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Revista

VOZ DA IGREJA ANO XVI - EDIÇÃO 197 - outubro DE 2019 Impresso Especial 36000135947 - DP/PR ARQUIDIOCESE DE CURITIBA

CORREIOS

BATIZADOS E ENVIADOS: A IGREJA DE CRISTO EM MISSAO Em comunhão com o Mês Extraordinário Missionário, a Arquidiocese de Curitiba traz reflexões sobre o constante movimento em que se consolida a missionariedade. Pág.10

Testemunhos Missionários

Nossa Senhora na Liturgia

Estrutura da Cúria

Como tem sido a missão ad gentes, a partir do ponto de vista dos missionários. PÁG. 12

O dia da padroeira do Brasil nos traz a reflexão sobre Maria na Liturgia. PÁG. 18

Conheça a chancelaria no dia a dia da Arquidiocese de Curitiba. PÁG. 6


Agenda Mensal dos Bispos Outubro/2019

Ação Evangelizadora

Editorial No mês de outubro a Igreja de todo o Brasil se engaja na Campanha Missionária, organizada pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM). Neste ano, a Campanha será celebrada de forma especial: o Papa Francisco convida a Igreja do mundo todo para celebrar o Mês Missionário Extraordinário e, assim, assumir com entusiasmo o anúncio do Evangelho e a transformação das comunidades em realidades missionárias e evangelizadoras, aumentando o amor pela missão. Nesta edição da revista Voz da Igreja o Padre Marcondes Barbosa, coordenador da Comissão da Dimensão Missionária, faz uma reflexão sobre este importante momento. Trazemos, ainda, os testemunhos do casal Pércio e Márcia Vitória, leigos missionários na Guiné Bissau, e de Marluce Bely, que relata sua experiência missionária na acolhida a migrantes venezuelanos. Falamos também sobre a Chancelaria, setor responsável pelos documentos e registros da Arquidiocese de Curitiba, bem como pelo atendimento a pessoas que diariamente vão à Cúria em busca de certidões de batismo, de casamento, de crisma, dentre outras. O dia 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, nos traz a reflexão sobre Maria na Liturgia e os elementos presentes na liturgia na Solenidade. A Comissão Litúrgica traz em seu artigo orientações para a celebração, que servem para enaltecer ainda mais a Virgem Santíssima, sem tirar o foco de seu Filho Jesus, centro da nossa fé e da nossa vivência cristã. Ainda neste mês de outubro acontecerá no Vaticano o Sínodo para a Amazônia. Em setembro o Arcebispo Emérito de São Paulo, Cardeal Dom Cláudio Hummes, relator geral do Sínodo para a Amazônia, esteve em Curitiba para falar sobre esta assembleia que será presidida pelo Papa Francisco. A Arquidiocese de Curitiba contará com um tríduo preparatório, e nesta edição trazemos a programação completa. Não deixe de conferir os demais artigos, reflexões e notícias que preparamos para você nesta edição de nossa Voz da Igreja. Desejamos que você e toda sua família tenham um abençoado mês de outubro!

Fale Conosco ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO Rua Jaime Reis, 369 - São Francisco 80510-010 - Curitiba (PR) Bárbara Moraes: (41) 2105-6342 barbaramm@mitradecuritiba.org.br Patryck Madeira patryckam@mitradecuritiba.org.br

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A revista Voz da Igreja é uma publicação da Arquidiocese de Curitiba sob a orientação da Assessoria de Comunicação CONSELHO EDITORIAL - Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba Dom José Antônio Peruzzo | Chanceler: Pe. Jair Jacon | Ecônomo da Mitra: Pe. José Aparecido Pinto | Coordenador da Ação Evangelizadora: Pe. Alexsander Cordeiro Lopes | Coordenador geral do clero: Pe. Maurício Gomes dos Anjos | Jornalista responsável: Téo Travagin | Assessoria de Comunicação: Sintática Comunicação | Revisão Teológica: Irmão Irineu Letenski, osbm | Colaboração voluntária: 13 Comissões Pastorais| Apoio: Centro Pastoral | Projeto gráfico e diagramação: Sintática Comunicação | Tiragem: 10 mil exemplares.

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Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2019

Dom José Antônio Peruzzo Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba 01 • Abertura de Simpósio – FASBAM • Missa de Páscoa dos Militares no Santuário São José – Capão Raso • Gravação do Programa Conhecendo a Palavra – TV Evangelizar • Reunião do CAD – Cúria 03 • Reunião dos 15 Setores 04 • Aula no Studium • Expediente na Cúria • Crisma na Paróquia N. Sr.ª das Dores – Bigorrilho 05 • Aula Seminário Rainha • Consagração Perpétua – Paróquia São João Batista 06 • Missa do Padroeiro no Santuário São Francisco de Assis – Xaxim 07 • Gravação do Programa Leitura Orante – TV Evangelizar 08 a 10 • Assembleia Geral do Clero 10 • Abertura da Exposição Mariana 11 • Aula no Studium • Reunião do Setor Campo Largo 12 • Missa no Santuário Schoenstat 13 • Formação Bíblica na Paróquia N. Sr.ª Aparecida – Campo Largo 14 • Gravação do Programa Leitura Orante – TV Evangelizar 15 • Reunião da APAC • Gravação do Programa Conhecendo a Palavra – TV Evangelizar 16 • Missa na UFPR 17 • Visita ao Seminário Rainha • Expediente na Cúria • Visita ao Seminário Bom Pastor 18 • Aula no Studium • Visita ao Seminário São José

19 • Encontro dos CPPs e CAEPs – Região Centro Oeste • Formação RHEMA 20 • Jornada Missionário Vocacional, saindo do Santuário Schoenstat até Santuário Nossa Sr.ª do Equilíbrio 21 • Gravação do Programa Leitura Orante – TV Evangelizar 22 a 23 • Conselho Permanente – Brasília 24 • Honoris Causa – PUC • Expediente na Cúria • Visita ao Seminário Propedêutico 25 • Missa para os professores – Colégio Everest • Aula no Studium • Reunião dos Formadores • Missa de Rito de Admissão – Seminário São José 26 • Formação do Clero • Missa dos 82 anos do Movimento das Capelinhas na Paróquia Santa Madalena Sofia – Bairro Alto 27 • Missa de 40 Anos do Caminho NeoCatecumenal – Santuário Divina Misericórdia • Missa Encerramento Mês Missionário na Paróquia N. Sr.ª da Conceição – Butiatuvinha • Missa Paróquia Cristo Rei e São Judas Tadeu – Cristo Rei 28 • Gravação do Programa Leitura Orante – TV Evangelizar 29 • Reunião do Conselho Presbiteral • Gravação do Programa Conhecendo a Palavra, TV Evangelizar 30 • Expediente na Cúria

Dom Amilton Manoel da Silva Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba 01 • Novena de Santa Teresinha de Lisieux – Colombo 02 • Abertura Novena de N. Sr.ª Aparecida – Paróquia Sant’Ana 03 • Reunião dos 15 Setores • Missa do Padroeiro, Paróquia São Benedito 04 • Reunião do Setor Rebouças – PUC • Investidura – Santuário da Divina Misericórdia 05 • Reunião da Pastoral da Juventude – Cúria • Missa da Trezena de N. Sr.ª de Nazaré 06 • Missa e Festa na Capela Santa Teresinha – Paróquia Menino Deus • Palestra no Retiro de Ministros • Missa – Paróquia Profeta Elias 07 • Missa da Padroeira – Paróquia N. Sr.ª do Rosário 08 a 10 • Assembleia Geral do Clero 12 • Missa Solene na Paróquia N. Sr.ª Aparecida – Pinhais • Missa da Padroeira na Paróquia N. Sr.ª Aparecida – Uberaba 13 • Missa no Carmelo • Reunião do SAV 14 • Investidura Setor Boqueirão 15 • Reunião da APAC 16 • Palestra na FASBAM 17 • Investidura - Paróquia N. Sr.ª da Piedade

18 • Encontro da ANEC • Ordenação Presbiteral – Paróquia São Paulo Apóstolo 19 • Crisma no Colégio Bom Jesus Aldeia, em dois horários • Missa dos 100 anos das Passionistas na Paróquia N. Sr.ª do Rosário – Colombo 20 • Aula no IAFFE 21 a 25 • Retiro em Palmas e Francisco Beltrão 26 • Crisma Colégio Bom Jesus Aldeia • Abertura do Show Missionário – Paróquia São Cristóvão • Crisma no Santuário São José – Capão Raso • Crisma na Paróquia N. Sr.ª da Anunciação – Pinheirinho 27 • Crisma na Paróquia N. Sr.ª de Fátima – CIC • Missa de Encerramento do Encontro do Terço dos Homens – N. Sr.ª do Carmo 28 • Encerramento da Novena do Padroeiro na Paróquia São Judas Tadeu – Hauer 29 • Reunião do Conselho Presbiteral – Cúria • Noite de Adoração Eucarística – Paróquia N. Sr.ª do Rosário de Belém 30 • Formação Setor Cajuru no Santuário N. Sr.ª de Fátima – Tarumã 31 • Investidura no Santuário São José – Capão Raso

Dom Francisco Cota de Oliveira Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba 01 • Comissão da Ação Social – Brasília 12 • Encerramento da Trezena e Crisma 02 • Investidura – Paróquia N. Sr.ª da Paz Paróquia N. Sr.ª de Nazaré 03 • Reunião dos 15 Setores 13 • Missa do Padroeiro - São João Batista – • Investidura – Paróquia N. Sr.ª da Boa Almirante Tamandaré Esperança 14 a 17 • Em Viagem 04 • Missa a São Francisco de Assis – Toca 18 • Reunião Formal Equipe de Nossa de Assis Senhora 05 • Missa do Idoso – Santuário N. Sr.ª do 19 • Crisma Capela Jesus Misericordioso Perpétuo Socorro 21 • Missa do Padroeiro - Paróquia São • Missa da Padroeira na Capela N. Sr.ª Lucas e N. Sr.ª do Carmo Aparecida – Atuba • Missa de Encerramento do Seminário 06 • Missa de Abertura SOS Família – Arquidiocesano do Dízimo Paróquia Imaculado Coração de Maria 22 • Reunião do Setor Cabral • Misso do Jubileu da Capela São • Missa na Comunidade Santa Cruz – CIC Francisco de Assis – Sta. Madalena 23 • Reunião do Setor Cajuru Sofia 24 • Reunião do Setor Pinhais 07 • III Simpósio Direitos Humanos e • Sínodo da Amazônia Políticas Públicas – PUC 25 • Reunião dos Formadores 08 a 10 • Assembleia Geral do Clero 26 a 29 • Visita Pastoral na Paróquia Maria Mãe 10 • Missa do Tríduo Capela N. Sra. da Igreja – Pinhais Aparecida na Paróquia São João Batista 27 • Missa no Encontro Arquidiocesano das Almirante Tamandaré Novas Comunidades – Santuário N. 11 • Missa na Cúria Sr.ª do Equilíbrio • Expediente na Cúria 29 • Reunião do Conselho Presbiteral • Investidura na Paróquia São José – Vila 31 • Reunião do Setor Almirante Oficinas Tamandaré 12 • Crisma na Paróquia N. Sr.ª da Piedade – • Missa no Seminário Bom Pastor Campo Largo


Palavra do Arcebispo

DOM JOSÉ ANTÔNIO PERUZZO Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba

Em tempos de Sínodo e de Missão É já tradição da Igreja no Brasil dedicar o mês de outu-

Até mesmo dentro da Igreja há grupos que se põem

bro à temática missionária. Assemelha-se ao “dia dos

a vociferar como se a fé se restringisse a eventos de

pais”, “dia das mães”, “dia da pátria”... Um dia especial

templo e de sacristia. Não é a primeira vez que isso

para celebrar uma realidade que nos interpela todos

se verifica. Basta que a reflexão da Igreja, e especial-

os dias. O mês missionário é um tempo para que vol-

mente do Evangelho, não “abençoe” certos projetos

temos nossas atenções e afeições a uma verdade já

de poder político e/ou econômico e tudo já se perfila

ínsita à natureza de quem é discípulo. Quando o Papa

em “viés ideológico”. Isso não é de hoje. Já no tempo

Francisco anunciou este “Mês Missionário Extraordi-

de Jesus, nos seus caminhos e ministério pela Gali-

nário” o objetivo era despertar, na Igreja, a urgente

leia, os adversários o projetaram em linha de perigo-

sensibilidade para a causa missionária. Isso para rea-

sa oposição ao imperador César Augusto, o grande

vivar a consciência batismal do Povo de Deus.

senhor do mundo de então.

Missão não é algo como propagandear uma pessoa,

Eu gostaria de deixar claro aos católicos, muitos

ou ideia, ou instituição, ou grupo institucionalizado.

deles foram arrastados a dúvidas, que da parte da

É promover o encontro pessoal com Jesus Cristo ao

Igreja, e do Papa Francisco, não há outras motiva-

modo que suscite sentido de esperança e plenitude

ções que não sejam as de Evangelizar. Este verbo

para a vida de quem com Ele se encontra. Não está

nunca teve um sentido de mera “religiosidade nu-

no centro propor uma filosofia de vida ou um sistema

minosa”. Pala natureza mesma do Evangelho, seria

de pensamento. É relação viva com o Filho de Deus

falsa qualquer fé que ignorasse verdades como fra-

Salvador. Em tempos de tanto vazio de sentido, mui-

ternidade, direitos do mais fracos, o bem comum, o

to embora nunca tenha sido disponibilizada tanta

respeito às culturas, a justiça... Estes valores encon-

ciência, eis que muitos homens e mulheres estão à

tram retratos vivos nos comportamentos e palavras

procura de si e de sentido para sua existência. Eis a

de Jesus.

missão, em muitas linguagens, para quem aceita a identidade de discípulo de Jesus.

Nos últimos meses afloraram reportagens, comentários, análises, fraseologias de muitas colorações,

Ademais, há ainda um grande tema que está a sus-

orientadas a fustigar os sentimentos da nossa gen-

citar muitas inquietações, mas também esperanças.

te. Até as avaliações cientificamente abalizadas

Quantas notícias agitadas, muitas delas eivadas

foram “corrigidas” por muitos que se arvoraram a

de uma “religiosa má fé”, em torno do que já houve

“concessionários da verdade”. Da parte da Igreja, a

muitas vezes na história da Igreja. Já se disse, até

grande motivação radica-se na consciência de que

com grosseria intelectual, que há inspirações políti-

sua missão é aproximar Jesus, aquele apresentado

cas a jogar questionamentos até sobre a soberania

pelos evangelistas, a todos os que têm em grande

nacional naquele território. Há os que vislumbram

apreço o amor a Deus e aos irmãos. Ao final do Síno-

ameaças ao desenvolvimento. Outros tentam identi-

do todos poderão ver que a grande causa foi mesmo

ficar nódoas esquerdistas ou disfarces comunistas...

o Evangelho. E perceberão todos que a Igreja perma-

Quantas reações assinaladas por ruidosa desinfor-

nece fiel à sua missão. Para tristeza de alguns, todos

mação! E quantas inacreditáveis desinteligências.

poderão reconhecer que o “Papa não é comunista”.

Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2019

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Palavra de Dom Pedro

DOM PEDRO ANTÔNIO MARCHETTI FEDALTO Arcebispo Emérito de Curitiba

Bem-Aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia A Bem-Aventurança da Misericórdia é necessária,

compreendê-los e perdoar suas faltas, seus defeitos

todos os dias, porque somos fracos, limitados,

e até pecados e ter a humildade de aceitar a correção,

humilhados, numa palavra pecadores. Deus é o Pai

a misericórdia do outro para conosco. É a correção

da Misericórdia. Gratuitamente sempre nos perdoa.

fraterna.

Todos nós sentimos a necessidade da Misericórdia

A Misericórdia dever ser vivida na família: esposos

divina. São João diz que aquele que não tem pecado

que se perdoam, pais que são misericordiosos com

é mentiroso. Nosso Senhor, conhecendo a fraqueza

os seus filhos e os irmãos entre si. Assim devem viver

humana, instituiu o Sacramento da Misericórdia, da

os que estão na comunidade.

Reconciliação, do Perdão, que é a Confissão. Misericordiosos sejam também os professores com Quem realmente faz bem o exame de consciência,

seus alunos, especialmente com aqueles que são

reconhecendo seus pecados e confessando-se bem,

mais limitados por diversas circunstâncias.

com todo o arrependimento e propósito de não pecar, está no caminho da santidade.

O que dizer aos que governam?

Para viver bem a Bem-Aventurança da Misericórdia

O Papa Francisco no documento “Gaudete et

é preciso diariamente observar a regra de ouro do

Exultate” (alegrai-vos e exultai) termina esta Bem-

Evangelho de Mateus: “O que quiserem que vos

Aventurança dizendo: “Não devias também tu ter

façam os homens, fazei-o também a eles” (MT. 7,12).

piedade do teu companheiro como Eu tive de ti?” (Mt. 18, 32).

O Catecismo da Igreja lembra-nos que essa lei se deve aplicar a todos os casos em situações difíceis.

Amigo leitor, leia a lição deste trecho do Evangelho

Sejamos bem sinceros. Em nossas conversas, quantas

de Mateus.

vezes julgamos os outros com críticas maldosas. O Evangelho ensina-nos: “não julgueis e não sereis julgados, não condeneis e não sereis condenados” (Mt. 7, 1-2). A Misericórdia tem dois aspectos: saber perdoar os outros, como Cristo perdoa, e saber aceitar o perdão, quando os outros nos apontam defeitos, faltas de caridade e até pecados. Por isto, a Bem-Aventurança da Misericórdia tem dupla dimensão: ter compaixão dos outros,

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Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2019


RODRIGO RIGONI Agente de pastoral do Setor Juventude

Juventude

O DNJ e a experiência missionária que tanto enriquece na formação da juventude ‘Missão’ é um termo muito usado nos espaços religiosos – ele carrega uma força de sentido muito relevante para a organização das pessoas, dos grupos e das comunidades. A missão é a saída do cristão para anunciar a Boa Nova do Evangelho em todos os espaços e a todas as pessoas. Desde 2013, na Arquidiocese de Curitiba, o Dia Nacional da Juventude - DNJ se apresenta com uma proposta missionária para a juventude, baseada em temas específicos. O DNJ é realizado anualmente, reunindo diversos grupos de jovens de toda a Arquidiocese, contemplando dois grandes momentos. O primeiro momento é sempre de ‘missão jovem’, com visitação de casas, levando o anúncio do Evangelho, atividades de escuta do próximo e atitudes positivas em benefício dos demais. O segundo momento do DNJ é o grande encontro com louvor, missa, adoração, entre outras atividades. Todos os anos, a proposta missionária é baseada no tema daquele ano do DNJ, definido nacionalmente. Em 2019, a data escolhida foi o último final de semana de setembro, dias 28 e 29. Se pautou na construção de políticas públicas para o desenvolvimento da juventude e do país. O tema “Juventude e Políticas Públicas: uma história nos chama a civilização de amor” permite pensar em ações evangelizadoras que levam os jovens a terem vida digna.

DNJ de Curitiba desde 2013:

DNJ 2013. Tema: Juventude e missão.

DNJ 2014. Tema: Fraternidade e Tráfico Humano.

DNJ 2015. Tema: Fraternidade: Igreja e sociedade.

DNJ 2016. Tema: Juventude e Nossa Casa Comum.

É missão de todos nós, como discípulos missionários, cuidar uns dos outros. Não podemos dizer que amamos o outro se não cuidamos dele. A vida precisa ser cuidada e amada. Políticas Públicas é o ato de defender os direitos dos outros e acompanhá-los para que a vida seja plena. O Papa Francisco refletiu no Dia Mundial das Missões em 2018: “Sou grato a todas as realidades eclesiais que vos permitem ter o encontro pessoal com Cristo vivo em sua Igreja: nas paróquias, associações, movimentos, comunidades religiosas, nas mais variadas expressões de serviço missionário. Muitos jovens encontram, no voluntariado missionário, uma forma para servir aos “mais pequenos” (cf. Mt 25, 40), promovendo a dignidade humana e testemunhando a alegria de amar e ser cristão. Essas experiências eclesiais fazem com que a formação de cada um não seja apenas preparação para o seu bom êxito profissional, mas também para desenvolver e promover os seus dons dados por Deus, para melhor servir aos outros. Essas louváveis formas de serviço missionário são um começo fecundo e, no discernimento vocacional, podem ajudar a decidir pelo dom total de vós mesmos como missionários”.

DNJ 2017. Tema: Juventudes em defesa da vida dos povos e da mãe terra.

DNJ 2018. Tema: Juventude Construindo uma Cultura de Paz.

EXPEDIENTE SETOR JUVENTUDE CURITIBA: Assessora Eclesiástica: Ir. Valéria Andrade. Secretário: Rodrigo Rigoni. E-mail: juventude@mitradecuritiba.org.br / Telefone: 2105-6364

DNJ 2019. Tema: Juventude e Políticas Públicas: uma história nos chama à civilização de amor.

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Palavra do Sacerdote

PADRE JAIR FERNANDES JACON Chanceler da Arquidiocese de Curitiba

A importância da chancelaria no dia a dia da Arquidiocese de Curitiba Quantas vezes ouvimos alguém dizer: “vou lá na

Apresentamos aqui um pouco de como funciona

Cúria”. O que entendemos por Cúria? Consultando

a chancelaria, que é um setor situado no primeiro

o Código de Direito Canônico encontramos uma

prédio acima citado. Está escrito no Código de

definição no Cânon 469: “A cúria diocesana consta

Direito Canônico da Igreja Católica (Cânon 482

dos organismos e pessoas que ajudam o Bispo no

§1) que “em toda a cúria constitua-se um chanceler,

governo de toda a diocese, principalmente na direção da

cujo ofício principal é cuidar que sejam redigidos e

ação pastoral, no cuidado da administração da diocese

despachados os atos da cúria e sejam guardados em seu

e no exercício do poder judiciário”.

arquivo”. No §3 consta: “o chanceler (como também o vice-chanceler) são notários e secretários da cúria”.

Não há, portanto, nenhuma base para uma separação entre “cúria” ou “secretariado” ou “centro

Atualmente o chanceler é o Padre Jair Fernandes

de pastoral”. Todos cooperam unitariamente no

Jacon. As duas secretárias que colaboram na

pastoreio da diocese. Entendido isto, a Cúria da

chancelaria são Otilia S. Babinski, conhecida como

nossa Arquidiocese de Curitiba está organizada e

Lia, e Irmã Maria Vicentina de Oliveira Sacramento.

distribuída em três prédios:

Irmã Marlene Pereira está como estagiária. Julyane Silveira Ramos, que é historiadora

• O prédio mais antigo, na Av. Jaime Reis,

especialista em História Cultural, é a gestora do

369, onde estão as salas de atendimento

acervo documental. Josiane Schmicheck, recém

dos bispos, a chancelaria e o tribunal

contratada, é formada em História, trabalha na

eclesiástico.

restauração e conservação do acervo bibliográfico. Até o mês de agosto passado havia uma pessoa

• O prédio ao lado, conhecido como centro

que fazia a digitação dos livros de batismo e de

de pastoral onde estão a coordenação da

casamento. A recepcionista Juceli Kurovski tem

ação evangelizadora, o secretariado da ação

a função de acolher as pessoas e encaminhá-las

evangelizadora e as 13 comissões pastorais.

para os diversos setores e está à disposição dos bispos quando estão nas audiências.

• O prédio situado nos fundos, conhecido

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como centro administrativo, onde estão os

Na chancelaria são redigidos, carimbados e assina-

escritórios do ecônomo, da contabilidade,

dos todos os decretos que o arcebispo determina.

dos recursos humanos, das finanças, do

São preparadas as portarias de nomeações dos pá-

jurídico e outros.

rocos, dos vigários paroquiais, dos administradores

Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2019


paroquiais, dos coordenadores e coordenadoras

de crisma e outras. A Irmã Maria Vicentina cuida

das comissões pastorais, dos membros do colégio

das notificações de casamento e de batizados, da

de consultores, do conselho de presbíteros, dos vi-

atualização de cadastros dos padres, dos cadas-

gários episcopais e gerais, enfim, todas as pessoas

tros e carteirinhas dos ministros extraordinários

que recebem um ofício devem receber a portaria de

da sagrada comunhão. A chancelaria é responsá-

nomeação feita pelo Arcebispo, redigida pela secre-

vel pela documentação quando um padre é no-

tária da chancelaria, e assinada e carimbada pelo

meado bispo, faz a ata da posse do bispo e envia

chanceler, para a assinatura final dos bispos.

à Nunciatura Apostólica em Brasília. A chancelaria deve preparar e enviar a todas as paróquias, con-

Na chancelaria também são despachadas as

gregações, seminários e instituições o questioná-

dispensas de impedimentos requeridas para a

rio a ser respondido, e enviar o relatório anual para

celebração do matrimônio. São autenticados

a Nunciatura e a Roma.

documentos de inteiro teor, são feitas as notificações de casamentos, de batizados e expedição

O chanceler faz o termo de Abertura e Fechamen-

dos mesmos. São registrados a profissão de fé e

to dos livros de Batismo, de Casamento, de Cris-

o juramento dos párocos quando assumem pa-

mas e do Tombo das paróquias. Também deve cui-

róquia. São registradas as ordenações ao presbi-

dar do arquivo geral, fazer o livro tombo da cúria

terado e diaconado. De todos esses documentos

registrando os fatos, eventos, efemérides e a ação

são feitas cópias, são transcritos no livro de regis-

pastoral da arquidiocese como também de toda

tros e arquivados.

a Igreja. Enfim, a chancelaria é parecida com um cartório civil, onde todos os documentos são re-

No dia a dia são atendidos pela secretária Lia e

conhecidos, carimbados, datados, assinados, des-

pela Irmã Vicentina muitos telefonemas e e-mails

pachados, registrados e arquivados, porém, com

de busca de certidões de batismo, de casamento,

uma diferença: é de graça.

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Catequese

Concentração de Catequistas No dia 25 de agosto, quando comemoramos o dia da vocação laical e o dia do catequista, aproximadamente quatro mil catequistas da Arquidiocese de Curitiba participaram de uma concentração na Aldeia Franciscana, em Rondinha, para partilhar, escutar, orar, refletir e louvar a Palavra de Deus com muita alegria. A presença especial de D. José Antônio Peruzzo, nosso arcebispo, muito animou e encantou com sua energia e belas palavras. A presença de representantes das 13 Comissões Pastorais, bem como das coordenações de catequese dos 16 setores, mostrou a eclesialidade e unidade da Igreja Particular de Curitiba. O ápice do encontro foi a Consagração a Nossa Senhora da Luz dos Pinhais e o envio missionário de 72 catequistas que, saindo do local, soltaram ao ar livre 72 balões com mensagens evangelizadoras.

Fotos: Edson Vander/PASCOM

Parabéns a cada catequista de nossa arquidiocese por sua presença amorosa e confiante!

EXPEDIENTE COMISSÃO DA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA: catequese@mitradecuritiba.org.br. (41) 2105-6318. Coordenação: Pe. Luciano Tokarski. Assessoria: Regina Fátima Menon.

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Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2019


Foto: Patryck Madeira

Comissão de Comunicação

Escola da Comunicação tem contribuído com a formação de agentes de Pascom nas Paróquias Em resposta ao chamado de comunicar para evangelizar, a Arquidiocese de Curitiba tem ampliado as propostas que envolvem ações na área da Comunicação.

A segunda, foi realizada no setor Boqueirão em 29 de junho, na Paróquia Santo Antônio (Uberaba).

Entre as ações em andamento está a Escola de Comunicação Itinerante: uma ação que visa a formação e motivação de Pastorais de Comunicação (Pascom) em todas as paróquias. “Hoje, pouco mais de um terço das paróquias possuem agentes pastorais voltados à comunicação. O objetivo é de que em breve, esse número chegue próximo da totalidade de paróquias”, explica o coordenador da Comissão de Comunicação da Arquidiocese, Padre Luiz Kleina. A formação é realizada por setor paroquial, tendo iniciado pela região episcopal Sul. Quem participa dos são os representantes de Pascom das paróquias do setor e pessoas interessadas em contribuir com a implementação da pastoral. Foi o caso da participante Fabiana Bora, que é interessada em contribuir com ações de comunicação da Paróquia São Cristóvão. “Eu já contribuo em algumas ocasiões com a Pascom do Santuário Guadalupe e da Paróquia Bom Jesus dos Perdões e tenho buscado contribuir em minha paróquia”, afirmou. Para ela, a Escola da Comunicação chegou em perfeita hora, pois era o apoio que precisava para, junto ao pároco e às pastorais, começar a organizar um trabalho permanente que vá além de registros fotográficos. “Foi uma ótima tarde de formação, valeu para dar uma noção geral da importância da comunicação na Igreja, na Arquidiocese e em cada paróquia e comunidade, além de apontar alguns caminhos para os participantes”, comentou.

A terceira no setor Capão Raso em 6 de julho, no Santuário São José.

No dia 31 de agosto, a Escola de Comunicação realizou sua quarta formação para as paróquias do Setor Portão, na Paróquia Santa Quitéria.

A primeira formação foi no setor Rebouças, em 18 de maio. O encontro foi realizado na paróquia Imaculada Conceição.

A próxima será no dia 19 de outubro, no setor Pinheirinho – no Santuário São Francisco de Assis. O link para inscrições pode ser acessado no site Arquidiocese de Curitiba. Neste ano de 2019, a proposta é realizar além deste encontro no Pinheirinho, um encontro com representantes das 13 Comissões que incluem as pastorais e movimentos da Arquidiocese. Em 2020, a formação deve ser retomada pela região episcopal Norte.

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Mês Missionário Extraordinário

PADRE MARCONDES MARTINS BARBOSA Coordenador da Comissão da Dimensão Missionária

Vivemos na Igreja em todo o mundo o

mês missionário extraordinário Batizados e Enviados: a Igreja de Cristo em Missão no mundo Neste ano, o mês de outubro adquire maior impulso eclesial missionário com a celebração do Mês Missionário Extraordinário, que tem a finalidade de despertar, em maior medida, a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral, revisitando a Carta Apostólica Maximum Illud que exorta a sair das fronteiras das nações para testemunhar a vontade salvífica de Deus através da missão universal da Igreja. O Papa Francisco convida todas as lideranças engajadas a verdadeiramente assumir com entusiasmo o anúncio do Evangelho e a transformação das comunidades em realidades missionárias e evangelizadoras, aumentando o amor pela missão (EG n. 268), tornando-se comunidades eclesiais missionárias, pois os tempos atuais exigem de todos a renovação de forças missionárias para bem cumprir a tarefa de anunciar a Palavra de Deus e, assim, promover a paz, superar a violência, construir pontes em lugar de muros, oferecer a misericórdia de Cristo Jesus, testemunhando a fraternidade e a solidariedade junto aos nossos irmãos e irmãs em todas as circunstância da vida. É urgente compreender que comunidades que não geram missionários são tristes expressões da esterilidade de quem perdeu seu rumo na vivência do Evangelho, e missionários que não se fortalecem na vida em comunidade correm o risco de se tornar andarilhos solitários, sem referências existenciais para sua atuação. Todos os Batizados são convocados a comprometerem-se missionariamente, com o anúncio e o testemunho do Evangelho diariamente, junto às pessoas com quem encontram-se, tanto aos mais íntimos como aos desconhecidos, dialogando e partilhando as alegrias, esperanças e preocupações, iluminando com a Palavra de Deus que é alimento e sustento na caminhada. O testemunho e o anúncio rejuvenescem a Igreja e a qualifica em sua missão evangelizadora – “Jesus percorria, então todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino” (Mt 9, 35). O Papa Francisco afirma na Evangelii Gaudium que “a ação missionária é o paradigma de toda a obra da

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Igreja”, estimulando e incentivando para que o Mês Missionário Extraordinário se torne uma ocasião de graça intensa e fecunda, promovendo iniciativas e intensificando de modo particular a oração – alma de toda a missão, as obras de caridade cristã e as ações concretas de cooperação e solidariedade entre as Igrejas. Que o Mês Missionário Extraordinário anime, impulsione, fortaleça e faça arder os corações de todos os Batizados, gerando comunidades eclesiais missionárias comprometidas com o Evangelho, a justiça, a paz, a reconciliação, o cuidado com o outro e com a “casa comum”, dinamizando e fortalecendo as ações ad gentes, o intercâmbio além-fronteiras, a saída missionária e o estado permanente de missão, numa realidade cada vez mais urbana – “Não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário” (EG n. 80).


“Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações”! (Mt 28, 19) Arquidiocese de Curitiba em constante movimento, consolidando a missionariedade A natureza da Igreja é missionária e sua missão é evangelizar. “Onde Jesus nos envia? Não há fronteiras, não há limites: envia a todos” (ChV n. 15). Esta consciência e abertura missionária deverá ser alcançada por todas as Igrejas locais, paróquias, comunidades cristãs, consolidando a sua missionariedade e pondo a missão de Jesus no coração da Igreja. Nos exorta o Papa Francisco na sua Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2019: “Sê homem de Deus, que anuncia Deus (cf. Carta ap. Maximum illud): este mandato toca-nos de perto. Eu sou sempre uma missão; tu és sempre uma missão; cada batizada e batizado é uma missão. Quem ama, põe-se em movimento, sente-se impelido para fora de si mesmo: é atraído e atrai; dá-se ao outro e tece relações que geram vida. Para o amor de Deus, ninguém é inútil nem insignificante. Cada um de nós é uma missão no mundo, porque fruto do amor de Deus.” Como Igreja Arquidiocesana, estamos em constante movimento de crescimento, conscientização, formação para a missionariedade que somos

chamados e convocados pelo Batismo. No tocante à missão, estamos assumindo uma maior cooperação missionária, enviando missionários para a nossa Igreja Irmã a Prelazia de São Félix do Araguaia-MT desde 2007. Atualmente estão na missão naquelas terras os padres Fabio Endler e Tiago Filipe Polonha e o seminarista Jean Marcos Pedrozo. Na missão ad gentes estão o casal Pércio Pereira Vitória e Márcia do Rocio Pereira Vitória, leigos missionários coordenando a Missão Católica Paulo VI em Quebo, na Guiné-Bissau, África, pelo Regional Sul 2 da CNBB. Desde o ano de 2015, ano missionário da Arquidiocese, aconteceram dezenas de experiências de saídas missionários nas paróquias e comunidades, visitando, animando, formando e dando um novo vigor pastoral e desinstalando as estruturas autorreferenciais, desejando sair de uma pastoral de manutenção para uma renovação missionária e abrindo-se para uma conversão pastoral (DAp nn 365-366). Verificam-se muitas ações missionárias que estão acontecendo; a Igreja chegando mais próxima do povo e de suas lutas diárias, envolvendo-se e tocando a carne sofredora de Cristo no povo (EG n. 24).

Atividades na Arquidiocese Abertura do Mês Missionário Extraordinário celebrada no dia 28 de setembro na Catedral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Show Missionário da Infância e Adolescência Missionária será dia 26 de outubro, às 13 horas, na Paróquia São Cristóvão. Algumas atividades nos setores: Boqueirão: Dia 28/09 às 16h - Missa de abertura do Mês Missionário praça Nossa Senhora do Carmo.

Cabral: Ação Missionária na Comunidade Esperança, território paroquial Nossa senhora de Nazaré na segundo quinzena do mês de outubro. Pinheirinho: Dia 05/10 às 19h Missa abertura do Mês Missionário na paróquia Nossa Senhora Auxiliadora.1 Orleans: Haverá tarde de missão na Paroquia São João Batista e na Paróquia Santa Edwiges, além de novenas missionárias. Santa Felicidade: Missa de encerramento do MME dia 27/10 na paroquia Nossa Senhora da Conceição – Butiatuvinha

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Testemunhos Missionários

Casal de leigos missionários na Guiné Bissau traz seu testemunho PÉRCIO E MÁRCIA VITÓRIA

Somos da Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, Comunidade Nossa Senhora de Fátima do Setor Pinheirinho. A experiência que estamos vivendo é testemunhar a nossa fé com o nosso simples gesto como um casal engajado na igreja. Aceitamos estar aqui à frente da Missão São Paulo VI, porque fizemos a experiência de amor com o Senhor Jesus. Fomos convidados por conta da nossa caminhada missionária no Regional Sul 2. "Quando o coração arde os pés partem". Estar aqui na África, no país de Guiné Bissau, é um presente de Deus e uma experiência magnífica, pois nos ajuda a crescer pessoal e espiritualmente. Viver com esse povo tão sofrido, mas um povo alegre, acolhedor e esperançoso. Aprendemos a viver a providência divina dia a dia. E temos no nosso coração: “Eles não têm nada, mas agradecem por tudo e nós temos tudo e reclamos por nada.” A missão tem 3 eixos: Evangelização, Saúde e Educação. Hoje estamos em 5 missionários e cada um acompanha uma pastoral e ajuda em um dos 3 eixos. Não temos experiência na área de saúde e educação, mas sentíamos um grande anseio em ajudar. A partir daí entramos em oração para discernir onde poderíamos ajudar. Numa tarde, fazendo uma visita no hospital, conversando com os enfermeiros eles contavam a dificuldade que tinham com as grávidas que moravam nas tabancas (pequenos vilarejos). Ouvimos deles que elas não iam até o hospital para as consultas de pré-natal por falta de transporte e eles não tinham recursos para ir até elas. Ouvimos todos. Voltando para casa continuamos com as orações e veio ao coração que tínhamos que fazer algo para chegar a saúde até as tabancas. No dia seguinte, conversando com os missionários da casa, relatamos o que ouvimos dos enfermeiros e juntos tivemos uma decisão que deveríamos fazer uma parceria: ao invés de elas irem até o hospital o hospital é que iria até elas. Após essa conversa retornamos e fomos falar com o diretor da instituição, Dr. Albino. Explicamos o que havíamos conversado com os enfermeiros e apresentamos a ele a proposta de levar o hospital até as tabancas. Ele ficou contente ao ouvir a proposta. A partir dessa conversa a missão fez a parceria com o hospital, nós disponibilizamos o carro e o combustível e o hospital disponibiliza os enfermeiros, e juntos vamos até as tabancas.

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Dessa forma, a Missão Católica São Paulo VI faz chegar a saúde em locais de difícil acesso. Esse atendimento é prestado todas as sextas-feiras. O projeto, que começou com o atendimento às grávidas, foi estendido para as crianças e todas as pessoas das tabancas. Quando conversamos com algum amigo a primeira pergunta que ele nos faz é sempre a mesma: “Lá é pobreza extrema como os filmes e as reportagens mostram?” Nossa resposta é: Pobre somos nós, pois eles são pobres economicamente, mas ricos de alegria, partilha, acolhimento, o que nós já perdemos há muito tempo. Digo isto pelo que vou testemunhar para vocês: Toda quinta-feira na tabanca onde moramos (um vilarejo chamado Quebo) tem uma grande feira, e fomos até lá para comprar frutas e verduras. Chegamos em uma banca de frutas e compramos algumas maçãs. Ao pagar por elas acabamos dando mil francos a mais do seu valor. Saímos para outra banca de verduras e de repente alguém nos puxou pelo braço e devolveu os mil francos que pagamos a mais. Isto nos chamou muito a atenção, pois com os mil francos ela poderia comprar alimentos para uma refeição, mas preferiu devolver o dinheiro. Fica a pergunta: se fosse no Brasil a pessoa que recebeu devolveria? Por isso pensamos que pobre somos nós!


Atividades missionárias em nossa comunidade Testemunho de um trabalho de leigos em apoio a migrantes MARLUCE BAIÃO BELY

Sou uma leiga, casada, do Santuário Paróquia N. Sr.ª da Salette, integrante do COMIDI e do Movimento dos Focolares. Quero partilhar com vocês uma divina aventura missionária que vivemos com a chegada dos irmãos venezuelanos em Curitiba. Tudo começou em 18 de novembro de 2018, quando o Papa lançou o desafio de vivermos o Dia Mundial do Pobre. Nossa Arquidiocese de Curitiba, em espírito de comunhão, convocou todas as paróquias a fazerem a experiência da Mesa Fraterna. O Santuário Salette decidiu que nossa convivência seria com venezuelanos que estavam no Abrigo Dom Oscar Romero, na Vila Fanny. Sentar-me com minha família à mesa com alguns venezuelanos foi o suficiente para entender que a realidade de cada um era um campo de missão, seria impossível nos omitir. Não podíamos cruzar os braços, mas sim abri-los para acolhê-los, e isso mudou completamente nossas vidas. Digo “NOSSA” porque essa aventura já não podia mais ser vivida sozinha. Além dos membros do Santuário Salette, que não pouparam esforços, muitos foram se juntando a nós e passamos a nos identificar como um grupo inter paroquial e ecumênico que chamamos de “Fraternidade Sem Fronteiras”. Acompanhamos esses irmãos venezuelanos em todas as suas etapas: a busca por moradia, sua subsistência com alimentos, roupas, calçados, cobertas, os móveis e itens para mobiliar e equipar suas casas e o maior dos desafios, a busca de emprego. Na prática, com nossa presença pessoal e constante na vida de mais de 90 famílias, que envolve mais de 300 pessoas, já vivíamos o lema da Semana do Migrante: “Acolher, proteger, promover, integrar e celebrar. A luta é todo dia”. Acolhemos: acompanhamos desde a chegada no aeroporto ou abrigo provisório. Houve até quem teve a santa ousadia de acolher famílias em sua casa até que tivessem para onde ir. Protegemos: fazemos com que sejam atendidos com alimentos, cobertas, roupas, calçados, remédios e demais bens materiais. Promovemos: Para alguns, encaminhamos documentação, elaboramos currículos, tentamos fazer a ponte para que possam se beneficiar de assistência social e cursos de capacitação. Integramos: Identificamos a paróquia mais próxima, fazemos a ponte. Celebramos: Tudo vira oração e gratidão. Muitos dos atendidos já querem participar de encontros e celebrações conosco, além de quererem auxiliar seu povo nessa ação missionária. O trabalho missionário cresce cada vez mais. Aqueles

que são amados, costumam ser solidários e indicam o caminho da ajuda para seus amigos ou nos ligam para falar que alguns dos seus irmãos estão passando frio ou fome. Procuramos dar o melhor para eles sentiremse amados por Deus através de nós. E a multiplicação das doações nos surpreendem. Alguém nos pede algo que não temos, mas podemos acolher suas dores. Em pouco tempo, alguém nos liga dizendo que tem aquilo para doar. Muitos ligam oferecendo ajuda concreta com doações e nem sabemos como conseguiram nosso contato. Nesta nova fase de atuação e ajuda efetiva, queremos canalizar nossos esforços para a busca de emprego.Precisamos inseri-los no mercado de trabalho e, assim, vivermos com eles a alegria da conquista da autonomia financeira. Na busca por parcerias, surgiu uma bela iniciativa: Projeto Um por Cento que os auxilia fazendo os Currículos em português e fazendo o link entre suas experiências na Venezuela com o que podem fazer aqui no Brasil. Essa nossa iniciativa foi reconhecida como Boas Práticas e consta na plataforma “Empresas com Refugiados” da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e do Pacto Global da ONU (www.empresascomrefugiados.com.br). Se você é empresário e tiver vaga em sua empresa, acesse o link para aceitar em seu quadro de funcionários um migrante. Estamos com duas campanhas que sentimos serem fundamentais em nossa missão: 1) Conseguir cartão transporte para possibilitar o deslocamento para os inúmeros que estão na fase de busca por emprego. 2) Oferecer uma Bíblia para todos aqueles que não tem e desejam. Nossa maior recompensa? Muitos sorrisos, abraços, palavras de gratidão, bênçãos (Dios le bendiga!) e o encontro concreto com Deus: nós em cada um deles e eles através de nós! SOMOS TODOS IRMÃOS! Venha conosco! Vivamos, de forma concreta, o Estado Permanente de Missão!

EXPEDIENTE COMISSÃO DA DIMENSÃO MISSIONÁRIA: Coordenador: Padre Marcondes. Secretária: Elania Bueno - 2105-6376. E-mail: elaniacmb@mitradecuritiba.org.br

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Vocações / Especial Mês Missionário

JEAN MARCOS PEDROZO Seminarista

Jesus no rosto do povo do Araguaia: Testemunho de seminarista em missão Ad Gentes

No processo formativo, os futuros padres da nossa Arquidiocese passam por um tempo de missão Ad Gentes. Os seminaristas que terminam a etapa da teologia são enviados para um período de missão e um dos primeiros lugares tem sido nossa igreja irmã, a Prelazia de São Félix do Araguaia, situada no Estado do Mato Grosso. Eu, como seminarista, fui encaminhado para a paróquia São João Batista, cujo pároco é o Pe. Tiago Polonha, padre da nossa arquidiocese. Paróquia formada por 18 comunidades, sendo três na cidade e as demais todas no sertão. Nossa equipe de pastoral é formada pelo Pe. Tiago, duas irmãs religiosas da congregação Escolares de Nossa Senhora, eu como seminarista e um jovem leigo que está em tempo de discernimento vocacional. Durante o processo formativo sempre valorizei a missão e, particularmente, tive a oportunidade de realizar duas missões, uma primeira em 2016 na cidade de Porto Velho (RO) e a segunda em 2018 na cidade de Santarém (PA), ambas de um mês apenas. Já a missão deste ano é mais longa: até dezembro completará nove meses. Aqui tenho aprendido a olhar a Igreja de outro modo. Pude chegar e viver com eles a partir do modo deles, sem impor o que sei. As celebrações no sertão são compostas de encontros nas casas, lembrando as primeiras comunidades, a fé simples e sincera das pessoas, com o povo sofrido que lutou pelo seu pedaço de terra e que luta constantemente pela vida e pela dignidade de sua família. A alegria sempre presente no modo de celebrar com cantos festivos, gestos, com panos em cores bem vivas. Encontros formativos sempre recordando a luta do povo, lembrando pessoas que se doaram e deixaram suas marcas na vida de tanta gente na dedicação pelo Reino. Desta forma, há sempre a partilha e a escuta, pois se quer caminhar junto, de mãos dadas, com uma única intenção e direção. Cheguei na paróquia no dia 16 de março de 2019 e a primeira comunidade que visitei é chamada Santa Lucia. A acolhida foi algo muito impactante e o sentimento é como se eu já participasse da comunidade com eles. A missa aconteceu na casa de uma família embaixo de um pé de manga, todos reunidos ao redor da mesa. A partilha da vida, dos dons, dos alimentos é algo que acontece naturalmente entre eles como modo deles de ser. Na minha caminhada vocacional o que mais me marcou aqui foi a oportunidade de conduzir o tríduo pascal

Primeira comunidade que visitei: Santa Lucia

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pela primeira vez, presidir por várias vezes a celebração da Palavra nas comunidades do sertão, promover alguns encontros de catequese e batizar 10 crianças. Claro, sem falar na presença na Pastoral da Juventude da paróquia ajudando-me a ser quem eu sou, jovem. Recentemente também iniciamos a Pastoral dos coroinhas, dando espaço às crianças para ajudarem na liturgia e principalmente colaborando no discernimento vocacional. Este tempo tem sido importante para mim. Pude me confrontar sem medo e, na mesma proporção, me colocar a serviço da comunidade e das pessoas, e percebi que às vezes estar junto e escutar já é o suficiente para ajudar. Estar disponível para amar e ajudar alguém nem sempre é fácil, mas aquele que está aberto a ser discípulo de Jesus precisa aceitar, abraçar e seguir Àquele que nos ensina a sair de si e a servir aquele que precisa. Agradeço profundamente a Deus, ao Dom Peruzzo e à formação de Curitiba por ter me concedido essa graça de viver esse tempo de missão. Para mim está sendo de suma importância. Tenho aproveitado cada momento e aprendido muito com esse povo. Esse ano a Prelazia de São Félix está celebrando seu Jubileu dos 50 anos de fundação. Acontecem vários momentos celebrativos de histórias, momentos e pessoas que marcaram a Prelazia e que, ao serem recordadas e lembradas, ajudam o povo a continuar a caminhar, a não desistir nas suas dificuldades, a somarem forças e a olharem para Jesus, modelo de fidelidade a Deus e amor ao povo. Bem como na nossa Arquidiocese, aqui também tem suas dificuldades e problemas. Mas com esse ano jubilar, buscando com a história do povo e da Igreja do Araguaia forças para continuar a lutar e a sonhar por uma igreja viva e simples que nos santifica aqui e agora. A Exortação Apostólica do Papa Francisco Gaudete et exsultate nos diz assim: “A Igreja precisa de missionários apaixonados, devorados pelo entusiasmo de comunicar a verdadeira vida” (n. 138). Que nós, seguidores de Cristo, estejamos abertos ao chamado para sair em missão, a doar um pouco do que temos a tantos que não possuem nada. Há tantos povos que precisam do nosso sim e do pouco que temos para partilhar. Estejamos dispostos a aceitar esse chamado de Jesus, a nos encorajar a amar o diferente e a se lançar na alegria da missão, como missionários apaixonados por Cristo, pela Igreja e principalmente pelo irmão (ã), pelo outro (a).

Encontro com todos os agentes de pastoral da Prelazia (Bolão)

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Encontro formativo para catequistas


Outubro Missionário

Missões nas Paróquias Em diversas paróquias da Arquidiocese de Curitiba há boas iniciativas em andamento para organização das missões A Paróquia São José das Famílias é uma das que tem um bom exemplo a contar. O pároco, Padre Maurício Serafim da Costa, conta que há tempos são realizadas as visitas missionárias, mas sentia a necessidade de organizar com maior ardor a resposta ao chamado do Papa em ser uma Igreja em Saída, indo além das visitas. Por isso houve um trabalho de animação entre a comunidade para formar o COMIPA - Conselho Missionário Paroquial, visando com o conselho incentivar os pequenos grupos de reflexão nas casas para que formem verdadeiras comunidades de fé. "Estivemos desde o final do ano passado nos reunindo, fazendo formações e dando início a um trabalho concreto de organização da dimen-

são missionária em nossa paróquia. Com o COMIPA, a paróquia tem promovido o terço missionário na praça todo mês. As famílias farão visitas para bênçãos nas casas permanentemente, além de uma série de atividades para o mês missionário, incluindo a procissão com enfoque missionário no dia de Nossa Senhora Aparecida", comentou o pároco.

Formação de Comunidade Eclesial Missionária: Paróquia Imaculada Conceição A Paróquia Imaculada Conceição, no bairro do Guabirotuba, está em estado permanente de Missão. Desde 2016, realiza mensalmente visita às casas do bairro. A concentração acontece no salão paroquial, onde os missionários se reúnem e se preparam para sair às casas abençoando as famílias, conhecendo melhor a comunidade e se integrando às pastorais, grupos e movimentos. Em 2019, depois de já realizar a visita em todo o território, cadastrar as famílias e levar o atendimento de Ministros da Sagrada Comunhão, Pastoral da Pessoa Idosa, da Criança, Social, do Batismo e, principalmente, das Mensageiras das Capelinhas, sentiu-se que era o momento de criar a Comunidade Eclesial Missionária, ou seja, pequenos grupos de reflexão e oração. Por orientação do pároco Padre Kleina os missionários realizaram os convites durante as visitas e organizaram os primeiros encontros. Segundo Ozana Campos, do COMIPA da paróquia, a aceitação por parte da comunidade foi excelente. “A comunidade aceitou o convite.

Iniciamos com um grupo, que organizamos por proximidade. Já temos solicitação de novos grupos, que logo passarão a se reunir também”, afirma. Ozana explica que alguém da comissão organizadora sempre participa destes primeiros encontros para orientar quanto às reflexões, as orações e a periodicidade dos encontros. “A comunidade se sente muito mais próxima da nossa igreja, pois sabe que estamos cuidando deles”. Para ela, como missionária, é um trabalho gratificante. “É muito enriquecedor para todos nós, missionários. Levamos, mas aprendemos muito sobre a missão de ser cristão”.

Neste mês missionário, propomos que conte as experiências missionárias de sua comunidade e paróquia. Envie para comunicacao@mitradecuritiba.org.br ou lance em suas redes com a hashtag #MesMissionarioCWB

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Reflexões: Missões

PE. RIVAEL DE JESUS NACIMENTO Reitor do Santuário Diocesano Nossa Senhora de Lourdes

A Evangelização no Mundo Urbano “Jesus percorria, então todas as cidades e povoados, ensinando em todas as sinagogas, proclamando o Reino de Deus” (Mt 9, 35) O mundo urbanizado é o cenário da evangelização no mundo atual, uma vez que mais de 80% da população vive na cidade. Como entender essa cidade marcada por miséria e violência? Qual seria a nossa ação como cristãos? A resposta se dá na vivência da pequena comunidade na cidade. Essa pequena comunidade deve ser sinal de esperança para uma nova humanidade e para a construção do Reino de Deus. As pequenas comunidades, ou setorização, sobre as quais já ouvimos falar logo após o Concílio Vaticano II, no Documento de Medellín, implodiram um novo pensar e agir em toda a pastoral no Brasil. No campo pastoral surgiram palavras como enculturação, nova evangelização e missionariedade, todas fundamentadas nos documentos latino-americanos. O Documento de Aparecida retoma a missão como chave de evangelização com discípulos e missionários, trazendo uma nova roupagem com o desejo do anúncio de Cristo. Para nós pastores e formadores do povo de Deus a pequena comunidade tem uma relevância muito grande em uma paróquia e na evangelização. Aqui partilho um pouco com vocês leitores do que vivo e aprendo em minha experiência na cidade, com gente que já tinha chegado no bairro onde estou e com muitos que chegaram. Eu aprendi a ser comunidade, participando da vida em comum na oração e na força da Palavra de Deus com vizinhos e vizinhas. Certa vez, em um encontro da Assembleia do Povo de Deus, do Regional, comentei com Dom Orlando Brandes, então arcebispo de Londrina, minha experiência de fé na pequena comunidade do meu bairro, na minha cidade, em Rio Branco do Sul. Ele disse: “partilhe com o grupo todo”. E assim o fiz. Ele é um grande entusiasta das pequenas comunidades. Com alegria, lembremos da boa experiência de setorização e vivência que tanto Dom Orlando motivou na Diocese de Joinville e por onde passa.

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Mas dentro desse espírito de comunidade me formei e trouxe para o meu ministério, quando fui pároco em Anjo da Guarda na Cachoeira, Almirante Tamandaré, sempre motivei as pequenas comunidades. Nunca esqueço dos bons frutos, dos líderes que surgiram com as missas, mas também encontros e sinais de esperança. Aqui no Campo Comprido busco há 6 anos dar continuidade no que acredito. Cada paróquia com sua realidade, mas reforço que a nova comunidade deve ser repensada e adequada com nova linguagem, novo ardor e nova metodologia, dentro dos novos tempos. Todos os meus paroquianos sabem que quem participar do setor, como aqui falamos, tem uma experiência e visão eclesial diferenciada. Em nossa comunidade do Santuário Diocesano Nossa Senhora de Lourdes, como em todas as paróquias, há uma grande pluralidade. Entretanto, o espírito de unidade permanece. Todos nós, os líderes, os ministros da sagrada comunhão, procuramos adequar muito a realidade, não tem “fórmula secreta”, é o discernimento do espírito que muito tem nos ajudado. E assim temos descoberto novas pessoas, novos líderes e, em alguns prédios e condomínios, muita vivacidade do testemunho do amor de Deus. Neste artigo contemplo a foto de um dos grupos bem animado de nossa comunidade; onde moram são quatro torres, com três capelinhas, que é a chave de entrada nos condomínios. Com estes moradores, com os que estão nos antigos loteamentos aqui do bairro, sonhamos o Reino de Deus. O sonho que aprendi na infância e que vivo em meu ministério. Por fim, tenhamos a certeza de que em tempos de mudanças, setores de esperança fazem a diferença em nossa vida eclesial para todos nós vocacionados para testemunharmos a alegria e esperança.


Dia do Educador

DIÁCONO EDILSON DA COSTA Assessor da Pastoral da Educação da Arquidiocese de Curitiba

Bem-Aventuranças dos educadores

- Bem-aventurados por serem pessoas vocacionadas, que fizeram uma jornada pessoal de fé, escolhendo estar a serviço da vida, do estudo, da profissão. Suas ações transmitem credibilidade, pois são fruto de experiência eclesial e profissional, com a qual convivem de maneira convicta e consciente. - Bem-aventurados porque puderam fazer uma escolha, optar pelo mundo da Educação, atuando no serviço educacional, verdadeiro ministério, não como um compromisso entre muitos, mas como doação da vida, que é sua resposta a um chamado para servir ao crescimento de seus irmãos. Em sua vida, educar é e será sempre uma experiência fascinante pois hoje, mais do que nunca, é preciso dedicar tempo e energia a fim de adquirir competências e habilidades cada vez mais qualificadas. - Bem-aventurados porque são seres relacionais, capazes de relacionamentos discretos e intencionais: discretos, porque não substituem o Espírito e a responsabilidade daqueles que devem fazer suas próprias escolhas de maturidade; pró-ativos, porque despertam nas pessoas o encanto por estilos de vida mais coerentes e sublimes, exemplificados pelo testemunho de quem já trilhou uma parte da caminhada. - Bem-aventurados por serem expressão de comunhão, não agindo isoladamente, mas como parte viva de uma comunidade que expressa sua responsabilidade educacional por meio deles. Em sua missão, mostram que não estão sozinhos nem agem de ma-

CNS photo/L’Osservatore Romano via Reuters

Lá se vão quase duas décadas do século 21, e vivemos tempos de crise: nas famílias, na sociedade e como reflexo, na Educação. Com a chegada de mais um 15 de outubro, dia dedicado aos educadores, poderíamos questionar se há motivos para comemorar. Mas como educadores cristãos, o que poderia ser respondido com um óbvio "não", merece reflexão. Afinal, buscamos ser agentes de transformação, e como ensina o Papa Francisco, é a alegria do Evangelho que enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus (Evangelii Gaudium). Ser alegre é sinônimo de ser feliz, e felizes e bem-aventurados são os educadores:

neira solitária, mas que alcançarão seu objetivo no trabalho sendo parte de uma experiência comunitária maior, da qual recebem ajuda e apoio, assumindo também sua responsabilidade. - Bem-aventurados porque sabem ouvir o Espírito Santo, pois como batizados, entregam ao Espírito a direção de toda ação educacional. Testemunham isso em suas palavras e ações quando, usando seus talentos, criam as condições adequadas para uma Educação libertadora. - Bem-aventurados porque são testemunhas, pelo exemplo, da fé que comunicam, da Igreja da qual fazem parte, da comunidade educacional à qual pertencem. Para isso, comprometem-se em cuidar da fé, em crescer com as pessoas que lhes foram confiadas. Vivem intensamente a jornada de sua comunidade eclesial tornando-se eficazes agentes da Pastoral da Educação promovendo, articulando e organizando ações evangelizadoras no mundo da Educação, como sinais do Reino de Deus e, a partir da identificação com Jesus Mestre, auxiliando na construção de um ser humano fraterno, livre, consciente, comprometido e ético. - Bem-aventurados por terem ao seu lado um Deus apaixonado, que vai ao encontro acalmando o coração, conforme diz no Livro da Vida (V 25,18) Santa Teresa, padroeira dos educadores e de quem a Igreja faz memória em 15 de outubro: "Não tenhas medo, sou eu e não te desampararei, não temas".

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Liturgia

DIÁC. CLEVERSON MARTINS TEIXEIRA Comissão Litúrgica da Arquidiocese de Curitiba

Maria na Liturgia O dia 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, nos traz a reflexão sobre Maria na Liturgia e os elementos presentes na liturgia na Solenidade A Igreja, desde os primórdios, venera a Sempre Virgem Maria e, na Liturgia, a ela concede um especial lugar. Ela nos auxilia no encontro com seu filho Jesus, porque Maria é aquela que soube ouvir a Palavra de Deus, acolhendo-a com fé, ensinando-nos a abrir nosso coração para acolher o que o Senhor nos pede, e assim o Cristo seja concebido em nós. Maria é a mulher da oração, que humildemente se volta a Deus manifestando sua fé, esperança e confiança no Todo-poderoso. Ensina-nos a importância de conectar nosso coração ao Coração do Senhor por meio da oração. Ao trazermos Maria para nossas celebrações litúrgicas temos que cuidar zelosamente para que esteja no lugar especialmente a ela reservado. Mas que lugar é este? Tendo em vista que o centro da liturgia é Jesus Cristo, pois celebramos o mistério Pascal do Verbo Encarnado, e que Maria aponta-nos para o caminho da salvação que é Jesus Cristo, dedicamos a ela alguns espaços no rito litúrgico. Encontramos a Virgem Maria na Profissão de Fé e na Prece Eucarística, sendo esta “uma evocação cotidiana, pelo lugar em que foi colocada, no coração do Sacrifício divino, deve ser considerada forma particularmente expressiva do culto que a Igreja tributa à Mãe de Deus” (Marialis Cultus, 10). Como fazer na missa de Nossa Senhora Aparecida? A memória de Nossa Senhora da Conceição Aparecida é celebrada na Igreja do Brasil como Solenidade, pois Maria aqui invocada sob o título de Aparecida foi elevada a padroeira nacional pelo Papa Pio XI. Por este motivo, todo dia 12 de outubro celebra-se solenemente em nossas comunidades, em qualquer horário, mesmo este ano caindo num sábado, a padroeira do Brasil conforme nos orienta o Papa Pio XI em sua Bula Apostólica. Contendo elementos próprios de uma solenidade: hino de louvor, orações da coleta sobre as oferendas e pós-comunhão próprias da solenidade, duas leituras, o Evangelho e a Profissão de fé. Ao compor as preces devemos atentar para dizer que nossas orações são elevadas a Deus por intercessão

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de Maria, pois este é o papel fundamental da Mãe do Senhor, interceder por estes filhos e filhas. Se for realizar uma procissão de entrada utilizando a imagem de Nossa Senhora Aparecida coloque-a após a cruz, evitando retirar os elementos próprios da procissão de entrada e colocando Maria como aquela que caminha junto com o Povo de Deus. E quais são estes elementos próprios? A cruz, o Evangelho (levado pelo diácono) e o presidente da celebração. Observando que Cristo é o centro de nossa ação litúrgica e que Maria age apontando-nos para o mistério da Salvação. Ela merece nossa especial atenção, mas isso não significa que a liturgia deve ser exclusivamente mariana, por exemplo, que todos os cantos tenham que ter Maria na letra. Devemos cuidar para que as partes cantadas da missa permaneçam fiéis aos textos litúrgicos e que nos momentos próprios (entrada e final) possamos colocar esta personagem tão singular e especial. Concebemos Maria como Virgem oferente, aquela que leva o Filho a Jerusalém para oferecer ao Senhor, como nos ensina São Bernardo: “Oferece, Virgem santa, o teu Filho e apresenta ao Senhor o fruto bendito do teu ventre. Sim! Oferece a hóstia santa e agradável a Deus, para reconciliação de todos nós!”. Por este motivo o canto de ofertório também pode conter este fato, pois nós também oferecemos nossos dons ao Senhor para tornar-se sinal da nossa Salvação. Todas as orientações aqui colocadas servem para enaltecer ainda mais a Virgem Santíssima, sem tirar o foco de seu Filho Jesus, centro da nossa fé e da nossa vivência cristã. Que Nossa Senhora Aparecida, Mãe do Salvador, interceda hoje e sempre por nós.


Reflexão

JOÃO FERREIRA SANTIAGO Teólogo, poeta e professor de Teologia na Faculdade São Braz

CEBs, um novo e antigo jeito de Ser Igreja como o Povo de Deus para transformar o mundo A cada edição da Revista Voz da Igreja, a Comissão da Dimensão Social apresenta uma pastoral ou movimento. Conheça melhor nesta edição as CEBs – Comunidades Eclesiais de Base Inspiradas nas primeiras comunidades cristãs, no que a história da Igreja e do cristianismo convencionou chamar Igreja Primitiva; gestadas e nascidas pelo acontecimento do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), com o conceito de Igreja Povo de Deus; nascidas e batizadas na Conferência Episcopal de Medellín, como Igreja Libertadora (1968); fundamentadas nas Comunidades do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 2, 42-47); ressurgiu este jeito de ser Igreja na América Latina e com muito vigor profético, no Brasil. Fortalecidas com as orientações da Conferência Episcopal de Puebla (1979), com a profética opção preferencial pelos pobres, as CEBs se fizeram realidade, como Igreja presente no meio do povo. Milhares de pequenas comunidades, em círculos bíblicos, a partir da realidade concreta, encarnando a Palavra na vida do povo pobre. Inspiradas também pela Teologia da Libertação, que atualiza a teologia dos profetas (Am 2, 6-8), Isaías (Is 32, 1520), Miquéias (Mq 3, 9-12), e, sobretudo, com as bênçãos e o testemunho de muitos Bispos como: Dom Helder Câmara; Dom Paulo Evaristo Arns; Dom Aloísio Lorscheider; Dom Pedro Casaldáliga; Dom José Maria Pires, conhecido como “Dom Pelé”, o Bispo da causa negra; e tantos outros. Inúmeros teólogos também são fontes de inspiração, como o Frei Betto, José Comblin, João Batista Libanio, Clodovis Boff, Leonardo Boff, Marcelo Barros e muitos outros da América Latina, da América Central e do Caribe. Ainda, revelando o rosto, a liberdade, as opções e a identidade de Jesus de Nazaré, nos rostos de milhões de homens e mulheres, camponeses; operários nas fábricas; dando concretude ao ecumenismo ao celebrar com as diversas Religiões Cristãs; vivendo um Diálogo Inter-religioso com as Religiões de Matriz Africana; com os Terreiros, Ocas e Tendas, a partir a Leitura Orante da Bíblia; reconhecendo o rosto de Deus em todos os rostos e introduzindo ao Cristianismo Católico as dimensões de Ecologia, da Política e da Diversidade, expressão máxima da Criação. Assim, chegamos às novas hermenêuticas e metodologias, como a do Triângulo Hermenêutico do Frei Carlos Mestre e do CEBI. Composto pela Realidade, pela Bíblia e pela Comunidade. “Precisamos fazer uma interpretação que ajude o povo reapropriar-se da Bíblia como um Livro que lhe pertence”, profetizou Frei Carlos. O que revela quem são as CEBs, o que elas representam, acreditam e significam, faz parte de uma rede temática que, a partir da realidade dos pobres e oprimidos, acre-

dita que o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, de Moisés, de Maria, e de Jesus, é o Deus da libertação dos pobres (Lc 4, 18-21). O livro “Dom Paulo Evaristo Cardeal Arns – Pastor das Periferias, dos Pobres e da Justiça” nos mostra os princípios cristãos que definem o lugar das CEBs no Brasil. Nele é dito que a doutrina social da igreja [DSI] constitui um conjunto de princípios orientadores de uma ética – católica e cristã, mas transcendental – capaz de nortear atitudes, comportamentos e moral humana, na perspectiva da transformação e de construção de uma sociedade mais justa e digna. Está norteada por seis importantes princípios: 1) A dignidade inalienável da pessoa humana; 2) A primazia do bem comum sobre os interesses privados; 3) A destinação universal para todos os bens criados; 4) A primazia do trabalho sobre o capital; 5) O princípio da subsidiariedade, que prevê a descentralização em todos os níveis da sociedade; 6) O princípio da solidariedade, através do qual cada um se constrói na solidariedade com o outro. Onde as CEBs existem estes seis temas são sempre bandeiras de lutas e objetivos a serem alcançados. Na busca por contribuir com a compreensão das CEBs e de seu lugar, bem como de sua missão na Igreja, o teólogo Faustino Teixeira, ao falar do Concílio Vaticano II, afirma que ali os bispos, pela primeira vez na história do continente, destrelam a Igreja Católica Romana de seus históricos compromissos com as elites dominantes latino-americanas e conclamam a Igreja a uma tríplice opção preferencial: pelos pobres, pelos jovens e pelas Comunidades Eclesiais de Base. Na raiz e gênese de todo esse processo de renovação da estrutura católico-romana é mister observar a importante contribuição de movimentos e personalidades católicas (bispos comprometidos) que muito influíram, tanto no desenvolvimento do Concílio Vaticano como na própria Conferência Episcopal do continente. A Espiritualidade Libertadora de Jesus de Nazaré foi vivida intensamente pelas CEBs no 11º Intereclesial em Ipatinga-MG, em 2005. Espiritualidade na Tradição Bíblica; Espiritualidade do Seguimento de Jesus no Compromisso com os Excluídos; A Espiritualidade nas Religiões Afro-Brasileiras; Mulheres em busca de uma Nova Espiritualidade. As CEBs celebram a partir dos vínculos fortes existentes entre a fé e a vida, entre a fé e a política. A Teologia do essencial praticada por Jesus, mostrando que em qualquer situação a vida é sempre o essencial, tudo o mais vem em segundo momento (Mc 2, 23-28). Arquidiocese de Curitiba | Outubro 2019

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Sínodo para a Amazônia

Dom Cláudio Hummes esteve em Curitiba para uma palestra sobre Sínodo para a Amazônia “O Sínodo indica novos caminhos para uma Igreja com rosto amazônico”, comentou o cardeal

Mais de trezentas pessoas lotaram o salão paroquial do Santuário Sagrado Coração de Jesus, no Água Verde, no dia 13 de setembro, para ouvir o Arcebispo Emérito de São Paulo Cardeal Dom Cláudio Hummes, relator geral do Sínodo para a Amazônia. O diálogo com Dom Cláudio aconteceu no evento “Diálogos Contemporâneos”, promovido pelo Instituto Ciência e Fé, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), com o objetivo de refletir sobre a ecologia integral sob a ótica cristã. Durante sua exposição, Dom Cláudio Hummes relatou que o Papa Francisco se deu conta da importância da Amazônia graças à insistência dos bispos brasileiros manifestada durante a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, realizada em 2007 em Aparecida. No ano de 2015 o Papa Francisco demonstrou seu desejo de reunir todos os bispos da região pan-amazônica para tratar do tema, e em 2017 o Sínodo foi oficialmente anunciado. O Sínodo foi uma resposta do Papa Francisco à realidade da Pan-Amazônia. “O objetivo principal

desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta”, afirmou o Papa. Dom Cláudio também relatou que de 2011 a 2017 percorreu toda a Floresta Amazônica, passando por 38 dioceses e prelazias, para conhecer melhor a região e seus povos, constatando o quanto se faz necessária a presença da Igreja. “A Igreja não pode ficar na zona de conforto, ela tem que caminhar com todos, com prioridade para as periferias. Deve ser inclusiva e acolhedora”, ressaltou. O Sínodo é uma assembleia presidida pelo Papa que reúne bispos para tratar de temas concernentes à Igreja. O encontro dos bispos pan-americanos com o Papa Francisco terá como tema “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral” e acontecerá nos dias 6 a 27 de outubro deste ano no Vaticano.

Em comunhão com o Sínodo, que acontecerá em Roma entre os dias 06 a 27 de outubro: 10/10: A Voz da Amazônia 17/10: Ecologia Integral: o clamor da terra e dos pobres 24/10: Igreja profética na Amazônia: desafios e esperanças Das 19h às 21h. Na Paróquia Bom Jesus dos Perdões - Praça Rui Barbosa, Curitiba

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Igreja solidária, Igreja que ama

Pastorais se mobilizam na Paróquia Maria Mãe da Igreja para dar moradia digna a uma idosa Uma ação solidária muito especial se concretizou no mês de setembro envolvendo pastorais sociais e do dízimo na Paróquia Maria Mãe da Igreja, no Bairro Alto, em Curitiba. Por iniciativa das pastorais, a comunidade se mobilizou para reconstruir a casa de uma idosa atendida pela ação social. A história é linda: Os coordenadores da Pastoral do Dízimo, Márcia e Antônio Maciel, se articularam com a Pastoral Social, coordenada por Fernanda Macchio, para ajudar nas ações sociais da paróquia. Nesta ação conjunta, visitaram a casa da Dona Iraci durante a distribuição mensal de cestas básicas à população mais vulnerável da região da Paróquia. “A casa estava em condições muito ruins, nem o banheiro funcionava”. A situação sensibilizou os agentes pastorais. Eles se mobilizaram, organizaram um jantar de massas apoiado pela Paróquia e divulgado pelo Pároco e deu muito certo, como relata Márcia: “A mão de obra do jantar foi toda voluntária, os ingredientes foram doados e a comunidade compareceu em peso. Conseguimos arrecadar o recurso que tínhamos como meta”. Logo iniciaram as obras. Não era possível aproveitar a estrutura da casa como estava. Foi demolida para então reconstruir outra no local, tendo havido conversa com a regional da prefeitura. “No primeiro sábado em que começou a obra estavam presentes voluntários com experiência em obras. Em apenas seis pessoas de manhã e nove à tarde, além de um grupo de apoio que providenciou o almoço para eles, foi possível ver no final da tarde a casa já levantada e coberta. Todos ficaram incrédulos: como pode em um dia uma casa estar quase pronta? Isso só nos deu a certeza de que foi obra do Espírito Santo”, comentou a coordenadora da Pastoral do Dízimo. Em mais dois finais de semana a obra foi sendo finalizada, enquanto Dona Iraci ficou morando na casa de uma filha dela. Outro filho dela esteve presente em todas as etapas da obra. Pintura, acabamentos, móveis... tudo foi sendo colocado para ficar uma moradia digna para a idosa. E tudo foi fruto de doações. Na entrega da casa muita emoção: Dona Iraci dos Santos ganhou uma casa nova, feita com muito mais do que bons materiais. Foi feita com o amor de um povo que só teve uma preocupação: fazer o bem ao próximo. O pároco Frei Gilson de Lima Freitas, osm, parabenizou a comunidade pela dedicação e lembrou que a solidariedade é cada vez mais presente junto aos fiéis: “Essa foi uma ação especial, mas a paróquia tem se mobilizado em diversas ocasiões. Existe um trabalho muito bonito de um grupo de paroquianos às segundas-feiras para dar comida aos pobres, por exemplo”. Para ele, o mais importante é a resposta da comunidade às reflexões acerca do Evangelho: “Temos falado sobre a oração e a ação. Temos que ter os dois. Enquanto tiver um pobre sem comida, sem roupa, sem teto, é sinal que não estamos plenamente colocando em prática o Evangelho. A Igreja tem que ir ao encontro do pobre”, comentou o pároco. A casa nova foi entregue no dia 21 de setembro.

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Dízimo

CLOVIS VENÂNCIO Pastoral Arquidiocesana do Dízimo

Dízimo:

Evangelização e Conversão O mês de outubro é o Mês Missionário e a Igreja propõe, principalmente neste período, que se realize ampla sensibilização com o objetivo de reavivar nos fiéis a consciência batismal em que todos são chamados e enviados a se tornarem discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo concretizando com alegria e entusiasmo o compromisso de contribuir no processo da EVANGELIZAÇÃO. Evangelizar é anunciar o Evangelho, apresentando às pessoas quem é Jesus e em que consiste a sua doutrina, os seus ensinamentos. O missionário é aquele que faz suas as palavras de Jesus, colocando Cristo e sua doutrina no centro de sua vida. Ser missionário é dar testemunho da fé que professa e, mesmo sem utilizar-se de palavras explícitas, anuncia com o seu testemunho de vida, pois vivenciar os ensinamentos de Jesus Cristo significa assumir a sua fé e seu amor a Deus. Quando o cristão vivencia aquilo que prega, de acordo com a sua fé, a verdadeira CONVERSÃO aconteceu em sua vida. Não é coerente falar sobre o amor e não viver o amor, falar sobre a justiça, mas não praticar a justiça, falar sobre o perdão e ser incapaz de perdoar quem lhe ofendeu. Assim, ressalte-se que CONVERSÃO não significa a mudança ou troca de uma religião ou Igreja por outra, mas sim a decisão de mudança de atitudes da pessoa dentro de sua própria fé religiosa ou da Igreja onde foi batizado. Converter-se é viver de acordo com os princípios da religião a que pertence. Todos são chamados a uma conversão sincera e, desta forma contagiar as pessoas anunciando o Evangelho com a própria vida. Disse Jesus: todo o que ouve as minhas palavras e as põe em prática pode ser comparado a um homem sensato, que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos; precipitaram-se contra esta casa, e ela não desabou, pois seus fundamentos assentavam-se na rocha (cf. Mt 7,24-25). Este deve ser o compromisso do cristão batizado: a busca da conversão pessoal e comunitária, pela prática diária do amor, da justiça e do perdão, pois falar sobre Jesus Cristo não é suficiente, o mais importante é ser discípulo missionário Dele, pela prática diária de Seus ensinamentos. A ação evangelizadora acontece quando se vive a Palavra, transformando-a em gestos concretos de

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amor e solidariedade, principalmente em favor dos pobres, excluídos e marginalizados. Pode-se dizer que a ação missionária acontece quando se decide sair para outros lugares e também quando se decide ficar e ser presença viva e atuante na comunidade. Neste contexto cabe ressaltar que a Igreja Católica, além das celebrações, eventos litúrgicos e atividades catequéticas, também procura realizar sua missão evangelizadora por meio da atuação dos diversos Movimentos e Pastorais bem estruturados, com integrantes preparados para cumprir suas atribuições previamente definidas, seguindo as diretrizes e orientações de lideranças que compõem a hierarquia eclesiástica. No caso específico da Pastoral do Dízimo, a evangelização se faz na medida em que se busca conscientizar as pessoas sobre os ensinamentos de Jesus Cristo relativamente às ambições desmesuradas, ao desapego dos bens materiais e o esforço em vencer o egoísmo humano por meio da prática da partilha não só de bens, mas também dos dons pessoais que todos recebemos do Criador. De fato, a experiência do dízimo leva-nos a integrar nossa vida com a nossa fé e, por meio da atuação de outras pastorais colaborando na prática da caridade. Portanto, a atividade principal dos integrantes da Pastoral do Dízimo visa orientar as pessoas de modo a entenderem que a contribuição dizimal é a forma mais coerente com os princípios do Evangelho, tanto para a manutenção do culto a Deus e da igreja, isto é, dioceses, paróquias e suas comunidades, bem como, para angariar os recursos necessários ao apoio às obras sociais da Igreja. A consciência de pertença à Igreja deve induzir o cristão a contribuir generosamente e de forma sistemática, mas sem constrangimento de qualquer espécie. Isso é, efetivamente, decorrência de uma autêntica Conversão Pessoal que, quando atinge o conjunto da comunidade caracteriza a formação do “Corpo de Cristo” e o desenvolvimento do “Espírito Comunitário” que une a todos como irmãos, já que filhos de um mesmo Pai. Em síntese, o DÍZIMO como expressão concreta de gratidão, de partilha e de participação é resultado de uma conversão pessoal e os fiéis dizimistas tornam-se corresponsáveis pela Igreja e sua obra evangelizadora.


TESTEMUNHO Fernando Cesar Dias Santuário Nossa Senhora dos Navegantes Navegantes/SC

Este depoimento tem o objetivo de louvar e agradecer a Deus pelo seu infinito amor e misericórdia, que nos cobre com tantas e inúmeras bênçãos e graças a todo instante de nossas vidas. No ano de 2003 passava por um período de muita instabilidade emocional e financeira. Estava mal empregado e sem perspectivas, pois já estava assim há vários anos. Afastado da Igreja e de Jesus, mas mesmo frequentando missas sem regularidade, o pensamento mergulhado somente em problemas. Em 2004 eu e minha esposa fomos convidados a participar da Pastoral do Dízimo no Santuário Nossa Senhora do Carmo, onde éramos paroquianos. Em 2007 fomos eleitos coordenadores da Pastoral do Dízimo paroquial. Como até então pouco sabíamos sobre dízimo, comecei a buscar conhecimentos para entender a minha missão. Compreendi que ser dizimista é viver o amor de Deus, é ser grato, é ter uma fé consciente e participativa na comunidade, na sociedade, sentindo muita confiança em Deus e na Sua providência. Participamos de vários Seminários e retiros sobre o Dízimo e o mais interessante é que sendo o mesmo tema, nunca tivemos um encontro igual aos demais, cada um nos trouxe muito crescimento. Em 2015, devido a problemas de saúde com meus pais precisamos sair de Curitiba e morar em Santa Catarina

para poder auxiliar no tratamento e cuidados com eles. Nesse período de transição ficamos um pouco afastados dos trabalhos pastorais. Mas a graça de Deus veio sobre nós de uma maneira muita intensa e significativa. Em 12 de agosto de 2016 sofri um sério acidente automobilístico, onde segundo os médicos só seriam possíveis, humanamente, dois resultados: ter falecido ou ter ficado tetraplégico. Fraturei cinco costelas, a clavícula e dinamitou a vértebra C4. Passei por uma cirurgia delicada e demorada, onde foi feito enxerto ósseo e aplicado uma artrodese entre as vértebras C3 e C5. Isso é uma grande graça. Deus, com certeza incumbiu-me de continuar minha missão. Quão grande é o amor de Deus! E em nome deste amor que o dízimo torna-se uma grande ferramenta de CONVERSÃO. Ele muda nossa forma de agir, de pensar, de evangelizar. Nos desapegamos de tudo que nos afasta do Caminho, da Verdade e da Vida. Seja um dizimista, viva de forma plena este amor infinito. Lute pelo Reino de Deus.

EXPEDIENTE COMISSÃO DA DIMENSÃO ECONÔMICA E DÍZIMO: Coordenador da Comissão e Pastoral do Dízimo: Wanderley Zocolotti. Padre Referencial da Pastoral do Dízimo: Pe. Anderson Bonin Secretária da Pastoral do Dízimo: Vanessa Langner - (41) 2105-6309. E-mail: dizimo@mitradecuritiba.org.br

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PADRE MAURÍCIO GOMES DOS ANJOS Coordenador Geral do Clero

Reflexão

Presbítero: Comunhão e Missão Nos dias 19 a 22 de agosto realizou-se na Diocese de São José dos Pinhais o Encontro Regional de Presbíteros. O tema abordado foi “Presbítero: Comunhão e Missão” e o lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). A assessoria foi do Padre José Carlos dos Santos, da Arquidiocese de Mariana. O evento contou com a presença de vários padres das dioceses do Paraná e a Arquidiocese de Curitiba esteve representada por alguns coordenadores dos setores pastorais, juntamente comigo. Foram dias intensos de convivência fraterna e aprofundamento das diversas realidades que envolvem a missão do presbítero, tanto pessoais quanto eclesiais, além dos variados desafios que o mundo apresenta nos tempos atuais. Abaixo seguem alguns elementos abordados pelo assessor, tendo como fundamento a dimensão humano-afetiva principalmente a Teoria da AutoTranscendência na Consistência, de Luigi M. Rulla (1922-2002) e seus colaboradores, que parte de uma abordagem interdisciplinar, garantindo os fundamentos teológicos, pastorais, antropológicos e psicológicos para a compreensão da pessoa humana como um todo. É uma visão realista-existencial segundo a qual o ser humano não é um ser perfeito, mas em busca da perfeição, é um ser livre, ao mesmo tempo frágil; e principalmente aberto ao Absoluto.

no interior do próprio ser fazendo-o próprio, reconhecendo nele a sua identidade pessoal. Conforme o que nos descreve Imoda (1996) a pessoa humana, considerada como mistério de direito, é mistério vivido que deve ser tratado não só nos planos cognitivos e intelectuais, mas também no campo afetivo. Este mistério é caracterizado pelo movimento em direção a uma atuação mais plena de suas potencialidades, expressões do finalismo que está na base da dinâmica do desenvolvimento e crescimento. O ser humano tem a possibilidade, capacidade de se autotranscender teocentricamente; essa capacidade tem seu fundamento último na liberdade, que é capacidade dialógica de amor a Deus e ao próximo. Como o ser humano é autotranscendente e livre, é chamado ao diálogo com Deus, tanto no sentido em que o diálogo se torna possível, como no sentido em que é chamado a tomar posição diante de Deus. Como efeito colateral do exercício da autotranscendência e da liberdade teocêntricas, o ser humano se autorrealiza. Vale ainda ressaltar que durante o encontro foram eleitos os novos membros da Comissão Regional dos Presbíteros, que coordenarão os trabalhos da Pastoral Presbiteral no Regional Sul II nos próximos anos.

Tal teoria afirma que na vocação cristã, vivida sob a ação da Graça de Deus, a pessoa internaliza os valores. Internalizar significa introduzir algo

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https://cnbbs2.org.br

A Teoria da Auto-Transcendência na Consistência assenta em vários pressupostos: Deus chama a pessoa a uma nova existência, cujo centro é Cristo; Deus estabelece um diálogo com o homem, cujo fruto é a vocação cristã; a resposta que o homem dá implica toda a pessoa, o homem não foi criado para gratificar os seus instintos nem para se autorrealizar; a essência da existência da vida humana está na transcendência; a autêntica realização dos valores cristãos leva o homem a realizar também as suas potencialidades (RULLA, 1987).

Encontro Regional de Presbíteros


Painel

Foto: Patryck Madeira

Missa marcou inauguração de memorial dedicado a Nossa Senhora

A solenidade de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, em 8 de setembro, contou com um destaque entre a programação: a inauguração de um memorial dedicado a Nossa Senhora. O novo memorial foi inaugurado no dia 8 de setembro, na Catedral Basílica de Curitiba, logo após a Missa do Ano Jubilar, celebrada por Dom Francisco Cota.

contando na lateral da igreja com um novo espaço para oração e adoração. Foi construído em partes com recursos de doações da comunidade. A novidade é inaugurada como uma das comemorações do “Ano Jubilar” decretado na Arquidiocese de Curitiba em comemoração aos 350 anos da primeira paróquia de Curitiba, atual Catedral.

O memorial a Nossa Senhora foi inaugurado com a bênção do arcebispo emérito de Curitiba, Dom Pedro Fedalto. A obra consiste em uma imagem de Nossa Senhora da Luz, exposta em uma das janelas externas,

O Ano Jubilar foi iniciado em 8 de setembro de 2018 e encerrado em 30 de setembro de 2019 – data do aniversário de 125 anos da instalação da Diocese de Curitiba.

“Comunidades Eclesiais Missionárias” foi tema da Assembleia do Povo de Deus da CNBB Sul 2 Foi realizado de 20 a 22 de setembro, na Casa de Retiros do Mossungue, em Curitiba (PR), a 40ª Assembleia do Povo de Deus da CNBB Sul 2. Participam todos os arcebispos e bispos do Paraná, os coordenadores arqui/diocesanos da Ação Evangelizadora, da Animação Bíblico-catequética, da Pastoral Litúrgica, de Pastoral Social e os coordenadores regionais de Pastoral, Movimento e Organismo, somando cerca de 150 pessoas. O assessor, Dom Leomar Antonio Brustolin, bispo auxiliar de Porto Alegre, falou sobre a cultura urbana e a evangelização. Os reuniramse em grupos para dialogar e propor os elementos centrais para a construção do texto das diretrizes

para o Regional. A assembleia contou também com um momento de lançamento da Ação Missionária de construção de uma Escola na Missão São Paulo VI, em Guiné-Bissau, África.

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Painel

Os arcebispos e bispos do Regional Sul 2 da CNBB reuniram-se em assembleia na Casa de Retiros Nossa Senhora do Mossunguê, em Curitiba, nos dias 19 e 20 de setembro. Foi a terceira reunião do ano, na qual os bispos têm a oportunidade de se encontrar, partilhar as alegrias e desafios, rezar juntos e refletir sobre assuntos da caminhada pastoral e administrativa do Regional. Os arcebispos e bispos do Regional Sul 2 da

foto: CNBB Sul 2

Bispos do Paraná se reuniram em assembleia CNBB reuniram-se em assembleia na Casa de Retiros Nossa Senhora do Mossunguê, em Curitiba, nos dias 19 e 20 de setembro. Foi a terceira reunião do ano, na qual os bispos têm a oportunidade de se encontrar, partilhar as alegrias e desafios, rezar juntos e refletir sobre assuntos da caminhada pastoral e administrativa do Regional.

Pós-graduação em Comunicação Religiosa O Curso de Pós-graduação em Comunicação Religiosa prepara o estudante com técnicas apropriadas para apresentar a mensagem cristã ao mundo contemporâneo em linguagem característica nos âmbitos prático e teórico. O conteúdo do curso está pautado nas diretrizes da Igreja Católica e permite a compreensão da comunicação eclesial em seus diversos ramos: bíblico-catequético, vocacional, vida consagrada, Igreja em saída, social etc. É voltado para interessados em comunicação religiosa e mídias digitais, padres, religiosos e religiosas, seminaristas, coordenadores de comunicação de setores, dioceses e institutos de vida consagrada, profissionais de comunicação e marketing, jornalistas, teólogos, filósofos, enfim pessoas com qualquer formação superior e que tenham interesse no assunto.

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A Pós Graduação é composta de três módulos, iniciando em 6 de janeiro de 2020 e finalizando em 15 de janeiro de 2021. Local: FASBAM – Faculdade São Basílio Magno, Rua Carmelo Rangel, 1200, Seminário – Curitiba/PR. CEP: 80.440-050. As inscrições podem ser feitas no site fasbam.edu.br ou na secretaria da FASBAM: (41) 3243-9800.


Curso de Bacharelado em Teologia Uma iniciativa acordada entre o Instituto Marista, Reitoria da PUCPR e Arquidiocese de Curitiba viabiliza que estudantes matriculados no curso de Bacharelado em Teologia tenham mensalidade diferenciada, com bolsa de 80%. O curso prepara o estudante para trabalho pastoral, pesquisa, área acadêmica, trabalhos na educação entre outros. Está entre os mais conceituados do País, possui um corpo docente de excelência com professores de reconhecimento nacional e internacional. “’Quanto mais somos formados, mais sentimos a exigência de continuar a melhorar a formação; assim como, quanto mais somos formados, mais nos tornamos capazes de formar os outros (CL, 63)’. Desta forma, entendemos que a formação é tanto um direito como um dever para leigas e leigos, sobretudo, para os que estão engajados em alguma pastoral, movimento, ou exercem alguma função nas atividades da comunidade ou na Paróquia”, comenta o coordenador do curso, prof. Ernesto Sienna.

As inscrições para o vestibular tradicional ou agendado podem ser realizadas pelo link www.pucpr.br/vestibular

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Profile for Sintática  Comunicação

Revista Voz da Igreja - Outubro/2019  

Revista Voz da Igreja - Arquidiocese de Curitiba www.arquidiocesedecuritiba.org.br Produção: Sintática Comunicação

Revista Voz da Igreja - Outubro/2019  

Revista Voz da Igreja - Arquidiocese de Curitiba www.arquidiocesedecuritiba.org.br Produção: Sintática Comunicação

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