Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba

Vocação à Santidade Com datação de 19 de março deste ano, dia de São José, foi publicada a exortação apostólica do Papa Francisco sob o título Gaudete et Exultate: “Alegraivos e exultai”. Ela lembra a Mt 5,12. Ao final das bem-aventuranças o Senhor, numa espécie de conclusão e de exortação, oferece aos discípulos o sentido conclusivo do caminho de quem quer ser bem-aventura: uma grande recompensa da parte de Deus. Ao longo da história, muito se falou sobre a santidade. Com grande frequência, associou-se santidade com a perfeição de quem não erra. Mas também houve muitas e felizes correções, estas inspiradas nas bem-aventuranças. Santidade passou a ser compreendida como a “perfeição” de quem muito ama. E as bem-aventuranças retratam, com extraordinária simplicidade e profundidade, o caminho dos que se deixam modelar pelo Senhor Jesus. É o caminho da santidade recordado pelo Papa Francisco. Em sua exortação, Francisco, bem ao seu estilo, expressa já ao início que não pretende ocupar-se das melhores definições de santidade, tampouco das formas mais completas de compreensão. Ele mesmo informa o que pretende com seu texto: “O meu objetivo é humilde: fazer ressoar mais uma vez a chamada à santidade, procurando encarnála no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades, porque o Senhor escolheu cada um de nós ‘para ser santo e irrepreensível na sua presença, no amor’ (cf. Ef 1, 4).” Sua intenção, como explica, é “fazer ressoar” um chamado. Pretende que a santidade faça parte do cotidiano. Francisco sabe que há desafios, que há

riscos. Mas a grande causa é o Senhor e a disposição de fazer chegar o amor de Deus a todas as partes. Depreende-se, logo, que santo não é quem não erra. É quem leva o amor de Deus revelado em Jesus Cristo. Para amar, perdoar e levar a paz, não é preciso muita erudição ou ciência. Trata-se de vivência. A santidade não se apresenta como uma temática entre as mais lembradas nas reflexões até mesmo de caráter pastoral. Sim, falamos de projetos evangelizadores, de meios, de métodos, de processos participativos... Quanto discurso. Sim, tudo isso é necessário. Tem sua relevância. Mas, escrevendo em um modo muito pessoal, Francisco coloca ante nossos olhos: “Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir”. A este cotidiano esquecido, ele chamou de “santidade ao pé da porta”. Para quem está todos os dias a se deparar com notícias amargas, quase sempre "devotadas" à violência e à corrupção, que fazem pensar que a história humana se avizinha do abismo, eis que Francisco, sem rumores, mas buscando exemplos entre realidades humildes da vida, lembra que as experiências de santidade podem ser vividas na conversa de vizinhas que se encontram no supermercado, ou na atenção singela da mãe pela sua criança. O pensamento não é novo, mas a reflexão assemelha-se ao ensino afetuoso de um bom vovô. Por isso mesmo, recomendo vivamente que leiamos a exortação apostólica do nosso querido Papa Francisco.

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

3


Palavra de Dom Pedro

DOM PEDRO ANTÔNIO MARCHETTI FEDALTO Arcebispo Emérito de Curitiba

SANTUÁRIO NOSSA SENHOR A DE FÁTIMA PODE HOJE TAMBÉM CHAMAR-SE SANTUÁRIO DAS ALMAS Por que Santuário das Almas? Porque a Paróquia Santuário Nossa Senhora de Fátima está com 3.000 lóculos para receber os restos mortais das pessoas e muito mais as cinzas. O idealizador dos lóculos foi Monsenhor Vicente Vítola. O propósito foi para que a Arquidiocese tivesse uma igreja onde colocar, com respeito e para a memória, os restos mortais e as cinzas após a cremação - aprovada pela Igreja em 1963. Monsenhor Boleslau Falarz o apoiou. O Cônego Antônio Agostinho Marochi, pároco de Nossa Senhora de Fátima concordou. Eu, Arcebispo, aprovei o projeto. O povo foi muito generoso, adquirindo 3.000 lóculos. Paróquia Nossa Senhora de Fátima

Padre Jonacir Francisco Alessi

Dom Manuel da Silveira D’Elboux criou a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima a 13 de outubro de 1954, confiando-a aos Padres Xaverianos e entregando-a à Arquidiocese em 1960.

É o atual reitor e pároco, desde 14 de maio de 2016. Seu primeiro empenho foi comemorar o Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima, a 13 de maio de 2017. Restaurou o Santuário, reformando o presbitério, pintando toda a igreja interna e externamente. Fundou o Centro de Pastoral, dando o nome do Papa Paulo VI, primeiro pontífice a visitar Fátima. Ao salão paroquial, deu o nome de Monsenhor Estanislau Polakowski.

Cônego Antônio Agostinho Marochi A 14 de agosto de 1960, assumiu a Paróquia, sendo muito dinâmico, entusiasta e zeloso. Abriu a Escola de Nossa Senhora de Fátima, a Creche Mena Camargo e adquiriu muitos terrenos em sua extensa paróquia, sendo criadas outras. A 27 de setembro de 1973, foi eleito Bispo Auxiliar de Londrina. Monsenhor Luiz de Gonzaga Gonçalves Foi o pároco, muito devoto de Nossa Senhora, que construiu o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, de 1974 a 1979. Em 13 de outubro de 1979, a Paróquia foi elevada a Santuário e, neste mesmo dia, o altar foi consagrado e o templo dedicado pelo Cardeal Patriarca de Lisboa Dom Antònio Ribeiro. Monsenhor Estanislau Polakowski Por 30 anos, desde 20 de janeiro de 1986, foi reitor e pároco muito zeloso, piedoso, dedicado às confissões e visitando os doentes semanalmente. Sua primeira atividade foi a construção dos 3.000 lóculos. Também comandou a construção do salão paroquial, da casa canônica e a restauração do telhado do Santuário.

4

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

Tomou como prioridade os lóculos, com intensa propaganda -que foi bem aceita, chegando a preencher 100 lóculos. Celebrou missas bem participadas, em todas as terças feiras, às 19h, e Terço dirigido pela Legião de Maria, às segundas feiras, às 15h. Em seu programa semanal na Rádio Evangelizar é Preciso, às segundas feiras, das 18h às 19h horas, com o tema “Crescendo na Fé”, está também divulgando o Santuário das Almas. Dom José Antônio Peruzzo visitou o Santuário das Almas, dando todo seu apoio, dizendo: “No cemitério, muitas vezes nos reportamos à morte, luto, tristeza. No Santuário das Almas, a memória dos queridos mortos causa muito conforto, paz e esperança”. Dom Peruzzo recomenda este lugar sagrado. Agora, em tempos em que a cremação se faz comum, o Santuário de Nossa Senhora de Fátima pode ser chamado de Santuário das Almas, sendo sepultadas lá as cinzas, como recomenda a Igreja. As cinzas não devem ser jogadas no mar, no rio, no jardim ou conservadas em casa, mas sepultadas num lugar sagrado que favoreça a oração.


Dimensão Social

ZÉLIA TEREZINHA CHIMENTÃO Coordenadora Arquidiocesana da Pastoral da Pessoa Idosa

26 DE JULHO:

Dia dos Avós No dia 26 de julho de 1584, o Papa Gregório VIII canonizou os avós de Jesus Cristo, Santa Ana e São Joaquim, que são considerados os padroeiros de todos os avós pela Igreja Católica. Por isso, a data foi escolhida para celebrar o Dia dos Avós. A Pastoral da Pessoa Idosa da Arquidiocese de Curitiba aproveita a data para lembrar que os idosos são um grande tesouro em nossas vidas e merecem ser respeitados e admirados. Que os netos interajam com os avós. Que os avós continuem a ser considerados nossos "segundos pais", pois são eles os "responsáveis" por muitas vezes ajudar a criar seus netos, sem pedir nada em troca. Pedimos a Deus, particularmente no dia 26 de julho,

que filhos, netos e bisnetos acolham com muito carinho a sabedoria enriquecedora de seus avós. A Pastoral da Pessoa Idosa, por meiro de seus líderes, faz visita domiciliar a idosos e seus familiares. Tem por objetivo assegurar a dignidade e a valorização integral das pessoas idosas, através da promoção humana e espiritual e respeitando seus direitos, num processo educativo de formação continuada das pessoas idosas, de suas famílias e de suas comunidades, sem distinção de raça, cor, profissão, nacionalidade, sexo, credo religioso ou político. Na Arquidiocese de Curitiba, a Pastoral está organizada em 6 municípios, 45 paróquias e 79 comunidades, contando com 570 líderes, sendo presença da Igreja junto àqueles que se dedicaram tanto, continuam se dedicando e que certamente merecem todo cuidado, respeito e amor. No total, os líderes acompanham 2.676 idosos e ainda 2.380 famílias nesta Arquidiocese.

Na foto, 4 gerações de uma família acompanhada pela PPI da Arquidiocese de Curitiba: Cleide Mari Safiano, com o filho Nicolas, a mãe Rosemari e a avó, Cacilda.

EXPEDIENTE COMISSÃO DA DIMENSÃO SOCIAL: Coordenadores: Pe. Danilo Pena, Diác. Antonio Carlos Bez, Diác. Gilberto José Felis. Secretária: Maria Inês da Costa: 2105-6326. dimensaosocial@arquidiocesecwb.org.br

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

5


KELLI CRISTINA DE SOUZA Coordenadora geral TLC

Juventude

ANA PAULA DE CASTRO FARIA Comunicação TLC

“ Medo de nada , só Amor”:

Lema do Padre Haroldo, fundador do TLC Existem muitas pessoas no mundo, e a cada dia nascem outras milhares. Entre elas, muitas maravilhosas e especiais, mas, no meio delas, existem as pessoas extraordinárias. E é sobre uma pessoa extraordinária que vamos falar hoje: Harold Joseph Rahn, ou simplesmente Padre Haroldo, um texano nascido em 22 de fevereiro de 1919. O jovem Harold entrou para o exército americano e, após concluir os estudos para se tornar tenente, numa manobra no deserto, colocou a mão em seu bolso e encontrou um crucifixo. Olhando para aquele crucifixo, pensou: “Meu Deus, dizem que este homem é o Cristo crucificado e eu nunca fiz nada pelo meu irmão”. Pensando nisso, ele foi até seu comandante e pediu para que ele o ajudasse a sair do exército americano, pois queria entrar em outro exército: queria ser sacerdote. Assim, entrou para os Padres Jesuítas. Após 12 anos da ordenação de Harold, passados trabalhando nas favelas na fronteira com o México, o Papa João XXIII pede ao seu provincial chefe que mande 30 padres ao Brasil. Ele então liga para Padre Haroldo e pergunta se ele gostaria de ir ao Brasil para escrever uma tese explicando o que os padres podem fazer no Brasil, principalmente em obras sociais. E assim a opção pelos mais pobres e excluídos se confirma em sua vida de sacerdote. Chegando ao Brasil em 1964, Padre Haroldo foi direcionado à cidade de Campinas, onde passou a trabalhar na profissionalização de jovens trabalhadores e na orientação e ajuda a mulheres marginalizadas e

6

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

Pe Haroldo, fundador do Movimento TLC

seus filhos. Em 1967, cria o Movimento de Liderança Cristã – TLC que logo se espalhou pelo Brasil e chegou até a Itália, formando jovens lideranças cristãs. Padre Haroldo é um dos fundadores da RCC e, em 1978, funda a Comunidade Terapêutica “Fazenda do Senhor Jesus” para oferecer tratamento e recuperação para homens dependentes de álcool e outras drogas. Hoje, chama-se Instituto Padre Haroldo. Em 1984, iniciou o Movimento Amor Exigente para oferecer apoio às famílias e desenvolver a prevenção ao uso e abuso de drogas psicoativas e álcool. Nos anos que se seguiram, muitas outras obras foram iniciadas por esse padre, sempre criativo, obstinado, amoroso Jesuíta, pois a missão que assumiu sempre esteve nos locais marginalizados e onde poucos são capazes de olhar com amor. Seu lema é: “Medo de nada, só AMOR”.


MOVIMENTO TLC CHEGA EM CURITIBA O casal Marcio e Nika participavam do TLC de Rio Negro e, quando chegaram em Curitiba, trouxeram sua experiência para cá, conquistando simpatizantes e apoiadores. Assim, nasceu o desejo de aqui formar um grupo para, em janeiro de 1990, realizar o primeiro TLC de Curitiba. Percebendo a necessidade de cuidar com mais zelo daqueles que ainda não tinham a idade mínima para cursar o TLC, o Mini TLC foi sonhado e teve o primeiro retiro realizado em 1998, atendendo os adolescentes entre 14 e 17 anos. Em 2007, surgiu o TLC Escolar, que tem por objetivo a evangelização nas escolas, sendo uma das características levar o primeiro anúncio de Cristo a jovens que muitas vezes não tiveram a oportunidade de parar e viver uma experiência com Ele. Além dos articuladores de setor, ex-coordenadores gerais do Movimento, Pe. Sandro Souza nos acompanha na caminhada como Diretor Espiritual do TLC. Mesmo com algumas mudanças, a essência é a mesma desde sempre. Conforme o Manual do TLC: “Evangelizar proporcionando uma experiência do amor e a graça de Deus, que desperte líderes para trabalhar na construção do Reino de Deus.”

Coordenação Geral do TLC Curitiba com Diretor Espiritual Wal, Pe Sandro, Igor e Kelli

ORAÇÃO DO PAPA FRANCISCO PELOS JOVENS Em vista do Sínodo dos Bispos de 2018 sobre o tema: «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional»

Senhor Jesus, a tua Igreja a caminho do Sínodo dirige o olhar a todos os jovens do mundo. Pedimos-te que, com coragem, assumam a própria vida, olhem para as realidades mais bonitas e mais profundas e conservem sempre um coração livre. Acompanhados por guias sábios e generosos, ajuda-os a responder à chamada que Tu diriges a cada um deles, para realizar o próprio projeto de vida e alcançar a felicidade. Mantém aberto o seu coração aos grandes sonhos, tornando-os atentos ao bem dos irmãos.

Como o Discípulo amado, também eles permaneçam ao pé da Cruz para acolher a tua Mãe, recebendo-a como um dom de Ti. Sejam testemunhas da Tua Ressurreição e saibam reconhecer-te vivo ao lado deles, anunciando com alegria que Tu és o Senhor. Amém.

EXPEDIENTE SETOR JUVENTUDE CURITIBA: Assessora Eclesiástica: Ir. Valéria Andrade. Secretário: Patryck Madeira. E-mail: juventude@arquidiocesecwb.org.br. Telefone: 2105-6364

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

7


Catequese

A presença do Laicato na catequese A nossa Igreja permanece na caminhada fortalecendo as ações do Ano Nacional do Laicato. Continuamos a valorizar a presença dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade, aprofundando sua identidade e missão, focando na espiritualidade e vocação, promovendo o testemunho do Reino de Deus. Há inúmeros leigos que abraçaram esta causa. Segue um testemunho que muito nos encantou:

Em idade adulta, aos meus 28 anos, no dia 19/11/1989, eu recebi o sacramento da Crisma. Casado há sete anos e com dois filhos, Deus me reservou uma surpresa especial. Logo após receber o sacramento, a então coordenadora da catequese, dona Madalena, me fez um convite especial: “Venha trabalhar conosco na catequese de adultos”. Confesso que fiquei sem resposta no momento. Mas, da forma carinhosa como fui convidado, resolvi aceitar este desafio. Venho de família bem cristã, meus pais tinham por excelência estar sempre servindo à comunidade e participando dos principais momentos da nossa Paróquia Santuário Santa Rita de Cássia. Assim, cheio de expectativa e aberto de coração ao chamado de Deus – disse SIM. Fiz uma formação em quatro sábados na nossa paróquia irmã: Santuário Nossa Senhora do Carmo. Nunca vou esquecer a acolhida, eficiência e alegria daquele grupo que nos formou. Em março de 1990, começava minha primeira turma da chamada “catequese de adultos”. Pela graça de Deus, foram sete catequizandos. E assim já se passaram quase 30 anos. O Senhor sempre esteve ao meu lado, nunca me abandonou na caminhada. Quanto mais zelo eu tinha em aprender e catequizar da melhor forma possível, sempre com humildade e singular respeito à Palavra de Deus, mais ele me cumulava de dons e carismas. Recebi muita ajuda e apoio de meus amados padres Dehonianos (Padres do Sagrado Coração de Jesus). A paróquia me deu muitas oportunidades para minha formação e aprofundamento. Cabe ressaltar que a Arquidiocese tem papel importante na minha caminhada, pois sempre forneceu encontros de formação e aperfeiçoamento. Tenho até hoje muito intercessores em minha comunidade. Pessoas que me admiram, me respeitam e rezam pela minha vocação. Vem à lembrança uma visita a uma livraria: observando a variedade de livros para aumentar a qualidade do estudo, um me despertou especial interesse: o “RICA”. Fui inspirado e comprei. Está da-

8

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

tado do mês de dezembro de 2004. Minha alegria foi imensa quandom em 2008/2009, a Arquidiocese de Curitiba lançou um projeto que passou a incentivar e lançar orientações sobre a catequese de adultos e o catecumenato. Benditos dias, benditos nossos idealizadores, pois hoje o catecumenato é uma realidade maravilhosa em nosso meio. O Paraná é referência nacional em catequese. “Graças a Deus!”. Temos orgulho de informar que nossa catequese de adultos é com inspiração catecumenal. Entre seus tempos e suas etapas, acontece a evangelização de uma forma bíblico-litúrgica, no carisma “Querigma”, tornando Jesus Cristo conhecido e amado por todos que dEle se aproximam e tem uma experiência de amor com o Senhor. No início de meu ministério pastoral, Deus desejava apenas que eu instruísse as pessoas e as preparasse para receber sacramentos. Hoje, Deus quer muito mais de mim: unge minha vocação para ser um catequista que faz ecoar a Palavra; um catequista que está sempre intercedendo com orações pelos seus catequizandos, pelo grupo de catequistas, pelas famílias e por toda a comunidade; e quer que, com meu testemunho e conhecimento, eu possa auxiliar todos os que estão envolvidos com o ministério da catequese. Posso afirmar com toda a certeza do meu coração e da minha mente: o catecumenato de adultos é um poderoso instrumento, um forte canal de graça em que Deus age e atrai para si todos os seus filhos amados. Tentei largar “a missão” muitas vezes, mas o Senhor é teimoso e continua insistindo comigo. Sua voz paternal e sua imensa misericórdia me fazem ir avante. Muitas vezes em que recebo cada vez mais dons, frutos e carismas, me pergunto: “Jesus, que mais queres que eu faça?”. Louvado seja Deus, que nos faz úteis para servirmos a todos os irmãos em Cristo Jesus. Sidney Besciak – Santuário Santa Rita de Cássia


CAPELINHA VOCACIONAL As dioceses do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, a diocese de Osasco – SP, a prelazia de Tefé no Amazonas e a diocese de Bafatá, na África, desejam intensificar a cultura vocacional na Igreja. Essas 51 dioceses assumiram o compromisso de rezar pelas vocações e divulgar, nos meios de comunicação, testemunhos de quem vive com alegria a sua vocação.

A Comissão Bíblico-Catequética, querendo estender e intensificar essa ação evangelizadora, idealizou uma capelinha para cada catequizando de nossa Arquidiocese. O objetivo é que a levem para suas casas e assumam o compromisso de rezarem, junto com suas famílias, uma dezena do rosário pelas vocações.

Foto: Bárbara Moraes

Todas as paróquias, comunidades, pastorais, movimentos e grupos são convidados a duas ações: oração e comunicação. Em todos os encontros, reuniões e celebrações, reza-se uma dezena do rosário pelas vocações.

Que brotem vocações sacerdotais e religiosas em nossas famílias! Que seja ouvido o chamado de Deus para quaisquer vocações! Que seja um SIM acertado e confiante!

FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS DA 4ª E 5ª ETAPAS Aconteceu no dia 9 de junho, no Colégio Bom Jesus, o quarto encontro formativo com catequistas da 4ª e 5ª etapas. Impulsionados e motivados pela Ir. Valéria Andrade Leal, assessora do Setor Juventude, o encontro reforçou o anseio de manter o jovem crismado inserido e participativo na Igreja. Essa preocupação deve fazer parte do planejamento de cada paróquia, com medidas criativas, inclusivas e encantadoras, para que a inserção do jovem crismado seja um processo natural.

EXPEDIENTE COMISSÃO DA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA: catequese@arquidiocesecwb.org.br. (41) 2105-6318. Coordenação: Pe. Luciano Tokarski. Assessoria: Regina Fátima Menon.

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

9


Especial

“Santos ao pé da porta”

A santidade cristã em sua simplicidade e profundidade Você já parou para pensar que, ao buscar seu filho

A santidade se apresenta a nós como algo distan-

na escola com amor, você está sendo santo? Que

te, porque os santos canonizados fizeram obras

ao divulgar notícias boas pelas redes sociais, você

dignas de livros de heróis.

está sendo santo? Que ao visitar um amigo, ao cuidar de um jardim com alegria, ou pegar um ôni-

Evidentemente que os santos apresentados pela

bus lotado com um sorriso no rosto, você está sen-

Igreja como modelos – os que são canonizados

do santo? É desta santidade ao alcance de nossas

– são os grandes baluartes! Porém, seus atos he-

mãos que o Papa Francisco nos fala no seu novo

roicos não devem nos assustar! Sua santidade

documento: Gaudete et Exsultate.

grandiosa só foi possível de ser manifesta na radicalidade porque no seu dia a dia, em pequenos

Nesta última exortação apostólica, o Santo Padre nos mostrou como a santidade é algo que está sim ao alcance de todos os cristãos, inclusive você! Talvez você esteja pensando agora: “Eu? Santo? Não quero morrer mártir como São Lourenço... Não me sinto chamado à vida enclausurada como Santa Teresinha... Nem me vejo missionário no estrangeiro como São Francisco Xavier... Tampouco me vejo como São Frederico Ozanan, fundando obras de caridade”. É muito comum a todos nós pensarmos deste modo!

10

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

gestos, eles procuraram ser fiéis ao Senhor.


Os santos canonizados manifestaram no extremo

mensagem de Jesus que Deus quer dizer ao mun-

a heroicidade. Por isso, destacam-se no meio do

do com a tua vida. Deixa-te transformar, deixa-te

povo de Deus. Há, contudo, "uma grande multi-

renovar pelo Espírito para que isso seja possível,

dão que ninguém pode contar, de toda nação, tri-

e assim a tua preciosa missão não fracassará.”

bo, povo e língua" (Ap 7,9) que também participa

(GE 23 e 24).

da santidade de Deus, de modo escondido. Pode ser que, aos seus filhos, você seja a mensaSobre estes, o Papa Francisco assim se expressou:

gem do amor de Deus que cuida de nós, anunciada

“Gosto de ver a santidade no povo paciente de

tantas vezes por Jesus. Também no seu trabalho,

Deus: nos pais que criam os seus filhos com tan-

você pode ser mensagem de comunhão e frater-

to amor, nos homens e mulheres que trabalham

nidade com os seus colegas e superiores, como

a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas

Jesus o fez entre os seus apóstolos. Na vida políti-

consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta

ca, você pode ser mensagem de justiça e partilha,

constância de continuar a caminhar dia após dia,

como Jesus o fez ao multiplicar os pães. Com os

vejo a santidade da Igreja militante. Esta é muitas

seus amigos, você pode ser mensagem de cuidado

vezes a santidade ‘ao pé da porta’, daqueles que vi-

e delicadeza, como Jesus e sua Mãe o foram na-

vem perto de nós e são um reflexo da presença de

quele casamento em Caná.

Deus, ou – por outras palavras – da ‘classe média da santidade’” (GE 7).

A santidade se dá nestes detalhes, nesta simplicidade e singeleza do dia a dia. E, se por acaso você

Sim: você pode já ser santo em diversos aspectos

for chamado a desafios maiores, o Espírito Santo

de sua vida e nem o saber! Esta é a beleza da vida

de Deus não deixará lhe faltarem as forças!

cristã! Não estamos prontos. Somos um processo. Caminhamos! E no caminho, erramos muito, é verdade... Mas quantos acertos? Quanta riqueza na vida da Igreja, em nossas comunidades? Quanta beleza escondida no meio dos bancos de uma assembleia litúrgica? Quantas pessoas que, no seu dia a dia, mesmo sem coordenar nada em nossas paróquias, vivem os ideais do Evangelho? Na verdade, só é possível ser santo porque Jesus Cristo é a santidade por excelência. N’Ele e por Ele, nós temos acesso ao caminho da verdadeira vida. Todos os demais santos e santas da vida da Igreja são expressão de um aspecto da vida de Jesus. Também nós, os santos do “dia a dia”, precisamos descobrir qual é a mensagem que nossa vida transmite. Somos únicos! O Santo Padre nos diz: “Também tu precisas de conceber a totalidade da tua vida como uma missão (…). Oxalá consigas identificar a palavra, a

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

11


Especial

Como viver a santidade no dia a dia? Conversamos com algumas pessoas sobre como elas vivem com Deus no seu dia a dia.

Deonizia de Lima, 68, agente de pastoral social e voluntária em todos os eventos da Paróquia São Lucas – Xaxim Para mim, ser santo é cumprir os mandamentos de Deus e servir ao próximo que precisa de ajuda. Visitar aos doentes, acolher as pessoas e perguntar como estão. Temos que ser abertos, humildes e mansos de coração, saber conversar com as pessoas quando estão fazendo algo errado.

Marlene F. de Oliveira, coordenadora da Pastoral do Povo de Rua Para mim, a oração é o primeiro passo para viver a santidade no dia a dia. Devemos tirar um tempo para conhecer esse Deus maravilhoso, que é amor e perdão, para então chegar à santidade.

Mara Avelino, agente da Pastoral Familiar Arquidiocesana e coordenadora do SOS Família Sinto que viver a Santidade no meu dia a dia é dar a Deus o lugar que é dEle em minha vida. Esta intimidade com o Pai encontro na oração, na Eucaristia, na vida da Palavra, na adoração e, principalmente, no encontro com o irmão. Peço ao Espirito Santo, quando acordo, que não me deixe em momento algum, que direcione o meu dia e me ajude sempre a recomeçar no amor. A cada gesto concreto de amor, sinto que me aproximo mais e mais de Deus.

Mons. Francisco Fabris, diretor Espiritual no Seminário São José Para nós cristãos, ser santo é viver nosso dia a dia na intimidade com Deus, cumprindo Sua vontade na vivência dos mandamentos, sobretudo do amor de Deus e do próximo, e alimentando-nos com os sacramentos - de modo especial da Confissão, que nos restitui a graça quando pecamos, e da Eucaristia, que nos sustenta em nossa caminhada para o Céu.

Ana Fogaça, 24 anos, Coordenadora Arquidiocesana do Ministério Jovem Curitiba Eu acredito que santidade é dizer “sim” todos os dias ao amor que Deus nos dá. A santidade se dá nas pequenas coisas, porque Deus é muito simples. Também sou santo quando exerço bem a minha profissão, quando faço com zelo e com amor aquilo que me foi dado como um dom.

12

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018


William Michon, agente da Pastoral do Dízimo A santidade se manifesta nas nossas atitudes cotidianas: na família, sendo mediador da compreensão, da serenidade e da dedicação; no trabalho, da disciplina e da fidelidade; no meio ambiente, da preservação dos biomas, do cuidado com o desperdício de água, do descarte de resíduos e lixo; no atendimento ao idoso, dando-lhe atenção e carinho; no acolhimento do necessitado, oferecendo palavras de incentivo, alimentos e agasalhos; no atendimento às famílias enlutadas, oferecendo apoio às suas inquietudes; no trânsito, quando obedecemos aos sinais e respeitamos o pedestre; no relacionamento com as pessoas, quando respeitamos sua individualidade.

Ir. Rita Emilia Foggiatto – Irmãs Mensageiras do Amor Divino, Coordenadora da Casa de Retiros Nossa Senhora do Mossunguê Nós não podemos ver a santidade apenas como caminho de “Beatificação e Canonização” após a morte, mas ela deve fazer parte do cotidiano da nossa vida, aqui e agora, não temendo os desafios do mundo. A prática do Evangelho nos torna pessoas melhores, felizes e santas.

Raphael Nathan Teodoro, 10 anos, coordenador de grupo de IAM na Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho Às vezes, as pessoas acham difícil ter uma vida santa e falar com Jesus, mas Ele nos dá muitas oportunidades, como a missa, grupos e até mesmo as redes sociais. Chame as pessoas que vivem perto de você e elas chamarão as que vivem longe. Assim, haverá cada vez mais santos e o mundo será um lugar melhor e com mais pessoas adorando a Deus.

Lilian Carraro, Paróquia São Benedito - atua na comunidade como ministra, catequista batismal, agente da Pastoral Social, agente da Pastoral da AIDS, brigadista voluntária. O AMOR é a chave para a santidade! Tenho convicção de que o amor é o diferencial em tudo que realizamos no dia a dia da nossa vida. É o que há de mais próximo do Céu aqui na terra! O caminho para a santidade não é fácil, está inevitavelmente cheio de desvios. Porém, nós temos um aliado importantíssimo: o Espírito Santo! É Ele que nos conforta, encoraja e nos faz seguir nesse rumo!

Marluce Baião Bely Vivo a santidade no meu dia a dia na Palavra celebrada, que me faz viver a comunhão com Deus e me leva a amá-Lo em cada irmão e irmã, nos momentos de cruz ou luz. Vivo também na família, no trabalho e na sociedade, buscando dar testemunho de alegria e serviço de forma pessoal ou virtual.

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

13


Dízimo

CLOVIS VENÂNCIO Equipe Arquidiocesana da Pastoral do Dízimo

DIZIMISTA, CONVIDADO A VIVER A SANTIDADE A temática de nossa mensagem para este mês de julho tem por base duas propostas cuja implementação possui caráter complementar: a orientação da Arquidiocese de Curitiba para que todas as paróquias e suas comunidades procurem implementar ações que visem promover o reavivamento do DÍZIMO como expressão concreta de partilha; e a conscientização de que nossa condição de verdadeiros cristãos católicos poderá, inclusive, pela disposição em contribuir com o dízimo, ser, também, condição essencial para alcançarmos nossa santidade pessoal, preconizada nos ensinamentos contidos no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Com efeito, buscar a santidade é pôr em prática em nosso dia a dia a realização da vontade de Deus em nossas vidas - o que, segundo os ensinamentos e a própria vivência de Jesus, consiste em vivermos em comunhão, ou comunidade, amando-nos mutuamente como Ele mesmo nos amou e nos ama. De fato, como criaturas e filhos de Deus, somos todos irmãos e devemos viver sempre unidos e tudo partilharmos entre nós, não considerando nada como de propriedade exclusiva nossa, pois tudo pertence a Deus Criador (cf. Jo 15,8-17). Realmente, nossa vida neste mundo é meramente transitória. Para cá nada trouxemos quando nascemos e daqui nada levaremos de material. Por Sua paixão, morte e ressurreição, Jesus nos assegurou a possibilidade de uma vida eterna feliz no Reino de Deus, se colocarmos em prática a vontade do Pai por Ele explicitada no Santo Evangelho.

EXPEDIENTE

COMISSÃO DA DIMENSÃO ECONÔMICA E DÍZIMO: Coordenador da Comissão: João Coraiola Filho. Padre Referencial da Pastoral do Dízimo: Pe. Anderson Bonin Coordenador da Pastoral do Dízimo: Wanderley Zocolotti. Pastoral do Dízimo: (41) 2105 6309 - Sonia Biscaia - Secretária

14

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

Isso se concretiza na medida em que praticamos a partilha dos dons pessoais (inteligência, saúde, capacidade de trabalho, conhecimentos etc.) e dos bens materiais que, direta ou indiretamente, todos recebemos do Criador. Logo, é aqui que devemos reconhecer o profundo significado do DÍZIMO como gesto de pertença, de partilha e de participação ativa na comunidade (cf. II Cor 9,6-10). Portanto, é com base num contexto de vivência do verdadeiro amor evangélico proposto por Nosso Senhor Jesus Cristo que nossa Igreja Católica não impõe aos fiéis a obrigatoriedade de valores pré-determinados de contribuição dizimal, ficando isso a critério da consciência de cada um - sendo que a palavra “dízimo” é apenas um referencial para o cálculo do valor que o fiel irá contribuir mensalmente, tendo por base os seus rendimentos pessoais. Consequentemente, ser dizimista autêntico é decorrência de um processo permanente de conversão pessoal que, ao vencer o egoísmo que impede a formação do espírito comunitário, enseja o desapego dos bens materiais - que embora sendo úteis e mesmo necessários, quando na justa medida, não são condição última para uma vida espiritual plena e feliz.


Reflexão

PE. RIVAEL DE JESUS NACIMENTO Reitor do Santuário Nossa Senhora de Lourdes | Campo Comprido | Curitiba Coordenador Geral do Clero da Arquidiocese de Curitiba

Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias de nossas vidas O último casamento a que assisti foi na Paróquia de Santa Isabel, da Flaviane e do Luiz Renan. Ela, minha conterrânea, era uma pequena menina quando eu ainda era seminarista da filosofia e prestava serviços pastorais sob o cuidado do Pe. José Mauri da Cruz, nosso primeiro padre diocesano, lá em Rio Branco do Sul. No carro, quando me dirigia para lá, pensei no amor e no mistério que envolvem a vida de um casal. Algo que não se pensa com a razão. A força que os une e os mantêm juntos por tanto tempo. Talvez eu esteja falando na emoção, porque nas vésperas de escrever este artigo, meus pais, Sr. Antenor e Dona Jacira, celebram seus 57 anos de casados. Na história dos casais, podemos descrever três elementos importantes que considero essenciais para a vida a dois: 1) Amor – Este é o que dá vida ao casal. Em tempos de desamores e ingratidões, é o amor que cura todas as feridas abertas. O amor cicatriza todas as chagas: no diálogo, na simplicidade, na humildade. Temos a certeza de que duas almas não se encontram por acaso. O amor é “uma ferida que não se sente, ou um contentamento descontente”, como canta o grupo Legião Urbana. No amor, todos vencem. Todos cumprem a prova e são premiados. 2) Fé – O sobrenatural acompanha o casal todos os dias no deitar e levantar, no sair e entrar, no dar e receber. Na luta e na esperança de cada dia, em cuidar dos filhos, em levantar cedo, em dormir cansado. Nas lições do cotidiano, a vontade de conhecer a verdade. Um agir com Deus na simplicidade. No tornar o ordinário extraordinário todos os dias. Sem ver o mundo do mesmo jeito, mas com as lentes da esperança da vida que vem do Pai. Crer “na luz do alto da montanha”, no transcendente que envolve a relação, na cumplicidade - não só de corpos, mas de sentimentos, de vontade. E, em tudo, a vontade de estar perto de Deus e senti-lo todos os dias.

munidade dá a impressão de que é coisa de outro mundo. Não só vir na missa aos domingos, mas ajudar, trabalhar no Reino de Deus. O Evangelho não é letra morta, não pode ficar parado: é nossa missão anuncia-lo. Penso que precisamos de muitos casais como Áquila e Priscilla, amigos de São Paulo, que ajudem a missão em Curitiba, Balsa Nova, Almirante Tamandaré, Pinhais ou Colombo. Na vida urbana, é urgente a necessidade de casais missionários com suas histórias e com sua alegria em testemunhar o Evangelho. Esses são elementos que nutrem a vida de casados, em tempos em que a miséria espiritual perdura e as pessoas são autorreferenciais. Nós queremos protagonizar a História dentro da vida e da comunidade. O mundo dita as regras do narcisismo e da vida banalizada, e o ser humano entra em um labirinto de onde tem a impressão de que não é mais possível sair. Vejamos os casos de suicídio e de mutilações que aumentam cada vez mais entre os adolescentes. Parece que o caos tomou conta de toda a sociedade. Nós, como Igreja, queremos protagonizar a história da vida e do Evangelho que se atualizam. No meio de tantas dores, sempre me lembro de um casal de minha comunidade. A Suzy e o Alessandro, que, logo que noivaram, receberam um diagnóstico de um tumor no seio da Suzy. Foram longos meses de tratamento. No início, a encontrei chorando na Igreja e comecei a acompanhá-la. Ela venceu, eles venceram. Eu assisti seu casamento, o nascimento do primeiro filho e o nascimento do segundo há poucos dias. Na saúde e na doença, o amor sempre gera vida. Que todos nós possamos sempre crer no mistério do amor de Deus e que este seja sempre fonte de vida e de esperança em nosso meio. Uma fonte de vida para os casados e para todos os que protagonizam a vontade de vencer em família e NUNCA sozinho!

3) Comunidade – Cada um responde de um jeito quando ouve essa palavra. Mas, em tempos onde as vontades pessoais e a individualidade imperam, precisamos resgatar o coletivo. O casal vive em casa no coletivo, em família. Em tempos de egoísmos e vaidades, viver em co-

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

15


Corpus Christi

Corpus Christi em Curitiba reuniu mais de 100 mil pessoas A edição de junho da Revista Voz da Igreja circulou sem tempo hábil de contemplar o registro do Corpus Christi deste ano. Muitas pessoas acompanharam presencialmente, muitas acompanharam pela imprensa ou pelas redes sociais, a partir do registro da Pastoral de Comunicação da Arquidiocese de Curitiba no próprio dia. Mas a Revista não poderia deixar de registrar nesta edição algumas imagens que transmitem a beleza e a emoção desta festa para Cristo presente na Eucaristia.

Mais de 100 mil pessoas participaram presencialmente da solenidade.

Foi o primeiro ano que contou com vigília eucarística na véspera do Corpus Christi, com presença de diversas expressões da juventude.

16

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018


Pelo primeiro ano, também, houve programação nos palcos enquanto fiéis confeccionavam os tapetes. Foram 114 lotes de tapetes ao longo dos quase 2 km de extensão. Estiveram presentes na confecção 71 paróquias, 6 movimentos e 5 escolas.

Mais de 4.500 pessoas participaram da confecção dos lotes. Muitas famílias estiveram unidas neste momento e a juventude esteve em peso. Mais de 300 voluntários trabalharam diretamente para a organização do evento.

A Procissão passou por 2 km de tapetes na Av. Cândido de Abreu, saindo da Catedral de Curitiba até a Praça Nossa Senhora de Salete, onde foi realizada a benção do Santissímo.

Neste ano, a solenidade foi incluída na agenda oficial do Estado do Paraná e do município de Curitiba. Também foi realizada uma sessão solene na Assembleia Legislativa do Paraná, homenageando a Arquidiocese pela realização do Corpus Christi.

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

17


Família & Vida

MÁRCIA E ROBERTO MACHADO Comissão Família e Vida

Serviço de Escuta nas paróquias: Anualmente, a Pastoral Familiar realiza uma formação para os interessados em trabalhar com o Serviço da Escuta nas paróquias. Entenda a importância deste serviço para a acolhida às pessoas que precisam ser ouvidas sobre aquilo que as aflige.

“Serviço de escuta é um espaço onde as pessoas possam ser ouvidas naquilo que são e pensam, sentem e sofrem de forma gratuita. É o ambiente onde é possível encontrar alguém que ouça com respeito e atenção aquilo que aflige ou incomoda e que é preciso compartilhar”. (Mara e Marcelo, responsáveis pelo SOS Família, na Comissão Família e Vida da Arquidiocese de Curitiba).

O Serviço de Escuta é um trabalho realizado com sigilo absoluto por agentes da Pastoral Familiar, formados para acolher as pessoas que querem desabafar e auxiliá-las quando possível.

uma formação anual composta de oito encontros na Cúria Metropolitana de Curitiba. O objetivo é o de implantar este serviço em todas as paróquias da Arquidiocese.

No mundo moderno, há uma preocupação muito maior para falar do que para ouvir. O acolhimento, a escuta, a reflexão, o pensar juntos e, principalmente, o silenciar para que se ouça com o coração, parecem ações que não fazem parte do processo da comunicação nos dias de hoje.

O Serviço de Escuta existe em diversas paróquias, às vezes com outro nome, mas o ministério é o mesmo: o de escutar e acolher com o coração os irmãos que vão até as nossas igrejas. Ouvir é um dom, uma manifestação de carinho de Deus.

Neste “corre-corre” do cotidiano, é normal encontrar pessoas que saem do seu ambiente de trabalho ou do seu lar à procura de alguém que as escute, as respeite e as acolha: elas precisam ser ouvidas por alguém! Sabendo da importância deste serviço, a Comissão Família e Vida da Arquidiocese de Curitiba, por meio da Pastoral Familiar, proporciona aos interessados em trabalhar com o Serviço da Escuta

O agente disposto a escutar não precisa dar conselhos, mesmo com a melhor das intenções, mas sim ceder ao seu irmão um “ouvido amigo”, ser testemunha de uma dor, de uma situação difícil. Os voluntários não podem pretender a realização de trabalho profissional - isso compete aos psicólogos e psiquiatras. O agente escuta aquele que precisa desabafar e que está estressado ou angustiado. Normalmente, esta pessoa não quer expor a sua angústia ou situação para seus conhecidos.

A agente de Pastoral Familiar Rita de Cássia, psicóloga que dedica o seu tempo ao Serviço de Escuta no Santuário do Senhor Bom Jesus de Campo Largo, há 10 anos, testemunha: “O serviço de escuta é de extrema importância em qualquer lugar e ocasião. É sem dúvida uma opção próxima, acessível e possível na comunidade paroquial, visto que para escutar é preciso atenção, respeito às necessidades do outro e acolhimento sem julgamentos, conselhos e com muito amor e carinho. Escutar é acolher o outro por inteiro, sem preconceitos, através do silêncio que assegura um espaço de expressão dos sentimentos velados. Por meio da escuta, Deus manifesta sua misericórdia (“Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei” Mt 11,28) e eu constato que sou instrumento e canal da graça de Deus. Neste serviço, eu vivo a missão do sacramento do Batismo, que é anunciar e ofertar o amor e demonstrar que o Reino de Deus é possível”.

18

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018


Zélia, empresária e agente de Pastoral Familiar há 22 anos, hoje atuando no Santuário de Nossa Senhora do Guadalupe, desde 2008, no Serviço de Escuta, testemunha: “Tenho como função acolher e ouvir as pessoas, levando-as a encontrar dentro de si a solução para os seus problemas, conhecendo a verdade que liberta. É muito gratificante ser agente da Pastoral Familiar. Ainda encontro pessoas de Pinhais, onde iniciei o trabalho, que agradecem pelo atendimento realizado. Tudo dentro do nosso ministério é superação. Temos um exemplo de uma pessoa com grande dependência química e que até hoje me liga para louvar a Deus por sua recuperação. Posso dizer que sou resgatada a cada dia por este trabalho voluntário que faço com amor!”.

Ceiça, psicóloga e agente da Pastoral Familiar que atua na Paróquia Nossa Senhora das Mercês, testemunha: “Vejo no serviço de escuta um grande valor, pois ele leva conforto, segurança e carinho para as pessoas que nos procuram. Posso dizer que tenho a oportunidade de contribuir com a saúde do corpo e da alma. Nessa atenção para com os nossos irmãos, eu sinto reacender a alegria de viver e uma satisfação enorme em escutar. É um trabalho voluntário em que o resultado compensa”.

O livro Serviço de Escuta – Manual de Procedimentos, de Deolindo Pedro Baldissera, editado pelas Paulinas, nos orienta para bem realizar um trabalho generoso de escuta em nossas paróquias: 1) Receber bem a pessoa que quer conversar. Acolher com simpatia e gentileza. 2) Conversar num lugar seguro. Privacidade preservada. 3) Assegurar à pessoa do sigilo a escuta. 4) Evitar fazer promessas de ajuda. Lembre-se que o serviço é de escuta. 5) Explicar que o serviço não dispõe de recursos financeiros ou materiais. 6) Esclarecer que não é um trabalho de assistência social. 7) Determinar horário, dia e local para escutar. Preferir locais e salas da paróquia. 8) Ouvir com os ouvidos, olhos, razão e coração. 9) Falar muito pouco. Não interromper. 10) Evitar dar conselhos valendo-se de experiências pessoais. 11) Respeitar o silêncio. 12) Limitar o tempo de escuta. Entre 45 minutos a 1 hora. 13) Evitar criar dependência. Não assuma responsabilidades pela pessoa. 14) Conscientizar que é serviço de escuta e não é terapia. 15) Indicar se for preciso profissionais, institutos, movimentos e associações para ajudar a pessoa. Não tente resolver o problema sem conhecimento e preparação. 16) Realizar atendimento sempre em duplas. “Jesus enviou seus discípulos dois a dois”. 17) Mostrar-se amigo, irmão e não mestre. “Um só é vosso mestre e Senhor, vós sois todos irmãos”, diz Jesus Essas observações podem ser úteis no trabalho de escuta. Contudo, cada agente tem sua própria experiência e intuição. Em todos os casos vale o bom senso!

O S.O.S Família – Serviço de Escuta da Arquidiocese de Curitiba é direcionado a todos aqueles que estão engajados na Pastoral Familiar ou outras pastorais.

Venha trabalhar conosco! EXPEDIENTE COMISSÃO DA FAMÍLIA E VIDA: Assessor Eclesiástico: Diácono Juares Celso Krun. Sonia Biscaia – soniaabs@arquidiocesecwb.org.br / 2105-6309

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

19


Formação em Comunicação

Curso de gestão de mídias sociais para Igreja abriu temporada 2018 de cursos da PASCOM No dia 16 de junho, a Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Curitiba e a Faculdade São Basílio Magno promoveram o curso Gestão de Mídias Sociais para Igreja, com a Prof. Me. Daniele Pessoa (PUC-PR). O curso foi destinado à formação de fiéis católicos e de todas as pessoas que trabalham ou pretendem trabalhar com mídias sociais para a evangelização. A professora apresentou o cenário atual das mídias sociais e destacou a importância do desenvolvimento de um plano de comunicação nas paróquias e comunidades para que a maneira de comunicar tenha uma unidade. Os participantes também receberam dicas de produção de conteúdo e de como utilizar as ferramentas das redes sociais para melhorar a comunicação e evangelizar.

Abertas as inscrições para o novo curso da PASCOM e FASBAM: Curso de Escrita Criativa Este curso tem como objetivo auxiliar o participante a conhecer os pilares textuais para produzir textos de forma variada dentre diferentes estilos de mídia, público e finalidade. Ao equilibrar repertório e técnica, visa auxiliar o participante a aprender os aspectos constitutivos de um texto e a utilizá-los de maneira profícua.

EXPEDIENTE

PASCOM: Antonio Kayser | Telefone: 99965-1635. E-mail: antonio.kayser@gmail.com.

20

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018


16 de julho - Dia de Nossa Senhora do Carmo

P. JONACIR FRANCISCO ALESSI

Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, um sinal mariano Vivemos num mundo feito de realidades materiais cheias de simbolismo: a luz, o fogo, a água... Existem também, na vida de cada dia, experiências de relação entre os seres humanos que exprimem e simbolizam coisas mais profundas, como partilhar uma refeição (sinal de amizade), participar numa manifestação (sinal de solidariedade) e celebrar juntos um feriado nacional (símbolo de identidade). Temos a necessidade de sinais ou símbolos que nos ajudem a compreender e a viver os acontecimentos de ontem e de hoje. Jesus é o grande dom e sinal do amor do Pai. Jesus se serviu ainda de muitos sinais - o pão, o vinho, a água, imposição de mãos, óleo, alianças - para nos fazer compreender realidades superiores que não vemos nem tocamos. Para além dos sinais litúrgicos, existem na Igreja outros sinais, ligados a um acontecimento, a uma tradição ou a uma pessoa. Um deles é o Escapulário do Carmo. Foi em 16 de julho de 1251 que Nossa Senhora, aparecendo ao Superior Geral dos Carmelitas, Frei Simão Stock - hoje santo -, lhe entregou o escapulário dizendo: “Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, como sinal distintivo da Minha Confraria, e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os Carmelitas. O que com ele morrer, não padecerá o fogo Eterno. Este é um sinal de

Salvação, uma salvaguarda nos perigos e promessa de paz e de aliança eterna”. O Escapulário mergulha as suas raízes na tradição da Ordem, que o recebeu como sinal de proteção materna de Maria. Partindo dessa experiência, ele contém em si mesmo um sentido espiritual aprovado pela Igreja: representa o compromisso de seguir Jesus como Maria, o modelo perfeito de todo o discípulo de Cristo. Este compromisso tem a sua origem no batismo que nos transforma em filhos de Deus. O ato de receber o escapulário deve ser feito por imposição de um sacerdote ou diácono. Durante a cerimônia, deve ser usado o Escapulário do Carmo na sua forma tradicional, isto é, aquele feito de tecido e de cor marrom, o qual só depois pode ser substituído por uma medalha apropriada, conforme autorização concedida em 1910 pelo Papa São Pio X. O uso do escapulário não dispensa os Sacramentos - que são os meios instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo como via normal para nos santificar - nem dispensa da prática das virtudes. Não coloca no céu as almas em pecado mortal, mas ajuda a bem receber os sacramentos, a levar alma à conversão e a perseverar no bem. Ajuda a sair do estado de pecado mortal onde houver um mínimo de boa vontade. O escapulário do Carmo é um dom misericordioso do Céu, obtido por intercessão da nossa Mãe de Misericórdia, já que os justos e os pecadores custaram o Sangue de Jesus e as Lágrimas e Dores de Maria Santíssima. Levemos o escapulário do Carmo com muita convicção de fé e experimentaremos a constante proteção física, espiritual e moral da Virgem Maria Nossa Senhora do Carmo, rezando todos os dias o terço, - como Maria pediu em Fátima. Na última aparição, no dia 13 de outubro de 1917, Nossa Senhora mostrou-se aos pastorinhos com o escapulário do Carmo nas mãos.

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

21


Infância e Adolescência Missionária

Celebração reúne 500 crianças e adolescentes

missionários no Santuário de Guadalupe No dia 26 de maio, uma celebração especial reuniu 500 crianças e adolescentes no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe: foi a missa de consagração da IAM – Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária, que comemora 175 de fundação em 2018.

“A IAM é um movimento bonito em que as crianças e adolescentes assumem, desde pequenos, a missão que recebemos no batismo: sermos missionários para anunciar a esperança, a vida e o amor de Deus”, declarou Dom Amilton durante a homilia.

A missa de consagração foi celebrada por Dom Amilton Manoel, bispo auxiliar de Curitiba, e concelebrada pelo Pe. Juarez Testoni, Padre Marconde e Diácono Amazonas. A missa fez parte das atividades da 6ª Jornada Nacional da IAM, que aconteceu em todo o Brasil nos dias 26 e 27 de maio.

Ao contrário dos anos anteriores, em que a consagração ocorreu em Curitiba por Regiões Episcopais, a celebração de 2018 foi única para todos os participantes da IAM: 40 grupos de Curitiba e outros grupos da Diocese de São José dos Pinhais.

Sara Soares Zeve, 10 anos – Santuário Nossa Senhora do Carmo: Para mim, a IAM é importante porque, mesmo sendo pequenos, somos missionários, rezando por outras crianças. Somos crianças evangelizando crianças. A consagração foi um momento único e muito especial, em que todas as crianças dizem sim para serem missionários, rezando por todas as crianças de todos os continentes.

Miguel Mayer Perin, 10 anos - Comunidade São Mateus, Paróquia Santa Amélia: É muito importante para mim participar da IAM para ajudar e rezar pelas crianças do mundo. Eu me orgulho pois fui consagrado para levar a palavra de Deus.

Pe. Marcondes Martins Barbosa, assessor eclesiástico da IAM: Com grande alegria e gratidão, pude testemunhar uma encantadora festa das crianças, adolescentes e assessores da IAM ao celebrar a sua 6ª Jornada Nacional. Foi uma celebração Eucarística plena da presença Trinitária que contagiava a todos e, de modo bem peculiar, as crianças que participaram ativamente e com o brilho missionário recebido no batismo. Elas fizeram a sua consagração assumindo a vocação missionária no desejo de que as crianças e adolescentes dos cinco continentes conheçam e amem a Jesus. Esta consagração se realiza através de gestos concretos de fraternidade, partilha, sacrifício, oração e muita alegria em servir o Reino. É importante ainda destacar a participação dos familiares das crianças e adolescentes das diversas paróquias e comunidades, que assumiram e colaboraram com este momento de graça. Agradecemos a todos que estiveram envolvidos para que este momento de comunhão, festa e missão acontecesse; a acolhida do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, onde foi celebrada a consagração e a TV Evangelizar pelo carinho e acolhimento dispensado à Obra da IAM.

EXPEDIENTE

CONSELHO MISSIONÁRIO DA ARQUIDIOCESE DE CURITIBA: Coordenador: Padre Marcondes. padremarcondes@hotmail.com Secretária: Elania Bueno. Telefone: 2105-6375 / 2105-6376. elaniacmb@arquidiocesecwb.org.br

22

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018


Ano do Laicato

CVX, uma Comunidade Mundial de Leigos Até o dia 25 de novembro, a Igreja no Brasil vive o Ano do Laicato, com o objetivo de celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade. Nesta edição da Revista Voz da Igreja apresentamos uma comunidade mundial de leigos que assumem a vocação pessoal e comunitária e procuram dar este testemunho.

Comunidade de Vida Cristã - CVX A Comunidade de Vida Cristã é uma associação internacional de leigos católicos organizados em pequenas comunidades, a fim de unir todas as dimensões de sua vida humana com a sua fé cristã. Continuação das Congregações Marianas, a CVX está presente nos cinco continentes, em quase 60 países. O membro CVX assume uma vocação pessoal e comunitária e procura dar testemunho, na Igreja e na sociedade, daqueles valores humanos e evangélicos que afetam a dignidade da pessoa, o bem-estar da família e a integridade da criação. O trabalho pela justiça se dá por meio de uma opção preferencial pelos pobres e de um estilo de vida simples fundamentado no tripé espiritualidade-comunidade-apostolado, que expresse a liberdade e a solidariedade para com os demais.

- Quem segue o estilo CVX assume uma vida essencialmente apostólica, com um campo de missão que não conhece limites. Cada um recebe de Deus um chamado pessoal para fazer Cristo e sua ação salvífica presentes no ambiente cotidiano, em casa e no trabalho. Ao mesmo tempo, exercita-se um apostolado corporativo ou grupal, apoiado pela Comunidade e com um espírito ecumênico, pronto a colaborar com aquelas iniciativas que trabalhem pela unidade dos cristãos. O modelo de colaboração e de linguagem de sabedoria é Maria, mãe de Jesus e de todos nós, que inspira a uma pronta e ardente disposição de participar da vida social e política e de desenvolver qualidades humanas e habilidades profissionais, a fim de se tornar trabalhador mais competente e testemunha mais convincente.

- A espiritualidade está centrada em Cristo e na participação no Mistério Pascal e tem como fonte específica os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola – vocação que convoca a viver com abertura e disposição a todos os desejos de Deus em cada situação concreta da vida cotidiana. A CVX reconhece particularmente a necessidade da oração e do discernimento pessoal e comunitário, do exame de consciência cotidiano e da direção espiritual como meios importantes para buscar e encontrar a Deus em todas as coisas. - Sensíveis aos sinais dos tempos e às moções do Espírito, os membros da Comunidade de Vida Cristã partilham a riqueza de serem membros da Igreja, participando na liturgia, meditando a Escritura e aprendendo, ensinando e promovendo a doutrina cristã junto com a hierarquia e outros líderes eclesiais, a partir de suas comunidades locais livremente escolhidas, que constituem experiência concreta de unidade no amor e na ação. Como um primeiro meio de formação e de crescimento contínuo, os membros se reúnem regularmente em uma comunidade local estável, a fim de assegurar uma partilha mais profunda de sua vida humana de fé, uma verdadeira atmosfera comunitária e um decidido compromisso com a missão e o serviço.

Encontro dos membros da CVX, na cidade de Pinheiral, em 2017.

Para conhecer mais a CVX, acesse: www.cvx-clc.net ou www.cvx.org.br. Caso queira fazer contato com a CVX Regional Sul, que tem Sede em Curitiba, o e-mail é o cvxsul@cvx.org.br.

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

23


Painel

Programa “Pacificar é Divino” implantado em sete paróquias da Arquidiocese A Arquidiocese de Curitiba está participando do projeto Pacificar é Divino em parceria com o Tribunal de Justiça do Paraná. Atualmente, são sete paróquias participantes e que contam com o “Espaço Pacificar” - aonde as pessoas podem levar as situações em que há algum desentendimento antes de entrar com uma ação na Justiça. De acordo com o Coordenador Arquidiocesano do projeto, Diácono Flávio Binder, com essa modalidade de Mediação de Pequenos Conflitos, qualquer pessoa que esteja em situação de discórdia com alguém, ou vivenciando situações como conflitos no trânsito, na empresa, brigas com vizinhos, questões de terrenos, ou outras, pode telefonar para essas paróquias e agendar um horário. Será então atendida na sala do “Espaço Pacificar” da paróquia.

24

Santíssimo Sacramento (Água Verde), Nossa Senhora da Paz (Boqueirão), Nossa Senhora da Luz (CIC), Bom Jesus dos Perdões (Praça Rui Barbosa), Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Alto da Glória) e São Braz (São Braz. Outros quatro espaços estão prestes a ser inaugurados. Todos os Conciliadores que realizam os atendimentos já participaram de uma capacitação e foram certificados pela Arquidiocese de Curitiba. Eles são voluntários e o atendimento é gratuito. A mediação é uma técnica de solução de conflitos alternativa ao processo judicial que consiste em buscar um acordo entre duas ou mais pessoas a partir de um mediador, que atuará como facilitador do diálogo entre as partes.

As sete paróquias que já contam com o espaço implantando são: São João Batista (Rebouças),

Na Arquidiocese, já foram certificadas duas turmas de conciliadores.

Primeira turma capacitada pela equipe de multiplicadores da Arquidiocese de Curitiba.

Cerimônia de entrega dos certificados da segunda turma, capacitada em junho de 2018.

Inauguração do “Espaço Pacificar” na Paróquia Perpétuo Socorro, com a presença da desembargadora Lidia Maejima e equipe de multiplicadores: Diácono Flávio Binder, Profª Dulce S. Binder e Dra. Elizabeth Haisi.

Inauguração do “Espaço Pacificar” na Paróquia São Braz, com a presença do pároco, Pe. Juarez Rangel, no dia 06 de junho de 2018.

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

Pacificar é Divino – Arquidiocese de Curitiba Contato: Diác. Flávio Binder - (41) 98892 4957 E-mail diaconofbinder@gmail.com


Pastoral do Povo de Rua de Curitiba participa de Assembleia Nacional Mais de 100 agentes de pastoral e lideranças da população em situação de rua de várias cidades do Brasil estiveram reunidos de 15 a 17 de junho em Recife para a 3ª Assembleia Nacional da Pastoral do Povo de Rua. Representantes da Pastoral da Arquidiocese de Curitiba estiveram presentes. O tema da 3ª Assembleia Nacional teve como enfoque a luta por dignidade e moradia, expressa pelo lema: “Meu povo habitará em moradia digna, lugar seguro e viverá com a justiça e na paz” (Is, 32). O encontro buscou fortalecer o trabalho dos grupos que atuam pela dignidade desta população e traçar metas de atuação para os próximos três anos.

Festa do Sagrado Coração de Jesus em Curitiba Entre os dias 3 e 16 de junho, o Santuário do Sagrado Coração de Jesus, no Água Verde, em Curitiba, celebrou a Festa do Sagrado Coração de Jesus – celebrada solenemente pela Igreja na segunda sexta-feira depois do dia de Corpus Christi; em 2018, no dia 8 de junho. A programação da Festa contou com missas, procissão luminosa, praça de alimentação, show com a dupla Álvaro e Daniel e almoço festivo. Este ano, a data da solenidade coincidiu com o Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes. Por isso, a missa no Santuário do Sagrado Coração contou com a presença de seminaristas e de Dom Celso Marchiori, bispo de São José dos Pinhais. “A devoção ao Sagrado Coração de Jesus nos favorece uma vida semelhante à dEle, especialmente na sua humildade, mansidão, misericórdia e bondade”, afirmou Dom Celso em entrevista à TV Evangelizar.

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

25


Painel

Catedral de Curitiba lança concurso para selo comemorativo do Jubileu de 350 anos Em 2018, a Paróquia Nossa Senhora da Luz dos Pinhais – instituição mais antiga da cidade e que hoje abriga, canonicamente, a Catedral Basílica de Curitiba – completa 350 anos. Para celebrar essa data, a Catedral lançou um concurso para a escolha do selo comemorativo do jubileu. As propostas puderam ser submetidas até o dia 30 de junho e o ganhador do concurso será anunciado no dia 6 de julho, aniversário de concessão do título de Basílica Menor à igreja Catedral.

Dom de Ser Mulher trouxe reflexões sobre a preciosidade da alma feminina No dia 10 de junho, a Casa Pró-Vida Mãe Imaculada promoveu a 5ª edição do Dom de Ser Mulher, um evento voltado somente para mulheres e que busca ajudá-las a conhecerem mais a fundo sua importância e valor enquanto filhas de Deus. Cerca de 200 mulheres participaram da edição de 2018 do evento, que contou com palestras de missionárias e profissionais da saúde e pregações inspiradas na história de Santa Rita de Cássia. Toda a renda arrecadada com o evento foi revertida para os trabalhos da Casa Pró-Vida, que acolhe mulheres que estão em risco de realizar aborto.

Encontro de Liturgia e Canto Litúrgico da Região Episcopal Centro-Oeste A Comissão Litúrgica da Arquidiocese de Curitiba promoveu, no dia 23 de junho, um Encontro de Capacitação em Liturgia e Canto Litúrgico para a Região Episcopal Centro-Oeste. A paróquia escolhida para sediar o encontro foi a Nossa Senhora da Piedade, em Campo Largo. A formação teve o objetivo de acolher e capacitar as equipes de liturgia e canto litúrgico paroquiais e leigos e leigas que tenham afinidades com essa pastoral‚ visando a comunhão e a partilha de dons.

26

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018


Pastoral do Surdo de Curitiba participa de Encontro Regional em Cascavel Nos dias 8, 9 e 10 de junho, aconteceu em Cascavel o 21º Encontro Regional da Pastoral do Surdo. Cerca de 80 pessoas participaram

15

representando

a

Arquidiocese de Curitiba. No encontro, houve palestras envolvendo estudos bíblicos, orações, músicas e dinâmicas. Na noite do sábado, houve a eleição regional da nova equipe da Pastoral do Surdo, Catequese e dos Intérpretes. O vice-coordenador da Pastoral do Surdo de Curitiba foi eleito como Coordenador Regional.

Conselho gestor do FDS se reuniu para avaliar os projetos de 2018 Nos dias 5 e 6 de junho, o conselho gestor do Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS) da Arquidiocese de Curitiba se reuniu para avaliar os projetos inscritos no edital de 2018. Um dos critérios para a contemplação do projeto pelo edital é estar de acordo com o tema e os objetivos da Campanha da Fraternidade de cada ano. Em 2018, o tema da CF é “Fraternidade e superação da violência”. Foram 49 projetos inscritos e mais de R$180 mil arrecadados na Coleta da Solidariedade, valor que será distribuído entre os 27 projetos escolhidos. A relação dos projetos aprovados e sujeitos a alterações já está disponível no site da Arquidiocese. A lista final será divulgada no dia 10 de julho.

Arquidiocese de Curitiba | Julho 2018

27


Conheça e adquira os produtos do Setor de Artigos Religiosos na Mitra da Arquidiocese de Curitiba

Av. Jaime Reis nº: 369 – Alto São Francisco, Curitiba/PR sac@arquidiocesecwb.org.br Telefone: (41) 2105-6325

Novo subsídio da Arquidiocese

de Curitiba

R$3,00

Adquira as produções da

EDITORA Adquira em: ARQUIDIOCESANA DE CURITIBA sac@arquidiocesecwb.org.br telefone (41) 2105-6325.

Revista Voz da Igreja - Julho 2018  
Revista Voz da Igreja - Julho 2018  
Advertisement